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MATEMÁTICA

Operações com números inteiros, fracionários e decimais; sistema de medidas usuais; números relativos,
regra de três simples e composta; porcentagem; juros simples; equação de 1º e 2º graus; resolução de
situações-problema; raciocínio lógico.

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Números Inteiros
Pertencem ao conjunto dos números inteiros os números negativos, os números positivos e o zero. Fazendo uma
comparação entre os números naturais e os inteiros percebemos que o conjunto dos naturais está contido no
conjunto dos inteiros.

N = { 0,1,2,3,4,5,6, ... }

Z = { ... , -3,-2,-1,0,1,2,3,4, ... }

N Z

O conjunto dos números inteiros é representado pela letra Z maiúscula. Os números positivos são representados
com o sinal de (+) positivo na frente ou com sinal nenhum (+2 ou 2), já os números negativos são representados
com o sinal de negativo (-) na sua frente (-2).

►Os números inteiros são encontrados com freqüência em nosso cotidiano, por exemplo:

♦ Exemplo 1:

Um termômetro em certa cidade que marcou 10°C acima de zero durante o dia, à noite e na manhã seguinte o
termômetro passou a marcar 3°C abaixo de zero. Qual a relação dessas temperaturas com os números inteiros?

Quando falamos acima de zero, estamos nos referindo aos números positivos e quando falamos dos números
abaixo de zero estamos referindo aos números negativos.

+10° C ------------- 10° C acima de zero


- 3° C --------------- 3° C abaixo de zero

♦ Exemplo 2:

Vamos imaginar agora que uma pessoa tem R$500,00 depositados num banco e faça sucessivas retiradas:

• dos R$500,00 retira R$200,00 e fica com R$300,00

• dos R$300,00 retira R$200,00 e fica com R$100,00

• dos R$100,00 retira R$200,00 e fica devendo R$ 100,00

A última retirada fez com que a pessoa ficasse devendo dinheiro ao banco. Assim:

Dever R$100,00 significa ter R$100,00 menos que zero. Essa dívida pode ser representada por – R$100,00.

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►Oposto de um número inteiro

O oposto de um número positivo é um número negativo simétrico. Por exemplo: o oposto de +2 é -2; o oposto
de -3 é +3.

►O conjunto dos números inteiros possui alguns subconjuntos:

- Inteiros não – nulos


São os números inteiros, menos o zero.
Na sua representação devemos colocar * ao lado do Z.
Z* = {..., -3, -2, -1, 1, 2, 3,...}

- Inteiros não positivos


São os números negativos incluindo o zero.
Na sua representação deve ser colocado - ao lado do Z.
Z_ = {..., -3, -2, -1, 0}

- Inteiros não positivos e não – nulos


São os números inteiros do conjunto do Z_ excluindo o zero.
Na sua representação devemos colocar o _ e o * ao lado do Z.
Z*_ = {..., -3, -2, -1}

- Inteiros não negativos


São os números positivos incluindo o zero.
Na sua representação devemos colocar o + ao lado do Z.
Z + = { 0,1 ,2 ,3, 4,...}
O Conjunto Z + é igual ao Conjunto dos N

- Inteiros não negativos e não - nulos


São os números do conjunto Z+, excluindo o zero.
Na sua representação devemos colocar o + e o * ao lado do Z.
Z* + = {1, 2, 3, 4,...}
O Conjunto Z* + é igual ao Conjunto N*

Números Racionais
Relacionando números racionais com frações
Um número racional é o que pode ser escrito na forma
m

n
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser não nulo, isto é, n deve ser diferente de zero.
Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de m por n. Quando não existe possibilidade de divisão,
simplesmente usamos uma letra como q para entender que este número é um número racional.

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Como podemos observar, números racionais podem ser obtidos através da razão (em Latim:
ratio=razão=divisão=quociente) entre dois números inteiros, razão pela qual, o conjunto de todos os números
racionais é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na literatura a notação:
Q = {m/n : m e n em Z, n diferente de zero}
Quando há interesse, indicamos Q+ para entender o conjunto dos números racionais positivos e Q_ o conjunto
dos números racionais negativos. O número zero é também um número racional.

Para simplificar a escrita, muitas vezes usaremos a palavra racionais para nos referirmos aos números racionais.

Dízima periódica
Uma dízima periódica é um número real da forma:
m,npppp...
onde m, n e p são números inteiros, sendo que o número p se repete indefinidamente, razão pela qual usamos os
três pontos: ... após o mesmo. A parte que se repete é denominada período.
Em alguns livros é comum o uso de uma barra sobre o período ou uma barra debaixo do período ou o período
dentro de parênteses, mas, para nossa facilidade de escrita na montagem desta Página, usaremos o período
sublinhado.

Exemplos: Dízimas periódicas


1. 0,3333333... = 0,3
2. 1,6666666... = 1,6
3. 12,121212... = 12,12
4. 0,9999999... = 0,9
5. 7,1333333... = 7,13
Uma dízima periódica é simples se a parte decimal é formada apenas pelo período. Alguns exemplos são:
1. 0,333333... = 0,(3) = 0,3
2. 3,636363... = 3,(63) = 3,63
Uma dízima periódica é composta se possui uma parte que não se repete entre a parte inteira e o período. Por
exemplo:
1. 0,83333333... = 0,83
2. 0,72535353... = 0,7253
Uma dízima periódica é uma soma infinita de números decimais. Alguns exemplos:
1. 0,3333...= 0,3 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 +...
2. 0,8333...= 0,8 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 + ...
3. 4,7855...= 4,78 + 0,005 + 0,0005 + ...
A conexão entre números racionais e números reais
Um fato importante que relaciona os números racionais com os números reais é que todo número real que pode
ser escrito como uma dízima periódica é um número racional. Isto significa que podemos transformar uma
dízima periódica em uma fração.
O processo para realizar esta tarefa será mostrado na sequência com alguns exemplos numéricos. Para pessoas
interessadas num estudo mais aprofundado sobre a justificativa para o que fazemos na sequência, deve-se
aprofundar o estudo de séries geométricas no âmbito do Ensino Médio ou mesmo estudar números racionais do
ponto de vista do Cálculo Diferencial e Integral ou da Análise na Reta no âmbito do Ensino Superior.

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A geratriz de uma dízima periódica
Dada uma dízima periódica, qual será a fração que dá origem a esta dízima? Esta fração é de fato um número
racional denominado a geratriz da dízima periódica. Para obter a geratriz de uma dízima periódica devemos
trabalhar com o número dado pensado como uma soma infinita de números decimais. Para mostrar como
funciona o método, utilizaremos diversos exemplos numéricos.
1. Seja S a dízima periódica 0,3333333..., isto é, S=0,3. Observe que o período tem apenas 1 algarismo.
Iremos escrever este número como uma soma de infinitos números decimais da forma:
S = 0,3 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 + 0,00003 +...
Multiplicando esta soma "infinita" por 101=10 (o período tem 1 algarismo), obteremos:
10 S = 3 + 0,3 + 0,03 + 0,003 + 0,0003 +...
Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha!
Subtraindo membro a membro a penúltima expressão da última, obtemos:
10 S - S = 3
donde segue que
9S=3
Simplificando, obtemos:
1
S= = 0,33333... = 0,3
3
Exercício: Usando o mesmo argumento que antes, você saberia mostrar que:
0,99999... = 0,9 = 1

2. Vamos tomar agora a dízima periódica T=0,313131..., isto é, T=0,31. Observe que o período tem agora 2
algarismos. Iremos escrever este número como uma soma de infinitos números decimais da forma:
T =0,31 + 0,0031 + 0,000031 +...
Multiplicando esta soma "infinita" por 10²=100 (o período tem 2 algarismos), obteremos:
100 T = 31 + 0,31 + 0,0031 + 0,000031 +...
Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha, assim:
100 T = 31 + T
de onde segue que
99 T = 31
e simplificando, temos que
31
T= = 0,31313131... = 0,31
99

3. Um terceiro tipo de dízima periódica é T=7,1888..., isto é, T=7,18. Observe que existe um número com
1 algarismo após a vírgula enquanto que o período tem também 1 algarismo. Escreveremos este número
como uma soma de infinitos números decimais da forma:
R = 7,1 + 0,08 + 0,008 + 0,0008 +...
Manipule a soma "infinita" como se fosse um número comum e passe a parte que não se repete para o
primeiro membro para obter:
R-7,1 = 0,08 + 0,008 + 0,0008 +...
Multiplique agora a soma "infinita" por 101=10 (o período tem 1 algarismo), para obter:
10(R-7,1) = 0,8 + 0,08 + 0,008 + 0,0008 +...

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Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha!
Subtraia membro a membro a penúltima expressão da última para obter:
10(R-7,1) - (R-7,1) = 0,8
Assim:
10R - 71 - R + 7,1 = 0,8
Para evitar os números decimais, multiplicamos toda a expressão por 10 e simplificamos para obter:
90 R = 647
Obtemos então:
647
T= = 7,1888... = 7,18
90

4. Um quarto tipo de dízima periódica é T=7,004004004..., isto é, U=7,004. Observe que o período tem 3
algarismos, sendo que os dois primeiros são iguais a zero e apenas o terceiro é não nulo. Decomporemos
este número como uma soma de infinitos números decimais da forma:
U = 7 + 0,004 + 0,004004 + 0,004004004 +...
Manipule a soma "infinita" como se fosse um número comum e passe a parte que não se repete para o
primeiro membro para obter:
U-7 = 0,004 + 0,004004 + 0,004004004 +...
Multiplique agora a soma "infinita" por 10³=1000 (o período tem 3 algarismos), para obter:
1000(U-7) = 4 + 0,004 + 0,004004 + 0,004004004 +...
Observe que são iguais as duas últimas expressões que aparecem em cor vermelha!
Subtraia membro a membro a penúltima expressão da última para obter:
1000(U-7) - (U-7) = 4
Assim:
1000U - 7000 - U + 7 = 4
Obtemos então
999 U = 6997
que pode ser escrita na forma:
6997
T= = 7,004004... = 7,004
999
Representação, ordem e simetria dos racionais
Podemos representar geometricamente o conjunto Q dos números racionais através de uma reta numerada.
Consideramos o número 0 como a origem e o número 1 em algum lugar e tomamos a unidade de medida como
a distância entre 0 e 1 e por os números racionais da seguinte maneira:

Ao observar a reta numerada notamos que a ordem que os números racionais obedecem é crescente da esquerda
para a direita, razão pela qual indicamos com uma seta para a direita. Esta consideração é adotada por
convenção, o que nos permite pensar em outras possibilidades.
Dizemos que um número racional r é menor do que outro número racional s se a diferença r-s é positiva.
Quando esta diferença r-s é negativa, dizemos que o número r é maior do que s. Para indicar que r é menor do
que s, escrevemos:
r<s

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Do ponto de vista geométrico, um número que está à esquerda é menor do que um número que está à direita na
reta numerada.
Todo número racional q exceto o zero, possui um elemento denominado simétrico ou oposto -q e ele é
caracterizado pelo fato geométrico que tanto q como -q estão à mesma distância da origem do conjunto Q que é
0. Como exemplo, temos que:
(a) O oposto de 3/4 é -3/4.
(b) O oposto de 5 é -5.
Do ponto de vista geométrico, o simétrico funciona como a imagem virtual de algo colocado na frente de um
espelho que está localizado na origem. A distância do ponto real q ao espelho é a mesma que a distância do
ponto virtual -q ao espelho.

Módulo de um número racional


O módulo ou valor absoluto de um número racional q é maior valor entre o número q e seu elemento oposto -q,
que é denotado pelo uso de duas barras verticais | |, por:
|q| = max{-q,q}
Exemplos: |0|=0, |2/7|=2/7 e |-6/7|=6/7.
Do ponto de vista geométrico, o módulo de um número racional q é a distância comum do ponto q até a origem
(zero) que é a mesma distância do ponto -q à origem, na reta numérica racional.

