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E Book Taping Na Prática

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Laine Dalmazo
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Breve História do taping ................................................................................

O sucesso do tratamento estético e pós cirúrgico. .......................................................5


Direção ....................................................................................................................6
Fáscia .............................................................................................................7

Tipos de fáscias .......................................................................................................10


CROMOTERAPIA............................................................................................12

TAPING .........................................................................................................15

As Cores do taping: ................................................................................................15


MODALIDADES E FUNÇÕES DO TAPING: ..............................................................16
CORTES DO TAPING: .............................................................................................18
Cortes Para tratar Edemas: ......................................................................................19
Contraindicações e Precauções ................................................................................21
Sistema Linfático .....................................................................................................22
USO DO TAPING EM PÓS CIRÚRGICO ..................................................................23
O QUE PODE SER FEITO NA PRIMEIRA FASE DE CICATRIZAÇÃO? ..........................25
Taping transoperatório ............................................................................................26
EQUIMOSE ............................................................................................................27
Taping para edema e equimose na face ...................................................................28
SEROMA E A SEGUNDA FASE DE CICATRIZAÇÃO ..........................................29

O que pode ser feito nessa fase ...............................................................................30


SEROMA ................................................................................................................31
Taping para edema e seroma no flanco e abdômen ..................................................32
FIBROSE E A FASE DE MATURAÇÃO OU REMODELAMENTO ..........................33

O que pode ser feito nessa fase ...............................................................................34


Fibroses: .................................................................................................................35
CICLO DE RECUPERAÇÃO PÓS CIRÚRGICA. ..........................................................36
Taping para equimose, aderência e fibroses na papada ............................................38
CICATRIZAÇÃO .............................................................................................39
TAPING APÓS MASSAGEM ...........................................................................41

Aplicabilidade do Taping: .......................................................................................44


Os vários nomes da Celulite. ....................................................................................51
Gordura localizada ou Lipodistrofia localizada, que é o acúmulo regional de tecido
adiposo ..................................................................................................................53
FLACIDEZ ......................................................................................................55

TRATAMENTOS FACIAIS.................................................................................57

Porque a pele do rosto fica Flácida? ........................................................................57


USO DO TAPING PARA ALIVIO DE DOR NA GESTAÇÃO ................................59

Técnica em H para gestantes ...................................................................................61


Técnica em "I" e "Y pra dores ciáticas .......................................................................62
Cinturão para estabilizar a lombar. ..........................................................................63
REDES SOCIAIS E LINKS DOS CURSOS ..........................................................64

Fontes ...........................................................................................................65
BREVE HISTÓRIA DO TAPING
A Kinesio Taping® é uma técnica de bandagem terapêutica desenvolvida em
1973 pelo Dr. Kenzo Kase, com o objetivo de proporcionar ao paciente um
recurso terapêutico que auxiliasse o músculo e outros tecidos a buscarem a sua
homeostase no intervalo entre as sessões de quiropraxia. O Dr. Kenzo percebeu
que os tecidos contráteis e outros tecidos moles, como fáscias, ligamentos e
tendões, quando submetidos a estímulos gerados por um suporte externo,
consequentemente buscavam suas funções normais. 

Contudo, os materiais existentes no mercado, como bandagens, faixas,


esparadrapos e adesivos, apresentavam reações dérmicas indesejáveis, mesmo
ao curto tempo de permanência na pele do paciente, por limitarem certos
movimentos e proporcionarem estímulos inadequados à derme. Dessa forma,
iniciou uma pesquisa em busca de um material elástico inovador, que pudesse
proporcionar alta tolerância à pele sem provocar reações adversas.

Nasceu aí a autêntica bandagem elástica terapêutica KINESIO Tex Taping Gold.


Que Ficou mundialmente conhecida na copa de Seul em 1988, usada nos atletas
para melhorar a performance muscular.

As bandagens promovem estímulos sensoriais externos e cutâneos, promovendo


a  homeostase. Age em:

• Quadros álgicos

• Biomecânica articulares

• Funções musculares e linfática

• Alinhamento dos tecidos moles

• Facilita ou limita movimentos

• Pós cirúrgico de cirurgias plástica

• Pré e Pós partos


O SUCESSO DO TRATAMENTO ESTÉTICO E PÓS
CIRÚRGICO.

O taping aplicado em pós cirúrgico é recente, mas já tem excelentes resultados


na experiência clínica, são poucas as pesquisas do uso do taping na área da
estética e do pós-cirúrgico.

Mas tendo como base os resultados em práticas clínicas, o taping está sendo
muito usado em pós cirúrgicos e em pós parto.

Baseado nos estudos das fáscias e do uso do taping para potencializar a


quiropraxia desde a década de 70, e em atletas desde a década de 80, os
estudos e aplicabilidades vem aumentando muito.

Cada vez mais médicos, cirurgiões plásticos, vasculares, ortopedistas,


fonoaudiólogos, dentistas, fisioterapeutas, esteticistas buscam esse recurso para
acelerar seus resultados.
DIREÇÃO

• A direção da aplicação é a direção terapêutica. Conhecido como recuo, efeito


traciona a bandagem em direção à âncora inicial. O recuo será o ponto oposto
ao sentido da direção terapêutica, direção centrípeta.

• Tamanho das Âncoras 2,5 a 5 cm. Não economize nas âncoras, pois elas
tracionam as extremidades e podem causar irritações, microlesões e edemas,
quanto maior a extensão do taping maior a âncora inicial ou base.

• Sempre base de âncora zero por cento (0%) de tensão, quanto maior a tensão
maior a base.

• Existem várias cores do Taping, alguns especialistas falam que é apenas uma
questão de gosto do cliente ou do profissional.

• Outros especialistas já afirmam que  baseado na cromoterapia, é possível


potencializar os resultados.

• E alguns apenas por experiência clínica preferem uma cor a outra.

Para isso vamos relembrar,  da fáscia e cromoterapia que fazem parte da matéria
de formação e estética.

O Taping se bem aplicado vai


ajudar na homeostase dessas
fáscias, evitando dores musculares
em casos de relaxamento,
ajudando no tratamento de celulite
e gordura localizada e sendo peça
fundamental hoje em dia nos pós
cirúrgicos de cirurgias plásticas e
pós partos.
FÁSCIA

Indispensável para o desempenho fisiológico de cada ser humano, as fáscias


mantêm juntas as células musculares e permitem o movimento independente de
cada músculo. Por diversas razões  e tensões do dia a dia, pode acontecer do
músculo ficar sobrecarregado, diante disso, a fáscia acaba absorvendo parte
dessa carga e isso impede que o músculo se rompa.
Com o esforço excessivo a fáscia acaba se tornando mais densa e curta,
perdendo sua elasticidade e adquirindo inflamações.  Assim a estrutura corporal
vai mudando gradativamente.

As fáscias podem ser modificadas com aplicações de energias contidas na


pressão e no calor. Assim elas se tornam mais maleáveis e sua estrutura se adapta
numa relação mais harmoniosa com as partes do corpo.

A fáscia também conta com receptores que mandam informação da medula


espinhal para o cérebro sobre a posição e locomoção do corpo.

Possui ainda na sua substância fundamental, substâncias que contribuem para


processos imunológicos no organismo. Já dá para se ter uma ideia da grande
importância da fáscia no corpo humano. É fundamental entender esse mecanismo
para que você possa aplicar o Taping da forma correta, e com a pressão certa, de
acordo com a necessidade.

A forma específica do tecido fascial depende dos eventos locais e de forças


tensionais: se essa região do corpo necessita de uma força unidirecional, numa
região que lida com muita carga, então a rede fascial vai tomar a forma de um
ligamento ou tendão.

Em outras regiões pode assumir formas de rede de pesca, com fibras mais finas e
distribuídas em várias direções. Isso também acontece como reação em casos de
lesão pela lipoaspiração e cirurgias como grandes incisões e descolamentos em
abdominoplastias e lifting corporal e facial.

As fáscias também transmitem a força de contração dos músculos, o que ativa os


músculos antagonistas, que fazem a ação oposta e em caso de lesões ou
patologias atrapalham muito o movimento. Baseado nessa teoria usamos em
tratamentos de relaxamentos para aliviar tensões e dores. 

