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Programa Nacional

“Jovem Aprendiz
no Setor Bancário”

07
Programa Nacional
“Jovem Aprendiz
no Setor Bancário”
Bra sí li a , Jul h o / 2 0 0 7

Aprendizes bancários presentes ao ato


de assinatura do “Termo de Cooperação Técnica”
0 6/ 07 / 07

Programa Nacional

Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
P962
Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário
Brasília: MTE, FENABAN, 2007. 80 p.

Inclui legislação.

1. Trabalhador jovem, programa, cartilha, Brasil.


2. Juventude, emprego, programa, Brasil.
3. Programa de emprego, cartilha, Brasil.
4. Qualificação profissional, programa, Brasil. I. Brasil. Ministério do Trabalho
e Emprego (MTE). II. Federação Nacional dos Bancos (FENABAN).

CDD 341.656

GOVERNO FEDERAL

PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Luiz Inácio Lula da Silva

MINISTRO TRABALHO E EMPREGO


Carlos Lupi

CHEFE DO GABINETE DO MINISTRO


Marcelo de Oliveira Panella

SECRETÁRIO-EXECUTIVO
Ronaldo Augusto Lessa Santos

SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO


Ruth Beatriz Vilela

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO


Leonardo Soares de Oliveira

SECRETÁRIO DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE EMPREGO


Antonio Sérgio Alves Vidigal

DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE POLÍTICAS


DE TRABALHO E EMPREGO PARA A JUVENTUDE
Renato Ludwig de Souza
FEDERAÇÃO NACIONAL DOS BANCOS

PRESIDENTE
Fabio Barbosa

DIRETOR GERAL
Wilson Roberto Levorato

DIRETOR SETORIAL DE RECURSOS HUMANOS


João Francisco Rached de Oliveira

SUPERINTENDENTE DE RELAÇÕES DO TRABALHO


Magnus Ribas Apostólico

EQUIPE TÉCNICA

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO


Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves – MTE/SPPE/DPJ
Deuzinéa da Silva Lopes – MTE/SIT/DFT
Joaquina Araújo Pires Ferreira - MTE/SPPE/DPJ
Joaquim Travassos Leite – MTE/SIT/DFT

FEDERAÇÃO NACIONAL DOS BANCOS


Adriana Raquel Sanabria – Banco Itaú
Ana Beatriz Pereira Amaral Vinhas – Banco Santander
Andréia Leonor de Oliveira – Fenaban
Cláudia Ribeiro Ricci Maxwell – Banco Bradesco
Ellen Tuleu Devai – Banco Real
Fernando Veneziani Sugano – Banco Santander
Flávia Afonso da Silva – Banco Bradesco
Leila Honorato – Banco Real
Lorena Del Pilar Castro – Banco Santander
Luiz Alberto Borrelli Cerqueira – Fenaban
Marcelo Hirata – Banco Real
Márcio Antonio da Cruz – Banco Real
Maria Cibele de Oliveira Ramos Valença – Banco Itaú
Maria Cristina C. R. Carvalho – Banco Real
Marilena Moraes Barbosa Funari – Fenaban
Martha Cecília de Souza Ribeiro Zornoff – Banco Nossa Caixa
Sônia Kazuko Tsukiyama – Banco Nossa Caixa
Sônia Regina de Jesus Andrade – Nossa Caixa
Vanessa Morante – Banco Real

APOIO LOGÍSTICO
Alessandra Panza
Edileusa P. de Andrade Barsanelli

Programa Nacional

Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
I - APRESENTAÇÃO
Mensagem do Ministro do Trabalho e Emprego ( 10 )
Mensagem do Presidente Federação Nacional dos Bancos ( 12 )

II - INTRODUÇÃO ( 14 )

III - TERMO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA Nº 02/2007


“JOVEM APRENDIZ NO SETOR BANCÁRIO” ( 16 )
Publicação no Diário Oficial da União ( 23 )
III.a. Anexo 1 – Plano de Curso ( 24 )
III.b. Anexo 2 – Cronograma de Implantação ( 31 )

IV - PERGUNTAS E RESPOSTAS
1. O que é o programa de aprendizagem? ( 36 )
2. O que é o contrato de aprendizagem? ( 36 )
3. O que é o Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário? ( 36 )
4. Por que contratar um Jovem Aprendiz? ( 37 )
5. Quem pode ser aprendiz? ( 37 )
6. Como deve ser feita a seleção do Aprendiz Bancário? ( 37 )
7. Quais são as formas de contratação do Aprendiz Bancário? ( 38 )
8. Quais são os estabelecimentos que estão obrigados a contratar aprendizes? ( 38 )
9. Quais são as diferenças entre aprendizagem e estágio? ( 38 )
10. Para o setor bancário, qual a cota de aprendizes a ser cumprida e como deve
ser calculada? ( 38 )
11. O banco que decidir por contratar percentual maior que os 5% estabelecidos
no Termo de Cooperação Técnica, poderá fazê-lo? ( 39 )
12. O auditor fiscal do trabalho poderá questionar o cálculo de aprendizes
realizado pelo banco? ( 39 )
13. Quais as atividades práticas permitidas ao Jovem Aprendiz no Setor Bancário? ( 39 )
14. O Jovem Aprendiz no Setor Bancário poderá desempenhar tarefas que envolvam
manuseio, guarda, contabilização de numerário, valores em espécie e expressos em
títulos? ( 39 )
15. Quem é o responsável por acompanhar o Aprendiz Bancário no exercício
das atividades práticas dentro do estabelecimento? ( 39 )
16. O banco, por possuir vários estabelecimentos, pode concentrar as contratações
e as atividades práticas dos Jovens Aprendizes em localidade do mesmo Estado
da Federação? ( 40 )
17. Os bancos poderão desenvolver os programas teóricos de aprendizagem
em conjunto? ( 40 )
18. Qual o prazo para cumprimento da cota de aprendizes estabelecida
no Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário? ( 40 )
19. Quais são as obrigações dos bancos previstas no Termo de Cooperação Técnica? ( 40 )
20. A quem compete fiscalizar o cumprimento das cotas de aprendizes? ( 41 )
21. Quais as penalidades previstas e/ou providências cabíveis em caso
de descumprimento da legislação de aprendizagem e do Termo de Cooperação
Técnica? ( 41 )
22. Quais as instituições qualificadas para ministrar cursos de aprendizagem? ( 41 )
23. O Aprendiz terá direito a algum comprovante de conclusão do curso
de aprendizagem? ( 42 )
24. O banco pode formalizar novo contrato de aprendizagem com o mesmo
aprendiz após o término do anterior, mesmo quando o prazo deste for inferior
a dois anos? ( 42 )
25. Qual deve ser o salário do Jovem Aprendiz Bancário? ( 42 )
26. A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria profissional dos bancários
é aplicável ao Jovem Aprendiz Bancário? ( 42 )
27. A ausência do Jovem Aprendiz às aulas teóricas de aprendizagem pode acarretar
desconto no salário? ( 42 )
28. Qual é a jornada de trabalho permitida para o Jovem Aprendiz Bancário? ( 43 )
29. Como deve ser distribuída a carga horária de trabalho do Jovem Aprendiz
Bancário? ( 43 )
30. O aprendiz pode trabalhar no regime de prorrogação ou de compensação
da jornada? ( 43 )
31. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao Descanso Semanal Remunerado – DSR? ( 43 )
32. O aprendiz faz jus a férias? ( 43 )
33. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao depósito do FGTS? ( 43 )
34. O aprendiz pode trabalhar em horário noturno? ( 43 )

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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
35. O aprendiz tem direito ao vale-transporte? ( 43 )
36. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao vale-refeição? ( 44 )
37. E quanto ao seguro-desemprego, o aprendiz tem direito? ( 44 )
38. Quem deverá emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT)
na ocorrência de acidente do trabalho com o aprendiz? ( 44 )
39. O banco pode rescindir o contrato do Jovem Aprendiz Bancário que se encontre
em licença médica? ( 44 )
40. Quais as hipóteses de extinção do contrato de aprendizagem? ( 45 )
41. Na hipótese de extinção antecipada do contrato de aprendizagem, como deve
proceder a empresa para assegurar o cumprimento da cota mínima prevista no
Termo de Cooperação Técnica? ( 45 )
42. Quem pode atestar o desempenho insuficiente ou a inadaptação do aprendiz? ( 45 )
43. A contratação, dispensa ou rescisão do contrato do aprendiz devem ser
informadas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED)? ( 45 )
44. Quais as verbas rescisórias devidas ao aprendiz? ( 46 )
45. Ao contratar um aprendiz com deficiência, a empresa estará cumprindo
as duas cotas? ( 46 )
46. As hipóteses de estabilidade provisória decorrentes de acidente de trabalho
e de gravidez são aplicáveis ao contrato de aprendizagem? ( 47 )
47. Como fica o contrato do aprendiz selecionado pelo serviço militar? ( 47 )
48. O aprendiz deve ser relacionado na Relação Anual de Informações Sociais
(RAIS)? ( 47 )
49. Qual a situação contratual do Jovem Aprendiz Bancário, admitido na vigência
Protocolo de Intenção Fenaban/MTE, firmado em 14/10/03, com vigência
até 31/12/06? ( 47 )

V – LEGISLAÇÃO
V.a. Consolidação das Leis do Trabalho - Arts. 402 a 441 ( 48 )
V.b. Lei nº 10.097, de 19/12/00 ( 54 )
V.c. Lei nº 11.180, de 23/09/05 ( 57 )
V.d. Instrução Normativa SIT nº 26, de 20/12/01 ( 62 )
V.e. Decreto nº 5.598, de 01/12/05 ( 66 )
V.f. Parecer CONJUR/MTE nº 100, de 24/03/05 ( 74 )
Apresentação
I

Programa Nacional

Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Mensagem do Ministro de Estado do Trabalho, Carlos Lupi,
na solenidade de assinatura do Termo de Cooperação Técnica
Jovem Aprendiz no Setor Bancário.
06/07/2007
A formação técnico-profissional de jovens é de grande importância para sua
inserção no mercado de trabalho. Essa capacitação amplia sua possibilidade
de conseguir um emprego e, principalmente, estar pronto para alçar degraus
nesse mercado.

Além de contribuir para a formação da juventude, o empresário que oferece


essa oportunidade, além de formar um trabalhador de acordo com o perfil
que necessita, passa a contar com jovens cientes da grande oportunidade
que tem em suas mãos para deslanchar sua carreira profissional.

Esta cartilha do Jovem Aprendiz no Setor Bancário, editada pelo Ministério


do Trabalho e Emprego, tem como proposta esclarecer todas as questões
relacionadas à Lei da Aprendizagem e, assim, orientar o setor bancário sobre
os procedimentos que devem ser adotados para a contratação de aprendizes.

Regulamentada pelo Decreto n° 5.598/05, essa lei proporciona à juventude


brasileira os conhecimentos teóricos e práticos necessários ao desempenho
de uma profissão. Propicia aos aprendizes, ainda, a chance de terem sua
primeira experiência como trabalhadores, a partir do contrato especial
de trabalho firmado com as empresas.

A aprendizagem é um importante fator de promoção da cidadania e estamos


confiantes de que, mais do que cumprir o que determina a legislação,
as empresas, conscientes da sua responsabilidade social, terão interesse
em admitir jovens de 14 a 24 anos. E o fato de ser uma política pública
de Estado nos dá a certeza de que permanecerá, tornando-se um direito
fundamental dos adolescentes e jovens para a construção de uma
sociedade mais justa e solidária.

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Ampliar
oportunidades
para
Qualquer país que almeje uma trajetória de crescimento sustentado
e sustentável, que pretenda competir pelo menos de igual para igual no mercado mundial
e que esteja preocupado em dar condições de vida dignas para sua população tem,
necessariamente, que se preocupar em aprimorar a oferta de produtos e serviços bancários,
seja para os consumidores, seja para os empreendedores – e até para seus entes públicos.

Sem bancos fortes, dinâmicos e competitivos, não há como rentabilizar a poupança


de indivíduos e empresas, financiar o consumo e o investimento e viabilizar pagamentos
e recebimentos – as três funções básicas que os bancos cumprem numa sociedade moderna.

O modelo de desenvolvimento que perseguimos integra resultados econômicos com


preocupação social e ambiental. Precisamos aproximar a qualidade dos nossos serviços
das expectativas de nossos clientes, cuja base vem se alargando velozmente nos últimos anos
e tende a se alargar cada vez mais.

Neste cenário, contratar um jovem aprendiz significa ampliar a relação do banco com
a comunidade e, com isso, ampliar o potencial mútuo de crescimento. Além disso, oferecer
oportunidade de trabalho a um jovem aprendiz, mais do que mudar a realidade do jovem,
é mostrar a todos os demais funcionários a importância da diversidade e o papel do gestor
como tutor que ensina um ofício.

Esta cartilha, fruto de uma parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e que será,
sem dúvida alguma, benéfica para toda a sociedade brasileira, constitui um marco nessa
direção, principalmente por ser o setor bancário o pioneiro na realização de um programa
de aprendizado de âmbito nacional. Esta é nossa maior ambição: dar o exemplo, apontar
o caminho, ampliar a fronteira.

Fabio Barbosa
Presidente da Federação Nacional dos Bancos

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
II Introdução
Em 6 de julho de 2007, Fabio Barbosa, presidente da Fenaban (Federação Nacional de Bancos,
braço sindical da Febraban – Federação Brasileira de Bancos) e Carlos Lupi, Ministro do
Trabalho e Emprego assinaram o Termo de Cooperação Técnica de lançamento do Programa
Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário (Extrato publicado no DOU, sessão 3, p92). Na
ocasião, foi anunciado, ainda, o lançamento desta cartilha que tem como objetivo oferecer
orientações gerais sobre o novo programa, que prevê a contratação pelos bancos, de jovens de
14 a 24 anos.

A cartilha é fruto de uma parceria dos bancos com o MTE e será distribuída para os gestores
dos bancos e para os auditores fiscais do Ministério do Trabalho. O setor já mantinha um
convênio que gerou aproximadamente 1.800 vagas. Agora, com o novo Termo, serão mais de
4 mil vagas, que devem ser renovadas a cada dois anos.

A assinatura do Termo reuniu mais de 80 pessoas. Entre elas, Luiz Antonio de Medeiros,
Secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Ezequiel Sousa
do Nascimento, Assessor Especial do Gabinete do Exmo. Sr. Ministro e Presidente do
CODEFAT (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador), Guilherme Afif
Domingos, Secretário de Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de São
Paulo, Remígio Todeschini, Presidente da Fundacentro, Max Monjardim Maneschy, Chefe da
Assessoria de Comunicação Social do Exmo Sr. Ministro, Maria Elena Silva Taques, Delegada
Substituta da Delegacia Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. Participaram também
diretores e gestores de Recursos Humanos, além de diversos jovens aprendizes, jornalistas e
representantes de ONG´s.

