Avaliação de Conteúdos

Dimensão Conceitual A dimensão conceitual do conhecimento implica que a pessoa esteja estabelecendo relações entre fatos para compreendê -los. Os fatos e dados, segundo COLL, C. et al. (2000) estão num extremo de um contínuo de aprendizagem e a retenção da informação simples, a aprendizagem de natureza mnemônica ou ³memorística´. São informações curtas sobre os fenômenos da vida, da natureza, da sociedade, que dão uma primeira infor mação objetiva sobre o que é, quem fez, quando fez, o que foi. Os conceitos estão no outro extremo (desse contínuo da aprendizagem) e envolvem a compreensão e o estabelecimento de relações. Traduzem um entendimento do porquê daquele fenômeno ser assim como é.As crianças, para aprenderem fatos, apenas os memorizam. Esquecem mais rápido. Para aprenderem conceitos precisam estabelecer conexões mais complexas, de aprendizagem significativa, identificada por autores como os citados acima. Quando elas constroem os conceitos, os fatos vão tomando outras dimensões, informando o conceito. É como se os fatos começassem a ser ordenados, atribuindo sentido ao que se tenta entender. Como a escola teve, durante muito tempo, a predominância da concepção empirista de ensino como transmissão, a memorização era o referencial mais comum para a avaliação. Nesse sentido, os instrumentos e momentos de avaliação traziam a característica de um espaço em que as pessoas tentavam recuperar um dado de sua memória. Essa atividade, ainda segundo POZO (2000), pode ser feita por evocação (pergunta direta, com resposta certa ou errada) ou por reconhecimento, quando lhe oferecemos pistas e apresentamos alternativas para as respostas. Pode-se levantar a hipótese de que a avaliação foi, durante muito tempo, entendida com a recuperação dos fatos nas memórias. Essa redução do entendimento do que é avaliar vem sendo superada nas reflexões sobre a tipologia dos conteúdos, principalmente ao se diferenciar a aprendizagem e a avaliação de conceitos. A c onstrução conceitual demanda compreensão e estabelecimento de relações, sendo, portanto, mais complexa para ser avaliada. POZO (2000) e ZABALA (1998) apresentam algumas situações e técnicas que contribuem no levantamento de dados sobre a construção concei tual do aluno. É importante conhecer essa discussão, pois, ao decidir a legitimidade de um instrumento de avaliação, cada escola e cada professor precisam analisar seu alcance. POZO mostra que pedir ao aluno que defina um significado (técnica muito comum nas escolas), nem sempre proporciona boa medida para avaliação. É uma técnica com desvantagens, pois pode induzir a falsos erros e falsos acertos. É uma técnica que exige um critério de correção muito minucioso. Ele ainda propõe que, se a opção for por usar essa técnica, que se valide mais o que o aluno expuser com as próprias palavras do que uma reprodução literal. Se usarmos a técnica de múltipla escolha, o reconhecimento da definição, corre-se o risco de se cair na armadilha da mera reprodução de uma defi nição previamente estabelecida e mesmo de um conhecimento fragmentário, o que coloca esse tipo de instrumento e questão na condição de insuficiente para conhecer a aprendizagem de conceitos. Outra possibilidade é a da exposição temática na qual o aluno deb ate sobre um tema incluindo comparações, estabelecendo relações. É preciso cuidado do professor para analisar se o aluno não está procurando reproduzir termos e idéias de autores e sim usando sua compreensão e sua linguagem. Evidencia -se, com isso, a necessidade de se trabalhar com questões abertas. Outra técnica, - a identificação e categorização de exemplos ± por evocação (aberta) ou reconhecimento (fechada), possibilita ao professor conhecer como o aluno está entendendo aquele conceito. Na técnica de rec onhecimento o aluno deverá trabalhar, em questão fechada, com a categorização. Pode ser incluída, portanto, num instrumento como a prova objetiva.

