Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Teoria do Conhecimento
Ricardo Niquice Júnior
Código: 708226722
Licenciatura em Ensino de Física
Filosofia
2º Ano
Maputo, Junho de 2023
Ricardo Niquice Júnior
Código: 708226722
Teoria do Conhecimento
Trabalho de Mecanica Geral, a ser
entregue ao Instituto de Educação à
Distância da UCM, para efeitos
avaliativos na cadeira Filosofia, sob
orientação do tutor: dr José Juga João
Maputo, Junho de 2023
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do Subtotal
máxima
tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
Problema)
Introdução
Descrição dos objectivos 1.0
Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho
Articulação e domínio do
discurso académico
Conteúdo 2.0
(expressão escrita cuidada,
Análise e coerência/ coesão textual)
discussão Revisão bibliográfica
nacional e internacionais 2.0
relevantes na área de estudo
Exploração dos dados 2.0
Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
Paginação, tipo e tamanho
Aspectos gerais Formatação de letra, paragrafo, 1.0
espaçamento entre linhas
Normas APA 6ª
Rigor e coerência das
Referências edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia
Recomendações de melhoria:
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1. Introdução
O presente trabalho de campo é referente à disciplina de Filosofia, tem como tema A Teoria do
Conheciment, discutir-se-a o pensamento de varios filosofos acerca da teoria do conhecimento,
nessa perspectiva, a problemática deste estudo consiste em: quais as semelhanças e diferenças
encontradas na concepção de conhecimento em Platão e em Aristóteles, dois dos maiores
representantes da filosofia Ocidental.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral
Procurar perceber a Teoria de Conhecimento.
1.1.2. Objectivos específicos
Analisar os niveis de conhecimento e descrever a importância, limites e perigos do
conhecimento científico.
1.2. Metodologia
Para o desenvolvimento do presente trabalho foram utilizados manuais fornecidos pala UCM
e pelo tutor, o uso das referências bibliográficas e a pesquisa na internet.
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2. A Teoria do Conhecimento
A teoria do conhecimento, ou gnosiologia, é uma área da filosofia voltada para a compreensão
da origem, natureza e a forma que tornam possível o ato de conhecer pelos seres humanos.
Como disciplina da filosofia, a teoria do conhecimento surgiu na Idade Moderna, tendo como
fundador o filósofo inglês John Locke. Gnosiologia ou gnoseologia (do grego gnosis,
"conhecimento", e logos, "discurso") está relacionada ao ato de conhecer, a partir da relação
entre dois elementos: • O SUJEITO - aquele que conhece (ser cognoscente) • O OBJETO -
aquilo que pode ser conhecido (cognoscível) Partindo dessa relação, é possível conhecer algo
e estabelecer formas distintas para o conhecimento, ou melhor, para a apreensão do objecto
Para Aristóteles, todo conhecimento principia com os sentidos ou as sensações (aisthesis), de
maneira que não há “nada no intelecto que não estivesse antes nos sentidos”: a sensação,
portanto, não é o engano ou a mentira, como dizia Platão. É a partir da memória que retemos
dados do mundo sensorial e, assim, criamos experiências a partir das quais estabelecemos
relações entre os dados sensoriais e aquilo que está na memória. A partir das experiências
passamos a elaborar os conceitos e, com a repetição de dados sensoriais, o homem cria
conclusões e expectativa
Segundo Platão, o conhecimento humano integral fica nitidamente dividido em dois graus: o
conhecimento sensível, particular, mutável e relativo, e o conhecimento intelectual, universal,
imutável, absoluto, que ilumina o primeiro conhecimento, mas que dele não se pode derivar.
A diferença essencial entre o conhecimento sensível, a opinião verdadeira e o conhecimento
intelectual, racional em geral, está nisto: o conhecimento sensível, embora verdadeiro, não
sabe que o é, donde pode passar indiferentemente o conhecimento diverso, cair no erro sem o
saber; ao passo que o segundo, além de ser um conhecimento verdadeiro, sabe que o é, não
podendo de modo algum ser substituído por um conhecimento diverso, errôneo.
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2.1. Representantes da teoria do conhecimento
É importante compreender que teoria do conhecimento não trata da apreensão de cada objeto
especificamente, mas das condições gerais para o conhecimento humano e sua relação com
tudo aquilo que pode ser conhecido (a totalidade dos objetos). Como dito anteriormente, a
teoria do conhecimento não se ocupa dos saberes específicos, por exemplo, o saber sobre
política, futebol, artes ou química, mas em compreender como opera o ato de conhecer. Para
isso, é preciso perceber que o objeto a ser conhecido possui dois aspectos centrais. Existe fora
da mente humana, mas, por outro lado, pode ser entendido como a própria mente humana
dando sentido à realidade.
3. Perspectivas de análise do conhecimento
Na perspectiva filogenética (evolução das espécies), os estudos antropológicos e
paleontológicos dão-nos conta de uma progressiva transformação do sistema nervoso, desde
os primeiros animais invertebrados até ao Homem. Tais transformações devem-se a um
processo natural de selecção e adaptação. Assim, por exemplo, um lago ou um mar que secam
só deixam possibilidades de sobrevivência aos peixes que possam respirar o ar atmosférico.
