0% acharam este documento útil (0 voto)
447 visualizações5 páginas

Actos de fala-RESUMO

O documento discute conceitos-chave da linguística pragmática, incluindo atos de fala, máximas conversacionais de Grice, princípio de delicadeza, e déixis social. Ele define atos de fala como o uso de enunciados funcionais para realizar ações como prometer ou ordenar, e discute tipos de atos ilocutórios como assertivos, diretivos e compromissivos. O documento também explica as máximas conversacionais de Grice e o princípio cooperativo.

Enviado por

Ilidio Sambo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
447 visualizações5 páginas

Actos de fala-RESUMO

O documento discute conceitos-chave da linguística pragmática, incluindo atos de fala, máximas conversacionais de Grice, princípio de delicadeza, e déixis social. Ele define atos de fala como o uso de enunciados funcionais para realizar ações como prometer ou ordenar, e discute tipos de atos ilocutórios como assertivos, diretivos e compromissivos. O documento também explica as máximas conversacionais de Grice e o princípio cooperativo.

Enviado por

Ilidio Sambo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Actos de fala, máximas conversacionais, princípio de delicadeza e Déixis ou Déiticos sociais

Entende-se por acto de fala como o uso de um enunciado funcional, para realizar uma acção,
como, por exemplo, prometer, avisar, informar, ordenar, etc., considerada apropriada às
circunstâncias de uma situação de comunicação particular.

Tipologia de Actos Ilocutórios

 Acto Ilocutório Assertivo- O enunciado produzido está relacionado com o valor de


verdade, podendo se assim se subter ao teste do verdadeiro ou falso.
Ex Lurdes Mutola é a campeã mundial na modalidade de atletismo.
 Acto Ilocutório Diretivo- expressa uma vontade ou desejo do locutor para levar o
interlocutor a realizar uma acção.
Ex: Sugiro que estudem mais!
 Acto Ilocutório Compromissivo- O locutor compromete-se a realizar algo. Utilização de
verbos como “prometer”, “garantir”, “assegurar”.
Ex: Prometo entregar o trabalho dentro do prazo.
 Acto Ilocutório Expressivo- Expressa sentimentos ou emoções, utilizando verbos como
“agradecer”, “dar os parabéns”, “lamentar”.
Ex: Congratulo-me com a tua vitória.
 Acto Ilocutório Declarativos- Traz uma nova realidade à existência; altera a realidade
das coisas, por meio da realização do acto, mas relacionando o locutor com a verdade
daquilo que ele próprio expressa no seu enunciado.
Ex: Declaro o réu culpado das acusações que lhe são Imputadas.

Actos de Fala Indirectos

A realização destas acções, o falante realiza mais do que um acto ilocutório de uma só vez. Na
prática, o que faz é mascarar um acto sob a capa de outro, como acontece no exemplo atrás
referido.

Ex: Não acham que está muito calor aqui dentro?

O que conta para a caracterização e avaliação dos actos ilocutórios é fundamentalmente o


objetivos ilocutório, isto é, a intenção última do locutor ao enunciar determinado enunciado,
pelo que também neste tipo de actos agora descritos, os chamados actos de fala Indirectos ou
actos ilocutórios Indirectos, o que conta é o objetivo ilocutório.
Actos Ilocutórios Directos e Indirectos (consoante se demonstra categoricamente a intenção do
locutor, ou se procura atingir o mesmo objectivo de forma menos evidente):
Acto Ilocutório Diretivos Acto Ilocutório Indirectivos
Gostaria que o trabalho fosse bem
Eu quero o trabalho bem feito! feito.
Será que te importas de me
Vem comigo. acompanhar?

A Teoria dos actos de fala

Ao falarmos da teoria dos actos de fala, submetemo nos a abordar sobre a teoria de efeito, que
podem ser classificados em:

O efeito em Austin

Chama se efeito de Austin, em homenagem a Austin (1962) que foi o criador da Teoria dos actos
de fala, demonstrando que a língua não se presta somente a descrever a “realidade”, mas também
a alterá-la e, até mesmo, a criar novas realidades. As expressões linguísticas que servem para
descrever estados de coisas são apenas uma das categorias possíveis, dai que é irracional se
pensar que a linguagem verbal só tivesse essa função.

Austin, em suas pesquisas conclui que uma afirmação pode ser um performativo. Assim, por
detrás de cada afirmação há uma forma não explicitada de um performativo, um performativo
mascarado. Esta forma gramatical será sempre a utilização da primeira pessoa do singular e do
verbo no presente do indicativo.

