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Por: liviaalves branquinho

RESUMO: As relevantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do


tempo, dentre elas o desenvolvimento tecnológico e o aprimoramento de novas
maneiras de pensamento sobre o saber e sobre o processo pedagógico, têm refletido
principalmente nas ações dos alunos no contexto escolar, o que tem se tornado ponto de
dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares resultando em forma de
comprometimento do processo ensino-aprendizagem. Dessa forma, faz-se necessário à
busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o agente escolar passe a
vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações podendo buscar novas
formas didáticas e metodológicas de promoção do processo ensino-aprendizagem com
seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador dos avanços estruturais de
nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador desse processo. A
sociedade atual se vê confrontada com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua
volta, onde o desenvolvimento e as descobertas ocorrem em frações de segundos,
ocasionando um certo desgaste e comprometimento das ações voltadas para o
aprimoramento do ensino, colocando a sala de aula como um ambiente de pouca
relevância para a consolidação do conhecimento, enfatizando a vivência social o
requisito primordial para a busca de aprendizado. Diante do exposto, é facilmente
observado que a busca pelo conhecimento não tem sido o foco de interesse principal da
sociedade, pois a atualização das informações tem ocorrido de forma acessível a todos
os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses daqueles que as buscam.
Dessa forma, a escola nesse contexto tem alternativa rever suas ações e o seu papel no
aprimoramento da sua prática educativa, sendo que, uma análise sobre seus conceitos
didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar sua postura pedagógica ao
momento atual e principalmente colocar-se na posição de organização principal e mais
importante na evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, cumprindo
assim sua função transformadora e idealizadora de conhecimentos científicos-filosóficos
pautando o resultado de suas ações em saber concreto.

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DA ATUALIDADE

O processo educacional sempre foi alvo de constantes discussões e apontamentos que


motivaram sua evolução em vários aspectos, principalmente no que tange a condução de
metodologias de ensino por nossos educadores e a valorização do contexto escolar
formador para nossos alunos. Nesse aspecto GADOTTI (2000:4), pesquisador desse
processo afirma que,
Enraizada na sociedade de classes escravista da Idade Antiga, destinada a uma pequena minoria, a educação tradicional iniciou seu declínio
já no movimento renascentista, mas ela sobrevive até hoje, apesar da extensão média da escolaridade trazida pela educação bur guesa. A
educação nova, que surge de forma mais clara a partir da obra de Rousseau, desenvolveu -se nesses últimos dois séculos e trouxe consigo
numerosas conquistas, sobretudo no campo das ciências da educação e das metodologias de ensino. O conceito de ³aprender fazen do´ de
John Dewey e as técnicas Freinet, por exemplo, são aquisições definitivas na história da pedagogia. Tanto a concepção tradiciona l de
educação quanto a nova, amplamente consolidadas, terão um lugar garantido na educação do futuro. (GADOTTI, M. Perspectivas at uais da
educação, 2000)

Diante de enumeras transformações sociais, onde informações e descobertas acontecem


em frações de segundo, o processo de desenvolvimento da escola entra na pauta como
um dos mais importantes aspectos a serem discutidos neste processo, pois é nela que são
promovidas as mais importantes formulações teóricas sobre o desenvolvimento cultural
e social de todas as nações, dessa forma, a pesquisa educacional acaba tomando um
lugar central na busca de perspectivas que possibilitem uma nova prática educacional,
envolvendo principalmente os agentes que conduzem o ambiente escolar, transformando
o ensino em parte integrante ou principal na motivação dessas transformações.
Com as constantes modificações sofridas por nossa sociedade no decorrer do tempo,
dentre elas o desenvolvimento de tecnologias e o aprimoramento de um modo de pensar
menos autoritário e menos regrado, os agentes educacionais e a escola de uma maneira
geral, vêm vivenciando um processo de mudança que tem refletido principalmente nas
ações de seus alunos e na materialização destas no contexto escolar, fato que tem se
tornado ponto de dificuldade e insegurança entre professores e agentes escolares de
forma geral, configurando em forma de comprometimento do processo ensino-
aprendizagem, sobre isso, GADOTTI (2000:6) afirma que,
Neste começo de um novo milênio, a educação apresenta- se numa dupla encruzilhada: de um lado, o desempenho do sistema escolar não
tem dado conta da universalização da educação básica de qualidade; de outro, as novas matrizes teóricas não apresentam ainda a consistência
global necessária para indicar caminhos realmente seguros numa época de profundas e rápidas transformações.(GADOTTI, M. Persp ectivas
atuais da educação, 2000)

A escola contemporânea sofre com o desenvolvimento acelerado que ocorre a sua volta,
onde as informações são atualizadas em frações de segundos, ocasionando de certa
forma, o desgaste e o comprometimento das ações voltadas para o aprimoramento do
ensino, fazendo com que a sala de aula se torne um ambiente de pouca relevância para a
consolidação do conhecimento, tornando a vivência social o requisito primordial para a
busca de aprendizado, sobre essa escola, AMÉLIA HAMZE (2004:1) afirma em seu
artigo ³O Professor e o Mundo Contemporâneo´, que
Como educadores não devemos identificar o termo informação como conhecimento, pois, embora andem juntos, não são palavras sin ônimas.
Informações são fatos, expressão, opinião, que chegam as pessoas por ilimitados meios sem que se saiba os efeitos qu e acarretam.
Conhecimento é a compreensão da procedência da informação, da sua dinâmica própria, e das conseqüências que dela advem, exigi ndo para
isso um certo grau de racionalidade. A apropriação do conhecimento, é feita através da construção de conceito s, que possibilitam a leitura
critica da informação, processo necessário para absorção da liberdade e autonomia mental.(HAMZE, A .O professor e o mundo
contemporâneo, 2004)

