FACULDADE PITÁGORAS
BACHARELADO EM DIREITO
DISCIPLINA: Teoria Geral do Direito Constitucional
PROFESSOR: Diego Barbosa
ALUNO: José Ilário Henchen (2º semestre - B)
DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: DOS DIREITOS SOCIAIS, DA
NACIONALIDADE, DOS DIREITOS POLÍTICOS E DOS PARTIDOS POLÍTICOS.
Em primeiro lugar é preciso compreender que os direitos fundamentais são
direitos protetivos – ou seja, visam dar proteção – que garantem o mínimo
necessário para que um indivíduo exista de forma digna dentro de uma sociedade
administrada pelo Poder Estatal. Os direitos fundamentais são baseados no
princípio da dignidade da pessoa humana. A Constituição Federal de 1988 traz uma
ampla cobertura de direitos fundamentais e de garantias fundamentais ao
cidadão brasileiro.
Os direitos fundamentais, como já citado anteriormente, são baseados
no princípio da dignidade da pessoa humana, buscando estabelecer formas de fazer
com que cada indivíduo tenha seus direitos assegurados pelo Estado, que
administra a sociedade onde esse mesmo vive, dando ao mesmo autonomia e
proteção. Nesse sentido, os direitos fundamentais são inalienáveis do contrato
social feito entre o indivíduo e o Estado, uma vez que a aplicação dos direitos
fundamentais do cidadão brasileiro não pode ser ignorada pelo Poder Estatal.
É bom lembrar que o primeiro grande marco na criação de direitos e garantias
fundamentais à existência digna do ser humano é 1789, mais especificamente na
Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, escrita durante a
Revolução Francesa. Os ideais da dignidade humana e das garantias básicas para a
existência da humanidade em sociedade foi um marco importante, pois foi a primeira
vez que se foi pensado na criação de direitos universais, que garantissem as
condições mínimas da existência humana em sociedade.
Os direitos e garantias fundamentais, as normas protetivas que têm como
objetivo proteger o cidadão da ação do Estado (considerando que o Estado é
obrigado a garantir as mesmas) e garantir os requisitos mínimos necessários para
que o indivíduo tenha uma vida digna perante a sociedade, estão previstas na
Constituição Federal de 1988, no título II da Carta Magna brasileira.
Os artigos 5º ao 17 da Carta Magna estipulam quais são os direitos
fundamentais e garantias que o indivíduo brasileiro e a sociedade desfrutam de
forma contínua. Os direitos e garantias fundamentais, estão divididos, na
Constituição Federal, por temas específicos. São eles: direitos individuais e coletivos
(no artigo 5º da CF/88), direitos sociais (do artigo 6º ao artigo 11 da CF/88), direitos
de nacionalidade (artigos 12 e 13 da CF/88) e direitos políticos (artigos 14 ao 17 da
CF/88). Aqui, discutiremos o que está previsto de direitos e garantias
fundamentais previstos na Constituição Federal dos artigos 6º ao 17,
especificamente.
Como é possível perceber, os direitos e garantias fundamentais presentes na
Constituição Federal de 1988 possuem um laço muito próximo dos direitos
humanos. A relação próxima entre ambos pode fazer com que seja difícil perceber a
diferença entre direitos fundamentais e direitos humanos. Essa diferença entre os
direitos fundamentais e os direitos humanos não está tão explícita no conteúdo
dos dois, mas sim na amplitude de seu alcance e na natureza prática de ambos.
Os direitos humanos, quando tratados de forma genérica, fazem alusão à
Declaração dos Direitos Humanos de 1948 que, por sua vez, é baseada na
Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. Significa dizer
que os direitos humanos são normas de caráter internacional, baseadas em
acordos, tratados e declarações. Já os direitos fundamentais, por sua vez, estão
presentes na Constituição Federal. Isso quer dizer que, por estarem presentes no
ordenamento jurídico brasileiro, são garantias formais, estabelecidas dentro dos
limites do Estado brasileiro.
Nesse sentido, é necessário observar que, embora os direitos e garantias
fundamentais presentes na Constituição Federal de 1988 sejam fortemente
baseados na Declaração dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas
– ONU, sua amplitude e sua aplicação na vida da sociedade brasileira se dá de
forma completamente diferente.
Pelo fato de os direitos e garantias fundamentais, que dão a possibilidade
do indivíduo viver com dignidade sua vida em sociedade, estarem sempre juntos,
algumas pessoas tendem a assumir que ambos trabalham como sinônimos. Mas, é
possível estabelecer uma diferença entre os direitos fundamentais e as garantias
fundamentais previstas na Constituição Cidadã brasileira.
