Técnico em
Administração/
Logística
Módulo I
NOÇÕES DE LOGÍSTICA
Origem e Definição
Define-a como “parte da arte da guerra que visa garantir provisões,
transporte, alojamento, hospitalização etc., aos efeitos militares em
operação".
De origem na língua francesa, logistique, porém muitos historiadores
preconizam que a logística tenha origem no grego antigo, logos, isto é,
razão, cálculo, pensar e analisar.
O Counsil of Logistics Management (grupo dedicado aos estudos da
logística nos EUA) defende como o “processo de planejar, implementar,
controlar com eficiência o custo correto, o fluxo, a armazenagem de
matéria-prima, além de cuidar do estoque durante a produção e
produtos acabados, bem como as informações relativas a estas
atividades, desde sua origem ao ponto de consumo, com o propósito de
atender aos requisitos dos clientes”.
Origem e Definição
Em essência, gestão da cadeia de suprimentos integra, nas empresas,
gerenciamento de oferta e de demanda, entre elas a produtividade e a
eficiência.
Pode-se considerar a eficiência como sendo o uso econômico de
recursos ou a ausência de desperdício. Entende-se por recursos tudo o
que é necessário para a realização de qualquer atividade, a saber:
Tempo; Equipamentos;
Dinheiro; Energia;
Mão de obra; Móveis;
Espaço geográfico; Imóveis.
Máquinas;
Origem e Definição
Produtividade:
A produtividade é uma das mais importantes medidas de eficiência. Ela
pode ser facilmente calculada: basta dividir a soma dos resultados
alcançados pela soma dos insumos utilizados. Pode se representar a
produtividade pela fórmula: P = produtividade, representada a seguir.
A Evolução Histórica e os
Mestres da Logística
Embora o homem não soubesse como, tacitamente ele já executava
ações de logística desde a antiguidade (FERNANDES, 2012).
Os grandes povos antigos, como egípcios, gregos, romanos, chineses,
vikings, incas, astecas, por exemplo, desempenharam papéis
importantes em suas eras, constituindo um poder de organização
notório em sua sociedade.
Podemos observar históricamente que a logística sempre esteve
associada às grandes estratégias de guerra e conquistas territoriais, de
Alexandre, o Grande a Napoleão Bonaparte. A história da navegação é
outro exemplo que merece destaque.
A Evolução Histórica e os
Mestres da Logística
“Na estratégia, decisiva é a aplicação”, afirmava Napoleão, sintetizando
os objetivos a serem alcançados a partir da perfeita execução de todas
as suas fases, de maneira integrada, garantindo o sucesso de todos
(FERNANDES, 2012).
O mundo dos negócios de hoje é um campo de batalha, tal como na
era desses dois líderes marcantes da história. Neste sentido, as
empresas dependem também da contribuição dos seus colaboradores
para que, a partir de uma gestão entre as operações e a logística,
possam conquistar o mercado e os seus clientes.
A Importância da Logística
As empresas estão sendo compelidas a projetar seus produtos para um
mercado global e racionalizar seus processos produtivos de forma a
maximizar os recursos corporativos.
Isto advém de uma tendência rumo à economia mundial integrada e à
arena competitiva global.
Entretanto, no que diz respeito à estratégia corporativa, grande parte
das funções de operações e logística permanece vinculada aos papéis
tradicionais, onde a alta direção considera as operações de logística
como de natureza tática, dando-lhe um mero papel voltado para a
minimização de custos.
A Importância da Logística
A logística precisa participar do processo de decisão da estratégia
corporativa e não ser apenas um departamento que executa, visto que
as decisões já foram tomadas.
O crescimento recente do mercado, em nível global, expandiu a
capacidade e a complexidade das operações logísticas, sendo vista
também como um diferencial competitivo para o sucesso da empresa.
Um produto é tudo aquilo capaz de satisfazer um desejo. Mas é
importante que o conceito aqui não se limite apenas a objetos físicos.
O produto deve ser visto pela importância do serviço que ele presta.
A Importância da Logística
Em contrapartida os consumidores da atualidade não são mais os
“fregueses” das vendas e mercearias do passado. Eles se comportam
hoje como tendo direitos e poder de decisão e interferem diretamente
no desenvolvimento das estratégias de determinados segmentos e
produtos.
O produto da logística é o serviço e todos esperam dela eficácia e
eficiência para com os seus produtos. Neste sentido, para que ela seja
considerada eficiente, terá que apresentar a capacidade de dispor de
bens e recursos, que comprovem efetivamente que trarão os
resultados pretendidos pela organização.
Para tanto, a logística deve comprovar, em todas as etapas, a sua
eficácia, realizando as tarefas com segurança, pontualidade e
qualidade.
Programas Voltados ao Desenvolvimento
das Operações Logísticas
De acordo com Fernandes (2012), as empresas estão sempre
preocupadas em reduzir custos de produção e custos logísticos ao
longo da cadeia de suprimentos, reconhecendo, ao mesmo tempo, a
importância da manutenção da qualidade para com os seus produtos.
Neste sentido, originaram-se ao longo das décadas de 1980 e 1990
diversas iniciativas com propósitos semelhantes, tais como:
Programas institucionais:
Efficient Consumer Response (ECR): resposta eficiente ao consumidor;
Quick Response (QR): resposta rápida.
