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Tributário Ii

O documento aborda a legislação tributária brasileira, destacando a competência da autoridade administrativa para constituir o crédito tributário e os procedimentos de lançamento. Discute as modalidades de lançamento, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e os recursos administrativos disponíveis para os contribuintes. Também menciona a importância do depósito e as implicações de moratória e parcelamento na gestão de créditos tributários.
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Tributário Ii

O documento aborda a legislação tributária brasileira, destacando a competência da autoridade administrativa para constituir o crédito tributário e os procedimentos de lançamento. Discute as modalidades de lançamento, a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, e os recursos administrativos disponíveis para os contribuintes. Também menciona a importância do depósito e as implicações de moratória e parcelamento na gestão de créditos tributários.
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28/02

Art. 142 CTN / art. 97 do CTN

Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo
lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador
da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo devido,
identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação da penalidade cabível.

Art. 97. Sòmente a lei pode estabelecer:

​ I - a instituição de tributos, ou a sua extinção;


​ II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26, 39, 57 e 65;

​ III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, ressalvado o disposto no inciso I do §
3º do art. 52, e do seu sujeito passivo;

​ IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, ressalvado o disposto nos arts. 21, 26,
39, 57 e 65;

​ V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a seus dispositivos, ou para


outras infrações nela definidas;

​ VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos tributários, ou de dispensa ou redução


de penalidades.

Não existe crédito tributário sem lançamento

Ocorrência do fato gerador previsto na hipótese de incidência

Lançamento
●​ cobrança administrativa
●​ atividade plenamente vinculada
●​ processo adm.
●​ autoridade adm. deve lançar sob pena de responsabilidade

CDA - Título executivo extrajudicial (art. 203)

dívida ativa - crédito líquido, certo e exigível


se houver o pagamento indevido - repetição de indébito

certidões (art. 151, CTN) art. 206 CTN

certidão de regularidade fiscal


●​ CND - Certidão negativa de débito (extinção do crédito)
●​ Certidão positiva com efeito de negativa - existe uma cobrança. exigibilidade do crédito está suspensa
●​ certidão positiva

Nulidade da CDA - ART. 203


Art. 203. A omissão de quaisquer dos requisitos previstos no artigo anterior, ou o erro a eles relativo, são
causas de nulidade da inscrição e do processo de cobrança dela decorrente, mas a nulidade poderá ser sanada
até a decisão de primeira instância, mediante substituição da certidão nula, devolvido ao sujeito passivo,
acusado ou interessado o prazo para defesa, que somente poderá versar sobre a parte modificada

06/03

Lançamento - art. 147 a 150 do CTN

Modalidades de lançamento
Com a reforma tributária - progressividade do ITCMD é obrigatória

●​ DECLARAÇÃO/MISTO
-​ Precisa da declaração do contribuinte
-​ Ex: ITBI, ITCMD
-​ Tema 1113/STJ

-​ ITBI não pode ter alíquota progressiva. No DF é de 3%


-​ ITCMD - desde 2013, pode ter alíquota [Link] graduado segundo a capacidade
econômica. Agora na reforma tributária, os estados devem adotar a progressividade. Pode chegar hoje
até 8%
-​ O fisco calcula, o contribuinte auxilia encaminhando informações

●​ OFÍCIO - ex: IPTU/IPVA


-​ Também é chamado de lançamento direto.
-​ Não precisa da participação do contribuinte

IPTU - cuidado com art. 3º da Lei 8009/90

●​ HOMOLOGAÇÃO/AUTOLANÇAMENTO - O próprio contribuinte que vai quantificar o tributo e irá


pagá-lo antecipadamente, incumbindo ao fisco apenas o dever de homologá-lo caso o mesmo esteja
correto
●​ O próprio contribuinte que irá calcular.
●​ O fisco tem o prazo de 5 anos para homologar. após, ocorre a homologação tácita . É o silêncio da
autoridade fiscal. O crédito será extinto. Ou notificar o sujeito passivo para retificar.
●​ CUIDADO! Todo e qualquer tributo pode ser lançado de ofício. A lavratura do auto de infração e
imposição de multa é lançamento de ofício.

Ex: ITR, IR, IPI, IOF

Caso o contribuinte tenha efetuado o pagamento de forma incorreta, o fisco irá homologar o referido
pagamento e consequentemente o contribuinte deverá retificar o lançamento;

Mero pagamento antecipado não extingue o crédito


art. 156, VII só deve ser aplicado aos tributos sujeitos ao lançamento por homologação. Ex: imposto
de renda

Art. 156. Extinguem o crédito tributário:


VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e
seus §§ 1º e 4º;

ITR - art. 30 CTN / art. 32


lei 9393/96
DL 50/1976

Sum. 626/STJ

Todo e qualquer tributo pode ser lançado de ofício - a lavratura do auto de infração e imposição de
multa é exemplo de lançamento de ofício

Prazo de decadência - art. 173 do CTN - o fisco só vai poder lançar os últimos 5 anos

Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 (cinco) anos, contados:

​ I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado;

​ II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento
anteriormente efetuado.

decadência - lançamento extemporâneo - causa de extinção do crédito

Uma vez um crédito extinto por uma decadência - extinto!

mero reconhecimento da dívida não tem o condão de reestabelecer

HIPÓTESES DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO


art. 151 CTN

Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:

​ I - moratória;

​ II - o depósito do seu montante integral;

III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo;

IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança.

