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FATUN CURSOS CRISTOLOGIA

Este pequena obra não tem a pretensão de esgotar o assunto, muito pelo contrário,
reconhecemos que a Cristologia é muito mais ampla do que o exposto abaixo; todavia o
nosso alvo são aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de se aprofundarem no
assunto, mas querem ter alguma base; e para os que já foram mais adiante uma
oportunidade para relembrar ou atualizar-se.

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outros meios, obras intelectuais sem a Autorização por Escrito do autor.

C R I S T O L O G I A

INDICE
INTRODUÇÃO
1– A PREEXISTÊNCIA DE CRISTO
2 – A DIVINDADE DE CRISTO
3 – OS NOMES E TÍTULOS DE CRISTO
4 – A NATUREZA DE CRISTO
5 – O CARÁTER DE JESUS CRISTO
6 – A OBRA DE CRISTO
7 – CRISTO NA DIMENSÃO APOCALÍPTICA

DR. JORGE LEIBE


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INTRODUÇÃO:
As evidências históricas, corroboram intrinsecamente com as
verdades cristológicas. Muitos historiadores e escritores da
antigüidade, referiram sobre a existência de um homem chamado
Jesus Cristo, como tácito, o historiador romano; Diocássio; Amiano;
Eunápio; Juliano, o apóstata; e muitos outros inclusive escribas
hebreus.
Encontramos nos dias de hoje, diversas fontes que nos fazem crer na
existência de um Cristo, Filho de Deus, Salvador do mundo e Senhor
da eternidade.
Veja algumas destas fontes:
*0 A Marca na História, a.C. e d.C.;
*1 Testemunhos de Pessoas que viveram em seu tempo;
*2 A sua influência nas mídias;
*3 O retrato dos seus seguidores, antes e depois de aceitá-lo; e
*4 A Bíblia Sagrada – que é literalmente Cristocêntrica.
Não há como duvidar que Cristo existe, Ele é real. Veio a terra em
forma humana, para redimir toda a humanidade. Vivendo aqui 33 anos,
morrendo, porém, ao 3º dia ressuscitou dentre os mortos, sendo
recebido nos céus, sentando a direita de Deus, para reinar sobre o
universo por toda a eternidade.
É importante frisar que este estudo não visa provar a existência de
Cristo ou mesmo sua Divindade. O objetivo aqui é conhecer a pessoa
do Salvador e seus atributos divinos, bem como sua obra redentora.
O aluno do Instituto Bíblico Veja Cristo deverá ao final deste
módulo estar seguro e convicto dos ensinamentos ministrados a seguir.
Deverá ter a capacidade de reconhecer teorias errôneas e também
refutá-las.

DR. JORGE LEIBE


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1 - A PREEXISTÊNCIA DE CRISTO
As Escrituras comprovam categoricamente a existência de Cristo
antes do seu nascimento terreno.
Uma das grandes verdades sobre Cristo, é que Ele é Eterno, quer
dizer: Ele não tem princípio e nem fim. A eternidade de Cristo está
bem clara nas páginas da Bíblia. Veja nos textos a seguir: Jo 8.58;
17.21,24; Cl 1.16-17; Ap 1.8; Hb 1.3; Jo 1.1.
Cristo é um ser Incriado, logo, já existia antes da sua vinda a terra.

No Antigo Testamento, Instituto Bíblico


temos Vejarelatos,
muitos Cristo que revelam a
Preexistência de Cristo:
*5 Na criação do homem, Gn 1.26
*6 Na aparição de três anjos a Abraão, Gn 18.2
*7 Na tipologia, como: A arca, o sacrifício de Isaque, etc.
*8 Na fornalha, Dn 3.25
*9 Nas palavras do profeta Malaquias, 4.2-3

A PESSOA DA TRINDADE
Os termos Trindade e Pessoas aplicados à Divindade, embora não
sejam encontrados nas Escrituras, são, porém, palavras que estão em
harmonia com a Escritura, e dela provém uma compreensão muito
cristalina de que o Ser de Deus se distingue dos demais deuses e
senhores. Além disso, devemos falar com propriedade do Senhor nosso
Deus que é o único Senhor, como uma Trindade ou um Ser de três
pessoas, posto que isto é absolutamente escriturístico, como se vê em
Mt.28.19; II Co.13.13; Jo.14.16-17,etc.
A Bíblia revela 3 pessoas, cada uma distinta em seu ofício das
outras; além disto, são perfeitamente uma em caráter e harmonia e
juntas constituem uma Divindade, sem nunca serem 3 deuses.

