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Erro Médico e Atestados: Responsabilidades

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Felipe Dias
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PERÍCIAS MÉDICAS 2

ERRO MÉDICO = ERRO DE SERVIÇOS DE SAÚDE

✔ É a conduta média atípica, irregular ou inadequada com o paciente durante ou em


face de exercício médico que resulte em mau resultado ou resultado adverso
decorrente da ação ou da omissão do médico pela inobservância da conduta técnica.

✔ É a conduta profissional inadequada que supõe uma inobservância técnica capaz de


produzir um dano a vida ou à saúde do paciente, caracterizada por imperícia,
imprudência ou negligência.
A negligência consiste em não fazer o que deveria ser feito.

A imprudência consiste em fazer o que não deveria ser feito.

A imperícia em fazer mal o que deveria ser feito.

✔Negligência: Descaso. Abandono do paciente. Abandono do plantão, diagnóstico e


conduta sem a propedêutica adequada, a “consulta de corredor”.

✔Imprudência: Conduta de risco sem respaldo científico e informação do paciente. Uso


de materiais inadequados, prescrição sem comprovação científica, charlatanismo.

✔Imperícia: Despreparo técnico ou falta de conhecimento. Utilizar tratamento já


abandonado, adotar técnica incorreta.
COMPLICAÇÕES MÉDICAS
Evolução desfavorável de uma patologia, como consequência da mesma ou de
alguma terapia.

A literatura científica, com base na história natural das doenças, traz o conhecimento
das complicações esperadas, de modo que possam não somente ser previstas como
potencialmente prevenidas.

No entanto nem sempre é possível evitar que complicações ocorram. Se assim fosse a
medicina já teria tornado o ser humano imortal.

Alguns exemplos de complicações comuns são sangramento em procedimento


cirúrgico, efeitos colaterais de medicamentos, progressão de patologias.
RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO
MEIOS E NÃO RESULTADOS

.... Há o dever de atuar com prudência no exercício da medicina, utilizando


os melhores meios disponíveis para tentar ajudar o paciente sem, entretanto,
prometer ou garantir resultado.

O exercício da medicina é inserto pois depende da evolução científica, estado


geral do paciente e a história natural da doença.

Para algumas especialidades médicas possa caber responsabilidade de


resultados e não de meios. Ex. Cirurgia plástica, Patologia e Radiologia.
DOCUMENTOS MÉDICOS - LEGAIS
• Documento médico – é todo e qualquer documento emitido a partir de um ato
médico, tendo, portanto, presunção de veracidade e valor legal.

Documentos médico-legais:

✔ Atestados;
✔ Notificação;
✔ Parecer médico-legal;
✔ Relatório – Laudo médico-legal;
✔ Depoimentos Orais.
ATESTADO MÉDICO
• O Atestado médico é documento de fé pública, é parte integrante do atendimento
– portanto, é direito do paciente solicitá-lo – e tem como função básica confirmar
a veracidade de um ato médico realizado.

• Declaração simples: comparecimento em consulta, aptidão para atividade física,


falta escolar, etc;

• Atestado Oficioso: afastamento do trabalho;

• Atestado Administrativo: perícia previdenciária (INSS);

• Atestado Judiciário: solicitado por juiz ou fins processuais judiciários;


De quem é a responsabilidade de emitir o atestado médico e como emiti-lo?

• de profissional ativo devidamente habilitado e inscrito no Conselho Regional de


Medicina (CRM) e de odontólogo;
• ser subscrito por quem, de fato, examinou o beneficiário da declaração;
• deve-se confeccioná-lo em receituário próprio ou institucional;
• sem rasuras, garantindo sua validade legal;
• preenchê-lo com letra legível (ou digitado em computador);
• atender aos objetivos éticos;
• omitir a revelação explícita do diagnóstico, salvo quando ocorrente dever legal,
justa causa ou pedido expresso do paciente;
• ser de fácil entendimento pelo paciente/pela pessoa e/ou pela instituição à qual o
documento se destina;
• datar, assinar e colocar o número do registro no CRM.
Tipos de atestados mais frequentes

• Atestado de portador de doenças;

• Atestado de saúde ou de
sanidade;

• Atestado de Óbito
Classificação dos atestados, segundo os aspectos legais

• Oficiosos (ausência do trabalho e da aula): geralmente são solicitados pelo


paciente a fim de provar a existência de algum problema de saúde que levou a
sua ausência em suas obrigações estudantis e/ou laborais;

• Administrativos (licença e abono de faltas): interessam ao servidor público


para fins de licença, aposentadoria ou justificativa de faltas;

• Judiciários: são solicitados pelo juiz e interessam à administração da Justiça.


