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Psicologia Positiva: A Chave para a Felicidade

A psicologia positiva foca no que funciona bem ao invés do que não funciona, como felicidade, autoestima e otimismo. Ela pode melhorar como lidamos com conflitos futuros ao começar perguntando sobre os pontos fortes antes dos problemas. Os cinco elementos espiritual, físico, intelectual, relacional e emocional compõem o bem-estar integral.
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Psicologia Positiva: A Chave para a Felicidade

A psicologia positiva foca no que funciona bem ao invés do que não funciona, como felicidade, autoestima e otimismo. Ela pode melhorar como lidamos com conflitos futuros ao começar perguntando sobre os pontos fortes antes dos problemas. Os cinco elementos espiritual, físico, intelectual, relacional e emocional compõem o bem-estar integral.
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Professor de Harvard Tal Ben-

Shahar: “A felicidade é uma


viagem. Quanto mais cedo
começamos, melhor”
Especializado em psicologia positiva, o israelense leciona também
para alunos da PUCRS. Nesta entrevista, aborda os caminhos
para o que chama de uma vida realizada

por ROUTE Institute

6 de dezembro de 2023

em News ROUTE
0

POR GAUCHAZH
Autor dos best-sellers Mais Feliz e Ser Feliz, que foram traduzidos para mais de 25
idiomas, o psicólogo e escritor israelense Tal Ben-Shahar estreou sua disciplina sobre
Psicologia Positiva em 2004 com uma turma de apenas oito estudantes na Universidade
de Harvard, nos Estados Unidos. Ao longo do tempo, a reputação do professor
aumentou e hoje suas aulas atraem mais de mil inscrições anualmente, tornando-o uma
referência quando o assunto é felicidade e bem-estar. Pela primeira vez em uma
universidade brasileira, ele leciona, desde outubro, para alunos da pós-graduação online
da PUCRS. Intitulada Psicologia Positiva: A Ciência da Felicidade, a disciplina trata de
temas que Ben-Shahar aborda nesta entrevista: aspectos psicológicos de uma vida
realizada, com tópicos que incluem autoestima, empatia, amizade, metas, realização,
criatividade e humor.
O que é a felicidade?
Há muitas definições de felicidade. A que eu acho mais útil se baseia nas palavras de
Helen Keller (escritora e ativista social norte-americana que é cega e surda), que
escreveu: “Para mim, a única definição de felicidade é a totalidade”. Inspirado por ela,
defino a felicidade como a experiência de bem-estar integral. Para ser mais amplo,
combinando as expressões “pessoa como um todo” e “bem-estar”, felicidade é sobre a
experiência de ser inteiro. Além disso, há a necessidade de dividir ainda mais o termo
“integridade”, olhando para o bem-estar de indivíduos, grupos e sociedade, por meio de
cinco elementos que vejo, juntos, constituírem uma pessoa inteira. Esses cinco tipos de
bem-estares, que compõem o acrônimo spire, em inglês, são: espiritual, físico,
intelectual, relacional e, finalmente, emocional. Essas não são verdades universais e
absolutas que eu ou alguém recebeu em uma revelação divina. Pelo contrário, os cinco
elementos spire provam ser construções úteis e pragmáticas.
Esses cinco elementos o senhor considera serem chaves para nos satisfazer em
diferentes dimensões, com impacto no presente e também no futuro. Fale mais
sobre o método spire, por favor.
A maioria das pessoas equivale a felicidade ao prazer, ao sentir-se bem. Enquanto não
há uma definição correta de felicidade, todos nós temos direito à nossa própria. Minha
definição inclui esses cinco elementos. Cada um fornece um caminho para a felicidade.
Por exemplo, o bem-estar espiritual é sobre encontrar um sentido de propósito e estar
presente. O bem-estar físico é sobre exercícios regulares, nutrição e descanso. O
intelectual é alcançado quando se é curioso e se quer aprender profundamente. O
relacional é sobre bondade e passar tempo de qualidade com amigos e familiares. O
emocional é obtido lidando com emoções dolorosas e cultivando emoções agradáveis.
Essas são algumas das maneiras de aumentar os níveis de felicidade.