A composição da fáscia é água,  proteínas (proteoglicanos ou glicoproteínas,


presentes em suplementos para articulações)  – o que dá uma consistência de
gelatina, mais mole numas regiões que em outras. São combinadas com células
produtoras de fibras, que as produzem conforme a necessidade local. A maior
parte das fibras são de colágeno, e também existem fibras elásticas. A matriz
pode ser comparada a uma rede de cabos fortes combinadas com um material
sem forma definida que dá resistência e capacidade de absorver cargas em todas
as direções. Este tecido se adapta conforme ele é utilizado: nos diferentes
esportes, no sedentarismo, na imobilização, nas lesões de uma perna, o que
ocasiona a transferência de peso maior para a outra perna, espaçando assim suas
fáscias.
TIPOS DE FÁSCIAS

Mesmo sendo um tecido contínuo, conta com diversas camadas, e cada uma
delas recebe nomes específicos. São classificados nos três seguintes grupos:

• Fáscia superficial: trata-se da camada mais externa, ela comunica-se


diretamente com a pele. É essa malha que permite que a pele se movimente
em várias direções sobre as estruturas mais profundas. É na fáscia superficial
onde se acumulam fluidos e metabólitos, que podem causar alterações de
textura notáveis à palpação. Nesta área em pós cirúrgicos que pode formar as
fibroses inestéticas. Esta contém tecido adiposo, vasos sanguíneos e linfáticos e
tecidos nervosos, dos quais se destacam os receptores da pele.

• Fáscia profunda: essa é a camada que envolve e separa os músculos e os


órgãos viscerais internos e é uma das estruturas responsáveis pela função e
contorno corporal. É  a camada que compartimenta o corpo. A sua malha é
firme e compacta, com alguma rigidez, essa fáscia é a responsável pela
contratura muscular e as tensões musculares.

• Fáscia subserosa: essa fáscia reveste os órgãos viscerais internos. É


constituída por tecido conjuntivo de malha laxa de fibras entrelaçadas, e possui
numerosos canais circulatórios que lubrificam as superfícies das vísceras
internas.

As fáscias ou aponeuroses são tecidos conjuntivos que recobrem e envolvem os


músculos, cujos objetivos são de sustentação, nutrição e proteção tissular.

Frequentemente, desenvolvem disfunções, gerando aderências, alterações nas


mobilidades musculares e, principalmente, manutenções biomecânicas
inadequadas de tecidos, direta ou indiretamente envolvidos, segundo os
conceitos modernos de cadeias musculares.

A Kinésio Taping proporciona reposicionamento mantido ou de movimentação


dessas fáscias em uma determinada direção abaixo da pele.
Quando aplicada longitudinalmente, atua-se efetivamente sobre suas porções
superficiais e, quando transversalmente, sobre os ramos mais profundos por meio
da mobilização muscular.

Desta forma podemos definir como aplicar o Taping.

Em fibroses, celulites e gordura localizada o ideal é aplicar superficial e profundo


para estimular a homeostase e absorver os metabólitos do local, desfazendo as
fibroses que encarceram esses metabólitos.

Em pós cirúrgico podemos aplicar, a lipoaspiração, a fibroses pode ser superficial


ou mais profunda, mais próximo à aponeurose, de acordo com a intercorrência é
que se defina tensão do Taping e a direção, ou pode ser em todas as direções
para tratar superficial e profundo.

Pode ser complementada por técnicas manuais de liberação fascial. Praticada


com o fim de correção das fáscias por meio de oscilações teciduais.

A tensão utilizada é de 15% a 50%. Atribui-se essa grande variação ao movimento


desenvolvido durante a aplicação da bandagem.

Para a aplicação correta deve-se ter em mente uma direção específica da fáscia.

O conhecimento da anatomia das fáscias, de sua mobilidade sobre a pele, das


alterações biomecânicas prováveis e da avaliação das mesmas torna-se essencial
para determinar o sentido de aplicação e qual técnica será escolhida.
CROMOTERAPIA
A cromoterapia é a ciência que faz uso de cores para alcançar o equilíbrio do
corpo, onde o resultado esperado é a cura de disfunções orgânicas e emocionais
(NUNES, 1990). Sistema desenvolvido para curar doenças e desordens do corpo
mental, emocional e físico, a cromoterapia é baseada nas sete cores do espectro
solar: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta, as quais cada cor
possui uma interação e uma atuação em uma parte específica no metabolismo
(NUNES, 1990).

De origem grega, Acredita-se que a terapia era usada nos templos do antigo
Egito por volta de 3000 a.C. Já foram encontrados locais com diferentes cores,
em que possivelmente eram feitos espécies de rituais para que pudessem curar
pessoas enfermas com ajuda das cores, porém não há nenhum registro físicos
que comprove essa prática por aquele povo. 

Na estética, a luz colorida é aplicada como emoliente e cicatrizante, onde após


ser realizados procedimentos com produtos específicos para cada situação. Para
cada procedimento é utilizada uma cor apropriada para a absorção no organismo
e restauração das células debilitadas.
Distúrbios estéticos como o envelhecimento da pele, celulite e flacidez, têm sido
tratadas com a contribuição da cromoterapia.
Cada cor possui uma linguagem própria, sua identificação onde a mesma
reestabiliza o equilíbrio do corpo (SACCOMANDI, 2012).

O cromo-terapeuta deve ter visão holística e sensibilidade desenvolvida, para


aplicar de forma correta e adequada as cores, onde as mesmas irão ativar as
energias que estão deficientes, ajudando na recuperação das células doentes e
induzindo à melhores hábitos, à harmonização e à saúde integral (LINEA PLAS,
2017).

BUCKER et al., 2013, afirma que como terapia complementar e natural, a


cromoterapia colabora muito nesta área, por sua interação entre as cores e os
cosméticos desenvolvidos para os tratamentos. SANTOS; OLIVEIRA E PANIZZA
(2007) ressaltam as ações das cores e seus benefícios.
Na estética facial, a luz azul pode ser utilizada na limpeza de pele após a
extração, auxiliando na cicatrização; enquanto a luz amarela atua no processo de
limpeza.
Na estética corporal a luz verde é relaxante e auxilia na eliminação de toxinas,
assim como a luz amarela.
O vermelho é usado em tratamentos para gordura localizada e Fibro Edema
Gelóide(FEG)
Existe uma diferença do significado das cores de acordo com alguns autores, mas
nosso estudo aqui é para relembrar sobre cromoterapia, a decisão de basear
nessa teoria é de cada um.
Na minha experiência clínica apenas pude perceber que o preto fixa mais, por
absorver calor, faz com que a cola grude mais, pois o Taping é termo ativo, nas
demais cores não registrei diferenças, para isso precisa de um estudo mais
aprofundado.
TAPING
A S C O R E S D O TA P I N G :
MODALIDADES E FUNÇÕES DO TAPING:

Nas técnicas de Taping existem algumas recomendações a serem seguidas de


acordo com as modalidades, função e intercorrência. Essas funções e
modalidades são responsáveis pela homeostase.

Existem seis modalidades básicas de Existem cinco funções básicas de


aplicação clínica:  aplicação clínica:

[Link]ção Mecânica; 1.Dérmica

[Link]ção Fascial; [Link]ésica

[Link]ção Espacial; [Link]

[Link]ção Ligamentar e Tendíneas; [Link]ática

[Link]ção Funcional; [Link]

[Link]ção Linfática. 

1. Correção mecânica: Técnica de posicionamento, manutenção da  amplitude


de movimento (ADM); melhora estabilidade biomecânica do movimento,
melhora a circulação; Tensão de 5 a 75%, corte em I e Y.

2. Correção fáscial: Fáscia ou a aponeurose  que é o tecido conjuntivo que


recobrem os músculos, dão sustentação, nutrição e proteção tissular:
longitudinal atua nas porções superficiais; transversal age sobre os ramos mais
profundos por meio de mobilização muscular; As manobras miofasciais e
crochetagem potencializam o efeito. Faça as manobras e depois coloque o
Taping de acordo com a necessidade de cada um. Cortes em I, donut, web,
asterisco, X, Cross; Com tensão máxima de 15% depois de 7 dias; E máximo
50% depois de 15 dias de PO(Protocolo Fisioterapêutico)

3. Correção espacial: Aumentar ou criar espaços abaixo da pele em tecidos


lesionados ou com dor, circunvoluções ou rugas, utilizar forma em I, donut,
Web; Em pós cirúrgico, transoperatório ou PO imediato e pós parto imediato:
Paper off que tem tensão de 10% a 15%, depois de 7 dias tensão  até 25%,
depois de 15 dias tensão 50%.

4. Correção linfática: O espaço criado entre os três tecidos ajuda nos filamentos
de ancoragem da linfa facilitando a reabsorção dos líquidos excedentes,
aumenta a função circulatória linfática, direciona o exsudato para áreas
ganglionares proximais no caso de equimoses e edemas em pós cirúrgicos. A 
tensão transoperatório zero (paper off), Depois de 7 dias tensão até 25%,
corte FAN, Polvo ou Garfo.