Procedimentos operacionais:
Continuous Replenishment Program (CRP): programa de reposição contínua;
Collaborative Planning, Forecasting and Replenishment (CPFR): previsão,
planejamento e reabastecimento colaborativo; e,
Vendor Managed Inventory (VMI): estoque gerenciado pelo fornecedor.
Os Produtos e seus Critérios
Os cinco critérios competitivos na área de operações, relacionados às
estratégias de negócios:
a) custo: a principal decisão diz respeito a produzir com margens de lucro maiores
ou produzir grandes volumes com margens reduzidas;
b) qualidade dos produtos oferecidos, de forma que estes tenham desempenho
superior aos de seus competidores;
c) desempenhode entrega: a relação estabelecida entre fornecedor e cliente. Uma
das formas para a empresa competir com base em desempenho de entrega é ser
capaz de mobilizar recursos para garantir o trabalho prometido, entregar dentro do
prazo e corrigir rapidamente alguma eventual falha ocorrida [...];
d) flexibilidade: a empresa que compete com flexibilidade deve ser capaz de
absorver rapidamente mudanças em lotes de produção não padronizados, bem
como a mudanças no tipo de produto a produzir; e,
e) inovação: critério tradicionalmente definido como a habilidade da empresa em
lançar novos produtos e/ou serviços em curto espaço de tempo.
Os Produtos e seus Critérios
Conforme afirmam os autores, tais critérios competitivos classificam-se
como:
a) critérios qualificadores: aqueles que devem estar em um patamar mínimo
exigido pelo mercado, satisfazendo a um padrão de desempenho e sendo
definidos por um nível mínimo necessário para participar de uma
concorrência. Este critério é o primeiro estágio que o produto atravessará,
visto que o mesmo pode ser qualificado pelo cliente, mas ainda não venceu os
produtos concorrentes que também foram qualificados;
b) critérios ganhadores de pedidos, que distinguem uma empresa em relação
à sua concorrência, apresentando características que permitem a
competitividade e a possibilidade de ganhar o mercado. Quando o cliente
escolhe o produto, significa que este ofereceu um critério ganhador de
pedido.
Os Produtos e seus Critérios
A figura abaixo ilustra um modelo competitivo para a logística integrar
os cinco critérios competitivos acima descritos, oferecendo ao cliente
rápida resposta diante das oportunidades de mercado disputadas pela
empresa e pela concorrência:
Compatibilização dos critérios competitivos na logística
A Logística nas Organizações
As empresas, normalmente, são divididas em áreas especializadas,
denominadas de áreas funcionais, como ilustra a figura abaixo. A logística é
considerada uma área funcional das organizações.
Áreas funcionais das organizações
A logística é responsável por projetar e administrar sistemas para controle
do transporte e da localização geográfica dos estoques de materiais,
produtos inacabados e produtos acabados, utilizando-se para tanto o
menor custo total.
A Logística nas Organizações
Conforme ilustrado abaixo, a logística possui fases, cujo objetivo é formar
uma estratégia operacional desenvolvida por três atividades: armazenar,
transportar e distribuir.
Estrutura e fases da operação logística
A Logística nas Organizações
A logística empresarial possui atividades que são fragmentadas em:
Atividades primárias: Atividades secundárias:
Transportes; • Movimentação de materiais;
Manutenção de estoques • Aquisição do produto;
ou armazenamento; • Programação do produto;
Processamento de pedidos; • Embalagem de proteção;
Nível de serviço. • Armazenagem;
• Manutenção de informações.
A concepção de agrupar as atividades relacionadas ao fluxo de
produtos e serviços para administrá-las de forma coletiva é uma
evolução natural do pensamento administrativo e que só teve início na
segunda metade do século passado.
A Logística nas Organizações
As atividades de transportes, estoques e comunicações iniciaram antes
da existência de um comércio ativo entre regiões vizinhas.
Atualmente, as empresas realizam essas atividades como parte
essencial de seus negócios, a fim de prover seus clientes com os bens e
serviços que eles desejam.
A administração de empresas nem sempre teve a preocupação de
focalizar o controle e a coordenação coletiva de todas as atividades
logísticas.
A Logística nas Organizações
Ganhos potenciais, como o resultado da revisão da administração das
atividades logísticas, estão transformando a Logística em uma área de
importância vital para uma grande variedade de empresas no mundo
inteiro.
Na economia mundial, os países desenvolvidos possuem um alto
padrão de vida e um comércio eficiente, baseado em sistemas
logísticos de qualidade.
Um sistema logístico eficiente permite que regiões geográficas
explorem suas vantagens, inerentes à especialização dos esforços
produtivos que as regiões obtêm pela exportação de produtos para
outras regiões.
A Logística nas Organizações
O sistema permite que os custos logísticos e de produção assim como a
qualidade desses produtos sejam competitivos com aqueles produzidos
em qualquer outra região. Alguns exemplos que passaram por essa
especialização são:
A indústria eletrônica japonesa;
A agricultura;
As indústrias de computadores e de aviação americanas;
O domínio de vários países no fornecimento de matérias-primas, como
petróleo, ouro, bauxita e cromo.
A Logística nas Organizações
A relevância da logística nas organizações é fortemente influenciada
pelos custos associados a suas atividades. Alguns fatores especiais
estão pesando, tais como:
O aumento da competição internacional (globalização);
As alterações populacionais;
A escassez de recursos;
A atratividade, cada vez maior, da mão de obra no terceiro mundo.