Por outro lado, há sentidos que pelas capacidades que despertam na adaptação ao meio
precisam de evoluir. Desta forma, a confiança cada vez maior no sentido da visão revela uma
evolução biológica do peixe para o Homem, traduzindo um processo biogenético de
adaptação daquele sentido ao meio.
4. Importância, limites e perigos do conhecimento científica
Auguste Comte (1798-1857), inspirado pelo ambiente do século XVII, fez um estudo geral do
evoluir da história. Com base nos seus estudos, ele sentiu-se autorizado a formular a chamada
lei dos três estádios, segundo a qual, a humanidade, assim como o psiquismo humano,
atravessa três estádios, a saber: o teológico, o metafisico e o positivo.
Desde a segunda metade do século XVII que a cultura ocidental assiste, fascinada, aos
primeiros passos dados pela ciência e aos rápidos e francos progressos que esta realiza. São
tão surpreendentes as suas realizações que o Homem se convenceu de que, finalmente, tinha
nas suas mãos o instrumento necessário sua transformação em «senhor do Universo».
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Doravante, a ciência permitir-lhe-á o domínio não só da Natureza como também do Homem.
Confiante no poder da ciência, acreditou que ela poderia desenvolver-se desligada de qualquer
outro poder e que ela só poderia trazer benefícios para a humanidade. O bem-estar, a melhoria
das condições de Vida, a cura de todas as doenças, enfim, a felicidade seria a finalidade da
ciência. «Que tipo de relação é a do Homem com as máquinas que ele criou e com a produção
ligada a estas máquinas? Se, por um lado, se pode entender como progresso a construção
desta tecnologia, não será que esta é também um factor negativo, destruidor das relações
humanas ou das relações entre a sociedade e a Natureza?»
5. Os estados de espírito face a verdade
Segundo Aristóteles, verdade é dizer que é o que é, e que não é o que não é. Daqui podemos
concluir que a verdade é a conformidade do pensamento com o objecto ou, o mesmo é dizer, o
acordo do conhecimento com a coisa. A inteligência pode adoptar diversas atitudes perante a
verdade, correspondendo a cada um estado de espírito:
a) Estado de ignorância – Entende-se por ignorância a ausência de conhecimento. É
costume distinguir entre ignorância propriamente dita (ou culpável) e nascença
(inculpável), isto é, a carência da ciência não devida. Por exemplo, o aluno que não
sabe a lição, de facto, é um ignorante (não sabe o que devia saber); mas um sapateiro
que não sabe a fórmula química da água será um nesciente nessa matéria (pois não tem
obrigação estrita de conhecer tal assunto) mas não ignorante propriamente dito. A
ignorância pode ainda ser:
Vencível, no caso de ser possível dominá-la por meios próprios e normais.
Invencível, no caso contrário.
6. Positivismo e Neopositivismo
O positivismo é uma linha teórica da sociologia, criada pelo francês Auguste Comte (1798-
1857), que começou a atribuir fatores humanos nas explicações dos diversos assuntos,
contrariando o primado da razão, teologia e metafísica. Segundo Henry Myers (1966), o"
Positivismo é a visão de que o inquérito científico sério não deveria procurar causas últimas
que derivam de alguma fonte externa, mas sim, confinar-se ao estudo de relações existentes
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entre fatos que são diretamente acessíveis pela observação ". Para Comte, o método
positivista consiste na observação dos fenômenos, subordinando a imaginação à observação.
O fundador da linha de pensamento sintetizou seu ideal em sete palavras: real, útil, certo,
preciso, relativo, orgânico e simpático. Comte preocupou-se em tentar elaborar um sistema de
valores adaptado com a realidade que o mundo vivia na época da Revolução Industrial,
valorizando o ser humano, a paz e a concórdia universal.
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7. Conclusão
Tratar sobre o que é conhecimento na perspectiva filosófica incide no fato de olhar está para a
razão com o intuito de entender as coisas relacionadas à este em seu uso exíguo e sobre a
capacidade de abstração e entendimento humano, sendo o homem a ferramenta do saber, e
não ao contrário. Moraes (2014) cita que “originalmente não cabe dizer que usamos o
conhecimento para isto ou para aquilo; o conhecimento é que nos permite usar ou acessar
adequadamente qualquer coisa (MORAES, 2014, p.84)”, e dessa forma, evidencia-se a
necessidade de entender que o ato de conhecer esta além do simples fato de julgá-lo como
resultado de entendimento que seria produto das coisas enquanto matéria do saber.
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8. Referências Bibliograficas
CHAMBISSE, Ernesto Daniel; COSSA, José Francisco. Fil11 - Filosofia 11ª Classe. 2ª
Edição. Texto Editores, Maputo, 2017
Centro de Ensino a Distancia. (s/d). Modulo de Filosofia. Beira, Moçambique.