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Recurso Especial sobre Contribuições Previdenciárias

O documento resume uma decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre um recurso especial interposto por uma cooperativa contra decisão do Tribunal Regional Federal da 5a Região. O STJ negou provimento ao recurso, entendendo que valores retidos de empregados a título de contribuição previdenciária e Imposto de Renda devem compor a base de cálculo das contribuições patronais.
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Recurso Especial sobre Contribuições Previdenciárias

O documento resume uma decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre um recurso especial interposto por uma cooperativa contra decisão do Tribunal Regional Federal da 5a Região. O STJ negou provimento ao recurso, entendendo que valores retidos de empregados a título de contribuição previdenciária e Imposto de Renda devem compor a base de cálculo das contribuições patronais.
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          Lider Diários - Folha de acompanhamento processual


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SEBRAE - GRUPO STJ

PUBLICAÇÃO: 1 de 5

Jornal: DJ União Tribunais Superiores


Processo: 2022/0318304-8
Data Disponibilização:: 27/10/2022
Data Publicação:: 28/10/2022
Nome pesquisado: SEBRAE
Tribunal: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Vara: Secretaria de Processamento de Feitos – Primeira Turma
Cidade: DJ Seção Única
Título:   


RECURSO ESPECIAL Nº 2031554 - AL (2022/0318304-8)   
RELATOR : MINISTRO SERGIO KUKINA   
RECORRENTE : COOPERATIVA REGIONAL DOS PRODUTORES DE ACUCAR E
ALCOOL DE ALAGOAS   
ADVOGADOS : THIAGO MOURA DE ALBUQUERQUE ALVES - AL006119 JULIANA
ENDRISS CARNEIRO CAMPELLO - PE021749   
RECORRIDO : FAZENDA NACIONAL DECISAO Trata-se de recurso especial manejado por
Cooperativa Regional dos Produtores de Acucar e Alcool de Alagoas, com base no art. 105, III,
a, da CF, contra acordao proferido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Regiao, assim ementado
(fl. 157/158):   
EMENTA: TRIBUTARIO. CONTRIBUICOES PREVIDENCIARIAS PATRONAIS. SAT/RAT.
CONTRIBUICOES DEVIDAS A TERCEIROS. COTA LABORAL. IRRF. VALORES
DESCONTADOS DOS EMPREGADOS E DEMAIS PRESTADORES DE SERVICOS.
VERBA REMUNERATORIA. BASE DE CALCULO. INCIDENCIA. TOTALIDADE DA
FOLHA DE SALARIOS. RECURSO IMPROVIDO. 1. Apelacao interposta contra sentenca que
julgou improcedente pedido com o fim de excluir da base de calculo das contribuicoes
securitarias (inclusive para risco de acidentes do trabalho) e as destinadas a terceiras entidades
(Salario- Educacao, SEBRAE, SENAC, SESC e adicional ao INCRA) os valores retidos pela
empresa a titulo de contribuicao previdenciaria do empregado e de Imposto de Renda da Pessoa
Fisica (IRRF) que sao creditados a Uniao. 2. A Constituicao Federal de 1988, em seu art. 195,
inciso I, "a", dispoe que as contribuicoes sociais da empresa possuem como base de calculo a
folha de salarios e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer titulo. 3. Em
consonancia com o texto constitucional, o art. 22, incisos I a III, da Lei nº 8.212/91 estabelece
que a contribuicao previdenciaria patronal incide sobre o total das remuneracoes pagas ou
creditadas, a qualquer titulo, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos. 4. A
jurisprudencia de nossas Cortes regionais tem entendido que "as verbas correspondentes a
retencao da contribuicao previdenciaria (cota empregado) e do imposto de renda integram a
remuneracao do empregado e, portanto, constituem base de calculo das contribuicoes

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previdenciarias". (TRF3, Agravo de Instrumento 5027580-94.2020.4.03.0000, Rel.
Desembargador Federal Helio Egydio de Matos Nogueira, 1ª Turma, Data: 10/03/2021). 5. A Lei
8.212/1991 preve ainda as hipoteses de exclusao da base de calculo de contribuicoes
previdenciarias, no art. 28, § 9º, nao havendo qualquer mencao aos tributos ora questionados. 6.
"Os descontos efetuados a titulo de contribuicao previdenciaria devida pelo empregado e IRPF
ocorrem em momento posterior e nao interferem na base de    calculo das contribuicoes
patronais". Precedente: (TRF3, ApCiv 5014237-64.2020.4.03.6100, Rel Desembargador Federal
Valdeci dos Santos, 1ª Turma, Data: 23/03/2021). 7. A incidencia das contribuicoes destinadas a
terceiras entidades (Sistema "S", INCRA e salario-educacao) deve ter por base o mesmo
raciocinio exposto, pois, da analise das legislacoes que regem os institutos - art. 240 da CF
(Sistema "S"); art. 15 da Lei nº 9.424/96 (salario-educacao) e Lei nº 2.613/55 (INCRA) -,
depreende-se que possuem base de calculo coincidente com a das contribuicoes previdenciarias
(folha de salarios). 8. Apelacao nao provida. A parte recorrente aponta violacao aos arts. 22 da
Lei nº 8.212/1991. Sustenta, em resumo, ser "indevida a inclusao dos valores retidos pela
Recorrente a titulo de contribuicao devida pelos trabalhadores pessoas fisicas e o Imposto de
Renda da Pessoa Fisica (IRRF) na base de calculo da contribuicao previdenciaria a ser recolhida
pelos empregadores, incidente sobre os salarios pagos aos empregado" (fl. 183), pois "o IRRF e a
contribuicao previdenciaria, ambos devidos pelo empregado, nao se constituem em ganhos,
retribuicao pelo trabalho prestado ou qualquer especie de remuneracao a atrair a incidencia da
contribuicao previdenciaria patronal" (fls. 176/177). Contrarrazoes apresentadas as fls. 209/219.
Parecer do Ministerio Publico Federal as fls. 276/279. E O RELATORIO. SEGUE A
FUNDAMENTACAO. A irresignacao nao merece prosperar. Com efeito, destaca-se o acordao
recorrido a seguinte fundamentacao (fl. 154/155): Em consonancia com o texto constitucional, o
art. 22, incisos I a III, da Lei nº 8.212/91 estabelece que a contribuicao previdenciaria patronal
incide sobre o total das remuneracoes pagas ou creditadas, a qualquer titulo, aos segurados
empregados e trabalhadores avulsos. Vejamos: [...] A Lei 8.212/1991 preve ainda as hipoteses de
exclusao da base de calculo de contribuicoes previdenciarias, no art. 28, § 9º, nao havendo
qualquer mencao aos tributos ora questionados. Acerca do tema, a jurisprudencia de nossas
Cortes regionais tem entendido que "as verbas correspondentes a retencao da contribuicao
previdenciaria (cota empregado) e do imposto de renda integram a remuneracao do empregado e,
portanto, constituem base de calculo das contribuicoes previdenciarias". (TRF3, Agravo de
Instrumento 5027580-94.2020.4.03.0000, Rel. Desembargador Federal Helio Egydio de Matos
Nogueira, 1ª Turma, Data: 10/03/2021). Diante desse contexto, observa-se que o acordao
recorrido esta em conformidade com o entendimento desta Corte Superior no sentido da
impossibilidade de exclusao, da base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal, da
contribuicao ao SAT/RAT e da contribuicoes devidas a terceiros, do valor retido a titulo de
contribuicao previdenciaria do empregado, raciocinio que tambem se aplica ao Imposto de
Renda. Nesse sentido:    TRIBUTARIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
VIOLACAO DO ART. 1.022 DO CPC/2015. INEXISTENCIA. CONTRIBUICAO
PREVIDENCIARIA PATRONAL. BASE DE CALCULO. VALORES RETIDOS A TITULO
DE CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA E IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE.
INCIDENCIA. 1. A legislacao processual (art. 932 do CPC/2015, c/c o art. 255, § 4º, do RISTJ, e
Sumula 568/STJ) permite ao ministro relator julgar monocraticamente o recurso inadmissivel ou,
ainda, aplicar a jurisprudencia consolidada desta Corte. Alem disso, a possibilidade de
interposicao de recurso ao orgao colegiado afasta qualquer alegacao de ofensa ao principio da
colegialidade. 2. Deve-se ressaltar que o acordao recorrido nao incorreu em omissao ou