precisa ser amplamente entendida à luz dos v alores que a escola considera formadores. Valores são princípios ou idéias éticas que permitem às pessoas emitir um juízo sobre as condutas e seu sentido. a liberdade. saber procurar dados em várias fontes. Nesse caso. Muitas vezes o aluno está com uma dificuldade procedimental e não conceitual e. A avaliação de aprendiz agem de conceitos remete o professor. o professor não identifica essa dificuldade para então ajudá -lo a superá-la. afetivos (sentimentos e preferências) e condutuais (ações e declaração de intenção). nos trabalhos em grupos. Ex: a solidariedade. saber analisar e concluir a partir dos dados levantados. uma tabela. nesse caso. Dimensão Procedimental A dimensão procedimental do conhecimento implica no saber fazer. saber regi strar. para analisar o que estiver sendo aprendido. O melhor instrumento para isso é a observação sistemática ± um conjunto de ações que permitem ao professor conhecer até que ponto seus alunos estão sabendo: dialogar. O aluno precisa saber observar. Ex: uma pesquisa tem uma dimensão procedimental. É mais difícil de ser trabalhada porque não se descola da formação mais ampla em outros espaços da sociedade. participar das tarefas escolares. resgatar sempre os conhecimentos prévios dos alunos. Nesse caso. A aquisição de valores é alcançada através do desenvolvimento de atitudes de acordo com esse sistema de valores. nos debates. narrativo. tentando responder à situação apresentada. nas relações. um cartaz. Manisfesta se mais através do comportamento referenciado em crenças e normas. Por isso. ampliando as informações sobre o que o aluno está sabendo para além dos momentos formais de avaliação. Depende de uma auto -persuasão que está sempre permeada por crenças que sustentam a visão que as pessoas têm delas mesmas e do mundo. E delas mesmas em relação ao mundo. Por isso é importante diferenciar essas dimensões. horários. Normas são padrões ou regras de comportamentos que as pessoas devem seguir em determinadas situações sociais.Outra possibilidade para avaliar a aprendizagem de conceitos seria a técnica de aplicação à solução de problemas. são desenvolvidas nas interações. trabalhar em equipe. no caso da avaliação de conceitos. o instrumento mais adequado seria uma prova operatória. para o professor perceber como o aluno transfere o conteúdo para a prátic a. que o professor acompanhe de perto essa aprendizagem. fazer uma pesquisa bibliográfica. saber ler. Atitudes são tendências relativamente estáveis das pessoas para atuarem de certas maneiras: cooperar com o grupo. nas quais os alunos fariam exposição da compreensão que têm do conceito. prazos. respeitar datas. como momentos de provas ou outros instrumentos de verificação. são procedimentos que precisam ser desenvolvidos. sendo complexa por seus componentes congnitivos (conhecimentos e crenças). respeitar o meio ambiente. dependendo do instrumento usado. Vale a pena. debater. (ver verbete Instrumentos de Avali ação). As atitudes e valores envolvem também as normas. o momento inicial da aprendizagem. feitas em aula. Outros exemplos de dimensões procedimentais do conhecimento: saber fazer um gráfico. Dimensão Atitudinal A dimensão atitudinal do conhecimento é aquela que indicará os valores em construção. combinados. orientar -se no espaço. portanto. dentre outras. . escrever um texto dissertativo. Devem ser atividades abertas. Portanto. Isso implica legitimar a avaliação inicial. o respeito aos outros. Deveriam ser situações abertas. É importante. o que indica uma natureza do planejamento das atividades de sala de aula. a instituir também a observação como uma técnica de levantamento de dados sobre a aprendizagem dos alunos. a re sponsabilidade.

para avaliar fatos e conceitos. planeja -se como trabalhar as atitudes importantes para a formação dos alunos na adolescência. · Atitudes são tendências relativamente estáveis das pessoas para atuarem de certas maneiras: cooperar com o grupo. Além disso. O professor deve diversificar os instrumentos para cobrir toda a tipologia dos conhecimentos: provas. Para mudança de atitudes é que são feitos os projetos. Valores são princípios ou idéias éticas que permitem às pessoas emitir juízo sobre as condutas e seu sentido. prazos. suas atitudes? Feito isso. é a partir dela que se pode fazer uma avaliação do que realmente pode ser considerado aprendido. Como são os alunos individualmente em grupos? Que grupos sociais representam? Como se comportam e se vestem? O que apreciam? Quais seus interesses? O que valorizam? O que fazem quando não estão na escola? Como suas famílias vivem? O que suas famílias e vizinhos fazem e o que comemoram? Como se organiza o espaço que compartilham fora da escola? Como falam. observação para avaliar a aprendizagem de procedimentos e atitudes. participar das tarefas escolares. horários.. combinados.Os melhores instrumentos para se avaliar a aprendizagem de atitudes são a observação e auto avaliação. usando a prática de datar o que está sendo registrado e propiciando ao próprio aluno refletir sobre o que ele já sabe acerca de um conteúdo novo quando se começa a estudar seriamente sobre ele. conceitos. sua adesão/rejeição às normas. Ela é um início de diagnóstico que ajudará aos professores e alunos conhecerem o processo de aprendizagem. SUGESTÕES DE AVALIAÇÃO INICIAL / CAMPO ATITUDINAL Essa sugestão não substitui a avaliação inicial de cada conteúdo que é introduzido. a responsabilidade. expressam seus sentimentos.. deve-se validar o momento de avaliação inicial em todo o processo de aprendizagem.. respeitar datas. a liberdade. trabalhos e o bservação. Ex: a solidariedade. respeitar o meio ambiente. Para uma avaliação completa (envolvendo fatos. auto -avaliação para avaliar atitudes e conceitos.. . deve -se formalizar sempre o momento da avaliação inicial. observação para concluir na avaliação da construção conceitual. seus valores. procedimentos e atitudes). o respeito aos outros. pois.

