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Lei 6189/74 e Direitos Ambientais

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DIVERSIDADE, CIDADANIA E

DIREITOS

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Prof. Ms. Larissa Costa Borges


CONCEITOS EM DIREITO AMBIENTAL

* O meio ambiente é tratado sob quatro aspectos:


a) meio ambiente natural: é constituído pelo solo, água,
ar atmosférico, flora e fauna, tutelado pelo caput do
art. 225 da CF e § 1º, I e VII desse mesmo artigo.

b) meio ambiente artificial: é compreendido pelo espaço


urbano construído, consistente no conjunto de
edificações (chamado espaço urbano fechado), e
pelos equipamentos públicos (espaço urbano
aberto), recebe tratamento constitucional em
diversas passagens, art. 225; art. 182; art. 21, XX e
art. 5º, XXIII.
CONCEITOS EM DIREITO AMBIENTAL

c) meio ambiente cultural: patrimônio histórico, artístico,


arqueológico, paisagístico, turístico, que embora artificial, em
regra, como obra do homem, difere pelo sentido de valor
especial, previsto na CF, art. 216 e seus incisos. Traduz a
história de um povo, a sua formação, cultura e, portanto, os
próprios elementos identificadores de sua cidadania.

d) meio ambiente do trabalho: local onde as pessoas desempenham


suas atividades laborais (remuneradas ou não), cujo equilíbrio
está baseado na salubridade do meio e na ausência de
agentes que comprometam a incolumidade físico-psíquica dos
trabalhadores, independente da condição que ostentem
(homens ou mulheres, maiores ou menores de idade,
celetistas, servidores públicos, autônomos, etc), tutelado na
CF art. 200, VIII e art. 7º, XXII.
CONCEITOS EM DIREITO AMBIENTAL

4 – Conceito legal

* Definido pela Lei 6938/81

* “Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-


se por:

I - meio ambiente, o conjunto de condições, leis,


influências e interações de ordem física, química e
biológica, que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas;”
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E O MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL, o art. 225:


“bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida’”.

- bens de uso comum do povo: embora pertencentes a


um ente público, estão franqueados a todos, tais
como mares, rios, estradas, ruas, praças, sendo
inalienáveis e imprescritíveis, são bens difusos
- titularidade no próprio povo (coletividade).
- indisponibilidade e insuscetibilidade de apropriação: pelo
próprio Estado ou particulares.
- bem difuso de uso comum do povo, incorpóreo,
indisponível e insuscetível de apropriação.
A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E O MEIO AMBIENTE

Recursos ambientais apropriáveis e utilizáveis (fins


econômicos):

- elementos corpóreos que compõem o meio ambiente


e os bens ambientais (como as florestas, os solos,
as águas, em certos casos os exemplares da fauna
e da flora, determinados bens móveis e imóveis
integrantes do patrimônio cultural)
- de acordo com condicionamentos, limitações e
critérios previstos em lei.
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente


ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se
ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo
e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe
ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais
e prover o manejo ecológico das espécies e
ecossistemas; (Lei 6938/81 e Lei 9985/2000)
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225... § 1º...


II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio
genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à
pesquisa e manipulação de material genético; (Lei 6938/81 e
Lei 9985/2000 e Lei 11516/2007 e Lei 11105/2005)
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços
territoriais e seus componentes a serem especialmente
protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas
somente através de lei, vedada qualquer utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua
proteção; (Lei 9985/2000, Res Conama 428/2010 e LC
140/2011)
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225... § 1º...


IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade; (Res Conama 01/86 e 237/97 e 428/2010 e Lei
6938/81 e Lei 11105/2005)
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de
técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a
vida, a qualidade de vida e o meio ambiente; (Lei 11105/2005)
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino
e a conscientização pública para a preservação do meio
ambiente; (Lei 6938/81 e Lei 9795/99)
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225... § 1º...


VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as
práticas que coloquem em risco sua função ecológica,
provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a
crueldade. (Lei 9605/98 e Lei 5197/67 e Lei 12651/2012)

§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a


recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução
técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da
lei. (Dec-lei 227/67,
Dec 97632/89 e Normas DNPM)
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225... § 1º...


§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio
ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas,
a sanções penais e administrativas, independentemente da
obrigação de reparar os danos causados. (Lei 6938/81 e Lei
9605/98 e Dec 6514/2008)
§ 4º - A Floresta Amazônica brasileira (Dec 6321/2007), a Mata
Atlântica (Lei 11428/2006), a Serra do Mar, o Pantanal Mato-
Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto
ao uso dos recursos naturais. (Lei 7804/89)
PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DE
MEIO AMBIENTE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

Art. 225... § 1º...

§ 5º - São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos


Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção
dos ecossistemas naturais. (Dec-lei 9760/46, art. 1º, f)

§ 6º - As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua


localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas. (Lei 4118/62, Lei 6189/74, Lei 6453/77 e Dec
1809/80)
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

1 Princípio do acesso eqüitativo aos recursos naturais

- bens naturais devem satisfazer as necessidades


comuns de todos.
- estabelecer a razoabilidade da utilização dos
recursos naturais.
- negar o uso quando for necessário para evitar o
exaurimento dos recursos naturais.
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

2 Princípio do poluidor-pagador

- fundamento legal na interpretação conjunta do art.


225, § 3º CF e art. 4º, VII e art. 14, § 1º ambos da Lei
6938/81.

- obriga o poluidor a pagar pela poluição que possa ou já


foi causada em razão de sua atividade.

- cobrança para investimentos na prevenção do uso.

- responsabilização do poluidor obrigando-o a reparar o


dano.

- O pagamento não autoriza a poluição.


PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

3 Princípio do direito à sadia qualidade de vida

- surgiu em 1972, na Conferência de Estocolmo, na


qual definiu-se que o homem tem direito
fundamento a adequadas condições de vida, em um
meio ambiente de qualidade.
- Conferência Rio/92 reforçou o princípio ao
reconhecer que os seres humanos têm direito a uma
vida saudável.
- saúde do ser humano leva em consideração os
elementos da natureza para garantir a sanidade
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

4 Princípio do usuário-pagador

- fundamento Lei 6938/81 (PNMA)


“Art. 4º - A Política Nacional do Meio Ambiente
visará:
VII - à imposição, ao poluidor e ao predador, da
obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos
causados e, ao usuário, da contribuição pela
utilização de recursos ambientais com fins
econômicos.”
- autoriza a cobrança pelo uso dos recursos
naturais.
- usuário dos recursos naturais deve suportar o
conjunto de custos destinados a tornar possível a
utilização pretendida.
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

7 Princípio do desenvolvimento sustentável

- 1983 a ONU criou a Comissão Mundial sobre Meio


Ambiente e Desenvolvimento
- 1987, a Comissão recomendou a criação de uma nova
carta ou declaração universal sobre a proteção
ambiental e o desenvolvimento sustentável - o
Relatório Brundtland (“Nosso Futuro Comum”)
- integrar o desenvolvimento econômico à questão
ambiental, como uma nova forma de progredir.
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

7 Princípio do desenvolvimento sustentável:

Medidas de política pública:


a) limitar do crescimento populacional;
b) garantir de alimentação em longo prazo;
c) preservar a biodiversidade e os ecossistemas;
d) diminuir o consumo de energia e desenvolver de
tecnologias que admitem o uso de fontes energéticas
renováveis;
e) aumentar a produção industrial nos países não-
industrializados à base de tecnologias ecologicamente
adaptadas;
f) controlar urbanização selvagem.
PRINCÍPIOS EM DIREITO AMBIENTAL

7 Princípio do desenvolvimento sustentável

- considerar os problemas ambientais dentro de um


processo contínuo de planejamento, atendendo-se
adequadamente às exigências de ambos e
observando-se a suas interrelações particulares a
cada contexto sociocultural, político, econômico e
ecológico, dentro de uma dimensão espaço-tempo.
- política ambiental deve ser um dos instrumentos do
desenvolvimento, ao propiciar a gestão racional dos
recursos naturais.
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
PNMA (Lei nº 6.938/81)
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
PNMA (Lei nº 6.938/81)