5. Correção Ligamentar tendíneas: Uso na fisioterapia e educação física, âncora


zero tensão, zona terapêutica 50 a 75% de tensão. Cortes Y, H e I

6. Correção funcional: Uso na educação física e na fisioterapia, aplicar a favor do


movimento, auxilia como uma pré carga para aumentar força. Para contração
muscular origem do músculo para inserção, tensão forte até 75%, melhora a
contração do músculo. Origem músculo (ponto de ancoragem mais próximo é
o ponto fixo) inserção do músculo (ponto de ancoragem distal é o ponto
móvel)

1. Função dérmica:  Promove a abertura de espaços criando circunvoluções ou


rugas epidérmicas, promove a descompressão dos receptores da dor, melhora
a circulação dos fluídos corporais, sangue e linfa. Levanta a pele e reduz a
pressão diretamente em nociceptores subcutâneo 1.

2. Função analgésica: Estímulo mecanorreceptores aumenta a propriocepção do


movimento, alivia a dor e estimula vias sensoriais do sistema nervoso.

• Disco de Merkel (Dedos sente textura), Tato, vibração, pressão.


• Corpúsculo de Pacini (Estimulado por movimentos rápidos).
• Corpúsculo de Messier ( Sensíveis a objetos).
• Terminações de Ruffini (Adaptam lentamente a tensão constante).

1 Nociceptor: É um receptor sensorial que envia sinal causando a percepção da dor em resposta a um
estímulo que possui potencial de dano. 
3. Função muscular: Estimula e ativa, o músculo inibe e relaxa, facilita a
contração, melhora a força muscular proximal para distal, Inibe a contração
muscular e relaxa o músculo distal para proximal.

4. Função linfática:  Promove troca de pressão entre as camadas da epiderme,


derme, hipoderme e fáscia superficial, isso leva a abertura e fechamento dos
vasos linfáticos e sanguíneos devido aos filamentos de ancoragem aderidos
nas camadas superficiais. Além disso melhora o mecanismo funcional linfático
profundo.

5. Função articular: Age direto no alinhamento articular, facilita equilíbrio


muscular agonista ( Cria o movimento) e antagonista (Freia o movimento)

CORTES DO TAPING:

Caldas são as zonas terapêuticas, base, âncora pontas arredondadas.


Tipos de corte para tratar fibroses, aderências, cicatrizes, dores e equimoses

• Em I: Base Para Vários formatos e funções

• Em Cross ou Jogo da velha:

• Em Pé de galinha:

• Em X:
• Em Y:

• Em *:

C O R T E S PA R A T R ATA R E D E M A S :

• Em X ou donut:

• Em polvo, fan ou garfo:


Basket:

Web:

DURANTE A APLICAÇÃO FRICCIONAR AS CALDAS E BASE POIS O CALOR DA


MÃO ATIVA A COLA.
CONTRAINDICAÇÕES E PRECAUÇÕES

É contraindicado aplicar a bandagem em regiões com atividades malignas ativas,


sobre celulites, infecções ativas de pele, feridas abertas, trombose venosa
profunda ativa, e em pacientes que possuem alergia ao Taping.
As precauções ou as situações que necessitam de um cuidado maior são:
diabetes, doenças renais, sensibilidade apresentada por outras bandagens,
insuficiência cardíaca congestiva, pele frágil ou em processo de cicatrização, e
condições em que não foi detectada uma causa clara da disfunção em questão.
Em pacientes asmáticos, não impeça a expansão torácica. Também é
aconselhável não aplicar bandagens no abdômen inferior de pacientes gestantes
no primeiro trimestre. Sempre que houver alguma dúvida quanto à aplicação em
uma condição patológica específica, recomenda-se procurar o médico
responsável pelo paciente para que seja discutida entre os profissionais a
possibilidade de aplicação do Taping.
SISTEMA LINFÁTICO

Na derme, encontra-se o sistema linfático, responsável pela captação do líquido


extracelular excedente. O intumescimento causado por um acúmulo de líquido
gera um aumento da pressão tissular alongando o tecido, e desta maneira há um
tracionamento e um aumento da tensão dos filamentos de ancoragem dos
linfáticos iniciais, denominados de filamentos de Casley-Smith, que possuem
cerca de 50 a 100mm de espessura, e que trazem para cima as escamas móveis.
Estas fendas abertas, conhecidas como válvulas de entrada, acabam tornando-se
canais mais largos e mais abertos, cuja pressão é inferior à pressão tissular, e que
resulta na entrada do líquido tissular para seu interior (HERPERTZ, 2006; FÖLDI,
2012; LANGE, 2012).

Estima-se que tenhamos de 5 a 10.000mm³ de fendas na rede linfática inicial da


pele. São exatamente estas fendas que farão a comunicação entre os linfáticos
iniciais e o interstício, através do qual todo líquido excedente e substâncias
entrarão no sistema linfático (HERPERTZ, 2006).
USO DO TAPING EM PÓS CIRÚRGICO

Didaticamente, a cicatrização pode ser dividida em três fases que são


fundamentais no reparo da pele externa e interna.
• (1) fase inflamatória;
• (2) fase proliferativa e
• (3) fase de maturação ou remodelação.
O taping pode ser usado em todas as fases, com avaliação do profissional que vai
definir tensão e direção correta.

A principal função da  fase inflamatória é a limpeza da ferida, removendo tecidos


mortos e microrganismos. Esta fase se inicia logo após o ferimento, com a
formação de uma rede de fibrina (parte do mecanismo de coagulação) e com a
migração de células de defesa, os neutrófilos e linfócitos. 

Abrange os primeiros 3 à 5 dias de cicatrização. Nos primeiros segundos a


minutos após a ocorrência de uma ferida, o corpo responde instantaneamente
com vasoconstrição e ativação da cascata de coagulação.
Isso provoca a agregação plaquetária e a formação do tampão plaquetário de
fibrina, que não apenas proporciona homeostasia, mas também fornece uma
plataforma para a progressão da cicatrização de feridas.

Após esse período inicial, a vasodilatação e o aumento da permeabilidade


vascular levam ao edema localizado ao influxo de importantes mediadores
inflamatórios que, por quimiotaxia, causam a transmigração de neutrófilos para o
local da ferida.
Estes neutrófilos têm um papel importante na fagocitose do tecido necrótico e na
morte de patógenos bacterianos. Os neutrófilos são o tipo de célula dominante
em torno de 24 horas, e depois sofrem apoptose após a resolução de estímulos
inflamatórios.

Os macrófagos se tornam o tipo de célula predominante em torno de 2 à 3 dias e


têm um papel decisivo na administração do próximo passo do processo
inflamatório, pela liberação de citocinas anti-inflamatórias e fatores de
crescimento, sinalizando a resolução da inflamação e progressão da cicatrização
da ferida para a fase proliferativa. Quando essa fase é interrompida por algum
motivo, ou lesionada por fatores externos vai acontecer uma liberação de
citocinas inflamatórias que recrutam neutrófilos adicionais e prolongam o
processo inflamatório, causando danos ao tecido viável e, eventualmente,
causando uma ferida crônica, ou propiciando a formação de fibroses. (BALBINO
et al., 2005)
O QUE PODE SER FEITO NA PRIMEIRA FASE DE
CIC ATRIZAÇ ÃO?

Sempre que for tratar um pós cirúrgico de cirurgia plástica é muito importante
fazer uma avaliação criteriosa no primeiro dia de atendimento, saber sobre as
alergias, o que o(a) levou a fazer a cirurgia, qual o médico, e já pegar o fone do
médico e entrar em contato para resolver sobre alguma intercorrência mais séria.

Saber se  a cliente usou taping  no transoperatório, se não tiver usado tem que
fazer o teste de sensibilidade e alergia.

Teste de alergia: Coloca o taping em uma região mais fina como antebraço ou
pescoço, espere 30 a 40 minutos se não coçar ou ficar vermelho não tem alergia.

Teste de sensibilidade: coloca o taping cortado em Y em uma região edemaciada


com tensão de 30 a 50% e deixe por 24 horas, se formar bolhas (Epteliolise), ou
ficar vermelho e sensível demais ela esta com a pele muito sensível e não pode
colocar o taping na primeira fase de cicatrização.

Nessa fase temos as equimoses, edemas e seromas.

Essas são as primeiras intercorrências e são comuns em toda cirurgia.


TAPING TRANSOPERATÓRIO
EQUIMOSE 

Mancha roxa que resulta do extravasamento de sangue no tecido celular


superficial e que ocorre em quase toda cirurgia. Durante a lipoaspiração os
movimentos de vai e vem da cânula criam uma série de túneis no tecido
gorduroso, onde o aspecto ogival da ponta da cânula divulsiona a gordura, sem
cortá-la, provocando também um esgarçamento e rupturas do tecido adiposo e
dos vasos sanguíneos. Formam-se vários túneis, em vários níveis de tecido
gorduroso, ficando este semelhante a uma esponja.