O efeito em Searle

Para esse teórico, os enunciados são constituídos por um conteúdo proposicional e um marcador
ilocutório. Caso um enunciado seja formulado por duas vezes com o mesmo conteúdo
proposicional (um valor lógico), o que determinaria sua força ilocucional seria esse marcador
ilocucional, o qual é responsável por realizar um ato de fala diferente, seja ele uma asserção, uma
interrogação, uma ordem ou um desejo.

O autor contrapõe se da visão de Austin e acaba por considerar sua visão supérflua ou sem
importância a entre actos locutórios, ilocutórios e perlocutórios, e faz equivaler à noção de acto
de fala.

O efeito em Ducrot

Ducrot desenvolveu a sua teoria sob orientação do trabalho de Autin. Para Ducrot, o falante, ao
produzir seu discurso, constitui-se como enunciador e institui, simultaneamente, seu interlocutor.
Sua concepção da linguagem mescla-se à noção de acção e ressalta a importância do acto
ilocucional, Ducrot demonstra a relação directa entre acto ilocutório e sentido, atentando para o
facto de que o valor desse acto só se dá por meio do acontecimento enunciativo, não estando,
necessariamente, marcado na materialidade linguística, sendo, portanto, de carácter discursivo.

Princípio Cooperativo de Grice nas maximas conversacionais

Para Grice, o Princípio Cooperativo, pressupõe que as pessoas aderem a certa regra de conduta
para a conversação, procurando serem cooperativas umas com as outras, fazem perguntas, dão
respostas, esperam a sua vez de falar, fornecem as informações necessárias.

Em suas formulações, Grice ressalta que o interlocutor faça a sua contribuição esperando que ela
aconteça, no momento em deve acontecer com o objetivo em andamento, apontando um grupo
de máximas, a saber:

 Máxima de quantidade

A máxima da quantidade diz a quantidade de informações dadas em relação a uma questão, ou


situação dizendo não mais que o necessário. Por exemplo, ao convidamos alguém para uma festa
devemos fornecer as informações necessárias que motivem a participação da mesma. Essas
questões seriam: A razão da festa é uma delas, data e o horário da festa, e o local.

 Máxima de qualidade

Nesta máxima os interlocutores devem apresentar informações verídicas. Não se deve informar
aquilo que se acredita ser falso ou de que não se tenha certeza da veracidade. A violação da
máxima de qualidade pode ocasionar problemas no resultado final da interação, que certamente
será diferente do esperado. Por exemplo, um aluno que falta algumas aulas e busca informações
com uma colega sobre o que ele perdeu em termos de trabalhos e conteúdos. Se a colega não
souber dar as informações que o aluno busca, ele não terá como realizar as atividades que precisa
e o resultado será negativo.

 Máxima de relevância

Esta máxima diz respeito à adequação das informações ao contexto de interação. A pessoa deve
ser relevante para o momento da conversação, não acrescentar informações que possam
confundir a compreensão do leitor, ser direto ao se pronunciar.

 Máxima de modo

A máxima de modo diz respeito às formas de expressão de ideias e informaçõ[Link] maxima,


os interlocutores devem utilizar a linguagem de forma clara, precisa, concisa e ordenada, com o
objetivo de que haja entendimento na interação. Os estágios de violação desta máxima são:
obscuridade, ambiguidade, prolixidade e desordem.

Princípio de delicadeza

São mecanismos que conferem uma maior empatia à comunicação, ou melhor é conversar com
respeito e atender os outros com um bom modo.

Mecanismos de cortesia linguística que favorecem uma comunicação empática ou com


delicadeza.

São eles: Expressões de saudação; Marcadores de boa educação; Imperfeito de cortesia e


Eufemismos.

Dêixis

São os elementos que contribuem com a coesão e articulação textuais, como os pronomes
pessoais e demonstrativos, os tempos verbais, os advérbios de tempo e lugar e uma infinidade de
outros recursos linguísticos. Os elementos dêiticos localizam e identificam pessoas, objetos,
eventos aos quais nos referimos no momento da enunciação.
Dêixis social

Dêixis social são expressões utilizadas para designar os papéis sociais desempenhados pelo
locutor ou por seu interlocutor e o status decorrente desses papéis, como os Pronomes de
Tratamento “senhor”, “senhora”, “mestre”, “doutor”, “doutora” e outras formas de tratamento,
Ou seja, diz respeito à utilização de expressões (formas de tratamento…) que estabelecem
distinções sociais de acordo com a função de cada interveniente na conversa, atentemos no
exemplo.

Exemplos: Senhor Professor, preciso que me esclareça uma dúvida.

Você também pode gostar