DIREITO TRIBUTÁRIO
Claudio Steinbruch Roisman
Modalidades de
Lançamento:
Crédito
Tributário e
O Direto (ofício);
Ã
E NÇ o é o Misto (por declaração);
A T t
en itui
o
Lançamento
m t Por Homologação
ça ns io.
lan e co utár (autolançamento).
O qu b
tri
ato dito
cré
LANÇAMENTO
POR
É a obrigação tributária, que surge automaticamente com a DECLARAÇÃO
ocorrência do fato gerador, falta certeza e liquidez. Ela não é,
portanto, exigível. Para dar certeza (atestar sua existência) e
É efetuado com base na declaração do sujeito
liquidez (determinar o seu valor exato) à obrigação tributária, é
passivo ou de terceiro, quando um ou outro, na
necessária a atuação do fisco. Essa atuação do fisco se traduz no
forma da legislação tributária, presta à autoridade
ato ou procedimento administrativo denominado lançamento. A
administrativa informações sobre matéria de fato,
obrigação tributária tornada líquida e certa pelo ato
indispensáveis à sua efetivação.
administrativo do lançamento passa a ser chamada crédito
A principal característica é o fato de não ser
tributário. Crédito tributário, portanto, é a própria obrigação
possível haver pagamento pelo sujeito passivo
tributária em um segundo momento. É a obrigação tributária
antes de a fazenda calcular o tributo e notificá-lo
tornada líquida e certa, portanto, exigível, como decorrência do
para pagar (ou impugnar).
lançamento.
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O CTN enumera seis diferentes situações que
possuem em comum o fato de, uma vez ocorridas,
Suspensão da impedirem a fazenda pública de iniciar atos de
Exigibilidade do cobrança do crédito tributário ou, sendo o caso
Crédito de já os haver iniciado, prosseguir na execução de
Tributário tais atos. Suspende-se o dever de cumprir a
obrigação tributária, ficando, portanto, o sujeito
ativo impedido de exercitar atos de cobrança.
Art. 151.
Suspendem
a exigibilidade do
crédito tributário.
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O depósito do montante integral do crédito exigido A LC n. 104/2001 acrescentou ao
pela fazenda obrigatoriamente pressupõe a existência art. 151 o inciso V, que estabelece
de um litígio, já instaurado ou na iminência de ser. como modalidade de suspensão da
Esse litígio tanto pode ser judicial como exigibilidade do crédito tributário a
administrativo. É possível que o sujeito passivo, além concessão de medida liminar ou de
da impugnação administrativa, deseje efetuar o tutela antecipada, em outras
depósito. Isso porque, na hipótese de, ao término do espécies de ação judicial.
litígio, decidir-se que o crédito é efetivamente devido
(ou seja, na hipótese de a decisão final ser
desfavorável ao sujeito passivo), ocorrerá automática
conversão do depósito em renda.
Depósito do seu Liminar em
Montante Mandado de
Integral Segurança
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Aquela diretamente concedida pela lei, não sendo necessário, para sua fruição,
1ª Moratória reconhecimento por ato de autoridade administrativa. O Código, divide, ainda, a
Geral: moratória em caráter geral em dois subtipos:
Moratória e 1. Autonômica: trata-se da moratória concedida por lei da pessoa política competente
Parcelamento para a instituição do tributo a que o favor se refere.
2. Heterônoma: o CTN prevê a possibilidade, evidentemente excepcionalíssima, de a
União (e somente a União) conceder moratória de tributos da competência dos
estados e DF ou dos municípios. A condição para a concessão dessa moratória
heterônoma é que a União conceda, simultaneamente, moratória dos tributos
federais e das obrigações de direito privado (dívidas que os particulares tenham
para com ela, mas que não sejam regidas predominantemente pelo Direito Público,
como, por exemplo, dívidas de aluguéis).
