Fundamentos de Operações Logísticas
Fundamentos de Operações Logísticas
FUNDAMENTOS
DE OPERAÇÕES
LOGÍSTICAS
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI
FUNDAMENTOS
DE OPERAÇÕES
LOGÍSTICAS
© 2015. SENAI – Departamento Nacional
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-
nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por
escrito, do SENAI.
Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.
FICHA CATALOGRÁFICA
_____________________________________________________________________________
S491f
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional.
Fundamentos de operações logísticas / Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.
Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2015.
85 p. : il. (Série Aprendizagem Industrial).
ISBN 978-85-7519-845-2
SENAI Sede
CAPÍTULO 4
Logística de armazenagem
Conheça aqui a abertura da Uni-
Diferentes formas de se distribuir,
MENSAGEM dade Curricular. Explore essa
diferentes formas de se armazenar.
oportunidade de aprendizagem
AO APRENDIZ e veja quantas descobertas serão
possíveis!
7 63
CAPÍTULO 1
Fundamentos de logística
Leia o fechamento que o
Afinal, o que é logística? Acre-
dite, ela vai muito além do que
PALAVRAS autor preparou para você!
Aproveite todos os cami-
você imagina!
DO AUTOR nhos que levam ao conheci-
mento.
9 79
CAPÍTULO 2
25 81
CAPÍTULO 3
45 83
MENSAGEM
AO APRENDIZ
Bons estudos!
FUNDAMENTOS DE
LOGÍSTICA
LOGÍSTICA • ADMINISTRAÇÃO
CUSTOS • ESTRATÉGIA
9
1.1. CONCEITOS
Com certeza você já ouviu falar no termo logística. Mas você sabe o que
ele significa?
Ballou (2006, p.27) cita as Normas do Council of Logistics Management
(www.clml.org) dizendo que “Logística é o processo de planejamento, im-
plantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e
das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consu-
mo com o propósito de atender às exigências dos clientes.” A logística é GESTÃO
uma área da gestão responsável por fornecer os recursos, os equipamen- Gerenciamento, admi-
tos e as informações necessárias para a execução de todas as atividades de nistração de recursos
uma empresa. e processos.
Portanto, pode-se dizer que a logística não está ligada somente às ativi-
dades de transporte e entrega de bens.
Vivemos hoje em uma economia globalizada, em que podemos ter pro-
dutos na porta de casa fabricados em qualquer lugar do mundo. A respon-
sável por fazer com que todos esses produtos estejam distribuídos em cada
DEMANDA
ponto onde existe demanda é a logística.
O mesmo que necessi-
Conforme Christopher (2002, p. 2): dade.
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
11
1.1.1. A LOGÍSTICA NAS EMPRESAS
Tradicionalmente, as empresas se organizam em áreas ou departamen-
tos, cada qual responsável por diferentes funções. São diferentes as áreas
como, por exemplo, a administração da produção, a engenharia de produ-
tos e processos, o marketing, compras, vendas, entre outras. Muitas dessas
áreas, ou departamentos, precisam interagir com outros departamentos.
Segundo Ballou (1993), a logística é a área que mais se relaciona com os
outros departamentos, podendo alcançar todas as áreas da empresa.
Engenharia
Logística
Recursos
Economia
humanos
A figura ilustra as áreas com que a logística tem interface em uma em-
presa. Como são inúmeras, muitas companhias têm dificuldade em defi-
nir qual a área de atuação da logística, dividindo funções entre os demais
departamentos da empresa.
EXEMPLO:
Uma das funções da logística dentro de uma empresa é controlar a quanti-
dade de estoques de materiais. Logo, uma vez que há o material dentro da
empresa, este material já está pago. Se isso é verdade, a empresa precisou
desembolsar dinheiro para manter este estoque.
As soluções logísticas encontradas pela empresa para a compra de maté-
ria-prima estão diretamente ligadas à quantidade de estoque destes ma-
teriais. Portanto, a logística deve se comunicar com o departamento de
compras para determinar os melhores lotes ou as quantidades de compra,
como também se comunicar com o departamento de vendas ou de produ-
ção, para saber a velocidade de consumo dessa matéria-prima.
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
13
A logística é a responsável por distribuir os produtos para as mais diver-
sas regiões e permitir o comércio entre esses diferentes pontos. No mundo,
não é difícil encontrar países com elevado nível de desenvolvimento, mas
sem vocação para produção de itens básicos. O comércio entre esses paí-
ses seria inviável caso a logística não trabalhasse para garantir elevados
níveis de entrega e custo.