A soma (adição) de números racionais


Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre
os números racionais a/b e c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:
a c ad+bc
+ =
b d bd

Propriedades da adição de números racionais


Fecho: O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto é, a soma de dois números racionais ainda é um
número racional.
Associativa: Para todos a, b, c em Q:
a+(b+c)=(a+b)+c
Comutativa: Para todos a, b em Q:
a+b=b+a
Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é:
q+0=q
Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que
q + (-q) = 0
Subtração de números racionais: A subtração de dois números racionais p e q é a própria operação de adição do
número p com o oposto de q, isto é:

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p - q = p + (-q)
Na verdade, esta é uma operação desnecessária no conjunto dos números racionais.

A Multiplicação (produto) de números racionais


Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
dois números racionais a/b e c/d, da mesma forma que o produto de frações, através de:
a c ac
× =
b d bd

O produto dos números racionais a e b também pode ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.
Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
toda a Matemática:
(+1) × (+1) = (+1)
(+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
(-1) × (-1) = (+1)
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois
números com sinais diferentes é negativo.
Propriedades da multiplicação de números racionais
Fecho: O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o produto de dois números racionais ainda é um
número racional.
Associativa: Para todos a, b, c em Q:
a×(b×c)=(a×b)×c
Comutativa: Para todos a, b em Q:
a×b=b×a
Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é:
q×1=q
Elemento inverso: Para todo q=a/b em Q, q diferente de zero, existe q-1=b/a em Q, tal que
q × q-1 = 1
Esta última propriedade pode ser escrita como:
a b
× =1
b a
Divisão de números racionais: A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação
do número p pelo inverso de q, isto é:
p ÷ q = p × q-1

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Provavelmente você já deve ter sido questionado: Porque a divisão de uma fração da forma a/b por outra da
forma c/d é realizada como o produto da primeira pelo inverso da segunda?
A divisão de números racionais esclarece a questão:
a c a d ad
÷ = × =
b d b c bc
Na verdade, a divisão é um produto de um número racional pelo inverso do outro, assim esta operação é
também desnecessária no conjunto dos números racionais.

Propriedade distributiva (mista)


Distributiva: Para todos a, b, c em Q:
a×(b+c)=(a×b)+(a×c)

Potenciação de números racionais


A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente.
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)
Exemplos:
(a) (2/5)³ =(2/5) (2/5)×(2/5) = 8/125
(b) (-1/2)³=(-1/2)×(-1/2)×(-1/2) = -1/8
(c) (-5)² =(-5)×(-5) = 25
(d) (+5)² =(+5)×(+5) = 25
Observação: Se o expoente é n=2, a potência q² pode ser lida como: q elevado ao quadrado e se o expoente é
n=3, a potência q³ pode ser lida como: q elevado ao cubo. Isto é proveniente do fato que área do quadrado pode
ser obtida por A=q² onde q é a medida do lado do quadrado e o volume do cubo pode ser obtido por V=q³ onde
q é a medida da aresta do cubo.

Raízes de números racionais


A raiz n-ésima (raiz de ordem n) de um número racional q é a operação que resulta em um outro número
racional r que elevado à potência n fornece o número q. O número n é o índice da raiz enquanto que o número q
é o radicando (que fica sob o estranho sinal de radical).
Leia a observação seguinte para entender as razões pelas quais evito usar o símbolo de radical neste trabalho.
Assim:
r = Rn[q] equivale a q = rn
Por deficiência da linguagem , que ainda não implementou sinais matemáticos, denotarei aqui a raiz n-ésima de
q por Rn[q]. Quando n=2, simplesmente indicarei a raiz quadrada (de ordem 2) de um número racional q por
R[q].
A raiz quadrada (raiz de ordem 2) de um número racional q é a operação que resulta em um outro número
racional r não negativo que elevado ao quadrado seja igual ao número q, isto é, r²=q.
Não tem sentido R[-1] no conjunto dos números racionais.

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Exemplos:
(a) R³[125] = 5 pois 5³=125.
(b) R³[-125] = -5 pois (-5)³=-125.
(c) R[144] = 12 pois 12²=144.
(d) R[144] não é igual a -12 embora (-12)²=144.
Observação: Não existe a raiz quadrada de um número racional negativo no conjunto dos números racionais. A
existência de um número cujo quadrado seja igual a um número negativo só será estudada mais tarde no
contexto dos Números Complexos.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas o
aparecimento de:
R[9] = ±3
mas isto está errado. O certo é:
R[9] = +3
Não existe um número racional não negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número racional q é a operação que resulta na obtenção de um um outro
número racional que elevado ao cubo seja igual ao número q. Aqui não restringimos os nossos cálculos são
válidos para números positivos, negativos ou o próprio zero.
Exemplos:
(a) R³[8] = 2, pois 2³ = 8.
(b) R³[-8] = -2, pois (-2)³ = -8.
(c) R³[27] = 3, pois 3³ = 27.
(d) R³[-27]= -3, pois (-3)³ = -27.
Observação: Obedecendo à regra dos sinais para a multiplicação de números racionais, concluímos que:
(1) Se o índice n da raiz for par, não existe raiz de número racional negativo.
(2) Se o índice n da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de qualquer número racional.

Média aritmética e média ponderada


Média aritmética: Seja uma coleção formada por n números racionais: x1, x2, x3, ..., xn. A média aritmética
entre esses n números é a soma dos mesmos dividida por n, isto é:
x1 + x2 + x3 +...+ xn
A=
n

Exemplo: Se um grupo de 9 pessoas tem as idades:


12, 54, 67, 15, 84, 24, 38, 25, 33
então a idade média do grupo pode ser calculada pela média aritmética:
A= 12 + 54 + 67 + 15 + 84 + 24 + 38 + 25 + 33 = 352 = 39,11

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9 9

o que significa que a idade média está próxima de 39 anos.


Média aritmética ponderada: Consideremos uma coleção formada por n números racionais: x1, x2, x3, ..., xn,
de forma que cada um esteja sujeito a um peso, respectivamente, indicado por: p1, p2, p3, ..., pn. A média
aritmética ponderada desses n números é a soma dos produtos de cada um por seu peso, dividida por n, isto é:
x1 p1 + x2 p2 + x3 p3 +...+ xn
pn
P=

p1 + p2 + p3 +...+ pn

Exemplo: Um grupo de 64 pessoas, que trabalha (com salário por dia), em uma empresa é formado por sub-
grupos com as seguintes características:
12 ganham R$ 50,00
10 ganham R$ 60,00
20 ganham R$ 25,00
15 ganham R$ 90,00
7 ganham R$ 120,00
Para calcular a média salarial (por dia) de todo o grupo devemos usar a média aritmética ponderada:
50×12 + 60×10 + 25×20 + 90×15 + 120×7 3890
P= = =60,78
12 + 10 + 20 + 15 + 7 64

Médias geométrica e harmônica


Média geométrica: Consideremos uma coleção formada por n números racionais não negativos: x1, x2, x3, ...,
xn. A média geométrica entre esses n números é a raiz n-ésima do produto entre esses números, isto é:
G = Rn[x1 x2 x3 ... xn]
Exemplo: A a média geométrica entre os números 12, 64, 126 e 345, é dada por:
G = R4[12 ×64×126×345] = 76,013

Aplicação prática: Dentre todos os retângulos com a área igual a 64 cm², qual é o retângulo cujo perímetro é o
menor possível, isto é, o mais econômico? A resposta a este tipo de questão é dada pela média geométrica entre
as medidas do comprimento a e da largura b, uma vez que a.b=64.
A média geométrica G entre a e b fornece a medida desejada.
G = R[a × b] = R[64] = 8
Resposta: É o retângulo cujo comprimento mede 8 cm e é lógico que a altura também mede 8 cm, logo só pode
ser um quadrado! O perímetro neste caso é p=32 cm. Em qualquer outra situação em que as medidas dos
comprimentos forem diferentes das alturas, teremos perímetros maiores do que 32 cm.

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Interpretação gráfica: A média geométrica entre dois segmentos de reta pode ser obtida geometricamente de
uma forma bastante simples.
Sejam AB e BC segmentos de reta. Trace um segmento de reta que contenha a junção dos segmentos AB e BC,
de forma que eles formem segmentos consecutivos sobre a mesma reta.

Dessa junção aparecerá um novo segmento AC. Obtenha o ponto médio O deste segmento e com um compasso
centrado em O e raio OA, trace uma semi-circunferencia começando em A e terminando em C. O segmento
vertical traçado para cima a partir de B encontrará o ponto D na semi-circunferência. A medida do segmento
BD corresponde à média geométrica das medidas dos segmentos AB e BC.
Média harmônica: Seja uma coleção formada por n números racionais positivos: x1, x2, x3, ..., xn. A média
harmônica H entre esses n números é a divisão de n pela soma dos inversos desses n números, isto é:

Razões e Proporções
Razões
A palavra razão vem do latim ratio e significa a divisão ou o quociente entre dois números A e B, denotada por:
A

B
Exemplo: A razão entre 12 e 3 é 4 porque:
12
=4
3
e a razão entre 3 e 6 é 0,5 pois:
3
= 0,5
6
A razão também pode ser expressa na forma de divisão entre duas grandezas de algum sistema de medidas. Por
exemplo, para preparar uma bebida na forma de suco, normalmente adicionamos A litros de suco concentrado
com B litros de água. A relação entre a quantidade de litros de suco concentrado e de água é um número real
expresso como uma fração ou razão (que não tem unidade), é a razão:
A = A/B

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B
Exemplo: Tomemos a situação apresentada na tabela abaixo.
Líquido Situação1 Situação2 Situação3 Situação4
Suco puro 3 6 8 30
Água 8 16 32 80
Suco pronto 11 22 40 110
Na Situação1, para cada 3 litros de suco puro coloca-se 8 litros de água, perfazendo o total de 11 litros de suco
pronto.
Na Situação2, para cada 6 litros de suco puro coloca-se 16 litros de água, perfazendo o total de 24 litros de suco
pronto.
Exemplo: Em uma partida de basquete um jogador faz 20 arremessos e acerta 10.

Podemos avaliar o aproveitamento desse jogador, dividindo o número de arremessos que ele acertou pelo total
de arremessos, o que significa que o jogador acertou 1 para cada dois arremessos, o que também pode ser
pensado como o acerto de 0,5 para cada arremesso.
10 : 20 = 1 : 2 = 0,5

Proporções
Proporção é a igualdade entre duas razões. A proporção entre A/B e C/D é a igualdade:
A C
=
B D
Notas históricas: A palavra proporção vem do latim proportione e significa uma relação entre as partes de uma
grandeza, ou seja, é uma igualdade entre duas razões. No século XV, o matemático árabe Al-Kassadi empregou
o símbolo "..." para indicar as proporções e em 1.537, o italiano Niccola Fontana, conhecido por Tartaglia,
escreveu uma proporção na forma
6:3::8:4.
Regiomontanus foi um dos matemáticos italianos que mais divulgou o emprego das proporções durante o
período do Renascimento.

Propriedade fundamental das proporções


Numa proporção:
A = C

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B D
os números A e D são denominados extremos enquanto os números B e C são os meios e vale a propriedade: o
produto dos meios é igual ao produto dos extremos, isto é:
A· D = B· C
Exemplo: A fração 3/4 está em proporção com 6/8, pois:
3 6
=
4 8
Exercício: Determinar o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6.
Solução: Deve-se montar a proporção da seguinte forma:
x 4
=
3 6
Para obter X=2.

Razões e Proporções de Segmentos


Consideremos dois segmentos AB e CD, cujas medidas são dadas, respectivamente, por 2cm e 4cm.
A________B, C ______________ D
Comparando os segmentos AB e CD, estabelecemos uma razão entre as suas medidas.
m(AB) 2
=
m(CD) 4
Podemos também afirmar que AB está para CD na razão de 1 para 2 ou que CD está para AB na razão de 2 para
1.