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contradicao, uma vez que o voto condutor do julgado apreciou, fundamentadamente, todas as
questoes necessarias a solucao da controversia, dando-lhes, contudo, solucao juridica diversa da
pretendida pela parte agravante. Vale destacar, ainda, que nao se pode confundir decisao
contraria ao interesse da parte com ausencia de fundamentacao ou negativa de prestacao
jurisdicional. 3. A Segunda Turma desta Corte de Justica, na apreciacao do REsp n.
1.902.565/PR, firmou o posicionamento de que "o montante retido a titulo de contribuicao
previdenciaria compoe a remuneracao do empregado, de modo que deve integrar a base de
calculo da contribuicao previdenciaria patronal. Com efeito, embora o credito da remuneracao e
a retencao da contribuicao previdenciaria possam, no mundo dos fatos, ocorrer simultaneamente,
no plano juridico as incidencias sao distintas, pois o montante retido deriva da remuneracao do
empregado, conserva ele a natureza remuneratoria, razao pela qual integra tambem a base de
calculo da cota patronal". 4. O mesmo entendimento aplica-se ao imposto de renda, que nao pode
ser excluido da base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal. 5. Desse modo, a
pretensao de o empregador descontar da base de calculo da contribuicao por ele devida uma
parcela da remuneracao paga ao empregado, que corresponde a participacao do empregado no
custeio do beneficio, nao pode ser acolhida. 6. A conclusao quanto a base de calculo da
contribuicao previdenciaria patronal aplica-se indistintamente a contribuicao ao SAT/RAT e as
contribuicoes sociais devidas a terceiros, tendo em vista a identidade de bases de calculo. 7.
Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.967.591/RS, Rel. Ministro Og
Fernandes, Segunda Turma, julgado em 19/04/2022, DJe 28/04/2022) TRIBUTARIO. AGRAVO
INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA PATRONAL.
BASE DE CALCULO. EXCLUSAO DO MONTANTE REFERENTE AO IMPOSTO DE
RENDA RETIDO NA FONTE E A CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA DO EMPREGADO.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. O Tribunal de origem, ao apreciar a questao,
entendeu que nao tem o contribuinte o direito de excluir a contribuicao previdenciaria e o
imposto de renda descontados dos empregados, da base de calculo da contribuicao previdenciaria
patronal, nem das contribuicoes destinadas ao SAT/RAT e terceiros. 2. O acordao recorrido esta
em consonancia com o entendimento do Superior Tribunal de Justica de que o montante retido a
titulo de imposto de renda e de contribuicao previdenciaria compoe a remuneracao do
empregado, de modo que deve integrar a base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal
uma vez que, "embora o credito da remuneracao e a retencao da contribuicao previdenciaria
possam, no mundo dos fatos, ocorrer simultaneamente, no plano juridico as incidencias sao
distintas. Uma vez que o montante retido deriva da remuneracao do empregado, conserva ele a
natureza remuneratoria, razao pela qual integra tambem a base de calculo da cota patronal."
REsp n. 1.898.707/RN, relatora Ministra Assusete Magalhaes, Segunda Turma, DJe de
27/4/2021.    3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no REsp 1.967.426/SC, Rel.
Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 19/04/2022, DJe 28/04/2022)
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTARIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.
MANDADO DE SEGURANCA. CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA A SER RECOLHIDA
PELA EMPRESA (PATRONAL). BASE DE CALCULO. FOLHA DE SALARIOS. PARCELA
DESCONTADA DA REMUNERACAO DO EMPREGADO PARA CUSTEAR O
FORNECIMENTO DE VALE-ALIMENTACAO. 1. Aos recursos interpostos com fundamento
no CPC/2015 (relativos a decisoes publicadas a partir de 18 de marco de 2016) serao exigidos os
requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC (Enunciado n. 3 do Plenario do
STJ). 2. O Supremo Tribunal Federal, no RE 565.160/SC, ao decidir que ?a contribuicao social a
cargo do empregador incide sobre ganhos habituais do empregado?, firmou compreensao

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segundo a qual a expressao ?ganhos habituais do empregado? nao se restringe ao conceito
restrito de salario previsto na CLT, abrangendo todas as parcelas de carater remuneratorio pagas
em decorrencia do contrato de trabalho. 3. Por ser componente da folha de salarios, a parcela do
salario dos empregados, descontada para custear o vale-alimentacao, deve compor a base de
calculo da contribuicao previdenciaria a ser recolhida pela empresa. Precedentes. 4. Agravo
interno nao provido. (AgInt no REsp 1.936.788/RS, Rel. Ministro Benedito Goncalves, Primeira
Turma, julgado em 06/12/2021, DJe 09/12/2021) PROCESSO CIVIL, TRIBUTARIO.
MANDADO DE SEGURANCA. INCLUSAO DO IRRF E DA CONTRIBUICAO
PREVIDENCIARIA DO EMPREGADO NA BASE DE CALCULO DAS CONTRIBUICAO
PREVIDENCIARIA PATRONAL, RAT E CONTRIBUICAO DE TERCEIROS. RECURSO
ESPECIAL. NAO OCORRENCIA DE NEGATIVA DE PRESTACAO JURISDICIONAL.
OBICES DE ADMISSIBILIDADE. AGRAVO INTERNO. DECISAO MANTIDA. I - Na
origem, trata-se de mandado de seguranca preventivo com pedido de liminar contra ato de
Delegado da Receita Federal do Brasil de Londrina objetivando a declaracao de inexistencia de
relacao juridica no que concerne ao dever de inclusao de IRRF e da contribuicao previdenciaria
do empregado/autonomo na base de calculo das contribuicoes previdenciarias patronal e RAT e
da contribuicao de terceiros. Na sentenca, denegou-se a seguranca. No Tribunal a quo, negou-se
provimento a apelacao. II - No caso, nao ha que se falar em negativa de prestacao jurisdicional.
O Tribunal de origem adotou fundamento suficiente de que: ?Nao ha preceito legal a ensejar a
contribuicao previdenciaria patronal sobre o valor liquido dos salarios, isto e, salarios
descontados as contribuicoes previdenciarias e o imposto de renda arcadas pelos funcionarios.?
(fl. 1.145). III - Ademais, tambem nao ha fundamento legal para a exclusao das contribuicoes
devidas ao SAT-RAT e terceiros. Verifico que, em verdade, a parte recorrente busca meramente
rediscutir os fundamentos juridicos em que se baseou o Tribunal de origem. IV - Consoante a
jurisprudencia pacifica do Superior Tribunal de Justica, temse que o julgador nao esta obrigado a
rebater, um a um, todos os argumentos ou apreciar todos dispositivos de lei invocados pelas
partes quando, por outros meios que lhe sirvam de conviccao, tenha encontrado motivacao
suficiente para dirimir a controversia; devendo, assim, enfrentar as questoes relevantes
imprescindiveis a resolucao do caso. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.575.315/PR, relator
Ministro Francisco Falcao, Segunda Turma, DJe 10/6/2020; REsp 1.719.219/MG, relator
Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe 23/5/2018; AgInt no REsp n. 1.757.501/SC,
relator Ministro Francisco Falcao, Segunda Turma, DJe 3/5/2019; AgInt no REsp n.
1.609.851/RR, relatora Ministra Regina Helena Costa, Primeira Turma, Dje 14/8/2018. No
merito, o    recurso especial nao comporta seguimento. V - Sobre a alegada ofensa aos arts. 1° e
8° do CPC/2015; bem como 97 e 110 do CTN; estes dispositivos nao se apresentaram como
questoes enfrentadas (em termos de ?causas decididas?, conceito previsto do art. 105, III, da
Constituicao Federal), porque nao foram abordados pelo Tribunal de origem. Incide, de qualquer
sorte, o Enunciado Sumular n. 211/STJ, que dispoe que e "Inadmissivel recurso especial quanto a
questao que, a despeito da oposicao de embargos declaratorios, nao foi apreciada pelo Tribunal a
quo". Assim, ?se a questao levantada nao foi discutida pelo Tribunal de origem e nao verificada,
nesta Corte, a existencia de erro, omissao, contradicao ou obscuridade, nao ha falar em
prequestionamento ficto da materia, nos termos do art. 1.025 do CPC/2015, incidindo na especie
a Sumula nº 211/STJ.? (AgInt no AREsp 1.557.994/SP, relator Ministro Ricardo Villas Boas
Cueva, Terceira Turma, DJe 15/5/2020). A proposito: AgInt no AREsp 1.545.423/GO, relator
Ministro Marco Aurelio Bellizze, Terceira Turma, DJe 19/12/2019; AgInt no AREsp
1.711.642/SP, relator Ministro Marco Buzzi, Quarta Turma, DJe 4/12/2020; AgInt no REsp

