DIREITO: ESBULHO POSSESSÓRIO - POSSE PRECÁRIA - POSSE ELÁSTICA
Ana Amaro
Dilani MC Comb
Gabriel Carvalho
Marlon Seabra
Simone Ischkanian
1. O CPC (Código de Processo Civil) trata da reintegração de posse nos artigos 554 a 568. Porém, o artigo 115
do CPC diz respeito ao chamamento ao processo. Para esclarecer as definições mencionadas:
ESBULHO POSSESSÓRIO: Refere-se à retirada violenta ou clandestina de alguém que estava na posse de
determinado bem. O esbulho possessório ocorre quando alguém é privado da posse de um bem sem o seu
consentimento, de forma injusta, ilegal ou violenta.
POSSE PRECÁRIA: É aquela exercida sem título ou fundamento legal, ou seja, quando alguém detém a
posse de um bem sem um direito legal ou título que a justifique. É uma posse que pode ser contestada e
revogada a qualquer momento.
POSSE ELÁSTICA: Não é um termo jurídico comum, e a expressão "posse elástica" não parece estar
definida no contexto do Direito brasileiro. Posse é um conceito bem definido no Direito, referindo-se ao poder
de fato que alguém exerce sobre uma coisa, como se dono fosse, ainda que não tenha a propriedade jurídica.
Talvez "posse elástica" pudesse ser interpretada como uma posse flexível, mas isso não é um termo técnico
jurídico estabelecido.
2. PROCEDIMENTO DA REINTEGRAÇÃO DE POSSE: está disciplinado nos ARTIGOS 554 A 568 DO
CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL BRASILEIRO. Esses artigos estabelecem as regras e os procedimentos a
serem seguidos quando alguém busca reaver a posse de um imóvel ou de outro bem móvel que tenha sido
indevidamente tomado por outrem.
O PROCEDIMENTO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE ENVOLVE A PROPOSITURA DE UMA
AÇÃO JUDICIAL ESPECÍFICA, na qual o autor (reivindicante) demonstra seu direito de posse sobre o bem
e requer que o juiz determine a reintegração desse bem em sua posse, bem como, se for o caso, a desocupação
pelo ocupante indevido. Durante o curso do processo de reintegração de posse, podem ser estabelecidas
medidas liminares para garantir a eficácia da decisão final, como a concessão de liminar de reintegração de
posse em caráter provisório, dependendo das circunstâncias do caso. Esses dispositivos do CPC visam garantir
a segurança jurídica e a proteção da posse legítima, buscando resolver os conflitos decorrentes de esbulho
possessório de forma eficiente e dentro do devido processo legal.
3. O ARTIGO 1.196 DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO TRATA DA DEFINIÇÃO DE POSSE.
"Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos
poderes inerentes à propriedade." Essa é uma definição básica de posse no direito civil brasileiro. De acordo
com esse artigo, considera-se possuidor toda pessoa que, de fato, exerce, total ou parcialmente, algum dos
poderes que são inerentes à propriedade.
É importante destacar que a posse, conforme definida neste artigo, pode ser exercida de diversas formas, como
por exemplo, o uso, a fruição, a disposição ou a reivindicação de um bem. Além disso, o possuidor pode
exercer a posse de forma direta, pessoalmente, ou indireta, por meio de representantes ou por intermédio de
terceiros.
4. POSSE E AOS DIREITOS DAS COISAS.
USO E FRUTO: No direito civil, "uso" refere-se ao direito de retirar da coisa os frutos que ela naturalmente
produz sem alterar sua substância, enquanto "fruto" refere-se aos produtos e rendimentos obtidos pela coisa. Por
exemplo, alguém que tenha o usufruto de uma fazenda tem o direito de usar a terra e colher os frutos que ela
produz.
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POSSUIDORES E POSSES: O possuidor é aquele que tem a posse de um bem, ou seja, o exercício do poder
fático sobre ele. Existem diferentes tipos de possuidores, como o possuidor direto e o indireto, o possuidor de
boa-fé e o de má-fé, entre outros.
POSSEIROS: Posseiros são aqueles que ocupam uma propriedade sem terem direito legal de posse sobre ela.
Eles podem reivindicar direitos à posse ou à propriedade com base no tempo de ocupação e outros fatores,
dependendo da legislação local.
CABIMENTO DE AÇÃO: Ações judiciais relacionadas à posse incluem ações de reintegração de posse,
manutenção de posse, interdito proibitório e usucapião, entre outras. O cabimento de cada ação depende das
circunstâncias específicas do caso.