As trabéculas remanescentes que ligam as camadas superficiais e oriundas evitam


a presença de uma ampla cavidade ou bolsa e, consequentemente, a
possibilidade de equimose e de grande volume de seroma. Estes espaços
preenchidos de sangue formam micros hematomas em toda extensão da área
lipoaspirada. Este sangue impregna na pele, explicando as grandes equimoses e
o edema no pós-operatório.

Independente da compressão usada, não é suficiente para evitar edema residual


e a distensão da pele por um período de semanas, face a destruição do sistema
capilar sanguíneo e linfático. O excesso de edema local também favorece a
formação de fibrose.

Também chamadas popularmente por hematoma, mas, na realidade a maioria


são equimoses, que é a primeira intercorrência de um pós cirúrgico, porém a mais
fácil de tratar pois temos a ajuda dos neutrófilos e macrófagos que fazem a
limpeza na primeira fase de reparo.

As Equimoses são infiltrações de sangue na malha de tecidos devido à ruptura de


capilares e de pequenos vasos.

Neste caso especifico está relacionada com as cirurgias plásticas e lipoaspiração


que são técnicas invasivas e representam uma agressão que provoca uma reação
em cadeia em todo o sistema de defesa do corpo, por isso nas primeiras horas de
cirurgia aparecem apenas manchas arroxeadas ou avermelhadas na área
lesionada.

Edema, segundo Baseggio et al (2011), relata que a drenagem linfática manual é


indispensável no pós-operatório de cirurgias plásticas, e que se deve iniciar o
mais precoce possível, para ajudar na penetração do líquido excedente nos
capilares sanguíneos e linfáticos intactos da região adjacente à lesão. Afirma que
quanto mais precocemente iniciada a drenagem linfática, menor a probabilidade
do acúmulo de líquidos no local e mais rápida a recuperação dessas pacientes.

Em estados fisiológicos a pressão hidrostática (pressão exercida dentro do vaso


sanguíneo) e oncótica (nível de viscosidade do sangue) no líquido intersticial são
relativamente constantes, quando o volume de líquido intersticial excede a
capacidade de drenagem dos linfonodos, haverá um excesso de líquido
intersticial nos tecidos subcutâneos sendo denominado edema.

TAPIN G PARA EDEMA E EQUIMOSE NA FACE


SEROMA E A SEGUNDA FASE DE
CIC ATRIZAÇ ÃO 
A segunda fase da cicatrização é conhecida como fase proliferativa. Ocorre no
início da recuperação das estruturas lesionadas, com a migração de
fibroblastos, células produtoras de colágeno, que provocarão sua deposição
na ferida.
O colágeno é uma substância que permite uma união fibrosa entre as duas
superfícies da ferida. Na fase proliferativa também há a formação de novos
vasos sanguíneos ao redor da ferida, processo chamado de angiogênese, para
fornecer nutrientes e estimular o crescimento do novo tecido.
Durante as próximas duas semanas a multiplicação das células epiteliais e o
acúmulo de colágeno permitem uma aderência cada vez mais resistente à zona
lesada.
Esta fase dura aproximadamente 5 a 15 dias e é caracterizada por
reepitelização, angiogênese, migração de fibroblastos e deposição de
colágeno. A reepitelização ocorre através da proliferação e migração de
células epiteliais das bordas da ferida para o centro da ferida a uma taxa de
0,5 a 1 mm até que a ferida esteja completamente coberta e uma camada
epitelial protetora seja estabelecida.
Esse processo também pode ocorrer a partir de estruturas dérmicas, como
glândulas sebáceas e folículos pilosos. Durante essa fase proliferativa, alguns
fibroblastos na ferida secretam colágeno tipo III desorganizado, enquanto
outros se diferenciam em miofibroblasto que causam a contração da ferida. Ao
mesmo tempo, novos vasos sanguíneos começam a se formar em feridas mal
perfundidas com baixa tensão de oxigênio. Esses processos combinados
formam o tecido vermelho de aspecto granular, formado por vasos sanguíneos
e tecido conjuntivo recém-formado, é comumente referido como “tecido de
granulação” (CAMPOS et al., 2007)
O QUE PODE SER FEITO NESSA FASE 

Nessa etapa ainda teremos na região: equimoses, edemas e muito seroma,


exsudato do tampão plaquetário, pois os resíduos da cirurgia já foram
fagocitados pelos neutrófilos e macrófagos.

Os orifícios abertos ou drenos são retirados entre 5 e 7 dias. Os cuidados


redobrados pois a qualquer momento pode começar a aparecer os sinais de
fibroses, pois nessa fase começa a aparecer pequenos nódulos ou placas que já
podem ser tratados.

Nessa fase começa a mudar os cortes e a tensão do taping para potencializar os


tratamentos de fibroses e aderências. Todo cuidado na colocação do taping, para
inicio de fibroses temos que iniciar as tensões mais firmes pois, vamos tratar os
tecidos moles que estão endurecendo, fazendo a normalização da área operada.
SEROMA

Presença de liquido serosanguinolento entre o retalho abdominal e a aponeurose.


É a complicação mais frequente das abdominoplastias e lipoaspiração, aparece
normalmente a partir do quarto dia.

O líquido que percebe nas primeiras 72 horas após a cirurgia é liquido residual
que contém hemoglobina que ainda pode ser reaproveitada pelo organismo.

Ocorre como consequência da lesão dos vasos sanguíneos e linfáticos durante a


cirurgia.

Quando é volumoso, deve ser drenado ou puncionado pelo médico, pois pode
dar origem à cicatriz fibrótica ou estimular reação para corpo estranho.

Os seromas podem surgir após qualquer cirurgia, dependendo da predisposição


de cada um e da forma como o corpo reage às diversas agressões.

Na cirurgia plástica e na lipoaspiração, quanto mais se tira de gordura maior a


chance de formar Seromas, pois se cria espaços vazios que vão ser preenchidos
por uma coleção de líquidos de forma profunda decorrentes do deslocamento do
tecido adiposo, e do líquido residual da cirurgia, este problema é mais comum
em, Cirurgias de mama, Lipoaspiração, Cesáreo Abdominoplastias, Cirurgias que
provocam lesões em vários tipos de tecidos e Pessoas que têm histórico anterior
de seroma.
TAPIN G PARA EDEMA E SEROMA N O FL AN C O E
ABDÔMEN
FIBROSE E A FASE DE MATURAÇ ÃO
OU REMODELAMENTO 

A fase de maturação é responsável pelo aspecto final da cicatriz interna e externa


e pode demorar seis meses ou mais. Nesta fase, o colágeno é transformado em
tecido de granulação e os queratinócitos (células que produzem queratina)
provocam a reepitelização.

A reepitelização é a formação de uma camada de pele muito sensível, que veda a


ferida protegendo-a dos microrganismos e da perda de líquidos.

A terceira e última fase, consiste no remodelamento que se inicia duas a três


semanas após o início da lesão e pode durar um ano ou mais. O objetivo
principal da etapa de remodelação é alcançar a máxima resistência à tração por
meio de reorganização, degradação e ressíntese da matriz extracelular.

Nesse estágio final de cicatrização da lesão, ocorre uma tentativa de recuperar a


estrutura tecidual normal e o tecido de granulação é gradativamente
remodelado, formando tecido cicatricial menos celular e vascular e que apresenta
aumento progressivo da concentração de fibras colágenas. Esta fase é marcada
pela maturação dos elementos com profundas alterações na matriz extracelular e
resolução da inflamação inicial.

Assim que a superfície da lesão é coberta por uma monocamada de


queratinócitos, sua migração epidérmica cessa e uma nova epiderme estratificada
com uma lâmina basal subjacente é restabelecida das bordas da ferida para sua
porção interna. Nesta fase, há deposição da matriz e subsequente alteração em
sua composição. Com o fechamento da ferida, o colágeno tipo III sofre
degradação e a síntese do colágeno tipo I aumenta.

Ao longo do remodelamento, há uma redução no ácido hialurônico e


fibrinogênio, que são degradados por células e metaloproteinases plasmáticas, e
a expressão crescente de colágeno tipo I mencionada acima é processada
concomitantemente (COMMANDER et al., 2016). Nesse estágio final, as fibras
colágenas tornam-se mais espessas e colocadas em paralelo, resultando em uma
maior resistência à tração do tecido. É essencial para a restauração da
funcionalidade e a aparência "normal" do tecido lesionado. Isso resulta da baixa
produção de quimiocinas por citocinas anti-inflamatórias, como interleucina
(IL-10) ou fator de transformação do crescimento beta 1 (TGF-β1. A regulação da
síntese de colágeno é controlada por uma ampla gama de fatores de
crescimento, como TGF-β1 que causam um forte efeito sobre a expressão gênica
dessa proteína. Alterações nesse processo podem levar a formação de fibrose
(CAMPOS et al, 2007)

O QUE PODE SER FEITO NESSA FASE 

A terceira fase de cicatrização tem o nome que condiz com o nosso trabalho pois
é a fase de remodelação, e o que fazemos de melhor é modelar um corpo.