Os direitos fundamentais são disposições declaratórias, o que significa que
são prerrogativas reconhecidas pelo Estado como válidas. Pode-se dizer, então, que
o direito fundamental é uma norma, com vantagens previstas no texto
constitucional. As garantias fundamentais, no entanto, são instrumentos que
existem com o objetivo de assegurar que o texto constitucional (suas normas e
direitos previstos) seja universalmente aplicado dentro do território do Estado.
Um bom exemplo de garantias fundamentais são os “remédios
constitucionais”, pois eles são ferramentas, criadas pela própria Constituição
Federal, que têm por objetivo garantir a aplicação dos direitos previstos no texto da
mesma.
Os direitos fundamentais, elencados na CF/88, surgiram em períodos
distintos, conforme a demanda de cada época, de maneira progressiva e sequencial
nos textos constitucionais, dando origem à classificação em gerações. Para muitos
doutrinários, como o surgimento de novas gerações não ocasionou a extinção das
anteriores, pode-se utilizar também o termo "dimensão” em vez de “geração”, uma
vez que não houve uma sucessão desses direitos, mas sim a coexistência entre
eles.
Os direitos fundamentais de primeira geração ou dimensão são os direitos
individuais com caráter negativo por exigirem diretamente uma abstenção do
Estado, seu principal destinatário. Alguns exemplos de direitos fundamentais de
primeira geração são o direito à vida, à liberdade, à propriedade, à liberdade de
expressão, à participação política e religiosa, à inviolabilidade de domicílio, à
liberdade de reunião, entre outros.
Ao contrário dos direitos de primeira geração, em que o Estado não deve
intervir, nos direitos de segunda geração o Estado passa a ter responsabilidade
para a concretização de um ideal de vida digno na sociedade. Ligados ao valor de
igualdade, os direitos fundamentais de segunda dimensão são os direitos sociais,
econômicos e culturais. São os direitos que, para serem garantidos, necessitam,
além da intervenção do Estado, que este disponha de poder pecuniário, seja para
criá-las ou executá-las, uma vez que sem o aspecto monetário os direitos de
segunda dimensão, não se podem cumprir efetivamente.
Os direitos fundamentais de terceira geração emergiram após a Segunda
Guerra Mundial e, ligados aos valores de fraternidade ou solidariedade, são os
relacionados ao desenvolvimento ou progresso, ao meio ambiente, à
autodeterminação dos povos, bem como ao direito de propriedade sobre o
patrimônio comum da humanidade e ao direito de comunicação. Podem ser
chamados de direitos transindividuais, em rol exemplificativo, destinados à proteção
do gênero humano. Em caráter de humanismo e universalidade, os direitos
fundamentais de terceira geração direcionam-se para a preservação da qualidade de
vida, considerando o fato de que a globalização a tornou necessária.
Apesar de ser pouco discutido na doutrina, os direitos fundamentais de
quarta geração são importantíssimos pois compreendem os direitos à democracia,
a informação e ao pluralismo. Os direitos dessa geração versam sobre o futuro da
cidadania e a proteção da vida a partir da abordagem genética e suas atuais
decorrências. Esta imposição de reconhecimento e garantia por parte do Estado se
dá porque as normas constitucionais estão em constante interação com a realidade.
Os direitos fundamentais possuem determinadas características, que são
consideradas princípios norteadores, pois antecedem qualquer ordenamento
jurídico. Pode-se citar, como características dos direitos fundamentais:
Universalidade: Os direitos fundamentais são dirigidos a todo ser humano, sem
restrições, independentemente de sua raça, credo, nacionalidade ou convicção
política.
Imprescritibilidade: Os direitos fundamentais não estão sujeitos à prescrição, ou
seja, não se perdem com o decorrer do tempo. Entretanto, há direitos que podem
ser prescritos, como é o caso da propriedade que poderá ser atingida pela
usucapião quando não exercida. Por não estarem sujeitos à prescrição, os direitos
fundamentais podem ser agregados a outros direitos, sem que isso os afete de
qualquer forma, não permitindo que os direitos já adquiridos sejam prejudicados ou
eliminados.
Historicidade: Os direitos fundamentais são parte de um processo histórico,
adquiridos através de inúmeras revoluções no desdobrar-se da história.
Irrenunciabilidade: Os direitos fundamentais são irrenunciáveis pelo titular.
Entretanto, existe a possibilidade de renúncia temporária, podendo ser vista, por
exemplo, nos programas de televisão conhecidos como reality shows, em que as
pessoas participantes, por desejarem receber o prêmio oferecido, renunciam,
durante a exibição do programa, à inviolabilidade da imagem, da privacidade e da
intimidade.
Inalienabilidade: Os direitos fundamentais são intransferíveis, inegociáveis e
indisponíveis, não podendo ser desertados. Contudo, existe a possibilidade de sua
não atuação. Pode-se exemplificar a inalienabilidade com a distinção entre
capacidade de gozo, que são os direitos irrenunciáveis e a capacidade de exercício,
onde pode optar por sua execução.