A Logística nas Organizações
Torna-se extremamente importante que empresas estejam atentas
para atender, de forma cada vez melhor, as expectativas dos seus
clientes e, assim, minimizar o risco de perder seu espaço no mercado.
Uma das formas de minimizar o risco de perder os clientes é o
fornecimento de produtos e serviços de qualidade e o cumprimento de
prazos.
Logo, a necessidade de produzir produtos mais sofisticados e de
qualidade juntamente com serviços diferenciados se torna condição
fundamental para essa nova relação cliente x produtor.
A Logística nas Organizações
Essa nova realidade reforça o surgimento da logística empresarial como
estratégia de mercado e diversos meios de canais de distribuição que
buscam rapidez na entrega, potencializar vendas, melhorar a
cooperação na cadeia, potencializar a tecnologia da informação e
reduzir o custo logístico.
A Logística nas Organizações
Os canais de distribuição têm as seguintes funções:
Induzir a demanda;
Satisfazer a demanda;
Disponibilizar serviços pós-compra;
Trocar informações.
Os participantes de um canal de distribuição são:
Participantes primários: fabricantes, atacadistas e varejistas.
Participantes especializados: prestadores de serviços aos participantes
primários (transporte, armazenagem, montagem, atendimento, apoio
em finanças, informação, publicidade, seguro,).
Os Modais de Transporte de Carga
Rodoviário:
O modal rodoviário é o transporte por meio de caminhões e carretas.
É o mais utilizado e conhecido no território brasileiro. Esse tipo de
modal possibilita criar rotas e viabilizar vários tipos de cargas.
Novas tecnologias estão surgindo, de modo a melhorar as modalidades
de transporte, como os caminhões autônomos (sem motorista) e os
caminhões elétricos.
Os Modais de Transporte de Carga
Ferroviário:
O modal ferroviário é o transporte por meio de trens. É uma das
melhores opções para grandes volumes de carga.
Apresenta baixo custo e alta capacidade de carga para transporte de
produtos em grande escala e cargas pesadas, porém não possui a
mesma flexibilidade de rotas, visto que os destinos são fixos.
Ideal para transportar commodities em grande quantidade no mesmo
continente, como minério de ferro, carga de produtos siderúrgicos,
todos os derivados de petróleo, fertilizantes etc.
Os Modais de Transporte de Carga
Aéreo:
O modal aéreo é uma excelente opção quando fatores, como tempo de
entrega e segurança, são exigências a serem atendidas. Suas principais
características são a velocidade e a facilidade em percorrer longas
distâncias, seja em território nacional ou internacional.
É ideal para produtos de alto valor agregado, como eletrônicos,
produtos frágeis ou perecíveis, pois contém limitações no volume, no
tamanho, no peso e nas quantidades das cargas a serem transportadas.
Os Modais de Transporte de Carga
Dutoviário:
O modal dutoviário é realizado por meio da implantação de dutos
subterrâneos, submarinos e/ou aparentes. Esse modal permite o
transporte para longa distância e em grandes volumes.
Esse modal é recomendado para fluidos líquidos, gasosos e sólidos
granulares (minérios). Apesar de ter um alto custo de implantação,
além de um percurso inflexível, ele possui baixo custo operacional.
O modal dutoviário está se tornando uma das alternativas mais
econômicas para o transporte de grandes volumes.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Layout interno de um armazém:
A produtividade é o principal fator a ser considerado no layout interno
de um armazém. A preocupação é a melhoria contínua do fluxo de
produtos, reduzindo os custos com movimentação, proporcionando
condições adequadas de trabalho e melhorando a prestação de serviço.
Esse cuidado precisa estar presente desde a política de
armazenamento até o planejamento do layout do armazém. O projeto
ideal para armazéns deve seguir os requisitos da cadeia de suprimentos
e das necessidades dos clientes.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Layout interno de um armazém:
Alguns destes são:
Alcançar o nível de serviço desejado pelo cliente;
Operar em um determinado nível de rendimento;
Minimizar os investimentos de capital e os custos operacionais, atingindo o
rendimento máximo;
Reduzir o risco do investimento, mantendo a flexibilidade do processo para
o futuro;
Proporcionar um ambiente seguro para as pessoas e para os produtos
armazenados.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Fases do recebimento de material:
As principais fases do recebimento de material são:
1 Entrada de materiais:
Inicia no recebimento dos veículos nas docas de entrada/entrega;
A carga deve ser encaminhada para a conferência, confirmando se há ou não
pedido de compra;
É verificado se os itens declarados na nota fiscal são os mesmos do pedido.
2 Conferência quantitativa:
Nesta fase, verifica-se a quantidade de material. O que for declarado pelo
fornecedor na nota fiscal precisa ser igual ao que foi entregue.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Fases do recebimento de material:
As principais fases do recebimento de material são:
3 Conferência qualitativa:
Nesta fase é conferida a integridade dos materiais. Eles precisam estar de
acordo com o que foi contratado - validade e outros detalhes.
4 Regularização:
É a etapa final do processo de recebimento. Deve seguir as instruções:
Verificar se houve algum erro durante as fases anteriores, e realizar a
devolução caso seja necessário, não se esquecendo de registrar na nota fiscal
os motivos, a data e a hora;
Registrar o recebimento no canhoto da nota fiscal e iniciar os procedimentos
de regularização, catalogação e armazenamento dos materiais recebidos e
conferidos.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Armazenagem de materiais:
Existem alguns cuidados necessários para a armazenagem de materiais
que são definidos durante o processo de instalação e na escolha do
layout.
