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Teoria do Conhecimento: Platão e Aristóteles

O trabalho de Ricardo Niquice Júnior discute a Teoria do Conhecimento, focando nas semelhanças e diferenças entre as concepções de conhecimento de Platão e Aristóteles. A pesquisa aborda a origem, natureza e limites do conhecimento, destacando a importância da ciência e suas implicações na sociedade. O documento conclui que o ato de conhecer vai além do simples entendimento, sendo fundamental para a interação humana com a realidade.

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Ricardo
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Teoria do Conhecimento: Platão e Aristóteles

O trabalho de Ricardo Niquice Júnior discute a Teoria do Conhecimento, focando nas semelhanças e diferenças entre as concepções de conhecimento de Platão e Aristóteles. A pesquisa aborda a origem, natureza e limites do conhecimento, destacando a importância da ciência e suas implicações na sociedade. O documento conclui que o ato de conhecer vai além do simples entendimento, sendo fundamental para a interação humana com a realidade.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Teoria do Conhecimento

Ricardo Niquice Júnior

Código: 708226722

Licenciatura em Ensino de Física

Filosofia

2º Ano

Maputo, Junho de 2023


Ricardo Niquice Júnior

Código: 708226722

Teoria do Conhecimento

Trabalho de Mecanica Geral, a ser


entregue ao Instituto de Educação à
Distância da UCM, para efeitos
avaliativos na cadeira Filosofia, sob
orientação do tutor: dr José Juga João

Maputo, Junho de 2023


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(Indicação clara do 1.0
Problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0
 Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho
 Articulação e domínio do
discurso académico
Conteúdo 2.0
(expressão escrita cuidada,
Análise e coerência/ coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacionais 2.0
relevantes na área de estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e tamanho
Aspectos gerais Formatação de letra, paragrafo, 1.0
espaçamento entre linhas
Normas APA 6ª
 Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia
Recomendações de melhoria:

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1. Introdução

O presente trabalho de campo é referente à disciplina de Filosofia, tem como tema A Teoria do
Conheciment, discutir-se-a o pensamento de varios filosofos acerca da teoria do conhecimento,
nessa perspectiva, a problemática deste estudo consiste em: quais as semelhanças e diferenças
encontradas na concepção de conhecimento em Platão e em Aristóteles, dois dos maiores
representantes da filosofia Ocidental.

1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral

Procurar perceber a Teoria de Conhecimento.

1.1.2. Objectivos específicos

Analisar os niveis de conhecimento e descrever a importância, limites e perigos do


conhecimento científico.

1.2. Metodologia

Para o desenvolvimento do presente trabalho foram utilizados manuais fornecidos pala UCM
e pelo tutor, o uso das referências bibliográficas e a pesquisa na internet.
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2. A Teoria do Conhecimento

A teoria do conhecimento, ou gnosiologia, é uma área da filosofia voltada para a compreensão


da origem, natureza e a forma que tornam possível o ato de conhecer pelos seres humanos.
Como disciplina da filosofia, a teoria do conhecimento surgiu na Idade Moderna, tendo como
fundador o filósofo inglês John Locke. Gnosiologia ou gnoseologia (do grego gnosis,
"conhecimento", e logos, "discurso") está relacionada ao ato de conhecer, a partir da relação
entre dois elementos: • O SUJEITO - aquele que conhece (ser cognoscente) • O OBJETO -
aquilo que pode ser conhecido (cognoscível) Partindo dessa relação, é possível conhecer algo
e estabelecer formas distintas para o conhecimento, ou melhor, para a apreensão do objecto

Para Aristóteles, todo conhecimento principia com os sentidos ou as sensações (aisthesis), de


maneira que não há “nada no intelecto que não estivesse antes nos sentidos”: a sensação,
portanto, não é o engano ou a mentira, como dizia Platão. É a partir da memória que retemos
dados do mundo sensorial e, assim, criamos experiências a partir das quais estabelecemos
relações entre os dados sensoriais e aquilo que está na memória. A partir das experiências
passamos a elaborar os conceitos e, com a repetição de dados sensoriais, o homem cria
conclusões e expectativa

Segundo Platão, o conhecimento humano integral fica nitidamente dividido em dois graus: o
conhecimento sensível, particular, mutável e relativo, e o conhecimento intelectual, universal,
imutável, absoluto, que ilumina o primeiro conhecimento, mas que dele não se pode derivar.
A diferença essencial entre o conhecimento sensível, a opinião verdadeira e o conhecimento
intelectual, racional em geral, está nisto: o conhecimento sensível, embora verdadeiro, não
sabe que o é, donde pode passar indiferentemente o conhecimento diverso, cair no erro sem o
saber; ao passo que o segundo, além de ser um conhecimento verdadeiro, sabe que o é, não
podendo de modo algum ser substituído por um conhecimento diverso, errôneo.
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2.1. Representantes da teoria do conhecimento

É importante compreender que teoria do conhecimento não trata da apreensão de cada objeto
especificamente, mas das condições gerais para o conhecimento humano e sua relação com
tudo aquilo que pode ser conhecido (a totalidade dos objetos). Como dito anteriormente, a
teoria do conhecimento não se ocupa dos saberes específicos, por exemplo, o saber sobre
política, futebol, artes ou química, mas em compreender como opera o ato de conhecer. Para
isso, é preciso perceber que o objeto a ser conhecido possui dois aspectos centrais. Existe fora
da mente humana, mas, por outro lado, pode ser entendido como a própria mente humana
dando sentido à realidade.