Aprendizagem
A aprendizagem no Brasil, regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho, no
capítulo referente ao trabalho do menor, passou por um processo de modernização com a
promulgação das Leis nºs 10.097/00 e 11.180/05, esta última responsável por estender até
24 anos a faixa etária dos aprendizes. O processo visa preparar o jovem para desempenhar
atividades profissionais e ter capacidade de discernimento para lidar com diferentes situações
no universo corporativo.

A formação técnico-profissional deve ser constituída por atividades teóricas e práticas


organizadas em tarefas de complexidade progressiva, preferencialmente em programa
correlato às atividades desenvolvidas nas empresas contratantes.

No setor bancário, os aprendizes atuarão em funções como atendimento aos clientes, caixa
e informática. Em todas as atividades práticas, eles serão supervisionados e orientados por
funcionários experientes dos bancos. A carga horária é de 660 horas (para os jovens de 14 a 18
anos) e de 550 horas (jovens de 18 a 24 anos). Na grade dos cursos farão parte temas ligados
ao funcionamento dos bancos (Qualidade no Atendimento, Sistema Financeiro Nacional,
Legislação e Matemática Financeira) e outros, relacionados com o mercado de trabalho, de
forma geral, tais como Saúde no Ambiente de Trabalho, Qualidade de Vida, Trabalho em
Equipe e Noções de Higiene.
Para participar do programa, basta se inscrever em qualquer banco. Podem se inscrever
jovens de 14 a 24 anos que estejam cursando o ensino fundamental ou o ensino médio.
Será dada preferência àqueles de maior vulnerabilidade social e aos que tiverem participado
de qualificação sócio-profissional nos Programas do Ministério do Trabalho e Emprego.

Além do salário, do vale-transporte, contribuição do FGTS, direito de férias definidos


por lei federal, os aprendizes receberão vale-refeição e certificado de conclusão do curso
de aprendizagem. A carga de trabalho é de seis horas diárias. Cada contrato de aprendizagem
dura dois anos. Depois disso, os jovens poderão ser contratados pelos bancos ou buscar
oportunidades de emprego no mercado.

É importante ressaltar que os bancos constituem o segmento com maior responsabilidade por
contratações de profissionais com idade até 25 anos, representando em 2006 o significativo
índice de 58% das contratações.

Os bancos assumem, como um dos valores corporativos, o incentivo à prática da Cidadania e


Responsabilidade Social em todos os seus aspectos, daí dedicar-se a este programa oferecendo
aos jovens a possibilidade de um aprendizado prático e teórico, complementando o seu estudo
básico e principalmente ampliando perspectivas de vida pessoal e profissional, desenvolvendo
promissoras expectativas e chances de inserção no mercado de trabalho formal. Esta
contribuição social dos bancos reduz acentuadamente o número de jovens que abandonam
os estudos para trabalhar em função da necessidade de contribuir na composição da renda
familiar.

Dessa forma, o setor financeiro tem a certeza de estar investindo num Programa que promove
a empregabilidade e contribui para a inclusão social, com impactos positivos também na
redução da evasão escolar, bem como para a minimização da vulnerabilidade social a que
os jovens estão expostos.

Para os bancos esta meta, além dos objetivos sociais e o cumprimento da legislação, efetiva
a capacitação e o desenvolvimento desses jovens para que possam sonhar com um futuro
melhor, individual e coletivo.

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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
III Termo de Cooperação Técnica
“Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário”

Dr. Carlos Lupi, Ministro do Trabalho e Emprego e Dr. Fabio Barbosa, Presidente
da Fenaban assinam o Termo de Cooperação Técnica, testemunhados pelo Secretário
de Estado de Relações do Trabalho e Emprego Dr. Guilherme Afif Domingos.
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
III.a. ANEXO 1 – PLANO DE CURSO
PROGRAMA NACIONAL - “JOVEM APRENDIZ NO SETOR BANCÁRIO” / 2007 – 2009

Das atividades práticas que demandam aprendizagem

O PROGRAMA NACIONAL JOVEM APRENDIZ NO SETOR BANCÁRIO define as atividades


práticas que demandam aprendizagem e que podem ser desenvolvidas pelo “Jovem
Aprendiz”, visando o seu desenvolvimento pessoal e profissional, quais sejam: arquivo físico
de documentação; microinformática básica; atendimento telefônico esporádico; recepção e
expedição de correspondências; distribuição de normas internas, auxílio na organização de
biblioteca e normas internas; transmissão e recebimento de fax; almoxarifado e execução de
atividades de consulta e entrada de dados, atendimento ao público e orientação ao cliente,
bem como outras atividades relacionadas ao conteúdo do Programa.

Considerações e justificativas da carga horária

A carga horária da grade curricular deve ser maior para o Jovem entre 14 e 18 anos
incompletos, pois ele:

• Precisa de mais tempo para desenvolver cada disciplina, porque tem menos preparo,
conhecimento e maturidade;
• Necessita de maior compreensão para entender as teorias que norteiam o mundo do
trabalho;
• Está construindo sua identidade e requer maior formação teórica para desenvolver suas
aptidões físicas, morais e intelectuais.

A carga horária da grade curricular pode ser menor para o Jovem entre 18 e 24 anos, pois:

• Nesta fase da vida a atividade prática está mais alinhada com a expectativa deste jovem.
• O ambiente prático:
- É mais estimulante e atua com um incentivo para o seu aprendizado;
- Propicia condições efetivas para exercer uma ocupação profissional;
- Desenvolve o senso de responsabilidade e iniciativa.
• Fortalece as relações sociais (gestor, equipe, clientes e parceiros internos)
• O jovem adulto aprende fazendo, precisa da prática para assimilar novos conhecimentos e
habilidades.

Há a possibilidade de formar parcerias com outros Bancos para realização de turmas em


localidades onde há baixa concentração de Jovens Aprendizes.
Programa de aprendizagem – 2 anos

30% R
14 a 18 Prédios
Anos
Aprendizagem 660 horas
Administrativos
E
Teórica G
I
O
N
18 a 24
25% A
Aprendizagem 550 horas Agências
Anos Teórica
I
S

Detalhe do conteúdo do Programa e sugestão de carga horária


Carga horária

Tema 14 a 18 18 a 24
anos anos
Conhecendo a Empresa 10 10
Apresentação do Projeto e dos Participantes 2 2
Direitos e Deveres 10 6
Conceitos de Ética e Cidadania 10 6
Noções de Legislação Trabalhista e Previdenciária 10 6
Utilização de Equipamentos e Meios de Comunicação no Trabalho 6 6
Sustentabilidade e Responsabilidade Social 6 6
História do Dinheiro 6 4
Moedas do Brasil 6 4
Bancos na História Brasileira 6 4
Noções de Administração 30 24
Globalização 6 6
Estrutura do Sistema Financeiro Nacional 18 18
Conceitos Básicos de Economia e Indicadores 18 12

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Carga horária

Tema 14 a 18 18 a 24
anos anos
Produtos e Serviços Bancários 30 24
SPB - Sistema de Pagamentos Brasileiro 6 6
Contabilidade Bancária 24 24
Noções de Crédito 12 12
Acessibilidade 6 6
Canais de Atendimento: Agências, Call Center,
Equipamentos de Auto-Atendimento, Internet Banking, 30 24
Serviços de Conveniência
Finanças Pessoais 12 12
Código de Defesa do Consumidor 6 4
Segurança da Informação / Sigilo Bancário 6 4
Segurança Operacional e Patrimonial 6 4
Prevenção à Lavagem de Dinheiro 12 12
Princípios de Controles Internos e Compliance 6 6
Comunicação: Escrita - Estrutura Gramatical 42 36
Informática Básica: Windows, Word Básico, Excel Básico,
PowerPoint, Internet, E-mail 36 30
Matemática Elementar 36 24
Matemática Financeira Básica 36 30
Mercado de Trabalho: Perspectivas do Mercado de Trabalho,
Empregabilidade, Elaboração de Currículo 18 18
Técnicas de Vendas: Identificação de Oportunidades,
Negociação e Argumentação, Análise e Solução de Problemas, 24 24
Cliente interno e externo
Relações Interpessoais 30 24
Trabalho em Equipe 12 6
Comunicação Oral 12 12
Gestão do Tempo 6 6
Postura no Ambiente de Trabalho e Marketing Pessoal:
Vestuário, Higiene, Relacionamento – Socialização,
Comprometimento com a empresa, Comprometimento 18 12
com o auto-desenvolvimento
Feedback: Relacionamento com o Gestor e Equipe, Como Escutar,
Como colocar suas necessidades 12 12
Qualidade no Atendimento: Atendimento e Relacionamento
com o Cliente, Atendimento às pessoas com deficiência 18 18
Saúde no Ambiente de Trabalho: Ergonomia, Ginástica Laboral,
Cuidados com a Voz, Equilíbrio Emocional 12 9
Saúde e Qualidade de Vida: Evitando acidentes de trabalho,
Primeiros Socorros, Prevenção às Drogas, Educação Sexual 12 9
Acompanhamento 36 28
Total 1.786 4.064
SEMESTRE 1
MESES mês 1 mês 2 mês 3
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 1
Proposta 2
Proposta 3

SEMESTRE 2
MESES mês 7 mês 8 mês 9
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 1 A

Proposta 2 A

Proposta 3 A

SEMESTRE 3
MESES mês 13 mês 14 mês 15
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 1 FÉRIAS
Proposta 2 FÉRIAS
Proposta 3 A FÉRIAS

SEMESTRE 4
MESES mês 19 mês 20 mês 21
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 1 A FÉRIAS
Proposta 2 A FÉRIAS
Proposta 3 A FÉRIAS

Resumo de distribuição da carga horária

I. Curso de 660 horas - Faixa Etária de 14 anos até 18 anos incompletos


(Obs.: tomando por base a data de assinatura)

Proposta 1 – Prioriza 1 dia por semana + 1 semana integral por semestre


• Quatro semanas integrais = 6 h/dia x 5 dias x 4 semanas = 120 h
• Um dia por semana --> 84 semanas = 6 h/dia x 84 semanas = 504 h
• Acompanhamento (A) = 36 horas (distribuídas ao longo do curso, a critério de cada banco)
• TOTAL = 660 horas

Proposta 2 – Prioriza 1 semana por mês, com 6 h/dia


• 22 meses --> uma semana por mês = 22 meses x 5 dias x 6 h/dia = 660 h
• Inclui 36 h de acompanhamento (A)
• TOTAL = 660 horas

Proposta 3 – Prioriza 1 semana por mês, com 5 h/dia


• 26,4 semanas --> distribuídas em 22 meses = 26,4 semanas x 5 dias x 5 h/dia = 660 h
• Inclui 36 h de acompanhamento (A)
• TOTAL = 660 horas

Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007


27
mês 4 mês 5 mês 6
semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

mês 10 mês 11 mês 12


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

mês 16 mês 17 mês 18


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

mês 22 mês 23 mês 24


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

A
SEMESTRE 1
MESES mês 1 mês 2 mês 3
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 4
Proposta 5
Proposta 6

SEMESTRE 2
MESES mês 7 mês 8 mês 9
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 4 A

Proposta 5 A

Proposta 6 A

SEMESTRE 3
MESES mês 13 mês 14 mês 15
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Proposta 4 FÉRIAS
Proposta 5 A FÉRIAS
Proposta 6 A FÉRIAS

SEMESTRE 4
MESES mês 19 mês 20 mês 21
SEMANAS semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4

DIAS 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
Proposta 4 FÉRIAS
Proposta 5 FÉRIAS
Proposta 6 FÉRIAS

Resumo de distribuição da carga horária

II. Curso de 550 horas - Faixa Etária acima de 18 anos a 24 anos


(Obs.: tomando por base a data de assinatura)

Proposta 4 – Prioriza 1 dia por semana + 1 semana integral por ano


• Duas semanas integral = 5 dias x 6 h/dia x 2 semanas = 60 h
• Um dia por semana --> 77 semanas = 6 h/dia x 77 semanas = 462 h
• Acompanhamento (A) = 28 h
• TOTAL = 550 horas
mês 4 mês 5 mês 6
semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

A
A

mês 10 mês 11 mês 12


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

mês 16 mês 17 mês 18


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

mês 22 mês 23 mês 24


semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5 1 2 3 4 5
A

A
A

Proposta 5 – Prioriza 1 semana por mês, com 6 h/dia


• 18 meses --> uma semana por mês = 18 meses x 5 dias x 6 h/dia = 540 h
(522 h curso e 18 h acompanhamento)
• Complementação do acompanhamento (A) = 10 h
• TOTAL = 550 horas

Proposta 6 – Prioriza 1 semana por mês, com 5 h/dia


• 22 semanas --> distribuídas em 22 meses = 22 semanas x 5 dias x 5 h/dia = 550 h
• Inclui 28 h de acompanhamento (A)
• TOTAL = 550 horas
III.b. ANEXO 2 - CRONOGRAMA DE IMPLANTAÇÃO

Mapeamento de cotas para aprendizes

Fatos relevantes

• A nova proposta de cotas para aprendizes considerou 5% (cinco por cento) dos ocupantes
de cargos da base de formação por UF (Unidade Federativa)

• Considerou-se como quadro atual a informação base 31/01/07

Quadro comparativo de cota aprendizes

Cota Cota %
Cresc.
Atual Proposta Cresc.

