Apostila Professores Gramática Funrio
Apostila Professores Gramática Funrio
Professores – SED
GRAMÁTICA
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Homônimos são palavras que têm a mesma pronúncia (às vezes a mesma grafia), mas significados diferentes.
Senão / se não
Senão equivale a caso contrário:
Não estacione naquele local, senão você será multado.
Faça o depósito até amanhã, senão o pedido será cancelado.
Se não equivale a se por acaso não. Trata-se da conjunção condicional se seguida do advérbio
de negação não:
Se não chover, iremos acampar.
A festa será amanhã à noite, se não ocorrer algum imprevisto.
Afim / a fim
Afim é um adjetivo que significa “igual”, “semelhante”. Relaciona-se com idéia de afinidade:
Tiveram comportamentos afins durante os trabalhos de discussão.
São espíritos afins.
A fim surge na locução a fim de, que significa “para” e indica idéia de finalidade:
Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas a fim de nos enganar.
Demais / de mais
Demais pode ser advérbio de intensidade, com o sentido de “muito”; aparece intensificando verbos, adjetivos ou
outros advérbios:
Aborreceram-nos demais: isso nos deixou indignados demais.
Estou até bem demais!
Demais também pode ser pronome indefinido, equivalendo a “os outros”, “os restantes”:
Apesar de ter chegado até lá como integrante de um grupo, resolvi partir sozinho, deixando os demais a liberdade
de escolha. Fiquei sabendo posteriormente que os demais membros da comissão também acabaram abandonado
os projetos.
De mais opõe-se a de menos. Refere-se sempre a um substantivo ou pronome:
Não vejo nada de mais em sua atitude!
Decidiu-se suspender o concurso público porque surgiram candidatos de mais.
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Há / a (na expressão)
Na indicação de tempo, emprega-se: há para indicar tempo passado (equivale a faz):
Há dois meses que ele não aparece.
Ele chegou da Europa há um ano.
Observe que, na segunda frase, o uso do advérbio atrás é redundante, pois nela está claro que se trata de tempo
passado.
Acerca de / há cerca de
Acerca de significa “sobre”, “a respeito de”:
Haverá uma palestra acerca das consequências das queimadas sobre a temperatura ambiente.
Parônimos são palavras parecidas na grafia ou na pronúncia, mas com significados diferentes:
cavaleiro (que cavalga) / cavalheiro (homem cortês)
comprimento (extensão) / cumprimento (saudação)
emigrar (deixar um país) / imigrar (entrar num país)
flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
inflação (alta dos preços) / infração (violação)
mandado (ordem judicial) / mandato (procuração)
tráfego (trânsito) / tráfico (comércio ilegal)
Mas / mais
Mas é uma conjunção adversativa, indicando, obviamente, uma contrariedade. Pode ser substituída por outra
conjunção adversativa (porém, contudo, todavia, entretanto, etc.):
Ninguém esperava, mas ele acabou aparecendo.
Eles trabalham muito, mas ganham pouco.
Mais é um advérbio de intensidade; também pode dar idéia de adição. Se invertermos o significado da frase,
podemos substituí-lo por menos:
Sem dúvida, é a garota mais simpática da sala!
Dois mais dois, às vezes, dá cinco.
Onde / aonde
Emprega-se aonde com os verbos que dão ideia de movimento. Equivale sempre a “para onde”:
Aonde você vai?
Aonde nos leva com tal rapidez?
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Naturalmente, com os verbos que não dão ideia de movimento, emprega-se onde:
Onde estão os livros?
Não sei onde te encontrar.
Mau / mal
Mau é sempre um adjetivo (seu antônimo é bom); refere-se, pois, a um substantivo.
Escolheu um mau momento.
Era um mau aluno.
A par / Ao par
A par tem sentido de “bem informado”, “ciente”:
Mantenha-me a par de tudo o que acontecer.
É importante manter-se a par das decisões parlamentares.
Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros
(geralmente em operações cambiais):
As moedas fortes mantêm o cambio praticamente ao par.
Sinônimos e Antônimos
Palavras de significados opostos como ausência e presença ou sim e não são chamadas antônimos. Palavras de
significados próximos são chamadas sinônimos. É o que ocorre, por exemplo, com palavras como agradável,
aprazível, deleitoso, delicioso, gato, gostoso, saboroso. Observe que os sentidos dessas palavras são próximos,
mas não são exatamente equivalentes.
O uso de palavras sinônimas pode ser de grande utilidade nos processos de retomada de elementos que inter-
relacionam as partes dos textos. Observe: Alguns segundos depois, apareceu um menino. Era um garoto magro, de
pernas compridas. Um típico moleque.
EXERCÍCIOS
ELEMENTOS MÓRFICOS
Embora as palavras nos sejam apresentadas como um todo significativo, podem ser subdivididas em estruturas
significativas menores, chamadas de morfemas ou elementos mórficos.
Na estrutura e formação das palavras, existem diferentes elementos mórficos, com diferentes significados:
radical e raiz;
vogal temática;
tema;
desinências;
afixos;
vogais e consoantes de ligação.
Radical e raiz
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O radical, também chamado de morfema lexical, é a parte fundamental da palavra, definindo o seu significado
principal. A raiz é, também, a base de significação mais irredutível de uma palavra.
O radical é um termo usado regularmente, sendo facilmente depreendido. Apresenta um caráter prático e
gramatical. Já a raiz é analisada segundo uma perspectiva histórica, implicando estudos etimológicos.
Exemplos de radical de palavras
cantar (cant- ar);
cantor (cant- or);
cantiga (cant- iga).
Aprenda também os radicais gregos e latinos.
Vogal temática
As vogais temáticas ocorrem entre um radical e uma desinência. Ocorrendo em verbos, são chamadas de vogais
temáticas verbais. Ocorrendo em nomes, são chamadas de vogais temáticas nominais.
Nos verbos, as vogais temáticas indicam a conjugação verbal:
Vogal temática -a indica os verbos da 1.ª conjugação: falar.
Vogal temática -e indica os verbos da 2.ª conjugação: entender.
Vogal temática -i indica os verbos da 3.ª conjugação: dividir.
Nos nomes, as principais vogais temáticas são -a e -o, como em em livr-o e past-a. Os nomes terminados em
consoante, como par, possuem a vogal temática -e, que é recuperada no plural (mar-e-s). Apenas as vogais finais
átonas são vogais temáticas nominais. Os nomes terminados em vogal tônica, como café, não possuem vogal
temática.
Tema
Tema é o nome dado à junção do radical com a vogal temática. Nas palavras em que não há vogal temática, o
tema e o radical estão representados no mesmo elemento.
Temas verbais:
falar (fala-r);
entender (entende-r);
dividir (dividi-r).
Temas nominais:
livros (livro-s);
pastas (pasta-s).
Desinências
As desinências são morfemas que indicam os tipos de flexão que uma palavra pode sofrer. Tal como as vogais
temáticas, as desinências são chamadas de nominais quando se referem a nomes e de verbais quando se
referem a verbos.
As desinências nominais indicam a possibilidade de flexão em gênero (feminino e masculino) e número (singular
e plural):
A desinência nominal -o indica o masculino: amigo (amig-o).
A desinência nominal -a indica o feminino: amiga (amig-a).
A desinência nominal -s indica o plural: amigos e amigas (amig-o-s e amig-a-s).
As desinências verbais indicam a possibilidade de flexão em modo (indicativo, subjuntivo e imperativo), tempo
(passado, presente e futuro), número (singular e plural) e pessoa (1.ª, 2.ª ou 3.ª pessoa gramatical).
Desinências verbais modo temporais:
As desinências -va e -ia indicam o pretérito imperfeito do indicativo: falava, corria.
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abreviação
e onomatopeia.
1. DERIVAÇÃO
Consiste na formação de novas palavras com base em uma palavra já existente, acrescentando-lhe um afixo,
ou seja, prefixo e/ou sufixo. A derivação ocorre, portanto, por meio da agregação de certos elementos que lhe
alteram o sentido. A palavra que dá origem à outra se chama primitiva; a palavra que se originou da outra se
chama derivada.
Observação:
Quando a junção de prefixo e sufixo não se dá ao mesmo tempo, não ocorre Parassíntese.
Ex.: infelizmente, deslealdade e viscondado.
As palavras acima não se criaram pela adição concomitante de prefixo e sufixo. Em outras palavras o vocábulo
já existia só com prefixo ou só com sufixo. Assim, ao se juntar o prefixo in, a palavra já tinha o sufixo mente, ou ao
se juntar o sufixo mente a palavra já tinha o prefixo in. A esse processo dá-se o nome de derivação prefixal e
sufixal.
1. Os substantivos formados por derivação regressiva indicam uma ação. Ex.: amparo, debate...
2. Os derivados regressivos são sempre abstratos. Ex.: acordo, saque...
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2. COMPOSIÇÃO
A composição ocorre quando se juntam dois ou mais elementos vocabulares de significação própria, para
darem a ideia de um novo ser ou objeto.
Ex1. copo - de - leite (a flor) Ex2.: doce + leite = doce de leite
1° sig 2° sig 3° significado 1° sig 2° sig 3° significado
A junção de duas ou mais palavras ou de dois ou mais radicais já existentes na língua é que denomina
composição.
A composição pode ser por justaposição e por aglutinação.
2.a. Composição por justaposição:
Ocorre quando os radicais não sofrem nenhuma alteração, quando cada palavra mantém sua pronúncia
individual. Ex.: pontapé, girassol, passatempo, segunda-feira, vaivém, malmequer, guarda-chuva,
2.b. Composição por aglutinação:
Ocorre quando dois ou mais elementos se unem num todo, com um só acento tônico, havendo perda ou
modificação de fonemas. Ex.: boquiaberto, aguardente, planalto, pernilongo, petróleo, vinagre.
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Obs.: Não serve de critério para a identificação de justapostos e aglutinados à presença ou a ausência do
hífen.
3. HIBRIDISMO
São palavras constituídas por elementos procedentes de línguas diferentes.
Ex.:
alcoômetro (árabe+ grego)
burocracia (francês + grego)
caipirismo (tupi + grego)
bananal (africano + latim)
goiabeira (tupi + português)...
4. ABREVIAÇÃO
A abreviação consiste na redução de uma palavra à sua primeira ou às suas primeiras sílabas.
Ex.:
cine (cinema)
metrô (metropolitano)
pneu (pneumático)
foto (fotografia)
rebu (rebuliço)
transa (transação)...
Não se deve confundir abreviação com abreviatura ou sigla. Ex.: extra (extraordinário), Av. (avenida) e ONU (Organização
das Nações Unidas). Na ordem tem-se uma abreviação, uma abreviatura e uma sigla. Ao processo de formação de Siglas se
dá nome de Siglonimização.
[Link]
Quando a palavra reproduz ou procura reproduzir certos sons ou ruídos é formada por onomatopéia. Algumas
onomatopéias dão origem a verbos ou substantivos.
Ex.: bibi, bem-te-vi, cacarejar, miau, miado, traque, trimmm, tique-taque, reco-reco, pingue- pongue, tilintar, au-
au.
[Link]
Para criar novas palavras, ou seja, neologismos, é preciso criatividade e conhecimento das estruturas das
palavras da nossa língua. Neologia ( ne(o) = novo) + logia = ciência).
Ex. micreiro: micro + eiro
suingado : suingue + ginga + ado
showmício: show + comício
[Link]
Palavra ou expressão de outras línguas, empregada na língua portuguesa. Ex:
Cappuccinos – do italiano
Drinques – do inglês drink
Designer – do inglês ...
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Formas de incorporação: grafia original (band-aid); grafia aportuguesada (blecaute do inglês – blackout);
dupla grafia (tíquete ou ticket) e decalque (cachorro - quente vem de hot-dog).
EXERCÍCIOS
01. (PRF/2009) “Outra de elevador” 04. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
“ Ascende”, dizia o ascensorista. Depois: “ A alternativa que contém uma palavra formada
Eleva-se.” “ Para cima.” “ Para o alto.” Escalando.” exatamente pelo mesmo processo pelo qual se
Quando perguntavam: “ Sobe ou desce?”, respondia: obteve “seringueiro” é
“A primeira alternativa.” Depois dizia “Descende”, A) cigarros.
“Ruma para baixo”, “Cai controladamente.” “ A B) desarrumação.
segunda alternativa.” “ Gosto de improvisar”, C) penumbra.
justificava-se. Mas como toda a arte tende para o D) reconhecimento.
excesso, chegou ao preciosismo. Quando E) simplicidade.
perguntavam “Sobe?”, respondia: “É o que
veremos..." Nem todo o mundo compreendia, mas 05. (IF-PA/ Administrador/ 2016)
alguns os instigavam. Quando comentavam que Assinale a única forma verbal que não possui
devia ser uma chatice trabalhar em elevador, ele desinência modo-temporal.
respondia: “Tem seus altos e baixos”, como A) riam.
esperavam. B) cantavam.
Respondia, criticamente, que era melhor que C) contamos.
trabalhar em escala, ou que não se importava, D) insistirdes.
embora o seu sonho fosse um dia, comandar alguma E) enrolássemos.
coisa que andasse para os lados. E quando ele
perdeu o emprego, porque substituíram o elevador 06. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) O gentílico
antigo do que se refere a quem nasce no estado do Mato
prédio por um moderno automático, daqueles que Grosso do Sul é sul-mato-grossense ou mato-
têm música ambiental, disse: “Era só me pedirem – grossense-do-sul. Esses dois adjetivos, quanto ao
eu também canto.” processo de formação, devem ser classificados
(Luis Fernando Veríssimo – jornal O Globo, 2002) A) ambos como casos de palavras compostas por
O elemento em destaque em cada vocábulo que justaposição.
deve ser identificado como um morfema, indicador B) apenas o primeiro como palavra composta por
de ação em processo é: justaposição, pois o segundo é formado por
A) controladamente – mente. derivação sufixal.
B) chatice – ice. C) apenas o segundo como palavra composta por
C) escalando – ndo. justaposição, pois o primeiro é formado por
D) ambiental – al. derivação prefixal.
E) pedirem – rem. D) ambos como casos de palavras derivadas: a
primeira é sufixal; a segunda é prefixal.
02. (Musicoter./ Pref. S. João da Barra/2010) O E) ambos como casos de palavras formadas por
texto emprega algumas palavras formadas por derivação parassintética.
derivação sufixal, entre as quais se encontram as
seguintes: 07. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
A) terça-feira, guarda-chuvas, recém-eleito. alternativa que mostra a separação correta dos
B) coligação, deflagrou, permitir. morfemas do verbo dado.
C) atiraram, encontrou, pretendiam. A) LEVO = L+E+V+O
D) ucraniano, jornalistas, governamentais. B) ENCONTREI = EN+CONTR+E+I
E) decisão, compra, custo. C) CONTRAÍSTES = CONTRA+I+STES
D) PLANEJARIAS = PLAN+EJAR+IA+S
03. (Musicoter./ Pref. S. João da Barra/2010) E) AMASSÁSSEMOS = AM+A+SSA+SSE+MOS
Assinale a forma verbal cuja desinência número-
pessoal é ZERO. 08. (IFPI/ Administrador/ 2014)
A) DEFLAGROU
B) PRETENDIAM
C) FOSSEM
D) ATIRARAM
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Acentuação Gráfica
ACENTOS GRÁFICOS
Na língua escrita, em alguns casos, há necessidade de indicar a sílaba tônica ou a pronúncia correta de uma
palavra por meio de certos sinais. Tais sinais recebem o nome de acentos gráficos e são colocados sobre as
vogais. São os seguintes:
acento agudo ( ´ )
acento grave ( ` )
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acento circunflexo ( ^ )
Proparoxítonas sempre simpática, lúcido, Continua tudo igual ao que era antes da
sólido, cômodo nova ortografia.
Observe:
Pode-se usar acento agudo ou circunflexo
de acordo com a pronúncia da região:
acadêmico, fenômeno (Brasil) académico,
fenómeno (Portugal).
Monossílabos terminados em A, AS, vá, pás, pé, mês, Continua tudo igual.
tônicos (são E, pó, pôs Atente para os acentos nos verbos com
oxítonas também) ES, O,OS formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo, etc.
Ditongos abertos EI, OI, idéia, colméia, bóia Esta regra desapareceu (para palavras
em palavras paroxítonas). Escreve-se agora: ideia,
paroxítonas colmeia, celuloide, boia.
Observe: há casos em que a palavra se
enquadrará em outra regra de
acentuação. Por exemplo: contêiner,
Méier, destróier serão acentuados porque
terminam em R.
Ditongos abertos ÉIS, ÉU(S), ÓI(S) papéis, herói, Continua tudo igual (mas, cuidado:
em palavras heróis, troféu, céu, somente para palavras oxítonas com uma
oxítonas mói (moer) ou mais sílabas).
Verbos ter e vir na terceira pessoa do eles têm, Continua tudo igual.
plural do presente do eles vêm Ele vem aqui; eles vêm aqui.
indicativo Eles têm sede; ela tem sede.
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Derivados de ter e na terceira pessoa do ele obtém, detém, Continua tudo igual.
vir (obter, manter, singular leva acento mantém;
intervir) agudo; eles obtêm, detêm,
na terceira pessoa do mantêm
plural do presente
levam circunflexo
EXERCÍCIOS
prosódia, uma das partes em que se divide a A) Em meio ao conturbadissimo cenário político, o
Fonologia. pessimismo do brasileiro aumentou no mês de
As palavras “Nobel”, “edito” (lei), “rubrica”, “aziago”, março.
“ibero”, “ruim” classificam-se, respectivamente, no B) É o que mostram os numeros levantados este
padrão culto da língua, como mês pelo Índice Nacional de Expectativa do
A) paroxítona, paroxítona, proparoxítona, Consumidor.
proparoxítona, proparoxítona, oxítona. C) O dado encontra-se abaixo da media histórica, já
B) paroxítona, proparoxítona, paroxítona, oxítona, que na comparação com março do ano passado está
proparoxítona, paroxítona. menor.
C) oxítona, proparoxítona, proparoxítona, paroxítona, D) De acordo com pesquisa encomendada pela CNI,
paroxítona, paroxítona. o quase cáos se deve, principalmente, ao temor do
D) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, desemprego.
paroxítona, oxítona. E) As expectativas sobre a renda pessoal recuaram
E) oxítona, paroxítona, paroxítona, paroxítona, no triênio, e a inflação é também um tema
proparoxítona, oxítona. desconfortável na agenda.
03. (Psicólogo / MJ/ 2009) Recebem acento agudo 08. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Observe os
os ditongos “éi” e “ói” tônicos, de palavras oxítonas. cinco primeiros versos da letra de “Rosa dos
Seguem essa regra todas as palavras da opção Ventos”, canção de Chico Buarque: “E do amor
A) ideia - heroi - joia. gritou-se o
B) fieis – estreia – boia. escândalo / Do medo criou-se o trágico / No rosto
C) constroi - aneis - decibeis. pintou-se o pálido / E não rolou uma lágrima / Nem
D) farois - introito - crueis. uma lástima para socorrer”. Para terminar seus
E) destroi – ideia – heroico. versos, o autor deu preferência a palavras
A) oxítonas. D) polissílabas.
04. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) B) paroxítonas. E) átonas.
Acentua-se exatamente pela mesma regra ocorrente C) proparoxítonas.
em “glória” a palavra presente na alternativa
A) céu. D) própria. 09. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) De acordo
B) és. E) têm. com as regras ortográficas em vigor, a única dupla
C) heróico. de palavras corretamente hifenizadas é
A) arco-íris & cor-de-abóbora.
05. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) B) cor-de-rosa & bola-de-gude.
A grafia de TODAS as palavras está correta na frase C) zé-ninguém & arco-da-velha.
apresentada na alternativa D) bolha-de-sabão & água-de-colônia.
A) A propósta do texto soa estravagante para quem E) água-de-cheiro & maria-vai-com-as-outras.
não apreçiar uma vida simples e natural.
B) A sugeição a velhas manias impede que se possa 10. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
adotar comportamentos inovadores. única alternativa que mostra uma frase escrita
C) A vida displiscente do homem moderno impõe um inteiramente de acordo com as regras de acentuação
rítimo insano à rotina urbana. gráfica vigentes.
D) A vida mais próxima da Natureza resgata a A) Nas aulas de Ciências, construí uma mentalidade
simplicidade, que empecilhos de toda ordem nos ecológica responsável.
impedem de desfrutar. B) Nas aulas de Inglês, conheci um pouco da
E) A vida natural exclue, é obvio, os desvalores que gramática e da cultura inglêsa.
encluimos no nosso dia-a-dia. C) Nas aulas de Sociologia, gostei das idéias
evolucionistas e de estudar ética.
06. (IF-PA/ Administrador/ 2016) De acordo com as D) Nas aulas de Artes, estudei a cultura indígena, o
regras ortográficas em vigor, a única dupla de barrôco e o expressionismo.
palavras corretamente hifenizadas é E) Nas aulas de Educação Física, eu fazia exercícios
A) bicho-do-pé & bicho-do-mato. para gluteos, adutores e tendões.
