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CP. AUT. PROJ.

PROJETOS INDUSTRIAIS

TREINAMENTO E CONSULTORIA TÉCNICA

PROJETOS INDUSTRIAIS TREINAMENTO E CONSULTORIA TÉCNICA Volume 8 Elabora ç ão: Pro j. Carlos Paladini Rua
PROJETOS INDUSTRIAIS TREINAMENTO E CONSULTORIA TÉCNICA Volume 8 Elabora ç ão: Pro j. Carlos Paladini Rua

Volume 8

Elaboração: Proj. Carlos Paladini

Rua Artur Moreira, 197 – Jd. Marek - Santo André – SP - CEP: 09111-380 Fone: (0xx11)4458-5426 - Cel: (0xx11)9135-2562 - E-mail: cpautproj@uol.com.br

Índice Vol. 8:

EXERCÍCIOS

pág.

1

CÁLCULOS DOS DIÂMETROS DOS TAMBORES

pág.

1

TEORIA SOBRE MOITÕES

pág.

2

Moitão simples

 

Moitão Gêmeo

Cálculo do rendimento do moitão

Cálculo da força máxima

Exercícios

DIMENSIONAMENTO DE TAMBORES

pág.

4

Cálculo do número de espirais

 

TAMBORES RANHURADOS

pág.

5

Moitão Gêmeo

 

Verificação do ângulo

Verificação da proporcionalidade

Materiais utilizados na fabricação de tambores

pág.

6

SOLICITAÇÕES NO TAMBOR

pág.

6

DIMENSIONAMENTO DAS FLANGES LATERAIS

pág.

7

POTÊNCIA DE LEVANTAMENTO

pág.

8

DIMENSIONAMENTO DOS PARES RODA/TRILHO

pág.

10

Tabelas

POTÊNCIA DE TRANSLAÇÃO

pág.

12

Exercícios

Exercícios:

1. Um guincho reboque será projetado para uma operação diária de 2 horas, estimando-se que com 30% do tempo em uso a carga útil será de 66% da máxima admissível, sendo que se tem preferência pelo uso do cabo anti- girtório e a força máxima do cabo estima-se 1600 kgf, qual o diâmetro do cabo padronizado?

2. Em uma ponte rolante para 15 toneladas, o peso máximo no cabo é de 3,5 toneladas, sendo utilizado em oficina para pequena capacidade, mas sempre que em uso, está em plena carga. Qual o diâmetro do cabo personalizado?

3. Uma ponte rolante de fundição para 65 ton. Funciona com média de 40 operações / hora, sendo que é utilizada para transporte de material em fusão. A força máxima no cabo é de 9 toneladas. Qual o diâmetro do cabo padronizado?

4. Em uma obra, o elevador industrial tem no ramal de seu cabo a força máxima de 1500 kg. Observando a recomendação do C. S., determinar o diâmetro do cabo padronizado.

CÁLCULO DOS DIÂMETROS DOS TAMBORES E POLIAS

- PELA ABNT

Como já visto anteriormente, a duração de um cabo de aço depende principalmente do diâmetro de enrolamento dos elementos como polias e tambores. O valor obtido para

o diâmetro do cabo só será válido se respeitar a seguinte inequação:

D P ou T

H 1

.

H 2 .

dc

min

Onde:

D P ou T = Diâmetro de enrolamento das polias ou tambor, tomando o diâmetro nas

linhas de centro do cabo.

H

1 = Coeficiente tabelado em função do grupo mecânico.

H

2 = Coeficiente tabelado em função do número de flexionamentos do cabo.