Polígonos Semelhantes
Dois polígonos são semelhantes se têm ângulos correspondentes congruentes e os lados correspondentes
proporcionais.
Exemplo: Sejam os triângulos ABC e RST.

Observamos que os ângulos correspondentes possuem as mesmas medidas, denotadas aqui por, A~R, B~S, C~T

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e os lados correspondentes são proporcionais.
AB/RS=5/(2,5)=2 BC/ST=4/2=2 AC/RT=3/(1,5)=2
Afirmamos que os polígonos (triângulos) ABC e RST são semelhantes e indicamos isto por :
ABC ~ DEF

Figuras Semelhantes
Duas figuras são semelhantes quando elas têm a mesma forma com medidas correspondentes congruentes, ou
seja, quando uma é uma ampliação ou redução da outra. Isto significa que existe uma proporção constante entre
elas sem ocorrência de deformação. A figura final e a figura original são chamadas figuras semelhantes.
As figuras geométricas são semelhantes quando existe uma igualdade entre as razões dos segmentos que
ocupam as correspondentes posições relativas nas figuras.
Exemplo: Nos triângulos

observamos que os ângulos correspondentes possuem a mesma medida, ou seja, A=R, B=S e C=T e os lados
correspondentes são proporcionais.
AB/RS = BC/ST = CA/TR = 2
Assim, os triângulos ABC e DEF são semelhantes e indicamos por:
ABC ~ DEF
Exemplo: O mapa do Brasil está em duas escalas diferentes.

Os dois mapas possuem a mesma forma mas têm tamanhos diferentes. O mapa verde é uma ampliação do mapa
amarelo ou o mapa amarelo é uma redução do mapa verde.

Aplicações práticas das razões


Existem algumas razões especiais muito utilizadas em nosso cotidiano, entre as quais: velocidade média, escala,
densidade demográfica e densidade de um corpo.

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1. Velocidade Média: A "velocidade média", em geral, é uma grandeza obtida pela razão entre uma
distância percorrida (expressa em quilômetros ou metros) e um tempo por ele gasto (expresso em horas,
minutos ou segundos).
vmédia = distância percorrida / tempo gasto

Exemplo: Suponhamos que um carro de Fórmula MAT percorreu 328Km em 2h. Qual foi a velocidade
média do veículo nesse percurso?

A partir dos dados do problema, teremos:


vmédia = 328 Km / 2h = 164 Km/h
o que significa que a velocidade média do veículo durante a corrida foi de 164 Km/h, ou seja, para cada
hora percorrida o carro se deslocou 164 Km.
2. Escala: Uma das aplicações da razão entre duas grandezas se encontra na escala de redução ou escala de
ampliação, conhecidas simplesmente como escala. Chamamos de escala de um desenho à razão entre o
comprimento considerado no desenho e o comprimento real correspondente, ambos medidos na mesma
unidade.
escala = comprimento no desenho / comprimento real
Usamos escala quando queremos representar um esboço gráfico de objetos como móveis, plantas de
uma casa ou de uma cidade, fachadas de prédios, mapas, maquetes, etc.
Exemplo: Observemos as figuras dos barcos:

Base menor barco azul/Base menor barco vermelho = 2/4


Base maior barco azul/Base maior barco vermelho = 4/8
Altura do barco azul/Altura do barco vermelho = 3/6
O barco vermelho é uma ampliação do barco azul, pois as dimensões do barco vermelho são 2 vezes
maiores do que as dimensões do barco azul, ou seja, os lados correspondentes foram reduzidos à metade
na mesma proporção.
3. Densidade Demográfica: O cálculo da densidade demográfica, também chamada de população relativa
de uma região é considerada uma aplicação de razão entre duas grandezas. Ela expressa a razão entre o
numero de habitantes e a área ocupada em uma certa região.
Exemplo: Em um jogo de vôlei há 6 jogadores para cada time, o que significa 6 jogadores em cada lado
da quadra. Se, por algum motivo, ocorre a expulsão de 1 jogador de um time, sendo que não pode haver
substituição, observa-se que sobra mais espaço vazio para ser ocupado pelo time que tem um jogador
expulso. Neste caso, afirmamos que a densidade demográfica é menor na quadra que tem um jogador

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expulso e maior na outra quadra.
Exemplo: Um estado brasileiro ocupa a área de 200.000 Km². De acordo com o censo realizado, o
estado tem uma população aproximada de 12.000.000 habitantes. Assim:
dens.demográfica=12.000.000 habitantes/200.000 Km²
densidade demográfica = 60 habitantes/ Km2
Isto significa que para cada 1 Km2existem aproximadamente 60 habitantes.
4. Densidade de um Corpo: Densidade de um corpo é mais uma aplicação de razão entre duas grandezas.
Assim, a densidade (volumétrica) de um corpo é a razão entre a massa desse corpo, medida em Kg ou
gramas e o seu volume, medido em m³, dm³ ou qualquer outra unidade de volume.
Exemplo: Se uma estátua de bronze possui uma densidade volumétrica de 8,75 kg/dm³ então para cada
dm³ há uma massa de 8,75 kg.
Curiosidade:Devido à existência de densidades diferentes, observamos que ao colocarmos corpos
diferentes em um recipiente com água, alguns afundam e outros flutuam.

Uma bolinha de isopor flutuará na água enquanto que uma de chumbo, de mesmo volume afundará. Isso
ocorre porque a densidade do chumbo é maior que a densidade do isopor. Algumas substâncias e suas
densidades estão na tabela abaixo:
Substância Densidade [g/cm³]
madeira 0,5
gasolina 0,7
álcool 0,8
alumínio 2,7
ferro 7,8
mercúrio 13,6
5. Pi: Uma razão muito famosa: Os egípcios trabalhavam muito com certas razões e descobriram a razão
entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro. Este é um fato fundamental pois esta razão é
a mesma para toda circunferência. O nome desta razão é Pi e seu valor é aproximadamente:
Pi = 3,1415926535
Exemplo: Se C é o comprimento da circunferência e D a medida do diâmetro da circunferência, temos
uma razão notável:
C / D = Pi = 3,14159265358979323846264338327950...
significando que
C = Pi . D
Exemplo: Se a medida do raio de uma circunferência tem 1,5cm então o perímetro da circunferência é
igual a 9,43cm.
* Questões

1) Qual a razão que é igual a 2/7 e cujo antecedente seja igual a 8.

Assunto: Razão e proporção.

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Resolução:

Vamos igualar as razões.

8=2
X 7

2x = 8 x 7

2x = 56

X = 56/2

X = 28

Desta forma a razão igual a 2/7, com antecedente igual a 8 é : 8/28 = 2/7

2) Almejando desenhar uma representação de um objeto plano de 5m de comprimento, usando uma escala de
1:20, qual será o comprimento no desenho:

Assunto: Escala e noção de proporção.

Resolução:

Escala: 1
20

Sabendo que 1m = 100 cm.

Então 5m = 5 x 100 = 500 cm.

O comprimento no desenho será:

500 x 1 = 500 / 20 =
20

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25 cm

Desta forma em uma escala 1:20 em plano de 5m, o comprimento do desenho será 25 cm.

3) Em uma sala de aula, a razão de moças para o número de rapazes é de 5/4. Se o número total de alunos desta
turma é de 45 pessoas, caso exista uma festa quantas moças ficariam sem par ?

Assunto: Razão e proporção

Resolução:

Primeiro vamos denominar o número de moças por X, e o número de rapazes por Y.

x/y = 5/4 (Igualam-se as razões)

x + y = 45 (Soma total de alunos)

x + y = 5 + 4 (Aplicação das propriedades das proporções)


x 5

45/x = 9/5

45 x 5 = 9x

225 = 9x ---> x = 225/9 ---> x = 25 moças

Substituindo X = 25 na expressão x + y = 45, temos :

25 + y = 45 ---> y = 45 – 25 ----> y = 20 rapazes

Tendo por base que cada rapaz fique apenas com uma moça, o número de moças que ficariam sem par será : 25
– 20 = 5 moças

Então, o número de moças que ficará sem par é igual a 5.

4) (FEDF-95 / Professor Nível 1) Um copo de suco corresponde a 250 ml. Uma professora fez suco para 48

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copos, o que corresponde em litros, a:

a) 12,0

b) 15,2

c) 16,0

d) 20,4

e) 24,0

Assunto: Regra de três

Resolução:

1 copo ---------------> 250 ml

48 copos ------------> x

Resolvendo a regra de três acima :

1x = 48 x 250

X = 12000 ml

Como 12000 ml correspondem a 12 l (basta dividir 12.000/1000), logo a alternativa correta é a letra “a” = 12,00

Então a resposta correta da questão acima é a letra “a”.

5) (FUB-94 / Auxiliar Administrativo) Um disco gira a 45 rotações por minuto. Em 4 segundos, o disco dá :

a) 3 voltas b) 5 voltas c) 6 voltas d) 9 voltas e) 12 voltas

Assunto: Regra de três

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Obs.: É importante notar que 1 minuto é igual a 60s.

Resolução:

60 s ---------------> 45 voltas

4 s ----------------> x

Resolvendo a regra de três acima :

60x = 45 x 5

60x = 180

X = 180/60

X = 3 voltas

Então a resposta correta da questão acima é a letra “a”.

6) Do meu salário líquido dedico:

25% ao aluguel,

30% à alimentação,

5% à compra de medicamento,

15% pagamento de mensalidades.

O resto que me sobre é R$ 550,00 para lazer. Desta forma pode-se afirmar que meu salário é no valor de :

a) R$ 1.200,00

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b) R$ 785,00

c) R$ 2.200,00

d) R$ 2.250,00

e) R$ 650,00

Assunto: Porcentagem e regra de três

Somando-se as porcentagens dos gastos, temos: 25%+30%+5%+15% = 75%

Os R$ 550,00 representam os 25% do total de 100% da operação.

Montando uma regra de três:

550,00 -------> 25

X -------> 100

25x = 55000

X = 55000/ 25

X = 2200

Então a resposta correta da questão acima é a letra “c”.

7) (FUB-94 / Auxiliar Administrativo) Em uma loja, o metro de um determinado tecido teve seu preço reduzido
de R$ 5,52 para R$ 4.60. Com R$ 126,96, a porcentagem de tecido que se pode comprar a mais é de :

a) 19,5 % b) 20% c) 20,5% d) 21% e) 21,5%

Assunto: Regra de três e noção de porcentagem

Resolução:

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Cenário 1:

1m -------> R$ 5,52

X --------> R$ 126,96

5,52x = 126,96

X = 126,96 / 5,52

X = 23 m

Cenário 2:

1m --------> R$ 4,60

X ---------> R$ 126,96

4,60x = 126,96

X = 126,96 / 4,60

X = 27,60

Temos então:

23m --------> 100% (Total do metro encontrado com preço maior)

27,6 ---------> x (Total do metro encontrado com preço menor)

23x = 100 x 27,6

23x = 2760

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X = 2760 / 23

X = 120%

Desta forma: 120% - 100% = 20%

Então a resposta correta da questão acima é a letra “b”.


Mais exercícios:
01. Se (3, x, 14, ...) e (6, 8, y, ...) forem grandezas diretamente proporcionais, então o valor de x + y é:

a) 20
b) 22
c) 24
d) 28
e) 32

RESPOSTA: E

02. Calcular x e y sabendo-se que (1, 2, x, ...) e (12, y, 4, ...) são grandezas inversamente proporcionais.

RESOLUÇÃO: x = 3 e y = 6

03. Dividir o número 160 em três partes diretamente proporcionais aos números 2, 3 e 5.

RESOLUÇÃO: As partes são: 32, 48 e 80.

04. Repartir uma herança de R$ 495.000,00 entre três pessoas na razão direta do número de filhos e na razão
inversa das idades de cada uma delas. Sabe-se que a 1ª pessoa tem 30 anos e 2 filhos, a 2ª pessoa tem 36 anos e
3 filhos e a 3ª pessoa 48 anos e 6 filhos.

