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Inclusão e Democratização do Saber na Educação

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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LILIANE DO CARMO MOREIRA

INCLUSÃO COMO FORMA DE DEMOCRATIZAÇÃO DO SABER

ÁGUA FORMOSA
2023
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI

LILIANE DO CARMO MOREIRA

INCLUSÃO COMO FORMA DE DEMOCRATIZAÇÃO DO SABER

Trabalho de conclusão de curso


apresentado como requisito parcial à
obtenção do título de 2º LICENCIATURA
EM EDUCAÇÃO ESPECAIL.

ÁGUAS FORMOSA
2023
INCLUSÃO COMO FORMA DE DEMOCRATIZAÇÃO DO SABER

Autor1,Liliane do Carmo Moreira

Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo
foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou
integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente
referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por
mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e
administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos
direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços). “Deixar este texto
no trabalho”.

RESUMO- O artigo descreve pesquisa que visa investigar e resgatar o conceito e estratégias de
avaliação no ensino - aprendizagem de alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental com o intuito de
orientação a professores interessados no assunto através de pesquisas com vários autores do assunto e
entrevistas a profissionais da educação. Com isso esperamos estar contribuindo através desse trabalho a
demais colegas que também sentem a necessidade de mais conhecimentos para uma aprendizagem
significativa, pois o resultado escolar do aluno e o resultado de uma complexa interação de vários fatores
que atuam, simultaneamente nos diversos níveis de sua inserção social: os condicionamentos sócios -
econômicos da família, o ambiente sócio - cultural da escola, as relações e práticas didáticas na turma,
entre outros.

PALAVRAS-CHAVE: Avaliação. Ensino. Aprendizagem. Inteligência. Necessidade Especial.

1
1 INTRODUÇÃO

Sabemos que a educação fundamental se destina a todos os alunos inclusive


aos que nela não tiveram o acesso na idade própria vem não tiveram o acesso na idade
própria vemos que isso não se concretiza, a educação não está sendo destinado a
todos os indivíduos portadores de necessidades educativas especiais precisam ser
considerados a partir de suas potencialidades de aprendizagem.
Sobre esse aspecto é facilmente compreensível que a escola não tenha de
contrário, trabalhar suas potencialidades com vista em seu desenvolvimento,
possibilidades a participação, integração, recursos profissionais e institucionais,
adequados para que ele desenvolva seu potencial como estudante pessoa e cidadão.
Sendo a Inclusão processo de questão social nos conduz a reflexão no que
tange ao reconhecimento do homem como ser social adotado de sentimentos,
emoções, anseios. Ser social este, que busca alcance desenvolvimento harmonioso de
ordem psíquica e orgânica, que almeja um espaço físico adequado a atender suas
diferentes necessidades, que este direito legal seja atendido aos portadores de NEE,
respeitando mediante abordagem dos Direitos Universais, bem como as determinações
objetivas da conferencia de Salamanca, regate as normas e determinações da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Brasileira.
Neste prisma vemos a sala de aula como espaço harmonioso de integração
social, de vínculos afetivos, ponto crucial do processo de socialização, devendo se
preparar para o grande desafio da questão: aceitar a Inclusão, em nível de desenvolve
uma pedagogia centrada nas crianças portadoras de NEE, susceptível de as que
apresentam graveis incapacidades.
Garantir aos indivíduos portadores de necessidades educativas especiais o
direito a escolaridade, numa escola comum regular, não representa apenas um ato de
amor, representa apenas um ato de amor, representa o exercício do respeito e
dignidade que deve ter para com o ser humano. O mérito desta escola não consiste
somente no fato de serem capazes de proporcionar uma educação de qualidade a
todas as crianças: a sua existência constitui um passo crucial na ajuda da modificação
das atitudes discriminatórias e na criação de sociedades aconselhadoras e inclusivas.
Por este motivo, resolvemos estudar essa questão procurando obter nas
pesquisas efetuadas, a possibilidade de mediar sistematicamente à aprendizagem
desses alunos. É interessante que se descubram respostas educativas às
necessidades individuais desses alunos adquiridos habilidades para avaliar situações
novas, desenvolver estratégias e encontrar soluções para os desafios da Educação
Especial.

