Tributário Ii
Tributário Ii
28/02
Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador
da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido,
identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do §
3º do art. 52, e do seu sujeito passivo;
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26,
39, 57 e 65;
Lançamento
● cobrança administrativa
● atividade plenamente vinculada
● processo adm.
● autoridade adm. deve lançar sob pena de responsabilidade
06/03
Modalidades de lançamento
Com a reforma tributária - progressividade do ITCMD é obrigatória
● DECLARAÇÃO/MISTO
- Precisa da declaração do contribuinte
- Ex: ITBI, ITCMD
- Tema 1113/STJ
Caso o contribuinte tenha efetuado o pagamento de forma incorreta, o fisco irá homologar o referido
pagamento e consequentemente o contribuinte deverá retificar o lançamento;
Sum. 626/STJ
Todo e qualquer tributo pode ser lançado de ofício - a lavratura do auto de infração e imposição de
multa é exemplo de lançamento de ofício
Prazo de decadência - art. 173 do CTN - o fisco só vai poder lançar os últimos 5 anos
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;
II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento
anteriormente efetuado.
I - moratória;
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo;
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído
pela Lcp nº 104, de 2001)
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.
O contribuinte tem direito a certidão positiva com efeito de negativa (art. 203 CTN)
Moratória x Parcelamento
- moratória - dilação do prazo
- só é concedida sem situações excepcionais
- vantagens: evita a fluência de juros e multas
- Já o parcelamento é a hipótese mais comum de suspensão. O parcelamento também é uma dilatação
do prazo, mas não evita por si só os juros e multas
- parcelamento é um reconhecimento da dívida - se deixar de pagar, vai inscrever em dívida ativa
- verificar antes se o lançamento está certo
- parcelamento tem juros
- ambos dilatam o prazo, ambos precisam de lei específica (art. 150, $ 6 da CF)
- Vantagem da moratória: evita a fluência de juros e multa
- Moratória: exigibilidade suspensa, não pode inscrever em dívida ativa
PARCELAMENTO
- É um reconhecimento da dívida
- desvantagens: não evita a fluência de juros e multas
- enquanto estiver parcelando e adimplido, não pode inscrever em dívida.
- é causa de suspensão, até que você deixe de pagar as parcelas em dia.
-
13/03
DEPÓSITO
art. 151, II
sv, 01 e 28
art. 164, CTN
ART. 16 da lei 6830
SUM. 112, STJ
ART. 5º, INCISO 54/CF
Depósito é uma faculdade do contribuinte. Poderá discutir o crédito sem a necessidade do depósito integral
o contribuinte pode depositar. é uma faculdade - não é requisito de admissibilidade
vantagens do depósito
● suspensão da exigibilidade do crédito até a decisão final
● não vai para dívida ativa, não ai ter execução fiscal e nem constrição de bens
● evita a fluência de juros e multas
● gera certidão positiva com efeito de negativa
● consegue empréstimo bancário
● enquanto não tiver decisão não pode ser inscrita em dívida ativa
● o pagamento gera a extinção do crédito - gera uma certidão negativa (CND). causa extinção
● diferente do depósito - que não extingue
Súmula 112/STJ - só o montante integral (valor da cobrança) suspende a exigibilidade. se for integral e em
dinheiro.
O depósito é uma faculdade (REGRA). na ação de consignação em pagamento, prevista no art. 164 do CTN., o
depósito é obrigatório.
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:
na ação de consignação é cabível quando o contribuinte deseja pagar - recusa de recebimento ou vai impor
alguma condição/subordinação
- vai depositar em juízo! deve
- o objeto da ação é o pagamento
Bitributação
mais de uma PJ de direito público exige tributos pelo mesmo fato gerador
depositar o maior valor de cobranca (SUM 112/STJ), coloca os dois entes no polo passivo
a diferença você irá resgatar corrigido - se depositar o menor valor, não vai suspender a exigibilidade dos 2
créditos.