2 - A DIVINDADE DE CRISTO
A afirmativa da Divindade de Cristo, está intrínseca, na verdade de
que Ele é Deus. Muitas questões humanísticas, filosóficas e muitas

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vezes até diabólicas, tem-se levantado, contestando a Divindade de


Cristo. Citamos algumas:
Russelismo (Testemunha de Jeová) – Afirmam que Cristo é uma
criatura especial de Deus, sem nenhuma qualificação divina, atinentes a
Pessoa de Deus.
Gnosticismo – Afirmava que o Cristo era uma essência espiritual
que emanara dos eons.
Docetismo – Afirmava que o corpo de Cristo, não passava de um
fantasma; que seus sofrimentos e morte eram meras aparências.
Monarquianismo – Acreditava que Cristo era um mero homem.
Sabelianismo – Ensinava que o Pai, o Filho e o Espírito Santo, são
uma só e a mesma essência, três nomes dados a uma só e mesma
substância.
A Bíblia é o texto áureo da comprovacidade de que Cristo é divino,
e mais ainda, de que Ele é Deus. Jo 1.1;10.30;11.25-27; Mc 9.2-
3;649.50; Mt 8.26-27;Jo 8.23.

PROVAS ESPECÍFICAS SOBRE A DIVINDADE DE CRISTO


Durante a Sua vida terrena, nomes divinos foram atribuídos a Ele.
Cristo evidenciou atributos divinos.
Cristo aceitou o culto divino, que seria recusado por qualquer outro
profeta ou líder.
Os ofícios e atividades desempenhadas por Cristo, pertencem
especificamente a divindade.
Cristo mesmo se proclamava divino.

3 - OS NOMES E TÍTULOS DE CRISTO


Seu nomes expressam sua divindade, Sua missão, Sua vontade e seu
caráter.
1. Jesus Nazareno: At 2.22

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2. Cristo: Ap 11.5 – Cristo no hebraico significa MESSIAS e no


grego UNGIDO. A palavra Cristo aparece 50 vezes o NT. O
nome eficaz no AT é “UNGIDO DO SENHOR” - Sl. 2.2. Esta
expressão revela 3 coisas, a saber:
a) Designação para o ofício (REI), I Sm 10.1; II Sm 1.14; I Sm
16.13; Is 11.1-3.
b) Uma relação sagrada com Deus.
c) Comunhão com o Espírito Santo I Sm 16.13.
3. Jesus Cristo: Ap 1.1,2,5,9

4. Filho de Deus: Ap 2.18 – Existem diversos tipos de filhos de


Deus, a saber:
a) Filhos gerados – Sl.2.7 – Jesus (At. 13.33).
b) Filhos criados – Sl. 148.2-5 – Anjos (Jó 38.7).
c) Filhos formados – Gn. 2.7 – Todas as criaturas humanas
(ímpios).
d) Filhos eleitos – Ap. 17.14 – Israel (Ex. 4.22).
e) Filhos adotados – Cl. 4.5 – Somos nós (pertencentes a Igreja).
Jesus como Filho de Deus – Lc.2.49; Mt. 3.17; Lc. 8.28; Mt.
16.16; 26.36-64. Estes versículos evidenciam Jesus como o Filho de
Deus.
Sua autoridade – Mt. 7.29; 9.6
Testemunhos dos Discípulos – Mt. 16.16; Jo 20.28; 1.1-3.
5. Senhor: Ap 11.8; Jo 20.28 – No AT a palavra Senhor se escrevia
dessa forma “YHVH”, isto é Jeová, o nome mais sagrado de
Deus – Gn. 2.1, 4, 26. A palavra Senhor, era usada par rei ou
para Deus. No NT na forma de respeito – Mt. 8.2; autoridade –
Mt. 8.2; na forma da mais elevada conotação – Fp. 2.11.
Jesus como Senhor falava da: Sua Deidade – Rm 1.20; Exaltação
– At. 2.36; Rm 14.9 e Sua Soberania – I Co. 6.20.
6. Senhor Jesus Cristo: Ap 22.21

