Como são sabões, os sabonetes sólidos espumam e retiram sujeiras corporais (compostas por óleos, gorduras, micro-organismos
etc.). Para produzir um sabonete sólido, são utilizados como componentes básicos: • Gorduras ou Óleos; • Barrilha (carbonato de
sódio) ou hidróxidos (de sódio ou potássio); • Essência. a) Processo químico de formação de um sabonete sólido: O sabonete sólido
é obtido a partir de um processo reacional denominado de reação de saponificação. Nessa reação, o óleo ou a gordura reage com o
componente básico, formando um sal, como podemos observar na equação de saponificação representada abaixo: equação.
Podemos observar na equação acima que o triglicerídeo (que pode ser um óleo ou gordura) reage com a substância básica, sendo
desintegrado em três estruturas. As três estruturas formadas no rompimento recebem um átomo do metal (sódio ou potássio)
proveniente do composto básico, sendo classificadas como sais. Além do sal, também temos a formação da substância glicerina. O
sal formado na saponificação apresenta uma região polar (vermelha) e uma região apolar (azul), como demonstrado na estrutura
abaixo: Regiões polar e apolar em um sabão por apresentar uma região polar e outra apolar, o sabonete consegue realizar a função
de limpeza, pois interage com as mais variadas substâncias. b) Características químicas de cada componente utilizado na produção
do sabonete sólido: • Gorduras: São compostos químicos (lipídios) originados a partir da reação entre o glicerol (álcool) e ácidos
graxos saturados ou insaturados, que apresentam cadeias longas, contendo um grupo carboxila em uma das extremidades. Equação
que representa a formação de uma gordura. Um lipídio só é considerado uma gordura quando pelo menos dois dos três grupos
(ramificações) presentes na estrutura são saturados (apresentam apenas ligações do tipo simples). Abaixo temos um exemplo da c
adeia de uma gordura: Fórmula estrutural de uma gordura. Por terem uma maior quantidade de ramificações saturadas, as gorduras
possuem um ponto de fusão elevado e, por isso, são encontradas sempre no estado sólido em temperatura ambiente. • Óleos: São
compostos químicos (lipídios) originados a partir da reação entre o glicerol. (álcool) e ácidos graxos saturados ou insaturados, que
apresentam cadeias longas, contendo um grupo carboxila em uma das extremidades. Equação que representa a formação de um
óleo. Um lipídio só é considerado um óleo quando pelo menos dois dos três grupos (ramificações) presentes na estrutura são
insaturados (apresentam uma ou mais insaturações) abaixo: Fórmula estrutural de um óleo. Por terem uma maior quantidade de
ramificações saturadas, os óleos possuem um ponto de fusão mais baixo e, por isso, são encontradas sempre no estado líquido em
temperatura ambiente. • Álcalis: Os álcalis são as substâncias básicas utilizadas na produção do sabonete. Os mais utilizados são:-
Hidróxido de sódio (NaOH): Substância iônica (formada por ligação iônica), denominada de base de Arrhenius, que apresenta cor
branca (leitosa) e estado físico sólido, sendo extremamente reativa e corrosiva, além de ser higroscópica (absorve a umidade do ar).-
Hidróxido de potássio (KOH): Substância iônica (formada por ligação iônica), denominada de base de Arrhenius, que apresenta cor
branca (opaca ou transparente) e estado físico sólido, sendo extremamente tóxica e corrosiva. - Carbonato de sódio (NazCO3):
Substância iônica (formada por ligação iônica), denominada de sal de Arrhenius, que apresenta cor branca (translúcido) e estado
físico sólido.• Essências:• As essências, de uma forma geral, são os produtos utilizados para fornecer um odor agradável ao sabonete
sólido. Quimicamente falando, são grupos de substâncias que possuem grupos funcionais de álcoois, ésteres e cetonas, além de
terpenos (compostos orgânicos que apresentam cadeias longas de dez a quinze carbonos). O processo para se obter o sabão é
uma das mais antigas reações químicas, com os primeiros registros de um material semelhante ao sabão atual, encontrados em uma
placa de argila, com aproximadamente 2.800 a.C., na região do Iraque. A produção do sabão ocorre por meio da reação entre um