RESOLUÇÃO: A 1ª pessoa deve receber R$ 120.000,00, a 2ª pessoa R$ 150.000,00 e a terceira pessoa


R$ 225.000,00.

05. Dois números estão na razão de 2 para 3. Acrescentando-se 2 a cada um, as somas estão na razão de 3 para
5. Então, o produto dos dois números é:

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a) 90
b) 96
c) 180
d) 72
e) -124

RESPOSTA: B

06. (PUC) Se (2; 3; x; ...) e (8; y; 4; ...) forem duas sucessões de números diretamente proporcionais, então:

a) x = 1 e y = 6
b) x = 2 e y = 12
c) x = 1 e y = 12
d) x = 4 e y = 2
e) x = 8 e y = 12

RESPOSTA: C

07. Sabe-se que y é diretamente proporcional a x e que y = 10 quando x = 5. De acordo com estes dados, qual:

a) a sentença que relaciona y com x?


b) o gráfico da função f: [-2; 3] ® ℝ definida pela sentença anterior?
c) o valor de y quando x = 2?

RESOLUÇÃO: a) y = 2x

c) y = 4

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08. (FUVEST) São dados três números reais, a < b < c. Sabe-se que o maior deles é a soma dos outros dois e o
menor é um quarto do maior. Então a, b e c são, respectivamente, proporcionais a:

a) 1, 2 e 3
b) 1, 2 e 5
c) 1, 3 e 4
d) 1, 3 e 6
e) 1, 5 e 12

RESPOSTA: C

09. (MACK) Dividindo-se 70 em partes proporcionais a 2, 3 e 5, a soma entre a menor e a maior parte é:

a) 35
b) 49
c) 56
d) 42
e) 28

RESPOSTA: B

10. (UFLA) Três pessoas montam uma sociedade, na qual cada uma delas aplica, respectivamente, R$
20.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00. O balanço anual da firma acusou um lucro de R$ 40.000,00.
Supondo-se que o lucro seja dividido em partes diretamente proporcionais ao capital aplicado, cada sócio
receberá, respectivamente:

a) R$ 5.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 25.000,00


b) R$ 7.000,00; R$ 11.000,00 e R$ 22.000,00
c) R$ 8.000,00; R$ 12.000,00 e R$ 20.000,00
d) R$ 10.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00
e) R$ 12.000,00; R$ 13.000,00 e R$ 15.000,00

RESPOSTA: C
Porcentagem
Introdução:

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Utilizamos o cálculo de porcentagem constantemente no nosso cotidiano. Dois simples exemplos:
Ex.1) Uma loja lança uma promoção de 10% no preço dos seus produtos. Se uma mercadoria custa R$120,00,
quanto a mercadoria passará a custar?
O desconto será de 10% do valor de R$120,00. Logo:

Retiramos, portanto, R$12,00 de R$120,00: 120 - 12 = 108


Passaremos a pagar, com a promoção, R$108,00.

Ex.2) Uma sala de aula possui 100 alunos, sendo que 40% são meninas. Qual a quantidade de meninas e de
meninos?

A quantidade de meninas será:


E a de meninos será: 100 - 40 = 60.

Razão centesimal:
Como o próprio nome já diz, é a fração cujo denominador é igual a 100.
Exemplos:

(lê-se 10 por cento)

(lê-se 150 por cento)


Definição de taxa porcentual ou porcentagem:

Chama-se taxa porcentual ou porcentagem de um número a sobre um número b, , à razão

tal que

Indica-se por

Definição meio complicada não acham? Pois é muito simples:


Porcentagem é o valor obtido quando aplicamos uma razão centesimal a um determinado valor.
Porcentagem, como o nome já diz, é por 100 (sobre 100).
Exemplos para compreendermos melhor:
Ex.1) Calcule:
a) 10% de 500:

A razão centesimal é :

Portanto,
b) 25% de 200:

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Portanto,
Ex.2) Qual a taxa porcentual de:
a) 3 sobre 5?

5x = 300
x= 60
A taxa é de 60%
b) 10 sobre 20?

20x = 1000
x = 50
A taxa é de 50%
Certa vez, perguntaram-me algo tão simples, mas que ,talvez, tenham dúvidas: Como se
calcula porcentagem em uma calculadora?
Vamos a um exemplo: Quanto é 20% de 500?
Digitem: 500
Aperte a tecla de multiplicação: X
Digitem: 20
Aperte a tecla de porcentagem: %
O resultado, como pode ser visto, é 100.

Agora que compreendemos a definição de porcentagem, vamos a resolução de alguns exercícios elementares.
Exercícios resolvidos:
1) Uma compra foi efetuada no valor de R$1500,00. Obteu-se um desconto de 20%. Qual foi o valor pago?

O desconto será:
Portanto, pagou-se: 1500 - 300 = 1200.
Dica: Para agilizarmos o cálculo, vamos pensar um pouco:
O valor total da compra é 100%. Se obtivermos um desconto de 20%, isso quer dizer que pagaremos somente
80% do valor (100% - 20% = 80%)

Logo,
2) Um carro, que custava R$ 12.000,00, sofreu uma valorização (acréscimo) de 10% sobre o seu preço. Quanto
ele passou a custar?

O acréscimo será de:


Portanto, passará a custar: 12.000 + 1.200 = 13.200

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Dica: O valor inicial do carro era de 100%, se ele sofreu uma valorização de 10%, isso quer dizer que ele
passará a custar 110% (100 + 10 = 110) do seu valor inicial. Logo:

3) Um computador que custava R$2.000,00, apresentou um lucro de R$100,00. De quanto porcento foi o lucro
sobre o preço de venda?

2000x = 10000
x=5
Portanto, 5%.
4) Um comerciante que não possuía conhecimentos de matemática, comprou uma mercadoria por R$200,00.
Acresceu a esse valor, 50% de lucro. Certo dia, um freguês pediu um desconto, e o comerciante deu um
desconto de 40% sobre o novo preço, pensando que, assim, teria um lucro de 10%. O comerciante teve lucro ou
prejuízo? Qual foi esse valor?
Vamos por etapas:
O comerciante comprou a mercadoria por R$200,00 e acresceu 50% sobre esse valor.

Logo, a mercadoria passou a custar R$300,00.


Como deu um desconto de 40% sobre o preço de venda:

Portanto, como o comerciante comprou a mercadoria por R$200,00 e a vendeu por R$180,00, obteve um
prejuízo de R$20,00.
Regra de três
Chamamos de regra de três a um processo de resolução de problemas de quatro valores, dos quais três são
conhecidos e devemos determinar o quarto valor.
A resolução desse tipo de problema é muito simples, basta montarmos uma tabela (em proporção) e
resolvermos uma equação.

Vamos a resolução de problemas:


1) Um atleta percorre um 20km em 2h, mantendo o mesmo ritmo, em quanto tempo ele percorrerá 30km?
Montemos uma tabela:
Percurso (km) Tempo (h)
20 2
30 x
Notem que as grandezas são diretamente proporcionais, ou seja, se aumentarmos o percurso, o tempo gasto pelo
atleta também aumenta. Logo, devemos conservar a proporção:

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Multiplicamos em cruzes:
20x = 60
x=3
Portanto, o atleta percorrerá 30km em 3h.
2) Quatro trabalhadores constroem uma casa em 8 dias. Em quanto tempo, dois trabalhadores constroem uma
casa?
Nº de trabalhadores Tempo (dias)
4 8
2 x
Notem que as grandezas são inversamente proporcionais. Se 4 trabalhadores constroem uma casa em 8 dias, 2
trabalhadores demorarão mais tempo para construir, ou seja, quanto menor o número de trabalhadores, maior
será o tempo para a construção. Logo, devemos inverter a proporção.

Multiplicando em cruzes:
2x = 32
x = 16
Portanto, 2 trabalhadores construirão a casa em 16 dias.

Como puderam ver, a resolução é bastante simples. Primeiro, observamos se as grandezas são diretamente ou
inversamente proporcionais. Se a grandeza for diretamente proporcional, mantemos a proporção; se a grandeza
for inversamente proporcional, invertemos a proporção. Feito isso, basta resolver a equação.

EQUAÇÃO DO 1º GRAU

* Definição

É definido como uma equação como toda e qualquer igualdade (=) que somente pode ser satisfeita para alguns
valores que estejam agregados em seus domínios.

Exemplos:

3x – 4 = 2 à o número X que é desconhecido recebe o termo de incógnita.

3y + 4 = 7 à o número Y que é desconhecido recebe o termo de incógnita.

Desta forma acima, é impossível afirmar se a igualdade do problema é verdadeira ou falsa, pois os valores das
incógnitas são desconhecidos.

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É possível verificar que as equações acima se tornam verdadeiras quando:

x = 2, veja:

3x – 4 = 2

3x = 2 + 4 à 3x = 6 à x = 2

y = 1, veja:

3y = 7 – 4 à 3y = 3 à y = 1

Assim os conjuntos são verdadeiros (V) e com soluções (S) = 2 e 1 respectivamente

- Equação do 1º grau

Agora que foi definido o termo equação, pode-se definir o que é equação do primeiro grau, como toda equação
que satisfaça a forma:

ax + b = 0

Onde, tem-se:

a e b , são as constantes da equação, com a ≠ 0 (diferente de zero)

Observe:

4x + 10 = 1

a=4

b = 10 >> constantes (4,10)

3x – 6 = 0

a=3

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b = 6 >> constantes (3,6)

Exemplo de fixação:

x+2=6»

Assim, o número que substitui o “x” na equação acima, tornando a sentença “verdadeira”, é o número 4, pois, 4
+ 2 = 6.

Uma equação do 1º grau pode ser resolvida usando uma propriedade já informada em tutoriais anteriores:

ax + b = 0 » ax = - b

x = -b/a

Obs.: É possível transformar uma equação em outra que seja equivalente à primeira, porém esta segunda na
forma mais simples de se efetuar cálculos. É possível somar ou subtrair, multiplicar ou dividir um mesmo
número, que seja diferente de zero (≠0), aos membros da equação dada no problema.

Exemplo:

x – 4 = 0 » x –4 + 2 = 0 + 2 » x = 4

2x = 4 » 3.2x = 3.4 » x = 2

* Resolução de uma equação do 1º grau

Resolver uma equação do primeiro grau significa achar valores que estejam em seus domínios e que satisfaçam
à sentença do problema, ou seja, será preciso determinar de forma correta a raiz da equação.

Na forma simples de entender a solução de equação do primeiro grau, basta separar as incógnitas dos números,
colocando-os de um lado do sinal de igual (=). Desta forma, os números ficam de um lado da igualdade e do
outro lado as constantes.

Para assimilar, veja alguns exemplos de fixação resolvidos:

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a) Determine o valor do X:

4x – 12 = 8

4x = 8 + 12

4x = 20

x= 20/4 » x = 5 >> V = {5}

b) Qual o valor da incógnita x:

2 – 3.(2-4x) = 8

2 – 6 + 12x = 8

12x = 8 - 2 + 6

12x = 6 + 6

x = 12/12 » x = 1 >> V = {1}

Mais alguns exemplos de equações de primeiro grau:

x + 5 = 10 5x – 3 = 28 3x + 12 = 4

2x – 4 = 0 10 + 4.(5.4x) = 5 – (x+8)

Observe que, como informado no método de resolução dos problemas que envolvem equações do primeiro
grau, sempre é colocado de um lado às incógnitas e de outros os números, para que se tenha assim a solução
verdadeira da questão.

Por tanto ao resultado da raiz dá-se o nome de conjunto “V” ou conjunto de solução “S”.

Lembre-se: Os valores do conjunto soluções têm que ser satisfeitos pelos valores que estejam agregados na
sentença.