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7. Mestre: Jo 3.2
8. Verbo: Jesus como VERBO falava da revelação do Pai
(Deus). A palavra do homem é a expressão do seu caráter.
Da mesma maneira a Palavra de Deus é o veículo, mediante
o qual Deus se comunica com os outros seres, e é o meio
pelo qual Deus expressa Seu poder, Sua inteligência e a Sua
vontade. O Eterno Deus expressa a si mesmo por meio de Seu
Filho (Hb.1.3) Cristo é a Palavra de Deus. O VERBO eterno de
Deus tomou a forma humana, a fim de revelar o eterno Deus (Jo.
1.14; Hb. 1.12; 1.3; Cl. 1.5).
9. Filho do Homem: Em Ezequiel a expressão “FILHO DO
HOMEM” é usada 80 vezes. Conheçamos alguns tipos de filhos
registrados na Bíblia:
Filhos da ressurreição (Lc. 20.36);
Filhos do reino (Mt. 8.12);
Filho de Paz (Lc. 10.6); e Instituto Bíblico Veja Cristo
Filho da perdição (Jo 17.12).
Portanto Filho do Homem significa principalmente
um que participa da natureza humana e das qualidades
humanas. O título Filho do Homem está relacionado com a
Sua vida terrena (Mt. 2.10-28; 8.20; Lc. 19.10 ); com os seus
sofrimentos a favor da humanidade (Mt. 25.31; 26.24). Ao
referir-se a si mesmo como “Filho do Homem”, Jesus
desejava expressar a seguinte mensagem: “Eu, o Filho de
Deus, Sou homem, em debilidade, em sofrimento, mesmo
até a morte; todavia estou em contato com o céu de onde
vim e mantenho tal com Deus, que posso perdoar pecados
(Mt. 9.6)”. A humanidade do Filho de Deus era real e não
fictícia. Ele nos é descriminado, como realmente
padecendo fome, sede, cansaço, dor e como estando sujeito
as debilidades na natureza, porém, SEM PECADO . Jesus
nasceu milagrosamente, viveu milagrosamente, ressuscitou

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milagrosamente e deixou o mundo milagrosamente (Mt.


16.13, 15, 16).
10. Filho de Davi: At. 13.22-23; II Sm 7.5-16; Lc. 1.26-27; 1.32-
33; Is. 7.14; II Sm 7. Através da sua fidelidade, foi
prometido a Davi uma dinastia perpétua (II Sm 7.16). Deus
prometeu ao povo um Rei eterno (Jr. 30.9; 23.5; Ez. 34.23; Is.
3.4; Sl. 189.34-37). Nas provações sempre o poro de Israel
lembrava-se da promessa de Deus (Sl. 89.49; Lc. 1.31-33).
Jesus Cristo como Filho de Davi, foi eterno, divino, imutável –
assim destinado pelo próprio Pai (Sl. 2.6-8; Lc. 22.29).

OUTROS TÍTULOS DE CRISTO:


a – Advogado: I Jo 2.1 b – Cristo: Lc 2.11
c – Deus Forte: Is 9.6 d – Emanuel: Mt 1.23
e – Filho de Deus: Jo 1.34 f – Governador: Is 55.4
g – Homem: I Tm 2.5 h - Imagem de Deus: Cl 1.15
i – Jesus: Mt 1.21 j – Leão de Judá: Ap 5.5
l – Maravilhoso: Is 9.6 m - Nazareno: Mt 2.23
n – Ômega: Ap 1.8 o – Príncipe da Paz: Is 9.6
p – Querido do Pai: Sl 4.3 q – Rei: Mt 2.2
r – Salvador: Lc 2.11 s – Tudo: Cl 3.11
t – Ungido: Sl 2.2 u – Verbo de Deus: Jo 1.1
v – Xerox de Deus: Jo 14.9 x – Zeloso: Jo 2.17
z – Bispo das Vossas Almas: I Pd 2.25

4 - A NATUREZA DE CRISTO

O Filho de Deus, possuía uma natureza divina e uma natureza


humana.
Em primeiro plano este aspecto é demostrado em seu próprio
nome.
JESUS = Revela a sua natureza humana

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CRISTO = Revela a sua natureza divina.