2 DESENVOLVIMENTO

Segundo Maria Salete (2001, p, 15) relatou a revista nova escola o histórico da
inclusão. Até o século XV Crianças deformadas eram jogadas nos esgotos da Roma
Antiga. Na Idade Média, diferentes encontra abrigo nas igrejas, como o Quasimodo do
livro O corcunda de Notre Dame de Victor Hugo, que vivia isolado na torre da catedral
de Paris. Na mesma época, os deficientes ganham uma função: bolos da corte.
Martinho Lutero defendia que deficientes mentais eram seres diabólicos que mereciam
castigo para serem purificados.
Do século XIX Pessoas com deficiências físicas e mentais continuam isoladas do
resto da sociedade; mas agora em asilos, conventos e albergues. Surge o primeiro
hospital psiquiátrico na Europa, mas todas as instituições dessa época não passam de
prisões, sem tratamentos especializados nem programas educacionais.
Século XX Os portadores de deficiências passam a ser visto como cidadãos com
direitos e deveres de participação na sociedade, mas sob uma ótica assistencial é
criativa. A primeira diretriz política dessa nova visão aparece em 1948 com a
Declaração dos Direitos Humanos. "Todo ser humano tem direito à educação."
Segundo Sissalli e Willian Stainback," anos 60, pais e parente de pessoas
deficientes organizam-se. Surgem as primeiras críticas à segregação. Teóricos
defendem a normalização, ouse]a. a adequação do deficiente à sociedade por permitir
sua integração.
A Educação especial no Brasil aparece pela primeira vez na LDB4. 024, de 1961.
A lei aponta que a educação dos excepcionais deve no que foi possível, enquadra se
no sistema geral de educação.
Nos anos 70, os Estados Unidos avançam nas pesquisas e teorias de inclusão
para proporcionar edições melhores de vida aos mutilados da Guerra do Vietnã. A
educação inclusiva tem início naquele país via Lei 94142 de 1975, que estabelece a
modificação entre escolas, bibliotecas, hospitais e clínicas.
Nos 1978, pela primeira vez, uma emenda à Constituição brasileira trata do
direito da pessoa deficiente. “É assegurada aos deficientes a melhoria de suas
condições social e econômica especialmente mediante educação especial e gratuita".
Nos Anos 80 e 90, declarações e tratados mundiais passam a defender a
inclusão em larga escala. Em 1985, a Assembleia Geral das Nações Unidas lança o
Programa de Ação Mundial para as Pessoas Deficientes, que recomenda: Quando for
pedagogicamente factível, o ensino de pessoas diferentes deve acontecer dentro do
sistema escolar normal.
Nos anos de 1988, no Brasil, o interesse pelo assunto é provocado pelo debate
antes e depois da constituição. A nova constituição, promulgada em 1988, garante
atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na regular de ensino. Nos anos de 1990, A Lei Federal 7853, no
item da educarão, prevê a oferta obrigatória e gratuita da Educação Especial em
estabelecimentos públicos de ensino e prevê crime punível com reclusão de um a
quatro anos e multa para os dirigentes de ensino público ou particular que recusarem e
suspenderem, sem justa causa a matrícula de um aluno.
Nos anos de 1990, A conferência Municipal sobre Educação para Todos
realizada em marco na cidade de Jomtien, na Tailândia, prevê que as necessidades
educacionais básicas sejam oferecidas para todos (mulheres, camponeses, refugiados,
negros, índios, presos e deficientes) pela universalização do acesso, promoção da
igualdade, aplicação dos meios e conteúdos da Educação Básica e melhoria do
ambiente de estudo.
O Brasil aprova o Estudo da Criança e do Adolescente, que reitera aos direitos
garantidos na constituição: atendimento educacional especializado para portadores de
deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino.
Nos anos de 1994, em Junho, dirigentes de mais de oitenta países se reuniram
na Espanha e assinou a Declaração de Salamanca, um dos mais importantes
documentos de compromisso de garantia de direitos educacionais. Ela proclama as
escolas regulares inclusivas como o meio mais eficaz de combater à discriminação. E
determinar que as escolas devam conhecer todas as crianças, independentemente de
suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou Iinguísticas.
Nos anos de 1996, a Lei de Diretrizes, e Base, n° 9.394, se ajusta à legislação
federal e aponta que a educação dos portadores de necessidades especiais deve dar-
se preferencialmente na rede regular de ensino.
Existem vários posições a respeito do conceito de Inclusão, segundo Willian
Stainback (1999, p. 20). A Educação Inclusiva escolar significa que todas as crianças e
jovens em idade escolar devem frequentar a mesma escola, que deverá estar
organizada para atender as necessidades educativas especiais de todos os alunos sem
rótulos e sem discriminação. Já Tânia Mafra Guimarães (1999, p.1 02) vai mais alem
diz que "A inclusão, não significa simplesmente matricular todos os educandos". Com
necessidades especiais na classe comum, ignorando suas necessidades especificas,
mas significa dar ao professor e a escola o suporte necessário a sua ação pedagógica
suporte este que é temporário ou permanente e tem como função primordial facilitar e
sustentar a inclusão do educando no sistema educacional para que o seu processo de
aprendizagem transcorra com sucesso.
Peter Mitller (2005, p.11) tem outro conceito dizendo que a inclusão é a
homogeneização dos diferentes, exigindo uma reorganização fundamental das escolas
e salas de aula regular para atender uma maior diversidade de necessidades das
crianças das comunidades. Acrescenta que primeiramente deve-se reconhecer que os
obstáculos à inclusão estão na escola e na sociedade e não na criança.
O grande pesquisador da inclusão Vitor da Fonseca (1998). Vem a tempos
levando a bandeira da inclusão, fala sobre o amor' e o respeito quando diz: Garantir ao
individuo portador de necessidades educativas especiais o direito à escolaridade, numa
escola comum regular, não representa apenas um ato de amor, visto que este
entendimento e peculiar, e se da espontaneamente, sem se quer exigir reflexão previa.
A questão da inclusão muito mais que um ato de amor, representa o exercício de
respeito, um sentimento mais sublime que o amor, pois permite até mesmo, seu
desenvolvimento e sua sustentação. Todos nos queremos ser respeitados em qualquer
situação por qualquer pessoa.
Vitor. da Fonseca (1998, p.210) diz,