V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído
pela Lcp nº 104, de 2001)

VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001)

​ Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações assessórios
dependentes da obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes.

Quando você suspende a exigibilidade, você impede o ajuizamento da execução fiscal

O contribuinte tem direito a certidão positiva com efeito de negativa (art. 203 CTN)

Moratória x Parcelamento
-​ moratória - dilação do prazo
-​ só é concedida sem situações excepcionais
-​ vantagens: evita a fluência de juros e multas
-​ Já o parcelamento é a hipótese mais comum de suspensão. O parcelamento também é uma dilatação
do prazo, mas não evita por si só os juros e multas
-​ parcelamento é um reconhecimento da dívida - se deixar de pagar, vai inscrever em dívida ativa
-​ verificar antes se o lançamento está certo
-​ parcelamento tem juros
-​ ambos dilatam o prazo, ambos precisam de lei específica (art. 150, $ 6 da CF)
-​ Vantagem da moratória: evita a fluência de juros e multa
-​ Moratória: exigibilidade suspensa, não pode inscrever em dívida ativa

PARCELAMENTO
-​ É um reconhecimento da dívida
-​ desvantagens: não evita a fluência de juros e multas
-​ enquanto estiver parcelando e adimplido, não pode inscrever em dívida.
-​ é causa de suspensão, até que você deixe de pagar as parcelas em dia.
-​

13/03

DEPÓSITO

art. 151, II
sv, 01 e 28
art. 164, CTN
ART. 16 da lei 6830
SUM. 112, STJ
ART. 5º, INCISO 54/CF

Depósito é uma faculdade do contribuinte. Poderá discutir o crédito sem a necessidade do depósito integral
o contribuinte pode depositar. é uma faculdade - não é requisito de admissibilidade

vantagens do depósito
●​ suspensão da exigibilidade do crédito até a decisão final
●​ não vai para dívida ativa, não ai ter execução fiscal e nem constrição de bens
●​ evita a fluência de juros e multas
●​ gera certidão positiva com efeito de negativa
●​ consegue empréstimo bancário
●​ enquanto não tiver decisão não pode ser inscrita em dívida ativa
●​ o pagamento gera a extinção do crédito - gera uma certidão negativa (CND). causa extinção
●​ diferente do depósito - que não extingue

Súmula 112/STJ - só o montante integral (valor da cobrança) suspende a exigibilidade. se for integral e em
dinheiro.
O depósito é uma faculdade (REGRA). na ação de consignação em pagamento, prevista no art. 164 do CTN., o
depósito é obrigatório.

Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos:

​ I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade,


ou ao cumprimento de obrigação acessória;

​ II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento


legal;
​ III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um
mesmo fato gerador.

​ § 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar.

​ § 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada


é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido
de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis.

na ação de consignação é cabível quando o contribuinte deseja pagar - recusa de recebimento ou vai impor
alguma condição/subordinação
-​ vai depositar em juízo! deve
-​ o objeto da ação é o pagamento

Bitributação

mais de uma PJ de direito público exige tributos pelo mesmo fato gerador
depositar o maior valor de cobranca (SUM 112/STJ), coloca os dois entes no polo passivo
a diferença você irá resgatar corrigido - se depositar o menor valor, não vai suspender a exigibilidade dos 2
créditos.

ação de consignação em pagamento


-​ colocar os dois entes no polo passivo
-​ se tiver União - vai para a Justiça Federal

Bis in idem

o mesmo ente exige mais de um tributo sobre o mesmo fato gerador


ex: imposto de importação + IPI no desembaraço aduaneiro
o depósito é obrigatório
CUIDADO! SV 28 não se aplica o art. 164 do CTN. Isso porque na ação de consignação em pagamento, o
depósito é obrigatório
O objeto da ação de consignação é PAGAR.
suspende a exigibilidade até o trânsito em julgado

-se o depósito é obrigatório: a partir do momento em que o contribuinte efetuar o depósito integral, o mesmo
deverá requerer a suspensão da exigibilidade do crédito conforme art. 151, II, do CTN.

O depósito existe no âmbito adm. e no âmbito judicial


Existe o depósito extrajudicial, irá suspender mas vinculado ao PAF.
CPC/15 não acabou com o art. 16 da LEF

se inscrever em dívida ativa, o contribuinte está na iminência de sofrer uma execução fiscal

.
20/03

RECURSOS OU RECLAMAÇÕES EM PROCESSO ADM. FISCAL

DEC. 7574 - PAF NO ÂMBITO FEDERAL


O crédito tributário fica suspenso!!

ART. 56 do Dec. 7574

Art. 56. A impugnação, formalizada por escrito, instruída com os documentos em que se fundamentar e
apresentada em unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil com jurisdição sobre o domicílio
tributário do sujeito passivo, bem como, remetida por via postal, no prazo de trinta dias, contados da data da
ciência da intimação da exigência, instaura a fase litigiosa do procedimento ( Decreto nº 70.235, de 1972, arts.
14 e 15 ).

Impugnação no prazo de 30 dias a contar do lançamento

suspenso até que decisão definitiva

o prazo é de dias úteis ou corridos? divergência doutrinária - não há uniformização no STJ ainda. (melhor em
dias corridos).