3. Perspectivas de análise do conhecimento

Na perspectiva filogenética (evolução das espécies), os estudos antropológicos e


paleontológicos dão-nos conta de uma progressiva transformação do sistema nervoso, desde
os primeiros animais invertebrados até ao Homem. Tais transformações devem-se a um
processo natural de selecção e adaptação. Assim, por exemplo, um lago ou um mar que secam
só deixam possibilidades de sobrevivência aos peixes que possam respirar o ar atmosférico.
Por outro lado, há sentidos que pelas capacidades que despertam na adaptação ao meio
precisam de evoluir. Desta forma, a confiança cada vez maior no sentido da visão revela uma
evolução biológica do peixe para o Homem, traduzindo um processo biogenético de
adaptação daquele sentido ao meio.

4. Importância, limites e perigos do conhecimento científica

Auguste Comte (1798-1857), inspirado pelo ambiente do século XVII, fez um estudo geral do
evoluir da história. Com base nos seus estudos, ele sentiu-se autorizado a formular a chamada
lei dos três estádios, segundo a qual, a humanidade, assim como o psiquismo humano,
atravessa três estádios, a saber: o teológico, o metafisico e o positivo.

Desde a segunda metade do século XVII que a cultura ocidental assiste, fascinada, aos
primeiros passos dados pela ciência e aos rápidos e francos progressos que esta realiza. São
tão surpreendentes as suas realizações que o Homem se convenceu de que, finalmente, tinha
nas suas mãos o instrumento necessário sua transformação em «senhor do Universo».
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Doravante, a ciência permitir-lhe-á o domínio não só da Natureza como também do Homem.


Confiante no poder da ciência, acreditou que ela poderia desenvolver-se desligada de qualquer
outro poder e que ela só poderia trazer benefícios para a humanidade. O bem-estar, a melhoria
das condições de Vida, a cura de todas as doenças, enfim, a felicidade seria a finalidade da
ciência. «Que tipo de relação é a do Homem com as máquinas que ele criou e com a produção
ligada a estas máquinas? Se, por um lado, se pode entender como progresso a construção
desta tecnologia, não será que esta é também um factor negativo, destruidor das relações
humanas ou das relações entre a sociedade e a Natureza?»

5. Os estados de espírito face a verdade

Segundo Aristóteles, verdade é dizer que é o que é, e que não é o que não é. Daqui podemos
concluir que a verdade é a conformidade do pensamento com o objecto ou, o mesmo é dizer, o
acordo do conhecimento com a coisa. A inteligência pode adoptar diversas atitudes perante a
verdade, correspondendo a cada um estado de espírito:

a) Estado de ignorância – Entende-se por ignorância a ausência de conhecimento. É


costume distinguir entre ignorância propriamente dita (ou culpável) e nascença
(inculpável), isto é, a carência da ciência não devida. Por exemplo, o aluno que não
sabe a lição, de facto, é um ignorante (não sabe o que devia saber); mas um sapateiro
que não sabe a fórmula química da água será um nesciente nessa matéria (pois não tem
obrigação estrita de conhecer tal assunto) mas não ignorante propriamente dito. A
ignorância pode ainda ser:
 Vencível, no caso de ser possível dominá-la por meios próprios e normais.
 Invencível, no caso contrário.

6. Positivismo e Neopositivismo

O positivismo é uma linha teórica da sociologia, criada pelo francês Auguste Comte (1798-
1857), que começou a atribuir fatores humanos nas explicações dos diversos assuntos,
contrariando o primado da razão, teologia e metafísica. Segundo Henry Myers (1966), o"
Positivismo é a visão de que o inquérito científico sério não deveria procurar causas últimas
que derivam de alguma fonte externa, mas sim, confinar-se ao estudo de relações existentes
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entre fatos que são diretamente acessíveis pela observação ". Para Comte, o método
positivista consiste na observação dos fenômenos, subordinando a imaginação à observação.
O fundador da linha de pensamento sintetizou seu ideal em sete palavras: real, útil, certo,
preciso, relativo, orgânico e simpático. Comte preocupou-se em tentar elaborar um sistema de
valores adaptado com a realidade que o mundo vivia na época da Revolução Industrial,
valorizando o ser humano, a paz e a concórdia universal.
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7. Conclusão

Tratar sobre o que é conhecimento na perspectiva filosófica incide no fato de olhar está para a
razão com o intuito de entender as coisas relacionadas à este em seu uso exíguo e sobre a
capacidade de abstração e entendimento humano, sendo o homem a ferramenta do saber, e
não ao contrário. Moraes (2014) cita que “originalmente não cabe dizer que usamos o
conhecimento para isto ou para aquilo; o conhecimento é que nos permite usar ou acessar
adequadamente qualquer coisa (MORAES, 2014, p.84)”, e dessa forma, evidencia-se a
necessidade de entender que o ato de conhecer esta além do simples fato de julgá-lo como
resultado de entendimento que seria produto das coisas enquanto matéria do saber.
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8. Referências Bibliograficas

CHAMBISSE, Ernesto Daniel; COSSA, José Francisco. Fil11 - Filosofia 11ª Classe. 2ª
Edição. Texto Editores, Maputo, 2017
Centro de Ensino a Distancia. (s/d). Modulo de Filosofia. Beira, Moçambique.

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