ácido graxo (gorduras ou óleos vegetais), com um material alcalino, de caráter básico. Os primeiros sabões eram misturas de
gorduras de animais (sebo), como o material graxo, com as cinzas de madeiras, que possuem substâncias alcalinas. Esta reação é
conhecida como saponificação ou hidrólise alcalina. A partir da reação de saponificação, diferentes tipos de sabões podem ser
obtidos e apresentaram propriedades distintas. Os sabões produzidos com o hidróxido de sódio são mais duros, já os produzidos
com hidróxido de potássio (KOH) são mais moles ou até mesmo líquidos. A limpeza proporcionada pelo sabão é possível porque a
sua estrutura é composta por uma parte polar e outra apolar. A cadeia apolar formada por hidrocarbonetos (-CH2) se sente atraída
por óleos (apolar) e a extremidade polar (contendo íons) interage com a água. Então a molécula COONa é polar e hidrofílica (reage
com água) e a cadeia de hidrocarbonetos é hidrofóbica (tem aversão à água). Assim, é possível que se forme uma emulsão (mistura)
caracterizada pela espuma. É a partir dessa interação entre os componentes do sabão que se torna possível limpar superfícies
cheias de gordura. Os óleos são importantes componentes na fabricação da base para sabões sólidos. São líquidos a temperatura
ambiente e ajudam a aumentar a espuma e a suavidade do sabão. Os óleos mais utilizados para fazer sabão são: óleo de algodão,
óleo de amêndoas doces, óleo de babaçu, óleo de canola, óleo de soja, óleo de oliva e óleo de mamona. Assim como as gorduras, os
óleos também têm composição diferente entre si e produzem sabões com propriedades distintas. Óleo de algodão: tem espuma
oleosa, abundante e de média durabilidade, com boa propriedade de limpeza; tem uma ação moderada sobre a pele, saponificação
razoavelmente fácil e o seu sabonete sólido varia de macio para duro, no quesito dureza. Óleo de oliva: tem uma espuma gordurosa,
pequena e persistente, com propriedade de limpeza de regular para boa; tem uma ação muito moderada, saponificação
razoavelmente fácil e o seu sabonete sólido é muito macio. Óleo de mamona: tem uma espuma espessa e duradoura, com
propriedade de limpeza regular; tem uma ação moderada, saponificação muito fácil e o seu sabonete sólido é macio. Portanto, a
escolha da matéria-prima é muito importante, pois impactará diretamente nas propriedades físico-químicas e organolépticas dos
sabões produzidos. DETERGENTES: os detergentes são substâncias químicas formadas por uma mistura de compostos orgânicos
capazes de emocionar óleos e manter a sujeira em suspensão. É um agente de limpeza que atua em diversas superfícies sem
danificá-las. Tensoativos ou sulfactantes: são substâncias presentes nos detergentes, possuem propriedades essenciais para que
ocorra interação entre o detergente, água e gordura. Foram desenvolvidos durante o a primeira e a segunda Guerra Mundial a partir
do petróleo para suprir a falta de óleos animais e vegetais, muito utilizados para produção de sabão. desde então, o petróleo passou
a ser uma substância estratégica para fabricação de diversos materiais. Atualmente, os tensoativo são produzidos de diversos
produtos provenientes da petroquímica (derivados do petróleo) e da óleoquímica (derivados de lipídios). São elaborados para
atuarem em diversas condições, sendo menos afetadas que os sabores pelos minerais (sais de cálcio e magnésio) que promoveu o
aumento da dureza na água, característica importante para que ocorra uma limpeza satisfatória. São capazes de diminuir a tensão
superficial da água possibilitando a interação. Quimicamente os intensivos apresentam na sua estrutura uma parte apolar (hidrofobia)
e uma parte polar (hidrofílica). A região polar interage com a água. Esse mecanismo permite que o detergente forme micelas e
consequentemente, reduza a limpeza. Estearato de sódio: para sua produção são necessários hidrocarbonetos que irão construir a
parte hidrofobia do tensoativo, de outros compostos químicos como ácidos sulfúrico, o trióxido de enxofre e o dióxido de etileno que
participar na formação da parte hidrofílica da molécula. Algumas bases (álcalis) como hidróxido de sódio hidróxido de potássio
também são utilizadas na fabricação dos tensoativos. Os tensoativos podem ser aniônicos, catiônicos, anfóteros ou não iônicos.