Endereçamento: à secretaria da receita federal do Brasil do domicílio do contribuinte


requerente: contribuinte que não se conforma com o lançamento.
recorrido: secretaria da receita federal

IMPORTANTE!! a impugnação já é causa de suspensão

Não tem custas processuais


é dispensada a presença de advogado

Suspensa a exigibilidade do crédito até que haja uma decisão definitiva

CARF é um tribunal administrativo - última instância

Art. 61. O julgamento de processos sobre a aplicação da legislação referente a tributos administrados pela
Secretaria da Receita Federal do Brasil, e os relativos à exigência de direitos antidumping e direitos
compensatórios, compete em primeira instância, às Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento,
órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria da Receita Federal do Brasil

Dumping - concorrência desleal

medidas antidumping não tem natureza de tributo. Não foi instituído por lei, mas por atos da CAMEX (atos
infralegais). Proteger a indústria doméstica.

Essas medidas antidumping têm um prazo.

RECURSO VOLUNTÁRIO - INTERPOSTO PELO CONTRIBUINTE

O recurso voluntário é interposto pelo contribuinte no prazo de 30 dias contra a decisão de 1a instância
(delegacia da receita de julgamento - DRJ) contrária ao contribuinte.

Art. 73. O recurso voluntário total ou parcial, que tem efeito suspensivo, poderá ser interposto contra decisão
de primeira instância contrária ao sujeito passivo, no prazo de trinta dias, contados da data da ciência da
decisão ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 33 ).

Art. 74. O recurso voluntário total ou parcial, mesmo perempto, deverá ser encaminhado ao órgão de segunda
instância, que julgará a perempção ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 35 ).

1º instância - Delegacia - DRJ


2º instância - CARF - Conselho Adm. de Recursos Fiscais

RECURSO DE OFÍCIO - INTERPOSTO PELA FAZENDA PÚBLICA

Art. 70 - Recursos de ofício é exclusivo do Fisco, ocorre quando a decisão proferida pelo DRJ for favorável ao
contribuinte desde que o valor for superior a R$15 milhões.

PORTARIA 02/2023 - R$15 MILHÕES.

O CARF pode reformar ou manter a decisão.

Art. 70. O recurso de ofício deve ser interposto, pela autoridade competente de primeira instância, sempre que
a decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e encargos de multa de valor total (lançamento
principal e decorrentes) a ser fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda, bem como quando deixar de
aplicar a pena de perdimento de mercadoria com base na legislação do IPI ( Decreto nº 70.235, de 1972, art.
34, com a redação dada pela Lei nº 9.532, de 1997, art. 67).

§ 1º O recurso será interposto mediante formalização na própria decisão.

§ 2º Sendo o caso de interposição de recurso de ofício e não tendo este sido formalizado, o servidor que
verificar o fato representará à autoridade julgadora, por intermédio de seu chefe imediato, no sentido de que
seja observada aquela formalidade.

§ 3º O disposto no caput aplica-se sempre que, na hipótese prevista no § 3º do art. 56, a decisão excluir da lide
o sujeito passivo cuja exigência seja em valor superior ao fixado em ato do Ministro de Estado da Fazenda,
ainda que mantida a totalidade da exigência do crédito tributário. (Incluído pelo Decreto nº 8.853, de 2016)

Art. 75. O julgamento de recursos de ofício e voluntários de decisão de primeira instância, e de recursos de
natureza especial, compete ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais ( Decreto nº 70.235, de 1972, art.
25, inciso II, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).

RECURSO ESPECIAL

Decisões conflitantes dentro da próprio CARF

Art. 79. Caberá recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, no prazo de quinze dias da ciência do
acórdão ao interessado, de decisão que der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado
outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria Câmara Superior de Recursos Fiscais ( Decreto
nº 70.235, de 1972, art. 37, § 2º , inciso II, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).

Parágrafo único. É cabível recurso especial de divergência, previsto no caput, contra decisão que der ou negar
provimento a recurso de ofício ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 37, § 2º , inciso II, com a redação dada pela
Lei nº 11.941, de 2009, art. 25).

CARF vai julgar recurso voluntário e recurso de ofício. A câmara superior é um órgão do CARF

Se a decisão adm IRREFORMÁVEL for favorável ao contribuinte, é uma decisão definitiva, o crédito será
extinto! Deve ser expedida a certidão negativa de débito (certidão de regularidade fiscal).

Art. 156. Extinguem o crédito tributário:

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais
possa ser objeto de ação anulatória;
PROCESSO DE CONSULTA

Dúvida em relação a interpretação.

Art. 88. O sujeito passivo poderá formular consulta sobre a interpretação da legislação tributária e aduaneira
aplicável a fato determinado e sobre a classificação fiscal de mercadorias e a classificação de serviços,
intangíveis e de outras operações que produzam variações no patrimônio, com base na Nomenclatura
Brasileira de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio. (Redação dada
pelo Decreto nº 8.853, de 2016)

Parágrafo único. A consulta de que trata o caput é facultada aos órgãos da administração pública e às
entidades representativas de categorias econômicas ou profissionais ( Decreto nº 70.235, de 1972, art. 46,
parágrafo único ).

Art. 89. Nenhum procedimento fiscal será instaurado, relativamente à espécie consultada, contra o sujeito
passivo alcançado pela consulta, a partir da apresentação da consulta até o trigésimo dia subsequente à data
da ciência da decisão que lhe der solução definitiva. ( Decreto nº 70.235, de 1972, arts. 48 e 49 ; Lei nº 9.430,
de 1996, art. 48, caput e § 3º ).