É perceptível que o saber cientifico e a busca pelo conhecimento, tem fugido do


interesse da sociedade em geral, pois a atualização das informações tem ocorrido de
forma acessível a todos os segmentos satisfazendo de uma forma geral aos interesses
daqueles que as buscam. A escola nesse contexto tem por opção repensar suas ações e o
seu papel no aprimoramento do saber, e para isso, uma reflexão sobre seus conceitos
didático-metodológicos precisa ser feita, de forma a adequar-se ao momento atual e
principalmente colocar-se na postura de organização principal e mais importante na
evolução dos princípios fundamentais de uma sociedade, DOWBOR (1998:259), sobre
essa temática diz que,
...será preciso trabalhar em dois tempos: o tempo do passado e o tempo do futuro. Fazer tudo hoje para superar as condições d o atraso e, ao
mesmo tempo, criar as condições para aproveitar amanhã as possibilidades das novas tecnologias.(DOWBOR, L. A Reprodução Social,
1998)

GADOTTI (2000:8), sobre o assunto afirma que seja qual for à perspectiva que a educação contemporânea tomar, uma educação vol tada
para o futuro será sempre uma educação contestadora, superadora dos limites impostos pelo Estado e pelo mercado, portanto, uma educação
muito mais voltada para a transformação social do que para a transmissão cultural.

Dessa Forma, a prática pedagógica dos agentes educacionais no momento atual, bem
como a condução do processo ensino-aprendizagem na sociedade contemporânea,
precisa ter como primícia a necessidade de uma reformulação pedagógica que priorize
uma prática formadora para o desenvolvimento, onde a escola deixe de ser vista como
uma obrigação a ser cumprida pelo aluno, e se torne uma fonte de efetivação de seu
conhecimento intelectual que o motivará a participar do processo de desenvolvimento
social, não como mero receptor de informações, mas como idealizador de práticas que
favoreçam esse processo,
Na sociedade da informação, a escola deve servir de bússola para navegar nesse mar do conhecimento, superando a visão utilita rista de só
oferecer informações ³úteis´ para a competitividade, para obter resultados . Deve oferecer uma formação geral na direção de uma educação
integral. O que significa servir de bússola? Significa orientar criticamente, sobretudo as crianças e jovens, na busca de uma informação que
os faça crescer e não embrutecer.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

Segundo Ladislau Dowbor (1998:259), a escola deixará de ser ³lecionadora´ para ser ³gestora do conhecimento´. Prossegue dizendo que
pela primeira vez a educação tem a possibilidade de ser determinante sobre o desenvolvimento. A educação tornou -se estratégica para o
desenvolvimento, mas, para isso, não basta ³modernizá-la´, como querem alguns. Será preciso transformá -la profundamente.

O professor nesse contexto deve ter em mente a necessidade de se colocar em uma


postura norteadora do processo ensino-aprendizagem, levando em consideração que sua
prática pedagógica em sala de aula tem papel fundamental no desenvolvimento
intelectual de seu aluno, podendo ele ser o foco de crescimento ou de introspecção do
mesmo quando da sua aplicação metodológica na condução da aprendizagem. Sobre
essa prática, GADOTTI (2000:9) afirma que ³nesse contexto, o educador é um
mediador do conhecimento, diante do aluno que é o sujeito da sua própria formação. Ele
precisa construir conhecimento a partir do que faz e, para isso, também precisa ser
curioso, buscar sentido para o que faz e apontar novos sentidos para o que fazer dos
seus alunos´.
Ele afirma ainda que,
Os educadores, numa visão emancipadora, não só transformam a informação em conhecimento e em consciência crítica, mas também
formam pessoas. Diante dos falsos pregadores da palavra, dos marketeiros, eles são os verdadeiros ³amantes da sabedoria´, os filósofos de
que nos falava Sócrates. Eles fazem fluir o saber (não o dado, a informação e o puro conhecimento), porque constroem sentido para a vida
das pessoas e para a humanidade e buscam, juntos, um mundo mais justo, mas produtivo e mais saudável para todos. Por isso ele s são
imprescindíveis.(GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação, 2000)

HAMZE (2004:1) em seu artigo ³O Professor e o Mundo Contemporâneo´ considera


que
Os novos tempos exigem um padrão educacional que esteja voltado para o
desenvolvimento de um conjunto de competências e de habilidades essenciais, a fim de
que os alunos possam fundamentalmente compreender e refletir sobre a realidade,
participando e agindo no contexto de uma sociedade comprometida com o futuro.
(HAMZE, A .O professor e o mundo contemporâneo, 2004)

Assim, faz-se necessário à busca de uma nova reflexão no processo educativo, onde o
agente escolar passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações
podendo buscar novas formas didáticas e metodológicas de promoção do processo
ensino-aprendizagem com seu aluno, sem com isso ser colocado como mero expectador
dos avanços estruturais de nossa sociedade, mas um instrumento de enfoque motivador
desse processo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CASTRO, A. H. O professor e o mundo contemporâneo.Jornal O Diário Barretos,


opinião aberta, 08 jul 2004.

DOWBOR, L. A reprodução Social. São Paulo: Vozes, 1998.

GADOTTI, M. Perspectivas atuais da educação. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas, 2000.