Segundo o Código de Ética Médico, Capítulo X, é vedado ao médico:
Art. 80: Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o
justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade.

Art. 81: Atestar como forma de obter vantagens.


• Artigo 80
• É falsidade ideológica quando o atestado é emitido sem ter o médico praticado ato profissional que o
justifique, ou seja, sem a apresentação do prontuário médico correspondente ao respectivo atestado.
A inexistência do prontuário médico é o bastante para caracterizar a ausência do ato médico, uma
vez que o mesmo Código de Ética, em seu artigo 86, veda ao médico deixar de elaborar prontuário
legível para cada paciente.

• O mesmo artigo 80 reconhece como falsidade ideológica o atestado médico que seja tendencioso ou
que não corresponda à verdade. Considera-se tendencioso o atestado que exagera no seu conteúdo,
a exemplo da afirmativa: “atesto que o paciente tem hipertensão de difícil tratamento, não pode
trabalhar e deve ser aposentado”. Já o atestado que não corresponde à verdade é aquele que
justifica a ausência da pessoa a uma atividade qualquer (prova, audiência etc.), com um diagnóstico
(CID) de uma doença inexistente.
• Artigo 81
• É falsidade ideológica o atestado emitido como forma de obter vantagens, a exemplo do
profissional que facilita a emissão de atestado como forma de captação de clientela, ou, ainda,
como forma de obtenção de renda. Como exemplo dessa última opção, cita-se o fornecimento
de Atestado de Óbito, condicionado ao pagamento prévio, de paciente falecido de causa natural,
mas sem acompanhamento por médico assistente (PINHEIRO, 2015).

• Portanto, preste atenção: a emissão de um atestado pelo médico deve ser baseada em questões
éticas, técnicas e objetivas.

• Ao banalizar o atestado, que é um documento jurídico, o médico descumpre: Código de Ética


Médica ( art.30, art.80, art.81); Constituição Federal (art. 5º, inciso XIII); Código Penal (art.
302); Código Civil (art. 187).

• E assim procedendo, o médico emissor, à luz do Direito, comete ato ilícito, pratica uma ação
voluntária, que viola um direito e causa dano a outrem
(Código Civil Brasileiro, Art. 186)
ATESTADO OFICIOSO
REGRADO PELA RESOLUÇÃO CFM 1.658/2002
É parte do ato médico, em hipótese alguma pode ser “cobrado por fora”.
Deve obrigatoriamente ser legível e conter:

• Tempo necessário de dispensa da atividade;

• Diagnóstico quando expressamente autorizado pelo paciente ou representante


legal;

• Identificação do emissor com assinatura e carimbo ou número do CRM.


ATESTADO ADMINISTRATIVO
REGRADO PELA RESOLUÇÃO CFM 1.658/2002
Para fins de perícia médica, também é parte integrante do ato médico e deve ser legível.
Deve conter:

•Diagnóstico;
•Resultado de exames complementares;
•Conduta Médica;
•Consequências a saúde do paciente;
•Prognóstico;
•Tempo de repouso estimado para a recuperação;
•Identificação do emissor mediante assinatura e carimbo ou número do CRM.
O Atestado médico para portador de
doença é o documento fornecido a
pedido do paciente ou de seu
representante legal, e tem a função de
sintetizar, de forma direta e clara e para
fins objetivos, a conclusão do
atendimento médico, expressando a
existência de um estado mórbido
anterior ou atual. Portanto, não cabe
escrever em atestados a expressão
“atesto para os devidos fins... “, a
finalidade tem que ser especificada.
• Atestado para justificar falta ao trabalho

• O documento é emitido:
• por médico ou por odontólogo;
• após exame clínico;
• se necessário, após exames complementares ou de imagem;
• deve afirmar que o trabalhador está acometido por doença;
• que o impede de comparecer ao trabalho por tempo determinado;
• o diagnóstico por meio do CID (Código Internacional de Doenças) só será
colocado após esclarecimento e autorização do paciente.
• Atestado para justificar falta à escola

• Com relação ao afastamento da escola para tratamento de saúde o atestado


obedece às mesmas normas anteriormente descritas. Quanto ao período de
afastamento, este deve conter apenas a quantidade de dias que o aluno precisa
para se restabelecer. Lembrando, mais uma vez, que a colocação do diagnóstico
deve ser acompanhada do esclarecimento ao interessado quanto às implicações
da quebra do sigilo médico.

