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Apostila Professores Gramática Funrio

O documento descreve termos gramaticais como homônimos, parônimos e sinônimos. Explica as diferenças entre palavras como cessão/sessão/secção e senão/se não. Também fornece exemplos de pares de palavras como afim/a fim, demais/de mais, há/a, acerca de/há cerca de, por que/porque/porquê/por quê, mas/mais, onde/aonde, mau/mal, a par/ao par. Por fim, discute exercícios sobre correção

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Apostila Professores Gramática Funrio

O documento descreve termos gramaticais como homônimos, parônimos e sinônimos. Explica as diferenças entre palavras como cessão/sessão/secção e senão/se não. Também fornece exemplos de pares de palavras como afim/a fim, demais/de mais, há/a, acerca de/há cerca de, por que/porque/porquê/por quê, mas/mais, onde/aonde, mau/mal, a par/ao par. Por fim, discute exercícios sobre correção

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Turma

Professores – SED

GRAMÁTICA

Prof. Jessé Cortez


MANDETTA EASY CENTRO DE ESTUDOS – CONCURSO PROFESSORES SED – PROF. JESSÉ CORTEZ

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Significação das Palavras

Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia (às vezes a mesma grafia), mas significados diferentes.

acender (pôr fogo) / ascender (subir)


acento (sinal gráfico) / assento (lugar em que se senta)
caçar (perseguir animais) / cassar (tornar sem efeito)
censo (recenseamento) / senso (entendimento, juízo)
cerrar (fechar) / serrar (cortar)
cheque (ordem de pagamento) / xeque (lance do jogo de xadrez)
concertar (ajustar, combinar) / consertar (corrigir, reparar)
coser (costurar) / cozer (preparar alimentos)
tachar (atribuir defeito à) / taxar (fixar taxa)

Cessão / sessão / secção / seção


Cessão significa “ato de ceder”, “ato de dar”:
Ele fez a cessão dos seus direitos autorais.
A cessão do terreno para a construção do estádio agradou a todos os torcedores.

Sessão é o intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembleia:


Assistimos a uma sessão de cinema.
Reuniram-se em sessão extraordinária.

Secção (ou seção) significa parte de um todo, segmento, subdivisão:


Lemos a notícia na secção (ou seção) de esportes.
Compramos os presentes na secção (ou seção) de brinquedos.

Senão / se não
Senão equivale a caso contrário:
Não estacione naquele local, senão você será multado.
Faça o depósito até amanhã, senão o pedido será cancelado.

Se não equivale a se por acaso não. Trata-se da conjunção condicional se seguida do advérbio
de negação não:
Se não chover, iremos acampar.
A festa será amanhã à noite, se não ocorrer algum imprevisto.

Afim / a fim
Afim é um adjetivo que significa “igual”, “semelhante”. Relaciona-se com idéia de afinidade:
Tiveram comportamentos afins durante os trabalhos de discussão.
São espíritos afins.

A fim surge na locução a fim de, que significa “para” e indica idéia de finalidade:
Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas a fim de nos enganar.

Demais / de mais
Demais pode ser advérbio de intensidade, com o sentido de “muito”; aparece intensificando verbos, adjetivos ou
outros advérbios:
Aborreceram-nos demais: isso nos deixou indignados demais.
Estou até bem demais!
Demais também pode ser pronome indefinido, equivalendo a “os outros”, “os restantes”:
Apesar de ter chegado até lá como integrante de um grupo, resolvi partir sozinho, deixando os demais a liberdade
de escolha. Fiquei sabendo posteriormente que os demais membros da comissão também acabaram abandonado
os projetos.
De mais opõe-se a de menos. Refere-se sempre a um substantivo ou pronome:
Não vejo nada de mais em sua atitude!
Decidiu-se suspender o concurso público porque surgiram candidatos de mais.

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Há / a (na expressão)
Na indicação de tempo, emprega-se: há para indicar tempo passado (equivale a faz):
Há dois meses que ele não aparece.
Ele chegou da Europa há um ano.

Observe que, na segunda frase, o uso do advérbio atrás é redundante, pois nela está claro que se trata de tempo
passado.

a para indicar tempo futuro:


Daqui a dois meses ele aparecerá.
Ela voltará daqui a um ano.

Acerca de / há cerca de
Acerca de significa “sobre”, “a respeito de”:
Haverá uma palestra acerca das consequências das queimadas sobre a temperatura ambiente.

Há cerca de indica um período aproximado de tempo já transcorrido:


Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos.

Por que / porque / porquê / por quê

FORMA EMPREGO EXEMPLOS


Em frases interrogativas Por que ele sumiu? (interrogativa direta)
(diretas ou indiretas) Digam-me por que ele sumiu.
por que (interrogativa indireta)
Em substituição à expressão pelo As ruas por que passamos eram sujas.
qual (e suas variações)
= pelas quais
porque Em frases afirmativas e respostas Não fui à festa porque choveu.
Eles estão revoltados por quê?
por quê No final de frases
Ele não veio não sei por quê.
porquê Como substantivo Todos sabem o porquê de seu medo.

Parônimos são palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes:
cavaleiro (que cavalga) / cavalheiro (homem cortês)
comprimento (extensão) / cumprimento (saudação)
emigrar (deixar um país) / imigrar (entrar num país)
flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
inflação (alta dos preços) / infração (violação)
mandado (ordem judicial) / mandato (procuração)
tráfego (trânsito) / tráfico (comércio ilegal)
Mas / mais

Mas é uma conjunção adversativa, indicando, obviamente, uma contrariedade. Pode ser substituída por outra
conjunção adversativa (porém, contudo, todavia, entretanto, etc.):
Ninguém esperava, mas ele acabou aparecendo.
Eles trabalham muito, mas ganham pouco.

Mais é um advérbio de intensidade; também pode dar idéia de adição. Se invertermos o significado da frase,
podemos substituí-lo por menos:
Sem dúvida, é a garota mais simpática da sala!
Dois mais dois, às vezes, dá cinco.

Onde / aonde
Emprega-se aonde com os verbos que dão ideia de movimento. Equivale sempre a “para onde”:
Aonde você vai?
Aonde nos leva com tal rapidez?

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Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de movimento, emprega-se onde:
Onde estão os livros?
Não sei onde te encontrar.

Mau / mal
Mau é sempre um adjetivo (seu antônimo é bom); refere-se, pois, a um substantivo.
Escolheu um mau momento.
Era um mau aluno.

Mal pode ser:


Advérbio de modo (antônimo de bem):
Ele se comportou mal.
Seu argumento está mal estruturado.

Conjunção temporal (equivale a assim que):


Mal chegou, saiu.

Substantivo (quando precedido de artigo ou de outro determinante).


O mal não tem remédio.
Ela foi atacada por um mal incurável.

A par / Ao par
A par tem sentido de “bem informado”, “ciente”:
Mantenha-me a par de tudo o que acontecer.
É importante manter-se a par das decisões parlamentares.

Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros
(geralmente em operações cambiais):
As moedas fortes mantêm o cambio praticamente ao par.

Sinônimos e Antônimos

Palavras de significados opostos como ausência e presença ou sim e não são chamadas antônimos. Palavras de
significados próximos são chamadas sinônimos. É o que ocorre, por exemplo, com palavras como agradável,
aprazível, deleitoso, delicioso, gato, gostoso, saboroso. Observe que os sentidos dessas palavras são próximos,
mas não são exatamente equivalentes.

O uso de palavras sinônimas pode ser de grande utilidade nos processos de retomada de elementos que inter-
relacionam as partes dos textos. Observe: Alguns segundos depois, apareceu um menino. Era um garoto magro, de
pernas compridas. Um típico moleque.

EXERCÍCIOS

01. (PRF/2009) Reescrevendo-se trechos do texto I, E) "Segundo relatorios da Polícia Rodoviária


indicados entre parênteses, há correção ortográfica Federal" (linha 4)
no item
A) "Uma colisão,..., há 530km do Recife."(linhas 1 e 02. (PRF/2009) No afã de manter a elegância textual
2) e a correção na utilização dos tempos e ortografia
B) “O motorista do caminhão também falesceu no verbais, policial em rodovia diz a um
local do acidente” (linhas 6 e 7) companheiro de trabalho: “Na rodovia, ...... com
C) “...um caminhão foi de encontro a um ...................... e agilidade quando ........ pessoas que
veículo...”(linha 1) necessitem de seu auxílio”.
D) "Entre eles estavam proficionais responsáveis" O item que completará adequadamente o período
(linhas 5 e 6) selecionado é:
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A) haja, descrição, ver. II. Os opositores do governo pretendiam que o


B) aja, descrição, vir. acordo não fosse aprovado, de forma a que os
C) haja, discrição, ver. russos fossem obrigados a sair da base militar até
D) aja, discrição, vir. 2017, ano em que termina o atual acordo de
E) aja, discreção, ver. cedência do espaço.
III. As forças governamentais defendem que a
03. (FUNAI/Tec. Adm/ Superior/2009) O texto se cedência da base militar é do interesse da Ucrânia
inicia com a expressão grafada "vira-e-mexe”; sobre A palavra “cedência” está empregada nos
a qual se encontra registrado em dicionário o três trechos. Em quantas das três passagens, essa
seguinte: palavra poderia ser substituída por “cessão”, sem
VIRA-E-MEXE prejuízo de sentido?
- substantivo de dois gêneros e dois números. A) apenas na primeira e na terceira.
Regionalismo: Brasil. Uso: informal. B) em nenhuma das três.
1. pessoa irrequieta, desassossegada, buliçosa; vira- C) apenas na segunda.
mexe. D) apenas na terceira.
Ex.: ele é um vira-e-mexe. E) em todas as três.
- substantivo masculino de dois números
2. movimento ou atividade incessante; azáfama, 06. (Psicólogo / MJ/ 2009) Na língua, há palavras
roda-viva. que se assemelham na forma, sem que tenham
Ex.: cansei-me de tantos vira-e-mexe qualquer parentesco significativo. A esse fato
(Dic. Houaiss 2006) linguístico denomina-se paronímia. A frase abaixo
Considerando as informações colhidas no dicionário que está mal redigida porque houve a substituição
citado, pode-se afirmar que o termo em foco indevida de um vocábulo por seu parônimo é
A) é proibido, pois não se usa hífen com verbos A) Preciso que o governador defira meu processo.
ligados pela conjunção E. B) Pediu dispensa do serviço militar por ser arrimo
B) foge à definição, pois a expressão tem valor de família.
temporal e não substantivo. C) Os imigrantes são discriminados em alguns
C) é aceitável, posto que se trata de uma “licença países europeus.
poética”. D) Retificou, em uma errata, parte das informações
D) está correto, pois locuções adverbiais admitem o publicadas.
uso de hífen. E) No próximo ano, os bancos vão aferir lucros ainda
E) é opcional, pois existe a variante “vira-mexe”, que maiores.
tem o mesmo significado.
07. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
04. (Musicoter./ Pref. S. João da Barra/2010) O O sentido do verso “És belo, és forte, impávido
substantivo “russos” tem, em português, identidade colosso”
fonética, mas não gráfica com a palavra “ruços”. não se altera, se o termo “impávido” for substituído
Observe os seguintes significados para a palavra por
que se escreve com cedilha: qualquer uma das palavras contidas na alternativa
I. entremeado de fios brancos (diz-se de pelo, A) covarde, medroso.
cabelo, barba); grisalho. B) intrépido, ignavo.
II. esmaecido pelo uso; surrado, velho. C) destemido, corajoso.
III. cheio de adversidades, de dificuldades; D) patriótico, pávido.
complicado, perigoso, apertado. E) tímido, timorato.
IV. língua falada na União Soviética.
V. nevoeiro rápido e espesso que sobe a serra, 08. (IFPI/ Administrador/ 2014) As alternativas
dissipando-se em massa compacta. abaixo contêm frases extraídas de um jornal de
Quantos dos significados acima podem ser grande circulação. Em cada uma delas, há pelo
atribuídos à palavra RUÇO? menos um desvio gramatical, exceto numa. Qual?
A) todos os cinco. A) E eles sabem porque a vida não é melhor: o
B) apenas os três primeiros. dinheiro público é desperdiçado, os governos de
C) apenas os dois últimos. maneira geral têm projetos imediatistas de poder.
D) quatro deles. B) Isolado e pressionado por líderes do partido,
E) apenas um deles. preocupadas com eventuais abalos à imagem do
governo, o prefeito combinou com o governador uma
05. (Musicoter/ Pref S. João da Barra/ 2010) “rendição” conjunta.
Observe a transcrição de três trechos da notícia: C) Além da polêmica que derrubou a proposta de
I. Em causa estava a decisão de prolongar a uma Constituinte específica, não há consenso
cedência de uma base militar ucraniana, no mar também no Congresso sobre qual o melhor
Negro, à Rússia até 2042.
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instrumento de consulta popular: plebiscito ou


referendo. 10. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
D) Para o jornal francês, os shoppings brasileiros A forma “porque” aparece grafada em um só
deixam claro a tensão social e racial latente que vocábulo e não em dois na frase “Os técnicos do
pode fazer o país derrapar a qualquer momento. Sebrae prestam assessoria na área gerencial porque
E) O ganho para compensar o cancelamento do prestam valiosas orientações a quem a eles recorre.”
reajuste virá da redução do percentual recolhido, Essa grafia sempre ocorre quando esse vocábulo
mas podem haver outros benefícios. A) iniciar oração.
B) for interrogativo.
09. (IFPI/ Administrador/ 2014) Notícia publicada C) indicar causa.
em O Globo de 27/06/2013 contém a seguinte D) estiver em frase exclamativa.
informação: “As mudanças feitas na Câmara mudam E) incluir-se em um diálogo.
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado
às duas áreas. A proposta original da presidente 11. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
Dilma destinava à Educação apenas os Em “Era a peça mais rara, e não já da cidade,
“rendimentos” de 50% do Fundo Social. O texto ‘senão’ de todo o país”, a alternativa que apresenta
aprovado estabelece 50% do total dos recursos do um substituto para o termo “senão”, sem alterar o
Fundo, e, com isso, os valores sobem sentido da frase proposta, é
consideravelmente.” A) de outro modo.
Para evitar a redundância de “as mudanças B) exceto.
feitas na Câmara mudam radicalmente o potencial de C) portanto.
recursos a ser destinado às duas áreas”, o jornalista D) ou.
poderia ter escrito, sem comprometer o conteúdo E) mas sim.
pretendido, a seguinte frase:
A) As mudanças feitas na Câmara alteram 12. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado Matemática)
às duas áreas. A alternativa que contém duas palavras escritas com
B) As mudanças feitas na Câmara cingem correção ortográfica é
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado A) auto-estima, misto, fustração.
às duas áreas. B) beneficiente, bisorinho, quiser.
C) As mudanças feitas na Câmara transferem C) beneficiência, metiolate, propiedade.
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado D) estrupo, croquetel, mexilhão.
às duas áreas. E) próprio, lagartixa, xerografia.
D) As mudanças feitas na Câmara conservam
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado
às duas áreas. GABARITO:
E) As mudanças feitas na Câmara convertem 1.C/ 2.D/ 3B/ 4D/ 5E/ 6E/ 7C/ 8C/ 9A/ 10C/ 11E/ 12E
radicalmente o potencial de recursos a ser destinado
às duas áreas.

ELEMENTOS MÓRFICOS

Embora as palavras nos sejam apresentadas como um todo significativo, podem ser subdivididas em estruturas
significativas menores, chamadas de morfemas ou elementos mórficos.
Na estrutura e formação das palavras, existem diferentes elementos mórficos, com diferentes significados:
 radical e raiz;
 vogal temática;
 tema;
 desinências;
 afixos;
 vogais e consoantes de ligação.
Radical e raiz
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O radical, também chamado de morfema lexical, é a parte fundamental da palavra, definindo o seu significado
principal. A raiz é, também, a base de significação mais irredutível de uma palavra.
O radical é um termo usado regularmente, sendo facilmente depreendido. Apresenta um caráter prático e
gramatical. Já a raiz é analisada segundo uma perspectiva histórica, implicando estudos etimológicos.
Exemplos de radical de palavras
 cantar (cant- ar);
 cantor (cant- or);
 cantiga (cant- iga).
Aprenda também os radicais gregos e latinos.
Vogal temática
As vogais temáticas ocorrem entre um radical e uma desinência. Ocorrendo em verbos, são chamadas de vogais
temáticas verbais. Ocorrendo em nomes, são chamadas de vogais temáticas nominais.
Nos verbos, as vogais temáticas indicam a conjugação verbal:
 Vogal temática -a indica os verbos da 1.ª conjugação: falar.
 Vogal temática -e indica os verbos da 2.ª conjugação: entender.
 Vogal temática -i indica os verbos da 3.ª conjugação: dividir.
Nos nomes, as principais vogais temáticas são -a e -o, como em em livr-o e past-a. Os nomes terminados em
consoante, como par, possuem a vogal temática -e, que é recuperada no plural (mar-e-s). Apenas as vogais finais
átonas são vogais temáticas nominais. Os nomes terminados em vogal tônica, como café, não possuem vogal
temática.
Tema
Tema é o nome dado à junção do radical com a vogal temática. Nas palavras em que não há vogal temática, o
tema e o radical estão representados no mesmo elemento.
Temas verbais:
 falar (fala-r);
 entender (entende-r);
 dividir (dividi-r).
Temas nominais:
 livros (livro-s);
 pastas (pasta-s).
Desinências
As desinências são morfemas que indicam os tipos de flexão que uma palavra pode sofrer. Tal como as vogais
temáticas, as desinências são chamadas de nominais quando se referem a nomes e de verbais quando se
referem a verbos.
As desinências nominais indicam a possibilidade de flexão em gênero (feminino e masculino) e número (singular
e plural):
 A desinência nominal -o indica o masculino: amigo (amig-o).
 A desinência nominal -a indica o feminino: amiga (amig-a).
 A desinência nominal -s indica o plural: amigos e amigas (amig-o-s e amig-a-s).
As desinências verbais indicam a possibilidade de flexão em modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo
(passado, presente e futuro), número (singular e plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa gramatical).
Desinências verbais modo temporais:
 As desinências -va e -ia indicam o pretérito imperfeito do indicativo: falava, corria.
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 A desinência -ra indica o pretérito mais-que-perfeito do indicativo: falara.


 A desinência -ria indica o futuro do pretérito do indicativo: falaria.
 A desinência -sse indica o pretérito imperfeito do subjuntivo: falasse.
Desinências verbais número pessoais:
 A desinência -o indica a 1.ª pessoa do singular: falo.
 A desinência -s indica a 2.ª pessoa do singular: falas.
 A desinência -mos indica a 1.ª pessoa do plural: falamos.
 A desinência -m indica a 3.ª pessoa do plural: falam.
Afixos: prefixos e sufixos
Os prefixos e sufixos são afixos, ou seja, são elementos que se juntam a uma palavra para a formação de outra.
Os prefixos aparecerem antes do radical das palavras.
Os sufixos aparecerem depois do radical das palavras.
Ambos promovem a alteração do sentido da palavra, formando uma noma palavra derivada.
Exemplos de prefixos:
 desigual (des- + igual);
 infeliz (in- + feliz);
 refazer (re- + fazer).
Exemplos de sufixos:
 caprichar (capricho + -ar);
 normalmente (normal + -mente);
 lavável (lavar + -ável).

Vogais e consoantes de ligação


Vogais e consoantes de ligação surgem na formação das palavras por razões fonéticas, ocorrendo entre dois
morfemas. Não apresentam valor significativo. Estabelecem uma ligação entre dois radicais ou entre um radical e
um sufixo, de forma a facilitar a pronúncia da palavra e evitar dissonâncias na junção dos morfemas.
Exemplos de vogais de ligação:
 gasômetro (gás-ô-metro);
 parisiense (Paris-i-ense).
Exemplos de consoantes de ligação:
 chaleira (chá-l-eira);
 cafezal (café-z-al).
Vogais e consoantes de ligação são também chamados de infixos.
Atenção!
Na estrutura de palavras, na junção dos morfemas, podem ocorrer omissões e alterações fônicas, como:
 carteiro: cart(a) + eiro, com omissão da vogal a.
 cantávamos e cantáveis: alteração fônica de a para e por influência da vogal i.
Separação dos morfemas das palavras
A separação dos morfemas constituintes das palavras não é uma tarefa simples e linear, sendo necessária a
compreensão do significado dos diferentes morfemas que participam na estrutura e formação de palavras.

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Morfemas da palavra patinhos (pat-inh-o-s)


pat (radical)
inh (sufixo indicativo do diminutivo)
o (desinência indicativa do masculino)
s (desinência indicativa do plural)

Morfemas da palavra encontrávamos (encontr-á-va-mos)


encontr (radical)
á (vogal temática)
va (desinência indicativa do modo e tempo verbal)
mos (desinência indicativa da pessoa e número verbal)
Outros exemplos de separação dos elementos mórficos
Poeira
poeira (poeir - a)
poeirento (poeir - ento)
poeirada (poeir - ada)
empoeirar (em - poeir - ar)
empoeirados (em - poeir - ado - s)
desempoeirar (des - em - poeir - ar)
desempoeirado (des -em -poeir - ado)
Equilíbrio
equilíbrio (equilibr - io)
equilibrar (equilibr - ar)
equilibristas (equilibr - ista - s)
equilibrado (equilibr - ado)
desequilibrar (des - equilibr - ar)
desequilibrado (des - equilibr - ado)

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS


A língua portuguesa assim como outra língua, é dotada de mecanismos que permitem a criação de novas
palavras. Assim, a língua renova-se e amplia-se de acordo com a necessidade do falante.
Por exemplo, a criança ao ver o livro desfazendo-se em suas mãos disse que o livro estava deslivrando.
(neologismo)
De igual forma, Guimarães Rosa é conhecido pela criação de palavras, fato que faz com que sua linguagem
seja considerada revolucionária. Assim, ele criou humildoso, bonitonazinha, mumumudo, nonada...
Em português, as palavras novas se formam por:
derivação,
composição,
hibridismo,

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abreviação
e onomatopeia.
1. DERIVAÇÃO
Consiste na formação de novas palavras com base em uma palavra já existente, acrescentando-lhe um afixo,
ou seja, prefixo e/ou sufixo. A derivação ocorre, portanto, por meio da agregação de certos elementos que lhe
alteram o sentido. A palavra que dá origem à outra se chama primitiva; a palavra que se originou da outra se
chama derivada.

1A. Derivação Prefixal:


A derivação prefixal ocorre pelo acréscimo de um prefixo a uma palavra já existente.
Ex.: desleal, antialérgico, infeliz, antever, desabotoar, hipersensível...

1B. Derivação Sufixal:


Na derivação sufixal o radical recebe sufixo dando origem à nova palavra.
Ex.: livraria, pedreiro, tristemente, felicidade, policiamento, sambista, estupidez, beleza...

1C. Derivação parassintética:


É o processo de formação pelo qual se anexam ao radical simultaneamente um prefixo e sufixo.
Ex.: enforcar, ajoelhar, enlouquecer, entristecer, submarino, desperdiçar, emudecer...

Observação:
Quando a junção de prefixo e sufixo não se dá ao mesmo tempo, não ocorre Parassíntese.
Ex.: infelizmente, deslealdade e viscondado.
As palavras acima não se criaram pela adição concomitante de prefixo e sufixo. Em outras palavras o vocábulo
já existia só com prefixo ou só com sufixo. Assim, ao se juntar o prefixo in, a palavra já tinha o sufixo mente, ou ao
se juntar o sufixo mente a palavra já tinha o prefixo in. A esse processo dá-se o nome de derivação prefixal e
sufixal.

1D. Derivação regressiva:


Em todos os casos de derivação vistos até aqui, a palavra derivada tornou-se maior que a primitiva.
Na derivação regressiva ocorre o oposto. A palavra primitiva sofre uma redução. Desaparecem falsos ou
verdadeiros sufixos de uma palavra.
Ex.: sarampo (de sarampão) e boteco (de botequim). A derivação regressiva ocorre comumente quando se
formam substantivos a partir de verbos.
Ex.:
castigar — castigo
combater— combate
comprar — compra
embarcar — embarque
errar — erro
repousar — repouso
tocar — toque
Observação:
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1. Os substantivos formados por derivação regressiva indicam uma ação. Ex.: amparo, debate...
2. Os derivados regressivos são sempre abstratos. Ex.: acordo, saque...

1E. Derivação imprópria:


A derivação imprópria (ou conversão) ocorre quando a palavra muda de classe gramatical sem sofrer qualquer
alteração de forma.
Ex.:
Houve uma comemoração monstro.
Obs: monstro, que era substantivo, tornou-se adjetivo.
Pelo processo de derivação imprópria explica-se a passagem:

a) de substantivos próprios a comuns: gilete (de Gillette), sanduíche (de Sandwich)...


b) de substantivos comuns a próprios: Pereira (de pereira), Rosa (de rosa)....
c) de substantivos a adjetivos: homem aranha, mulher gato...
d) de verbos a substantivos: o andar, o jantar...
e) de palavras invariáveis a substantivos: o não, o porquê...
f) de particípios a substantivos ou adjetivos: o passado, querido, tinto...
g) de substantivos, adjetivos e verbos a interjeições: rua!, bravo!, passa!...
h) de adjetivos a advérbios: falar alto, custar caro...

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Principais Radicais Gregos


Elementos de
composição Significados Exemplos

acr(o) alto, elevado; ponto culminante acrobacia, acrópole, acrofobia, acrocefalia


aer(o) Ar aeronave, aeronauta, aerofagia
agoia, agogo condução, o que conduz pedagogia, demagogo
Agro Campo agronomia, agrônomo, agronegócio
alg, algia dor, sofrimento analgésico, nevralgia, nostalgia
al(o) outro, diferente, estranho Alopatia, alergia, atocromia
andr(o) homem, macho andrógino, androfobia, androceu, andróide
Anemo Vento anemógrafo, anemômetro
antrop(o) ser humano antropocentrismo, antropofagia, filantropo
Arca que comanda, que governa monarca, patriarca, matriarca
arcai, arque(o) antigo, velho arcaísmo, arqueologia, arqueozóico
Aristo ótimo; o melhor aristocracia, aristocrata
aritm(o) Número aritmética, aritmologia, logaritmo
arque(ia) primeiro, origem arquétipo, nobiliarquia
Arquia Governo monarquia, anarquia
asteno, astenia fraqueza, debilidade astenopia, neurastenia
aster, astro corpo celeste asteróide, astronomia, astrodinâmica
atm(o) gás, vapor atmosfera, atmômetro, atmoterapia
Auto por si próprio, de si mesmo automóvel, autocrítica, auto-ajuda
bari, baro pressão, peso Barítono, barômetro, baricentro
Bata O que anda acrobata, nefelibata, aeróbata
bibli(o) Livro biblioteca, bibliotecário
bi(o) Vida Biologia, biografia, biociência
Caco feio, mau, cacofonia, cacoépia
cal(i) Belo caligrafia, calidoscópio
cardi(o) Coração cardíaco, cardiograma
cefal(o) Cabeça Acefalia, cefaléia, encefalograma
cicl(o) Círculo ciclometria, bicicleta, triciclo, cíclico
cine, cinesi movimento cinética, cinesalgia, cinemática
cit(o) Célula Citologia, citoplasma
Coreo Dança coreografia, coreomania
cosm(o) mundo, universo cosmovisão, macrocosmo, cósmico
Cracia poder, autoridade gerontocracia, tecnocracia, democracia
cript(o) oculto, escondido criptograma, criptografar

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cron(o) Tempo crônico cromógeno, cromoterapia


datil(o) Dedo datilografia, datiloscopia
deca Dez decâmetro, decalitro, década
dem(o) Povo democracia, demográfico, demagogo
derm,dermat(o) Pele dermatite, dermatologista
di Dois dissílabo, dígrafo, ditongo
dinam(o) força, potência Dinamite, dinamismo
- dox(o) crença, opinião ortodoxo, paradoxo
drom(o) Corrida autódromo, hipódromo, sambódromo
Eco casa, domicílio, hábitat Ecologia, ecônomo, ecossistema
Edro base, face Poliedro, pentaedro
eletr(o) eletrocardiograma, eletrochoque,
elétrico, eletricidade
eletromagnetismo
enter(o) intestino, interior enterologia, enterocolite, enterite
erg(o) Trabalho ergofobia, ergógrafo, ergonomia
esperma,
esperma t(o) Semente espermatologia, espermatozóide

etio, etim(o) Origem Etiologia, etimologia


etn(o) raça, nação etnia, etnocentrismo
fagia, fag(o) ato de comer; que come ou aquele
aerofagia, antropófago, necrófago
que come
Filo amigo, amante filósofo, filantropo
fisi(o) natureza física fisiologia, fisionomia, fisioterapia
fob(o) Aversão claustrofobia, xenofobia, fóbico
fon(o) som, voz fonógrafo, fonoteca, fônico
Foro que carrega, que conduz semáforo, fósforo
fos, foto Luz fosforescente, fotocromático, fotografia
gam(o) casamento gamomania, monogamia, bígamo
gastr(o) estômago gastronomia, gástrico
Gene Origem gênese, genética
Geo Terra geografia, geóide
ger(o), geront(o) velho, ancião Geriatria, gerontocracia
gine, gin(o),
gineco Mulher andrógino, ginecocracia, gineceu

glossa, glota língua, linguagem glossalgia, diglossia, poliglota


gon(o), gonio Ângulo polígono, goniômetro
Grafia Escrita ortografia, caligrafia
heli(o) Sol heliocentrismo, heliografia
Hemi Metade hemisfério, hemiciclo, hemistíquio
hem(o), hemat(o) Sangue hemorragia, hemograma, hematófago

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hepat(o) Fígado Hepatite, hepático


heter(o) outro, diferente heterossexual, heterogêneo, heterodoxo
hidr(o) Água hidrografia, hidrófilo
hier(o) sagrado, divino hierocracia, hieromania, hierarquia
higr(o) Umidade higrômetro, higrófilo
hipn(o) Sono Hipnose, hipnotismo

Principais Radicais Latinos


Elementos de
Significados Exemplos
composição
Agri ácido, azedo agridoce, vinagre
Agri Campo agricultura, agrícola
a/ti alto, elevado altiplano, altissonante
a/vi alvo, branco alviverde, alviluzente
Ambi duplicidade; ao redor Ambidestro, ambiente, ambivalente
ambu/o caminhar, andar sonâmbulo, noctâmbulo
anim(i) Alma animicida, anímico
Api Abelha apicultura, apicida
arbor(i) Árvore arborícola, arboriforme, arborizar
aur(i) ouro, da cor de ouro auriverde, aurívoro, aurífero, áureo
Auri orelha, ouvido auricular, aurícula
Beli Guerra bélico, belicista, beligerante
calor(i) Calor caloria, calorífero, calorímetro
Cida que mata vermicida, inseticida, regicida
Cola que habita; que cultiva vinícola, citrícola, arborícola
cole, colo Pescoço colar, colarinho, albicole
Color cor, coloração colorífico, quadricolor
cor, cordi Coração cordial, cordiforme
corn(i) chifre, antena cornear, cornudo, cornucópia
Crimino Crime criminoso, criminologia
Cruci Cruz cruciforme, crucificado
Cultura ato de cultivar suinocultura, piscicultura, vitivinicultura
cupr(i) Cobre cúprico, cuprífero
Curvi Curvo Curvilíneo
Deci Décimo decímetro, decigrama
digit(i) Dedo digitado, digitação
Dui Dois duídade, duelo
Ego Eu egocentrismo, egoísmo
Equi Igual equivalência, eqüidistante

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esti/(i) Estilo estilista, estilismo


estrato, estrati coberta, camada Estratosfera,estrato, estratífícar
Evo Idade longevidade, longevo, medievo
Fero que contém, que produz mamífero, carbonífero, aurífero, calorífero
Fico que faz, que produz benéfico, maléfico, frigorífico
Fide fé, confiança fidelidade, fidedigno
Fili Filho filiação, filial
Forme Forma uniforme, disforme, cordiforme
frater, fratri Irmão fraterno, fratricida
frig(i) Frio frigidez, frigorífico
Fugo que foge, que faz fugir centrífugo, vermífugo
Genito relativo a geração genitor, primogênito
Gero que traz, que contém, que
lanígero, calorígero
produz
grado, gradu grau, passo centígrado, graduação, gradual
Herbi Erva herbívoro, herbicida
homin(i) Homem hominal, homicídio
ign(i) Fogo ignição, ígneo, ignícola
Lati largo, amplo latifúndio, latifólio
Loquo que fala Ventríloquo, altíloquo, loquaz
luc(i) Luz lucidez, lúcido
Mani Mão maniforme, manidestro, manicure
matr(i) Mãe matriarca, matricida
Maxi máximo, muito grande maxidesvalorização, maxissaia
mul(t)i numeroso multissecular, multiangular, multangular

2. COMPOSIÇÃO

A composição ocorre quando se juntam dois ou mais elementos vocabulares de significação própria, para
darem a ideia de um novo ser ou objeto.
Ex1. copo - de - leite (a flor) Ex2.: doce + leite = doce de leite
     
1° sig 2° sig 3° significado 1° sig 2° sig 3° significado

A junção de duas ou mais palavras ou de dois ou mais radicais já existentes na língua é que denomina
composição.
A composição pode ser por justaposição e por aglutinação.
2.a. Composição por justaposição:
Ocorre quando os radicais não sofrem nenhuma alteração, quando cada palavra mantém sua pronúncia
individual. Ex.: pontapé, girassol, passatempo, segunda-feira, vaivém, malmequer, guarda-chuva,
2.b. Composição por aglutinação:
Ocorre quando dois ou mais elementos se unem num todo, com um só acento tônico, havendo perda ou
modificação de fonemas. Ex.: boquiaberto, aguardente, planalto, pernilongo, petróleo, vinagre.

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Obs.: Não serve de critério para a identificação de justapostos e aglutinados à presença ou a ausência do
hífen.

3. HIBRIDISMO
São palavras constituídas por elementos procedentes de línguas diferentes.
Ex.:
alcoômetro (árabe+ grego)
burocracia (francês + grego)
caipirismo (tupi + grego)
bananal (africano + latim)
goiabeira (tupi + português)...

4. ABREVIAÇÃO
A abreviação consiste na redução de uma palavra à sua primeira ou às suas primeiras sílabas.
Ex.:
cine (cinema)
metrô (metropolitano)
pneu (pneumático)
foto (fotografia)
rebu (rebuliço)
transa (transação)...

Não se deve confundir abreviação com abreviatura ou sigla. Ex.: extra (extraordinário), Av. (avenida) e ONU (Organização
das Nações Unidas). Na ordem tem-se uma abreviação, uma abreviatura e uma sigla. Ao processo de formação de Siglas se
dá nome de Siglonimização.

[Link]
Quando a palavra reproduz ou procura reproduzir certos sons ou ruídos é formada por onomatopéia. Algumas
onomatopéias dão origem a verbos ou substantivos.
Ex.: bibi, bem-te-vi, cacarejar, miau, miado, traque, trimmm, tique-taque, reco-reco, pingue- pongue, tilintar, au-
au.

[Link]
Para criar novas palavras, ou seja, neologismos, é preciso criatividade e conhecimento das estruturas das
palavras da nossa língua. Neologia ( ne(o) = novo) + logia = ciência).
Ex. micreiro: micro + eiro
suingado : suingue + ginga + ado
showmício: show + comício

[Link]
Palavra ou expressão de outras línguas, empregada na língua portuguesa. Ex:
Cappuccinos – do italiano
Drinques – do inglês drink
Designer – do inglês ...

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Formas de incorporação: grafia original (band-aid); grafia aportuguesada (blecaute do inglês – blackout);
dupla grafia (tíquete ou ticket) e decalque (cachorro - quente vem de hot-dog).

EXERCÍCIOS

I – Exercícios Funrio E) ESTAVA

01. (PRF/2009) “Outra de elevador” 04. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
“ Ascende”, dizia o ascensorista. Depois: “ A alternativa que contém uma palavra formada
Eleva-se.” “ Para cima.” “ Para o alto.” Escalando.” exatamente pelo mesmo processo pelo qual se
Quando perguntavam: “ Sobe ou desce?”, respondia: obteve “seringueiro” é
“A primeira alternativa.” Depois dizia “Descende”, A) cigarros.
“Ruma para baixo”, “Cai controladamente.” “ A B) desarrumação.
segunda alternativa.” “ Gosto de improvisar”, C) penumbra.
justificava-se. Mas como toda a arte tende para o D) reconhecimento.
excesso, chegou ao preciosismo. Quando E) simplicidade.
perguntavam “Sobe?”, respondia: “É o que
veremos..." Nem todo o mundo compreendia, mas 05. (IF-PA/ Administrador/ 2016)
alguns os instigavam. Quando comentavam que Assinale a única forma verbal que não possui
devia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele desinência modo-temporal.
respondia: “Tem seus altos e baixos”, como A) riam.
esperavam. B) cantavam.
Respondia, criticamente, que era melhor que C) contamos.
trabalhar em escala, ou que não se importava, D) insistirdes.
embora o seu sonho fosse um dia, comandar alguma E) enrolássemos.
coisa que andasse para os lados. E quando ele
perdeu o emprego, porque substituíram o elevador 06. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) O gentílico
antigo do que se refere a quem nasce no estado do Mato
prédio por um moderno automático, daqueles que Grosso do Sul é sul-mato-grossense ou mato-
têm música ambiental, disse: “Era só me pedirem – grossense-do-sul. Esses dois adjetivos, quanto ao
eu também canto.” processo de formação, devem ser classificados
(Luis Fernando Veríssimo – jornal O Globo, 2002) A) ambos como casos de palavras compostas por
O elemento em destaque em cada vocábulo que justaposição.
deve ser identificado como um morfema, indicador B) apenas o primeiro como palavra composta por
de ação em processo é: justaposição, pois o segundo é formado por
A) controladamente – mente. derivação sufixal.
B) chatice – ice. C) apenas o segundo como palavra composta por
C) escalando – ndo. justaposição, pois o primeiro é formado por
D) ambiental – al. derivação prefixal.
E) pedirem – rem. D) ambos como casos de palavras derivadas: a
primeira é sufixal; a segunda é prefixal.
02. (Musicoter./ Pref. S. João da Barra/2010) O E) ambos como casos de palavras formadas por
texto emprega algumas palavras formadas por derivação parassintética.
derivação sufixal, entre as quais se encontram as
seguintes: 07. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
A) terça-feira, guarda-chuvas, recém-eleito. alternativa que mostra a separação correta dos
B) coligação, deflagrou, permitir. morfemas do verbo dado.
C) atiraram, encontrou, pretendiam. A) LEVO = L+E+V+O
D) ucraniano, jornalistas, governamentais. B) ENCONTREI = EN+CONTR+E+I
E) decisão, compra, custo. C) CONTRAÍSTES = CONTRA+I+STES
D) PLANEJARIAS = PLAN+EJAR+IA+S
03. (Musicoter./ Pref. S. João da Barra/2010) E) AMASSÁSSEMOS = AM+A+SSA+SSE+MOS
Assinale a forma verbal cuja desinência número-
pessoal é ZERO. 08. (IFPI/ Administrador/ 2014)
A) DEFLAGROU
B) PRETENDIAM
C) FOSSEM
D) ATIRARAM

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é hoje uma metrópole que oferece alta qualidade de


vida.
(Fonte: O Globo, 21/04/2010, com adaptações)
Na notícia do jornal, as palavras “superfesta” e
“cinquentona” exemplificam, respectivamente, casos
de formação de palavras por
A) hibridismo e neologismo.
B) justaposição e aglutinação.
C) composição e derivação.
D) prefixação e sufixação.
E) conversão e regressão.

11. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010)


O game on-line “Perfect World”, publicado no Brasil
pela Level Up! quebrou o recorde brasileiro ao ter o
maior número de usuários conectados em um jogo.
A foto colhida numa rede social mostra um Na quarta-feira (21), a competição alcançou 22.331
neologismo que está corretamente descrito na jogadores simultâneos.
seguinte explicação: (Fonte: [Link] de 23/04/2010)
A) Acrescentou-se um prefixo à palavra anterior, A notícia exemplifica como a presença de palavras
comemoração. estrangeiras é comum nos textos publicados na
B) Acrescentaram-se dois prefixos à palavra anterior, imprensa. Aqui se observa por exemplo, além da
memoração. citação dos nomes das marcas em inglês, o emprego
C) Acrescentou-se um prefixo e um sufixo à palavra de “game on-line”, cuja tradução literal seria “jogo em
anterior, comemorar. linha”. A respeito dessa presença de estrangeirismos
D) Acrescentaram-se dois prefixos e dois sufixos à no português, é correto afirmar que
palavra anterior, memória. A) as palavras estrangeiras dificilmente se adaptam
E) Acrescentou-se um prefixo e permutou-se outro à gramaticalmente ao Português.
palavra anterior, rememoração. B) os empréstimos linguísticos são fenômenos
comuns originários dos contatos entre as línguas.
09. (IFPI/ Administrador/ 2014) As alternativas C) os substantivos do inglês são semanticamente
abaixo propõem a formação de uma palavra mais fortes do que os do Português.
derivada. Numa delas, porém, a palavra proposta D) os termos do inglês são incorporados ao
não serve como exemplo de derivação. Assinale-a. Português para internacionalizar nossa língua.
A) apagar /apagamento. E) os estrangeirismos da informática possuem
B) tarde / entardecer. homônimos portugueses inexpressivos.
C) sabão / ensaboar.
D) burro / emburrecer.
E) água / aguardente. Gabarito:
1C/ 2D/ 3E/ 4E/ 5C/ 6A/ 7C/ 8A/ 9E/ 10D/ 11B/ 12
10. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010)
Brasília comemorou seu aniversário com uma
superfesta. A cinquentona planejada por Lúcio Costa

Acentuação Gráfica
ACENTOS GRÁFICOS

Na língua escrita, em alguns casos, há necessidade de indicar a sílaba tônica ou a pronúncia correta de uma
palavra por meio de certos sinais. Tais sinais recebem o nome de acentos gráficos e são colocados sobre as
vogais. São os seguintes:

acento agudo ( ´ )

acento grave ( ` )
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acento circunflexo ( ^ )

Tabela de acentuação gráfica

Tipo de palavra ou Exemplos (como Observações


Quando acentuar
sílaba eram) (como ficaram)

Proparoxítonas sempre simpática, lúcido, Continua tudo igual ao que era antes da
sólido, cômodo nova ortografia.
Observe:
Pode-se usar acento agudo ou circunflexo
de acordo com a pronúncia da região:
acadêmico, fenômeno (Brasil) académico,
fenómeno (Portugal).

Paroxítonas Se terminadas em: R, fácil, táxi, tênis, Continua tudo igual.


X, N, L, I, IS, UM, hífen, próton, Observe:
UNS, US, PS, Ã, ÃS, álbum(ns), vírus, 1) Terminadas em ENS não levam acento:
ÃO, ÃOS; ditongo caráter, látex, hifens, polens.
oral, seguido ou não bíceps, ímã, órfãs, 2) Usa-se indiferentemente agudo ou
de S bênção, órfãos, circunflexo se houver variação de
cárie, árduos, pólen, pronúncia: sêmen, fêmur (Brasil) ou
éden. sêmen, fémur (Portugal).
3) Não ponha acento nos prefixo
paroxítonos que terminam em R nem nos
que terminam em I: inter-helênico, super-
homem, anti-herói, semi-internato.

Oxítonas Se terminadas vatapá, Continua tudo igual.


em: A, AS, E, ES, O, igarapé, avô, avós, Observe:
OS, EM, ENS refém, parabéns 1. terminadas em I, IS, U, US não levam
acento: tatu, Morumbi, abacaxi.
2. Usa-se indiferentemente agudo ou
circunflexo se houver variação de
pronúncia: bebê, purê (Brasil); bebé, puré
(Portugal).

Monossílabos terminados em A, AS, vá, pás, pé, mês, Continua tudo igual.
tônicos (são E, pó, pôs Atente para os acentos nos verbos com
oxítonas também) ES, O,OS formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.

Í e Ú em Í e Ú levam acento se saída, saúde, 1. Se o i e u forem seguidos de s, a regra


palavras oxítonas estiverem sozinhos miúdo, aí, Araújo, se mantém: balaústre, egoísmo, baús,
e paroxítonas na sílaba (hiato) Esaú, Luís, Itaú, jacuís.
baús, Piauí 2. Não se acentuam i e u se depois vier
'nh': rainha, tainha, moinho.
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3. Esta regra é nova: nas paroxítonas, o


i e u não serão mais acentuados se
vierem depois de um ditongo: baiuca,
bocaiuva, feiura, maoista, saiinha (saia
pequena), cheiinho (cheio).
4. Mas, se, nas oxítonas, mesmo com
ditongo, o i e u estiverem no final, haverá
acento: tuiuiú, Piauí, teiú.

Ditongos abertos EI, OI, idéia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras
em palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia,
paroxítonas colmeia, celuloide, boia.
Observe: há casos em que a palavra se
enquadrará em outra regra de
acentuação. Por exemplo: contêiner,
Méier, destróier serão acentuados porque
terminam em R.

Ditongos abertos ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, Continua tudo igual (mas, cuidado:
em palavras heróis, troféu, céu, somente para palavras oxítonas com uma
oxítonas mói (moer) ou mais sílabas).

Verbos arguir e arguir e redarguir Esta regra desapareceu.


redarguir (agora usavam acento agudo Os verbos arguir e redarguir perderam o
sem trema) em algumas pessoas acento agudo em várias formas
do indicativo, do (rizotônicas):
subjuntivo e do eu arguo (fale: ar-gú-o, mas não acentue);
imperativo afirmativo. ele argui (fale: ar-gúi), mas não acentue.

Verbos terminados aguar Esta regra sofreu alteração. Observe:.


em guar, quar e enxaguar, averiguar, Quando o verbo admitir duas pronúncias
quir apaziguar, delinquir, diferentes, usando a ou i tônicos, aí
obliquar usavam acentuamos estas vogais: eu águo, eles
acento agudo em águam e enxáguam a roupa (a tônico); eu
algumas pessoas do delínquo, eles delínquem (í tônico).
indicativo, do tu apazíguas as brigas; apazíguem os
subjuntivo e do grevistas.
imperativo afirmativo. Se a tônica, na pronúncia, cair sobre o u,
ele não será acentuado: Eu averiguo (diga
averi-gú-o, mas não acentue)

ôo, ee vôo, zôo, enjôo, vêem Esta regra desapareceu.


Agora se escreve: zoo, perdoo veem,
magoo, voo.

Verbos ter e vir na terceira pessoa do eles têm, Continua tudo igual.
plural do presente do eles vêm Ele vem aqui; eles vêm aqui.
indicativo Eles têm sede; ela tem sede.

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Derivados de ter e na terceira pessoa do ele obtém, detém, Continua tudo igual.
vir (obter, manter, singular leva acento mantém;
intervir) agudo; eles obtêm, detêm,
na terceira pessoa do mantêm
plural do presente
levam circunflexo

Acento diferencial Esta regra desapareceu, exceto para os


verbos:
PODER (diferença entre passado e
presente.
Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje.
PÔR (diferença com a preposição por):
Vamos por um caminho novo, então
vamos pôr casacos;
TER e VIR e seus compostos (ver acima).
Observe:
1) Perdem o acento as palavras
compostas com o verbo PARAR:
Para-raios, para-choque.
2) FÔRMA (de bolo): O acento será
opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis
aqui a forma para pudim, cuja forma de
pagamento é parcelada.

EXERCÍCIOS

I. Complete abaixo usando o hífen ou não segundo à pré + natal = _______________


reforma ortográfica: extra + oficial = _______________
inter + relação = _______________ super + homem = _______________
neo + escolástica = _______________ pós + data = _______________
semi + silvestre = _______________ contra + cheque = _______________
extra + ordinário = _______________ extra + classe = _______________
neo + latino = _______________ inter + classe = _______________
ultra + violeta = _______________ inter + regional = _______________
mal + humorado = _______________ pseudo + fruto = _______________
pan + americano = _______________
anti + social = _______________ II – EXERCÍCIOS FUNRIO:
pos + posto = _______________ 01. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) As palavras
supra + sumo = _______________ “país", "cínica" e "lamentável", empregadas no texto,
pós + homérico = _______________ recebem acento, respectivamente, pelo mesmo
circum + mediterrâneo = _______________ motivo que
tele + educação = _______________ A) atraí-las – cúmplice – abdômen.
auto + escola = _______________ B) veículo – órfãs – távola.
auto + observação = _______________ C) distraído – intervêm – lamentáveis.
co + autor = _______________ D) intróito – afegão – âmbar.
semi + selvagem = _______________ E) espadaúdo – armazéns – contá-las-emos.
semi + integral = _______________
mini + hotel = _______________ 02. (Psicólogo / MJ/ 2009) O estudo da devida
micro + ondas = _______________ colocação do acento tônico das palavras é objeto da
auto + análise = _______________
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prosódia, uma das partes em que se divide a A) Em meio ao conturbadissimo cenário político, o
Fonologia. pessimismo do brasileiro aumentou no mês de
As palavras “Nobel”, “edito” (lei), “rubrica”, “aziago”, março.
“ibero”, “ruim” classificam-se, respectivamente, no B) É o que mostram os numeros levantados este
padrão culto da língua, como mês pelo Índice Nacional de Expectativa do
A) paroxítona, paroxítona, proparoxítona, Consumidor.
proparoxítona, proparoxítona, oxítona. C) O dado encontra-se abaixo da media histórica, já
B) paroxítona, proparoxítona, paroxítona, oxítona, que na comparação com março do ano passado está
proparoxítona, paroxítona. menor.
C) oxítona, proparoxítona, proparoxítona, paroxítona, D) De acordo com pesquisa encomendada pela CNI,
paroxítona, paroxítona. o quase cáos se deve, principalmente, ao temor do
D) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, desemprego.
paroxítona, oxítona. E) As expectativas sobre a renda pessoal recuaram
E) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, no triênio, e a inflação é também um tema
proparoxítona, oxítona. desconfortável na agenda.

03. (Psicólogo / MJ/ 2009) Recebem acento agudo 08. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Observe os
os ditongos “éi” e “ói” tônicos, de palavras oxítonas. cinco primeiros versos da letra de “Rosa dos
Seguem essa regra todas as palavras da opção Ventos”, canção de Chico Buarque: “E do amor
A) ideia - heroi - joia. gritou-se o
B) fieis – estreia – boia. escândalo / Do medo criou-se o trágico / No rosto
C) constroi - aneis - decibeis. pintou-se o pálido / E não rolou uma lágrima / Nem
D) farois - introito - crueis. uma lástima para socorrer”. Para terminar seus
E) destroi – ideia – heroico. versos, o autor deu preferência a palavras
A) oxítonas. D) polissílabas.
04. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) B) paroxítonas. E) átonas.
Acentua-se exatamente pela mesma regra ocorrente C) proparoxítonas.
em “glória” a palavra presente na alternativa
A) céu. D) própria. 09. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) De acordo
B) és. E) têm. com as regras ortográficas em vigor, a única dupla
C) heróico. de palavras corretamente hifenizadas é
A) arco-íris & cor-de-abóbora.
05. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) B) cor-de-rosa & bola-de-gude.
A grafia de TODAS as palavras está correta na frase C) zé-ninguém & arco-da-velha.
apresentada na alternativa D) bolha-de-sabão & água-de-colônia.
A) A propósta do texto soa estravagante para quem E) água-de-cheiro & maria-vai-com-as-outras.
não apreçiar uma vida simples e natural.
B) A sugeição a velhas manias impede que se possa 10. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
adotar comportamentos inovadores. única alternativa que mostra uma frase escrita
C) A vida displiscente do homem moderno impõe um inteiramente de acordo com as regras de acentuação
rítimo insano à rotina urbana. gráfica vigentes.
D) A vida mais próxima da Natureza resgata a A) Nas aulas de Ciências, construí uma mentalidade
simplicidade, que empecilhos de toda ordem nos ecológica responsável.
impedem de desfrutar. B) Nas aulas de Inglês, conheci um pouco da
E) A vida natural exclue, é obvio, os desvalores que gramática e da cultura inglêsa.
encluimos no nosso dia-a-dia. C) Nas aulas de Sociologia, gostei das idéias
evolucionistas e de estudar ética.
06. (IF-PA/ Administrador/ 2016) De acordo com as D) Nas aulas de Artes, estudei a cultura indígena, o
regras ortográficas em vigor, a única dupla de barrôco e o expressionismo.
palavras corretamente hifenizadas é E) Nas aulas de Educação Física, eu fazia exercícios
A) bicho-do-pé & bicho-do-mato. para gluteos, adutores e tendões.
B) leão-marinho & lobo-da-tasmânia.
C) cor-de-rosa & cor-de-abóbora. 11. (IFBA/ Administrador/ 2014) Um estudante
D) maria-fumaça & maria-vai-com-as-outras. recebeu a tarefa de reunir as palavras acentuadas do
E) joão-bobo & pseudo-raiva. segundo parágrafo do texto, agrupando-as conforme
sua regra de acentuação. O resultado preliminar
07. (IF-PA/ Administrador/ 2016) Assinale a única apresentou as seguintes onze palavras: AUXÍLIO,
alternativa que mostra uma frase escrita inteiramente PSICOLÓGICO, CONTEÚDOS, ÍNDICE,
de acordo com as regras de acentuação gráfica INDIVÍDUOS, TÊM, DAÍ, IMPORTÂNCIA,
vigentes. FENÔMENO, INFLUÊNCIA, TEMÁTICA.
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Ao final, o estudante constatou que a única palavra D) CONTEÚDOS.


que ficaria sozinha, pois é acentuada por um motivo E) PSICOLÓGICO.
diferente de todas as outras, foi a palavra
GABARITO
A) DAÍ. 1A/ 2D/ 3C/ 4D/ 5D/ 6B/ 7E/ 8C/ 9C/ 10A/ 11B
B) TÊM.
C) AUXÍLIO.
CLASSE DE PALAVRAS

Verbos
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar,
entre outros processos:

ação (correr);

estado (ficar);

fenômeno (chover);

ocorrência (nascer);

desejo (querer).

O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis significados. Observe que
palavras como corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos
mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
possuem.

Estrutura das Formas Verbais

Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:

a) Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo.

Por exemplo:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)

b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.

Por exemplo:
fala-r
São três as conjugações:

1ª - Vogal Temática - A - (falar)


2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)

c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.


Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)

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d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o


número (singular ou plural).
Por exemplo:
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do
infinitivo, revela-se em algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc.

Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato. Em
Português, existem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes
(substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:

a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e
função de substantivo.

Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)

É indispensável combater a corrupção. (= combate à)


O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta).

Por exemplo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

b) Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do


singular, não apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se
da seguinte maneira:

2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)


1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós)
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós)
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles)
Por exemplo:
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio.


Por exemplo:
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)

Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação concluída.
Por exemplo:

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Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.


Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.

d) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica
geralmente o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume
verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).
Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.

Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em
diversos tempos. Veja:

1. Tempos do Indicativo

Presente - Expressa um fato atual.


Por exemplo:
Eu estudo neste colégio.

Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi
completamente terminado.
Por exemplo:
Ele estudava as lições quando foi interrompido.

Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi
totalmente terminado.
Por exemplo:
Ele estudou as lições ontem à noite.

Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve início no passado e que pode se prolongar
até o momento atual.
Por exemplo:
Tenho estudado muito para os exames.

Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado.


Por exemplo:
Ele já tinha estudado as lições quando os amigos chegaram. (forma composta)
Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. (forma simples)

Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação
ao momento atual.
Por exemplo:
Ele estudará as lições amanhã.

Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve ocorrer posteriormente a um momento
atual, mas já terminado antes de outro fato futuro.
Por exemplo:
Antes de bater o sinal, os alunos já terão terminado o teste.

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Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado
fato passado.
Por exemplo:
Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.

Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que poderia ter ocorrido posteriormente a um
determinado fato passado.
Por exemplo:
Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria viajado nas férias.

2. Tempos do Subjuntivo

Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual.


Por exemplo:
É conveniente que estudes para o exame.

Pretérito Imperfeito - é usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
Por exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

Futuro - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual.

Por exemplo:

Quando ele vier à loja, levará as encomendas.


Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo.

Formação dos Tempos Simples

Quanto à formação dos tempos simples, estes dividem-se em primitivos e derivados.

Primitivos:
presente do indicativo
pretérito perfeito do indicativo
infinitivo impessoal

Derivados do Presente do Indicativo:


Presente do subjuntivo
Imperativo afirmativo
Imperativo negativo

Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo:


Pretérito mais-que-perfeito do indicativo
Pretérito imperfeito do subjuntivo
Futuro do subjuntivo

Derivados do Infinitivo Impessoal:


Futuro do presente do indicativo
Futuro do pretérito do indicativo
Imperfeito do indicativo
Gerúndio
Particípio

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Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou
paciente da ação. São três as vozes verbais:

a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.

Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.

Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo:
O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)

Formação da Voz Passiva

A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.

1- Voz Passiva Analítica

Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio do verbo principal.


Por exemplo:
A escola será pintada.
O trabalho é feito por ele.

Obs. : o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a
construção com a preposição de.

Por exemplo:

A casa ficou cercada de soldados.


- Pode acontecer ainda que o agente da passiva não esteja explícito na frase.

Por exemplo:

A exposição será aberta amanhã.


- A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a
transformação das frases seguintes:

a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)


O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indicativo)
b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)

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O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)

- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da
voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:

O vento ia levando as folhas. (gerúndio)


As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva analítica com outros verbos que podem
eventualmente funcionar como auxiliares.
Por exemplo:
A moça ficou marcada pela doença.
2- Voz Passiva Sintética

A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome
apassivador SE.

Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.

Curiosidade
A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam
com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que
expressa a ação sofrida pelo sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA
PASSIVA.

Classificação dos Verbos

Classificam-se em:

a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não
provoca alterações no radical.
Por exemplo:
canto cantei cantarei cantava cantasse

b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências.
Por exemplo:
faço fiz farei fizesse

c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais,
unipessoais e pessoais.

Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do
singular. Os principais verbos impessoais são:

a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Por exemplo:
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)

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Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)

b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)


Por exemplo:

Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.


Era primavera quando a conheci.
Estava frio naquele dia.

c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear,
trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, "Amanheci mal-humorado", usa-se o
verbo "amanhecer" em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.

Por exemplo:

Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)


Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

d) São impessoais, ainda:


1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indicando suficiência. Ex.: Basta de tolices.
Chega de blasfêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica
mal, sem referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso, classificar o sujeito
como hipotético, tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser possível". Por exemplo:

Não deu para chegar mais cedo.


Dá para me arrumar uns trocados?

Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, se conjugam apenas nas terceiras pessoas, do singular e
do plural.

Por exemplo:
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo

Os principais verbos unipessoais são:

1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).

Observe os exemplos:

Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos bastante.)

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Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)


É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)

2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.

Observe os exemplos:
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)

Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.


Pessoais: não apresentam algumas flexões por motivos morfológicos ou eufônicos.
Por exemplo:
verbo falir
Este verbo teria como formas do presente do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
que provavelmente causaria problemas de interpretação em certos contextos.

verbo computar
Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não
impedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio
verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido conjugado em
todos os tempos, modos e pessoas.

d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse
fenômeno costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -
ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).

Observe:
INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação.


Por exemplo:
Ir Pôr Ser Saber
vou ponho sou sei
vais pus és sabes
ides pôs fui soube
fui punha foste saiba
foste seja

f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou
particípio.

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Por exemplo:
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

EXERCÍCIOS VERBOS

01. (PRF/2009) No trecho “O psiquiatra forense qualquer consideração sobre imprensa livre (...)
Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível precisa ser devidamente peneirada".
prevenir uma briga, evitando, por exemplo, contato No fragmento acima, retirado do texto,
de olhos com o condutor agressivo", verifica-se o observa-se a correlação temporal e modal ao se
emprego do infinitivo verbal, cujo papel gramatical é empregar o verbo da primeira oração no futuro do
A) indicar tempo futuro hipotético. subjuntivo, e o da segunda, no presente do
B) condensar a estrutura de sua oração. indicativo.
C) caracterizar a opinião do psiquiatra. Outra possibilidade de reescrita para o
D) reforçar o caráter atemporal da condução mesmo contexto, obedecendo à correlação
agressiva. normativa e coerente entre os tempos e modos
E) manter a clareza e originalidade. verbais, é
A) enquanto a mídia americana continuar na mesma
02. (PRF/2009) Em relação à manutenção da coesão toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
e coerência do trecho “Ao Hospital Regional de precisará ser devidamente peneirada.
Salgueiro as vítimas do referido acidente foram B) enquanto a mídia americana continua na mesma
levadas”, pode-se afirmar que toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
A) há manutenção da coesão e coerência textuais precisava ser devidamente peneirada.
desfavorecidas pelo emprego da voz passiva. C) enquanto a mídia americana continue na mesma
B) é sujeito paciente o termo “as vítimas”, como toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
comprova a concordância de “serem levadas”. precisou ser devidamente peneirada.
C) realizando os ajustes necessários, a expressão D) enquanto a mídia americana continuar na mesma
“foram levadas” seria erroneamente substituída por toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
levaram-se. precisou ser devidamente peneirada.
D) há inversão da ordem direta da oração, E) enquanto a mídia americana continuasse na
ocasionando incoerência textual e ambiguidade. mesma toada, qualquer consideração sobre
E) é incoerência textual alocar adjunto adverbial no imprensa livre precisará ser devidamente peneirada.
início do período construído na voz passiva.
05. (FUNAI/ Tec Adm. / Superior/ 2009) O emprego
03. (PRF/2009) No português brasileiro, há a da palavra SE, em "muito pouco se tem falado sobre
preferência pelo emprego da terceira pessoa para o o papel da mídia", é o mesmo que se encontra em
tratamento do interlocutor, como se pode observar A) Com o passar do tempo, ele se esqueceria
no trecho “Respire fundo, tenha consciência de que daquelas amarguras.
não vale a pena brigar e, principalmente, pense em B) Nada poderemos fazer se chegares atrasado.
sua família.”. Assinale a alternativa em que essa C) Os jornalistas se assustaram com a resposta.
mesma tendência é praticada adequadamente. D) É assim que se destrói uma reputação.
A) “Vem pra Caixa você também.” E) A mídia perguntou se ele ainda viajará este ano.
B) “Faz um 21.”
C) “Seja mais um motorista consciente.” 06. (FUNAI/ Tec Adm. / Superior/ 2009) Os verbos
D) “Deixa a preguiça no sofá. Anda de bicicleta.” da frase "o mais honesto seria que os veículos da
E) “Afasta de mim esse cálice.” grande imprensa deixassem claras suas
preferências" (§ 6º) estão em suas formas simples.
04. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) “Há uma Uma das opções abaixo transpõe os dois verbos
correlação nos tempos verbais do trecho "enquanto a para as formas compostas equivalentes, mantendo o
mídia americana continuar na mesma toada, mesmo sentido da frase original. Assinale-a.

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A) terá sido – pudessem deixar. E) Se todas as experiências do passado cabessem


B) deveria ter sido – houvessem deixado. na memória, será fácil preparar o futuro.
C) poderia ser – começassem a deixar.
D) haveria sido – tivessem deixado. 10. (IFPI/ Administrador/ 2014) O cidadão se dirigiu
E) precisava ser – passassem a deixar. à autoridade e perguntou: – Por que não se fez nada
antes? Nessa pergunta foi empregado o pronome SE
07. (Musicoter./Pref. S. João da Barra/ 2010) A com o mesmo valor morfossintático que ocorre na
proposta foi aprovada pelos deputados da coligação seguinte frase:
do recém-eleito presidente Viktor Yanukovich. A) Por que não se pensou nisso antes?
A oração acima está escrita na voz passiva, mas B) Por que não se falou nele antes?
poderia ter sido estruturada na voz ativa, o que lhe C) Por que não se acreditou nela antes?
daria a seguinte redação: D) Por que não se esteve no local antes?
A) Aprovou-se a proposta dos deputados da E) Por que não se contratou ninguém antes?
coligação do recém-eleito presidente Viktor
Yanukovich. 11. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010)
B) Os deputados da coligação do recém-eleito É comum a sensação de que o estudo dos verbos
presidente Viktor Yanukovich aprovaram a proposta. não dá conta de tudo aquilo de que precisamos para
C) O recém-eleito presidente Viktor Yanukovich e os a expressão exata das ações em seus modos e
deputados de sua coligação votaram pela aprovação configurações particulares. O Português não tem
da proposta. uma flexão própria para indicar o aspecto, possível
D) Pelos deputados da coligação do recém-eleito razão de a gramática tradicional não propor o seu
presidente Viktor Yanukovich foi aprovada a estudo sistemático, mas é fato que, mesmo de
proposta. maneira intuitiva, todos fazemos uso dessa
E) Viktor Yanukovich e os deputados de sua categoria. O aspecto indica a duração de um
coligação aprovaram a proposta do recém-eleito processo verbal ou o modo da ação, que em
presidente. português, expressa-se geralmente por meio de
construções perifrásticas (ou locuções verbais), mas
08. (Psicólogo / MJ/ 2009) está presente também em alguns morfemas verbais,
Observe as formas verbais – pode, chocará, sufixos e prefixos.
acender, esbravejando – no trecho "um casal pode (Fonte: Thais Nicoleti de Camargo. Folha de [Link],
fazer sexo explícito em cena e ninguém se chocará. 13/12/2001)
Mas, se acender um cigarro depois, haverá gente na Por exemplo, as frases “Ele tornou a dizer isso”, “Ele
plateia limpando um pigarro imaginário ou pretendia dizer isso” e “Ele começou a dizer isso”
esbravejando" e aponte a opção que corresponde, mostram o uso de verbos auxiliares para representar,
respectivamente, ao tempo e ao modo de cada um respectivamente, os seguintes valores aspectuais:
deles A) conativo, cessativo e perfectivo.
A) presente do indicativo, futuro do presente, futuro B) iterativo, desiderativo e incoativo.
do subjuntivo, gerúndio. C) habitual, durativo e progressivo.
B) presente do indicativo, futuro do pretérito, futuro D) imperfectivo, pontual e comunicativo.
do subjuntivo, gerúndio. E) cooperativo, optativo e imperativo.
C) pretérito perfeito, futuro do presente, infinitivo,
gerúndio. 12. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
D) pretérito perfeito, futuro do pretérito, infinitivo, No fragmento “Se você ´possuir´ uma empresa, o
particípio. SEBRAE pode ajudá-lo de várias formas.”, o primeiro
E) presente do subjuntivo, futuro do pretérito, futuro verbo do período citado é forma do futuro do
do subjuntivo, particípio. subjuntivo do verbo possuir. O item abaixo em que o
verbo entre aspas simples NÃO apresenta uma
09. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) forma correta desse mesmo tempo é
Está adequada ao padrão escrito brasileiro, a A) se você compuser (compor).
redação da seguinte frase: B) se você vir (ver).
A) As certezas da nação proviram das práticas C) se você intervier (intervir).
sociais bem e mal-sucedida. D) se você trouxer (trazer).
B) Nunca conviu discutir um novo modelo de E) se você reaver (reaver).
comportamento do povo brasileiro.
C) O texto prevê, ainda que de forma idealizada, o
sonho de um País mais justo e feliz. Gabarito:
D) Se todos os brasileiros poderem sonhar em 1B/ 2B / 3C/ 4A/ 5D/ 6D / 7B/ 8A/ 9C/ 10E/ 11B/ 12E/ 13
mudar o País, tudo ficará mais fácil.

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PRONOMES

PRONOMES PESSOAIS são termos que substituem ou acompanham o substantivo. Servem para
representar os nomes dos seres e determinar as pessoas do discurso, que são:
1ª pessoa............a que fala
2ª pessoa............com quem se fala
3ª pessoa............de quem se fala

Os pronomes pessoais classificam-se em Retos, Oblíquos e de Tratamento:

São pronomes retos, quando atuam como sujeito da oração.

Singular Plural Exemplo


1ª pessoa eu nós Eu estudo todos os dias.
2ª pessoa tu vós Tu também tens estudado?
3ª pessoa ele/ela eles/elas Será que ela estuda também?
São pronomes oblíquos, quando atuam como complemento (objeto direto ou indireto).

Quanto à acentuação, classificam-se em oblíquos átonos (acompanham formas verbais) e oblíquos


tônicos ( acompanhados de preposição):

Pronomes oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.
Desejo-te boa sorte...
Faça-me o favor...

Em verbos terminados em -r, -s ou -z, elimina-se a terminação e os pronomes o(s), a(s) se tornam lo(s),
la(s).Em verbos terminados em -am, -em, -ão e -õe os pronomes se tornam no(s), na(s).

Colocação Pronominal:
É a correta colocação dos pronomes oblíquos átonos:
me
te
se, lhe, o, a
nos
vos
se, lhes, os, as

Essa correta colocação pode se dar:

1. Ênclise
As formas verbais do infinitivo pessoal, do imperativo afirmativo e do gerúndio exigem a ênclise
pronominal.
Ex.: Cumpre comportar-se bem.

2. Próclise
Como norma geral, deve-se colocar o pronome átono antes do verbo, quando antes dele houver
uma palavra pertencente a um dos seguintes grupos:

a) palavras negativas: não, nada, nunca, jamais, nem, nenhum, ninguém.


Ex.: O assessor não lhes forneceu detalhes do projeto?

b) relativos: quem, o qual, que, quanto, cujo, como, onde, quando:

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Ex.: Os homens que se prezam sabem que devem pensar antes no interesse público que nos
pessoais.

c) interrogativos: quem, (o) que, qual, quanto(a)(s); como, onde, quanto.


Ex.: Quem nos apresentou o projeto?

d) conjunções subordinativas: quando, se, como, porque, que, enquanto, embora, logo que, etc.
Ex.: Lembrei-me de confirmar a reserva no voo quando me despedia do chefe da divisão.

3. Mesóclise
Usa-se o pronome no meio da forma verbal, quando esta estiver no futuro simples do presente ou
do pretérito do indicativo. Ex.:
Ex.: Quando for possível, transmitir-lhes-ei mais informações.
Fica prejudicada a mesóclise quando houver, antes do futuro do presente ou do pretérito, uma das
palavras ou expressões que provocam a próclise:

4. Casos Especiais
a) É inviável a ênclise com o particípio.
Ex.: A inflação havia-se aproximado (nunca: *havia aproximado-se) de limites intoleráveis.
Ex.: Jamais nos tínhamos enfraquecido (e não: *tínhamos enfraquecido-nos) tanto.
Ex.: Tê-lo-ia afetado (e não *Teria afetado-lhe) o isolamento constante?

b) Colocação do pronome átono em locuções e combinações verbais.


Nas combinações de verbo pessoal (auxiliar ou não) + infinitivo, o pronome átono pode ser
colocado antes ou depois do primeiro verbo, ou depois do infinitivo.
Ex.: Devemos-lhe dizer a verdade. Ou:
Nós lhe devemos dizer a verdade. Ou, ainda:
Devemos dizer-lhe a verdade.

5. Facultatividade.
Se a palavra que antecede o verbo for:
a) Substantivo:
Ex.: O professor me explicou tudo. Ou:
O professor explicou-me tudo.
b) Pronome pessoal do caso reto:
Ex.: Ele te procurou. Ou:
Ele procurou-te.
c) Pronome demonstrativos:
Ex.: Esta me dá prazer. Ou:
Esta dá-me prazer.

LEMBRE-SE:
Configura erro crasso iniciar um período com um pronome oblíquo átono:
Ex.: Me dê motivo, pra ir embora, estou vendo a hora de te perder.

Pronomes oblíquos tônicos:


• ii - Tônicos (Apresentam preposição aparente):
– 1ª P.- a mim, comigo, a nós, conosco;
– 2ª P. - a ti, contigo, a vós, convosco;
– 3ª P. - a ele, a si, consigo, a eles.
– Ex.: Não há mais nada entre ela e eu. (ERRADO)
• Não há mais nada entre ela e mim. (CERTO)
• Obs.: Declinação: herança do Latin.
– Eu - Sujeito

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– Me - Predicado (Obj. Direto ou Indireto)


Mim - Predicado (Obj Indireto)

Os pronomes de tratamento tem a função de pronome pessoal e serve para designar as pessoas do
discurso.
Expressões que se constituíram em pronomes que geralmente se usam no trato cerimonioso das
pessoas.
Todo pronome de tratamento equivale à terceira pessoa, mesmo quando formadas dos possessivos
SUA e VOSSA.
• Quando falamos diretamente com a pessoa, usamos o VOSSA.
• Quando falamos sobre a pessoa, usamos o SUA.

Pronome Abrev Usado para se dirigir a:


Você V. pessoas íntimas
Senhor Sr. pessoas de respeito
Senhora Sra. mulheres
Vossa Senhoria V. Sa. usado em correspondências oficias
Vossa Excelência V. Exa. altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Reverendíssima V. Revma. sacerdotes em geral
Vossa Eminência V. Ema. cardeais
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Majestade V. M. Reis, Rainhas e Imperadores
Vossa Alteza V. A. príncipes, princesas e duques
Vossa Magnificência V. Maga. Reitores de Universidade

PRONOMES POSSESSIVOS - Indicam posse. Estabelece relação da pessoa do discurso com algo que
lhe pertence.

Singular Plural
1ª pessoa meu(s), minha(s) nosso(s), nossa(s)
2ª pessoa teu(s), tua(s) vosso(s), vossa(s)
3ª pessoa seu(s), sua(s) dele(s), dela(s)

PRONOMES DEMONSTRATIVOS – Indicam a posição de um ser ou objeto em relação às pessoas do


discurso.
1ª pessoa este(s), esta(s), isto..................se refere a algo que está perto da pessoa que fala.
2ª pessoa esse(s), essa(s), isso................se refere a algo que esta perto da pessoa que ouve.
3ª pessoa aquele(s), aquela(s), aquilo......se refere a algo distante de ambos.

Estes livros e essas apostilas devem ser guardadas naquela estante.


Estes - perto de quem fala
essas - perto de quem ouve
naquela - distante de ambos

PRONOMES INDEFINIDOS – São imprecisos, vagos. Se referem à 3ª pessoa do discurso.

Podem ser variáveis (se flexionando em gênero e número) ou invariáveis.


São formas variáveis: algum(s), alguma(s), nenhum(s),nenhuma(s), todo(s), toda(s), muito(s), muita(s),
pouco(s), pouca(s), tanto(s), tanta(s), certo(s), certa(s), vário(s), vária(s), outro(s), outra(s), certo(s),
certa(s), quanto(s), quanta(s), tal, tais, qual, quais, qualquer, quaisquer...

São formas invariáveis: quem, alguém, ninguém, outrem, cada, algo, tudo, nada..

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Algumas pessoas estudam diariamente. Ninguém estuda diariamente.

PRONOMES INTERROGATIVOS – São empregados para formular perguntas diretas ou indiretas.


Podem ser variáveis ou invariáveis.

Variáveis: qual, quais, quanto(s), quanta(s).


Invariáveis: que, onde, quem...

Quantos de vocês estudam diariamente? Quem de vocês estuda diariamente?

PRONOMES RELATIVOS – São os que relacionam uma oração a um substantivo que representa.
Também se classificam em variáveis e invariáveis.

Variáveis: o(a) qual, os(as) quais, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s).


Invariáveis: que, quem, onde.

Conseguiu o emprego que tanto queria.

