Salvamento em Altura CBMMG
Salvamento em Altura CBMMG
1 2
FIGURA 55 - PROCESSO CORRENTE TRIPLA 52 FIGURA 110 - MODELO DE SACO DE MAGNÉSIO 86
FIGURA 56 - PROCESSO ANDINO 53 FIGURA 111 - MODELO DE SAPATILHA 87
FIGURA 57 - PROCESSO MOCHILA DE CORDA 53 FIGURA 112 - MODELO DE MARTELO 87
FIGURA 58 - PROCESSO MOCHILA DE CORDA 54 FIGURA 113 - MODELO DE BATEDOR COM BROCA 88
FIGURA 59 - COMPONENTES DE UMA CORDA 55 FIGURA 114 - MODELO DE KIT DE FURADEIRA 88
FIGURA 60 - INSPEÇÃO DE CORDA 56 FIGURA 115 - MODELO DE ESTROPO 89
FIGURA 61 - MÉTODO DE FALCAÇAR A CORDA 57 FIGURA 116 - DETALHAMENTO DE UM SISTEMA DE ANCORAGEM SEGURA (SAS) 91
FIGURA 62 - MODELO DE CORDA SEMI-ESTÁTICA 57 FIGURA 117 - VARIAÇÃO DO SAS COM LIGAÇÃO INDEPENDENTE ENTRE PONTO PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO 91
FIGURA 63 - MODELO DE CORDA DINÂMICA 58 FIGURA 118 - MODELOS DE "PONTO À PROVA DE BOMBA" 92
FIGURA 64 - MODELO DE CORDIN 59 FIGURA 119 - VARIAÇÕES DE ANCORAGEM DEBREÁVEL 93
FIGURA 65 - MOSQUETÃO TIPO OVAL, D ASSIMÉTRICO E K 60 FIGURA 120 - VARIAÇÕES DE DISPOSITIVO DE CAPTURA PROGRESSIVA (DCP) 93
FIGURA 66 - DECOMPOSIÇÃO DOS COMPONENTES DE UM MOSQUETÃO 61 FIGURA 121 - ANCORAGEM EJETÁVEL FIXA 94
FIGURA 67 - MALHA RÁPIDA DELTA 62 FIGURA 122 - ANCORAGEM EJETÁVEL MÓVEL 94
FIGURA 68 - FREIO OITO 62 FIGURA 123 - EQUALIZAÇÃO EM "V" 95
FIGURA 69 - DESCENSORES AUTOBLOCANTE COM ANTIPÂNICO 63 FIGURA 124 - EQUALIZAÇÃO EM "M" 96
FIGURA 70 - ASCENSOR DE PUNHO 64 FIGURA 125 - EQUALIZAÇÃO EM "W" CURTO E LONGO 96
FIGURA 71 - ASCENSOR DE VENTRAL 64 FIGURA 126 - EQUALIZAÇÃO EM "V" E EM "W" COM MAGIC X 97
FIGURA 72 - ASCENSOR DE PÉ 65 FIGURA 127 - EQUALIZAÇÃO EM “V” E EM “W” COM NÓ ASELHA DUPLA 97
FIGURA 73 - BLOQUEADORES MECÂNICOS DO TIPO CASTANHA 65 FIGURA 128 - EQUALIZAÇÃO EM "V" E EM “W” COM NÓ LAIS DE GUIA 98
FIGURA 74 - MODELO DE TRAVA QUEDAS PARA CORDA 66 FIGURA 129 - PORCENTAGEM DA CARGA NA ANCORAGEM CONFORME VARIAÇÃO NA ANGULAÇÃO 98
FIGURA 75 - MODELOS DE ABSORVEDOR DE ENERGIA. 66 FIGURA 130 - PSEUDO EQUALIZAÇÃO 99
FIGURA 76 - DESCENSORES AUTOBLOCANTE COM POLIA DE CAPTURA DE PROGRESSO INTEGRADA 67 FIGURA 131 - ANCORAGEM HUMANA NAS EQUALIZAÇÕES EM "V" E EM "W" 100
FIGURA 77 - CINTAS DE ANCORAGEM 67 FIGURA 132 - ANCORAGEM EM PARABOLT COM CHAPELETA 102
FIGURA 78 - FITA TUBULAR 68 FIGURA 133 - ANCORAGEM EM VIATURAS 103
FIGURA 79 - ANEL DE FITA 69 FIGURA 134 - MONTAGEM DE ANCORAGEM EMERGENCIAL COM ESTACAS E TENSIONADORES 104
FIGURA 80 - ESTACAS E TENSIONADORES 69 FIGURA 135 - MONTAGEM DE ANCORAGEM COM EMPREGO DE FERRAMENTAS DIVERSAS 105
FIGURA 81 - PARABOLT COM CHAPELETA 70 FIGURA 136 – APLICAÇÃO DE DESVIADORES 105
FIGURA 82 - CAPACETE DE SALVAMENTO 70 FIGURA 137 - POLIA FIXA EM UM SRF 107
FIGURA 83 - LUVAS DE PROTEÇÃO 71 FIGURA 138 - POLIA MÓVEL EM UM SRF 107
FIGURA 84 - CADEIRINHA NÍVEL 1, 2, 3 E CINTO DE ESCAPE 71 FIGURA 139 - SISTEMA SIMPLES 1:1 EM UM SRF 109
FIGURA 85 - ÓCULOS DE PROTEÇÃO COM TIRANTE A SEGURANÇA 74 FIGURA 140 - SISTEMA SIMPLES 2:1 EM UM SRF 109
FIGURA 86 - MODELOS VARIADOS DE LONGES MANUFATURADOS 75 FIGURA 141 - SISTEMA SIMPLES 3:1 EM UM SRF 109