Nessa fase o cuidado e observação são fundamentais na remodelação e


reestruturação dos tecidos moles sem causar flacidez ou descolamentos de pele.

Os primeiro sinais podem ser pequenos nódulos, uma placa dura que é sinal de
excesso de colágeno tipo III e miofibroblasto que ficam paralelo à pele, esse
colágeno miofibroblasto tem que sair para dar lugar para o colágeno tipo I que
vai ser organizado ao longo das linhas de tensão.

Além de todo trabalho que fazemos para prevenir as fibroses mesmo assim por
questões de: tipo de cirurgia, reações orgânicas e alimentares, elas podem
aparecer.

Depois que fizer todo trabalho para tratar a fibrose você vai potencializar o seu
trabalho com taping, que aplicado da forma correta ajuda a corrigir e ajustar a
remodelação do tecido conjuntivo da pele.
FIBROSES:

As fibroses inestéticas são as mais temidas em todas as cirurgias plásticas. As


fibroses que se localizam acima dos músculos e formam principalmente depois da
lipoaspiração ou outras cirurgias plásticas, são as que mais atormentam
profissionais e pacientes, são placas, nódulos, aderências  ou  cordões.

  As fibroses internas localizadas abaixo dos músculos são tratadas apenas por
médicos, não tem como tratar com aparelhos estéticos, com taping ou com
manobras manuais, para este tipo de fibroses só intervenção médica.

A fibrose é formada por tecido fibroso, onde as fibras colágenas estão


engrossadas no local da cicatriz operatória ou dos locais percorridos pela cânula
no caso de lipoaspiração, nas áreas descoladas nos casos de lifting corporal e
facial e abdominoplastias, ou seja, nos locais agredidos pelo ato operatório e se
não tratados a tempo podem permanecer para sempre, tem pessoas que
procuram o médico para reverter com cirurgias que muitas vezes resolve parte
dos problemas ou forma novas fibroses, mas algumas são sequelas permanentes
que não tem volta, por isso é muito importante o tratamento pós cirúrgico logo
nas primeiras horas de pós operado.

No tratamento de fibrose devem-se fazer massagens de estiramentos, massagens


repetitivas, crochetagem e miofascial... essas duas técnicas podem ser feita
manualmente e com pantala, bambu e alongamentos local, para romper as
fibroses, esse tratamento tem que ser com cuidado pois não podemos criar outro
processo inflamatório no qual estimularia mais fibroses. A compressão tem que
ser uniforme para não formar garrote com a cinta dobrando e prendendo a
circulação local, pois podem surgir também aderências.  As fibroses podem vir
em forma de nódulos, placa, cordão e aderência.
CICLO DE RECUPERAÇÃO PÓS CIRÚRGICA .

As fibroses são o resultado de uma quantidade excessiva de tecido conjuntivo


fibroso depositado no espaço da matriz extracelular de tecidos lesionados.

O principal constituinte deste tecido cicatricial fibroso é o colágeno,


principalmente o colágeno tipo I e III. A formação de fibrose é medida pela
interação entre fatores de crescimento fibrogênico e citocinas pró-fibróticas, além
de outras influências, como a tensão mecânica, inflamação crônica e o estresse
oxidativo.

Quanto maior for a perda de tecido, maior será o conteúdo fibroso, pois o tecido
de granulação será abundante, é o que ocorre nas cicatrizes por segunda
intenção.

A fibrose dificilmente é observada na primeira semana pós operatória. Podemos


observar em algumas regiões onde a equimose é mais intensa; Pequenos nódulos
do tamanho semelhante a um grão de feijão e, geralmente após a primeira
semana, é que apalpamos ou visualizamos as fibroses, isso porque as sínteses de
colágeno é mais intensa entre o sexto(6o) e o décimo sétimo(17o) dia.

Os endurecimentos, as partes duras vão se resolver entre 8 a 13 semanas que é


quando pode observar o resultado da lipoaspiração.
A fibrose é medida pela interação entre os fatores de crescimento fibrinogênio e
citocinas pró-fibróticas, além de outras influências, como a tensão mecânica,
inflamação crônica e o estresse oxidativo que favorece a perda da flexibilidade do
colágeno aumentando os processos álgicos.
TAPIN G PARA EQUIMOSE, ADERÊN CIA E FIBROSES NA
PAPADA
CIC ATRIZAÇ ÃO
É importante salientar que todo este processo de cicatrização tem variáveis
individuais, que dependem de fatores genéticos e ambientais.

Em alguns casos pode ocorrer a formação de cicatriz anormal ou patológica,


como queloide e cicatriz hipertrófica.

A cicatrização pode ser influenciada por fatores locais ou sistêmicos

Fatores Locais: Fatores Sistêmicos:

•Feridas contaminadas e presença de •Idade;

corpos estranhos; •Estado nutricional, como anemia;

•Materiais, técnicas de sutura e •Tabagismo;

curativos inadequados; •Diabetes;

•Excesso de tensão e aproximação •Doenças vasculares;

inadequada das bordas da ferida; •Distúrbios hormonais;

•Áreas de tração ou pressão mecânica; •Câncer;

•Dimensão e profundidade da lesão; •Uso de medicamentos como


corticoides,
•Infecção local.
anticoagulantes.

As cicatrizes podem ser classificadas em:

• Normotróficas

• Atróficas

• Hipertróficas

• Queloides
A cicatrização é considerada normotrófica quando a pele adquire o

aspecto de textura e consistência anterior ao trauma.

A cicatriz é denominada atrófica quando sua maturação não ocorre

conforme o esperado.

A cicatriz hipertrófica ocorre quando o colágeno é produzido em

quantidade normal, mas a sua organização é inadequada, oferecendo

aspecto não harmônico. A cicatriz respeita o limite anatômico da pele.

Os queloides são o crescimento em excesso do tecido de cicatrização no local de


um ferimento já curado. Também é chamado de Cicatriz hipertrófica;

Cicatriz de queloide. Os queloides podem surgir de ferimentos na pele como:


Acne, Queimaduras, Varicela, Furos nas orelhas, Pequenos arranhões, Cortes
cirúrgicos, Feridas traumáticas, Locais de vacinação.

Eles são bastante comuns em mulheres jovens e pessoas afrodescendentes. Os


queloides geralmente são genéticos.
TAPING APÓS MASSAGEM
A pele é um órgão sensorial e é o mais extenso do corpo, com uma espessura de
0,5 a 4 mm, formada por suas duas camadas: a epiderme, a qual é superficial; a
derme, sendo mais profunda; (GUIRRO, 2004; FERREIRA, 2006).

A pele desempenha funções importantes, como a proteção direta contra


agressões mecânicas, luminosas e/ou químicas; A pele também protege contra
invasão de micro-organismos como bactérias e vírus, traumatismos e
queimaduras.

A pele também é responsável pelas sensações do organismo, pois contém


receptores para o tato, pressão, dor e temperatura (KERR, 2000; BARATA, 2003).

A pele possui um sistema somático, para mediar às sensações de dor, tato


discriminatório, prurido e o tato suave, além da propriocepção, sensação térmica
e vibração.

E s t e s i s t e m a é c o m p o s t o p o r m e c a n o r re c e p t o re s , n o c i c e p t o re s ,
termorreceptores. Que são nervos sensitivos com receptores especializados
(KEDE e SABATOVICH; 2015).

A massagem é tão antiga quanto a humanidade.

Desenhos egípcios, que datam de cerca de 2500 anos A.C. já mostravam os


terapeutas de então, tratando mãos e pés de pacientes.

O que muitos estudiosos consideram ser representações das terapias corporais.

A massagem é um recurso médico e estético, usado como complemento dos


exercícios físicos ou como substituto da ginástica para pessoas de vida sedentária
ou que queiram resultados mais rápidos.

Serve ainda, como medida auxiliar para acelerar ou consolidar a cura de algumas
doenças.

A massagem pode produzir efeitos sedativos e relaxantes ou de estímulos e


excitação dos tecidos.
O efeito imediato de maior importância é a redistribuição do sangue nos vasos
sanguíneos. Massagens regulares podem renovar periodicamente reservatórios
de sangue da pele, melhorando a irrigação nos tecidos circundantes,
principalmente na própria pele.