PRATICANDO
2
3
4
5
Você viu, até agora, que a logística é muito ampla e é um processo que
viabiliza o comércio em todas as esferas. Mas por que você deve estudar
sobre este assunto? Confira!
Nas bibliografias, o termo que será mais encontrado será logística empre-
sarial. Dê uma olhada nos títulos dos livros utilizados nas referências bi-
bliográficas ao final deste livro e confira!
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
15
Você já sabe agora que os termos podem variar, mas a função da logística
já está de certa forma bem definida, o que ajuda alguns autores a definir
qual a real missão da logística empresarial.
NÍVEL DE SERVIÇO
Qualidade com que o ATIVIDADES PRIMÁRIAS
fluxo de bens e servi-
ços é gerenciado. É o As atividades primárias são de grande importância e contribuem para o
resultado líquido de atingimento dos objetivos da logística de custo e nível de serviço. Essas
todos os esforços lo- atividades estão descritas a seguir.
gísticos da firma. É o
desempenho oferecido
pelos fornecedores aos Transportes
seus clientes no aten-
dimento de pedidos. É a atividade mais importante segundo algumas empresas, pois é res-
ponsável por até 60% dos custos logísticos totais. É essencial, pois nenhu-
ma empresa pode trabalhar sem movimentar suas matérias-primas ou
produtos acabados de alguma forma.
ChrisGorgio ([20--?])
Manutenção de estoques
Normalmente não é viável uma produção ou entrega instantânea aos
clientes. Apesar de caros, os estoques fazem uma função importante para
garantir a disponibilidade de produto. Muitas empresas utilizam extensi-
vamente estoques como amortecedores, não só para absorver variações
de demanda, como também para absorver problemas internos que podem
ocasionar a falta de produtos.
É possível dizer que enquanto o transporte adiciona o valor de “lugar”
ao produto, os estoques adicionam o valor de “tempo”, pois absorvem to-
dos os tempos de compra de matéria-prima, processamento e produção de
produtos e transporte até o ponto de armazenagem.
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
17
maxoidos ([20--?])
Os estoques são importantes, porém sua administração é mais impor-
tante ainda, pois a manutenção desses estoques incorre em custos com a
produção ou compra antecipada de produtos. É necessário ainda manter
toda uma estrutura para estocagem, pessoal para movimentação e admi-
nistração de estoques.
Processamento de pedidos
O processamento de pedidos é considerado uma atividade primária,
mesmo que seus custos sejam pequenos se comparados com os custos de
transporte e manutenção de estoques. A sua importância vem do fato de
ser um elemento crítico no tempo necessário para a entrega do pedido ao
cliente.
Na figura a seguir você pode verificar a relação dessas três atividades no
que é chamado de ciclo crítico de atividades logísticas.
Processamento dos
pedidos dos clientes
Figura 2 - Relação entre as três atividades logísticas primárias para atender os clientes
Fonte: Adaptado de Ballou (1993)
Neste ciclo, o cliente faz os pedidos, que são processados pela empresa.
A empresa organiza e mantém os seus estoques e posteriormente faz as
entregas, utilizando a função dos transportes.
PRATICANDO
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
19
ATIVIDADES DE APOIO
Um sistema logístico não acontece somente com as atividades primárias,
ou seja, ele necessita também das atividades de apoio, pois elas têm a fun-
ção de sustentar as atividades primárias. Acompanhe a seguir a descrição
dessas atividades de apoio.
Armazenagem
A armazenagem está relacionada com a administração do espaço para
manter os estoques. Os problemas comuns são a localização e o dimensio-
namento da área de armazenagem.
Manuseio de materiais
Tem relação com a armazenagem e também apoia a manutenção de es-
toques. Diz respeito à movimentação dos produtos no local de armazena-
gem. Um exemplo é a movimentação do material até o ponto de estoca-
gem, depois até o ponto de despacho.
Fuse ([20--?])
Embalagem de proteção
Movimentar os bens sem danificá-los é um dos objetivos da logística. As
embalagens de proteção bem projetadas auxiliam na garantia da movi-
mentação sem quebras, além de melhorar a forma de armazenagem e o
transporte.
moodboard ([20--?])
Programação de produtos
Enquanto a obtenção trata das formas de entrada dos produtos no siste-
ma logístico, a programação dos produtos trata dos fluxos de saída. Ela se
refere primeiramente às quantidades que devem ser produzidas e quando
devem ser fabricadas.