É preciso explorar a planta do projeto, utilizando todos os espaços
possíveis de forma ordenada. Essa organização deve proporcionar
condições físicas que preservem a qualidade dos materiais.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Armazenagem de materiais:
Ao planejar o layout de um almoxarifado, precisamos considerar os
seguintes aspectos:
Os itens que serão estocados (itens de grande circulação, peso e volume);
Distribuição dos corredores, visando facilitar o acesso das pessoas e
equipamentos;
Dimensões das portas de acesso (altura, largura);
Estrutura, quantidade e distribuição das prateleiras;
Qualidade do piso/fundação, pois precisa ser resistente ao peso.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Armazenagem de materiais:
O objetivo do planejamento é obter:
Máxima utilização do espaço disponível;
Acesso fácil aos itens;
Máxima utilização dos recursos (mão de obra e equipamentos
necessários);
Proteção dos itens estocados;
Atender as necessidades dos consumidores.
Organização.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Armazenagem de materiais:
São fases da armazenagem dos materiais:
Análise das condições de recebimento;
Classificação e identificação do material recebido;
Informação da localização física;
Armazenamento na localização identificada;
Análise periódica da proteção e armazenamento dos produtos;
Separação para os produtos serem distribuídos.
Fluxo de Recebimento de Materiais
Armazenagem de materiais:
São fases da armazenagem dos materiais:
Fluxograma para recebimento dos materiais
Fluxo de Recebimento de Materiais
Importância de modernizar o processo de armazenagem:
A cautela é necessária no processo de recebimento e armazenagem de
materiais, visto que é um ponto de vulnerabilidade de algumas
empresas. Podem ocorrer perdas por falha na conferência. Algumas
ferramentas foram desenvolvidas para minimizar problemas como este.
A Radio-Frequency IDentification (RFID) é um exemplo. Ela é uma
etiqueta de radiofrequência que otimiza o uso do código de barras.
Utilizar a RFID facilita o inventário, pois agiliza a identificação dos
produtos. Ela também possibilita o rastreamento das cargas durante o
trajeto, além de permitir a leitura de informações registradas na
etiqueta, mesmo à distância, utilizando um leitor com antena.
Classificação dos Materiais
Os materiais necessários para as atividades administrativas e para a
produção de bens ou serviços são agrupados de acordo com
características como forma, dimensão, peso, tipo, uso etc. Esse
agrupamento é denominado de classificação de materiais.
A classificação é necessária para a racionalização do controle dos
materiais em estoque. Ela pode ser definida quanto à aplicabilidade do
produto dentro da empresa, ao tempo de duração do produto ou a
outro critério escolhido.
Classificação dos Materiais
A classificação de materiais compõe seis etapas:
Catalogação: é a relação de todos os itens existentes no estoque, o que
permite uma visão geral dos materiais disponíveis. O principal objetivo é
facilitar uma consulta pelas áreas da empresa;
Simplificação: é a redução da quantidade dos itens em estoque que possuem a
mesma finalidade. Escolhe-se apenas um material para inclusão no catálogo.
Identificação ou especificação: trata-se da descrição detalhada do item de
estoque, o que garante individualização e facilidade de entender os materiais;
Normalização: significa usar as de normas para os itens de material e estoque,
regulamentadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.
Padronização: nesta etapa trata-se de uniformizar o emprego e o tipo do item
de estoque e material;
Codificação: por último, atribui-se um código a cada item de estoque, de
maneira que ele represente as características do item de estoque
Critérios de classificação de itens
de estoque e aplicação:
Quanto à estocagem:
Itens de estocagem permanente: são os materiais necessários para
garantir o funcionamento de qualquer atividade empresarial em
nível normal de estoque. Aconselha-se um sistema de reposição
automática;
Itens de estocagem temporária: por não serem imprescindíveis
para o funcionamento da empresa, não são considerados materiais
de estoque. São armazenados apenas durante o tempo necessário
até a utilização.
Critérios de classificação de itens
de estoque e aplicação:
Quanto à aplicação:
Material de uso geral: são os materiais utilizados pela empresa, com fins
diretos ou indiretos de produção;
Material de manutenção: são os materiais utilizados pelo setor de
manutenção das empresas;
Por periculosidade: são materiais que oferecem risco à integridade física
das pessoas, em especial durante atividades de manuseio e transporte.
Explosivos, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais radioativos etc. são
exemplos de materiais perigosos.
Por perecibilidade: materiais classificados em função da deterioração ou
decomposição ao longo do tempo. Exemplos: alimentos de maneira geral,
vacinas e materiais para testes laboratoriais;
Pela importância operacional: são materiais críticos ou essenciais, que
merecem atenção especial do gestor de materiais por motivos financeiros,
operacionais, de segurança etc.
Critérios de classificação de itens
de estoque e aplicação:
A codificação de materiais de estoque:
Existem três códigos atribuídos aos itens de material ou estoque:
Numérico: o código é formado apenas por números. É de aplicação simples
e o mais indicado para a classificação de materiais.