Esses tensoativos são aplicados em cosméticos, shampoos, pasta de dente, materiais de limpeza e outros. Devido à sua ampla
aplicação os detergentes são lançados no meio ambiente constantemente, participando da poluição dos rios e do solo. Os
tensoativos são responsáveis pela espuma nos rios afetando as propriedades físico químicas do solo, os seres vivos que habitam
nesse ecossistema, permanecendo no ambiente por longos períodos. Com isso é de grande importância investir em materiais
alternativos como os biodegradáveis, afim de contribuir para a não degradação ambiental. COMPOSTOS TENSOATIVOS: os
compostos tensoativos ou sulfactantes são substâncias orgânicas que apresentam como característica principal o fato de terem um
comportamento anfifílico, ou seja, podem interagir tanto com substâncias polares quanto apolares. Essa propriedade é explicada pelo
fato dessas moléculas apresentarem uma região hidrofóbica (cadeia carbônica) e outra hidrofílica. A parte hidrofóbica interage com a
substâncias apolares e a hidrofílica ou iônica com substâncias polares. TIPOS DE DETERGENTES: existem três tipos de detergentes
de limpeza em geral, detergente neutro, detergente alcalino, detergente ácido. Detergente NEUTRO: os detergentes neutros são os
mais versáteis e utilizados na limpeza diária são adequados para lavar a louça e roupas e também são muito utilizados em ambientes
comerciais. Com o PH estabilizado em 7, são ideais para remoção de sujeiras leves como poeiras e resíduos não oleosos. Sua ação
suave não danifica superfícies delicadas, tornando-os adequados para escritórios, hotéis, área comum e outros ambientes
comerciais. Os detergentes neutros podem ser aplicados em diversos materiais como Cerâmicas, Porcelanato, Laminados, madeira,
mármore. Detergentes ALCALINOS: são extremamente eficazes na remoção de sujeiras gordurosas e oleosas. Com o PH entre 7-
14, são ideais para cozinhas industriais, restaurantes indústrias alimentícios, esses detergentes atuam quebrando as moléculas de
gordura facilitando a limpeza. Detergentes ÁCIDOS: são indicados para a limpeza pesada, com a remoção de incrustações de
cimento, ferrugem e resíduos minerais. Com o PH entre 0-7, são adequados para banheiros, áreas pós obra e indústrias com
acúmulo de minerais. O uso inadequado de detergentes ácidos pode causar danos severos impactos ambientais, por isso, muitas
empresas e/ou indústrias buscam reduzir o uso para minimizar os riscos causados pelo mesmo. IMPORTÂNCIA DO PH dos
detergentes: o PH dos detergentes influencia diretamente na sua eficácia e na escolha do produto para cada tipo de superfície.
Detergente com cloro como por exemplo, devem ser evitados em superfícies como granito, mármore, pisos coloridos, para prevenir
manchas permanentes. Detergentes BIODEGRADÁVEIS: são detergentes formulados para minimizar o impacto ambiental, sendo
uma escolha sustentável para limpeza comercial. A redução de fosfatos em sua composição é uma medida crucial para proteger meio
ambiente. DIFERENÇA entre detergente e o sabão: os sabões e detergentes têm propriedades e origens diferentes. Enquanto os
sabores são produzidos a partir de óleos e gorduras e são biodegradáveis, os detergentes são derivados de substâncias como
petróleo e nem todos são biodegradáveis, sabões interagem com cátions na água, cálcio e magnésio, enquanto os detergentes não.
O "Tratamento de Água" é um longo processo de transformação pelo qual a água passa, até chegar em condições de uso para
abastecer a população, independente da função que ela terá. Assim, depois de captada nos rios barragens ou poços, a água é levada
para a estação de tratamento, onde passa por várias etapas, que será mais complexo dependendo das impurezas existentes na
água. Etapas de Tratamento da Água O tratamento de água é feito por químicos, biólogos, ou outros profissionais de áreas
laboratoriais, que seguem várias etapas, a saber: 1. Oxidação: a primeira etapa do processo é misturar cloro na água para oxidar os
metais presentes, principalmente o ferro e o manganês, que se apresentam dissolvidos na água. Coagulação e Floculação: a água
é misturada com o sulfato de alumínio, um coagulante que possui propriedades que ajudam a formar flocos gelatinosos, que vai servir
para unir as impurezas e facilitar sua remoção. A floculação irá agitar a água, com a ajuda de pás giratórias. Decantação: nessa
etapa, a água passa lentamente pelos decantadores, permanecendo assim de 2 a 3 horas. Esse processo facilita que os flocos de
impurezas se depositem no fundo do decantador. Filtração: após passar pelos decantadores, a água vai para os filtros, onde são
retiradas as impurezas que permanecem na água. Os filtros são formados por camadas de carvão ativado, que retira o odor e o sabor
das substâncias químicas utilizadas. Por areia, que filtra as impurezas restantes e por cascalho que tem a função de sustentar a areia
e o carão. Desinfecção: o cloro é usado para a destruição de micro-organismos presentes na água. A ozonização e a exposição à
radiação ultravioleta também podem ser usadas nesse processo. 6. Fluoretação: depois de ser filtrada, a água já está potável, nessa
etapa é adicionado cloro e o flúor para a prevenção de cáries. 7. Correção do pH: nessa etapa, se necessário, é adicionado mais cal
hidratado para a correção do pH. 8. Ortopolifosfato de Sódio: é acrescentado na última etapa, para proteger a tubulação contra a
corrosão e a oxidação. Do total da água existente no planeta, 97,5% corresponde à água salgada e o restante (2,5%) à água doce.