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1.838.034/PB, relator Ministro Francisco Falcao, Segunda Turma, DJe 2/12/2020. VI - Conforme
entendimento desta Corte, nao ha incompatibilidade entre a inexistencia de ofensa ao art. 1.022
do CPC/2015 e a ausencia de prequestionamento, com a incidencia do enunciado n. 211 da
Sumula do STJ quanto as teses invocadas pela parte recorrente, que, entretanto, nao sao
debatidas pelo tribunal local, por entender suficientes para a solucao da controversia outros
argumentos utilizados pelo colegiado. Nesse sentido: AgInt no AREsp 1.234.093/RJ, relator
Ministro Ricardo Villas Boas Cueva, Terceira Turma, julgado em 24/4/2018, DJe 3/5/2018;
AgInt no AREsp 1.173.531/SP, relator Ministro Francisco Falcao, Segunda Turma, julgado em
20/3/2018, DJe 26/3/2018. VII - No mais, alem de embasamento em precedentes do Supremo
Tribunal Federal, as fundamentacoes contidas nas razoes do recurso especial e no acordao
recorrido tiveram como ponto nodal o conceito de receita bruta/faturamento, materia com
natureza eminentemente constitucional. VIII - Conforme a jurisprudencia do Superior Tribunal
de Justica, "a discussao atinente a modificacao legislativa do conceito de faturamento extraido da
norma que rege a competencia tributaria (art. 195, I, da CF/88) e materia de natureza
constitucional e, por isso, nao pode ser apreciada em Recurso Especial, sob pena de usurpacao da
competencia do STF." (STJ, AgRg no Ag 1.421.547/CE, relator Ministro Herman Benjamin,
Segunda Turma, DJe de 24/8/2012). Em igual sentido: STJ, AgRg no REsp 1.256.016/SC, relator
Ministro Arnaldo Esteves Lima, Primeira Turma, DJe de 21/9/2012; AgRg nos EDcl no REsp
1.261.346/RJ, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma, DJe de 28/9/2012; EDcl no
AgRg no REsp 1.228.113/SC, relatora Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe de
9/10/2013; AgRg no REsp 1.403.376/SC, relator Ministro Humberto Martins, Segunda Turma,
DJe de 26/8/2014. (AgInt no REsp 1.793.369/SP, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda
Turma, DJe 18/10/2019.) IX - Ainda que fossem superados esses obices, o acordao recorrido esta
em consonancia com a jurisprudencia do Superior Tribunal de Justica, que, no julgamento do
REsp n. 1.902.565/PR, relatora Ministra Assusete Magalhaes, Segunda Turma, DJe 7.4.2021,
fixou que o montante retido a titulo de contribuicao previdenciaria compoe a remuneracao do
empregado, de modo que deve integrar a base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal,
da contribuicao ao SAT/RAT (art. 22, II, da Lei n. 8.212/91) e das contribuicoes sociais devidas a
terceiros. X - E que pretensao de exclusao da cota do empregado da base de calculo da
contribuicao do empregador levaria, necessariamente, a exclusao do imposto de renda retido na
fonte e, posteriormente, a degeneracao do conceito de remuneracao bruta em remuneracao
liquida, ao arrepio da legislacao de regencia. Confira-se: REsp 1.902.565/PR, relatora Ministra
Assusete Magalhaes, Segunda Turma, DJe 7/4/2021; REsp n. 1.898707/RN, relatora Ministra
Assusete Magalhaes, Segunda Turma,    DJe 27/4/2021. XI - Novamente, nao ha
incompatibilidade entre a afirmacao de que a controversia posta no recurso especial demanda
analise de tema eminentemente constitucional e, de outro lado, que a conclusao alcancada pelo
acordao recorrido nao destoa da jurisprudencia do STJ. XII - Agravo interno improvido. (AgInt
no REsp 1.956.268/RS, Rel. Ministro Francisco Falcao, Segunda Turma, julgado em 11/04/2022,
DJe 18/04/2022) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTARIO. MANDADO DE SEGURANCA.
CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA PATRONAL. VALORES DESCONTADOS DOS
EMPREGADOS. TOTAL DAS REMUNERACOES. VALORES BRUTOS. INCIDENCIA. 1.
Em conformidade com a orientacao remansosa do STJ, caberia a parte, nas razoes do seu
Recurso Especial, alegar violacao do art. 1.022 do CPC/2015, a fim de que o STJ pudesse
averiguar a existencia de possivel omissao no julgado, o que nao foi feito. A proposito: AgInt no
REsp 1.622.622/PR, Rel. Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe 8.9.2020; e REsp
1.874.545/CE, Rel. Ministra Assusete Magalhaes, Segunda Turma, DJe 29.6.2020. 2. Cuida-se,