... a inclusão reclama o direito de todas as crianças serem aceitas pela escola
pública, não bastante o aspecto atípico ou desviante que apresentem em
termos de aparência, capacidade ou comportamento..

São classificados como alunos portadores de necessidades especiais não só


aqueles com deficiências físicas, mentais ou sensoriais mais severas, mas também os
que não se adaptam ao ambiente escolar por dificuldades emocionais, atitudinais ou
sociais (por trás das quais podem estar péssimas condições de vida e falta de
perspectiva).
Para Obrakor (1999, p.30) a educação precisa ter cuidado na identificação dos
alunos com dificuldades de forma a evitar preconceito e discriminação. Muitos deles
são rotulados como crianças problemáticas devido a expectativas irrealistas dos
professores. É comum crianças apresentarem pobre desempenho na escola, não
porque não tenham competência intelectual, mas porque sentem desamparo, tem baixa
expectativa e negam a importância do esforço. Esse baixo desempenho as conduz a
acreditarem cada vez menos nas suas capacidades e cada vez mais no poder da sorte.
O que permeia tudo isso é o impacto das percepções no contexto em que elas
interagem. Como os professores são indispensáveis nesse processo, à forma como as
crianças são percebidas por eles, afetas sem duvida o sucesso da aprendizagem.
Alem disso a preocupação politicamente correta em buscar termos que deem um
sentido de maior Inserção social parece não ter sido acompanhada de práticas
escolares mais inclusivas com relação aos alunos com algum tipo de deficiência. A
despeito de um melhor entendimento das dificuldades da criança frente a sua
escolarização o problema continua sendo colocado na criança e no seu ambiente,
dificilmente na escola que a acolhe. O modelo de escola não é questionado, ou seja, o
desafio de educar crianças com diferenças visíveis não encontra correspondência nos
sistemas educacionais. No mais das vezes a responsabilidade recai exclusivamente, de
forma velada ou explicita, nas competências (ou incompetências) individuais de alunos
e professores. Dessa forma, a cultura e as normas da sociedade' - representa pela
escola - ficam naturalizadas.
A partir da Declaração de Salamanca - aprovada na conferencia Mundial de
Educação Especial de 1994 - e no bojo das reformas educacionais implantadas
nos anos 90 em vários países, incluindo o Brasil, passou se a considerar a
inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em classes
regulares como a forma mais avançada de democratização das oportunidades
educacionais (Bueno, 1997, p. 7).