FIGURA 87 - LONGE CONFECCIONADO COM CORDA DINÂMICA 75 FIGURA 142 - SISTEMA SIMPLES 4:1 EM UM SRF 109
FIGURA 88 - ALMOFADA DE AR PARA RESGATE 76 FIGURA 143 - SISTEMA COMBINADO EM UM SRF 110
FIGURA 89 - MACA CESTO 76 FIGURA 144 - SISTEMA LONGO EM UM SRF 110
FIGURA 90 - MACA ENVELOPE 77 FIGURA 145 - SISTEMA CURTO EM UM SRF 111
FIGURA 91 - TRIPÉ 77 FIGURA 146 - CONFIGURAÇÕES DO SISTEMA INDEPENDENTE EM UM SRF 112
FIGURA 92 - MODELOS VARIADOS DE POLIAS 78 FIGURA 147 - EFEITO POLIA 113
FIGURA 93 - MODELO DE SISTEMA DE POLIAS 4:1 / 5:1 78 FIGURA 148 - DCP EM SEPARADO 114
FIGURA 94 - PLACA DE ANCORAGEM 79 FIGURA 149 - MONTAGEM DO RAPEL 115
FIGURA 95 - TRIÂNGULO DE SALVAMENTO 79 FIGURA 150 - EXECUÇÃO DO RAPEL 116
FIGURA 96 - MODELOS VARIADOS DE PROTETOR DE CORDA E QUINA 79 FIGURA 151 - ABORDAGEM DO RAPEL 117
FIGURA 97 - DESTORCEDOR DE CORDA 80 FIGURA 152 - SEGURANÇA DE SOLO 118
FIGURA 98 - MODELO DE BOLSA DE RAPEL TÁTICO 80 FIGURA 153 - AUTO SEGURANÇA 118
FIGURA 99 - MODELOS VARIADOS DE MOCHILAS ESTANQUE DE CORDAS 81 FIGURA 154 - TRAVAMENTO DO FREIO OITO 119
FIGURA 100 - MODELOS VARIADOS DE ESTRIBO 81 FIGURA 155 - TRAVAMENTO DO NÓ UIAA 119
FIGURA 101 – TALABARTE EM Y COM ABSORVEDOR DE ENERGIA E TALABARTE EM Y SEM ABSORVEDOR DE FIGURA 156 - RAPEL LIVRE 119
ENERGIA 82 FIGURA 157 - RAPEL COMANDADO 120
FIGURA 102 - MODELOS DE CANIVETE 82 FIGURA 158 - RAPEL POSITIVO 120
FIGURA 103 - MODELO DE RÁDIO COMUNICADOR 83 FIGURA 159 - RAPEL NEGATIVO 121
FIGURA 104 - MODELO DE APITO 83 FIGURA 160 - RAPEL DE FRENTE 121
FIGURA 105 - MODELOS DE LANTERNA 83 FIGURA 161 - TÉCNICA DE PASSAGEM DE NÓ 122
FIGURA 106 - MODELO DE CAMALOTS E FRIENDS 85 FIGURA 162 - RAPEL DE HELICÓPTERO 123
FIGURA 107 - MODELO DE NUTS 85 FIGURA 163 - REGRA DOS 10% 124
FIGURA 108 - MODELO DE HEXENTRICS 85 FIGURA 164 - REGRA DOS 15º 125
FIGURA 109 - MODELO DE COSTURA 86 FIGURA 165 - CABO AÉREO 125
3 4
FIGURA 166 - TRANSPOSIÇÃO DO CABO AÉREO POR BAIXO 126 SUMÁRIO
FIGURA 167 - TRANSPOSIÇÃO DO CABO AÉREO POR MEIO DO COMANDO CRAWL 126
FIGURA 168 - MANOBRAS DE RETORNO AO CABO (OITAVA, BOMBEIRO E BANDEIRA) 126
FIGURA 169 - TIROLESA PARALELO HORIZONTAL CORDAS JUNTAS 128 1 HISTÓRICO 10
FIGURA 170 - TIROLESA PARALELO HORIZONTAL CORDAS SEPARADAS 128
FIGURA 171 - TIROLESA PARALELO VERTICAL CORDAS SEPARADAS 128 1.1 Oração do Combatente em Altura 14
FIGURA 172 - TIROLESA TELEFÉRICO 129
FIGURA 173 - TIROLESA EMERGENCIAL 130 2 CONCEITUAÇÃO 15
FIGURA 174 - TIROLESA KOOTENAY 130
FIGURA 175 - TIROLESA KOOTENAY E AS ANCORAGENS 131 2.1 Padronizações e alertas 15
FIGURA 176 - ASCENSÃO COM DOIS PUNHOS 134 3 NORMALIZAÇÃO 17
FIGURA 177 - ASCENSÃO COM PUNHO E VENTRAL 134
FIGURA 178 - ASCENSÃO COM PUNHO, VENTRAL E PÉ 135 4 CARGA DE TRABALHO SEGURA 20
FIGURA 179 - ASCENSOR COM PUNHO E DESCENSOR AUTOBLOCANTE 135
FIGURA 180 - ASCENSÃO COM PUNHO E PASSADA À ITALIANA 135 4.1 Fatores que influenciam a CTS 21
FIGURA 181 - ASCENSÃO COM NÓS BLOCANTES 136
FIGURA 182 - TÉCNICA DE PASSAGEM DE NÓ 137 4.2 Riscos associados à CTS 21
FIGURA 183 - TÉCNICA DE TRANSIÇÃO DE ASCENSÃO PARA RAPEL 137
FIGURA 184 - ESCALADA EM ESTRUTURA METÁLICA 138 4.3 Carga de ruptura - CR 21