B) leão-marinho & lobo-da-tasmânia.
C) cor-de-rosa & cor-de-abóbora. 11. (IFBA/ Administrador/ 2014) Um estudante
D) maria-fumaça & maria-vai-com-as-outras. recebeu a tarefa de reunir as palavras acentuadas do
E) joão-bobo & pseudo-raiva. segundo parágrafo do texto, agrupando-as conforme
sua regra de acentuação. O resultado preliminar
07. (IF-PA/ Administrador/ 2016) Assinale a única apresentou as seguintes onze palavras: AUXÍLIO,
alternativa que mostra uma frase escrita inteiramente PSICOLÓGICO, CONTEÚDOS, ÍNDICE,
de acordo com as regras de acentuação gráfica INDIVÍDUOS, TÊM, DAÍ, IMPORTÂNCIA,
vigentes. FENÔMENO, INFLUÊNCIA, TEMÁTICA.
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Verbos
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. Pode indicar,
entre outros processos:
ação (correr);
estado (ficar);
fenômeno (chover);
ocorrência (nascer);
desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus possíveis significados. Observe que
palavras como corrida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos
mencionados acima; não apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos
possuem.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:
Por exemplo:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.
Por exemplo:
fala-r
São três as conjugações:
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Modos Verbais
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato. Em
Português, existem três modos:
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: Eu sempre estudo.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por exemplo: Talvez eu estude amanhã.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido. Por exemplo: Estuda agora, menino.
Formas Nominais
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes
(substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:
a) Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e
função de substantivo.
Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
Por exemplo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta, uma ação concluída.
Por exemplo:
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d) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica
geralmente o resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Por exemplo:
Terminados os exames, os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume
verdadeiramente a função de adjetivo (adjetivo verbal).
Por exemplo:
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
Tempos Verbais
Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em
diversos tempos. Veja:
1. Tempos do Indicativo
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi
completamente terminado.
Por exemplo:
Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito (simples) - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi
totalmente terminado.
Por exemplo:
Ele estudou as lições ontem à noite.
Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve início no passado e que pode se prolongar
até o momento atual.
Por exemplo:
Tenho estudado muito para os exames.
Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação
ao momento atual.
Por exemplo:
Ele estudará as lições amanhã.
Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve ocorrer posteriormente a um momento
atual, mas já terminado antes de outro fato futuro.
Por exemplo:
Antes de bater o sinal, os alunos já terão terminado o teste.
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Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado
fato passado.
Por exemplo:
Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
Futuro do Pretérito (composto) - Enuncia um fato que poderia ter ocorrido posteriormente a um
determinado fato passado.
Por exemplo:
Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria viajado nas férias.
2. Tempos do Subjuntivo
Pretérito Imperfeito - é usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo.
Por exemplo:
Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
Futuro - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual.
Por exemplo:
Primitivos:
presente do indicativo
pretérito perfeito do indicativo
infinitivo impessoal
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Vozes do Verbo
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito gramatical é agente ou
paciente da ação. São três as vozes verbais:
a) Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
b) Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo.
Por exemplo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva
c) Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação.
Por exemplo:
O menino feriu-se.
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade.
Por exemplo:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
A voz passiva pode ser formada por dois processos: analítico e sintético.
Obs. : o agente da passiva geralmente é acompanhado da preposição por, mas pode ocorrer a
construção com a preposição de.
Por exemplo:
Por exemplo:
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- Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume o mesmo tempo e modo do verbo principal da
voz ativa. Observe a transformação da frase seguinte:
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome
apassivador SE.
Por exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola.
Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva sintética.
Curiosidade
A palavra passivo possui a mesma raiz latina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacionam
com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem o significado de voz passiva como sendo a voz que
expressa a ação sofrida pelo sujeito.
Na voz passiva temos dois elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE e AGENTE DA
PASSIVA.
Classificam-se em:
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão não
provoca alterações no radical.
Por exemplo:
canto cantei cantarei cantava cantasse
b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências.
Por exemplo:
faço fiz farei fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em impessoais,
unipessoais e pessoais.
Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do
singular. Os principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Por exemplo:
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
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c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear,
trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, "Amanheci mal-humorado", usa-se o
verbo "amanhecer" em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Por exemplo:
Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, se conjugam apenas nas terceiras pessoas, do singular e
do plural.
Por exemplo:
A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais; eis alguns:
bramar: tigre
bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
coaxar: sapo
cricrilar: grilo
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário, etc.).
Observe os exemplos:
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2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Observe os exemplos:
Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de fumar.)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
verbo computar
Este verbo teria como formas do presente do indicativo computo, computas, computa - formas de
sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas razões muitas vezes não
impedem o uso efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é o próprio
verbo computar, que, com o desenvolvimento e a popularização da informática, tem sido conjugado em
todos os tempos, modos e pessoas.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse
fenômeno costuma ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -
ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
Observe:
INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto
f) Auxiliares
São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou
particípio.
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Por exemplo:
Vou espantar as moscas.
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.
EXERCÍCIOS VERBOS
01. (PRF/2009) No trecho “O psiquiatra forense qualquer consideração sobre imprensa livre (...)
Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível precisa ser devidamente peneirada".
prevenir uma briga, evitando, por exemplo, contato No fragmento acima, retirado do texto,
de olhos com o condutor agressivo", verifica-se o observa-se a correlação temporal e modal ao se
emprego do infinitivo verbal, cujo papel gramatical é empregar o verbo da primeira oração no futuro do
A) indicar tempo futuro hipotético. subjuntivo, e o da segunda, no presente do
B) condensar a estrutura de sua oração. indicativo.
C) caracterizar a opinião do psiquiatra. Outra possibilidade de reescrita para o
D) reforçar o caráter atemporal da condução mesmo contexto, obedecendo à correlação
agressiva. normativa e coerente entre os tempos e modos
E) manter a clareza e originalidade. verbais, é
A) enquanto a mídia americana continuar na mesma
02. (PRF/2009) Em relação à manutenção da coesão toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
e coerência do trecho “Ao Hospital Regional de precisará ser devidamente peneirada.
Salgueiro as vítimas do referido acidente foram B) enquanto a mídia americana continua na mesma
levadas”, pode-se afirmar que toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
A) há manutenção da coesão e coerência textuais precisava ser devidamente peneirada.
desfavorecidas pelo emprego da voz passiva. C) enquanto a mídia americana continue na mesma
B) é sujeito paciente o termo “as vítimas”, como toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
comprova a concordância de “serem levadas”. precisou ser devidamente peneirada.
C) realizando os ajustes necessários, a expressão D) enquanto a mídia americana continuar na mesma
“foram levadas” seria erroneamente substituída por toada, qualquer consideração sobre imprensa livre
levaram-se. precisou ser devidamente peneirada.
D) há inversão da ordem direta da oração, E) enquanto a mídia americana continuasse na
ocasionando incoerência textual e ambiguidade. mesma toada, qualquer consideração sobre
E) é incoerência textual alocar adjunto adverbial no imprensa livre precisará ser devidamente peneirada.
início do período construído na voz passiva.
05. (FUNAI/ Tec Adm. / Superior/ 2009) O emprego
03. (PRF/2009) No português brasileiro, há a da palavra SE, em "muito pouco se tem falado sobre
preferência pelo emprego da terceira pessoa para o o papel da mídia", é o mesmo que se encontra em
tratamento do interlocutor, como se pode observar A) Com o passar do tempo, ele se esqueceria
no trecho “Respire fundo, tenha consciência de que daquelas amarguras.
não vale a pena brigar e, principalmente, pense em B) Nada poderemos fazer se chegares atrasado.
sua família.”. Assinale a alternativa em que essa C) Os jornalistas se assustaram com a resposta.
mesma tendência é praticada adequadamente. D) É assim que se destrói uma reputação.
A) “Vem pra Caixa você também.” E) A mídia perguntou se ele ainda viajará este ano.
B) “Faz um 21.”
C) “Seja mais um motorista consciente.” 06. (FUNAI/ Tec Adm. / Superior/ 2009) Os verbos
D) “Deixa a preguiça no sofá. Anda de bicicleta.” da frase "o mais honesto seria que os veículos da
E) “Afasta de mim esse cálice.” grande imprensa deixassem claras suas
preferências" (§ 6º) estão em suas formas simples.
04. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) “Há uma Uma das opções abaixo transpõe os dois verbos
correlação nos tempos verbais do trecho "enquanto a para as formas compostas equivalentes, mantendo o
mídia americana continuar na mesma toada, mesmo sentido da frase original. Assinale-a.
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PRONOMES
PRONOMES PESSOAIS são termos que substituem ou acompanham o substantivo. Servem para
representar os nomes dos seres e determinar as pessoas do discurso, que são:
1ª pessoa............a que fala
2ª pessoa............com quem se fala
3ª pessoa............de quem se fala
Pronomes oblíquos átonos: me, te, o, a, lhe, se, nos, vos, os, as, lhes.
Desejo-te boa sorte...
Faça-me o favor...
Em verbos terminados em -r, -s ou -z, elimina-se a terminação e os pronomes o(s), a(s) se tornam lo(s),
la(s).Em verbos terminados em -am, -em, -ão e -õe os pronomes se tornam no(s), na(s).
Colocação Pronominal:
É a correta colocação dos pronomes oblíquos átonos:
me
te
se, lhe, o, a
nos
vos
se, lhes, os, as
1. Ênclise
As formas verbais do infinitivo pessoal, do imperativo afirmativo e do gerúndio exigem a ênclise
pronominal.
Ex.: Cumpre comportar-se bem.
2. Próclise
Como norma geral, deve-se colocar o pronome átono antes do verbo, quando antes dele houver
uma palavra pertencente a um dos seguintes grupos:
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Ex.: Os homens que se prezam sabem que devem pensar antes no interesse público que nos
pessoais.
d) conjunções subordinativas: quando, se, como, porque, que, enquanto, embora, logo que, etc.
Ex.: Lembrei-me de confirmar a reserva no voo quando me despedia do chefe da divisão.
3. Mesóclise
Usa-se o pronome no meio da forma verbal, quando esta estiver no futuro simples do presente ou
do pretérito do indicativo. Ex.:
Ex.: Quando for possível, transmitir-lhes-ei mais informações.
Fica prejudicada a mesóclise quando houver, antes do futuro do presente ou do pretérito, uma das
palavras ou expressões que provocam a próclise:
4. Casos Especiais
a) É inviável a ênclise com o particípio.
Ex.: A inflação havia-se aproximado (nunca: *havia aproximado-se) de limites intoleráveis.
Ex.: Jamais nos tínhamos enfraquecido (e não: *tínhamos enfraquecido-nos) tanto.
Ex.: Tê-lo-ia afetado (e não *Teria afetado-lhe) o isolamento constante?
5. Facultatividade.
Se a palavra que antecede o verbo for:
a) Substantivo:
Ex.: O professor me explicou tudo. Ou:
O professor explicou-me tudo.
b) Pronome pessoal do caso reto:
Ex.: Ele te procurou. Ou:
Ele procurou-te.
c) Pronome demonstrativos:
Ex.: Esta me dá prazer. Ou:
Esta dá-me prazer.
LEMBRE-SE:
Configura erro crasso iniciar um período com um pronome oblíquo átono:
Ex.: Me dê motivo, pra ir embora, estou vendo a hora de te perder.
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Os pronomes de tratamento tem a função de pronome pessoal e serve para designar as pessoas do
discurso.
Expressões que se constituíram em pronomes que geralmente se usam no trato cerimonioso das
pessoas.
Todo pronome de tratamento equivale à terceira pessoa, mesmo quando formadas dos possessivos
SUA e VOSSA.
• Quando falamos diretamente com a pessoa, usamos o VOSSA.
• Quando falamos sobre a pessoa, usamos o SUA.
PRONOMES POSSESSIVOS - Indicam posse. Estabelece relação da pessoa do discurso com algo que
lhe pertence.
Singular Plural
1ª pessoa meu(s), minha(s) nosso(s), nossa(s)
2ª pessoa teu(s), tua(s) vosso(s), vossa(s)
3ª pessoa seu(s), sua(s) dele(s), dela(s)
São formas invariáveis: quem, alguém, ninguém, outrem, cada, algo, tudo, nada..
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PRONOMES RELATIVOS – São os que relacionam uma oração a um substantivo que representa.
Também se classificam em variáveis e invariáveis.
EXERCÍCIOS PRONOMES
01. (Musicoter./Pref. S. João da Barra/ 2010) A “Eu conheço você há anos e posso garantir a você
notícia diz que o presidente da câmara legislativa que não vou impedir você de contar sua versão dos
“teve de se proteger com guarda-chuvas”. fatos.”
O valor da palavra SE nesse trecho do texto é o Num exercício sobre pronomes, o professor propôs
mesmo que se encontra em: aos alunos que reescrevessem a frase acima
A) Os oposicionistas se queixavam das manobras da substituindo os termos sublinhados por pronomes
coligação que aprovou a proposta. oblíquos átonos coerentes com a frase original. A
B) Em toda a Europa, esse foi o assunto que mais se resposta dada como correta foi esta:
comentou hoje. A) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que
C) A população se envergonhou diante daquela cena não vou impedi-lo de contá-la.
lamentável no Parlamento. B) Eu o conheço há anos e posso garantir-lhe que
D) Os vendedores de ovos e tomates, se não vou impedi-lo de contar-nos.
soubessem, teriam vendido todo o estoque. C) Eu lhe conheço há anos e posso garantir-lhe que
E) Alguns parlamentares disseram que não se não vou lhe impedir de contá-la.
esperava por uma ação tão contundente. D) Eu conheço-o há anos e posso lhe garantir que
não vou o impedir de no-la contar.
02. (Psicólogo / MJ) Observe o fragmento abaixo e E) Eu lhe conheço há anos e posso lhe garantir que
assinale a quantidade de pronomes nele existente. não vou impedir-lhe de contar-nos.
“De tudo isto nos resultou um prêmio: nivelamo-nos
aos princípios liberais de nosso tempo.” 04. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) as
A) 1 pronome indefinido, 2 pronomes comunicações oficiais a serem mantidas com o
demonstrativos, 1 pronomes pessoais oblíquos e 1 Diretor-Presidente de uma instituição privada, deve-
pronome possessivo. se atribuir ao destinatário a seguinte forma de
B) 1 pronome indefinido, 1 pronome demonstrativo, 2 tratamento:
pronomes pessoais oblíquos e 1 pronome A) Vossa Senhoria.
possessivo. B) Vossa Diretoria.
C) 2 pronomes demonstrativos, 1 pronome pessoal C) Vossa Excelência.
oblíquo e 2 pronome possessivo. D) Vossa Reverência.
D) 2 pronome demonstrativo, 2 pronome pessoal E) Vossa Presidência.
oblíquo e 1 pronome possessivo.
E) 2 pronomes indefinidos, 2 pronome pessoal 05. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
oblíquo e 1 pronome demonstrativo. Leia o seguinte período: “O SEBRAE, pela sua forma
de agir, rende ‘um tributo à sociedade
03. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) empreendedora’ ”.
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Na forma padrão da Língua Portuguesa, as formas formalidade; em que pese o caráter informal das
dos pronomes pessoais oblíquos que podem assertivas, a alternativa que apresenta uma
substituir os termos destacados, entre aspas construção de todo sintaticamente inaceitável é
simples, são, respectivamente, A) Isso não é para mim pagar!
A) o / a ela. B) Os romeiros tinham trazido a mala.
B) lo / lhe. C) Arranjei um paitrocínio e um tiotrocínio.
C) no / lhe. D) Fizeram isso pra me desestabilizar!
D) no / a ela. E) Eles vão ter que me engolir!
E) lhe / a ela.
Substantivo
Palavra que nomeia os seres animados ou inanimados.
CLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO
COMUM é aquele que indica um nome comum a todos os seres da mesma espécie.
Exemplos:
criança, rio, cidade, estado e país
COLETIVO - Entre os substantivos comuns encontram-se os coletivos, que, embora no singular, indicam uma multiplicidade de
seres da mesma espécie.
Exemplos:
Boiada (muitos bois), cardume (muitos peixes,) semana (os sete dias).
CONCRETO é aquele que indica seres reais ou imaginários, de existência independente de outros seres.
Exemplos:
casa (ser real), Chile (ser real), bruxa (ser imaginário), saci (ser imaginário), vento, Deus, sereia, ar...
43
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Exemplos:
Ódio, trabalho, solidão, beleza, tristeza, ética, clareza, maturidade, conquista, paixão, abraço, amor, beijo, atenção,
brancura...
FORMAÇÃO DO SUBSTANTIVO
Observe:
pedr eira terr eno
egulho eiro
eiro áqueo
ada aria
radical radical
FLEXÃO DO SUBSTANTIVO
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável quando sofre flexão (variação). A palavra garoto, por exemplo, pode
sofrer variações para indicar:
plural - garotos
feminino - garota
aumentativo - garotão
diminutivo - garotinho
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No caso do substantivo, essas variações servem para indicar gênero, o número e o grau.
Exemplos:
garota garotos garotinho
Indicação de gênero (feminino) indicação de número (plural) indicação de grau (diminutivo).
GÊNERO DO SUBSTANTIVO
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e feminino.
É masculino o substantivo que admite o artigo o:
o ovo
o armário
o menino
É feminino o substantivo que admite o artigo a:
a janela
a caneta
a menina
SUBSTANTIVOS BIFORMES (duas formas)
Quando o substantivo indica nomes de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado ao sexo do
ser, havendo, portanto duas formas uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplo:
Menino (palavra masculina para indicar pessoa do sexo masculino) menina (palavra feminina para indicar pessoa do sexo
feminino).
Peru (palavra masculina para indicar animal do sexo masculino) perua (palavra feminina para indicar animal do sexo feminino).
Epicenos: são substantivos de um só gênero que indicam nomes de certos animais. Para especificar o sexo são utilizadas as
palavras macho ou fêmea:
Exemplos:
a mosca macho - a mosca fêmea
a águia _____________________________________
a cobra______________________________________
a borboleta___________________________________
a baleia_____________________________________
o besouro___________________________________
o crocodilo___________________________________
o jacaré_____________________________________
a palmeira___________________________________
o mamoeiro__________________________________
Sobrecomuns: são substantivos de um só gênero que indicam tanto seres do sexo masculino como do sexo feminino: A
identificação do sexo é feita pelo contexto. Exemplo:
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"Atravessei. Na soleira, encolhidinha, estava uma criança. Com as picadas da bengala ela ergueu apressadamente o rosto,
descobrindo-o para a tênue claridade da luminária distante. Era uma menina."
(Sérgio Faraco)
a criança
o indivíduo
a criatura
a vítima
a testemunha
o cônjuge
Comum de dois gêneros: são substantivos que possuem uma só forma para o masculino e o feminino, mas permitem a
variação de gênero por meio de palavras modificadoras (artigos, adjetivos, pronomes):
o/a aluvião
o/a laringe
o/a estudante
o/a avestruz
o/a tapa
o/a diabetes
o/a íris
o/a preá
o/a usucapião
o/a agente
o/a artista
o/a camarada
o/a colega
o/a cliente
o/a dentista
o/a gerente
o/a imigrante
o/a indígena
o/a intérprete
o/a jornalista
o/a mártir
o/a pianista
PARTICULARIDADES DE GÊNERO
São masculinos:
o apêndice
o formicida
o guaraná
o clã
o gengibre
o eclipse
o sósia
o decalque
o grama (peso)
o eczema
o telefonema
o champanhe (champanha).
o dó
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o lança perfume
o estigma
o trema
São femininos:
a dinamite
a apendicite
a cal
a gênese
a ênfase
a alface
a decalcomania
a matinê
a entorse
a comichão
a derme
a omoplata
a bólide
a faringe
a sóror
O capital - dinheiro
a capital - cidade
a grama - relva
o grama – medida de massa
a guia - documento
o guia – pessoa que guia outras pessoas
a rádio - estação
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a coral – cobra
o coral – coro, ou animal aquático
a lama – lodo
o lama - sacerdote budista
Flexão - Número
Singular e Plural
1) Regra geral
Acréscimo de s no singular
pássaro - pássaros
2) Regras especiais
a. ão ões
ação - ações
b. ão ães
pão - pães
c. ão ãos
mão – mãos
e. Substantivos terminados em s:
•acrescenta-se es quando oxítonos
francês - franceses
•são invariáveis quando paroxítonos
o pires - os pires
o atlas - os atlas
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paroxítonos: ileis
fóssil - fósseis
j) Plural metafônico:
Alguns substantivos alteram, no plural, o tônico fechado para o tônico aberto
ovo - ovos
caroço - caroços
corpo - corpos
corvo - corvos
posto - postos
esforço - esforços
tijolo - tijolos
Observação:
Os substantivos terminados em en, ao passarem para o plural ens, perdem o acento gráfico:
pólen – polens
Os substantivos hífen e abdômen admitem também o plural hífenes e abdômenes.
Os nomes de números terminados em s e z ficam invariáveis: os dois três; os dois dez.
