A Protoboard didática e medidas elementares com multímetros
19/08/2022, 11:00
Aloisio Renato Mascarenhas Filho Introdução
Laura Stéfane Souza Soares Materiais e Métodos
Mateus Lima Gonçalves Conclusão
Ramsés Santos Goes Resultado e Discussão
Resumo
A partir do estudo da corrente elétrica, foi possível o desenvolvimento de um
componente capaz de resistir a energia elétrica, sendo este chamado de resistência, ele
possui diferentes comportamentos em diferentes modos de associação e com o
manusear de um multímetro para verificarmos as características de cada associação
experimentalmente.
Os materiais utilizados para o experimento foram, protoboard para conectar os
componentes eletrônicos, conectores, resistores entre 47 e 2k, fonte de eletricidade, fios
e um multímetro com capacidade de exercer a função de um voltimetro e amperimetro
para realizar as medições necessárias para atingir o objetivo do experimento.
Os resultados obtidos com as medidas coletadas ao realizar medições em
diversos pontos dos circuitos foram comparadas com os valores calculados utilizando as
equações matemáticas para determinação dos valores e foram comparadas também o
comportamento da corrente com a teoria e determinamos variações nos valores,
contudo, se aproximando bastante do valor teórico indicando uma pequena imprecisão
nos equipamentos utilizados para coletar os dados.
Após discussão dos resultados, podemos aferir a teoria que rege cada associação
de resistores experimentalmente ao realizar medição em vários pontos no circuito.
Apesar da aproximação teórica, houveram divergências causadas por alterações na
resistência equivalente de cada associação devido a resistência dos fios utilizados no
próprio multímetro.
1. Introdução
Com os estudos do eletromagnéticos, da diferença de potencial (DDP) e da
corrente elétrica (i) cujas unidades no Sistema internacional de medida (SI) é dada
respectivamente em Volt (𝑉) e Ampére (𝐴), conseguimos observar que a eletricidade é
capaz de interagir de maneiras diferentes em certos tipos de materiais e seus arranjos, e,
um componente feito apenas para o propósito de ser ligado a eletricidade, chamamos de
componente eletrônico.
Um dos mais primitivos componentes eletrônicos criados com o estudo da
eletricidade é o resistor (𝑅), um simples componente que transforma a passagem de
energia elétrica em energia térmica. A unidade que mensura a resistividade de um
resistor é o Ohm (Ω) e podemos catalogar duas maneiras de associação de resistores
com diferentes tipos de efeitos e interações entre si, sendo elas associações em série ou
paralelo, onde em cada uma terá uma resistência equivalente diferente mesmo com
resistores iguais.
A associação de resistores em série, como o próprio nome já diz, é uma
associação onde os resistores se encontram posicionados em sequência como mostra a
fig 1. Onde U é a fonte de energia e R1, R2 e R3 são os resistores. Como consequência,
essa associação permite que uma única corrente elétrica passe por todo o arranjo
enquanto a DDP é diferente para todos os resistores associados.
Figura 1 – Associação em série de resistores
Fonte: Todamateria (2022)
A equação que define a resistência equivalente do sistema é dada pelo somatório
das resistências:
𝑛
𝑅𝑒𝑞 = ∑ 𝑅𝑖
𝑖=1
onde 𝑅𝑒𝑞 é a resistência equivalente, i a corrente e 𝑅 o valor em Ω do resistor.
Por outro lado, na associação de resistores em paralelo, todos os resistores estão
submetidos a uma mesma diferença de potencial. Sendo a corrente elétrica dividida
pelos ramos do circuito.” (Todamatéria, 2022), assim como mostra na Fig 2. Onde 𝐸
representa a força eletromotriz do circuito e o ponteiro 𝐼, o caminho em que a corrente
segue, se dá um arranjo em paralelo.