Destes, 68,9% estão nas calotas polares, 29,9% nos reservatórios subterrâneos, e apenas 1,2% disponíveis como águas superficiais.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 63,9% dos 5.507 municípios brasileiros têm abastecimento de água
por meio de rede de distribuição. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a falta de saneamento resulte em uma morte
infantil a cada 20 segundos. A CORSAN, preocupada com estes dados, leva água tratada para 98% da população das cidades
abastecidas pela Companhia. A água, embora indispensável ao organismo humano, pode conter substâncias (elementos químicos e
micro-organismos) que devem ser eliminados ou reduzidos a concentrações que não sejam prejudiciais à saúde. As Estações de
Tratamento de Água (ETAs) foram criadas para remover os riscos presentes nas águas das fontes de abastecimento por meio de
uma combinação de processos e de operações de tratamento. O tratamento da água superficial consiste nas seguintes etapas: -
Captação: retirada de água bruta do manancial; - Adução: caminho percorrido pela água bruta até a Estação de Tratamento de Água
Mistura rápida: adição de um coagulante para remoção das impurezas; - Floculação: onde ocorre a aglutinação das impurezas; -
Decantação: etapa seguinte, em que os flocos sedimentam no fundo de um tanque; - Filtração: retenção dos flocos menores em
camadas filtrantes; - Desinfecção: adição de cloro para eliminação de micro-organismos patogênicos; - Fluoretação: adição de
compostos de flúor para prevenção de cárie dentária; - Bombeamento para as redes e reservatórios de distribuição. A CORSAN
mantém todo o volume de água tratada dentro dos padrões de potabilidade exigidos pelo Anexo XX da Portaria de Consolidação N°
05/2017 do Ministério da Saúde através do controle de qualidade realizado nas ETAs e Poços ou Fontes por meio de 341
Laboratórios físico-químicos e 171 Laboratórios microbiológicos. Além disso, a Companhia ainda conta com um Laboratório Central o
qual complementa a execução das análises exigidas pela Legislação Federal. Esse Laboratório é acreditado pelo INMETRO segundo
os critérios da ISO 17025, que garante sua competência técnica. Nas localidades atendidas por poços e fontes, geralmente a água
subterrânea necessita apenas das etapas de desinfecção e fluoretação para torná-la potável. Por fim, a água está pronta para o
consumo, permanecendo armazenada em reservatórios fechados e impermeabilizados, para então ser distribuída para a população.
O complemento de todo esse processo é um trabalho contínuo de conservação e vigilância, com a tomada de amostras em diversos
pontos do sistema e análises físicas, químicas e biológicas, para garantir a qualidade sanitária da água a ser consumida. A água
tratada que é consumida nas casas passa por um longo percurso antes de despontar na boca da torneira. Nas cidades que contam
com uma rede de abastecimento adequada, a água é captada nos mananciais e submetida a diversos procedimentos de filtragem e
desinfecção, para só então ser distribuída para as residências. São as chamadas etapas do tratamento da água. A realização de um
processo de tratamento desde a captação em rios, lagos ou poços é fundamental, principalmente para a saúde da população. Isso
porque, com frequência, a agua dos mananciais está contaminada por vírus, bactérias e impurezas capazes de disseminar inúmeras
doenças, que vão desde cólera até gastroenterite. O ideal é que o ciclo de saneamento não pare no abastecimento. Nas cidades que
já contam com rede de esgoto, os resíduos da água que foi utilizada em casas e residências escoam para uma rede de coleta e
depois para a estação de tratamento de esgoto, onde passam por novas etapas de higienização e podem ser lançados de volta ao
ambiente sem causar danos à natureza. Hoje, estima-se que 83,3% da população brasileira já tenha acesso à água tratada. O
desafio está em universalizar essa oferta e também os serviços de esgoto, que ainda se restringem a 51,92% das pessoas.