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* Por que a constante “a” tem que ser diferente de zero (a ≠ 0)

Observe:

a ≠ 0 >> b ≠ 0, temos:

x = -b/a

S = {-b/a}

a ≠ 0 >> b = 0, temos:

x = 0/a

S = {0}

Agora se a constante “a” for igual = 0 (a = 0)

b ≠ 0 >> x = -b/0

V = {0}

Desta forma, é possível notar que quando a constante “a” for igual à zero ( a = 0), temos a conjunto “V”,
chamado de conjunto Verdade, igual a zero V = {0}, não existindo, neste caso, raiz ou solução que satisfaça a
equação, e a equação então é denominada de “impossível” ou “sem solução”.

Ainda, se tratando da forma (a ≠ 0), observe a seguinte suposição de equação:

b = 0 >> 0x = 0 >> V = R

Assim, é possível dizer que a equação é indeterminada, pois qualquer valor para a incógnita x, se torna raiz ou
solução da equação ou do problema dado.

* Incógnita com valor negativo

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Quando efetuarmos as devidas reduções de termos, pode acontecer que o coeficiente que estiver acompanhando
a variável seja um número negativo (-).

Caso isto ocorra, o correto a fazer é multiplicar ambos os membros da equação por (-1), que é um dos
princípios da multiplicação, já estudados em tutoriais anteriores.

Veja alguns exemplos:

a) 4x – 2 = 6x + 8

Reduzindo os termos:

4x – 6x = 8 + 2

-2x = 10

Verifique que o número que acompanha o “x”, ou seja, o coeficiente, tem o valor negativo (-), então
multiplica-se os termos da equação por (-1).

Assim, temos aos valores:

-2x = 10 .(-1)

2x = - 10

Verifique então, que após multiplicar os termos por (-1), temos o coeficiente da incógnita “x” na forma positiva,
agora sim podendo prosseguir com a operação.

x = -10/2 >> x = -5

Como o valor de x = -5, então V = {-5}

Observação:

O método de resolução de equações do 1º grau, no qual coloca-se os valores de um lado do sinal (=) e as
incógnitas do outro é apenas um "macete". Veja o que realmente ocorre:

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Observe:

2x + 4 = 8

Adicionamos (-4) a ambos os lados, a fim de deixarmos o valor de 2x "separado".

Veja o que acontece:

2x + 4 - 4 = 8 - 4

2x = 4

x=2

V={2}

A forma de cálculo acima é a exposição do que ocorre na solução de equações do 1º grau. A "grande dica" de
"separar" os números de um lado e as incógnitas de outro pode ser utilizado para agilizar nos cálculos dos
problemas e sentenças.

Sistema Internacional de Unidades

A observação de um fenômeno é em geral, incompleta a menos


que dê lugar a uma informação quantitativa. Para obter esta
informação, é requerida a medição de uma propriedade física.
Assim, a medição constitui uma boa parte da rotina diária do
físico experimental.
A medição é a técnica por meio da qual atribuímos um número a
uma propriedade física, como resultado de uma comparação
desta propriedade com outra similar tomada como padrão, a qual
adotou como unidade.
Suponhamos uma habitação cujo solo está coberto de ladrilhos,
tal como podemos ver na figura, tomando um ladrilho como
unidade, e contando o número de ladrilhos medimos a superfície
da habitação, 30 ladrilhos. Na figura inferior, a medida da
mesma superfície resulta uma quantidade diferente 15 ladrilhos.
A medida de uma mesma grandeza física (uma superfície)
propicia dois valores distintos devido a termos empregado
distintas unidades de medida.
Este exemplo mostra a necessidade de estabelecer uma única

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unidade de medida para uma grandeza dada, de modo que a

Antes do Sistema Métrico Decimal


Este sistema de medidas foi estabelecido na França com o fim de resolver os dois grandes inconvenientes que
representavam as antigas medidas:
1. Unidades com o mesmo nome variavam de uma província a outra
2. As subdivisões das diferentes medidas não eram decimais, o que representavam grandes complicações
para o cálculo.
Tratou-se de criar um sistema simples e único de medidas que pudesse reproduzir-se com exatidão em
qualquer momento e em qualquer lugar, com meios disponíveis para qualquer pessoa.
Em 1791 foi instituído na França o Sistema Métrico Decimal.
O Sistema Métrico é baseado na unidade "o metro" com múltiplos e submúltiplos decimais. Do metro é
derivado o metro quadrado, o metro cúbico, e o quilograma que era a massa de um decímetro cúbico de água.
Naquela época a astronomia e a geodesia eram ciências que haviam adquirido um notável desenvolvimento.
Foi realizada medições do comprimento do arco do meridiano terrestre em vários lugares da Terra.
Finalmente, a definição de metro foi dada como a décima milionésima parte do comprimento de um quarto do
meridiano terrestre. Sabendo que o raio da Terra é 6.37·106 m
2π·6.37·106/(4·10·106)=1.0006 m
Como o comprimento do meridiano não era prático para o uso diário, fabricou-se uma barra de platina, que
representava a nova unidade de medida, colocada no departamento de Sevre na França, junto a unidade de
medida representativa do quilograma, também fabricado em platina. Copias do metro e do quilograma foi
distribuída para muitos países que adotaram o Sistema Métrico.
A definição de metro em termos de uma peça única de metal não era satisfatória, e a sua estabilidade não
podia ser garantida ao longo dos anos, por mais que tivéssemos cuidado na sua conservação.
No final do século XIX foi produzido um notável avanço na identificação das linhas espectrais dos átomos. A.
A. Michelson utilizou seu famoso interferômetro para comparar o comprimento de onda da linha vermelha do
cádmio com o metro. Esta linha foi usada para definir a unidade denominada angstrom.
Em 1960, a XI Conferência Geral de Pesos e Medidas acabou com a antiga definição de metro e mudou para a
seguinte:
O metro é o comprimento igual a 1 650 763.73 comprimentos de onda no vácuo da radiação correspondente a
transição entre os níveis 2p10 e 2d5 do átomo de criptônio 86.
Este grande número foi atribuído de modo que o novo metro tivesse o mesmo comprimento que o antigo.
A velocidade da luz no vácuo c é uma constante muito importante em física, e que foi medida há muito tempo
de forma direta, por distintos procedimentos. Medindo a freqüência f e o comprimento de onda λ de alguma
radiação de alta freqüência e utilizando a relação c=λ·f é determinada a velocidade da luz c de forma indireta
com muita exatidão.
O valor obtido em 1972, medindo a freqüência e o comprimento de onda de uma radiação infravermelha, foi
c=299 792 458 m/s com um erro de ±1.2 m/s.
A XVII Conferencia Geral de Pesos é Medidas de 20 de Outubro de 1983, aboliu a antiga definição de metro e
promulgou a nova:
O metro é o comprimento da trajetória percorrida no vácuo pela luz durante um tempo de 1/299 792 458 do
segundo.
A nova definição de metro em vez de estar baseada em um único objeto (a barra de platina) ou em uma única
fonte de luz, está aberta a qualquer outra radiação cuja freqüência seja conhecida com suficiente exatidão.
A velocidade da luz que é convencionalmente fixada e exatamente igual a 299 792 458 m/s devida a definição
convencional do termo m (o metro) e sua expressão.

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Unidades básicas.
Grandeza Nome Símbolo
Comprimento metro m
Massa Quilograma kg
Tempo segundo s
Intensidade de corrente elétrica ampère A
Temperatura termodinâmica kelvin K
Quantidade de substância mol mol
Intensidade luminosa candela cd

Unidade de comprimento: O metro é o comprimento da trajetória percorrida no vácuo pela luz


metro (m) durante um tempo de 1/299 792 458 de segundo.

Unidade de massa O Quilograma (kg) é igual a massa do protótipo internacional do


quilograma

Unidade de tempo O segundo (s) é a duração de 9 192 631 770 períodos da radiação
correspondente a transição entre os dois níveis hiperfinos do estado
fundamental do átomo de césio 133.

Unidade de intensidade de O ampère (A) é a intensidade de uma corrente constante que mantendo-se
corrente elétrica em dois condutores paralelos, retilíneos, de comprimento infinito, de
secção circular desprezível e situados a uma distância de um metro um do
outro no vácuo, produziria uma força igual a 2·10-7 newton por metro de
comprimento.

Unidade de temperatura O kelvin (K), unidade de temperatura termodinâmica, é a fração 1/273,16


termodinâmica da temperatura termodinâmica do ponto triplo da água.
Observação: Além da temperatura termodinâmica (símbolo T) expressa em
kelvins, é utilizada também a temperatura Celsius (símbolo t) definida pela
equação t = T - T0 onde T0 = 273,15 K por definição.

Unidade de quantidade de O mol (mol) é a quantidade de substância de um sistema que contém tantas
substância entidades elementares como átomos tenha em 0,012 quilogramas de
carbono 12.
Quando é empregado o mol, devem especificar-se as unidades elementares,
que podem ser átomos, moléculas, íons, elétrons ou outras partículas ou
grupos especificados de tais partículas.

Unidade de intensidade A candela (cd) é a unidade luminosa, em uma direção dada, de uma fonte
luminosa que emite uma radiação monocromática de freqüência 540·1012 hertz e
cuja intensidade energética nesta direção é 1/683 watt por esferoradiano.

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Unidades derivadas sem dimensão.

Grandeza Nome Símbolo Expressão em unidades


SI básicas
Ângulo plano Radiano rad mm-1= 1
Ângulo sólido Esferoradiano sr m2m-2= 1

Unidade de ângulo plano O radiano (rad) é o ângulo plano compreendido entre dois raios de um
círculo que, sobre a circunferência deste círculo, interceptam um arco de
comprimento igual ao raio.

Unidade de ângulo sólido O esferoradiano (sr) é o ângulo sólido que, tendo seu vértice no centro
de uma esfera, intercepta sobre a superfície desta esfera uma área igual á
de um quadrado que tenha por lado o raio da esfera.

Unidades SI derivadas
As unidades SI derivadas são definidas de forma que sejam coerentes com as unidades básicas e
suplementares, a estas, são definidas por expressões algébricas sob a forma de produtos de potências das
unidades SI básicas e ou suplementares com um fator numérico igual 1.
Várias destas unidades SI derivadas são expressas simplesmente a partir das unidades SI básicas e
suplementares. Outras receberam um nome especial e um símbolo particular.
Uma unidade SI derivada pode expressar-se de várias formas equivalentes utilizando, nome de unidades
básicas e suplementares, ou então nome especiais de outras unidades SI derivadas, é admitido o emprego
preferencial de certas combinações ou de certos nomes especiais, com o fim de facilitar a distinção entre
grandezas que tenham as mesmas dimensões. Por exemplo, o hertz é empregado para a freqüência, como
preferência ao segundo a potência menos um, e para o momento de força, é preferido o newton metro ao joule.

Unidades SI derivadas expressas a partir de unidades básicas e suplementares.


Grandezas Nome Símbolo
Superfície metro quadrado m2
Volume metro cúbico m3
Velocidade metro por segundo m/s
Aceleração metro por segundo ao quadrado m/s2
Número de ondas metro a potência menos um m-1
Massa por volume Quilograma por metro cúbico kg/m3
Velocidade angular radiano por segundo rad/s
Aceleração angular radiano por segundo ao quadrado rad/s2

Unidade de velocidade Um metro por segundo (m/s o m·s-1) é a velocidade de um corpo que,
com movimento uniforme, percorre, uma comprimento de um metro em 1

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segundo

Unidade de aceleração Um metro por segundo ao quadrado (m/s2 o m·s-2) é a aceleração de um


corpo, animado de movimento uniformemente variado, cuja velocidade
varia a cada segundo, 1 m/s.

Unidade de número de ondas Um metro a potência menos um (m-1) é o número de ondas de uma
radiação monocromática cujo comprimento de onda é igual a 1 metro.

Unidade de velocidade angular Um radiano por segundo (rad/s o rad·s-1) é a velocidade de um corpo que,
com uma rotação uniforme ao redor de um eixo fixo, gira em 1 segundo, 1
radiano.

