Condições de Acesso A Exercício Da Atividade Segur
Condições de Acesso A Exercício Da Atividade Segur
Pós Laboral
4° Ano
Discentes:
Docente:
Armindo Pinho
Este trabalho tem como tema central as condições de acesso e exercício da atividade seguradora
em Moçambique, com especial ênfase na análise do Decreto n.º 30/2011, de 11 de agosto, que
estabelece o Regulamento das Condições de Acesso e Exercício da Atividade Seguradora e da
Respetiva Mediação. Este decreto representa um instrumento fundamental na operacionalização do
Regime Jurídico dos Seguros, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 1/2010, de 31 de dezembro.
A compreensão deste tema é essencial para todos os stakeholders do mercado segurador - desde
potenciais investidores até consumidores de produtos de seguros, passando pelos profissionais do
setor e reguladores. O quadro normativo determina não apenas quem pode operar no mercado, mas
também como estas operações devem ser conduzidas, estabelecendo os direitos e obrigações dos
diversos participantes. A análise destas condições permite entender a estrutura e o funcionamento
do mercado segurador moçambicano, suas características distintivas e os desafios enfrentados
pelos operadores.
Objetivo Geral:
Objetivos Específicos:
Contextualizar o Decreto n.º 30/2011 no quadro normativo mais amplo do setor de seguros
moçambicano;
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Identificar e examinar os requisitos legais para a constituição e autorização de seguradoras e
resseguradoras;
A aprovação do Regime Jurídico dos Seguros pelo Decreto-Lei n.º 1/2010, de 31 de dezembro,
marcou um ponto de viragem, ao estabelecer um conjunto abrangente de normas para o setor. Este
regime foi subsequentemente complementado pelo Decreto n.º 30/2011, que veio regulamentar
detalhadamente as condições de acesso e exercício da atividade seguradora e de mediação.
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globais. Neste cenário, a regulação do acesso e exercício da atividade seguradora ganha especial
relevância, por estabelecer as regras do jogo e influenciar diretamente o desenvolvimento do setor.
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2. QUADRO NORMATIVO DA ATIVIDADE SEGURADORA EM MOÇAMBIQUE
2.1. Evolução histórica da legislação de seguros
A legislação de seguros em Moçambique passou por diversas fases, refletindo as transformações
políticas, econômicas e sociais do país. Inicialmente baseada no modelo colonial português,
evoluiu após a independência para um sistema estatal centralizado, e posteriormente, com a
liberalização econômica, para um quadro regulatório mais alinhado com padrões internacionais e
orientado para o mercado.
Um marco significativo nesta evolução foi a Lei n.º 5/2010, de 07 de julho, que autorizou o
Governo a aprovar o Regime Jurídico dos Seguros. Esta lei abriu caminho para uma reforma
abrangente do setor, permitindo a modernização do quadro legal e a sua adaptação às necessidades
de desenvolvimento do mercado moçambicano. A lei de autorização legislativa estabeleceu os
princípios e diretrizes que deveriam orientar o novo regime, demonstrando a importância atribuída
pelo legislador a esta matéria.
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“1. O regime jurídico previsto neste livro estabelece as condições de acesso e exercício, na
República de Moçambique, da actividade seguradora, incluindo-se nesta o resseguro e o micro-
seguro, bem como a mediação de seguros.
2. O presente regime jurídico define ainda as condições de estabelecimento no estrangeiro de
quaisquer formas de representação de seguradoras; micro-seguradoras e resseguradoras com sede
social na República de Moçambique."
O diploma aborda também aspectos cruciais como a supervisão do setor, atribuindo ao Instituto de
Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) a responsabilidade de acompanhar e verificar o
cumprimento das normas, emitir diretivas, tomar providências extraordinárias de saneamento e
sancionar infrações. Esta centralização da supervisão é essencial para garantir a integridade e
estabilidade do mercado.