Alfabético: o código é formado por um conjunto de letras que permitem
identificar o item. Em função da limitação de letras e pela dificuldade de
memorização, está caindo em desuso;
Alfanumérico: o código para representar o material é formado com a
combinação de números e letras.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Estoque de matérias primas: é o estoque de qualquer mercadoria que
ainda não tenha sido transformada pelo fabricante. Serve para regular
as quantidades entregues pelos fornecedores com a quantidade
utilizada em determinado momento.
Também é utilizado para gerenciar eventuais problemas de suprimento
do fornecedor. Tem como principal benefício a aquisição em lotes
econômicos, reduzindo os custos da compra dos materiais.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Estoque de material semiacabado: trata-se do material parado na linha
de montagem, aguardando a sua utilização em outra fase do processo.
É um dos estoques mais caros nas indústrias que possuem vários
estágios de produção, pois cada estágio tem capacidade produtiva
determinada, que é suprida pela fase anterior do processo. Os
benefícios desse tipo de estoque são o aumento da utilização dos
equipamentos e a redução de investimentos em capacidade adicional.
Estoque de produtos acabados: neste estoque estão os produtos já
fabricados e prontos para o uso. Como benefícios, podemos citar a
redução da quantidade de reinicializações das máquinas de produção e
o aumento do nível de serviço.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Estoque em trânsito: estoque relacionado ao transporte da
mercadoria de um local a outro. Durante esse processo, ela não é
processada. O principal benefício é a redução nos custos de
transportes.
Estoque de segurança: é uma quantidade extra, armazenada para
suprir alguma anormalidade no abastecimento, como erros na previsão
da demanda ou atrasos na entrega da mercadoria. Os benefícios são o
aumento do nível de serviço e a redução dos custos em função de
entregas emergenciais e por conta da perda de vendas.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Armazéns:
As razões para incluir o espaço físico para armazenamento, como
condição de competitividade, são:
Redução dos custos de transporte e produção: compensa nos custos de
produção e estocagem.
Coordenação de suprimentos e demanda: minimiza problemas com
tratamento adequado entre ofertas.
Necessidades de produção: a armazenagem pode fazer parte do
processo de produção.
Considerações de marketing: é importante para a área de marketing a
disponibilidade do produto no mercado.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Os principais tipos de armazéns são:
Armazéns de commodities: são aqueles que limitam os seus serviços a
determinados tipos de mercadoria. Especializam-se no manuseio e
armazenagem de produtos como madeira, algodão, tabaco e cereais.
Armazém para granéis: armazéns que se dispõem a oferecer manuseio e
armazenagem de produtos in natura, tais como produtos químicos
líquidos, petróleo e derivados, grãos, gesso, etc.
Armazéns frigorificados: depósitos refrigerados para armazenar produtos
perecíveis como frutas, vegetais, comida congelada, produtos
farmacêuticos (vacinas), etc.
Armazéns para utilidades domésticas e mobiliárias: especializados em
armazenar e manusear bens de uso doméstico e mobiliário.
Armazém de mercadoria em geral: manuseiam e armazenam um amplo
leque de mercadorias, não exigindo facilidades ou equipamentos
especializados dos tipos anteriores.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Os principais tipos de armazéns são:
Armazéns de commodities: são aqueles que limitam os seus serviços a
determinados tipos de mercadoria. Especializam-se no manuseio e
armazenagem de produtos como madeira, algodão, tabaco e cereais.
Armazém para granéis: armazéns que se dispõem a oferecer manuseio e
armazenagem de produtos in natura, tais como produtos químicos
líquidos, petróleo e derivados, grãos, gesso, etc.
Armazéns frigorificados: depósitos refrigerados para armazenar produtos
perecíveis como frutas, vegetais, comida congelada, produtos
farmacêuticos (vacinas), etc.
Armazéns para utilidades domésticas e mobiliárias: especializados em
armazenar e manusear bens de uso doméstico e mobiliário.
Armazém de mercadoria em geral: manuseiam e armazenam um amplo
leque de mercadorias, não exigindo facilidades ou equipamentos
especializados dos tipos anteriores.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Sistemas de Armazenagem
A armazenagem é uma das funções relacionadas ao sistema logístico.
Pois, para uma gestão de estoque eficiente, é necessário adotar formas
de trabalho que facilitem e agilizem a execução dos
processos, consumindo a menor quantidade possível de recursos.
Para escolher o melhor sistema de armazenagem é importante
considerar combinações de métodos diferentes, que podem ser:
Espaço e manuseio público;
Espaço alugado e manuseio manual;
Espaço próprio, manuseio mecanizado com paletes e empilhadeiras;
Espaço próprio com manuseio automatizado.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Espaço e manuseio público:
Normalmente, as empresas optam por contratar terceiros para realizar
os serviços de armazenagem e manuseio de materiais.
Dessa forma, a administração da empresa se isenta da
responsabilidade sob o prédio do armazém, dos equipamentos e do
gerenciamento da operação. E, para ela, não importa quais são os
métodos de manuseio das mercadorias.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Espaço e manuseio público:
Os custos podem variar de acordo com alguns fatores:
Quantidade de mercadorias manuseadas e estocadas;
O período de tempo pelo qual as mercadorias permanecem no armazém;
A quantidade de itens individuais no composto do produto;
Condições especiais para a armazenagem;
O tamanho médio do lote de expedição;
O volume de trabalho burocrático necessário para atividades, como registro
de inventário e preparação de manifesto de cargas.