Qual o conceito de psicologia positiva? Como ela pode melhorar a nossa


abordagem em relação aos conflitos e às escolhas que encontraremos no futuro?
A psicologia positiva se centra na prosperidade, nos níveis individual e social, em
tópicos como felicidade, autoestima, otimismo e alegria. Isso contrasta com o foco mais
prevalente nas patologias – neurose, ansiedade e depressão. Além disso, a psicologia
positiva se concentra principalmente no que realmente funciona, seja com indivíduos,
relacionamentos e organizações. Por exemplo, a primeira pergunta implícita ou explícita
de um conselheiro de casamento a um casal seria: “O que está errado com o seu
relacionamento?”. Essa é uma pergunta importante, mas não é suficiente. Um psicólogo
positivo perguntaria primeiro o que está funcionando no relacionamento. “Quais são os
pontos fortes de cada um de vocês, e de vocês como um casal? O que vocês admiram
um no outro?” Depois de estabelecer o que está funcionando, o conselheiro vai para a
próxima etapa, que lida com o que não está bem. Ao começar com o que funciona, há
maior chance de sucesso. Essas perguntas positivas não devem ser feitas apenas quando
as coisas vão mal. Elas têm potencialmente caráter preventivo, para que se possa lidar
melhor com as dificuldades inevitáveis que surgem ao longo do tempo. A mesma
abordagem se aplica aos indivíduos e às organizações. Por exemplo, as perguntas de um
behaviorista (o behaviorismo é uma teoria que estuda a psicologia pela observação do
comportamento) treinado em psicologia positiva podem ser: “O que está funcionando na
organização? O que funcionou? O que podemos aprender com isso?”. É uma boa forma
para lidar com os desafios.
Quais são as referências nessa área da psicologia?
O pioneiro da psicologia positiva foi provavelmente Aristóteles, que falou
sobre eudaimonia (conceito filosófico surgido na antiguidade, sobre as condições para
o ser humano alcançar a felicidade baseada nos princípios da racionalidade), ou
florescer. Mais recentemente, a primeira vez que foi explicitamente mencionada na
literatura foi por Abraham Maslow, que, em 1954, escreveu um capítulo sobre a
psicologia positiva. E, mais recentemente, Martin Seligman, da Universidade da
Pensilvânia, considerado o pai da psicologia positiva, que, em 1998, quando era o
presidente da Associação Americana de Psicologia, basicamente fundou esse campo,
criando uma rede de estudiosos que se concentrariam em pesquisar “o que funciona”.
A psicologia positiva se centra em tópicos como felicidade, autoestima,
otimismo e alegria. Isso contrasta com o foco mais prevalente nas
patologias – neurose, ansiedade e depressão. Ao começar com o que
funciona, há maior chance de sucesso.
Por que estamos, historicamente, em busca daquilo que chamamos de felicidade?
Que vazio é esse que nos coloca na procura incessante do sentido da vida, como um
meio de tentarmos entender se estamos prontos para sermos felizes ou não?
É simplesmente da nossa natureza buscar a felicidade. Às vezes, é simplesmente pelo
prazer; outras vezes é a busca de um sentido. E muitas vezes são as duas coisas juntas.

Como a psicologia positiva entrou em sua vida? Quando o senhor decidiu


trabalhar nesse campo do conhecimento?
Inicialmente, o que fez me interessar no estudo da felicidade foi a minha própria
infelicidade. Eu estava indo bem como um estudante de graduação em Harvard, era um
atleta de ponta, tinha um trabalho bem remunerado e boas perspectivas profissionais.
Mas estava infeliz. Então, percebi que as questões internas afetam mais os níveis de
bem-estar do que as externas, e, a partir desse pensamento, entrei na psicologia. Depois
de estudar psicologia positiva e me beneficiar dela, quis compartilhar com os outros o
que aprendi.

O que mais o surpreendeu durante sua pesquisa a respeito da psicologia positiva?


Quando nos concentramos nos pontos fortes das pessoas, quando cultivamos a
felicidade delas, estamos, de fato, indiretamente, também ajudando-as a lidar com as
dificuldades. Portanto, não é necessário lidar diretamente com a ansiedade; podemos
nos concentrar na força, e isso irá indiretamente nos ajudar a lidar com ansiedade. Não
precisamos ir diretamente para as áreas problemáticas dentro de uma relação. É quando
cultivamos o positivo em um relacionamento que, inadvertida e indiretamente, o
negativo cai durante o caminho. Assim, a psicologia positiva nos ajuda diretamente a
nos tornarmos mais felizes, contribuindo com a superação dos problemas.

Como podemos executar isso no dia a dia?


Vou te dar alguns exemplos específicos, exatamente. A chave número um do bem-estar
e da felicidade é o tempo, tempo de qualidade, que passamos com a nossa família e os
amigos, as pessoas que nos importam e que se importam conosco. Em nosso mundo
moderno, infelizmente, esse tempo de qualidade está erradicando. É o que o psicólogo
Tim Kasser chama de “abundância de tempo”. É quando temos tempo para sentar e
conversar com nossos amigos, lado a lado – não estar no telefone ou mandando
mensagens de texto. É estar, de fato, com essa pessoa. O exercício físico também
contribui muito para a felicidade: há pesquisas que mostram que o exercício regular, três
vezes por semana, por 30 a 40 minutos de exercício aeróbico, poderia ser uma
caminhada ou mesmo uma dança, ajuda muito. Nós, como humanidade, nos tornamos
uma cultura sedentária, estacionamos o nosso carro ao lado do nosso local de trabalho
ou não andamos como os nossos familiares mais antigos costumavam fazer. Há
milhares de anos, nossos antepassados caminhavam uma média de oito milhas (12
quilômetros) por dia. Até onde vamos hoje? Bem, depende de onde estacionamos o
nosso carro. E, nós pagamos um preço alto por isso porque não fomos feitos para ser
sedentários. Fomos forjados a sermos fisicamente ativos.
Não é incomum ouvirmos que vivemos na era em que uma pessoa ser bem-
sucedida significa, em muitos casos, ter demandas que duram muito tempo do dia e
levam ao estresse com o trabalho, ao mesmo tempo em que os momentos com a
família e de relaxamento são mais raros, apesar de necessários. Como resolver esse
dilema?
Hoje em dia, mais e mais pessoas estão se queixando do aumento dos níveis de estresse
como um obstáculo para a felicidade. O que elas não percebem é que, na verdade, o
estresse não é o problema, e pode realmente ser bom para elas. Pense na seguinte
analogia: quando nos exercitamos na academia e “estressamos” nossos músculos, nós
realmente ficamos mais fortes, se também damos aos músculos o tempo necessário para
se recuperar, entre os treinos. Da mesma forma, o estresse fora da academia também
pode nos tornar psicologicamente mais fortes se tivermos tempo para a recuperação. O
problema no mundo de hoje não é o estresse, mas sim não se dar o tempo necessário
para a recuperação. Quando introduzimos a recuperação regular em nossas vidas –
através de jogos, meditação, exercício, tempo com amigos etc. – em vez de exaustão,
nos sentimos cada vez mais fortes.