O CTN denomina moratória individual aquela concedida, em
A moratória está regrada nos arts. 152 a 155 e é a 2ª Moratória cada caso, por despacho da autoridade administrativa, desde que
única modalidade de suspensão disciplinada com Individual: autorizada por lei. O parágrafo único do art. 152 estabelece a
detalhamento pelo CTN. A moratória exige lei possibilidade de a abrangência territorial da moratória ser:
ordinária para sua concessão, por enquadrar-se 1. Total: abrange todo o território da entidade tributante (se for a
no art. 97 do CTN, mas a lei não precisa ser União, todo o território nacional; se for um estado, o território
específica. O Código não conceitua moratória, e a ATENÇÃO daquele estado etc.);
doutrina define-a como prorrogação de prazo Não pode existir 2. Parcial: abrange somente parte do território. A moratória, em
para pagamento de tributos. O art. 152 do CTN moratória por regra, somente se aplica a créditos, cujo lançamento já tenha
classifica a moratória em dois tipos distintos. período
sido iniciado (art. 154).
indeterminado.
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Essa modalidade de extinção do crédito está
relacionada a uma das formas de suspensão de Decisão
Administrativa
Extinção do sua exigibilidade, especificamente prevista no
Definitiva
Crédito art. 151, II, do CTN, o depósito do montante
Favorável ao
Tributário integral do crédito tributário, mas com ela não se
Sujeito Passivo
confunde. A extinção do crédito mediante
(Inciso IX)
conversão do depósito em renda é uma fase
posterior à suspensão de sua exigibilidade por
meio do depósito de seu montante integral.
Art. 156 CTN.
Quando, no Brasil, falamos em “decisão
administrativa definitiva” estamos nos referindo,
apenas, a uma decisão proferida pela última
instância na esfera administrativa. Nesses casos,
ocorre o exaurimento ou esgotamento da via
Conversão do administrativa, isto é, nenhum órgão
Depósito em administrativo pode apreciar novamente aquele
Renda assunto.
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Diz-se transitada em julgado a decisão judicial de que não caiba mais recurso.
As hipóteses de extinção do crédito por decisão judicial e por decisão administrativa
Decisão Judicial
são as únicas em que é possível extinguir-se um crédito a que não correspondesse
Favorável ao
Sujeito Passivo nenhuma obrigação tributária, ou seja, um crédito com existência meramente
Transitada em formal. Extingue-se o crédito por decisão judicial transitada em julgado quando o
Julgado sujeito passivo, havendo optado por contestar na esfera judicial cobrança de tributo
que considerou indevida, obtém decisão judicial reconhecendo correto seu
entendimento.
ATENÇÃO
De qualquer forma, é
necessária a edição de lei É uma das formas de extinção das obrigações civis,
ordinária que estabeleça a
prevista no art. 356 do Código Civil, que se resume a
forma e as condições
assim defini-la: “O credor pode consentir em receber
exigidas para que possam
ser extintos créditos prestação diversa da que lhe é devida.”
tributários por meio de O pagamento de bens imóveis, prevista no inciso XI
dação em pagamento de
Dação em
do art. 156, deverá ser um procedimento
imóveis.
Pagamento de
administrativo e a entrega do imóvel pelo sujeito
bens Imóveis
passivo deverá ser “voluntária”.
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É instituto oriundo do Direito Civil, pode ser
definida como um “encontro de dívidas”, disposto ATENÇÃO
nos artigos 368 e 369.
No caso do Direito Tributário, como estamos em um Os créditos tributários Pagamento
ramo do Direito Público, são acrescentadas algumas somente podem ter por
exigências fundamentais para que possa ocorrer a
titulares pessoas jurídicas
de direito público e gozam
compensação, sendo as principais:
de presun*)o legal de
1. necessidade de lei que autorize a compensação; liquidez e certeza
2. que os créditos de titularidade do sujeito passivo
sejam líquidos e certos.