Figura 2 – Associação em paralela de resistores
Fonte: Todamateria (2022)
Sendo a equação que representa o inverso da resistência equivalente dessa
associação em paralelo de resistores é o somatório do inverso das correntes:
𝑛
1 1
𝑅𝑒𝑞
= ∑ 𝑅𝑖
𝑖=1
onde 𝑅𝑒𝑞 é resistência equivalente e 𝑅 é o valor em Ω da resistência.
Em uma associação mista como mostra na fig 3. Onde 𝑅 representa a resistência,
calculamos primeiramente a resistência equivalente da associação em paralelo para
depois calcularmos a resistência equivalente de todo o circuito.
Figura 3 – Associação mista de resistores.
Fonte: Todamateria (2022)
Por fim, neste experimento iremos manusear um multímetro, instrumento de
medida cuja sua função é mensurar o 𝑉 e o 𝐴 de um circuito para assim verificar
experimentalmente as abordagens teóricas em relação aos resistores e suas associações
em série, paralelo e mista com uma única fonte de tensão elétrica.
2. Materiais e métodos
● Protoboard e conectores
● Multímetro
● Resistores de 47 e 200 Ω
● Fonte
● Fios
Coletou-se 3 resistores que obedeciam a faixa entre 47 e 1000 Ω para a execução
do procedimento e os organizou na Protoboard de acordo com os seguintes aspectos: na
primeira etapa, resistores organizados num sistema em paralelo, na segunda etapa um
sistema em série e na terceira, um sistema misto aplicada a uma tensão de 4,0 V. Logo
depois calculou-se a diferença de potencial elétrica, a potência em cada elemento e a
corrente elétrica em cada segmento do circuito.
Com o auxílio dos fios vermelho e preto que representavam a condução de
energia elétrica pela variação positiva para negativa, respectivamente, conectou-os na
fonte adequadamente para liberar a tensão e também no multímetro para obter a
corrente e comparar as tensões calculadas.
Com as devidas precauções para conservação dos resistores em futuros
procedimentos, em cada processo a fonte não permaneceu ligada por mais de 5,0 s para
não ultrapassar a capacidade limite dos mesmos.
3. Resultados e discussão
Aferiu-se, primeiramente, os valores, em ohms, das resistências utilizadas na
prática, no intuito de averiguar se os valores constatados em seus rótulos condizem com
o seu real valor. Foram utilizadas uma resistência de 47 ohms e duas resistências de 200
ohms. Ao medir seus valores, no multímetro, obteve-se os resultados apresentados nas
figuras 4, 5 e 6:
Figura 4 – Resistência de 47 ohms
Fonte: Equipe
Figura 5 – Resistência de 200 ohms
Fonte: Equipe
Figura 6 – 2ª Resistência de 200 ohms
Fonte: Equipe
Notou-se que as resistências não apresentavam, com exatidão, os valores
constatados em sua rotulação.
Em seguida, montou-se um circuito seriado com elas para encontrar o valor da
resistência resultante, que consta na figura 7:
Figura 7 – Resistência Equivalente
Fonte: Equipe
O resultado apresentado no multímetro diverge do valor que, pela rotulação das
resistências, seria 447 ohms; assim como diverge dos valores obtidos
experimentalmente, de cada resistência, que somados equivaleria 438.3 ohms.
Em sequência, analisou se a diferença de potencial da corrente elétrica do
sistema, obtendo-se o resultado de 4 volts, sem divergências, assim como era esperado,
conforme a figura 8:
Figura 8 – D.D.P do sistema de resistores seriado
Fonte: Equipe
Por se tratar de um arranjo em série, a corrente de entrada vai ser a mesma que a
da saída e em todos os outros pontos. A figura 9 mostra a corrente liberada pela fonte
enquanto a 10 mostra os valores obtidos no multímetro:
Figura 9 – Corrente de saída da fonte.
Fonte: Equipe
Figura 10 – Corrente medida pelo Multímetro.