habilidades de comunicação. Fatos ou dados devem ser ³aprendidos´ de forma reprodutiva: não é necessário compreendê -los. sendo identificados como conteúdos procedimentais. criar situações orientadas para os alunos desenvolvê -las. no que parece ainda não saber. habilidades analíticas. envolvendo operações motoras e cognitivas. tabela de símbolos químicos. Os professores precisam identificar as inúmeras habilidades que pressupõem estratégias cognitivas para a aprendizagem e torná -las objeto do (re) planejamento e conteúdo do r egistro na ficha/relatório. enquanto as habilidades e valores são transdisciplinares. Os professores devem planejar o trabalho com base nessas estratégias cognitivas para a aprendizagem. h abilidades de assimilação e retenção da informação) correspondem as estratégias cognitivas para a aprendizagem. nas dúvidas que persistem. Através de suas respostas. ou seja. Ex: capitais de um estado ou país. data de acontecimento. calcular. traduzir. O planejamento dos professores deve envolver a possibilidade de posicionamento dos alunos.Orientações para conhecer a aprendizagem de procedimentos Anotar o que os alunos já sabem em relação às habilidades que a escola valoriza e ensina (e o que ainda não sabem). e exercitação múltipla e a reflexão sobre a ação. Depois de realizada a avaliação inicial. os meios para se chegar onde se quer são importantes e precisarão ser ensinados. Levar em conta o que está destacando no Box:As habilidades implicam ³saber fazer´. fornecem dados para os professores analisarem como se encontram em relação à construção conceitual. nas interpretações inadequadas. Outro instrumento muito importante na avaliação. compondo com a avaliação final. recortar. Outra boa alternativa é propor aos alunos situações problema para resolução. As referências são disciplinares (na perspectiva dos conteúdos curriculares). Orientações para conhecer a aprendizagem de concei tos e fatos Roteiro do professor: Que conceitos e fatos (próprios da escolaridade) os alunos já desenvolveram? É preciso definir que fatos e conceitos serão objetos da observação dos professores para planejar a comunidade das aprendizagens. os professores podem se organizar para ensinar. Só que a observação inicial. os professores terão dados para dar continuidade ao trabalho com a Avaliação Formativa: a s erviço das aprendizagens. habilidades organizativas. habilidades inventivas ou criativas. Habilidades na busca de informação: Como e onde está armazenada a informação em relação a uma matéria Como fazer perguntas? · Como usar uma biblioteca? Como usar material de referência? A cada grupo de habilidades (sociais. seguida de registros do professor sobre como a aprendizagem do conceito é manifestada pelo aluno: nos exercícios em sala. um objetivo. Desde que identificadas. Por exemplo: ler. ou realizar um debate.· Normas são padrões ou regras de comportamentos que a pessoas devem seguir em determinadas situações sociais. desenhar. a atividade desenvolvida e a aplicação do conhecimento em situações e contextos diferenciados. . propor. observar. estende-se por todo o processo de aprendizagem e de avaliação. ³colocar em ação´. i nferir. Envolvendo também a realização das ações. Possibilit am aos alunos proceder (saber o que fazer) ao longo de uma construção conceitual. saltar. nas questões levantadas. classificar. se a intenção for obter o conhecimento oral das idéias. Esses conteúdos envolvem um conjunto de ações ordenadas com um fim. Quando uma intenção educativa for o ³ posic ionamento diante da informação´.Uma boa maneira de avaliar conceitos é propor uma exposição temática escrita.

Dentro de um conceito como o de sociedade.Correspondem a uma informação verbal literal como vocabulários. eles devem referenciar o trabalho nos conceitos específicos. Um aluno aprende. construído nas representações sociais e o conceito científico. Nesse caso. A avaliação diagnóstica fornece ao educador informações para que possa por em exercício a idealização de forma adapta da às características de seus educandos. Atravessam todos os conteúdos das matérias. Avaliação Diagnóstica A avaliação diagnóstica é dita como avaliação primaria. Esse processo de repetição não se adequa à construção conceitual. ao definir o que referenciará o trabalho do professor. outros específicos como o de migração.Princípios são conceitos muito gerais. Esse processo de construção conceitual não é estanque. à organização conc eitual de uma área. apresentar. pois pode ser necessário o seu aproveitamento quando o estudante evidencia empecilhos de aprendizagem. se a compreensão de conceitos como so ciedade e cultura são princípios das áreas de humanas. a avaliação formativa. Será preciso esclarecer as características dos fatos e dos conceitos como objetos de conhecimento. apenas memorização. Portanto. Dentro dos conceitos científicos. mas não sabe explicar. atribu i significado. e os conceitos específicos. Implica um procedimento de exame. Eles orientam a compreensão de noções básicas. quando o explica com suas próprias palavras. subjacentes. dita processual ou de desenvolvimento. ou numa analise crítica à educação tradicional. até saberem explicar com as suas palavras. em face dos conteúdos trabalhados. teremos que considerar uma outra modalidade de avaliação. o que vai ajudá-los a entender melhor. Para isso se usa a repetição. Avaliação Formativa Ao longo do procedimento educacional. mesmo porque existe uma outra modalidade de avaliação consecutiva que pode bem sucedê -la e que permiti a observação do avanço e da qualidade da aprendizagem alcançada pelos alunos. em determinados períodos. devendo ser o objetivo maior da aprendizagem na educação básica. buscando mesmo a automatização da informação. Assim. POZO (2000) ainda chama a atenção para a distinção entre os princípios. podendo saber. crescimento populacional. nem sempre explícitos. que ocorre ao longo do processo de ensino-aprendizagem. intrometendo-se na implementação do plano de curso e da programação das atividades didáticas. Não deve ser colocada de lado em vários outros andamentos da prática do processo de ensino. democracia. Nessa modalidade. será muito importante uma revisão conceitual por área de conhecimento e por disciplina. adquire um conceito. eles estão num início de processo de compreensão do conceito. A avaliação é formativa no significado de que aconselha como os alunos estão se transformando em direção aos objetivos almejados. Precisam trabalhar mais a situação. ele está em permanente movimento entre o conceito espontâneo. É importante frisar que a avaliação diagnóstica não deve ser empregada por um longo tempo. É comum o aluno dizer que sabe. estariam subjacentes . de alto nível de abstração. nomes ou informação numérica que não envolvem cálculos. o educador acompanha o estudante metodicamente ao longo do processo educativo. por exemplo. ou conceitos estruturador es. . qualificar e produz a importância de algum aspecto da conduta do estudante. o que o aluno já aprendeu em face dos escopos indicados.