Como o substantivo anão, há outros terminados em ão que admitem mais de um plural. Exemplos: charlatão – charlatãos e
charlatões; ermitão – ermitãos e ermitões; sacristão – sacristãos e sacristões; ancião - anciãos, anciões e anciães cirurgião – cirurgiões,
cirurgiães; vilão – vilãos, vilões; peão – peães, peões; vulcão – vulcãos, vulcões.
Grau
O grau é uma categoria gramatical que se manifesta ora por meio da associação de adjetivos que dão ideia de diminuição ou
de aumento, ora por meio do acréscimo de sufixos diminutivos e aumentativos.
Aumentativo
1. Forma analítica
2. Forma sintética
Casarão, narigão
Diminutivo
1. Forma analítica
2. Forma sintética
Casinha, narizinho
Observações:
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Os graus diminutivo e aumentativo podem ser empregados também para indicar desprezo, ironia:
Esse doutorzinho não acerta um diagnóstico sequer!
Aqui só se encontra essa gentalha inútil e desclassificada.
Variam sempre os substantivos, adjetivos, numerais e pronomes adjetivos, quando não houver preposição entre eles:
Observação:
Ficam no singular os verbos e as palavras invariáveis:
guarda-chuva: guarda-chuvas
verbo subst.
abaixo-assinado: abaixo-assinados
adv. adj.
o bota-fora: os bota-fora
verbo adv.
ave-maria: ave-marias
palavra inv. subst.
Regras especiais
1. Só o primeiro elemento vai para o plural, quando o segundo termo da composição é um substantivo que funciona como
determinante específico:
3.Só o último elemento vai para o plural, se o substantivo é formado por palavras repetidas ou onomatopaicas:
quero-quero: quero-queros
tique-taque: tique-taques
Exceção:
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Se o primeiro elemento for constituído de formas reduzidas, como grão, grã e bel:
grão-duque : grão- duques
grã-cruz: grã-cruzes
bel-prazer: bel-prazeres
Substantivos compostos não separados por hífen. Acrescenta-se o S (como substantivo simples):
pernalonga – pernalongas;
Adjetivo
O adjetivo é a palavra que expressa característica, qualidade, propriedade, defeito, aparência ou estado dos
seres.
O adjetivo acompanha sempre o substantivo, o adjetivo pode ser:
[Link]: verde
[Link]: verde-oliva
[Link]: bom
4. derivado: bondoso
Exceções:
trabalhador – trabalhadeira motor - motriz
São invariáveis: hindu, cortês, descortês, montês, pedrês, anterior, superior, interior, multicor, incolor, melhor, pior etc.
c.ão-ã
cristão - cristã
d.ão_ona
brincalhão - brincalhona
[Link] -éia
europeu - europeia
Exceções:
judeu - judia sandeu - sandia
f)éu -oa
ilhéu - ilhoa tabaréu - tabaroa
Número
1. Adjetivos simples
Ficam no singular ou no plural, concordando com o substantivo a que se referem.
vida amarga - vidas amargas
clima ameno - climas amenos
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2. Adjetivos compostos
a. Apenas o último elemento vai para o plural.
problema sócio-econômico
problemas sócio-econômicos
Exceções:
azul-marinho - azul-marinho
surdo-mudo - surdos-mudos
b. São invariáveis os adjetivos referentes a cores, quando o segundo elemento do adjetivo composto é um substantivo.
saias rosa-choque
vestidos azul-pavão
Grau
[Link]:
[Link] igualdade: O português é tão inteligente quanto o brasileiro.
[Link] superioridade: O português é mais inteligente que o brasileiro.
[Link] inferioridade: O português é menos inteligente do que o brasileiro.
2. Superlativo:
a. absoluto sintético: Filomena é inteligentíssima.
absoluto analítico: Filomena é muito inteligente.
b. relativo de superioridade: Filomena é a mais inteligente da classe.
relativo de inferioridade: Filomena é a menos inteligente da classe.
O superlativo absoluto sintético apresenta algumas regras específicas de formação:
1. Forma-se o superlativo absoluto sintético acrescentando-se o sufixo -íssimo à forma não-flexionada do adjetivo:
normal - normalíssimo
popular - popularíssimo
Se o adjetivo terminar em vogal, ela desaparece quando acrescentamos o sufixo -íssimo:
belo - belíssimo
forte - fortíssimo
2. Os adjetivos terminados em -vel formam o superlativo em -bilíssimo: solúvel - solubilíssimo
confortável - confortabilíssimo
terrível – terribilíssimo
[Link] adjetivos terminados em -z formam o superlativo em -císsimo:
feliz - felicíssimo
feroz – ferocíssimo
cristão - cristianíssimo
mísero - misérrimo
cruel - crudelíssimo (ou cruelíssimo)
negro - nigérrimo (ou negríssimo)
doce - dulcíssimo (ou docíssimo)
pobre - paupérrimo (ou pobríssimo)
fiel - fidelíssimo (ou fielíssimo)
salubre - salubérrimo (ou salubríssimo)
geral - generalíssimo
maléfico - maleficentíssimo
malévolo - malevolentíssimo
nobre - nobilíssimo
ágil - agílimo (ou agilíssimo)
pessoal - personalíssimo (ou pessoalíssimo)
difícil - dificílimo (ou dificilíssimo)
provável - probabilíssimo
dócil - docílimo (ou docilíssimo)
sábio - sapientíssimo
fácil - facílimo (ou facilíssimo)
sagrado - sacratíssimo
frágil - fragílimo (ou fragilíssimo)
são - saníssimo
humilde - humílimo (ou humildíssimo)
simples - simplicíssimo (ou simplíssimo)
soberbo - superbíssimo (ou soberbíssimo)
Locução adjetiva
Observe a expressão em destaque: linguagem dos animais.
A expressão em negrito é formada por mais de uma palavra e equivale a um adjetivo. Trata-se de uma locução adjetiva.
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casa de antigamente
conversa de sempre
Nem toda locução adjetiva pode ser substituída por um adjetivo correspondente:
livro de Química
sala de aula
vestido de Laura
muro de concreto
Observação: Uma mesma palavra pode pertencer a mais de uma classe gramatical. Só o contexto é que vai determinar. Veja o
exemplo:
Com ideias próprias, os jovens conquistam novos espaços a cada dia. (substantivo)
A maioria das garotas jovens afirma que a verdadeira beleza é a interior. (adjetivo)
EXERCÍCIOS
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Advérbios
É uma palavra invariável que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio.
Às vezes, um advérbio pode se referir a uma oração inteira; nessa situação, normalmente transmitem a avaliação
de quem fala ou escreve sobre o conteúdo da oração.
Por exemplo:
Observações:
- Os advérbios que se relacionam ao verbo são palavras que expressam circunstâncias do processo verbal,
podendo assim, ser classificados como determinantes.
Por exemplo:
Por exemplo:
Por exemplo:
Flexão do Advérbio
Outra característica dos advérbios se refere a sua organização morfológica. Os advérbios são palavras
invariáveis, isto é, não apresentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, porém, admitem a variação
em grau. Observe:
Grau Comparativo
Por exemplo:
Por exemplo:
Por exemplo:
Por exemplo:
Por exemplo:
Por exemplo:
Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí,
abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém, embaixo,
externamente, a distância, à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao lado, em volta.
Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora, amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constantemente,
entrementes, imediatamente, primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à noite, de
manhã, de repente, de vez em quando, de quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos, em
breve, hoje em dia.
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Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às cegas,
à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente,
lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte dos que terminam em "-mente": calmamente, tristemente,
propositadamente, pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente, bondosamente,
generosamente.
Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efetivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavelmente.
Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em excesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, tanto,
assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de muito, por completo, extremamente,
intensamente, grandemente, bem (quando aplicado a propriedades graduáveis).
Saiba que:
Por exemplo:
Ficarei o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos tarde possível.
- Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente, em geral sufixamos apenas o último:
Por exemplo:
Há palavras como muito, bastante, etc. que podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido.
Advérbios Interrogativos
São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? por que? nas interrogações diretas ou indiretas,
referentes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.
Veja:
Locução Adverbial
Quando há duas ou mais palavras que exercem função de advérbio, temos a locução adverbial, que pode
expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordinariamente por uma preposição. Veja:
lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, para dentro, por aqui, etc.
modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão, em geral, frente a frente, etc.
tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde, hoje em dia, nunca mais, etc.
Obs.: tanto a locução adverbial como o advérbio modificam o verbo, o adjetivo e outro advérbio. Observe os
exemplos:
Atenção: não confunda locução adverbial com a locução prepositiva. Nesta última, a preposição vem sempre
depois do advérbio ou da locução adverbial.
Por exemplo:
Preposição
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo
subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado,
individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a
preposição vincula.
Exemplos:
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de: preposição
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A
preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação
denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado
antecedente – é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado
consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
de + as = das: preposição
por: preposição
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os
nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações
as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma
relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata
de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.
Por exemplo: de + o = do
por + a = pela
em + um = num
Locução Prepositiva
É o conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra dessas locuções é
sempre uma preposição.
Quando as preposições a, de, em e per unem-se a certas palavras, formando um só vocábulo, essa união pode
ser por:
Combinação: ocorre quando a preposição, ao unir-se a outra palavra, mantém todos os seus fonemas.
Contração: ocorre quando a preposição sofre modificações na sua estrutura fonológica ao unir-se a outra palavra.
As preposições de e em, por exemplo, formam contrações com os artigos e com diversos pronomes. Veja:
do dos da das
num nuns numa numas
disto disso daquilo
naquele naqueles naquela naquelas
Observe outros exemplos:
em + a = na
em + aquilo = naquilo
de + aquela = daquela
de + onde = donde
Obs.: as formas pelo, pela, pelos, pelas resultam da contração da antiga preposição per com os artigos definidos.
Por exemplo:
per + o = pelo
Encontros Especiais
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes demonstrativos a, as ou com o "a" inicial dos pronomes
aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo resulta numa fusão de vogais a que se chama de crase - que deve ser
assinalada na escrita pelo uso do acento grave.
Por exemplo:
a+a=à
Exemplos:
EXERCÍCIOS
01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Na E) “Enquanto a mídia americana continuar na mesma
composição de um texto, alguns elementos toada” – modo.
linguísticos expressam circunstâncias diversas, com
a finalidade de imprimir coerência à escrita. O 02. (MUSICOTER./ Pref. S. João do Barra, RJ/
fragmento que apresenta corretamente um desses 2010) No trecho “Membros da oposição atiraram
elementos e a circunstância que ele expressa é ovos e tomates ao presidente da câmara legislativa”.
A) “... quando não reprime diretamente” – modo. Nessa passagem, observamos o emprego da
B) “...na medida em que bancou as mentiras que o preposição A como conectivo entre o verbo ATIRAR
Estado” – modo. e seu segundo complemento, PRESIDENTE. Por ser
C) “Por outro lado, nos seminários sobre liberdade um jornal português, a preposição A foi a preferida
de imprensa no Brasil” – tempo. pelo jornalista. Entretanto, como o objeto direto do
D) ” Reportagem é, antes de mais nada, uma verbo “atirar” é concreto (ovos e tomates) outra
profunda investigação de um fato. – tempo. preposição poderia ser empregada em lugar de A,
sem prejuízo de sentido, e a frase ficaria assim
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SINTAXE
Frase
– Todo e qualquer enunciado de sentido completo.
Ex.: Oi!
Oração
– Todo e qualquer enunciado de sentido completo que seja construído a partir de um verbo.
Ex.: Como vai você!
Período
– Começa na letra maiúscula e vai até o ponto final.
Ex.: Ele não veio, mas mandou uma linda substituta.
Simples
Um só verbo - ORAÇÃO ABSOLUTA
Composto
Mais de um verbo (mais de uma oração)
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Para que a oração tenha significado, são necessários alguns termos básicos: os termos essenciais. A oração
possui dois termos essenciais, o sujeito e o predicado.
Classificação do Sujeito
O sujeito das orações da língua portuguesa pode ser determinado ou indeterminado. Existem ainda as orações
sem sujeito.
1 - Sujeito Determinado: é aquele que se pode identificar com precisão a partir da concordância verbal. Pode ser:
a) Simples
Apresenta apenas um núcleo ligado diretamente ao verbo.
Por Exemplo:
A rua estava deserta.
Observação: não se deve confundir sujeito simples com a noção de singular. Diz-se que o sujeito é simples
quando o verbo da oração se refere a apenas um elemento, seja ele um substantivo (singular ou plural), um
pronome, um numeral ou uma oração subjetiva.
Por Exemplo:
Os meninos estão gripados.
Todos cantaram durante o passeio.
b) Composto
Apresenta dois ou mais núcleos ligados diretamente ao verbo.
Tênis e natação são ótimos exercícios físicos.
c) Desinencial
Ocorre quando o sujeito não está explicitamente representado na oração, mas pode ser identificado.
Por Exemplo:
Dispensamos todos os funcionários.
Nessa oração, o sujeito é implícito e determinado, pois está indicado pela desinência verbal – “mos”.
2 - Sujeito Indeterminado: é aquele que, embora existindo, não se pode determinar nem pelo contexto, nem pela
terminação do verbo. Na língua portuguesa, há três maneiras diferentes de indeterminar o sujeito de uma oração:
a) Com verbo na 3ª pessoa do plural:
O verbo é colocado na terceira pessoa do plural, sem que se refira a nenhum termo identificado anteriormente
(nem em outra oração):
Por Exemplo:
Procuraram você por todos os lugares.
Estão pedindo seu documento na entrada da festa.
Exemplos:
Vive-se melhor no campo. (Verbo Intransitivo)
Precisa-se de técnicos em informática. (Verbo Transitivo Indireto)
No casamento, sempre se fica nervoso. (Verbo de Ligação)
Entendendo a Partícula Se
As construções em que ocorre a partícula se podem apresentar algumas dificuldades quanto à classificação do
sujeito.
Veja:
No caso a, o se é uma partícula apassivadora e o verbo está na voz passiva sintética, concordando com o sujeito.
Observe a transformação das frases para a voz passiva analítica:
No caso b, se é índice de indeterminação do sujeito e o verbo está na voz ativa. Nessas construções, o sujeito é
indeterminado e o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular.
Obs.: quando o verbo está na 3ª pessoa do plural, fazendo referência a elementos explícitos em orações
anteriores ou posteriores, o sujeito é determinado.
Por Exemplo:
Felipe e Marcos foram à feira. Compraram muitas verduras.
Nesse caso, o sujeito de compraram é eles (Felipe e Marcos). Ocorre sujeito oculto.
3 - Oração Sem Sujeito: é formada apenas pelo predicado e articula-se a partir de um verbo impessoal. Observe a
estrutura destas orações:
Sujeito Predicado
- Havia formigas na casa.
- Nevou muito este ano em Nova Iorque.
É possível constatar que essas orações não têm sujeito. Constituem a enunciação pura e absoluta de um fato,
através do predicado. O conteúdo verbal não é atribuído a nenhum ser, a mensagem centra-se no processo
verbal. Os casos mais comuns de orações sem sujeito da língua portuguesa ocorrem com:
Por Exemplo:
Choveu muito no inverno passado.
Amanheceu antes do horário previsto.
Observação: quando usados na forma figurada, esses verbos podem ter sujeito determinado.
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Por Exemplo:
b) Verbos ser, estar, fazer e haver, quando usados para indicar uma ideia de tempo ou fenômenos
meteorológicos:
Ser:
Estar:
Fazer:
Faz dois anos que não vejo meu pai. (Tempo decorrido)
Fez 39° C ontem. (Temperatura)
Haver:
Por Exemplo:
Faz muitos anos que nos conhecemos.
Deve fazer dias quentes na Bahia.
Veja outros exemplos:
Predicado
Predicado é aquilo que se declara a respeito do sujeito. Nele é obrigatória a presença de um verbo ou locução
verbal. Quando se identifica o sujeito de uma oração, identifica-se também o predicado. Em termos, tudo o que
difere do sujeito (e do vocativo, quando ocorrer) numa oração é o seu predicado. Veja alguns exemplos:
A natureza é bela.
Predicado
OS VERBOS NO PREDICADO
Em todo predicado existe necessariamente um verbo ou uma locução verbal. Para analisar a importância do verbo
no predicado, devemos considerar dois grupos distintos: os verbos nocionais e os não nocionais.
Os verbos nocionais são os que exprimem processos; em outras palavras, indicam ação, acontecimento,
fenômeno natural, desejo, atividade mental:
Acontecer – considerar – desejar – julgar – pensar – querer – suceder – chover – correr fazer – nascer – pretender
– raciocinar
Esses verbos são sempre núcleos dos predicados em que aparecem.
Os verbos não nocionais exprimem estado; são mais conhecidos como verbos de ligação.
Ser – estar – permanecer – continuar – andar – persistir – virar – ficar – achar-se - acabar – tornar-se – passar (a)
Os verbos não nocionais sempre fazem parte do predicado, mas não atuam como núcleos.
Para perceber se um verbo é nocional ou não nocional, é necessário considerar o contexto em que é usado.
Assim, na oração:
Classificação do Predicado
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu núcleo significativo está num nome ou num verbo. Além
disso, devemos considerar se as palavras que formam o predicado referem-se apenas ao verbo ou também ao
sujeito da oração. Veja o exemplo abaixo:
O predicado, apesar de ser formado por muitas palavras, apresenta apenas uma que se refere ao sujeito:
necessitam. As demais palavras ligam-se direta ou indiretamente ao verbo (necessitar é, no caso, de algo), que
assume, assim, o papel de núcleo significativo do predicado. Já em:
A natureza é bela
Sujeito Predicado
No exemplo acima, o nome bela se refere, por intermédio do verbo, ao sujeito da oração. O verbo agora atua
como elemento de ligação entre sujeito e a palavra a ele relacionada. O núcleo do predicado é bela. Veja o
próximo exemplo:
Percebemos que as duas palavras que formam o predicado estão diretamente relacionadas ao sujeito:
amanheceu (verbo significativo) e ensolarado (nome que se refere ao sujeito). O predicado apresenta, portanto,
dois núcleos: amanheceu e ensolarado.
Tomando por base o núcleo do que está sendo declarado, podemos reconhecer três tipos de predicado: verbal,
nominal e verbo-nominal.
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1. Predicado Verbal
c) Indica ação.
Por exemplo:
Eles revelaram toda a verdade para a filha.
Predicado Verbal
Para ser núcleo do predicado verbal, é necessário que o verbo seja significativo, isto é, que traga uma ideia de
ação. Veja os exemplos abaixo:
Chove muito nos estados do sul do país. (núcleo do predicado verbal = Chove)
Obs.: no último exemplo há uma locução verbal de voz passiva, o que não impede o verbo demolir de ser o núcleo
do predicado.
2. Predicado Nominal
Por Exemplo:
Leonardo é competente.
Predicado Nominal
No predicado nominal, o núcleo é sempre um nome, que desempenha a função de predicativo do sujeito. O
predicativo do sujeito é um termo que caracteriza o sujeito, tendo como intermediário um verbo de ligação. Os
exemplos abaixo mostram como esses verbos exprimem diferentes circunstâncias relativas ao estado do sujeito,
ao mesmo tempo que o ligam ao [Link]:
Nosso herói acabou derrotado. (derrotado = predicativo do sujeito, acabou = verbo de ligação)
Uma simples funcionária virou diretora da empresa. (diretora = predicativo do sujeito, virou = verbo de ligação)
Predicativo do Sujeito
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É o termo que atribui características ao sujeito por meio de um verbo. Todo predicado construído com verbo de
ligação necessita de predicativo do sujeito. Pode ser representado por:
Por Exemplo:
O seu telefonema foi especial. (especial = adjetivo)
Este bolo está sem sabor. (sem sabor = locução adjetiva)
Por Exemplo:
Esta figura parece um peixe. (peixe = substantivo)
Amar é um eterno recomeçar. (recomeçar = verbo substantivado)
c) Pronome Substantivo:
Por Exemplo:
Meu boletim não é esse. (esse = pronome substantivo)
d) Numeral:
Por Exemplo:
Nós somos dez ao todo. (dez = numeral)
3. Predicado Verbo-Nominal
Por Exemplo:
Os alunos saíram da aula alegres.
Predicado Verbo-Nominal
O predicado é verbo-nominal porque seus núcleos são um verbo (saíram - verbo intransitivo), que indica uma ação
praticada pelo sujeito, e um predicativo do sujeito (alegres), que indica o estado do sujeito no momento em que se
desenvolve o processo verbal. É importante observar que o predicado dessa oração poderia ser desdobrado em
dois outros, um verbal e um nominal. Veja:
Por Exemplo:
Joana partiu contente.
Sujeito Verbo Intransitivo Predicativo do Sujeito
Por Exemplo:
A despedida deixou a mãe aflita.
Sujeito Verbo Transitivo Objeto Direto Predicativo do Objeto
Por Exemplo:
Os alunos cantaram emocionados aquela canção.