Configura a entrega ao credor, pelo devedor ou terceiro
interessado, do montante, em dinheiro (ou cheque ou, ainda,
títulos da dívida agrária, admitidos no caso do pagamento do
ITR), correspondente ao valor total ou parcial do crédito a fim
de extingui-lo e extinguir a obrigação correspondente (é lógico
que no caso de pagamento parcial não se extinguirá a
Compensação totalidade do crédito e da obrigação).
Há três formas de pagamento que são automáticas, ou seja, não
dependem de qualquer autorização especial da lei. São elas o
pagamento em dinheiro, cheque ou vale postal (art. 162, I).
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Inciso V do art. 156 do CTN.
A decadência está arrolada como forma de extinção do
A &%
crédito tributário no inciso V do art. 156 do CTN. A A regra geral relativa à
Decadência decadência encontra-se no
decadência e a prescrição têm em comum o fato de
art. 173, I: o direito de
ambas decorrerem da conjugação de dois fatores constituir o crédito extingue-
essenciais: o decurso de certo lapso de tempo e a se em cinco anos contados do
primeiro dia do exercício
inércia do titular de um direito.
seguinte àuele em ue
Esses fatores resultarão, para o sujeito que poderia ter sido eetuado o
permaneceu inerte, ou na extinção de seu direito lançamento.
material ou na perda do direito de ação que possuiria
para ver assegurado o exercício de seu direito.
A prescrição extingue o direito de ação judicial de cobrança do
crédito não pago (e, segundo o CTN, extingue também o próprio
crédito).
Em síntese, para efeito de determinar o início da contagem do
prazo de prescrição, considera-se definitivamente constituído o
crédito tributário em um desses dois momentos:
1. na data de notificação do lançamento ao sujeito passivo, caso ele Prescrição
não faça impugnação administrativa do lançamento;
2. na data de notificação ao sujeito passivo da decisão administrativa
definitiva que tenha mantido total ou parcialmente o lançamento
por ele impugnado.
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É efetuado relativamente aos tributos sujeitos ao
lançamento por homologação, somente extingue o
crédito sob condição resolutória da homologação
futura. É como se existisse uma extinção precária do A transação representa um acordo entre devedor e
crédito, efetuada mediante o pagamento antecipado, e credor. A transação é modalidade de extinção das
uma extinção definitiva, resultante da homologação do obrigações em geral, prevista no Código Civil, em seu
pagamento antecipado realizado pelo sujeito passivo. art. 840.
Pagamento
Antecipado e
Transação
Homologação
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É dispensa legal de crédito tributário já constituído.
Como se trata de dispensar o pagamento de crédito Consignação em
tributário devido, a remissão, evidentemente, terá que Pagamento
ser concedida ou autorizada por meio de lei. Julgada
No caso da remissão, a lei exigida deverá ser lei Procedente
específica, por exigência expressa do art. 150, § 6º, da
Constituição.
É uma faculdade à disposição do sujeito passivo
que, entretanto, somente pode ser utilizada em
hipóteses um tanto restritas. Suas principais
características são:
1. a consignação em pagamento é sempre uma ação
judicial, não existe consignação administrativa
ATENÇÃO em pagamento;
2. a consignação em pagamento não se confunde
Em nenhuma hipótese a lei Remissão com o depósito do montante integral do tributo
pode conferir poderes
discricionários à exigido.
autoridade administrativa
competente para conceder
a remiss)o3
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Exclusão do
Crédito Isenção
Tributário
Não dispensa o cumprimento das obrigações Na isenção não há incidência, a obrigação nem
acessórias dependentes da obrigação principal cujo mesmo chega a nascer. As isenções
crédito seja excluído, ou dela consequente. Exclusão submetem-se ao princípio da legalidade;
do crédito representa impedimento legal de assim, só podem ser concedidas por lei
constituição do crédito, ou seja, hipóteses em que a lei ordinária.
impede que seja feito o lançamento.
Assim, só é possível ocorrer a exclusão do crédito
ATENÇÃO
antes que o lançamento tenha sido efetuado. Depois do
lançamento, ou seja, de já estar o crédito constituído, a Isenção tributária
pode ser definida
dispensa legal de seu pagamento configurará
como hipótese de
remissão, não isenção ou anistia.
não-incidência
legalmente
qualificada.