Como destacado no documento da VdA, "Trata-se de um diploma que tem por objectivo
regulamentar o novíssimo Regime Jurídico dos Seguros, aprovado pelo Decreto-Lei n.o 1/2010, de
31 de Dezembro de 2010". O Regulamento detalha as disposições do Regime Jurídico,
estabelecendo procedimentos específicos, requisitos técnicos e obrigações concretas para os
operadores do mercado.
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A publicação deste Regulamento representou a conclusão da consolidação do Direito dos Seguros
moçambicano, que passou a compreender duas componentes complementares:
2. Uma componente material - referente às normas a que deve obedecer o contrato de seguro.
O Decreto n.º 30/2011 veio, assim, completar o quadro regulatório do setor, fornecendo os
detalhes operacionais necessários para a implementação efetiva das disposições mais gerais do
Regime Jurídico dos Seguros. Este diploma estabelece regras específicas sobre o processo de
autorização, os requisitos documentais, as obrigações de reporte, os procedimentos de supervisão,
e muitos outros aspectos práticos da regulação do mercado.
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de sociedade cooperativa). Para as resseguradoras, apenas é permitida a forma de sociedade
anónima, o que reflete a natureza especializada desta atividade e a necessidade de uma estrutura
corporativa mais robusta.
Estas disposições estabelecem um quadro claro sobre quem pode operar no mercado de seguros
moçambicano, limitando o acesso a entidades devidamente constituídas segundo as formas legais
previstas. Esta restrição visa garantir que apenas entidades com estruturas adequadas e sujeitas a
regras de governança apropriadas possam exercer esta atividade, que envolve a gestão de recursos
de terceiros e a assunção de responsabilidades de longo prazo.
O Decreto n.º 30/2011 detalha os requisitos específicos para cada forma societária, incluindo
aspectos como a composição e funcionamento dos órgãos sociais, direitos e deveres dos acionistas
ou mutualistas, regras de governança corporativa, entre outros. Estes requisitos visam assegurar a
transparência, solidez e boa gestão das entidades seguradoras, protegendo os interesses dos
segurados e a estabilidade do sistema financeiro como um todo.
"1. Sem prejuízo do disposto no n.° 3 deste artigo, o acesso e exercício da actividade seguradora,
resseguradora e do micro-seguro na República de Moçambique carece de autorização prévia a
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conceder, nos termos do presente regime jurídico e demais legislação aplicável, pelo Ministro que
superintende a área das Finanças, mediante parecer da entidade de supervisão."
A autorização é concedida pelo Ministro que superintende a área das Finanças, após parecer do
Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM). Isto reflete a importância estratégica
do setor de seguros na economia nacional e a necessidade de um controle rigoroso sobre quem
acede a este mercado. A intervenção do Ministro, e não apenas do órgão regulador, demonstra a
relevância política e econômica atribuída a estas decisões.
"1. Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a autorização para constituição de seguradora e
resseguradora só pode ser concedida desde que tal obedeça a critérios de oportunidade e
conveniência, relacionados fundamentalmente com o interesse económico-financeiro ou de
mercado de que a mesma constituição se revista para a República de Moçambique e que todos os
accionistas fundadores da sociedade se obriguem a:
Além destes critérios gerais, o número 2 do mesmo artigo estabelece requisitos específicos:
a) Idoneidade dos accionistas fundadores no que for susceptível de, directa ou indirectamente,
exercer influência significativa na actividade e gestão sã e prudente da seguradora;
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b) Idoneidade, qualificação e experiência profissionais das pessoas que efectivamente detêm a
gestão da seguradora;
c) Adequada e suficiência dos meios técnicos, financeiros e humanos aos objectivos a atingir,
a constar do respectivo programa de actividades;
d) Compatibilidade entre as perspectivas de desenvolvimento da seguradora e a manuntenção
de uma sã concorrência no mercado;
e) Localização na República de Moçambique da administração central da seguradora ou
resseguradora;
f) Inexistência de qualquer tipo de entrave ao exercício das funções de supervisão.