FIGURA 185 - ESCALADA EM ROCHA 140
FIGURA 186 - AUTO RESGATE 143 4.4 Fator de segurança - FS 21
FIGURA 187 - SÍNDROME DE SUSPENSÃO INERTE E A PROGRESSÃO DO TRAUMA 146
FIGURA 188 - RAPEL COM VÍTIMA COM EMPREGO DE BOLSA DE RAPEL TÁTICO 147 4.5 Força de Choque - FC 22
FIGURA 189 - RAPEL COM VÍTIMA SEM O EMPREGO DE BOLSA DE RAPEL TÁTICO 147
FIGURA 190 - TÉCNICA DO CONTRAPESO 149 4.6 Fator de Queda - FQ 22
FIGURA 191 - TÉCNICA DO CORTE DE CORDA 150
FIGURA 192 - AMARRAÇÃO DA MACA TIPO CESTO (COM CINTAS OU CORDA) 151 4.7 Padronização no CBMMG 23
FIGURA 193 - AMARRAÇÃO DA VÍTIMA À MACA TIPO CESTO 151
FIGURA 194 – CORDA GUIA NA MACA TIPO CESTO 151
5 SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES 25
FIGURA 195 - ANCORAGEM PARA VERTICALIZAÇÃO NA MACA TIPO CESTO 152
5.1 Regras de ouro 25
FIGURA 196 - MODELO DE MACA TIPO ENVELOPE 152
FIGURA 197 - MONTAGEM DA MACA TIPO ENVELOPE 153
5.2 Equipagem mínima para bombeiro não especialista 26
FIGURA 198 - TÉCNICA DE ACOMPANHAMENTO DA MACA 154
FIGURA 199 - STEF 155
5.3 Equipagem mínima para bombeiro especialista 27
FIGURA 200 - TÉCNICA COM ESCADA EM TRILHO 156
FIGURA 201 - TÉCNICA COM ESCADA REBATIDA 157 5.3.1 Kit coletivo mínimo 28
FIGURA 202 – TÉCNICA COM ESCADA EM 45º 159
6 NÓS E AMARRAÇÕES 31
6.1 Categoria dos Nós 32
6.1.1 Nós de Extremidades 32
6.1.2 Nós de Junção ou Emenda 33
6.1.3 Nós Alceados 36
6.1.4 Nós de Arremate 39
6.1.5 Nós Ancoragem 40
6.1.6 Nó de Segurança 42
6.1.7 Nós Autoblocantes 43
6.1.8 Assentos improvisados 45
6.1.9 Nó reforço 46
6.1.10 Ataduras de Peito 47
6.1.11 Nó de Tração 48
5 6
6.2 Perda de Resistência dos Nós - PRN 49 9.7 Ângulo de Trabalho 98
7 PROCESSOS DE ENROLAR CORDAS 51 9.8 Pseudo Equalização 99
7 8
11.4.1 Tirolesa convencional 127 1 HISTÓRICO
11.4.2 Teleférico 129
11.4.3 Emergencial (Em V) 129 No início do ano de 1934, por meio do Decreto-Lei n.º 11.186, o Corpo de
11.4.4 Kootenay 130 Bombeiros foi desligado do quadro do pessoal da Força Pública, passando assim, a
chamar-se Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
11.5 Ascensão 133 Em meados de 1937, ocorreu um grande incêndio, nas dependências do prédio
11.5.1 Dois punhos 134
onde funcionava a parte administrativa do Corpo de Bombeiros e a Intendência da
Força Pública. Neste incêndio não houve vítimas, mas levou a Corporação a ter uma
11.5.2 Punho e ventral 134 nova percepção de atendimento às ocorrências de incêndio devido à evolução das
11.5.3 Punho, ventral e pé 134 construções, principalmente no que tange à verticalização.
11.5.4 Punho e descensor autoblocante 135 Nesta época o Corpo de Bombeiros começou a ganhar destaque nas atuações
em ocorrências envolvendo Salvamento em Altura, devido à expansão da cidade de
11.5.5 Punho e Passada à Italiana 135 Belo Horizonte, com a criação de grandes obras, tais como: o Conjunto Arquitetônico
11.5.6 Nós blocantes 136 da Pampulha, a construção do Conjunto Habitacional Instituto de Aposentadoria e
11.5.7 Passagem de nó 136 Pensão dos Industriários - IAPI e o Edifício Acaiaca, considerado ainda como um dos
mais altos prédios da capital.