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na origem, de Mandado de Seguranca impetrado por Cirurgia e Diagnose em Oftalmologia do
Parana S/S Ltda., objetivando, em sintese, assegurar o direito subjetivo liquido e certo de nao
sofrer a incidencia das contribuicoes previdenciarias previstas no art. 22, I a III, da Lei
8.212/1991 (e acessorios - SAT/RAT e contribuicao a terceiros), sobre os valores retidos pela
empresa a titulo de contribuicao previdenciaria do empregado e de Imposto de Renda da Pessoa
Fisica (IRRF) que sao creditados a Uniao, excluindo-os da base de calculo das referidas exacoes,
por nao se subsumirem ao conceito de remuneracao, previsto no art. 195, I, "a", da Constituicao
da Republica. 3. O STJ, quando do julgamento do REsp 1.902.565/PR, Rel. Ministra Assusete
Magalhaes, Segunda Turma, DJe 7.4.2021, fixou que o montante retido a titulo de contribuicao
previdenciaria compoe a remuneracao do empregado, de modo que deve integrar a base de
calculo da contribuicao previdenciaria patronal, da contribuicao ao SAT/RAT (art. 22, II, da Lei
8.212/1991) e das contribuicoes sociais devidas a terceiros. 4. E que a pretensao de exclusao da
cota do empregado da base de calculo da contribuicao do empregador levaria, necessariamente, a
exclusao do Imposto de Renda Retido na Fonte e, posteriormente, a degeneracao do conceito de
remuneracao bruta em remuneracao liquida, ao arrepio da legislacao de regencia. 5. Ademais, no
referido julgamento do REsp 1.902.565/PR foi apontado, e se aplica ao caso presente, o fato de
que, "A rigor, o que pretende a parte recorrente e que o tributo incida, nao sobre a remuneracao
bruta, conforme previsto no art. 22, I, da Lei 8.212/91, mas sobre a remuneracao liquida. O
raciocinio, levado ao extremo, conduziria a perplexidades que bem demonstram o desacerto da
tese. Primeiro, a exclusao do montante retido a titulo de contribuicao previdenciaria do
empregado permitiria concluir que tambem o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nao
integraria a base de calculo da contribuicao, aproximando-a, ainda mais, da remuneracao liquida.
E, segundo, a base de calculo da contribuicao patronal, observado o art. 28, § 5º, da Lei 8.212/91,
seria inferior a base de calculo da contribuicao previdenciaria do empregado, em potencial
violacao ao principio da equidade na forma de custeio, nos termos do art. 194, paragrafo unico,
V, da Constituicao." Na mesma linha: AgInt no REsp 1.936.971/RS, Rel. Ministra Assusete
Magalhaes, Segunda Turma, DJe 29.9.2021; AgInt no REsp 1.924.124/RS, Rel. Ministro Mauro
Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 30.9.2021; e AgInt no REsp 1.932.123/RS, Rel.
Ministro Francisco Falcao, Primeira Turma, DJe 1º.10.2021. 6. Agravo Interno nao provido.
(AgInt no REsp 1.934.313/RS, Rel. Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em
22/11/2021, DJe 10/12/2021)    PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO
ESPECIAL. SUBMISSAO A REGRA PREVISTA NO ENUNCIADO ADMINISTRATIVO
03/STJ. TRIBUTARIO. SUPOSTA OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022 DO CPC/2015.
INEXISTENCIA DE VICIO NO ACORDAO RECORRIDO. MANDADO DE SEGURANCA.
CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA PATRONAL. BASE DE CALCULO. VALORES
RETIDOS A TITULO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA FONTE E DE
CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA DO EMPREGADO. NATUREZA
REMUNERATORIA. INCLUSAO. PRECEDENTES. 1. Nao havendo no acordao recorrido
omissao, obscuridade ou contradicao, nao fica caracterizada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do
CPC/2015. 2. No REsp 1.902.565/PR, Rel. Ministra Assusete Magalhaes, a Segunda Turma do
Superior Tribunal de Justica, por unanimidade, firmou orientacao de que o numerario retido a
titulo de contribuicao previdenciaria integra a remuneracao do empregado, razao pela qual
compoe a base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal. Tal raciocinio tambem deve
ser aplicado ao caso do imposto de renda. No mesmo sentido: AgInt no REsp 1936971/RS, Rel.
Ministra ASSUSETE MAGALHAES, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/09/2021, DJe
29/09/2021; AgInt no REsp 1924124/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,

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SEGUNDA TURMA, julgado em 27/09/2021, DJe 30/09/2021; AgInt no REsp 1932123/RS,
Rel. Ministro FRANCISCO FALCAO, SEGUNDA TURMA, julgado em 27/09/2021, DJe
01/10/2021; REsp 1898707/RN, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHAES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 20/04/2021, DJe 27/04/2021; REsp 1833198/SC, Rel. Ministro HERMAN
BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 03/10/2019, DJe 11/10/2019. 3. Agravo interno
nao provido" (AgInt no REsp 1.947.267/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda
Turma, DJe de 19/11/2021). "PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTARIO. MANDADO DE
SEGURANCA. CONTRIBUICAO PATRONAL. BASE DE CALCULO. IMPOSTO DE
RENDA RETIDO NA FONTE. CONTRIBUICAO A CARGO DO EMPREGADO. VERBAS
DE NATUREZA REMUNERATORIA. INCIDENCIA. INTEGRACAO DA BASE DE
CALCULO. JURISPRUDENCIA FIRME DO STJ. PROVIMENTO. ALEGADA VIOLACAO
DOS ARTS. 489, § 1º, IV, V E VI, 927, III E IV, E 1.022, I E II, DO CPC/2015.
INEXISTENCIA DE VICIOS, NO ACORDAO RECORRIDO. INCONFORMISMO. ANALISE
DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. COMPETENCIA DO STF. I - Na origem, trata-se
de mandado de seguranca objetivando obstar que a autoridade coatora inclua os valores retidos a
titulo de Imposto de Renda Retido na Fonte e Contribuicao Previdenciaria dos empregados da
Impetrante, na base de calculo das contribuicoes previdenciarias cota patronal, por nao serem
valores que representem salario de contribuicao e/ou remuneracao. Sobreveio sentenca que
denegou a seguranca. No Tribunal a quo, a sentenca foi mantida. II - Em relacao a alegada
violacao dos arts. 489 e 1.022 do CPC/2015, verifica-se que o recorrente limitou-se a afirmar, em
linhas gerais, que o acordao recorrido incorreu em omissao ao deixar de se pronunciar acerca dos
dispositivos legais apresentados nos embargos de declaracao, fazendo-o de forma generica, sem
desenvolver argumentos para demonstrar de que forma houve a alegada violacao, pelo Tribunal
de origem, dos dispositivos legais indicados pelo recorrente. III - A via estreita do recurso
especial exige a demonstracao inequivoca da ofensa ao dispositivo mencionado nas razoes do
recurso, bem como a sua particularizacao, a fim de possibilitar exame em conjunto com o
decidido nos autos, sendo certo que a falta de indicacao dos dispositivos infraconstitucionais
tidos como violados caracteriza deficiencia de fundamentacao, fazendo incidir, por analogia, o
disposto no enunciado n. 284 da Sumula do STF: ´E inadmissivel o recurso extraordinario,
quando a deficiencia na sua    fundamentacao nao permitir a exata compreensao da controversia.´
IV - Nao se conhece da alegacao de violacao de dispositivos constitucionais em recurso especial,
posto que seu exame e de competencia exclusiva do Supremo Tribunal Federal, conforme dispoe
o art. 102, III, do permissivo constitucional. V - Nao cabe ao STJ, a pretexto de analisar alegacao
de violacao do art. 535 do CPC/1973 ou do art. 1.022 do CPC/2015, examinar a omissao da
Corte a quo quanto a analise de dispositivos constitucionais, tendo em vista que a Constituicao
Federal reservou tal competencia ao STF, no ambito do recurso extraordinario. VI - Ademais, a
jurisprudencia do Superior Tribunal de Justica ja se posicionou ao afirmar que e devida a
incidencia de contribuicao previdenciaria patronal sobre as parcelas referentes ao imposto de
renda retido e a contribuicao previdenciaria do empregado. In verbis: REsp 1.902.565/PR,
relatora Ministra Assusete Magalhaes, Segunda Turma, julgado em 23/3/2021, DJe 7/4/2021 e
REsp 1.790.631/PB, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 11/4/2019,
DJe 31/5/2019. VII - Agravo interno improvido. (AgInt no REsp 1.932.123/RS, Rel. Ministro
Francisco Falcao, Segunda Turma, DJe 01/10/2021). TRIBUTARIO E PROCESSUAL CIVIL.
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANCA.
CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA PATRONAL. BASE DE CALCULO. PRETENDIDA
EXCLUSAO DO MONTANTE RETIDO, A TITULO DE IMPOSTO DE RENDA RETIDO NA