MANUTENÇÃO DE POSSE: A ação de manutenção de posse é uma medida judicial utilizada para proteger a
posse de um bem contra a turbação, ou seja, contra atos que perturbem ou ameacem a posse.
SEDE DE LIMINAR: A "sede de liminar" refere-se à possibilidade de requerer uma medida liminar
(provisória) durante o curso do processo para proteger o direito em questão. No caso das ações possessórias,
como a reintegração de posse ou a manutenção de posse, pode-se requerer uma liminar para garantir a proteção
imediata da posse.
DIREITO DAS COISAS - TIPOS DE POSSE: No direito das coisas, a posse pode ser classificada de
diversas formas, como posse direta e indireta, posse de boa-fé e de má-fé, posse ad usucapionem (com intenção
de usucapir) e posse ad interdicta (posse que autoriza o manejo de interditos possessórios), entre outras
categorias.
5. BOA-FÉ OBJETIVA: é um princípio do direito que impõe aos sujeitos comportamentos leais e honestos
em suas relações jurídicas. No contexto da posse, a boa-fé objetiva refere-se à atitude correta e honesta do
possuidor em relação ao bem que ele possui, independentemente de seu conhecimento sobre a legalidade ou
legitimidade de sua posse.
Assim, mesmo que O PROPRIETÁRIO NÃO TENHA UM OBJETIVO ESPECÍFICO NA POSSE, ele
deve agir de acordo com os padrões de boa-fé objetiva, o que implica respeitar os direitos dos outros, evitar
abusos em relação ao bem e não interferir indevidamente na posse alheia.
EXEMPLO: se o proprietário de um terreno aluga uma casa nele construída para um inquilino e,
posteriormente, descobre que outra pessoa ocupou uma parte do terreno sem sua permissão, ele deve agir de
forma razoável e diligente para resolver a situação, respeitando os direitos do inquilino e da pessoa que ocupa
indevidamente a área, e evitando qualquer conduta arbitrária ou abusiva.
Importante: Mesmo na ausência de um objetivo específico na posse, o proprietário deve agir de acordo com os
princípios da boa-fé objetiva em suas relações com terceiros e em relação ao próprio bem que possui.
6. Tipos de posse: PUILF
P - PEDIDO
U – UNIFORMIZAÇÃO
I – INTEGRAÇÃO
L - LEI
F – FEDERAL
Essas palavras-chave podem ser associadas a um processo legal, onde o pedido é feito, e busca-se a
uniformização da interpretação da lei federal, bem como sua integração nos casos específicos.
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7. INGRESSO NO FEITO (POLO ATIVO – VALORES) - A expressão "ingresso no feito (polo ativo -
valores)" indica que uma parte está entrando no processo como parte demandante (polo ativo) e está buscando
valores, geralmente relacionados a direitos que ela alega ter e pelos quais está pleiteando reparação ou
compensação financeira.
Isso significa que alguém, seja uma pessoa física ou jurídica, está se tornando parte em um processo judicial
como autor ou demandante (polo ativo) e está requerendo determinados valores como parte de suas
reivindicações ou pedidos ao tribunal.
Esses valores podem ser referentes a diversos tipos de direitos, como danos materiais, lucros cessantes,
indenizações por prejuízos sofridos, restituições de quantias indevidamente pagas, entre outros. O "ingresso no
feito" indica o momento em que essa parte formalmente entra no processo, apresentando sua petição inicial ou
outro documento que dê início à sua participação como parte ativa na demanda judicial.
8. O caso fortuito e a força maior são conceitos do direito civil que se referem a eventos imprevisíveis e
inevitáveis que podem eximir uma pessoa ou empresa de responsabilidade por determinados danos ou
descumprimentos de obrigações contratuais.
Caso Fortuito: Refere-se a eventos imprevisíveis e inevitáveis que estão fora do controle das partes
envolvidas em uma relação jurídica. Geralmente, são eventos naturais, como terremotos, enchentes, incêndios,
etc. O caso fortuito é caracterizado pela sua imprevisibilidade e irresistibilidade, ou seja, não poderia ter sido
previsto ou evitado pelas partes envolvidas. Em caso de ocorrência de um caso fortuito, a parte afetada pode ser
exonerada de suas obrigações contratuais, desde que comprove que o evento foi a causa do descumprimento.