Fonte: Equipe
Posteriormente, mudou-se o esquema para um circuito misto, no qual colocou-se
os 2 resistores de 200 ohms em série, muito embora eles estivessem em paralelo com o
resistor de 47 ohms, conforme na figura 11:
Figura 11 – Circuito misto.
Fonte: Equipe
Inicialmente foi medida a diferença de potencial em cada arranjo paralelo
conforme as figuras 12 e 13:
Figura 12 – Diferença de potencial no resistor de 47 ohms.
Fonte: Equipe
Figura 13 – Diferença de potencial no resistor de 200 ohms.
Fonte: Equipe
Observou-se que as diferenças de potencial na soma da série de resistores de 200
ohms e no resistor, paralelo a eles, de 47 ohms têm, aproximadamente, os mesmos
valores. Sendo a soma da série de 200 ohms tendo 3.84V, enquanto o de 47 ohms possui
uma diferença de potencial de 3.97 V.
Depois da análise das diferenças de potencial, aferiu-se as correntes que
passavam pelo circuito. Como é em paralelo, o comportamento esperado era a divisão
da corrente por cada via, algo que foi comprovado conforme as figura 14 e 15:
Figura 14 – Corrente no resistor de 47 ohms.
Fonte: Equipe
Figura 15 – Diferença de potencial no resistor de 200 ohms.
Fonte: Equipe
A soma das correntes da figura 14 e figura 15 deu, aproximadamente, 90.5 mA,
valor próximo ao que a fonte disponibilizou, 92 mA.
A tabela 1 mostra a comparação entre os valores esperados e os valores obtidos
experimentalmente e estimar um desvio tolerável para eles:
Tabela 1 - Valores esperados e obtidos
Valores esperados Valores obtidos Valores com
desvio
Resistores (Ω) 47 46.9 46.9±2.3
200 194.1 194.1±9.7
200 197,3 451.0±22.5
447 451
Diferença de 4 4 4±0.2
Potencial para os
resistores em série
(V)
Diferença de 4 3.84 3.84±0.2
Potencial para os 3.97 3.97±0.2
resistores em
paralelo (V)
Corrente para os 9.0 8.9 8.9±0.4
resistores em série
(mA)
Corrente para os 92 90.5 90.5±4.5
resistores em
paralelo (mA)
Fonte: Equipe
Por haver intempéries como a resistividade dos fios, tanto do multímetro quanto
da fonte de energia, resistores apresentarem diferenças entre seus rótulos e seus valores
reais, incertezas do multímetro e a própria protoboard, as vezes, não funcionar
devidamente; os resultados foram divergentes dos esperados, mas dentro de uma
margem de erro que os tornam aceitáveis para comprovar, didaticamente, o
funcionamento do circuito eletrônico proposto.
4. Conclusão
Através do experimento, foi possível constatar aspectos teóricos, tais como
dissipação de tensão e comportamento da corrente ao longo do circuito. Nesse sentido,
foi observado que a corrente se conservava ao passar por resistores em paralelo, e se
dividia ao se encontrar com um nó (ponto de encontro de 3 ou mais fios), além de
observar que a tensão em ramos paralelos era a mesma; os cálculos para previsão teórica
foram feitos por meio das equações apresentadas na introdução, observando-se uma leve
discrepância entre o previsto e o encontrado, devido aos valores de resistência não
serem exatamente como os delimitados na escrita, além da dissipação não prevista no
cálculo teórico devido ao fio. Por fim, foram coletados valores para cada um dos
parâmetros, corrente através de uma quebra no circuito onde foi colocado o multímetro,
e através de ligação em paralelo para determinar a tensão no ponto, sendo possível
perceber que em alguns momentos o fio dissipou quantidades pequenas de tensão.
Referências
Fundamentos de Física Vol. 3 - Eletromagnetismo Halliday 10ª Edição
https://www.todamateria.com.br/associacao-de-resistores/ acessado em: 8 de out. 2022.