As pessoas costumam se queixar de falta de tempo. É correto dizer que havia mais
espaço para a felicidade no passado porque as pessoas tinham mais tempo em suas
vidas? Ter uma vida ocupada tornou-se uma desculpa para a falta de felicidade?
A falta de felicidade tem mais a ver com a ausência da recuperação dos períodos de
estresse, com esse acúmulo e a falta de tempo entre esses períodos.

O senhor diz que “o fracasso é uma parte inevitável da vida e uma parte crucial de
qualquer vida bem-sucedida”. Por que as pessoas têm tanto medo do fracasso?
O medo do fracasso é natural, mas para algumas pessoas esse medo é incapacitante,
impede de agir ou tentar as coisas. É quando o medo do fracasso se torna um problema,
uma barreira para aprender e crescer. Por que esse medo é tão dominante em algumas
pessoas? Poderia ser por causa da educação – elas foram recompensadas por professores
ou pais por sucesso e punidas ou ignoradas por fracasso. Para mim, a chave para os
educadores é buscar se concentrar na jornada, e não no resultado; no esforço, e não no
sucesso ou no fracasso.

Não é necessário lidar diretamente com a ansiedade; podemos nos


concentrar na força, e isso irá indiretamente nos ajudar a lidar com
ansiedade. Não precisamos ir diretamente para as áreas problemáticas
dentro das relações. É quando cultivamos o positivo em uma relação que,
inadvertida e indiretamente, o negativo cai durante o caminho.
O que o senhor pensa sobre os livros de autoajuda? Que papel eles cumprem na
atualidade?
Até recentemente, o tema da felicidade, de melhorar a qualidade de nossas vidas, tem
sido dominado pela “psicologia pop” (estratégias mentais que podem ou não ser
cientificamente comprovadas). Em muitos dos seminários de autoajuda e livros que
estão sendo oferecidos atualmente, há muita diversão e carisma, e relativamente pouca
substância. Eles prometem cinco passos rápidos para a felicidade, os três segredos do
sucesso, as quatro maneiras de encontrar o seu amante perfeito. Essas são geralmente
promessas vazias, e, ao longo dos anos, as pessoas se tornaram cínicas sobre autoajuda.
Do outro lado, temos a academia, com escrita e pesquisa, o que é substancial, mas que
não se comunica com a maioria dos lares. O papel da psicologia positiva é construir
uma ponte entre a ciência e as ruas, entre o rigor da academia e a diversão do
movimento de autoajuda. Idealmente, esses tipos de livros precisariam se apoiar em
pesquisas rigorosas e evidências.
A depressão é a doença que mais incapacita em todo o mundo, afetando cerca de
300 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Como a
depressão se encaixa no contexto da psicologia positiva? De que forma pode
auxiliar nesse tão delicado tema?
O conceito de esperança importa muito. O que difere a depressão da tristeza é que ela é
a tristeza sem esperança. Todos nós experimentamos tristeza às vezes – é natural,
inevitável e até importante. No entanto, nós descemos para uma sensação de impotência
e depressão quando perdemos a esperança.

Durante a pandemia, além do próprio vírus, a tristeza também parece ter se


mostrado contagiosa. Um estudo realizado com 5 mil pessoas e publicado no
British Medical Journal apontou que a alegria é um fenômeno coletivo que se
propaga como uma emoção transmissível. Sendo assim, por que há a impressão de
que a felicidade não se dissemina do mesmo modo que a tristeza?
Uma das barreiras têm a ver com as más notícias às quais estamos constantemente
expostos. Os meios de comunicação não nos dizem quantas pessoas foram gentis ontem,
mas sim quantas feriram outras. Ou seja, nos concentramos no negativo, que é a
minoria, em vez do positivo, que é a maioria. Nossa mente recebe uma imagem
distorcida da realidade e acaba sendo afetada por essa imagem.

Nos concentramos no negativo, que é a minoria, em vez do positivo, que é


a maioria. Nossa mente recebe uma imagem distorcida da realidade e
acaba sendo afetada por essa imagem.
Como redescobrir a felicidade após uma tragédia?
É muito difícil falar ou pensar sobre felicidade quando alguém experimentou uma
tragédia. Na verdade, quando as pessoas realmente desmoronam, quando elas se dão
permissão para serem humanas, seja chorando ou compartilhando suas emoções com os
outros, são realmente muito mais propensas a superar uma tragédia. Também é
importante dizer para si, internamente, “ok, vou passar por isto, vou ser forte, não vou
deixar que essas emoções me tomem conta”. Pessoas que fazem isso conseguem lutam
por períodos muito mais longos depois de a tragédia ter ocorrido. Precisamos dar à
nossa mente, ao nosso corpo, às nossas emoções um tempo para curar. Precisamos
deixar um curador natural entrar, deixarmos que siga seu curso em vez de suprimi-lo.