Sujeito Verbo Transitivo Predicativo do Sujeito Objeto Direto
Saiba que:
Para perceber como os verbos participam da relação entre o objeto direto e seu predicativo, basta passar a oração
para voz passiva. Veja:
Voz Ativa:
Observação: o predicativo do objeto normalmente se refere ao objeto direto. Ocorre predicativo do objeto indireto
com o verbo chamar. Assim, vem precedido de preposição.
Por Exemplo:
Todos o chamam de irresponsável.
Chamou-lhe ingrato. (Chamou a ele ingrato.)
EXERCÍCIOS SINTAXE 1
GABARITO:
1A/ 2B/ 3
Transitividade Verbal
Chama-se predicação verbal o resultado da ligação que se estabelece entre o sujeito e o verbo e entre
os verbos e os complementos. Quanto à predicação, os verbos podem ser intransitivos, transitivos ou
de ligação.
1) Verbo Intransitivo
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro termo para
completar o seu sentido. Sua ação não transita.
Por Exemplo:
O avião caiu.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode acrescentar
outras informações, como:
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se compreenda
a informação básica.
2) Verbo Transitivo
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a
alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para
adquirir sentido completo. Veja:
S. Simples Predicado
As crianças precisam de carinho.
1 2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição
obrigatória.
Por Exemplo:
Nós escutamos nossa música favorita.
1
1= Verbo Transitivo Direto
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b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição
obrigatória.
Por Exemplo:
Eu gosto de sorvete.
2
2 = Verbo Transitivo Indireto
de= preposição
c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e
indiretamente, ao mesmo tempo.
Por Exemplo:
Ela contou tudo ao namorado.
3
3= Verbo Transitivo Direto e Indireto
a= preposição
3) Verbo de Ligação
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles (sujeito e
características) certos tipos de relações.
Por Exemplo:
Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.
Por Exemplo:
Mamãe está bem.
Mamãe encontra-se bem.
Por Exemplo:
Júlia ficou brava.
Júlia fez-se brava.
Por Exemplo:
Renato continua mal.
Renato permanece mal.
Por Exemplo:
Marta parece melhor.
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Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o contexto e
não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora como de ligação. Veja:
Complementos Verbais
1) Objeto Direto
É o termo que completa o sentido do verbo transitivo direto, ligando-se a ele sem o auxílio necessário
da preposição.
Por Exemplo:
Abri os braços ao vê-lo.
Objeto Direto
Exemplos:
O agricultor cultiva a terra./ Unimos o útil ao agradável.
b) Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos.
Exemplos:
Espero-o na minha festa. / Ela me ama.
Por Exemplo:
O menino que conheci está lá fora.
Atenção:
Em alguns casos, o objeto direto pode vir acompanhado de preposição facultativa. Isso pode ocorrer:
- quando o objeto é representado por um pronome pessoal oblíquo tônico: Ofenderam a mim, não a ele.
- quando o objeto é representado por um pronome substantivo indefinido: O diretor elogiou a todos.
Obs.: caso o objeto direto não viesse preposicionado, o sentido da oração ficaria ambíguo, pois não
poderíamos apontar com precisão o sujeito (o nosso colega).
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Saiba que:
Frequentemente, verbos intransitivos, podem aparecer como verbos transitivos diretos.
Por Exemplo:
A criança chorou lágrimas doídas pela perda da mãe.
Objeto Direto
2) Objeto Indireto
É o termo que completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre regido de preposição
clara ou subentendida. Atuam como objeto indireto os pronomes: lhe, lhes, me te, se, nos, vos.
Exemplos:
Não desobedeço a meus pais.
Objeto Indireto
Por Exemplo:
Entregaram à mãe o presente. (à = "a" preposição + "a" artigo definido)
Observações Gerais:
a) Pode ocorrer ainda o (objeto direto ou indireto) pleonástico, que consiste na retomada do objeto por
um pronome pessoal, geralmente com a intenção de colocá-lo em destaque.
b) Os pronomes oblíquos o, a, os, as (e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas) são sempre objeto
direto. Os pronomes lhe, lhes são sempre objeto indireto.
Exemplos:
Eu a encontrei no quarto. (OD)
Vou avisá-lo.(OD)
Eu lhe pagarei um sorvete.(OI)
c) Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto. Para determinar sua
função sintática, podemos substituir esses pronomes por um substantivo: se o uso da preposição for
obrigatório, então se trata de um objeto indireto; caso contrário, de objeto direto.
Por Exemplo:
Roberto me viu na escola.(OD)
Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "Roberto viu o amigo
na escola." Veja que a preposição não foi usada. Portanto, "me" é objeto direto.
João me telefonou.(OI)
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Substituindo-se "me" por um substantivo qualquer (amigo, por exemplo), tem-se: "João telefonou ao
amigo". A preposição foi usada. Portanto, "me" é objeto indireto.
3) Complemento Nominal
É o termo que completa o sentido de uma palavra que não seja verbo. Assim, pode referir-se a
substantivos, adjetivos ou advérbios, sempre por meio de preposição.
Exemplos:
Cecília tem orgulho da filha.
substantivo complemento nominal
*Saiba que:
4) Agente da Passiva
É o termo da frase que pratica a ação expressa pelo verbo quando este se apresenta na voz passiva.
Vem regido comumente da preposição "por" e eventualmente da preposição "de".
Por Exemplo:
A vencedora foi escolhida pelos jurados.
Sujeito Verbo Agente da
Paciente Voz Passiva Passiva
Ao passar a frase da voz passiva para a voz ativa, o agente da passiva recebe o nome de sujeito. Veja:
Voz Ativa
Outros exemplos:
Joana é amada de muitos.
Sujeito Paciente Agente da Passiva
Observações:
Por Exemplo:
73
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b) Embora o agente da passiva seja considerado um termo integrante, pode muitas vezes ser omitido.
Por Exemplo:
EXERCÍCIOS
EXERCÍCIOS FUNRIO
Existem termos que, apesar de dispensáveis na estrutura básica da oração, são importantes para a
compreensão do enunciado. Ao acrescentar informações novas, esses termos:
- caracterizam o ser;
- determinam os substantivos;
- exprimem circunstância.
Anoiteceu.
No exemplo acima, temos uma oração de predicado verbal formado por um verbo impessoal. Trata-se
de uma oração sem sujeito. O verbo anoiteceu é suficiente para transmitir a mensagem enunciada.
Poderíamos, no entanto, ampliar a gama de informações contidas nessa frase:
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na cidade.
A ideia central continua contida no verbo da oração. Temos, agora, duas noções acessórias,
circunstanciais, ligadas ao processo verbal: o modo como anoiteceu (suavemente) e o lugar onde
anoiteceu (na cidade). A esses termos acessórios que indicam circunstâncias relativas ao processo
verbal damos o nome de adjuntos adverbiais.
Por Exemplo:
Suavemente anoiteceu na deserta cidade do planalto.
Surgiram termos que ser referem ao substantivo cidade, caracterizando-o, delimitando-lhe o sentido.
Trata-se de termos acessórios que se ligam a um nome, determinando-lhe o sentido. São chamados
adjuntos adnominais.
Nessa oração, o sujeito é determinado e simples: Fernando Pessoa. Há ainda um predicativo do sujeito
(português) relacionado ao sujeito pelo verbo de ligação (era). Trata-se, pois, de uma oração com
predicado nominal. Note que a frase é capaz de comunicar eficientemente uma informação. Nada nos
impede, no entanto, de enriquecer mais um pouco o conteúdo informativo. Veja:
Adjunto Adverbial
É o termo da oração que indica uma circunstância (dando ideia de tempo, lugar, modo, causa,
finalidade, etc.). O adjunto adverbial é o termo que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou
de um advérbio. Observe as frases abaixo:
Nessas três orações, muito é adjunto adverbial de intensidade. No primeiro caso, intensifica a forma
verbal respeitam, que é núcleo do predicado verbal. No segundo, intensifica o adjetivo interessante, que
é o núcleo do predicativo do sujeito. Na terceira oração, muito intensifica o advérbio mal, que é o núcleo
do adjunto adverbial de modo.
Sabendo que a classificação do adjunto adverbial se relaciona com a circunstância por ele expressa,
os termos acima podem ser classificados, respectivamente em: adjunto adverbial de tempo, adjunto
adverbial de meio e adjunto adverbial de lugar.
Observação: nem sempre é possível apontar com precisão a circunstância expressa por um adjunto
adverbial. Em alguns casos, as diferentes possibilidades de interpretação dão origem a orações
sugestivas.
Por Exemplo:
Entreguei-me calorosamente àquela causa.
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Adjunto Adnominal
É o termo que determina, especifica ou explica um substantivo. O adjunto adnominal possui função
adjetiva na oração, a qual pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes
adjetivos e numerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
o artigo" o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a locução adjetiva de infância são adjuntos adnominais
de amigo.
Observe como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se referem, sem
qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando substituímos um substantivo por um
pronome: todos os adjuntos adnominais que estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa
substituição.
Por Exemplo:
A percepção de que o adjunto adnominal é sempre parte de um outro termo sintático que tem como
núcleo um substantivo é importante para diferenciá-lo do predicativo do objeto. O predicativo do objeto é
um termo que se liga ao objeto por intermédio de um verbo. Portanto, se substituirmos o núcleo do
objeto por um pronome, o predicativo permanecerá na oração, pois é um termo que se refere ao objeto,
mas não faz parte dele. Observe:
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É comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com complemento nominal. Para
evitar que isso ocorra, considere o seguinte:
A expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal, pois mãe é agente de amar, pratica a ação
de amar.
Aposto
Aposto é um termo que se junta a outro de valor substantivo ou pronominal para explicá-lo ou
especificá-lo melhor. Vem separado dos demais termos da oração por vírgula, dois-pontos ou
travessão.
Por Exemplo:
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de cabeça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente
equivalente ao termo a que se relaciona porque poderia substituí-lo. Veja:
Obs.: após a eliminação de ontem, o substantivo segunda-feira assume a função de adjunto adverbial
de tempo.
Por Exemplo:
Dona Aida servia o patrão, pai de Marina, menina levada.
Analisando a oração, temos:
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Vocativo
Vocativo é um termo que não possui relação sintática com outro termo da oração. Não pertence,
portanto, nem ao sujeito nem ao predicado. É o termo que serve para chamar, invocar ou interpelar um
ouvinte real ou hipotético. Por seu caráter, geralmente se relaciona à segunda pessoa do discurso.
Veja os exemplos:
Obs.: o vocativo pode vir antecedido por interjeições de apelo, tais como ó, olá, eh!, etc.
Por Exemplo:
Ó Cristo, iluminai-me em minhas decisões.
Olá professora, a senhora está muito elegante hoje!
Eh! Gente, temos que estudar mais.
Por Exemplo:
Por Exemplo:
EXERCÍCIOS SINTAXE 4
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Quando um período é simples, a oração de que é constituído recebe o nome de oração absoluta.
Por Exemplo:
A menina comprou chocolate.
Quando um período é composto, ele pode apresentar os seguintes esquemas de formação:
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Por Exemplo:
Saímos de manhã e voltamos à noite.
b) Composto por Subordinação: ocorre quando é constituído de um conjunto de pelo menos duas
orações, em que uma delas (Subordinada) depende sintaticamente da outra (Principal).
Por Exemplo:
Não fui à aula porque estava doente.
Oração Principal Oração Subordinada
Por Exemplo:
Fui à escola e busquei minha irmã que estava esperando.
Oração Coordenada Oração Coordenada Oração Subordinada
Obs.: qualquer oração (coordenada ou subordinada) será ao mesmo tempo principal, se houver outra
que dela dependa.
Por Exemplo:
Fui ao mercado e comprei os produtos que estavam faltando.
Oração Coordenada (1) Oração Coordenada (2) (Com relação à 1ª.) e Oração Principal (Com
relação à 3ª.) Oração Subordinada (3)
Já sabemos que num período composto por coordenação as orações são independentes e
sintaticamente equivalentes.
Observe:
As luzes apagam-se;
abrem-se as cortinas;
e começa o espetáculo.
As orações, no entanto, não mantêm entre si dependência gramatical, são independentes. Existe
entre elas, evidentemente, uma relação de sentido, mas do ponto de vista sintático, uma não depende
da outra. A essas orações independentes, dá-se o nome de orações coordenadas, que podem ser
assindéticas ou sindéticas.
A conexão entre as duas primeiras é feita exclusivamente por uma pausa, representada na escrita por
uma vírgula. Entre a segunda e a terceira, é feita pelo uso da conjunção "e". As orações coordenadas
que se ligam umas às outras apenas por uma pausa, sem conjunção, são chamadas assindéticas. É o
caso de "As luzes apagam-se" e "abrem-se as cortinas". As orações coordenadas introduzidas por uma
conjunção são chamadas sindéticas. No exemplo acima, a oração "e começa o espetáculo" é
coordenada sindética, pois é introduzida pela conjunção coordenativa "e".
Obs.: a classificação de uma oração coordenada leva em conta fundamentalmente o aspecto lógico-
semântico da relação que se estabelece entre as orações.
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De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser:
aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas.
a) Aditivas
Por Exemplo:
Discutimos várias propostas e analisamos possíveis soluções.
As orações sindéticas aditivas podem também estar ligadas pelas locuções não só... mas (também),
tanto...como, e semelhantes. Essas estruturas costumam ser usadas quando se pretende enfatizar o
conteúdo da segunda oração. Veja:
Chico Buarque não só canta, mas também (ou como também) compõe muito bem.
Não só provocaram graves problemas, mas (também) abandonaram os projetos de reestruturação
social do país.
Obs.: como a conjunção "nem" tem o valor da expressão "e não", condena-se na língua culta a forma "e
nem" para introduzir orações aditivas.
Por Exemplo:
Não discutimos várias propostas, nem (= e não) analisamos quaisquer soluções.
b) Adversativas
Exprimem fatos ou conceitos que se opõem ao que se declara na oração coordenada anterior,
estabelecendo contraste ou compensação. "Mas" é a conjunção adversativa típica. Além dela,
empregam-se: porém, contudo, todavia, entretanto e as locuções no entanto, não obstante, nada
obstante. Introduzem as orações coordenadas sindéticas adversativas.
Veja os exemplos:
"O amor é difícil, mas pode luzir em qualquer ponto da cidade." (Ferreira Gullar)
O país é extremamente rico; o povo, porém, vive em profunda miséria.
Tens razão, contudo controle-se.
Janaína gostava de cantar, todavia não agradava.
O time jogou muito bem, entretanto não conseguiu a vitória.
Saiba que:
- Algumas vezes, a adversidade pode ser introduzida pela conjunção "e". Isso ocorre normalmente em
orações coordenadas que possuem sujeitos diferentes.
Por Exemplo:
Deus cura, e o médico manda a conta.
Nesse ditado popular, é clara a intenção de se criar um contraste. Observe que equivale a uma frase do
tipo: "Quem cura é Deus, mas é o médico quem cobra a conta!"
Por Exemplo:
Camila era uma menina estudiosa, mas principalmente esperta.
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c) Alternativas
Expressam ideia de alternância de fatos ou escolha. Normalmente é usada a conjunção "ou". Além
dela, empregam-se também os pares: ora... ora, já... já, quer... quer..., seja... seja, etc. Introduzem as
orações coordenadas sindéticas alternativas.
Exemplos:
Diga agora ou cale-se para sempre.
Ora age com calma, ora trata a todos com muita aspereza.
Estarei lá, quer você permita, quer você não permita.
Obs.: nesse último caso, o par "quer...quer" está coordenando entre si duas orações que, na verdade,
expressam concessão em relação a "Estarei lá". É como disséssemos: "Embora você não permita,
estarei lá".
d) Conclusivas
Exprimem conclusão ou consequência referentes à oração anterior. As conjunções típicas são: logo,
portanto e pois (posposto ao verbo). Usa-se ainda: então, assim, por isso, por conseguinte, de modo
que, em vista disso, etc. Introduzem as orações coordenadas sindéticas conclusivas.
Exemplos:
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar.
A situação econômica é delicada; devemos, pois, agir cuidadosamente.
O time venceu, por isso está classificado.
Aquela substância é toxica, logo deve ser manuseada cautelosamente.
e) Explicativas
Indicam uma justificativa ou uma explicação referente ao fato expresso na declaração anterior. As
conjunções que merecem destaque são: que, porque e pois (obrigatoriamente anteposto ao verbo).
Introduzem as orações coordenadas sindéticas explicativas.
Exemplos:
Vou embora, que cansei de esperá-lo.
Vinícius devia estar cansado, porque estudou o dia inteiro.
Cumprimente-o, pois hoje é o seu aniversário.
Atenção:
Cuidado para não confundir as orações coordenadas explicativas com as subordinadas adverbiais
causais. Observe a diferença entre elas:
Por Exemplo:
A criança devia estar doente, porque chorava muito. (O choro da criança não poderia ser a causa de
sua doença.)
- Orações Subordinadas Adverbiais Causais: exprimem a causa do fato.
Por Exemplo:
Henrique está triste porque perdeu seu emprego. (A perda do emprego é a causa da tristeza de
Henrique.)
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a oração explicativa e a precedente e que
esta é, muitas vezes, imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
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EXERCÍCIOS
3) Coloque “F” naqueles enunciados que forem 01. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) O primeiro
apenas frases e “O” para os que forem orações: parágrafo da crônica “O Verão e as Mulheres”, de
1. ( ) Que piada engraçada! Rubem Braga, diz: “Talvez tenha acabado o verão.
2. ( ) Silêncio! Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o
3. ( ) Não pise na grama. céu está limpo e o sol é muito claro.
4. ( ) Todos começaram a rir. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas.
5. ( ) Atenção! As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado
6. ( ) Por favor, dê-me um cigarro. o verão.”
7. ( ) Boa noite! Observando-se as orações e períodos
8. ( ) O dia amanheceu nublado. existentes no parágrafo acima, pode-se reconhecer
9. ( ) Com licença. que o cronista escreveu
10. ( ) Deixe-me passar! A) três períodos simples e dois períodos compostos.
11. ( ) Chuva e sol, casamento de espanhol.
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B) quatro períodos simples e dois períodos D) A penúltima frase do parágrafo repete a ideia de
compostos. totalidade como argumento afirmativo da caridade
C) quatro períodos e nove orações. das pessoas.
D) cinco períodos e sete orações. E) A combinação de MAS e NO ENTANTO tem valor
E) cinco períodos e oito orações. expressivo de reforço da ideia adversativa.
As orações subordinadas dividem-se em três grupos, de acordo com a função sintática que
desempenham e a classe de palavras a que equivalem. Podem ser substantivas, adjetivas ou
adverbiais. Para notar as diferenças que existem entre esses três tipos de orações, tome como base a
análise do período abaixo:
Nessa oração, o sujeito é "eu", implícito na terminação verbal da palavra "percebi". "A profundidade das
palavras dele" é objeto direto da forma verbal "percebi". O núcleo do objeto direto é "profundidade".
Subordinam-se ao núcleo desse objeto os adjuntos adnominais "a" e "das palavras dele ". No adjunto
adnominal "das palavras dele", o núcleo é o substantivo "palavras", ao qual se prendem os adjuntos
adnominais "as" e "dele". "Só depois disso" é adjunto adverbial de tempo.
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É possível transformar a expressão "a profundidade das palavras dele", objeto direto, em oração.
Observe:
Nesse período composto, o complemento da forma verbal "percebi" é a oração "que as palavras dele
eram profundas". Ocorre aqui um período composto por subordinação, em que uma oração
desempenha a função de objeto direto do verbo da outra oração. O objeto direto é uma função
substantiva da oração, ou seja, é função desempenhada por substantivos e palavras de valor
substantivo. É por isso que a oração subordinada que desempenha esse papel é chamada de oração
subordinada substantiva.
Pode-se também modificar o período simples original transformando em oração o adjunto adnominal do
núcleo do objeto direto, "profundidade". Observe:
Nesse período, o adjunto adnominal de "profundidade" passa a ser a oração "que as palavras dele
continham". O adjunto adnominal é uma função adjetiva da oração, ou seja, é função exercida por
adjetivos, locuções adjetivas e outras palavras de valor adjetivo. É por isso que são chamadas de
subordinadas adjetivas as orações que, nos períodos compostos por subordinação, atuam como
adjuntos adnominais de termos das orações principais.
Outra modificação que podemos fazer no período simples original é a transformação do adjunto
adverbial de tempo em uma oração. Observe:
Nesse período composto, "Só quando caí em mim" é uma oração que atua como adjunto adverbial de
tempo do verbo da outra oração. O adjunto adverbial é uma função adverbial da oração, ou seja, é
função exercida por advérbios e locuções adverbiais. Portanto, são chamadas de subordinadas
adverbiais as orações que, num período composto por subordinação, atuam como adjuntos adverbiais
do verbo da oração principal.
A oração subordinada substantiva tem valor de substantivo e vem introduzida, geralmente, por
conjunção integrante (que, se).