EXERCÍCIOS PRONOMES

01. (Musicoter./Pref. S. João da Barra/ 2010) A “Eu conheço você há anos e posso garantir a você
notícia diz que o presidente da câmara legislativa que não vou impedir você de contar sua versão dos
“teve de se proteger com guarda-chuvas”. fatos.”
O valor da palavra SE nesse trecho do texto é o Num exercício sobre pronomes, o professor propôs
mesmo que se encontra em: aos alunos que reescrevessem a frase acima
A) Os oposicionistas se queixavam das manobras da substituindo os termos sublinhados por pronomes
coligação que aprovou a proposta. oblíquos átonos coerentes com a frase original. A
B) Em toda a Europa, esse foi o assunto que mais se resposta dada como correta foi esta:
comentou hoje. A) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que
C) A população se envergonhou diante daquela cena não vou impedi-lo de contá-la.
lamentável no Parlamento. B) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que
D) Os vendedores de ovos e tomates, se não vou impedi-lo de contar-nos.
soubessem, teriam vendido todo o estoque. C) Eu lhe conheço há anos e posso garantir-lhe que
E) Alguns parlamentares disseram que não se não vou lhe impedir de contá-la.
esperava por uma ação tão contundente. D) Eu conheço-o há anos e posso lhe garantir que
não vou o impedir de no-la contar.
02. (Psicólogo / MJ) Observe o fragmento abaixo e E) Eu lhe conheço há anos e posso lhe garantir que
assinale a quantidade de pronomes nele existente. não vou impedir-lhe de contar-nos.
“De tudo isto nos resultou um prêmio: nivelamo-nos
aos princípios liberais de nosso tempo.” 04. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) as
A) 1 pronome indefinido, 2 pronomes comunicações oficiais a serem mantidas com o
demonstrativos, 1 pronomes pessoais oblíquos e 1 Diretor-Presidente de uma instituição privada, deve-
pronome possessivo. se atribuir ao destinatário a seguinte forma de
B) 1 pronome indefinido, 1 pronome demonstrativo, 2 tratamento:
pronomes pessoais oblíquos e 1 pronome A) Vossa Senhoria.
possessivo. B) Vossa Diretoria.
C) 2 pronomes demonstrativos, 1 pronome pessoal C) Vossa Excelência.
oblíquo e 2 pronome possessivo. D) Vossa Reverência.
D) 2 pronome demonstrativo, 2 pronome pessoal E) Vossa Presidência.
oblíquo e 1 pronome possessivo.
E) 2 pronomes indefinidos, 2 pronome pessoal 05. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
oblíquo e 1 pronome demonstrativo. Leia o seguinte período: “O SEBRAE, pela sua forma
de agir, rende ‘um tributo à sociedade
03. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) empreendedora’ ”.

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Na forma padrão da Língua Portuguesa, as formas formalidade; em que pese o caráter informal das
dos pronomes pessoais oblíquos que podem assertivas, a alternativa que apresenta uma
substituir os termos destacados, entre aspas construção de todo sintaticamente inaceitável é
simples, são, respectivamente, A) Isso não é para mim pagar!
A) o / a ela. B) Os romeiros tinham trazido a mala.
B) lo / lhe. C) Arranjei um paitrocínio e um tiotrocínio.
C) no / lhe. D) Fizeram isso pra me desestabilizar!
D) no / a ela. E) Eles vão ter que me engolir!
E) lhe / a ela.

06. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa) GABARITO:


Nas frases abaixo, há construções de caráter 1C / 2B/ 3A/ 4A/ 5A/ 6A/ 7
marcadamente popular, portanto aceitáveis em
determinadas circunstâncias em que se ausenta a

Substantivo
Palavra que nomeia os seres animados ou inanimados.

CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO

COMUM é aquele que indica um nome comum a todos os seres da mesma espécie.
Exemplos:
criança, rio, cidade, estado e país

PRÓPRIO é aquele que particulariza um ser da espécie.


Exemplos:
João, Alcântara, Maranhão, Ceará, Brasil e Espanha

Possuem nomes próprios, principalmente:


- pessoas: Ricardo, Maria, Arthur;
- cidades: Descalvado, Campinas, São Luís;
- estados: São Paulo, Minas Gerais, Maranhão;
- países: Espanha, Brasil, Itália, México;
- rios: Pardo, Paranapanema, São Francisco;
- animais domésticos: Lulu, Fofinho, Malhado.

COLETIVO - Entre os substantivos comuns encontram-se os coletivos, que, embora no singular, indicam uma multiplicidade de
seres da mesma espécie.
Exemplos:
Boiada (muitos bois), cardume (muitos peixes,) semana (os sete dias).

CONCRETO é aquele que indica seres reais ou imaginários, de existência independente de outros seres.
Exemplos:
casa (ser real), Chile (ser real), bruxa (ser imaginário), saci (ser imaginário), vento, Deus, sereia, ar...

ABSTRATO é aquele que indica seres dependentes de outros seres.


É uma das tantas coisas que muitos professores de português ensinam do jeito que o diabo gosta. Lembra-se daquela história
maluca de “concreto é aquele que dá para pegar; abstrato é aquele que não dá para pegar”? Puro absurdo! Não é nada disso.
Substantivo abstrato é aquele que dá nome a ações (doação, esforço), sentimentos ou sensações (amor, fé, paixão, dor),
qualidades (beleza, inteligência, rapidez) e estados (cegueira, imobilidade).
A palavra abstrata é da mesma família do verbo abstrair, sinônimo de separar. A beleza é um conceito abstrato porque pode
ser abstraída, separada do objeto ou do ser que são belos. A beleza também não está só naquele objeto ou naquele ser.

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Exemplos:

Ódio, trabalho, solidão, beleza, tristeza, ética, clareza, maturidade, conquista, paixão, abraço, amor, beijo, atenção,
brancura...

Esses seres só existem em função de outros seres:


- o ódio é sentido por alguém (sentimento);
- o trabalho é realizado por alguém (ação);
- a solidão é o estado em que alguém se encontra (estado);
- a beleza é a qualidade de alguém ou de alguma coisa (qualidade, e assim por diante...)
Portanto, os substantivos que indicam sentimentos, ações, estados e qualidades são abstratos.

FORMAÇÃO DO SUBSTANTIVO

Quanto à formação, o substantivo pode ser:

PRIMITIVO é aquele que dá origem a outras palavras.


Exemplos:
ferro, pedra, terra

DERIVADO é aquele que se origina, que se forma de outra palavra.


Exemplos:
pedreira, pedregulho, pedrada, pedraria (derivados de pedra)
terreno, terreiro, terráqueo,
subterrâneo (derivados de terra)

Observe:
pedr eira terr eno
egulho eiro
 eiro  áqueo
ada aria
radical radical

OBSERVAÇÃO: Radical é a parte que contém a significação básica da palavra.


Substantivo SIMPLES é aquele formado de apenas um radical.
Exemplos:
flor, maçã, couve, banana

Substantivo COMPOSTO é aquele formado com mais de um radical.


Exemplos:
banana-maçã (composto de banana + maçã)
couve-flor (composto de couve + flor)
girassol (composto de gira + sol)
planalto (composto de plano + alto)

FLEXÃO DO SUBSTANTIVO
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão (variação). A palavra garoto, por exemplo, pode
sofrer variações para indicar:

plural - garotos
feminino - garota
aumentativo - garotão
diminutivo - garotinho

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No caso do substantivo, essas variações servem para indicar gênero, o número e o grau.
Exemplos:
garota garotos garotinho
Indicação de gênero (feminino) indicação de número (plural) indicação de grau (diminutivo).

GÊNERO DO SUBSTANTIVO
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino.
É masculino o substantivo que admite o artigo o:
o ovo
o armário
o menino
É feminino o substantivo que admite o artigo a:
a janela
a caneta
a menina
SUBSTANTIVOS BIFORMES (duas formas)

Quando o substantivo indica nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do
ser, havendo, portanto duas formas uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplo:
Menino (palavra masculina para indicar pessoa do sexo masculino) menina (palavra feminina para indicar pessoa do sexo
feminino).
Peru (palavra masculina para indicar animal do sexo masculino) perua (palavra feminina para indicar animal do sexo feminino).

FORMAÇÃO DO FEMININO - o feminino pode ser formado:


• pela troca da terminação o por a:
menino - menina gato - gata garoto - garota
• pela troca da terminação e por a:
mestre - mestra parente- parenta elefante - elefanta
• pelo acréscimo de a:
francês - francesa juiz - juíza autor - autora
• pela mudança do ão final em ã, oa, ona:
cidadão - cidadã patrão - patroa folião - foliona
• com esa, essa, isa, ina, triz:
barão - baronesa conde - condessa poeta - poetisa czar - czarina imperador - imperatriz
•por palavras diferentes:
homem - mulher cavalheiro - dama boi - vaca

Substantivos UNIFORMES (uma forma).


Há nomes de seres vivos que possuem uma só forma para indicar o sexo masculino e o sexo feminino. Classificam-se em:

Epicenos: são substantivos de um só gênero que indicam nomes de certos animais. Para especificar o sexo são utilizadas as
palavras macho ou fêmea:
Exemplos:
a mosca macho - a mosca fêmea
a águia _____________________________________
a cobra______________________________________
a borboleta___________________________________
a baleia_____________________________________
o besouro___________________________________
o crocodilo___________________________________
o jacaré_____________________________________
a palmeira___________________________________
o mamoeiro__________________________________

Sobrecomuns: são substantivos de um só gênero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino: A
identificação do sexo é feita pelo contexto. Exemplo:
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"Atravessei. Na soleira, encolhidinha, estava uma criança. Com as picadas da bengala ela ergueu apressadamente o rosto,
descobrindo-o para a tênue claridade da luminária distante. Era uma menina."
(Sérgio Faraco)
a criança
o indivíduo
a criatura
a vítima
a testemunha
o cônjuge

Comum de dois gêneros: são substantivos que possuem uma só forma para o masculino e o feminino, mas permitem a
variação de gênero por meio de palavras modificadoras (artigos, adjetivos, pronomes):

o/a aluvião
o/a laringe
o/a estudante
o/a avestruz
o/a tapa
o/a diabetes
o/a íris
o/a preá
o/a usucapião
o/a agente
o/a artista
o/a camarada
o/a colega
o/a cliente
o/a dentista
o/a gerente
o/a imigrante
o/a indígena
o/a intérprete
o/a jornalista
o/a mártir
o/a pianista

PARTICULARIDADES DE GÊNERO

GÊNERO DE ALGUNS SUBSTANTIVOS


Quanto ao gênero, alguns substantivos costumam causar dúvidas. Por isso merecem destaque.

São masculinos:
o apêndice
o formicida
o guaraná
o clã
o gengibre
o eclipse
o sósia
o decalque
o grama (peso)
o eczema
o telefonema
o champanhe (champanha).
o dó

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o lança perfume
o estigma
o trema

São femininos:
a dinamite
a apendicite
a cal
a gênese
a ênfase
a alface
a decalcomania
a matinê
a entorse
a comichão
a derme
a omoplata
a bólide
a faringe
a sóror

GÊNERO E MUDANÇA DE SENTIDO

Um substantivo pode ter significados diferentes dependendo do gênero.


Exemplo:
Pedro é o cabeça da turma.

Líder
Mariana caiu e machucou a cabeça.

parte do corpo

Os mais comuns são:

O capital - dinheiro
a capital - cidade

o cisma - separação religiosa


a cisma - receio

o crisma - óleo sagrado


a crisma - sacramento

a cura - ato ou efeito de curar


o cura - pároco

a estepe - planície de vegetação herbácea


o estepe – pneu sobressalente

a grama - relva
o grama – medida de massa

a guia - documento
o guia – pessoa que guia outras pessoas

a moral - conjunto de regras de conduta


o moral – estado de espírito

a rádio - estação
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o rádio – aparelho, ou osso do antebraço

a coma – cabeleira abundante


o coma – estado mórbido

a coral – cobra
o coral – coro, ou animal aquático

a lama – lodo
o lama - sacerdote budista

a lente – instrumento óptico


o lente – leitor professor

a lhama - certo tipo de tecido


o lhama - animal que habita os Andes

Flexão - Número
Singular e Plural

1) Regra geral
Acréscimo de s no singular
pássaro - pássaros

2) Regras especiais
a. ão  ões
ação - ações
b. ão  ães
pão - pães
c. ão  ãos
mão – mãos

d. Acréscimo de es a substantivos terminados em R, Z, N


açúcar - açúcares
vez - vezes
abdômen – abdômenes

e. Substantivos terminados em s:
•acrescenta-se es quando oxítonos
francês - franceses
•são invariáveis quando paroxítonos
o pires - os pires
o atlas - os atlas

f) São invariáveis os substantivos terminados em x:


o tórax - os tórax

g) Substantivos terminados em aI, el, ol, ul


canal - canais
motel - motéis
anzol - anzóis
paul – pauis

h) Substantivos terminados em il:


oxítonos: LS
cantil - cantis

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paroxítonos: ileis
fóssil - fósseis

i) Substantivos que se empregam apenas no plural: fezes pêsames


núpcias cãs
alvíssaras víveres

j) Plural metafônico:
Alguns substantivos alteram, no plural, o tônico fechado para o tônico aberto
ovo - ovos
caroço - caroços
corpo - corpos
corvo - corvos
posto - postos
esforço - esforços
tijolo - tijolos

Observação:
Os substantivos terminados em en, ao passarem para o plural ens, perdem o acento gráfico:
pólen – polens
Os substantivos hífen e abdômen admitem também o plural hífenes e abdômenes.
Os nomes de números terminados em s e z ficam invariáveis: os dois três; os dois dez.
Como o substantivo anão, há outros terminados em ão que admitem mais de um plural. Exemplos: charlatão – charlatãos e
charlatões; ermitão – ermitãos e ermitões; sacristão – sacristãos e sacristões; ancião - anciãos, anciões e anciães cirurgião – cirurgiões,
cirurgiães; vilão – vilãos, vilões; peão – peães, peões; vulcão – vulcãos, vulcões.

Grau
O grau é uma categoria gramatical que se manifesta ora por meio da associação de adjetivos que dão ideia de diminuição ou
de aumento, ora por meio do acréscimo de sufixos diminutivos e aumentativos.
Aumentativo
1. Forma analítica

Casa grande, nariz grande

2. Forma sintética

Casarão, narigão

Diminutivo
1. Forma analítica

Casa pequena, nariz pequeno

2. Forma sintética

Casinha, narizinho

Observações:
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Os graus diminutivo e aumentativo podem ser empregados também para indicar desprezo, ironia:
Esse doutorzinho não acerta um diagnóstico sequer!
Aqui só se encontra essa gentalha inútil e desclassificada.

Alguns diminutivos podem exprimir carinho, ternura:


Essa menininha tem um jeito gracioso.

Plural dos Substantivos Compostos


Regra geral

Variam sempre os substantivos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos, quando não houver preposição entre eles:

carta- bilhete: cartas-bilhetes


subst. subst.
pescador-martim: pescadores-martins
subst. subst.
puro-sangue: puros-sangues
adj. subst.
amor-perfeito: amores-perfeitos
subst. adj.
meio-termo: meios-termos
num. subst.
padre-nosso: padres-nossos
subst. pron. adj.

Observação:
Ficam no singular os verbos e as palavras invariáveis:
guarda-chuva: guarda-chuvas
verbo subst.
abaixo-assinado: abaixo-assinados
adv. adj.
o bota-fora: os bota-fora
verbo adv.
ave-maria: ave-marias
palavra inv. subst.

Regras especiais
1. Só o primeiro elemento vai para o plural, quando o segundo termo da composição é um substantivo que funciona como
determinante específico:

salário- família: salários-família


cavalo-vapor: cavalos- vapor
escola modelo: escolas modelo

[Link] os elementos se ligam por preposição, só o primeiro é flexionado:


copo- de- leite: copos- de-leite
joão-de-barro : joões-de-barro

Obs: Para alguns gramáticos mantem-se da forma antiga.

3.Só o último elemento vai para o plural, se o substantivo é formado por palavras repetidas ou onomatopaicas:
quero-quero: quero-queros
tique-taque: tique-taques

Exceção:

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Se o primeiro elemento for constituído de formas reduzidas, como grão, grã e bel:
grão-duque : grão- duques
grã-cruz: grã-cruzes
bel-prazer: bel-prazeres

Substantivos compostos não separados por hífen. Acrescenta-se o S (como substantivo simples):
pernalonga – pernalongas;

Adjetivo
O adjetivo é a palavra que expressa característica, qualidade, propriedade, defeito, aparência ou estado dos
seres.
O adjetivo acompanha sempre o substantivo, o adjetivo pode ser:
[Link]: verde
[Link]: verde-oliva
[Link]: bom
4. derivado: bondoso

O adjetivo apresenta flexões de gênero, número e grau. Veja o quadro:


Flexão
Gênero
Os adjetivos podem ser:
Uniformes: têm uma só forma para os dois gêneros.
exercício fácil
questão fácil
Biformes: têm duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino.
lindo – linda mau - má
Formação do feminino:
a. troca-se o o por a belo - bela
b. acrescenta-se a aos adjetivos terminados em u, ês e oro
nu - nua
francês - francesa tentador - tentadora

Exceções:
trabalhador – trabalhadeira motor - motriz
São invariáveis: hindu, cortês, descortês, montês, pedrês, anterior, superior, interior, multicor, incolor, melhor, pior etc.
c.ão-ã
cristão - cristã
d.ão_ona
brincalhão - brincalhona
[Link] -éia
europeu - europeia
Exceções:
judeu - judia sandeu - sandia
f)éu -oa
ilhéu - ilhoa tabaréu - tabaroa

Número

1. Adjetivos simples
Ficam no singular ou no plural, concordando com o substantivo a que se referem.
vida amarga - vidas amargas
clima ameno - climas amenos

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2. Adjetivos compostos
a. Apenas o último elemento vai para o plural.
problema sócio-econômico
problemas sócio-econômicos
Exceções:
azul-marinho - azul-marinho
surdo-mudo - surdos-mudos
b. São invariáveis os adjetivos referentes a cores, quando o segundo elemento do adjetivo composto é um substantivo.
saias rosa-choque
vestidos azul-pavão

Grau
[Link]:
[Link] igualdade: O português é tão inteligente quanto o brasileiro.
[Link] superioridade: O português é mais inteligente que o brasileiro.
[Link] inferioridade: O português é menos inteligente do que o brasileiro.

2. Superlativo:
a. absoluto sintético: Filomena é inteligentíssima.
absoluto analítico: Filomena é muito inteligente.
b. relativo de superioridade: Filomena é a mais inteligente da classe.
relativo de inferioridade: Filomena é a menos inteligente da classe.
O superlativo absoluto sintético apresenta algumas regras específicas de formação:
1. Forma-se o superlativo absoluto sintético acrescentando-se o sufixo -íssimo à forma não-flexionada do adjetivo:
normal - normalíssimo
popular - popularíssimo
Se o adjetivo terminar em vogal, ela desaparece quando acrescentamos o sufixo -íssimo:
belo - belíssimo
forte - fortíssimo
2. Os adjetivos terminados em -vel formam o superlativo em -bilíssimo: solúvel - solubilíssimo
confortável - confortabilíssimo
terrível – terribilíssimo
[Link] adjetivos terminados em -z formam o superlativo em -císsimo:
feliz - felicíssimo
feroz – ferocíssimo

4. Os adjetivos terminados em -m formam o superlativo em -níssimo:


comum - comuníssimo
Muitos adjetivos apresentam formas eruditas para o superlativo absoluto sintético. São formas derivadas do latim, pouco
utilizadas na fala coloquial (As formas entre parênteses são coloquiais). Observem algumas dessas formas:

Terminação -íssimo Terminação -érrimo Terminação - limo


agudo - acutíssimo (ou agudíssimo)
acre - acérrimo (ou acríssimo)
amargo - amaríssimo (ou amarguíssimo)
áspero - aspérrimo (ou asperíssimo)
amigo - amicíssimo (ou amiguíssimo)
célebre - celebérrimo (ou celebríssimo)
antigo - antiquíssimo (ou antiguíssimo)
íntegro - integérrimo (ou integríssimo)
benéfico - beneficentíssimo
livre - libérrimo (ou livríssimo)
benévolo - benevolentíssimo
magro - macérrimo (ou magríssimo)
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cristão - cristianíssimo
mísero - misérrimo
cruel - crudelíssimo (ou cruelíssimo)
negro - nigérrimo (ou negríssimo)
doce - dulcíssimo (ou docíssimo)
pobre - paupérrimo (ou pobríssimo)
fiel - fidelíssimo (ou fielíssimo)
salubre - salubérrimo (ou salubríssimo)
geral - generalíssimo
maléfico - maleficentíssimo
malévolo - malevolentíssimo
nobre - nobilíssimo
ágil - agílimo (ou agilíssimo)
pessoal - personalíssimo (ou pessoalíssimo)
difícil - dificílimo (ou dificilíssimo)
provável - probabilíssimo
dócil - docílimo (ou docilíssimo)
sábio - sapientíssimo
fácil - facílimo (ou facilíssimo)
sagrado - sacratíssimo
frágil - fragílimo (ou fragilíssimo)
são - saníssimo
humilde - humílimo (ou humildíssimo)
simples - simplicíssimo (ou simplíssimo)
soberbo - superbíssimo (ou soberbíssimo)

Locução adjetiva
Observe a expressão em destaque: linguagem dos animais.
A expressão em negrito é formada por mais de uma palavra e equivale a um adjetivo. Trata-se de uma locução adjetiva.

navegação lacustre (relativo a lago)


limite meridional ou austral (relativo ao sul)
via oral (relativo à boca)
cor plúmbea (= de chumbo)
água pluvial (= de chuva)
atitude pueril ou infantil (próprio de criança)
desenho rupestre (relativo à rocha)
teor sacarino (= de açúcar)
atitude senil (relativo à velhice)
limite setentrional (relativo ao norte)
cara simiesca (= de macaco)
carne suína (= de porco)
água sulfurosa (relativo à
enxofre)
cordão umbilical (= do umbigo)

Em geral, a locução adjetiva é formada por uma preposição e por um substantivo:

líquido sem cheiro - líquido inodoro


paixão sem freio - paixão desenfreada
material de escola - material escolar

Há locuções adjetivas constituídas de preposição + advérbio:


notícia de hoje

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casa de antigamente
conversa de sempre
Nem toda locução adjetiva pode ser substituída por um adjetivo correspondente:

livro de Química
sala de aula
vestido de Laura
muro de concreto

Na linguagem coloquial, muitos adjetivos são substituídos por locuções adjetivas.


Eis uma lista:
nariz aquilino (semelhante ao bico da águia.
anel áureo (= de ouro)
anel argênteo (= de prata)
material bélico (= de guerra)
queda capilar (= de cabelo)
dor cefálica (= de cabeça)
frutas cítricas (relativo a frutas como o limão, a laranja etc.)
atividade discente (= de alunos)
atividade docente (= de professores)
carta episcopal (= do bispo)
tumor esplênico (= do baço)
chuva estival (= de verão)
água fluvial (= de rio)
era glacial (relativo a gelo)
mal hepático (= do fígado)
noite hibernal (= de inverno)
pedra ígnea (= de fogo)

Observação: Uma mesma palavra pode pertencer a mais de uma classe gramatical. Só o contexto é que vai determinar. Veja o
exemplo:
Com ideias próprias, os jovens conquistam novos espaços a cada dia. (substantivo)
A maioria das garotas jovens afirma que a verdadeira beleza é a interior. (adjetivo)

EXERCÍCIOS

01. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) E) Encontro chino-curdo-brasileiro.


A alternativa que contém o verso em que ocorre
apenas um substantivo é 03. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
A) “De um povo heroico o brado retumbante”. Matemática)
B) “Desafia o nosso peito a própria morte”. Em “Aqueles que atravancam meu caminho, eles
C) “És belo, és forte, impávido colosso”. passarão... e eu passarinho” (Mário Quintana), o
D) “Verás que um filho teu não foge à luta”. autor opõe, para efeitos de sentido, -ão e –inho,
E) “Fulguras, ó Brasil, florão da América”. parecendo desprezar o fato de serem próprios de
A) classes gramaticais diferentes.
02. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Duas missões B) universos impossíveis de articular.
estrangeiras vieram ao Brasil para negociar com o C) sentidos opostos um ao outro.
governo novas parcerias econômicas. O nome oficial D) sentidos semelhantes um ao outro.
dado pela assessoria de imprensa a esse encontro, E) classes gramaticais semelhantes.
que tinha a China e a Alemanha como países
convidados, foi GABARITO:
A) Encontro sino-teuto-brasileiro. 1C/ 2A/ 3A/ 4
B) Encontro nipo-germano-brasileiro.
C) Encontro anglo-austro-brasileiro.
D) Encontro sardo-franco-brasileiro.

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Advérbios
É uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.

Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação
de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.

Por exemplo:

As providências tomadas foram infrutíferas, lamentavelmente.


Quando modifica um verbo, o advérbio pode acrescentar várias ideias, tais como:

Tempo: Ela chegou tarde.

Lugar: Ele mora aqui.

Modo: Eles agiram mal.

Negação: Ela não saiu de casa.

Dúvida: Talvez ele volte.

Observações:

- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal,
podendo assim, ser classificados como determinantes.

Por exemplo:

Ninguém manda aqui!


mandar: verbo

aqui: advérbio de lugar = determinante do verbo

- Quando modifica um adjetivo, o advérbio acrescenta a ideia de intensidade.

Por exemplo:

O filme era muito bom.


- Na linguagem jornalística e publicitária atuais, têm sido frequentes os advérbios associados a substantivos:

Por exemplo:

" Isso é simplesmente futebol" - disse o jogador.


"Orgulhosamente Brasil" é o que diz a nova campanha publicitária ufanista.

Flexão do Advérbio

Outra característica dos advérbios se refere a sua organização morfológica. Os advérbios são palavras
invariáveis, isto é, não apresentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, porém, admitem a variação
em grau. Observe:

Grau Comparativo

Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo que o comparativo do adjetivo:

de igualdade: tão + advérbio + quanto (como)


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Por exemplo:

Renato fala tão alto quanto João.


de inferioridade: menos + advérbio + que (do que)

Por exemplo:

Renato fala menos alto do que João.


de superioridade:

Analítico: mais + advérbio + que (do que)

Por exemplo:

Renato fala mais alto do que João.


Sintético: melhor ou pior que (do que)

Por exemplo:

Renato fala melhor que João.


Grau Superlativo

O superlativo pode ser analítico ou sintético:

Analítico: acompanhado de outro advérbio.

Por exemplo:

Renato fala muito alto.


muito = advérbio de intensidade

alto = advérbio de modo

Sintético: formado com sufixos.

Por exemplo:

Renato fala altíssimo.


Obs.: as formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são comuns na língua popular. Observe:

Maria mora pertinho daqui. (muito perto)


A criança levantou cedinho. (muito cedo)

Classificação dos Advérbios

De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio pode ser de:

Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo,
externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta.

Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente,
entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de
manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em
breve, hoje em dia.

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Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas,
à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente,
lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente,
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente,
generosamente.

Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente.

Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.

Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.

Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto,
assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,
intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis).

Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, simplesmente, só, unicamente.


Por exemplo: Brando, o vento apenas move a copa das árvores.

Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, também.


Por exemplo: O indivíduo também amadurece durante a adolescência.

Ordem: depois, primeiramente, ultimamente.


Por exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos meus amigos por comparecerem à festa.

Saiba que:

- Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se ao advérbio o mais ou o menos.

Por exemplo:

Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível.
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o último:

Por exemplo:

O aluno respondeu calma e respeitosamente.


Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido

Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido.

Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro advérbio e não sofre flexões.

Por exemplo: Eu corri muito.

Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e sofre flexões.

Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.

Advérbios Interrogativos

São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por que? nas interrogações diretas ou indiretas,
referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.

Veja:

Interrogação Direta Interrogação Indireta


Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
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Onde mora? Indaguei onde morava.


Por que choras? Não sei por que choras.
Aonde vai? Perguntei aonde ia.
Donde vens? Pergunto donde vens.
Quando voltas? Pergunto quando voltas.

Locução Adverbial

Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode
expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:

lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.

afirmação: por certo, sem dúvida, etc.

modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.

tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.

Obs.: tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro advérbio. Observe os
exemplos:

Chegou muito cedo. (advérbio)


Joana é muito bela. (adjetivo)
De repente correram para a rua. (verbo)
Relação de Algumas Locuções Adverbiais

às vezes às claras às cegas


à esquerda à direita à distância
ao lado ao fundo ao longo
a cavalo a pé às pressas
ao vivo a esmo à toa
de repente de súbito de vez em quando
por fora por dentro por perto
por trás por ali por ora
com certeza sem dúvida de propósito
lado a lado passo a passo o mais das vezes

Atenção: não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempre
depois do advérbio ou da locução adverbial.
Por exemplo:

perto de, antes de, dentro de, etc.

Preposição
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo
subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado,
individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a
preposição vincula.

Exemplos:

Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.

amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição

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de: preposição

Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A
preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação
denominado regência.

Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado
antecedente – é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado
consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.

Exemplos:

A hora das refeições é sagrada.

hora das refeições: elementos ligados por preposição

de + as = das: preposição

hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"

refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"

Alguém passou por aqui.

passou por aqui: elementos ligados por preposição

por: preposição

passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"

aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"

As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os
nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações
as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma
relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata
de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.

Por exemplo: de + o = do
por + a = pela
em + um = num

Locução Prepositiva

É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é
sempre uma preposição.

Principais locuções prepositivas:

abaixo de acima de acerca de


a fim de além de a par de
apesar de antes de depois de
ao invés de diante de em fase de
em vez de graças a junto a
junto com junto de à custa de
defronte de através de em via de
de encontro a em frente de em frente a
sob pena de a respeito de ao encontro de

Combinação e Contração da Preposição


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Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas palavras, formando um só vocábulo, essa união pode
ser por:

Combinação: ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas.

Por exemplo: preposição a + artigo masculino o = ao


preposição a + artigo masculino os = aos

Contração: ocorre quando a preposição sofre modificações na sua estrutura fonológica ao unir-se a outra palavra.
As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes. Veja:

do dos da das
num nuns numa numas
disto disso daquilo
naquele naqueles naquela naquelas
Observe outros exemplos:

em + a = na
em + aquilo = naquilo

de + aquela = daquela
de + onde = donde

Obs.: as formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga preposição per com os artigos definidos.

Por exemplo:

per + o = pelo

Encontros Especiais

A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o "a" inicial dos pronomes
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão de vogais a que se chama de crase - que deve ser
assinalada na escrita pelo uso do acento grave.

Por exemplo:

a+a=à
Exemplos:

às - àquela - àquelas - àquele - àqueles - àquilo

EXERCÍCIOS

01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Na E) “Enquanto a mídia americana continuar na mesma
composição de um texto, alguns elementos toada” – modo.
linguísticos expressam circunstâncias diversas, com
a finalidade de imprimir coerência à escrita. O 02. (MUSICOTER./ Pref. S. João do Barra, RJ/
fragmento que apresenta corretamente um desses 2010) No trecho “Membros da oposição atiraram
elementos e a circunstância que ele expressa é ovos e tomates ao presidente da câmara legislativa”.
A) “... quando não reprime diretamente” – modo. Nessa passagem, observamos o emprego da
B) “...na medida em que bancou as mentiras que o preposição A como conectivo entre o verbo ATIRAR
Estado” – modo. e seu segundo complemento, PRESIDENTE. Por ser
C) “Por outro lado, nos seminários sobre liberdade um jornal português, a preposição A foi a preferida
de imprensa no Brasil” – tempo. pelo jornalista. Entretanto, como o objeto direto do
D) ” Reportagem é, antes de mais nada, uma verbo “atirar” é concreto (ovos e tomates) outra
profunda investigação de um fato. – tempo. preposição poderia ser empregada em lugar de A,
sem prejuízo de sentido, e a frase ficaria assim
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redigida: Antonio Carlos Secchin faz um interessante


A) Membros da oposição atiraram ovos e tomates jogo de palavras ao falar do fazer poético. Nessas
PARA O presidente da câmara legislativa. duas frases, observa-se o emprego expressivo de
B) Membros da oposição atiraram ovos e tomates que classe gramatical?
DESDE O presidente da câmara legislativa. A) Dos verbos, pela combinação das noções de
C) Membros da oposição atiraram ovos e tomates escrever, ensinar, saber e desaprender.
PELO presidente da câmara legislativa. B) Das conjunções, pela contraposição entre as
D) Membros da oposição atiraram ovos e tomates relações condicionais, temporais e causais.
NO presidente da câmara legislativa. C) Dos pronomes pessoais, pelo excessiva
E) Membros da oposição atiraram ovos e tomates inexperiência da primeira pessoa do singular.
PERANTE O presidente da câmara legislativa. D) Dos pronomes relativos, pelo tom generalizante
das estruturas adjetivas restritivas.
03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG) No E) Dos substantivos, pela reiteração temática
trecho “(...) E para fazer essa mudança só exposta na valorização do poema.
precisamos de duas coisas: trabalho e honestidade.”,
a preposição “para” introduz a ideia de 06. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
A) causa. Matemática)
B) certeza. O texto de Grecco apresenta uma série de marcas
C) concessão. linguísticas que estabelecem determinados tipos de
D) modo. relações entre as partes que o constituem. A
E) finalidade. alternativa que apresenta uma correta relação entre
uma dessas marcas e o tipo de relação aí
04. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG) Em estabelecida é
“ficamos meio molhados” e em “subimos a barranca A) “cantassem o hino nacional com ‘mais empenho’
no meio do mato”, o termo “meio”, em cada um dos ”.
fragmentos, expressa, respectivamente, (causa)
A) causa e lugar. B) “define como ‘esporte de macho’ ”. (condição)
B) lugar e modo. C) “ ‘enquanto’ os germânicos apenas
C) modo e causa. balbuciavam”.(tempo)
D) modo e lugar. D) “entrar ‘em eventos esportivos’ ”. (tempo)
E) modo e consequência. E) “mais ânimo ‘antes’ de confrontos importantes”.
(lugar)
05. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) “Se eu já
soubesse o que o poema diria, não precisaria
escrevê-lo. Escrevo para desaprender o que eu GABARITO
achava que sabia sobre aquilo que me vai sendo 1A / 2D/ 3E/ 4D/ 5A/ 6C/ 7
ensinado enquanto escrevo.”

SINTAXE

Frase
– Todo e qualquer enunciado de sentido completo.
Ex.: Oi!

Oração
– Todo e qualquer enunciado de sentido completo que seja construído a partir de um verbo.
Ex.: Como vai você!

Período
– Começa na letra maiúscula e vai até o ponto final.
Ex.: Ele não veio, mas mandou uma linda substituta.
Simples
Um só verbo - ORAÇÃO ABSOLUTA
Composto
Mais de um verbo (mais de uma oração)

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I – Termos Essenciais da Oração


Sujeito e Predicado

Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais. A oração
possui dois termos essenciais, o sujeito e o predicado.

Sujeito: termo sobre o qual o restante da oração diz algo.


Por Exemplo:
As praias estão cada vez mais poluídas.
Sujeito

Predicado: termo que contém o verbo e informa algo sobre o sujeito.


Por Exemplo:
As praias estão cada vez mais poluídas.
Predicado

Classificação do Sujeito

O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda as orações
sem sujeito.

1 - Sujeito Determinado: é aquele que se pode identificar com precisão a partir da concordância verbal. Pode ser:

a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.
Por Exemplo:
A rua estava deserta.

Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples
quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular ou plural), um
pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Por Exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.

b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo.
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos.

c) Desinencial
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração, mas pode ser identificado.
Por Exemplo:
Dispensamos todos os funcionários.

Nessa oração, o sujeito é implícito e determinado, pois está indicado pela desinência verbal – “mos”.

2 - Sujeito Indeterminado: é aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo contexto, nem pela
terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente
(nem em outra oração):
Por Exemplo:
Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na entrada da festa.

b) Com verbo ativo na 3ª pessoa do singular, seguido do pronome se:


O verbo vem acompanhado do pronome se, que atua como índice de indeterminação do sujeito. Essa construção
ocorre com verbos que não apresentam complemento direto (verbos intransitivos, transitivos indiretos e de
ligação). O verbo obrigatoriamente fica na terceira pessoa do singular.
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Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
Entendendo a Partícula Se

As construções em que ocorre a partícula se podem apresentar algumas dificuldades quanto à classificação do
sujeito.

Veja:

a) Aprovou-se o novo candidato.


Sujeito

Aprovaram-se os novos candidatos.


Sujeito

b) Precisa-se de professor. (Sujeito Indeterminado)

Precisa-se de professores. (Sujeito Indeterminado)

No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando com o sujeito.
Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica:

O novo candidato foi aprovado.


Sujeito

Os novos candidatos foram aprovados.


Sujeito

No caso b, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas construções, o sujeito é
indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.

c) Com o verbo no infinitivo impessoal:


Por Exemplo:
Era penoso estudar todo aquele conteúdo.
É triste assistir a estas cenas tão trágicas.

Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos explícitos em orações
anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado.
Por Exemplo:
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles (Felipe e Marcos). Ocorre sujeito oculto.

3 - Oração Sem Sujeito: é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo impessoal. Observe a
estrutura destas orações:

Sujeito Predicado
- Havia formigas na casa.
- Nevou muito este ano em Nova Iorque.
É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Constituem a enunciação pura e absoluta de um fato,
através do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no processo
verbal. Os casos mais comuns de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com:

a) Verbos que exprimem fenômenos da natureza:

Nevar, chover, ventar, gear, trovejar, relampejar, amanhecer, anoitecer, etc.

Por Exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado.
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Por Exemplo:

Choviam crianças na distribuição de brindes. (crianças=sujeito)


Já amanheci cansado. (eu=sujeito)

b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para indicar uma ideia de tempo ou fenômenos
meteorológicos:

Ser:

É noite. (Período do dia)


Eram duas horas da manhã. (Hora)
Obs.: ao indicar tempo, o verbo ser varia de acordo com a expressão numérica que o acompanha. (É uma hora/
São nove horas)

Hoje é (ou são) 15 de março. (Data)


Obs.: ao indicar data, o verbo ser poderá ficar no singular, subentendendo-se a palavra dia, ou então irá para o
plural, concordando com o número de dias.

Estar:

Está tarde. (Tempo)


Está muito quente.(Temperatura)

Fazer:

Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver:

Não a vejo há anos. (Tempo decorrido)


Havia muitos alunos naquela aula. (Verbo Haver significando existir)
Atenção:
Com exceção do verbo ser, os verbos impessoais devem ser usados SEMPRE NA TERCEIRA PESSOA DO
SINGULAR. Devemos ter cuidado com os verbos fazer e haver usados impessoalmente: não é possível usá-los no
plural.