Normalmente H 2 = 1,0

TABELA PARA VALORES DE H 1

Grupo Mecânico

Tambores

Polias Ativas

Polias de Compensação

C. C.

C. A.

C. C.

C. A.

C. C.

C. A.

 

1MB

16

16

16

18

14

16

 

1MA

16

18

18

20

14

16

 

2M

18

20

20

22,4

14

16

 

3M

20

22,4

22,4

25

16

18

 

4M

22,4

25

25

28

16

18

 

5M

25

28

28

31,5

18

20

-

PELA DIN

D P ou T = Valor tabela 02

Pág. V10-8

O valor da tabela 02 é obtido em função do grupo mecânico, o mesmo utilizado para a obtenção do cabo de aço. Obs.: A normalização dos diâmetros obtidos pelos dois processos se fazem através das tabelas 07 para polias e tabela 08 para tambores.

Exercícios:

01. Continuando o exercício n.º 1 de cabos, obter:

Diâmetro da polia ativa e diâmetro do tambor, ambos padronizados.

02. Idem para o exercício n.º 2.

03. Idem para o exercício n.º 3.

04. Idem para o exercício n.º 4.

TEORIA SOBRE MOITÕES

Denomina-se moitão ao conjunto de polias ativas fixas e móveis, e possível polia de compensação, responsáveis pela sustentação de carga e subdivisão do peso desta pelos diversos ramais de cabos do conjunto. Podemos ter dois tipos de moitões:

- Moitão simples

- Moitão gêmeo

MOITÃO SIMPLES

É aquele onde uma das extremidades do cabo é amarrada a um ponto fixo, enquanto

a outra vai para o tambor de enrolamento.

MOITÃO GÊMEO No moitão gêmeo tem-se uma construção equivalente a dois moitões simples trabalhando em paralelo. Usando este tipo de moitão, anula-se possível balanço da carga do que se fosse utilizado o moitão simples. No caso do moitão gêmeo sempre o cabo vai para o tambor saindo de polias móveis e sempre as duas pontas do cabo vão para o tambor.

CÁLCULO DO RENDIMENTO DO MOITÃO

Primeiramente vamos verificar o rendimento para uma única polia.

vamos verificar o rendimento para uma única polia. Teoricamente, se analisarmos o sistema mecânico apresentado

Teoricamente, se analisarmos o sistema mecânico apresentado na figura, chegaremos

a conclusão que se não tivermos acelerações ou frenagens na subida da carga Q, ou

seja, o sistema está sendo considerado à velocidade constante de levantamento (V L ).

Teremos, a menos das perdas a seguinte igualdade.

F = Q
F = Q

Entretanto no sistema teremos a presença das seguintes perdas:

01. Atrito no mancal da polia

02. Perdas devido a rigidez do cabo de aço.

Essas perdas são expressas como rendimento da polia (η p ) que em média vale:

Para mancais de escorregamento (bronze) = 0,96

c Para mancais de rolamento = 0,98

Rendimento de um moitão simples:

η =

1 - η

n

p

(

n 1

-

η

p )

n = número de ramais de cabos

Rendimento de um moitão gêmeo

η MG

=

η MS

Usa-se

n

2

n

2

Usa-se

n

gêmeo η MG = η MS ↑ Usa-se n 2 n 2 ↑ Usa-se n no

no lugar de N

CÁLCULO DA FORÇA MÁXIMA

Ou seja: Quando se quiser saber o rendimento de um moitão gêmeo de 8 ramais, saindo da polia móvel, basta procurar na tabela como se fosse um moitão simples de 4 ramais, ou calculando, usamos a mesma fórmula do moitão simples, só trocando “n “ por “n /2 “.

Para o primeiro exercício:

η

=

1

- η

n

p

(

n 1 - η

p

)

η =

η MS 4 ramais

=

4

1- 0,98 4 1- 0,98

)

(

η MG 8 ramais

η = 0,97

Fórmula:

Q

n

.

+ g

o

η moitão

F máx

=

[kgf]

Onde: g o = peso do moitão + peso do gancho etc Obs.: Para o cálculo da força máxima, “n” é o número de ramais, indiferente se o moitão é simples ou gêmeo.

Exercícios:

01. Determinar a força máxima no ramal mais solicitado de um moitão gêmeo de 8 ramais, usado na ponte rolante. A carga é Q = 30 ton. e o peso do moitão é g o 630 kgf. Utilizar mancal de rolamento.