Unidade de aceleração angular Um radiano por segundo ao quadrado (rad/s2 o rad·s-2) é a aceleração
angular de um corpo animado de uma rotação uniformemente variada ao
redor de um eixo fixo, cuja velocidade angular, varia 1 radiano por
segundo, em 1 segundo.

Unidades SI derivadas com nomes e símbolos especiais.


Grandezas Nomes Símbolo Expressões em Expressões em
outras unidades SI básicas
unidades SI
Freqüência hertz Hz s-1
Força newton N m·kg·s-2
Pressão pascal Pa N·m-2 m-1·kg·s-2
Energia, trabalho, joule J N·m m2·kg·s-2
quantidade de calor
Potência watt W J·s-1 m2·kg·s-3
Quantidade de coulomb C s·A
eletricidade
carga elétrica
Potencial elétrico volt V W·A-1 m2·kg·s-3·A-1
força eletromotriz
Resistência elétrica ohm W V·A-1 m2·kg·s-3·A-2
Capacidade elétrica farad F C·V-1 m-2·kg-1·s4·A2
Fluxo magnético weber Wb V·s m2·kg·s-2·A-1
Indução magnética tesla T Wb·m-2 kg·s-2·A-1
Indutância henry H Wb·A-1 m2·kg s-2·A-2

Unidade de freqüência Um hertz (Hz) é a freqüência de um fenômeno periódico cujo período é 1


segundo.

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Unidade de força Um newton (N) é a força que, aplicada a um corpo que tem uma massa de
1 quilograma, comunica uma aceleração de 1 metro por segundo ao
quadrado.

Unidade de pressão Um pascal (Pa) é a pressão uniforme que, atuando sobre uma superfície
plana de 1 metro quadrado, exerce perpendicularmente a esta superfície
uma força total de 1 newton.

Unidade de energia, trabalho, Um joule (J) é o trabalho produzido por uma força de 1 newton, cujo
quantidade de calor ponto de aplicação é deslocado de 1 metro na direção da força.

Unidade de potência, fluxo Um watt (W) é a potência que da lugar a uma produção de energia igual a
radiante 1 joule por segundo.

Unidade de quantidade de Um coulomb (C) é a quantidade de eletricidade transportada em 1


eletricidade, carga elétrica segundo por uma corrente de intensidade 1 ampère.

Unidade de potencial elétrico, Um volt (V) é a diferença de potencial elétrico que existe entre dois
força eletromotriz pontos de um fio condutor que transporta uma corrente de intensidade
constante de 1 ampère quando a potência dissipada entre estes pontos é
igual a 1 watt.

Unidade de resistência elétrica Um ohm (W) é a resistência elétrica que existe entre dois pontos de um
condutor quando uma diferença de potencial constante de 1 volt aplicada
entre estes dois pontos produz, neste condutor, uma corrente de
intensidade 1 ampère, quando não haja força eletromotriz no condutor.

Unidade de capacidade elétrica Um farad (F) é a capacidade de um condensador elétrico que entre suas
armaduras aparece uma diferença de potencial elétrico de 1 volt, quando
está carregado com uma quantidade de eletricidade igual a 1 coulomb.

Unidade de fluxo magnético Um weber (Wb) é o fluxo magnético que, ao atravessar um circuito de
uma só espira produz na mesma uma força eletromotriz de 1 volt sendo
anulado este fluxo em um segundo por decaimento uniforme.

Unidade de indução magnética Um tesla (T) é a indução magnética uniforme que, repartida normalmente
sobre uma superfície de 1 metro quadrado, produz através desta superfície
um fluxo magnético total de 1 weber.

Unidade de indutância Um henry (H) é a indutância elétrica de um circuito fechado no qual é


produzida uma força eletromotriz de 1 volt, quando a corrente elétrica que
percorre o circuito varia uniformemente a razão de um ampère por
segundo.

Unidades SI derivadas expressa a partir das que tem nomes especiais


Grandeza Nome Símbolo Expressão em
unidades SI

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básicas
Viscosidade dinâmica pascal segundo Pa·s m-1·kg·s-1
Entropia joule por kelvin J/K m2·kg·s-2·K-1
Capacidade térmica mássica joule por quilograma J/(kg·K) m2·s-2·K-1
kelvin
Condutividade térmica watt por metro kelvin W/(m·K) m·kg·s-3·K-1
Intensidade do campo volt por metro V/m m·kg·s-3·A-1
elétrico

Unidade de viscosidade dinâmica Um pascal segundo (Pa·s) é a viscosidade dinâmica de um fluído


homogêneo, no qual, o movimento retilíneo e uniforme de uma
superfície plana de 1 metro quadrado, da lugar a uma força
retardadoura de 1 newton, quando há uma diferença de velocidade
de 1 metro por segundo entre dois planos paralelos separados por 1
metro de distância.

Unidade de entropia Um joule por kelvin (J/K) é o aumento de entropia de um sistema


que recebe uma quantidade de calor de 1 joule, a temperatura
termodinâmica constante de 1 kelvin, sempre que no sistema não
tenha lugar nenhuma transformação irreversível.

Unidade de capacidade térmica mássica Um joule por quilograma kelvin (J/(kg·K) é a capacidade térmica
mássica de um corpo homogêneo de uma massa de 1 quilograma,
que na transferência de uma quantidade de calor de um joule,
produz uma elevação de temperatura termodinâmica de 1 kelvin.

Unidade de condutividade térmica Um watt por metro kelvin W/(m·K) é a condutividade térmica de
um corpo homogêneo isotrópico, em que uma diferença de
temperatura de 1 kelvin entre dois planos paralelos, de área 1 metro
quadrado e distantes 1 metro, produz entre estes planos um fluxo
térmico de 1 watt.

Unidade de intensidade do campo Um volt por metro (V/m) é a intensidade de um campo elétrico, que
elétrico exerce uma força de 1 newton sobre um corpo carregado com uma
quantidade de eletricidade de 1 coulomb.

Nome e símbolos especiais de múltiplos e submúltiplos decimais de unidades SI autorizados


Grandeza Nome Símbolo Relação
Volume litro l ou L 1 dm3=10-3 m3
Massa tonelada t 103 kg
Pressão e tensão bar bar 105 Pa

Unidades definidas a partir das unidades SI, porém que não são múltiplos ou submúltiplos decimais destas
unidades.

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Grandeza Nome Símbolo Relação
Ângulo plano volta 1 volta= 2 p rad
grau º (p/180) rad
minuto de ângulo ' (p /10800) rad
segundo de ângulo " (p /648000) rad
Tempo minuto min 60 s
hora h 3600 s
dia d 86400 s

Unidades em uso com o Sistema Internacional cujo valor em unidades SI são obtidos experimentalmente.
Grandeza Nome Símbolo Valor em unidades SI
Massa unidade de massa atômica u 1,6605402 10-27 kg
Energia elétron-volt eV 1,60217733 10-19 J

Múltiplos e submúltiplos decimais


Fator Prefixo Símbolo Factor Prefixo Símbolo
1024 yotta Y 10-1 deci d
1021 zeta Z 10-2 centi c
1018 exa E 10-3 mili m
1015 peta P 10-6 micro µ
1012 tera T 10-9 nano n
109 giga G 10-12 pico p
106 mega M 10-15 femto f
103 kilo k 10-18 atto a
102 hecto h 10-21 zepto z
101 deca da 10-24 yocto y

Escritura dos símbolos


Os símbolos das Unidades SI, com raras exceções como o caso do ohm (Ω), são expressos em caracteres
romanos, em geral, com minúsculas; com exceção, se estes símbolos correspondem a unidades derivadas de
nomes próprios, sua letra inicial é maiúscula. Exemplo, A de ampère, J de joule.
Os símbolos não são seguidos de ponto, nem tomam o s para o plural. Por exemplo, se escreve 5 kg, no lugar
de 5 kgs
Quando o símbolo de um múltiplo ou de um submúltiplo de uma unidade é elevado a um expoente, este afeta
não somente a parte do símbolo que designa a unidade, e sim ao conjunto do símbolo. Por exemplo, km2
significa (km)2, área de um quadrado que tem um km de lado, ou seja 106 metros quadrados e nunca k(m2), o
que corresponderia a 1000 metros quadrados.
O símbolo da unidade segue ao símbolo do prefixo, sem espaço. Por exemplo, cm, mm, etc.

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O produto dos símbolos de duas ou mais unidades são indicados com preferência por meio de um ponto, como
o símbolo de multiplicação. Por exemplo, newton-metro pode ser escrito N·m ou Nm, nunca mN, que
significa milinewton.
Quando uma unidade derivada é o quociente de outras duas, podemos utilizar a barra oblíqua (/), a barra
horizontal ou então potências negativas, para evitar o denominador.

Não se deve introduzir em uma mesma linha mais de uma barra oblíqua, a menos que se coloque o parênteses,
a fim de evitar toda ambigüidade. Nos casos complexos podem ser utilizados parênteses ou potências
negativas.
m/s2 ou então m·s-2 porém não m/s/s. (Pa·s)/(kg/m3) porém não Pa·s/kg/m3
Os nomes das unidades devidos a nomes próprios de cientistas eminentes devem ser escritos como idêntica
ortografia que o nome destes, porém com minúscula inicial. Por exemplo, ampère, volt, faraday, coulomb,
julio, ohm, watt, weber.
Os nomes das unidades tomam um s no plural (exemplo 10 newtons) exceto as que terminam em s, x ou z.
Nos números, a virgula é utilizada somente para separar a parte inteira da decimal. Para facilitar a leitura, os
números podem estar divididos em grupos de três algarismos (a partir da virgula, se houver alguma) estes
grupos não são separados por pontos nem virgula. As separações em grupos não são utilizadas para os
números de quatro algarismos que designam um ano.

Grandezas Diretamente Proporcionais


Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, aumentando uma delas, a outra também aumenta na
mesma proporção, ou, diminuindo uma delas, a outra também diminui na mesma proporção.
Se duas grandezas X e Y são diretamente proporcionais, os números que expressam essas grandezas variam na
mesma razão, isto é, existe uma constante K tal que:
X
=K
Y
Exemplos:
1. Uma torneira foi aberta para encher uma caixa com água azul. A cada 15 minutos é medida a altura do
nível de água. (cm=centímetros e min=minutos)
15 minutos 30 minutos 45 minutos
50 cm 100 cm 150 cm

Construímos uma tabela para mostrar a evolução da ocorrência:


Tempo (min) Altura (cm)
15 50

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30 100
45 150
Observamos que quando duplica o intervalo de tempo, a altura do nível da água também duplica e
quando o intervalo de tempo é triplicado, a altura do nível da água também é triplicada.
Observações: Usando razões, podemos descrever essa situação de outro modo.
(a) Quando o intervalo de tempo passa de 15 min para 30 min, dizemos que o tempo varia na razão
15/30, enquanto que a altura da água varia de 50 cm para 100 cm, ou seja, a altura varia na razão
50/100. Observamos que estas duas razões são iguais:
15 50 1
= =
30 100 2
(b) Quando o intervalo de tempo varia de 15 min para 45 min, a altura varia de 50 cm para 150 cm.
Nesse caso, o tempo varia na razão 15/45 e a altura na razão 50/150. Então, notamos que essas razões
são iguais:
15 50 1
= =
45 150 3
Concluímos que a razão entre o valor numérico do tempo que a torneira fica aberta e o valor numérico
da altura atingida pela água é sempre igual, assim dizemos então que a altura do nível da água é
diretamente proporcional ao tempo que a torneira ficou aberta.
2. Em média, um automóvel percorre 80 Km em 1 hora, 160 Km em 2 horas e 240 Km em 3 horas.
(Km=quilômetro, h=hora). Construímos uma tabela da situação:
Distância (Km) Tempo (h)
80 1
160 2
240 3
Notamos que quando duplica o intervalo de tempo, duplica também a distância percorrida e quando o
intervalo de tempo é triplicado, a distância também é triplicada, ou seja, quando o intervalo de tempo
aumenta, a distância percorrida também aumenta na mesma proporção.
Observações: Usando razões e proporções, podemos descrever essa situação de outro modo.
(a) Quando o intervalo de tempo aumenta de 1 h para 2 h, a distância percorrida varia de 80 Km para
160 Km, ou seja, o tempo varia na razão de 1/2 enquanto a distância percorrida varia na razão 80/160.
Assim temos que tais razões são iguais, isto é:
1 80 1
= =
2 160 3
(b) Quando o intervalo de tempo varia de 2 h para 3 h, a distância percorrida varia de 160 Km para 240
Km. Nesse caso, o tempo varia na razão 2/3 e a distância percorrida na razão 160/240 e observamos que
essas razões são iguais, isto é:
2 = 160 = 1