11.5.8 Transição ascensão para rapel 137
Com a expansão da capital mineira, o Batalhão de Bombeiros, foi transferido
11.5.9 Escalada em estrutura metálica 138 para a Rua Piauí, onde hoje se encontra o atual 1º Batalhão de Bombeiros Militar.
12 ESCALADA EM ROCHA 139 Neste contexto, a Corporação passou a enfrentar um desafio, que não era só
mais o atendimento a incêndios e sim, a multiplicidade de tipos de atendimentos, tais
13 AUTO RESGATE 142 como: atropelamentos, tentativas de suicídios, afogamentos, quedas de grandes
14 RESGATE DE VÍTIMAS 144 alturas, desabamentos, enchentes, soterramentos e acidentes automobilísticos.
Entre os anos de 1940 e 1950 houve registros de bombeiros desempenhando
14.1 Síndrome da suspensão inerte 145 seus trabalhos utilizando cordas, cintos e capacetes capazes de auxiliar nas suas
demandas ordinárias, principalmente no tocante às ocorrências que envolviam a
14.2 Rapel com vítima 147 atividade de altura. Foi nesta época que o Corpo de Bombeiros adquiriu a viatura
14.2.1 Contrapeso 148 escada Magyrus.
14.2.2 Corte de corda 149 Figura 1 - Escada Magyrus em atuação
15 GLOSSÁRIO 160
Fonte: Extraída do livro do centenário do CBMMG, pág. 63
No ano de 1961, um incêndio no edifício Arcângelo Maleta, levou a morte de
um oficial do Corpo de Bombeiros, o Major João Batista de Assis. Essa ocorrência
teve repercussão forte junto a mídia que apontava para uma grande defasagem de
material no quartel do Corpo de Bombeiros, não só de materiais para combate às
chamas, como também de equipamentos para operações de salvamento.
9 10
O resgate do oficial com a utilização de maca e cordas foi um dos primeiros No final da década de 70, o Corpo de Bombeiros, já pertencente aos quadros
registros que se tem de um trabalho efetivamente de Salvamento em Altura realizado da Polícia Militar de Minas Gerais, adquiriu novos equipamentos de Salvamento em
pelo Corpo de Bombeiros. Altura como o cinto freseg, o punho de salvamento, mosquetões e o freio descensor.
Figura 2 - Resgate do Major João Batista de Assis Em 1983, foi criado o Centro de Instrução de Bombeiros – CIBOM, situado no
bairro Taquaril, destinado à centralização da formação e aprimoramento técnico-
profissional dos militares, uma vez que a formação era, até então, realizada nos
grupamentos de incêndio.
Com a criação do CIBOM foi possível aos militares o aprimoramento objetivo
nas áreas de Salvamento em Altura, uma vez que, o Centro dispunha de uma Torre
de 17 metros de altura destinada a este tipo de treinamento, bem como já possuía
materiais específicos e modernos relacionados à atividade de altura.
Nessa crescente, e com a necessidade de qualificação dos militares da
Corporação, no ano de 1987 foi criado Curso de Salvamento em Altura - CSALT, e a
primeira turma de militares especializados se concretizou.
Figura 4 - Primeira turma de CSALT do CBMMG
13 14
2 CONCEITUAÇÃO necessidade de manter a compatibilidade de materiais e técnicas preconizadas neste
manual.
A fim de buscar uma definição ideal da atividade de Salvamento em Altura, faz-
A marcação “ ” refere-se a pontos de alerta no qual é recomendado que seja
se necessário o alinhamento de conceitos apresentados em literaturas correlatas.
Partindo deste pressuposto, o Manual Técnico de Bombeiro – MTB 26, que seguido.
versa sobre a atividade de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros da Polícia
Militar do Estado de São Paulo, traz no seu escopo o conceito acerca da atividade,
nestas palavras:
15 16
3 NORMALIZAÇÃO A National Fire Protection Association (NFPA) é uma associação independente
sediada em Massachussetes – EUA, destinada a promover a segurança contra
incêndio e outras emergências. Dentre diversas normas, a NFPA – 2500 (1983), 2022
Nas operações em altura, a validação, homologação e certificação são
Ed. Standard on Fire Service Safety Rope and Systems Components versa sobre
essenciais para garantir que os equipamentos sejam seguros e confiáveis. Cada
equipamentos de salvamento em altura utilizados por bombeiros.
padrão ou certificação é uma garantia de que o equipamento passou por testes
Esta norma estabelece a classificação de equipamentos de uso pessoal e de
rigorosos e atende às exigências específicas de segurança e qualidade.
uso geral (para duas pessoas, também chamadas “cargas de resgate”). Segundo a
Para equipamentos utilizados em operações em altura, incluindo cordas,
norma, a carga de uma pessoa é de 300 lbs (135kg) e a carga de resgate equivale a
ferragens e materiais têxteis, vários órgãos estabelecem normas e padrões de
600 lbs (270 kg), estes valores levam em conta o peso estimado de uma pessoa
segurança. Estes órgãos são responsáveis por definir os requisitos técnicos, métodos
padrão mais os equipamentos de segurança.