Por Exemplo:
Faz muitos anos que nos conhecemos.
Deve fazer dias quentes na Bahia.
Veja outros exemplos:

Há muitas pessoas interessadas na reunião.


Houve muitas pessoas interessadas na reunião.
Havia muitas pessoas interessadas na reunião.
Haverá muitas pessoas interessadas na reunião.
Deve ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.
Pode ter havido muitas pessoas interessadas na reunião.

Predicado
Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Nele é obrigatória a presença de um verbo ou locução
verbal. Quando se identifica o sujeito de uma oração, identifica-se também o predicado. Em termos, tudo o que
difere do sujeito (e do vocativo, quando ocorrer) numa oração é o seu predicado. Veja alguns exemplos:

As mulheres compraram roupas novas.


Predicado

Durante o ano, muitos alunos desistem do curso.


Predicado Predicado
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A natureza é bela.
Predicado

OS VERBOS NO PREDICADO

Em todo predicado existe necessariamente um verbo ou uma locução verbal. Para analisar a importância do verbo
no predicado, devemos considerar dois grupos distintos: os verbos nocionais e os não nocionais.

Os verbos nocionais são os que exprimem processos; em outras palavras, indicam ação, acontecimento,
fenômeno natural, desejo, atividade mental:

Acontecer – considerar – desejar – julgar – pensar – querer – suceder – chover – correr fazer – nascer – pretender
– raciocinar
Esses verbos são sempre núcleos dos predicados em que aparecem.

Os verbos não nocionais exprimem estado; são mais conhecidos como verbos de ligação.

Fazem parte desse grupo, entre outros:

Ser – estar – permanecer – continuar – andar – persistir – virar – ficar – achar-se - acabar – tornar-se – passar (a)
Os verbos não nocionais sempre fazem parte do predicado, mas não atuam como núcleos.

Para perceber se um verbo é nocional ou não nocional, é necessário considerar o contexto em que é usado.
Assim, na oração:

Ela anda muito rápido.


O verbo andar exprime uma ação, atuando como um verbo nocional. Já na oração:

Ela anda triste.


O verbo exprime um estado, atuando como verbo não nocional.

Classificação do Predicado

Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo significativo está num nome ou num verbo. Além
disso, devemos considerar se as palavras que formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao
sujeito da oração. Veja o exemplo abaixo:

Os animais necessitam de cuidados especiais


Sujeito Predicado

O predicado, apesar de ser formado por muitas palavras, apresenta apenas uma que se refere ao sujeito:
necessitam. As demais palavras ligam-se direta ou indiretamente ao verbo (necessitar é, no caso, de algo), que
assume, assim, o papel de núcleo significativo do predicado. Já em:

A natureza é bela
Sujeito Predicado

No exemplo acima, o nome bela se refere, por intermédio do verbo, ao sujeito da oração. O verbo agora atua
como elemento de ligação entre sujeito e a palavra a ele relacionada. O núcleo do predicado é bela. Veja o
próximo exemplo:

O dia amanheceu ensolarado


Sujeito Predicado

Percebemos que as duas palavras que formam o predicado estão diretamente relacionadas ao sujeito:
amanheceu (verbo significativo) e ensolarado (nome que se refere ao sujeito). O predicado apresenta, portanto,
dois núcleos: amanheceu e ensolarado.

Tomando por base o núcleo do que está sendo declarado, podemos reconhecer três tipos de predicado: verbal,
nominal e verbo-nominal.
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1. Predicado Verbal

Apresenta as seguintes características:

a) Tem um verbo como núcleo;

b) Não possui predicativo do sujeito;

c) Indica ação.

Por exemplo:
Eles revelaram toda a verdade para a filha.

Predicado Verbal

Para ser núcleo do predicado verbal, é necessário que o verbo seja significativo, isto é, que traga uma ideia de
ação. Veja os exemplos abaixo:

O dia clareou. (núcleo do predicado verbal = clareou)

Chove muito nos estados do sul do país. (núcleo do predicado verbal = Chove)

Ocorreu um acidente naquela rua. (núcleo do predicado verbal = Ocorreu)

A antiga casa foi demolida. (núcleo do predicado verbal = demolida)

Obs.: no último exemplo há uma locução verbal de voz passiva, o que não impede o verbo demolir de ser o núcleo
do predicado.

2. Predicado Nominal

Apresenta as seguintes características:

a) Possui um nome (substantivo ou adjetivo) como núcleo;

b) É formado por um verbo de ligação mais o predicativo do sujeito;

c) Indica estado ou qualidade.

Por Exemplo:
Leonardo é competente.
Predicado Nominal
No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a função de predicativo do sujeito. O
predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo de ligação. Os
exemplos abaixo mostram como esses verbos exprimem diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito,
ao mesmo tempo que o ligam ao [Link]:

Ele está triste. (triste = predicativo do sujeito, está = verbo de ligação)

A natureza é bela. (bela = predicativo do sujeito, é = verbo de ligação)

O homem parecia nervoso. (nervoso = predicativo do sujeito, parecia = verbo de ligação)

Nosso herói acabou derrotado. (derrotado = predicativo do sujeito, acabou = verbo de ligação)

Uma simples funcionária virou diretora da empresa. (diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo de ligação)

Predicativo do Sujeito

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É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de
ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por:

a) Adjetivo ou locução adjetiva:

Por Exemplo:
O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)
Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)

b) Substantivo ou palavra substantivada:

Por Exemplo:
Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo)
Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)

c) Pronome Substantivo:

Por Exemplo:
Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)

d) Numeral:

Por Exemplo:
Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)
3. Predicado Verbo-Nominal

Apresenta as seguintes características:

a) Possui dois núcleos: um verbo e um nome;

b) Possui predicativo do sujeito ou do objeto;

c) Indica ação ou atividade do sujeito e uma qualidade.

Por Exemplo:
Os alunos saíram da aula alegres.
Predicado Verbo-Nominal
O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram - verbo intransitivo), que indica uma ação
praticada pelo sujeito, e um predicativo do sujeito (alegres), que indica o estado do sujeito no momento em que se
desenvolve o processo verbal. É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em
dois outros, um verbal e um nominal. Veja:

Os alunos saíram da aula. Eles estavam alegres.

Estrutura do Predicado Verbo-Nominal

O predicado verbo-nominal pode ser formado de:

1 - Verbo Intransitivo + Predicativo do Sujeito

Por Exemplo:
Joana partiu contente.
Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito

2 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Objeto

Por Exemplo:
A despedida deixou a mãe aflita.
Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto

3 - Verbo Transitivo + Objeto + Predicativo do Sujeito


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Por Exemplo:
Os alunos cantaram emocionados aquela canção.
Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto
Saiba que:

Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo, basta passar a oração
para voz passiva. Veja:

Voz Ativa:

As mulheres julgam os homens insensíveis.


Sujeito Verbo Significativo Objeto Direto Predicativo do Objeto
Voz Passiva:

Os homens são julgados insensíveis pelas mulheres.


Verbo Significativo Predicativo do Objeto
O verbo julgar relaciona o complemento (os homens) com o predicativo (insensíveis). Essa relação se evidencia
quando passamos a oração para a voz passiva.

Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre predicativo do objeto indireto
com o verbo chamar. Assim, vem precedido de preposição.

Por Exemplo:
Todos o chamam de irresponsável.
Chamou-lhe ingrato. (Chamou a ele ingrato.)

EXERCÍCIOS SINTAXE 1

I – Exercícios de Fixação: 30. Quem abriu a porta?


1. Classifique os sujeitos:
1. Saiu o ônibus para o Rio.
2. Nomearam meu primo diretor do clube.
3. Estão em vigor, as novas tarifas telefônicas. II – EXERCÍCIOS FUNRIO:
4. Começa a ventar. 01. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
5. Aqui quando chove não se sai de casa. O segmento inicial do Hino Nacional Brasileiro diz o
6. Faz duas semanas que cheguei. seguinte: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas//
7. Havia muitos anos que não vinha ao Rio. De um povo heroico o brado retumbante”.
8. Hoje são vinte de março. Mantendo o sentido original do excerto,
9 Após as enxurradas ficam cheias as sarjetas. reescrevendo seus versos a partir do sujeito da
10. Aconteceram fatos importantes na reunião. oração original e desfazendo as inversões nele
11. Ele trovejava impropérios sobre a turba. ocorrentes, o texto resultaria em
12. Choviam flores do helicóptero. A) As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado
13. À noite, eu e Rodrigo iremos ao cinema. retumbante de um povo heroico.
14. Escureceu cedo hoje. B) As plácidas margens ouviram do Ipiranga o
15. Esta comida não serve para consumo. heroico brado retumbante de um povo.
16. Subitamente, pararam todos. C) As margens do Ipiranga, plácidas, ouviram de um
17. Estavam com fome. povo o retumbante brado heroico.
18. Aproximou-se então uma menina. D) Do Ipiranga as margens plácidas ouviram O brado
19. Soou na escuridão uma pancada seca. retumbante de um povo heroico.
20. Choveu fininho ontem à noite. E) Ouviram as margens plácidas do Ipiranga De um
21. Na dúvida, velhos e moços calaram-se. povo o heroico brado retumbante.
22. Um vento triste assobia lá fora.
23. Isto não é nada. 02. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016)
24. Ninguém o viu sair. Em [...] há um traço que permanece constante: a
25. O Viver é perigoso. cidade é um espaço em que os estrangeiros existem
26. Quebraram a lanterna do meu carro. [...], o verbo haver encontra-se conjugado na terceira
27. Havia pessoas descontentes na assembleia. pessoa do singular, porque
28. Assistiu-se a uma cena desagradável. (A) o sujeito do verbo é um traço.
29. Aquela era uma noite fechada. (B) se trata de verbo impessoal.
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(C) o sujeito está indeterminado.


(D) se trata de sujeito elíptico.

GABARITO:
1A/ 2B/ 3

II - Termos Integrantes da Oração

Transitividade Verbal
Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre
os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou
de ligação.

1) Verbo Intransitivo

É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para
completar o seu sentido. Sua ação não transita.

Por Exemplo:

O avião caiu.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar
outras informações, como:

local: O avião caiu sobre as casas da periferia.

modo: O avião caiu lentamente.

tempo: O avião caiu no mês passado.

Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda
a informação básica.

2) Verbo Transitivo

É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a
alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para
adquirir sentido completo. Veja:

S. Simples Predicado
As crianças precisam de carinho.
1 2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)

O verbo transitivo pode ser:

a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição
obrigatória.

Por Exemplo:
Nós escutamos nossa música favorita.
1
1= Verbo Transitivo Direto

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b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição
obrigatória.
Por Exemplo:

Eu gosto de sorvete.
2
2 = Verbo Transitivo Indireto

de= preposição

c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e
indiretamente, ao mesmo tempo.

Por Exemplo:
Ela contou tudo ao namorado.
3
3= Verbo Transitivo Direto e Indireto

a= preposição

3) Verbo de Ligação

É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e
características) certos tipos de relações.

O verbo de ligação pode expressar:

a) estado permanente: ser, viver.

Por Exemplo:
Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.

b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se

Por Exemplo:
Mamãe está bem.
Mamãe encontra-se bem.

c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se

Por Exemplo:
Júlia ficou brava.
Júlia fez-se brava.

d) continuidade de estado: continuar, permanecer

Por Exemplo:
Renato continua mal.
Renato permanece mal.

e) estado aparente: parecer

Por Exemplo:
Marta parece melhor.

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Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o contexto e
não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. Veja:

1 - O jovem anda devagar.

anda = verbo intransitivo, expressa uma ação.

2 - O jovem anda preocupado.

anda= verbo de ligação, expressa um estado.

Complementos Verbais

Completam o sentido de verbos transitivos diretos e transitivos indiretos. São eles:

1) Objeto Direto

É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem o auxílio necessário
da preposição.

Por Exemplo:
Abri os braços ao vê-lo.
Objeto Direto

O objeto direto pode ser constituído:

a) Por um substantivo ou expressão substantivada.

Exemplos:
O agricultor cultiva a terra./ Unimos o útil ao agradável.

b) Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos.

Exemplos:
Espero-o na minha festa. / Ela me ama.

c) Por qualquer pronome substantivo.

Por Exemplo:
O menino que conheci está lá fora.

Atenção:
Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de preposição facultativa. Isso pode ocorrer:

- quando o objeto é um substantivo próprio: Adoremos a Deus.

- quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico: Ofenderam a mim, não a ele.

- quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido: O diretor elogiou a todos.

- para evitar ambiguidade: Venceu ao inimigo o nosso colega.

Obs.: caso o objeto direto não viesse preposicionado, o sentido da oração ficaria ambíguo, pois não
poderíamos apontar com precisão o sujeito (o nosso colega).

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Saiba que:
Frequentemente, verbos intransitivos, podem aparecer como verbos transitivos diretos.

Por Exemplo:
A criança chorou lágrimas doídas pela perda da mãe.
Objeto Direto

2) Objeto Indireto

É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de preposição
clara ou subentendida. Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te, se, nos, vos.

Exemplos:
Não desobedeço a meus pais.
Objeto Indireto

Preciso de ajuda. (Preposição clara "de")


Objeto Indireto

Enviei-lhe um recado. (Enviei a ele - a preposição a está subentendida)


Objeto Indireto
Obs.: muitas vezes o objeto indireto inicia-se com crase (à, àquele, àquela, àquilo). Isso ocorre quando
o verbo exige a preposição "a", que acaba se contraindo com a palavra seguinte.

Por Exemplo:
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido)

Observações Gerais:

a) Pode ocorrer ainda o (objeto direto ou indireto) pleonástico, que consiste na retomada do objeto por
um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque.

Por Exemplo: As mulheres, eu as vi na cozinha. (Objeto Direto)


A todas vocês, eu já lhes forneci o pagamento mensal. (Objeto Indireto)

b) Os pronomes oblíquos o, a, os, as (e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas) são sempre objeto
direto. Os pronomes lhe, lhes são sempre objeto indireto.

Exemplos:
Eu a encontrei no quarto. (OD)
Vou avisá-lo.(OD)
Eu lhe pagarei um sorvete.(OI)

c) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar sua
função sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for
obrigatório, então se trata de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto.

Por Exemplo:
Roberto me viu na escola.(OD)
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "Roberto viu o amigo
na escola." Veja que a preposição não foi usada. Portanto, "me" é objeto direto.

Observe o próximo exemplo:

João me telefonou.(OI)

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Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "João telefonou ao
amigo". A preposição foi usada. Portanto, "me" é objeto indireto.

3) Complemento Nominal

É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a
substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.

Exemplos:
Cecília tem orgulho da filha.
substantivo complemento nominal

Ricardo estava consciente de tudo.


adjetivo complemento nominal

A professora agiu favoravelmente aos alunos.


advérbio complemento nominal

*Saiba que:

O complemento nominal representa o recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um


nome. É regido pelas mesmas preposições do objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, adjetivos) e alguns advérbios em -mente.

4) Agente da Passiva

É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva.
Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de".

Por Exemplo:
A vencedora foi escolhida pelos jurados.
Sujeito Verbo Agente da
Paciente Voz Passiva Passiva

Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:

Os jurados escolheram a vencedora.


Sujeito Verbo Objeto Direto

Voz Ativa

Outros exemplos:
Joana é amada de muitos.
Sujeito Paciente Agente da Passiva

Essa situação já era conhecida de todos.


Sujeito Paciente Agente da Passiva

Observações:

a) O agente da passiva pode ser expresso por substantivos ou pronomes.

Por Exemplo:

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O solo foi umedecido pela chuva. (substantivo)


Este livro foi escrito por mim. (pronome)

b) Embora o agente da passiva seja considerado um termo integrante, pode muitas vezes ser omitido.

Por Exemplo:

O público não foi bem recebido. (pelos anfitriões)

EXERCÍCIOS

I. Classifique o predicado: PV(predicado verbal; n) Encontrei-o.


PN(predicado nominal e PVN(predicado verbo- o) Obedeça-lhe.
nominal). p) Não mandei para você a cópia do livro?
01. José chegou cansado. q) Sempre avisava para mim as novidades do
02. O espetáculo foi emocionante. bairro.
03. Chove bastante na minha região. r) Trazei o menino a mim.
04. O professor já corrigiu as provas. s) Informaremos os alunos de suas obrigações.
05. Prenderam o ladrão. t) Cumprimentaremos o gerente.
06. Monica é muito simpática. u) Ele suicidou-se.
07. Vive-se bem no campo. v) Indignaram-se.
08. Perdi minha caneta. w) Assistiram ao jogo.
09. Você acha minha caneta feia? y) A enfermeira assistiu a cirurgia.
10. Os excursionistas chegaram cansados. x) O presidente assiste de Brasília.
11. Bateram à porta. z) O direito assistia à viúva.
12. Estava irritado com as brincadeiras.
13. Compareceram todos atrasados à reunião. III. Indique os objetos diretos (OD) e os objetos
14. Come-se com fartura em sua casa. indiretos (OI) das orações abaixo.
15. Foi muito difícil a última questão. 1. Faço pinturas em tecido.
16. Cresceram aquelas árvores. 2. Afinal, ele gosta de doce ou salgado?
17. O ônibus saiu atrasado. 3. Doou todos os bens aos pobres.
18. Anoiteceu. 4. Também falei sobre esse assunto.
19. Chegaram os filhos da vizinha. 5. Agradeça o presente, filho.
20. Crê-se em Deus. 6. Adoro essa música!
21. Todos ficaram quietos. 7. Amo-a.
22. Magda abriu o pacote, surpresa. 8. As sobremesas, provei-as uma a uma.
23. O filme é impróprio a menores de 18 anos. 9. Compraram tudo novamente.
24. A taxa de mortalidade infantil está elevada. 10. Aludiu à velha professora de História.
25. A chuva caia fina. 11. Meu pai gosta de música clássica.
26. Choveu garrafa vazia lá de cima. 12. O povo confiou no seu candidato.
27. Trovejou muito. 13. Desculpe, não necessito de sua ajuda.
28. Ele criou um bom enredo para a história. 14. Esta matéria interessa a todos.
29. Jovens optam por uma vida mais saudável. 15. Nossa próxima viagem será para a Ásia.
30. O eclipse total do sol começa às oito horas. 16. Agradeço a atenção dos ouvintes.
17. Dou educação aos meus filhos.
II. Indique a transitividade do verbo: 18. Escreveu diversos poemas.
a) Encontrei o rapaz. 19. Tocou suas músicas preferidas.
b) Fizemos a tarefa. 20. Oferecemos-lhe uma viagem.
c) Comprei o doce.
d) Ela é feliz. IV. Escreva OI para objeto indireto ( que completa
e) Ela está tranquila. verbo ) e CN para complemento nominal ( que
f) Ela está no bar. completa nome) :
g) Nós precisamos de dinheiro. a) Cuide de seus interesses que eu cuido dos
h) Nós confiamos em Deus. meus. ( )
i) João namora Maria. b) Temos confiança em nossos jogadores. ( )
j) Nós visamos ao sucesso. c) Já organizamos a resistência a qualquer ataque
k) Todos aspiram o ar puro. inimigo. ( )
l) Todos aspiram à aprovação no concurso. d) A assistência às aulas tem sido normal. ( )
m) Eu emprestei o livro ao aluno.
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e) Naquela situação difícil recorremos ao j) O orador fez alusão ao fato. ( )


diretor. ( ) l) O gosto pela música vem desde criança. ( )
f) Gostamos de pessoas sinceras. ( )
g) Lembre-se, pelo menos, dos amigos. ( )
h) Fez grandes investimentos em terras. ( )
i) A notícia agradou a todos. ( )

EXERCÍCIOS FUNRIO

01. (Psicólogo / MJ/ 2009) D) O pronome possessivo "seus" está empregado


Em “Jonathan Polansky, que participou da pesquisa, com o valor de "alguns".
diz que a situação pouco mudou em filmes voltados E) O termo "para o funcionamento do país" é
para adolescentes.”, os verbos são, respectivamente, complemento nominal de "imprescindível".
A) transitivo indireto, transitivo indireto, transitivo
indireto. 04. (FUNAI/Tec. Adm./ Superior/ 2009) No trecho
B) transitivo direto, transitivo direto, ligação. “resultou na renúncia do Presidente Richard Nixon,
C) transitivo direto, transitivo indireto, intransitivo. em agosto de 1974”, emprega-se a preposição DE
D) transitivo indireto, transitivo direto, ligação. (em do= de+o) como um conector entre dois
E) transitivo indireto, transitivo direto, intransitivo. substantivos; nessas condições, o segundo
substantivo, então, repete sintaticamente a mesma
02.(PRF/2009) função que se detecta em
"Quando você me ouvir cantar, A) Ela é cúmplice de tudo que tem acontecido no
Venha, não creia, eu não corro perigo" país.
A canção de Caetano Veloso emprega uma estrutura B) as pressões econômicas que os veículos sofrem
sintática que combina os verbos "ouvir" e "cantar" das grandes corporações.
com o pronome "me". C) quanto ao seu papel de informar.
Quanto a essas palavras, é correto afirmar que D) Independente das posições político-ideológico-
A) os verbos "ouvir" e "cantar" formam uma locução partidárias de cada um.
verbal vinculada ao pronome "me". E) Tudo em nome da grande pátria.
B) apenas o verbo "cantar" é transitivo direto, sendo
"me" o objeto direto. 05. (Psicólogo / MJ/ 2009) O termo destacado está
C) o pronome oblíquo ocupa uma posição de ênclise classificado incorretamente quanto à sua função
ao verbo "ouvir". sintática em
D) apenas o verbo "ouvir" é intransitivo, sendo "me" A) “Não combatemos as pretensões peruanas.”
uma palavra expletiva. (peruanas – adjunto adnominal)
E) o pronome "me" se relaciona gramaticalmente B) “De tudo isto nos resultou um prêmio.” (nos –
com "cantar" e com "ouvir". objeto direto)
C) “alguém se demasie em tanto esforço.” (em tanto
03. (PRF/2009) “No tema indígena e em outros, esforço – objeto indireto)
devem-se proteger os interesses de todos e a paz D) “Tanto pior para os que não o compreendam.”
social, imprescindível para o funcionamento do país, (para os – complemento nominal)
mas também devem-se proteger os direitos das E) “nivelamo-nos aos princípios liberais de nosso
partes. As florestas têm seus direitos, tempo.” (de nosso tempo – adjunto adverbial)
independentemente de algumas discussões que
possam vir a acontecer sobre a propriedade de 06. (IF-PA/ Administrador/ 2016) “O Sindicato dos
determinados territórios, porque as comunidades têm Concessionários e Distribuidores de Veículos do
os seus. Deve-se fazer um esforço para dialogar que Pará e Amapá divulgou o resultado da venda de
permita avanço no processo.” veículos novos no estado em março. Segundo os
(El Diario Austral, 30 set.2001). dados, foram comercializadas 9.804 unidades em
O trecho acima foi retirado do discurso do âmbito local no mês passado, ante as 8.711
subsecretário do Ministério de Desenvolvimento e unidades de fevereiro. No entanto, no acumulado do
Planejamento do Chile, publicado naquele país. ano, foram emplacados 26.981 veículos, contra
Assinale a alternativa que analisa gramaticalmente 34.249 no mesmo período do ano passado,
de modo correto uma das passagens do texto. representando queda de 21,22%.” (CORREIO DE
A) "Devem-se proteger os interesses de todos" TOCANTINS, 19 de abril de 2016)
contém pronome com função indeterminadora do Assinale a alternativa que analisa
sujeito. corretamente o papel sintático do termo transcrito.
B) O advérbio "independentemente" introduz uma A) “o resultado” – predicativo do sujeito.
locução concessiva de causa. B) “de veículos novos” – complemento nominal.
C) A locução verbal "possam vir a acontecer" indica C) “segundo os dados” – adjunto adverbial de tempo.
a precisão das discussões. D) “9.804 unidades” – objeto direto.
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E) “no acumulado do ano” – aposto. 08. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de


Matemática)
07. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Cecília No fragmento a seguir (“(...) não considero desertor
Meireles escreveu: “Há momentos na vida em que um jogador que, por qualquer motivo, não queira
sentimos tanto a falta de alguém… que o que mais defender a seleção de seu país”), o termo “desertor”
queremos é tirar esta pessoa de nossos sonhos e desempenha a função de
abraçá-la.” O único termo que não desempenha a A) predicativo do sujeito.
função de objeto direto no trecho acima é B) predicativo do objeto direto.
A) momentos. C) predicativo do objeto indireto.
B) a falta de alguém. D) adjunto adverbial de modo.
C) esta pessoa. E) adjunto adverbial de causa.
D) nossos sonhos.
E) la.
GABARITO:
1E/ 2E/ 3E/ 4E/ 5B/ 6B/ 7D/ 8B

III - Termos Acessórios da Oração

Sobre os Termos Acessórios

Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para a
compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:

- caracterizam o ser;

- determinam os substantivos;

- exprimem circunstância.

São termos acessórios da oração: o adjunto adverbial, o adjunto adnominal e o aposto.

Vamos observar o exemplo:

Anoiteceu.
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. Trata-se
de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem enunciada.
Poderíamos, no entanto, ampliar a gama de informações contidas nessa frase:

Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na cidade.
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias,
circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar onde
anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao processo
verbal damos o nome de adjuntos adverbiais.

Agora, observe o que ocorre ao expandirmos um pouco mais a oração acima:

Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto.
Surgiram termos que ser referem ao substantivo cidade, caracterizando-o, delimitando-lhe o sentido.
Trata-se de termos acessórios que se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido. São chamados
adjuntos adnominais.

Por último, analise a frase abaixo:

Fernando Pessoa era português.


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Nessa oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do sujeito
(português) relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma oração com
predicado nominal. Note que a frase é capaz de comunicar eficientemente uma informação. Nada nos
impede, no entanto, de enriquecer mais um pouco o conteúdo informativo. Veja:

Fernando Pessoa, o criador de poetas, era português.


Agora, além do núcleo do sujeito (Fernando Pessoa) há um termo que explica, que enfatiza esse
núcleo: o criador de poetas. Esse termo é chamado de aposto.

Adjunto Adverbial

É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa,
finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou
de um advérbio. Observe as frases abaixo:

Eles se respeitam muito.

Seu projeto é muito interessante.

O time jogou muito mal.

Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma
verbal respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica o adjetivo interessante, que
é o núcleo do predicativo do sujeito. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo
do adjunto adverbial de modo.

Veja o exemplo abaixo:


Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.

Os termos em destaque estão indicando as seguintes circunstâncias:

amanhã indica tempo;

de bicicleta indica meio;

àquela velha praça indica lugar.

Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele expressa,
os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto
adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar.

O adjunto adverbial pode ser expresso por:

1) Advérbio: O balão caiu longe.

2) Locução Adverbial: O balão caiu no mar.

3) Oração: Se o balão pegar fogo, avisem-me.

Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto
adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações
sugestivas.

Por Exemplo:
Entreguei-me calorosamente àquela causa.

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É difícil precisar se calorosamente é um adjunto adverbial de modo ou de intensidade. Na verdade,


parece ser uma fórmula de expressar ao mesmo tempo as duas circunstâncias. Por isso, é fundamental
levar em conta o contexto em que surgem os adjuntos adverbiais.

Adjunto Adnominal

É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função
adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes
adjetivos e numerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:

O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância.


Sujeito Núcleo do Predicado Verbal Objeto Direto Objeto Indireto
Na oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são núcleos, respectivamente, do sujeito
determinado simples, do objeto direto e do objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos
agrupam-se os adjuntos adnominais:

o artigo" o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;

o numeral dois e o adjetivo longos referem-se ao substantivo trabalhos;

o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais
de amigo.

Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem
qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um
pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa
substituição.

Por Exemplo:

O notável poeta português deixou uma obra originalíssima.


Ao substituirmos poeta pelo pronome ele, obteremos:

Ele deixou uma obra originalíssima.


As palavras "o", notável e português tiveram de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de
adjuntos adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo pronome a.
Veja:

O notável poeta português deixou-a.


Saiba que:

A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como
núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é
um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do
objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto,
mas não faz parte dele. Observe:

Sua atitude deixou os amigos perplexos.


Nessa oração, perplexos é predicativo do objeto direto (seus amigos). Se substituíssemos esse objeto
direto por um pronome pessoal, obteríamos:

Sua atitude deixou-os perplexos.


Note que perplexos se refere ao objeto, mas não faz parte dele.

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Distinção entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal

É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para
evitar que isso ocorra, considere o seguinte:

a) Somente os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais; já os complementos


nominais podem ligar-se a substantivos, adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por
preposição a um adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver
preposição ligando os termos, será um adjunto adnominal.

b) O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja, só se relaciona a substantivos


cujos significados transitam. Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto
adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos:

Exemplo 1 : Camila tem muito amor à mãe.


A expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal, pois mãe é paciente de amar, recebe a
ação de amar.

Exemplo 2 : Vera é um amor de mãe.

A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação
de amar.

Aposto

Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou
travessão.

Por Exemplo:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente
equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:

Segunda-feira passei o dia com dor de cabeça.

Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial
de tempo.

Veja outro exemplo:


Aprecio todos os tipos de música: MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.
Objeto Direto Aposto do Objeto Direto
Se retirarmos o objeto da oração, seu aposto passa a exercer essa função:

Aprecio MPB, rock, blues, chorinho, samba, etc.


Objeto Direto
Obs.: o termo a que o aposto se refere pode desempenhar qualquer função sintática (inclusive a de
aposto).

Por Exemplo:
Dona Aida servia o patrão, pai de Marina, menina levada.
Analisando a oração, temos:

pai de Marina = aposto do objeto direto patrão.

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menina levada = aposto de Marina.

Vocativo

Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração. Não pertence,
portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um
ouvinte real ou hipotético. Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso.
Veja os exemplos:

Não fale tão alto, Rita!


Vocativo

Senhor presidente, queremos nossos direitos!


Vocativo

A vida, minha amada, é feita de escolhas.


Vocativo
Nessas orações, os termos destacados são vocativos: indicam e nomeiam o interlocutor a que se está
dirigindo a palavra.

Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, eh!, etc.

Por Exemplo:
Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.
Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!
Eh! Gente, temos que estudar mais.

Distinção entre Vocativo e Aposto

- O vocativo não mantém relação sintática com outro termo da oração.

Por Exemplo:

Crianças, vamos entrar.


Vocativo
- O aposto mantém relação sintática com outro termo da oração.

Por Exemplo:

A vida de Moisés, grande profeta, foi filmada.


Sujeito Aposto

EXERCÍCIOS SINTAXE 4

I - Indique os Complemento Nominal (CN) e os 10. A crítica ao professor foi correta.


Adjunto Adnominal (AA) das orações abaixo. 11. Aquela cadeira de ferro é muito resistente.
1. A greve dos professores é válida. 12. Foi solicitada ao gerente a devolução do
2. O livro de Maria está em cima da mesa. dinheiro.
3. O amor da mãe é sagrado. 13. Aquela imagem de cera é esquisita.
4. João mora perto da escola. 14. O caderno de anotações estava
5. A fuga do ladrão foi ousada. desorganizado.
6. Aquela criança chora sem parar. 15. A construção do metrô se prolonga há
7. Ela é igual ao pai. muitos anos.
8. O receio dos especialistas é considerável. 16. As ruas do nosso bairro estão necessitando
9. As casas de madeira são ótimas no inverno. de reparos.

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17. O juiz determinou a prisão do bandido. Ucrânia...), é correto classificar sintaticamente o


18. A nadadora tinha certeza da vitória. termo “de hoje” como
19. A atitude do rapaz foi notável. A) adjunto adverbial de tempo.
20. O ataque do nosso time é uma piada. B) adjunto adnominal.
21. O temor de Deus é necessário aos homens. C) complemento nominal.
22. Ele estava desejoso de vingança. D) núcleo do sujeito.
23. A introdução desses costumes não nos E) predicativo do sujeito.
agradava
02. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
O termo “Brasil”, presente no estribilho a seguir
II - ADJUNTOS ADVERBIAIS reproduzido, desempenha a função sintática de
1- Identifique os adjuntos adverbiais e classifique Terra adorada,
quanto a sua circunstância. Entre outras mil,
a) Cheguei cedo. És tu, Brasil,
b) Falaram muito. Ó Pátria amada!,
c) Eles chegaram bastante cedo. A) adjunto.
d) Eram alunas muito bonitas. B) aposto.
e) Onde você mora? C) predicativo.
f) Quando você volta? D) sujeito.
g) Não sei como ele faz isso. E) vocativo.
h) Ele falava muito mal.
i) Ali se vendem relógios. 03. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
j) Muitas crianças estão morrendo de fome devido à Matemática)
desnutrição. Os pronomes pessoais são muito versáteis quanto
k) Falavam sobre política. aos valores sintáticos que expressam, em função
l) Cortou-se com a faca dos contextos frasais em que se encontrem.
m) Talvez ele corra na praia Considerando essa reflexão, compare, nos dois
n) Naquele ano, trabalhei doze horas por dia. fragmentos retirados do texto de Grecco, o emprego
o) Adoro ir ao teatro. dos pronomes pessoais nele presentes e indique a
p) Falou com entusiasmo sobre o livro. alternativa que contém a indicação correta das
q) Sim, ele virá com certeza. funções que eles desempenham nas orações.
r) Não aceitarei a proposta em hipótese alguma.
s) Talvez eu seja perdoado por ele. I. “...que nos roubam recursos”
t) Falou muito pouco. II. “...que me incomodam”
u) Podavam-se as plantas com uma grande tesoura.
v) Eu ia ao cinema com meu irmão. Ambos os termos desempenham a função de
w) Com a seca, meu jardim acabou. A) objeto direto tanto de roubar quanto de
x) Viajo sempre a negócio. incomodar.
y) Aqui se fala muito sobre política. B) objeto indireto tanto de roubar quanto de
z) Sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu incomodar.
da pátria nesse instante. C) objeto direto e indireto, respectivamente.
D) adjunto adnominal e objeto direto,
III – EXERCÍCIOS FUNRIO respectivamente
01. (Musicoter/ Pref S. João da Barra/ 2010) Sobre E) adjunto adnominal e complemento nominal.
a expressão “o dia de hoje” que funciona como
sujeito de “vai ficar marcado” (O dia de hoje vai ficar GABARITO:
marcado como uma página fúnebre na história da 1B/ 2E/ 3D/ 4

Sintaxe do período composto


Coordenação e Subordinação

Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome de oração absoluta.

Por Exemplo:
A menina comprou chocolate.
Quando um período é composto, ele pode apresentar os seguintes esquemas de formação:

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a) Composto por Coordenação: ocorre quando é constituído apenas de orações independentes,


coordenadas entre si, mas sem nenhuma dependência sintática.

Por Exemplo:
Saímos de manhã e voltamos à noite.

b) Composto por Subordinação: ocorre quando é constituído de um conjunto de pelo menos duas
orações, em que uma delas (Subordinada) depende sintaticamente da outra (Principal).

Por Exemplo:
Não fui à aula porque estava doente.
Oração Principal Oração Subordinada

c) Misto: quando é constituído de orações coordenadas e subordinadas.

Por Exemplo:
Fui à escola e busquei minha irmã que estava esperando.
Oração Coordenada Oração Coordenada Oração Subordinada

Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordinada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra
que dela dependa.

Por Exemplo:
Fui ao mercado e comprei os produtos que estavam faltando.
Oração Coordenada (1) Oração Coordenada (2) (Com relação à 1ª.) e Oração Principal (Com
relação à 3ª.) Oração Subordinada (3)

PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO

Já sabemos que num período composto por coordenação as orações são independentes e
sintaticamente equivalentes.

Observe:

As luzes apagam-se, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo.


O período é composto de três orações:

As luzes apagam-se;
abrem-se as cortinas;
e começa o espetáculo.
As orações, no entanto, não mantêm entre si dependência gramatical, são independentes. Existe
entre elas, evidentemente, uma relação de sentido, mas do ponto de vista sintático, uma não depende
da outra. A essas orações independentes, dá-se o nome de orações coordenadas, que podem ser
assindéticas ou sindéticas.

A conexão entre as duas primeiras é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por
uma vírgula. Entre a segunda e a terceira, é feita pelo uso da conjunção "e". As orações coordenadas
que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem conjunção, são chamadas assindéticas. É o
caso de "As luzes apagam-se" e "abrem-se as cortinas". As orações coordenadas introduzidas por uma
conjunção são chamadas sindéticas. No exemplo acima, a oração "e começa o espetáculo" é
coordenada sindética, pois é introduzida pela conjunção coordenativa "e".

Obs.: a classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-
semântico da relação que se estabelece entre as orações.

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Classificação das Orações Coordenadas Sindéticas

De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser:
aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.

a) Aditivas

Expressam ideia de adição, acrescentamento. Normalmente indicam fatos, acontecimentos ou


pensamentos dispostos em sequência. As conjunções coordenativas aditivas típicas são "e" e "nem" (=
e + não). Introduzem as orações coordenadas sindéticas aditivas.

Por Exemplo:
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.

As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só... mas (também),
tanto...como, e semelhantes. Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o
conteúdo da segunda oração. Veja:

Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação
social do país.
Obs.: como a conjunção "nem" tem o valor da expressão "e não", condena-se na língua culta a forma "e
nem" para introduzir orações aditivas.

Por Exemplo:
Não discutimos várias propostas, nem (= e não) analisamos quaisquer soluções.

b) Adversativas

Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior,
estabelecendo contraste ou compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela,
empregam-se: porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante, nada
obstante. Introduzem as orações coordenadas sindéticas adversativas.

Veja os exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
Tens razão, contudo controle-se.
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava.
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.
Saiba que:

- Algumas vezes, a adversidade pode ser introduzida pela conjunção "e". Isso ocorre normalmente em
orações coordenadas que possuem sujeitos diferentes.

Por Exemplo:
Deus cura, e o médico manda a conta.
Nesse ditado popular, é clara a intenção de se criar um contraste. Observe que equivale a uma frase do
tipo: "Quem cura é Deus, mas é o médico quem cobra a conta!"

- A conjunção "mas" pode aparecer com valor aditivo.

Por Exemplo:
Camila era uma menina estudiosa, mas principalmente esperta.