Captação em poços x mananciais: Cada município adota diferentes técnicas para realizar o seu tratamento de água, de acordo
com as características e necessidades específicas de sua rede de abastecimento. Quando a captação acontece em poços, o
tratamento é mais simplificado, com a adição de flúor, para prevenção à cárie, e de cloro, para destruir microrganismos causadores
de doenças. Nos casos em que a captação é realizada em rios e lagos, o mais frequente é que a água seja direcionada para uma
estação de tratamento de água (ETA). Por aqui, reunimos as etapas de tratamento da água mais frequentes dentro do funcionamento
de uma ETA - nem sempre todos eles são necessários, e a estrutura do tratamento é moldada conforme a qualidade dos mananciais
-, para que você conheça pelo menos um pedaço do caminho que a água faz até chegar à sua casa. Etapas de tratamento da água
1. Captação: A água que consumimos está presente em mananciais, ou seja, rios, lagos ou fontes subterrâneas de água doce. Em
seu estado natural, ela contém resquícios de sujeira e microrganismos e, por isso, não pode ser consumida pelas pessoas em sua
forma bruta antes do tratamento, pois há o risco de contaminação por inúmeras doenças. Nessa primeira etapa, a água é captada e
direcionada a um sistema de grades que retém resíduos sólidos maiores, como galhos, lixo, entre outros. 2. Adução: A água agora é
conduzida por meio de bombas até o local do tratamento, ou seja, para a Estação de Tratamento de Água (ETA).3. Coagulação: as
partículas de impurezas presentas na água são pequenas e leves demais para sedimentar, então permanecem suspensas. Assim,
para tornar essas partículas mais pesadas, é adicionado sulfato de alumínio à água captada, um coagulante insolúvel que promove a
união desses elementos. 4. Floculação: Após a adição do coagulante, a água é submetida à agitação mecânica, para que as
impurezas formem flocos maiores e mais pesados. Nesse processo, o coagulante é dispersado mais facilmente em uma agitação
mais forte de 30 segundos. Em seguida, o agitador continua lentamente para promover a união das partículas e a formação de flocos.
Com isso, as partículas e impurezas, agora aglutinadas, maiores e mais pesadas, se depositam no fundo do tanque, facilitando a
remoção na etapa seguinte.5. Decantação: Nos tanques de decantação, os flocos de impureza formados na etapa anterior afundam e
são separados do restante do líquido. No fundo, eles formam um lodo que será posteriormente removido e descartado em aterros
sanitários. A água, agora livre das partículas sólidas, pode passar para as etapas seguintes de tratamento. 6. Filtragem: Agora, a
água deve passar por filtros formados por camadas de areia grossa, areia fina, cascalho, pedregulho e carvão. Esses materiais têm o
potencial de reter flocos que não decantaram além da completa remoção de outros resíduos menores.7. Pós-alcalinização,
desinfecção e fluoretação: Essa é uma das principais etapas de tratamento da água, pois garante a eliminação de vírus e bactérias.
Primeiro, corrige-se o pH da água. Depois, adiciona-se cloro ou ozônio para a eliminação dos microrganismos. Por fim, aplica-se
flúor, elemento importante na prevenção de cáries na população.8. Reservação: Por fim, após o processo de tratamento da água, ela
é armazenada nos reservatórios espalhados pela cidade e começa a ser distribuída à população. Esse processo garante que o
abastecimento ocorra de forma regular, além de permitir a liberação em horários de maior demanda. Benefícios de ligar um imóvel à
rede de abastecimento da cidade: Como você percebeu, dos mananciais até chegar à sua casa, há muito trabalho, pesquisa e
tecnologia envolvidos. Análises de qualidade da água são realizadas em todo o processo, da captação até a saída da estação de
tratamento. Por isso, quando o consumidor liga sua residência ou seu estabelecimento comercial à rede de abastecimento da cidade,
ele tem muitas garantias no que se refere à sua potabilidade. Maior segurança para o consumo de água Os processos de tratamento
da água têm por objetivo assegurar que esse recurso alcance elevados níveis de: • higiene: bactérias, protozoários, entre outros
microrganismos, são removidos, e a água fica livre de quaisquer resquícios de matéria orgânica que poderia gerar mau cheiro ou
contaminações; • padrão estético: a água ganha um aspecto límpido, geralmente sem cor, sabor ou odor. Se conectar à rede pública
de abastecimento dá ao consumidor a segurança sobre a origem da água que abastece o imóvel, que são as estações de tratamento
de água fiscalizadas pelo poder público e por agências reguladoras. Responsabilidade compartilhada Ao se conectar à rede pública
de distribuição de água, você se torna cliente da companhia de saneamento, com deveres como pagar a conta de água em dia, e
direitos como o de receber água tratada em casa e poder ter auxílio da companhia caso surja algum problema na distribuição. Por
meio da instalação do hidrômetro, é possível para a concessionária fazer um controle do consumo mensal de cada casa. Assim, ela
consegue mapear as necessidades dos usuários, além de planejar de investimentos futuros na rede.Para garantir a qualidade da
água após o hidrômetro, também cabe ao cliente fazer a limpeza da caixa d'água com a frequência recomendada. Consumo
consciente Além do consumo consciente de água ajudar a economizar na conta no fim do mês, ele é fundamental para o futuro do
planeta. No dia a dia, muita água acaba sendo desperdiçada em atividades corriqueiras, e com pequenas mudanças de hábitos é
possível reduzir o consumo. A economia e a preservação ambiental são belos incentivos! Algumas dicas para economizar água
dentro de casa: • Investigar a existência de vazamentos de água dentro dos imóveis; • Atenção ao tempo de banho, 5 minutos são
suficientes; • Cuidado com o desperdicio ao usar mangueiras; • Juntar uma quantidade significativa de roupas para lavar de uma vez.