Inexauribilidade: O artigo 5°, parágrafo segundo da Constituição Federal explica
que os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
Concorrência ou Independência: Os direitos fundamentais interagem entre si,
influenciando-se, havendo, assim, uma mútua dependência, visto que seus
conteúdos se vinculam e, por vezes, necessitam ser complementados por outros
direitos fundamentais. Exemplificando essa característica, pode-se dizer que a
liberdade de locomoção concorre com a garantia do habeas corpus e com o devido
processo legal, ou seja, podem ser usadas conjuntamente.
Aplicabilidade: Os direitos fundamentais têm aplicabilidade imediata, não
podendo, sob nenhuma hipótese, serem postergados. A Constituição Federal
determina ser da competência dos poderes públicos a aplicabilidade imediata dos
direitos e garantias previstos em lei.
Constitucionalização: São os direitos positivados na Constituição de um país.
Os direitos fundamentais influem em todo o Direito, não só quando tem por objeto as
relações jurídicas dos cidadãos com os poderes públicos, mas também quando
regulam as relações jurídicas entre os particulares.
Vedação ao retrocesso: Uma vez estabelecidos, os direitos fundamentais não
podem ser protelados. Apesar de o princípio do não-retrocesso social não estar
explícito, assim como o direito de resistência e o princípio da dignidade da pessoa
humana (para alguns, questão controvertida), tem plena aplicabilidade. Uma vez que
é decorrente do sistema jurídico-constitucional, entende-se que se uma lei, ao
regulamentar um mandamento constitucional, instituir determinado direito, ele se
incorpora ao patrimônio jurídico da cidadania e não pode ser absolutamente
suprimido.
Os direitos fundamentais ostentam um duplo caráter. São direitos subjetivos,
do particular, constituindo “direitos de defesa” contra os poderes estatais. Isso
pode-se verificar, por exemplo, na liberdade de informação (Art. 5º, IX da CF/88).
São, também, elementos da ordem objetiva da coletividade, determinando os
limites e o modo de cumprimento das tarefas estatais, pelo que se pode citar a
promoção da saúde (art. 6º da CF/88).
A dimensão subjetiva está intimamente relacionada à posição jurídica do
indivíduo, consubstanciando-se na faculdade de o titular de um direito exigir uma
ação, ou uma abstenção do Estado, ou de outro indivíduo, tendo em vista
preservar a sua situação em particular. O direito subjetivo consagrado por uma
norma de direito fundamental reconduz-se, assim, a uma relação entre o titular, o
destinatário e o objeto do direito.
Faz-se necessário destacar que, ao se falar sobre direitos fundamentais
subjetivos, está-se referindo à possibilidade que tem o seu titular - o indivíduo ou
a coletividade a quem é atribuído - de fazer valer judicialmente os poderes, as
liberdades, o direito à ação ou mesmo as ações negativas ou positivas que lhe
foram outorgadas pela norma consagradora de direito fundamental em questão.
Por outro lado, a dimensão objetiva destina-se a organizar uma atividade
que tenha influência coletiva, funcionando como programa diretor para a realização
constitucional, uma norma vincula um sujeito, em termos objetivos, quando
fundamenta deveres que não estão em relação com qualquer titular concreto.
Como elementos da ordem jurídica da coletividade, as normas determinam o
objetivo, os limites e o modo de cumprimento” das tarefas estatais.
Na sua origem, os direitos fundamentais surgiram tendo como destinatários
(ou titulares) as “pessoas naturais” e, com o passar do tempo, os ordenamentos
constitucionais passaram a reconhecer direitos fundamentais, também, às “pessoas
jurídicas e às pessoas estatais”, passando o próprio Estado ser considerado titular de
direitos fundamentais.
Portanto, os direitos fundamentais, surgindo como defesa do indivíduo
perante o Estado, por meio da imposição de limitações à sua atuação, atualmente, em
determinadas situações, reconhece ao próprio Estado a titularidade de direitos
fundamentais. Nem todos os direitos fundamentais podem ser usufruídos por pessoas
naturais, pessoas jurídicas e pessoas estatais.
A Constituição da República de 1988 prevê:
- Direitos fundamentais atribuídos às pessoas naturais, jurídicas e estatais (direito
de propriedade, por exemplo – art. 5º, XXII);
- Direitos fundamentais extensíveis às pessoas naturais e às pessoas jurídicas
(assistência jurídica gratuita e integral, por exemplo – art. 5º, LXXIV);
- Direitos Fundamentais exclusivamente voltados para a pessoa natural (direito de
locomoção, por exemplo – art. 5º, XV);
- Direitos fundamentais restritos aos cidadãos (ação popular, por exemplo – art. 5º,
LXXIII);
- Direitos Fundamentais voltados exclusivamente para a pessoa jurídica (direito de
existência das associações, direitos fundamentais dos partidos políticos – art. 5º, XIX,
e art. 17, respectivamente);
- Direitos fundamentais voltados exclusivamente para o Estado (v.g., direito de
requisição administrativa, art. 5º, XXV).