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c) Alternativas

Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além
dela, empregam-se também os pares: ora... ora, já... já, quer... quer..., seja... seja, etc. Introduzem as
orações coordenadas sindéticas alternativas.

Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.
Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer" está coordenando entre si duas orações que, na verdade,
expressam concessão em relação a "Estarei lá". É como disséssemos: "Embora você não permita,
estarei lá".

d) Conclusivas

Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração anterior. As conjunções típicas são: logo,
portanto e pois (posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo
que, em vista disso, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas conclusivas.

Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.

e) Explicativas

Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na declaração anterior. As
conjunções que merecem destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo).
Introduzem as orações coordenadas sindéticas explicativas.

Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Atenção:

Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiais
causais. Observe a diferença entre elas:

- Orações Coordenadas Explicativas: caracterizam-se por fornecer um motivo, explicando a oração


anterior.

Por Exemplo:
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da criança não poderia ser a causa de
sua doença.)
- Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do fato.

Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do emprego é a causa da tristeza de
Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que
esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.

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EXERCÍCIOS

I – Exercícios sobre FRASE, ORAÇÃO e 12. ( ) Campo Grande, no coração da gente!


PERÍODO: 13. ( ) “...Pátria amada, Brasil!”
1) Classifique os períodos colocando PS para
período simples e PC para o período composto: II – Classifique as orações coordenadas:
a) ( ) Dei bobeira e comprei a passagem direto 1.Já deve ser tarde, porque o sol está bem forte.
para o Rio. 2. Somente deixei de ser candidato a presidente pelo
b) ( ) Antes os índios eram os donos da terra. PMDB, porquanto todas as portas se fecharam.
c) ( ) Chegou ao bar, dançou, cantou, bebeu e foi 3. Fomos assaltados, porque minhas joias sumiram.
embora. 4. Todos trabalham , portanto devem estar cansados.
d) ( ) Eu sou o cara, mais dorminhoco do mundo. 5. Vivo só por opção; não tenho, portanto, do que
e) ( ) Você está triste. reclamar.
f) ( ) Eu quero que você me acorde quando o 6. Nos tempos de campanha política, ou você toma
ônibus chegar partido de alguém ou simplesmente se omite.
g) ( ) Atenção, vou contar uma piada. 7. Os alunos do colégio estão insatisfeitos com
h) ( ) Inventei aquela desculpa porque não achei aquele professor; logo, haverá problemas entre eles.
outra melhor. 8. Hoje, não só estamos atentos aos
i) ( ) O estudo nos traz benefícios. desdobramentos dos fatos, mas também exigimos
j) ( ) O amor constrói e o ódio destrói. mais dos governantes.
K) ( ) Cuidado com nossas crianças. 9. Tenha um pouco mais de calma, pois tudo vai
l) ( ) Tudo voltou ao que era antes. melhorar para você.
m) ( ) Minha mãe usa óculos, a sua não usa. 10. Sempre fala de você com saudade, todavia há
n. ( ) Deus fez você para a vida. um pouco de mágoa.
o. ( ) Lá vai ele para o mundo. 11. Visitamos os principais pontos da capital; não
p. ( ) Todo casal briga um dia na vida. conhecemos, entretanto, o Pátio do Colégio.
q. ( ) O menino, muito educadamente, despediu-se. 12. Pare, olhe, atravesse.
r. ( ) Deus fez a lua que ilumina nossa estrada. 13. Hoje ele não fala nem se mexe.
s. ( ) Os dois eram parceiros inseparáveis. 14. João viajará no mês que vem, pois está com a
agenda cheia.
2) Indique nos parênteses o número de ações dos 15. João viajará no mês que vem; está com a
períodos abaixo: agenda cheia, pois.
a) ( ) O passageiro deu um pulo da cadeira e voou 16. Geou durante a madrugada, porque as plantas
no pescoço do cobrador e aí começou a briga. estão queimadas.
b) ( ) Segura daqui, pega dali, solta acolá, armou- 17. Bem aventurados os que ficam, porque eles
se um circo espetacular. serão recompensados.
c) ( ) O passageiro nem se mexe. 18. A casaca estava remendada, mas estava limpa.
d) ( ) Fico muito nervoso quando me acordam. 19. Ambos se amavam, contudo não se falavam.
e) ( ) Pelo jeito vai ser um belo dia. 20. Todo mundo trabalhando: ou varrendo o chão ou
f) ( ) Dia seguinte, seis e pouco da manhã, o ônibus lavando as vidraças.
para na rodoviária de Goiânia. [Link] o zoológico ou passeamos pela
g) ( ) Quando sou acordado, fico uma fera. cidade?
h) ( ) O ônibus vai para Belo Horizonte. 22. O zoológico faz 24 anos, portanto tem de
i) ( ) O passageiro ficou muito nervoso com o comemorar.
trânsito. 23. O zoológico tem de comemorar, pois fez 24 anos.
j) ( ) O passageiro acorda sonolento, limpa os
olhos, coça o peito e olha para o lado de fora. III – EXERCÍCIOS FUNRIO:

3) Coloque “F” naqueles enunciados que forem 01. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) O primeiro
apenas frases e “O” para os que forem orações: parágrafo da crônica “O Verão e as Mulheres”, de
1. ( ) Que piada engraçada! Rubem Braga, diz: “Talvez tenha acabado o verão.
2. ( ) Silêncio! Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o
3. ( ) Não pise na grama. céu está limpo e o sol é muito claro.
4. ( ) Todos começaram a rir. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas.
5. ( ) Atenção! As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado
6. ( ) Por favor, dê-me um cigarro. o verão.”
7. ( ) Boa noite! Observando-se as orações e períodos
8. ( ) O dia amanheceu nublado. existentes no parágrafo acima, pode-se reconhecer
9. ( ) Com licença. que o cronista escreveu
10. ( ) Deixe-me passar! A) três períodos simples e dois períodos compostos.
11. ( ) Chuva e sol, casamento de espanhol.
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B) quatro períodos simples e dois períodos D) A penúltima frase do parágrafo repete a ideia de
compostos. totalidade como argumento afirmativo da caridade
C) quatro períodos e nove orações. das pessoas.
D) cinco períodos e sete orações. E) A combinação de MAS e NO ENTANTO tem valor
E) cinco períodos e oito orações. expressivo de reforço da ideia adversativa.

02. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) 4. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010)


Sobre a construção sintática do período [...] Alice no país das maravilhas
Assim, o alívio tem breve duração, e as Para filmar sua versão do clássico de Lewis
esperanças depositadas desaparecem praticamente Carroll, Tim Burton chamou a sua trupe preferida. O
no nascedouro, é CORRETO afirmar que possui eterno parceiro e alterego cinematográfico Johnny
orações Depp faz um chapeleiro racionalmente louco e
(A) justapostas. sentimental. Helena Bonham Carter interpreta uma
(B) subordinadas. rainha vermelha com problemas com a própria
(C) coordenadas. cabeça. Para incrementar o elenco, Anne Hathaway
(D) intercaladas. faz a boa rainha branca, e a ótima aposta Mia
Wasikowska, o papel título. O resto é animação, em
03. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010) 3D. Na "Alice" de Burton, assistimos a típicos
Eles furtavam, brigavam nas ruas, xingavam nomes, momentos sombrios que só o diretor sabe fazer,
derrubavam negrinhas no areal, por vezes feriam mas, apesar do extremo cuidado com cada cena e
com navalhas ou punhal homens e polícias. Mas, no diferentemente do livro original, o filme não consegue
entanto, eram bons, uns eram amigos dos outros. Se agradar a todas as faixas etárias: é infantil demais.
faziam tudo aquilo é que não tinham casa, nem pai, (Fonte: [Link] de 23/04/2010)
nem mãe, a vida deles era uma vida sem ter comida Sobre a estrutura sintática do parágrafo acima,
certa e dormindo num casarão quase sem teto. Se afirma-se:
não fizessem tudo aquilo, morreriam de fome porque I. Há sete períodos.
eram raras as casas que davam de comer a um, de II. Três períodos são simples.
vestir a outro. E nem toda a cidade poderia dar a III. O quarto período tem um verbo implícito.
todos. Pirulito pensou que todos estavam IV. A primeira oração do texto é adverbial.
condenados ao inferno. V. A última oração do texto é coordenada.
(Fonte: Capitães da Areia, de Jorge Amado. Editora
Record, 1995) Estão corretas
Qual das afirmações seguintes descreve A) apenas as quatro primeiras afirmações.
corretamente os aspectos gramaticais de uma das B) as cinco afirmações.
passagens do trecho de Jorge Amado? C) apenas as três primeiras afirmações.
A) O uso do pronome SE no início da terceira frase é D) apenas as três últimas afirmações
uma marca de oralidade tipicamente brasileira. E) apenas as quatro últimas afirmações.
B) A expressão É QUE usada na terceira frase é
expletiva e pode ser retirada do período sem prejuízo
de sentido. GABARITO:
C) A primeira frase do parágrafo gera ambiguidade 1.E/ 2.C/ 3E/ 4E/ 5
pela falta da conjunção E ao final da enumeração
verbal.

PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO

Classificação das Orações Subordinadas

As orações subordinadas dividem-se em três grupos, de acordo com a função sintática que
desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Podem ser substantivas, adjetivas ou
adverbiais. Para notar as diferenças que existem entre esses três tipos de orações, tome como base a
análise do período abaixo:

Só depois disso percebi a profundidade das palavras dele.

Nessa oração, o sujeito é "eu", implícito na terminação verbal da palavra "percebi". "A profundidade das
palavras dele" é objeto direto da forma verbal "percebi". O núcleo do objeto direto é "profundidade".
Subordinam-se ao núcleo desse objeto os adjuntos adnominais "a" e "das palavras dele ". No adjunto
adnominal "das palavras dele", o núcleo é o substantivo "palavras", ao qual se prendem os adjuntos
adnominais "as" e "dele". "Só depois disso" é adjunto adverbial de tempo.
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É possível transformar a expressão "a profundidade das palavras dele", objeto direto, em oração.
Observe:

Só depois disso percebi que as palavras dele eram profundas.

Nesse período composto, o complemento da forma verbal "percebi" é a oração "que as palavras dele
eram profundas". Ocorre aqui um período composto por subordinação, em que uma oração
desempenha a função de objeto direto do verbo da outra oração. O objeto direto é uma função
substantiva da oração, ou seja, é função desempenhada por substantivos e palavras de valor
substantivo. É por isso que a oração subordinada que desempenha esse papel é chamada de oração
subordinada substantiva.

Pode-se também modificar o período simples original transformando em oração o adjunto adnominal do
núcleo do objeto direto, "profundidade". Observe:

Só depois disso percebi a "profundidade" que as palavras dele continham.

Nesse período, o adjunto adnominal de "profundidade" passa a ser a oração "que as palavras dele
continham". O adjunto adnominal é uma função adjetiva da oração, ou seja, é função exercida por
adjetivos, locuções adjetivas e outras palavras de valor adjetivo. É por isso que são chamadas de
subordinadas adjetivas as orações que, nos períodos compostos por subordinação, atuam como
adjuntos adnominais de termos das orações principais.

Outra modificação que podemos fazer no período simples original é a transformação do adjunto
adverbial de tempo em uma oração. Observe:

Só quando caí em mim, percebi a profundidade das palavras dele.

Nesse período composto, "Só quando caí em mim" é uma oração que atua como adjunto adverbial de
tempo do verbo da outra oração. O adjunto adverbial é uma função adverbial da oração, ou seja, é
função exercida por advérbios e locuções adverbiais. Portanto, são chamadas de subordinadas
adverbiais as orações que, num período composto por subordinação, atuam como adjuntos adverbiais
do verbo da oração principal.

1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS

A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por
conjunção integrante (que, se).

Por Exemplo:
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva

Você sabe se o presidente já chegou?


Oração Subordinada Substantiva

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas


substantivas, bem como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde, como). Veja os exemplos:

O garoto perguntou qual era o telefone da moça.


Oração Subordinada Substantiva

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Não sabemos por que a vizinha se mudou.


Oração Subordinada Substantiva

Classificação das Orações Subordinadas Substantivas

De acordo com a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:

a) Subjetiva

É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Observe:

É fundamental o seu comparecimento à reunião.


Sujeito
É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Subjetiva

Atenção:

Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome " isso". Assim, temos
um período simples:

É fundamental “Isso” ou “Isso” é fundamental.

Dessa forma, a oração correspondente a "isso" exercerá a função de sujeito.

b) Objetiva Direta

A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da oração
principal.

Por Exemplo:
Todos querem sua aprovação no vestibular.
Objeto Direto

Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso)


Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta

c) Objetiva Indireta

A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração
principal. Vem precedida de preposição.

Por Exemplo:
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto

Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso)


Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na oração.

Por Exemplo:
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta

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d) Completiva Nominal

A oração subordinada substantiva completiva nominal completa um nome que pertence à oração
principal e também vem marcada por preposição.

Por Exemplo:
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal

Sentimos orgulho de que você se comportou. (Sentimos orgulho disso.)


Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal
Lembre-se:
Observe que as orações subordinadas substantivas objetivas indiretas integram o sentido de um
verbo, enquanto que orações subordinadas substantivas completivas nominais integram o sentido de
um nome. Para distinguir uma da outra, é necessário levar em conta o termo complementado. Essa é,
aliás, a diferença entre o objeto indireto e o complemento nominal: o primeiro complementa um verbo, o
segundo, um nome.

e) Predicativa

A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel de predicativo do sujeito do verbo da


oração principal e vem sempre depois do verbo ser.

Por Exemplo:
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito

Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso.)
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva "de" para realce. Veja o exemplo:

A impressão é de que não fui bem na prova.

f) Apositiva

A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum termo da oração
principal.

Por Exemplo:
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento.
Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)

Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu casamento chegasse.


Oração Subordinada Substantiva Apositiva

Saiba mais:

Apesar de a NGB não fazer referência, podem ser incluídas como orações subordinadas substantivas
aquelas que funcionam como agente da passiva iniciadas por "de" ou "por" , + pronome indefinido. Veja
os exemplos:

O presente será dado por quem o comprou.

O espetáculo foi apreciado por quantos o assistiram .

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EXERCÍCIOS

I. Classifique as orações subordinadas como 20- Lembrou-se de que ainda não entregara a
Subjetivas ou Objetivas Diretas: pesquisa ao professor.
1. Não entendi se ela vai à festa hoje à noite. 21- O problema é que ele não entregou nenhuma
2. Convém que Cristo cresça mais e mais. documentação no prazo exigido.
3. Parece que eles entenderam a matéria. 22- Estou convencida de que ele é seu namorado.
4. Estão falando que ela não vai. 23- Eu lhe disse apenas isto: que não se
5. Percebe-se como tudo era conduzido por ele. aborrecesse com ela.
6. Percebi como tudo terminaria. 24- A tendência é que você brilhar ainda mais.
7. O Presidente informou aos presentes que não 25- Vi quando ele chegou.
renunciaria. 26- Nesta empresa, é necessário que se estabeleça
8. Comunicou-lhes como queria o trabalho. regras.
9. Não se nota que, na vida, as mentiras sempre 27- Minha vontade é que alegre o ambiente.
serão reveladas. 28- José reconhece que errou nos últimos dias.
10. Quem avisa amigo é! 29- Lembrei-me do quanto você me amava.
30- Todos querem isso: que a paz mundial impere.
II. Classifique as orações subordinadas como 31- Não se sabe se haverá aula na próxima 2ª feira.
Objetivas Indiretas ou Completiva Nominal: 32- Alguém nos dissera que José havia falhado nas
1. Levo a leve impressão de que não agradei. intenções.
2. Só gosto de quem gosta de mim. 33- Consta que as aulas se prolongarão até o dia 30.
3. O gerente era favorável a que demitissem o rapaz. 34- Diz-se que não haverá programa de televisão.
4. O presidente informou os presentes de que não 35- Dizem que todos chegaram cedo à reunião.
renunciaria.
5. Aconselho-o a que trabalhe mais. IV – EXERCÍCIOS FUNRIO:
6. Sê grato a quem te ensina. 01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Assinale a
7. Fabiano tinha a certeza de que não se abaria tão alternativa em que se classifica corretamente a
cedo. oração sublinhada:
8. Daremos o prêmio a quem o merecer. A) Sabe-se que ela tem sido abjeta. (oração
9. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. subordinada substantiva subjetiva).
10. À noite, tive conhecimento da chegada dos meus B) ... comparam esse tipo de censura ao que foi feito
primos. no caso do Irã” ... (oração subordinada substantiva
objetiva direta).
III. Classifique as Orações Subordinadas C) ... jornalistas americanos que vêm ao patropi a
Substantivas: convite...” (oração subordinada substantiva
1- Eu sei que vou te amar. completiva nominal).
2- Lembrei-me de que hoje sairemos juntos. D) ... sob o argumento de que chocariam as
3- É preciso que a saudade desenhe tuas linhas pessoas. (oração subordinada substantiva objetiva
perfeitas. indireta).
4- O problema é que não sei inglês. E) ... fim para aqueles que desvendaram o caso
5- É obvio que eu estudei para o exame. Watergate. (oração subordinada substantiva
6- Não sabia que você morava tão longe. apositiva).
7- É necessário que você estude.
8- Era esperado que todos se reabilitassem. 02. (IF-PA/ Administrador/ 2016)
9- O importante é que todos se inscrevam ainda “Os comerciantes que desejam estar atentos e
hoje. fortes, em um mercado altamente competitivo e
10- Todos desejam que haja paz no mundo. acirrado pela retração econômica, já sabem de cor e
11- O orgulho o impedia de que reconhecesse o erro. salteado o beabá das ferramentas do marketing
12- O grande mal é que muitas pessoas não se promocional. O diretor do grupo Albero conta que
cuidam. todas as lojas oferecem degustação dos produtos em
13- Temos necessidade de que algumas leis sejam lançamento, com profissionais especializados para
alteradas. orientar e tirar as dúvidas dos consumidores.”
14- Ninguém percebeu que o cantor desafina. (JORNAL DO COMMERCIO, 06 de abril de 2016)
15- Opinei favoravelmente a que o escolhessem. O trecho acima contém dois períodos, o segundo
16- O réu declarou apenas isto: que agira em deles emprega, na segunda oração, uma oração
legítima defesa. A) absoluta.
17- Ele disse que ia tomar alguma providência? B) coordenada sindética aditiva.
18- É certo que ele terá os refrigerantes para o C) subordinada adjetiva restritiva.
almoço. D) subordinada substantiva apositiva.
19- Espero que você se divirta bastante nas férias. E) subordinada substantiva objetiva direta.

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03. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) As “Era um gosto ver o Quincas Borba fazer o
comunicações que partem dos órgãos públicos imperador nas festas do Espírito Santo”.
federais devem ser compreendidas por todo e Nele, é possível perceber que
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse I. existe um sujeito de natureza oracional, ligado ao
objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem verbo de ligação “era”.
restrita a determinados grupos. Não há dúvida de II. “nas festas do Espírito Santo” é um adjunto
que um texto marcado por expressões de circulação adverbial de lugar.
restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares III. o verbo “fazer”, em geral empregado como
ou o jargão técnico, tem sua compreensão transitivo direto, está sendo usando com
dificultada. (Manual de Redação da Presidência da transitividade indireta.
República) IV. a palavra “gosto” funciona como núcleo do sujeito
Sobre o trecho transcrito acima é correto simples.
afirmar que seu terceiro período tem uma oração Estão corretas apenas as afirmações:
A) subordinada adjetiva. A) II e III. D) I e II.
B) reduzida de particípio. B) I e III. E) III e IV.
C) subordinada adverbial. C) II e IV.
D) coordenada assindética.
E) subordinada substantiva.
Gabarito:
04. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa) 1A/ 2E/ 3E/ 4D/
Observe, com atenção, o período abaixo:

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele
equivale. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal
do antecedente. Observe o exemplo:

Esta foi uma redação bem-sucedida.


Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível
formarmos outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo papel. Veja:

Esta foi uma redação que fez sucesso.


Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
Perceba que a conexão entre a oração subordinada adjetiva e o termo da oração principal que ela
modifica é feita pelo pronome relativo que. Além de conectar (ou relacionar) duas orações, o pronome
relativo desempenha uma função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que seria exercido
pelo termo que o antecede.

Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se o modo verbal da segunda
oração.

Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas

Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas podem
atuar de duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a que
se referem, individualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, sendo chamadas
subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe ou amplificam
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido, as quais denominam-se
subordinadas adjetivas explicativas.

Exemplo 1:

Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um homem


que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva

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Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra
"homem": trata-se de um homem específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se
refere a todos os homens, mas sim àquele que estava passando naquele momento.

Exemplo 2:

O homem, que se considera racional, muitas vezes age animalescamente.


Oração Subordinada Adjetiva Explicativa

Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra "homem": na
verdade, essa oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de
"homem".

Saiba que:

A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na
escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de
diferenciar as orações explicativas das restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por
vírgulas; as restritivas, não.

Emprego e Função dos Pronomes Relativos

O estudo das orações subordinadas adjetivas está profundamente ligado ao emprego dos pronomes
relativos. Por isso, vamos aprofundar nosso conhecimento acerca desses pronomes.

1) Pronome Relativo QUE

O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois seu emprego é extremamente amplo. Esse
pronome pode ser usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural.
Sintaticamente, o relativo "que" pode desempenhar várias funções:

a) Sujeito: Eis os artistas que representarão o nosso país.

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

Eis os artistas.
Os artistas (= que) representarão o nosso país.
Sujeito

b) Objeto Direto: Trouxe o documento que você pediu.

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

Trouxe o documento
Você pediu o documento (= que)
Objeto Direto

c) Objeto Indireto: Eis o caderno de que preciso.

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:


Eis o caderno.
Preciso do caderno (= de que)
Objeto Indireto

d) Complemento Nominal: Estas são as informações de que ele tem necessidade.

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Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:


Estas são as informações.
Ele tem necessidade das informações (= de que)
Complemento nominal

e) Predicativo do Sujeito: Você é o professor que muitos querem ser.

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

Você é o professor.

Muitos querem ser o professor (= que)

Predicativo do Sujeito

f) Agente da Passiva: Este é o animal por que fui atacado.

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

Este é o animal.

Fui atacado pelo animal (= por que)

Agente da Passiva

g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial de tempo).

Substituindo o pronome pelo antecedente, temos:

O acidente ocorreu no dia

Eles chegaram no dia. (= em que)


Adjunto Adverbial de Tempo
Observação:

Pelos exemplos citados, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido de preposição
apropriada de acordo com a função que exerce. Na língua escrita formal, é sempre recomendável esse
cuidado.

2) Pronome Relativo QUEM

O pronome relativo "quem" refere-se a pessoas ou coisas personificadas, no singular ou no plural. É


sempre precedido de preposição, podendo exercer diversas funções sintáticas. Observe os exemplos:

a) Objeto Direto Preposicionado: Clarice, a quem admiro muito, influenciou-me profundamente.

b) Objeto Indireto: Este é o jogador a quem me refiro sempre.

c) Complemento Nominal: Este é o jogador a quem sempre faço referência.

d) Agente da Passiva: O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados especialistas.

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e) Adjunto Adverbial: A mulher com quem ele mora é grega.

3) Pronome Relativo CUJO (s), CUJA (s)

"Cujo" e sua flexões equivalem a "de que", "do qual" (ou suas flexões "da qual", "dos quais", "das
quais"), "de quem". Estabelecem normalmente relação de posse entre o antecedente e o termo que
especificam, atuando na maior parte das vezes como adjunto adnominal e em algumas construções
como complemento nominal. Veja:

a) Adjunto Adnominal:

Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam essencialmente materiais. (Não consigo
conviver com pessoas / As aspirações dessas pessoas são essencialmente materiais).
b) Complemento Nominal:

O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a leitura
do livro)
Atenção:

Não utilize artigo definido depois do pronome cujo. São erradas construções como:

"A mulher cuja a casa foi invadida..." ou "O garoto, cujo o tio é professor..."

Forma correta: "cuja casa" ou "cujo tio".

4) Pronome Relativo O QUAL, OS QUAIS, A QUAL, AS QUAIS

"O qual"," a qual"," os quais" e "as quais" são usados com referência a pessoa ou coisa. Desempenham
as mesmas funções que o pronome "que"; seu uso, entretanto, é bem menos frequente e tem se
limitado aos casos em que é necessário para evitar ambiguidade.

Por Exemplo:

Existem dias e noites, às quais se dedica o repouso e a intimidade.


O uso de às quais permite deixar claro que nos estamos referindo apenas às noites. Se usássemos a
que, não poderíamos impor essa restrição. Observe esses dois exemplos:

a) Sujeito:

Conhecemos uma das irmãs de Pedro, a qual trabalha na Alemanha.


Nesse caso, o relativo a qual também evita ambiguidade. Se fosse usado o relativo que, não seria
possível determinar quem trabalha na Alemanha.

b) Adjunto Adverbial:

Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual às vezes gosto de um bom cochilo.
A preposição sobre, dissilábica, tende a exigir o relativo sob as formas " o / a qual", "os / as quais",
rejeitando a forma "que".

5) Pronome Relativo ONDE

O pronome relativo "onde" aparece apenas no período composto, para substituir um termo da oração
principal numa oração subordinada. Por essa razão, em um período como "Onde você nasceu?", por
exemplo, não é possível pensar em pronome relativo: o período é simples, e nesse caso, "onde" é
advérbio interrogativo.

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Na língua culta, escrita ou falada, "onde" deve ser limitado aos casos em que há indicação de lugar
físico, espacial. Quando não houver essa indicação, deve-se preferir o uso de em que, no qual (e suas
flexões na qual, nos quais, nas quais) e nos casos da ideia de causa / efeito ou de conclusão.

Por Exemplo:
Quero uma cidade tranquila, onde possa passar alguns dias em paz.
Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera.

6) Pronome Relativo QUANTO, COMO, QUANDO

a) Quanto, quantos e quantas: são pronomes relativos que seguem os pronomes indefinidos "tudo",
"todos" ou "todas". Atuam principalmente como sujeito e objeto direto. Veja os exemplos:

Tente examinar todos quantos comparecerem ao consultório. (Sujeito)


Comeu tudo quanto queria. (Objeto Direto)

b) Como e quando: exprimem noções de modo e tempo, respectivamente. Atuam, portanto, como
adjuntos adverbiais de modo e de tempo.
Exemplos:
É estranho o modo como ele me trata.
É a hora quando o sol começa a deitar-se.

EXERCÍCIOS

I. Sublinhe a oração subordinada adjetiva, circule o colidiu com o carro”. Em relação ao termo “o qual”, é
pronome relativo e dê a Função Sintática do referido correto afirmar que
Pronome Relativo [que] (sujeito, predicativo do A) promove a coerência textual apontando o termo
sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento que o precede, sendo portanto catafórico.
nominal, agente da passiva e adjunto adverbial): B) é tido como sujeito da frase, uma vez que substitui
tal termo.
01. Desapareceu a dor de que tanto reclamava. C) pode ser substituído por “cuja” sem comprometer
02. Comprei a casa que você indicou. a coesão textual.
03. Poucos conhecem o artista que sou. D) é pronome relativo e pertence à segunda oração
04. Estudamos os autores que formam um dos do período destacado.
grupos românticos. E) é pronome relativo, portanto, não poderia referir-
05. Não encontrei o livro a que te referiste. se a um substantivo.
06. Recolha o material que está sobre a mesa.
07. Ainda não vi o filme a que você se refere. 02. (Psicólogo / MJ/ 2009) O Trecho “Tanto pior
08. Há pessoas que sofrem pelos outros. para os que não o compreendam.“ na oração “que
09. Encontrei o garoto que você estava procurando. não o compreendam”, o conector desempenha a
10. O motor trabalhava com a força de que era mesma função sintática que o da opção
capaz. A) “Quero ver do alto o horizonte, / que foge sempre
11. Você não é aquele que parece de mim”.
12. Não é este o lugar a que eles se referem? B) “De novo concentrou a atenção no que a amiga
13. Quais são as frases que você errou. lhe dizia”.
14. Comprei o livro que estava em liquidação. C) “Reduze-me ao pó que fui”.
15. A loja em que comprei o vestido estava em D) “Deem-me as cigarras que eu ouvi menino”.
liquidação. E) “Já não se lembra da picardia que me fez?”.
16. Devolveu os ingressos que havia comprado.
17. As pinturas que faço me dão prazer. 03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
18. Gostei da roupa que você comprou. Está correto o emprego da expressão destacada
19. O homem rico que ele era, hoje passa por entre parênteses, ao final da frase
dificuldades. A) Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a
20. Voltarei a ser a boa aluna que eu era. que o cronista se entregaria com amor. (a que)
B) Ele julga ridícula a tira de pano colorido do qual se
II. EXERCÍCIOS FUNRIO pretende ficar elegante. (do qual)
01. (PRF/2009) Do texto I, considere apenas o C) A pessoa cujo o nome anotamos, significará de
trecho: “...o caminhão com placa do Rio Grande do fato algo para nós? (cujo o)
Norte, o qual a Polícia recolheu ao depósito,
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D) Com que providências haveremos de tomar, para empregado a fim de estabelecer uma coesão
mudar nossa vida? (Com que) anafórica com a seguinte palavra:
E) O ribeirão e o boi, aos quais o cronista deseja (A) traço.
pactuar, são exemplos de simplicidade (aos quais) (B) cidade.
(C) permanece.
04. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) No (D) história.
trecho Aconteça o que acontecer a uma cidade no
curso de sua história, há um traço que permanece
constante[...], o pronome relativo sublinhado foi GABARITO:
1D/ 2A/ 3A/ 4A/ 5

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS

Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto adverbial do verbo da
oração principal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição,
hipótese, etc. Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções subordinativas (com
exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a
introduz.

Por Exemplo:
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Oração Subordinada Adverbial
Observe que a oração em destaque agrega uma circunstância de tempo. É, portanto, chamada de
oração subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indicam uma
circunstância referente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da exata
compreensão da circunstância que exprime. Observe os exemplos abaixo:

Naquele momento, senti uma das maiores emoções de minha vida.


Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.
No primeiro período, "naquele momento" é um adjunto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal
"senti". No segundo período, esse papel é exercido pela oração "Quando vi a estátua", que é, portanto,
uma oração subordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, pois é introduzida por uma
conjunção subordinativa (quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicativo ("vi", do pretérito
perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la, obtendo-se:

Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de minha vida.


A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma das formas nominais do verbo ("ver" no infinitivo)
e não é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma preposição ("a", combinada com o
artigo "o").

Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais é feita do mesmo modo que a classificação
dos adjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.

Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordinadas Adverbiais

a) Causa

A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do que
se declara na oração principal. "É aquilo ou aquele que determina um acontecimento".

Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE


Outras conjunções e locuções causais: como (sempre introduzido na oração anteposta à oração
principal), pois, pois que, já que, uma vez que, visto que.

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Exemplos:
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento), é sempre consultado. (Oração
Reduzida de Infinitivo)

b) Consequência

As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem um fato que é consequência, que é efeito
do que se declara na oração principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma
que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas estruturas tão... que, tanto... que, tamanho... que.

Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)

Exemplos:
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de Infinitivo)
Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo.
c) Condição

Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. As orações
subordinadas adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe
de se realizar o fato expresso na oração principal.

Principal conjunção subordinativa condicional: SE


Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a
menos que, sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).

Exemplos:
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.
Não saia sem que eu permita.
Conhecendo os alunos (= Se conhecesse os alunos), o professor não os teria punido. (Oração
Reduzida de Gerúndio)

d) Concessão

As orações subordinadas adverbiais concessivas indicam concessão às ações do verbo da oração


principal, isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A ideia de concessão está
diretamente ligada ao contraste, à quebra de expectativa.

Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA


Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locuções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem
que, posto que, apesar de que.

Observe este exemplo:


Só irei se ele for.
A oração acima expressa uma condição: o fato de "eu" ir só se realizará caso essa condição for
satisfeita.

Compare agora com:

Irei mesmo que ele não vá.

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A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de qualquer maneira, independentemente de
sua ida. A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial concessiva.

Observe outros exemplos:


Embora fizesse calor, levei agasalho.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos metade da população continua à margem do
mercado de consumo.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embora não estudasse). (reduzida de infinitivo)

e) Comparação

As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem uma comparação com a ação indicada
pelo verbo da oração principal.

Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO

Por Exemplo:
Ele dorme como um urso.
Utilizam-se com muita frequência as seguintes estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos
e dos advérbios: tão... como (quanto), mais (do) que, menos (do) que. Veja os exemplos:
Sua sensibilidade é tão afinada quanto a sua inteligência.
O orador foi mais brilhante do que profundo.

f) Conformidade

As orações subordinadas adverbiais conformativas indicam ideia de conformidade, ou seja, exprimem


uma regra, um modelo adotado para a execução do que se declara na oração principal.

Principal conjunção subordinativa conformativa: CONFORME


Outras conjunções conformativas: como, consoante e segundo (todas com o mesmo valor de
conforme).

Exemplos:
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais.
Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de
renda.

g) Finalidade

As orações subordinadas adverbiais finais indicam a intenção, a finalidade daquilo que se declara na
oração principal.

Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE


Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a locução conjuntiva para que.

Por Exemplo:
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada entrasse.

h) Proporção

As orações subordinadas adverbiais proporcionais exprimem ideia de proporção, ou seja, um fato


simultâneo ao expresso na oração principal.

Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: À PROPORÇÃO QUE

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Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas:
quanto maior... (maior), quanto maior... (menor), quanto menor... (maior), quanto menor... (menor),
quanto mais... (mais), quanto mais... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (menos).

Exemplos:
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.

Lembre-se:

“À medida que” é uma conjunção que expressa ideia de proporção; portanto, pode ser substituída por "à
proporção que".
Na medida em que exprime uma ideia de causa e equivale a "tendo em vista que" e só nesse sentido
deve ser usada.

Por Exemplo:
Na medida em que não há provas contra esse homem, ele deve ser solto.
Atenção: não use as formas “à medida em que” ou “na medida que”.

i) Tempo

As orações subordinadas adverbiais temporais acrescentam uma ideia de tempo ao fato expresso na
oração principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.

Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO


Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas: assim que, logo
que, todas as vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.

Exemplos:
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)

EXERCÍCIOS

I – Exercícios de análise do período: 8( ) Você pode se dar bem em Londres, contanto


Sublinhe as orações subordinadas adverbiais e que saiba inglês.
classifique-as de acordo com o código. 9( ) Como o colégio era perto, sempre íamos a pé.
(1) causal (6) consecutiva 10( ) Mal nos aproximamos da casa, o cão começou
(2) comparativa (7) final a latir.
(3) concessiva (8) proporcional 11( ) Quanto mais se debatia, mais se enredava na
(4) condicional (9) temporal rede.
(5) conformativa 12( ) O secretário mostrou-se muito cordial, mesmo
que estivesse cansado.
1( ) A preguiça gasta a vida como a ferrugem 13( ) Minha ilusão se desfez como uma bolha de
consome o ferro. sabão.
2( ) Cada um colhe consoante semeia. 14( ) Tanto vai o cântaro à bica que um dia fica.
3( ) Economizo hoje, para que não me falte amanhã. 15( ) Nossos sonhos se desfazem como as espumas
4( ) Você terá o prêmio desde que o mereça. do mar.
5( ) À proporção que se vive, aprende-se cada vez 16( ) Este ano estudei mais do que no ano passado.
mais. 17( ) A vida tornou-se mais agitada do que era
6( ) Ficaremos aqui, enquanto precisarem de nós. antes.
7( ) Resolvemos entrar no ônibus, se bem que 18( ) Ela me reconheceu apenas lhe dirigi a palavra.
estivesse lotado.

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19( ) Tanto amou Deus este mundo que lhe deu seu No fragmento “Do que a terra mais garrida// Teus
filho. risonhos, lindos campos têm mais flores”, ocorre uma
20( ) Como a estrada fosse perigosa, dirigi com construção de natureza
muito cuidado. A) causal.
21( ) Só seremos fortes, caso permaneçamos B) comparativa.
unidos. C) concessiva.
22( ) Como você já sabe, eu não disponho de D) conformativa.
recursos. E) proporcional.
23( ) Como estivesse muito cansado ontem, fui
deitar cedo. 04. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016)
24( ) Ninguém é tão pobre que não possa fazer No trecho a seguir, o conectivo em destaque assume
algum bem. um determinado valor semântico.
25( ) Naquela ilha, segundo afirmam, há um tesouro “Como as pessoas esqueceram ou negligenciaram o
enterrado. aprendizado das capacidades necessárias para
26( ) Posso emprestar-lhe o meu CD, uma vez que o conviver com a diferença, não é surpreendente que
devolva até sábado. elas experimentem uma crescente sensação de
27( ) Uma vez que a noite se aproximava, voltamos horror diante da ideia de se encontrar frente a frente
para casa. com estrangeiros.”
28( ) Creia no bem, ainda que o mal prevaleça. Assim, nesse trecho, o conectivo “como” assume o
29( ) Os portões foram abertos para que todos sentido de
entrassem. (A) concessão.
30( ) O jornal, como sabemos, é um grande veículo (B) modo.
de comunicação. (C) proporção.
(D) causa.
II – EXERCÍCIOS FUNRIO: 05. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012)
01. (PRF/2009) “Um importante aspecto da Assinale a alternativa que contém exemplo de
experiência dos outros na vida cotidiana é o caráter oração subordinada adverbial concessiva.
direto ou indireto dessa experiência. Em qualquer A) Estabeleceu-se que, se ambas as margens dos
tempo é possível distinguir entre companheiros com estabelecimentos ribeirinhos pertencessem à mesma
os quais tive uma atuação comum situações face a nação, só ela poderia navegar pelo canal.
face e outros que são meros contemporâneos, dos (Capistrano de Abreu)
quais tenho lembranças mais ou menos detalhadas, B) Triste, triste foi a nossa vida posto que o riso
ou que conheço simplesmente de oitiva. Nas viesse palidamente à flor dos nossos lábios, como
situações face a face tenho a evidência direta de um raio de sol atravessando nuvens tempestuosas.
meu companheiro, de suas ações, atributos, etc. Já o (Coelho Neto)
mesmo não acontece no caso de contemporâneos, C) E preciso não te esqueceres que entrementes
dos quais tenho um conhecimento mais ou menos continuei estudando o meu malaio, isto é, o tal
dignos de confiança.” javanês – além do alfabeto, é claro. (Lima Barreto)
No trecho “Já o mesmo não acontece no caso de D) Na imperceptível claridade que chegava da rua,
contemporâneos, dos quais tenho um conhecimento entrevia o meu braço, a minha mão, um pouco de
mais ou menos dignos de confiança.” (linhas 10 a outra mão, e depois a escuridão espessa. (Raul
13), a palavra "já" pode ser substituída, sem Pompeia)
alteração de sentido, por E) Quem viaja atento às impressões íntimas,
A) entretanto. estremece, mau grado seu, ao ouvir nesse momento
B) como. de saudades o tanger de um sino muito, muito ao
C) à medida que. longe. (Visconde de Taunay)
D) se.
E) quando. 06. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
alternativa que mostra um período cuja segunda
02. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) Em “Muito oração tem valor adverbial em relação à primeira.
pior é ficar manipulando grosseiramente as A) Quando ela chegou, o público vaiou muito.
informações, fingindo posição neutra, uma pretensa B) Segundo dispõe o contrato, a dívida vence
defesa da Democracia.”, a oração reduzida de amanhã.
gerúndio expressa sentido C) Admitia-se que a construção não ficasse
A) concessivo. terminada a tempo.
B) modal. D) Ainda que não tragam o nosso almoço,
C) consecutivo. continuaremos o trabalho.
D) condicional. E) O espanto da plateia aumentava à medida que
E) temporal. transcorria o seu discurso.