BRADESCO 703 1.240 537 76%


ITAÚ 230 726 496 216%
BNC 261 521 260 99%
HSBC 136 491 355 261%
ABN 139 390 251 181%
UNIBANCO 180 375 195 108%
SANTANDER 111 220 109 98%
CITIBANK 3 56 53 1.767%
SAFRA 13 28 15 115%
BICBANCO 10 17 7 76%

Total 1.786 4.064 2.278 128%

Convênio com Ministério do Trabalho e Emprego 2004/2006

Programa Nacional
31
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Cálculo: 5% sobre total de funcionários lotados nos cargos
enquadrados na base de formação - detalhe por Região

3500 Cota 5%

3000
2.969
2500
Total = 4.064
2000

1500

1000

338 482
500
175 100
0
Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

Novo cálculo: 5% sobre total de funcionários lotados nos cargos


enquadrados na base de formação

2500 Cota 5%
2.268
Por Estado (UF) Total = 4.141
2000

1500

1000

500 499
297
241
142 116
78 74 69 42 38 36 36 34 29 27 27 17 14 13 12 7 7 6 4 4 4
0
G

A
S
AM

RO
RN

AP
AC

RR
GO
RS
PR

AL
BA

SC

DF

PB
RJ

ES
PA

SE
SP

TO
PE

CE

M
M

PI
Atingimento da cota proposta em 12 meses
(A partir da publicação do Termo de Cooperação Técnica)

Cota Cota % Após Após Após Após


Cresc.
Atual Proposta Cresc. 03 meses 06 meses 09 meses 12 meses

BRADESCO 703 1.240 537 76% 837 972 1.106 1.240


ITAÚ 230 726 496 216% 354 478 602 726
BNC 261 521 260 99% 326 391 456 521
HSBC 136 491 355 261% 225 314 402 491
ABN 139 390 251 181% 202 265 327 390
UNIBANCO 180 375 195 108% 229 278 326 375
SANTANDER 111 220 109 98% 138 166 193 220
CITIBANK 3 56 53 1.767% 16 30 43 56
SAFRA 13 28 15 115% 17 21 24 28
BICBANCO 10 17 7 76% 12 14 15 17

Total 1.786 4.064 2.278 128% 2.355 2.926 3.494 4.064

Média de 570 novos aprendizes por trimestre

72% da nova cota proposta ao fim de 06 meses

Resumo

• Incremento de 128% na cota de contratação dos aprendizes


• 72% da nova cota estará preenchida ao fim de seis meses
• Média de contratação de 570 novos aprendizes por trimestre
• Nas regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste haverá crescimento
de 231%, 270% e 91% respectivamente.
• Programa de Aprendizagem focado na maturidade do aprendiz
e condições efetivas de aprendizagem prática

Programa Nacional
33
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Autoridades, diretores e gestores dos bancos,
aprendizes contratados presentes à solenidade do lançamento
do “Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário”.
Programa Nacional
35
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
IV Perguntas e Respostas:
1. O que é o programa de aprendizagem?

É o conteúdo pedagógico desenvolvido por meio de atividades teóricas e práticas, sob a


orientação de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica, devendo
conter, basicamente, os objetivos do curso de aprendizagem, os conteúdos a serem
ministrados e a carga horária prevista (incisos III e IV, do § 3º, do art. 1º, da IN/MTE/SIT nº 26,
de 20 de dezembro de 2001)

2. O que é o contrato de aprendizagem?

É um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado (com
anotação na CTPS), com duração máxima de dois anos. O empregador se compromete a
assegurar ao adolescente com idade de 14 anos até os 18 anos e ao jovem a partir dos 18
anos até os 24 anos, inscritos em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional
metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. O aprendiz se
compromete a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a esta formação (art. 428,
da CLT).

3. O que é o Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário?

Trata-se de programa de aprendizagem que considera a diversidade e as peculiaridades das


atividades desenvolvidas pelos bancos, instituído a partir da parceria entre o Ministério do
Trabalho e Emprego e a Federação Nacional dos Bancos – Fenaban. Conforme o nome indica,
o programa tem abrangência nacional, e está disciplinado pelo Termo de Cooperação Técnica
(pág. 17), que dispõe sobre as regras específicas que visam a qualificação e o desenvolvimento
pessoal e profissional de adolescentes e jovens aprendizes nos bancos. O Programa Nacional
Jovem Aprendiz no Setor Bancário é ministrado no sistema dual, compreendendo a carga
horária a ser cumprida na entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica,
além das horas destinadas à vivência prática nos estabelecimentos bancários.

4. Por que contratar um Jovem Aprendiz?

Contratar um Jovem Aprendiz é uma forma de ampliar a relação da empresa com a


comunidade, já que o aprendiz é um representante da região onde vive. Além de uma
obrigação legal, o cumprimento da cota de aprendizagem é uma forma de exercer a
responsabilidade social empresarial, promovendo o desenvolvimento por meio de uma
iniciativa de geração de renda. A empresa, conectada com a realidade da comunidade em que
está inserida, amplia suas possibilidades de crescimento e tem mais chances de conquistar
o reconhecimento público. Oferecer oportunidade de trabalho a um Jovem Aprendiz é mais do
que mudar a realidade de um jovem, é mostrar a todos os demais funcionários a importância
da diversidade e o papel do gestor como tutor que ensina um ofício.

5. Quem pode ser aprendiz?

Podem ser aprendizes os adolescentes na faixa etária entre 14 e 18 anos e os jovens na faixa
etária entre 18 e 24 anos, que estejam cursando ou tenham concluído o ensino fundamental
e estejam matriculados em curso de aprendizagem (art. 428, da CLT).
De acordo com a Cláusula Segunda e seus parágrafos do Termo de Cooperação Técnica (pág.
17) celebrado entre o Ministério doTrabalho e Emprego e a Federação Nacional dos Bancos
– Fenaban, e com respaldo na legislação referenciada em seu preâmbulo, será contratado
o aprendiz que:
• atender cumulativamente aos requisitos definidos no artigo 2°, do Decreto n°. 5.598/05
(pág. 63), devendo estar matriculado e freqüentando qualquer nível da educação básica,
exceto quando houver concluído o ensino médio ou quando na localidade não houver oferta
de ensino médio suficiente; e
• preferencialmente, jovens de maior exclusão social, segundo perfil definido pela Lei nº
10.748/03, que cria o Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego – PNPE.

6. Como deve ser feita a seleção do Aprendiz Bancário?

Os jovens beneficiários do Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário serão


selecionados pelo banco, de acordo com a Cláusula Segunda e seus §§ 3º e 4º, do Termo
de Cooperação Técnica (pág. 17):
• dentre aqueles cadastrados no sistema informatizado disponibilizado pelo MTE, devendo ter
prioridade de encaminhamento os adolescentes e jovens egressos das ações de qualificação
sócio-profissional do PNPE;
• o banco também poderá selecionar os adolescentes e jovens de forma independente
do cadastro do sistema informatizado disponibilizado pelo MTE, desde que providenciem
sua inclusão no respectivo cadastro e comprove a contratação junto à fiscalização do MTE.

Programa Nacional
37
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
7. Quais são as formas de contratação do Aprendiz Bancário?

Consoante artigo 431, da CLT, a contratação do aprendiz poderá ser efetivada diretamente
pelo banco (empresa onde se realizará a aprendizagem), ou pelas entidades mencionadas no
inciso III, do art. 430, da CLT, caso em que não gera vínculo de emprego com o banco.

8. Quais são os estabelecimentos que estão obrigados a contratar


aprendizes?

Os estabelecimentos de qualquer natureza, independentemente do número de empregados,


são obrigados a contratar aprendizes, observado o percentual exigido por lei (art. 429, da CLT).
Cabe ressaltar que o art. 11, da Lei nº 9.841/99, isenta tal obrigação às microempresas e
empresas de pequeno porte. Entretanto, embora desobrigadas, poderão, de forma facultativa,
contratar aprendizes.

9. Quais são as diferenças entre aprendizagem e estágio?

A aprendizagem é regida pelos arts. 424 e seguintes, da CLT. A teor do que dispõe o art. 428,
da CLT, o contrato de aprendizagem é contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por
prazo determinado, em que é assegurado ao Jovem Aprendiz formação técnico-profissional
metódica, compatível com seu desenvolvimento físico, moral e psicológico.
O estágio é disciplinado pela Lei nº 6.494/77 e consiste na vivência prática das disciplinas
curriculares, sendo seu objetivo principal a complementação de estudo regular cuja supervisão
compete às instituições de ensino. Nesta hipótese não há vínculo de emprego entre o
estudante e a empresa concedente do estágio.

10. Para o setor bancário, qual a cota de aprendizes a ser cumprida


e como deve ser calculada?

No setor bancário, consoante Cláusula Quarta do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17),
que rege o Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário, para efeito de apuração das
cotas de admissão, será observado o percentual de 5% (cinco por cento) sobre o número total
de trabalhadores, cujas funções demandam aprendizagem, calculado em relação ao conjunto
de agências e áreas administrativas na Unidade da Federação, excluindo-se as funções:
I - que exijam habilitação profissional de nível técnico ou superior;
II - caracterizadas como cargos de direção, de gerência ou de confiança, nos termos do inciso
II e parágrafo único, do art. 62, da CLT;
III - caracterizadas como funções de direção, de gerência, de fiscalização, de chefia e
equivalentes, ou que desempenhem outros cargos de confiança nos termos do § 2º, do art. 224,
da CLT; e
IV - que, justificadamente, forem identificadas pelo banco segundo necessidades específicas
e forem aceitas pelo MTE, ouvida a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego. Em havendo
dúvida sobre as funções que devem ou não ser incluídas no cálculo da cota, sobre o fato
deverá ser dado ciência ao banco e, posteriormente, ser submetida e dirimida a dúvida pelo
MTE/SPPE.
11. O banco que decidir por contratar percentual maior que os 5%
estabelecidos no Termo de Cooperação Técnica, poderá fazê-lo?

Sim. O banco poderá contratar, se assim entender, até o percentual máximo de 15%
estabelecido em lei.

12. O auditor fiscal do trabalho poderá questionar o cálculo de


aprendizes realizado pelo banco?

Sim. O auditor fiscal do trabalho tem a prerrogativa de efetuar o cálculo, observado o que
dispõe a Cláusula Quarta do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17) e comunicar qualquer
inconsistência ao banco. As dúvidas sobre as funções que devem ou não ser incluídas no
cálculo da cota devem ser submetidas e dirimidas pelo MTE/SPPE/SIT.

13. Quais as atividades práticas permitidas ao Jovem Aprendiz no Setor


Bancário?

O Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário (Plano de Curso, págs. 27 e 28)
define as atividades práticas que demandam aprendizagem e que podem ser desenvolvidas
pelo “Jovem Aprendiz”, visando o seu desenvolvimento pessoal e profissional, quais sejam:
arquivo físico de documentação, microinformática básica, atendimento telefônico esporádico,
recepção e expedição de correspondências, distribuição de normas internas, auxílio na
organização de biblioteca e normas internas, transmissão e recebimento de fax, almoxarifado
e execução de atividades de consulta e entrada de dados, atendimento ao público e orientação
ao cliente, bem como outras atividades relacionadas ao conteúdo do Programa.

14. O Jovem Aprendiz no Setor Bancário poderá desempenhar tarefas


que envolvam manuseio, guarda, contabilização de numerário, valores
em espécie e expressos em títulos?

Sim. Consoante o Termo de Cooperação Técnica, § 1º, da Cláusula Quarta (pág. 17), é
permitido ao Jovem Aprendiz maior de 18 anos desempenhar referidas tarefas, sempre
no interior do estabelecimento, sob o acompanhamento de supervisor designado para a
orientação do aprendizado.

15. Quem é o responsável por acompanhar o Aprendiz Bancário no


exercício das atividades práticas dentro do estabelecimento?

O banco deve designar formalmente um supervisor para acompanhamento do programa de


aprendizagem, com a participação da entidade qualificada em formação técnico-profissional
metódica, que será o responsável pela coordenação de exercícios práticos e acompanhamento
das atividades do aprendiz no estabelecimento de acordo com o Programa Nacional Jovem
Aprendiz no Setor Bancário.

Programa Nacional
39
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
16. O banco, por possuir vários estabelecimentos, poderá concentrar
as contratações e as atividades práticas dos Jovens Aprendizes em
localidade do mesmo Estado da Federação?

Sim. De acordo com o Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário, a contratação
poderá se dar centralizadamente em localidade do mesmo Estado da Federação, transferindo-
se, neste caso, a contratação de uma unidade para a outra, como forma de compensação
(conforme § 9º, da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica) e, conseqüentemente,
dar-se-á a concentração de atividades práticas de aprendizagem desses jovens na unidade
centralizadora (conforme Parecer CONJUR/MTE nº 100/05), não resultando qualquer prejuízo
direto ou indireto ao Jovem Aprendiz.
Esta excepcionalidade não exime o banco da obrigação legal de contratar o Jovem Aprendiz,
em observância à cota legal e aos critérios definidos no Termo de Cooperação Técnica. Nesta
hipótese o aprendiz necessariamente executará as atividades práticas da aprendizagem no
local da contratação (interpretação aos arts. 429 e 431, da CLT, pelo parecer CONJUR/MTE nº
100/05).

17. Os bancos poderão desenvolver os programas teóricos


de aprendizagem em conjunto?

Os bancos poderão também, em conjunto, desenvolver programas teóricos de aprendizagem


de acordo o § 4º, da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).

18. Qual o prazo para cumprimento da cota de aprendizes estabelecida


no Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário?

O preenchimento da cota prevista no Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário


se dará gradualmente, considerando as etapas estabelecidas no Cronograma de Implantação
(pág. 31), consoante Cláusula Quinta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).
A prorrogação de prazo para o cumprimento da meta estipulada para o trimestre somente
será possível, em ocorrendo situações excepcionais, hipótese em que a FENABAN ou o banco
submeterá o pedido à análise e autorização do MTE/SPPE, ouvida a SIT/MTE.

19. Quais são as obrigações dos bancos previstas no Termo


de Cooperação Técnica?

De acordo com a Cláusula Sexta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17), são obrigações do
banco:
a)apresentar a comprovação de contratação à fiscalização, nos prazos definidos no documento
“Cronograma de Implantação do Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário”
(pág. 31);
b)acompanhar, juntamente com a entidade qualificada em formação técnico-profissional
metódica, o processo de seleção dos jovens candidatos à aprendizagem;
c)apresentar a documentação comprobatória da contratação sempre que solicitado pela
fiscalização das unidades descentralizadas do MTE;
d)acompanhar o desempenho do Jovem Aprendiz, compreendendo a freqüência, o
aproveitamento e a disciplina;
e)oferecer condições adequadas para a prática profissional curricular, responsabilizando-se
pela segurança e higiene nos ambientes de aprendizagem, nos termos das normas em vigor;
f )cadastrar os jovens selecionados no banco de dados informatizado do MTE, quando os
mesmos não estiverem cadastrados; e
g)comunicar ao responsável no MTE a substituição de aprendizes, nos casos de extinção
ou rescisão do contrato de aprendizagem, de forma a cumprir a cota estabelecida, observados
os requisitos da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).

20. A quem compete fiscalizar o cumprimento das cotas de aprendizes?

De acordo com o estabelecido no art. 438, da CLT, e também no art. 11, da IN/SIT nº 66, de
13/10/2006, e no item II, da Cláusula Sexta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17), cabe às
Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), por meio dos auditores fiscais do trabalho fiscalizar
o cumprimento das cotas de aprendizes.

21. Quais as penalidades previstas e/ou providências cabíveis em caso


de descumprimento da legislação de aprendizagem e do Termo de
Cooperação Técnica?