Bis in idem
-se o depósito é obrigatório: a partir do momento em que o contribuinte efetuar o depósito integral, o mesmo
deverá requerer a suspensão da exigibilidade do crédito conforme art. 151, II, do CTN.
se inscrever em dívida ativa, o contribuinte está na iminência de sofrer uma execução fiscal
.
20/03
Art. 56. A impugnação, formalizada por escrito, instruída com os documentos em que se fundamentar e
apresentada em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o domicílio
tributário do sujeito passivo, bem como, remetida por via postal, no prazo de trinta dias, contados da data da
ciência da intimação da exigência, instaura a fase litigiosa do procedimento ( Decreto nº 70.235, de 1972, arts.
14 e 15 ).
o prazo é de dias úteis ou corridos? divergência doutrinária - não há uniformização no STJ ainda. (melhor em
dias corridos).
Art. 61. O julgamento de processos sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil, e os relativos à exigência de direitos antidumping e direitos
compensatórios, compete em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento,
órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal do Brasil
medidas antidumping não tem natureza de tributo. Não foi instituído por lei, mas por atos da CAMEX (atos
infralegais). Proteger a indústria doméstica.
O recurso voluntário é interposto pelo contribuinte no prazo de 30 dias contra a decisão de 1a instância
(delegacia da receita de julgamento - DRJ) contrária ao contribuinte.
Art. 73. O recurso voluntário total ou parcial, que tem efeito suspensivo, poderá ser interposto contra decisão
de primeira instância contrária ao sujeito passivo, no prazo de trinta dias, contados da data da ciência da
decisão ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 33 ).
Art. 74. O recurso voluntário total ou parcial, mesmo perempto, deverá ser encaminhado ao órgão de segunda
instância, que julgará a perempção ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 35 ).
Art. 70 - Recursos de ofício é exclusivo do Fisco, ocorre quando a decisão proferida pelo DRJ for favorável ao
contribuinte desde que o valor for superior a R$15 milhões.
Art. 70. O recurso de ofício deve ser interposto, pela autoridade competente de primeira instância, sempre que
a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento
principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda, bem como quando deixar de
aplicar a pena de perdimento de mercadoria com base na legislação do IPI ( Decreto nº 70.235, de 1972, art.
34, com a redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997, art. 67).
§ 2º Sendo o caso de interposição de recurso de ofício e não tendo este sido formalizado, o servidor que
verificar o fato representará à autoridade julgadora, por intermédio de seu chefe imediato, no sentido de que
seja observada aquela formalidade.
§ 3º O disposto no caput aplica-se sempre que, na hipótese prevista no § 3º do art. 56, a decisão excluir da lide
o sujeito passivo cuja exigência seja em valor superior ao fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda,
ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. (Incluído pelo Decreto nº 8.853, de 2016)
Art. 75. O julgamento de recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, e de recursos de
natureza especial, compete ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ( Decreto nº 70.235, de 1972, art.
25, inciso II, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).
RECURSO ESPECIAL
Art. 79. Caberá recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, no prazo de quinze dias da ciência do
acórdão ao interessado, de decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado
outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais ( Decreto
nº 70.235, de 1972, art. 37, § 2º , inciso II, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).
Parágrafo único. É cabível recurso especial de divergência, previsto no caput, contra decisão que der ou negar
provimento a recurso de ofício ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 37, § 2º , inciso II, com a redação dada pela
Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).
CARF vai julgar recurso voluntário e recurso de ofício. A câmara superior é um órgão do CARF
Se a decisão adm IRREFORMÁVEL for favorável ao contribuinte, é uma decisão definitiva, o crédito será
extinto! Deve ser expedida a certidão negativa de débito (certidão de regularidade fiscal).