Manutenção da informação
Faz a função de manter uma base de dados com informações importan-
tes para o processo logístico. Essas informações são essenciais para o cor-
reto planejamento e controle logístico. São informações importantes para
este processo: a localização dos clientes, os volumes de vendas, os padrões
de entrega e os níveis de estoque.
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
21
A figura a seguir mostra as relações entre as atividades de apoio com as
atividades primárias e o nível de serviço.
Atividades Atividades
primárias de apoio
Manuseio
de materias
Transportes
Embalagem
de proteção
Programação
do produto
Nível de Manutenção de
serviço estoques
Manutenção
de informações
Armazenagem
Processamento
de pedidos
A logística nas
empresas
A logística como
Conceitos fundamento
para o comércio
Logística empresarial
ou somente logística?
Composto de
Missão da logística
atividades logísticas
Transportes Armazenagem
Manutenção de Manuseio de
estoques materiais
Processamento Obtenção
de pedidos
Embalagem
de proteção
Programação
Paulo Cordeiro (2015)
de produtos
FUNDAMENTOS DE LOGÍSTICA
23
ANOTAÇÕES
DISTRIBUIÇÃO FÍSICA
E ADMINISTRAÇÃO DE
MATERIAIS
DISTRIBUIÇÃO • ADMINISTRAÇÃO
MATERIAIS • ESTOQUES
25
TRANSPORTES
2.1. DISTRIBUIÇÃO FÍSICA A palavra “transporte”
vem do latim trans (de
A distribuição física, junto com os transportes, é a área da logística mais um lado a outro) e por-
tare (carregar). Assim,
notada por todos. Muitas vezes, pessoas e até empresas generalizam a lo-
em síntese, transporte
gística como somente entrega de produtos. Essa confusão é justificável, é o movimento de pes-
pois esta é a atividade com maior destaque e custo. soas ou coisas de um
lugar para outro.
Distribuição física é o ramo da logística empresarial que trata
da movimentação, estocagem e processamento de pedidos
dos produtos finais da firma. Costuma ser a atividade mais
importante em termos de custo para a maioria das empresas,
pois absorve cerca de dois terços dos custos logísticos. (BAL-
LOU, 1993, p. 40).
janischristieimages ([20--?])
Que tal conhecer melhor esses tipos de distribuição física? Siga adiante
nos estudos e fique atento!
Fábricas
Estoque
de produtos Retrabalho
acabados
Retornos Retornos
Entregas com
carga “cheia”
Distribuição física
Depósitos
regionais
Entregas Entregas
diretas diretas
Retornos
Entregas com
carga parcelada
Paulo Cordeiro (2015)
Consumidores
finais ou outras
companhias Intermediário
Fazer os produtos chegarem aos clientes não é uma tarefa fácil, devendo
ser muito bem estudada para que se possa utilizar a melhor forma de dis-
tribuição dos produtos. Essas tarefas são denominadas de estratégias de
distribuição, e é isso que você vai conhecer agora.
StockSolutions ([20--?])
Enfim, o nível estratégico é quem toma as decisões de como estruturar
o sistema logístico, quanto dinheiro investir e quais parcerias ou serviços
serão contratados.
Uma vez definido o sistema, ele precisa ser operado da melhor forma
possível, com o menor custo. É aí que entra o nível tático, que você vai co-
nhecer agora.
NÍVEL TÁTICO
Uma vez que a empresa já tem seus depósitos definidos, seu sistema
logístico, frota etc., cabe ao nível tático utilizar desses recursos da forma
mais eficiente possível. Os custos sempre serão mais baixos se as cargas
forem completamente preenchidas, se os armazéns ficarem sempre abas-
tecidos e se os sistemas de pedidos não ficarem ociosos.
NÍVEL OPERACIONAL
As atividades do nível operacional são as tarefas diárias que são execu-
tadas para garantir que os produtos cheguem ao seu destino final. Ou seja,
as atividades que fazem os produtos fluírem pelos canais de distribuição
até o último cliente.
Tay Jnr ([20--?])
P = Pregos
P/A = Pregos Pequenos
A = Pequeno
P/B = Pregos Médios
B = Médio
P/C = Pregos Grandes
C = Grande
Coxipoplacas (2015)
Digito verificador
Sequencial
Subgrupo
Grupo
EXEMPLO
Grupo:
01 – Refrigeradores
02 – Freezers
03 – Condicionadores de ar
04 – Ventiladores
05 – Liquidificadores
Subgrupo dos ventiladores:
01 – Ventilador de piso
02 – Ventilador de teto
Sequencial:
0001 – preto
0002 – branco
0003 – verde
...