Consoante ao estabelecido nos arts. 434 a 438, da CLT, são penalidades cabíveis, entre outras:
a)lavratura de auto de infração e conseqüente imposição de multa administrativa, no âmbito
do MTE;
b)encaminhamento de relatórios ao Ministério Público do Trabalho (MPT), para as
providências legais cabíveis - formalização de termo de ajuste de conduta, instauração de
inquérito administrativo e/ou ajuizamento de ação civil pública (arts. 434, da CLT e art. 8º,
da IN/ MTE/SIT nº 26/01);
c)encaminhamento de relatórios ao Ministério Público Estadual/Promotoria da Infância e
da Juventude para as devidas providências legais cabíveis (art. 8º, da IN/MTE/SIT nº 26/01);
d)nulidade do contrato de aprendizagem, estabelecendo-se o vínculo empregatício
diretamente com o empregador responsável pelo cumprimento da cota de aprendizagem,
nos casos em que a contratação foi efetivada, inicialmente, por meio das entidades sem fins
lucrativos - ESFLs (art. 5º, do Decreto nº 5.598/05); e
e) encaminhamento de relatórios ao Ministério Público Estadual ou Federal, para as devidas
providências legais cabíveis, caso sejam constatados indícios de infração penal (art. 18,
da IN/MTE/SIT nº 26/01).

22. Quais as instituições qualificadas para ministrar cursos


de aprendizagem?

De acordo com os arts. 429 e 430, da CLT, são qualificadas para ministrar cursos de
aprendizagem as seguintes instituições:
I. os Serviços Nacionais de Aprendizagem:
• Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI);
• Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC);
• Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR);
• Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SENAT);

Programa Nacional
41
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
• Serviço Nacional de Cooperativismo (SESCOOP);
II. as Escolas Técnicas de Educação, inclusive as agrotécnicas; e
III. as ESFLs, que tenham por objetivos a assistência ao adolescente e a educação profissional,
registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (art. 430, da CLT;
Resolução CONANDA nº 75, de 22/10/01 e Lei Federal nº 8069/90).

23. O aprendiz terá direito a algum comprovante de conclusão do curso


de aprendizagem?

Sim. Ao aprendiz que tiver concluído, com aproveitamento, o curso de aprendizagem, será
concedido, obrigatoriamente, certificado de qualificação profissional (art. 430, § 2º, da CLT).

24. O banco pode formalizar novo contrato de aprendizagem com o


mesmo aprendiz após o término do anterior, mesmo quando o prazo
deste for inferior a dois anos?

Não. A finalidade principal do contrato de aprendizagem - capacitação do Jovem Aprendiz a


ingressar no mercado de trabalho - estaria sendo frustrada ao se admitir a sua permanência na
empresa após o término do contrato por meio de um novo contrato da mesma natureza que o
anterior, ainda que com conteúdo distinto.

25. Qual deve ser o salário do Jovem Aprendiz Bancário?

O Jovem Aprendiz Bancário tem direito ao salário mínimo/hora de acordo com a legislação
federal, salvo condição mais favorável expressamente fixada para o aprendiz no contrato de
aprendizagem. Serão computadas, para apuração de salário, as horas destinadas às aulas
teóricas e às atividades práticas nos estabelecimentos.

26. A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria profissional dos


bancários é aplicável ao Jovem Aprendiz Bancário?

Não. As normas coletivas dos bancários não se aplicam ao Jovem Aprendiz Bancário, conforme
§ 8º, da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).

27. A ausência do Jovem Aprendiz às aulas teóricas de aprendizagem


pode acarretar desconto no salário?

Sim. As horas dedicadas às atividades teóricas também integram a jornada do aprendiz,


podendo ser descontadas as faltas não legalmente justificadas (art. 131, da CLT) ou não
autorizadas pelo empregador.

28. Qual é a jornada de trabalho permitida para o Jovem Aprendiz


Bancário?

De acordo com § 3º, da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17), a jornada
diária do Jovem Aprendiz Bancário é de até 6 (seis) horas.
29. Como deve ser distribuída a carga horária de trabalho do Jovem
Aprendiz Bancário?

No Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário a distribuição da carga horária será
fixada de acordo com o § 2º e as alíneas “a” e “b” do § 3º, da Cláusula Quarta, do Termo de
Cooperação Técnica (pág. 19).

30. O aprendiz pode trabalhar no regime de prorrogação ou de


compensação da jornada?

Não. Para o aprendiz a compensação e a prorrogação da jornada de trabalho são sempre


proibidas (art. 432, caput, da CLT).

31. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao Descanso Semanal


Remunerado – DSR?

Sim. Ao Jovem Aprendiz Bancário é devido o pagamento do DSR.

32. O aprendiz faz jus a férias?

Sim. As férias do aprendiz deverão coincidir com um dos períodos das férias escolares do
ensino regular (art. 136, § 2º, da CLT), sendo vedado o parcelamento (art. 134, § 2º, da CLT).

33. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao depósito do FGTS?

Sim. Ao Jovem Aprendiz Bancário é devido o depósito do FGTS, o qual deve ser recolhido à
alíquota de 2%, pelo código 7, da Caixa Econômica Federal - CEF (art. 15, § 7º, da Lei 8.036/90).

34. O aprendiz pode trabalhar em horário noturno?

Os aprendizes menores de 18 anos não podem trabalhar em horário noturno, nos


estabelecimentos localizados na zona urbana, uma vez que a legislação proíbe a esta faixa
etária o trabalho noturno, considerado este o que for executado no período compreendido
entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte (art. 404, da CLT).
Para os aprendizes maiores de 18 anos não se aplica a proibição.

35. O aprendiz tem direito ao vale-transporte?

Sim, é assegurado o vale-transporte para o deslocamento residência /atividades teóricas e


práticas / residência, de acordo com o art. 27, do Decreto nº 5.598/05 (vide página 66) e § 6º,
da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
36. O Jovem Aprendiz Bancário faz jus ao vale-refeição?

Sim. Ao Jovem Aprendiz Bancário é assegurado o vale-refeição, de acordo com a administração


de cada banco, conforme § 7º, da Cláusula Quarta, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17).

37. E quanto ao seguro-desemprego, o aprendiz tem direito?

Não, exceto quando o aprendiz tiver o contrato rescindido antecipadamente ou sem justa
causa e desde que venha a preencher os requisitos legais abaixo relacionados (art. 3º, da Lei nº
7.998/90). Aos aprendizes na faixa etária dos 14 aos 18 anos também são assegurados todos os
direitos trabalhistas e previdenciários (art. 65, da Lei nº 8.069/90 – ECA).
São requisitos para a obtenção do seguro-desemprego:
I – ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, relativos a cada
um dos 6 (seis) meses imediatamente anteriores à data da dispensa;
II – ter sido empregado de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada ou ter exercido
atividade legalmente reconhecida como autônoma, durante pelo menos 15 (quinze) meses nos
últimos 24 (vinte e quatro) meses;
III – não estar em gozo de qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, previsto
no Regulamento dos Benefícios da Previdência Social (Dec. nº 3048/99), excetuado o auxílio-
acidente e o auxílio suplementar previstos na Lei nº 6.367, de 19/10/76, bem como o abono de
permanência em serviço, previsto na Lei nº 5.890, de 08/06/73;
IV – não estar em gozo do auxílio-desemprego; e
V – não possuir renda própria de qualquer natureza suficiente a sua manutenção e a de sua
família.

38. Quem deverá emitir a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT)


na ocorrência de acidente do trabalho com o aprendiz?

Nos termos do art. 22, da Lei nº 8.213/91, regulamentado pelo art. 336 e parágrafos, do Dec.
nº 3.048/99, objeto também, do artigo 15 e seus parágrafos, do Dec. nº 5.598/05 (pág. 66),
a CAT será emitida pelo empregador, ou seja, a instituição ou empresa que firmou o contrato
de aprendizagem.

39. O banco pode rescindir o contrato do Jovem Aprendiz Bancário


que se encontre em licença médica?

O contrato do Jovem Aprendiz Bancário é por prazo determinado e, portanto, sua extinção
dá-se ao seu término. Se o período de licença médica for superior ao seu termo final,
o contrato ficará suspenso e se extinguirá ao término da licença, quando poderá ser realizada
a homologação,
40. Quais as hipóteses de extinção do contrato de aprendizagem?

São hipóteses de rescisão de contrato de aprendizagem:


I – ao término do seu prazo de duração (art. 433, caput, da CLT);
II – quando o aprendiz chegar à idade limite de 24 anos, não se aplicando este limite aos
aprendizes portadores de deficiência (art. 428, § 5º, da CLT);
III – ou, antecipadamente, nos seguintes casos:
• desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz (art. 433, inciso I, da CLT e art. 28,
inciso I, do Dec. nº 5.598/05);
• falta disciplinar grave, caracterizada por quaisquer das hipóteses descritas no art. 482 da
CLT (art. 433, inciso II, da CLT e art. 28, inciso II, do Decr. nº 5.598/05);
• ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo, caracterizada por meio de
declaração da Instituição de Ensino (art. 433, inciso III, da CLT e art 28, inciso III, do Dec. nº
5.598/05); e
• a pedido do aprendiz (art. 433, inciso IV, da CLT e art 28, inciso IV, do Dec. nº 5.598/05);

41. Na hipótese de extinção antecipada do contrato de aprendizagem,


como deve proceder o banco para assegurar o cumprimento da cota
mínima prevista no Termo de Cooperação Técnica?

Havendo rescisão antecipada de contrato antes da conclusão do programa, seja pelo


desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz, falta disciplinar grave, ausência
injustificada à escola que implique perda do ano letivo, ou a pedido do aprendiz, ficará o
banco obrigado a contratar outro aprendiz para a vaga por ocasião do início de nova turma de
aprendizagem, sempre observando o cumprimento da cota.

42. Quem pode atestar o desempenho insuficiente ou a inadaptação


do aprendiz?

O desempenho insuficiente ou a inadaptação do aprendiz, referente às atividades do Programa


de Aprendizagem, será caracterizado mediante laudo de avaliação elaborado pela entidade
qualificada em formação técnico-profissional metódica, conjuntamente com o empregador
(art. 29, inciso I, do Dec. nº 5.598/05).

43. A contratação, dispensa ou rescisão do contrato de aprendizagem


devem ser informadas no Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (CAGED)?

Sim, como empregado contratado sob o regime da CLT, qualquer movimentação referente
ao aprendiz deve ser informada por meio do CAGED (art. 1º, § 1º, da Lei nº 4.923/65).
É importante que se utilize, na CTPS e na declaração de matrícula, a mesma nomenclatura
da função constante no contrato e no programa de aprendizagem, devendo-se observar
a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).
Caso não seja possível localizar na CBO a função idêntica à descrita nos documentos
indicados, deve-se utilizar a nomenclatura da função mais assemelhada.

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
44. Quais as verbas rescisórias devidas ao aprendiz?

Verbas Recisórias

Indeni- Indeni-
Saldo 130 Salário Férias + 1/3 FGTS
Aviso zação zação
Causa da Rescisão de do art. do art.
Prévio 479, 480,
Salário
* Propor- Propor- da CLT da CLT
Integral Integral Saque Multa
cional cional

Rescisão Término
a Termo do Contrato SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO

Implemento SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO
da idade

Desempenho
insuficiente ou SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO
inadaptação
do aprendiz

Falta disciplinar SIM NÃO SIM NÃO SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO
grave
Rescisão antecipada

Ausência
injustificada à SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO
escola que implica
perda do ano letivo
A pedido
do Aprendiz SIM NÃO SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO NÃO NÃO

Fechamento da
empresa (Falência,
encerramento das SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM NÃO
atividades ou morte
do empregador)

Rescisão indireta ** SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO

Culpa SIM NÃO SIM SIM SIM SIM SIM SIM NÃO NÃO
Recíproca ***

* O valor do FGTS incidente sobre as verbas recisórias deverá ser depositado na Guia de Recolhimento Rescisório
- GRR em separado.
** É assegurado ao aprendiz todos os direitos e vantagens devidas até o termo final previsto do contrato.
** Neste caso, o aprendiz tem direito ao equivalente à metade do valor das verbas rescisórias devidas
na rescisão indireta.

45. Ao contratar um aprendiz com deficiência, a empresa estará


cumprindo as duas cotas?

Não, pois são duas exigências legais que visam proteger direitos distintos, que não se
sobrepõem:
a) o direito à aprendizagem profissional, em relação aos aprendizes; e
b) o direito ao vínculo de emprego por tempo indeterminado, em relação as pessoas
com deficiência (Nota Técnica nº 121/DMSC/DEFIT/ SIT/MTE, de 01/09/04).
46. As hipóteses de estabilidade provisória decorrentes de acidente
de trabalho e de gravidez são aplicáveis ao contrato de aprendizagem?

Não, pois se trata de contrato com prazo pré-fixado para o respectivo término. As hipóteses de
estabilidade provisória acidentária e a decorrente de gravidez não são aplicáveis aos contratos
de aprendizagem. Cabe, entretanto, ao empregador, recolher o FGTS do aprendiz durante o
período de afastamento (art. 28, do Dec. nº 99.684/90), computando-se este período, desde
que não superior a seis meses, para fins de aquisição do direito às férias anuais.

47. Como fica o contrato do aprendiz selecionado pelo serviço militar?

O afastamento do aprendiz em virtude das exigências do serviço militar não constitui causa
para rescisão do contrato, podendo as partes acordarem se o respectivo tempo de afastamento
será computado na contagem do prazo restante para o término do contrato do aprendiz (art.
472, caput e § 2º, da CLT). Cabe à empresa, neste caso, recolher o FGTS durante o período de
afastamento (art. 15, § 5º, da Lei nº 8.036/90).

48. O aprendiz deve ser relacionado na Relação Anual de Informações


Sociais (RAIS)?

Sim, devendo-se informar no campo referente ao vínculo empregatício o código nº 55,


conforme instruções contidas no Manual de Informação da RAIS – Ano-base 2006 (www.mte.
gov.br/Empregador/RAIS/Legislacao/Conteudo/RAIS_2006.pdfos – CAGED).

49. Qual a situação contratual do Jovem Aprendiz Bancário, admitido


na vigência do Protocolo de Intenção FENABAN/MTE, firmado em
14.10.03, com vigência até 31.12.06?

De acordo com os termos da Cláusula Sétima, do Termo de Cooperação Técnica (pág. 17),
não haverá alteração contratual até o término do respectivo contrato para o Jovem Aprendiz
Bancário admitido sob a vigência do referido Protocolo de Intenção.