Estes requisitos são significativos porque não se limitam a aspectos formais, mas abordam também
questões substanciais como a idoneidade dos accionistas e gestores, a adequação dos meios
técnicos e financeiros, e o impacto da nova entidade na concorrência no mercado. Isto demonstra
uma preocupação com a solidez e sustentabilidade do setor em longo prazo, além da proteção dos
interesses dos segurados e da estabilidade do sistema financeiro.
"1. O capital social realizado, o fundo de estabelecimento ou o capital de dotação mínimo variam
segundo a natureza das seguradoras e resseguradoras e quanto as primeiras, segundo o ramo ou
ramos que a seguradora está autorizada a explorar."
O Decreto-Lei n.º 1/2010 não especifica os valores mínimos, remetendo para regulamentação
posterior. Neste contexto, é relevante mencionar o Decreto n.º 39/2018, de 05 de julho, que
"Aprova a tabela dos valores mínimos do capital social e de garantia, bem como do fundo de
estabelecimento exigidos às entidades habilitadas ao exercício da actividade seguradora e de
mediação de seguros e resseguro".
Estes requisitos de capital visam garantir que as seguradoras e resseguradoras possuam recursos
financeiros adequados para fazer face às suas responsabilidades, protegendo os segurados e
contribuindo para a estabilidade do sistema. O capital mínimo varia consoante o tipo de entidade
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(seguradora, resseguradora, micro-seguradora) e, no caso das seguradoras, consoante os ramos que
pretendem explorar.
Além do capital social, as seguradoras devem constituir e manter provisões técnicas adequadas
para fazer face às suas responsabilidades, bem como uma margem de solvência que funciona como
um "colchão" de segurança adicional. Estes requisitos são detalhados no Decreto n.º 30/2011 e em
instruções específicas emitidas pelo ISSM.
Micro-seguros: 10 milhões de MT
As empresas devem ainda manter margem de solvência calculada como 18% dos prêmios anuais
ou 26% das provisões técnicas, conforme o maior valor. O Decreto n.º 30/2011 introduziu
mecanismos dinâmicos de ajuste desses valores com base em stress tests regulatórios.
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4. CONDIÇÕES DE EXERCÍCIO DA ATIVIDADE SEGURADORA
4.1. Objeto social e limitações operacionais
O Regime Jurídico dos Seguros estabelece claras delimitações quanto ao objeto social das
seguradoras e resseguradoras, o que constitui um aspecto fundamental das condições de exercício
da atividade. De acordo com o Artigo 14:
"1. As seguradoras sedeadas na República de Moçambique são instituições financeiras que têm por
objecto social exclusivo o exercício da actividade seguradora, salvo o disposto no número
seguinte."
Estas exceções permitem que as seguradoras, além da sua atividade principal de seguro direto,
aceitem e cedam resseguros, e exerçam atividades conexas ou complementares, como a gestão de
salvados ou a reparação de bens segurados. Isto permite uma operação mais integrada e eficiente,
desde que dentro dos limites estabelecidos pela regulamentação.
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"2. É vedada a emissão de obrigações para prover a responsabilidades de natureza técnica."
Esta proibição visa impedir que as seguradoras utilizem dívida para financiar as suas
responsabilidades técnicas (como provisões e indemnizações), o que poderia comprometer a sua
solidez financeira e a capacidade de cumprir os compromissos assumidos perante os segurados.
Esta exigência reflete a importância da qualidade da gestão para a solidez e sustentabilidade das
seguradoras. Os gestores devem não apenas ser idóneos (possuir reputação ilibada e histórica de
comportamento ético), mas também possuir qualificações e experiência adequadas para gerir
instituições financeiras complexas como as seguradoras. A gestão inadequada pode levar a práticas
imprudentes, assunção excessiva de riscos, ou mesmo fraude, com graves consequências para os
segurados e o sistema financeiro como um todo.