0025 – preto com bolinhas azuis
Para montar este código, você deve fazer da seguinte forma:
Grupo – 04 – Ventiladores
Subgrupo – 02 – Ventilador de teto
Sequencial – 0025 – preto com bolinhas azuis
O código fica da seguinte forma – 02.01.0025 (ventilador de teto preto com
bolinhas azuis)
Mertsaloff ([20--?])
Grandes empresas com amplos armazéns e uma infinidade de materiais
em estoque utilizam os códigos de barras largamente para efetuar o con-
trole dos estoques.
Uma rápida leitura no código pode ser usada para conferir os componen-
tes antes de uma montagem, garantindo que a peça certa será montada
naquela etapa do processo.
Fuse ([20--?])
Kanban Kanban de
produção
Kanban de
req. interna
Kanban de
requisição
Paulo Cordeiro (2015)
Kanban de
fornecedor
Figura 7 - Tipos de Kanban
Fonte: Adaptado de Tubino (2000)
10 10 10 10
3 3 3 3
Lote produzido
e Kanban
3
Supermercado Operação
4
1 2
Quadro Kanban
Figura 9 - Fluxo do Kanban de produção
Fonte: Adaptado de Art Smalley (2004)
3
Operação Supermercado
2
1
Paulo Cordeiro (2015)
Mercados de
Distribuição
distribuição
física
física
Estratégias de
distribuição
Níveis
estratégicos
Estratégico
Tático
Operacional
Sistema de
Administração classificação
de materiais
Distribuição Sistema de
física e codificação
administração
de materiais
Movimentação
de materiais
Componentes do Kanban
Regras de funcionamento
Paulo Cordeiro (2015)
Tipos de Kanban
LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS,
TRANSPORTE E LOGÍSTICA
REVERSA
LOGÍSTICA • TRANSPORTES
MODAIS • SUPRIMENTOS
45
3.1. LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS
A logística de suprimentos tem as funções de planejar, programar e con-
trolar de forma eficiente a aquisição, estocagem e movimentação dos ma-
teriais, bem como as informações envolvidas nessas atividades desde o
surgimento das necessidades do cliente até o atendimento da mesma. Ela
finaliza quando o material requisitado é descartado após a sua utilização.
São funções da logística de suprimentos:
■■ a pesquisa dos catálogos de materiais;
■■ a composição dos itens e materiais do catálogo;
■■ a análise da necessidade de compra;
■■ a iniciação e também o acompanhamento do processo de compra;
■■ recebimento dos materiais;
■■ a conferência e a inspeção dos materiais;
■■ a estocagem e preservação dos materiais;
■■ a requisição dos materiais ao almoxarifado;
■■ fornecimento interno de materiais;
■■ a devolução de materiais ao almoxarifado;
■■ descarte dos materiais utilizados;
■■ a gestão e controlo dos processos de administração de materiais;
■■ a Gestão das informações.
EXEMPLO:
Quais seriam os fornecedores e clientes de uma empresa foco do ramo
calçadista?
Empresa foco – fábrica de sapatos.
Fornecedores – curtumes, beneficiadores de borracha, tecelagens.
Clientes – atacadistas, varejistas, cliente final.
Empresa
foco EF
Cliente Cliente
de primeira de segunda
camada C1 camada C2
Cliente
final CF
Como exemplo, será usada uma mercearia como empresa foco. Essa mer-
cearia em um determinado mês pode adquirir alguns de seus produtos
diretamente de um fabricante de bebidas, que é o fornecedor de primeira
camada F1. Já no mês seguinte, a mercearia reduz o seu volume de pedi-
dos e, por causa disso, acaba encontrando um preço melhor comprando
de um distribuidor. Quando isso acontece, o fabricante passa a ser um
fornecedor de segunda camada F2 e o distribuidor assume a posição de
fornecedor de primeira camada F1.
Já os clientes da mercearia não recebem a classificação de camadas por-
que são os clientes finais do produto.
Cenário I
Fabricante de Distribuidor de
bebidas (F2) bebidas (F1)
Cenário II
Fabricante de Distribuidor de
bebidas (F1/F2) bebidas (F1)
Paulo Cordeiro (2015)
CADEIA INTERNA
A cadeia interna é aquela cadeia dentro da empresa foco. Seus diferen-
tes departamentos atuam de maneira sincronizada, utilizando da logística
para o desenvolvimento das atividades necessárias para a conclusão dos
produtos. Dentre essas atividades estão movimentação de materiais, ar-
mazenagem, recebimento e expedição.