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
V Legislação
V.a. CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO – ARTS. 402 A 441
Art. 402 - Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze
até dezoito anos. (Alterado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

Parágrafo único - O trabalho do menor reger-se-á pelas disposições do presente Capítulo,


exceto no serviço em oficinas em que trabalhem exclusivamente pessoas da família do menor
e esteja este sob a direção do pai, mãe ou tutor, observado, entretanto, o disposto nos arts. 404,
405 e na Seção II. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

Art. 403 - É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na
condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos. (Alterado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00,
DOU 20-12-00)

Parágrafo único - O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua
formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que
não permitam a freqüência à escola. (Alterado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)
a) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
b) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.

Art. 404 - Ao menor de 18 (dezoito) anos é vedado o trabalho noturno, considerado este o que
for executado no período compreendido entre as 22 (vinte e duas) e as 5 (cinco) horas.

Art. 405 - Ao menor não será permitido o trabalho: (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de
28-02-67, DOU 28-02-67)
I - nos locais e serviços perigosos ou insalubres, constantes de quadro para esse fim aprovado
pela Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229,
de 28-02-67, DOU 28-02-67)
II - em locais ou serviços prejudiciais à sua moralidade. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229,
de 28-02-67, DOU 28-02-67)

§ 1º - Revogado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.

§ 2º - O trabalho exercido nas ruas, praças e outros logradouros dependerá de prévia


autorização do Juiz da Infância e da Juventude, ao qual cabe verificar se a ocupação é
indispensável à sua própria subsistência ou à de seus pais, avós ou irmãos e se dessa ocupação
não poderá advir prejuízo à sua formação moral. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-
02-67, DOU 28-02-67)

§ 3º - Considera-se prejudicial à moralidade do menor o trabalho: (Redação dada pelo Decreto-


lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
a) prestado de qualquer modo em teatros de revista, cinemas, boates, cassinos, cabarés,
dancings e estabelecimentos análogos; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67,
DOU 28-02-67)
b) em empresas circenses, em funções de acrobata, saltimbanco, ginasta e outras semelhantes;
(Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
c) de produção, composição, entrega ou venda de escritos, impressos, cartazes, desenhos,
gravuras, pinturas, emblemas, imagens e quaisquer outros objetos que possam, a juízo da
autoridade competente, prejudicar sua formação moral; (Redação dada pelo Decreto-lei nº
229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
d) consistente na venda, a varejo, de bebidas alcoólicas. (Redação dada pelo Decreto-lei nº
229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

§ 4º - Nas localidades em que existirem, oficialmente reconhecidas, instituições destinadas ao


amparo dos menores jornaleiros, só aos que se encontrem sob o patrocínio dessas entidades
será outorgada a autorização do trabalho a que alude o § 2º. (Parágrafo incluído pelo Decreto-
lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

§ 5º - Aplica-se ao menor o disposto no art. 390 e seu parágrafo único. (Parágrafo incluído pelo
Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

Art. 406 - O Juiz da Infância e da Juventude poderá autorizar ao menor o trabalho a que se
referem as letras a e b do § 3º do art. 405: (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67,
DOU 28-02-67)
I - desde que a representação tenha fim educativo ou a peça de que participe não possa ser
prejudicial à sua formação moral; (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU
28-02-67)
II - desde que se certifique ser a ocupação do menor indispensável à própria subsistência ou
à de seus pais, avós ou irmãos e não advir nenhum prejuízo à sua formação moral. (Redação
dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

Art. 407 - Verificado pela autoridade competente que o trabalho executado pelo menor é
prejudicial à sua saúde, ao seu desenvolvimento físico ou a sua moralidade, poderá ela obrigá-
lo a abandonar o serviço, devendo a respectiva empresa, quando for o caso, proporcionar ao
menor todas as facilidades para mudar de funções. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de
28-02-67, DOU 28-02-67)

Parágrafo único - Quando a empresa não tomar as medidas possíveis e recomendadas pela
autoridade competente para que o menor mude de função, configurar-se-á a rescisão do
contrato de trabalho, na forma do art. 483. (Parágrafo incluído pelo Decreto-lei nº 229, de 28-
02-67, DOU 28-02-67)

Art. 408 - Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de


trabalho, desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral.

Art. 409 - Para maior segurança do trabalho e garantia da saúde dos menores, a autoridade
fiscalizadora poderá proibir-lhes o gozo dos períodos de repouso nos locais de trabalho.

Art. 410 - O Ministro do Trabalho poderá derrogar qualquer proibição decorrente do quadro
a que se refere o inciso I do art. 405 quando se certificar haver desaparecido, parcial ou
totalmente, o caráter perigoso ou insalubre, que determinou a proibição.

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Seção II
Da Duração do Trabalho

Art. 411 - A duração do trabalho do menor regular-se-á pelas disposições legais relativas à
duração do trabalho em geral, com as restrições estabelecidas neste Capítulo.

Art. 412 - Após cada período de trabalho efetivo, quer contínuo, quer dividido em 2 (dois)
turnos, haverá um intervalo de repouso, não inferior a 11 (onze) horas.

Art. 413 - É vedado prorrogar a duração normal diária do trabalho do menor, salvo: (Redação
dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
I - até mais 2 (duas) horas, independentemente de acréscimo salarial, mediante convenção ou
acordo coletivo nos termos do Título VI desta Consolidação, desde que o excesso de horas em
um dia seja compensado pela diminuição em outro, de modo a ser observado o limite máximo
de 48 (quarenta e oito) horas semanais ou outro inferior legalmente fixado; (Redação dada pelo
Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
II - excepcionalmente, por motivo de força maior, até o máximo de 12 (doze) horas, com
acréscimo salarial de pelo menos 50% (cinqüenta por cento) sobre a hora normal e desde que o
trabalho do menor seja imprescindível ao funcionamento do estabelecimento. (Redação dada
pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

Parágrafo único - Aplica-se à prorrogação do trabalho do menor o disposto no art. 375, no


parágrafo único do art. 376, no art. 378 e no art. 384 desta Consolidação. (Parágrafo incluído
pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)

Art. 414 - Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um


estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas.

Seção III
Da Admissão em Emprego e da Carteira de Trabalho e Previdência Social

Arts. 415 a 417 - Revogados pelo Decreto-lei nº 926, de 10.10.1969, DOU 13-10-69.
Art. 418 - Revogado pela Lei nº 7.855, de 24-10-89, DOU 25-10-89.
Arts. 419 a 423 - Revogados pela Lei nº 5.686, de 03-08-71, DOU 03-08-71.

Seção IV
Dos Deveres dos Responsáveis Legais de Menores e dos Empregadores.
Da Aprendizagem.

Art. 424 - É dever dos responsáveis legais de menores, pais, mães, ou tutores, afastá-los de
empregos que diminuam consideravelmente o seu tempo de estudo, reduzam o tempo de
repouso necessário à sua saúde e constituição física, ou prejudiquem a sua educação moral.

Art. 425 - Os empregadores de menores de 18 (dezoito) anos são obrigados a velar pela
observância, nos seus estabelecimentos ou empresas, dos bons costumes e da decência
pública, bem como das regras de higiene e medicina do trabalho. (Redação dada pela Lei nº
6.514, de 22-12-77, DOU 23-12-77)

Art. 426 - É dever do empregador, na hipótese do art. 407, proporcionar ao menor todas as
facilidades para mudar de serviço.
Art. 427 - O empregador, cuja empresa ou estabelecimento ocupar menores, será obrigado a
conceder-lhes o tempo que for necessário para a freqüência às aulas.

Parágrafo único - Os estabelecimentos situados em lugar onde a escola estiver a maior


distancia que 2 (dois) quilômetros, e que ocuparem, permanentemente, mais de 30 (trinta)
menores analfabetos, de 14 (quatorze) a 18 (dezoito) anos, serão obrigados a manter local
apropriado em que lhes seja ministrada a instrução primária.

Art. 428 - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito
e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de
14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem
formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral
e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa
formação. (Artigo alterado pela Lei nº 11.180, de 23/09/2005 - DOU 26/09/2005)

§ 1º - A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho


e Previdência Social, matrícula e freqüência do aprendiz à escola, caso não haja concluído o
ensino fundamental, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação
de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica. (Parágrafo incluído pela
Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 2º - Ao menor aprendiz, salvo condição mais favorável, será garantido o salário mínimo hora.
(Parágrafo incluído pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 3º - O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de dois anos. (Parágrafo
incluído pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 4º - A formação técnico-profissional a que se refere o caput deste artigo caracteriza-se


por atividades teóricas e práticas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade
progressiva desenvolvidas no ambiente de trabalho. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.097, de
19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 5º - A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de
deficiência. (Parágrafo alterado pela Lei nº 11.180, de 23/09/2005 - DOU 26/09/2005)

§ 6º - Para os fins do contrato de aprendizagem, a comprovação da escolaridade de aprendiz


portador de deficiência mental deve considerar, sobretudo, as habilidades e competências
relacionadas com a profissionalização. (NR) (Parágrafo alterado pela Lei nº 11.180, de
23/09/2005 - DOU 26/09/2005)

Art. 429 - Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular


nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a
cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em
cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional. (Redação dada pela
Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)
a) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
b) Revogada pelo Decreto-lei nº 9.576, de 12-08-46.

Programa Nacional
51
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
§ 1º - A. O limite fixado neste artigo não se aplica quando o empregador for entidade sem fins
lucrativos, que tenha por objetivo a educação profissional. (Acrescentado pela Lei nº 10.097, de
19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 1º - As frações de unidade, no cálculo da percentagem de que trata o caput, darão lugar à


admissão de um aprendiz. (Parágrafo único transformado em § 1º com nova redação dada pela
Lei nº 10.097, de 19-12-00)

Art. 430 - Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou


vagas suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, esta poderá ser suprida por
outras entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica, a saber: (Redação
dada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

I – Escolas Técnicas de Educação; (Inciso incluído pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-
00)
II – entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente e
à educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente. (Inciso incluído pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 1º - As entidades mencionadas neste artigo deverão contar com estrutura adequada ao


desenvolvimento dos programas de aprendizagem, de forma a manter a qualidade do processo
de ensino, bem como acompanhar e avaliar os resultados. (Parágrafo incluído pela Lei nº
10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 2º - Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem, com aproveitamento, será


concedido certificado de qualificação profissional. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.097, de
19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 3º - O Ministério do Trabalho e Emprego fixará normas para avaliação da competência das


entidades mencionadas no inciso II deste artigo. (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.097, de 19-
12-00, DOU 20-12-00)

Art. 431 - A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a
aprendizagem ou pelas entidades mencionadas no inciso II do art. 430, caso em que não gera
vínculo de emprego com a empresa tomadora dos serviços. (Redação dada pela Lei nº 10.097,
de 19-12-00, DOU 20-12-00)
a) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
b) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
c) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
Parágrafo único - (VETADO) (Redação dada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

Art. 432 - A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo vedadas
a prorrogação e a compensação de jornada. (Redação dada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00,
DOU 20-12-00)

§ 1º - O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes que
já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas
à aprendizagem teórica. (Redação dada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 2º - Revogado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.


Art. 433 - O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz
completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta
Consolidação, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóteses: (Artigo alterado pela Lei nº
11.180, de 23/09/2005 - DOU 26/09/2005)

a) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.


b) Revogada pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
I – desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz; (Acrescentado pela Lei nº 10.097, de
19-12-00, DOU 20-12-00)
II – falta disciplinar grave; (Acrescentado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)
III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou (Acrescentado pela
Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)
IV – a pedido do aprendiz. (Acrescentado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00)

§ 1º - Revogado pela Lei nº 3.519, de 30-12-58, DOU 30-12-58.

§ 2º - Não se aplica o disposto nos arts. 479 e 480 desta Consolidação às hipóteses de extinção
do contrato mencionadas neste artigo. (Acrescentado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-
12-00)

Seção V
Das Penalidades

Art. 434 - Os infratores das disposições deste Capítulo ficam sujeitos à multa de valor igual a
30 (trinta) valores-de-referência regionais, aplicada tantas vezes quantos forem os menores
empregados em desacordo com a lei, não podendo, todavia, a soma das multas exceder a
50 (cinqüenta) vezes o valor-de-referência, salvo no caso de reincidência, em que esse total
poderá ser elevado ao dobro. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-
67)

Art. 435 - Fica sujeita à multa de valor igual a 30 (trinta) vezes o valor-de-referência regional
e ao pagamento da emissão de nova via a empresa que fizer na Carteira de Trabalho e
Previdência Social anotação não prevista em lei. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 926, de 10-
10-69, DOU 13-10-69)

Art. 436 - Revogado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.


Art. 437 - Revogado pela pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.
Parágrafo único - Revogado pela Lei nº 10.097, de 19-12-00, DOU 20-12-00.

Art. 438 - São competentes para impor as penalidades previstas neste Capítulo os Delegados
Regionais do Trabalho ou os funcionários por eles designados para tal fim.

Parágrafo único - O processo, na verificação das infrações, bem como na aplicação e cobrança
das multas, será o previsto no título “Do Processo de Multas Administrativas”, observadas as
disposições deste artigo.

Programa Nacional
53
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Seção VI
Disposições Finais

Art. 439 - É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-se, porém, de
rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência
dos seus responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da indenização que
lhe for devida.

Art. 440 - Contra os menores de 18 (dezoito) anos não corre nenhum prazo de prescrição.

Art. 441 - O quadro a que se refere o item I do art. 405 será revisto bienalmente. (Redação dada
pelo Decreto-lei nº 229, de 28-02-67, DOU 28-02-67)
V.b. LEI Nº 10.097, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.

Altera dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada
pelo Decreto-lei no 5.452, de 1º de maio de 1943.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional


decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os arts. 402, 403, 428, 429, 430, 431, 432 e 433 da Consolidação das Leis do Trabalho
– CLT, aprovada pelo Decreto-lei no 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a
seguinte redação:

“Art. 402 - Considera-se menor para os efeitos desta Consolidação o trabalhador de quatorze
até dezoito anos.” (NR)
“.................................................................................................................................................................................”

“Art. 403 - É proibido qualquer trabalho a menores de dezesseis anos de idade, salvo na
condição de aprendiz, a partir dos quatorze anos.” (NR)
“Parágrafo único. O trabalho do menor não poderá ser realizado em locais prejudiciais à sua
formação, ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que
não permitam a freqüência à escola.” (NR)
“a) revogada;”
“b) revogada.”

“Art. 428 - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito
e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de
quatorze e menor de dezoito anos, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-
profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o
aprendiz, a executar, com zelo e diligência, as tarefas necessárias a essa formação.” (NR)

“§ 1º - A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho


e Previdência Social, matrícula e freqüência do aprendiz à escola, caso não haja concluído o
ensino fundamental, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação
de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica.” (AC)*

“§ 2º - Ao menor aprendiz, salvo condição mais favorável, será garantido o salário mínimo
hora.” (AC)

“§ 3º - O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de dois anos.” (AC)

“§ 4º - A formação técnico-profissional a que se refere o caput deste artigo caracteriza-se


por atividades teóricas e práticas, metodicamente organizadas em tarefas de complexidade
progressiva desenvolvidas no ambiente de trabalho.” (AC)

“Art. 429 - Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular


nos cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a
cinco por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em
cada estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional.” (NR)
“a) revogada;”
“b) revogada.”