• Vale lembrar que, quando se trata de crianças e adolescentes, é muito frequente


doenças transmitidas por contato direto ou indireto, o qual coloca em risco a
comunidade. Nessa situação muito particular comunicar aos pais a importância da
revelação do diagnóstico e notificar a Vigilância Sanitária para que sejam tomadas
as providências necessárias.
• Atestado para comprovar deficiência em admissão ao emprego
• As empresas com 100 ou mais empregados estão obrigadas a preencher de 2% a 5% de
seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência para o
desempenho de funções compatíveis. Pois bem, a função do médico, nesses casos, depois
de exame clínico, é elaborar documento confirmando o diagnóstico e suas implicações, o
qual subsidiará a conduta do médico do trabalho da empresa e/ou da instituição no sentido
de comprovar a deficiência física.

• Viagem aérea a passageiros especiais.


• Os passageiros considerados “especiais” são aqueles que necessitem de cuidados médicos
específicos durante a viagem. Nesses casos, a empresa pode solicitar documento médico
que esclareça o tipo de deficiência ou o tipo de assistência a ser dispensado antes, durante
ou após o voo. Segundo o Guia do passageiro da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil)
são considerados passageiros que podem solicitar assistência especial:
• Crianças desacompanhadas; Gestantes; Idosos a partir de 60 anos; Lactantes; Pessoas
com criança de colo; Pessoas com mobilidade reduzida; Pessoas portadoras de deficiência.
• Quando as pessoas estiverem saudáveis, mesmo nas circunstâncias especiais, não é
necessário documento médico para viajar.
• Atestado para solicitação de Isenção de Imposto de Renda
• De acordo com as Leis nºs 7.713 /1988 e 11.052/2004 é permitido isenção de Imposto de
Renda sobre rendimentos relativos à aposentadoria, à pensão ou a reforma, a portadores de
doenças graves, a vitimados por acidentes em serviço e a portadores de moléstia profissional.
As doenças relacionadas a essa isenção são as seguintes:
• AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida);
• alienação mental;
• cardiopatia grave;
• cegueira;
• contaminação por radiação;
• doença de Paget em estados avançados (osteíte deformante);
• Mal de Parkinson;
• esclerose múltipla;
• espondiloartrose anquilosante;
• fibrose cística (mucoviscidose);
• hanseníase;
• nefropatia grave;
• hepatopatia grave.
• Atestado de saúde
• Atestado médico para prática de educação física
Fazer a história clínica com ênfase em antecedentes pessoais e familiares e em hábitos de vida;
interrogar sobre os objetivos da atividade física e a participação pregressa em atividades esportivas
etc.; Fazer exame físico geral com atenção especial para o aparelho cardiovascular; Quando houver
indícios de anormalidades, investigar com o uso de eletrocardiograma de repouso, teste
ergométrico, ecodopplercardiograma e outros exames de maior complexidade, desde que
justificados.

• Elementos que devem constar no documento:


Deve ser objetivo, esclarecedor quanto ao tipo de atividade física permitida e de preferência com a
intensidade de treinamento físico sendo sugerida. Nos casos em que existem limitações à prática de
alguma modalidade estas deverão estar claramente mencionadas no documento. Toda e qualquer
informação a respeito do quadro clínico, exame físico e exames complementares deverão estar
contidos no atestado médico quando solicitados e autorizados pelo paciente. Estratificação do risco
individual. Deverá especificar qualquer restrição clínica, seja de natureza cardiorrespiratória ou
locomotora
• Atestados para viagem