CADEIA IMEDIATA
A cadeia imediata não representa somente os clientes e fornecedores de
primeira camada, mas sim todos os clientes e fornecedores que se relacio-
nam diretamente com a empresa. Portanto, a cadeia imediata representa
todos os clientes e fornecedores imediatos da empresa. Isso significa que,
independentemente da camada, se um cliente ou fornecedor se relaciona
diretamente com a empresa, este cliente ou fornecedor faz parte da cadeia
imediata desta empresa foco.
Cadeia imediata
Cadeia interna
F2/F3 F1/F2 F2 F2
F1 F1 F1
Cadeia imediata
Cadeia interna
EF
C1 C1 C1
C2 C2 C1/C2
?
PERGUNTA
Para cada rota existe uma possibilidade de escolha que deve ser tomada
fazendo-se uma análise dos custos envolvidos. Essa análise deve ser feita
considerando outros fatores como custo por quilometragem, tempo de en-
trega, entre outros.
Cada uma das formas e transporte apresenta vantagens e desvantagens
particulares da natureza da operação, que podem ser um custo mais baixo
com um tempo maior de entrega, ou um custo mais alto com um tempo
menor de entrega. Administrar o transporte significa tomar decisões sobre
um amplo conjunto de aspectos e tais decisões podem ser classificadas em
estratégicas e operacionais.
RODOVIÁRIO
O transporte rodoviário utiliza as rodovias como meio de transporte. As
vantagens deste modal são o serviço porta-a-porta, sem necessidade de
carga e descarga na origem ou destino (operação inevitável nos modais
ferroviário e marítimo), a frequência e a disponibilidade do serviço e a ve-
locidade.
Mike Kiev ([20--?])
TRANSBORDO
Este sistema de transporte possui uma grande flexibilidade de operação, Passar mercadorias/
pois consegue atingir diferentes pontos, muitos deles isolados. Também produtos de um para
apresenta grande competitividade para o transporte de cargas dispersas, outro veículo de trans-
principalmente nas curtas distâncias, já que acaba não necessitando das porte. Operação muito
utilizada quando ocor-
atividades de transbordo de carga.
re multimodalidade
Já entre as desvantagens desse transporte, é possível destacar algumas, ou intermodalidade
como: de transportes.
FERROVIÁRIO
O transporte ferroviário utiliza trens e ferrovias. É considerado um trans-
porte caro de implantação porque além das ferrovias, é necessária a aqui-
sição simultânea das locomotivas e dos vagões. Contudo, apresenta um
baixo custo operacional e pequeno consumo de combustível se compara-
do com o transporte rodoviário.
Este modal de transporte não apresenta uma grande flexibilidade, uma
vez que opera entre pontos fixos e pátios de carga. Entretanto, o transporte
ferroviário é muito competitivo quando a distância entre esses pontos é
grande. O baixo custo do transporte viabiliza a realização de transbordos
para outros modais e abate esses custos extras.
MT
Brasília
Bolívia Cuiabá
GO
Santa Cruz
de la Sierra Corumbá MG
Belo Horizonte
Rio Grande Campo
Grande Três Lagoas ES
Juiz de
Paraguai MS SP Fora
RJ
Campos
Campinas
São Paulo Rio de
Janeiro
PR Santos
Curitiba
Florianópolis
Paulínia SC
Jacareí Gasoduto
Bolívia-Brasil
RS Gasoduto
Grande existente
São Guararema
Porto Alegre Interligação
Paulo Cordeiro (2015)
Paulo
Paulínia-Guararema
Santos
Cidade
Uruguai
0 Km 800
transportabrasil ([20--?])
Figura 16 - Maior cargueiro do mundo atracado em um porto
Fonte: Transporta Brasil (2015)
SAZONALIDADE
Relativo à periodici-
dade, coisas que são
características de uma
época do ano.
topodomundo ([20--?])
AEROVIÁRIO
O modal aeroviário é um dos modais menos utilizados devido ao seu alto
custo. Apesar de um baixo custo de implantação, o custo de operação des-
te transporte é muito alto. Este modal apresenta grande flexibilidade, po-
dendo alcançar diferentes pontos com alta velocidade, o que é ideal para o
transporte de pequenos volumes com urgência de entrega e de mercado-
rias de grande valor agregado.