A perspectiva da integração de crianças com necessidades educacionais


especiais no ensino regular não é nova, no entanto, o movimento de integração escolar
surgiu na década de 70.
Na década de 80, esse movimento é intensificado, já considerando que a classe
regular é o melhor ambiente para os alunos com deficiência. A partir dos anos 90 surge
um novo referencial - o da escola inclusiva - que continua propondo a escolarização de
todos os alunos no mesmo contexto, porém sob outra perspectiva. Embora ambas
também como norte a incorporação dessas crianças ao ensino regular, integração e
inclusão não significam a mesma coisa. A integração tem como pressuposto que o
problema reside nas características das crianças diferentes; a inclusão vê a questão
sob outra ótica reconhecendo a existência das mais variadas diferenças; crianças de
rua, crianças que trabalham filhos de famílias nômades ou de minoria Iinguística, éticas,
culturais, oriundos dos mais variados grupos marginalizados.
Para Bueno (1997, p. 9), a prime concepção, ao afirmar que lia dificuldade da
incorporação reside nas características dos excepcionais, deixa implícita uma
concepção a crítica da escola, isto é, considera que, de alguma forma, ela vem dando
conta dos seus fins, pelos mesmos em relação aos alunos considerado normais "Para
Bueno (1997, p. 10) segundo concepção," ao considerar a existência de múltiplas,
diferenças - originarias de condições pessoais, sociais, culturais e políticas -, tem como
pressuposto que a escola atual não medida em que proclama a necessidade de
modificações estruturais de escola que está." Assumindo que a aprendizagem é que
devem se adaptar as diferenças existentes entre as crianças e não o contrario. O
movimento da escola inclusiva não diz respeito apenas à inclusão física do aluno, mas
a possibilidade da escola realmente incorporar aos aspectos concernentes às
necessidades especiais dos alunos.
No entanto, se por um lado fala-se muito em educação inclusiva, por outro, e que
vigora realmente no sistema educacional é, na melhor das hipóteses, a integração. O
problema da deficiência ou desadaptação continua sendo atribuído às características a
criança.
Obviamente, consideramos que só a defasa de uma escola que receba todos os
alunos é incompatível, com a defesa de que todos os indivíduos têm direito à educação.
No entanto, a perspectiva de uma escola imersa em relações desiguais, em que ela
mesma, a escola, mantém praticas seletivas e excludentes combinadas com a falta de
informações sobre os supostos beneficiados revela a extrema fragilidade da situação.
Em países como os Estados Unidos e o Canadá, onde o movimento da escola
inclusiva se encontra mais avançada, há o reconhecimento de que as soluções para a
inclusão não são atingidas facilmente, uma vez que "a complexidade desta abordagem
e a liderança que exige constituem desafios particularmente difíceis", como destaca
Porter (1995, p. 46). Para o autor, nas perspectivas de uma verdadeira política de
educação inclusiva, e imprescindível que os sistemas de ensino criem estruturas e
programas que assegurem todo o apoio a professores e alunos.
O empenho da equidade, tal como no acesso e na qualidade, requer um
desenvolvimento contínuo, de forma a conseguir melhorar resultados para aos alunos
com necessidades especiais e, simultaneamente, criar escolas mais eficazes para
todos os alunos. Eficazes, inclusive, no sentido de oferecer espaços de convivência que
desestimulem a discriminação e o preconceito.
Na teoria de Ana Rita Silva Alrnelda, (1996, p. 35), ao falar de educação inclusiva
não se espera não se espera que a pessoa com deficiência se adapte à escola, mas
que se transforme e crie estratégias de formar a inserção das crianças com
necessidades educativas especiais. A inclusão implica em transforma a escola no que
diz a respeito ao currículo à avaliação e, principalmente, às atitudes. É necessário o
desenvolvimento de estratégias de ensino que respeitem diferentes sistemas
expressivos, ritmos, estilos de aprendizagem e a manifestação de valores, talentos e
habilidades.
A construção da inclusão implica em transformar a escola, no a respeito ao
currículo, à avaliação e, principalmente, às estratégias de ensino, pois não podemos
continuar segregando essas crianças em escola especiais, que oferecem um ensino
pouco estimulante.
Diz Maria Tereza Manton, coordenadora do laboratório de estudo e pesquisas
em ensino e diversidade da Universidade de Campinas; (em entrevista à revista Pátio)
(295, p. 13).
O trabalho passa a funcionar melhor com estratégias de ensino como:
 Trabalho em grupo e atividades da gestão administrativa.