02. Determinar a força máxima no cabo de aço de um moitão gêmeo de 4 ramais, com capacidade para 20 ton. Considerar mancais de rolamento.

03. Determinar a força máxima no cabo de aço de um moitão gêmeo para uma

capacidade de 50 ton

Considerar mancais de escorregamento.

04. Determinar a força máx. no cabo de uma talha exponencial para capacidade de 25ton., sendo o peso de cada polia 20 kgf. Adotar mancais de escorregamento.

talha exponencial para capacidade de 25ton., sendo o peso de cada polia 20 kgf. Adotar mancais

DIMENSIONAMENTO DE TAMBORES

Os tambores nas máquinas de levantamento são os elementos utilizados para

tracionar e armazenar o cabo de aço do mecanismo de levantamento. Quanto aos

tipos que podem ser construídos, temos os lisos e os ranhurados.

1º TAMBORES LISOS São utilizados nas montagens onde se tem o problema de espaço, como por exemplo nos guindastes, sendo somente utilizados para moitão simples, pois assim será possível o enrolamento do cabo em mais de uma camada no tambor, sendo para isso sempre a utilização de cabos com alma de aço para evitar o esmagamento do cabo.

de cabos com alma de aço para evitar o esmagamento do cabo. Onde: Dt = Diâmetro

Onde:

Dt

= Diâmetro do tambor

dc

= Diâmetro do cabo

Pc

= Passo

Neste caso o passo Pc = dc

Dp = Diâmetro primitivo.

CÁLCULO DO NÚMERO DE ESPIRAIS E CAMADAS

primitivo. CÁLCULO DO NÚMERO DE ESPIRAIS E CAMADAS L C = comprimento do cabo L C

L C = comprimento do cabo

L C = n . H

Onde:

n

= número de ramais do moitão simples.

H

= altura de levantamento

n e

=

L

C

π

. Dp

n c

=

n e

. d

c

Lt

Onde:

ne = número de espiras nc = número de camadas Lt = comprimento útil do tambor

Obs: Geralmente todos os tambores das máquinas de levantamento tem de 2 a 3 espiras mortas, ou seja, que nunca se desenrolam para garantir uma menor força solicitante no prendedor do cabo de aço no tambor.

2° TAMBORES RANHURADOS

2° TAMBORES RANHURADOS Onde: a = espaço para fixação do cabo ∴ a ≅ 60 à

Onde: a = espaço para fixação do cabo a 60 à 100 mm. e = espaço para que os cabos não encostem na polia compensadora; Normalmente e d pc (tabela 07).

MOITÃO GÊMEO PARA n RAMAIS DE CABOS.

H = Altura do levantamento

   

L C =

n

 

. H

 

(para cada lado a ser enrolado)

ne = número de espiras

 
 

2

 

n = número de ramais Lc = comprimento do cabo

 
 

ne

 

=

L

C

π . Dp

T

ne

total

= ne

+

2

a 3

 

Para cada

lado.

 
 

L

=

ne

total

. P

Para cada

   
 

lado.

P

= passo 1,14

.

dc

LT

=

2

.

L

+

2

.

a

+

e

(os dois lados)

   

VERIFICAÇÃO DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DAS RANHURAS

  VERIFICAÇÃO DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DAS RANHURAS tg β = P π . Dp T

tg β =

P

π . DpT

Onde:

β ≅

VERIFICAÇÃO DE PROPORCIONALIDADE ENTRE Lt e Dt

Lt

Dt

2

8

MATERIAIS UTILIZADOS NA FABRICAÇÃO DE TAMBORES

FºFº com τ = 18kgf / mm 2 GG18 Chapa de aço ABNT –1020 calandrada e costurada com solda Após a solda fazer alívio de tensão e usinagem final.