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais
possa ser objeto de ação anulatória;
PROCESSO DE CONSULTA
Art. 88. O sujeito passivo poderá formular consulta sobre a interpretação da legislação tributária e aduaneira
aplicável a fato determinado e sobre a classificação fiscal de mercadorias e a classificação de serviços,
intangíveis e de outras operações que produzam variações no patrimônio, com base na Nomenclatura
Brasileira de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. (Redação dada
pelo Decreto nº 8.853, de 2016)
Parágrafo único. A consulta de que trata o caput é facultada aos órgãos da administração pública e às
entidades representativas de categorias econômicas ou profissionais ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 46,
parágrafo único ).
Art. 89. Nenhum procedimento fiscal será instaurado, relativamente à espécie consultada, contra o sujeito
passivo alcançado pela consulta, a partir da apresentação da consulta até o trigésimo dia subsequente à data
da ciência da decisão que lhe der solução definitiva. ( Decreto nº 70.235, de 1972, arts. 48 e 49 ; Lei nº 9.430,
de 1996, art. 48, caput e § 3º ).
§ 1º A apresentação da consulta:
I - não suspende o prazo:
a) para recolhimento de tributo, retido na fonte ou declarado (autolançado), antes ou depois da data de
apresentação; e
II - não impede a instauração de procedimento fiscal para fins de apuração da regularidade do recolhimento de
tributos e da apresentação de declarações.
§ 2º A consulta será solucionada no prazo máximo de trezentos e sessenta dias, contado da data de protocolo.
(Incluído pelo Decreto nº 8.853, de 2016)
Art. 101. Cabe recurso especial, sem efeito suspensivo, junto à unidade indicada no inciso I do art. 92, nos casos
em que se verificar a ocorrência de conclusões divergentes entre soluções de consulta relativas a idêntica
matéria, fundada em idêntica norma jurídica ( Lei nº 9.430, de 1996, art. 48, §§ 5º a 8º , 10 e 11 ).
27/03
IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. (LEI 12.016/2009; ART. 5º, INCISO 69 E 70 DA
CF/88)
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (AÇÃO
ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL E AÇÃO DECLARATÓRIA)
AÇÃO ANULATÓRIA - ART. 38 DA LEI 6830
Não é a mera impetração do MS que suspende o crédito, é o deferimento da liminar. quando a liminar é
deferida, a exigibilidade fica suspensa.
Quando é revogada, deixa de suspender a exigibilidade, o fisco pode inscrever em dívida e pode executar.
contra a decisão que indeferiu o pedido de liminar em MS cabe recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO (art.
1015 do CPC). requerer a tutela recursal e o deferimento dessa tutela vai suspender a exigibilidade do crédito.
IMPORTANTE!! Existem duas espécies de MS: preventivo e repressivo. Não existe o lançamento no preventivo,
existe uma ameaça de lesão ou violação ao seu direito líquido e certo. o repressivo é cabível após o
lançamento, já existe uma lesão ao meu direito líquido e certo.
Autoridade coatora - secretário de finanças do município, que é vinculado a Fazenda Pública municipal. No
âmbito estadual, o delegado da receita estadual ou secretário de fazenda estaduais, vinculados a fazenda
pública estadual. No âmbito federal, o delegado da receita federal, que é vinculado à união, é a fazenda
nacional.
Como fica o polo passivo? qualifica o impetrante, qualifica a União. NÃO IMPETRADOS MAS DIRETAMENTE
CONTRA A Pessoa jurídica
O prazo: art. 23 da Lei 12.016 - PRAZO DE 120 DIAS CONTADOS DA CIÊNCIA DO LANÇ[Link] comum:
MS repressivo.
MS coletivo:
A anulatória pode ser com pedido de tutela de urgência ou evidência, art. 300/11 do CPC. Se for deferida a
tutela, a exigibilidade do crédito pode ser suspensa.
Se for concedida a segurança em definitivo, para extinguir o crédito. Art. 156, X. (EXTINGUIR O CRÉDITO
TRIBUTÁRIO).
declaratória X MS preventivo:
na declaratória cabe dilação probatória (cabe todas as provas admitidas em direito, até mesmo prova
testemunhal)
Cabe condenação em honorários e custas (MS não cabe honorários de sucumbência, só custas).
