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Direito Penal - Teoria Do Crime

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DIREITO PENAL

Teoria do crime

INTRODUÇÃO

Infração Penal é GÊNERO que se divide e duas especies: CRIMES (DELITOS) e CONTRAVEÇÕES
(+grave) CRIMES/DELITOS: Punivel com RECLUSÃO e DETENÇÃO
(-grave) CONTRAVENÇÕES PENAIS: Prisão simples e multa (NÃO ADMITE TENTATIVA)

└ Art. 17. A ação penal é pública, devendo a autoridade proceder de ofício (Incondicionada)
(LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS - DECRETO-LEI Nº 3.688, DE 3 DE OUTUBRO DE 1941)

Obs. Ambas podem ser aplicada de fora cumulativa ou não.

Para que uma conduta seja considerada criminosa, é necessário que ela reúna três Elementos do Crime: FATO TÍPICO,
ILÍCITO (Antijuridicidade) e Culpabilidade.

Fato Típico: A conduta precisa estar prevista como crime em lei (princípio da legalidade), abrangendo a ação ou omissão
que cause o resultado previsto na norma penal. O fato típico inclui os seguintes elementos

Elementos do FATO TÍPICO

└ Conduta: Comportamento voluntário do agente (ação comissão), omissão, dolo ou culpa ).


└ Nexo Causal: Relação entre a conduta e o resultado.
└ Resultado: Consequência da conduta.
└ Tipicidade: Adequação do fato à descrição da lei penal.
Ilícito (Antijuridicidade): A conduta deve ser contrária ao direito, sem justificativas legais, como legítima defesa, estado de
necessidade ou exercício regular de um direito.

Culpabilidade: Avalia a responsabilidade do agente, exigindo:

└Imputabilidade: Capacidade do agente de entender o caráter ilícito do fato e agir de acordo.


└Consciência da Ilicitude: O agente deve saber que o ato é contrário ao direito.
└Exigibilidade de Conduta Diversa: Condições que permitiriam ao agente agir de forma diferente.
OBS. Se faltar algum desses elementos acima, a conduta não é considerada criminosa .

Ausência de Fato Típico Ausência de Ilícito (Antijuridicidade)


Se não há conduta que corresponda ao tipo penal Se a conduta é justificada por uma causa legal, como
descrito, ou se não há nexo causal entre a conduta e o legítima defesa ou estado de necessidade, diz-se que há
resultado, ocorre uma atipicidade. A atipicidade exclui o uma excludente de ilicitude. Com isso, a ação deixa de
crime, pois não há adequação do fato à norma penal. ser antijurídica e não é considerada crime.

Ausência de Culpabilidade

Se o agente não possui capacidade para entender Assim, a falta de qualquer um


o caráter ilícito da conduta (por exemplo, em caso
de inimputabilidade por doença mental) ou não
desses elementos
era exigível que agisse de outra forma, há uma exclui a criminalidade da
excludente de culpabilidade. Nesses casos,
mesmo que o fato seja típico e ilícito, a ausência conduta.
de culpabilidade impede que seja considerado
crime.
Para CONFIGURAR em INFRAÇÃO PENAL, são necessários alguns pressupostos:
└Deve ser uma CONDUTA HUMADA
└Dever ser uma AÇÃO CONCIENTE
└Necessita ser VOLUNTÁRIA
OBS. INFRAÇÃO PENAL sempre gera RESULTADO que pode ser:
└ NATURALISTICO: quando a vida de alguem é interrompida
└ JURIDICO: Quando a LESÃO não se CONSUMA; caso o agressor não tenha exito na sua conduta, ele reponderar pela
TENTATIVA DE HOMICÍDIO.

TEORIA DO CRIME

CLASSIFICAÇÃO DO DOLO

Art. 18.: Crime doloso:


└ I- Doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo;

Os graus do dolo referem-se às diferentes formas de intenção ou consciência que o agente possui ao praticar um
crime. No direito penal, os principais graus de dolo são:

1. Dolo Direto

 Dolo Direto de Primeiro Grau: O agente quer diretamente o resultado e age com a intenção clara de produzi-lo.
Exemplo: um indivíduo que atira em alguém com a intenção de matá-lo.
 Dolo Direto de Segundo Grau (ou Dolo de Consequências Necessárias): O agente realiza uma ação com a intenção
de alcançar um objetivo principal, mas sabe que, inevitavelmente, haverá outras consequências. Ele aceita esses
resultados como consequência de seu ato. Exemplo: um indivíduo que coloca fogo em uma casa para matar uma
pessoa, sabendo que também matará outras pessoas no local.

2. Dolo Eventual

 O agente não tem a intenção direta de causar o resultado, mas assume o risco de que ele aconteça. Aqui, o agente
prevê a possibilidade do resultado e, mesmo assim, prossegue com a conduta. Exemplo: alguém que dirige em alta
velocidade em uma área com pedestres, assumindo o risco de atropelar alguém.

Diferenças entre Dolo Direto e Dolo Eventual

 Intenção: No dolo direto, o agente quer o resultado. No dolo eventual, ele apenas assume o risco de que ocorra.
 Grau de Aceitação do Resultado: No dolo direto, o resultado é o objetivo do agente; no dolo eventual, o agente não
deseja o resultado, mas é indiferente à sua ocorrência.

Esses graus de dolo são fundamentais na determinação da responsabilidade penal e na dosimetria da pena, pois
indicam o nível de intenção e de aceitação do agente em relação ao resultado ilícito.
CLASSIFICAÇÃO DO CULPA.

Art. 18.: Crime do Culposo:


└ II – Culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.

1. Negligência (omissão)

 Definição: Ato de omissão ou descuido, onde o agente deixa de adotar as devidas precauções para evitar o
resultado.
 Exemplo: Um pai que deixa de vigiar seu filho próximo a uma piscina, e a criança se afoga. Aqui, a falta de cuidado
necessário caracteriza a negligência.

2. Imprudência (Descuido)

 Definição: Ato de agir com precipitação, sem a cautela necessária, expondo terceiros ao risco.
 Exemplo: Um motorista que ultrapassa em uma curva perigosa e provoca um acidente com morte. A atitude
imprudente ao ignorar as condições da estrada e a segurança dos demais caracteriza a imprudência.

3. Imperícia (falta de habilidade/tecnica)

 Definição: Falta de habilidade técnica ou conhecimento necessário ao realizar determinada atividade, resultando em
um erro.
 Exemplo: Um médico que realiza um procedimento cirúrgico sem a técnica adequada, causando a morte do
paciente. A imperícia caracteriza-se pela falta de qualificação ou habilidade no exercício da atividade.

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