- Os benefícios de uma massagem no organismo podem ser comparados com os


de exercícios físicos;

- A Massagem intensifica as trocas nutritivas realizadas pelas células. O oxigênio


chega mais rápido ao tecido, o gás carbônico e outros resíduos são retirados
dos tecidos e

- lançados ao sangue para serem eliminados;


- Estimula nervos motores;
- Estimula a musculatura;
- Tem efeito sedativo sobre o sistema nervoso;
- Estimula a circulação do sangue;
- Acelera ou consolida a queima calórica local;
- Ativa circulação periférica hidratando e tonificando tecidos;
- Modela o contorno corporal e auxilia na perda de medidas;
- Melhora a circulação;
- Relaxa;

As linhas de Langer, linhas de tensão da pele, ou às vezes chamadas de linhas de


clivagem, são linhas topológicas desenhadas em um mapa do corpo humano.

Eles são paralelos à orientação natural das fibras de colágeno na derme e


perpendiculares às fibras musculares subjacentes.
APLIC ABILIDADE DO TAPING:

A bandagem elástica possui características que lhe dão uma grande versatilidade
de aplicações, dentre elas a regeneração articular, tensão muscular, resfriados,
edemas, problemas menstruais e dores em geral. No entanto, é necessário
compreender que os efeitos são baseados basicamente na redução da dor, no
suporte funcional e na redução dos edemas (LANGENDEON,2011).

Existe uma relação entre a função e os efeitos fisiológicos. O taping atua em


cinco funções distintas, sendo elas: função dérmica, função analgésica, função
muscular, função articular e função linfática. Para isso, é necessária ter exata
noção dos princípios básicos de aplicação do taping. Uma destas variáveis é a
aplicação da tensão da bandagem que varia de 10 a 15% considerada paper off
(sem papel), 15 a 25% como tensão leve, 25 a 50% sendo a tensão moderada, a
tensão rígida de 50 a 75% e a tensão total de 75% a 100% de tensão da
bandagem (STOCKHEIMER,2006;KASE,2013;).

A relação entre a tensão e os efeitos fisiológicos é bem definida e a maior parte


das aplicações utilizam tensões abaixo de 50%, distribuídas de forma que quanto
mais tensão, maior o efeito mecânico e quanto menor a tensão, maior o efeito
sensitivo provocado. A colocação da bandagem é realizada por dois pontos fixos
denominados âncoras, cujo local não há nada de tensão, ou seja 0%, e a partir
disto o trabalho da bandagem, que é denominado zona terapêutica, devendo
receber tensão de acordo com o tratamento alvo a que se destina (LEMOS,2013).

Outro ponto importante é a direção na qual o taping vai ser colocado, pois irá
interferir diretamente sobre o objetivo, uma vez que o vetor de força de tração é
sempre em direção à ancoragem inicial. Ou seja, sempre será um vetor de força
inversamente proporcional à colocação. Este é um dos fatores que faz com que
consideremos não realizar trabalhos com ancoragens pequenas, sugerindo 2,5 cm
a 5 cm para tensões abaixo de 40% e nas tensões maiores ancoragem maior.
Outro fator seria o tamanho da zona terapêutica
(LANGENDOEN,2011;KASE,2013).

Formatos de corte também fazem a diferença nos resultados e no objetivo de


cada trabalho, verificando-se na literatura que há
A função linfática do Taping provoca uma elevação que gera circunvoluções da
pele, promovendo trações e tensões dos filamentos de ancoragem, que geram
abertura das fendas dos linfáticos inicias, aumentando a captação dos exsudatos
e do líquido intersticial, cuja pressão de 1 mmHg de diferença entre o lado
externo e interno do inicial se altera com esta elevação, fazendo uma captação
proteica (STOCKHEIMER,2006;MONSTERLEET,2011).

Esta espécie de pressão negativa gerada pelo tracionamento dos filamentos de


ancoragem de acordo com a movimentação cotidiana do indivíduo, diminui ou
elimina as restrições circulatórias com um efeito 24 horas de drenagem linfática.
Indicada especialmente para estase venosa, pois este afrouxamento do tecido
conjuntivo provocado na área terapêutica pelo taping resulta no estímulo da
linfangiomotricidade, gerando uma menor pressão do tecido abaixo da zona
terapêutica, e consequentemente diminuindo a dor (WITTLINGER,2013).

E por último a função articular, que tem por objetivo estabilizar estruturas
osteomusculares e melhorar o alinhamento biomecânico provocado por lesões. A
bandagem normaliza a amplitude, controla o tônus muscular, reduz as dores
articulares e principalmente melhora a propriocepção local (LEMOS,2013).

Taping para dor, na estética colocamos o Taping no sentido da dor, pede o/a
cliente para mostrar a direção da dor, em seguida peça para mostrar onde dói
mais, que é o ponto motor ou ponto gatilho. Coloque no sentido da dor na
vertical e no ponto motor da dor na transversal.
O S VÁ R I O S N O M E S DA C E L U L I T E .

• Lipodistrofia gelóide subcutânea;


• Fibro edema gelóide;
• Paniculopatia edemato fibro esclerótica.

Dentre as fisiopatologias estéticas está a Lipodistrofia gilóide subcutânea ou


simplesmente e popularmente conhecida celulite.

Essa é conceituada como um desequilíbrio metabólico da substância fundamental


amorfa, levando a distúrbios da fisiologia do tecido conjuntivo, com uma alta
prevalência de aparecimento nas mulheres (COSTA, 2009).

A evolução desta fisiopatologia é, didaticamente, dividida em fases:

1ª) fase de congestão, imperceptível, na qual diminui a drenagem linfática e há o


aumento dos

adipócitos em termos de volume;

2ª) chamada de exsudativa, com uma estase acentuada em que há


encharcamento de

mucopolissacarídeos e eletrólitos, alterando as terminações nervosas e limitando


a ação do

sistema linfático;

3ª) começa a reorganização fibrosa, gerando uma transformação fibrinóide na


derme e

hipoderme;
4ª) fase esclerótica (parte de maior dificuldade para reversão), quando já há uma
aportesanguíneo, diminuído fibrose cicatricial, atrófica e irreversível (LEONARDI,
2010).

A celulite pode ser classificada quanto à estrutura e a gravidade. Quanto à


gravidade pode ser classificada em quatro graus:

Grau 1 ou celulite branda: só pode ser confirmada com a palpação e não por
visualização;

Grau 2 ou celulite moderada: além da inspeção, há a visualização apresentando


irregularidade regional à palpação, não é dolorosa e não apresenta aderências;

Grau 3: É considerado grave, apresentando aspecto de acolchoamento,


microvarizes, equimoses, nódulos duros, sensibilidade aumentada, edema
localizado e placas distróficas;

E por último, o Grau 4: considerada gravíssima, irreversível, apresentando


grandes ondulações na pele, fibroesclerose das trabéculas do tecido conjuntivo,
lustrosidade na pele, nodular dolorosa, linfedema, equimoses, microvarizes.
GORDURA LOCALIZADA OU LIPODISTROFIA
LOCALIZADA , QUE É O ACÚMULO REGIONAL DE
TECIDO ADIPOSO

Lipodistrofia é o acúmulo excessivo de gordura localizada, caracterizado por um


distúrbio no metabolismo do tecido adiposo formado por células denominadas
adipócitos, responsáveis por armazenar a gordura e que apresentam a
capacidade de aumentar ou diminuir seu volume de acordo com a quantidade de
triglicerídeos em seu interior.

A lipodistrofia localizada é o acúmulo regional de tecido adiposo. A localização


do acúmulo varia de acordo com o sexo: homens com predomínio na região do
abdome e mulheres em regiões glúteas.

Na mulher a localização pode ser influenciada por seu biotipo, classificada como
ginoide, acúmulo na metade inferior do corpo, ou androide, na metade superior.

O acúmulo de gordura na região do abdome vem sendo descrito como o que


oferece maior risco para a saúde dos indivíduos. Pesquisas comprovam que o
acúmulo, mesmo em não obesos, é prejudicial à saúde. Tem-se observado uma
preocupação com o tipo de depósito de distribuição de gordura, uma vez que
esta se relaciona com o prognóstico de risco para a saúde.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como ponto de corte para
risco cardiovascular o aumento da medida da circunferência abdominal igual ou
superior a 94 cm em homens e 80 cm em mulheres.
FL ACIDEZ

É importante diferenciar flacidez tissular ou muscular para que o tratamento seja


eficaz. Com o passar dos anos, a pele perde a estrutura e a vitalidade da
juventude e passa a ter um aspecto flácido e inflexível, nada desejado pelas
mulheres. Muitas pessoas não sabem identificar o tipo de flacidez a que são
acometidas, e esta identificação é essencial para um tratamento eficaz e
rejuvenescedor.

A Flacidez Tissular (ou flacidez de pele) pode ser vista quando as fibras de
colágeno começam a diminuir e se desorganizar, devido a desnutrição ou
desidratação. Outros fatores como a radiação solar, má alimentação e falta de
cuidados diários também contribuem para este efeito, que é sempre ampliado
pela ação da força gravitacional.