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FONTE E DE CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA DO EMPREGADO.
IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO INTERNO IMPROVIDO. I. Agravo interno
aviado contra decisao que julgara Recurso Especial interposto contra acordao publicado na
vigencia do CPC/2015. II. Na origem, trata-se de Mandado de Seguranca, de cuja peticao inicial
consta o pedido, nos termos em que formulado pela impetrante, para "nao incluir os valores
retidos a titulo de Imposto de Renda Retido na Fonte e Contribuicao Previdenciaria dos seus
empregados, na base de calculo das contribuicoes previdenciarias cota patronal". Na sentenca, o
Juizo de 1º Grau denegou a seguranca postulada. Interposta Apelacao, o Tribunal de origem
negou provimento ao recurso, ao entendimento de que nao cabe a empresa pretender que a
contribuicao previdenciaria patronal incida apenas sobre o valor liquido das remuneracoes pagas,
devidas ou creditadas aos segurados empregados, sendo devida pela empresa a contribuicao
previdenciaria sobre o total dessas remuneracoes, considerado o valor bruto. Opostos Embargos
Declaratorios, restaram eles rejeitados. No Recurso Especial, sob alegada violacao aos arts.
1.022 do CPC/2015 e 22, I, e 28 da Lei 8.212/91, a impetrante sustentou a nulidade do acordao
dos Embargos de Declaracao, por suposta existencia de omissao nao suprida pelo Tribunal de
origem, e alem disso, a nao incidencia de contribuicao previdenciaria patronal sobre os valores
descontados dos segurados empregados a titulo de imposto de renda e contribuicao
previdenciaria. Na decisao agravada, o Recurso Especial foi parcialmente conhecido e, nessa
extensao, improvido, ensejando a interposicao do presente Agravo interno, no qual a impetrante
manifestou "que nao ha o que se contrapor quanto ao reconhecimento da inexistencia de violacao
ao art. 1.022 do CPC", mas impugnou os demais fundamentos da decisao agravada e reiterou, no
tocante ao merito da causa, as razoes do Recurso Especial. III. "Com base no quadro normativo
que rege o tributo em questao, o STJ consolidou firme jurisprudencia no sentido de que nao
devem sofrer a incidencia de contribuicao previdenciaria ´as importancias pagas a titulo de
indenizacao, que nao correspondam a servicos prestados nem a tempo a disposicao do
empregador´ (REsp 1.230.957/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Primeira Secao, DJe
18/3/2014, submetido ao art. 543-C do CPC). Por outro lado, se a verba possuir natureza
remuneratoria, destinando-se a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, ela deve
integrar a base de calculo da contribuicao" (STJ, REsp 1.358.281/SP, Rel. Ministro HERMAN   
BENJAMIN, PRIMEIRA SECAO, DJe de 05/12/2014). IV. A contribuicao previdenciaria do
empregado, como o proprio nomen iuris sugere, tem por contribuinte o obreiro, figurando o
empregador como mero responsavel tributario na relacao juridica (art. 30, I, a, da Lei 8.212/91).
Embora o credito da remuneracao e a retencao da contribuicao previdenciaria possam, no mundo
dos fatos, ocorrer simultaneamente, no plano juridico as incidencias sao distintas. Uma vez que o
montante retido deriva da remuneracao do empregado, conserva ele a natureza remuneratoria,
razao pela qual integra tambem a base de calculo da cota patronal. V. Identico raciocinio conduz
a conclusao de que o imposto de renda retido na fonte nao pode ser excluido da base de calculo
da contribuicao previdenciaria patronal. Nesse sentido: STJ, REsp 1.902.565/PR, Rel. Ministra
ASSUSETE MAGALHAES, SEGUNDA TURMA, DJe de 07/04/2021; REsp 1.898.707/RN,
Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHAES, SEGUNDA TURMA, DJe de 27/04/2021. VI.
Agravo interno improvido. (AgInt no REsp 1.936.971/RS, Rel. Ministra Assusete Magalhaes,
Segunda Turma, julgado em 27/09/2021, DJe 29/09/2021) TRIBUTARIO E PROCESSUAL
CIVIL. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURANCA. ALEGADA VIOLACAO A
ATOS INFRALEGAIS E A PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. ATOS NAO INSERIDOS
NO CONCEITO DE LEI FEDERAL. ALEGADA VIOLACAO AOS ARTS. 489, § 1º, IV, V E
VI, 927, III E IV, E 1.022, I E II, DO CPC/2015. INEXISTENCIA DE VICIOS, NO ACORDAO

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RECORRIDO. INCONFORMISMO. CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA PATRONAL.
BASE DE CALCULO. PRETENDIDA EXCLUSAO DO MONTANTE RETIDO, A TITULO
DE CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA DO EMPREGADO. IMPOSSIBILIDADE.
ENTENDIMENTO APLICAVEL IGUALMENTE A CONTRIBUICAO AO SAT/RAT E AS
CONTRIBUICOES DEVIDAS A TERCEIROS. RECURSO ESPECIAL CONHECIDO, EM
PARTE, E, NESSA EXTENSAO, IMPROVIDO. I. Recurso Especial interposto contra acordao
publicado na vigencia do CPC/2015. II. Na origem, cuida-se de Mandado de Seguranca,
objetivando "a exclusao do INSS retido do empregado da base de calculo da Contribuicao
Previdenciaria Patronal, RAT e Contribuicoes devidas a Terceiros", assegurado o direito de
compensacao dos valores indevidamente recolhidos a tal titulo. O Juizo Singular denegou a
seguranca. O Tribunal a quo, mantendo a sentenca, negou provimento a Apelacao da impetrante.
III. Nao se pode conhecer do Recurso Especial no tocante a alegada ofensa a Portaria
Interministerial MTPS/MF 15/2018 e ao art. 214, § 9º, do Decreto 3.048/99, uma vez que o apelo
nobre nao constitui via adequada para analise de ofensa a atos infralegais, por nao estarem eles
compreendidos na expressao "lei federal", constante da alinea a do inciso III do art. 105 da
Constituicao Federal. IV. Pela mesma razao, nao se conhece do Recurso Especial no ponto em
que sustenta violacao a precedentes jurisprudenciais. Incide, na especie, o obice da Sumula
518/STJ ("Para fins do art. 105, III, a, da Constituicao Federal, nao e cabivel recurso especial
fundado em alegada violacao de enunciado de sumula"). V. Nao ha falar, na hipotese, em
violacao aos arts. 489, § 1º, IV, V e VI, 927, III e IV, e 1.022, I e II, do CPC/2015, porquanto a
prestacao jurisdicional foi dada na medida da pretensao deduzida, de vez que os votos
condutores do acordao recorrido e do acordao proferido em sede de Embargos de Declaracao
apreciaram fundamentadamente, de modo coerente e completo, as questoes necessarias a solucao
da controversia, dando-lhes, contudo, solucao juridica diversa da pretendida. VI. "Com base no
quadro normativo que rege o tributo em questao, o STJ consolidou firme jurisprudencia no
sentido de que nao devem sofrer a incidencia de contribuicao previdenciaria ´as importancias
pagas a titulo de    indenizacao, que nao correspondam a servicos prestados nem a tempo a
disposicao do empregador´ (REsp 1.230.957/RS, Rel. Ministro Mauro Campbell Marques,
Primeira Secao, DJe 18/3/2014, submetido ao art. 543-C do CPC). Por outro lado, se a verba
possuir natureza remuneratoria, destinando-se a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua
forma, ela deve integrar a base de calculo da contribuicao" (STJ, REsp 1.358.281/SP, Rel.
Ministro HERMAN BENJAMIN, PRIMEIRA SECAO, DJe de 05/12/2014). VII. A contribuicao
previdenciaria do empregado, como o proprio nomen iuris sugere, tem por contribuinte o obreiro,
figurando o empregador como mero responsavel tributario na relacao juridica (art. 30, I, a, da Lei
8.212/91). Embora o credito da remuneracao e a retencao da contribuicao previdenciaria possam,
no mundo dos fatos, ocorrer simultaneamente, no plano juridico as incidencias sao distintas.
Uma vez que o montante retido deriva da remuneracao do empregado, conserva ele a natureza
remuneratoria, razao pela qual integra tambem a base de calculo da cota patronal. VIII. A rigor, o
que pretende a parte recorrente e que o tributo incida, nao sobre a remuneracao bruta, conforme
previsto no art. 22, I, da Lei 8.212/91, mas sobre a remuneracao liquida. O raciocinio, levado ao
extremo, conduziria a perplexidades que bem demonstram o desacerto da tese. Primeiro, a
exclusao do montante retido a titulo de contribuicao previdenciaria do empregado permitiria
concluir que tambem o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nao integraria a base de
calculo da contribuicao, aproximando-a, ainda mais, da remuneracao liquida. E, segundo, a base
de calculo da contribuicao patronal, observado o art. 28, § 5º, da Lei 8.212/91, seria inferior a
base de calculo da contribuicao previdenciaria do empregado, em potencial violacao ao principio