Por Exemplo:
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva
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De acordo com a função que exerce no período, a oração subordinada substantiva pode ser:
a) Subjetiva
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito do verbo da oração principal. Observe:
Atenção:
Observe que a oração subordinada substantiva pode ser substituída pelo pronome " isso". Assim, temos
um período simples:
b) Objetiva Direta
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce função de objeto direto do verbo da oração
principal.
Por Exemplo:
Todos querem sua aprovação no vestibular.
Objeto Direto
c) Objetiva Indireta
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como objeto indireto do verbo da oração
principal. Vem precedida de preposição.
Por Exemplo:
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
Por Exemplo:
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
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d) Completiva Nominal
A oração subordinada substantiva completiva nominal completa um nome que pertence à oração
principal e também vem marcada por preposição.
Por Exemplo:
Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
e) Predicativa
Por Exemplo:
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo era isso.)
Oração Subordinada Substantiva Predicativa
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva "de" para realce. Veja o exemplo:
f) Apositiva
A oração subordinada substantiva apositiva exerce função de aposto de algum termo da oração
principal.
Por Exemplo:
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de seu casamento.
Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Saiba mais:
Apesar de a NGB não fazer referência, podem ser incluídas como orações subordinadas substantivas
aquelas que funcionam como agente da passiva iniciadas por "de" ou "por" , + pronome indefinido. Veja
os exemplos:
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EXERCÍCIOS
I. Classifique as orações subordinadas como 20- Lembrou-se de que ainda não entregara a
Subjetivas ou Objetivas Diretas: pesquisa ao professor.
1. Não entendi se ela vai à festa hoje à noite. 21- O problema é que ele não entregou nenhuma
2. Convém que Cristo cresça mais e mais. documentação no prazo exigido.
3. Parece que eles entenderam a matéria. 22- Estou convencida de que ele é seu namorado.
4. Estão falando que ela não vai. 23- Eu lhe disse apenas isto: que não se
5. Percebe-se como tudo era conduzido por ele. aborrecesse com ela.
6. Percebi como tudo terminaria. 24- A tendência é que você brilhar ainda mais.
7. O Presidente informou aos presentes que não 25- Vi quando ele chegou.
renunciaria. 26- Nesta empresa, é necessário que se estabeleça
8. Comunicou-lhes como queria o trabalho. regras.
9. Não se nota que, na vida, as mentiras sempre 27- Minha vontade é que alegre o ambiente.
serão reveladas. 28- José reconhece que errou nos últimos dias.
10. Quem avisa amigo é! 29- Lembrei-me do quanto você me amava.
30- Todos querem isso: que a paz mundial impere.
II. Classifique as orações subordinadas como 31- Não se sabe se haverá aula na próxima 2ª feira.
Objetivas Indiretas ou Completiva Nominal: 32- Alguém nos dissera que José havia falhado nas
1. Levo a leve impressão de que não agradei. intenções.
2. Só gosto de quem gosta de mim. 33- Consta que as aulas se prolongarão até o dia 30.
3. O gerente era favorável a que demitissem o rapaz. 34- Diz-se que não haverá programa de televisão.
4. O presidente informou os presentes de que não 35- Dizem que todos chegaram cedo à reunião.
renunciaria.
5. Aconselho-o a que trabalhe mais. IV – EXERCÍCIOS FUNRIO:
6. Sê grato a quem te ensina. 01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Assinale a
7. Fabiano tinha a certeza de que não se abaria tão alternativa em que se classifica corretamente a
cedo. oração sublinhada:
8. Daremos o prêmio a quem o merecer. A) Sabe-se que ela tem sido abjeta. (oração
9. O soldado insistia em que a prisão fosse feita. subordinada substantiva subjetiva).
10. À noite, tive conhecimento da chegada dos meus B) ... comparam esse tipo de censura ao que foi feito
primos. no caso do Irã” ... (oração subordinada substantiva
objetiva direta).
III. Classifique as Orações Subordinadas C) ... jornalistas americanos que vêm ao patropi a
Substantivas: convite...” (oração subordinada substantiva
1- Eu sei que vou te amar. completiva nominal).
2- Lembrei-me de que hoje sairemos juntos. D) ... sob o argumento de que chocariam as
3- É preciso que a saudade desenhe tuas linhas pessoas. (oração subordinada substantiva objetiva
perfeitas. indireta).
4- O problema é que não sei inglês. E) ... fim para aqueles que desvendaram o caso
5- É obvio que eu estudei para o exame. Watergate. (oração subordinada substantiva
6- Não sabia que você morava tão longe. apositiva).
7- É necessário que você estude.
8- Era esperado que todos se reabilitassem. 02. (IF-PA/ Administrador/ 2016)
9- O importante é que todos se inscrevam ainda “Os comerciantes que desejam estar atentos e
hoje. fortes, em um mercado altamente competitivo e
10- Todos desejam que haja paz no mundo. acirrado pela retração econômica, já sabem de cor e
11- O orgulho o impedia de que reconhecesse o erro. salteado o beabá das ferramentas do marketing
12- O grande mal é que muitas pessoas não se promocional. O diretor do grupo Albero conta que
cuidam. todas as lojas oferecem degustação dos produtos em
13- Temos necessidade de que algumas leis sejam lançamento, com profissionais especializados para
alteradas. orientar e tirar as dúvidas dos consumidores.”
14- Ninguém percebeu que o cantor desafina. (JORNAL DO COMMERCIO, 06 de abril de 2016)
15- Opinei favoravelmente a que o escolhessem. O trecho acima contém dois períodos, o segundo
16- O réu declarou apenas isto: que agira em deles emprega, na segunda oração, uma oração
legítima defesa. A) absoluta.
17- Ele disse que ia tomar alguma providência? B) coordenada sindética aditiva.
18- É certo que ele terá os refrigerantes para o C) subordinada adjetiva restritiva.
almoço. D) subordinada substantiva apositiva.
19- Espero que você se divirta bastante nas férias. E) subordinada substantiva objetiva direta.
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03. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) As “Era um gosto ver o Quincas Borba fazer o
comunicações que partem dos órgãos públicos imperador nas festas do Espírito Santo”.
federais devem ser compreendidas por todo e Nele, é possível perceber que
qualquer cidadão brasileiro. Para atingir esse I. existe um sujeito de natureza oracional, ligado ao
objetivo, há que evitar o uso de uma linguagem verbo de ligação “era”.
restrita a determinados grupos. Não há dúvida de II. “nas festas do Espírito Santo” é um adjunto
que um texto marcado por expressões de circulação adverbial de lugar.
restrita, como a gíria, os regionalismos vocabulares III. o verbo “fazer”, em geral empregado como
ou o jargão técnico, tem sua compreensão transitivo direto, está sendo usando com
dificultada. (Manual de Redação da Presidência da transitividade indireta.
República) IV. a palavra “gosto” funciona como núcleo do sujeito
Sobre o trecho transcrito acima é correto simples.
afirmar que seu terceiro período tem uma oração Estão corretas apenas as afirmações:
A) subordinada adjetiva. A) II e III. D) I e II.
B) reduzida de particípio. B) I e III. E) III e IV.
C) subordinada adverbial. C) II e IV.
D) coordenada assindética.
E) subordinada substantiva.
Gabarito:
04. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa) 1A/ 2E/ 3E/ 4D/
Observe, com atenção, o período abaixo:
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele
equivale. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem a função de adjunto adnominal
do antecedente. Observe o exemplo:
Obs.: para que dois períodos se unam num período composto, altera-se o modo verbal da segunda
oração.
Na relação que estabelecem com o termo que caracterizam, as orações subordinadas adjetivas podem
atuar de duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou especificam o sentido do termo a que
se referem, individualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa, sendo chamadas
subordinadas adjetivas restritivas. Existem também orações que realçam um detalhe ou amplificam
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficientemente definido, as quais denominam-se
subordinadas adjetivas explicativas.
Exemplo 1:
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Nesse período, observe que a oração em destaque restringe e particulariza o sentido da palavra
"homem": trata-se de um homem específico, único. A oração limita o universo de homens, isto é, não se
refere a todos os homens, mas sim àquele que estava passando naquele momento.
Exemplo 2:
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido restritivo em relação à palavra "homem": na
verdade, essa oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar contida no conceito de
"homem".
Saiba que:
A oração subordinada adjetiva explicativa é separada da oração principal por uma pausa, que, na
escrita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação seja indicada como forma de
diferenciar as orações explicativas das restritivas: de fato, as explicativas vêm sempre isoladas por
vírgulas; as restritivas, não.
O estudo das orações subordinadas adjetivas está profundamente ligado ao emprego dos pronomes
relativos. Por isso, vamos aprofundar nosso conhecimento acerca desses pronomes.
O pronome relativo "que" é chamado relativo universal, pois seu emprego é extremamente amplo. Esse
pronome pode ser usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural.
Sintaticamente, o relativo "que" pode desempenhar várias funções:
Eis os artistas.
Os artistas (= que) representarão o nosso país.
Sujeito
Trouxe o documento
Você pediu o documento (= que)
Objeto Direto
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Você é o professor.
Predicativo do Sujeito
Este é o animal.
Agente da Passiva
g) Adjunto Adverbial: O acidente ocorreu no dia em que eles chegaram. (adjunto adverbial de tempo).
Pelos exemplos citados, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido de preposição
apropriada de acordo com a função que exerce. Na língua escrita formal, é sempre recomendável esse
cuidado.
d) Agente da Passiva: O médico por quem fomos assistidos é um dos mais renomados especialistas.
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"Cujo" e sua flexões equivalem a "de que", "do qual" (ou suas flexões "da qual", "dos quais", "das
quais"), "de quem". Estabelecem normalmente relação de posse entre o antecedente e o termo que
especificam, atuando na maior parte das vezes como adjunto adnominal e em algumas construções
como complemento nominal. Veja:
a) Adjunto Adnominal:
Não consigo conviver com pessoas cujas aspirações sejam essencialmente materiais. (Não consigo
conviver com pessoas / As aspirações dessas pessoas são essencialmente materiais).
b) Complemento Nominal:
O livro, cuja leitura agradou muito aos alunos, trata dos tristes anos da ditadura. (cuja leitura = a leitura
do livro)
Atenção:
Não utilize artigo definido depois do pronome cujo. São erradas construções como:
"A mulher cuja a casa foi invadida..." ou "O garoto, cujo o tio é professor..."
"O qual"," a qual"," os quais" e "as quais" são usados com referência a pessoa ou coisa. Desempenham
as mesmas funções que o pronome "que"; seu uso, entretanto, é bem menos frequente e tem se
limitado aos casos em que é necessário para evitar ambiguidade.
Por Exemplo:
a) Sujeito:
b) Adjunto Adverbial:
Não deixo de cuidar da grama, sobre a qual às vezes gosto de um bom cochilo.
A preposição sobre, dissilábica, tende a exigir o relativo sob as formas " o / a qual", "os / as quais",
rejeitando a forma "que".
O pronome relativo "onde" aparece apenas no período composto, para substituir um termo da oração
principal numa oração subordinada. Por essa razão, em um período como "Onde você nasceu?", por
exemplo, não é possível pensar em pronome relativo: o período é simples, e nesse caso, "onde" é
advérbio interrogativo.
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Na língua culta, escrita ou falada, "onde" deve ser limitado aos casos em que há indicação de lugar
físico, espacial. Quando não houver essa indicação, deve-se preferir o uso de em que, no qual (e suas
flexões na qual, nos quais, nas quais) e nos casos da ideia de causa / efeito ou de conclusão.
Por Exemplo:
Quero uma cidade tranquila, onde possa passar alguns dias em paz.
Vivemos uma época muito difícil, em que (na qual) a violência gratuita impera.
a) Quanto, quantos e quantas: são pronomes relativos que seguem os pronomes indefinidos "tudo",
"todos" ou "todas". Atuam principalmente como sujeito e objeto direto. Veja os exemplos:
b) Como e quando: exprimem noções de modo e tempo, respectivamente. Atuam, portanto, como
adjuntos adverbiais de modo e de tempo.
Exemplos:
É estranho o modo como ele me trata.
É a hora quando o sol começa a deitar-se.
EXERCÍCIOS
I. Sublinhe a oração subordinada adjetiva, circule o colidiu com o carro”. Em relação ao termo “o qual”, é
pronome relativo e dê a Função Sintática do referido correto afirmar que
Pronome Relativo [que] (sujeito, predicativo do A) promove a coerência textual apontando o termo
sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento que o precede, sendo portanto catafórico.
nominal, agente da passiva e adjunto adverbial): B) é tido como sujeito da frase, uma vez que substitui
tal termo.
01. Desapareceu a dor de que tanto reclamava. C) pode ser substituído por “cuja” sem comprometer
02. Comprei a casa que você indicou. a coesão textual.
03. Poucos conhecem o artista que sou. D) é pronome relativo e pertence à segunda oração
04. Estudamos os autores que formam um dos do período destacado.
grupos românticos. E) é pronome relativo, portanto, não poderia referir-
05. Não encontrei o livro a que te referiste. se a um substantivo.
06. Recolha o material que está sobre a mesa.
07. Ainda não vi o filme a que você se refere. 02. (Psicólogo / MJ/ 2009) O Trecho “Tanto pior
08. Há pessoas que sofrem pelos outros. para os que não o compreendam.“ na oração “que
09. Encontrei o garoto que você estava procurando. não o compreendam”, o conector desempenha a
10. O motor trabalhava com a força de que era mesma função sintática que o da opção
capaz. A) “Quero ver do alto o horizonte, / que foge sempre
11. Você não é aquele que parece de mim”.
12. Não é este o lugar a que eles se referem? B) “De novo concentrou a atenção no que a amiga
13. Quais são as frases que você errou. lhe dizia”.
14. Comprei o livro que estava em liquidação. C) “Reduze-me ao pó que fui”.
15. A loja em que comprei o vestido estava em D) “Deem-me as cigarras que eu ouvi menino”.
liquidação. E) “Já não se lembra da picardia que me fez?”.
16. Devolveu os ingressos que havia comprado.
17. As pinturas que faço me dão prazer. 03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
18. Gostei da roupa que você comprou. Está correto o emprego da expressão destacada
19. O homem rico que ele era, hoje passa por entre parênteses, ao final da frase
dificuldades. A) Tirar areia do rio e cortar lenha são atividades a
20. Voltarei a ser a boa aluna que eu era. que o cronista se entregaria com amor. (a que)
B) Ele julga ridícula a tira de pano colorido do qual se
II. EXERCÍCIOS FUNRIO pretende ficar elegante. (do qual)
01. (PRF/2009) Do texto I, considere apenas o C) A pessoa cujo o nome anotamos, significará de
trecho: “...o caminhão com placa do Rio Grande do fato algo para nós? (cujo o)
Norte, o qual a Polícia recolheu ao depósito,
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D) Com que providências haveremos de tomar, para empregado a fim de estabelecer uma coesão
mudar nossa vida? (Com que) anafórica com a seguinte palavra:
E) O ribeirão e o boi, aos quais o cronista deseja (A) traço.
pactuar, são exemplos de simplicidade (aos quais) (B) cidade.
(C) permanece.
04. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) No (D) história.
trecho Aconteça o que acontecer a uma cidade no
curso de sua história, há um traço que permanece
constante[...], o pronome relativo sublinhado foi GABARITO:
1D/ 2A/ 3A/ 4A/ 5
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce a função de adjunto adverbial do verbo da
oração principal. Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo, fim, causa, condição,
hipótese, etc. Quando desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções subordinativas (com
exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que a
introduz.
Por Exemplo:
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Oração Subordinada Adverbial
Observe que a oração em destaque agrega uma circunstância de tempo. É, portanto, chamada de
oração subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos acessórios que indicam uma
circunstância referente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial depende da exata
compreensão da circunstância que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais é feita do mesmo modo que a classificação
dos adjuntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
a) Causa
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que provoca um determinado fato, ao motivo do que
se declara na oração principal. "É aquilo ou aquele que determina um acontecimento".
96
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Exemplos:
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve alternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
Por ter muito conhecimento (= Porque/Como tem muito conhecimento), é sempre consultado. (Oração
Reduzida de Infinitivo)
b) Consequência
As orações subordinadas adverbiais consecutivas exprimem um fato que é consequência, que é efeito
do que se declara na oração principal. São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, de forma
que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas estruturas tão... que, tanto... que, tamanho... que.
Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Exemplos:
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou concretizando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida de Infinitivo)
Sua fome era tanta que comeu com casca e tudo.
c) Condição
Condição é aquilo que se impõe como necessário para a realização ou não de um fato. As orações
subordinadas adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocorrer para que se realize ou deixe
de se realizar o fato expresso na oração principal.
Exemplos:
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado, certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.
Não saia sem que eu permita.
Conhecendo os alunos (= Se conhecesse os alunos), o professor não os teria punido. (Oração
Reduzida de Gerúndio)
d) Concessão
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A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei de qualquer maneira, independentemente de
sua ida. A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial concessiva.
e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais comparativas estabelecem uma comparação com a ação indicada
pelo verbo da oração principal.
Por Exemplo:
Ele dorme como um urso.
Utilizam-se com muita frequência as seguintes estruturas que formam o grau comparativo dos adjetivos
e dos advérbios: tão... como (quanto), mais (do) que, menos (do) que. Veja os exemplos:
Sua sensibilidade é tão afinada quanto a sua inteligência.
O orador foi mais brilhante do que profundo.
f) Conformidade
Exemplos:
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm direitos iguais.
Segundo atesta recente relatório do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial de má distribuição de
renda.
g) Finalidade
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a intenção, a finalidade daquilo que se declara na
oração principal.
Por Exemplo:
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada entrasse.
h) Proporção
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Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo que. Há ainda as estruturas:
quanto maior... (maior), quanto maior... (menor), quanto menor... (maior), quanto menor... (menor),
quanto mais... (mais), quanto mais... (menos), quanto menos... (mais), quanto menos... (menos).
Exemplos:
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
Lembre-se:
“À medida que” é uma conjunção que expressa ideia de proporção; portanto, pode ser substituída por "à
proporção que".
Na medida em que exprime uma ideia de causa e equivale a "tendo em vista que" e só nesse sentido
deve ser usada.
Por Exemplo:
Na medida em que não há provas contra esse homem, ele deve ser solto.
Atenção: não use as formas “à medida em que” ou “na medida que”.
i) Tempo
As orações subordinadas adverbiais temporais acrescentam uma ideia de tempo ao fato expresso na
oração principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou posterioridade.
Exemplos:
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
EXERCÍCIOS
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19( ) Tanto amou Deus este mundo que lhe deu seu No fragmento “Do que a terra mais garrida// Teus
filho. risonhos, lindos campos têm mais flores”, ocorre uma
20( ) Como a estrada fosse perigosa, dirigi com construção de natureza
muito cuidado. A) causal.
21( ) Só seremos fortes, caso permaneçamos B) comparativa.
unidos. C) concessiva.
22( ) Como você já sabe, eu não disponho de D) conformativa.
recursos. E) proporcional.
23( ) Como estivesse muito cansado ontem, fui
deitar cedo. 04. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016)
24( ) Ninguém é tão pobre que não possa fazer No trecho a seguir, o conectivo em destaque assume
algum bem. um determinado valor semântico.
25( ) Naquela ilha, segundo afirmam, há um tesouro “Como as pessoas esqueceram ou negligenciaram o
enterrado. aprendizado das capacidades necessárias para
26( ) Posso emprestar-lhe o meu CD, uma vez que o conviver com a diferença, não é surpreendente que
devolva até sábado. elas experimentem uma crescente sensação de
27( ) Uma vez que a noite se aproximava, voltamos horror diante da ideia de se encontrar frente a frente
para casa. com estrangeiros.”
28( ) Creia no bem, ainda que o mal prevaleça. Assim, nesse trecho, o conectivo “como” assume o
29( ) Os portões foram abertos para que todos sentido de
entrassem. (A) concessão.
30( ) O jornal, como sabemos, é um grande veículo (B) modo.
de comunicação. (C) proporção.
(D) causa.
II – EXERCÍCIOS FUNRIO: 05. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012)
01. (PRF/2009) “Um importante aspecto da Assinale a alternativa que contém exemplo de
experiência dos outros na vida cotidiana é o caráter oração subordinada adverbial concessiva.
direto ou indireto dessa experiência. Em qualquer A) Estabeleceu-se que, se ambas as margens dos
tempo é possível distinguir entre companheiros com estabelecimentos ribeirinhos pertencessem à mesma
os quais tive uma atuação comum situações face a nação, só ela poderia navegar pelo canal.
face e outros que são meros contemporâneos, dos (Capistrano de Abreu)
quais tenho lembranças mais ou menos detalhadas, B) Triste, triste foi a nossa vida posto que o riso
ou que conheço simplesmente de oitiva. Nas viesse palidamente à flor dos nossos lábios, como
situações face a face tenho a evidência direta de um raio de sol atravessando nuvens tempestuosas.
meu companheiro, de suas ações, atributos, etc. Já o (Coelho Neto)
mesmo não acontece no caso de contemporâneos, C) E preciso não te esqueceres que entrementes
dos quais tenho um conhecimento mais ou menos continuei estudando o meu malaio, isto é, o tal
dignos de confiança.” javanês – além do alfabeto, é claro. (Lima Barreto)
No trecho “Já o mesmo não acontece no caso de D) Na imperceptível claridade que chegava da rua,
contemporâneos, dos quais tenho um conhecimento entrevia o meu braço, a minha mão, um pouco de
mais ou menos dignos de confiança.” (linhas 10 a outra mão, e depois a escuridão espessa. (Raul
13), a palavra "já" pode ser substituída, sem Pompeia)
alteração de sentido, por E) Quem viaja atento às impressões íntimas,
A) entretanto. estremece, mau grado seu, ao ouvir nesse momento
B) como. de saudades o tanger de um sino muito, muito ao
C) à medida que. longe. (Visconde de Taunay)
D) se.