Ajuizada diretamente contra o ente tributante (ex. fazenda pública municipal, estadual). diferente do MS que
vc impetrar contra uma pessoa física
no MS preventivo: NÃO cabe dilação probatória (prova pré-constituída). Lei veda condenação em honorários
de sucumbência. Tutela LIMINAR
AÇÃO DECLARATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA OU EVIDÊNCIA (ART. 300 DO CPC -
probabilidade do direito + perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo)
Ex: licitação que a empresa precisa participar, mercadoria perecível com risco de ser apreendida, interdição do
estabelecimento que pode inviabilizar atividade econômica da empresa, certidão de regularidade para
conseguir crédito, financiamento)
tutela de evidência - art. 311 do CPC. Inciso II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas
documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;
AÇÃO ANULATÓRIA
I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo
da obrigação tributária ou seu preposto;
AÇÃO ANULATÓRIA
● A medida judicial cabível é a ação anulatória, dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por objetivo
desconstituir lançamento tributário que já está definitivamente constituído reputado ilegal ou
irregular pelo contribuinte. Não cabe mandado de segurança, pois o enunciado deixa claro que haverá
necessidade de dilação probatória no curso do processo. O objetivo da ação é desconstituir o
lançamento referente à contribuição de melhoria descrita no enunciado, cf. Art. 38 da Lei nº 6.830/80.
● O examinando deverá elaborar ação anulatória dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por
objetivo desconstituir ato administrativo de natureza tributária já ocorrido, a saber, lançamento
tributário tido por ilegal ou irregular pelo contribuinte. A possibilidade de Mandado de Segurança é
afastada pela informação de que há necessidade de dilação probatória e que se pretende que o
Município seja condenado em honorários - o que não seria possível em caso de Mandado de
Segurança. Ademais, não é possível ajuizar ação declaratória, visto que já há lançamento do IPTU
(carnê).
● O examinando deverá elaborar a petição inicial de uma ação anulatória de débito fiscal, uma vez que
se pretende a anulação dos créditos tributários lançados. O Mandado de Segurança é descabido,
tendo em vista o decurso do prazo de 6 (seis) meses.
● O examinando deverá elaborar Ação Anulatória, que deverá ser endereçada à Vara Federal da Seção
Judiciária do Estado. A possibilidade de Mandado de Segurança é afastada pela informação de que a PJ
pretende ver a União condenada em honorários - o que não seria possível em caso de MS, bem como
porque as medidas adotadas pela Fazenda Nacional datam de mais de 120 dias, o que atrai a
incidência do prazo decadencial previsto no Art. 23 da Lei nº 12.016/09.
● O examinando deverá elaborar a petição inicial de um Mandado de Segurança, diante da existência de
prova pré-constituída e ausência do decurso do prazo de 120 dias desde a primeira apreensão das
mercadorias. Não seriam cabíveis ações como a declaratória ou a anulatória, diante da informação de
que a pessoa jurídica não quer se expor ao risco de condenação em honorários de sucumbência.
● Demonstração do Cabimento do Mandado de Segurança, nos termos do art. 1º da Lei 12.016/09 OU
art. 5º, inciso LXIX da CF/88
MANDADO DE SEGURANÇA
● A medida cabível é a petição inicial de mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido liminar.
● Como estamos perante direitos coletivos dos associados, é cabível a impetração do mandado de
segurança coletivo, nos termos do Art. 21, parágrafo único, da Lei nº 12.016/09, sendo certo que há
prova pré-constituída, consistente na lei publicada no Diário Oficial estadual.
● A peça apropriada é o Mandado de Segurança, uma vez que se trata de direito líquido e certo e a
medida não comporta condenação em honorários advocatícios (Súmula 512 do STF, Súmula 105, do
STJ, e Art. 25, de Lei nº 12.016/2009). Deve ser apresentado pedido de liminar para assegurar que o
novo tributo não poderá impedir o impetrante de obter a certidão de regularidade fiscal da pessoa
jurídica. Para tanto devem ser demonstradas a presença dos requisitos essenciais à liminar, quais
sejam o fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado) e o periculum in mora (risco na demora da
prestação jurisdicional, em decorrência da proximidade da licitação).