As aulas de seu curso sobre felicidade podem ser direcionadas às crianças?


Acho que devemos introduzir um currículo de felicidade desde o jardim de infância até
os 120 anos. Por quê? Porque a felicidade é uma viagem. Quanto mais cedo
começamos, melhor. No entanto, se começarmos mais tarde, ainda podemos aprender e
ensinar muito.

No restante do mundo, o brasileiro é geralmente associado à felicidade, embora, na


verdade, isso não seja assim tão verdadeiro – a identidade nacional é bem mais
complexa do que essas definições simplistas. O que o senhor sabe sobre o Brasil e
sua fama de povo feliz?
O Brasil deve se concentrar em seus pontos fortes, que são as relações calorosas,
amáveis e de apoio. Esses tipos de relacionamentos, que fazem parte da cultura
brasileira, são o sinal número um da felicidade.
https://routeinstitute.org/brasil/2023/12/06/professor-de-harvard-tal-ben-shahar-a-
felicidade-e-uma-viagem-quanto-mais-cedo-comecamos-melhor/

“Seja mais feliz,


aconteça o que
acontecer” — Tal Ben-
Shahar

Carlos Nepomuceno
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·
Dec 14, 2023

“Em vez de trabalhar na felicidade em si, podemos ir atrás dos


elementos que levam à felicidade.” — Tal Ben-Shahar.
(Do Acervo dos nossos Conceituadores da Inovação
Preferidos)

O livro “Seja mais feliz, aconteça o que acontecer” de Tal Ben-


Shahar tem uma forma simples de desenvolver uma
metodologia para um Projeto de Felicidade que eu gosto
bastante.

Ele cria uma sigla EFIRE com cinco sugestões para que você
possa aumentar a sua taxa de felicidade: bem-estar espiritual,
físico, intelectual, relacional e emocional.

Com estes cinco campos de preocupação, ele acredita que


podemos avançar no aumento da taxa de felicidade.

Eu acho a divisão de Ben-Shahar confusa, pois mistura o que é


visão, metodologia e métrica, porém, tem o mérito de ser
simples. Não é à toa que faz sucesso.

O livro de Ben-Shahar permite que a pessoa possa ir num passo


a passo, pensando sobre coisas importantes dentro dos seus
Projetos de Felicidade.

Não me incomoda o que ele sugere, mas como sugere.

Ben-Shahar faz parte de um conjunto de novos Cientistas da


Inovação Pessoal, que ainda trafegam na Ciência Social 1.0.
Os Cientistas da Inovação Pessoal 1.0 sugerem Projetos de
Felicidade Gestores e não Curadores.

Como disse no artigo anterior.

Os Cientistas da Inovação Pessoal 1.0 ainda defendem Projetos


de Felicidade Mais Centralizados, Pré-Digitais.

Acrescentaria algo no que tenho dito sobre o Projeto Bimodal de


Felicidade 2.0, a Felicidade Blockchain. Temos:

 A visão — quando nos situamos no momento civilizacional,


revemos os paradigmas limitantes, adotamos novos
paradigmas e escolhemos nosso Ikigai (propósito subjetivo
de vida);

 As atitudes — que vão nos permitir aumentar a Taxa de


Felicidade e realizar, de forma sustentável, nosso Ikigai;

 As métricas — que são as referências mais sensitivas


cotidianas de como anda nosso Projeto (tranquilidade,
criatividade, motivação e resiliência);

 As consequências (novidade) — mais saúde, longevidade e


bom humor.

Refletindo sobre as proposta de Ben-Shahar sobre o


Bem Estar
Quando ele sugere o bem estar espiritual, se refere a procurar
legados, propósitos.

Isso me inspirou a organizar melhor essa questão.

Passo a chamar o encontrar o seu “tapete de Aladim” também


de Ikigai, pois isso quer dizer:

“Ikigai é um termo japonês que descreve a razão por que


alguém levanta da cama todos os dias, ou seja, sua motivação
para viver.”

Nessa direção, temos propósitos que são relacionados ao


trabalho e outros fora do trabalho.

Alguém pode ter um trabalho ruim, pouco inspirador, mas


promover atividades altruístas que preenchem essa lacuna do
legado.

Assim, é preciso definir em que área você define que quer deixar
o seu legado.

Do ponto de vista geral, quando se fala em Projetos de


Felicidade para todos, a questão do Legado Profissional não é
tão relevante.
Para a Ciência da Inovação, entretanto, o foco é a conversa sobre
o Legado Profissional, aquele que vai deixar algo de diferente e
melhor para as pessoas.

Uma senhora no interior do Japão, que cuida do jardim, e vive


bem já com 104 anos, é uma referência para a Felicidade Geral,
mas não para a Felicidade Inovadora.

Assim, temos dois tipos de Projetos de Felicidade:

 Os Projetos de Felicidade Genéricos — que serve para


qualquer pessoa;

 Os Projetos de Felicidade Inovadores — que serve para


pessoas que querem criar novas formas de sentir, pensar e
agir.

O foco da Bimodais é o de ajudar parcialmente os Projetos de


Felicidade Genéricos e mais intensamente os Projetos de
Felicidade Inovadores.