Força Maior: Assim como o caso fortuito, a força maior refere-se a eventos imprevisíveis e inevitáveis que
estão fora do controle das partes envolvidas em uma relação jurídica. No entanto, a força maior é mais ampla e
pode incluir eventos naturais, como os mencionados acima, mas também eventos causados por ações humanas,
como guerras, revoluções, greves, entre outros. Da mesma forma que no caso fortuito, em caso de força maior,
a parte afetada pode ser exonerada de suas obrigações contratuais, desde que comprove que o evento foi a causa
do descumprimento.
Ambos os conceitos têm como objetivo proteger as partes contra eventos imprevistos e inevitáveis que possam
tornar impossível o cumprimento de suas obrigações. No entanto, é importante ressaltar que a aplicação desses
conceitos depende das circunstâncias específicas de cada caso e da legislação aplicável.
9. IN VERBIS - EXATAMENTE O QUE ESTÁ NA LEI - A expressão "in verbis" é uma expressão latina
que significa "nas próprias palavras", ou seja, refere-se ao texto literal de uma lei, regulamento, contrato ou
qualquer documento legal. Quando se utiliza "in verbis", está-se indicando que o que está sendo citado ou
referido é exatamente o que está escrito naquele documento legal, sem interpolações, acréscimos ou alterações.
EXEMPLO: se alguém cita um artigo de uma lei e utiliza "in verbis", está indicando que está citando
literalmente o texto desse artigo, sem fazer nenhuma modificação ou interpretação adicional. Isso é importante
para garantir a precisão e a fidelidade na citação de fontes legais.
11. A AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO É REGULADA TANTO PELO CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL (CPC) QUANTO PELO CÓDIGO CIVIL (CC) BRASILEIRO.
No CPC, a ação de consignação em pagamento é tratada nos ARTIGOS 539 A 549. Esses dispositivos
estabelecem o procedimento para que uma pessoa, denominada consignante, deposite em juízo a quantia ou a
coisa que deve ao credor, denominado consignatário, quando este se recusa a receber o pagamento ou quando
houver dúvida sobre quem deva recebê-lo. O objetivo é liberar o devedor da obrigação, mediante o depósito
judicial da quantia devida.
No CÓDIGO CIVIL, a consignação em pagamento é tratada nos ARTIGOS 334 A 354. Esses dispositivos
tratam das disposições gerais sobre o pagamento, incluindo a consignação como uma das formas de
cumprimento da obrigação. O CC estabelece as condições e os requisitos para que o devedor possa realizar o
depósito judicial e se liberar da dívida.
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12. REINTEGRAÇÃO DE POSSE: é um tipo de ação judicial utilizada quando alguém é ilegalmente
privado da posse de um bem imóvel ou móvel. Geralmente, é aplicada em situações em que um locador precisa
retomar um imóvel alugado por falta de pagamento ou término do contrato, ou quando alguém é ilegalmente
desalojado de sua residência ou propriedade.
O procedimento para uma reintegração de posse geralmente segue os seguintes passos:
1. Petição Inicial: O autor (aquele que busca a reintegração de posse) deve entrar com uma petição inicial
junto ao Poder Judiciário, descrevendo os fatos que fundamentam a ação e solicitando a reintegração de posse.
2. Citação do Réu: O réu (aquele que está ocupando ilegalmente o imóvel) é citado para se defender no
processo.
3. Instrução Processual: Pode haver uma fase de produção de provas, como depoimentos de testemunhas
e apresentação de documentos.
4. Decisão Judicial: Após análise de todas as provas e argumentos das partes, o juiz decide se concede ou
não a reintegração de posse.
5. Cumprimento da Decisão: Caso seja favorável ao autor, é expedido um mandado de reintegração de
posse para que a pessoa seja retirada do imóvel. Esse mandado é cumprido por oficial de justiça.
Quanto aos artigos do Código de Processo Civil (CPC) que tratam desse assunto, os principais são:
Artigo 560 do CPC: Dispõe sobre a ação de reintegração de posse.
Artigos 560 a 568 do CPC: Tratam dos procedimentos específicos da ação de reintegração de posse.
Esses são os principais pontos envolvidos na reintegração de posse, mas é importante ressaltar que as leis e
procedimentos específicos podem variar de acordo com o país e até mesmo de acordo com a jurisdição dentro
do país. É sempre recomendável buscar orientação de um advogado especializado em direito imobiliário para
lidar com questões legais desse tipo.