E) quando. 06. ([Link]/ Adm/ Superior/ 2016) Assinale a
alternativa que mostra um período cuja segunda
02. (FUNAI/ Tec. Adm/ Superior/ 2009) Em “Muito oração tem valor adverbial em relação à primeira.
pior é ficar manipulando grosseiramente as A) Quando ela chegou, o público vaiou muito.
informações, fingindo posição neutra, uma pretensa B) Segundo dispõe o contrato, a dívida vence
defesa da Democracia.”, a oração reduzida de amanhã.
gerúndio expressa sentido C) Admitia-se que a construção não ficasse
A) concessivo. terminada a tempo.
B) modal. D) Ainda que não tragam o nosso almoço,
C) consecutivo. continuaremos o trabalho.
D) condicional. E) O espanto da plateia aumentava à medida que
E) temporal. transcorria o seu discurso.
03. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008) 07. (IFPI/ Administrador/ 2014)
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Sintaxe De Concordância
Concordância Verbal e Nominal
Observe:
Crianças animadas.
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu
sujeito, as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animadas está concordando em gênero (feminino)
e número (plural) com o substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de
pessoa, número e gênero se correspondem.
Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal.
CONCORDÂNCIA VERBAL
a) Sujeito Simples
Regra Geral
O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. Veja os exemplos:
Casos Particulares
Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no
momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical
é contaminada pelo significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem
forma de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados:
Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu / destruíram o monumento.
Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere
destaque aos elementos que formam esse conjunto.
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe:
Por Exemplo:
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro)
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em
conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no
plural, o verbo deve ficar o plural.
Exemplos:
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Veja:
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no grupo dos omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e
nada fizeram.", frase que soa como uma denúncia.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular.
Por Exemplo:
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o
verbo deve concordar com o substantivo.
Exemplos:
Exemplos:
7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural.
Por Exemplo:
Atenção:
"Ele foi um dos deputados que mais lutou para a aprovação da emenda".
Ao compararmos com um caso em que se use um adjetivo, temos:
103
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8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular
ou em concordância com o antecedente do pronome.
Exemplos:
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a conta.
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro.
Por Exemplo:
Vossa Excelência é diabético?
Vossas Excelências vão renunciar?
10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral.
Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse
sujeito.
Por Exemplo:
b) Sujeito Composto
Exemplos:
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez,
prevalece sobre a terceira. Veja:
104
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3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de
concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer
concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma
obrigação.
Por Exemplo:
Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
Casos Particulares
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar
no plural ou no singular.
Por Exemplo:
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no
plural ou concordar com o último núcleo do sujeito.
Por Exemplo:
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação. No segundo
caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural
se a declaração contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos.
Por Exemplo:
Por Exemplo:
105
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4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no
singular, embora o plural também seja praticado.
Por Exemplo:
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse caso, os
núcleos recebem um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de
"e". Veja:
Por Exemplo:
Outros Casos
Dentre as diversas funções exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância
verbal:
Exemplos:
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Exemplos:
2) O Verbo "Ser"
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa
concordância pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo do sujeito.
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predicativo estiver
no plural.
Exemplos:
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um substantivo no plural.
Exemplos:
Por Exemplo:
Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Obs.: admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um elemento sobre o
outro.
Por Exemplo:
A vida é ilusões.
Por Exemplo:
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?
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d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda com o numeral.
Exemplos:
É uma hora.
São três da manhã.
Eram 25 de julho quando partimos.
Daqui até a padaria são dois quarteirões.
Saiba que:
e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo ser fica no singular.
Exemplos:
f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este
concordará o verbo.
Obs.: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo
concorda com o pronome sujeito.
Por Exemplo:
g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o
verbo ser concordará com o predicativo.
Por Exemplo:
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CONCORDÂNCIA NOMINAL
Por Exemplo:
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar
essa flexão nos seguintes casos:
Por Exemplo:
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no
plural.
Por Exemplo:
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino
plural se houver substantivo feminino e masculino).
Exemplos:
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se
refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o
gênero predominante quando há substantivos de gêneros diferentes.
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Exemplos:
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador.
Por Exemplo:
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro
determinativo.
Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde.
Por Exemplo:
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição
DE + adjetivo, este último geralmente é usado no masculino singular.
Por Exemplo:
Por Exemplo:
Por Exemplo:
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas
as construções:
Por Exemplo:
Por Exemplo:
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Casos Particulares
Exemplos:
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o
verbo como o adjetivo concordam com ele.
Exemplos:
Exemplos:
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"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)
Meio - Meia
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se
refere.
Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.
Por Exemplo:
A noiva está meio nervosa.
Alerta - Menos
Por Exemplo:
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga.
I - Faça a concordância verbal correta: 14. O bando [fuçava / fuçavam] o cofre à procura de
01. Cratéus [são / é] uma cidade cearense. dinheiro.
02. Os Estados Unidos [é / são] um país 15. A maioria [está / estão] contra o aumento dos
desenvolvido. impostos.
03. Metade das alunas [fez / fizeram] o dever de 16. Foram nós quem [levamos / leva] o prejuízo com
casa. esse produto.
04. Um bloco de foliões [animavam / animava] a 17. Os Lusíadas [tornaram / tornou] Camões famoso.
festa de carnaval ontem. 18. Os Imigrantes [agradou / agradaram] as pessoas
05. Uma porção de pessoas [surgiram / surgiu] do que ali estavam.
nada. 19. O pessoal não [gostaram / gostou] do carro.
06. Um bando de ladrões [roubou / roubaram] as 20. Fui eu quem [enviei / enviou] o dinheiro.
casas de praia. 21. Vossa Senhoria [está / estais] saindo agora?
07. A maior parte dos recursos se [esgotou / 22. Vossa Senhoria me [entendeu / entendestes] mal
esgotaram]. quanto a esse assunto.
08. O povo [aplaudiu / aplaudiram] o candidato. 23. Vossa Excelência se [complicaste / complicou].
09. A multidão [invadiu / invadiram] o campo de 24. Vossa Senhoria [continuais / continua] irritado
futebol. com ela?
10. A turma [gostou / gostaram] da aula de 25. Os cardumes [subiam / subia] o mar.
anteontem. 26. Boletins nunca [teve / tiveram] acento gráfico.
11. Minas Gerais [são / é] uma bela cidade do 27. A multidão [vociferava / vociferavam] ameaças à
sudeste do país. autoridade.
12. Os Andes [fica / ficam] na América do Sul. 28. Uma equipe de policiais [prendeu / prenderam]
13. A maior parte dos carros [tinham / tinha] defeitos. os malfeitores quando [ saia/ saiam] do banco.
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Sintaxe De Regência
Definição:
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus
complementos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando frases não ambíguas, que
expressem efetivamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
REGÊNCIA VERBAL
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
conhecermos as diversas significações que um verbo pode assumir com a simples mudança ou retirada de uma
preposição. Observe:
Saiba que:
O conhecimento do uso adequado das preposições é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal
(e também nominal). As preposições são capazes de modificar completamente o sentido do que se está sendo
dito. Veja os exemplos:
Cheguei ao metrô.
Cheguei no metrô.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A
oração "Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da
língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, cotidiana de
alguns verbos, e a regência culta.
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes formas em frases distintas.
AGRADAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição "a".
Por Exemplo:
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
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ASPIRAR
Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais
átonas "lhe" e "lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
ASSISTIR
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, estar presente, caber, pertencer.
Exemplos:
Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
lugar introduzido pela preposição "em".
Por Exemplo:
Assistimos numa conturbada cidade.
CHAMAR
2) Chamar no sentido de denominar, apelidar pode apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere
predicativo preposicionado ou não.
Exemplos:
A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
CUSTAR
1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Por exemplo:
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
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IMPLICAR
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo indireto e rege com preposição "com".
Por Exemplo:
Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
PROCEDER
1) Proceder é intransitivo no sentido de ter fundamento ou agir. Nessa segunda acepção, vem sempre
acompanhado de adjunto adverbial de modo.
Exemplos:
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.
QUERER
VISAR
1) Como transititvo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Por Exemplo:
O homem visou o alvo. O gerente não quis visar o cheque.
2) No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a".
Exemplos:
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.
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REGÊNCIA NOMINAL
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar
em conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o
regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição "a".Veja:
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você
conhece.
Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por
Adjetivos
Acessível a Entendido em Necessário a
Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a
Agradável a Escasso de Paralelo a
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Descontente com Insensível a Sito em
Desejoso de Liberal com Suspeito de
Diferente de Natural de Vazio de
Advérbios
Longe de
Perto de
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:paralela a;
paralelamente a; relativa a; relativamente a.
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EXERCÍCIOS
01. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) Sobre A) Apenas a primeira construção está correta, pois o
o uso da preposição com no seguinte período do verbo “assistir” exige o emprego da preposição A.
texto: A arte de viver pacífica e alegremente com as B) As duas construções comprovam a flutuação no
diferenças [...], é possível afirmar que ele é uso do verbo “assistir” no português contemporâneo.
(A) inadequado e constitui um erro de regência C) A linguagem jornalística não leva em conta o
verbal. português falado, no qual o verbo “assistir” está em
(B) adequado, mas desnecessário para a correção desuso.
do período. D) Essas construções são impróprias e deveriam ter
(C) inadequado, porque reproduz uma forma o verbo “ver”, já que “assistir” significa “prestar
coloquial na escrita. assistência”.
(D) adequado e necessário, segundo as regras de E) Ambas as construções estão corretas, pois em
regência verbal. cada uma delas há um significado diferente para o
verbo “assistir”.
02. (CEITEC/ Ciências Contábeis/2012) Na frase
“Saí de casa a caminho da casa do amigo Vergara, 04. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
com quem jogava xadrez nos tempos idos”, extraída O SEBRAE dá o apoio .......... o empresário precisa.
do conto “O Batizado da Vaca”, de Chico Anysio, o Os pequenos empresários aspiram .......... sucesso
verbo JOGAR está empregado com a mesma nos negócios.
transitividade da preposição COM que o verbo usado Os microempresários visavam ........ solução de
na seguinte frase: ganhos imediatos.
A) O rapaz gostava de sair com moças mais velhas. O SEBRAE regulamenta procedimentos .......... todos
B) Sua sogra não simpatizou com a nossa família. obedecem.
C) Essas coisas apareceram com naturalidade. A alternativa que completa corretamente as lacunas
D) As regras mudaram com a chegada do novo das frases acima, segundo os padrões cultos da
chefe. regência, é
E) Cheguei à reunião com uma hora de atraso. A) de que – o –a – de que.
B) de que – o – à– que.
03. (IFBA/ Administrador/ 2014) C) que – o – da – a que.
No segundo parágrafo (Texto X do referido D) que – ao – da – que.
concurso), encontramos duas vezes o emprego do E) de que – ao – à – a que.
verbo “assistir”:
I – “vai poder assisti-lo à meia-noite”
II – “se quiser assistir a um conserto” GABARITO:
Assinale o único comentário que interpreta 1D/ 2B/ 3B/ 4E/ 5
adequadamente essas duas construções.
CRASE
Definição: Grego “crasis” = Fusão
Preposição A + A Artigo Feminino = À
Preposição A + Aquele, Aquela, Aquilo = Àquele (Aplicação do acento “crático”)
I - Macete
1. Substitua a palavra feminina por uma equivalente masculina, se o “A” do primeiro formato sofrer alteração para
“AO”, logo, haverá a crase.
Ex.: Entregue a flor a secretária.
[Frase equivalente Masculina]
Entregue o cravo ao secretário.
2. Troque o verbo “IR” pelo verbo “VOLTAR”, e fique atento a seguinte trova.
- Volto “da”: Crase há!
- Volto “de”: Crase pra quê?
Ex.: Vou a Bahia. Volto da Bahia.
Ex.: Vou a São Paulo Volto de São Paulo.
3. Na ocorrência de crase nos pronomes aquilo(s), aquele(s) e aquela(s), apenas substitua o pronome em questão
por “ele(a)”, se obtiver o “a ele(a)”, logo, haverá a crase.
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Obs: Há pronomes que admitem artigo (Dona, Senhora, Senhorita, mesma, própria, outra), logo, admitirão a
crase.
Ex.: Mostre o casaco à Senhora Luíza.
Refiro-me à mesma pessoa.
Isso não interessa à outra secretária.
à toa à força de
IV - Crase Facultativa
1) Antes de nomes próprios femininos.
Ex.: Enviei as flores a Sílvia. => Enviei as flores a Pedro.
à Sílvia. ao Pedro.
2ª Palavra)
Casa
Não se usa a crase antes da palavra “casa” quando esta não estiver especificada.
Ex.: Dirigiu-se a casa.
Cheguei a casa.
Fui à casa da minha avó.
3ª Palavra)
Distância
Não se usa a crase antes da palavra “distância” quando esta não estiver especificada.
Ex.: O posto fica a distância.
O posto fica à distância de 100m.
O posto fica a 100m.
EXERCÍCIOS
01. (FUNAI/ Tec. Adm. / Superior/ 2009) Assim C) Comprei uma televisão de plasma a prazo.
como está adequado o emprego de À antes de "livre D) Fui a Rio Branco comprar um terno a Armani.
manifestação" (...todos têm direito à livre E) Eis o homem a cuja filha você se referiu ontem.
manifestação nas sociedades democráticas...),
também está inteiramente correto o uso da crase na 03. (Pref. Nova Iguaçu/ Administrador/2016) No
frase da alternativa: trecho Michael Peter Smith, durante uma viagem
A) À meia-noite, chegaram os peregrinos à pé. recente a Copenhague,[...] o vocábulo em destaque
B) Fomos levados às escondidas àquele local. não possui acento grave porque, nesse caso, trata-
C) Pedirei à V. Exa. a anotação desta ocorrência. se de um(a)
D) Para combater à manipulação, procederemos à (A) artigo definido.
revisão à noite. (B) preposição.
E) Oferecemos sanduíches à metro e vendemos à (C) contração.
varejo. (D) combinação.
02. (Psicólogo / MJ/ 2009) Assinale a opção em que 04. (IF-PA/ Administrador/ 2016) Observe estas
o “a” deve receber o acento indicativo da crase. cinco frases-título recolhidas de notícias de jornal:
A) Não comparecerei a esta cerimônia. I – TUMULTO À TOA.
B) A partir de hoje, os horários das reuniões serão II – UM NÃO À VIOLÊNCIA.
alterados. III – NOMEAÇÕES À VAREJO.
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PONTUAÇÃO
b) separar palavras, expressões e orações que, segundo o autor, devem merecer destaque;
1. Vírgula
A vírgula serve para marcar as separações breves de sentido entre termos vizinhos, as
inversões e as intercalações, quer na oração, quer no período.
a) para separar palavras ou orações paralelas justapostas, i. é, não ligadas por conjunção:
Chegou a Brasília, visitou o Ministério das Relações Exteriores, levou seus documentos ao
Palácio do Buriti, voltou ao Ministério e marcou a entrevista.
b) as intercalações, por cortarem o que está sintaticamente ligado, devem ser colocadas entre
vírgulas:
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c) expressões corretivas, explicativas, escusativas, tais como isto é, ou melhor, quer dizer, data
venia, ou seja, por exemplo, etc., devem ser colocadas entre vírgulas:
O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara, ou seja, de fácil compreensão.
As Nações Unidas decidiram intervir no conflito, ou por outra, iniciaram as tratativas de paz.
e) Vocativos, apostos, orações adjetivas não-restritivas (explicativas) devem ser separados por
vírgula:
f) a vírgula também é empregada para indicar a elipse (ocultação) de verbo ou outro termo anterior:
Às vezes procura assistência; outras, toma a iniciativa. (A vírgula indica a elipse da palavra
vezes.)
É importante registrar que constitui erro crasso usar a vírgula entre termos que mantêm entre si
estreita ligação sintática – p. ex., entre sujeito e verbo, entre verbos ou nomes e seus complementos.
2. Ponto-e-Vírgula
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As leis, em qualquer caso, não podem ser infringidas; mesmo em caso de dúvida, portanto, elas devem
ser respeitadas.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos
de:
IV – recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5o,
VIII;
3. Dois-Pontos
Emprega-se este sinal de pontuação para introduzir citações, marcar enunciados de diálogo e
indicar um esclarecimento, um resumo ou uma consequência do que se afirmou. Ex.:
Como afirmou o Marquês de Maricá em suas Máximas: "Todos reclamam reformas, mas ninguém
se quer reformar."
Mais que mudanças econômicas, a busca da modernidade impõe sobretudo profundas alterações
dos costumes e das tradições da sociedade; em suma: uma transformação cultural.
4. Ponto-de-Interrogação
O ponto-de-interrogação, como se depreende de seu nome, é utilizado para marcar o final de uma
frase interrogativa direta:
Não cabe ponto-de-interrogação em estruturas interrogativas indiretas (em geral em títulos): O que
é linguagem oficial – Por que a inflação não baixa – Como vencer a crise – Etc.
5. Ponto-de-Exclamação
O ponto-de-exclamação é utilizado para indicar surpresa, espanto, admiração, súplica, etc. Seu
uso na redação oficial fica geralmente restrito aos discursos e às peças de retórica:
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6. Aspas
A Secretaria da Cultura está organizando uma apresentação das "Bachianas", de Villa Lobos.
O processo da "détente" teve início com a Crise dos Mísseis em Cuba, em 1962.
Atualmente, no entanto, tem sido tolerado o uso de itálico como forma de dispensar o uso de
aspas, exceto na hipótese de citação textual.
A pontuação do trecho que figura entre aspas seguirá as regras gramaticais correntes. Caso, por
exemplo, o trecho transcrito entre aspas terminar por ponto-final, este deverá figurar antes do sinal de
aspas que encerra a transcrição. Exemplo: O art. 2o da Constituição Federal – "São Poderes da União,
independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário." – já figurava na Carta
anterior.
7. Parênteses
Os parênteses são empregados nas orações ou expressões intercaladas. Observe que o ponto-
final vem antes do último parêntese quando a frase inteira se acha contida entre parêntese:
"Quanto menos a ciência nos consola, mais adquire condições de nos servir." (José Guilherme
Merquior)
O Estado de Direito (Constituição Federal, art. 1o) define-se pela submissão de todas as relações
ao Direito.
8. Travessão
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O verbo fazer (vide sintaxe do verbo –), no sentido de tempo transcorrido, é utilizado sempre na 3a
pessoa do singular: faz dois anos que isso aconteceu.
EXERCÍCIOS
01. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) Em “Ela, a D) A vírgula é obrigatória quando o sujeito é
mídia, pode e deve se manifestar quanto a suas composto e quando se usa a conjunção aditiva.
preferências”, as vírgulas servem para E) A primeira vírgula separa os dois núcleos do
A) separar um vocativo. sujeito; a segunda separa duas orações de sujeitos
B) destacar uma expressão resumitiva. diferentes.
C) enfatizar um termo subsequente.
D) isolar um aposto. 04. (Psicólogo / MJ/ 2009) No fragmento “Estudo
E) neutralizar um termo antecedente. realizado pela Universidade da Califórnia revela que,
embora a presença de fumantes em filmes norte-
02. (FUNAI/ Tec. Adm./ Superior/ 2009) No americanos tenha diminuído nas últimas décadas, a
fragmento “... seja um cidadão seja uma empresa – maior parte das produções continua exibindo cenas
afinal, todos têm direito à livre manifestação nas com cigarros.”, as vírgulas
sociedades democráticas –, o que tem acontecido é foram colocadas para separar a oração
lamentável sob qualquer ponto de vista.”, os A) coordenada, intercalada, introduzida por conector.
travessões foram empregados para B) subordinada adverbial concessiva intercalada à
A) indicar a mudança de interlocutor. principal.
B) isolar uma palavra. C) subordinada adverbial, anteposta à principal.
C) isolar uma explicação acessória. D) adjetiva explicativa, introduzida pelo pronome
D) enfatizar o final do enunciado. relativo que.
E) negar o que está mencionado anteriormente. E) subordinada adverbial condicional, iniciada pelo
conector “embora”.