08/05 e 15/05
Responsabilidade tributária
Sujeição Passiva
- Existem dois sujeitos passivos na relação jurídica tributária, o primeiro é chamado de contribuinte, ao passo
que o segundo é chamado de responsável. O contribuinte é quem pratica o fato gerador, ou seja, é quem tem
uma relação pessoal ou direta com o fato gerador. Já o responsável é uma terceira pessoa escolhida por lei que
mesmo sem ter praticado o fato gerador poderá ser importunada pelo Fisco.
- Nos termos do art. 128 do CTN, sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso
a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação,
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total
ou parcial da referida obrigação.
- O contexto do art. 130 do CTN é a aquisição de imóvel (a compra da casa). Em regra, o adquirente é
responsável pelas dívidas tributárias de IPTU, taxa de lixo e contribuição de melhoria relativas ao imóvel, até os
5 anos anteriores à sua aquisição. Contudo, a exceção à essa regra é uma prova de quitação do título,
consistente em uma certidão negativa de débito.
- Em casos de arrematação, a sub-rogação é real, ou seja, é sobre o preço, e não sobre a pessoa do
arrematante, conforme expresso no parágrafo único do art. 130 do CTN.
- São responsáveis pelo pagamento de tributos deixados por um de cujus: o espólio até a data da abertura da
sucessão (art. 131, III, do CTN); o inventariante após a abertura da sucessão e até a partilha dos bens do
falecido (art. 134, IV, do CTN); e o sucessor a qualquer título ou cônjuge meeiro após a partilha dos bens do
autor da herança (art. 131, II, do CTN).
- A responsabilidade tributária expressa no art. 132 do CTN remete à de operações societárias, chamada de
responsabilidade por sucessão empresarial.
- O contexto do art. 133 do CTN é sobre quem adquire um fundo de comércio ou estabelecimento comercial,
industrial ou profissional. Nesse sentido, a pessoa natural ou jurídica de direito privado responde pelos tributos
relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade, ou subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou
iniciar dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de
comércio indústria ou profissão.
- A responsabilidade tributária expressa no art. 135 do CTN corresponde à uma responsabilidade pessoal.
Nesse contexto, são pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: as
pessoas referidas no artigo anterior; os mandatários, prepostos e empregados; e os diretores, gerentes ou
representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
29/05
I - o pagamento;
II - a compensação;
III - a transação;
IV - remissão;
V - a prescrição e a decadência;
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e
seus §§ 1º e 4º;
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. (Incluído pela
Lcp nº 104, de 2001) (Vide Lei nº 13.259, de 2016)
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a
ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, observado o disposto nos artigos 144 e 149.
PAGAMENTO:
art. 162, 160, 165 CTN, art. 3º. O tributo é uma prestação pecuniária. Em regra, o tributo deve ser paga em
pecúnia, não existe o pagamento em labore, in natura. Qual o prazo que tenho para pagar: 30 dias, em regra. A
lei pode fixar outro prazo.
Pagamento por cheque: atenção - § 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate
deste pelo sacado. o CTN autoriza o pagamento por cheque.
Pagamento indevido ou pagamento a maior: o contribuinte poderá ajuizar a repetição de indébito contra o
ente tributante. Prazo de 5 anos do pagamento indevido.
O contribuinte tem o prazo de 5 anos, sob pena de prescrição. Recebe corrigido monetariamente. Indevido:
imunidade, isenção, alíquota zero.
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou
parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do
artigo 162, nos seguintes casos:
Pode requerer a repetição no âmbito administrativo. Caso seja negada, pode ser ajuizada ação anulatória. O
prazo prescricional dessa ação é de 2 anos. Pode abrir mão da esfera administrativa, e ser de 5 anos de
pagamento.