Assim, manter sua casa ligada à rede de abastecimento da sua cidade é uma boa forma de garantir a qualidade da água que será
consumida pela sua família e o seu uso com consciência pela população. Colabore com o saneamento da sua cidade e contribua
para a oferta de água tratada para todos. Abordamos neste post as etapas de tratamento da água vinda de rios e outros mananciais
de água doce. Mas será que é possível retirar água potável do mar? Etapas do tratamento de esgotoVocê sabia que o esgoto é
formado, basicamente, de 99,9% de água e apenas 0,1% de sólidos e inúmeros organismos vivos, tais como bactérias, vírus, vermes
e protozoários, os quais são liberados junto com os dejetos humanos? Mesmo assim, o tratamento de esgoto é uma grande
necessidade para a proteção da saúde e para a preservação do meio ambiente. O esgoto contaminado polui rios, lagos, represas e
mares e tem potencial de causar doenças, como a esquistossomose, leptospirose e cólera. Dessa forma, nas Estações de
Tratamento de Esgoto são realizados diversos processos que vão tratar a água poluída e devolvê-la ao meio ambiente em forma de
água tratada. As principais etapas do processo de tratamento de esgoto são: Gradeamento: Nessa etapa inicial, há a retenção de
resíduos sólidos grandes. Para isso, há o uso de grades com espaçamentos entre cinco e dez centímetros. Esse processo serve
como uma primeira filtragem para facilitar a condução do esgoto por meio de bombas e tubulações. Desaneração: Responsável pela
separação dos organismos menores, dos organismos maiores. A areia vai para o fundo de um tanque e o material orgânico
permanece na superfície. Decantador primário:Há o uso de tanques que misturam o material orgânico sólido para sedimentá-lo, até
assumir a forma de lodo. Peneira rotativa: Neste processo, o material sólido é submetido a uma espécie de peneira que serve como
uma nova filtragem e separação para que o líquido seja armazenado em caçambas. Tanque de aeração: Nestes tanques, a matéria
serve de alimento para microorganismos através de um processo químico que converte resíduos orgânicos em gás carbônico.
Decantador secundário:Tanques separam sólidos em suspensão através de sedimentação e reduzem mais matéria sólida em lodo.
Adensamento do lodo:Neste procedimento, o lodo é filtrado para reduzir o volume de água para transparecer o material sólido, que
por sua vez é submetido a outros processos de filtragem. Digestão anaeróbica:Toda a matéria em forma de lodo é estabilizada por
meio de processo químico específico, incluindo a eliminação de bactérias e gases nocivos, além de ser reutilizado também como
adubo. Condicionamento químico do lodo:A matéria passa por dois processos: coagulação e desidratação.Filtro prensa de placas:
O lodo é então filtrado através de placas prensadas que fazem todo o líquido restante ser eliminado.Secador térmico: Por fim, o lodo
restante é submetido à evaporação através de altas temperaturas, eliminando significativamente mais líquido. Após a remoção de
todos os poluentes através destes processos químicos, físicos e biológicos, a água tratada pode ser finalmente reutilizada para fins
industriais ou agrícolas, não sendo ainda considerada água potável. Por isso, mesmo após o tratamento de esgoto, a água resultante
não é indicada para beber, a não ser que ocorra a utilização de filtros específicos ou então que ela seja fervida antes.Quais as formas
de tratamento da água?As principais formas de tratamento da água envolvem métodos fisicos, quimicos e biológicos, dependendo do
tipo de contaminação e do uso pretendido. Em vista disso, podemos destacar que:• Tratamento físico: utiliza processos como a
filtração e a decantação para remover particulas sólidas. Por exemplo, temos o peneiramento (para particulas maiores) e a filtração
(para impurezas menores).• Tratamento quimico: envolve a adição de produtos quimicos que ajudam a eliminar contaminantes.