Daremos então alguns conceitos, que comprovam as duas
natureza do Filho de Deus:
a) Como Homem Ele Nasceu com as Características de um Ser
Humano.
Como Deus Ele Nasceu de uma Virgem (Nascimento
Sobrenatural)
b) Como Homem Ele se Cansou. - Como Deus Ele Caminhou sobre
o Mar
Como Homem Ele Chorou. - Como Deus Ele Ressuscitou O
Filho da Viúva de Naim.
c) Como Homem Ele teve Sede. - Como Deus Ele é a Água da
Vida.
d) Como Homem Morreu. - Como Deus Ressuscitou.

Durante o período de tempo que o Filho de Deus passou nesta


terra, ficou comprovado, que Ele como Homem foi tentado em
tudo, porém sem pecado.
Todas as situações, que um cristão passa nos dias atuais, Jesus
passou e foi vencedor. E esta é a promessa que Ele nos concede,
que assim como Ele venceu, também seremos vencedores.
*10 Cristo Desceu, para que Subíssemos.
*11 Cristo Humilhou-se, para que Fossemos Exaltados.
*12 Cristo Fez-se Maldito, para que Fossemos Benditos.
*13 Cristo Humanizou-se, para que Fossemos Glorificados.
*14 Cristo Morreu, para que Vivêssemos
*15 Cristo Ressuscitou, para que Fossemos Vitoriosos.
*16 Cristo Subiu ao Céu, para Preparar-nos uma Morada.
Citaremos algumas predições, sobre a encarnação de Cristo e
no contexto geral sobre a sua vida, que encontram-se encrostados

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no A. Testamento, que tiveram maravilhosamente o seu


cumprimento no N. Testamento.
*17 Semente da Mulher, Gn 3.15 - Gl 4.4;3.16
*18 Nascido de uma Virgem, Is 7.14 - Lc 1.31, 34,35
*19 Nascido em Belém, Mq 5.2 - Mt 2.1
*20 Pregando por Parábolas, Sl 78.2 - Mt 13.34-35
*21 Vendido por 30 Moedas de Prata, Zc 11.12-13 - Mt
26.15-16
*22 Traído por um Amigo, Sl 41.9 - Mc 14.10; Mt 26.14-16
*23 Nenhum osso seria Quebrado, Nm 9.12; Ex 12.46 - Jo
19.36
*24 Sepultado com os Ricos, Is 53.9 - Mt 27.57-60
*25 Sua Ressurreição, Sl 16.10 - Mt 28.9
*26 Sua Ascensão, Sl 68.18 - At 1.9

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5 - O CARÁTER DE JESUS CRISTO


Ao frisarmos minuciosamente a vida de Cristo, somos
literalmente levados a observarmos o Seu imaculado caráter. O
Bispo Foster, assim se expressou sobre o caráter de Cristo:

DR. JORGE LEIBE


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“Seu caráter saiu aprovado através dos ataques maliciosos de


dois mil anos e hoje, perante o mundo apresenta-se impecável em
todos os sentidos, seu nome é sinônimo de deus sobre a terra”.
Veja algumas qualidades que demonstram em sua essência o
real caráter de Cristo.
Santidade, Mc 1.23-24 Mt 27.3-4.
Amor, Jo 14.31; Ef 5.25.
Mansidão, Mt 12.20; Lc 7.38,48,50.
Humildade, Jo 13.4-5;8.50; Is 42.2.
Cristo possuía um ministério Tríplice, a saber: Profeta,
Sacerdote E Rei.
Ele é o profeta que já veio, o Sacerdote em ação e o Rei que
virá.
Nos quatro evangelhos, está registrado a biografia do Filho de
Deus. O ministério de Cristo, no aspecto geográfico pode ser
dividido em 3 partes, a saber:
- MINISTÉRIO DE CRISTO, NA JUDÉIA, 9 meses.
- MINISTÉRIO DE CRISTO, NA GALILÉIA, 4 meses. “De
Quisleu (dezembro) de 29 a abibe ou Nisã (abril) de 30 d.c.”.
Durante o ministério público de Cristo, ocorreram 4 páscoas, do
ano 27 ao 30 d.c.
O Evangelho de Mateus, foi escrito para os judeus; o de
Marcos foi escrito para os romanos; o de Lucas foi escrito
para os gregos e o de João foi escrito para a Igreja.
EM MATEUS CRISTO É APRESENTADO COMO “O REI”
EM MARCOS CRISTO É APRESENTADO COMO
“SERVO”
EM LUCAS CRISTO É APRESENTADO COMO “O FILHO
DO HOMEM”
EM JOÃO CRISTO É APRESENTADO COMO “O FILHO
DE DEUS”