de teste e diretrizes de segurança para garantir a confiabilidade e segurança dos
A NFPA não certifica equipamentos, a certificação é realizada por laboratórios
equipamentos.
de teste independentes e idôneos, como o Underwrites Laboratories (UL) ou o Safety
Cada um desses órgãos possui suas próprias normas e procedimentos de
Equipament Institute (SEI).
certificação, e muitos equipamentos devem atender a diversas normas para serem
comercializados em diferentes mercados. É importante que fabricantes, fornecedores
Normas Brasileiras Regulamentadoras - NBR
e usuários finais de equipamentos de segurança estejam cientes e em conformidade
com as normas relevantes para garantir a segurança máxima e eficácia durante as
operações em altura. Alguns dos principais são: As NBR são normas técnicas aplicáveis pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT). Elas regulam a qualidade e segurança de diversos produtos e
Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT serviços no Brasil, incluindo equipamentos e práticas para trabalho e resgate em
altura.
Elas abrangem uma variedade de produtos e serviços no Brasil, incluindo EPIs
No Brasil, a ABNT é o órgão responsável por normatizar e certificar a qualidade
para trabalho em altura. Estabelecem critérios técnicos e de segurança que os
e segurança de equipamentos e práticas, incluindo aqueles relacionados ao trabalho
produtos devem atender para serem consideradas seguros para uso. A aderência às
e resgate em altura.
NBR é essencial para a comercialização de EPIs no Brasil. A conformidade com essas
normas garante a segurança e eficácia dos produtos.
Certificado de Aprovação - CA
Normas Europeias - EN
No Brasil, o CA é um certificado emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego
que indica a aprovação de um EPI. Para ser comercializado e utilizado no Brasil, um
Na Europa, as normas EN são exclusivamente exigidas. Eles incluem várias
EPI deve possuir um CA válido, ou que garanta que ele foi testado e aprovado de
normas específicas para equipamentos de proteção individual e sistemas de proteção
acordo com as normas de segurança nacionais.
contra quedas.
Para obter um CA, um EPI deve ser testado e aprovado em conformidade com
as normas técnicas pertinentes, muitas vezes, normas ABNT/NBR.
Organização Internacional de Normalização - ISO
Conformidade Europeia - CE
A ISO desenvolve e publica normas internacionais para uma ampla gama de
equipamentos e práticas, incluindo aqueles utilizados em operações em altura.
A marcação de Conformité Européenne (CE) indica que um produto está em
conformidade com a legislação da União Europeia em termos de saúde, segurança e
União Internacional de Associações de Alpinismo - UIAA
proteção ambiental. Para equipamentos de proteção individual (EPIs), incluindo
aqueles usados em operações em altura, a marcação CE é um requisito para a
comercialização na Europa. A União Internacional de Associações de Alpinismo (UIAA), sediada em
Para receber a marcação CE, um produto deve cumprir as normas europeias Genebra – Suíça, estabelece normas para os equipamentos e a segurança dos
pertinentes, que incluem testes de segurança e qualidade. A marcação CE é um montanhistas em uso esportivo.
indicativo de que o produto foi avaliado por um organismo certificador e cumpre as A UIAA é uma organização internacional que estabelece padrões de segurança
normas da EN, estando assim certificado. para equipamentos de montanhismo e escalada. Seus padrões são reconhecidos
globalmente e frequentemente considerados o “padrão de ouro” para equipamentos
National Fire Protection Association - NFPA de escalada, abordando aspectos como resistência, durabilidade e segurança.
17 18
Seu foco é em equipamentos de montanhismo e escalada, incluindo cordas, 4 CARGA DE TRABALHO SEGURA
mosquetões, capacetes e dispositivos de proteção contra quedas. Seus padrões são
resultados de rigorosos testes e pesquisas para garantir a máxima segurança.
A Carga de Trabalho Segura (CTS), em inglês Safe Working Load - SWL, às
Equipamentos que atendem a esses padrões recebem um selo UIAA tendo como
vezes declarada como Carga de Trabalho Normal (Normal Working Load - NWL), é a
base a conformidade com seus padrões de segurança. A certificação UIAA é
carga de trabalho esperada de um material. É a razão entre Carga de Ruptura
reconhecida e respeitada no mundo todo.
(Minimum Breaking Strength - MBS) também conhecida como Carga Mínima de
Ruptura (Minimum Breaking Load - MBL) e o Fator de Segurança (Safety Factor - SF).
Equivalentes
Limite de Carga de Trabalho (Working Load Limit - WLL) é a carga máxima de
trabalho projetada pelo fabricante. Esta carga representa uma força muito menor do
Existem outras certificações e normas equivalentes em diferentes países e que a necessária para fazer com que o equipamento falhe ou ceda.
regiões. Sendo assim, cada região pode ter suas próprias normas e certificações que A WLL é calculada dividindo o MBS por um Fator de Segurança (Safety Factor
são equivalentes em termos de rigor e requisitos de segurança - SF). Um exemplo seria se um equipamento com MBS de 36 kN, aplicasse um fator
Para fins de equiparação às normas NFPA, CE e UIAA consideraremos a de segurança de 12 (12:1) desta forma teria um WLL de 2,8 kN.