Já a Flacidez Muscular ocorre na musculatura subcutânea, e acomete a força dos


músculos pelo desgaste das fibras de sustentação. Esta ação é caracterizada pela
diminuição das proteínas que dão vigor a estas fibras.

É muito importante diferenciar estes dois gêneros para que o tratamento seja
específico, garantindo assim os melhores resultados.

Por volta dos 30 anos onde o corpo começa a perder a firmeza de tecidos
importantes. A flacidez acontece quando fibras de sustentação da pele, colágeno
e a elastina, são afetadas pela falta de nutrientes ou oxigenação. É decorrente de
uma atrofia do tecido; seja muscular ou cutâneo.

A eletroterapia é um grande aliado para tratamentos de flacidez tissular, pois seus


efeitos fisiológicos estão baseados no estímulo da microcirculação cutânea, com a
consequente melhora na nutrição e oxigenação dos tecidos, há uma estimulação
na produção de colágenos.
TRATAMENTOS FACIAIS

PORQUE A PELE DO ROSTO FICA FL ÁCIDA?

Assim como as rugas e linhas de expressão, a flacidez no rosto é um sintoma


muito comum do envelhecimento da pele. A falta de tônus surge por conta da
degradação do colágeno e elastina - fibras responsáveis por dar sustentação à
pele - mas isso pode ser retardado com alguns cuidados.

O primeiro sinal visível de envelhecimento a partir dos 25 anos em diante são as


linhas finas e as rugas. Essas linhas aparecem em diferentes áreas do rosto e são
os sinais de envelhecimento mais fáceis de detectar. As primeiras a aparecer são
as linhas finas.

As células que sintetizam o colágeno no nosso corpo são os fibroblastos (na pele),
os osteoblastos (no osso) e os condrócitos (nas cartilagens). O nosso organismo
sintetiza o colágeno que é produzido normalmente no nosso organismo desde
que nascemos.

O foto dano se reflete em envelhecimento facial.


As linhas finas e rugas dinâmicas são as primeiras manifestações: quando o
processo continua, tornam-se mais profundas e mais estáticas, especialmente ao
redor dos olhos, fronte, glabela, mandíbula inferior e ao redor da boca. Com a
diminuição do sistema de apoio as linhas se tornam mais profundas.

A frouxidão das bochechas ocorre mais tarde e tende a ser mais grave em
indivíduos com prega cutânea mais espessa devido a gordura.

O colágeno, que compreende mais de 90% das proteínas da pele, torna-se


desorganizado. Na pele envelhecida cronologicamente, a atrofia da epiderme é
notada, com achatamento da junção dermo epidérmica, bem como diminuição
do número de fibroblasto e níveis de colágeno. Em contraste, a pele envelhecida
pela luz pode ser associada a qualquer aumento da espessura da epiderme ou
atrofia epidérmica pronunciada. Flacidez do pescoço, facial corporal ou
redundante é uma das principais característica do envelhecimento.
USO DO TAPIN G PARA ALIVIO DE
DOR NA GESTAÇ ÃO
A gravidez ideal compreende 40 semanas de gestação, sendo dividida em três
períodos de três meses (Rugolo, 2005).

O 1º trimestre vai desde a 1ª semana à 13ª semana, o 2º trimestre vai desde a 14ª
semana à 26ª semana e o 3º trimestre vai desde a 27ª semana à 39ª semana
(Cortez et al., 2012).

A gravidez é um episódio fisiológico com intensas alterações músculo


esqueléticas, físicas e emocionais na vida da mulher, cujo organismo adapta-se às
modificações gerais e locais que ocorrem ao longo da sua evolução (Sant’ana et
al., 2006).

Entre estas alterações, ocorrem inúmeras mudanças hormonais e biomecânicas


no corpo da mulher (Rodacki et al., 2003).
De acordo com Martins e Silva, (2005) uma das principais causas dessas
mudanças na grávida é o constante crescimento do útero, que se encontra
anteriorizado dentro da cavidade abdominal.

Com o aumento do peso e do tamanho das mamas, o centro de gravidade


desloca-se para cima e para a frente, acentuando a lordose lombar, promovendo
assim uma anteversão pélvica, com mudança na base de apoio, podendo
ocasionar a dor lombar por sobrecarga das estruturas da coluna vertebral (Munjin,
Llabaca, e Rojas, 2007). 

Outra alteração mecânica durante a gravidez é a resposta dos discos


intervertebrais em carga axial, levando à uma diminuição de comprimento e
compressão da coluna vertebral (Katonis et al., 2011).

Sob a ação dos hormônios, principalmente à da relaxina que aumenta dez vezes
durante a gravidez, ocorre desalinhamento da coluna vertebral, frouxidão
ligamentar, e articulações mais instáveis, causando desconforto não só na
articulação sacro-ilíaca mas também dor em toda à volta (Katonis et al., 2011).
A etiologia e patogenia da dor lombar durante a gravidez não são claras e
provavelmente multifatorial, sendo o tema ainda muito controverso (Eggen et al.
2012).

A nível de prevalência, as taxas variam de 25% a 90%, a maioria dos estudos


estimam que 50% de mulheres grávidas sofram de dor lombar, o que irá reduzir a
sua qualidade de vida (Katonis et al. 2011).
A sintomatologia agrava se a grávida apresentar esta queixa antes de engravidar
(Martins e Silva, 2005), sendo também mais afetadas na primeira gravidez (Wang
et al., 2004).

A lombalgia gestacional é um sintoma limitante, pois interfere nas atividades de


vida diária e na qualidade de vida (Santos e Gallo, 2010). Este contexto coloca a
necessidade de tratamentos adequados para a dor lombar durante a gravidez
(Carr, 2003).
Entre os tratamentos temos hoje o taping ou Kinésio taping para gestantes.
TÉCNIC A EM H PARA GESTANTES
TÉCNICA EM "I" E "Y PRA DORES CIÁTICAS
CINTURÃO PARA ESTABILIZAR A LOMBAR.
REDES SOCIAIS E LINKS DOS
CURSOS

Curso de Pré e Pós Cirúrgico na Prática: [Link]

Curso de Taping na Prática: [Link]

Curso de Pós Parto na Prática: [Link]

Curso de Fibrose na Prática: [Link]

Facebook: [Link]

Instagram: [Link]