Nesse caso, podemos citar acoagulação e a floculação, em que se adiciona coagulantes que aglomeram partículas. Além disso, há a
desinfecção com cloro ou ozônio, que também é um tratamento quimico.• Tratamento biológico: utiliza microrganismos para
decompor matéria orgânica presente na água, comum em estações de tratamento de esgoto, sendo eficaz na remoção de poluentes
orgânicos. Além dessas, há outras técnicas mais especificas, como a filtração por membranas (ultrafiltração ou osmose reversa) e o
tratamento por radiação UV, usadas para remover contaminantes mais dificeis ou desinfetar a água.Cada método pode ser utilizado
isoladamente ou combinado, dependendo da qualidade inicial da água e do objetivo do tratamento.Processo de tratamento da água.
O processo de tratamento da água se resume em um conjunto de etapas que transformam a água bruta (que vem de rios, lagos ou
reservatórios) em água potável, ou seja, própria para o consumo humano. Esse processo ocorre nas Estações de Tratamento de
Água (ETA) e segue algumas etapas, tais quais: 1. Coagulação e floculação: é a primeira etapa, a qual consiste na adição
derprodutos químicos, chamados coagulantes, que fazem com que as partículas de sujeira e impurezas se unam, formando "flocos".
Esses flocos são maiores e mais fáceis de remover.2. Decantação: após os flocos se formarem, a agua passa por grandes tanques
nos quais os flocos pesados se depositam no fundo. Essa fase remove a maior parte das impurezas.3. Filtração: a água, ainda
contendo particulas muito pequenas, passa por filtros de areia, carvão e cascalho, que eliminam as últimas impurezas sólidas. Esse
processo deixa a água mais limpa e transparente.4. Desinfecção: a água recebe produtos quimicos, como cloro ou tratamentos,
como radiação ultravioleta, para matar microrganismos, como bactérias e virus, garantindo que a água não cause doenças.5.
Correção de pH e fluoretação: antes de ser distribuída, é ajustado o pH da água (para evitar corrosão nas tubulações), e, em alguns
casos, adiciona-se flúor, que ajuda na prevenção de cáries. Também vale destacar que as estações têm sistemas de controle e
monitoramento para garantir que a agua tratada seja segura e adequada. pois, após todo o processo, a água tratada é armazenada e
distribuida para as casas, escolas, hospitais e empresas por meio de tubulações. Assim, são essas estações que tornam possivel o
abastecimento das cidades e a saúde pública, porquanto asseguram que a água que chega às pessoas esteja livre de
contaminaçoesTratamento da água no Brasil No Brasil, o tratamento de água ocorre nas ETA e segue um processo padronizado em
várias etapas para garantir que a água captada de rios, lagos ou reservatórios seja potável e segura para o consumo humano. Nesse
sentido, devemos voltar nossa atenção para três etapas adicionais, que e a cloração, fluoretação e correção de pH, as quais atendem
às necessidades da população frente à realidade do país:• Cloração: o cloro adicionado para eliminar microrganismos patogênicos,
como bactérias, virus e protozoários, que podem causar doenças graves, como diarreia, cólera e hepatite. • Fluoretação: e realizada
para a prevenção de cáries dentárias e é adotada em diversos países, pois ajuda a reduzir a incidência de problemas dentários na
população, beneficiando sobretudo as crianças. • Correção de pH: é feita para ajustar o nível de acidez ou alcalinidade da água, o
que ajuda proteger as tubulações da rede de distribuição contra corrosão ou incrustações, além de melhorar o sabor e a qualidade da
água, isto é, se o pH estiver muito ácido, a água pode corroer canos e liberar metais pesados; se estiver muito alcalino, pode causar
depósitos de minerais nas tubulações, dificultando o fluxo da água. O tratamento de água é um procedimento feito para garantir que a
água seja segura para o consumo humano e para outras atividades, eliminando contaminantes e agentes patogênicos. O tratamento
de água é uma etapa primordial para garantir a saúde e o bem-estar de milhões de pessoas. Imagine, por exemplo, você bebendo
uma água com coloração ou sabor estranhos ou usando-a para preparar alimentos. Não é dificil pensar nos problemas de saúde que
isso poderia causar. Nesse sentido, a água que chega às nossas casas, transparente e aparentemente limpa, muitas vezes passa por
um longo processo até se tornar própria para o consumo. Essa água, captada de rios, lagos ou represas, pode conter impurezas
invisíveis, como microrganismos, substâncias químicas e poluentes, que representam sérios riscos à saúde. Dessa forma, sem o