O Decreto n.º 30/2011 detalha estes requisitos, estabelecendo critérios para avaliar a idoneidade,
qualificação e experiência, procedimentos para a avaliação e aprovação dos gestores pelo ISSM, e
obrigações contínuas de comunicação de alterações na composição dos órgãos de administração e
fiscalização.
Além dos requisitos para os gestores individuais, o quadro regulatório estabelece também
exigências quanto à estrutura de governança corporativa das seguradoras. Estas devem possuir
sistemas de controlo interno adequados, políticas e procedimentos documentados, segregação de
funções, e mecanismos de gestão de riscos. Estas estruturas são essenciais para garantir a
identificação, medição, monitorização e controlo dos diversos riscos a que as seguradoras estão
expostas, desde riscos de subscrição até riscos operacionais e de mercado.
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monitorizar a situação financeira e operacional das entidades, identificar potenciais problemas e
intervir atempadamente quando necessário.
Estas funções de supervisão abrangem tanto a verificação do cumprimento formal das normas
(supervisão de compliance) como a avaliação da solidez financeira e operacional das entidades
supervisionadas (supervisão prudencial). O ISSM dispõe de amplos poderes para exigir
informações, realizar inspeções, impor medidas corretivas e aplicar sanções, garantindo assim a
eficácia da sua ação supervisora.
O ISSM realiza inspeções periódicas às seguradoras, analisa os relatórios e informações que estas
são obrigadas a submeter, e pode solicitar esclarecimentos ou informações adicionais sempre que
necessário. Em caso de detecção de irregularidades, o ISSM pode emitir directivas para a sua
correção, impor sanções administrativas, ou, em casos graves, tomar medidas extraordinárias
como a suspensão da autorização ou a nomeação de uma administração provisória.
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solvência, regras sobre provisões técnicas, limites aos investimentos, obrigações de divulgação de
informação, regras sobre conduta de mercado, entre muitas outras. O cumprimento destas
obrigações é essencial não apenas para evitar sanções, mas também para manter a confiança dos
clientes, parceiros de negócio e investidores.
5. MEDIAÇÃO DE SEGUROS
5.1. Categorias de mediadores
A mediação de seguros constitui uma atividade complementar à atividade seguradora,
desempenhando um papel crucial na distribuição dos produtos de seguros e na ligação entre
seguradoras e segurados. O Regime Jurídico dos Seguros e o Decreto n.º 30/2011 estabelecem o
quadro regulatório para esta atividade.
De acordo com a informação disponível nos resultados de pesquisa, existem três categorias
principais de mediadores de seguros em Moçambique:
1. Corretores de seguros
2. Agentes de seguros
3. Promotores de seguros
Estas categorias diferem quanto ao seu estatuto jurídico, âmbito de atuação, e relação com as
seguradoras. Os corretores de seguros são entidades independentes que atuam em nome dos
clientes, analisando as suas necessidades e recomendando soluções adequadas. Têm uma relação
fiduciária com o cliente e devem atuar no seu melhor interesse, oferecendo aconselhamento
imparcial sobre as opções disponíveis no mercado.
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seguros, especialmente em segmentos ou áreas geográficos menos servidos pelos canais
tradicionais.
O Decreto n.º 30/2011 detalha estes requisitos, estabelecendo os procedimentos para o pedido de
autorização, os documentos necessários, os critérios de avaliação, e as obrigações contínuas dos
mediadores. Estes requisitos visam garantir que os mediadores possuam as competências e
recursos necessários para desempenhar adequadamente a sua função, protegendo os interesses dos
consumidores e contribuindo para o bom funcionamento do mercado.