DR. JORGE LEIBE


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Através deste relato, vemos que a mensagem cristológica,


alcançou em grande escala o seu objetivo nos dias da Igreja
primitiva.
Os três primeiros evangelhos são chamados SINÓTICOS,
porque fornecem uma “SINOPSE”(vista geral) dos mesmos
acontecimentos e tem um plano comum.
O Evangelho de João foi escrito em base claramente
diferente dos outros três.
Os pontos de diferença entre os SINÓTICOS e o
Evangelho de João são os seguintes:
1. Os Sinópticos contém uma mensagem evangélica para os
homens não espirituais; o de João contém uma mensagem
espiritual para os cristãos.
2. Nos três vemos o seu ministério na Galiléia; mas no
quarto vemos de modo especial, o Seu ministério na
Judéia.
3. Nos três sobressai mais a vida pública; ao passo que no
quarto é revelada a Sua vida particular.
4. Nos três impressiona a sua humanidade real e perfeita; no
quarto Sua divindade é impressionante e verdadeira.

CRISTO COMO PROFETA:


*27 Era Ungido, Mt 9.35; Lc 4.17-21
*28 Ensinava, Mc 1.22
*29 Conhecia O Pai, Jo 10.30,38
*30 Era um profeta Superior, Mt 17.3-8; Hb 3.5-6
*31 Era Revelador do Futuro, Mt 24.5-14,37,39

CRISTO COMO SACERDOTE:


*32 Foi Escolhido por Deus, Ex 28.1, Nm 16.5

DR. JORGE LEIBE


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*33 Foi Tomado dentre os Homens, Hb 5.12; Ex


28.9,12,21,29
*34 Foi Considerado apto para chegar até ao Pai, Ex 19.22;
Hb 5.1;8.1-2
*35 Foi Superior a Arão, Hb 7.11;8.6; Mt 26.6
*36 É o Perfeito Mediador entre Deus e os Homens, Jo 14.6;
I Tm 2.5

CRISTO COMO REI:


*37 Foi Profetizado no Antigo Testamento, Nm 24.17
*38 Era da linhagem de Davi – livre de impostos.
*39 Direito ao Trono de Davi
*40 Foi Reconhecido, Lc 1.32-33
*41 Foi Apresentado aos Homens, Mt 3.2;4.17
*42 Foi Sumariamente Rejeitado, Mt 2.16
*43 Será Universal, Lc 21.26;17

A MORTE DE CRISTO TROUXE:


*44 Expiação, Ex 29.33; Lv 17.11; Ef 5.2
*45 Redenção, Lv 25.47; Mt 20-28
*46 Reconciliação, Rm 5.8; I Jo 2.1;1.7-9
*47 Propiciação, Rm 3.24-26; I Jo 22

ATRAVÉS DA RESSURREIÇÃO
*48 Cristo Cumpriu as Profecias, Jo 2.19
*49 Cristo Venceu a Satanás, Mt 4.10-11
*50 Cristo Venceu a Morte, Ap 2.7
*51 Cristo Confirmou a Justificação da Humanidade; Rm
4.25

DR. JORGE LEIBE


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Por todo o N. Testamento, a ressurreição de Cristo está


referida mais de 100 vezes.

Após a ressurreição, Cristo passou 40 dias aqui na terra,


depois foi assunto ao céu, Jo 6.62.

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6 – A OBRA DE CRISTO

Cristo realizou muitas obras, porém a obra suprema que ele


consumou foi a de morrer pelos pecados do mundo (Mt 1:21; Jo
1:29).
1. Sua morte
a) Sua importância. O evento mais importante e a
doutrina central do Novo Testamento resumem-se nas seguintes
palavras: “Cristo morreu (o evento) por nossos pecados (a
doutrina)” (I Co 15:3). A morte expiatória de Cristo é o fato que
caracteriza a religião cristã. Martinho Lutero declarou que a

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doutrina cristã distingue-se de qualquer outra, e mui


especialmente daquela que apenas parece ser cristã, pelo fato de
ser ela a doutrina da Cruz.
b) Seu significado. Havia certa relação verdadeira entre o
homem e seu Criado. Algo sucedeu que interrompeu essa relação.
Não somente está o homem distanciado de Deus, tendo seu
caráter manchado, mas existe um obstáculo tão grande no
caminho que o homem não pode removê-lo pelos seus próprios
esforços. Esse obstáculo é o pecado, ou melhor, a culpa.