Dentro dos Projetos de Felicidades Inovadores, ainda temos


outra divisão, que a pessoa precisa escolher:

 Projetos de Felicidade Inovadores Gestores — aqueles que as


referências são mais externas do que internas;

 Projetos de Felicidade Inovadores Curadores — aqueles que


as referências são mais internas do que externas.
Há nesse processo uma divisão importante que volta nesse tema,
quando falamos em trabalho, que são os três tipos de
envolvimento possíveis ao trabalharmos, reforçada pelo autor:

 Trabalho como serviço — uma tarefa que você realiza apenas


por necessidade, porque precisa do salário;

 Trabalho como carreira — tudo uma questão de estar na


correria e tomar a dianteira. Encarar o trabalho como uma
carreira leva-o a se voltar para o futuro e para recompensas;

 Trabalho como missão — é experimentá-lo como algo que


tem propósito.

Os Projetos de Felicidade Curadores sugerem que o trabalho


deve ser visto como uma missão.

Quando pensamos no desenvolvimento do Projeto Bimodal de


Felicidade 2.0 certamente estamos estritamente nos referindo a
Trabalho como Missão, que é o mais aderente ao processo de
inovação.

Outro ponto enfatizado pelo autor é o de cuidar da saúde, que


incorporei como uma das atitudes fundamentais.

O papo me lembrou o documentário que vi no Netflix, “O


Método Stutz”.
É um documentário que apresenta as conversas do ator Jonah
Hill com o famoso psiquiatra Phil Stutz, que fala sobre suas
primeiras experiências de vida e seu exclusivo método
psicanalítico.

Nele Stutz diz que uma pessoa precisa para se equilibrar precisa
lidar com três camadas, numa pirâmide, que começa debaixo
para cima na seguinte ordem: Corpo / Relações / Conversas
consigo mesmo.

O primeiro sinal que algo não vai bem na nossa vida, é quando
relaxamos com o cuidado do nosso corpo, que é uma espécie de
“cama” que precisa ser “arrumada” todos os dias.

Destaca também a importância das relações com outras pessoas.

Que acho que vale a pena acrescentar a lista das atitudes, mas
sempre com a visão do foco, separando as pessoas que fazem
mais bem que mal e das que fazem mais mal que bem.

E, por fim o diálogo que conseguimos estabelecer com nossos


Eus Internos, através do Aprendismo, usando a Mente
Secundária.

De maneira geral, quando vamos pensar em um método sobre


projetos de felicidade é bom separar três instâncias, como tenho
repetido:
 Visão — para onde;

 Atitudes — o que fazer no dia a dia;

 Métrica — como saber se estou indo bem ou mal?

Um projeto de felicidade que não se divide em visão, atitudes e


métrica é mais fraco, tende a funcionar menos.

Podemos dividir a Visão para um Projeto de Felicidade em duas


etapas:

 Visão geral sobre o contexto civilizacional;

 Conhecimento e Questionamento da visão de sucesso e


felicidade mais mainstream, tanto as antigas quanto as novas
visões ainda Gestoras;

 Definição da minha bússola pessoal, meu Ikigai Inovador, na


direção das minhas prioridades para aumentar minha Taxa
de Felicidade.

No livro de Ben-Shahar não há muita conversa sobre os


Paradigmas Negativos do Mainstream sobre sucesso e
felicidade, que precisam ser superados.

As atitudes necessárias para se aumentar a Taxa de Felicidade


são um pouco emboladas, pois uma coisa é eu ter um propósito
de vida e outra é eu estar presente, que estão misturadas no item
“Bem Estar Espiritual”.
Frases que eu dei destaque com meus comentários:

“Estudar a ciência da felicidade é mais essencial e relevante do


que nunca.”

Sim, o papo de felicidade volta fortemente nas Renascenças


Civilizacionais.

“Dor, sofrimento, revés e adversidade ficam do lado negativo,


por exemplo, enquanto prazer, alegria, prosperidade e conforto
pertencem ao lado positivo. Bem no meio, temos o ponto zero, o
ponto ‘estou bem’.”

Este quadro de estou bem e estou mal faz parte da métrica, que
podemos adaptar para as que escolhemos, como farei uma figura
sobre.
“A maioria das pessoas acredita que o caminho para a
felicidade é o sucesso. Mas acontece que isso está errado — não
um pouco errado, mas muito errado.”

Ele acredita na relação de sucesso e felicidade no modelo pré-


requisito e não de forma sinergética.

“Felicidade é ser integral.”

Não gosto. Felicidade é uma taxa que sobe e desce, conforme a


visão e as atitudes que vamos tomando.

“Em vez de trabalhar na felicidade em si, podemos ir atrás dos


elementos que levam à felicidade.”

Isso é bom, pois a taxa de felicidade depende de sensações (é


flor), que tem a sua independência, o que fazemos é apenas
jardinagem para que elas floresçam.

“O bem-estar espiritual é sobre encontrar significado e propósito


na vida.”

Isso faz parte da visão dentro de um projeto mais consistente de


felicidade.

“A maior parte de nossos momentos sombrios é resultado de


nossa incapacidade de estar presente.”
Estar presente é um sintoma de que a mente primária está no
comando. A Mente Secundária que passa o tempo todo
observando e melhorando ajuda muito o nosso estado de
presença.