SOLICITAÇÕES NO TAMBOR

1º COMPRESSÃO RADIAL Esta tensão é proveniente do enforcamento localizado, devido ao enrolamento do cabo de aço no tambor. Considerando um anel do tambor de espessura “h “ e largura igual ao passo “p “, teremos:

“h “ e largura igual ao passo “p “, teremos: 2º FLEXÃO LOCALIZADA τ CR =

2º FLEXÃO LOCALIZADA

τ

CR

=

F

máx

cabo

2p . h

FLEXÃO LOCALIZADA τ CR = F máx cabo 2p . h compressão I A expressão que

compressão

I

A expressão que determina o valor dessa tensão é empírica:

τ Flec.

Loc.

=

0,96 . F

máx

.

1 4 6 D 2 . h
1
4
6
D 2
.
h
+ τ ≤ τ . τ CR Flec. Loc. 01.
+ τ
≤ τ .
τ CR
Flec.
Loc.
01.

Obs.:

6 D 2 . h + τ ≤ τ . τ CR Flec. Loc. 01. Obs.:

II

Para verificação de dimensionamento, compomos as duas solicitações acima:

III

Para resolver as equações acima, devemos adotar um valor para “h “, nas

equações I e II e depois, verificar este valor adotado na equação III.

02. τ = 1000 kgf / cm 2 para SAE 1020

τ = 500

kgf / cm 2 para GG18 (cuidado com as unidades)

03. Os valores da tensão admissível anterior ( τ ) podem ser aumentadas em

até 20% quando se está projetando em grupos mecânicos bastante baixos.

DIMENSIONAMENTO DAS FLANGES LATERAIS

As flanges laterais dos tambores devem ter espessura suficiente para resistir ao flexionamento que será provocado pelas forças na direção axial do tambor, provenientes da puxada lateral da carga a ser transportada.

provenientes da puxada lateral da carga a ser transportada. Força Axial H ≅ 0,1 . F

Força Axial

H

0,1

.

F máx . 2 quando o moitão gêmeo

 

τ flexão

=

1,44

( 1

-

2 d

1

)

H

(espessura da flange)

.

 

flange

3 D

 

hf

2

τ flexão flange

τ

 

τ = 800 kgf / cm 2 para SAE 1020

   

e 0,4 . d

 

τ = 250 kgf / cm 2 para GG18

   
 

d

1 = d + 2 . e

 

Exercícios:

1. Uma ponte rolante de 25 ton. de capacidade deverá ser construída para moitão gêmeo. Obter as dimensões do tambor para essa ponte, sendo dados:

- Peso aproximado do moitão = 480kg.

- Ponto rolante de oficina para elevação de grande capacidade.

- Polias com mancal de rolamento.

- Altura de levantamento = 7 metros.

- Espaço para fixação a = 100 mm.

2. Uma ponte rolante será projetada para 5 horas de uso diário, sendo que a

metade do tempo de funcionamento com 1/3 da carga útil. A capacidade de carga é de 10 ton. e o moitão de 4 ramais. Dimensionar o cabo e o tambor, sendo dados:

- Mancal da polia = rolamentos.

- Altura de levantamento = 10m.

- Espaço para fixação do cabo

- Mancal da polia = rolamentos. - Altura de levantamento = 10m. - Espaço para fixação

a = 100mm.

POTÊNCIA DE LEVANTAMENTO

A potência que iremos considerar é quando o sistema já se encontra em regime, ou

seja, o motor já está em sua rotação assíncrona ( movimento uniforme) . No momento da patrida, ou seja, de retirar a carga do solo por exemplo, existe uma potência de aceleração, mais além de existir por um curto espaço de tempo, seu valor não chega a

1% do valor da potência em regime, portanto não iremos considerá-la em nossos cáculos.

N =

Q .

60 . 75 .

V1 . 1000

V1 . 1000

η

transmissão

[CV]

Onde:

Q [ton.] = peso da carga

V 1 [ m / min] = velocidade de subida da carga

η transmissão

=

η moitão .