• Predomínio dá experimentação da Criação, da descoberta e da Coautoria do


conhecimento.
 Elaboração de debates, pesquisa registros escritos.

 Avaliação do desenvolvimento da turma do ponto de vista da evolução das


competências.

"A inclusão exige rupturas. No sistema educacional da inclusão cabe a escola se


adaptar às necessidades dos alunos se adaptarem ao modelo da escola" Yetta M
Goodman (1995, p. 52). A questão da inclusão escolar vem sendo um tema muito
enfocado por vários autores, segundo Mércia Moreira em seu livro Psicologia
educacional (2000, p. 32) caracteriza a inclusão da seguinte forma:
• Igualdade de acesso a educação corno parte integrante do sistema educativo,
independente do tipo de deficiência que possuem;
 Ambiente adequado à aprendizagem fica claro a ideia de provisão abrangente e
coordenada de serviços e assistência em nutrição, cuidados médicos e apoio
físico e emocional;

• Desenvolve projetos demonstrativos e encintava a troca de experiências


integradoras;
• Cria mecanismo descentralização e participação em planejamento, supervisão
e avaliação dos alunos com necessidades educacionais especiais, incluindo a
participação de pais e entidades representativas de pessoas portadoras de deficiência;
 Dedica esforços à identificação e às estratégias de intervenção;

 Formação de professores voltada para os alunos com necessidades especiais;


Considera a importância da linguagem de sinais como meio de comunicação dos
surdos de modo a lhes assegurar acesso a linguagem de sinais de seus países;
 A Reabilitação baseada na comunidade;

 Os educadores sempre interessados em desempenhar seu papel que é


pedagógico, mas também político.

A inclusão implica na modificação da sociedade para acolher todas as pessoas,


independente de suas necessidades comuns ou especiais, de forma que busquem seu
desenvolvimento e exerçam sua cidadania. Para poder incluir em seus sistemas gerais,
pessoais com necessidades educacionais especiais, a sociedade precisa se modificar,
enquanto aqueles se preparam para assumir seus papeis na mesma.
Francisco José Chicon, diz em sua dissertação Mestrado para a universidade
Federal do Espírito Santo (1999, p.3) que:
Como realidade social, a inclusão é responsabilidade de cada um de nós e não
somente das Políticas Publicas, Federal, Estadual e Municipal.
Responsabilidade de todos, enquanto agentes ativos para as mudanças,
enfrentando desafios para extinção de atitudes e comportamentos
discriminatórios estigmatizaram e opressivos impostos historicamente pela
sociedade.