03. (Musicoter./Pref S. João da Barra/ 2010)
“Foram lançados ovos, tomates, e uma granada de 05. (Biblioteconomia/ Analista/ IDENE/ MG/ 2008)
fumo deflagrou dentro do Parlamento, que também TODOS OS BRASILEIROS DEVERIAM MUDAR
foi palco de cenas de pugilato.” PARA OUTRO PAÍS
O emprego das vírgulas nesse trecho está TODOS OS BRASILEIROS TÊM ESSA
corretamente explicado na seguinte alternativa: OPORTUNIDADE ÚNICA DE MUDAR PARA UM
A) As duas vírgulas separam os componentes de PAÍS MELHOR.
uma enumeração, sendo a segunda delas facultativa. UMA TERRA GRANDE E GENEROSA, COM
B) As duas vírgulas são empregadas pela mesma SOLO FÉRTIL, ÁGUA EM ABUNDÂNCIA,
razão sintática: há um adjunto adverbial entre elas. RECURSOS NATURAIS PRATICAMENTE
C) A segunda vírgula causa ambiguidade, pois dá a INESGOTÁVEIS.
impressão de que o substantivo tomates é um E, PARA FAZER ESSA MUDANÇA, SÓ
aposto. PRECISAMOS DE DUAS COISAS: TRABALHO E
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com 10 mil jovens, ao redor do mundo, feita pela B) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
empresa YC, sediada em Toronto. tal zelo e sempre e tanto, que mesmo em face do
E) Nova York foi eleita a cidade mais popular para maior encanto, dele se encante mais meu
jovens entre 15 e 29 anos, marcando pontos pensamento.
particularmente altos nas categorias música, filmes e C) De tudo ao meu amor serei atento, antes, e com
estilo, de acordo com uma pesquisa realizada com tal zelo e sempre e tanto, que, mesmo em face do
10 mil jovens ao redor do mundo, feita pela empresa maior encanto dele se encante mais meu
YC, sediada em Toronto. pensamento.
D) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
11. (IFBA/ Administrador/ 2014) Observe a tal zelo e sempre e tanto que mesmo, em face do
reprodução do trecho que encerra o primeiro maior encanto dele, se encante mais meu
parágrafo do texto: “Na contemporaneidade, o pensamento.
trabalho pode ser visto como elemento fundante na E) De tudo, ao meu amor serei atento antes, e com
constituição da identidade e, talvez por isso, tal zelo, e sempre e tanto, que, mesmo em face do
podemos visualizar conjunturas propícias para uma maior encanto dele se encante mais meu
crise identitária do trabalhador.” pensamento.
Reescrevendo-o numa outra sequência,
seria necessário empregar sinais de pontuação 13. (SEBRAE-RJ/ Analista Téc 1/ Língua Inglesa)
diferentes. Assinale a alternativa que faz isso sem De acordo com as regras de pontuação vigentes na
comprometer o significado original. Língua Portuguesa, o adjunto adverbial antecipado
A) O trabalho pode ser visto, na contemporaneidade, para o início da frase deve ser seguido de vírgula.
como elemento fundante na constituição da Assinale a alternativa em que se exemplifica essa
identidade e podemos, talvez por isso, visualizar afirmação.
conjunturas propícias para uma crise identitária do A) O SEBRAE apoia você desde o momento que
trabalhador. você tem uma ideia, um sonho, um plano de ter um
B) O trabalho na contemporaneidade pode ser visto pequeno negócio.
como elemento fundante na constituição da B) Os técnicos do SEBRAE ajudam o candidato a
identidade e, talvez por isso, podemos visualizar, empreendedor a fazer uma análise do mercado em
para uma crise identitária do trabalhador, conjunturas que pretende atuar, dando suporte para que a nova
propícias. empresa alcance o sucesso esperado.
C) Talvez por o trabalho ser visto como elemento C) É possível encontrar o SEBRAE, que está de
fundante na constituição da identidade, podemos portas abertas para receber a sua visita e ajudá-lo a
visualizar conjunturas propícias para uma crise se tornar um empreendedor de sucesso.
identitária do trabalhador na contemporaneidade. D) Por meio de palestras, o candidato a empresário
D) Na contemporaneidade o trabalho como elemento passa a ter uma ideia mais completa sobre o que é
fundante na constituição da identidade, talvez por ser um empreendedor.
isso, pode ser visto e podemos visualizar conjunturas E) O SEBRAE, por meio de uma série de cursos, dá
propícias para uma crise identitária do trabalhador. a maior força para que os empresários se capacitem.
E) Na contemporaneidade, o trabalho pode ser visto
na constituição da identidade como elemento 14. (Pref. Cel Fabriciano/MG / Prof. de
fundante e podemos visualizar, talvez por isso, Matemática)
conjunturas propícias para uma crise identitária do “Aqueles que atravancam meu caminho, eles
trabalhador. passarão... e eu passarinho”
(Mário Quintana)
12. (SEBRAE-PA/ Analista Téc./Pedagogia/ 2010) O emprego de reticências presentes na frase poética
“De tudo ao meu amor serei atento de Quintana somente não serve para indicar a
Antes e com tal zelo e sempre e tanto A) ocorrência de certas inflexões de caráter
Que mesmo em face do maior encanto emocional (de alegria, de tristeza, de cólera, de
Dele se encante mais meu pensamento.” sarcasmo).
(Fonte: Poesia Completa, de Vinícius de Moraes. Editora J. B) expressão detalhada de uma enumeração
Aguilar, 2005) explicativa do ânimo do personagem-narrador.
É comum na poesia moderna a omissão dos sinais C) hesitação, surpresa, dúvida ou timidez de quem
de pontuação ao final de cada verso. Os versos de está se manifestando no espaço textual.
Vinícius de Moraes contêm apenas o ponto final, D) interrupção de uma ideia que se começou a
mas poderiam receber algumas vírgulas caso fossem exprimir, passando a considerações acessórias.
escritos, por exemplo, como frase de um texto em E) falta de completude da ideia expressa que não se
prosa. Assinale a alternativa que reescreve o texto finaliza com o término gramatical da frase.
empregando corretamente as vírgulas.
A) De tudo ao meu amor serei atento, antes e com
tal zelo e sempre e tanto que, mesmo em face do
maior encanto, dele se encante mais meu
pensamento.
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GABARITO:
1D/2C/ 3E/ 4B/ 5A/ 6B/ 7E/ 8B/ 9A/ 10E/ 11A/ 12A/ 13D/
14B
O Parlamento ucraniano transformou-se hoje, terça-feira, num campo de batalha. Membros da oposição atiraram
ovos e tomates ao presidente da câmara legislativa, que teve de se proteger com guarda-chuvas.
Em causa estava a decisão de prolongar a cedência de uma base militar ucraniana, no mar Negro, à Rússia até
2042. A proposta foi aprovada pelos deputados da coligação do recém-eleito presidente Viktor Yanukovich, e a oposição
não encontrou melhor forma de protesto.
Foram lançados ovos, tomates, e uma granada de fumo deflagrou dentro do Parlamento, que também foi palco
de cenas de pugilato.
“O dia de hoje vai ficar marcado como uma página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano”,
disse aos jornalistas a líder da oposição Yulia Tymoshenko. Os opositores do governo pretendiam que o acordo não
fosse aprovado, de forma a que os russos fossem obrigados a sair da base militar até 2017, ano em que termina o atual
acordo de cedência do espaço.
As forças governamentais defendem que a cedência da base militar é do interesse da Ucrânia, visto que vai
permitir, segundo eles, a compra de gás natural à Rússia a baixo custo.
(Jornal de Notícias – Portugal, de 27/04/2010), por Luís Pedro Carvalho
Questão 1
O texto nos permite deduzir que a base militar permanecerá sob controle da Rússia
A) pelo menos até 2042.
B) impreterivelmente até 2017.
C) tão logo a Ucrânia retire suas tropas.
D) entre 2017 e 2042.
E) enquanto os russos permitirem.
Questão 2
O último parágrafo do texto mostra, nas entrelinhas, que o interesse da Ucrânia não é apenas militar. É também
A) marxista-leninista.
B) geográfico.
C) bélico.
D) antropológico.
E) econômico.
Questão 3
“O dia de hoje vai ficar marcado como uma página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano”, disse aos
jornalistas a líder da oposição Yulia Tymoshenko.
A frase da oposicionista foi utilizada na matéria sob a forma de discurso direto. Caso o jornalista transpusesse essa
mesma frase para a forma de discurso indireto, o resultado seria:
A) A líder da oposição Yulia Tymoshenko declarou à imprensa que o dia de ontem ia ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
B) Para Yulia Tymoshenko, líder da oposição, aquele dia ficará marcado como uma página fúnebre na história da
Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
C) A líder da oposição Yulia Tymoshenko disse aos jornalistas que o dia de hoje vai ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
D) Segundo o que a líder da oposição Yulia Tymoshenko afirmou, o dia de hoje vai ficar marcado como uma página
fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
E) Yulia Tymoshenko, líder da oposição, criticou o ato dizendo aos jornalistas que esse dia vai ficar marcado como uma
página fúnebre na história da Ucrânia e do Parlamento ucraniano.
Questão 4
O Jornal do Brasil, ao noticiar o fato ocorrido no Parlamento da Ucrânia, escreveu a seguinte manchete: TRAUMATISMO
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UCRANIANO.
A manchete do jornal brasileiro exemplifica um jogo de palavras que se vale de recursos que a língua oferece na
combinação de aspectos
A) sintáticos, morfológicos e hospitalares.
B) literários, estilísticos e geográficos.
C) fonéticos, ortográficos e semânticos.
D) irônicos, críticos e jornalísticos.
E) lexicais, anafóricos e discursivos.
Questão 6
Leiam-se as seguintes afirmativas:
I. O cronista condiciona a realidade de uma vida mais simples ao fato de se viver sem precisar produzir nada, realizar
nada, somente devanear.
II. O cronista afirma que o sonho de simplicidade por ele proposto é próprio apenas dos literatos que se distanciam das
práticas do mundo.
III. O cronista utiliza elementos como cigarros, gravatas e telefones para melhor exemplificar a oposição entre mundo
real e sonho de simplicidade.
Está coerente com a mensagem do texto SOMENTE o que se afirmar em
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A) I.
B) II.
C) III.
D) I e II.
E) II e III.
Questão 7
Como recurso para tornar o texto mais expressivo, o autor Zygmunt Bauman recorre, no primeiro parágrafo, à linguagem
conotativa, manifesta principalmente no uso da metáfora. Pode-se afirmar que os campos de sentido metafóricos, nesse
caso, se concentram em motivos
(A) jurídicos.
(B) xenofóbicos.
(C) identitários.
(D) bélicos.
Questão 8
De acordo com o texto lido, adotar medidas drásticas e decisivas contra os estrangeiros é um meio ineficiente para
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Questão 9
A exclusão de estrangeiros, nos centros urbanos, segundo esse texto, deve-se prioritariamente ao fato de
(A) eles se mostrarem culturalmente alheios aos modos de vida dos países em que se estabelecem.
(B) o ideal supranacionalista das cidades globais evitar contato com imigrantes orientais e africanos.
(C) os seres humanos terem negligenciado o aprendizado de conviver com as diferenças.
(D) a alteridade dos imigrantes desestabilizar o modelo supranacionalista instaurado pela globalização.
Questão 10
O título Confiança e medo na cidade visa sintetizar a mensagem do texto sobre a
(A) ambivalência presente na experiência urbana.
(B) rejeição da alteridade dos estrangeiros.
(C) ansiedade e agressividade dos citadinos.
(D) mixofobia latente nas cidades contemporâneas.
Questão 12
“De vez em quando, aquelas canoas passavam ao lado do barco grande, os ribeirinhos ficavam acenando e as pessoas
retribuíam o aceno – é algo bastante único, que talvez só seja encontrado na região amazônica.”
(Rudá Frias, “Crônicas da Cidade Morena”)
O comentário do narrador destaca uma cena comum na região, atestando
A) a rudeza da vida dos ribeirinhos.
B) a cordialidade entre aquelas pessoas.
C) a frieza dos passageiros do barco grande.
D) a ingenuidade dos remadores das canoas.
E) a soberba dos passageiros do barco grande.
Questão 13
“A homologação da terra indígena Cachoeira Seca pode ajudar a frear o desmatamento no norte da região conhecida
como Terra do Meio, no oeste do Pará. É o que espera o secretário executivo do Instituto Socioambiental (ISA). O
governo
federal homologou esta semana a demarcação da terra indígena e destinou a posse permanente e o usufruto exclusivo
da área aos índios Arara. O território de mais 730 mil hectares está localizado nos municípios paraenses de Altamira,
Placas e Uruará.”
(GAZETA DE SANTARÉM, 09 de abril de 2016)
A notícia dá a entender que existe uma relação direta de causa e efeito entre
A) o usufruto e a posse permanente.
B) o desmatamento e a posse permanente.
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Questão 14
“Foi tranquilo o movimento de saída da cidade, na manhã do feriado de ontem, no Terminal Rodoviário de Belém e na
Praça da Leitura, em São Brás. Na Praça, das 5 às 8h30, 12 ônibus haviam saído com lotação entre 30 e 40
passageiros e o 13º ainda aguardava por usuários para sair, perto das 9h. Não havia fila. No terminal, a única empresa a
registrar uma pequena fila no guichê era a Sucesso, com linhas para cidades do nordeste paraense, como Marudá,
Marapanim, Curuçá, Abade, Cristolândia, São João da Ponta e Vigia. Segundo um dos vendedores de bilhetes, os
municípios mais procurados na manhã desta sexta eram Marudá (28 reais), Curuçá (24 reais) e Vigia (16,50). A
expectativa era de que houvesse melhora no movimento, pela parte da tarde, devido ao fluxo natural de pessoas que
trabalham em Belém durante a semana e normalmente voltam para casa em suas cidades de origem todas as sextas-
feiras, no final da tarde.”
(O LIBERAL, 23 de abril de 2016)
Da leitura atenta da notícia, depreende-se que
A) o preço alto das passagens é um dos fatores da baixa quantidade de pessoas que viajam.
B) o turismo no nordeste paraense é incentivado pelas empresas de ônibus intermunicipais.
C) os moradores de Belém gostam de passar o fim de semana nas cidades do nordeste paraense.
D) o feriado prejudicou o movimento de venda de passagens no Terminal Rodoviário de Belém.
E) o movimento de venda de passagens intermunicipais é maior às sextas-feiras do que às quintas.
Questão 15
“Sobre o verde berço da floresta / Onde brota fauna e flora tão vibrante, / Nasceste tu, minha Belém, / Entre o leve alento
dos igarapés / E agrados de rios afluentes.” (Eduardo Neves, “Hino de Belém”)
Nesses versos iniciais do hino da cidade de Belém, encontramos a seguinte figura de linguagem:
A) antítese.
B) apóstrofe.
C) eufemismo.
D) hipérbole.
E) ironia.
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Questão 17
Uma fonte citada no texto denomina os jovens de nossos tempos como “geração homo zappiens, que cresceu usando
múltiplos recursos tecnológicos desde a infância”. O neologismo “homo zappiens” combina as formas “homo sapiens” e
“zap”, com o intuito de
A) fazer uma associação entre o hábito de se usar frequentemente o controle remoto e estar em contato com variados
recursos eletrônicos.
B) ironizar o excesso de utilização dos recursos tecnológicos por parte da juventude, que por isso mesmo pode deixar os
estudos em segundo plano.
C) mostrar que o homem, desde os tempos mais remotos, sempre avançou em busca de conhecimento, o que justifica a
metáfora com a palavra inglesa.
D) conectar criativamente a língua latina e a língua inglesa na formação de uma palavra que teria vida breve na língua
portuguesa.
E) expressar uma crítica velada aos jovens que passam mais tempo diante dos computadores do que envolvidos nas
tarefas propostas pela escola.
Questão 18
Os autores citados no texto dizem que a geração homo zappiens é digital e que a escola é analógica. Isso contrasta,
respectivamente, as atitudes de
A) sentir inquietação & sentir quietude.
B) ter voluntarismo & ter sedentarismo.
C) adquirir universalidade e produzir resistência.
D) mostrar modernidade e estar superado.
E) preferir acomodação e semear precariedade.
Questão 19
A autora do texto defende que todas as escolas dos dias de hoje precisam
I. fomentar a cultura tecnológica no corpo discente;
II. fomentar a cultura tecnológica no corpo docente;
III. incluir a educação à distância;
IV. oferecer disciplinas semipresenciais;
V. preparar professores para lidar com a tecnologia.
VI. utilizar tecnologia digital;
Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?
A) Todas as seis.
B) Apenas as quatro primeiras.
C) Apenas as quatro últimas.
D) Cinco delas.
E) Nenhuma delas.
Questão 20
No último parágrafo, a autora diz que “esta situação, vivenciada na sociedade contemporânea, tem implicações tanto
nas escolas de educação básica quanto nas universidades, já que este é o novo perfil dos estudantes e dos
acadêmicos”.
Assinale a alternativa que reescreve o trecho acima sem comprometer o significado original.
A) Como o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos é este, o que se vivencia na sociedade atual é uma situação
que tem implicações sobretudo nas escolas de educação básica e nas universidades.
B) Esta situação, que a sociedade contemporânea vivencia, tem implicações não só nas escolas de educação básica
como nas universidades, tendo em vista que este é o novo perfil tanto dos estudantes quanto dos acadêmicos.
C) A sociedade contemporânea tem vivenciado esta situação, cujas implicações se dão não apenas nas escolas de
educação básica, mas inclusive nas universidades, porquanto este perfil é muito novo entre estudantes e acadêmicos.
D) A vivência da sociedade contemporânea em relação a este novo perfil de estudantes e acadêmicos é uma situação
que implica escolas de educação básica e universidades.
E) Já que a sociedade contemporânea vivencia uma situação que implica tanto as universidades quanto as escolas de
educação básica, esse é o novo perfil dos estudantes e dos acadêmicos.
TEXTO VI
Altas habilidades e superdotação: desafios à docência
Elis Regina Fogaça Silveira
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os superdotados formam de 1% a 3% da população. Há quem diga,
porém, que essa porcentagem se refere apenas aos talentos que se destacam nas áreas intelectuais ou acadêmicas.
Porém, se avaliarmos as competências dessas crianças, referentes à liderança, criatividade, psicomotricidade e artes, as
estatísticas aumentarão consideravelmente.
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Esse grupo tem sido mal identificado no Brasil, demonstrando como existem tabus a serem rompidos, pelo
desconhecimento do tema por parte não só da sociedade, mas também da escola e família. Já é fato que, se uma
criança com Altas Habilidades não é estimulada intelectualmente, podem ocorrer alterações de comportamento como
resposta à frustração vivenciada por ela. É comum que alunos se tornem entediados e retraídos diante da rotina escolar,
e a falta de oportunidades do meio pode levar o sujeito à indiferença, à apatia e a reações agressivas, podendo chegar
até mesmo a ocultar seus talentos.
De acordo com as diretrizes da Secretaria de Educação Especial, a identificação da criança com Altas
Habilidades deve ocorrer o mais cedo possível, já na pré-escola, visando ao pleno desenvolvimento de suas
capacidades e ao seu ajustamento social. Cada aluno deve ser atendido em sua totalidade. A proposta é utilizar fontes
múltiplas na identificação, não enfatizando resultados em testes de QI, mas considerando importante conhecer a história
de vida familiar e escolar do aluno, seus interesses, suas preferências e padrões de comportamento social em variadas
oportunidades e situações. O processo de identificação deve caracterizar um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar,
ressaltando um compromisso socioeducacional mais amplo.
Sabe-se que a inteligência apresenta predisposição genética, mas o meio cultural é, sem dúvida, propulsor para
o aperfeiçoamento das habilidades. Assim como os pássaros dependem das duas asas para levantar voo, as crianças
portadoras de Altas Habilidades/Superdotação necessitam de um meio familiar e social acolhedores que possibilitem a
sua integração.
[Texto adaptado]
Fonte: Aprender e ensinar: diferentes olhares e práticas.
Maria Beatriz Jacques Ramos & Elaine Turk Faria (orgs.).
Porto Alegre: PUCRS, 2011, p. 101.
Questão 21
A Organização Mundial de Saúde diz que o número de superdotados em nosso planeta fica entre 1% e 3% da
população. Pelas informações contidas no texto, sabe-se que a OMS considera superdotadas as crianças que se
destacam nas seguintes áreas ou competências:
A) criatividade e psicomotricidade.
B) liderança e estatística.
C) intelectual e acadêmica.
D) sensibilidade artística e musical.
E) talento e memória.
Questão 22
Que razão o texto apresenta para que alunos se tornem entediados e retraídos diante da rotina escolar?
A) A falta de estímulo intelectual.
B) A inexistência de equipamentos eletrônicos.
C) A violência no ambiente familiar.
D) O despreparo dos professores.
E) A pouca atratividade dos assuntos.
Questão 23
Os procedimentos para identificar as crianças portadoras de altas habilidades incluem os seguintes pontos:
I. aplicação de testes de QI;
II. levantamento do histórico familiar;
III. avaliação do histórico escolar;
IV. confronto entre interesses e preferências;
V. prescrição do comportamento social.
Quantas dessas indicações estão coerentes com o que o texto diz explicitamente?