η tambor

. η redutor

- RENDIMENTO DO TAMBOR

η tambor

= 0,98

- RENDIMENTO DO MOITÃO Já foi calculado anteriormente ou tabela pg. V11-1

- CÁLCULO DO RENDIMENTO DO MOITÃO Esse rendimento é função do número de rolamentos e do número de pares de engrenagens. Portanto, devemos calcular da seguinte forma:

1º - Necessita-se saber a rotação assíncrona do motor, a rotação de placa (síncrona, não leva em consideração o fator de escorregamento que é aproximadamente igual a 5%). Exemplo:

Motor de 4 polos:

ns =

120 . f

120 . 60

=

P

4

=

1800 rpm

nas = 0,95 . 1800 = 1710 rpm que é a rotação real no eixo do motor

Obs.: ns

= rotação síncrona

nas

= rotação assíncrona

f

= frequência da rede elétrica, no caso do Brasil, a frequência é de 60 Hz.

2º - Necessita-se saber a velocidade tangencial do tambor:

V cabo = n

.

V subida da carga

n

tambor

rpm

=

V cabo

π . Dp do tambor

Relação de transmissão

i =

n

motor

n

tambor

- 1

= 2 para moitão de 4 cabos

- = 3 para moitão de 6 cabos

= 4 para moitão de 8 cabos

-

2 -

n

n

n

- 3 -

Obs.: Verificar a numeração das fórmulas a serem aplicadas.

Tendo a relação de transmissão, podemos saber quantos pares de engrenagens terá

o nosso redutor, da seguinte maneira:

Para cada par de engrenagens, considera-se no máximo, uma relação de transmissão de 1:5,

Portanto:

Até 1:5

Temos

1 par

De 1:5

a 1:25

Temos

2 pares

De 1:25

a 1:125

Temos

3 pares

De 1:125

a 1:625

Temos

4 pares

Tendo o número de pares de engrenagens, podemos saber o número de rolamentos, fazendo um esquema do redutor.

Exemplo: 2 pares de engrenagens:

um esquema do redutor. Exemplo : 2 pares de engrenagens: Temos 3 pares de rolamentos, portanto,

Temos 3 pares de rolamentos, portanto, temos 6 rolamentos.

Logo: η redutor = η 6 rolamento . η 2 par de engrenagens

Como:

η rolamento = 0,985 η par de engrenagens = 0,97

Temos:

η redutor = 0,9856 6 . 0,97 2

Logo: η redutor = 0,86 ou seja 86%

Exercícios:

01. Dada uma ponte rolante de capacidade 10 ton. e com velocidade de subida da carga de 8 m/min., utilizando um moitão de 4 ramais e um motor de 4 pólos,

dimensionar a potência do motor de levantamento. ( V cabo , η tambor iP). São dados:

Mancal das polias = rolamento Diâmetro do tambor = 400 mm

02.

Idem ao anterior com os seguintes dados:

Q

= 40 ton.

V Lev

= 10 m/ min

Moitão gêmeo de 8 ramais Motor de 4 pólos Mancal de escorregamento Diâmetro do tambor = 500 mm

03. No projeto de uma ponte rolante de capacidade 25 ton. que elevará a carga a uma altura de 15 m., a uma velocidade de 10 m/ min, sendo 50 operações por hora através de um motor que deverá ter uma rotação síncrona de 1200 rpm, as polias a serem utilizadas terão mancal de rolamento. Com esses dados, dimensionar pela DIN, o seguinte:

- Diâmetro do cabo de aço.

- Verificação do C. S.

- Diâmetro do comprimento do tambor.

- Potência do motor de levantamento.

DIMENSIONAMENTO DOS PARES RODA / TRILHO

A expressão que colocaremos a seguir informa o diâmetro da roda em função dos

valores da carga sobre esta, a largura útil do trilho e um coeficiente que existe devido

à pressão existente entre a roda e o trilho e o módulo de elasticidade de ambos.