03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) 07. (IFPI/ Administrador/ 2014)

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Observe as reescrituras propostas a seguir e “Com o início da transmissão digital no Brasil, as


assinale a única que conserva o valor sintático- mudanças serão tão grandes que a caixa quadrada
semântico que vincula as duas primeiras orações do parecerá um novo aparelho”.
seguinte fragmento “Como sempre, a equipe O elemento central desse período é o trecho
ganhará reforço para mostrar diariamente ao leitor o sublinhado, que se refere à dimensão das mudanças
que acontecerá na cidade histórica.” na TV. Esse elemento está colocado
A) Como sempre, a equipe ganhará reforço quando estrategicamente no meio da frase, pois se relaciona
mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá na sintática e semanticamente com os outros dois
cidade histórica. segmentos: o que está à sua esquerda (“com o início
B) Como sempre, a equipe ganhará reforço sob pena da transmissão digital no Brasil”) combina
de mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá na ___________ e ___________; o que está à
cidade histórica. sua direita (“que a caixa quadrada parecerá um novo
C) Como sempre, a equipe ganhará reforço sempre aparelho”) denota ______________.
que mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá Completam as três lacunas, respectivamente,
na cidade histórica. A) causa // tempo // consequência.
D) Como sempre, a equipe ganhará reforço a fim de B) condição // tempo // finalidade.
mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá na C) condição // oposição // conclusão.
cidade histórica. D) contraste // conclusão // comparação.
E) Como sempre, a equipe ganhará reforço à medida E) oposição // comparação // descrição.
que mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá
na cidade histórica.
Gabarito:
08. (IFBA/ Administrador/ 2014) 1A / 2B/ 3B/ 4D/ 5B/ 6E/ 7D/ 8A/ 9

Sintaxe De Concordância
Concordância Verbal e Nominal

Observe:

As crianças estão animadas.

Crianças animadas.

No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu
sujeito, as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animadas está concordando em gênero (feminino)
e número (plural) com o substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de
pessoa, número e gênero se correspondem.

Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal.

CONCORDÂNCIA VERBAL

Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito.

a) Sujeito Simples

Regra Geral

O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:

A orquestra tocou uma valsa longa.


3ª p. Singular 3ª p. Singular
Os pares que rodeavam a nós dançavam bem.
3ª p. Plural 3ª p. Plural
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Casos Particulares

Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no
momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical
é contaminada pelo significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem
forma de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.

1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados:

Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.
Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere
destaque aos elementos que formam esse conjunto.

2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe:

Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.


Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas.
Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é
obrigatório:

Por Exemplo:
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro)

3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em
conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no
plural, o verbo deve ficar o plural.

Exemplos:
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.

4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Veja:

Quais de nós são / somos capazes?


Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.
Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando
alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo

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no grupo dos omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e
nada fizeram.", frase que soa como uma denúncia.

Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular.

Por Exemplo:

Qual de nós é capaz?


Algum de vós fez isso.

5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o
verbo deve concordar com o substantivo.

Exemplos:

25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.


85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
com o número. Veja:

25% querem a mudança.


1% conhece o assunto.
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é feita com o
antecedente do pronome.

Exemplos:

Fui eu que paguei a conta.


Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.

7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural.

Por Exemplo:

Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.


Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.

Atenção:

A tendência, na linguagem corrente, é a concordância no singular. O que se ouve efetivamente, são


construções como:

"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda".
Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos:

"Ela é uma das alunas mais brilhante da sala."


A análise da construção acima torna evidente que a forma no singular é inadequada. Assim, as formas
aceitáveis são:

" Das alunas mais brilhantes da sala, ela é uma."


" Dos deputados que mais lutaram pela aprovação da emenda, ele é um".

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8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular
ou em concordância com o antecedente do pronome.

Exemplos:
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a conta.
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro.

9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.

Por Exemplo:
Vossa Excelência é diabético?
Vossas Excelências vão renunciar?

10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral.

Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse
sujeito.

Por Exemplo:

O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.


11) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoa do
singular. São verbos impessoais:

Haver no sentido de existir;


Fazer indicando tempo;
Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos:

Havia muitas garotas na festa.


Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.

b) Sujeito Composto

1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural:

Exemplos:

Pai e filho conversavam longamente.


Sujeito
Pais e filhos devem conversar com frequência.
Sujeito

2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez,
prevalece sobre a terceira. Veja:

Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.


Primeira Pessoa do Plural (Nós)

Tu e teus irmãos tomareis a decisão.

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Segunda Pessoa do Plural (Vós)

Pais e filhos precisam respeitar-se.


Terceira Pessoa do Plural (Eles)
Obs.: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um da terceira, é
possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural. Aceita-se, pois, a frase: "Tu e teus irmãos
tomarão a decisão."

3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de
concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer
concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma
obrigação.

Por Exemplo:
Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.

4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita obrigatoriamente no plural.


Observe:

Abraçaram-se vencedor e vencido.


Ofenderam-se o jogador e o árbitro.

Casos Particulares

1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar
no plural ou no singular.

Por Exemplo:

Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento.

2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no
plural ou concordar com o último núcleo do sujeito.

Por Exemplo:

Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação. No segundo
caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.

3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural
se a declaração contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos.

Por Exemplo:

Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.


Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do sujeito, ou seja,
se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular.

Por Exemplo:

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Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.


Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um)

4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no
singular, embora o plural também seja praticado.

Por Exemplo:

Um e outro compareceu / compareceram à festa.


Nem um nem outro saiu / saíram do colégio.

5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse caso, os
núcleos recebem um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de
"e". Veja:

O pai com o filho montaram o brinquedo.


O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento.

O pai com o filho montou o brinquedo.


O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
Obs.: com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez
que as expressões "com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de companhia. Na
verdade, é como se houvesse uma inversão da ordem. Veja:

"O pai montou o brinquedo com o filho."


"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado."
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda",
"não somente"..., "não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo concorda de preferência no
plural.

Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.


Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.

7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a


concordância é feita com esse termo resumidor.

Por Exemplo:

Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.


Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas.

Outros Casos

1) O Verbo e a Palavra "SE"

Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância
verbal:

a) quando é índice de indeterminação do sujeito;


b) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos
indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular.

Exemplos:

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Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.


Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Quando pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos
e indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o
sujeito da oração.

Exemplos:

Construiu-se um posto de saúde.


Construíram-se novos postos de saúde.
Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.

2) O Verbo "Ser"

A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa
concordância pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito.

O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:

a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predicativo estiver
no plural.

Exemplos:

Isso são lembranças inesquecíveis.


Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos.

b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um substantivo no plural.

Exemplos:

Nosso piquenique foram só guloseimas.


Sujeito Predicativo do Sujeito

Sua rotina eram só alegrias.


Sujeito Predicativo do Sujeito
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito.

Por Exemplo:
Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Obs.: admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um elemento sobre o
outro.

Por Exemplo:
A vida é ilusões.

c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem.

Por Exemplo:
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?

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d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda com o numeral.

Exemplos:

É uma hora.
São três da manhã.
Eram 25 de julho quando partimos.
Daqui até a padaria são dois quarteirões.
Saiba que:

Na indicação de dia, o verbo ser admite as seguintes concordâncias:

1) No singular: Concorda com a palavra explícita dia.

Por Exemplo: Hoje é dia quatro de março.

2) No plural: Concorda com o numeral, sem a palavra explícita dia.

Por Exemplo: Hoje são quatro de março.

3) No singular: Concorda com a ideia implícita de dia.

Por Exemplo: Hoje é quatro de março.

e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo ser fica no singular.

Exemplos:

Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.


Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido.
Duas semanas de férias é muito para mim.

f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este
concordará o verbo.

Por Exemplo: No meu setor, eu sou a única mulher.

Aqui os adultos somos nós.

Obs.: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo
concorda com o pronome sujeito.

Por Exemplo:

Eu não sou ela.


Ela não é eu.

g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o
verbo ser concordará com o predicativo.

Por Exemplo:

A grande maioria no protesto eram jovens.

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O resto foram atitudes imaturas.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral


substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos, pronomes
adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Basicamente, ocupa-se da relação entre nomes.

Lembre-se: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um termo da oração, e o adjetivo,


como adjunto adnominal.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais:

1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo.

Por Exemplo:

As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.

2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar
essa flexão nos seguintes casos:

a) Adjetivo anteposto aos substantivos:

- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo.

Por Exemplo:

Encontramos caídas as roupas e os prendedores.


Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.

- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no
plural.

Por Exemplo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.

b) Adjetivo posposto aos substantivos:

- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino
plural se houver substantivo feminino e masculino).

Exemplos:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se
refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o
gênero predominante quando há substantivos de gêneros diferentes.

- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural.

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Exemplos:
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).

3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:

a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador.

Por Exemplo:

Água é bom para saúde.

b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro
determinativo.

Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde.

4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere.

Por Exemplo:

Juliana as viu ontem muito felizes.

5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
DE + adjetivo, este último geralmente é usado no masculino singular.

Por Exemplo:

Os jovens tinham algo de misterioso.


6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o
nome a que se refere.

Por Exemplo:

Cristina saiu só.


Cristina e Débora saíram sós.
Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando, portanto,
invariável.

Por Exemplo:

Eles só desejam ganhar presentes.

7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas
as construções:

a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo.

Por Exemplo:

Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.

b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo.

Por Exemplo:

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Admiro as culturas espanhola e portuguesa.


Obs.: veja esta construção:

Estudo a cultura espanhola e portuguesa.


Note que ela provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, espano-
portuguesa? Procure evitar construções desse tipo.

Casos Particulares

É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É permitido


a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que
se referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).

Exemplos:

É proibido entrada de crianças.


Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.

b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o
verbo como o adjetivo concordam com ele.

Exemplos:

É proibida a entrada de crianças.


Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.

Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite


Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se
referem. Observe:

Seguem anexas as documentações requeridas.


A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.

Bastante - Caro - Barato - Longe


Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o nome a que se
referem quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais.

Exemplos:

As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)


Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)

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"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)

Meio - Meia
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se
refere.

Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.

b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.

Por Exemplo:
A noiva está meio nervosa.

Alerta - Menos

Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis.

Por Exemplo:
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.

EXERCÍCIOS CONCORDÂNCIA NOMINAL

1. Complete as lacunas abaixo com a forma 18. Considerava ______________ aquelas


apropriada do termo entre parênteses: afirmações. (inverídico)
PARTE 1 19. Havia jornais e revistas ___________ pelo chão.
1. As ______________ Maria e Joana participaram (espalhado).
do concurso. (dedicado) 20. Deu-lhe um beijo e um abraço ________.
2. Essa conversa será __________longa. (meio) (apertado).
3. Comeu somente ______________ laranja. (meio) 21. Tachou de _____ nossas declarações. (falso).
4. Viam-se ao longe ____________________ 22. Peço que torne _____________ a carta em que
mangueiras e abacateiros. (alto) qualifiquei de __________ aquelas nomeações.
5. Viam-se ao longe ____________________ (público
abacateiros e mangueiras. (robusto) e suspeito).
6. É um especialista em plantas e animais 23. Seus argumentos não pareciam ____________
_______________. (marinho) para persuadi-lo. (suficiente).
7. É um especialista em animais e plantas 24. As irmãs estavam sempre ___________ (só).
_______________. (marinho) 25. Decidiu-se que ficaria __________ à baronesa a
8. Ele mora numa casa com portões e janelas posse das ações. (assegurado).
____________. (branco) 26. O confronto das testemunhas tornou __________
9. Ele mora numa casa com janelas e portões os erros do processo anterior. (visível).
_____________. (branco) 27. Precisamos de mais disposição e _________
10. Havia______________ livros e revistas sobre a preguiça. (menos).
mesa. (muito) 28. Portou-se com _____________ lealdade e
11. Havia______________ revistas e livros sobre a coragem. (extremo).
mesa. (muito) 29. Os ____________________ prima e primo
12. Considero_________________ as atividades da chegaram antecipadamente. (ansioso)
comissão. (indispensável)
13. Julgo as atividades da comissão PARTE 2
___________________. (desnecessário) 1. Esses garotos são__________ atrevidos.
14. Escolhemos _________ hora e lugar. (mau) (bastante)
15. __________desempenho e caráter caracterizam 2. Estamos ______com nossos credores. ( quite)
sua gestão. (bom) 3. Cautela é _________. ( necessário)
16. O menino e a menina __________iniciaram o 4. As folhas _____ contêm os exercícios. (anexo)
desfile. (lindo). 5. Ela estava _________tonta. (meio)
17. Enviou-lhe __________ os dados e as 6. Ela é a _____________indicada para o cargo. (
informações ___________. (anexo, solicitado). menos)
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7. É _________________ a entrada de pessoas 24. Muito ______________ ! disseram os rapazes.


estranhas. (proibido) Estamos ________________ agora. (obrigado/quite)
8. Eles _________ o mataram. ( mesmo) 25. Acho que a goiaba que comemos esta manhã
9. ________________coisas foram ________ na estava ______________ estragada. (meio)
reunião. ( bastante – dito) 26. Faz uma hora e _____________ que ele está
10. Elas ficaram _________________________. esperando.(meio)
(bastante – agradecido) 27. A situação do país é _______________
11. Ela ficou _____ triste com o resultado. (meio) preocupante: _______________ famílias tiveram de
12. ________________as pazes , foram comemorar. vender suas terras e migrar para outros centros.
(feito) (bastante
13. ____________________grupo gostou do 28. Faça tudo com _______________ rapidez e
discurso. (todo) esteja aqui antes de __________ - dia e
14. Elas _________ organizaram o jantar. (mesmo) ________(bastante/meio/meio)
15. ________________ser humano gostaria de 29. Muitas mães de família andam
conhecer _________________mundo. (todo) _________________ desgastadas com a dupla
16. Foi ______________como certa a troca de jornada de trabalho que têm de cumprir. (meio)
direção. (dado) 30. Nos grandes negócios, é
17. É ________________ a sua presença. _____________________ cautela. (necessário).
(necessário) 31. A prudência é _____________ em qualquer
18. Não diga nada ao diretor. É ________________ atividade. (necessário)
cautela. (necessário) 32. Eles ___________ seriam os beneficiários.
19. Ela _______ organizou toda a festa. (mesma). (próprio).
20. Parecia ______________ aflita diante do 33. Ainda é ____________________ prudência.
ocorrido. (meio) (necessário)
21. Eles ____________ comunicaram à atriz que ela 34. Ainda é ______________ muita prudência.
________________ teria de tomar as providências (necessário)
necessárias(mesmo) 35. ___________________ as testemunhas, o júri se
22. As funcionárias garantiram que elas ________ reuniu para deliberar. (ouvido).
iriam fiscalizar para que seus documentos seguissem
______ à ficha. (mesmo/anexo)
23. A foto pedida segue _________________ à ficha
de cadastro da empregada. (incluso)

EXERCÍCIOS DE CONCORDÂNCIA VERBAL

I - Faça a concordância verbal correta: 14. O bando [fuçava / fuçavam] o cofre à procura de
01. Cratéus [são / é] uma cidade cearense. dinheiro.
02. Os Estados Unidos [é / são] um país 15. A maioria [está / estão] contra o aumento dos
desenvolvido. impostos.
03. Metade das alunas [fez / fizeram] o dever de 16. Foram nós quem [levamos / leva] o prejuízo com
casa. esse produto.
04. Um bloco de foliões [animavam / animava] a 17. Os Lusíadas [tornaram / tornou] Camões famoso.
festa de carnaval ontem. 18. Os Imigrantes [agradou / agradaram] as pessoas
05. Uma porção de pessoas [surgiram / surgiu] do que ali estavam.
nada. 19. O pessoal não [gostaram / gostou] do carro.
06. Um bando de ladrões [roubou / roubaram] as 20. Fui eu quem [enviei / enviou] o dinheiro.
casas de praia. 21. Vossa Senhoria [está / estais] saindo agora?
07. A maior parte dos recursos se [esgotou / 22. Vossa Senhoria me [entendeu / entendestes] mal
esgotaram]. quanto a esse assunto.
08. O povo [aplaudiu / aplaudiram] o candidato. 23. Vossa Excelência se [complicaste / complicou].
09. A multidão [invadiu / invadiram] o campo de 24. Vossa Senhoria [continuais / continua] irritado
futebol. com ela?
10. A turma [gostou / gostaram] da aula de 25. Os cardumes [subiam / subia] o mar.
anteontem. 26. Boletins nunca [teve / tiveram] acento gráfico.
11. Minas Gerais [são / é] uma bela cidade do 27. A multidão [vociferava / vociferavam] ameaças à
sudeste do país. autoridade.
12. Os Andes [fica / ficam] na América do Sul. 28. Uma equipe de policiais [prendeu / prenderam]
13. A maior parte dos carros [tinham / tinha] defeitos. os malfeitores quando [ saia/ saiam] do banco.

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29. [Chegava / Chegavam] à multidão de imigrantes Empregando o sujeito da oração no singular,


ao país. mantendo-se o sentido original da frase e
30. Mais de duas mil pessoas [acertaram / acertou] obedecendo à norma padrão da língua portuguesa
na mega sena. escrita, o predicado deverá ser
31. Mais de uma aeronave [caíram / caiu] mês A) tem essa oportunidade única de mudar o País.
passado. B) têm essa oportunidade única de mudar o País.
32. Alguns de nós [viveremos / viverão] até esse ano. C) teriam essa oportunidade única de mudarem o
33. Mais de um funcionário público [foram / foi] País.
exonerado(s) do cargo. D) tem-se essa oportunidade única de mudar o País.
34. Mais de uma pessoa se [desacatou / E) tivessem essa oportunidade única de mudar o
desacataram]. País.
35. As férias dela [é / são] um período de descanso.
36. Períodos [é / são] o sujeito da oração. 03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
37. Preocupação [é /são] coisa que ela não tem. Assinale a alternativa em que se observa a norma-
38. Metade das maçãs [estava / estavam] em padrão de concordância quer nominal quer verbal:
excelente estado(s). A) A ambições por que se sonha nasce de
39. Nenhum de nós [entendíamos / entendia] isso. necessidades comprovadamente real.
40. Mais de um político se [xingava / xingavam]. B) Ao se perseguirem os objetivos essenciais, as
41. Quais de vocês me [faria / fariam] essa gentileza. mentes se fortalecem e aprimoram.
42. Nenhuma de nós o [viu / vimos]hoje aqui. C) Em verdade, cultua-se muito pouco os ideais de
43. O São Francisco [correm / corre] para o mar. uma vida simples e naturais.
44. Foram eles quem [datilografou / datilografaram] a D) Os desejos e os compromissos vãos é de grande
carta. importâncias para o indivíduo.
45 Fomos nós que [pichou / pichamos] a parede da E) Quando houverem coisas importantes, saberemos
residência. reconhecê-las adequadamente.
46. Fui eu que [espalhei / espalhou] as fofocas.
47. Vossa Excelência [agiu / agistes] com cuidado. 04. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Quanto à
48. Montes Carlos [se localizam / se localiza] em concordância do verbo SER, a língua padrão
Minas Gerais. desaprova a seguinte construção:
49. Estados Unidos [possuem / possui] grandes A) Ontem foram sete de janeiro.
jazidas de minérios. B) Todos fomos muito distraídos.
50. Os Três Mosqueteiros [são / é] de Alexandre C) Era duas e meia da manhã e chovia.
Dumas. D) Tuas alegrias somos nós, teus filhos.
E) Na infância, tudo são mimos.
II – EXERCÍCIOS FUNRIO:
01. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) As frases 05. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016)
abaixo reúnem algumas das considerações que o Assinale a alternativa que mostra uma frase com erro
texto apresenta sobre o papel da imprensa na de concordância segundo as regras da língua-
sociedade de hoje, mas, em uma delas, a construção padrão.
sintática está em desacordo com os padrões formais A) A pesquisa linguística e o ensino de gramática
da língua. Assinale-a. normativa devem caminhar lado a lado nas aulas de
A) Não deveria haver tantas mentiras e língua.
manipulações em nome da grande pátria. B) As pesquisas realizadas por vários autores
B) Há corporações cujas pressões econômicas representam um marco divisor no campo da reflexão
levam muitos veículos a omitir informações. linguística.
C) Fazem séculos que a liberdade de expressão C) Os fatores que atuam sobre o comportamento
busca compensar as pressões do Estado. linguístico dos falantes pode ser internos ou externos
D) A maioria dos jornalistas pode ser acusada de ao sistema.
não contar a verdade para seus leitores. D) Vários estudos e pesquisas enfocam a variação
E) Os Estados Unidos votaram contra a Declaração na concordância de número como bastante geral e
Universal dos Direitos dos Povos Indígenas. bem significativa.
E) A linguística e os estudos sobre variação
02. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) contribuíram muito para concretizar uma nova prática
Observe a frase: “TODOS OS BRASILEIROS TÊM no ensino da língua.
ESSA OPORTUNIDADE ÚNICA DE MUDAR PARA
UM PAÍS MELHOR.”. GABARITO:
1C/ 2A/ 3B/ 4C/ 5C

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Sintaxe De Regência

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL

Definição:

Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus
complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que
expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.

REGÊNCIA VERBAL

Termo Regente: VERBO


A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam (objetos
diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).

O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma
preposição. Observe:

A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar.


A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado ou prazer", satisfazer.
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de "agradar a alguém".

Saiba que:

O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal
(e também nominal). As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo
dito. Veja os exemplos:

Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A
oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de
alguns verbos, e a regência culta.

Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.

Mudança de Transitividade versus Mudança de Significado

Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, apresentam mudança de significado. O


conhecimento das diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico muito importante, pois além de
permitir a correta interpretação de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a quem fala ou escreve.
Dentre os principais, estão:

AGRADAR

1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, acariciar.


Por Exemplo:
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.

2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição "a".
Por Exemplo:
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.

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ASPIRAR

1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar (o ar), inalar.


Por Exemplo:
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o.)

2) Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter como ambição.


Por Exemplo:
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a elas.)

Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais
átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)

ASSISTIR

1) Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar assistência a, auxiliar.


Por Exemplo:
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.

2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.

Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
lugar introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
Assistimos numa conturbada cidade.

CHAMAR

1) Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, solicitar a atenção ou a presença de.


Por exemplo:
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
predicativo preposicionado ou não.
Exemplos:
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.

CUSTAR

1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Por exemplo:
Frutas e verduras não deveriam custar muito.

2) No sentido de ser difícil, penoso pode ser intransitivo ou transitivo indireto.


Por exemplo:
Muito custa viver tão longe da família.
Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Intransitivo Reduzida de Infinitivo

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Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude.


Objeto Oração Subordinada Substantiva Subjetiva
Indireto Reduzida de Infinitivo
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por
pessoa. Observe o exemplo abaixo:

Custei para entender o problema.


Forma correta: Custou-me entender o problema.

IMPLICAR

1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:


a) Dar a entender, fazer supor, pressupor
Por exemplo:
Suas atitudes implicavam um firme propósito.

b) Ter como consequência, trazer como consequência, acarretar, provocar


Por exemplo:
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um povo.

2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, envolver


Por exemplo:
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.

Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição "com".
Por Exemplo:
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.

PROCEDER

1) Proceder é intransitivo no sentido de ter fundamento ou agir. Nessa segunda acepção, vem sempre
acompanhado de adjunto adverbial de modo.
Exemplos:
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.

2) Nos sentidos de ter origem ou dar início é transitivo indireto.


Exemplos:
O avião procede de Maceió.
O delegado procederá ao inquérito.

QUERER

1) Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.


Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.

2) Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar.


Exemplos:
Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.

VISAR

1) Como transititvo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Por Exemplo:
O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque.

2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a".
Exemplos:
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.
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REGÊNCIA NOMINAL
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar
em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o
regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:

Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a".Veja:

Obedecer a algo/ a alguém.


Obediente a algo/ a alguém.

Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
conhece.

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Entendido em Necessário a
Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a
Agradável a Escasso de Paralelo a
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente com Insensível a Sito em
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de
Advérbios
Longe de
Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.

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EXERCÍCIOS

01. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) Sobre A) Apenas a primeira construção está correta, pois o
o uso da preposição com no seguinte período do verbo “assistir” exige o emprego da preposição A.
texto: A arte de viver pacífica e alegremente com as B) As duas construções comprovam a flutuação no
diferenças [...], é possível afirmar que ele é uso do verbo “assistir” no português contemporâneo.
(A) inadequado e constitui um erro de regência C) A linguagem jornalística não leva em conta o
verbal. português falado, no qual o verbo “assistir” está em
(B) adequado, mas desnecessário para a correção desuso.
do período. D) Essas construções são impróprias e deveriam ter
(C) inadequado, porque reproduz uma forma o verbo “ver”, já que “assistir” significa “prestar
coloquial na escrita. assistência”.
(D) adequado e necessário, segundo as regras de E) Ambas as construções estão corretas, pois em
regência verbal. cada uma delas há um significado diferente para o
verbo “assistir”.
02. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Na frase
“Saí de casa a caminho da casa do amigo Vergara, 04. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
com quem jogava xadrez nos tempos idos”, extraída O SEBRAE dá o apoio .......... o empresário precisa.
do conto “O Batizado da Vaca”, de Chico Anysio, o Os pequenos empresários aspiram .......... sucesso
verbo JOGAR está empregado com a mesma nos negócios.
transitividade da preposição COM que o verbo usado Os microempresários visavam ........ solução de
na seguinte frase: ganhos imediatos.
A) O rapaz gostava de sair com moças mais velhas. O SEBRAE regulamenta procedimentos .......... todos
B) Sua sogra não simpatizou com a nossa família. obedecem.
C) Essas coisas apareceram com naturalidade. A alternativa que completa corretamente as lacunas
D) As regras mudaram com a chegada do novo das frases acima, segundo os padrões cultos da
chefe. regência, é
E) Cheguei à reunião com uma hora de atraso. A) de que – o –a – de que.
B) de que – o – à– que.
03. (IFBA/ Administrador/ 2014) C) que – o – da – a que.
No segundo parágrafo (Texto X do referido D) que – ao – da – que.
concurso), encontramos duas vezes o emprego do E) de que – ao – à – a que.
verbo “assistir”:
I – “vai poder assisti-lo à meia-noite”
II – “se quiser assistir a um conserto” GABARITO:
Assinale o único comentário que interpreta 1D/ 2B/ 3B/ 4E/ 5
adequadamente essas duas construções.

CRASE
Definição: Grego “crasis” = Fusão
Preposição A + A Artigo Feminino = À
Preposição A + Aquele, Aquela, Aquilo = Àquele (Aplicação do acento “crático”)

I - Macete
1. Substitua a palavra feminina por uma equivalente masculina, se o “A” do primeiro formato sofrer alteração para
“AO”, logo, haverá a crase.
Ex.: Entregue a flor a secretária.
[Frase equivalente Masculina]
Entregue o cravo ao secretário.

2. Troque o verbo “IR” pelo verbo “VOLTAR”, e fique atento a seguinte trova.
- Volto “da”: Crase há!
- Volto “de”: Crase pra quê?
Ex.: Vou a Bahia. Volto da Bahia.
Ex.: Vou a São Paulo Volto de São Paulo.

3. Na ocorrência de crase nos pronomes aquilo(s), aquele(s) e aquela(s), apenas substitua o pronome em questão
por “ele(a)”, se obtiver o “a ele(a)”, logo, haverá a crase.
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Ex.: Veja aquele monumento/ aquela praça/ aquilo.


Veja ele ela ele.
Ex.: Refiro-me àquele monumento/ àquela praça/ àquilo
Refiro-me a ele a ela a ele.

II - Quando não ocorre crase?


1) Antes de VERBO.
Ex.: A seguir, cenas dos próximos capítulos.
Voltamos a apresentar...
Televisores a partir de 50% de desconto.

2) Antes de palavras MASCULINAS.


Ex.: Iremos a cavalo.
Fomos a pé.
Gasolina a prazo.

3) Antes da maioria dos pronomes.


Ex.: Mostre o casaco a ela.
Refiro-me a Vossa Excelência.
Isso não interessa a ninguém.

Obs: Há pronomes que admitem artigo (Dona, Senhora, Senhorita, mesma, própria, outra), logo, admitirão a
crase.
Ex.: Mostre o casaco à Senhora Luíza.
Refiro-me à mesma pessoa.
Isso não interessa à outra secretária.

4) Antes de palavras femininas no plural precedidas de um “A” (no singular).


Ex.: O prêmio só foi concedido a cantoras estrangeiras.
É um assunto relativo a jornalistas especializadas.
Fui a festas quando estive em Floripa.

5) Entre palavras repetidas.


Ex.: cara a cara;
gota a gota;
frente a frente;
face a face.

III - Crase obrigatória


1) Antes de numeral específico de hora específica.
Ex.: Isso acontece a qualquer hora.
Estarei lá daqui a uma hora.
Voltarei do cemitério à meia-noite e meia.

2) Antes de locuções femininas ADVERBIAIS, PREPOSITIVAS e CONJUNTIVAS.

à tarde às moscas à frente de


à noite às ordens à imitação de
à direita às turras à semelhança de
à esquerda às vezes à moda de(*)
à beça às claras
à vista às escondidas à medida que
à chave às avessas à proporção que
à escuta às pressas
à deriva às portas
à revelia à procura de
à moda(*) à mercê de
à força à beira de
à mão à sombra de
à vontade à exceção de
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à toa à força de

IV - Crase Facultativa
1) Antes de nomes próprios femininos.
Ex.: Enviei as flores a Sílvia. => Enviei as flores a Pedro.
à Sílvia. ao Pedro.

2) Antes de pronomes possessivos.


Ex.: Refiro-me a minha mãe. => Refiro-me a meu pai.
à minha mãe. ao meu pai.

3) Após a preposição até.


Ex.: Vou até a escola. => Vou até o colégio.
até à escola até ao colégio.

V - Três palavrinhas sobre crase


1ª Palavra)
Terra
Não se usa a crase antes da palavra “terra” quando tiver o sentido de “chão duro”(desembarcar).
Ex.: Dirigiu-se a terra firme.
Os marinheiros voltaram a terra.
Voltei à terra de meus ancestrais.
A Columbia retornou à Terra.

2ª Palavra)
Casa
Não se usa a crase antes da palavra “casa” quando esta não estiver especificada.
Ex.: Dirigiu-se a casa.
Cheguei a casa.
Fui à casa da minha avó.
3ª Palavra)
Distância
Não se usa a crase antes da palavra “distância” quando esta não estiver especificada.
Ex.: O posto fica a distância.
O posto fica à distância de 100m.
O posto fica a 100m.

EXERCÍCIOS

01. (FUNAI/ Tec. Adm. / Superior/ 2009) Assim C) Comprei uma televisão de plasma a prazo.
como está adequado o emprego de À antes de "livre D) Fui a Rio Branco comprar um terno a Armani.
manifestação" (...todos têm direito à livre E) Eis o homem a cuja filha você se referiu ontem.
manifestação nas sociedades democráticas...),
também está inteiramente correto o uso da crase na 03. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) No
frase da alternativa: trecho Michael Peter Smith, durante uma viagem
A) À meia-noite, chegaram os peregrinos à pé. recente a Copenhague,[...] o vocábulo em destaque
B) Fomos levados às escondidas àquele local. não possui acento grave porque, nesse caso, trata-
C) Pedirei à V. Exa. a anotação desta ocorrência. se de um(a)
D) Para combater à manipulação, procederemos à (A) artigo definido.
revisão à noite. (B) preposição.
E) Oferecemos sanduíches à metro e vendemos à (C) contração.
varejo. (D) combinação.

02. (Psicólogo / MJ/ 2009) Assinale a opção em que 04. (IF-PA/ Administrador/ 2016) Observe estas
o “a” deve receber o acento indicativo da crase. cinco frases-título recolhidas de notícias de jornal:
A) Não comparecerei a esta cerimônia. I – TUMULTO À TOA.
B) A partir de hoje, os horários das reuniões serão II – UM NÃO À VIOLÊNCIA.
alterados. III – NOMEAÇÕES À VAREJO.
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IV – JANTARZINHO À LUZ DE VELA. B) Como a digitação do livro foi feita muito às


V – FUTEBOL À EUROPEIA. pressas, o resultado gráfico foi ruim.
Quantas delas contêm erro no emprego do C) A atriz agiu assim para não dizerem que ela anda
acento indicativo de crase? às turras com o resto do elenco.
A) uma. D) Nas próximas férias, vou às Ilhas Virgens para
B) duas. entender como funciona um paraíso fiscal.
C) três. E) Aquelas pessoas não corresponderam às
D) quatro. expectativas de seus superiores e foram demitidas.
E) cinco.
07. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010)
05. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) As placas ___ vezes ele faz ___ vezes de vítima, o que irrita
transcritas a seguir contêm erro no emprego do ____ todos que assistimos ____ cenas deploráveis
acento indicativo de crase, exceto esta: que ele protagoniza.
A) OBRAS À 500m. O emprego do acento indicativo da crase
B) PASSEIOS À CAVALO. deve ser usado em quantas das lacunas da frase
C) ABERTO À PARTIR DAS 8h. acima?
D) CRIANÇAS DE 2 À 10 ANOS NÃO PAGAM. A) em nenhuma delas.
E) NÃO CONSTRUA ÀS MARGENS DA RODOVIA. B) em três delas.
C) em duas delas.
06. (IFBA/ Administrador/ 2014) Assinale a D) em todas elas.
alternativa que emprega o acento de CRASE pela E) em apenas uma delas.
mesma razão sintática que ocorre em “Boa parte
desse tipo de literatura relaciona-se à questão do
sucesso profissional”.
A) Todos sabiam que o almoço seria servido às três
horas da tarde, pois era sábado. GABARITO:
1B/ 2D/ 3B/ 4A/ 5E/ 6E/ 7C

PONTUAÇÃO

Os sinais de pontuação, ligados à estrutura sintática, têm as seguintes finalidades:

a) assinalar as pausas e as inflexões da voz (a entoação) na leitura;

b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque;

c) esclarecer o sentido da frase, eliminando ambiguidades.

1. Vírgula

A vírgula serve para marcar as separações breves de sentido entre termos vizinhos, as
inversões e as intercalações, quer na oração, quer no período.

A seguir, indicam-se alguns casos principais de emprego da vírgula:

a) para separar palavras ou orações paralelas justapostas, i. é, não ligadas por conjunção:

Chegou a Brasília, visitou o Ministério das Relações Exteriores, levou seus documentos ao
Palácio do Buriti, voltou ao Ministério e marcou a entrevista.

Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a serem observadas na redação


oficial.

b) as intercalações, por cortarem o que está sintaticamente ligado, devem ser colocadas entre
vírgulas:

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O processo, creio eu, deverá ir logo a julgamento.

A democracia, embora (ou mesmo) imperfeita, ainda é o melhor sistema de governo.

c) expressões corretivas, explicativas, escusativas, tais como isto é, ou melhor, quer dizer, data
venia, ou seja, por exemplo, etc., devem ser colocadas entre vírgulas:

O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara, ou seja, de fácil compreensão.

As Nações Unidas decidiram intervir no conflito, ou por outra, iniciaram as tratativas de paz.

d) Conjunções coordenativas intercaladas ou pospostas devem ser colocadas entre vírgula:

Dedicava-se ao trabalho com afinco; não obtinha, contudo, resultados.

O ano foi difícil; não me queixo, porém.

Era mister, pois, levar o projeto às últimas consequências.

e) Vocativos, apostos, orações adjetivas não-restritivas (explicativas) devem ser separados por
vírgula:

Brasileiros, é chegada a hora de buscar o entendimento.

Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica.

O homem, que é um ser mortal, deve sempre pensar no amanhã.

f) a vírgula também é empregada para indicar a elipse (ocultação) de verbo ou outro termo anterior:

O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particulares. (A vírgula indica a elipse do


verbo regulamenta.)

Às vezes procura assistência; outras, toma a iniciativa. (A vírgula indica a elipse da palavra
vezes.)

g) nas datas, separam-se os topônimos:

São Paulo, 22 de março de 1991.

Brasília, 15 de agosto de 1991.

É importante registrar que constitui erro crasso usar a vírgula entre termos que mantêm entre si
estreita ligação sintática – p. ex., entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos.

Errado: O Presidente da República, indicou, sua posição no assunto.

Certo: O Presidente da República indicou sua posição no assunto.

2. Ponto-e-Vírgula

O ponto-e-vírgula, em princípio, separa estruturas coordenadas já portadoras de vírgulas internas.


É também usado em lugar da vírgula para dar ênfase ao que se quer dizer. Ex.:

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Sem virtude, perece a democracia; o que mantém o governo despótico é o medo.

As leis, em qualquer caso, não podem ser infringidas; mesmo em caso de dúvida, portanto, elas devem
ser respeitadas.

Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos
de:

I – cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;

II – incapacidade civil absoluta;

III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;

IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5o,
VIII;

V – improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4o.

3. Dois-Pontos

Emprega-se este sinal de pontuação para introduzir citações, marcar enunciados de diálogo e
indicar um esclarecimento, um resumo ou uma consequência do que se afirmou. Ex.:

Como afirmou o Marquês de Maricá em suas Máximas: "Todos reclamam reformas, mas ninguém
se quer reformar."

Encerrado o discurso, o Ministro perguntou:

– Foi bom o pronunciamento?

– Sem dúvida: todos parecem ter gostado.

Mais que mudanças econômicas, a busca da modernidade impõe sobretudo profundas alterações
dos costumes e das tradições da sociedade; em suma: uma transformação cultural.

4. Ponto-de-Interrogação

O ponto-de-interrogação, como se depreende de seu nome, é utilizado para marcar o final de uma
frase interrogativa direta:

Até quando aguardaremos uma solução para o caso?

Qual será o sucessor do Secretário?

Não cabe ponto-de-interrogação em estruturas interrogativas indiretas (em geral em títulos): O que
é linguagem oficial – Por que a inflação não baixa – Como vencer a crise – Etc.

5. Ponto-de-Exclamação

O ponto-de-exclamação é utilizado para indicar surpresa, espanto, admiração, súplica, etc. Seu
uso na redação oficial fica geralmente restrito aos discursos e às peças de retórica:

Povo deste grande País!

Com nosso trabalho chegaremos lá!

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6. Aspas

As aspas têm os seguintes empregos:

a) usam-se antes e depois de uma citação textual:

A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, no parágrafo único de seu artigo 1o


afirma: "Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente".

b) dão destaque a nomes de publicações, obras de arte, intitulativos, apelidos, etc.:

O artigo sobre o processo de desregulamentação foi publicado no "Jornal do Brasil".

A Secretaria da Cultura está organizando uma apresentação das "Bachianas", de Villa Lobos.

c) destacam termos estrangeiros:

O processo da "détente" teve início com a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962.

"Mutatis mutandis", o novo projeto é idêntico ao anteriormente apresentado.

d) nas citações de textos legais, as alíneas devem estar entre aspas:

O tema é tratado na alínea "a" do artigo 146 da Constituição.

Atualmente, no entanto, tem sido tolerado o uso de itálico como forma de dispensar o uso de
aspas, exceto na hipótese de citação textual.

A pontuação do trecho que figura entre aspas seguirá as regras gramaticais correntes. Caso, por
exemplo, o trecho transcrito entre aspas terminar por ponto-final, este deverá figurar antes do sinal de
aspas que encerra a transcrição. Exemplo: O art. 2o da Constituição Federal – "São Poderes da União,
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário." – já figurava na Carta
anterior.

7. Parênteses

Os parênteses são empregados nas orações ou expressões intercaladas. Observe que o ponto-
final vem antes do último parêntese quando a frase inteira se acha contida entre parêntese:

"Quanto menos a ciência nos consola, mais adquire condições de nos servir." (José Guilherme
Merquior)

O Estado de Direito (Constituição Federal, art. 1o) define-se pela submissão de todas as relações
ao Direito.

8. Travessão

O travessão, que é um hífen prolongado (–), é empregado nos seguintes casos:

a) substitui parênteses, vírgulas, dois-pontos:

O controle inflacionário – meta prioritária do Governo – será ainda mais rigoroso.

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As restrições ao livre mercado – especialmente o de produtos tecnologicamente avançados –


podem ser muito prejudiciais para a sociedade.

b) indica a introdução de enunciados no diálogo:

Indagado pela comissão de inquérito sobre a procedência de suas declarações, o funcionário


respondeu:

– Nada tenho a declarar a esse respeito.

c) indica a substituição de um termo, para evitar repetições:

O verbo fazer (vide sintaxe do verbo –), no sentido de tempo transcorrido, é utilizado sempre na 3a
pessoa do singular: faz dois anos que isso aconteceu.

d) dá ênfase a determinada palavra ou pensamento que segue:

Não há outro meio de resolver o problema – promova-se o funcionário.

Ele reiterou suas ideias e convicções – energicamente.

EXERCÍCIOS

01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Em “Ela, a D) A vírgula é obrigatória quando o sujeito é
mídia, pode e deve se manifestar quanto a suas composto e quando se usa a conjunção aditiva.
preferências”, as vírgulas servem para E) A primeira vírgula separa os dois núcleos do
A) separar um vocativo. sujeito; a segunda separa duas orações de sujeitos
B) destacar uma expressão resumitiva. diferentes.
C) enfatizar um termo subsequente.
D) isolar um aposto. 04. (Psicólogo / MJ/ 2009) No fragmento “Estudo
E) neutralizar um termo antecedente. realizado pela Universidade da Califórnia revela que,
embora a presença de fumantes em filmes norte-
02. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) No americanos tenha diminuído nas últimas décadas, a
fragmento “... seja um cidadão seja uma empresa – maior parte das produções continua exibindo cenas
afinal, todos têm direito à livre manifestação nas com cigarros.”, as vírgulas
sociedades democráticas –, o que tem acontecido é foram colocadas para separar a oração
lamentável sob qualquer ponto de vista.”, os A) coordenada, intercalada, introduzida por conector.
travessões foram empregados para B) subordinada adverbial concessiva intercalada à
A) indicar a mudança de interlocutor. principal.
B) isolar uma palavra. C) subordinada adverbial, anteposta à principal.
C) isolar uma explicação acessória. D) adjetiva explicativa, introduzida pelo pronome
D) enfatizar o final do enunciado. relativo que.
E) negar o que está mencionado anteriormente. E) subordinada adverbial condicional, iniciada pelo
conector “embora”.
03. (Musicoter./Pref S. João da Barra/ 2010)
“Foram lançados ovos, tomates, e uma granada de 05. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
fumo deflagrou dentro do Parlamento, que também TODOS OS BRASILEIROS DEVERIAM MUDAR
foi palco de cenas de pugilato.” PARA OUTRO PAÍS
O emprego das vírgulas nesse trecho está TODOS OS BRASILEIROS TÊM ESSA
corretamente explicado na seguinte alternativa: OPORTUNIDADE ÚNICA DE MUDAR PARA UM
A) As duas vírgulas separam os componentes de PAÍS MELHOR.
uma enumeração, sendo a segunda delas facultativa. UMA TERRA GRANDE E GENEROSA, COM
B) As duas vírgulas são empregadas pela mesma SOLO FÉRTIL, ÁGUA EM ABUNDÂNCIA,
razão sintática: há um adjunto adverbial entre elas. RECURSOS NATURAIS PRATICAMENTE
C) A segunda vírgula causa ambiguidade, pois dá a INESGOTÁVEIS.
impressão de que o substantivo tomates é um E, PARA FAZER ESSA MUDANÇA, SÓ
aposto. PRECISAMOS DE DUAS COISAS: TRABALHO E

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HONESTIDADE. C) O objetivo é combater a crescente falsa


O PAÍS NÓS JÁ TEMOS. coletivização dos planos de saúde, embora a própria
O BRASIL VAI MUDAR QUANDO O BRASILEIRO ANS admita que a mudança pode abalar, as finanças
MUDAR. das operadoras.
(Estado de São Paulo, MPM, 1989). D) Com a oferta escassa de convênios individuais e
Marque a alternativa em que a frase está familiares que funcionam, sob regras mais rígidas
inteiramente adequada no que concerne à corretores criam um CNPJ fictício e oferecem a
pontuação pessoas físicas planos empresariais mais baratos
A) Todos os brasileiros têm essa oportunidade única mas com reajustes liberados.
de mudar para um país melhor. E) Só poderão contratar esses convênios “empresas”
B) Todos os brasileiros, têm essa oportunidade única cujo CNPJ tenha, mais de 12 meses com até 30
de mudar para um país melhor. pessoas e vínculo familiar entre a maior parte dos
C) Todos os brasileiros têm, essa oportunidade única beneficiários.
de mudar para um país melhor.
D) Todos os brasileiros têm essa oportunidade, única 09. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Chamada
de mudar para um país melhor. do jornal O Tempo informa: “A edição número 10 da
E) Todos os brasileiros têm essa oportunidade única Revista Mais destaca o papel que a música exerce
de mudar para, um país melhor. para além da arte ou do lazer. Ela pode fazer uma
perfeita harmonização dos sentimentos e ser
06. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) utilizada como terapia”. Os dois períodos foram
No fragmento “Ele acendeu um fogo, esquentamos redigidos sem a presença de nenhuma vírgula, o que
um pouco junto do fogo, depois me deitei numa pode ser considerado
grande rede branca — foi um carinho ao longo de A) correto, pois ambos estão construídos
todos os músculos cansados.”, o travessão está objetivamente na ordem direta.
empregado para B) correto, pois não se pode usar vírgula em
A) atribuir novo sentido à palavra já mencionada no chamadas de jornal.
texto. C) incorreto, pois o nome da revista funciona como
B) realçar uma conclusão que sintetiza o que se aposto e devia estar entre vírgulas.
vinha dizendo. D) incorreto, pois faltou a vírgula que deveria
C) indicar, nos diálogos, a mudança de interlocutor. anteceder a conjunção aditiva.
D) ligar termos encadeados em sintagmas nominais. E) facultativo, pois o uso da vírgula é uma opção
E) neutralizar o sentido expresso na parte final de um estilística do escritor.
enunciado.
10. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) As
07. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) alternativas abaixo mostram uma notícia publicada
No fragmento retirado do texto de Rubem Braga no Jornal do Commercio de 01/05/2015 transcrita
“sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, com pontuações diferentes. Qual a única transcrição
bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.”, o que está rigorosamente correta quanto ao uso dos
emprego da vírgula se justifica por sinais de pontuação?
A) isolar adjunto adverbial quando antecipado na A) Nova York foi eleita a cidade mais popular para
frase. jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos
B) destacar termos com função sintática diversa. particularmente altos nas categorias música, filmes e
C) enfatizar palavras repetidas ainda que estilo – de acordo com uma pesquisa realizada, com
necessárias. 10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa
D) destacar as funções de vocativo e de aposto. YC sediada em Toronto.
E) separar termos que exercem a mesma função B) Nova York foi eleita a cidade, mais popular, para
sintática. jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos
particularmente altos nas categorias música, filmes e
08. (IF-PA/ Administrador/ 2016) As alternativas estilo, de acordo com uma pesquisa realizada com
abaixo mostram trechos de uma notícia publicada no 10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa
Valor Econômico de 04/03/2016 transcritos com YC, sediada em Toronto.
pontuações diferentes. Assinale a única que está C) Nova York foi eleita, a cidade mais popular para
rigorosamente correta quanto ao uso dos sinais de jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos
pontuação. particularmente altos nas categorias música, filmes e
A) A Agência Nacional de Saúde Suplementar estilo, de acordo com uma pesquisa realizada com
(ANS), vai restringir a venda de planos coletivos 10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa
empresariais de assistência médica. YC, sediada em Toronto.
B) Resolução normativa que muda regras de D) Nova York foi eleita a cidade mais popular para
contratação já foi aprovada pela diretoria da agência jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos,
e submetida à Advocacia Geral da União (AGU), particularmente, altos nas categorias música, filmes
para que seja avaliada sua legalidade. e estilo – de acordo com uma pesquisa realizada

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com 10 mil jovens, ao redor do mundo, feita pela B) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
empresa YC, sediada em Toronto. tal zelo e sempre e tanto, que mesmo em face do
E) Nova York foi eleita a cidade mais popular para maior encanto, dele se encante mais meu
jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos pensamento.
particularmente altos nas categorias música, filmes e C) De tudo ao meu amor serei atento, antes, e com
estilo, de acordo com uma pesquisa realizada com tal zelo e sempre e tanto, que, mesmo em face do
10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa maior encanto dele se encante mais meu
YC, sediada em Toronto. pensamento.
D) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
11. (IFBA/ Administrador/ 2014) Observe a tal zelo e sempre e tanto que mesmo, em face do
reprodução do trecho que encerra o primeiro maior encanto dele, se encante mais meu
parágrafo do texto: “Na contemporaneidade, o pensamento.
trabalho pode ser visto como elemento fundante na E) De tudo, ao meu amor serei atento antes, e com
constituição da identidade e, talvez por isso, tal zelo, e sempre e tanto, que, mesmo em face do
podemos visualizar conjunturas propícias para uma maior encanto dele se encante mais meu
crise identitária do trabalhador.” pensamento.
Reescrevendo-o numa outra sequência,
seria necessário empregar sinais de pontuação 13. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
diferentes. Assinale a alternativa que faz isso sem De acordo com as regras de pontuação vigentes na
comprometer o significado original. Língua Portuguesa, o adjunto adverbial antecipado
A) O trabalho pode ser visto, na contemporaneidade, para o início da frase deve ser seguido de vírgula.
como elemento fundante na constituição da Assinale a alternativa em que se exemplifica essa
identidade e podemos, talvez por isso, visualizar afirmação.
conjunturas propícias para uma crise identitária do A) O SEBRAE apoia você desde o momento que
trabalhador. você tem uma ideia, um sonho, um plano de ter um
B) O trabalho na contemporaneidade pode ser visto pequeno negócio.
como elemento fundante na constituição da B) Os técnicos do SEBRAE ajudam o candidato a
identidade e, talvez por isso, podemos visualizar, empreendedor a fazer uma análise do mercado em
para uma crise identitária do trabalhador, conjunturas que pretende atuar, dando suporte para que a nova
propícias. empresa alcance o sucesso esperado.
C) Talvez por o trabalho ser visto como elemento C) É possível encontrar o SEBRAE, que está de
fundante na constituição da identidade, podemos portas abertas para receber a sua visita e ajudá-lo a
visualizar conjunturas propícias para uma crise se tornar um empreendedor de sucesso.
identitária do trabalhador na contemporaneidade. D) Por meio de palestras, o candidato a empresário
D) Na contemporaneidade o trabalho como elemento passa a ter uma ideia mais completa sobre o que é
fundante na constituição da identidade, talvez por ser um empreendedor.
isso, pode ser visto e podemos visualizar conjunturas E) O SEBRAE, por meio de uma série de cursos, dá
propícias para uma crise identitária do trabalhador. a maior força para que os empresários se capacitem.
E) Na contemporaneidade, o trabalho pode ser visto
na constituição da identidade como elemento 14. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
fundante e podemos visualizar, talvez por isso, Matemática)
conjunturas propícias para uma crise identitária do “Aqueles que atravancam meu caminho, eles
trabalhador. passarão... e eu passarinho”
(Mário Quintana)
12. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010) O emprego de reticências presentes na frase poética
“De tudo ao meu amor serei atento de Quintana somente não serve para indicar a
Antes e com tal zelo e sempre e tanto A) ocorrência de certas inflexões de caráter
Que mesmo em face do maior encanto emocional (de alegria, de tristeza, de cólera, de
Dele se encante mais meu pensamento.” sarcasmo).
(Fonte: Poesia Completa, de Vinícius de Moraes. Editora J. B) expressão detalhada de uma enumeração
Aguilar, 2005) explicativa do ânimo do personagem-narrador.
É comum na poesia moderna a omissão dos sinais C) hesitação, surpresa, dúvida ou timidez de quem
de pontuação ao final de cada verso. Os versos de está se manifestando no espaço textual.
Vinícius de Moraes contêm apenas o ponto final, D) interrupção de uma ideia que se começou a
mas poderiam receber algumas vírgulas caso fossem exprimir, passando a considerações acessórias.
escritos, por exemplo, como frase de um texto em E) falta de completude da ideia expressa que não se
prosa. Assinale a alternativa que reescreve o texto finaliza com o término gramatical da frase.
empregando corretamente as vírgulas.
A) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
tal zelo e sempre e tanto que, mesmo em face do
maior encanto, dele se encante mais meu
pensamento.

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GABARITO:
1D/2C/ 3E/ 4B/ 5A/ 6B/ 7E/ 8B/ 9A/ 10E/ 11A/ 12A/ 13D/
14B

EXERCÍCIOS DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO - FUNRIO

(Prova de MUSICOTERAPEUTA/ Pref. de São do Barra/RJ/ 2010)


TEXTO I:
Ovos e tomates no parlamento da ucrânia

O Parlamento ucraniano transformou-se hoje, terça-feira, num campo de batalha. Membros da oposição atiraram
ovos e tomates ao presidente da câmara legislativa, que teve de se proteger com guarda-chuvas.
Em causa estava a decisão de prolongar a cedência de uma base militar ucraniana, no mar Negro, à Rússia até
2042. A proposta foi aprovada pelos deputados da coligação do recém-eleito presidente Viktor Yanukovich, e a oposição
não encontrou melhor forma de protesto.
Foram lançados ovos, tomates, e uma granada de fumo deflagrou dentro do Parlamento, que também foi palco
de cenas de pugilato.
“O dia de hoje vai ficar marcado como uma página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano”,
disse aos jornalistas a líder da oposição Yulia Tymoshenko. Os opositores do governo pretendiam que o acordo não
fosse aprovado, de forma a que os russos fossem obrigados a sair da base militar até 2017, ano em que termina o atual
acordo de cedência do espaço.
As forças governamentais defendem que a cedência da base militar é do interesse da Ucrânia, visto que vai
permitir, segundo eles, a compra de gás natural à Rússia a baixo custo.
(Jornal de Notícias – Portugal, de 27/04/2010), por Luís Pedro Carvalho

Questão 1
O texto nos permite deduzir que a base militar permanecerá sob controle da Rússia
A) pelo menos até 2042.
B) impreterivelmente até 2017.
C) tão logo a Ucrânia retire suas tropas.
D) entre 2017 e 2042.
E) enquanto os russos permitirem.

Questão 2
O último parágrafo do texto mostra, nas entrelinhas, que o interesse da Ucrânia não é apenas militar. É também
A) marxista-leninista.
B) geográfico.
C) bélico.
D) antropológico.
E) econômico.

Questão 3
“O dia de hoje vai ficar marcado como uma página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano”, disse aos
jornalistas a líder da oposição Yulia Tymoshenko.
A frase da oposicionista foi utilizada na matéria sob a forma de discurso direto. Caso o jornalista transpusesse essa
mesma frase para a forma de discurso indireto, o resultado seria:
A) A líder da oposição Yulia Tymoshenko declarou à imprensa que o dia de ontem ia ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
B) Para Yulia Tymoshenko, líder da oposição, aquele dia ficará marcado como uma página fúnebre na história da
Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
C) A líder da oposição Yulia Tymoshenko disse aos jornalistas que o dia de hoje vai ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
D) Segundo o que a líder da oposição Yulia Tymoshenko afirmou, o dia de hoje vai ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
E) Yulia Tymoshenko, líder da oposição, criticou o ato dizendo aos jornalistas que esse dia vai ficar marcado como uma
página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.

Questão 4
O Jornal do Brasil, ao noticiar o fato ocorrido no Parlamento da Ucrânia, escreveu a seguinte manchete: TRAUMATISMO

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UCRANIANO.
A manchete do jornal brasileiro exemplifica um jogo de palavras que se vale de recursos que a língua oferece na
combinação de aspectos
A) sintáticos, morfológicos e hospitalares.
B) literários, estilísticos e geográficos.
C) fonéticos, ortográficos e semânticos.
D) irônicos, críticos e jornalísticos.
E) lexicais, anafóricos e discursivos.

(Prova de Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)


TEXTO II:
Um sonho de simplicidade
Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade.
Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que
fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por
que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um
pouco, saber intrigas?
Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor me surpreendendo
assim, a escolher um pano colorido para amarrar ao pescoço.
A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se
possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água
fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça.
Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha
ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos
bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho
seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca —
foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia
caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a
conversar, entre grilos e votes distantes de animais noturnos.
Seria possível deixar essa eterna inquietação das madrugadas urbanas, inaugurar de repente uma vida de
acordar bem cedo? Outro dia vi uma linda mulher, e senti um entusiasmo grande, uma vontade de conhecer mais aquela
bela estrangeira: conversamos muito, essa primeira conversa longa em que a gente vai jogando um baralho meio
marcado, e anda devagar, como a patrulha que faz um reconhecimento. Mas por que, para que, essa eterna curiosidade,
essa fome de outros corpos e outras almas?
Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim,
nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse oficio absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas... Seria preciso
fazer algo de sólido e de singelo: tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o
corpo. mas deixasse a alma sossegada e limpa.
Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. E apenas um instante. O telefone toca. Um
momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número... Para que tomar nota? Não precisamos
tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois,
as mangueiras e o ribeirão.
(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. RJ: Record, 1983. p. 262-3)
Questão 5
Segundo o texto, o ponto de vista do narrador para que se tenha uma vida mais simples e sábia se baseia
A) na manutenção dos hábitos adquiridos durante uma vida toda de trabalho.
B) na depuração dos gostos que, reconhecidamente, sejam demasiadamente refinados.
C) no aprimoramento do espírito por meio de reflexões sistemáticas e ordenadas.
D) no cumprimento das necessidades rotineiras criadas ainda que inconscientemente.
E) numa relação direta e vital do homem com os demais elementos da natureza.

Questão 6
Leiam-se as seguintes afirmativas:
I. O cronista condiciona a realidade de uma vida mais simples ao fato de se viver sem precisar produzir nada, realizar
nada, somente devanear.
II. O cronista afirma que o sonho de simplicidade por ele proposto é próprio apenas dos literatos que se distanciam das
práticas do mundo.
III. O cronista utiliza elementos como cigarros, gravatas e telefones para melhor exemplificar a oposição entre mundo
real e sonho de simplicidade.
Está coerente com a mensagem do texto SOMENTE o que se afirmar em
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A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.

(Prova Administrador Prefeitura de Nova Iguaçu/RJ/ 2016)


TEXTO III:
Confiança e medo na cidade
As cidades contemporâneas são os campos de batalha nos quais os poderes globais e os sentidos e
identidades tenazmente locais se encontram, se confrontam e lutam, tentando chegar a uma solução satisfatória
ou pelo menos aceitável para esse conflito: um modo de convivência que – espera-se – possa equivaler a uma paz
duradoura, mas que em geral se revela antes um armistício, uma trégua útil para reparar as defesas abatidas e
reorganizar as unidades de combate.
Michael Peter Smith, durante uma viagem recente a Copenhague, em uma única hora de estrada, encontrou
pequenos grupos de imigrantes turcos, africanos e vindos do Oriente Médio, viu inúmeras mulheres árabes, algumas
veladas, outras não, notou letreiros escritos em várias línguas não europeias e, num pub inglês que ficava diante do
Tivoli, teve uma interessante conversa com o garçom irlandês. Essas experiências de campo mostram-se muito úteis –
disse Smith – quando um interlocutor insiste em dizer que o supranacionalismo é um fenômeno que diz respeito apenas
às ‘cidades globais’, como Londres ou Nova York, e tem pouco a ver com lugares mais isolados, como Copenhague.
Aconteça o que acontecer a uma cidade no curso de sua história, há um traço que permanece
constante: a cidade é um espaço em que os estrangeiros existem e se movem em estreito contato.
Componente fixo da vida urbana, a onipresença de estrangeiros acrescenta uma notável dose de inquietação às
aspirações e ocupações dos habitantes da cidade. Essa presença, que só se consegue evitar por um período bastante
curto de tempo, é uma fonte inexaurível de ansiedade e agressividade latente – e muitas vezes manifesta.
O medo do desconhecido – no qual, mesmo subliminarmente, estamos envolvidos busca
desesperadamente algum tipo de alívio. As ânsias acumuladas tendem a se descarregar sobre aquela categoria de
forasteiros escolhida para encarnar a estrangeiridade, a não familiaridade, a opacidade do ambiente em que se vive e a
indeterminação dos perigos e das ameaças. Ao expulsar de suas casas e de seus negócios uma categoria particular de
forasteiros, exorciza-se por algum tempo o espectro apavorante da incerteza, queima-se em efígie o monstro horrendo
do perigo. Ao erguer escrupulosamente cuidadosos obstáculos de fronteira contra os falsos pedidos de asilo e contra os
imigrantes por motivos puramente econômicos, espera-se consolidar nossa vida incerta, trôpega e imprevisível. Mas a
vida na modernidade líquida está fadada a permanecer estranha e caprichosa, por mais numerosas que sejam as
situações críticas pelas quais os indesejáveis estranhos são responsabilizados. Assim, o alívio tem breve
duração, e as esperanças depositadas em medidas drásticas e decisivas desaparecem praticamente no nascedouro.
Como as pessoas esqueceram ou negligenciaram o aprendizado das capacidades necessárias para conviver
com a diferença, não é surpreendente que elas experimentem uma crescente sensação de horror diante da ideia de se
encontrar frente a frente com estrangeiros. Estes tendem a parecer cada vez mais assustadores, porque cada vez mais
alheios, estranhos, incompreensíveis. E também há uma tendência para que desapareçam – se é que já existiram – o
diálogo e a interação que poderiam assimilar a alteridade deles em nossa vida. É possível que o impulso para um
ambiente homogêneo, territorialmente isolado, tenha origem na mixofobia (medo de misturar-se): no entanto, colocar em
prática a separação territorial só fará alimentar e proteger a mixofobia.
Todos sabem que viver numa cidade é uma experiência ambivalente. Ela atrai e afasta. A
desorientadora variedade do ambiente urbano é fonte de medo, em especial entre aqueles de nós que perderam seus
modos de vidas habituais e foram jogados num estado de grave incerteza pelos processos desestabilizadores da
globalização. Mas esse mesmo brilho caleidoscópico da cena urbana, nunca desprovido de novidade e surpresas,
torna difícil resistir a seu poder de sedução.
A arte de viver pacífica e alegremente com as diferenças e de extrair benefícios dessa variedade de estímulos e
oportunidades está se transformando na mais importante das aptidões que um citadino precisa aprender a exercitar.
BAUMAN, Zygmunt. Confiança e medo na cidade. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2009. (Adaptação)

Questão 7
Como recurso para tornar o texto mais expressivo, o autor Zygmunt Bauman recorre, no primeiro parágrafo, à linguagem
conotativa, manifesta principalmente no uso da metáfora. Pode-se afirmar que os campos de sentido metafóricos, nesse
caso, se concentram em motivos
(A) jurídicos.
(B) xenofóbicos.
(C) identitários.
(D) bélicos.

Questão 8
De acordo com o texto lido, adotar medidas drásticas e decisivas contra os estrangeiros é um meio ineficiente para
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(A) ampliar as fronteiras geográficas.


(B) garantir a segurança dos citadinos.
(C) proteger manifestações multiculturais.
(D) dinamizar a economia no mundo global.

Questão 9
A exclusão de estrangeiros, nos centros urbanos, segundo esse texto, deve-se prioritariamente ao fato de
(A) eles se mostrarem culturalmente alheios aos modos de vida dos países em que se estabelecem.
(B) o ideal supranacionalista das cidades globais evitar contato com imigrantes orientais e africanos.
(C) os seres humanos terem negligenciado o aprendizado de conviver com as diferenças.
(D) a alteridade dos imigrantes desestabilizar o modelo supranacionalista instaurado pela globalização.

Questão 10
O título Confiança e medo na cidade visa sintetizar a mensagem do texto sobre a
(A) ambivalência presente na experiência urbana.
(B) rejeição da alteridade dos estrangeiros.
(C) ansiedade e agressividade dos citadinos.
(D) mixofobia latente nas cidades contemporâneas.

(Prova Instituto Federal do Pará – Administrador – 2016)


TEXTO IV:
“Morei por quatro anos num lugar chamado Vila dos Cabanos, também conhecido como a Nova Barcarena,
distrito do município de Barcarena. Quase todo mês eu ia com a minha mãe para Belém, fosse para visitar os parentes
ou somente para comprar aquelas coisinhas que a gente só encontra na capital.
O barco era grande, tinha dois andares e saía do porto rumo a Belém sempre naquele vento constante. Durante
a viagem, que levava em torno de 1h10min, passávamos por diversas ilhas e, nessas ilhas, eu podia ver aquelas
casinhas lá ao longe, no meio da mata, longe de tudo. Ficava me perguntando sobre como seria a vida das pessoas que
ali moravam, se eram felizes...
Nunca consegui entender como aquelas pessoas preferiam morar no meio do nada a ficar em um centro urbano.
Hoje em dia, obviamente, meu pensamento já mudou. Algo que eu adorava ver eram aquelas enormes torres de energia
que atravessavam os rios. Achava aquilo uma coisa fantástica, linda.
(Rudá Frias, “Crônicas da Cidade Morena”)
Questão 11
O cronista diz que “obviamente” seu pensamento, hoje em dia, mudou. Por que, para ele, isso é óbvio?
A) Porque sua família sempre ia direto para Belém e não parava naquelas ilhas.
B) Porque morar em ilhas, além de desconfortável, é muito perigoso e insalubre.
C) Porque é um adulto esclarecido e dotado de senso crítico sobre a realidade amazônica.
D) Porque, quando criança, via aquelas pessoas de um modo que, agora, não considera adequado.
E) Porque os barcos ficavam à distância das ilhas e não permitiam ver a realidade como era de fato.

Questão 12
“De vez em quando, aquelas canoas passavam ao lado do barco grande, os ribeirinhos ficavam acenando e as pessoas
retribuíam o aceno – é algo bastante único, que talvez só seja encontrado na região amazônica.”
(Rudá Frias, “Crônicas da Cidade Morena”)
O comentário do narrador destaca uma cena comum na região, atestando
A) a rudeza da vida dos ribeirinhos.
B) a cordialidade entre aquelas pessoas.
C) a frieza dos passageiros do barco grande.
D) a ingenuidade dos remadores das canoas.
E) a soberba dos passageiros do barco grande.

Questão 13
“A homologação da terra indígena Cachoeira Seca pode ajudar a frear o desmatamento no norte da região conhecida
como Terra do Meio, no oeste do Pará. É o que espera o secretário executivo do Instituto Socioambiental (ISA). O
governo
federal homologou esta semana a demarcação da terra indígena e destinou a posse permanente e o usufruto exclusivo
da área aos índios Arara. O território de mais 730 mil hectares está localizado nos municípios paraenses de Altamira,
Placas e Uruará.”
(GAZETA DE SANTARÉM, 09 de abril de 2016)
A notícia dá a entender que existe uma relação direta de causa e efeito entre
A) o usufruto e a posse permanente.
B) o desmatamento e a posse permanente.
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C) a homologação e o freio ao desmatamento.


D) o freio ao desmatamento e o desmatamento.
E) o desmatamento e a municipalidade atingida.

Questão 14
“Foi tranquilo o movimento de saída da cidade, na manhã do feriado de ontem, no Terminal Rodoviário de Belém e na
Praça da Leitura, em São Brás. Na Praça, das 5 às 8h30, 12 ônibus haviam saído com lotação entre 30 e 40
passageiros e o 13º ainda aguardava por usuários para sair, perto das 9h. Não havia fila. No terminal, a única empresa a
registrar uma pequena fila no guichê era a Sucesso, com linhas para cidades do nordeste paraense, como Marudá,
Marapanim, Curuçá, Abade, Cristolândia, São João da Ponta e Vigia. Segundo um dos vendedores de bilhetes, os
municípios mais procurados na manhã desta sexta eram Marudá (28 reais), Curuçá (24 reais) e Vigia (16,50). A
expectativa era de que houvesse melhora no movimento, pela parte da tarde, devido ao fluxo natural de pessoas que
trabalham em Belém durante a semana e normalmente voltam para casa em suas cidades de origem todas as sextas-
feiras, no final da tarde.”
(O LIBERAL, 23 de abril de 2016)
Da leitura atenta da notícia, depreende-se que
A) o preço alto das passagens é um dos fatores da baixa quantidade de pessoas que viajam.
B) o turismo no nordeste paraense é incentivado pelas empresas de ônibus intermunicipais.
C) os moradores de Belém gostam de passar o fim de semana nas cidades do nordeste paraense.
D) o feriado prejudicou o movimento de venda de passagens no Terminal Rodoviário de Belém.
E) o movimento de venda de passagens intermunicipais é maior às sextas-feiras do que às quintas.

Questão 15
“Sobre o verde berço da floresta / Onde brota fauna e flora tão vibrante, / Nasceste tu, minha Belém, / Entre o leve alento
dos igarapés / E agrados de rios afluentes.” (Eduardo Neves, “Hino de Belém”)
Nesses versos iniciais do hino da cidade de Belém, encontramos a seguinte figura de linguagem:
A) antítese.
B) apóstrofe.
C) eufemismo.
D) hipérbole.
E) ironia.

(Prova de Analista do seguro social – Administrador – INSS – 2014)


TEXTO V:
Tecnologia educacional e digital no cenário contemporâneo
Elaine Turk Faria
O objetivo deste artigo é apresentar um estudo sobre as possibilidades e necessidade de utilização da tecnologia
digital nas instituições de ensino, bem como da introdução da cultura tecnológica entre alunos e professores, onde se
inclui a educação à distância e as disciplinas semipresenciais no ambiente acadêmico.
Com frequência, lemos nos jornais, revistas e na literatura científica atual o quanto nossos jovens estão
familiarizados com a tecnologia e têm facilidade no seu manuseio. Veem e Vrakking (2009) denominam os jovens desta
época de “geração homo zappiens, que cresceu usando múltiplos recursos tecnológicos desde a infância”. Para estes
autores, a geração homo zappiens é digital, e a escola é analógica. Reforçando essa posição, Marc Prensky, educador
americano, escreveu um artigo em 2001 sobre os imigrantes digitais e os nativos digitais, em que faz uma divisão entre
os que veem o computador como uma novidade e os que não imaginam a vida antes dele, pois têm contato com a
tecnologia logo após o nascimento.
Esta situação, vivenciada na sociedade contemporânea, tem implicações tanto nas escolas de educação básica
quanto nas universidades, já que este é o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos. Consequentemente, os cursos
de licenciatura, onde se inclui também o curso de Pedagogia, têm de preparar os futuros professores para atuarem neste
contexto.
[Texto adaptado]
Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas.
Maria Beatriz Jacques Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.).
Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 13.
Questão 16
Ao mencionar os “imigrantes digitais” e os “nativos digitais”, o texto os identifica, respectivamente, como
A) quem vê o computador como uma invenção recente e quem vê o computador como um recurso bastante conhecido.
B) quem vê o computador como uma inovação e quem vê o computador como algo que sempre fez parte de sua vida.
C) quem vê no computador um aliado assustador e quem vê no computador uma ferramenta de auxílio.
D) quem vê no computador uma novidade intimidativa e quem vê no computador um companheiro inseparável.
E) quem vê um computador pela primeira vez e quem vê um computador todos os dias.

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Questão 17
Uma fonte citada no texto denomina os jovens de nossos tempos como “geração homo zappiens, que cresceu usando
múltiplos recursos tecnológicos desde a infância”. O neologismo “homo zappiens” combina as formas “homo sapiens” e
“zap”, com o intuito de
A) fazer uma associação entre o hábito de se usar frequentemente o controle remoto e estar em contato com variados
recursos eletrônicos.
B) ironizar o excesso de utilização dos recursos tecnológicos por parte da juventude, que por isso mesmo pode deixar os
estudos em segundo plano.
C) mostrar que o homem, desde os tempos mais remotos, sempre avançou em busca de conhecimento, o que justifica a
metáfora com a palavra inglesa.
D) conectar criativamente a língua latina e a língua inglesa na formação de uma palavra que teria vida breve na língua
portuguesa.
E) expressar uma crítica velada aos jovens que passam mais tempo diante dos computadores do que envolvidos nas
tarefas propostas pela escola.

Questão 18
Os autores citados no texto dizem que a geração homo zappiens é digital e que a escola é analógica. Isso contrasta,
respectivamente, as atitudes de
A) sentir inquietação & sentir quietude.
B) ter voluntarismo & ter sedentarismo.
C) adquirir universalidade e produzir resistência.
D) mostrar modernidade e estar superado.
E) preferir acomodação e semear precariedade.

Questão 19
A autora do texto defende que todas as escolas dos dias de hoje precisam
I. fomentar a cultura tecnológica no corpo discente;
II. fomentar a cultura tecnológica no corpo docente;
III. incluir a educação à distância;
IV. oferecer disciplinas semipresenciais;
V. preparar professores para lidar com a tecnologia.
VI. utilizar tecnologia digital;
Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?
A) Todas as seis.
B) Apenas as quatro primeiras.
C) Apenas as quatro últimas.
D) Cinco delas.
E) Nenhuma delas.

Questão 20
No último parágrafo, a autora diz que “esta situação, vivenciada na sociedade contemporânea, tem implicações tanto
nas escolas de educação básica quanto nas universidades, já que este é o novo perfil dos estudantes e dos
acadêmicos”.
Assinale a alternativa que reescreve o trecho acima sem comprometer o significado original.
A) Como o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos é este, o que se vivencia na sociedade atual é uma situação
que tem implicações sobretudo nas escolas de educação básica e nas universidades.
B) Esta situação, que a sociedade contemporânea vivencia, tem implicações não só nas escolas de educação básica
como nas universidades, tendo em vista que este é o novo perfil tanto dos estudantes quanto dos acadêmicos.
C) A sociedade contemporânea tem vivenciado esta situação, cujas implicações se dão não apenas nas escolas de
educação básica, mas inclusive nas universidades, porquanto este perfil é muito novo entre estudantes e acadêmicos.
D) A vivência da sociedade contemporânea em relação a este novo perfil de estudantes e acadêmicos é uma situação
que implica escolas de educação básica e universidades.
E) Já que a sociedade contemporânea vivencia uma situação que implica tanto as universidades quanto as escolas de
educação básica, esse é o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos.