§ 1º A apresentação da consulta:
I - não suspende o prazo:

a) para recolhimento de tributo, retido na fonte ou declarado (autolançado), antes ou depois da data de
apresentação; e

b) para a apresentação de declaração de rendimentos; e

II - não impede a instauração de procedimento fiscal para fins de apuração da regularidade do recolhimento de
tributos e da apresentação de declarações.

Art. 95. Os processos administrativos de consulta serão solucionados em instância única

§ 2º A consulta será solucionada no prazo máximo de trezentos e sessenta dias, contado da data de protocolo.
(Incluído pelo Decreto nº 8.853, de 2016)

Art. 101. Cabe recurso especial, sem efeito suspensivo, junto à unidade indicada no inciso I do art. 92, nos casos
em que se verificar a ocorrência de conclusões divergentes entre soluções de consulta relativas a idêntica
matéria, fundada em idêntica norma jurídica ( Lei nº 9.430, de 1996, art. 48, §§ 5º a 8º , 10 e 11 ).

27/03

Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário:

IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. (LEI 12.016/2009; ART. 5º, INCISO 69 E 70 DA
CF/88)

V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (AÇÃO
ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL E AÇÃO DECLARATÓRIA)
AÇÃO ANULATÓRIA - ART. 38 DA LEI 6830

AÇÃO DECLARATÓRIA - ART. 19 DO CPC

TUTELA PROVISÓRIA - ART. 300/311 DO CPC

Não é a mera impetração do MS que suspende o crédito, é o deferimento da liminar. quando a liminar é
deferida, a exigibilidade fica suspensa.

Quando é revogada, deixa de suspender a exigibilidade, o fisco pode inscrever em dívida e pode executar.

contra a decisão que indeferiu o pedido de liminar em MS cabe recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO (art.
1015 do CPC). requerer a tutela recursal e o deferimento dessa tutela vai suspender a exigibilidade do crédito.

IMPORTANTE!! Existem duas espécies de MS: preventivo e repressivo. Não existe o lançamento no preventivo,
existe uma ameaça de lesão ou violação ao seu direito líquido e certo. o repressivo é cabível após o
lançamento, já existe uma lesão ao meu direito líquido e certo.

Autoridade coatora - secretário de finanças do município, que é vinculado a Fazenda Pública municipal. No
âmbito estadual, o delegado da receita estadual ou secretário de fazenda estaduais, vinculados a fazenda
pública estadual. No âmbito federal, o delegado da receita federal, que é vinculado à união, é a fazenda
nacional.

Não iremos impetrar o MS contra a PJ de direito público.

Como fica o polo passivo? qualifica o impetrante, qualifica a União. NÃO IMPETRADOS MAS DIRETAMENTE
CONTRA A Pessoa jurídica

O prazo: art. 23 da Lei 12.016 - PRAZO DE 120 DIAS CONTADOS DA CIÊNCIA DO LANÇ[Link] comum:
MS repressivo.

Mais comum: MS individual.

MS coletivo:

LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso Nacional;


b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;

MS não é cabível contra lei em tese

O deferimento da liminar é para suspender a exigibilidade do crédito

Cabe ação anulatória caso o prazo de 120 dias tenha se expirado

A anulatória pode ser com pedido de tutela de urgência ou evidência, art. 300/11 do CPC. Se for deferida a
tutela, a exigibilidade do crédito pode ser suspensa.

Cuidado: no MS a prova deve ser pré-constituída. Não cabe dilação probatória.

Se for concedida a segurança em definitivo, para extinguir o crédito. Art. 156, X. (EXTINGUIR O CRÉDITO
TRIBUTÁRIO).

Não cabe condenação em honorários de sucumbencia

Oitiva do MP a lei exige.

nÃO TEM HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA


MS
AÇÃO DECLARATÓRIA

art. 19 e 319 do CPC

Tem por objeto declarar a existência ou a inexistência de uma relação jurídica

Declarar a autenticidade ou falsidade de um documento

Não houve o lançamento

Pode ser ajuizada com pedido de tutela de urgência ou evidência

declaratória X MS preventivo:

na declaratória cabe dilação probatória (cabe todas as provas admitidas em direito, até mesmo prova
testemunhal)

Cabe condenação em honorários e custas (MS não cabe honorários de sucumbência, só custas).

Ajuizada diretamente contra o ente tributante (ex. fazenda pública municipal, estadual). diferente do MS que
vc impetrar contra uma pessoa física

MS é com pedido de liminar e a declaratória é com pedido de tutela de urgência ou evidência.


03/04

1.​ Lançamento (Art. 142, CTN)


2.​ Modalidades de lançamento, art. 147 e 150 do CTN
3.​ Suspensão da Exigibilidade do crédito tributário - art. 150 CTN
4.​ Certidões positivas, com efeito de negativa, art. 206 CTN
5.​ Processo Administrativo (PAF) - Decreto 7.574/2011. Decreto 70.235/1972
6.​ MS - Lei 12.016/09 e art. 5º LXIX, LXX, CF - COM PEDIDO DE LIMINAR
7.​ Ação anulatória - art. 38 da Lei 6830/80
8.​ Ação declaratória - art. 19, do CPC
AÇÃO DECLARATÓRIA