“O bem-estar intelectual é sobre estimular a curiosidade e


mergulhar fundo nos assuntos.”

Aqui vejo problemas. Mergulhar fundo em assuntos demanda


que eles estejam integrados aos nossos projetos de felicidade,
pois pode virar uma grande dispersão.

“O bem-estar relacional é sobre construir relacionamentos


fortes e significativos.”

Tudo bem, ajuda.

“Para efetivamente promover mudanças, ter um momento


revelador de insight não é o suficiente.”

Isso é bom, fala do Drucker que avaliava o resultado de


seminários não pelo pique de como as pessoas saíram, mas o
que passaram a realmente fazer depois do seminário.

Ou seja, não importa muito a adrenalina do evento, mas a


mudança na forma de pensar e depois colocar a mudança para
rodar.
“Uma das aflições mais danosas do mundo moderno é que o
aprendizado aprofundado abdicou de seu lugar a favor do
aprendizado superficial.”

O aprendizado faz parte integrante do Projeto de Felicidade, não


diria que é superficial, mas desalinhado com o projeto geral.

“Ser livre para cometer falhas e aprender com o erro é o segredo


para o crescimento e, por sua vez, para uma vida mais feliz.”

Reforça o aprendismo.

“Relacionamentos duradouros não são aqueles em que tudo é


perfeito, mas aqueles em que você aprende a abrir caminho por
entre os conflitos e a crescer com eles.”

Sim, tudo visto como um processo.

“Quando rejeitamos as emoções dolorosas, elas não só se tornam


mais intensas, como também rejeitamos inadvertidamente as
emoções prazerosas que fluem por nosso canal emocional único.
Uma das melhores maneiras de cultivar nosso bem-estar
emocional é expressar mais gratidão — uma intervenção
poderosa que cria espirais ascendentes benéficas em nossas
vidas.”

Vou pensar sobre.


Gosto da expressão:

Mindfulness é a prática de focar a atenção no momento


presente, sem julgamentos ou divagações. É sobre estar
conscientemente ciente de seus pensamentos, sentimentos e
sensações corporais, sem se deixar levar por eles. Um bom
sinônimo para estado de fluxo.

“A felicidade não é algo pronto. É algo que acontece a cada


momento.” — Thich Nhat Hanh
“A felicidade é um estado de espírito, não uma condição
externa.” — Richard Davidson
“A felicidade é uma escolha.” — Viktor Frankl

Um resumo do Tio Bard sobre o livro:

Introdução

Estudar a ciência da felicidade é mais essencial e relevante do


que nunca.
O sucesso não leva à felicidade; a felicidade leva ao sucesso.
A felicidade é ser integral.
Bem-estar espiritual

O bem-estar espiritual é uma das dimensões mais importantes


da felicidade.
O bem-estar espiritual está relacionado a um senso de propósito,
significado e conexão com algo maior do que nós mesmos.
Podemos cultivar o bem-estar espiritual através de práticas
como meditação, oração, reflexão e serviço a outros.
Bem-estar físico

O bem-estar físico é outra dimensão importante da felicidade.


O bem-estar físico está relacionado a uma alimentação saudável,
exercícios regulares, sono suficiente e gerenciamento do
estresse.
Podemos cultivar o bem-estar físico através de escolhas
conscientes sobre nossos hábitos e estilo de vida.
Bem-estar intelectual

O bem-estar intelectual é importante para uma vida feliz e


significativa.
O bem-estar intelectual está relacionado a uma mente aberta,
curiosidade e um desejo de aprender.
Podemos cultivar o bem-estar intelectual através da leitura,
exploração de novos hobbies e conversas profundas com outras
pessoas.
Bem-estar relacional

Os relacionamentos são fundamentais para a felicidade.


Os relacionamentos saudáveis nos fornecem amor, apoio e um
senso de conexão.
Podemos cultivar o bem-estar relacional através de fortes laços
com amigos, familiares e parceiros.
Bem-estar emocional
A emoção é uma parte essencial da vida.
O bem-estar emocional está relacionado à capacidade de lidar
com as emoções de forma saudável.
Podemos cultivar o bem-estar emocional através da
autoconsciência, aceitação e expressão de emoções.
Conclusão

A felicidade é uma jornada, não um destino.


Para sermos felizes, precisamos trabalhar continuamente para
cultivar os cinco elementos do bem-estar.

É isso, que dizes?

“Nepô é o filósofo da era digital, um mestre que nos guia em


meio à complexidade da transformação digital.” — Leo
Almeida.

“Carlos Nepomuceno me ajuda a enxergar e mapear padrões


em meio ao oceano das percepções. Ele tem uma mente
extremamente organizada, o que torna os conteúdos da
Bimodais assertivos e comunicativos. Ser capaz de encontrar e
interrelacionar padrões é condição “sine qua non” para se
adaptar aos ambientes deste novo mundo.” — Fernanda
Pompeu.

“Os áudios do Nepô fazem muito sentido no dia a dia. É fácil


ouvir Nepô é colocar um óculos para enxergar a realidade.”
— Claudio de Araújo Tiradentes.
Ser capaz de encontrar e interrelacionar padrões é condição
“sine qua non” para se adaptar aos ambientes deste novo
mundo.” — Fernanda Pompeu.