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Podemos defini-la como perdão legal de infração já
praticada, em consequência do qual exclui-se o crédito
tributário relativo à penalidade pecuniária que
decorreria daquela infração. A anistia não desnatura a
infração, vale dizer, a situação descrita na lei como
infração tributária continua sendo ilícita após a lei
concessiva da anistia. Por esse motivo, a lei Anistia
concessiva de anistia somente tem aplicação para as
infrações praticadas anteriormente à sua vigência.
Se uma lei pretendesse estabelecer anistia a infrações
futuras estaria, na verdade, deixando de definir aquele
fato como ilícito, ou seja, ele deixaria de ser infração,
uma vez que à sua prática não estaria vinculada
qualquer sanção.
Art. 183-193 CTN.
O rol do CTN é não taxativo, pois podem ser criadas outras
garantias e privilégios em razão da natureza e das
As Garantias e
Privilégios particularidades de cada tributo, desde que seja por lei.O
fato de ser atribuída ao crédito uma garantia ou um
privilégio não altera a sua natureza (crédito não deixará de
ser tributário.)
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Ocorre quando há mais de uma esfera (U, E, M, e DF)
para receber o crédito tributário. Neste caso, deve ser
observada a seguinte ordem: União, Estados, Distrito
Federal, Territórios Federais e Municípios.
Por outro lado, o artigo 184 do Código Tributário
Nacional determina:
Art. 184. Sem prejuízo dos privilégios especiais sobre Concurso de
determinados bens, que sejam previstos em lei, Preferências
responde pelo pagamento do crédito tributário a
totalidade dos bens e das rendas, de qualquer origem
ou natureza, do sujeito passivo, seu espólio ou sua
massa falida, inclusive os gravados por ônus real ou
cláusula de inalienabilidade ou impenhorabilidade,
A segunda parte do dispositivo legal torna ineficazes as
seja qual for a data da constituição do ônus ou da
garantias reais ofertadas anteriores ao estado de
cláusula, excetuados unicamente os bens e rendas que
insolvência, colocando o terceiro, credor do devedor
a lei declare absolutamente impenhoráveis.
inscrito, em situação equiparada ao do quirografário,
ainda que se previna com as medidas assecuratórias
para a preservação dos seus direitos.
A fraude à execução, assim decretada, torna ineficazes
os atos praticados, por oneração ou alienação.
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Consoante o parágrafo único do artigo 187, o concurso
de preferência somente se verifica entre pessoas de
direito público, na seguinte ordem:
1. União;
2. Estados, Distrito Federal e Territórios, conjuntamente
e pro rata;
3. Municípios, conjuntamente e pró rata.
Assim, nos termos do art. 186 do CTN, o crédito Art. 188. São extraconcursais os créditos tributários
tributário prefere a qualquer outro, menos os créditos decorrentes de fatos geradores ocorridos no curso do
decorrentes da legislação do trabalho ou do acidente processo de falência
de trabalho.
Art.187. A cobrança judicial do crédito tributário não é
sujeita a concurso de credores ou habilitação em
falência, recuperação judicial, concordata, inventário
ou arrolamento. Ainda quanto aos privilégios, estipula
o Código Tributário Nacional a ordem de preferência
entre os credores, em evidente afronta ao princípio da
igualdade e autonomia entre os entes públicos.
Direito de
Preferências
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Fique atento
Presunção de fraude na alienação ou oneração de bens
ou rendas ou seu começo por sujeito passivo em débito
com o fisco.
Se alguém é devedor do fisco e vende ou por qualquer
outra forma aliena ou onera algum bem depois de
inscrito o seu débito tributário como dívida ativa,
presume- se de que o ato teve como objetivo frustrar a
execução do crédito tributário, salvo se devedor
reservar bens ou rendas suficientes para o pagamento
total da dívida.
Art.185 e 185-A CTN.
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