- Pela ABNT

K

P

. b

D R min

[mm]

Onde:

P

= carga sobre a roda [kgf]

K

= coeficiente de carga [kgf /mm]

b

= largura útil do trilho [mm]

O

coeficiente K é obtido através da seguinte relação:

K

= P L

.

C 1

.

C 2

 

Onde:

 

P

L = pressão dada em função do material ou da rup τ .

C

1 = coeficiente em função da rpm

C

2 = coeficiente em função do grupo mecânico.

Obs.:

rup τ ≅ 0,35 H B

mm 2

TABELAS:

P L [ kgf / mm 2 ]

τ R [ kgf / mm 2 ]

0,50

> 50

0,56

> 60

0,65

> 70

0,72

> 80

Grupo mecânico

C

2

1MA - 1MB

1,12

2M

 

1,0

3M

 

0,9

4M

-

5M

0,8

rpm

C

1

200

 

0,66

160

 

0,72

125

 

0,77

100

 

0,82

80

 

0,87

50

 

0,94

40

 

0,97

31,5

 

1,0

25

 

1,03

20

 

1,06

16

 

1,09

10

 

1,13

Obs.: 01 - A tabela de PL é fornecida referindo-se aos Aços Comuns, para F O F O Nodular, deve-se usar:

PL = 0,50

O F O F O Nodular é usado em equipamentos de baixa capacidade, visando a economia

do custo. 02 – A largura útil do trilho, quando não tabelada, é fornecida pela fórmula:

4

3

B = b +

.

r

Onde:

B

= largura do trilho (CSN)

b

= largura útil do trilho

r

= raio de arredondamento

03 – Os valores de PL, C 1 e C 2 são válidos para diâmetros de rodas iguais ou menores que 1250 mm.

- PELA DIN

Utilizando-se a norma Alemã, teremos o seguinte critério de cálculo:

P = K . b . D P D = K . b
P = K
. b
. D
P
D =
K
. b

Onde:

P

K

b

D

= carga sobre roda

[kgf]

= coeficiente de carga [kgf / cm2] - Ver V8-11

=

largura útil do trilho

diâmetro da roda

e V12-1 gráfico
[cm]

=

Para se obter o valor de K , recorremos ao gráfico de Tabela . Na tabela obteremos as durezas de Brinell para vários tipos de trilhos. Comparando este valor com a dureza da roda, esta será de valor menor, neste caso, basta saber qual a velocidade empregada à roda em (m / s) e entrar no gráfico no eixo das abcissas, subindo na vertical até a

curva de dureza da roda e ai retirar o valor de K no eixo das ordenadas. Obs.:

K

=

1

.

K para serviços leves

K

= 0,9 . K para serviços médios

K

= 0,8 . K para serviços pesados

Exemplo:

Para – Dureza da roda igual a 150 HB Trilho TR – 37 Pela tabela, obtemos a dureza do trilho = 210 HB Portanto, HB roda < HB trilho Temos velocidade = 60 m /min = 1, /s

No gráfico, V =

Considerando serviço médio:

1 m /s

K

= 54 kgf / cm 2

K = 0,9K

=

0,9

.

54

=

48,6

kgf / cm 2 .

Tendo o valor de K , podemos calcular o diâmetro da roda.

Exercícios: pela DIN:

01 - Feitos os cálculos de resistência dos materiais, chegou-se ao valor de 10 ton. para o peso na roda que movimentará uma ponte rolante cuja estimativa é de 6300 horas de vida para uma carga de aproximadamente 30% da total na metade do tempo de uso. A ponte rolante funcionará a 80 m /min, o material da roda tem dureza superficial de 170 HB e o trilho será TR – 32. Obter o diâmetro da roda para translação da ponte.

02 -

norma DIN, as condições de operação são as seguintes:

- carga máxima = 30 ton.

- peso do corpo completo - Go = 4 ton.

- peso da ponte rolante

- velocidade de translação da P. R. = 55 m /min.

- Trilhos TR-37 para a P.R.

- Material da roda dureza 150 HB.

- Ponte para serviços leves.