a partir desta concepção. portanto. Sua ação pedagógica deve estar voltada para a compreensão dos processos sócio-cognitivos dos alunos e a busca de uma articulação entre os diversos fatores que constituem esses processos ± o desenvolvimento psíquico do aluno. na manutenção da aprovação/reprovação. cultural. a construção da identidade e da subjetividad e. simbólica. registrar os fracassos ou os sucessos através de notas ou conceitos. ética. este tipo de avaliação não comporta registros de natureza quantitativa (notas ou mesmo conceitos). mas se efetivam na vida social e cultural. É nas interações que estabelece com seu meio que o ser humano vai se apropriando dos sistemas simbólicos. Trata-se. mas a compreensão e a regulação dos processos dos educandos. entre outras. Trata-se. aqui. Não importa. que é constituída por dimensões de natureza diversa . social. da forma dos alunos. a avaliação a serviço das aprendizagens desmistifica a idéia de seleção que está implícita na discussão sobre aprovação automática. a socialização. mas interpretar e compreender os seus processos. Tampouco pode -se pensar. de avanços ou de mudanças no seu planejamento e no desenvolvimento das ações educativas. nas suas aprendizagens. E cabe ao professor interpretar o significado desse desempenho. É uma avaliação que procura administrar. de forma contínua. cognitiva. suas experiências sociais. fazendo as mediações necessárias para que as aprendizagens aconteçam.Avaliação Formativa Essa perspectiva de avaliação fundamenta -se em várias teorias que postulam o caráter diferenciado e singular dos processos de formação humana. a avaliação constitui-se numa prática que permite ao professor aproximar-se dos processos de aprendizagem do aluno. tendo em vista auxiliá-los na sua trajetória escolar. portanto. A aprendizagem é uma atividade que se insere no processo global de formação humana. de uma avaliação que tem como finalidade não o controle. suas vivências culturais. estética. Isso significa entender que a avaliação. Esses estudos sobre a formação humana e a aprendizagem traze m implicações profundas para a educação e destacam a importância do papel do professor como mediador do processo de construção de conhecimento dos alunos. Nessa perspectiva. emocional. Sua função é permitir ao professor identificar os progressos e as dificuldades dos alunos para dar continuidade ao processo. Nes se contexto. e é através deles que o ser humano elabora formas de conceber e de se relacionar com o mundo físico e social (ver verbete Aprendizagem). apontando as necessidades de continuidade. já que estes são insuficientes para revelar tais processos. Esses processos têm uma base orgânica. in do além da constatação. mas entender o significado do desempenho: como o aluno compreendeu o problema apresentado? Que tipo de elaboração fez para chegar a determinada resposta? Que dificuldades encontrou? Como tentou resolvê -las? Na Avaliação Formativa. Segundo PERRENOUD (2000). Sendo assim. envolvendo o desenvolvimento. sua história de vida ± e as intenções educativas que pretende levar a cabo. o professor precisa construir um conjunto de habilidades e competências específicas. o desempenho do aluno deve ser tomado como uma evidência ou uma dificuldade de aprendizagem (ver verbete Erro e Correção). a progressão dos alunos. . das práticas sociais e culturais de seu grupo. Caracterizando-se como uma prática voltada para o acompanhame nto dos processos dos alunos.afetiva. Aprendizagem e formação humana são processos de natureza social e cultural. A Avaliação Formativa é um trabalho contínuo de re gulação da ação pedagógica. compreender como esse aluno está elaborando seu conhecimento. para realizar a Progressão Continuada. Isso porque este tipo de avaliação não tem como objetivo classificar ou selecionar os alunos. irá subsidiar o trabalho do professor. de Progressão Continuada (ver verbete Progressão Continuada). e promover ações que os ajudem a avançar no seu desenvolvimento. a avaliação coloca -se a serviço das aprendizagens.