13. TURBAÇÃO, POSSE PRECÁRIA, POSSE CLANDESTINA e LIP (Lei de Locações Urbanas) - são
termos utilizados no contexto do direito, especialmente no direito imobiliário e na legislação que regula as
relações de locação de imóveis. Vou explicar brevemente cada um desses termos:
Turbação de Posse: Refere-se a uma situação na qual alguém perturba ou impede a posse legítima de outra
pessoa sobre um bem imóvel ou móvel. Isso pode incluir atos como invasão do imóvel, bloqueio de acesso ou
qualquer outra ação que impeça o possuidor legítimo de usufruir do bem.
Posse Precária: Indica uma posse que é mantida sem um título formal, ou seja, não há um contrato de locação
ou propriedade que legitime a posse. É uma situação em que alguém ocupa um imóvel sem autorização
expressa do proprietário ou sem um contrato de locação formal.
Posse Clandestina: Refere-se a uma posse que é mantida de forma oculta, escondida ou disfarçada.
Geralmente, ocorre quando alguém entra em um imóvel sem o conhecimento ou consentimento do proprietário,
muitas vezes através de invasão ou ocupação ilegal.
LIP (Lei de Locações Urbanas): Trata-se da legislação que regula as relações de locação de imóveis urbanos
no Brasil. Essa lei estabelece os direitos e deveres do locador e do locatário, os procedimentos para despejo,
cobrança de aluguéis, entre outros aspectos relacionados à locação de imóveis urbanos.
Esses termos são relevantes em casos envolvendo disputas de posse, despejos, ou outras questões relacionadas
ao direito de propriedade e locação de imóveis. Em situações de conflito, é importante entender esses conceitos
para saber como proceder de acordo com a legislação aplicável.
14. ARTIGO 330 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (CPC) trata da possibilidade de julgamento
antecipado do mérito.
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"Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do pedido, proferindo sentença: I - quando a questão de mérito for
unicamente de direito, ou, sendo de direito e de fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência; II
- quando ocorrer a revelia (art. 344) (Vide Lei nº 11.280, de 2006) Parágrafo único. Se o autor pedir a citação
por edital, com prazo de 15 (quinze) dias, fluirá o prazo para apresentação de contestação da data: I - da juntada
aos autos do mandado cumprido; II - do término do prazo inserto no edital."
Este artigo estabelece que o juiz poderá proferir sentença de forma antecipada, ou seja, sem a necessidade de
realização de audiência de instrução e julgamento, nos seguintes casos:
I - Quando a questão de mérito for unicamente de direito, ou seja, quando a decisão pode ser tomada apenas
com base na interpretação das normas jurídicas aplicáveis ao caso concreto. Também pode ocorrer quando,
mesmo havendo questões de fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência.
II - Quando ocorrer a revelia do réu, ou seja, quando o réu não apresentar contestação no prazo legal após ser
regularmente citado.
O parágrafo único estabelece o prazo para apresentação de contestação quando o autor pedir a citação por
edital, especificando quando o prazo começa a fluir.
Essa possibilidade de julgamento antecipado do mérito visa conferir celeridade ao processo, evitando a
realização de audiências desnecessárias quando a matéria é exclusivamente de direito ou quando o réu não
apresenta defesa.
15. ARTIGO 161, II, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL DE 1940 tratava da prescrição para ações
possessórias. Entretanto, de acordo com a legislação atual, o prazo prescricional para ações possessórias está
previsto no Código Civil de 2002 e não mais no CPC de 1940.
No entanto, posso fornecer informações sobre a prescrição em ações possessórias conforme o atual Código
Civil:
No caso específico do esbulho possessório, que é a ação judicial utilizada para retomar a posse de um bem que
foi injustamente retirado do possuidor, o prazo prescricional é de 1 (um) ano, conforme estabelece o artigo 206,
§ 3º, inciso V, do Código Civil Brasileiro de 2002.
Portanto, de acordo com a legislação atual, o prazo para propor uma ação de esbulho possessório é de 1 (um)
ano a partir da data em que o possuidor teve ciência da violação de sua posse.
É importante ressaltar que esses prazos prescricionais podem variar em casos específicos e conforme a
legislação vigente à época dos fatos, por isso é sempre recomendável consultar um advogado para orientação
jurídica específica sobre cada situação.
16. OS ARTIGOS 1.196 E 1.200 DO CÓDIGO CIVIL brasileiro tratam do conceito de possuidor e das
formas pelas quais se adquire e se perde a posse. Vou explicar cada um desses artigos:
Artigo 1.196: Este artigo define o conceito de possuidor. Segundo o texto legal, considera-se possuidor todo
aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade. Isso significa
que o possuidor é aquele que tem o controle ou domínio sobre um bem, mesmo que não seja o proprietário
legal. A posse pode ser exercida de forma direta ou indireta, de maneira que o possuidor pode estar
pessoalmente utilizando o bem ou pode tê-lo sob seu poder por meio de outra pessoa.