Talvez, esses comportamentos e atitudes sirvam para a reflexão no sentido de


facilitar a compreensão das dificuldades que a sociedade apresenta em trabalhar com
as diferenças. Nesse sentido, mecanismos precisam ser encontrados para que as
metas da inclusão sejam alcançadas e que todos os profissionais envolvidos nesse
desafio possam respeitar a diversidade humana.
O envolvimento e a participação da família e da comunidade no processo
educacional das crianças com necessidades especiais desde seus primeiros anos de
vida são muito importantes.
Assim, a Educação deve ser realmente para todos de forma que as escolas
devem acolher todas as crianças, independentes de suas condições físicas,
intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outros: Portanto a escola deve ser
aberta à diversidade respeitando ressignificando as diferenças individuais,
considerando as necessidades específicas do aluno em diferentes contextos e sendo a
inclusão responsabilidade de cada um de nos enquanto sociedade, averiguar e cobrar
para que seja cumprida a inclusão.
“A inclusão reclama o direito de todas as crianças serem aceitas pela escola
publica, não obstante o aspecto típico desviante que apresentem em termos de
aparência capacidade ou comportamento". O que falta muitas vezes, nos educadores é
a confiança em sua própria habilidade para ensinar de modo incluso.
Evidentemente, é mais complicado do que parece. Os professores também
precisam trabalhar em escolas comprometidas com a auto avaliação como parte do
processo normal de desenvolvimento escolar: escolas preparadas para revisar suas
praticas e experimentar modos diferentes de trabalhar.
Para tal, deve transformar - se num espaço de decisão, ajustando - se ao seu
contexto real, e respondendo aos seus desafios que se apresentam. O espaço escolar,
hoje, deve ser visto como de todos e para todos.
Este novo desenho da escola implicará a busca de alternativas que garantiam o
acesso e a permanência de todas as crianças e adolescentes no seu interior. Assim o
que se deseja na realidade, é a construção de uma sociedade inclusiva compromissada
com as minorias, cujo grupo inclui os portadores de necessidades especiais.
Segundo Eliane Santana Oliveira Gonçalves a inclusão é viável e necessária
desde que o aluno esteja apto, porque a realidade da escola regular não permite o
nosso aluno evoluir, pois o trabalho aqui (na APAE) é individual, assistência constante
de cada aluno. Já na escola regular a quantidade de alunos em sala possibilita que o
professor faça um trabalho individual melhor. A escola, e o professor que irá recebê - lo
também precisam estar preparados.
Fernanda Rodrigues concorda com a inclusão desde que haja mudanças no
sistema educacional como a adaptação das redes físicas das escolas, equipe
pedagógica para acompanhar os alunos e seus familiares e qualificação dos
profissionais Já habilitados.
Regina Célia Mendes Bantos diz que a viabilidade do PNE’s no ensino regular
depende de vários fatores, especialmente da preparação de professores e demais
funcionários da escola (preparação e não propagandas bem estruturadas como está
sendo divulgada em nosso Estado) bem como a adequação do espaço físico da escola,
que deve estar com as modificações necessárias para receber uma criança com
deficiência física, por exemplo.
O trabalho desenvolvido pelos professores na APAE é diferente, principalmente
por ser individualizado, trabalhamos principalmente a auto - estima do aluno.
As entrevistadas Fernanda, Regina e Eliane concordam com a inclusão desde
que o governo faça várias mudanças no sistema educacional, mudanças essas que
devem ser bem estruturadas como:
1 - Adaptação das redes físicas, das escolas;
2 - Equipe pedagógica preparada para acompanhar os alunos e seus familiares e
qualificação de funcionários.
Segundo Santos (1997, p. 53), Bueno (1997, p. 32), todos aqueles que se adapta
renunciam à própria autonomia. Essa renúncia à autonomia por parte dos adaptados
como os professores assim caracterizados - é algo internaliza, retornando sob a forma
de agressão e discriminação aquele que demonstram algum tipo de resistência. É o que
acontece com aluno com dificuldade a aprendizagem associada ao mau
comportamento. Recusando-se adaptar-se ele é rejeitado, pois impede duplamente e
professor no exercício do seu papel: ensinar e adaptar. Assim professores são
acometidos por idiossincrasias, ou pela repugnância a tudo o que não se ajusta ao
modelo adotado, como destaca Adorno Horkheimer (1985, p.168), "tudo o que não se
ajustou-inteiramente ou fira os interditos em que se sedimentou o progresso secular
tem um efeito irritante e provoca uma repugnância compulsiva”.
Segundo Adorno Horkheímer (1985, p.174), o desadaptado pode ainda,
despertar no professor a lembrança daquilo que ele próprio gostaria de ser e "os
impulsos que o sujeito não admite como seus e que, no entanto, lhe pertencem, são
atribuídos ao objeto: a vítima em potencial".
O patológico não é projeção em si, mas a ausência de reflexão, impedida pela
própria cultura, que a caracteriza. Devido ao impedimento da imaginação, o professor
não pode imaginar que o aluno possa ser diferente dele. Em um mundo de produção
em série, a estereotipia substituiu o pensamento e a reflexão.
3 CONCLUSÃO