A flexibilização do tempo e do trabalho pedagógico possibilita o respeito aos diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos e a organização de uma prática pedagógica voltada para a construção do conhecimento. A estruturação do tempo é parte do planejamento pedagógico semanal ou mensal. de forma suficientemente flexível para incorporar. Tendo em vista a diversidade de ritmos e p rocessos de aprendizagem dos alunos. Este tipo de organização tende a romper com a fragmentação do trabalho pedagógico. apresentar problemas ou perguntas e propor atividades que deman dem diferentes níveis de raciocínio e de realização. é fundamental conhe cer a situação do aluno. o desenvolv imento das atividades. não pode restringir -se á sala de aula. A diversificação das tarefas deve também possibilitar aos alunos que realizem escolhas. Os tempos podem ser organizados. Ao mesmo tempo. facilitando a interdisciplinaridade e o desenvolvimento de uma Avaliação Formativa. o uso de variados instrumentos e procedimentos de avaliação (ver verbete Instrumentos de Avaliação). para a pesquisa. o que ele sabe e o que ele ainda não sabe. um dos aspectos importantes da ação docente deve ser a organização de atividades cujo nível de abordagem seja diferenciado. 1h. possibilitará ao professor compreender o processo do aluno para esta belecer novas propostas de ação Uma mudança fundamental. organiza-se o planejamento do trabalho. Essa atividade não se constitui exclusivam ente no .) os recortes de cada disciplina. em torno de projetos de trabalho. no entanto. Isso significa criar situações. adolescência. diz respeito à organização dos professores. de nós mesmos e de nossa relação com tudo isso. as adequações que se fizerem necessárias. Ex: definir um grupo de X professores para trabalhar com 5 turmas de um mesmo ciclo ou de séries aproximadas.Inicialmente. evitando rupturas ao longo do processo. O espaço de aprendizagem também deve ser ampliado. A organização escolar por ciclos é uma experiência que busca harmonizar os tempos da escola com os tempos de aprendizagem próprios dos ser humano.). tendo em vistas as intenções educativas definidas. os níveis de ensino são formas de estruturar o tempo escolar que têm como fundamento a lógica da organização dos conteúdos. não seguem essa mesma lógica. de oficinas. Aprender é constituir uma compreensão do mundo. diferentes níveis de utilização dos conteúdos. As atividades devem oferecer graus variados de compreensão. Os ciclos permitem tomar as progressões das aprendizagens mais fluidas. Os processos de aprender e de construir conhecimento. e devem permitir distintas aproximações ao conhecimento. Os tempos de aula (50 min. etc. sobretudo nos ciclos ou séries finais do Ensino Fundamental. os semestres. uma vez que a natureza da atividade e os ritmos de aprendizagem irão definir o tempo que será utilizado. Outro movimento importante rumo a uma Avaliação Formativa deve acontecer na organização dos tempos e espaços escolares. Agrupamentos de professores responsáveis por um determinado número de turmas facilita o planejamento. de atividades. etc. por exemplo. ao longo do processo. as séries. A partir dessa avaliação inicial. a relação pessoal com os alunos e o trabalho coletivo. os bimestres. visando favorecer o trabalho voltado para determinado período de for mação humana (infância. da realidade social e humana.

salas de exposição. apropriando -se dos múltiplos espaços da cidade (parques. e objetivamente. em momentos diferentes. etc. biblioteca. tem uma função classificatória. de vídeo. etc. matemática. por sua vez. deve adquirir diferentes configurações. acontece através conforme o objetivo da atividade e a s necessidades do aluno.interior de uma sala de aula. de acordo com o interesse e para atendimento às necessidades de aprendizagem Avaliação Somativa Exteriorizada como avaliação final.). mediante comparação. de um semestre. etc. estudos dirigidos. de um curso. A avali ação somativa promove a definição de escopos. A Avaliação Classificatória é realizada através de variadas atividades. é preciso definir uma unidade de medida. que . A noção de médica supõe a existência de padrões de rendimento a partir dos quais. A centralidade da aprovação/re provação na cultura escolar impõe algumas considerações importantes em torno da nota e da idéia de avaliação como medida dos desempenhos do aluno. teatros. fábricas. laboratórios. teste objetivo. Avaliação Classificatória Avaliação Classificatória é uma perspectiva de avaliação vinculada à noção de medida. tais como exercícios. centros culturais. praças. em razão de que vão convir a uma classificação do estudante conforme os níveis de aplicação no fim de uma unidade. de pintura. de teatro.). Ex: oficinas de livre escolha onde alunos de diferentes turmas de um ciclo se agrupam por interesse (oficina de cinema. universidades. A mobilidade refere-se ao agrupamento interno de uma classe ou entre classes diferentes. museus. na medida em que atendem melhor às suas necessidades e interesses. No caso da avaliação escolar. porque acontece no fim de um processo de educação e aprendizagem. cinemas. freqüentemente se baseia nos conteúdos e procedimentos de medida. Projetos de trabalho ta mbém permitem que a turma assuma configurações diferentes. A forma de agrupamento dos alunos é outro aspecto que pode potencializar a aprendizagem e a Avaliação Formativa. que a avaliação da aprendizagem é um ciclo de intervenções pedagógicas de um mesmo processo. de um ano. Os grupos ou classes móveis ± em vez de classes fixas ± possibilitam a organização diferenciada do trabalho pedagógico e uma maior personalizaç ão do itinerário escolar do aluno. de fotografia. salas de multimídia. Colabora para a avaliação somativa. as aprendizagens escolares. de jogos matemáticos. Na prática. de um módulo. Sua intenção é estabelecer uma classificação do aluno para fins de aprovação ou reprovação. Sua operacionalização se dá através de um instrumento (ver verbete Instrumento de Avaliação). este instrumento é produzido. outras escolas. aplicado e corrigido pelo professor. testes. como provas. tanto a avaliação diagnóstica quanto a avaliação f ormativa. Para se medir objetivamente um fenômeno. trabalhos. à idéia de que é possível aferir. tendo em vista a necessidade de diversificação das atividades pedagógicas. questionários. de música.) e para além dela. É preciso alargar o espaço educativo no interior da escola (pátios. A sala de aula. dissertações-argumentativas. o desempenho de um aluno será avaliado e hierarquizado. ou seja. entre outros. livrarias. provas.. de uma disciplina.