Youtube: [Link]
FONTES
• REVISÃO DE LITERATURA A APLICABILIDADE DO RECURSO KINESIO
TAPING® NAS LESÕES DESPORTIVAS •uma revisão de literatura• Glauter José
Silveira Araújo*,
Rodrigo Aguiar Simões**, Maria Luzete Costa Cavalcante***, Miguel Ricardo
Barbosa Moraes**** Autor correspondente: Glauter José Silveira Araújo -
glautersilveira@[Link] * Fisioterapeuta pela Universidade de Fortaleza
(UNIFOR), Especialista em Práticas Integrativas e Complementares pela
Faculdades Ateneu
(FATE) e discente da Pós Graduação em Biomedicina do Exercício e do Esporte
pela Universidade Federal do Ceará (UFC). glautersilveira@[Link],
glautersilveira@[Link] ** Educador Físico e acadêmico de Fisioterapia pela
Universidade de Fortaleza (UNIFOR), discente da Pós Graduação em Biomedicina
do
Exercício e do Esporte pela Universidade Federal do Ceará (UFC). *** Médica,
Docente do Curso de Pós Graduação em Biomedicina do Exercício e do Esporte
da
Universidade Federal do Ceará (UFC) com Pós-Doutorado pela Mayo Clinic
College of Medicine. **** Médico, Docente do Curso de Pós Graduação em
Biomedicina do
Exercício e do Esporte da Universidade Federal do Ceará com Doutorado em
Cirurgia pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
• Fisioter Bras 2016;17(3):197-203 ARTIGO ORIGINAL O uso do linfotaping,
terapia combinada e drenagem linfática manual sobre a fibrose no pós-operatório
de cirurgia
plástica de abdome Use of linfotaping, combined therapy and manual lymphatic
drainage on fibrosis in postoperative of abdominoplasty Anny Chi, [Link].*,
Andréia Vieira
Marques de Oliveira**, Anelice Calixto Ruh, [Link].***, Juliana Carvalho Schleder,
[Link].**** *Instituto Marcus Thomé, **Cescage, ***Universidade Estadual de
Ponta Grossa,
****Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais Recebido em 5 de
fevereiro de 2015; aceito em 15 de janeiro de 2016. Endereço de
correspondência: Anny Chi, Rua
Tomasina, s/n, Ponta Grossa PR, E-mail: annychi10@[Link]
• Fisioter Bras 2016;17(3):197-203 ARTIGO ORIGINAL O uso do linfotaping,
terapia combinada e drenagem linfática manual sobre a fibrose no pós-operatório
de cirurgia
plástica de abdome Use of linfotaping, combined therapy and manual lymphatic
drainage on fibrosis in postoperative of abdominoplasty Anny Chi, [Link].*,
Andréia Vieira
Marques de Oliveira**, Anelice Calixto Ruh, [Link].***, Juliana Carvalho Schleder,
[Link].**** *Instituto Marcus Thomé, **Cescage, ***Universidade Estadual de
Ponta Grossa,
****Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais Recebido em 5 de
fevereiro de 2015; aceito em 15 de janeiro de 2016. Endereço de
correspondência: Anny Chi, Rua
Tomasina, s/n, Ponta Grossa PR, E-mail: annychi10@[Link]
• Efeito do uso do taping na redução do volume do linfedema secundário ao
câncer de mama: revisão da literatura Effect of taping as treatment to reduce
breast cancer
lymphedema: literature review Jaya Paula Thomaz1 *, Tamires dos Santos Maximo
Dias1 , Laura Ferreira de Rezende
• 1. Kinesio Taping 2. Método 3. Aplicações Musculares I. Autor II. Título----
LIVRARIA E EDITORA ANDREOLI Rua Padre Chico, 705 - Pompéia São Paulo - SP
- CEP 05008-
0 1 0 F o n e / F a x : ( 1 1 ) 3 6 7 9 - 7 7 4 4 E - m a i l : a n d re o l i @ a n d re o l i . c o m . b r
[Link]
• Resumo de palestras e congressos de 1995 a 2017.
• ATUAÇÃO DA CROMOTERAPIA NA ESTÉTICA FACIAL E CORPORAL –
REVISÃO DE LITERATURA GOUVEIA,L.1.,NUNES,G.1, PEREIRA,[Link], I.2.
1Discentes em
Estética e Cosmetologia Faculdade São Lourenço – UNISEPE – São Lourenço/MG
– email: leticiakyv@[Link], glaucianunes539@[Link] 2Doutora e Mestre
em
Engenharia Biomédica. Docente em Estética e Cosmetologia Faculdade São
Lourenço – UNISEPE – São Lourenço/MG.
• A BANDAGEM ELÁSTICA ADESIVA APLICADA A ESTÉTICA Dailys Pires
Bergesch, Lidiane Isabel Filippin (orient.), Thiago de Jesus Borges (coorient.)
Universidade La
Salle
• CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA – UNIFOR-MG CURSO DE
FISIOTERAPIA IASMIN NATTANE SANTOS APLICAÇÃO DA DRENAGEM
LINFÁTICA MANUAL
MÉTODO LEDUC ASSOCIADA AO ULTRASSOM ESTÉTICO NO FIBRO EDEMA
GELÓIDE GRAUS I, II e III: REVISÃO DE LITERATURA.
• Estratégias terapêuticas no manejo do fibro edema gelóide Cristiane Borges
Rocha de Jesus* *Instituto Cristiane Rocha - Empresarial Evolution Business,
Salvador, BA,
Brasil. Autor Correspondente: cristiane-rocha@[Link]
• Estudo comparativo: Ultrassom e drenagem linfática manual associando
THERAPY TAPING® na redução da circunferência abdominal Comparative study:
Ultrasound and
manual lymphatic drainage associating THERAPY TAPING® in reducing waist
circumference Fisi enectus Jéssica Lopes de Souza. jehssicah@[Link]
Acadêmica do
curso de Fisioterapia da Universidade Braz Cubas – UBC – Mogi das Cruzes – SP.
Pedro Vinicius Nabeiros Martins. pedronabeiros@[Link] Acadêmico do
curso de
Fisioterapia da Universidade Braz Cubas – UBC – Mogi das Cruzes – SP Ricardo
Mingorance. rimingorance@[Link] Acadêmico do curso de Fisioterapia da
Universidade Braz Cubas – UBC – Mogi das Cruzes – SP. Márcia Regina Pinez
Mendes. [Link]@[Link] Fisioterapeuta, Mestre em Educação e
Desenvolvimento Humano – Unicamp; Profa do Curso de Fisioterapia da
Universidade Braz Cubas – UBC – Mogi das Cruzes – SP. Laila Moussa.
llmoussa@[Link]
Fisioterapeuta, Mestre em Ciências do Movimento - UNG; Profa do Curso de
Fisioterapia da Universidade Braz Cubas – UBC – Mogi das Cruzes – SP.
• OS EFEITOS DO KINESIO TAPING E DA RADIOFREQUÊNCIA NA FLACIDEZ
CUTÂNEA GLÚTEA Alline de Lourdes Souto de Moura Silva • Pos-graduanda em
Fisioterapia Dermatofuncional. Universidade Potiguar – UnP. E-mail:
alline_moura@[Link] Patrícia Froes Meyer • Doutora em Ciências da Saúde.
Professora na
Universidade Potiguar -Un. E-mail: patriciafroesmeyer@[Link] Ana Selma
Souza de Carvalho • Especialista em Fisioterapia Dermatofuncional e em Ensino
de Biologia
com ênfase em Educação Ambiental. Professora na Universidade Potiguar- Un. E-
mail: ana_selmaa@[Link] Rodrigo Marcel Valentim da Silva • Mestre em
Fisioterapia. Doutorando em Programa de PósGraduação em Fisioterapia na
UFRN. Professor da Faculdade Maurício de Nassau- FMN. E-mail:
marcelvalentim@[Link] Rafael Limeira Cavalcanti • Mestrando em
Fisioterapia. Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN. E-mail:
[Link].54@[Link] Candice Ellen Belém Mendonça • Pos-
graduanda em Fisioterapia Dermatofuncional. Universidade Potiguar – UnP. E-
mail:
candice_ellen@[Link] Elaine Kaline Moura Silva • Pos-graduanda em
Fisioterapia Dermatofuncional. Universidade Potiguar – UnP. E-mail:
elainekaline@[Link]
• UTILIZAÇÃO DE RADIOFREQUÊNCIA, TERAPIA COMBINADA, DRENAGEM
LINFÁTICA MANUAL E PLATAFORMA VIBRATÓRIA EM HIPOTONIA TISSULAR E
ADIPOSIDADE LOCALIZADA: ESTUDO DE CASO Paula Bianchetti1 , Caroline
Sulzbach2 , Fernanda Kollet2, Maiara Blau2, João Alberto Fioravante Tassinary3 ,
Giovana
Sinigaglia4
• [Link]
#:~:text=F%C3%A1scia%20superficial%3A%20trata%2Dse%20da,sobre%20as%2
0estruturas%20mais%20profundas.
• ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo) Print version ISSN
0102-6720,ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.20 no.1 São Paulo Jan./Mar. 2007,
[Link] , ARTIGO DE REVISÃO,
cicatrização de feridas, Wound healing, Antonio Carlos Ligocki Campos;
Alessandra
Borges-Branco; Anne Karoline Groth, Departamento de Cirurgia do Setor de
Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná e Pós- Graduação em
Clínica
Cirúrgica da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, PR, Brasil
• [Link]
pid=S0004-27302000000100004&script=sci_arttext&tlng=pt.]
• [Link]
publico/[Link]. (ESTUDO RANDOMIZADO COM 30
PACIENTES DE
CIRURGIA ORTOGNATICA BIMAXLAR)
• Tecido Adiposo como Glândula Endócrina Bernardo Léo Wajchenberg
*Cosmetologia Aplicada 1a Edição

Breve História do taping 
4 
................................................................................
O sucesso do tr
TAPING APÓS MASSAGEM 
41 
...........................................................................
Aplicabilidade do Tapin
B R E V E  H I S T Ó R I A  D O  T A P I N G  
A Kinesio Taping® é uma técnica de bandagem terapêutica desenvolvida em 
1973
O  S U C E S S O  D O  T R A T A M E N T O  E S T É T I C O  E  P Ó S  
C I R Ú R G I C O .  
O taping aplicado em pós cirúrg
D I R E Ç Ã O  
• A direção da aplicação é a direção terapêutica. Conhecido como recuo, efeito 
traciona a bandagem em direçã
F Á S C I A  
 
Indispensável para o desempenho fisiológico de cada ser humano, as fáscias 
mantêm juntas as células muscular
Com o esforço excessivo a fáscia acaba se tornando mais densa e curta, 
perdendo sua elasticidade e adquirindo inflamações. 
parte das fibras são de colágeno, e também existem fibras elásticas. A matriz 
pode ser comparada a uma rede de cabos fortes
T I P O S  D E  F Á S C I A S  
Mesmo sendo um tecido contínuo, conta com diversas camadas, e cada uma 
delas recebe nomes es

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