É relevante mencionar também o Decreto n.º 39/2018, de 05 de julho, que aprova a tabela dos
valores mínimos do capital social e de garantia, bem como do fundo de estabelecimento exigidos
às entidades habilitadas ao exercício da actividade seguradora e de mediação de seguros e
resseguro. Este diploma estabelece os valores mínimos de capital para os mediadores de seguros,
refletindo o seu papel no mercado e os riscos associados à sua atividade.
Os requisitos mais exigentes aplicam-se geralmente aos corretores de seguros, dada a sua posição
de maior independência e responsabilidade. Estes devem possuir não apenas capital adequado,
mas também sistemas de controlo interno, políticas de prevenção de conflitos de interesse, e
mecanismos para garantir a segregação dos fundos dos clientes. Já os agentes e promotores estão
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sujeitos a requisitos menos onerosos, embora continuem obrigados a cumprir normas mínimas de
idoneidade e competência profissional.
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6. CONCLUSÃO
6.1. Síntese das condições de acesso e exercício
As condições de acesso e exercício da atividade seguradora em Moçambique, estabelecidas pelo
Decreto-Lei n.º 1/2010 e detalhadas pelo Decreto n.º 30/2011, configuram um quadro regulatório
abrangente e exigente. Este quadro visa garantir a solidez e sustentabilidade do setor, proteger os
interesses dos segurados, e promover um mercado competitivo e inovador.
Autorização prévia do Ministro que superintende a área das Finanças, mediante parecer do
ISSM;
Estas condições funcionam como uma barreira de entrada que assegura que apenas entidades com
recursos adequados e compromisso sério com o mercado possam operar no setor. Isto é
particularmente importante num setor como o de seguros, onde a confiança e a estabilidade em
longo prazo são essenciais.
Estas condições visam garantir que as seguradoras mantenham, ao longo da sua operação, os
padrões de solidez, ética e profissionalismo necessários para cumprir os seus compromissos
perante os segurados e contribuir para a estabilidade do sistema financeiro.
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6.2. Considerações sobre o quadro regulatório
O quadro regulatório moçambicano para o setor de seguros reflete uma abordagem moderna e
alinhada com padrões internacionais. A conclusão da consolidação do Direito dos Seguros, com a
publicação do Decreto n.º 30/2011, representou um marco importante neste percurso.
Como referido no documento da VdA, este quadro compreende agora "uma componente
institucional – as condições de acesso e de exercício da actividade seguradora (incluindo a das
micro-seguradoras) e sua mediação (nas categorias de corretor, agente e promotor) – e uma
componente material – as normas a que deve obedecer o contrato de seguro"[3].
Esta estrutura dual permite uma regulação equilibrada do setor, abordando tanto os aspectos
institucionais (quem pode operar e como) como os aspectos materiais (o conteúdo e as regras dos
contratos de seguro). Isto proporciona segurança jurídica aos operadores e segurados, estabelece
expectativas claras quanto aos direitos e obrigações das partes, e fornece mecanismos eficazes
para a resolução de conflitos.
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O quadro regulatório estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 1/2010 e pelo Decreto n.º 30/2011 fornece
uma base sólida para enfrentar estes desafios, mas provavelmente necessitará de adaptações e
atualizações para acompanhar a evolução do mercado e das melhores práticas internacionais.
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7. REFERÊNCIAS
1. Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM). (2022). Legislação de Seguros
& Branqueamento de Capitais. [Link]
2. Decreto-Lei n.º 1/2010, de 31 de dezembro. Boletim da República, I Série, n.º 52. Regime
Jurídico dos Seguros.
4. Viera de Almeida & Associados and Silva Garcia. (2011, October 27). Moçambique
Regulamentação da Actividade Seguradora.
[Link]
Mocambique-_Regulamentacao_da_Actividade_Seguradora-[Link]
5. [Link]
6. [Link]
[Link]
7. [Link]
Mocambique-_Regulamentacao_da_Actividade_Seguradora-[Link]
8. [Link]
[Link]
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