• Para as Gestantes recomenda-se que os voos sejam precedidos de uma consulta ao


médico. De forma geral, as seguintes medidas devem ser observadas:
• As mulheres que apresentarem dores ou sangramento antes do embarque não
devem fazê-lo;
• Evitar viagens longas, principalmente em casos de incompetência ístmo-cervical,
atividade uterina aumentada, ou partos anteriores prematuros;
• A partir da 36ª semana, a gestante necessita de uma declaração do seu médico
permitindo o voo. Em gestações múltiplas, a declaração deve ser feita após a 32ª
semana;
• A partir da 38ª semana, a gestante só pode embarcar acompanhada dos respectivos
médicos responsáveis;
• Gestação ectópica é contra indicação para o voo;
• Não há restrições de voo para a mãe no pós-parto normal, mesmo no pós-parto
imediato.
ATENÇÃO
• O diagnóstico pode ser codificado (CID) ou por extenso;
• A concordância do paciente ou representante legal deve estar expressa no
atestado;
• Apenas médicos e odontólogos no âmbito da profissão, podem solicitar
afastamento do trabalho;
• O profissional pode solicitar a opinião de outros profissionais antes de emitir o
atestado;
• O documento goza de presunção de veracidade;
• Havendo indicio de falsidade, o médico instituído de função pericial está
obrigado a representar junto ao CRM regional.
No eixo do Atestado de Saúde, o de maior relevância é o Atestado de Saúde
Ocupacional
• O Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) é um documento de responsabilidade do médico
do trabalho usado como referência médica em relação aos trabalhadores, pois auxilia na decisão
quanto ao seu destino profissional.
• O ASO faz parte integrante de um ato médico e é legitimado pelo Programa de Controle
Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, que deve estar presente em todas as empresas que
agregarem funcionários.
• Os objetivos fundamentais do ASO são: a prevenção de doenças de natureza ocupacional e, a
promoção da saúde dos trabalhadores, buscando a melhor adequação do trabalho ao homem – e
deste ao trabalho.
• Devem constar no preenchimento da ASO: exames médicos direcionados aos riscos ocupacionais
e ambientais de cada empresa; registro de fatores de riscos presentes nas atividades a serem
desenvolvidas por ocasião da admissão, da demissão, de mudança de função e de retorno ao
trabalho (o último, após afastamento superior a 30 dias).
• O ASO tem valor legal sendo endossado pelo prontuário médico do trabalhador. O prontuário
deve conter detalhada anamnese ocupacional física e mental, resultados de exames
complementares, conclusões e medidas implementadas.
• O Médico do Trabalho da empresa é responsável por validar o atestado emitido pelo médico
assistente para que esse documento possa ser encaminhado ao setor de Recursos Humanos da
empresa ou do órgão público para dar prosseguimento aos trâmites administrativos.
Trâmites administrativos
• Afastamento até 15 dias:
• o atestado será analisado pelo médico da empresa;
• o pagamento dos primeiros 15 dias (para quem tem vínculo empregatício) fica a
cargo de empresa;

• Afastamento acima de 15 dias:


• o(a) empregado(a) será submetido(a) à perícia médica no INSS, exceto os
aposentados pelo INSS e ativos na Empresa, que serão submetidos à perícia
médica na Empresa. A decisão deve ser encaminhada imediatamente à Empresa;
• se a decisão for pela incapacidade ao trabalho o paciente receberá o
auxílio-doença. Pode-se solicitar prorrogação caso o segurado não se sinta em
condições de voltar ao trabalho (nesse caso ele deverá fazer a solicitação 15 dias
antes da data prevista para término da licença);
• caso a decisão considere o servidor capacitado ao trabalho o segurado pode entrar
com o pedido de recurso ou aguardar o prazo mínimo de 30 dias para agendar
outra perícia.
Declaração para acompanhante

• Trata-se de documento em que o médico declara, a pedido do interessado, que


determinada pessoa acompanhou o doente durante a consulta , exames diversos e
internação hospitalar. Tal declaração de comparecimento fornecida emitida por
médicos norteia-se pelas mesmas normas legais e éticas direcionadas ao atestado
médico, referentes a veracidade das informações.

• RPPS – Licença para tratamento de saúde de familiar ou dependente legal (60 dias
prorrogáveis por mais 90 dias).
Atestado para comprovação de deficiência
• Pessoa com Deficiência: é aquela que apresenta alteração completa ou parcial de um ou mais
segmentos do corpo humano, os quais produzem dificuldades para o desempenho de funções,
conforme previsto na Lei nº 10.690, de 16 de junho de 200
• 3, e no Decreto nº 3.298/99.
• A chamada Lei das Cotas (BRASIL, 1999), que determina uma cota entre 2% a 5% de cargos de
trabalhadores reabilitados, aumentou a inclusão de pessoas com deficiência, em funções
compatíveis no mercado de trabalho.
• Para comprovar deficiência em admissão ao emprego compete ao médico assistente emitir um
atestado médico que comprove formalmente a deficiência que subsidiará a conduta do médico
do trabalho da empresa e/ou da instituição.
• O atestado médico deverá conter:
• enquadramento da deficiência na legislação vigente;
• exames complementares;
• tipo de deficiência;
• Classificação Internacional de Doenças com o grau ou nível de deficiência correspondente. O
CID não deve referenciar-se à causa e, sim, à sequela, por exemplo, deve referir-se à
amputação e não à neoplasia que a originou.
NOTIFICAÇÃO MÉDICA

Notificações são comunicações compulsórias (obrigatórias) feitas pelos médicos às


autoridades competentes sobre fato profissional (necessidade social ou sanitária).