A logística reversa pode ser resumida apenas como uma versão contrária
de tudo o que foi aprendido até agora neste capítulo, ou seja, ela é a lo-
gística responsável pelo retorno dos materiais aos fabricantes após o seu
consumo ou pós venda. Ela deve ser vista como um recurso para a lucrati-
vidade das empresas.
RESUMINDO
Logística de suprimentos,
transporte e logística reversa
Cadeias de Diferenças
Distribuição
suprimentos fundamentais
Modais de Importância
transporte para empresas
e sociedade
Interna
Paulo Cordeiro (2015)
Imediata
LOGÍSTICA DE
ARMAZENAGEM
ARMAZENAGEM • ADMINISTRAÇÃO
DEPÓSITOS • JUST IN TIME
63
4.1. LOGÍSTICA DE ARMAZENAGEM
Você aprendeu até agora que a logística vai muito além da entrega de pro-
dutos. Na verdade, ela está presente em vários pontos, desde a aquisição
de materiais, planejamento da produção, produção, separação e despacho
de mercadorias. Ou seja, os processos logísticos iniciam-se antes mesmo
da produção e só terminam quando o produto é entregue ao cliente final.
Partindo desse contexto, é possível afirmar que todo o conteúdo sobre
pontos de armazenagem, estoques e pontos de distribuição fazem parte
da logística de armazenagem, o que você irá conhecer brevemente neste
capítulo.
?
PERGUNTA
Mas o que significam essas razões para o desequilíbrio entre taxa de con-
sumo e fornecimento?
EXEMPLO
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
65
Nesse exemplo foi mencionado o estoque em processo. Existem outros?
Sim. Os estoques em uma indústria, como já foi comentado, podem es-
tar antes, durante e após o processo produtivo, e podem ser divididos da
seguinte forma:
■■ antes do processo produtivo – matéria-prima, componentes;
■■ durante o processo produtivo – estoque em processo;
■■ após o processo produtivo – estoque de produto acabado.
Existem justificativas para se trabalhar com estoques. Acompanhe a seguir.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
67
SUPERMERCADOS
Uma forma eficiente de se controlar a quantidade de material estocado é
o uso de supermercados de materiais.
Mas como funciona um supermercado em uma empresa?
O termo supermercado nasceu no sistema de gerenciamento de mate-
riais inspirado nas prateleiras dos supermercados. Daí o nome.
?
PERGUNTA
CÁLCULO DO SUPERMERCADO
Demanda média diária x Lead Time de reposição (dias) Estoque de Ciclo (“cicle”)
+ Variação da demanda como % de estoque de ciclo Estoque Pulmão (“buffer”)
+ Fator de segurança como % de (estoque de ciclo + Estoque de Segurança
estoque pulmão) (“safety”)
= Estoque do supermercado
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
69
O supermercado começa a funcionar com 1200 peças, que é a soma do
estoque de ciclo (800), o estoque pulmão (200) e o estoque de segurança
(200). O estoque de ciclo é consumido de acordo com a demanda diária
(linha parecida com um dente de serra). O ponto de reposição do estoque
acontece próximo ao fim do estoque de ciclo, levando o supermercado ao
seu nível máximo novamente. O pulmão é consumido quando ocorre uma
variação na demanda diária ou quando ocorre um erro de previsão. O esto-
que de segurança serve para absorver as variações decorrentes de perdas
internas.
Neste tópico você conheceu um pouco sobre os estoques, tipos e a forma
de cálculo para a manutenção de um sistema produtivo. Agora, vai conhe-
cer um pouco sobre as formas de armazenagem desses estoques.
4.2. ARMAZENAGEM
Armazenar em logística não significa apenas guardar. Armazenar é um
assunto de grande importância, visto que envolve diferentes funções para
o armazenamento, a necessidade de espaço e localização dos depósitos.
Agora você irá conhecer um pouquinho de cada um desses itens.
4.2.3. LAYOUT
Após a definição da localização do depósito, a próxima etapa é o projeto
do almoxarifado.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
71
■■ efetiva utilização dos recursos disponíveis (mão de obra e equipa-
mentos) – mesmos comentários da utilização do espaço – quanto
menor a ociosidade, menor o custo;
■■ pronto acesso a todos os itens;
■■ máxima proteção aos itens estocados;
■■ boa organização;
■■ satisfação das necessidades dos clientes.