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.
SÚMULA 188-
OS JUROS MORATÓRIOS, NA REPETIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO, SÃO DEVIDOS A PARTIR DO TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA.
Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora
e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da
restituição.
Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da
decisão definitiva que a determinar.
Compensação automática ou compensação de ofício pode acontecer em relação àquelas parcelas vencidas, em
relação aquelas vincendas, estas só poderão ser compensadas mediante autorização do sujeito passivo.
Lei 13.988/2020
Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária
celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente
extinção de crédito tributário.
Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada caso.
05/06
IV - REMISSÃO
- Art. 173 do CTN (Ex: FG ocorreu em 05/06/2024 - começa 1º JAN/2025 até 31/12/30 - 5 anos) (regra
geral)
- 150, $4º, CTN (Ex: FG ocorreu em 05/06/24, começa nesta data e termina em 05/06/29)
- A decadência se suspende? se interrompe? Não há hipótese de suspensão; Quanto a hipótese
interruptiva, tem uma controvérsia: art. 173, II - anulação por vício formal. Mais 5 anos para lançar de
novo depois da anulação por vício formal. Hipótese de interrupção para alguns autores.
- Ler súmula 436 STJ - tributo declarado é tributo lançado
PRESCRIÇÃO
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua
constituição definitiva.
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito
pelo devedor.
12/06
PRESCRIÇÃO
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de
2005)
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito
pelo devedor.
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus
§§ 1º e 4º;
- só deve ser aplicado aos tributos sujeitos ao pagamento por homologação ( ex: IR)
- cuidado: quando o lançamento é por homologação, não é o mero pagamento antecipado que
extingue, mas a sua homologação, sob pena de homologação tácita.
- Após o trânsito em julgado, o objeto da ação é o pagamento. Toda ação deve ser acompanhada do
depósito.
- Depósito: Exigibilidade de crédito suspensa até o trânsito em julgado. após o trânsito em julgado, esse
valor será convertido.
-
-
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não
mais possa ser objeto de ação anulatória;
- só para bens imóveis, com pagamento da dívida. Não cabe para bens móveis.
- STJ: não cabe dação em pagamento na fase de execução fiscal, pq a dação é a entrega voluntária do
bem. na execução fiscal a entrega é coercitiva.
- Impedir o ajuizamento da execução fiscal
- só existe fraude contra a Fazenda Pública, se o crédito já foi inscrito em dívida ativa
Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito
como dívida ativa. (CAUTELAR FISCAL - peça exclusiva da Fazenda)
Denúncia espontânea
- É uma causa de exclusão da multa desde que: i) ocorra antes do lançamento; ii) seja acompanhada do
pagamento.
- é um bônus para o contribuinte que confessa
- Não existe denúncia espontânea após o lançamento
Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do
pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade
administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.
Artigos teste:
art. 130 - quem comprou a casa. sub rogam na pessoa do adquirente. dentro dos últimos 5 anos, está, SALVO
prova de quitação (certidão negativa de débito)
art. 121, 122 a 126, 128 - sujeição passiva. quem é o sujeito passivo? O responsável tributário é reservado à Lei,
NÃO pode o contrato mudar o responsável. Ex: filhos, tutores. incapacidade tributária passiva independe da
capacidade civil
art. 156
art. 160
art. 169, caput - Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.
- se requerer a devolução na esfera adm. e se o seu pedido de restituição, se o pedido for indeferido, vc
entra com a ação anulatória e o prazo é de 2 anos!
- VANTAGEM DA ESFERA ADM: NÃO TEM CUSTAS, HONORÁRIOS, MAIS CÉLERE. se indeferir, tem dois
anos para ir para o judiciário.
SUM. 430/ STJ - O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a
responsabilidade solidária do sócio-gerente.
SUM. 435/ STJ - Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio
fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o
sócio-gerente.
SV 50 - Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da
anterioridade.
32,