Se o médico não fizer a notificação compulsória poderá incorrer no crime de


omissão de notificação de doença, previsto no art. 269 do Código Penal, que tem
pena de seis meses a 2 anos e multa.
PARECER MÉDICO

Representa o estudo de fatos definidos, figurando como uma segunda opinião sobre
determinado tema.
O parecer possui as mesmas partes do laudo, à exceção da descrição.
As partes mais importantes de um parecer são a discussão e a conclusão.
Perícia deduciendi, de fatos passados, gera parecer.
RELATÓRIO MÉDICO
É descrição escrita, minuciosa e circunstanciada de fatos clínicos ocorridos e decorrentes
de um ato ou atendimento médico.

CURIOSIDADES
Entre 2008 e 2016 houve aumento de 130% em processos judiciais envolvendo questões
de saúde;
O perito judicial é profissional de confiança e designado pelo juízo;
O relatório médico-legal é a descrição minuciosa de perícia médica e responde a requisição
do delegado ou do juiz para fins de subsidiar o inquérito ou processo judicial. O relatório
pode ser um laudo ou um auto (exame ditado a um escrivão).
Embora não seja obrigado a seguir o laudo pericial, estima-se que entre 80 a 90% das
decisões judiciais vão ao encontro do laudo pericial.
LAUDO MÉDICO/ LAUDO MÉDICO PERICIAL
REGRADO PELO ART. 160 DO CPP
Termo comumente utilizado para a interpretação de exame complementar, ou resultado de perícia
médica, elaborado por médico. O laudo médico, a priori, não é instrumento, isoladamente, para
definir “gozo de licença para tratamento de saúde”.

Composto por:
✔ Preâmbulo
✔ Apresentação dos Quesitos
✔ Histórico
✔ Descrição
✔ Discussão
✔ Conclusão
✔ Resposta aos quesitos
✔ Encerramento
Pericia percipiendi, de fatos atuais, gera laudo.
LAUDO MÉDICO/ LAUDO MÉDICO PERICIAL

• Deve ser claro, mesmo a leigos, procurando sempre explicar os conceitos


médicos emitidos, se houver possibilidade de não entendimento. É sempre
parecer escrito de árbitro ou perito em toda a perícia realizada. É um relatório de
quadro clínico e sua evolução. Deve haver uma descrição de todos os sinais e
sintomas, os resultados dos exames realizados, o tratamento adotado, a evolução
apresentada e esperada pelo paciente ( CRM-PR, PARECER nº 1.936/2008).

• Obs: Boletim médico é documento escrito com uma breve notícia, podendo ser
diária, que expõe ao público a condição e a evolução clínica e terapêutica de um
paciente geralmente internado.
Preâmbulo:
É onde consta a apresentação do local e hora do ato pericial, assim como
identificação dos envolvidos no processo e presentes no ato pericial (perito,
periciando, assistente técnico, etc). Aqui também deve conter o objetivo da perícia.

Quesitos:
Onde são transcritos os quesitos apresentados pelas partes e pelo juízo. Os quesitos
são apresentados agora, porém respondidos posteriormente.
Histórico:
Deve ser feita uma breve revisão do histórico processual até então. Inclui pedido do
requerente, argumentação principal do requerido, perícias anteriores realizadas,
histórico breve de decisões e etc.

Descrição:
Descrição completa do exame, vistoria e/ou avaliação realizados, incluindo
obrigatoriamente a metodologia de análise da situação em questão.
Discussão:
Análise e revisão de literatura que se presta a prover informação qualificada
(cientifica) e embasar a conclusão profissional e resposta aos quesitos.

Conclusão:
Resumidamente, deve apresentar a conclusão do profissional quanto á duvida
apresentada pelo juízo. A conclusão deve estar embasada na revisão de literatura
apresentada.
Respostas aos quesitos:
Os quesitos propostos pelas partes e/ou juízo, apresentados no inicio do laudo, aqui
devem ser respondidos. Objetivamente e da forma mais sucinta e direta possível.

Encerramento:
Podem ser apresentados considerações finais que o perito considerar pertinentes,
além de assinatura e reponsabilidade técnica profissional.
Exemplos de Laudos Judiciais
A função pericial requer duas condições ao perito oficial:
preparação técnica e moralidade.
Não se pode ser bom perito se falta uma destas
condições. O dever de um perito é dizer a verdade; no
entanto, para isso é necessário: primeiro saber
encontrá-la e, depois querer dizê-la.
O primeiro é um problema científico, o segundo é um
problema moral.”
(Nerio Rojas)

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