acaba sendo. re velam uma compreensão do desempenho do aluno como decorrente exclusivamente de sua responsabilidade ou competência individual. e a realidade externa. as paixões. teve um enorme progresso. Issac Newton entendia o mundo físico em termos de forças mecânicas previsíveis. etc. estudos que deram forma a uma teoria dos testes. que não deve confundir -se com a atribuição de notas: a avaliação deve servir à orientação das aprendizagens. Esta questão é objeto de estudo de inúmeras pesquisas que apontam desacordos consideráveis n a atribuição de valor a um mesmo trabalho ou exame corrigido por diferentes professores. a Avaliação Classificatória passa a servir à discriminação e à injustiça social. composta dos fenômenos naturais. o paradigma moderno de ciência substitui a antiga cosmologia ± que compreendia o universo de forma orgânica e holística. O caráter simétrico da natureza. foram profundamente influenciadas pelo pensamento científico m oderno. estão necessariamente presentes nas ações humanas. o estado de humor. No contexto escolar. a tecnologia da mensuração das capacidades humanas. à descoberta do mundo externo preexistente. As origens históricas dessa vertente de avaliação escolar remontam ao início do século XX. por um lado. naquele momento. os valores. Estes argumentos refletem. um instrumento de mediação do desempenho do aluno. querendo afirmar -se como ciência. Descartes estabeleceu um dualismo entre a realidade interna ao ser humano. em que homem e natureza eram partes de um todo ± por uma cosmologia matemática e mecanicista. na sua visão. acabou -se a avaliação e o interesse ou a motivação do aluno pelos estudos. era preciso fazer uso da razão. Ao teorizar o mundo em termos de uma separação entre mente e m atéria. através de um conjunto de regr as originárias do pensamento matemático. uma vez que é ele quem atribui o valor ao trabalho. uma sucessão de causas e efeitos. supõe uma série de relações lineares. deu forma a um universo fechado. o significado da nota e sua identificação com a própria avaliação tornaram-se tão fortes que num dos argumentos para a sua manutenção costuma ser o de que. os afetos e desafetos. implícito na idéia de avaliação como medida. As Ciências Sociais. sem ela. o sentido de premiação ou punição. ou seja. geralmente registrado de forma numérica. objetiva. O postulado da casualidade. e no imaginário social também. Por outro lado. Para entender tais fenômenos. Portanto. segundo o qual uma mesma causa vai sempre produzir o mesmo efeito. que pode ser medido. num universo que funciona de forma estável e uniforme. é a referência para a classificação do aluno e o julgamento do professor ou da escola quanto à sua aprovação/reprovação. quando a Psicometria. Concretizado nos trabalhos de Descartes e Newton. a Psicologia e outras áreas do conhecimento que se desenvolveram nos séculos XIX e XX. sobretudo às duas primeiras décadas. Esse desenvolvimento aconteceu no âmbito da Psicologia que. as preferências pessoais. impossibilitado de despir -se de sua dimensão subjetiva: a visão de mundo. foi buscar seus fundamentos no pensamento científico. ele próprio. das sensações. freqüentemente. Essa questão torna -se mais grave na medida que os privilégios são justificados com base nas diferenças e desigualdades entre os alunos. E esse valor. mecanicista. já que o professor é um ser humano e. Fundamentada na meritocracia (a idéia de que a posição dos indivíduos na sociedade é conseqüência do mérito individual). como tal. É neste contexto de euforia com os avanços da ciência e da tecnologia que se desenvolveram os estudos de media ção da inteligência. quantificado e controlado. Esse exercício da razão levaria ao conhecimento da verdade. perde sua confiabilidade. ou seja. Daí o fato da avaliação assumir. elaborando para a realidade social e psíquica uma visão semelhante àquela do mundo físico concebido pelo paradigma cartesiano -newtoniano. o critério de objetividade. Considerando como um instrumento científico . a distorção da função avaliativa na escola.