O êxito sobre a abordagem apresentada conduz o professor a refletir sobre sua


prática frente o portador de necessidades educativas especiais, numa visão ampla e
complexa em nível de compreensão e entendimento do aluno, reconhecendo que
possui condições próprias. Pois o grande desafio para os profissionais que lidam com
estes alunos é adaptar - se ás necessidades, mas também em buscar fundamentos
teóricos inovadores de propostas pedagógicas do processo ensino aprendizagem em
perspectivas a evolução de suas possibilidades que refletem habilidades.
Acima de tudo, o objetivo da inclusão não é o de apagar as diferenças, mas o de
que todos os alunos pertençam a uma mesma comunidade educacional que valide e
valorize sua identidade profissional.
Sendo assim, conseguir a inclusão de todos é um grande desafio. Entretanto, o
objetivo de se ter escolas inclusivas onde todos estejam inseridos e tenham amigos e
onde sejam utilizados, programas e apoios educacionais adequados são importantes
demais para não se aceitar o desafio. Se alguma escola regular não funciona com o
aluno, portador de necessidade especial, o problema está nela, a comunidade escolar
deve rever o que pode ser feito.
Existem vários tipos de alunos portadores de necessidades especiais desde
situação gravíssima ou casos simples. O professor para lidar com aluno portador de
necessidade especial precisa ter uma formação adequada fornecida por órgãos
competentes. A escola deve ter estrutura adequada, competentes. A escola deve ter
estrutura adequada, contar no seu quadro de funcionários: psicólogos, psicopedagogos,
sala de aula, com número reduzido de alunos. Além da formação do professor, segundo
a LOS a escola estruturada precisa ser adequada para receber este aluno, além de
contar com profissionais, psicólogos, e médicos.
4 REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Ana Rita Silva. A Emoção na Sala de Aula. Editora Papirus, 1996.

CHICON, Francisco José. Prática Psicopedagógica. Em Crianças com NEE. Dissertação


Mestrado Universidade Federal Espírito Santo, 1999.

FONSECA, Vitor da. Educação Especial - Programa de Estimulação, Precoce - Uma


Introdução às Ideias de. Fouertein. 1998

GOLFETO, José Hercules. Avaliação Psicopedagógica. Editora Vozes, 6a Edição 1990.

GOODMAN, Yetta M. Como as Crianças Constroem a Leitura e a Escrita. Porto Alegre,


1995. Editora Artes Médicas, 1995.

MITLLER, Piter. Educação Inclusiva: Contextos Sociais. Editora Artmed, 2000.

MONTOAN, Maria" Tereza. Caminhos Pedagógicos da Inclusão. Editora Memnon,


2001.

MOREIRA, Mércia. Psicologia Educacional. Belo Horizonte. Editora Lê, 2000.

PEDAGÓGICA, Sistema de Ação. Dicionário do Professor - Educação


Inclusiva. Governo de Minas Gerais, 2000.

PONTES, Marco Antônio Dias. Equidade: Tratamento' Desigual aos Desiguais. Lições
de Minas, 1993.

REDE, Revista Gestão em. Em Direção à Prática 'Inclusiva. Edição 45, Junho, 2003.

SALAMANCA, Declaração. Adaptação pela Conferência Mundial sobre NEE _ Acesso e


Qualidade. Salamanca, Espanha 7 a 10 de Junho, 1994.
STAINBACK, William. Inclusão - Um guia para Educadores. 1999.

WISE, L. Glass. Trabalhando com Hannah: Uma Criança Especial em Uma Escola
Comum. Porto Alegre, Editora Artrned; 2003.

BRASIL – Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial, Diretrizes


Nacionais para a Educação Básica. Brasilia; MEC/SEESP, 2007

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