2. Sua ressurreição
a) O fato. A ressurreição de Cristo é o grande milagre do
Cristianismo. Uma vez que estabelecida a realidade desse evento,
torna-se desnecessário procurar provar os demais milagres dos
Evangelhos. Ademais, é o milagre como qual a fé cristã está em
pé ou cai, isso em razão de ser o Cristianismo uma religião
histórica que baseia seus ensinos em eventos definidos que
ocorreram na Palestina há mais de mil e novecentos anos. Esses
eventos, são: o nascimento e o ministério de Jesus Cristo,
culminando na sua morte, sepultamento e ressurreição.
b) A evidência. Que faremos com o testamento daqueles
que viram a Jesus depois de sua ressurreição, muitos dos quais o
apalparam, falaram e comeram com ele, centenas dos quais,
Paulo disse, estavam vivos naqueles dias, muitos dos quais cujo
testemunho inspirado se encontra no Novo Testamento?
c) O significado. A ressurreição. Ela significa que Jesus é
tudo quanto ele afirmou ser: Filho de Deus, Salvador, e Senhor
(Rm 1.14). A resposta do mundo às reivindicações de Jesus foi a
cruz; a resposta de Deus, entretanto, foi – a ressurreição.

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A ressurreição significa que a morte expiatória de Cristo foi


uma divina realidade, e que o homem pode encontrar o perdão
dos seus pecados, e assim ter paz com Deus (Rm 4:25).

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3. Sua ascensão
a) O Cristo celestial. Jesus deixou o mundo porque havia
chegado o tempo de regressar ao Pai. Sua partida foi uma
“subida”, assim como sua entrada ao mundo havia sido uma
“descida”. E assim como sua entrada no mundo foi sobrenatural,
assim o foi sua partida.
Suas aparições e desaparições depois da ressurreição foram
instantâneas; a ascensão foi, no entanto, gradual – “vendo-o eles”
(Atos 1:9).
b) O Cristo exaltado. Afirma certa passagem que Cristo
“subiu’, e outra diz que foi “levado acima”.
Foi em vista de sua ascensão e exaltação que Cristo declarou:
“É me dado todo o poder (autoridade) no céu e na terra ” (Mt
28:18).
c) O Cristo soberano. Cristo ascendeu a um lugar de
autoridade sobre todas as criaturas. Ele é a “cabeça de todo o
varão” (I Co 11.3), a ”cabeça de todo o principado e potestade”
(Cl 2:10).
d) O Cristo que prepara o caminho. A separação entre
Cristo e sua igreja na terra, separação ocasionada pela ascensão,
não é permanente. Ele subiu como um precursor a preparar o
caminho para aqueles que o seguem. Sua promessa foi: “Onde eu
estiver, ali estará também o meu servo” (Jo 12:26).
e) O Cristo intercessor. Em virtude de ter assumido a
nossa natureza e ter morrido por nosso pecados, Jesus é o
Mediador entre Deus e os homens (I Tm 2:5). Mas o Mediador é
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também um Intercessor, e a intercessão é mais do que mediação.


Um mediador pode ajuntar as duas partes e depois deixá-las a si
mesmas para que resolvam suas dificuldades; porém, um
intercessor diz alguma coisa a favor da pessoa pela qual se
interessa. A intercessão é um ministério importante do Cristo
glorificado (Rm 8:34). A intercessão forma o apogeu das suas
atividades salvadoras.
f) O Cristo onipresente. (Jo 14:12). A ascensão ao
trono de Deus deu-lhe não somente onipotência (Mt 28:18) mas
também onipresença, cumprindo-se assim a promessa: “Porque
onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu
no meio deles” (Mt 18:20).