AS/NZS e ANSI. Deste modo temos que WLL é a Carga de Trabalho Segura – CTS fornecida
pelo fabricante, devendo ser seguida quando fornecida. Quando não fornecida deve-
Equipamentos que possuem homologação EN devem possuir a se aplicar o Fator de Segurança estipulado pelo CBMMG ao respectivo material.
certificação CE para sua validação e os que possuem homologação NFPA Por questões de segurança, deve-se evitar exceder à CTS ou WLL.
devem possuir certificação UL ou SEI para sua validação, isto é, deverá vir
marcado no equipamento ou em seu manual de instrução os dois símbolos (EN Figura 9 - Marcação de MBS e WLL
19 20
4.1 Fatores que influenciam a CTS trabalho, durante o uso. Por exemplo, se uma corda tem uma carga de ruptura de
2.025 kg e é esperado que ela suporte 135 kg em uso normal, seu fator de segurança
seria 2.025/135 = 15.
Material: Os materiais utilizados na fabricação do equipamento, como náilon,
A definição do fator de segurança é um processo multidisciplinar que incorpora
poliéster, aço ou alumínio, possuem propriedades específicas de força, durabilidade
conhecimento técnico, experiência prática, e considerações legais. Ele é construído
e elasticidade.
com base em uma análise de riscos que considera as incertezas no processo de
Design: O design e a construção do equipamento, como a espessura do
design, variações nos materiais, condições ambientais, erros humanos potenciais e
material, o tipo de tecelagem das cordas, o tipo de costura do material têxtil ou a forma
deterioração ao longo do tempo.
de um mosquetão, podem afetar a capacidade de carga.
Este fator é essencial para garantir que o equipamento possa suportar não
Condições de uso: Fatores como abrasão, exposição a produtos químicos,
apenas a carga normal, mas também situações inesperadas ou de emergência sem
raio UV, calor e desgaste geral podem diminuir a carga de trabalho ao longo do tempo.
falhar. Ele se aplica a todos os tipos de materiais e equipamentos usados nas
Padrões de Segurança: Normas como da UIAA, NFPA, EN e outros
operações em altura, incluindo cordas, ferragens e equipamentos têxteis.
especificam os requisitos mínimos de desempenho para equipamentos de salvamento
em altura.
4.5 Força de Choque - FC
Nós e amarrações: A confecção de nós e amarrações em cordas e cordins
impactam em sua perda de resistência, este fator é denominado Perda de Resistência
dos Nós - PRN. No CBMMG padronizou-se a PRN de 50% (½). É a energia transmitida ao bombeiro durante a retenção de sua queda. Quando
A correta compreensão e aplicação da carga de trabalho é essencial para evitar ocorre a queda de um bombeiro, é acumulado uma energia cinética que aumenta
falhas de equipamentos e possíveis acidentes. É importante que todos os quanto maior for a altura de sua queda. Todos os componentes deste sistema são
equipamentos sejam avaliados e testados regularmente para garantir que mantenham impactados, a corda, as ancoragens, o sistema de freio e o segurança absorverão
sua carga de trabalho ao longo do tempo e após o uso repetido. parte dessa energia, porém, a força absorvida pelo bombeiro que sofreu a queda não
pode chegar a 12 KN, limite máximo que o corpo humano suporta conforme estudos
4.2 Riscos associados à CTS existentes.
23 24
5 SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES Sempre que se estiver trabalhando em locais acima de 2 (dois) metros do nível
inferior, onde haja risco de queda, o bombeiro deve estar preso a pelo menos um
Na atividade de salvamento em altura existem inúmeros riscos envolvidos,
ponto fixo por meio de um longe ou similar posicionado acima da linha de sua cintura.
sejam eles do ambiente, humanos ou materiais. Nesse sentido, toda e qualquer
atuação deve ser pautada com base em princípios de segurança, visando garantir a As ferramentas e equipamentos utilizados durante as operações em altura
proteção individual, coletiva, dos equipamentos e da vítima a ser atendida. A
segurança é um dever e responsabilidade de todos e deve ser continuamente deverão estar ancorados.
trabalhada tanto em treinamentos quanto durante as operações. Atentar quanto ao aviso de queda de objetos (Brado: “NOME DO OBJETO”
O fator humano é o maior responsável pelos acidentes envolvendo operações
em altura que, por excesso de confiança, imprudência, negligência, imperícia ABAIXO!), não devendo olhar para cima e sim deixar o capacete como anteparo e
somados aos riscos inerentes a atividade conduzem a desfechos negativos. Portanto, aproximar-se da parede.
uma pequena falha de segurança pode gerar danos ou perdas irreversíveis, sendo
elas materiais ou humanas, com sérias lesões ou a morte, tanto da vítima quanto do Em situações que houver atrito das cordas com as mãos, é obrigatória a
bombeiro. utilização das luvas.
5.1 Regras de ouro Ao realizar segurança de outros bombeiro ou vítimas, o segurança deverá estar
posicionado com atenção na operação.
São procedimentos obrigatórios em todas as operações em altura: Os sistemas devem ser montados visando segurança, simplicidade,
Toda atividade de salvamento em altura deverá ser executada com os EPI de funcionalidade e agilidade.
depois de qualquer trabalho. Não deve ser permitido montagem de procedimentos que provoque atrito entre
Após a colocação ou vestimenta de qualquer material, deve-se realizar a materiais têxteis, exceção ao nós blocantes.
conferência destes itens com o auxílio/acompanhamento de outro bombeiro. Material vencido, estragado, danificado ou com perda de suas características
Antes de iniciar uma operação/instrução de salvamento em altura é necessário deve ser avaliado por especialista para destinação devida.