Artigo 2o: PRINCÍPIOS:

- equilíbrio ecológico;

- racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar;

- planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais;


- proteção dos ecossistemas;

- controle e zoneamento das atividades potencial ou


efetivamente poluidoras (art. 9º, I);
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
PNMA

Art. 9o: INSTRUMENTOS

- estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; (efluente


Res Conama 357/2005; águas subterrâneas Res Conama 396/2008)
- zoneamento ambiental (CF, art. 21, IX; Lei 6.803/90 – zoneamento
industrial; Lei 8.171/91, art. 102 - solo agrícola é considerado
patrimônio natural; Lei 9985/2000 – zoneamento ambiental);
- avaliação de impactos ambientais (CF, art. 225, § 1º, IV);
- licenciamento e revisão de atividades efetiva ou potencialmente
poluidoras (arts. 10 e 17, Decreto no. 99.274/90).
- sistema nacional de informação sobre meio ambiente; (Lei
10650/2003)
POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
PNMA

Art. 9o: INSTRUMENTOS

- cadastro técnico federal de atividades potencialmente poluidoras


e/ou utilizadoras de recursos naturais (Lei 10.165/2000 – TCFA e
Lei Estadual 14.384/2002 – TFAGO);
- penalidades disciplinares ou compensatórias ao não-cumprimento
das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação
ambiental (CF, art. 225, § 3º e Lei 9.605/98 e Decreto
6.514/2008);
- instituição do RQMA - Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a
ser divulgado anualmente pelo IBAMA;
- garantia de prestação de informações relativas ao meio ambiente
(Lei 10.650/2003, Resoluções CONAMA 01/86, 09/87 e 237/1997
– audiências públicas).
POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
PNMA

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

- Instrumento da PNMA
- Construção, instalação, ampliação e funcionamento
de estabelecimentos e/ou atividades utilizadoras de
recursos ambientais,
- Efetiva ou potencialmente poluidores,
- Aqueles que, sob qualquer forma, fossem capazes de
causar degradação ambiental, dependem de prévio
licenciamento.
POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
PNMA

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Competência: (CONAMA, Res. 237/97):


- UNIÃO – impacto na zona de fronteira do Brasil com
outros países; na fronteira de Estados
- ESTADOS e DISTRITO FEDERAL – impacto regional
- MUNICÍPIOS – impacto local
(Em Goiás, Resolução 69/2006 CEMAm, descentraliza
licenciamento ambiental)
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

a) Conceito (art. 1º, I, Res. CONAMA 237/97):


“procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental
competente licencia a localização, instalação, ampliação e a
operação de empreendimentos ou atividades utilizadores de
recursos ambientais, considerados efetiva ou potencialmente
poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar
degradação ambiental, considerando as disposições legais e
regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.”

b) Licença ambiental (Lei 6938/81, art. 9º, IV e art. 10 e Res. CONAMA


237/97, art. 1º, II):
“ato administrativo pelo qual o órgão ambiental estabelece as
condições, restrições e medidas de controle ambiental que
deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou
jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar
empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos
ambientais.”
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

O procedimento de licenciamento ambiental envolve três


tipos de licenças ambientais:

1º - LICENÇA PRÉVIA (LP):


- outorgada após análise do projeto de localização, visando
confirmar o licenciamento como instrumento preventivo
do controle e planejamento ambiental, compatibilizando
atividades
- viabilidade ambiental e técnica do empreendimento, sua
adequação às normas de uso do solo, de edificações,
definição de parâmetros para lançamento de resíduos
líquidos, sólidos, gasosos, além de estabelecer as
diretrizes para apresentação dos projetos ambientais.
- não autoriza o início das obras de implantação do
empreendimento.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

1º - LICENÇA PRÉVIA (LP):