Concessão de tutela antecipada em outras ações

cabível antes do lançamento ( igual o MS preventivo)

na declaratória: cabe dilação probatória e cabe condenação de honorários

no MS preventivo: NÃO cabe dilação probatória (prova pré-constituída). Lei veda condenação em honorários
de sucumbência. Tutela LIMINAR

AÇÃO DECLARATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA OU EVIDÊNCIA (ART. 300 DO CPC -
probabilidade do direito + perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo)

Ex: licitação que a empresa precisa participar, mercadoria perecível com risco de ser apreendida, interdição do
estabelecimento que pode inviabilizar atividade econômica da empresa, certidão de regularidade para
conseguir crédito, financiamento)

tutela de evidência - art. 311 do CPC. Inciso II - as alegações de fato puderem ser comprovadas apenas
documentalmente e houver tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em súmula vinculante;

O tema já foi pacificado, em súmula vinculante ou repetitiva. A prova pré-constituída.

Muito comum quanto ter benefícios fiscais

AÇÃO ANULATÓRIA

-​ Anulatória é cabível após o lançamento e


-​ tem por objeto anular o débito fiscal
-​ Se já pagou - repetição de indébito.

quero pagar - consignação em pagamento

não lançou - MS preventivo e declaratória

já lançou - MS repressivo e anulatória


PROCESSO ADMINISTRATIVO FISCAL
●​ O contribuinte autuado possui duas opções: ou concorda com o débito e efetiva o pagamento, ou em
não concordando, impugnar o ato que constituiu aquele valor.
●​ Trata-se de uma defesa do contribuinte contra um débito que lhe tenha sido constituído através da
autuação fiscal.
●​ A impugnação, consoante o inciso III do artigo 151 do CTN, suspende a exigibilidade do crédito
tributário, este não poderá ser cobrado até que os fatos e fundamentos da defesa sejam apreciados.
●​ O procedimento fiscal tem início com:

I - o primeiro ato de ofício, escrito, praticado por servidor competente, cientificado o sujeito passivo
da obrigação tributária ou seu preposto;

II - a apreensão de mercadorias, documentos ou livros;


III - o começo de despacho aduaneiro de mercadoria importada.

●​ Súmula Vinculante 28: É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de


admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.
●​ Os prazos serão contínuos, excluindo-se na sua contagem o dia do início e incluindo-se o do
vencimento.
●​ Os órgãos da administração pública e as entidades representativas de categorias econômicas ou
profissionais também poderão formular consulta.
●​ No caso de decisão definitiva favorável ao sujeito passivo, cumpre à autoridade preparadora
exonerá-lo, de ofício, dos gravames decorrentes do litígio.
●​ A impugnação da exigência instaura a fase litigiosa do procedimento
●​ Segundo orientação jurisprudencial do STF, a exigência de depósito ou arrolamento prévio de bens e
direitos como condição de admissibilidade de recurso administrativo é inconstitucional.
●​ O julgador deverá formar sua convicção sem ficar necessariamente adstrito às razões de fato ou de
direito invocadas pelas partes, podendo determinar a realização de quaisquer diligências ou solicitar a
manifestação dos interessados na solução do processo, mesmo que outras medidas já tenham sido
tomadas.
●​ Ao contrário do processo civil, o processo administrativo tributário dispensa ritos sacramentais e
formas rígidas. Todavia essa informalidade não é absoluta e tampouco o direito à prova é ilimitado,
devendo se observar a forma e os requisitos mínimos indispensáveis à regular constituição e à
segurança jurídica dos atos que compõem o processo.
●​ Compete à própria administração impulsionar o processo até seu ato-fim, qual seja, a decisão, de
forma que a inércia dos sujeitos não pode acarretar paralisação do processo administrativo tributário.
●​ Nos tributos com lançamento de ofício, a ausência de prévio processo administrativo não enseja a
nulidade da CDA, porquanto cabe ao contribuinte o manejo de competente processo administrativo
caso entenda incorreta a cobrança tributária, e não ao Fisco que, com observância da lei aplicável ao
caso, lançou o tributo

AÇÃO ANULATÓRIA

●​ A medida judicial cabível é a ação anulatória, dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por objetivo
desconstituir lançamento tributário que já está definitivamente constituído reputado ilegal ou
irregular pelo contribuinte. Não cabe mandado de segurança, pois o enunciado deixa claro que haverá
necessidade de dilação probatória no curso do processo. O objetivo da ação é desconstituir o
lançamento referente à contribuição de melhoria descrita no enunciado, cf. Art. 38 da Lei nº 6.830/80.
●​ O examinando deverá elaborar ação anulatória dada a sua natureza desconstitutiva, tendo por
objetivo desconstituir ato administrativo de natureza tributária já ocorrido, a saber, lançamento
tributário tido por ilegal ou irregular pelo contribuinte. A possibilidade de Mandado de Segurança é
afastada pela informação de que há necessidade de dilação probatória e que se pretende que o
Município seja condenado em honorários - o que não seria possível em caso de Mandado de
Segurança. Ademais, não é possível ajuizar ação declaratória, visto que já há lançamento do IPTU
(carnê).
●​ O examinando deverá elaborar a petição inicial de uma ação anulatória de débito fiscal, uma vez que
se pretende a anulação dos créditos tributários lançados. O Mandado de Segurança é descabido,
tendo em vista o decurso do prazo de 6 (seis) meses.
●​ O examinando deverá elaborar Ação Anulatória, que deverá ser endereçada à Vara Federal da Seção
Judiciária do Estado. A possibilidade de Mandado de Segurança é afastada pela informação de que a PJ
pretende ver a União condenada em honorários - o que não seria possível em caso de MS, bem como
porque as medidas adotadas pela Fazenda Nacional datam de mais de 120 dias, o que atrai a
incidência do prazo decadencial previsto no Art. 23 da Lei nº 12.016/09.
●​ O examinando deverá elaborar a petição inicial de um Mandado de Segurança, diante da existência de
prova pré-constituída e ausência do decurso do prazo de 120 dias desde a primeira apreensão das
mercadorias. Não seriam cabíveis ações como a declaratória ou a anulatória, diante da informação de
que a pessoa jurídica não quer se expor ao risco de condenação em honorários de sucumbência.
●​ Demonstração do Cabimento do Mandado de Segurança, nos termos do art. 1º da Lei 12.016/09 OU
art. 5º, inciso LXIX da CF/88