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
O WMS (o Warehouse Management System, em português, sistema de
gerenciamento de armazéns) é um sistema para gerenciamento de
armazéns e/ou Centros de Distribuição (CDs) que otimiza as atividades
operacionais e administrativas nos processos de armazenagem. Um dos
maiores benefícios do WMS é a otimização do espaço físico na área de
armazenamento.
Algumas atividades que são beneficiadas com esse sistema de
gerenciamento são:
Recepção de mercadorias; Carga e descarga;
Inspeção; Expedição;
Endereçamento; Emissão de documentos;
Armazenagem; Controle de inventário.
Separação;
Embalagem;
Os Principais Tipos de Estoque, Layouts e
Estruturas de Armazenagem
Além dos benefícios já mencionados, temos alguns outros:
Controle operacional, pois o WMS indica as tarefas que devem ser
feitas;
Minimização do tempo, normalmente desperdiçado com esperas;
Otimização do percurso de separação de pedidos;
Estocagem otimizada, com o uso de uma localização calculada
pela curva ABC de giro;
Aumento da densidade de estocagem, reduzindo as distâncias a serem
percorridas.
Inventário
O inventário auxilia no gerenciamento das quantidades físicas e das
registradas no controle de estoque e contabilidade. O uso desse
recurso produz benefícios, como a economia dos custos, que melhora a
rentabilidade do negócio, e a promoção de uma auditoria sobre a
realidade do estoque.
Segundo Martins (2006, p. 199), “o inventário físico consiste na
contagem física dos itens de estoque, caso haja diferenças entre o
inventário físico e os registros do controle de estoques, devem ser
feitos os ajustes conforme recomendações contábeis e tributárias”.
Inventário
Tipos de inventário:
Existem dois tipos de inventário:
O periódico ou geral, que é feito ao final de cada período contábil,
possui efeito fiscal e é realizado em todos os itens;
O rotativo, durante o período contábil, tem como objetivo encontrar e
ajustar diferenças, reduzir e eliminar possíveis perdas e não é
executado em todos os itens.
Inventário
Criação de inventário:
Os itens do estoque devem ser contados por duas equipes diferentes,
ao término das contagens, os relatórios devem ser apresentados ao
gestor responsável para análise. Caso haja alguma diferença, os ajustes
necessários devem ser realizados.
Durante a criação do inventário, a estocagem fica indisponível. No
decorrer do levantamento dos produtos, cada lote receberá uma tarja
indicando que já passou pela contagem e que ficará indisponível até o
fim do processo. O inventário físico proporciona uma oportunidade de
ajustar quaisquer erros nos registros dos materiais ou identificar
avarias.
Inventário
Criação de inventário:
O inventário proporciona a medição de um importante indicador de
desempenho nas empresas: a acuracidade de estoques. Esse índice
representa um indicador de qualidade e confiabilidade da informação
nos sistemas de controle dos estoques, contábeis ou não. Ele serve de
parâmetro comparativo dos itens físicos com o que está registrado no
sistema.
Caso haja divergência entre eles, o inventário não é de confiança ou
não tem acuracidade. A falta de credibilidade nas informações
influencia todos os setores da empresa, além de ocasionar vários
problemas no estado do estoque.
Inventário
Os inventários podem ser caracterizados de acordo com a sua
composição, considerando os itens mais significativos, o período de
estabelecimento e a definição de valor dos itens. São classificados por
amostragem, qualidade e por itens movimentados, conforme se
observará a seguir.
Amostragem:
Para avaliar o nível de qualidade do estoque, o gestor de materiais
poderá determinar o percentual a ser inventariado. Assim, poderá
ser realizado um planejamento de ação para eliminar as
divergências encontradas no processo de acuracidade do
inventário.
Inventário
Qualidade:
Esse processo é usado para definir quando deve ser emitido um
alerta sobre as características técnicas do produto. Para isso, são
estabelecidos critérios de classes de material, como data de
validade, contaminação ambiental química ou biológica etc.
É necessária uma equipe tecnicamente capacitada para verificar as
inconformidades. Nesse inventário, é realizada a contagem e o
acerto dos estoques, a fim de retirar os itens que estão com algum
tipo de incompatibilidade.
Inventário
Processo para realização do inventário:
O plano de contagens faz parte da realização do inventário e o
cálculo físico é planejado com base em períodos. Por sua vez, o
período é o tempo necessário para o processo.
É necessário emitir relatórios para as anotações das quantidades
contadas pelos funcionários responsáveis pelo plano. É necessário
digitar a contagem e compará-la com o estoque atual, a fim de
identificar possíveis distorções entre o saldo atual com a
quantidade listada.
Controle de Estoque
O planejamento logístico é responsável por estabelecer os níveis, a
localização e o controle do estoque, o que significa realizar o
balanceamento dos custos de manutenção, de aquisição e de
faltas.
Os pontos importantes no controle de estoque são listados a seguir.
Previsão de incertezas: vários riscos estão envolvidos no controle de
estoque, pois seu nível depende de muitos fatores, como o lead time,
a previsão de vendas e de demanda.
Previsão de demanda: tentar prever a quantidade de saída dos
produtos é de extrema importância para o planejamento empresarial.
Previsão de tempo de reposição: cuidar dos pedidos de ressuprimento
de materiais para evitar a falta no estoque.
Técnicas de controle de estoque
Método de empurrar estoque: os materiais da fábrica são
estocados nos armazéns de acordo com uma necessidade
estimada.