No projeto efetivo do almoxarifado devem ser verificados ainda os se-
guintes aspectos:
■■ itens a serem estocados – características dos materiais, peso, volu-
me, frequência de movimentação;
■■ corredores – facilidade de acesso a todos os pontos de armazenagem;
■■ portas de acesso – dimensões devem ser compatíveis com os volu-
mes dos materiais que serão armazenados;
■■ prateleiras e estruturas – altura, capacidade de armazenamento;
■■ piso – resistência compatível com as características dos materiais
armazenados.
Conheça agora as funções da armazenagem. Siga em frente.
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
73
■■ Estoque em trânsito: diz respeito ao tempo no qual os materiais ou
as mercadorias permanecem nos veículos de transporte durante o
processo de entrega. Os especialistas em logística têm várias alter-
nativas de modais de transporte com tempos de trânsito variados.
Dependendo de suas escolhas, é possível até eliminar a necessida-
de de armazenagem dos produtos, pois eles chegam ao destino na
hora em que vão ser consumidos. Um exemplo de uso desses modais
como forma de depósito são as alternativas utilizadas com as frutas,
que são despachadas verdes e chegam maduras ao local de entrega.
Mas como é feita a estocagem desses produtos e materiais nos depósitos?
Conheça a seguir as alternativas de estocagem.
FIFO (PEPS)
O método FIFO, do inglês First In First Out, ou em português PEPS, Primei-
ro que Entra, Primeiro que Sai, é uma forma de organização dos estoques
que garante que o primeiro item a entrar no depósito seja o primeiro a sair.
Dessa forma, garante-se que sempre o item mais velho saia primeiro do
depósito antes que sua data de validade expire.
Este método não é somente utilizado para itens perecíveis. Muitas em-
presas adotam o FIFO como regra geral, garantindo o giro constante dos
estoques.
LIFO (UEPS)
LIFO é a sigla para Last In First Out, que em português significa UEPS ou
Último a Entrar, Primeiro a Sair. Ao contrário do método FIFO, este método
de estocagem não considera a ordem de entrada e saída de materiais. Ele
é utilizado em materiais que têm um alto giro com um tempo máximo de
armazenagem de um mês sem o risco da perda dos produtos. Esses ma-
teriais, quando chegam ao armazém, são direcionados para os pontos de
estocagem, que podem ser em prateleiras, e são imediatamente acondi-
cionados na frente dos outros itens, não importando a ordem de entrada.
Essas duas alternativas de estocagem podem ser mais ou menos impor-
tantes dependendo do sistema logístico. O método FIFO, por exemplo,
é muito utilizado no sistema Just in Time, que você vai conhecer agora!
Acompanhe.
EXEMPLO
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
75
Excesso de
produção
Inventário
desnecessário
Movimentos
desnecessários
Processamento
impróprio
Reparos/Falhas
Tempo de
espera
PAULO LISBOA CORDEIRO
Transportes
Diferente do que você estudou até agora, o just-in-time busca focar na re-
solução de problemas que geram perdas produtivas ao invés de focar nos
estoques para proteção do sistema logístico. Entende-se que uma vez que
se trabalham os problemas, o sistema fica com menos variação e pode tra-
balhar com níveis menores de estoques.
De acordo com Shingo (1996a), os requisitos para alcançar um sistema
JIT são:
■■ produção em pequenos lotes com utilização de setups TRF, que é um
sistema de troca rápida de ferramenta e permite menores perdas en-
tre a fabricação de modelos diferentes;
■■ sincronização, fluxo de peças unitárias, layouts de máquinas voltados
para o processo e produção em pequenos lotes;
RESUMINDO
Logística de
armazenagem
Localização dos
depósitos
Justificativas
para os Layout
estoques
Tipos de
Supermercados depósito
Paulo Cordeiro (2015)
Métodos
de estocagem
LOGÍSTICA DE ARMAZENAMENTO
77
ANOTAÇÕES
PALAVRAS DO AUTOR 79
CONHECENDO
O AUTOR
CONHECENDO O AUTOR 81
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS 83
■■ PIRES, S. R. I. Gestão da cadeia de suprimentos: conceitos, práticas e casos – Supply
chain management. São Paulo: Atlas, 2004.
■■ ROGERS, D S. e TIBBEN-LEMBKE, R S. 1999, Going Backwards: Reverse Logistics Trends
and Practices. University of Nevada, Reno - Center for Logistics Management.
■■ SHINGO, Shigeo. O Sistema Toyota de Produção do ponto de vista da Engenharia de
Produção. Trad. Eduardo Schaan. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996a.