ou seja. o total de pontos adquiridos. consolidou-se na instituição escolar uma concepção de avaliação que vincula va-se à idéia de medida. O termo verificar tem origem na expressão latina verum facere. em última instância.que significa verdadeiro. que propunha um enfoque conhecido como avaliação por objetivos. Dentre estes estudos. revestindo -se de uma objetividade que lhe conferia a validade e confiabilidade. uma ativida de. Seu trabalho incluía vários procedimentos avaliativos. através de uma nota. Parte-se do princípio de que existe um conhecimento ± uma verdade ± que dever ser assimilado pelo aluno. da linearidade e da padronização dos processos e experiências educativas. entre outros ± o teste foi empregado em larga escala. da transmissão. A avaliação consistiria na aferição do grau de aproximação entre as aprendizagens do aluno e essa verdade. um trabalho. tais como testes. Desse modo. em vários âmbitos sociais (ver verbete Inteligência). ou seja. É a partir dessa escala que os alunos serão classificados. O teste caracterizava -se como um instrumento de medida e controle. lógica característica do sistema seriado de ensino. mas perde. constituiu -se como uma prática de premiar ou punir. as provas e os testes são os instrumentos mais utilizados . justifica a centralidade da aprovação/reprovação na cultura escolar. Tratava -se de uma proposta de avaliação integrada a um modelo de elaboração curricular. O auge dessa perspectiva no Brasil aconteceu na década de 70. os testes incorporaram -se aos sistemas educativos. atitudes. no âmbito da prática. Fortemente apoiada em ideais meritocráticos. aprendizagem. dominante no ensino. o que. etc. questionários. escalas de atitude. fichas de registro de comportamento. de verificação ou aferição de aprendizagens. Reduzida à sua dimensão técnica.e objetivo.). Este tipo de avaliação compõe uma lógica educativa estruturada na concepção. A avaliação tornou -se uma prática que tinha como centralidade o resultado das aprendizagens dos alunos. De um modo geral. capaz de determinar fatores de ordem psicológica de uma pessoa ± nível de inteligência. Na Avaliação Classificatória trabalha -se com a idéia de verificação da aprendizagem. Estabelece-se uma escala formulada a partir de critérios de qualidade de desempenho. tendo em vista seu rendimento nos instrumentos de avaliação. inventários. O uso dos testes na educação proliferou e consolidou -se rapidamente. etc. nessa perspectiva. O pensamento de Tyler e seus seguidores tiveram grande influência na trajetória da avaliação de aprendizagem. quando o ideário behaviorista am ericano invadiu o pensamento educacional brasileiro. a avaliação. tal como ocorria no processo de produção industrial. através de acordos institucionais entre os dois países. sua principal função: orientar o professor a adequar o trabalho pedagóg ico às necessidades de aprendizagem dos alunos. prática que acabou estendendo -se para além dos muros da escola (ex: pais que premiam os filhos que passam de ano e castigam os que não passam). a avaliação tornou -se uma prática a serviço da classificação e da seleção dos alunos ± daí sua identificação como Avaliação Classificatória. gerando inúmeros instrumentos de mensuração. interesses. Neste modelo escolar. com um forte caráter de controle do planejamento. Nesse contexto. Vários estudos sobre a avaliação do desempenho do aluno foram realizados na primeira metade do século XX. destaca -se o de Ralph Tyler. Sob a forma de ³provas objetivas´. tendo como referência o conteúdo do programa. cujo valor era traduzido numericamente. a avaliação permite o levantamento de dados e sua quantificação. A idéia era medir as mudanças comportamentais dos alunos. as instruções programadas e as provas objetivas proliferam. de um modo geral compreendido como um produto (uma prova.

com professores mais extremados. aponta a necessidade de se ide ntificar. Foi a forma como era feita a auto -avaliação que desvalorizou seu uso. A auto-avaliação é um instrumento utilizado pelos componentes da ação pedagógica .pelo professor para medir o alcance dos objetivos traçados para aprendizagem dos alunos.professor e aluno . De acordo com SILVA (1992). abandonar e criticar seu uso em vez de procurar uma transformação na forma como vem sendo feita. sem ter um critério claro . . Nestes casos. A dimensão diagnóstica não está ausente dessa perspectiva de avaliação. segundo LUCKESI (1998. 1990. É a análise do esforço despendido em relação à sua capacidade. sem uma análise mais profunda da problemática existente. p. os objetivos que não foram alcançados pelos alunos. pois o professor era o "dono" da nota do aluno. passou a ter soberania. quando diz: "a auto -avaliação pode tornar-se auto-restringente e auto-suficiente. O aluno era convidado a atribuir uma nota ao seu desempenho. Avalia r em educação é. do resultad o obtido em relação ao que foi solicitado. Em decorrência disso. negando a dimensão de ser que se constrói na interação com os demais". A avaliação do professor era determinada pela auto avaliação do aluno. e esta nota tinha. p. também neste caso. Auto-avaliar-se é o ato de julgar seu próprio desempenho nas atividades propostas.e não pode estar desvinculada do projeto pedagógico. valor absoluto registrado nos documentos do aluno. "julgar dados relevantes para tomar uma decisão". através dos testes. objetos e desempenhos. e preferem. também com critérios diferentes. com a finalidade de elaborar estratégias alternativas de ensino. a auto -avalição não existia e se alguém tentasse usá -la era severamente criticado pelos colegas. o u até sem que um soubesse o que o outro estava considerando. por exemplo. Alguns professores faziam uma média das notas dadas por eles com a nota da auto -avaliação do aluno. em muitos casos. : AUTO-AVALIAÇÃO Maria Celina Melchior Avaliar é atribuir um valor a fatos. concorda-se com OTT (apud KRAHE. aconteceram abusos e hoje muitos educadores rejeitam o seu uso. A sua formulação exige rigor técnico e deve estar de acordo com os conteúdos d esenvolvidos e os objetivos que se quer avaliar (ver verbete Instrumentos de Avaliação ± Prova Objetiva). Na concepção tradicional de educação.18).164). Na Escola Nova. Bloom.