Programa Nacional Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007


55
“§ 1º - A. O limite fixado neste artigo não se aplica quando o empregador for entidade sem fins
lucrativos, que tenha por objetivo a educação profissional.” (AC)

“§ 2º - As frações de unidade, no cálculo da percentagem de que trata o caput, darão lugar à


admissão de um aprendiz.” (NR)

“Art. 430 - Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou


vagas suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, esta poderá ser suprida por
outras entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica, a saber:” (NR)
“I – Escolas Técnicas de Educação;” (AC)
“II – entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivo a assistência ao adolescente
e à educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente.” (AC)

“§ 1º - As entidades mencionadas neste artigo deverão contar com estrutura adequada ao


desenvolvimento dos programas de aprendizagem, de forma a manter a qualidade do processo
de ensino, bem como acompanhar e avaliar os resultados.” (AC)

“§ 2º - Aos aprendizes que concluírem os cursos de aprendizagem, com aproveitamento, será


concedido certificado de qualificação profissional.” (AC)

“§ 3º - O Ministério do Trabalho e Emprego fixará normas para avaliação da competência das


entidades mencionadas no inciso II deste artigo.” (AC)

“Art. 431 - A contratação do aprendiz poderá ser efetivada pela empresa onde se realizará a
aprendizagem ou pelas entidades mencionadas no inciso II do art. 430, caso em que não gera
vínculo de emprego com a empresa tomadora dos serviços.” (NR)
“a) revogada;”
“b) revogada;”
“c) revogada.”

“Parágrafo único.” (VETADO)

“Art. 432 - A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo
vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.” (NR)

“§ 1º - O limite previsto neste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os aprendizes
que já tiverem completado o ensino fundamental, se nelas forem computadas as horas
destinadas à aprendizagem teórica.” (NR)

“§ 2º - Revogado.”

“Art. 433 - O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz


completar dezoito anos, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóteses:” (NR)
“a) revogada;”
“b) revogada.”
“I – desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;” (AC)
“II – falta disciplinar grave;” (AC)
“III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou” (AC)
“IV – a pedido do aprendiz.” (AC)
“Parágrafo único. Revogado.”

“§ 2º - Não se aplica o disposto nos arts. 479 e 480 desta Consolidação às hipóteses de
extinção do contrato mencionadas neste artigo.” (AC)

Art. 2º - O art. 15 da Lei no 8.036, de 11 de maio de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte
§ 7º:

“§ 7º - Os contratos de aprendizagem terão a alíquota a que se refere o caput deste artigo


reduzida para dois por cento.” (AC)

Art. 3º - São revogados o art. 80, o § 1o do art. 405, os arts. 436 e 437 da Consolidação das Leis
do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.

Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 19 de dezembro de 2000; 179º da Independência e 112º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO


Francisco Dornelles

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
V.c. LEI Nº 11.180, DE 23 DE SETEMBRO DE 2005.

Institui o Projeto Escola de Fábrica, autoriza a concessão de bolsas de


permanência a estudantes beneficiários do Programa Universidade para
Todos – PROUNI, institui o Programa de Educação Tutorial – PET, altera a Lei
no 5.537, de 21 de novembro de 1968, e a Consolidação das Leis do Trabalho
– CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943, e dá outras
providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso
Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituído, no âmbito do Ministério da Educação, como parte integrante da


política nacional para a juventude, o Projeto Escola de Fábrica, com a finalidade de prover
formação profissional inicial e continuada a jovens de baixa renda que atendam aos requisitos
previstos no art. 2º desta Lei, mediante cursos ministrados em espaços educativos específicos,
instalados no âmbito de estabelecimentos produtivos urbanos ou rurais.

Art. 2º - Os jovens participantes do Projeto Escola de Fábrica deverão ter idade entre 16
(dezesseis) e 24 (vinte e quatro) anos, renda familiar mensal per capita de até um salário
mínimo e meio e estar matriculados na educação básica regular da rede pública ou na
modalidade de Educação de Jovens e Adultos, prioritariamente no ensino de nível médio,
observadas as restrições fixadas em regulamento.

§ 1º - Fica autorizada a concessão de bolsa-auxílio aos jovens admitidos no Projeto Escola


de Fábrica no valor de até R$ 150,00 (cento e cinqüenta reais) mensais, durante o período do
curso, mediante comprovação da renda prevista no caput deste artigo, conforme dispuser o
regulamento.

§ 2º - Os portadores de deficiência, assim definidos em lei, terão tratamento adequado às suas


necessidades em todo o Projeto Escola de Fábrica.

Art. 3º - Os cursos de formação profissional de que trata o art. 1º desta Lei deverão se
enquadrar em uma das áreas profissionais definidas pela Câmara de Educação Básica do
Conselho Nacional de Educação para a educação profissional, nos termos dos arts. 7º e 9º da
Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961.

§ 1º - Os cursos serão orientados por projetos pedagógicos e planos de trabalho focados na


articulação entre as necessidades educativas e produtivas da educação profissional, definidas
a partir da identificação de necessidades locais e regionais de trabalho, de acordo com a
legislação vigente para a educação profissional.

§ 2º - A organização curricular dos cursos conjugará necessariamente atividades teóricas e


práticas em módulos que contemplem a formação profissional inicial e o apoio à educação
básica.

§ 3º - As horas-aula de atividades teóricas e práticas de módulos de formação profissional


inicial poderão ser computadas no itinerário formativo pertinente, nos termos da legislação
aplicável à educação profissional, de forma a incentivar e favorecer a obtenção de diploma de
técnico de nível médio.
§ 4º - Os cursos serão ministrados em espaços educativos específicos, observando as seguintes
diretrizes:
I - limitação das atividades práticas, dentro da carga horária dos cursos, de acordo com
regulamento;
II - limitação da duração das aulas a 5 (cinco) horas diárias;
III - duração mínima de 6 (seis) e máxima de 12 (doze) meses.

§ 5º - Observado o disposto neste artigo, os demais parâmetros de elaboração dos projetos


pedagógicos e dos cursos serão definidos pelo Ministério da Educação, com preponderância
do caráter socioeducacional sobre o caráter profissional, observado o disposto no § 1º do
art. 68 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, no que
couber.

Art. 4º - A avaliação dos alunos e a expedição de certificados de formação inicial serão de


responsabilidade das instituições oficiais de educação profissional e tecnológica ou de
unidades gestoras credenciadas perante as autoridades educacionais competentes.

Art. 5º - O Projeto Escola de Fábrica será executado mediante:


I - transferência de recursos financeiros às unidades gestoras selecionadas e credenciadas pelo
Ministério da Educação por meio de convênio;
II - pagamento de bolsas-auxílio.

§ 1º - O pagamento das bolsas-auxílio aos jovens poderá ser executado pela Caixa Econômica
Federal, mediante remuneração e condições a serem pactuadas, obedecidas as formalidades
legais.

§ 2º - Fica autorizada a suspensão da transferência de recursos financeiros à unidade gestora


que:
I - não cumprir, no todo ou em parte, o plano de trabalho apresentado ao Ministério da
Educação; ou
II - utilizar os recursos recebidos em desacordo com os critérios estabelecidos para a execução
do Projeto Escola de Fábrica, conforme constatado por análise documental ou auditoria.

§ 3º - Os critérios e condições adicionais para concessão, distribuição, manutenção e


cancelamento das bolsas, inclusive quanto à freqüência escolar mínima a ser exigida do jovem
participante do Projeto Escola de Fábrica, bem como os critérios para a transferência de
recursos às unidades gestoras, serão definidos em regulamento.

Art. 6º - Poderá ser unidade gestora qualquer órgão ou entidade da administração pública
direta ou indireta, autárquica ou fundacional, empresa pública ou sociedade de economia
mista, de qualquer esfera de governo, inclusive instituição oficial de educação profissional e
tecnológica, ou entidade privada sem fins lucrativos, que possua comprovada experiência em
gestão de projetos educacionais ou em gestão de projetos sociais.

Parágrafo único. Os recursos financeiros recebidos pelas unidades gestoras deverão ser
aplicados em despesas consideradas como de manutenção e desenvolvimento do ensino,
de acordo com os arts. 70 e 71 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996.

Art. 7º - Para a fiel execução do Projeto Escola de Fábrica, compete:


I - à unidade gestora: formular o projeto pedagógico e o plano de trabalho para preparação
e instalação dos cursos, elaborar o 1º material didático, pré-selecionar os estabelecimentos

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
produtivos interessados, prestar contas dos recursos recebidos ao Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação - FNDE e acompanhar o andamento dos cursos, zelando por
seu regular desenvolvimento;
II - ao estabelecimento produtivo: prover infra-estrutura física adequada para a instalação de
espaços educativos específicos, disponibilizar pessoal para atuar como instrutores, indicar
a necessidade de cursos e arcar com as despesas de implantação dos espaços educativos,
transporte, alimentação e uniforme dos alunos;
III - ao FNDE: efetuar os repasses dos recursos financeiros, analisar as prestações de contas e
apoiar tecnicamente a execução dos planos de trabalho;
IV - ao Ministério da Educação: selecionar e credenciar as unidades gestoras considerando
o projeto pedagógico e o plano de trabalho formulados para os cursos e os estabelecimentos
produtivos pré-selecionados.

§ 1º - O responsável legal pelo estabelecimento produtivo vinculado ao Projeto Escola de


Fábrica deve providenciar seguro de vida e seguro contra acidentes pessoais em favor dos
jovens participantes do Projeto.

§ 2º - As atividades práticas do Projeto Escola de Fábrica sujeitam-se às normas de saúde e


segurança no trabalho e às restrições do Estatuto da Criança e do Adolescente, no que couber.

Art. 8º - A execução e a gestão do Projeto Escola de Fábrica são de responsabilidade do


Ministério da Educação.

§ 1º - À Secretaria Nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência da República


compete a articulação do Projeto Escola de Fábrica com os demais programas e projetos
destinados, em âmbito federal, aos jovens na faixa etária entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove)
anos.

§ 2º - Fica assegurada a participação da Secretaria Nacional de Juventude no controle


e acompanhamento do Projeto Escola de Fábrica, observadas as diretrizes da ação
governamental voltadas à promoção de políticas públicas para a juventude propostas pelo
Conselho Nacional de Juventude - CNJ.

Art. 9º - A supervisão do Projeto Escola de Fábrica será efetuada:


I - pelo Ministério da Educação e por instituições oficiais de educação profissional e
tecnológica, quanto ao conteúdo, à orientação pedagógica e aos aspectos administrativos dos
cursos;
II - pelo FNDE, quanto aos aspectos operacionais das transferências.

§ 1º - O Ministério da Educação designará, por indicação de instituições oficiais de educação


profissional e tecnológica, supervisores pertencentes aos quadros docentes destas últimas
responsáveis pela supervisão e pela inspeção in loco do Projeto Escola de Fábrica.

§ 2º - Os estabelecimentos produtivos vinculados ao Projeto Escola de Fábrica deverão


providenciar cadernos-diários individuais para registro das atividades realizadas, bem como
manter quadro afixado em local visível com a relação nominal dos participantes, para fins de
monitoramento e avaliação do Projeto.
Art. 10 - A vinculação de estabelecimento produtivo ao Projeto Escola de Fábrica não o exime
do cumprimento da porcentagem mínima de contratação de aprendizes, nos termos do art.
429 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de
maio de 1943.
Art. 11 - Fica autorizada a concessão de bolsa-permanência, no valor de até R$ 300,00
(trezentos reais) mensais, exclusivamente para custeio das despesas educacionais, a estudante
beneficiário de bolsa integral do Programa Universidade para Todos - Prouni, instituído pela
Lei no 11.096, de 13 de janeiro de 2005, matriculado em curso de turno integral, conforme
critérios de concessão, distribuição, manutenção e cancelamento de bolsas a serem
estabelecidos em regulamento, inclusive quanto ao aproveitamento e à freqüência mínima a
ser exigida do estudante.

Art. 12 - Fica instituído, no âmbito do Ministério da Educação, o Programa de Educação


Tutorial - PET, destinado a fomentar grupos de aprendizagem tutorial mediante a concessão
de bolsas de iniciação científica a estudantes de graduação e bolsas de tutoria a professores
tutores de grupos do PET.

§ 1º - O tutor de grupo do PET receberá, semestralmente, o valor equivalente a uma bolsa de


iniciação científica por aluno participante, devendo aplicar o valor integralmente no custeio
das atividades do grupo, prestar contas dos gastos perante o Ministério da Educação e, no
caso de aquisição de material didático, doá-lo à instituição de ensino superior a que se vincula
o grupo do PET ao final de suas atividades.

§ 2º - Os objetivos, os critérios de composição e avaliação dos grupos, o processo seletivo


de alunos e tutores, as obrigações de bolsistas e professores tutores e as condições para
manutenção dos grupos e das bolsas serão definidos em regulamento.

§ 3º - O processo seletivo referido no § 2º deste artigo deverá observar, quanto aos alunos, o
potencial para atividade acadêmica, a freqüência e o aproveitamento escolar, e, quanto aos
tutores, a titulação.

§ 4º - A instituição de educação superior integrada ao PET deverá dar publicidade permanente


ao processo seletivo, aos beneficiários, aos valores recebidos e à aplicação dos recursos.

Art. 13 - Fica autorizada a concessão de bolsa de tutoria a professores tutores participantes


do PET, em valor equivalente ao praticado na política federal de concessão de bolsas de
doutorado e mestrado no País.

§ 1º - A bolsa de tutoria do PET será concedida diretamente a professor pertencente ao


quadro permanente da instituição de ensino superior, contratado em regime de tempo integral
e dedicação exclusiva, que tenha titulação de doutor.

§ 2º - Excepcionalmente, a bolsa de tutoria poderá ser concedida a professor com titulação de


mestre.

Art. 14 - Fica autorizada a concessão de bolsa de iniciação científica diretamente a estudante


de graduação em regime de dedicação integral às atividades do PET, em valor equivalente ao
praticado na política federal de concessão de bolsas de iniciação científica.

Art. 15 - As despesas decorrentes desta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias
anualmente consignadas ao Ministério da Educação e ao FNDE, devendo o Poder Executivo
compatibilizar a quantidade de beneficiários com as dotações orçamentárias existentes,
observados os limites de movimentação e empenho e de pagamento da programação

Programa Nacional
61
Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
orçamentária e financeira.