■■ SHINGO, Shigeo. Sistemas de Produção com estoque zero: O sistema Shingo para me-
lhorias contínuas. Trad. Lia Weber Mendes. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996b.
■■ SLACK, Nigel. Administração da Produção. São Paulo, Atlas 2002.
■■ TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle da produção. 2. ed. São Paulo:
Atlas, 2000.
■■ VIANA, João José. Administração de materiais: um enfoque prático. São Paulo (SP):
Atlas, c2000. 448 p. ISBN 9788522423958
Waldemir Amaro
Gerente de Tecnologias Educacionais
Paula Martini
Coordenação Geral do Programa SENAI de Educação a Distância
Cleberson Silva
Coordenação do Desenvolvimento dos Livros Didáticos
Maycon Cim
Coordenação Núcleo Técnico e Assessoria e Consultoria em Educação
Gisele Umbelino
Coordenação Assessoria e Consultoria em Educação
Daiani Machado
Gustavi Lucas Alves
Revisão Técnica
Alda Yoshi Uemura Reche
Inês Helena de Melo Pires
Josilda Maria Carvalho de Barros
Vitório Donato.
Comitê Técnico de Avaliação
Jaqueline Tartari
Contextuar
Revisão Ortográfica e Gramatical
Jaqueline Tartari
Contextuar
Normalização
The Kanban system is essential in managing production logistics as it controls overproduction and excess inventory. It uses visual cues to manage production processes efficiently. Primary components include Kanban cards for production and requisitions, with panels like Quadro and Porta-kanban. The rules ensure only necessary items are produced and transported, minimizing waste and maintaining quality. The system operates under six rules that prevent overproduction, dictate specific production orders, and ensure quality through reduced defect rates .
Business logistics activities are divided into primary and support activities. Primary activities include transport, inventory maintenance, order processing, and warehousing, which are essential for moving and storing products efficiently. Support activities like material handling, product scheduling, and protective packaging aid primary activities in reducing costs and improving service levels. Transport is crucial, often accounting for 60% of logistics costs, while inventory must be managed to balance supply and demand .
To reduce costs while maintaining high service levels, logistics can employ strategies such as optimizing transport modes, implementing just-in-time inventory systems, using technology for real-time information sharing, and consolidating shipments. Additionally, adopting lean practices like Kanban can limit unnecessary production and optimize order processing, while strategically locating distribution centers can minimize transport costs and improve service delivery times .
The primary mission of business logistics is to ensure the delivery of the right product, in the right quantity and quality, to the right place and at the right time, while maintaining cost-effectiveness. It integrates with supply chain management by facilitating the seamless flow of materials and information, reducing gaps between different stages, and ensuring service level adequacy at reasonable costs .
Physical distribution focuses on the movement, storage, and order processing of finished goods. It is distinct from other logistics functions that may deal with raw materials or components. Distribution often incurs the highest logistics costs, absorbing nearly two-thirds of total logistics expenses due to the intensive movement and storage requirements. This function ensures products reach final consumers or intermediaries as needed .
Internal logistics deals with activities within the enterprise, such as material handling, production scheduling, and internal transport. External logistics encompasses broader supply chain operations like distribution, delivery to end customers, and reverse logistics. Internal logistics focuses on optimizing processes within the organization, while external logistics ensures efficient interfaces and coordination with supply chain partners and customers .
Information flows are vital to logistics networks as they coordinate activities along supply chains, improve decision-making, and enhance visibility. They facilitate the movement and storage of goods by providing accurate demand forecasts, tracking shipments, and managing orders. Effective information management ensures better synchronization between production and distribution activities, optimizing overall logistics performance .
Reverse logistics involves the process of moving goods from their final destination for the purpose of capturing value or proper disposal. Unlike traditional logistics that focus on distribution to end-users, reverse logistics deals with returns, recycling, and waste management. It plays a critical role in modern supply chains by supporting sustainability goals, reducing waste, and enhancing product lifecycle management .
The logistics of warehousing enhances operational efficiency by managing inventory accumulation, ensuring continuous production flow, and achieving cost-effective storage. It acts as a buffer against supply and demand imbalances by strategically holding stocks before, during, and after production, thus minimizing interruptions and optimizing supply chain performance .
Balancing supply and demand is crucial for effective logistics operations as it directly influences inventory levels and service quality. Imbalances can lead to stockouts, excess inventory, and increased holding costs. Efficient inventory management ensures steady production flow, optimal stock levels, and responsiveness to consumer needs, which are essential for minimizing costs and maximizing service efficiency .