Após a emissão de uma ordem de produção, o setor responsável
produz os itens e os encaminham para a próxima etapa do
processo produtivo. De acordo com isso, a questão básica é: quanto
estoque deve ser enviado para cada armazém?
Técnicas de controle de estoque
Método de puxar estoque: mantém-se o estoque necessário para
atender a demanda de cada armazém. A procura do cliente é o
ponto de partida da produção, ou seja, ela puxa o abastecimento
dos estoques.
As quantidades armazenadas podem ser menores, se comparadas
ao método de empurrar estoques.
Técnicas e controle de estoques
Quando o estoque chega ao
ponto calculado, o pedido é
disparado. Ao final do tempo
de ressuprimento, a
estocagem chega ao limite e o
pedido é recebido. Assim,
atinge o ponto máximo e o
processo reinicia, conforme
ilustrado na figura ao lado.
Ponto de pedido
Técnicas e controle de estoques
A confiabilidade do método depende diretamente da previsão exata da
demanda e da pontualidade no prazo de ressuprimento. Qualquer
distorção significativa em um dos indicadores causa a ruptura de
estoque, ou seja, a falta do material.
O lote econômico de compras do
ponto de pedido significa que as PP = (C x TR) + Est_min
compras serão realizadas de
acordo com as previsões de Em que:
PP = ponto de equilíbrio
demanda, como representa a
C = consumo
fórmula ao lado: TR = tempo de reposição
Est_min = estoque mínimo
Classificação ABC
Também conhecida como gráfico de Pareto ou teoria 80-20, apresenta
uma aplicação técnica que auxilia na tomada de decisão e possibilita
elencar prioridades. Com base nos itens das tabelas 1 a 3, na sequência
estão dispostos os sete passos.
1º Passo: relacionar todos os itens consumidos em um determinado período.
2º Passo: registrar o preço unitário de cada item e o consumo no período estipulado.
3º Passo: calcular o valor de consumo de cada item, que é dado pelo preço unitário
multiplicado pela quantidade de consumo.
4º Passo: classificar os itens no estoque em ordem decrescente, de acordo com o
valor do consumo.
5º Passo: ordenar os itens de acordo com a classificação do 4º passo.
6º Passo: somar o valor de consumo e o valor de consumo acumulado anterior,
visando lançar o valor de consumo acumulado para cada item.
7º Passo: dividir o valor de consumo acumulado pelo valor de consumo acumulado
do último item, objetivando calcular o percentual sobre o valor total acumulado.
Classificação ABC
Também conhecida como gráfico de Pareto ou teoria 80-20, apresenta
uma aplicação técnica que auxilia na tomada de decisão e possibilita
elencar prioridades. Com base nos itens das tabelas 1 a 3, na sequência
estão dispostos os sete passos.
1º Passo: relacionar todos os itens consumidos em um determinado período.
2º Passo: registrar o preço unitário de cada item e o consumo no período estipulado.
3º Passo: calcular o valor de consumo de cada item, que é dado pelo preço unitário
multiplicado pela quantidade de consumo.
4º Passo: classificar os itens no estoque em ordem decrescente, de acordo com o
valor do consumo.
5º Passo: ordenar os itens de acordo com a classificação do 4º passo.
6º Passo: somar o valor de consumo e o valor de consumo acumulado anterior,
visando lançar o valor de consumo acumulado para cada item.
7º Passo: dividir o valor de consumo acumulado pelo valor de consumo acumulado
do último item, objetivando calcular o percentual sobre o valor total acumulado.
Classificação ABC
Curva ABC - dados de estoque: 1º, 2º e 3º passos
Classificação ABC
Curva ABC - dados de estoque: 4º e 5º passos
Classificação ABC
Curva ABC - dados de estoque: 6º e 7º passos
Classificação ABC
Classificação das categorias
Classificação ABC
Classificação das categorias
Gráfico da curva ABC
Indicadores de Desempenho Organizacionais
Chamados também de Key Performance Indicator (KPI), são
indicadores para o controle gerencial de cada área ou setor de uma
empresa. Auxilia também na aplicação de estratégias para melhorias.
As áreas que normalmente utilizam KPIs são:
Financeira;
Produção;
Logística.
Indicadores de Desempenho Organizacionais
Um indicador de desempenho da área financeira bastante conhecido é
o Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization
(EBITDA) ou Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e
Amortização (LAJIDA), em português. Quanto maior o valor
apresentado pelo índice melhor para a empresa.
O EBITDA é bastante utilizado por organizações de capital aberto e pela
maioria dos analistas, visto que permite verificar o desempenho
realista da empresa em um determinado período sem sofrer a
influência de fatores difíceis de serem mensurados. Os indicadores
mais utilizados nessa área são os de produtividade.
Indicadores de Desempenho Organizacionais
Indicadores de produtividade:
Normalmente relacionados ao índice de produção (hora/homem,
hora/máquina). Estão diretamente ligados à utilização dos recursos da
empresa e aos resultados apresentados.
Indicadores de qualidade:
São analisados junto com os de produtividade, pois auxiliam na
compreensão de qualquer desvio ou não conformidade que possa
ocorrer durante o processo produtivo.
Indicadores de Desempenho Organizacionais
Indicadores de capacidade:
Medem a resposta de um determinado processo. Um exemplo é a
quantidade de produtos acabados que uma máquina consegue
embalar ao longo de um determinado período de tempo.