Comecei esta semana uma avaliação para definir os nosso


grupos dos Bimodais Exógenos (aquelas que pessoas que
recebem material da escola, mas não estão dentro dela).

Criei um formulário para entender como você está aproveitando


o que produzo todos os dias, que pode ser acessado e respondido
aqui: https://encurtador.com.br/egiLQ

Tenho duas sugestões para que você possa apoiar e participar do


nosso projeto:

a) entrar para a escola na nova imersão. O valor é de R$ 715,00,


ficando até o final de junho de 2024. Terá com isso: áudios de 18
minutos todos os dias, acesso ao novo livro “Sapiens 2.0: como
viver em um mundo muito mais descentralizado, dinâmico e
inovador?”, participação em duas lives, basta depositar no pix /
cnepomu@gmail.com

b) caso esteja sem tempo para entrar para a escola, mas gosta
muito do nosso projeto, peço que colabore com um PIX para
manter o nosso projeto vivo, pode depositar qualquer valor no
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“A obsessão por ser feliz o tempo todo faz


as pessoas se sentirem péssimas”
Para o psicólogo israelense Tal Ben-Shahar, que lecionou
por 25 anos em Harvard, o grande mal do século XXI é
que não se busca tempo para o descanso
Tal Ben-Shahar, em evento na capital espanhola.ULY MARTÍN

ANA TORRES MENÁRGUEZ


Madri - 05 oct 2019 - 09:23Atualizado:06 OCT 2019 - 14:05 BRT

Tal Ben-Shahar (Ramat Gan, Israel, 1970), doutor em Psicologia e Filosofia pela
universidade de Harvard, onde foi professor por 25 anos, soma outros tantos estudando
a felicidade. Como muitos especialistas, acredita que o grande inimigo do bem-estar
seja o estresse, do qual 94% dos universitários norte-americanos padecem. "É a nova
pandemia global", diz, em alusão ao qualificativo empregado pela Organização Mundial
da Saúde. Os médicos o chamam de "assassino silencioso", conta. Mas o psicólogo
israelense acredita que durante anos estivemos olhando para o lado errado; não é preciso
estudar os fatores que o provocam, e sim as condutas que não o curam. "Deixamos de
dar importância ao descanso, à recuperação, e não basta o sono", observa.

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Nesta semana, ele participou do EnlightED, um evento sobre o futuro da educação e sua
relação com a tecnologia, organizado em Madri pela South Summit, Fundação
Telefónica, IE University e Fundação Santillana.

Pergunta. Existe um sistema imunológico psicológico? Há pessoas que têm maior


tendência à tristeza?

Resposta. A genética faz a diferença. Por exemplo, eu não nasci com uma genética
ligada às emoções positivas. Quando criança sentia ansiedade, assim como meus pais e
avós; sofremos dela geração após geração. O fato de ser infeliz me levou ao interesse
por esse campo: a ciência da felicidade. Nos anos 70, nos Estados Unidos, foi feita uma
série de investigações sobre gêmeos com genes idênticos. Foram separados ao nascer,
criados em países diferentes, com economias diferentes. Passados os anos, observou-se
que havia muitas semelhanças quanto aos seus níveis de bem-estar, seu comportamento
e inclusive suas paixões. Em média, a felicidade depende 50% da genética, 40% das
escolhas pessoais e 10% do ambiente. Esses percentuais podem mudar em situações
extremas, como uma guerra.

P. Como se medem os níveis de felicidade no cérebro?

R. Há padrões cerebrais associados à felicidade, à depressão e à raiva. Não é só uma


parte, e sim múltiplas que trabalham de forma conjunta. Um exemplo é o córtex pré-
frontal: a parte esquerda está associada às emoções positivas, e a direita às negativas. É
importante conhecer as descobertas neste campo para entender que, com nossa conduta,
podemos melhorar os níveis de bem-estar.

P. Há um boom, centenas de best-sellers sobre o tema. Estamos mais preocupados em


tentar ser felizes?

R. Não, é algo ancestral. Há 2.500 anos, Aristóteles escrevia sobre isso. A Bíblia
também trata desse tema. Sempre foi parte do nosso pensamento. A diferença é que
agora temos mais tempo livre, e a isso se somam certas expectativas irreais quanto à
vida. O resultado é que nos sentimos infelizes porque não entendemos o que é a
felicidade.

P. O que é a felicidade?

R. Não é possível estar feliz sempre. As emoções negativas, como a raiva, o medo e a
ansiedade, são necessárias para nós. Só os psicopatas estão a salvo disso. O problema é
que, por falta de educação emocional, quando as sentimos as rejeitamos, e isso faz que
se intensifiquem e que o pânico nos domine. Se bloquearmos uma emoção negativa,
igualmente bloquearemos as positivas. É preciso sentir o medo e sermos conscientes de
que vamos em frente mesmo com ele. Não é resignação, e sim aceitação ativa. Quando
meu filho David nasceu, um mês depois comecei a sentir ciúmes dele. Minha esposa lhe
dedicava mais atenção que a mim. Às vezes as emoções se polarizam, chegamos a
extremos, e nem por isso somos melhores ou piores pessoas. Somos humanos.

P. Segundo um recente estudo da agência europeia Eurofound, os níveis de estresse


estão aumentando na escola, e a transição dos jovens para a vida adulta se complica
pelas expectativas de seus pais e as pressões da sociedade.