Segundo o § 1º do artigo 5º da Constituição Federal, as normas definidoras
dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. Ter aplicação
imediata, significa que a norma constitucional pode ser aplicada automaticamente,
sem a necessidade de nenhuma regulamentação ou atuação estatal
posteriormente à vigência da norma constitucional. A aplicabilidade imediata, ou
direta, é uma característica das normas constitucionais de eficácia plena.
Existem, entretanto, normas definidoras de direitos fundamentais que
necessitam de uma regulamentação legal para que tenham a sua aplicabilidade
integral. Significa dizer que existem normas constitucionais de direitos
fundamentais que possuem eficácia limitada.
Com relação às normas constitucionais de eficácia limitada, pode-se citar o
disposto no Art. 7º: “São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social:” [...] IV - salário mínimo ,
fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades
vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos
que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer
fim; [...]
Em que pese não ser possível a aplicação imediata de alguns direitos
fundamentais, toda a atuação estatal deve se pautar com o objetivo de os direitos
fundamentais serem aplicados na maior medida possível.
Com relação à eficácia dos direitos fundamentais nas relações privadas, é
inegável a opressão e a violência contra a pessoa advinda, não apenas do Estado,
mas de uma variedade de “atores” privados, presentes em esferas como o mercado,
a família, a sociedade civil e a empresa.
Na ordem constitucional brasileira, apesar de não havermos recepcionado
expressamente um dispositivo no tocante à vinculação e aplicabilidade dos direitos
fundamentais aos particulares, como ocorre na Constituição Portuguesa, por
exemplo, inexiste argumento capaz de sustentar a negativa de uma eficácia
horizontal, ao menos no que concerne aos direitos fundamentais que não
possuam como únicos destinatários os poderes públicos.
Nesse sentido, dentre os poucos autores que já se manifestaram sobre o
presente tema, a maioria sustentou que a eficácia dos direitos fundamentais nas
relações privadas é direta e imediata, pois a Constituição Federal de 1988 é de
índole intervencionista e social, contendo um grande elenco de direitos sociais e
econômicos, bem como de inúmeros direitos voltados especialmente contra
particulares, como os direitos trabalhistas, por exemplo.
É importante observar que não há, no texto constitucional brasileiro, nada que
indique a vinculação direta aos direitos fundamentais apenas por parte dos Poderes
Públicos, com exceção, é claro, de alguns direitos que se destinam necessariamente
ao Estado, como os direitos do preso, por exemplo. Independente dessas
afirmativas, existem especificidades na incidência desses direitos fundamentais
nas relações privadas, sendo necessária a ponderação entre os direitos em jogo e a
autonomia privada da pessoa cujo comportamento se pretende restringir.
A autonomia privada, um dos elementos basilares do direito privado, contudo,
não foi negada, mas, pelo contrário, encontra-se reconhecida pela Carta Magna
como verdadeiro princípio constitucional, notadamente em seu art. 5º, inciso II,
podendo também ser reconhecida na dignidade da pessoa humana, na liberdade, na
livre iniciativa.
Desta forma, mostra-se plenamente possível no ordenamento brasileiro a
eficácia direta dos direitos fundamentais nas relações jurídicas entre
particulares, sem a eliminação do princípio da autonomia da vontade.
A jurisprudência brasileira vem aplicando os direitos fundamentais
individuais consagrados na Constituição diretamente na resolução de litígios
privados, embora não adentre, na maioria das vezes, na discussão acerca das
teorias jurídicas sobre a forma de vinculação dos particulares à esses direitos.
Quando se estudam os direitos fundamentais e particularmente sua
classificação em gerações, cumpre dissertar rapidamente acerca das diversas
formas de estudo e classificação dos direitos fundamentais utilizadas por diversos
doutrinadores.
Os doutrinadores têm com o passar dos tempos, estudado e concebido os
direitos fundamentais das mais diferentes formas e, com as mais diferenciadas
nomenclaturas. Dentre essas formas, pode-se estudar os referidos direitos dividindo-
os em gerações, como o faz Paulo Bonavides, Norberto Bobbio entre outros, ou sob
a forma de dimensões, como o faz Robert Alexy, Konrad Hesse e no Brasil, Willis
Santiago Guerra Filho, ou ainda classificar e estudar conforme são arrolados na
Constituição Federal.
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