Uma ponte rolante foi dimensionada visando-se a padronização das rodas pela

-

G

= 48 ton.

leves. Uma ponte rolante foi dimensionada visando-se a padronização das rodas pela - G = 48

V8 V8 - - 11 11

POTÊNCIA DE TRANSLAÇÃO ( carro ou ponte) A potência de translação é considerada com a

POTÊNCIA DE TRANSLAÇÃO ( carro ou ponte)

A potência de translação é considerada com a potência necessária para vencer o momento retilíneo da roda que é composto pelo atrito da roda com o trilho e o atrito do mancal da roda com o eixo resultante, na seguinte equação:

W T

. V

.

Σ Pesos

N

=

[CV]

60 . 75 .

η Transmissão

Onde:

W T = É a força necessária no eixo da roda por tonelada de peso nesta. Consegue-se na pag. em função do diâmetro da roda e tipo de mancal.

V =

Velocidade de translação [ m / min]

Pesos = Quando translação do carro

→ ∑ pesos

=

carga

+

peso carro.

Quando translação da ponte

→ ∑ pesos

=

carga

+

ponte + carro.

η Transmissão = η Redutor

Exercícios:

01- Dimensionar o motor de translação da ponte rolante cuja velocidade é de 80 m / min e tem as rodas com 1400 mm de diâmetro utilizando mancal de rolamento. O motor a ser utilizado será de 6 rolos. Utilizar o sistema de translação com um único redutor. Dados:

- Capacidade Q =

- Ponte rolante G = 62 ton.

- Cabine G = 1,5 ton.

- Carro Go = 29ton.

45 ton.

Obs.: Considerar sobre potência calculada um fator de serviço de 25% para

dimensionamento do motor.

02- Para esquema da ponte rolante abaixo, determinar:

- Diâmetro da roda de translação da ponte

- Potência do motor de translação.

Dados:

- Ponte com 8 rodas

- Trilho TR – 50

- Dureza da roda = 150HB

- Motor para 1800 rpm

- Velocidade de translação = 70 m /min

- Servido pesado

- Capacidade Q = 40 ton.

- Peso da ponte G = 60 ton.

- Peso do carro Go = 26 ton.

- Serviço pesado - Capacidade Q = 40 ton. - Peso da ponte G =
- Serviço pesado
- Capacidade Q = 40 ton.
- Peso da ponte G = 60 ton.
- Peso do carro Go = 26 ton.

03 - Verificar se há possibilidade de se utilizar as seguintes chapas:

1 /2 “ . 1 m . 3 m ; 5/8 “ . 2 m . 6 m ; 3/4 “ . 1,5 m , 3 m, para confecção do tambor de uma ponte para 30 ton., sabendo que funcionará com 10 ciclos por hora, sendo o moitão com mancais de escorregamento e altura de levantamento de 6 metros. Espaço para fixação é de 70 mm.

04 – Verificar se há possibilidade de se utilizar alguns dos motores abaixo:

30 CV - 4 pólos ou 50 CV - 6 pólos para o sistema de levantamento de uma ponte para materiais em fusão. O fornecedor especifica por questões de segurança, velocidade de levantamento máxima de 3 m /min. Considerar DT = 700 mm e a capacidade da ponte = 30 ton.

05 – Verificar se há possibilidade de se utilizar algumas rodas em estoque de diâmetro 630 mm, sendo que nos cálculos obteve-se uma reação de 60 ton. Está se utilizando trilhos TR – 37 para uma ponte de 8 rodas, sendo que por questões de vibração, a velocidade não ultrapasse 30 m/min. Especifica-se a dureza da roda de 170 HB e a ponte é para serviços pesados.

06 – Sabendo-se que a potência de translação de uma ponte para 40 ton. é de 60 CV,

verificar se pode ser utilizado um redutor com 2 pares de engrenagens, sabendo-se que:

- motor de 4 pólos

- peso do carro e ponte = 60 ton.

- e a ponte translada com 35 m/min para uma roda de 630 mm.