Parágrafo único. Os valores dos benefícios previstos nesta Lei poderão ser atualizados
mediante ato do Poder Executivo, em periodicidade nunca inferior a 12 (doze) meses.

Art. 16 - O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta Lei.

Art. 17 - O caput do art. 3º da Lei no 5.537, de 21 de novembro de 1968, passa a vigorar


acrescido da seguinte alínea:
“Art. 3º .......................................................................................................................................................................
d) financiar programas de ensino profissional e tecnológico.
...........................................................................................................................................................................” (NR)

Art. 18 - Os arts. 428 e 433 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-
lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 428 - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito
e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de
14 (quatorze) e menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de aprendizagem
formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral
e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa
formação.
.....................................................................................................................................................................................

§ 5º - A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes portadores de
deficiência.

§ 6º - Para os fins do contrato de aprendizagem, a comprovação da escolaridade de aprendiz


portador de deficiência mental deve considerar, sobretudo, as habilidades e competências
relacionadas com a profissionalização.” (NR)
“Art. 433 - O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz
completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta
Consolidação, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóteses:
.........................................................................................................................................................................” (NR)
Art. 19 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 23 de setembro de 2005; 184º da Independência e 117º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Fernado Haddad
Luiz Marinho
Luiz Soares Dulci
V.d. INSTRUÇÃO NORMATIVA SIT Nº 26, DE 20 DE DEZEMBRO DE 2001

Baixa instruções para orientar a fiscalização das condições de trabalho


no âmbito dos programas de aprendizagem.

A Secretária de Inspeção do Trabalho, no uso de suas atribuições legais


e considerando o disposto no art. 3º da portaria nº 702, de 18 de dezembro
de 2001, resolve:

I - DO CONTRATO DE APRENDIZAGEM

Art. 1º - O contrato de aprendizagem, conforme conceituado no art. 428 da CLT, é o contrato


de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se
compromete a assegurar ao maior de 14 anos e menor de 18 anos, inscrito em programa de
aprendizagem, formação técnico-profissional metódica, compatível com seu desenvolvimento
físico, moral e psicológico, e o aprendiz a executar, com zelo e diligência, as tarefas
necessárias a essa formação.

§ 1º - O prazo de duração do contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por mais de
dois anos, como disciplina o art. 428, § 3º, da CLT.

§ 2º - O contrato deverá indicar expressamente o curso, objeto da aprendizagem, a jornada


diária, a jornada semanal, a remuneração mensal, o termo inicial e final do contrato.

§ 3º - São condições de validade do contrato de aprendizagem, em observância ao contido no


art. 428, § 1º, da CLT:
I - registro e anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
II - matrícula e freqüência do aprendiz à escola de ensino regular, caso não tenha concluído o
ensino obrigatório;
III - inscrição do aprendiz em curso de aprendizagem desenvolvido sob a orientação de
entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica, nos moldes do art. 430 da
CLT;
IV - existência de programa de aprendizagem, desenvolvido através de atividades teóricas e
práticas, contendo os objetivos do curso, conteúdos a serem ministrados e a carga horária.

§ 4º - Para a definição das funções que demandam formação profissional deverão ser
considerados a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e os seguintes fatores:
I - o nível das capacidades profissionais e dos conhecimentos técnico-teóricos requeridos para
o exercício da atividade profissional;
II - a duração do período de formação necessário para a aquisição das competências e
habilidades requeridas; e

III - a adequação da função às necessidades da dinâmica de um mercado de trabalho em


constante mutação.(Alterado pela Instrução Normativa nº26, de 20/12/2002)

§ 5º - O cálculo do número de aprendizes a serem contratados terá por base o total de

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
trabalhadores existentes em cada estabelecimento, cujas funções demandem formação
profissional, excluindo-se aquelas:
I - desenvolvidas em ambientes que comprometam a formação moral do adolescente;
II - cuja presunção de insalubridade ou periculosidade, relativa ao serviço ou local de trabalho,
não possa ser elidida; III - que exijam habilitação profissional de nível técnico ou superior;
IV - cujo exercício requeira licença ou autorização vedadas para menores de dezoito anos;
V - objeto de contrato de trabalho por prazo determinado, cuja vigência dependa da
sazonalidade da atividade econômica;
VI - caracterizadas como cargos de direção, de gerência ou de confiança, nos termos do inciso
II e do parágrafo único do art. 62 da CLT; e
VII - prestadas sob o regime de trabalho temporário instituído pelo Lei nº 6.019, de 3 de janeiro
de 1973.

§ 6º - Para comprovar a impossibilidade prevista no inciso II do parágrafo anterior, a empresa


deverá apresentar parecer circunstanciado, assinado por profissional legalmente habilitado em
segurança e saúde no trabalho, que deverá ser renovado quando promovidas alterações nos
locais de trabalho ou nos serviços prestados.

§ 7º - Os serviços executados por trabalhadores terceirizados deverão ser computados na cota


da empresa prestadora de serviços.
(redação dos §§ 4º,5º, 6º e 7º, acrescentada pela Instrução Normativa nº26, de 20/12/2002)

Art. 2° - Ao empregado aprendiz é garantido o salário mínimo hora, considerado para tal
fim o valor do salário mínimo hora fixado em lei, salvo condição mais benéfica garantida ao
aprendiz em instrumento normativo ou por liberalidade do empregador.

Art. 3° - A duração da jornada do aprendiz não excederá de 6 (seis) horas diárias, nelas
incluídas as atividades teóricas e/ou práticas, vedadas a prorrogação e a compensação da
jornada, inclusive nas hipóteses previstas nos incisos I e II do art. 413 da CLT.

§ 1º - O limite da jornada diária poderá ser de até 8 (oito) horas para os aprendizes que já
tiverem completado o ensino fundamental, desde que nelas sejam incluídas as atividades
teóricas.

Art. 4° - As férias do empregado aprendiz deverão coincidir com um dos períodos das férias
escolares do ensino regular quando solicitado, em conformidade com o § 2º do art. 136 da CLT,
sendo vedado o parcelamento, nos termos do §2º do art.134 da CLT.

Art. 5° - A alíquota do depósito ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS - será de
2% (dois por cento) da remuneração paga ou devida ao empregado aprendiz, em conformidade
com o § 7º do art. 15 da Lei n.º 8.036/90.

II - DAS ESCOLAS TÉCNICAS E DAS ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVOS

Art. 6° - As Escolas Técnicas de Educação e as entidades sem fins lucrativos poderão atender
a demanda dos estabelecimentos por formação técnico-profissional se verificada, junto aos
Serviços Nacionais de Aprendizagem, inexistência de cursos ou insuficiência de oferta de
vagas, em face do disposto no art. 430, inciso I, da CLT.

Art. 7° - Os Auditores-Fiscais do Trabalho verificarão se as entidades sem fins lucrativos que


contratam aprendizes, em conformidade com o art. 431 da Consolidação das Leis do Trabalho
- CLT, efetuaram o devido registro e a anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social
- CTPS e, se estão assegurando os demais direitos trabalhistas e previdenciários oriundos da
relação de emprego especial de aprendizagem, examinando, ainda:
I - a existência de certificado de registro da entidade sem fins lucrativos no Conselho
Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, como entidade que objetiva à assistência
ao adolescente e à educação profissional;
II- a existência de programa de aprendizagem contendo no mínimo, objetivos do curso,
conteúdos a serem desenvolvidos e carga horária prevista;
III - declaração de freqüência escolar do aprendiz no ensino regular;
IV - contrato ou convênio firmado entre a entidade e o estabelecimento tomador dos serviços
para ministrar a aprendizagem; e
V - os contratos de aprendizagem firmados entre a entidade e cada um dos aprendizes.
Parágrafo único: Deverão constar nos registros e nos contratos de aprendizagem a razão
social, o endereço e o número de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ
da empresa tomadora dos serviços de aprendizagem, que estiver atendendo a obrigação
estabelecida no artigo 429 da CLT.

Art. 8º - Persistindo irregularidades nas entidades sem fins lucrativos, após esgotadas as ações
administrativas para saná-las, o Auditor- Fiscal do Trabalho deverá encaminhar relatório
circunstanciado à autoridade regional competente, por intermédio de sua chefia imediata,
para providências das devidas comunicações ao Conselho Tutelar, ao Ministério Público
Estadual, ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e ao Ministério
Público do Trabalho.

III - DO PLANEJAMENTO DA AÇÃO FISCAL

Art. 9° - Para efeito de fiscalização da obrigatoriedade de contratação de aprendizes , caberá


ao Grupo Especial de Combate ao Trabalho Infantil e de Proteção ao Trabalhador Adolescente
- GECTIPA, identificar a oferta de cursos e vagas pelas instituições de aprendizagem, e a
demanda de aprendizes por parte dos estabelecimentos.

Art. 10 - A demanda de aprendizes será identificada por atividade econômica, em cada


município, a partir dos dados oficiais do Governo Federal, tais como RAIS e CAGED,
excluindo-se as micro-empresas e empresas de pequeno porte, dispensadas do cumprimento
do art. 429 da CLT, conforme previsto no art. 11 da Lei n.º 9.841, de 05 de outubro de 1999.

Art. 11 - Poderá ser adotada, sem prejuízo da ação fiscal direta, a notificação via postal
- fiscalização indireta - para convocar, individual ou coletivamente, os empregadores a
apresentarem documentos, em dia e hora previamente fixadas, a fim de comprovarem a
regularidade da contratação de empregados aprendizes, conforme determina o art. 429 da
CLT.

§ 1º - No procedimento de notificação via postal será utilizado, como suporte instrumental,


sistema informatizado de dados destinado a facilitar a identificação dos estabelecimentos
obrigados a contratarem aprendizes.

Art. 12 - A Chefia de Fiscalização do Trabalho designará, ouvido o GECTIPA, Auditores- fiscais


do Trabalho para realizarem a fiscalização indireta para o cumprimento da aprendizagem.

Programa Nacional
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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Art. 13 - Verificada a falta de correlação entre as atividades executadas pelo aprendiz
e as previstas no programa de aprendizagem, configurar-se-á o desvio de finalidade da
aprendizagem. O Auditor- Fiscal do Trabalho deverá promover as ações necessárias para
adequar o aprendiz ao programa, sem prejuízo das medidas legais pertinentes.

Art. 14 - A aprendizagem somente poderá ser realizada em ambientes adequados ao


desenvolvimento dos programas de aprendizagem, devendo o Auditor-Fiscal do Trabalho
realizar inspeção tanto na entidade responsável pela aprendizagem quanto no estabelecimento
do empregador.

§ 1º - Os ambientes de aprendizagem devem oferecer condições de segurança e saúde, em


conformidade com as regras do art. 405 da CLT, e das Normas Regulamentadoras, aprovadas
pela Portaria n.º 3.214/78.

§ 2º - Constatada a inadequação dos ambientes de aprendizagem às condições de proteção ao


trabalho de adolescentes, deverá o Auditor-Fiscal do Trabalho promover ações destinadas a
regularizar a situação, sem prejuízo de outras medidas legais cabíveis, comunicando o fato às
entidades responsáveis pela aprendizagem e ao GECTIPA da respectiva unidade da Federação.

Art. 15 - O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz


completar 18 (dezoito) anos.

Art. 16 - São hipóteses de rescisão antecipada do contrato de aprendizagem:


I - desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;

II - falta disciplinar grave nos termos do art. 482 da CLT;


III - ausência injustificada à escola regular que implique perda do ano letivo; e,
IV - a pedido do aprendiz.

§ 1º - A hipótese do inciso I somente ocorrerá mediante manifestação da entidade executora


da aprendizagem, a quem cabe a sua supervisão e avaliação, após consulta ao estabelecimento
onde se realiza a aprendizagem.

§ 2º - A hipótese do inciso III será comprovada através da apresentação de declaração do


estabelecimento de ensino regular.

§ 3º - Nas hipóteses de rescisão antecipada do contrato de aprendizagem não se aplicam os


artigos 479 e 480 da CLT, que tratam da indenização, por metade, da remuneração a que teria
direito até o termo do contrato.

Art. 17 - Persistindo irregularidades quanto à aprendizagem e esgotadas no âmbito da


fiscalização as medidas legais cabíveis, deverá ser encaminhado relatório à autoridade regional
do Ministério do Trabalho e Emprego, por intermédio da chefia imediata, para que àquela
promova as devidas comunicações ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público
Estadual.

Art. 18 - Caso existam indícios de infração penal, o Auditor- Fiscal do Trabalho deverá relatar
o fato à autoridade regional, por intermédio da chefia imediata, que de ofício comunicará ao
Ministério Público Federal ou Estadual.

Art. 19 - Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.


VERA OLÍMPIA GONÇALVES
V.e. DECRETO Nº 5.598, DE 1º DE DEZEMBRO DE 2005.

Regulamenta a contratação de aprendizes e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,


inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no Título III, Capítulo
IV, Seção IV, do Decreto-lei nº 5.452, de 1o de maio de 1943 - Consolidação das
Leis do Trabalho, e no Livro I, Título II, Capítulo V, da Lei no 8.069, de 13 de
julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, DECRETA:

Art. 1º - Nas relações jurídicas pertinentes à contratação de aprendizes, será observado


o disposto neste Decreto.

Capítulo I
Do aprendiz

Art. 2º - Aprendiz é o maior de quatorze anos e menor de vinte e quatro anos que celebra
contrato de aprendizagem, nos termos do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

Parágrafo único. A idade máxima prevista no caput deste artigo não se aplica a aprendizes
portadores de deficiência.

Capítulo II
Do contrato de aprendizagem

Art. 3º - Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito


e por prazo determinado não superior a dois anos, em que o empregador se compromete a
assegurar ao aprendiz, inscrito em programa de aprendizagem, formação técnico-profissional
metódica compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz se
compromete a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.

Parágrafo único. Para fins do contrato de aprendizagem, a comprovação da escolaridade


de aprendiz portador de deficiência mental deve considerar, sobretudo, as habilidades e
competências relacionadas com a profissionalização.

Art. 4º - A validade do contrato de aprendizagem pressupõe anotação na Carteira de Trabalho


e Previdência Social, matrícula e freqüência do aprendiz à escola, caso não haja concluído o
ensino fundamental, e inscrição em programa de aprendizagem desenvolvido sob a orientação
de entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica.

Art. 5º - O descumprimento das disposições legais e regulamentares importará a nulidade


do contrato de aprendizagem, nos termos do art. 9º da CLT, estabelecendo-se o vínculo
empregatício diretamente com o empregador responsável pelo cumprimento da cota de
aprendizagem.

Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica, quanto ao vínculo, a pessoa jurídica
de direito público.