25 26
Fonte: acervo da comissão Fonte: acervo da comissão
29 30
6 NÓS E AMARRAÇÕES forma, para se evitar sua soltura e consequente acidente, faz-se necessário arrematá-
los.
Nas operações de salvamento em altura, a destreza em executar nós e
Dar-se-á preferência ao arremate com o nó meio pescador duplo, devido
amarrações é uma habilidade fundamental. A seleção dos nós e amarrações é
determinada pela necessidade de equilibrar eficiência e segurança. Portanto, o a suas características e confiabilidade.
repertório de nós e amarrações de um bombeiro deve incluir aqueles que sejam
robustos, confiáveis e adequados para as demandas do ambiente e da missão.
O arremate dos nós deve ser confeccionado encostado no nó de
A escolha de um nó impacta diretamente a resistência da corda. Embora todos
os nós reduzam essa resistência em alguma medida, é imperativo optar por aqueles origem/principal e o comprimento mínimo do chicote após arremate ser de 10cm
que maximizam a retenção da força específica da corda. A quantidade de resistência
a 20cm.
perdida varia de acordo com o tipo de nó e a maneira como é confeccionado.
Para fins de padronização e cálculo o CBMMG adota a PRN de 50% (1/2) Sempre que se confeccionar um nó em uma corda ou cordin,
nas cordas e cordins quando da confecção de nós e amarrações. independente se o nó exige ou não um nó de arremate, deve-se deixar,
Na prática, os nós e amarrações eficazes para salvamento em altura devem obrigatoriamente, um chicote com comprimento de 10cm a 20cm para cordas e
possuir três características: 5cm a 10cm para cordins.
Fácil confecção
6.1 Categoria dos Nós
De Fita
Fonte: acervo da comissão
Simples Utilizado principalmente para unir fitas, mas também pode ser utilizado para
unir cordas. Devido ao seu formato de confecção, permite que a fita se encaixe de
acordo com sua forma.
Utilizado como base para o nó de fita e para o nó aselha simples pela ponta
(induzido). Pode ser utilizado para melhoria da pegada na corda de apoio em uma Figura 19 - nó De Fita
escalada.
Figura 17 - nó Simples
Direito
Fonte: acervo da comissão
6.1.2 Nós de Junção ou Emenda Utilizado na emenda de cordas de mesmo diâmetro. Ressalta-se que ele não
possui auto travamento, necessitando, portanto, de arremate.
São usados para conectar duas cordas, duas partes da mesma corda ou duas Figura 20 - nó Direito
fitas. O objetivo é criar uma linha contínua que mantenha a maior resistência possível
e seja segura para o uso pretendido. Estes nós são fundamentais quando o
comprimento de uma única corda não é suficiente ou quando uma corda precisa ser
reparada.
Agulha
Pescador Duplo
Utilizado para unir cordas de diâmetros diferentes. Para confecção deste nó, a
corda de maior diâmetro (branca) deve funcionar como alça e a de menor diâmetro
(vermelha) fazer a indução. Nó de emenda de cordas de mesmo diâmetro. Comumente utilizado para
emenda de cordins e formar os “cordeletes”.
Figura 21 - nó Escota Simples
Figura 24 - nó Pescador Duplo
Tem a mesma finalidade do escota simples, porém, devido a duplicidade da Formam uma alça fixa ou ajustável na corda. A característica principal desses
passagem do chicote a segurança do nó é aumentada. Para confecção deste nó deve- nós é a capacidade de criar uma alça que pode ser facilmente alargada ou apertada,
se utilizar a corda de maior diâmetro como alça (branca) e a de menor diâmetro (rocha) mas que não se fecha completamente sob carga, protegendo contra o
fazer a indução, passando o chicote por dentro da alça duas vezes. estrangulamento ou aperto excessivo em torno de um objeto ou pessoa.
Figura 22 - nó Escota Dupla Eles são extremamente úteis em operações de salvamento em altura,
permitindo que bombeiros criem pontos de ancoragem rápidos, fixem equipamentos,
ou mesmo resgatem pessoas, garantindo que a alça não se aperte a ponto de causar
danos ou impedir a liberação rápida.
Algema
Para sua confecção utiliza-se como base o fiel pelo seio. Pode ser utilizado
para imobilização dos pés e das mãos. Ressalta-se que ele não possui auto
Fonte: acervo da comissão travamento, necessitando, portanto, de arremate.
Figura 25 - nó Algema
Pescador Simples
Aselha Simples
35 36
Nó alceado ajustável. Não estrangula a alça formada, contudo, deve ser
arrematado pois pode ser desfeito quando sofre choques e/ou vibrações não estando
sob tensão e pode correr quando submetido a tensão. Utilizado em diversas
circunstâncias, principalmente na segurança individual e coletiva.