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da equidade na forma de custeio, nos termos do art. 194, paragrafo unico, V, da Constituicao. IX.
Tambem nao socorre o recorrente o precedente firmado pelo Supremo Tribunal Federal, no
Recurso Extraordinario 574.706/PR, submetido a sistematica de repercussao geral, sob a rubrica
do Tema 69, cuja tese restou assim redigida: "O ICMS nao compoe a base de calculo para a
incidencia do PIS e da COFINS". De fato, naquele precedente, a controversia girava em torno da
inclusao do ICMS no conceito constitucional de faturamento - base de calculo do PIS e da
COFINS -, ao passo que, na especie, a discussao reside no correto alcance do conceito legal de
remuneracao. Cumpre lembrar que o proprio Supremo Tribunal Federal, no recente julgamento
do Recurso Extraordinario 1.187.264/SP, submetido a sistematica de repercussao geral, sob a
rubrica do Tema 1.048, fixou tese no sentido de que "e constitucional a inclusao do Imposto
Sobre Circulacao de Mercadorias e Servicos - ICMS na base de calculo da Contribuicao
Previdenciaria sobre a Receita Bruta - CPRB", o que demonstra que a analise da extensao da
ratio decidendi daquele julgado deve ser criteriosa. X. Por fim, considerada a identidade de bases
de calculo, a conclusao quanto a base de calculo da contribuicao previdenciaria patronal aplica-
se indistintamente a contribuicao ao SAT/RAT (art. 22, II, da Lei 8.212/91) e as contribuicoes
sociais devidas a terceiros. Em sentido analogo: STJ, REsp 1.858.489/DF, Rel. Ministro
HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, DJe de 21/08/2020; AgInt no AREsp
1.714.284/RS, Rel. Ministro NAPOLEAO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, DJe de
09/12/2020. XI. Recurso Especial conhecido, em parte, e, nessa extensao, improvido. (REsp
1.902.565/PR, Rel. Ministra Assusete Magalhaes, Segunda Turma, julgado em 23/03/2021, DJe
07/04/2021) No mesmo sentido, confiram-se: REsp 1.973.415//RS, Rel. Min. Manoel Erhardt
(Desembargador convocado do TRF5), DJe 17/12/2021; REsp 1.967.779/RS, Rel. Min. Benedito
Goncalves, DJe de 14/12/2021; REsp 1.919.607/SC, Rel. Min. Gurgel de Faria, DJe 02/12/2021;
REsp 1.952. 009/RS, Rel. Min. Regina Helena Costa, DJe 25/11/2021; REsp 1.967.388/SC, Rel.
Ministra Assusete Magalhaes, DJe 19/11/21; e    REsp 1.960.881/RS, Rel. Ministro Benedito
Goncalves, DJe 10/11/21. Por estar em consonancia com o entendimento supracitado, nao
merece reparos o acordao recorrido. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao recurso.
Publique-se. Brasilia, 26 de outubro de 2022. Sergio Kukina Relator

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Jornal: DJ União Tribunais Superiores


Processo: 2022/0251574-0
Data Disponibilização:: 27/10/2022
Data Publicação:: 28/10/2022
Nome pesquisado: SERVICO BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS
EMPRESAS
Tribunal: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Vara: Secretaria de Processamento de Feitos – Primeira Turma
Cidade: DJ Seção Única
Título:   


EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 2029799 - RS (2022/0251574-0) RELATORA : MINISTRA
REGINA HELENA COSTA   
EMBARGANTE : O V D IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA LTDA E FILIAL(IS)   
ADVOGADOS : FLAVIO ZANETTI DE OLIVEIRA - PR019116 MARIANA ELISA SACHET
AZEREDO - PR042154 EMBARGADO : SERV BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E
PEQUENAS EMPRESAS   
ADVOGADOS : NESTOR FERNANDO HEIN - RS016216 LEONARDO LAMACHIA -
RS047477 THIAGO LUIZ ISACKSSON D´ALBUQUERQUE - DF020792 CECILIA
DELALIBERA TRINDADE - MG139060 LAURA DELALIBERA MANGUCCI RODRIGUES
- DF047835 GILBERTO NEO DANTAS - DF056751   
INTERES. : FAZENDA NACIONAL   
INTERES. : DWT DO BRASIL FERRAMENTAS LTDA DESPACHO Vistos, Em atendimento
aos principios do contraditorio e da ampla defesa, intime-se o SERVICO BRASILEIRO DE
APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE a manifestar-se sobre a alegacao
de intempestividade do seu Agravo em Recurso Especial veiculada pela Embargante as fls.
1.385/1.388e. Publique-se.   
Intime-se. Brasilia, 26 de outubro de 2022. REGINA HELENA COSTA Relatora

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Processo: 2022/0251574-0
Data Disponibilização:: 27/10/2022
Data Publicação:: 28/10/2022
Nome pesquisado: SERV BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS
Tribunal: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Vara: Secretaria de Processamento de Feitos – Primeira Turma
Cidade: DJ Seção Única
Título:   


EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 2029799 - RS (2022/0251574-0) RELATORA : MINISTRA
REGINA HELENA COSTA   
EMBARGANTE : O V D IMPORTADORA E DISTRIBUIDORA LTDA E FILIAL(IS)   
ADVOGADOS : FLAVIO ZANETTI DE OLIVEIRA - PR019116 MARIANA ELISA SACHET
AZEREDO - PR042154 EMBARGADO : SERV BRASILEIRO DE APOIO AS MICRO E
PEQUENAS EMPRESAS   
ADVOGADOS : NESTOR FERNANDO HEIN - RS016216 LEONARDO LAMACHIA -
RS047477 THIAGO LUIZ ISACKSSON D´ALBUQUERQUE - DF020792 CECILIA
DELALIBERA TRINDADE - MG139060 LAURA DELALIBERA MANGUCCI RODRIGUES
- DF047835 GILBERTO NEO DANTAS - DF056751   
INTERES. : FAZENDA NACIONAL   
INTERES. : DWT DO BRASIL FERRAMENTAS LTDA DECISAO Vistos. Fls. 1.389/1.394e -
Trata-se de Embargos de Declaracao (art. 1.022 do CPC) interposto contra decisao monocratica
de minha lavra, mediante a qual, com fundamento com fundamento nos arts. 932, V, do Codigo
de Processo Civil de 2015 e 34, XVIII, c, e 255, III, ambos do RISTJ, deu provimento ao
Recurso Especial, para, reformando o acordao recorrido, determinar o retorno dos autos, a fim de
o tribunal de origem reexamine a condenacao em honorarios advocaticios considerando a
fundamentacao apontada. (fls. 1.379/1.383e). Feito breve relato, decido. Em juizo de retratacao,
consoante o disposto no § 2º do art. 1.021 do Codigo de Processo Civil, verifica-se o desacerto
da mencionada decisao, razao pela qual de rigor sua reconsideracao. Posto isso, nos termos do §
2º do art. 1.021 do Codigo de Processo Civil, RECONSIDERO a decisao de fls. 1.379/1.383e,
restando, por conseguinte, PREJUDICADO os embargos de declaracao de fls. 1.389/1.394e.
Publique-se e intimem-se. Brasilia, 26 de outubro de 2022.    REGINA HELENA COSTA
Relatora