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Capítulo III
Da formação técnico-profissional e das Entidades qualificadas em formação
Técinico-profissional métodica

Seção I
Da Formação Técnico-Profissional

Art. 6º - Entendem-se por formação técnico-profissional metódica para os efeitos do contrato


de aprendizagem as atividades teóricas e práticas, metodicamente organizadas em tarefas de
complexidade progressiva desenvolvidas no ambiente de trabalho.

Parágrafo único. A formação técnico-profissional metódica de que trata o caput deste artigo
realiza-se por programas de aprendizagem organizados e desenvolvidos sob a orientação
e responsabilidade de entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica
definidas no art. 8º deste Decreto.

Art. 7º - A formação técnico-profissional do aprendiz obedecerá aos seguintes princípios:


I - garantia de acesso e freqüência obrigatória ao ensino fundamental;
II - horário especial para o exercício das atividades; e
III - capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.
Parágrafo único. Ao aprendiz com idade inferior a dezoito anos é assegurado o respeito à sua
condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Seção II
Das Entidades Qualificadas em Formação Técnico-Profissional Metódica

Art. 8º - Consideram-se entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica:


I - os Serviços Nacionais de Aprendizagem, assim identificados:
a) Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI;
b) Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC;
c) Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR;
d) Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte - SENAT; e
e) Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - SESCOOP;

II - as escolas técnicas de educação, inclusive as agrotécnicas; e


III - as entidades sem fins lucrativos, que tenham por objetivos a assistência ao adolescente
e à educação profissional, registradas no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do
Adolescente.

§ 1º - As entidades mencionadas nos incisos deste artigo deverão contar com estrutura
adequada ao desenvolvimento dos programas de aprendizagem, de forma a manter a
qualidade do processo de ensino, bem como acompanhar e avaliar os resultados.
§ 2º - O Ministério do Trabalho e Emprego editará, ouvido o Ministério da Educação, normas
para avaliação da competência das entidades mencionadas no inciso III.

Capítulo IV

Seção I
Da Obrigatoriedade da Contratação de Aprendizes
Art. 9º - Os estabelecimentos de qualquer natureza são obrigados a empregar e matricular nos
cursos dos Serviços Nacionais de Aprendizagem número de aprendizes equivalente a cinco
por cento, no mínimo, e quinze por cento, no máximo, dos trabalhadores existentes em cada
estabelecimento, cujas funções demandem formação profissional.

§ 1º - No cálculo da percentagem de que trata o caput deste artigo, as frações de unidade


darão lugar à admissão de um aprendiz.

§ 2º - Entende-se por estabelecimento todo complexo de bens organizado para o exercício


de atividade econômica ou social do empregador, que se submeta ao regime da CLT.

Art. 10 - Para a definição das funções que demandem formação profissional, deverá ser
considerada a Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), elaborada pelo Ministério do
Trabalho e Emprego.

§ 1º - Ficam excluídas da definição do caput deste artigo as funções que demandem, para o
seu exercício, habilitação profissional de nível técnico ou superior, ou, ainda, as funções que
estejam caracterizadas como cargos de direção, de gerência ou de confiança, nos termos do
inciso II e do parágrafo único do art. 62 e do § 2º do art. 224 da CLT.

§ 2º - Deverão ser incluídas na base de cálculo todas as funções que demandem formação
profissional, independentemente de serem proibidas para menores de dezoito anos.

Art. 11 - A contratação de aprendizes deverá atender, prioritariamente, aos adolescentes entre


quatorze e dezoito anos, exceto quando:

I - as atividades práticas da aprendizagem ocorrerem no interior do estabelecimento,


sujeitando os aprendizes à insalubridade ou à periculosidade, sem que se possa elidir o risco
ou realizá-las integralmente em ambiente simulado;
II - a lei exigir, para o desempenho das atividades práticas, licença ou autorização vedada para
pessoa com idade inferior a dezoito anos; e
III - a natureza das atividades práticas for incompatível com o desenvolvimento físico,
psicológico e moral dos adolescentes aprendizes.

Parágrafo único. A aprendizagem para as atividades relacionadas nos incisos deste artigo
deverá ser ministrada para jovens de dezoito a vinte e quatro anos.

Art. 12 - Ficam excluídos da base de cálculo de que trata o caput do art. 9º deste Decreto
os empregados que executem os serviços prestados sob o regime de trabalho temporário,
instituído pela Lei no 6.019, de 3 de janeiro de 1973, bem como os aprendizes já contratados.

Parágrafo único. No caso de empresas que prestem serviços especializados para terceiros,
independentemente do local onde sejam executados, os empregados serão incluídos na base
de cálculo da prestadora, exclusivamente.

Art. 13 - Na hipótese de os Serviços Nacionais de Aprendizagem não oferecerem cursos ou


vagas suficientes para atender à demanda dos estabelecimentos, esta poderá ser suprida por
outras entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica previstas no art 8º.

Parágrafo único. A insuficiência de cursos ou vagas a que se refere o caput será verificada
pela inspeção do trabalho.

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Jovem Aprendiz no Setor Bancário - 2007
Art. 14 - Ficam dispensadas da contratação de aprendizes:
I - as microempresas e as empresas de pequeno porte; e
II - as entidades sem fins lucrativos que tenham por objetivo a educação profissional.

Seção II
Das Espécies de Contratação do Aprendiz

Art. 15 - A contratação do aprendiz deverá ser efetivada diretamente pelo estabelecimento que
se obrigue ao cumprimento da cota de aprendizagem ou, supletivamente, pelas entidades sem
fins lucrativos mencionadas no inciso III do art. 8º deste Decreto.

§ 1 - Na hipótese de contratação de aprendiz diretamente pelo estabelecimento que se obrigue


ao cumprimento da cota de aprendizagem, este assumirá a condição de empregador, devendo
inscrever o aprendiz em programa de aprendizagem a ser ministrado pelas entidades indicadas
no art. 8º deste Decreto.

§ 2 - A contratação de aprendiz por intermédio de entidade sem fins lucrativos, para efeito de
cumprimento da obrigação estabelecida no caput do art. 9º, somente deverá ser formalizada
após a celebração de contrato entre o estabelecimento e a entidade sem fins lucrativos, no
qual, dentre outras obrigações recíprocas, se estabelecerá as seguintes:
I - a entidade sem fins lucrativos, simultaneamente ao desenvolvimento do programa de
aprendizagem, assume a condição de empregador, com todos os ônus dela decorrentes,
assinando a Carteira de Trabalho e Previdência Social do aprendiz e anotando, no espaço
destinado às anotações gerais, a informação de que o específico contrato de trabalho decorre
de contrato firmado com determinado estabelecimento para efeito do cumprimento de sua
cota de aprendizagem ; e
II - o estabelecimento assume a obrigação de proporcionar ao aprendiz a experiência prática
da formação técnico-profissional metódica a que este será submetido.

Art. 16 - A contratação de aprendizes por empresas públicas e sociedades de economia


mista dar-se-á de forma direta, nos termos do § 1º do art. 15, hipótese em que será realizado
processo seletivo mediante edital, ou nos termos do § 2º daquele artigo.

Parágrafo único. A contratação de aprendizes por órgãos e entidades da administração direta,


autárquica e fundacional observará regulamento específico, não se aplicando o disposto neste
Decreto.

Capítulo V
Dos direitos trabalhistas e obrigações acessórias

Seção I
Da Remuneração

Art. 17 - Ao aprendiz, salvo condição mais favorável, será garantido o salário mínimo hora.

Parágrafo único. Entende-se por condição mais favorável aquela fixada no contrato de
aprendizagem ou prevista em convenção ou acordo coletivo de trabalho, onde se especifique o
salário mais favorável ao aprendiz, bem como o piso regional de que trata a Lei Complementar
nº 103, de 14 de julho de 2000.
Seção II
Da Jornada

Art. 18 - A duração do trabalho do aprendiz não excederá seis horas diárias.

§ 1 - O limite previsto no caput deste artigo poderá ser de até oito horas diárias para os
aprendizes que já tenham concluído o ensino fundamental, se nelas forem computadas as
horas destinadas à aprendizagem teórica.

§ 2 - A jornada semanal do aprendiz, inferior a vinte e cinco horas, não caracteriza trabalho
em tempo parcial de que trata o art. 58-A da CLT.

Art. 19 - São vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.

Art. 20 - A jornada do aprendiz compreende as horas destinadas às atividades teóricas


e práticas, simultâneas ou não, cabendo à entidade qualificada em formação técnico-
profissional metódica fixá-las no plano do curso.

Art. 21 - Quando o menor de dezoito anos for empregado em mais de um estabelecimento, as


horas de trabalho em cada um serão totalizadas.

Parágrafo único. Na fixação da jornada de trabalho do aprendiz menor de dezoito anos, a


entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica levará em conta os direitos
assegurados na Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990.

Seção III
Das Atividades Teóricas e Práticas

Art. 22 - As aulas teóricas do programa de aprendizagem devem ocorrer em ambiente físico


adequado ao ensino, e com meios didáticos apropriados.

§ 1º - As aulas teóricas podem se dar sob a forma de aulas demonstrativas no ambiente de


trabalho, hipótese em que é vedada qualquer atividade laboral do aprendiz, ressalvado o
manuseio de materiais, ferramentas, instrumentos e assemelhados.

§ 2º - É vedado ao responsável pelo cumprimento da cota de aprendizagem cometer ao


aprendiz atividades diversas daquelas previstas no programa de aprendizagem.

Art. 23 - As aulas práticas podem ocorrer na própria entidade qualificada em formação


técnico-profissional metódica ou no estabelecimento contratante ou concedente da
experiência prática do aprendiz.

§ 1º - Na hipótese de o ensino prático ocorrer no estabelecimento, será formalmente


designado pela empresa, ouvida a entidade qualificada em formação técnico-profissional
metódica, um empregado monitor responsável pela coordenação de exercícios práticos e
acompanhamento das atividades do aprendiz no estabelecimento, em conformidade com o
programa de aprendizagem.

§ 2º - A entidade responsável pelo programa de aprendizagem fornecerá aos empregadores


e ao Ministério do Trabalho e Emprego, quando solicitado, cópia do projeto pedagógico do
programa.

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§ 3º - Para os fins da experiência prática segundo a organização curricular do programa
de aprendizagem, o empregador que mantenha mais de um estabelecimento em um
mesmo município poderá centralizar as atividades práticas correspondentes em um único
estabelecimento.

§ 4º - Nenhuma atividade prática poderá ser desenvolvida no estabelecimento em desacordo


com as disposições do programa de aprendizagem.

Seção IV
Do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço

Art. 24 - Nos contratos de aprendizagem, aplicam-se as disposições da Lei no 8.036, de 11 de


maio de 1990.

Parágrafo único. A Contribuição ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço corresponderá a


dois por cento da remuneração paga ou devida, no mês anterior, ao aprendiz.

Seção V
Das Férias

Art. 25 - As férias do aprendiz devem coincidir, preferencialmente, com as férias escolares,


sendo vedado ao empregador fixar período diverso daquele definido no programa de
aprendizagem.

Seção VI
Dos Efeitos dos Instrumentos Coletivos de Trabalho

Art. 26 - As convenções e acordos coletivos apenas estendem suas cláusulas sociais ao


aprendiz quando expressamente previsto e desde que não excluam ou reduzam o alcance dos
dispositivos tutelares que lhes são aplicáveis.

Seção VII
Do Vale-Transporte

Art. 27 - É assegurado ao aprendiz o direito ao benefício da Lei no 7.418, de 16 de dezembro de


1985, que institui o vale-transporte.

Seção VIII
Das Hipóteses de Extinção e Rescisão do Contrato de Aprendizagem

Art. 28 - O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz


completar vinte e quatro anos, exceto na hipótese de aprendiz deficiente, ou, ainda
antecipadamente, nas seguintes hipóteses:

I - desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;


II - falta disciplinar grave;
III - ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; e
IV - a pedido do aprendiz.
Parágrafo único. Nos casos de extinção ou rescisão do contrato de aprendizagem, o
empregador deverá contratar novo aprendiz, nos termos deste Decreto, sob pena de infração
ao disposto no art. 429 da CLT.

Art. 29 - Para efeito das hipóteses descritas nos incisos do art. 28 deste Decreto, serão
observadas as seguintes disposições:
I - o desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz referente às atividades do programa
de aprendizagem será caracterizado mediante laudo de avaliação elaborado pela entidade
qualificada em formação técnico-profissional metódica;
II - a falta disciplinar grave caracteriza-se por quaisquer das hipóteses descritas no art. 482 da
CLT; e
III - a ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo será caracterizada por
meio de declaração da instituição de ensino.

Art. 30 - Não se aplica o disposto nos arts. 479 e 480 da CLT às hipóteses de extinção do
contrato mencionadas nos incisos do art. 28 deste Decreto.

Capítulo VI
Do certificado de qualificação profissional de aprendizagem

Art. 31 - Aos aprendizes que concluírem os programas de aprendizagem com aproveitamento,


será concedido pela entidade qualificada em formação técnico-profissional metódica o
certificado de qualificação profissional.

Parágrafo único. O certificado de qualificação profissional deverá enunciar o título e o perfil


profissional para a ocupação na qual o aprendiz foi qualificado.

Capítulo VII
Das disposições finais

Art. 32 - Compete ao Ministério do Trabalho e Emprego organizar cadastro nacional


das entidades qualificadas em formação técnico-profissional metódica e disciplinar a
compatibilidade entre o conteúdo e a duração do programa de aprendizagem, com vistas a
garantir a qualidade técnico-profissional.

Art. 33 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 34 - Revoga-se o Decreto nº 31.546, de 6 de outubro de 1952.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Luiz Marinho

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Ficha técnica:

Fontes de referência:

Manual da Aprendizagem: o que é preciso saber para


contratar o jovem aprendiz - Brasília: MTE, SIT, SPPE,
2006.

Aprendizagem: perguntas e respostas - Brasília: SENAI.


DN, Série Educação Profissional 2, 2006.

Caderno Aprendiz - Fundação ORSA - Criança e Vida,


2006.

Consolidação das Leis do Trabalho - CLT - São Paulo,


LTr, 34ª Edição, 2007.

Estatuto da Criança e do Adolescente ECA


Lei nº 8.069 de 13/07/90
Lei nº 10.097 de 19/12/00
Lei nº 11.180 de 23/09/05
Lei nº 8.036 de 11/05/90 (FGTS)
Instrução Normativa MTE/SIT nº 26, de 20/12/01
Dec. nº 5.598 de 01/12/05
Resolução nº 69 de 15.05.2001,
do Conselho Nacional dos Direitos da Criança
e do Adolescente - CONANDA

Parecer CONJUR/MTE nº 100, de 24/03/05

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