tratamento adequado, doenças como cólera, febre tifoide e hepatite A poderiam se espalhar facilmente, colocando em perigo a vida
de muitos. Por isso, o tratamento da água vai além de uma simples medida técnica, é basicamente um cuidado essencial para
garantir que todos tenhamos acesso a esse recurso vital de maneira segura e saudável. Resumo sobre tratamento de água • O
tratamento de água é um procedimento que garante que ela seja adequada para o consumo humano, eliminando impurezas e
agentes patogénicos.• Visa à remoção de microrganismos, como bactérias, virus e protozoários, que podem causar doenças.• O
processo também busca reduzir ou eliminar substancias químicas nocivas, como metais pesados e pesticidas. • A água tratada deve
ser segura, palatável e livre de sabores, cores ou odores indesejados. • O controle de parâmetros, como o pH e a pureza, é
necessário para proteger a rede de distribuição e garantir qualidade. • O tratamento é essencial para garantir a saúde pública e a
qualidade da água fornecida à população. O que é o tratamento da água?O tratamento da agua é o processo de remoção de
impurezas, microrganismos e substâncias indesejadas da água para torná-la própria para o consumo humano ou para outros usos,
como industrial e agricola. Processo de tratamento de água nas estações de tratamento de água (ETA). Por fim, a água, já tratada e
segura, é armazenada, em reservatórios e distribuida para as casas e empresas. O processo garante que a água atenda aos padrões
de qualidade e saúde, sendo fundamental para nossa vida cotidiana. Estações de tratamento da água. As Estações de Tratamento de
Água (ETA) são locais onde a água retirada de fontes naturais, como rios, lagos ou represas, e passa por um processo de purificação
para se tornar segura para o consumo. Nesse contexto, essas estações têm a função de remover impurezas, microrganismos e
substâncias nocivas, garantindo que a água atenda aos padrões de qualidade exigidos. Para isso, cada parte da estação é projetada
para executar uma fase do tratamento, como a separação de sólidos, a remoção de partículas menores e a eliminação de
bactérias.Qual a importância do tratamento da água? Sem sombra de dúvidas, o tratamento da água é essencial para garantir a
saúde e o bem-estar da população, visto que, sem ele, a agua que consumimos poderia conter impurezas, microrganismos e sendo
cias tóxicas, tratamento assegura que a água seja limpa, livre de agentes patogênicos e adequada para o consumo humano. Outro
ponto importante é que esse processo preserva o meio ambiente, já que evita a contaminação dos corpos hídricos, como rios e lagos.
Dessa forma, ao remover-se poluentes antes de devolver a água à natureza ou usá-la novamente, contribui-se para a
sustentabilidade dos recursos hídricos. Sem contar que uma água tratada possibilita seu uso seguro em várias atividades do dia a
dia, como cozinhar, tomar banho, limpar e irrigar plantações, Sendo assim, é uma questão que envolve não só saúde pública e
preservação ambiental como também qualidade de vida. Tratamento de água para consumo humano O tratamento da água para
consumo humano não se limita a torna-la segura do ponto de vista microbiológico e quimico, ele também busca garantir que a água
tenha características adequadas de palatabilidade, isto é, que seja agradável para beber, sem sabores, cores ou odores estranhos
que poderiam ser causados pela presença de substâncias quimicas ou minerais indesejados. Assim, o tratamento de água é um
processo abrangente, que envolve tanto a eliminação de contaminantes quanto o ajuste de suas propriedades físico-químicas,
garantindo que ela não só seja segura para o consumo humano como também adequada em termos de gosto e preservação da
infraestrutura de distribuição. Tratamento da água e do esgoto: O tratamento de esgoto é realizado em Estações de Tratamento de
Esgoto (ETE) e tem como objetivo remover a poluição e os residuos do esgoto domestico ou industrial antes de devolver essa água
tratada ao meio ambiente. Para isso, esse processo é dividido em três fases: 1. Tratamento primário (físico): o esgoto passa por
grades e peneiras para remover materiais sólidos grandes, como lixo. Depois, vai para tanques de decantação, onde sólidos menores
sedimentam no fundo. 2. Tratamento secundário (biológico): utiliza-se bactérias para decompor a matéria orgânica presente no
esgoto a fim de reduzir significativamente a poluição biológica.3. Tratamento terciário (químico): em algumas estações, há uma etapa
adicional para remover nutrientes como fosforo e nitrogénio, além de desinfetar a água com cloro ou outro agente.