7 - CRISTO NA DIMENSÃO APOCALÍPTICA

SINAIS QUE ESTÃO PRECEDENDO ARREBATAMENTO

Falsos cristos, Mt 24.5


Falsos Profetas, Mt24.11
Guerras, Mt 24.6
Nação contra nação, Mt 24.7
Fome , terremotos, Mt24.7
Multiplicação da iniquidade, Mt 24.12; 2 Tm 3.1-5
Ciência multiplicada, Dt 12.4;Na 2.3,4; Is 60.8
A volta dos judeus a sua terra, Jr 32.36-42; Am 9.14,15

Cristo no Arrebatamento da Igreja, Jo 14.3; I Ts 4.16-17


Na vinda de Jesus vão acontecer quatro coisas:
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1) A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS – 1Ts 4.16; Esses


mortos são os santos da antiga e da nova aliança.
Essa primeira ressurreição tem duas fases:
- Primícias – antes da tribulação – Ts 4.16
- Respiga – durante a tribulação – Ap 7.13,14
2) O RAPTO DA NOIVA – Arrebatamento – 1Ts 4.17
 Num abrir e fechar de olhos – 1Co 15.52
3) O RAPTO DA NOIVA – Arrebatamento – 1Ts 4.17
 Num abrir e fechar de olhos – 1Co 15.52
4) A VINDA PRÉ TRIBULACIOANL DE CRISTO – 1 Ts 4.17
 Essa vinda vai acontecer nos ares
 Cristo virá exclusivamente para a Igreja
 Haverá profunda alegria – 1 Jo 3.2
 Esse dia é um segredo - Mt 24.36,44
 O ímpio não verá – Jo 3.3

O Tribunal de Cristo, II Co 5.10 Mt 20.8


Nesse tribunal serão julgadas as obras dos crentes. Salvação
é pela fé, galardão é pelas obras – Ap 22.12

As Bodas do Cordeiro, Jo 17; Mt 8.18


 A Celebração Das Bodas Do Cordeiro – Ap 19.7

Cristo e a Sua Volta em Glória, Zc 12.10; Ap 19.20-21

A GRANDE TRIBULAÇÃO – Mt 24.21 – para conhecimento:


 É conhecida nos escritos de Daniel como:
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 Um tempo, dois tempos e metade de um tempo - Dn 12.7;


Ap 12.14;
 Pode ser traduzido como: Um ano, dois anos e metade de
um ano; total: três anos e meio – metade do período de sete
anos:
- Uma semana = sete anos (semana de anos)
- Metade de uma semana = três anos e meio. Dn 9.2

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 Quem governará a terra durante esse período?
- A Trindade Satânica - (a besta):
- O Anticristo é a besta que sobe do mar – Ap 13.1
- O Falso profeta é a besta que sobe da terra - Ap
13.11
- “Besta” fala do caráter bestial, animalesco – Ap 13.2

Veja a linguagem figurada:


Comparar com Daniel (capítulo 71)
- Semelhante ao leopardo
- Pés como de urso
- Boca como a de leão
- E o Dragão deu-lhe o seu poder

O Julgamento das Nações – Mt 25.31-40


 Aparecem nesse texto figuradamente 3 classes:
 As ovelhas, que são os gentios – v.33
 Os cabritos, que são gentios ímpios – v.33
 Os irmãos, que são os judeus - v

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FATUN CURSOS CRISTOLOGIA

Cristo e o Reino Milenar, Is 65.18-22;2.4; Ap 20.7-10


 Mil anos de paz.
 Haverá jovens com 100 anos.
 Será o reinado para os judeus.
 Cristo reinará pessoalmente.
 Neste tempo a Igreja não estará limitada – estaremos em glória.
 Haverá neste tempo evangelização total do mundo.
 Haverá salvação no milênio.
 Grande prosperidade.
 Ausência de doenças.

VI - BIBLIOGRAFIA

1. PENTECOSTAL, Bíblia. Edição Contemporânea Revisada, de


estudos, RJ: CPAD, 1996.
2. SILVA, Pr. Antônio Gilberto da. Através da Bíblia, RJ: CPAD,
1994.
3. THOMPSON, Bíblia de Referência. Edição Contemporânea,
RJ: Ed. VIDA, 1995.
4. PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, Ed.
Vida, 1995.
5. SILVA, Pr. Antônio Gilberto da. A Bíblia: o livro, a história e a
mensagem, RJ: CPAD, 1982.
6. LEIBE, Jorge, S. Pereira. Apostila de Teologia Sistemática I
– Instituto Bíblico Veja Cristo – RJ – Brasil – 98.
7. LEIBE, Jorge, S. Pereira. Apostila de Teologia Sistemática
II – Instituto Bíblico Veja Cristo – RJ – Brasil – 98.

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