MANDADO DE SEGURANÇA

●​ A medida cabível é a petição inicial de mandado de segurança coletivo preventivo, com pedido liminar.
●​ Como estamos perante direitos coletivos dos associados, é cabível a impetração do mandado de
segurança coletivo, nos termos do Art. 21, parágrafo único, da Lei nº 12.016/09, sendo certo que há
prova pré-constituída, consistente na lei publicada no Diário Oficial estadual.
●​ A peça apropriada é o Mandado de Segurança, uma vez que se trata de direito líquido e certo e a
medida não comporta condenação em honorários advocatícios (Súmula 512 do STF, Súmula 105, do
STJ, e Art. 25, de Lei nº 12.016/2009). Deve ser apresentado pedido de liminar para assegurar que o
novo tributo não poderá impedir o impetrante de obter a certidão de regularidade fiscal da pessoa
jurídica. Para tanto devem ser demonstradas a presença dos requisitos essenciais à liminar, quais
sejam o fumus boni iuris (plausibilidade do direito alegado) e o periculum in mora (risco na demora da
prestação jurisdicional, em decorrência da proximidade da licitação).
08/05 e 15/05

Responsabilidade tributária

Sujeição Passiva

- Fundamentação jurídica: arts. 121 e seguintes do CTN.

- Existem dois sujeitos passivos na relação jurídica tributária, o primeiro é chamado de contribuinte, ao passo
que o segundo é chamado de responsável. O contribuinte é quem pratica o fato gerador, ou seja, é quem tem
uma relação pessoal ou direta com o fato gerador. Já o responsável é uma terceira pessoa escolhida por lei que
mesmo sem ter praticado o fato gerador poderá ser importunada pelo Fisco.

- Nos termos do art. 128 do CTN, sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir de modo expresso
a responsabilidade pelo crédito tributário a terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva obrigação,
excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a a este em caráter supletivo do cumprimento total
ou parcial da referida obrigação.

- O contexto do art. 130 do CTN é a aquisição de imóvel (a compra da casa). Em regra, o adquirente é
responsável pelas dívidas tributárias de IPTU, taxa de lixo e contribuição de melhoria relativas ao imóvel, até os
5 anos anteriores à sua aquisição. Contudo, a exceção à essa regra é uma prova de quitação do título,
consistente em uma certidão negativa de débito.

- Em casos de arrematação, a sub-rogação é real, ou seja, é sobre o preço, e não sobre a pessoa do
arrematante, conforme expresso no parágrafo único do art. 130 do CTN.

- São responsáveis pelo pagamento de tributos deixados por um de cujus: o espólio até a data da abertura da
sucessão (art. 131, III, do CTN); o inventariante após a abertura da sucessão e até a partilha dos bens do
falecido (art. 134, IV, do CTN); e o sucessor a qualquer título ou cônjuge meeiro após a partilha dos bens do
autor da herança (art. 131, II, do CTN).

- A responsabilidade tributária expressa no art. 132 do CTN remete à de operações societárias, chamada de
responsabilidade por sucessão empresarial.
- O contexto do art. 133 do CTN é sobre quem adquire um fundo de comércio ou estabelecimento comercial,
industrial ou profissional. Nesse sentido, a pessoa natural ou jurídica de direito privado responde pelos tributos
relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido integralmente, se o alienante cessar a exploração do
comércio, indústria ou atividade, ou subsidiariamente com o alienante, se este prosseguir na exploração ou
iniciar dentro de 6 meses, a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de
comércio indústria ou profissão.

- É importante analisar o art. 134 do CTN.

- A responsabilidade tributária expressa no art. 135 do CTN corresponde à uma responsabilidade pessoal.
Nesse contexto, são pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias
resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos: as
pessoas referidas no artigo anterior; os mandatários, prepostos e empregados; e os diretores, gerentes ou
representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
29/05

Extinção do crédito - art. 156 do CTN


Art. 156. Extinguem o crédito tributário:

​ I - o pagamento;

​ II - a compensação;

​ III - a transação;

​ IV - remissão;

​ V - a prescrição e a decadência;

​ VI - a conversão de depósito em renda;

​ VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e
seus §§ 1º e 4º;

​ VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;

​ IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que


não mais possa ser objeto de ação anulatória;

​ X - a decisão judicial passada em julgado.

XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. (Incluído pela
Lcp nº 104, de 2001) (Vide Lei nº 13.259, de 2016)
​ Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a
ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, observado o disposto nos artigos 144 e 149.