3 240 3
Concluímos que o tempo gasto e a distância percorrida, variam sempre na mesma razão e isto significa

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que a distância percorrida é diretamente proporcional ao tempo gasto para percorrê-la, se a velocidade
média do automóvel se mantiver constante.
Grandezas Inversamente Proporcionais
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, aumentando uma delas, a outra diminui na mesma
proporção, ou, diminuindo uma delas, a outra aumenta na mesma proporção. Se duas grandezas X e Y são
inversamente proporcionais, os números que expressam essas grandezas variam na razão inversa, isto é, existe
uma constante K tal que:
X· Y=K
Exemplos:
1. A professora de um colégio, tem 24 livros para distribuir entre os seus melhores alunos, dando a mesma
quantidade de livros para cada aluno.
o melhor aluno receberá 24 livros
cada um dos 2 melhores alunos receberá 12 livros
cada um dos 3 melhores alunos receberá 8 livros
cada um dos 4 melhores alunos receberá 6 livros
cada um dos 6 melhores alunos receberá 4 livros
Alunos escolhidos Livros para cada aluno
1 24
2 12
3 8
4 6
6 4
De acordo com a tabela, a quantidade de alunos escolhidos e a quantidade de livros que cada aluno
receberá, são grandezas que variam sendo que uma depende da outra e se relacionam da seguinte forma:
1. Se o número de alunos dobra, o número de livros que cada um vai receber cai para a metade.
2. Se o número de alunos triplica, o número de livros que cada aluno vai receber cai para a terça
parte.
3. Se o número de alunos quadruplica, o número de livros que cada aluno vai receber cai para a
quarta parte.
4. Se o número de alunos sextuplica, o número de livros que cada aluno vai receber cai para a sexta
parte.
Sob estas condições, as duas grandezas envolvidas (número de alunos escolhidos e número de livros
distribuídos) são grandezas inversamente proporcionais.
Quando a quantidade de alunos varia na razão de 2 para 4, a quantidade de livros distribuídos varia de
12 para 6.
Notemos que essas razões não são iguais, mas são inversas:
2 1 1 12 1
= = e = =2
4 12/6 2 6 2/4
Se a quantidade de alunos varia na razão de 2 para 6, a quantidade de livros distribuídos varia de 12 para
4. Observemos que essas razões não são iguais, mas são inversas:
2 1 12 1
= e =
6 12/4 4 2/6

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Representamos tais grandezas inversamente proporcionais com a função f(x)=24/x, apresentada no
gráfico

2. Um automóvel se desloca de uma cidade até uma outra localizada a 120 Km da primeira. Se o percurso
é realizado em:
1 hora, velocidade média de 120 Km/h
2 horas, velocidade média de 60 Km/h
3 horas, velocidade média de 40 Km/h
A unidade é Km/h=quilômetro por hora e uma tabela da situação é:
Velocidade (Km/h) Tempo (h)
120 1
60 2
40 3
De acordo com a tabela, o automóvel faz o percurso em 1 hora com velocidade média de 120 Km/h.
Quando diminui a velocidade à metade, ou seja 60 Km/h, o tempo gasto para realizar o mesmo percurso
dobra e quando diminui a velocidade para a terça parte, 40 Km/h o tempo gasto para realizar o mesmo
percurso triplica.
Para percorrer uma mesma distância fixa, as grandezas velocidade e tempo gasto, são inversamente
proporcionais.

Situações-problema

A Matemática está presente em várias situações do nosso dia-a-dia. Mesmo quando não nos damos conta,
somos levados a realizar contagens, fazer mediações e efetuar cálculos.
Por meio de situações diversificadas e interessantes, você terá oportunidades de construir seu
conhecimento de maneira prática, participativa e desafiadora. Dê asas à sua imaginação e veja como pode ser
divertido aprender Matemática.

DICAS PARA A RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES - PROBLEMA


1) Leia com o máximo de atenção.
2) Retire todos os dados registrados em cada frase.
3) Tente imaginar a situação proposta.
4) Desenhe se achar necessário.
5) Confira se a sua resposta é ou não adequada ao problema.
6) Realize a operação inversa ou prova real doa cálculos para não errar o problema por distração
A Resolução de uma situação problema em matemática pode ser desenvolvida de várias maneiras, desde que
seja clara e atinja o resultado esperado.
Um mesmo problema pode ser resolvido utilizando a operação da multiplicação ou da adição ou até mesmo de
métodos diferentes.

A equação é uma das várias maneiras de resolver um problema matemático. Para aplicar esse método de
resolução de situações problemas é preciso obedecer alguns passos importantes:

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• Retirar os dados importantes para a resolução do problema.
• Identificar qual será a incógnita, ou seja, saber o que o problema quer descobrir.
• Identificar as operações envolvidas.
• Montar a equação.
• Resolver a equação encontrada, obtendo o valor da incógnita.
• Verificar através da equação se o valor (raízes) encontrado é correto.

Veja algumas situações problemas resolvidas através de equações e como que foi aplicada todos os passos
acima.

Pensei em três números consecutivos, cuja soma é -72. Em que números pensei?

Os únicos dados que o problema ofereceu foram:


- são três números consecutivos.
- a soma deles é -72

Identificação da incógnita:

Primeiro: ele quer descobrir quais são esses três números cuja soma é -72.
Sabemos por exemplo que 2, 3, 4 são consecutivos, pois o número que vem depois do 2 é 2 + 1 = 3 e o outro
será 2+2 = 4, seguindo essa linha de raciocínio podemos dizer que:

Como não temos conhecimento do valor de nenhum dos três números podemos denominar o primeiro por x,
então o próximo seria x + 1 e o terceiro seria x + 2. Portanto, a seqüência dos números ficaria assim: x, x + 1, x
+ 2.

Identificar a operação:
A operação será adição, pois ele disse que a soma desses números é -72.

Montar e resolver a equação:


Agora somamos a seqüência dos números e igualamos a – 72.
x + x + 1 + x + 2 = - 72
3x + 3 = - 72
3x = - 72 – 3
3x = - 75
x = - 75 : 3
x = - 25

Descobrimos o valor de x, então x + 1 = - 25 + 1 = - 24 e x + 2 = - 25 + 2 = - 23.


Portanto, os três números consecutivos são: - 25, -24 , - 23.
Para verificar se a solução encontrada é verdadeira, existem duas formas:
1ª maneira: a equação formada é x + x + 1 + x + 2 = - 72, como descobrimos o valor de x, basta substituí-lo:
-25 + (-25) + 1 + (-25) + 2 = -72
-25 – 25 + 1 – 25 + 2 = - 72
- 72 = - 72

2ª maneira: como a soma dos três números deve ser - 72 e descobrimos os três, basta somá-los e verificar se
realmente a soma deles é – 72.
- 25 + (- 24) + (- 23) = -25 – 24 – 23 = -72.

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Mais situações-problema:

1 - A diferença entre dois números é 15. multiplicando-se o maior número por 11, a diferença passa a ser 535.
Determine os dois números

segundo problema :

2- numa caixa, o número de bolas vermelhas é o triplo do número de bolas pretas . Se tirarmos 2 bolas pretas e
26 vermelhas, o numero de bolas de cada cor ficará igual . quantas bolas de cada cor há nessa caixa ?

Respostas:

Exercício 1)

x - y = 15 => x = 15 + y

11x - y = 535 substituindo "x", temos:

11(15+y) - y = 535 =>


165 + 11y - y = 535 =>
10y = 535 - 165 =>
y = 370/10 =>
y = 37

como x = 15 + y => x = 15 + 37 => x = 52

resposta: os números são, 37 e 52

Exercício 2)

v = 3p
p-2 = v-26 substituindo "v"
p-2 = 3p - 26
p - 3p = -26 + 2
-2p = -24 multiplicando por (-1)
2p = 24
p=24/2
p=12

mas v = 3p, então v = 3.12 => v=36

Resposta: São 12 pretas e 36 vermelhas.

Duas pessoas andam, em sentidos contrários e velocidades diferentes, em uma pista circular de 360 m, com
marcas de metro em metro. Encontram-se na 1a vez no metro 80, e na 2a vez, no metro 280. Antes do encontro

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seguinte, em que metro estará a pessoa mais lenta quando a mais veloz estiver no metro 40?
1º encontro em 80 m, 2º em 280, então a relação de velocidade do sentido horário ( mais rápido ) para o anti
horário é:

200 / 160 - horário é direto e o 160 é 80 a zero ( 360 ) e daí a 280.

No metro 40 o mais rápido andou 120 ( 280 a 360 + 40 ), pondo na relação:

200---------160
120----------x

x = 160 x 120 / 200 = 96

Do ponto 280 em sentido anti horário => 280 - 96 => metro n° 184.

Raciocínio lógico. Resolução de situações-problema.

Ao procurarmos a solução de um problema quando dispomos de dados como um ponto de partida e temos
um objetivo a estimularmos, mas não sabemos como chegar a esse objetivo temos um problema. Mas se
depois de examinarmos os dados chegamos a uma conclusão que aceitamos como certa, concluímos que
estivemos raciocinando. Se a conclusão decorre dos dados, o raciocínio é dito lógico.

Para entender melhor, nada temos que fazer, apenas treinar com questões.

Vamos aos estudos!