A) Todas as cinco.
B) Apenas as três primeiras.
C) Apenas as três últimas.
D) Quatro delas.
E) Nenhuma delas.
Questão 24
Diz o texto que “o processo de identificação deve caracterizar um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar, ressaltando
um compromisso socioeducacional mais amplo.”
Entende-se um trabalho interdisciplinar e transdisciplinar como aquele que
A) envolve mais de uma disciplina.
B) ultrapassa o conteúdo da grade curricular.
C) ajuda a controlar a disciplina na escola
D) ressalta um compromisso socioeducacional amplo.
E) é realizado antes dos conteúdos de cada disciplina.
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Questão 25
O texto defende o seguinte ponto de vista:
A) Os pássaros dependem das duas asas para levantar voo porque não mostram capacidade de integração.
B) O meio cultural é fator decisivo para permitir a integração familiar como um ambiente social acolhedor.
C) A inteligência apresenta predisposição propulsora para o aperfeiçoamento das habilidades.
D) A predisposição genética não é o único fator que causa o desenvolvimento da inteligência.
E) As crianças superdotadas são acolhedoras e aperfeiçoam suas habilidades em ambientes culturais.
QUESTÃO 26
Depreende-se da leitura atenta do texto que a autora considera que as boas crônicas
A) costumam focalizar o cotidiano de uma cidade.
B) devem mostrar uma linguagem coloquial, caseira.
C) precisam ser fáceis de ler, agradáveis e pitorescas.
D) mostram um painel com papos sobre assuntos variados.
E) são um dos campos da literatura mais fáceis de ser praticado.
QUESTÃO 27
O terceiro e o quarto parágrafo terminam, respectivamente, com as expressões “assim por diante” e “assim por
seguinte”. Sobre ambas, pode-se garantir que
A) significam exatamente a mesma coisa.
B) a primeira é mais literária do que a segunda.
C) a segunda é mais literária do que a primeira.
D) indicam uma diferença no quantitativo de continuação da listagem.
E) significam “um atrás do outro” e “um depois do outro”, nesta ordem.
QUESTÃO 28
A cronista, no início de seu texto, cita a opinião de um professor de Literatura, segundo o qual
A) as formiguinhas são tema recorrente na literatura menos conhecida dos escritores baianos.
B) os bons escritores baianos que não chegam ao grande público são esquecidos pela imprensa.
C) muitos autores desconhecidos publicam seus livros, mas não contam com maior divulgação.
D) obras de autores desconhecidos também têm mérito, embora tenham tiragem muito reduzida.
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QUESTÃO 29
O autor do livro abordado na crônica é apresentado como
A) funcionário de um jornal com mais de cem anos de história.
B) praticante de um estilo rebuscado e original, com traços realistas.
C) poeta e prosador pouco conhecido, mas de grande mérito literário.
D) escritor de um único livro, publicado às custas de seu próprio salário.
E) cronista prestigiado em sua região, onde trabalha num jornal importante.
Questão 30
Quando Parente “caiu n’água para derreter”, alguns carroceiros “atiraram-lhe pilhérias pesadas”, o que fez com que
Parente
A) retrucasse as ofensas.
B) jogasse os panos fora.
C) ficasse conhecido como um safado.
D) pensasse na sua mãe e nas mães dos carroceiros.
E) estivesse perto de completar dez anos como morador na Barrinha.
Questão 31
Observe estes dois trechos extraídos do texto:
I - Ruas quietas dentro duma tarde cinzenta de janeiro.
II - O sol assim como se enferrujado.
Essas duas frases valem-se da linguagem figurada, já que trabalham com a expressividade da língua. Afinal, a
frase I mostra “ruas quietas”, apesar de ruas não poderem ficar literalmente quietas, pois essa qualidade é
intrinsecamente humana. Mostra também “tarde cinzenta”, mesmo que as tardes também não possam ser literalmente
cinzentas, pois quem fica dessa cor é o céu. Já a frase II mostra “sol enferrujado”, embora o sol não possa literalmente
enferrujar, podendo apenas ficar com uma cor parecida com a da ferrugem.
Por isso, ao analisarmos estilisticamente essas duas frases, reconhecemos haver procedimentos
A) metafóricos em ambas.
B) metonímicos em ambas.
C) metafórico e metonímico, nesta ordem.
D) metonímico e metafórico, nesta ordem.
E) metafórico e metonímico em ambas.
Questão 32
Assinale a alternativa que reproduz um trecho que serve como exemplo de variante linguística popular.
A) Era assim uma coisa como se o próprio tempo estivesse de propósito para abafar o movimento daquelas vivalmas.
B) Palha de Arroz não era bairro, nem de longe, propenso a tamanha tranquilidade.
C) Às portas dos armazéns, estivadores trabalhavam dando os últimos pospontos em sacos de oiticica, cera de
carnaúba.
D) Foi quando Parente, terminando sua tarefa, saiu assim rumo à ribanceira do rio.
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E) Genoveva passou rebolando as ancas dentro duma saia de chita, subindo a rampa do cais.
TEXTO IX:
A edição do caderno Prosa de amanhã marca uma espécie de abertura oficial da cobertura da 11ª edição da
Festa Literária Internacional de Paraty no GLOBO. Totalmente dedicado à Flip, o Prosa apresentará, além de
reportagens e entrevistas, a programação oficial da festa, que inclui diversos eventos promovidos pelo jornal. Serão duas
exposições sobre Graciliano Ramos, o autor homenageado do ano, duas mesas de debates e um show em homenagem
a Vinicius de Moraes.
Como sempre, a equipe ganhará reforço para mostrar diariamente ao leitor o que acontecerá na cidade histórica.
Este ano, a Flip, que também costuma dar repercussão em seus debates ao que acontece fora do mundo literário, estará
particularmente atenta às recentes manifestações que tomaram o Brasil de norte a sul. A curadoria da festa anunciou
esta semana a inclusão de três mesas extras para discutir os protestos e seus desdobramentos.
Fonte: O Globo, 28/06/2013, p. 2.
Questão 33
A matéria supracitada intitulada “A hora da festa da literatura” tem o objetivo de
A) Apresentar para os leitores como se dará a cobertura do grande evento cultural que ocorre na cidade de Paraty-RJ.
B) Descrever quais os principais eventos que acontecerão no festival de literatura de Paraty-RJ.
C) Convencer as pessoas da importância de participar dessa festa cultural que já é tradicional em Paraty-RJ.
D) Narrar os passos administrativos da empresa até organizar como acompanhará o festival de Paraty-RJ.
E) Insinuar que as mesas sobre as manifestações de rua fogem um pouco da temática literária do festival de Paraty-RJ.
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Questão 35
Logo na primeira frase da reportagem, há uma crítica em torno da qualidade da programação da TV. Essa crítica se
baseia na seguinte ideia, explícita no texto:
A) As emissoras de TV dificilmente vão se adaptar à nova tecnologia proporcionada pela transmissão digital.
B) Os telespectadores estão mais exigentes com a programação da TV a cabo do que nos tempos da TV aberta.
C) O público, cada vez mais, espera melhoria de qualidade e diversificação na programação das emissoras de TV.
D) A quantidade de emissoras de TV pressupõe uma variedade de opções que deveria atender aos anseios do público.
E) A audiência é maior quando a programação da TV oferece alternativas interessantes de cultura e lazer
Questão 36
O texto diz, na linha 1, que “muita gente tem a sensação (...)”. Essa expressão, no contexto em que está empregada,
tem a finalidade de dar à afirmação um tom
A) abrangente, mas supositivo.
B) especulativo e taxativo.
C) irônico, mas peremptório.
D) parcial e excêntrico.
E) restrito e categórico.
Questão 37
Uma das afirmações do especialista entrevistado é esta: “O sistema digital trará uma mudança de conteúdo completa.”
Assinale a alternativa que reescreve o trecho acima sem comprometer o significado original.
A) O sistema digital trará uma mudança de conteúdo completo.
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TEXTO XI:
Práticas identitárias da autoajuda
As transformações sociais, econômicas e tecnológicas trazem implicações no modo de ser e de agir dos sujeitos
na sociedade. Em meio a essas transformações, observamos, em especial, um contexto caracterizado pela
transitoriedade que afeta diretamente o mundo do trabalho, marcado pela exigência da alta especialidade profissional
nos diversos setores de atividades, tornando essa atividade cada vez mais sofisticada. Na contemporaneidade, o
trabalho pode ser visto como elemento fundante na constituição da identidade e, talvez por isso, podemos visualizar
conjunturas propícias para uma crise identitária do trabalhador.
A autoajuda insere-se nesse contexto, perfazendo-se como um instrumento de auxílio (psicológico e social)
nesse universo ao buscar relacionar trabalho a sucesso. Boa parte desse tipo de literatura relaciona-se à questão do
sucesso profissional, assim como as ditas “palestras motivacionais”, que utilizam conteúdos de livros de autoajuda e
tornaram-se febre no meio empresarial. Seu alto índice de vendagem, de certa forma, revela a necessidade que os
indivíduos têm de tornarem-se profissionais de sucesso. Daí a importância de se investigar esse fenômeno e a
influência da autoajuda nas subjetividades quando relacionadas à temática do trabalho na contemporaneidade.
Fonte: Samuel Cavalcante Silva e Grenissa Bonvino Stafuzza,
adaptado de [Link]/[Link]?script=sci_arttext&pid=S0102
Questão 38
Os três segmentos abaixo foram adaptados de passagens do texto e exemplificam o emprego da linguagem figurada na
construção de argumentos.
I – a transitoriedade afeta diretamente o mundo do trabalho.
II – livros de autoajuda tornaram-se febre no meio empresarial
III – a autoajuda insere-se como um instrumento de auxílio psicológico e social nesse universo.
Assinale a única alternativa que identifica adequadamente esses recursos expressivos.
A) Há uma metáfora na frase I, uma hipérbole na frase II e uma comparação na frase III.
B) Há uma metonímia na frase I, uma metáfora na frase II e um paradoxo na frase III.
C) Há um eufemismo na frase I, um pleonasmo na frase II e uma silepse na frase III.
D) Há uma hipérbole na frase I, uma metonímia na frase II e uma antítese na frase III.
E) Há uma ironia na frase I, um eufemismo na frase II e uma elipse na frase III.
Questão 39
O parágrafo acima serve como exemplo de uma sequência de frases que combinam aspectos pertinentes na construção
dotexto literário. O personagem-narrador descreve as poucas ações da cena e faz reflexões sobre sua vida. Os tempos
verbais no pretérito contribuem para essa caracterização, que mudaria se o escritor optasse por empregar verbos no
presente.
Na hipótese de reescrever o trecho substituindo-se os verbos do pretérito por verbos no presente, o resultado textual
seria o seguinte:
A) Vou sentar-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tento chorar, mas não tenho vontade de
chorar. Espero espantado, imaginando a vida que vou suportar sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo.
A casa é dos outros, o defunto é dos outros. E eu estou ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que
apodrece. Ouço o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vejo o corredor da nossa casa,
por onde passam a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do
velho Acrísio.
B) Sento-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tento chorar, mas não sinto vontade de chorar.
Espero espantado, imaginando a vida que suportaria sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo. A casa é
dos outros, o defunto é dos outros. E eu fico ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que apodreceu.
Ouço o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vi o corredor da nossa casa, por onde
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passa a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho
Acrísio.
C) Vai sentar-se numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal. Tenta chorar, mas não tem vontade de
chorar. Espera espantado, imaginando a vida que vai suportar sozinho neste mundo. Sente frio e pena de si mesmo. A
casa é dos outros, o defunto é dos outros. E ele está ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que
apodrece. Ouve o barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vê o corredor da nossa casa,
por onde passam a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do
velho Acrísio.
D) Sentando-me numa prensa de farinha que há no fundo do nosso quintal, tento chorar, mas não sinto vontade de
chorar. Espero espantado, imagino a vida que suportarei sozinho neste mundo. Sinto frio e pena de mim mesmo. A casa
dos outros, o defunto dos outros. E eu ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa que está apodrecendo. O
barulho de um descaroçador de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. E vejo o corredor daquela casa, por onde vai estar
passando a batina de padre Inácio, a farda de cabo José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho
Acrísio.
E) Sentado numa prensa de farinha no fundo do nosso quintal, chorando, mas sem vontade de chorar. Espantado,
imaginando a vida a suportar, sozinho naquele mundo, sentindo frio e pena de mim mesmo. A casa dos outros, o defunto
dos outros. E eu ali como um bichinho abandonado, encolhido na prensa apodrecendo. O barulho de um descaroçador
de algodão, próximo, no Cavalo-Morto. O corredor da nossa casa, passando a batina de padre Inácio, a farda de cabo
José da Luz, o vestido vermelho de Rosenda e o capote do velho Acrísio.
Questão 40
Parreira indica os caminhos para vitória sobre Coreia do Norte, na estreia do Brasil. Técnico da África do Sul, que
enfrentou os asiáticos nesta quinta-feira, diz que o segredo é pressionar a saída de bola e que as informações estão
abertas.
(Fonte: [Link] de 23/04/2010)
Nota-se que a segunda frase da notícia estabelece dois vínculos referenciais com a primeira frase, que estão
representados por
A) “técnico da África do Sul” e “os asiáticos”.
B) “nesta quinta-feira” e “segredo”.
C) “enfrentou” e “pressionar”.
D) “diz que segredo” e “estão abertas”.
E) “saída de bola” e “as informações”.
Questão 41
O redator da notícia acima transmitiu-a com as suas próprias palavras, resumindo a declaração dos especialistas, o que
é uma técnica redacional chamada de
A) discurso direto.
B) referência livre.
C) ponto de referência.
D) ponto de vista.
E) discurso indireto.
TEXTO XIV:
Torre de Babel: Leia a frase de Rui Barbosa em diferentes jargões
“Para não arrefecerdes, imaginai que podeis vir a saber tudo; para não presumirdes, refleti que, por muito que
souberdes, mui pouco tereis chegado a saber”.
A frase de Rui Barbosa (1849-1923) que motiva a questão abaixo é um alerta contra a soberba, embora soe, hoje, como
afetação linguística. Foi retirada do “Discurso no Colégio Anchieta, Palavras à Juventude” (1903).
Confira como ficaria a mesma frase:
...no economês
“Para não gerar uma crise de confiabilidade, aplique o modelo segundo o qual é possível estocar todo o conhecimento
hoje em circulação; mas controle as expectativas, porque, por mais alto que seja o índice de sabedoria, sempre existirão
demandas não atendidas”.
...no estilo onguês
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“Para não perder o enfoque positivo, seja protagonista de uma ação centrada no enfrentamento da ignorância; mas não
extrapole no autoempoderamento, porque, por mais que você articule uma ampla rede de conhecimentos, ainda serão
muitos os excluídos”.
...no eduquês
“Para não entrar para as estatísticas da evasão escolar, imagine que você pode trabalhar transdiciplinarmente todos os
conteúdos pedagógicos; para não perder o pensamento crítico, considere que ainda faltam muitos graus para a
formação plena da sua consciência-cidadã.”
...e numa mistura de gíria comum com dialetos usados por funqueiros, surfistas, malandros, policiais e caubóis.
“Aí, Zé Mané, pra não afrouxar e dar o prego, se liga na fita, que você pode ser um macaco velho; mas não vai viajar na
maionese, saca que, por mais que você se toque, mói faiado a xavecar pra ver a paina voar. QSL.
(Esta versão foi feita por Clério Borges, pesquisador de gírias e jargões, publicada no Caderno Sinapse, julho de 2003)
Questão 42
“Traduzindo” a fala de Rui Barbosa para uma fala isenta de marcas sociais e sem afetações, fazendo as devidas
adaptações, ficaríamos com a seguinte assertiva:
A) Há muito que aprender na vida. Porém, mais do que aprender, há muito que a vida pode ensinar.
B) Perder as esperanças é deixar de aprender. Aprender demais é acreditar que mais nada pode ser aprendido.
C) Não desanime, pois há muito que aprender. Mas cuidado: mesmo que você saiba muito, esse muito é ainda pouco.
D) Com a imaginação é possível aprender muito. Tanto que acabamos presunçosos, mesmo sem sabermos nada.
E) Tenha força e lute pelo conhecimento. Porém não deixe que essa luta lhe suba à cabeça, ou o conhecimento
desaparecerá.
Questão 44
Dentre as passagens do texto, abaixo transcritas, a que indica uma opinião do autor, e não fato ocorrido, é
A) “Li anteontem uma nota na agência internacional...”
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Questão 45
A coesão textual é obtida pelo uso de vários recursos, dentre eles o apelo aos chamados recursos anafóricos, que
retomam termos ou expressões anteriormente mencionados. Das alternativas abaixo, todas presentes no texto de
Grecco, assinale a opção em que se ausenta termo anafórico.
A) “(...) daqueles que nos roubam recursos (...)”
B) “Em sua avaliação, isso lhes daria mais ânimo”.
C) “Outra o define como ‘esporte de macho’ ”.
D) “no controle do dinheiro arrecadado pelos impostos”.
E) “Uma foi criada pelo extraordinário Nelson Rodrigues.”
Questão 46
A utilização de expressões coloquiais no texto, tais como “(...) justificar as botinadas” (parágrafo 1) e “passar os outros
para trás” (último parágrafo), cumprem o propósito de
A) aproximar mais o leitor da realidade que está sendo objeto da crônica ora reproduzida.
B) criticar, por assim se expressar, a triste realidade dos aficionados por jogos violentos.
C) identificar uma variante linguística específica praticada pelas classes menos favorecidas.
D) ironizar a fala dos moradores das periferias urbanas, demonstrando forte preconceito linguístico.
E) condenar as diferentes linguagens passíveis de serem articuladas em situações formais.
fato. Agora, o mais honesto seria que os veículos da grande imprensa deixassem claras suas preferências político-
ideológico-partidárias, que projeto de sociedade defendem etc. Ela, a mídia, pode e deve se manifestar quanto a suas
preferências. Por que não? O que impede essa atitude? Muito pior é ficar manipulando grosseiramente as informações,
fingindo posição neutra, uma pretensa defesa da Democracia. O leitor, ouvinte ou telespectador poderia escolher melhor
e com mais segurança em quem acreditar e a quem dar crédito. Do jeito que está, fica difícil, cada vez mais difícil, haver
credibilidade na imprensa brasileira.
Fonte: Reescritura de Cézar de Souza, a partir dos artigos “Liberdade de imprensa, hipocrisia e credibilidade”
(Observatório de Imprensa, 13/06/2006) e “ONU aprova Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas” (Esquerda,
14/09/2007).
Questão 47
A terceira frase do texto afirma que, quase sempre, o grande algoz contra as mudanças é o Estado. Ratifica e amplia
essa ideia a seguinte passagem:
A) “Manipulou, mentiu, aceitou a censura imposta pelo governo e pelos militares, tudo sob o argumento da preservação
da soberania nacional.”
B) “No mínimo é muita hipocrisia querer manter a lenda de que a mídia americana é a campeã das liberdades.”
C) “Quase nada é debatido sobre as pressões econômicas que os veículos sofrem das grandes corporações para que
determinados assuntos não sejam veiculados.”
D) “Reportagem é, antes de mais nada, uma profunda investigação de um fato.”
E) “Agora, o mais honesto seria que os veículos da grande imprensa deixassem claras suas preferências político-
ideológico-partidárias, que projeto de sociedade defendem etc.”
Questão 48
No trecho "deixassem claras suas preferências político-ideológico-partidárias" (§6º), o possessivo aí empregado refere-
se
A) à manifestação nas sociedades democráticas.
B) à profunda investigação de um fato.
C) a veículos da grande imprensa.
D) ao principal papel do jornalismo.
E) à violações dos direitos humanos.
Questão 49
No trecho “jornalistas americanos que vêm ao patropi a convite de algum órgão brasileiro”, o termo “patropi” se justifica
como uma tentativa de dar ao texto uma forma mais
A) tensa.
B) regional.
C) emocional.
D) artística.
E) descontraída.
Questão 50
(Analista Legislativo – Câmara Municipal de São João do Meriti – 2018)
TEXTO XVII:
Sobre a intolerância (Unesco)
A intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo,
do antissemitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e
linguísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e
também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem sua liberdade de
opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional
e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento...
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GABARITO:
1A/ 2E/ 3C/ 4C/ 5E/ 6C/ 7D/ 8B/ 9C/ 10A/ 11D/ 12B/ 13C/ 14E/ 15B/ 16B/ 17A/ 18D/ 19D/ 20B/
21C/ 22A/ 23B/ 24A/ 25D/ 26B/ 27A/ 28D/ 29A/ 30A/ 31D/ 32E/ 33A/ 34D/ 35D/ 36A/ 37E/ 38A/ 39A/ 40A/
41E/ 42C/ 43D/ 44C/ 45D/ 46A/ 47A/ 48C/ 49E/ 50B
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