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Processo: 2022/0197654-0
Data Disponibilização:: 27/10/2022
Data Publicação:: 28/10/2022
Nome pesquisado: SEBRAE
Tribunal: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Vara: Secretaria de Processamento de Feitos – Segunda Turma
Cidade: DJ Seção Única
Título:   


AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 2160179 - SP (2022/0197654-0)   
RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN   
AGRAVANTE : LACAZ MARTINS, PEREIRA NETO, GUREVICH E SCHOUERI
ADVOGADOS   
ADVOGADOS : RICARDO LACAZ MARTINS - SP113694 LIEGE SCHROEDER DE
FREITAS ARAUJO - SP208408 NATHALIA YUMI KAGE - SP335410 LUIS PAULO
GANDRA ALMEIDA DUQUE CABRAL - SP446873 NATANAEL OLIVEIRA DA CRUZ -
SP406588   
AGRAVADO : FAZENDA NACIONAL DECISAO   
Trata-se de Agravo com vistas a admissao de Recurso Especial interposto (art. 105, III, "a", da
CF) contra acordao assim ementado (fls. 407-408, e-STJ): DIREITO PROCESSUAL CIVIL E
TRIBUTARIO - REMESSA OFICIAL E APELACAO - MANDADO DE SEGURANCA -
CONTRIBUICAO PREVIDENCIARIA (cota patronal, RAT/SAT e a destinada a terceiras
entidades: salario educacao, INCRA, SENAI, SESI e SEBRAE) - TERCO
CONSTITUCIONAL DE FERIAS - INCIDENCIA - AVISO PREVIO INDENIZADO -
PRIMEIROS QUINZE DIAS QUE ANTECEDEM A CONCESSAO DO AUXILIO-
DOENCA/ACIDENTE - FERIAS INDENIZADAS - AUXILIO-CRECHE (DESDE QUE
OBSERVADO O LIMITE DE 05 ANOS DE IDADE) - NAO INCIDENCIA - COMPENSACAO
- POSSIBILIDADE 1. Terco constitucional de ferias incide contribuicao previdenciaria (cota
patronal, rat/sat e a destinada a terceiras entidades: salario educacao, incra, SENAI, SESI e
SEBRAE); 2. Aviso previo indenizado - primeiros quinze dias que antecedem a concessao do
auxilio-doenca/acidente, ferias indenizadas e auxilio-creche (desde que observado o limite de 05
anos de idade) nao incide contribuicao previdenciaria (cota patronal, rat/sat e a destinada a
terceiras entidades: salario educacao, incra, SENAI, SESI e SEBRAE); 3. Compensacao.
Possibilidade; 4. Remessa oficial e apelacao da impetrada parcialmente providas. Os Embargos
de Declaracao foram rejeitados (fls. 457-475, e-STJ). A recorrente alega que houve ofensa aos
arts. 489, 492, 927, § 3º, e 1.022, II, do Codigo de Processo Civil. Em sintese, afirma (fl. 489, e-
STJ): No caso em exame, o E. Tribunal a quo restou omisso, pois mesmo expondo no relatorio

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do v. acordao que a presente acao mandamental tratava, dentre outros temas, sobre a nao
incidencia da contribuicao ao SAT/RAT sobre as verbas    tratadas no feito, simplesmente
limitou-se a discussao sobre a nao incidencia da cota patronal, da contribuicao ao Salario
Educacao e da contribuicao a Terceiras Entidades, sobre os valores (verbas) que sao pagos pelo
Embargante a seus empregados, Ou seja, enquanto a Recorrente defendeu a ilegalidade e a
inconstitucionalidade da exigencia da cota patronal, da contribuicao ao SAT/RAT ajustado, da
contribuicao ao Salario Educacao e da contribuicao a Terceiras Entidades, sobre os valores
(verbas) que sao pagos pelo Recorrente a seus empregados, o v. acordao nada tratou sobre a
contribuicao ao SAT/RAT. Ademais, o v. acordao aplicou o entendimento firmado pelo E. STF,
quando do julgamento do RE nº 1.072.485. Todavia, fato e que o leading case em questao ainda
nao se encerrou, haja vista estarem pendentes de julgamento os Embargos de Declaracao opostos
pelos contribuintes e pelo amicus curiae, os quais, dentre outros temas, tratam expressamente
sobre a modulacao dos efeitos da decisao da E. Suprema Corte. Assim, ao aplicar o entendimento
firmado no RE nº 1.072.485, o v. acordao tambem foi omisso com relacao ao artigo 927, §3º do
CPC, o qual e claro sobre a possibilidade da modulacao de efeitos quando houver alteracao da
jurisprudencia do E. STF, tal como ocorreu em relacao a suposta incidencia de contribuicao
previdenciaria sobre os valores pagos a titulo de terco constitucional. Contrarrazoes as fls. 521-
543, e-STJ. Sem contraminuta. E o relatorio. Decido. Os autos foram recebidos neste Gabinete
em 22.9.2022. A recorrente apresenta preliminar de violacao do art. 1.022 do CPC/2015 sob o
argumento de que o Tribunal a quo nao se manifestou a respeito da incidencia da contribuicao
previdenciaria sobre o SAT/RAT, embora tenha sido provocado a faze-lo, inclusive em Embargos
de Declaracao. O acordao que apreciou os aclaratorios, por sua vez, examinou a questao sob a
seguinte otica (fl. 470, e-STJ): (...) a luz da melhor exegese do art. 1.021, §3º, e do art. 489,
ambos do Codigo de Processo Civil de 2015, o julgador nao esta compelido, no curso do
processo intelectual de formacao de sua conviccao para a solucao do litigio, a guiar- se pela linha
de raciocinio e questionamentos predefinidos na argumentacao das razoes recursais. Nessa
ordem de ideias, uma vez apreciados motivada e concretamente os fundamentos de fato e de
direito que envolvem o litigio, tomando em consideracao todas as alegacoes relevantes para a sua
composicao, nao ha cogitar em desrespeito a sistematica processual civil, assim como a norma
do art. 93, IX, da CF. E pacifico que o juiz ou tribunal deve decidir a questao controvertida
indicando os fundamentos juridicos de seu convencimento, manifestando-se sobre todos os
argumentos capazes de, em tese, infirmar a conclusao adotada, nao estando, porem, obrigado a
responder "questionarios" ou analisar alegacoes incapazes de conferir a parte os efeitos
pretendidos. Assim, o Recurso merece provimento quanto ao ponto. No que concerne a suposta
omissao acerca do art. 927, § 3º, do CPC, entretanto, nao assiste razao a parte. A Corte regional,
ao aplicar o entendimento do RE 1.072.485, nao incorreu em contrariedade ao referido
dispositivo, uma vez que "as teses fixadas nos julgamentos    vinculativos deste Superior Tribunal
de Justica e do Supremo Tribunal Federal podem ser aplicadas imediatamente nos feitos
respectivos, ainda que nao tenha ocorrido o transito em julgado dos precedentes de observancia
obrigatoria e mesmo na pendencia de eventuais aclaratorios. Precedentes do STJ e do STF."
(AgInt nos EmbExeMS 6.318/DF, Rel. Ministro Jorge Mussi, Terceira Secao, DJe 3.9.2018).
Ante o exposto, conheco do Agravo para conhecer parcialmente do Recurso Especial e dar-lhe
parcial provimento somente no que concerne a existencia de omissao sobre a incidencia da
contribuicao previdenciaria ao SAT/RAT. Determino, portanto, o retorno dos autos a origem para
novo julgamento dos Embargos de Declaracao. Publique-se. Intimem-se. Brasilia, 21 de outubro
de 2022. MINISTRO HERMAN BENJAMIN Relator