01 - Sabe-se que existe pelo menos um A que é B. Sabe-se, também, que todo B é C. Segue-se, portanto,
necessariamente que
a) todo C é B
b) todo C é A
c) algum A é C
d) nada que não seja C é A
e) algum A não é C

02- Considere as seguintes premissas (onde X, Y, Z e P são conjuntos não vazios):


Premissa 1: "X está contido em Y e em Z, ou X está contido em P"
Premissa 2: "X não está contido em P"
Pode-se, então, concluir que, necessariamente
a) Y está contido em Z
b) X está contido em Z

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c) Y está contido em Z ou em P
d) X não está contido nem em P nem em Y
e) X não está contido nem em Y e nem em Z

03- A operação Å x é definida como o dobro do quadrado de x. Assim, o valor da expressão Å 21/2 - Å [ 1Å
2 ] é igual a
a) 0
b) 1
c) 2
d) 4
e) 6

04- Um crime foi cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de cinco suspeitos: Armando, Celso,
Edu, Juarez e Tarso. Perguntados sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu:
Armando: "Sou inocente"
Celso: "Edu é o culpado"
Edu: "Tarso é o culpado"
Juarez: "Armando disse a verdade"
Tarso: "Celso mentiu"
Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir
que o culpado é:
a) Armando
b) Celso
c) Edu
d) Juarez
e) Tarso

05- Três rapazes e duas moças vão ao cinema e desejam sentar-se, os cinco, lado a lado, na mesma fila. O
número de maneiras pelas quais eles podem distribuir-se nos assentos de modo que as duas moças fiquem
juntas, uma ao lado da outra, é igual a
a) 2
b) 4
c) 24
d) 48
e) 120

06- De um grupo de 200 estudantes, 80 estão matriculados em Francês, 110 em Inglês e 40 não estão
matriculados nem em Inglês nem em Francês. Seleciona-se, ao acaso, um dos 200 estudantes. A
probabilidade de que o estudante selecionado esteja matriculado em pelo menos uma dessas disciplinas (isto
é, em Inglês ou em Francês) é igual a
a) 30/200
b) 130/200
c) 150/200
d) 160/200

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e) 190/200

07- Uma herança constituída de barras de ouro foi totalmente dividida entre três irmãs: Ana, Beatriz e
Camile. Ana, por ser a mais velha, recebeu a metade das barras de ouro, e mais meia barra. Após Ana ter
recebido sua parte, Beatriz recebeu a metade do que sobrou, e mais meia barra. Coube a Camile o restante
da herança, igual a uma barra e meia. Assim, o número de barras de ouro que Ana recebeu foi:
a) 1
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5

08- Chama-se tautologia a toda proposição que é sempre verdadeira, independentemente da verdade dos
termos que a compõem. Um exemplo de tautologia é:
a) se João é alto, então João é alto ou Guilherme é gordo
b) se João é alto, então João é alto e Guilherme é gordo
c) se João é alto ou Guilherme é gordo, então Guilherme é gordo
d) se João é alto ou Guilherme é gordo, então João é alto e Guilherme é gordo
e) se João é alto ou não é alto, então Guilherme é gordo

09- Sabe-se que a ocorrência de B é condição necessária para a ocorrência de C e condição suficiente para a
ocorrência de D. Sabe-se, também, que a ocorrência de D é condição necessária e suficiente para a
ocorrência de A. Assim, quando C ocorre,
a) D ocorre e B não ocorre
b) D não ocorre ou A não ocorre
c) B e A ocorrem
d) nem B nem D ocorrem
e) B não ocorre ou A não ocorre

10- Ou A=B, ou B=C, mas não ambos. Se B=D, então A=D. Ora, B=D. Logo:
a) B ¹ C
b) B ¹ A
c) C = A
d) C = D
e) D ¹ A

11- De três irmãos – José, Adriano e Caio –, sabe-se que ou José é o mais velho, ou Adriano é o mais moço.
Sabe-se, também, que ou Adriano é o mais velho, ou Caio é o mais velho. Então, o mais velho e o mais
moço dos três irmãos são, respectivamente:
a) Caio e José
b) Caio e Adriano
c) Adriano e Caio
d) Adriano e José
e) José e Adriano

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12- Se o jardim não é florido, então o gato mia. Se o jardim é florido, então o passarinho não canta. Ora, o
passarinho canta. Logo:
a) o jardim é florido e o gato mia
b) o jardim é florido e o gato não mia
c) o jardim não é florido e o gato mia
d) o jardim não é florido e o gato não mia
e) se o passarinho canta, então o gato não mia

13- Três amigos – Luís, Marcos e Nestor – são casados com Teresa, Regina e Sandra (não necessariamente
nesta ordem). Perguntados sobre os nomes das respectivas esposas, os três fizeram as seguintes declarações:
Nestor: "Marcos é casado com Teresa"
Luís: "Nestor está mentindo, pois a esposa de Marcos é Regina"
Marcos: "Nestor e Luís mentiram, pois a minha esposa é Sandra"
Sabendo-se que o marido de Sandra mentiu e que o marido de Teresa disse a verdade, segue-se que as
esposas de Luís, Marcos e Nestor são, respectivamente:
a) Sandra, Teresa, Regina
b) Sandra, Regina, Teresa
c) Regina, Sandra, Teresa
d) Teresa, Regina, Sandra
e) Teresa, Sandra, Regina

14- A negação da afirmação condicional "se estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva" é:


a) se não estiver chovendo, eu levo o guarda-chuva
b) não está chovendo e eu levo o guarda-chuva
c) não está chovendo e eu não levo o guarda-chuva
d) se estiver chovendo, eu não levo o guarda-chuva
e) está chovendo e eu não levo o guarda-chuva

15- Dizer que "Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista" é, do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer
que:
a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista
b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro
c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista
d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista
e) se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista

16- Se Frederico é francês, então Alberto não é alemão. Ou Alberto é alemão, ou Egídio é espanhol. Se
Pedro não é português, então Frederico é francês. Ora, nem Egídio é espanhol nem Isaura é italiana. Logo:
a) Pedro é português e Frederico é francês
b) Pedro é português e Alberto é alemão
c) Pedro não é português e Alberto é alemão
d) Egídio é espanhol ou Frederico é francês
e) Se Alberto é alemão, Frederico é francês

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17- Se Luís estuda História, então Pedro estuda Matemática. Se Helena estuda Filosofia, então Jorge estuda
Medicina. Ora, Luís estuda História ou Helena estuda Filosofia. Logo, segue-se necessariamente que:
a) Pedro estuda Matemática ou Jorge estuda Medicina
b) Pedro estuda Matemática e Jorge estuda Medicina
c) Se Luís não estuda História, então Jorge não estuda Medicina
d) Helena estuda Filosofia e Pedro estuda Matemática
e) Pedro estuda Matemática ou Helena não estuda Filosofia

18- Se Pedro é inocente, então Lauro é inocente. Se Roberto é inocente, então Sônia é inocente. Ora, Pedro
é culpado ou Sônia é culpada. Segue-se logicamente, portanto, que:
a) Lauro é culpado e Sônia é culpada
b) Sônia é culpada e Roberto é inocente
c) Pedro é culpado ou Roberto é culpado
d) Se Roberto é culpado, então Lauro é culpado
e) Roberto é inocente se e somente se Lauro é inocente

19- Maria tem três carros: um Gol, um Corsa e um Fiesta. Um dos carros é branco, o outro é preto, e o outro
é azul. Sabe-se que: 1) ou o Gol é branco, ou o Fiesta é branco, 2) ou o Gol é preto, ou o Corsa é azul, 3) ou o
Fiesta é azul, ou o Corsa é azul, 4) ou o Corsa é preto, ou o Fiesta é preto. Portanto, as cores do Gol, do
Corsa e do Fiesta são, respectivamente,
a) branco, preto, azul
b) preto, azul, branco
c) azul, branco, preto
d) preto, branco, azul
e) branco, azul, preto

20- Um rei diz a um jovem sábio: "dizei-me uma frase e se ela for verdadeira prometo que vos darei ou um
cavalo veloz, ou uma linda espada, ou a mão da princesa; se ela for falsa, não vos darei nada". O jovem sábio
disse, então: "Vossa Majestade não me dará nem o cavalo veloz, nem a linda espada".
Para manter a promessa feita, o rei:
a) deve dar o cavalo veloz e a linda espada
b) deve dar a mão da princesa, mas não o cavalo veloz nem a linda espada
c) deve dar a mão da princesa e o cavalo veloz ou a linda espada
d) deve dar o cavalo veloz ou a linda espada, mas não a mão da princesa
e) não deve dar nem o cavalo veloz, nem a linda espada, nem a mão da princesa

GABARITO
01 C

02 B

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03 C

04 E

05 D

06 D

07 E

08 A

09 C

10 A

11 B

12 C

13 D

14 E

15 A

16 B

17 A

18 C

19 E

20 B

Questões de Concursos Comentadas

43- Três pessoas, Ana, Bia e Carla, têm idades (em número de anos) tais que a soma de
quaisquer duas delas é igual ao número obtido invertendo-se os algarismos que formam a
terceira. Sabe-se, ainda, que a idade de cada uma delas é inferior a 100 anos (cada idade,
portanto, sendo indicada por um algarismo da dezena e um da unidade). Indicando o
algarismo da unidade das idades de Ana, Bia e Carla, respectivamente, por A1, B1 e C1; e
indicando o algarismo da dezena das idades de Ana, Bia e Carla, respectivamente, por A2,
B2 e C2, a soma das idades destas três pessoas é igual a:
a) 3 (A2+B2+C2)

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b) 10 (A2+B2+C2)
c) 99 – (A1+B1+C1)
d) 11 (B2+B1)
e) 3 (A1+B1+C1)

RESOLUÇÃO:
Vamos representar as idades de Ana, Bia e Carla através do seguinte artifício:
Idade de Ana (A2A1) onde A2 é o algarismo das dezenas e A1 é o algarismo das unidades.
Idade de Bia (B2B1) onde B2 é o algarismo das dezenas e B1 é o algarismo das unidades.
Idade de Carla (C2C1) onde C2 é o algarismo das dezenas e C1 é o algarismo das unidades.
Logo a soma das idades das três será dada por:
Soma (S) = A2A1 + B2B1 + C2C2
Mas lembrando que:
Se A2 é o algarismo das dezenas e A1 representa o algarismo das unidades, posso representar o número por:
A2A1 = 10A2 + A1
e S = A2A1 + B2B1 + C2C2 = 10A2 + A1 + 10B2 + B1 + 10 C2 + C1 (equação I)

Sabe-se também que a soma de quaisquer duas delas é igual ao número obtido invertendo-se os algarismos
que formam a terceira, ou seja:
A2A1 + B2B1 = C1C2 (equação II)
A2A1 + C2C1 = B1B2 (equação III)
B2B1 + C2C1 = A1A2 (equação IV)

Da equação III, tem-se


A2A1 + C2C1 = B1B2
10A2 + A1 + 10C2 + C1 = 10B1 + B2
logo:
10A2 + 10C2 + A1 + C1 = 10B1 + B2 (equação V)

Substituindo a equação V na equação I, tem-se:


Soma = 10A2 + 10C2 + A1 + C1 + 10 B2 + B1 = 10B1 + B2 + 10B2 + B1 = 11B1 + 11B2 = 11 (B1 +
B2)

ALTERNATIVA D

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46- Quatro casais reúnem-se para jogar xadrez. Como há apenas um tabuleiro, eles combinam que: a)
nenhuma pessoa pode jogar duas partidas seguidas; b) marido e esposa não jogam entre si. Na primeira
partida, Celina joga contra Alberto. Na segunda, Ana joga contra o marido de Júlia. Na terceira, a esposa de
Alberto joga contra o marido de Ana. Na quarta, Celina joga contra Carlos. E na quinta, a esposa de Gustavo
joga contra Alberto. A esposa de Tiago e o marido de Helena são, respectivamente: a) Celina e Alberto b)
Ana e Carlos c) Júlia e Gustavo d) Ana e Alberto e) Celina e Gustavo

Resolução:
Sabe-se que neste torneio especial de xadrez algumas regras devem ser seguidas, a saber:
Regra1) nenhuma pessoa pode jogar duas partidas seguidas;
Regra2) marido e esposa não jogam entre si.
Agora, vamos visualizar a seqüência de partidas:

1ª Celina joga contra Alberto


partid
a
2ª Ana joga contra o marido de Júlia
partid
a
3ª A esposa de Alberto joga contra o marido
partid de Ana
a

partid Celina joga contra Carlos
a
5ª Esposa de Gustavo joga contra Alberto
partid
a

Inicialmente vamos imaginar quem é a esposa de Tiago:


i) Já que marido e esposa não jogam entre si, sabe-se que Celina não é esposa nem de Alberto nem de Carlos
(ver 1ª e 4ª partidas).
ii) Já que nenhuma pessoa pode jogar duas partidas seguidas, Celina não é esposa de Gustavo (ver
5ª partida).
iii) Só sobrou para Celina ser esposa de Tiago (e as repostas possíveis no gabarito são as alternativas A e E).

Agora vamos analisar quem é o marido de Helena

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iv) Já que nenhuma pessoa pode jogar duas partidas seguidas Alberto não é marido de Júlia e nem pode ser
marido de Ana (ver 1ª e 2ª partidas)
v) Sabemos também que Alberto não é marido de Celina (Celina é esposa de Tiago).
vi) Desse modo, só nos resta deduzir que Alberto é marido de Helena.
A alternativa correta é aquela que afirma que:

Celina é esposa de Tiago e Alberto é marido de Helena. ALTERNATIVA A

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