Indicadores estratégicos:
Auxiliam a conduzir a organização quanto aos objetivos pré-
estabelecidos no processo de planejamento. Eles indicam e comparam
o cenário real da empresa ao que deveria ser, conforme o planejado.
Área de Logística
Nessa área, os indicadores devem refletir os objetivos e metas das
empresas, principalmente quando a logística é a atividade principal,
como em empresas transportadoras.
A área de logística apresenta uma série de indicadores importantes, os
quais serão descritos a seguir.
Giro de estoque:
Calcula o número de vezes que os estoques foram utilizados em um
período. A fórmula para esse cálculo é GE = (custo das mercadorias
vendidas/valor médio dos estoques). Pode ser medido mensalmente,
por clientes, linha de produto ou conforme a necessidade de cada
empresa.
Área de Logística
Nível de serviço de entrega:
Mostra dados de uma das operações mais complexas e observadas
pelos consumidores. É importante tanto para entender o desempenho
da operação de transporte, quanto para medir a eficiência da cadeia de
suprimentos. Serve também como base para avaliar o desempenho e o
grau de confiabilidade dos fornecedores.
Índice turnover:
Avalia o grau de rotatividade dos funcionários da área de logística,
auxiliando na compreensão de questões internas.
A fórmula tradicional é representada por: [(número de demissões +
número de admissões) / 2] / número total de funcionários. A taxa de
rotatividade é importante para que a empresa compreenda os seus
problemas e crie soluções para melhorar seus resultados.
Área de Logística
Além desses, a área de logística ainda apresenta outros indicadores,
tais como:
Avarias no transporte;
Pedido perfeito;
Entregas realizadas no prazo;
Custo de transporte nas vendas;
Custo com não conformidade em transportes;
Utilização da capacidade de carga do caminhão;
Acuracidade na emissão do conhecimento de transporte rodoviário
de carga (CTRC);
Acuracidade do inventário;
Utilização da capacidade de estocagem.
Almoxarifado
É o lugar destinado à armazenagem de produtos, conservação de
materiais fomentando uma política de gestão eficaz de estoques.
O recebimento compreende quatro fases, a seguir listadas:
1ª fase: entrada de materiais;
2ª fase: conferência quantitativa;
3ª fase: conferência qualitativa;
4ª fase: regularização.
Almoxarifado
Para tanto, são utilizados os seguintes documentos:
Ficha de controle de estoque: entrada e saída de material.
Ficha de Localização: onde está cada produto.
Comunicação de Irregularidades: conferência quantitativa e
qualitativa, registro de sinistro.
Relatório técnico de inspeção: Termo de aceite ou recusa do
material recebido;
Requisição de material: documento de pedido de retirada de
materiais.
Devolução de material: documento utilizado para devolver ao
estoque.
Almoxarifado
O pedido dos produtos segue as fases ilustradas abaixo:
Almoxarifado
No quadro abaixo, poder-se-ão observar as ferramentas de respostas
rápidas nas operações logísticas.
Logística no Ambiente Organizacional
A logística engloba todas as fases dos sistemas produtivos das
empresas, conforme anteriormente citado. Fernandes (2012) afirma
que o profissional de logística assumiu diversos codinomes ao longo do
tempo: o pessoal do estoque, o cara do armazém, o pessoal do
transporte.
Porém, a realidade das operações logísticas dentro das organizações
vem mudando há tempos.
Logística no Ambiente Organizacional
A logística avança de forma tal dentro das empresas, que não cabe
mais ser classificada como um setor de ‘apaga os incêndios’, mas que
caminha voltado para uma estratégia empresarial integrada, cujo
objetivo maior é o de apoiar as necessidades operacionais dos diversos
setores, tais como compras, produção e atendimento às expectativas
do cliente.
A melhor forma de atingir excelência em logística é ter como estratégia
fundamental um desempenho melhor que aquele dos concorrentes,
com uma boa relação custo-benefício.
Logística no Ambiente Organizacional
Além disto, um desafio neste sentido se dá em relação à quebra dos
paradigmas que devem ser enfrentados para a promoção da integração
da logística em todas as fases da cadeia de suprimentos a que a
empresa pertence.
Segundo os autores, as empresas devem definir métodos específicos de
gestão e organização, de modo a possibilitar as integrações geográficas,
setoriais e funcionais.
Outro desafio para se atingir a excelência logística dentro da
organização é promover a integração setorial.
Logística no Ambiente Organizacional
Alguns modelos tradicionais trabalham de forma individualizada, onde
cada setor atua preocupando-se apenas com a sua operação logística.
Os resultados insatisfatórios logo aparecem, elevando, inclusive, os
custos e provocando descontentamento em toda a cadeia produtiva.
Para evitar isto, as empresas começaram a perceber a necessidade de
promover a cooperação além de suas fronteiras, integrando todos os
setores.
Logística no Ambiente Organizacional
Desta forma, a logística se torna eficiente e promove a diminuição dos
custos no sistema total em que o produto está inserido.
É sabido que cada departamento tem suas responsabilidades, mas
estas podem ser desenvolvidas a partir da gestão do conhecimento
partilhado entre as outras áreas, permitindo a integração funcional.
Desta forma, os departamentos podem equalizar as dificuldades de
cada um e promover particularidades que não seriam capazes de fazê-
lo individualmente. Isto também contribui para a economia em escala
dentro do processo de criação, até a distribuição do produto ao seu
consumidor final.