TEXTO VI
Altas habilidades e superdotação: desafios à docência
Elis Regina Fogaça Silveira
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os superdotados formam de 1% a 3% da população. Há quem diga,
porém, que essa porcentagem se refere apenas aos talentos que se destacam nas áreas intelectuais ou acadêmicas.
Porém, se avaliarmos as competências dessas crianças, referentes à liderança, criatividade, psicomotricidade e artes, as
estatísticas aumentarão consideravelmente.
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Esse grupo tem sido mal identificado no Brasil, demonstrando como existem tabus a serem rompidos, pelo
desconhecimento do tema por parte não só da sociedade, mas também da escola e família. Já é fato que, se uma
criança com Altas Habilidades não é estimulada intelectualmente, podem ocorrer alterações de comportamento como
resposta à frustração vivenciada por ela. É comum que alunos se tornem entediados e retraídos diante da rotina escolar,
e a falta de oportunidades do meio pode levar o sujeito à indiferença, à apatia e a reações agressivas, podendo chegar
até mesmo a ocultar seus talentos.
De acordo com as diretrizes da Secretaria de Educação Especial, a identificação da criança com Altas
Habilidades deve ocorrer o mais cedo possível, já na pré-escola, visando ao pleno desenvolvimento de suas
capacidades e ao seu ajustamento social. Cada aluno deve ser atendido em sua totalidade. A proposta é utilizar fontes
múltiplas na identificação, não enfatizando resultados em testes de QI, mas considerando importante conhecer a história
de vida familiar e escolar do aluno, seus interesses, suas preferências e padrões de comportamento social em variadas
oportunidades e situações. O processo de identificação deve caracterizar um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar,
ressaltando um compromisso socioeducacional mais amplo.
Sabe-se que a inteligência apresenta predisposição genética, mas o meio cultural é, sem dúvida, propulsor para
o aperfeiçoamento das habilidades. Assim como os pássaros dependem das duas asas para levantar voo, as crianças
portadoras de Altas Habilidades/Superdotação necessitam de um meio familiar e social acolhedores que possibilitem a
sua integração.
[Texto adaptado]
Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas.
Maria Beatriz Jacques Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.).
Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 101.
Questão 21
A Organização Mundial de Saúde diz que o número de superdotados em nosso planeta fica entre 1% e 3% da
população. Pelas informações contidas no texto, sabe-se que a OMS considera superdotadas as crianças que se
destacam nas seguintes áreas ou competências:
A) criatividade e psicomotricidade.
B) liderança e estatística.
C) intelectual e acadêmica.
D) sensibilidade artística e musical.
E) talento e memória.

Questão 22
Que razão o texto apresenta para que alunos se tornem entediados e retraídos diante da rotina escolar?
A) A falta de estímulo intelectual.
B) A inexistência de equipamentos eletrônicos.
C) A violência no ambiente familiar.
D) O despreparo dos professores.
E) A pouca atratividade dos assuntos.

Questão 23
Os procedimentos para identificar as crianças portadoras de altas habilidades incluem os seguintes pontos:
I. aplicação de testes de QI;
II. levantamento do histórico familiar;
III. avaliação do histórico escolar;
IV. confronto entre interesses e preferências;
V. prescrição do comportamento social.
Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?
A) Todas as cinco.
B) Apenas as três primeiras.
C) Apenas as três últimas.
D) Quatro delas.
E) Nenhuma delas.

Questão 24
Diz o texto que “o processo de identificação deve caracterizar um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar, ressaltando
um compromisso socioeducacional mais amplo.”
Entende-se um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar como aquele que
A) envolve mais de uma disciplina.
B) ultrapassa o conteúdo da grade curricular.
C) ajuda a controlar a disciplina na escola
D) ressalta um compromisso socioeducacional amplo.
E) é realizado antes dos conteúdos de cada disciplina.
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Questão 25
O texto defende o seguinte ponto de vista:
A) Os pássaros dependem das duas asas para levantar voo porque não mostram capacidade de integração.
B) O meio cultural é fator decisivo para permitir a integração familiar como um ambiente social acolhedor.
C) A inteligência apresenta predisposição propulsora para o aperfeiçoamento das habilidades.
D) A predisposição genética não é o único fator que causa o desenvolvimento da inteligência.
E) As crianças superdotadas são acolhedoras e aperfeiçoam suas habilidades em ambientes culturais.

(Prova do Instituto Federal Baiano – Tec Adm – Superior – 2016)


TEXTO VII:
As questões 26 a 29 tomarão por base a seguinte crônica, de Rose de Lima, publicada no sítio de notícias “Bahia Já” em
07/06/2015:
Retrato da 'velha Bahia mundana'
O professor e mestre Cid Teixeira diz que a literatura na Bahia é também feita por obras de autores
desconhecidos do grande público e que atuam como formiguinhas editando seus próprios livros, quase sempre com
tiragem que variam entre 500 e 1000 exemplares, com esforço próprio e ajuda de alguma empresa. A maioria das
monografias sobre a vida dos municípios baianos foi produzida desta forma.
A propósito, chega em nossas mãos e à leitura uma dessas obras, escrita por José Grimaldi Mariano, intitulada
"Histórias ao Pé da Letra" com ilustrações de Simanca, Cau e Reinaldo, selo da editora Ponto & Vírgula, 125 páginas.
São crônicas do cotidiano escritas por um funcionário de A Tarde, o qual tem grande parte de sua vida dedicada
profissionalmente a este jornal de longo curso, com muitas histórias, pois, centenário essa 'folha' já comemorou.
E Grimandi – assim é mais conhecido – traz aos leitores muitas dessas histórias em crônicas tecidas sem o
pendor literário de um profissional, pero, de grande valia. Ou como diria o mestre Cid: – São exatamente essas
pequenas histórias, os causos, o dia a dia de episódios da Bahia que compõem o cenário de nossa literatura que,
infelizmente, não conta com circuitos literários, editoras de maior porte, feiras permanentes e assim por diante.
Vê-se, pois, que José Grimaldi deve ter passado pelos mesmos problemas de centenas de outras pessoas que
desejam publicar um livro, possuem escritos na gaveta, mas, não têm como fazê-lo. Felizmente, Grimaldi fez e sua obra
é deliciosa, singela, de uma sinceridade sem par. O autor usa uma linguagem coloquial, caseira – como deve ser a boa
crônica – descrevendo os cenários e os episódios com os personagens usando as palavras que vivenciavam em seus
diálogos. (...) É um painel da 'velha Bahia mundana' com papos sobre o mercado publicitário, jornalismo, música, futebol,
vida alheia, a mulherada, à boa mesa e assim por seguinte.
Há quem entenda que a crônica é um dos campos da literatura mais fáceis de ser praticado. É possível. De fato,
a ficção é mais complicada, mais tensa. Mas a crônica quando posta dessa forma, sem rebuscamento de linguagem,
tratando o cotidiano de uma cidade é perfeita, maravilhosa. São pequenos detalhes da vida que compõem "Histórias ao
Pé da Letra". Fácil de ser lido, agradável, pitoresco, um retrato fiel de parte da Bahia.
(Fonte: [Link]
mariano,4458,[Link]) - adaptado

QUESTÃO 26
Depreende-se da leitura atenta do texto que a autora considera que as boas crônicas
A) costumam focalizar o cotidiano de uma cidade.
B) devem mostrar uma linguagem coloquial, caseira.
C) precisam ser fáceis de ler, agradáveis e pitorescas.
D) mostram um painel com papos sobre assuntos variados.
E) são um dos campos da literatura mais fáceis de ser praticado.

QUESTÃO 27
O terceiro e o quarto parágrafo terminam, respectivamente, com as expressões “assim por diante” e “assim por
seguinte”. Sobre ambas, pode-se garantir que
A) significam exatamente a mesma coisa.
B) a primeira é mais literária do que a segunda.
C) a segunda é mais literária do que a primeira.
D) indicam uma diferença no quantitativo de continuação da listagem.
E) significam “um atrás do outro” e “um depois do outro”, nesta ordem.

QUESTÃO 28
A cronista, no início de seu texto, cita a opinião de um professor de Literatura, segundo o qual
A) as formiguinhas são tema recorrente na literatura menos conhecida dos escritores baianos.
B) os bons escritores baianos que não chegam ao grande público são esquecidos pela imprensa.
C) muitos autores desconhecidos publicam seus livros, mas não contam com maior divulgação.
D) obras de autores desconhecidos também têm mérito, embora tenham tiragem muito reduzida.

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E) o esforço e a dedicação de algumas empresas permitem a publicação de escritores do interior.

QUESTÃO 29
O autor do livro abordado na crônica é apresentado como
A) funcionário de um jornal com mais de cem anos de história.
B) praticante de um estilo rebuscado e original, com traços realistas.
C) poeta e prosador pouco conhecido, mas de grande mérito literário.
D) escritor de um único livro, publicado às custas de seu próprio salário.
E) cronista prestigiado em sua região, onde trabalha num jornal importante.

(Prova do Instituto Federal do Piauí – Administrador – Superior – 2014)


TEXTO VIII:
As questões 30 a 05 tomarão por base o seguinte texto, que inicia o romance Palha de Arroz:
“Ruas quietas dentro duma tarde cinzenta de janeiro. Quase nada de movimento por aqueles becos estreitos e
sujos entre casas pobres. O sol assim como se enferrujado. Quase mesmo que querendo se apagar de todo. Era assim
uma coisa como se o próprio tempo estivesse de propósito para abafar o movimento daquelas vivalmas que por ali
labutavam e faziam outras coisas. Palha de Arroz não era bairro, nem de longe, propenso a tamanha tranquilidade. Já a
tarde ia-se findando. E não aparecia um vivente para fechar o ponto do dia, ou mesmo abrir o programa da noite que já
vinha vindo bem perto. Tudo silente. Tudo parado que nem água de poço.
Às portas dos armazéns, estivadores trabalhavam dando os últimos pospontos em sacos de oiticica, cera de
carnaúba, babaçu. Já outros batiam e dobravam peles e espichados. Foi quando Parente, terminando sua tarefa, saiu
assim rumo à ribanceira do rio. Jogou os panos fora e caiu n’água para derreter, mesmo sem sabão, ao menos a metade
do grude. Alguns carroceiros, que davam jantar aos burros, atiraram-lhe pilhérias pesadas. Logo Parente lhes deu
notícias das mães. Ninguém, entretanto, ao menos de leve se queimou. Qualquer um já bem sabia quem era aquele
safado. Já ia para coisa de dez anos que morava na Barrinha. (...)
Já ia pardejando. Genoveva passou rebolando as ancas dentro duma saia de chita, subindo a rampa do cais.
Toda imponente, empinada. Dengosa de faceira! Só que com o pescoço duro e meio torto, para a lata d’água não
vomitar golfadas em seu corpo.”
(Fontes Ibiapina: Palha de Arroz. Teresina: Corisco, 2002, p. 11-2)

Questão 30
Quando Parente “caiu n’água para derreter”, alguns carroceiros “atiraram-lhe pilhérias pesadas”, o que fez com que
Parente
A) retrucasse as ofensas.
B) jogasse os panos fora.
C) ficasse conhecido como um safado.
D) pensasse na sua mãe e nas mães dos carroceiros.
E) estivesse perto de completar dez anos como morador na Barrinha.

Questão 31
Observe estes dois trechos extraídos do texto:
I - Ruas quietas dentro duma tarde cinzenta de janeiro.
II - O sol assim como se enferrujado.
Essas duas frases valem-se da linguagem figurada, já que trabalham com a expressividade da língua. Afinal, a
frase I mostra “ruas quietas”, apesar de ruas não poderem ficar literalmente quietas, pois essa qualidade é
intrinsecamente humana. Mostra também “tarde cinzenta”, mesmo que as tardes também não possam ser literalmente
cinzentas, pois quem fica dessa cor é o céu. Já a frase II mostra “sol enferrujado”, embora o sol não possa literalmente
enferrujar, podendo apenas ficar com uma cor parecida com a da ferrugem.
Por isso, ao analisarmos estilisticamente essas duas frases, reconhecemos haver procedimentos
A) metafóricos em ambas.
B) metonímicos em ambas.
C) metafórico e metonímico, nesta ordem.
D) metonímico e metafórico, nesta ordem.
E) metafórico e metonímico em ambas.

Questão 32
Assinale a alternativa que reproduz um trecho que serve como exemplo de variante linguística popular.
A) Era assim uma coisa como se o próprio tempo estivesse de propósito para abafar o movimento daquelas vivalmas.
B) Palha de Arroz não era bairro, nem de longe, propenso a tamanha tranquilidade.
C) Às portas dos armazéns, estivadores trabalhavam dando os últimos pospontos em sacos de oiticica, cera de
carnaúba.
D) Foi quando Parente, terminando sua tarefa, saiu assim rumo à ribanceira do rio.
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E) Genoveva passou rebolando as ancas dentro duma saia de chita, subindo a rampa do cais.

TEXTO IX:
A edição do caderno Prosa de amanhã marca uma espécie de abertura oficial da cobertura da 11ª edição da
Festa Literária Internacional de Paraty no GLOBO. Totalmente dedicado à Flip, o Prosa apresentará, além de
reportagens e entrevistas, a programação oficial da festa, que inclui diversos eventos promovidos pelo jornal. Serão duas
exposições sobre Graciliano Ramos, o autor homenageado do ano, duas mesas de debates e um show em homenagem
a Vinicius de Moraes.
Como sempre, a equipe ganhará reforço para mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá na cidade histórica.
Este ano, a Flip, que também costuma dar repercussão em seus debates ao que acontece fora do mundo literário, estará
particularmente atenta às recentes manifestações que tomaram o Brasil de norte a sul. A curadoria da festa anunciou
esta semana a inclusão de três mesas extras para discutir os protestos e seus desdobramentos.
Fonte: O Globo, 28/06/2013, p. 2.
Questão 33
A matéria supracitada intitulada “A hora da festa da literatura” tem o objetivo de
A) Apresentar para os leitores como se dará a cobertura do grande evento cultural que ocorre na cidade de Paraty-RJ.
B) Descrever quais os principais eventos que acontecerão no festival de literatura de Paraty-RJ.
C) Convencer as pessoas da importância de participar dessa festa cultural que já é tradicional em Paraty-RJ.
D) Narrar os passos administrativos da empresa até organizar como acompanhará o festival de Paraty-RJ.
E) Insinuar que as mesas sobre as manifestações de rua fogem um pouco da temática literária do festival de Paraty-RJ.

(Prova do Instituto Federal da Bahia – Administrador – Superior – 2014)


TEXTO X:
As questões 34 a 37 tomarão por base o seguinte texto, publicado em 2000:
TV domesticada
Apesar de tantas opções de canais, muita gente tem a sensação de que há pouca coisa interessante para
assistir na TV. Se você se sente assim também, anime-se. Com o início da transmissão digital no Brasil, as mudanças
serão tão grandes que a caixa quadrada parecerá um novo aparelho. Aliás, ela não será mais quadrada. “A grande
diferença de imagem em alta definição será o de menos”, disse Nicholas Negroponte, diretor do Laboratório de Mídia do
Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos. “A deficiência da TV atual é a programação. O sistema
digital trará uma mudança de conteúdo completa”, afirma.
Para o especialista em tecnologia, a interatividade será a principal vantagem da TV digital. “Isso significa que
expressões como horário nobre perderão o sentido. Cada espectador fará sua própria programação”, diz Negroponte.
Ou seja, se você chegar em casa depois do jornal das 8 horas, vai poder assisti-lo à meia-noite. Vai escolher se quer
mais esporte e menos política no noticiário ou vice-versa. E, se quiser assistir a um conserto, poderá optar por uma visão
da primeira fila, na plateia, da frisa lateral ou do fundo das galerias. Tudo isso poderá ser operado por comandos de voz.
Vai ser uma mudança e tanto. “As emissoras vão ter de reaprender a fazer televisão”, disse o engenheiro
eletrônico Eduardo Bicudo, professor da Universidade Mackenzie, responsável pelos estudos que vão definir qual dos
três sistemas em operação no mundo será adotado no Brasil – o japonês, o europeu ou o americano. Para ele, porém, a
mudança vale a pena: “Comparada com o potencial da digital, a TV atual é um lixo”.
Fonte: Carlos Dias & Renata Mercante, Revista Superinteressante
São Paulo: Ed. Abril, abril 2000, p. 76.
Questão 34
O editor da revista procurou imagens na internet para ilustrar o texto, selecionando cinco. Assinale a única que não tem
vínculo direto com o conteúdo do texto e, por isso, não serviria para ilustrá-lo.

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Questão 35
Logo na primeira frase da reportagem, há uma crítica em torno da qualidade da programação da TV. Essa crítica se
baseia na seguinte ideia, explícita no texto:
A) As emissoras de TV dificilmente vão se adaptar à nova tecnologia proporcionada pela transmissão digital.
B) Os telespectadores estão mais exigentes com a programação da TV a cabo do que nos tempos da TV aberta.
C) O público, cada vez mais, espera melhoria de qualidade e diversificação na programação das emissoras de TV.
D) A quantidade de emissoras de TV pressupõe uma variedade de opções que deveria atender aos anseios do público.
E) A audiência é maior quando a programação da TV oferece alternativas interessantes de cultura e lazer

Questão 36
O texto diz, na linha 1, que “muita gente tem a sensação (...)”. Essa expressão, no contexto em que está empregada,
tem a finalidade de dar à afirmação um tom
A) abrangente, mas supositivo.
B) especulativo e taxativo.
C) irônico, mas peremptório.
D) parcial e excêntrico.
E) restrito e categórico.

Questão 37
Uma das afirmações do especialista entrevistado é esta: “O sistema digital trará uma mudança de conteúdo completa.”
Assinale a alternativa que reescreve o trecho acima sem comprometer o significado original.
A) O sistema digital trará uma mudança de conteúdo completo.
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B) O sistema digital trará uma mudança que completa conteúdo.


C) Uma mudança completa de conteúdo digital será trazida pelo sistema.
D) O sistema completo digital será trazido por uma mudança de conteúdo.
E) O sistema digital trará uma completa mudança de conteúdo.

TEXTO XI:
Práticas identitárias da autoajuda
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas trazem implicações no modo de ser e de agir dos sujeitos
na sociedade. Em meio a essas transformações, observamos, em especial, um contexto caracterizado pela
transitoriedade que afeta diretamente o mundo do trabalho, marcado pela exigência da alta especialidade profissional
nos diversos setores de atividades, tornando essa atividade cada vez mais sofisticada. Na contemporaneidade, o
trabalho pode ser visto como elemento fundante na constituição da identidade e, talvez por isso, podemos visualizar
conjunturas propícias para uma crise identitária do trabalhador.
A autoajuda insere-se nesse contexto, perfazendo-se como um instrumento de auxílio (psicológico e social)
nesse universo ao buscar relacionar trabalho a sucesso. Boa parte desse tipo de literatura relaciona-se à questão do
sucesso profissional, assim como as ditas “palestras motivacionais”, que utilizam conteúdos de livros de autoajuda e
tornaram-se febre no meio empresarial. Seu alto índice de vendagem, de certa forma, revela a necessidade que os
indivíduos têm de tornarem-se profissionais de sucesso. Daí a importância de se investigar esse fenômeno e a
influência da autoajuda nas subjetividades quando relacionadas à temática do trabalho na contemporaneidade.
Fonte: Samuel Cavalcante Silva e Grenissa Bonvino Stafuzza,
adaptado de [Link]/[Link]?script=sci_arttext&pid=S0102
Questão 38
Os três segmentos abaixo foram adaptados de passagens do texto e exemplificam o emprego da linguagem figurada na
construção de argumentos.
I – a transitoriedade afeta diretamente o mundo do trabalho.
II – livros de autoajuda tornaram-se febre no meio empresarial
III – a autoajuda insere-se como um instrumento de auxílio psicológico e social nesse universo.
Assinale a única alternativa que identifica adequadamente esses recursos expressivos.
A) Há uma metáfora na frase I, uma hipérbole na frase II e uma comparação na frase III.
B) Há uma metonímia na frase I, uma metáfora na frase II e um paradoxo na frase III.
C) Há um eufemismo na frase I, um pleonasmo na frase II e uma silepse na frase III.
D) Há uma hipérbole na frase I, uma metonímia na frase II e uma antítese na frase III.
E) Há uma ironia na frase I, um eufemismo na frase II e uma elipse na frase III.

(Prova do SEBRAE-PA – Analista Técnico 1 – Pedagogo – 2010)


TEXTO XII:
Fui sentar-me numa prensa de farinha que havia no fundo do nosso quintal. Tentei chorar, mas não tinha
vontade de chorar. Esperava espantado, imaginando a vida que ia suportar sozinho neste mundo. Sentia frio e pena de
mim mesmo. A casa era dos outros, o defunto era dos outros. E eu estava ali como um bichinho abandonado, encolhido
na prensa que apodrecia. Ouvia o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E via o corredor
da nossa casa, por onde passavam a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de
Rosenda e o capote do velho Acrísio.
(Fonte: Angústia, de Graciliano Ramos. Editora Record, 2004)

Questão 39
O parágrafo acima serve como exemplo de uma sequência de frases que combinam aspectos pertinentes na construção
dotexto literário. O personagem-narrador descreve as poucas ações da cena e faz reflexões sobre sua vida. Os tempos
verbais no pretérito contribuem para essa caracterização, que mudaria se o escritor optasse por empregar verbos no
presente.
Na hipótese de reescrever o trecho substituindo-se os verbos do pretérito por verbos no presente, o resultado textual
seria o seguinte:
A) Vou sentar-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tento chorar, mas não tenho vontade de
chorar. Espero espantado, imaginando a vida que vou suportar sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo.
A casa é dos outros, o defunto é dos outros. E eu estou ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que
apodrece. Ouço o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vejo o corredor da nossa casa,
por onde passam a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do
velho Acrísio.
B) Sento-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tento chorar, mas não sinto vontade de chorar.
Espero espantado, imaginando a vida que suportaria sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo. A casa é
dos outros, o defunto é dos outros. E eu fico ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que apodreceu.
Ouço o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vi o corredor da nossa casa, por onde

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passa a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho
Acrísio.
C) Vai sentar-se numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tenta chorar, mas não tem vontade de
chorar. Espera espantado, imaginando a vida que vai suportar sozinho neste mundo. Sente frio e pena de si mesmo. A
casa é dos outros, o defunto é dos outros. E ele está ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que
apodrece. Ouve o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vê o corredor da nossa casa,
por onde passam a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do
velho Acrísio.
D) Sentando-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal, tento chorar, mas não sinto vontade de
chorar. Espero espantado, imagino a vida que suportarei sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo. A casa
dos outros, o defunto dos outros. E eu ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que está apodrecendo. O
barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vejo o corredor daquela casa, por onde vai estar
passando a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho
Acrísio.
E) Sentado numa prensa de farinha no fundo do nosso quintal, chorando, mas sem vontade de chorar. Espantado,
imaginando a vida a suportar, sozinho naquele mundo, sentindo frio e pena de mim mesmo. A casa dos outros, o defunto
dos outros. E eu ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa apodrecendo. O barulho de um descaroçador
de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. O corredor da nossa casa, passando a batina de padre Inácio, a farda de cabo
José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho Acrísio.

Questão 40
Parreira indica os caminhos para vitória sobre Coreia do Norte, na estreia do Brasil. Técnico da África do Sul, que
enfrentou os asiáticos nesta quinta-feira, diz que o segredo é pressionar a saída de bola e que as informações estão
abertas.
(Fonte: [Link] de 23/04/2010)
Nota-se que a segunda frase da notícia estabelece dois vínculos referenciais com a primeira frase, que estão
representados por
A) “técnico da África do Sul” e “os asiáticos”.
B) “nesta quinta-feira” e “segredo”.
C) “enfrentou” e “pressionar”.
D) “diz que segredo” e “estão abertas”.
E) “saída de bola” e “as informações”.

(Prova do SEBRAE/RJ – Analista Técnico 1 – Superior – Língua Inglesa – 2009)


TEXTO XIII:
“Os técnicos do SEBRAE declaram que apoiam o candidato a empreendedor a fazer uma análise do mercado em que
pretende atuar, dando-lhe suporte para que a nova empresa alcance o sucesso esperado”.

Questão 41
O redator da notícia acima transmitiu-a com as suas próprias palavras, resumindo a declaração dos especialistas, o que
é uma técnica redacional chamada de
A) discurso direto.
B) referência livre.
C) ponto de referência.
D) ponto de vista.
E) discurso indireto.

TEXTO XIV:
Torre de Babel: Leia a frase de Rui Barbosa em diferentes jargões
“Para não arrefecerdes, imaginai que podeis vir a saber tudo; para não presumirdes, refleti que, por muito que
souberdes, mui pouco tereis chegado a saber”.
A frase de Rui Barbosa (1849-1923) que motiva a questão abaixo é um alerta contra a soberba, embora soe, hoje, como
afetação linguística. Foi retirada do “Discurso no Colégio Anchieta, Palavras à Juventude” (1903).
Confira como ficaria a mesma frase:
...no economês
“Para não gerar uma crise de confiabilidade, aplique o modelo segundo o qual é possível estocar todo o conhecimento
hoje em circulação; mas controle as expectativas, porque, por mais alto que seja o índice de sabedoria, sempre existirão
demandas não atendidas”.
...no estilo onguês

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“Para não perder o enfoque positivo, seja protagonista de uma ação centrada no enfrentamento da ignorância; mas não
extrapole no autoempoderamento, porque, por mais que você articule uma ampla rede de conhecimentos, ainda serão
muitos os excluídos”.
...no eduquês
“Para não entrar para as estatísticas da evasão escolar, imagine que você pode trabalhar transdiciplinarmente todos os
conteúdos pedagógicos; para não perder o pensamento crítico, considere que ainda faltam muitos graus para a
formação plena da sua consciência-cidadã.”
...e numa mistura de gíria comum com dialetos usados por funqueiros, surfistas, malandros, policiais e caubóis.
“Aí, Zé Mané, pra não afrouxar e dar o prego, se liga na fita, que você pode ser um macaco velho; mas não vai viajar na
maionese, saca que, por mais que você se toque, mói faiado a xavecar pra ver a paina voar. QSL.
(Esta versão foi feita por Clério Borges, pesquisador de gírias e jargões, publicada no Caderno Sinapse, julho de 2003)

Questão 42
“Traduzindo” a fala de Rui Barbosa para uma fala isenta de marcas sociais e sem afetações, fazendo as devidas
adaptações, ficaríamos com a seguinte assertiva:
A) Há muito que aprender na vida. Porém, mais do que aprender, há muito que a vida pode ensinar.
B) Perder as esperanças é deixar de aprender. Aprender demais é acreditar que mais nada pode ser aprendido.
C) Não desanime, pois há muito que aprender. Mas cuidado: mesmo que você saiba muito, esse muito é ainda pouco.
D) Com a imaginação é possível aprender muito. Tanto que acabamos presunçosos, mesmo sem sabermos nada.
E) Tenha força e lute pelo conhecimento. Porém não deixe que essa luta lhe suba à cabeça, ou o conhecimento
desaparecerá.

(Prova da Pref. De Coronel Frabiciano/MG – Docente de Matemática – 2008)


TEXTO XV
Lugares-comuns que incomodam
Há duas expressões no futebol que me incomodam. Uma foi criada pelo extraordinário Nelson Rodrigues e se
refere à "pátria de chuteiras", hoje utilizada quando o assunto é seleção. Outra o define como "esporte de macho",
sempre que se fala de violência em campo. Não gosto da primeira por ter sido desvirtuada e agora dar caráter
exagerado de patriotismo a um jogo de bola, que deveria funcionar como divertimento e não como defesa da soberania
nacional. A segunda desagrada por tratar-se de maneira tosca de justificar as botinadas de quem não tem recursos
técnicos.
Li anteontem uma nota de agência internacional em que Otto Schily, ministro do interior da Alemanha, sugeria
que os jogadores da seleção cantassem o hino nacional com "mais empenho". Em sua avaliação, isso lhes daria mais
ânimo antes de confrontos importantes. O diligente político recordou que, na Euro-2000, sentiu que os alemães iriam
perder de Portugal pelas reações das duas equipes na execução dos hinos. Os portugueses cantaram forte e se deram
as mãos, enquanto os germânicos apenas balbuciavam. Resultado: 3 a 0 para os lusos.
Hino, de qualquer país, é símbolo sagrado, que merece respeito total e que deve ser utilizado em ocasiões
muito, muito especiais. Mas não precisa, necessariamente, entrar em eventos esportivos. Porque, no fundo, pode
funcionar como advertência subliminar de que é a pátria – e não um troféu, uma medalha - que está em disputa.
Como vejo no esporte função lúdica, imagino como seria lindo e emocionante, por exemplo, ver uma "Aquarela
do Brasil" ou um "Funiculi, funiculá", quando se enfrentassem Brasil e Itália. Jogadores e público entrariam em êxtase. A
alegria dominaria as arquibancadas. Por isso, também, não considero desertor um jogador que, por qualquer motivo, não
queira defender a seleção do sei país.
Sem ditar regras, e muito menos sem a pretensão de dar aula de educação cívica, prefiro que a cidadania,
muitas vezes com o hino nacional de fundo, seja exercida em outras atividades do dia-a-dia. Por exemplo? Na cobrança
de transparência das ações de políticos, no controle do dinheiro arrecadado pelos impostos, no banimento da vida
pública daqueles que nos roubam recursos, mas, sobretudo sonhos. Cidadania também é não referendar dirigente
esportivo "malandro", é não achar que os fins justificam os meios, é não passar os outros para trás. E por aí vai.
Antonio Grecco. O Estado de São Paulo,
26 de agosto de 2005.
Questão 43
Ao intitular seu texto com a expressão “lugares comuns”, o autor quis dizer o mesmo que “argumentos ou ideias já muito
conhecidas, chavões, clichês”. Foge da concepção de “lugar-comum” a expressão
A) “pátria de chuteiras”.
B) “esporte de macho”.
C) “ditar regras”.
D) “maneira tosca”.
E) “dirigente malandro”.

Questão 44
Dentre as passagens do texto, abaixo transcritas, a que indica uma opinião do autor, e não fato ocorrido, é
A) “Li anteontem uma nota na agência internacional...”

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B) “Resultado: 3 a 0 para os lusos”.


C) “A alegria dominaria as arquibancadas”.
D) “Uma foi criada pelo extraordinário Nelson Rodrigues...”
E) “Os portugueses se deram as mãos”.

Questão 45
A coesão textual é obtida pelo uso de vários recursos, dentre eles o apelo aos chamados recursos anafóricos, que
retomam termos ou expressões anteriormente mencionados. Das alternativas abaixo, todas presentes no texto de
Grecco, assinale a opção em que se ausenta termo anafórico.
A) “(...) daqueles que nos roubam recursos (...)”
B) “Em sua avaliação, isso lhes daria mais ânimo”.
C) “Outra o define como ‘esporte de macho’ ”.
D) “no controle do dinheiro arrecadado pelos impostos”.
E) “Uma foi criada pelo extraordinário Nelson Rodrigues.”

Questão 46
A utilização de expressões coloquiais no texto, tais como “(...) justificar as botinadas” (parágrafo 1) e “passar os outros
para trás” (último parágrafo), cumprem o propósito de
A) aproximar mais o leitor da realidade que está sendo objeto da crônica ora reproduzida.
B) criticar, por assim se expressar, a triste realidade dos aficionados por jogos violentos.
C) identificar uma variante linguística específica praticada pelas classes menos favorecidas.
D) ironizar a fala dos moradores das periferias urbanas, demonstrando forte preconceito linguístico.
E) condenar as diferentes linguagens passíveis de serem articuladas em situações formais.

(Prova da FUNAI – Administrador – 2009)


TEXTO XVI:

Imprensa, sociedade e povos indígenas


Vira-e-mexe, alguma instituição brasileira faz um seminário, nacional ou internacional, sobre como a mídia pode
ajudar na questão indígena. Convidados do Brasil e do exterior vêm falar sobre o tema, enfatizando este ou aquele fato,
exemplificando como as políticas de inclusão costumam ser boicotadas nas sociedades democráticas. E, quase sempre,
o grande algoz, aquele que mais impede as mudanças, é o próprio Estado. Seja pela intervenção desastrada dos
aparelhos de promoção social, pelas pressões econômico-financeiras seja até mesmo pela esfera do Judiciário –
processos na Justiça etc. –, o Estado é ou tem sido o grande bandido nesta história.
A bem da verdade, o Estado, quando não reprime diretamente, tem seus mecanismos para dificultar ou mesmo
impedir que progressos sejam alcançados nessa área. Talvez o maior exemplo dessa realidade seja a mídia norte-
americana. Sabe-se que ela tem sido abjeta, covarde e cínica quanto ao seu papel de informar. Ela é cúmplice de tudo
que tem acontecido no país, na medida em que bancou as mentiras que o Estado criou para ocultar a situação dos
povos indígenas, a ponto de pouco ou quase nada falar sobre a negativa do Governo americano de votar a favor, na
ONU, da aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Povos Indígenas.
Manipulou, mentiu, aceitou a censura imposta pelo Governo e pelos militares, tudo sob o argumento da
preservação da soberania nacional, que inclui o combate ao controle independente das terras e à autodeterminação
desses povos. A grande maioria ainda hesita em divulgar os fatos como eles acontecem sob o argumento de que
chocariam as pessoas. E comparam esse tipo de censura ao que foi feito no caso do Irã e das supostas bombas
atômicas. O caminho tem sido o mesmo. Tudo em nome da grande pátria, preparando o País para mais uma farsa.
Enquanto isso, jornalistas americanos que vêm ao patropi a convite de algum órgão brasileiro, para falar sobre o
papel da imprensa, usam e abusam da mídia dos EUA como parâmetro de como se comportar para manter as
liberdades. No mínimo é muita hipocrisia querer manter a lenda de que a mídia americana é a campeã das liberdades.
Enquanto a mídia americana continuar na mesma toada, qualquer consideração sobre imprensa livre em qualquer parte
do mundo que venha dos EUA precisa ser devidamente peneirada. A mídia dos EUA é hoje o maior exemplo de
imprensa falsa e manipuladora, que antes de divulgar informações faz propaganda. Um triste fim para aqueles que
desvendaram o caso Watergate, que resultou na renúncia do Presidente Richard Nixon, em agosto de 1974.
Por outro lado, nos seminários sobre liberdade de imprensa no Brasil, muito pouco tem-se falado sobre o papel
da mídia em relação a si própria. Quase nada é debatido sobre as pressões econômicas que os veículos sofrem das
grandes corporações para que determinados assuntos não sejam veiculados. O atual caso indígena brasileiro é bem
emblemático. Grande parte da mídia do País se nega a dar o devido destaque à situação dos povos indígenas, que
continuam a enfrentar a marginalização, pobreza extrema e outras violações dos direitos humanos, sendo muitas vezes
arrastados para conflitos e disputas de terras que ameaçam o seu modo de vida e mesmo a sua sobrevivência.
Independente das posições político-ideológico-partidárias de cada um, seja um cidadão seja uma empresa –
afinal, todos têm direito à livre manifestação nas sociedades democráticas –, o que tem acontecido é lamentável sob
qualquer ponto de vista. É claro que qualquer denúncia contra os direitos dos povos indígenas tem de ser investigada
até o fim. Esse é o principal papel do jornalismo. Reportagem é, antes de mais nada, uma profunda investigação de um
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fato. Agora, o mais honesto seria que os veículos da grande imprensa deixassem claras suas preferências político-
ideológico-partidárias, que projeto de sociedade defendem etc. Ela, a mídia, pode e deve se manifestar quanto a suas
preferências. Por que não? O que impede essa atitude? Muito pior é ficar manipulando grosseiramente as informações,
fingindo posição neutra, uma pretensa defesa da Democracia. O leitor, ouvinte ou telespectador poderia escolher melhor
e com mais segurança em quem acreditar e a quem dar crédito. Do jeito que está, fica difícil, cada vez mais difícil, haver
credibilidade na imprensa brasileira.
Fonte: Reescritura de Cézar de Souza, a partir dos artigos “Liberdade de imprensa, hipocrisia e credibilidade”
(Observatório de Imprensa, 13/06/2006) e “ONU aprova Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas” (Esquerda,
14/09/2007).
Questão 47
A terceira frase do texto afirma que, quase sempre, o grande algoz contra as mudanças é o Estado. Ratifica e amplia
essa ideia a seguinte passagem:
A) “Manipulou, mentiu, aceitou a censura imposta pelo governo e pelos militares, tudo sob o argumento da preservação
da soberania nacional.”
B) “No mínimo é muita hipocrisia querer manter a lenda de que a mídia americana é a campeã das liberdades.”
C) “Quase nada é debatido sobre as pressões econômicas que os veículos sofrem das grandes corporações para que
determinados assuntos não sejam veiculados.”
D) “Reportagem é, antes de mais nada, uma profunda investigação de um fato.”
E) “Agora, o mais honesto seria que os veículos da grande imprensa deixassem claras suas preferências político-
ideológico-partidárias, que projeto de sociedade defendem etc.”

Questão 48
No trecho "deixassem claras suas preferências político-ideológico-partidárias" (§6º), o possessivo aí empregado refere-
se
A) à manifestação nas sociedades democráticas.
B) à profunda investigação de um fato.
C) a veículos da grande imprensa.
D) ao principal papel do jornalismo.
E) à violações dos direitos humanos.

Questão 49
No trecho “jornalistas americanos que vêm ao patropi a convite de algum órgão brasileiro”, o termo “patropi” se justifica
como uma tentativa de dar ao texto uma forma mais
A) tensa.
B) regional.
C) emocional.
D) artística.
E) descontraída.

Questão 50
(Analista Legislativo – Câmara Municipal de São João do Meriti – 2018)
TEXTO XVII:
Sobre a intolerância (Unesco)
A intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo,
do antissemitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e
linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e
também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem sua liberdade de
opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional
e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento...

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Observe a charge abaixo:

A charge acima aborda o seguinte problema citado no texto:


a) a ausência de liberdade de expressão.
b) a violência contra minorias marginalizadas.
c) a intensificação da xenofobia.
d) a discriminação contra policiais e outras autoridades.
e) a prática de racismo.

GABARITO:
1A/ 2E/ 3C/ 4C/ 5E/ 6C/ 7D/ 8B/ 9C/ 10A/ 11D/ 12B/ 13C/ 14E/ 15B/ 16B/ 17A/ 18D/ 19D/ 20B/
21C/ 22A/ 23B/ 24A/ 25D/ 26B/ 27A/ 28D/ 29A/ 30A/ 31D/ 32E/ 33A/ 34D/ 35D/ 36A/ 37E/ 38A/ 39A/ 40A/
41E/ 42C/ 43D/ 44C/ 45D/ 46A/ 47A/ 48C/ 49E/ 50B

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