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SEBRAE - GRUPO STJ

PUBLICAÇÃO: 5 de 5

Jornal: DJ União Tribunais Superiores


Processo: 2019/0340585-7
Data Disponibilização:: 27/10/2022
Data Publicação:: 28/10/2022
Nome pesquisado: SEBRAE
Tribunal: SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Vara: Secretaria de Processamento de Feitos – Segunda Turma
Cidade: DJ Seção Única
Título:   


EMBARGOS DE DIVERGENCIA EM RESP Nº 1867152 - SP (2019/0340585-7) RELATORA :
MINISTRA REGINA HELENA COSTA   
EMBARGANTE : AGFA GEVAERT DO BRASIL LTDA   
ADVOGADOS : ANDERSON STEFANI - SP229381 GABRIEL CARDOSO RHEE -
SP435138 EMBARGADO : SERVICO SOCIAL DA INDUSTRIA - SESI   
ADVOGADOS : CASSIO ROBERTO SIQUEIRA DOS SANTOS E OUTRO(S) - SP225408
PAULO EVARISTO JESUS - SP267250 PRISCILLA DE HELD MENA BARRETO SILVEIRA
- SP154087 GUSTAVO HENRIQUE FILIPINI - SP276420 SELMA MOURA - SP316937
DECISAO Vistos. Trata-se de Embargos de Divergencia interpostos por AGFA GEVAERT DO
BRASIL LTDA., com base nos arts. 1.043 do CPC/2015, e 266 do Regimento Interno desta
Corte, contra acordao proferido pela 2ª Turma, assim ementado (fls. 1.012/1.013e):
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTARIO. AGRAVO INTERNO. RECURSO ESPECIAL.
ENUNCIADO ADMINISTRATIVO Nº 3 DO STJ. VIOLACAO AO ART. 1.022 DO CPC. NAO
OCORRENCIA. LEGITIMIDADE ATIVA DO SESI PARA ACAO DE COBRANCA DE
CONTRIBUICAO POR SI FISCALIZADA. ARRECADACAO DIRETA MEDIANTE
CONVENIO. AUSENCIA DE DIVERGENCIA INTERPRETATIVA COM O RESP 1.698.012.
DISTINGUISHING. DENUNCIACAO DA LIDE. NAO CABIMENTO. COMPETENCIA DA
JUSTICA ESTADUAL. 1. Afastada a alegada ofensa aos arts. 489 e 1.022 do CPC, eis que o
acordao recorrido se manifestou de forma clara e fundamentada sobre a materia posta em debate
na medida necessaria para o deslinde da controversia. Nao ha que se falar, portanto, em negativa
de prestacao jurisdicional, visto que tal somente se configura quando, na apreciacao de recurso, o
orgao julgador insiste em omitir pronunciamento sobre questao que deveria ser decidida, e nao
foi. 2. Esta Corte ja se manifestou no sentido da legitimidade ativa das entidades do Sistema "S"
para manejar acao de cobranca das contribuicoes por si fiscalizadas e arrecadadas diretamente,
como ocorre no caso dos autos, onde as instancias ordinarias concluiram que se trata de
arrecadacao direta enquadrada em caso especial mediante celebracao de convenio, dai porque
nao ha falar em ofensa aos arts. 2º e 3º da Lei nº 11.457/2007. Nesse sentido: AgInt no REsp
1.824.474/RJ, Rel. Ministro Benedito    Goncalves, Primeira Turma, DJe 11/12/2019; REsp

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1.758.209/SP, Rel. Min. Herman Benjamin, Segunda Turma, Dje 27/11/2018. 3. Nao ha
divergencia interpretativa entre o caso dos autos e os paradigmas citados pela recorrente (REsp
1.698.012/PR e EREsp 1.619.954/SC), tendo em vista a ausencia de similitude fatica entre eles,
eis que no presente caso se discute a legitimidade ativa para cobranca de contribuicao cobrada e
fiscalizada diretamente pelo SESI mediante celebracao de convenio, e os casos paradigmas
tratam de legitimidade passiva ad causam para acoes que visem a restituicao de indebito relativo
a contribuicoes de terceiros apos a vigencia da Lei 11.457/2007 (tributacao, fiscalizacao,
arrecadacao, cobranca e recolhimento da contribuicao exercidos pela Secretaria da Receita
Federal) ocasiao em que nao foram debatidos os casos onde a cobranca e a fiscalizacao eram
realizadas de forma direta pelas entidades terceiras mediante celebracao de convenio. 4. Havendo
fiscalizacao e cobranca diretamente pela entidade terceira mediante a celebracao de convenio,
nao ha falar em ofensa ao art. 142 do CTN, eis que a propria entidade constitui o credito
tributario, sendo suficiente a notificacao do debito instruida na forma do art. 11, § 2º do Decreto
nº 57.375/1965. 5. A alegacao relativa ao equivoco no recolhimento da contribuicao, que ao
inves de recolhida ao SESI, teria sido recolhida ao SESC e SENAC, deve ser discuta em acao
propria, nao sendo o caso de acolhida do pedido de denunciacao da lide, haja vista a ausencia de
obrigacao, por lei ou contrato, de indenizacao ou acao regressiva das referidas entidades em
favor do contribuinte que cometeu o equivoco, nao estando preenchidos os requisitos do art. 125
do CPC/2015. 6. Compete a Justica Estadual processar e julgar acoes de cobranca, nas quais
sejam autoras as entidades paraestatais, tais como SESI, SEBRAE, SESC, SENAI, dentre
outras, dada a sua personalidade juridica de direito privado. Nesse sentido dispoe a Sumula
516/STF ("O SERVICO SOCIAL DA INDUSTRIA (SESI) esta sujeito a jurisdicao da Justica
estadual"). Precedente do STJ: CC 95.723/RS, Rel. Ministro Teori Albino Zavascki, Primeira
Secao, DJe de 22/09/2008. 7. Agravo interno nao provido. Alega a Embargante, em sintese, a
existencia de dissenso entre o acordao embargado e o REsp n. 1.571.933/SC. Defende a
ilegitimidade das entidades do Sistema S, dentre as quais o SESI, ora embargado, para ajuizarem
acao judicial de cobranca da parte da contribuicao geral a elas destinadas. Feito breve relato,
decido. Por primeiro, consoante o decidido pelo Plenario desta Corte na sessao realizada em
09.03.2016, o regime recursal sera determinado pela data da publicacao do provimento
jurisdicional impugnado. Assim sendo, in casu, aplica-se o Codigo de Processo Civil de 2015.
Demonstrada, em principio, a divergencia entre os julgados, admito os presentes Embargos de
divergencia. Abra-se vista a parte embargada para a apresentacao de impugnacao, nos termos do
art. 267 do RISTJ.    Publique-se e intimem-se. Brasilia, 27 de outubro de 2022. REGINA
HELENA COSTA Relatora

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