∙ são levantados os impactos ambientais e sociais prováveis do


empreendimento;
∙ são avaliadas a magnitude e a abrangência de tais impactos;
∙ são formuladas medidas que, uma vez implementadas, serão
capazes de eliminar ou atenuar os impactos;
∙ são ouvidos os órgãos ambientais das esferas competentes;
∙ são ouvidos órgãos e entidades setoriais, em cuja área de
atuação se situa o empreendimento;
∙ são discutidos com a comunidade, caso haja audiência pública,
os impactos ambientais e respectivas medidas mitigadoras e
compensatórias;
∙ tomar decisão a respeito da viabilidade ambiental do
empreendimento.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

2º - LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI):


- emitida para a instalação do empreendimento ou atividade,
avaliando os planos e programas e projetos aprovados.
- validade compatível com o cronograma de instalação e máxima
de 06 anos
- não autoriza o funcionamento da atividade e admite
renovação que deverá ser requerida ainda na vigência da
licença anterior.

Ao conceder a LI, o órgão gestor de meio ambiente terá:


∙ autorizado o empreendedor a iniciar as obras;
∙ concordado com as especificações constantes dos planos,
programas e projetos ambientais, seus detalhamentos e
respectivos cronogramas de implementação;
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

2º - LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI):

∙ verificar o atendimento das condicionantes


determinadas na licença prévia;
∙ estabelecer medidas de controle ambiental, com
vistas a garantir que a fase de implantação do
empreendimento obedecerá aos padrões de
qualidade ambiental estabelecidos em lei ou
regulamentos;
∙ fixar as condicionantes da licença de instalação
(medidas mitigadoras e/ou compensatórias).
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

3º - LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO):


- concedida para o funcionamento da atividade, adotando as
medidas de controle e condicionantes técnicas previstas para a
operação do empreendimento
- validade mínima de 4 anos e máxima de 10 anos ou prazo de
validade definido pelo órgão licenciador, com base na natureza
e peculiaridade do empreendimento
- características básicas:
1. é concedida após a verificação, pelo órgão ambiental, do
efetivo cumprimento das condicionantes estabelecidas
2. contém as medidas de controle ambiental (padrões ambientais)
que servirão de limite para o funcionamento do
empreendimento ou atividade; e
3. especifica as condicionantes, na licença ambiental.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

EIA: Estudo de Impacto Ambiental


RIMA: Relatório de Impacto no Meio Ambiente
Estes dois documentos, que constituem um conjunto,
objetivam avaliar os impactos ambientais decorrentes da
instalação de um empreendimento e estabelecer
programas para monitoramento e mitigação desses
impactos.
- RIMA é de acesso público
- EIA contém maior número de informações sigilosas a
respeito da atividade.
- equipe multidisciplinar, pois deve considerar o impacto da
atividade sobre os diversos meios ambientais: natureza,
patrimônio cultural e histórico, o meio ambiente do
trabalho e o antrópico.
- princípio da publicidade (audiências públicas)
ZONEAMENTO AMBIENTAL

É um instrumento de planejamento, normalmente


preventivo, que possibilita a ocupação e uso do espaço
de maneira a conduzir ao desenvolvimento sustentável
e à preservação do meio ambiente.
Objetiva disciplinar de que forma será compatibilizado o
desenvolvimento industrial, as zonas de conservação da
vida silvestre e a própria habitação do homem, tendo
em vista sempre, como já frisado, a manutenção da vida
com qualidade às presentes e futuras gerações.
Tipos de Zoneamento:
- Industrial
- Agro-Ecológico
- para Pesquisa Ecológica
- Áreas de Proteção Ambiental (APA)
ZONEAMENTO AMBIENTAL

Ao distribuir espacialmente as atividades


econômicas, o zoneamento ambiental levará em
conta:
- a importância ecológica
- potencialidades, limitações e fragilidades dos
ecossistemas
- estabelecer vedações, restrições e alternativas de
exploração do território
- determinar, sendo o caso, atividades incompatíveis.
- promoção do desenvolvimento sustentável.

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