não causando constrangimento para o professor ou para a escola. Desta forma. os seus critérios aumentam em sofisticação e se aproximam daqueles do instrutor. é indiscutível a importância do preparo das pessoa s para fazerem uma auto-avaliação válida. desviando a avaliação para os alunos. Num segundo momento. através da autocrítica.41) afirma: "a auto -avaliação usada na escola pode estar mascarando a sua falta de dimensão social. o indivíduo tem oportunidade de desenvolver a capacidade crítica. Isso vai contribuir para um maior ajustamento social. a princípio. ajudando -o a desenvolver um conceito mais realista de si próprio. estabelecendo. O professor deve ajudar o aluno a aprender a se auto -avaliar. iniciando estas atividades com as análises voltadas para si próprio. p. p. são promovidos tanto à aprendizagem quanto a capacidade de auto-redirecionamento e auto -avaliação. . Assim. para suas relações com o conhecimento e com os outros. "é essencial para o aluno a capacidade de auto -avaliação. Além disso. a escola não cumpre com sua função de favorecer o desenvolvimento integral do aluno que é aprovado. de direção pessoal de seus próprios caminhos para a busca da aprendizagem". Segundo FERNANDEZ (1996. ela é importante para o próprio conhecimento de suas capacidades. À medida que os estudantes são encorajados a avaliar continuamente seu s próprios esforços. aos poucos. para. Entendendo-se a avaliação escolar segundo a fórmula socrática do "conhece -te a ti mesmo". Através da auto avaliação. p. com o grupo. os critérios de forma clara e precisa.Sobre isto.82). que servem de bode expiatório". E para o reconhecimento da necessidade de seu esforço pessoal na busca de um maior desenvolvimento. O indivíduo deve estabelecer um paralelo entre o que ele pensa sobre si próprio e o que os outros pensam dele e analisar as diferentes percepções para verificar se há e onde estão as discrepâncias.165): O estudante necessita tornar -se auto-avaliativo. o papel da auto-avaliação é fundamental para auxiliar o professor a melhor conhecer o seu aluno. pode formulá -los conjuntamente. cada aluno ir aumentando sua capacidade de auto -avaliar-se em relação aos critérios que ele mesm o deve ser capaz de discernir. A auto-avaliação é necessária em todos os momentos da vida do indivíduo. com critérios bem definidos e aceitos no seu contexto. Conforme DRESSEL (apud KRAHE. BARTOLOMEIS (1981.

Mas o aluno é quem deve dizer se está entendendo ou não. deste o momento inicial do process o. mas também quanto ao nível de seu conhecimento intelectual. O aluno vai auto-avaliar-se principalmente em relação a suas atitudes e habilidades. é necessário que os critérios sejam os mesmos e de conhecimento de ambos. encontrarem soluções aos problemas ainda não resolvidos. A discussão sobre a auto-avaliação e o confronto das percepçõe s permite. em conjunto. a significância do que está sendo trabalhando. quando são estabelecidos os objetivos. Contribuem ainda. O momento da auto-avaliação deve ser uma parada para refletir profundamente sobre as mudanças ocorridas durante as interações entre o indivíduo que é o sujeito da aprendizagem e o novo saber. . uma conscientização em cada indivíduo sobre a importância do cumprimento de sua parcela. inclusive para se constatar se os critérios considerados por ambos são os mesmos. num projeto de crescimento mútuo. tanto para a auto -avaliação do aluno como do professor.A auto-avaliação do aluno deve servir como mais um subsídio para a auto -avaliação do professor. a forma como está sendo desenvolvido o processo de ensino e aprendizagem e a interação professor -aluno. Para que a auto-avaliação do aluno seja consi derada pelo professor. ou para. O professor vai considerar toda a sua organização pedagógica. Ele pode pensar que est á sendo muito claro em suas explicações. Este confronto é necessário. os critérios podem ser estabelecidos em conjunto. visando à transformação da realidade. Também o professor deve comparar a sua percepção sobre si mesmo com a percepção que os outros têm dele. Dependendo do nível dos alunos e dos objetivos da auto -avaliação. se os resultados positivos forem enfatizados. para reforçar o autoconceito positivo. em geral.

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