-​ Todo crédito tributário nasce para ser extinto


-​ Quando o crédito é extinto, o contribuinte tem direito a uma CND (CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO).

PAGAMENTO:

art. 162, 160, 165 CTN, art. 3º. O tributo é uma prestação pecuniária. Em regra, o tributo deve ser paga em
pecúnia, não existe o pagamento em labore, in natura. Qual o prazo que tenho para pagar: 30 dias, em regra. A
lei pode fixar outro prazo.

Pagamento por cheque: atenção - § 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate
deste pelo sacado. o CTN autoriza o pagamento por cheque.

Pagamento indevido ou pagamento a maior: o contribuinte poderá ajuizar a repetição de indébito contra o
ente tributante. Prazo de 5 anos do pagamento indevido.

O contribuinte tem o prazo de 5 anos, sob pena de prescrição. Recebe corrigido monetariamente. Indevido:
imunidade, isenção, alíquota zero.

Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou
parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do
artigo 162, nos seguintes casos:

​ I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da


legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador
efetivamente ocorrido;

Pode requerer a repetição no âmbito administrativo. Caso seja negada, pode ser ajuizada ação anulatória. O
prazo prescricional dessa ação é de 2 anos. Pode abrir mão da esfera administrativa, e ser de 5 anos de
pagamento.

Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.

​ Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial,


recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao
representante judicial da Fazenda Pública interessada.

SÚMULA 162 - NA REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO, A CORREÇÃO MONETÁRIA INCIDE A PARTIR DO


PAGAMENTO INDEVIDO.

SÚMULA 188-
OS JUROS MORATÓRIOS, NA REPETIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO, SÃO DEVIDOS A PARTIR DO TRÂNSITO EM
JULGADO DA SENTENÇA.

Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora
e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da
restituição.

​ Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da
decisão definitiva que a determinar.

Até 60 S.M - Requisição de pequeno valor. Acima disso, é precatório.


COMPENSAÇÃO

Art. 156, II e art. 170 CTN

É quando o contribuinte é credor e devedor aos mesmo tempo na relação jurídica

Compensação automática ou compensação de ofício pode acontecer em relação àquelas parcelas vencidas, em
relação aquelas vincendas, estas só poderão ser compensadas mediante autorização do sujeito passivo.

Consegue extinguir com celeridade a obrigação tributária. Foge da fila de precatório

Não é todo crédito que poderá ser compensado com débito:

-​ Não pode compensar um crédito do DF com um débito da União - competências distintas


-​ Um crédito objeto de contestação/impugnação que não transitou em julgado não pode ser
compensado.
-​ Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação
judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial.
TRANSAÇÃO

Positivo para o fisco e para o contribuinte

Lei 13.988/2020

Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária
celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente
extinção de crédito tributário.

​ Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada caso.
05/06

IV - REMISSÃO

-​ É o perdão parcial ou total do crédito tributário


-​ Pode ser aplicada tanto aos tributos quanto às multas, desde que haja lei autorizativa
-​ não se confunde com a anistia A anistia é uma hipótese de exclusão do crédito relativa a multa, ou
seja, a anistia é o perdão legal apenas da penalidade pecuniária (sanção/multa), conforme o art. 175
do CTN. A anistia vem antes do lançamento
-​ A remissão perdoa tanto o tributo quanto a multa
-​ A anistia impede o lançamento da multa
-​ A lei que impede o lançamento do tributo é isenção (dispensa legal do pagamento do tributo)
-​ a remissão ocorre após o lançamento
-​ críticas: formas de fomentar o inadimplemento, beneficia o mau pagador
V - PRESCRIÇÃO E DECADÊNCIA

ART. 173 E 174 DO CTN

-​ Existem para garantir a segurança jurídica. um crédito não pode ficar


-​ Decadência: lançamento extemporâneo (cobrança administrativa do crédito)
-​ Prescrição: execução fiscal extemporânea (cobrança fiscal do crédito)
-​ Decadência: é a perda do direito do fisco cobrar administrativamente o crédito tributário.
-​ STJ: uma vez extinto o crédito, o contribuinte tem direito à repetição de indébito. Cabe ação de
repetição de indébito se o contribuinte pagar um crédito prescrito ou que já decaiu
-​ Decadência (art. 173): perda do direito do fisco lançar
DECADÊNCIA

-​ Art. 173 do CTN (Ex: FG ocorreu em 05/06/2024 - começa 1º JAN/2025 até 31/12/30 - 5 anos) (regra
geral)
-​ 150, $4º, CTN (Ex: FG ocorreu em 05/06/24, começa nesta data e termina em 05/06/29)
-​ A decadência se suspende? se interrompe? Não há hipótese de suspensão; Quanto a hipótese
interruptiva, tem uma controvérsia: art. 173, II - anulação por vício formal. Mais 5 anos para lançar de
novo depois da anulação por vício formal. Hipótese de interrupção para alguns autores.
-​ Ler súmula 436 STJ - tributo declarado é tributo lançado
PRESCRIÇÃO

-​ é a perda do direito do fisco cobrar judicialmente o crédito (execução fiscal)


-​ Suspende? Se interrompe?
-​ Não há hipótese suspensiva no CTN, mas o STJ entende as hipóteses do art. 151 se aplicam e
suspendem (volta a contar de onde parou)
-​ As hipóteses interruptivas estão no art. 174, parágrafo único. (interrupção volta a contar do zero)
-​ enquanto não houver a decisão definitiva, o crédito está com a exigibilidade suspensa.

Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua
constituição definitiva.

Parágrafo único. A prescrição se interrompe:


I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de
2005)

​ II - pelo protesto judicial;

​ III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

​ IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito
pelo devedor.
12/06

PRESCRIÇÃO

Parágrafo único. A prescrição se interrompe:

I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de
2005)

​ II - pelo protesto judicial;

​ III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;

​ IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito
pelo devedor.

-​ As hipóteses de interrupção da prescrição estão previstas no art. 174 do CTN


-​ Devolver a integralidade do prazo. zerar o prazo e começar de novo
-​ só existe uma hipótese interruptiva que é extrajudicial - termo de confissão de dívida. ex:
parcelamento, é causa de interrupção.
-​ Tanto a prescrição quanto a decadência são temas reservados à LC, art. 146 da CF/88 ( Art. 146. Cabe
à lei complementar: III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente
sobre: b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;)
-​ A prescrição intercorrente não se confunde com a execução fiscal extemporânea (ART. 174 ctn). a
fundamentação jurídica é o art. 40 da LEF (lei 6830)
-​ sum. 314/STJ: "Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um
ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição qüinqüenal intercorrente".
-​ Não confundir arquivamento de execução fiscal com o tempo

CONVERSÃO DE DEPÓSITO EM RENDA

-​ Só existe quando o contribuinte é vencido, a Fazenda ganhou.


-​ o depósito é uma faculdade do contribuinte (SV 28)
-​ SV 21
-​ se o contribuinte é vencido, o valor que depositou vai para o erário, para a Fazenda que ele litiga
-​ só existe quando o contribuinte optar pelo depósito e quando após o trânsito em julgado, o
contribuinte é vencido.
-​ vantagem do depósito: evitar a fluência de juros e multa
-​ vale também para ações do contribuinte

VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus
§§ 1º e 4º;

-​ só deve ser aplicado aos tributos sujeitos ao pagamento por homologação ( ex: IR)
-​ cuidado: quando o lançamento é por homologação, não é o mero pagamento antecipado que
extingue, mas a sua homologação, sob pena de homologação tácita.

VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164;

-​ Após o trânsito em julgado, o objeto da ação é o pagamento. Toda ação deve ser acompanhada do
depósito.
-​ Depósito: Exigibilidade de crédito suspensa até o trânsito em julgado. após o trânsito em julgado, esse
valor será convertido.
-​
-​

IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não
mais possa ser objeto de ação anulatória;

X - a decisão judicial passada em julgado.

-​ Não cabe mais recurso na esfera administrativa


-​ FAVORÁVEL ao contribuinte

XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei.

-​ só para bens imóveis, com pagamento da dívida. Não cabe para bens móveis.
-​ STJ: não cabe dação em pagamento na fase de execução fiscal, pq a dação é a entrega voluntária do
bem. na execução fiscal a entrega é coercitiva.
-​ Impedir o ajuizamento da execução fiscal
-​ só existe fraude contra a Fazenda Pública, se o crédito já foi inscrito em dívida ativa

Art. 185. Presume-se fraudulenta a alienação ou oneração de bens ou rendas, ou seu começo, por
sujeito passivo em débito para com a Fazenda Pública, por crédito tributário regularmente inscrito
como dívida ativa. (CAUTELAR FISCAL - peça exclusiva da Fazenda)

Denúncia espontânea

-​ É uma causa de exclusão da multa desde que: i) ocorra antes do lançamento; ii) seja acompanhada do
pagamento.
-​ é um bônus para o contribuinte que confessa
-​ Não existe denúncia espontânea após o lançamento

Art. 138. A responsabilidade é excluída pela denúncia espontânea da infração, acompanhada, se for o caso, do
pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade
administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração.

​ Parágrafo único. Não se considera espontânea a denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de fiscalização, relacionados com a infração.

Artigos teste:
art. 130 - quem comprou a casa. sub rogam na pessoa do adquirente. dentro dos últimos 5 anos, está, SALVO
prova de quitação (certidão negativa de débito)

art. 121, 122 a 126, 128 - sujeição passiva. quem é o sujeito passivo? O responsável tributário é reservado à Lei,
NÃO pode o contrato mudar o responsável. Ex: filhos, tutores. incapacidade tributária passiva independe da
capacidade civil

art. 133; art. 135 e 137

art. 173, 174 e 175 - bastante prescrição.

art. 156

art. 160

art. 169, caput - Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a
restituição.

-​ se requerer a devolução na esfera adm. e se o seu pedido de restituição, se o pedido for indeferido, vc
entra com a ação anulatória e o prazo é de 2 anos!
-​ VANTAGEM DA ESFERA ADM: NÃO TEM CUSTAS, HONORÁRIOS, MAIS CÉLERE. se indeferir, tem dois
anos para ir para o judiciário.

SUM. 430/ STJ - O inadimplemento da obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a
responsabilidade solidária do sócio-gerente.

SUM. 435/ STJ - Presume-se dissolvida irregularmente a empresa que deixar de funcionar no seu domicílio
fiscal, sem comunicação aos órgãos competentes, legitimando o redirecionamento da execução fiscal para o
sócio-gerente.

SV 50 - Norma legal que altera o prazo de recolhimento de obrigação tributária não se sujeita ao princípio da
anterioridade.

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