R. As expectativas têm um papel-chave na felicidade. A mais perigosa é acreditar que


se pode estar constantemente na crista da onda. A obsessão por ser feliz o tempo todo
faz as pessoas se sentirem péssimas. Nos últimos anos as redes sociais influíram
bastante; ver as caras sorridentes dos outros, suas idílicas relações a dois, um trabalho
exemplar. Quando sentimos tristeza ou ansiedade, essas imagens reforçam nossa ideia
de que estamos fazendo algo de errado. Mas nada disso é real, todos vivemos numa
montanha russa emocional. É inevitável, e não é ruim.

P. A depressão ameaça 14% dos jovens europeus entre 15 e 24 anos, segundo o último
relatório do Eurofound, e lideram o ranking países como a Suécia (com uma taxa de
41%), Estônia (27%) e Malta (22%). Na Espanha, onde a taxa de desemprego juvenil é
mais elevada, está abaixo de 10%. O que está falhando?

R. Vou lhe dar outro exemplo. Nos Estados Unidos, a cada cinco anos se medem os
níveis de saúde mental, que costumam variar 1% para cima ou para baixo. No último
período, os resultados foram muito diferentes: entre adolescentes, os níveis de
depressão cresceram até 30%. Um dos motivos é que estão diminuindo as interações
cara a cara, substituídas pelo smartphone. As relações pessoais são um antídoto contra a
depressão.

P. No século XIX, trabalhava-se até 18 horas por dia, e nenhuma lei impedia de fazê-lo
24 horas se fosse necessário. Hoje temos maior qualidade de vida. Qual é a raiz da
insatisfação permanente?

R. A expectativa dos trabalhadores na vida era prover suficiente comida à sua família
para sobreviver. Hoje pensamos em ganhar mais dinheiro, nas férias sonhadas... Hoje
você pode fazer tudo; mesmo que tenha um emprego interessante e goste de seus
colegas, não é suficiente. Como pode escolher e mudar, nunca está satisfeito.

P. Como a escola pode nos preparar para saber o que é a felicidade?

R. É preciso ensinar a cultivar relações sadias, a identificar propósitos e sentido no que


fazemos. E o mais importante: a encontrar tempo para o descanso. As pesquisas
demonstraram que esse é o grande problema, que não nos recuperamos do estresse. Não
vale ler best-sellers de autoajuda, é preciso uma ação. No trabalho, fazer uma pausa de
30 minutos a cada duas horas, ou de 30 segundos se você trabalhar na Bolsa,
mas desconectar e respirar. Tirar um dia de folga. Aprender que a felicidade não é um
código binário, de um a zero, e sim um sobe e desce. É uma viagem imprevisível que
termina quando você morre.
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/03/estilo/1570124407_210391.html

As lições de Tal Ben-Shahar, o “professor da felicidade” de Harvard

Também palestrante, o autor de best-sellers como 'Seja Mais Feliz' dá dicas práticas para
ganhar saúde física, mental e espiritual

P...

Leia mais em: https://vejasp.abril.com.br/coluna/felicidade/felicidade-ciencia-tal-ben-shahar/?


utm_source=google&utm_medium=cpc&utm_campaign=eda_vejasp_audiencia_institucional&
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AS SETE LIÇÕES DE HARVARD

A ciência da felicidade não é uma panaceia que cura tudo, e às vezes ajuda profissional, na
forma de um terapeuta ou medicação, é necessária. No entanto, há outras sete lições que
podem ajudar.

Lição 1: Dê a si mesmo permissão para ser humano. Somos uma cultura obcecada pelo prazer
e acreditamos que a marca de uma vida digna é a ausência de desconforto; e quando sentimos
dor, tomamos isso para indicar que algo deve estar errado conosco.

Lição 2: Felicidade está na intersecção entre prazer e significado. Seja no trabalho ou em casa,
o objetivo é se envolver em atividades que sejam pessoalmente significativas e agradáveis.
Pesquisas mostram que uma hora ou duas de uma experiência significativa e prazerosa podem
afetar a qualidade de um dia inteiro ou mesmo de uma semana inteira.

Lição 3: Tenha em mente que a felicidade depende principalmente de nosso estado de


espírito, não de nosso status ou conta bancária. Exceto por circunstâncias extremas, nosso
nível de bem-estar é determinado pelo que escolhemos enfocar e por nossa interpretação de
eventos externos.

Lição 4: Simplifique! Geralmente estamos ocupados demais, tentando espremer mais e mais
atividades em menos e menos tempo. A quantidade influencia a qualidade e comprometemos
nossa felicidade tentando fazer muito. Saber quando dizer “não” aos outros geralmente
significa dizer “sim” para nós mesmos.

Lição 5: Lembre-se da conexão mente-corpo. O que fazemos – ou não fazemos – com nossos
corpos influencia nossa mente. O exercício regular, o sono adequado e hábitos alimentares
saudáveis levam à saúde física e mental.

Lição 6: Expresse gratidão, sempre que possível. Aprenda a apreciar e saborear as coisas
maravilhosas da vida, das pessoas à comida, da natureza até um sorriso.
Lição 7: Priorize relacionamentos. O número um preditor de felicidade é o tempo que
passamos com pessoas com quem nos importamos e que se preocupam conosco. A fonte mais
importante de felicidade pode ser a pessoa sentada ao seu lado.

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