Artigo 1.200: Este artigo trata das formas de aquisição e perda da posse. Segundo o texto legal, a posse pode
ser adquirida de forma direta, quando o possuidor toma efetivamente o controle do bem, ou de forma indireta,
por meio de outros atos que manifestem a intenção de ter a coisa como sua. Além disso, a posse pode ser
adquirida por meio de atos próprios ou de terceiros que estejam em nome do possuidor, como o caso da posse
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adquirida por meio de justo título e boa-fé. Por outro lado, a posse pode ser perdida quando cessar a detenção
pacífica do bem, seja por renúncia, abandono, alienação ou outras formas de desistência voluntária.
Esses artigos são fundamentais para compreender os direitos e deveres do possuidor sobre um bem e as formas
pelas quais a posse pode ser adquirida e perdida no contexto do direito civil brasileiro.
17. PRESCRIÇÃO (CC/02 - Artigos 189 a 206): A prescrição é a perda do direito de ação em razão do
decurso de um determinado prazo. Ela se aplica a casos em que alguém deixa de exercer um direito devido ao
transcurso do tempo. Por exemplo, se alguém possui um direito e não o exerce dentro do prazo estabelecido em
lei, pode perder o direito de pleiteá-lo judicialmente. A prescrição pode ocorrer em diferentes prazos,
dependendo da natureza do direito em questão e da legislação aplicável.
18. Decadência (CC/02 - Artigos 207 a 211): A decadência é a perda do próprio direito em si, e não apenas do
direito de ação como na prescrição. Ela ocorre quando o titular de um direito não o exerce dentro do prazo
estabelecido em lei, perdendo, assim, a própria pretensão jurídica. Diferentemente da prescrição, que se refere à
perda do direito de ação, a decadência implica na extinção do direito em si.
19. Preclusão (CC/02 - Artigos 183 a 187): A preclusão é um conceito mais amplo e não está diretamente
ligado à perda de direitos, como ocorre na prescrição e na decadência. Ela se refere à perda da oportunidade
processual de praticar determinados atos no decorrer do processo judicial, em razão do seu desenvolvimento ou
da falta de manifestação das partes. Por exemplo, se uma parte deixa de impugnar uma decisão dentro do prazo
legal, ocorre a preclusão temporal, e ela perde a oportunidade de recorrer daquela decisão.
20. ARTIGO 567 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL brasileiro trata das ações possessórias,
especificamente do interdito proibitório. Abaixo está a redação do referido artigo: "Art. 567. No interdito
proibitório, consideram-se autorizadas todas as medidas necessárias para fazer cessar a turbação ou esbulho
praticado."
Este artigo estabelece que no interdito proibitório, que é uma das ações possessórias previstas na legislação,
todas as medidas necessárias são autorizadas para fazer cessar a turbação (perturbação) ou esbulho
(desapossamento violento) praticado sobre a posse de um bem. O interdito proibitório é uma ação judicial que
visa evitar a ocorrência de turbação ou esbulho na posse de um bem, ou seja, busca prevenir que alguém seja
ilegalmente privado da posse de um bem ou que sua posse seja perturbada de forma injusta. Dessa forma, o
artigo 567 do CPC autoriza o uso de medidas necessárias para fazer cessar a perturbação ou desapossamento
ilegal na posse do autor da ação de interdito proibitório, garantindo a proteção da sua posse legítima
21. ARTIGO 1.196 - Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de
algum dos poderes inerentes à propriedade.” A rigor, são três as espécies de ações possessórias disciplinadas
pelo Código de Processo Civil: reintegração de posse, manutenção de posse e interdito proibitório.
22. ARTIGO 47 - Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação
da coisa. § 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair
sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova
23. PARÁGRAFO 2 ARTIGO 1210 da Lei nº 10.406 de 10 de Janeiro de 2002 - Institui o Código Civil.
Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e
segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.
24. DIREITO FORMAL (procedimental) - artigos 567 e 568 CPC
25. DIREITO MATERIAL - Artigo. 1.210 CC/02
DM – Direito de defender a posse, em fase de violência eminente.
DM – Ação interditaria proibitória (artigos 567 e 568 CPC/15)
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