Figura 26 - nó Aselha Simples
Aselha Dupla
Tendo como base o nó oito, é formado por uma alça dupla e tem como
Fonte: acervo da comissão finalidade conectar a corda a um objeto. O que o diferencia do aselha simples e do
aselha em oito é ser de mais fácil soltura após ser submetido à tensão. Não necessita
Aselha em Oito ser arrematado.
Figura 29 - nó Aselha Dupla
Tendo como base o nó oito, é formado por uma alça simples podendo ser
confeccionado pelo seio ou induzido. Tem como finalidade conectar a corda a um
objeto. O que o diferencia do aselha simples é que é mais seguro e de mais fácil
soltura após ser submetido à tensão. Não necessita ser arrematado.
Figura 27 - nó Aselha em Oito
37 38
Oito Direcional Figura 33 - nó Meio Pescador Duplo
Cote
Tem como base o fiel. Necessita de atenção para estar bem acochado.
Fonte: acervo da comissão Figura 34 - nó Cote
Nove direcional
Mula
São nós adicionados ao final de outros nós principais para prevenir que estes
se desfaçam. Eles servem como uma garantia extra, assegurando que o nó principal
mantenha sua forma e função mesmo sob movimentação ou carga variável.
Esses nós são relevantes em atividades de segurança onde a falha de um nó
pode ter consequências sérias. Um nó de arremate eficaz é fácil de fazer e de
desfazer. Fonte: acervo da comissão
Utilizados para fixar uma corda a um ponto de ancoragem estável, como uma
Conforme descrição já mencionada na categoria dos nós de extremidade. árvore, uma rocha, um grampo ou qualquer outro local seguro. O propósito destes nós
39 40
é estabelecer um ponto fixo do qual um sistema de salvamento possa operar. Eles
precisam ser extremamente seguros e capazes de suportar cargas dinâmicas sem
escorregar ou se desfazer.
Esses nós são essenciais em operações de salvamento em altura, onde uma
ancoragem confiável é vital para a segurança da equipe e das vítimas.
Boca de Lobo
Pode ser confeccionado pela ponta ou pelo seio da corda. Utilizado também Fonte: acervo da comissão
para prender materiais como anéis de fita e cordeletes à cadeirinha.
Figura 36 - nó Boca de Lobo Voltas sem tensão
Fiel
Pode ser confeccionado pela ponta ou pelo seio da corda. É o nó mais utilizado
pelo CBMMG por possuir grande versatilidade de uso nas diversas atividades
existentes. Fonte: acervo da comissão
Figura 37 - nó Fiel
6.1.6 Nó de Segurança
UIAA
Fonte: acervo da comissão
Conhecido como nó dinâmico, ele funciona nos dois sentidos, rapel e para
Volta da ribeira retesar a corda na segurança. Ele pode ser usado tanto em cordas dinâmicas como
estáticas. Feito com o uso de um mosquetão, utilizado nas técnicas verticais em
Utilizado para prender a corda a um objeto para ser arrastado ou elevado. É substituição aos aparelhos de descida como o oito, ID entre outros.
utilizado somente para ancoragens simples pois pode ser desfeito quando sofre Funciona criando atrito na corda e reduzindo a velocidade de descida. Reduz
choques e/ou vibrações não estando sob tensão e pode correr quando submetido a igualmente a velocidade da corda em ambos os sentidos. Pode ser usado para fazer
tensão. segurança.
Não aconselhável para rapel rotineiro, pois devido ao atrito causado pela
Figura 38 - nó Volta da Ribeira
sobreposição das cordas poderá acarretar o seu desgaste precoce.
41 42
Para seu desenho e desempenho estarem corretos deve-se seguir a figura Machard
abaixo, devendo o chicote ficar sob a alça de travamento.
Figura 40 - nó UIAA Permite apenas um direcionamento para blocagem, o que o torna unidirecional.
Em sua confecção, o nó de junção do cordelete não pode ficar sobreas voltas que
envolvem a corda.
Sua confecção deverá ser feita com no mínimo três voltas.
Figura 42 - nó Machard
São nós que se apertam sob tensão, mas podem ser facilmente movidos ou
Fonte: acervo da comissão
ajustados quando não estão sob tensão. Eles são especialmente úteis em situações
segurança, escalada, resgate e operações em altura, pois permite controlar e ajustar
a posição ao longo de uma corda vertical ou horizontal. Clássico
São essenciais para a segurança em muitas atividades verticais, pois fornecem
um método eficaz de controle de progressão e um mecanismo de backup em caso de Blocante de fácil confecção e fácil soltura após ser tensionado. Pode ser
falha do sistema principal. Sua habilidade de bloquear sob carga e de ser facilmente tracionado para ambos os lados, sendo classificado, portanto, como bidirecional.
ajustável os torna ferramentas versáteis e confiáveis em uma variedade de situações. Sua confecção deverá ser feita com no mínimo três voltas.
Para que a eficiência do nó blocante seja maior é necessário que a cordin Figura 43 - nó Clássico
utilizado para a confecção do nó tenha, no máximo, 70% do diâmetro da corda em
que se fará o nó, já a UIAA convencionou que o ideal é uma diferença mínima de 3
mm entre a corda principal e a do nó blocante.
No CBMMG utilizamos cordins de 6mm para nós em corda simples e de
8mm quando em corda dupla.
Prusik
43 44
Fonte: acervo da comissão Fonte: acervo da comissão
Americano
6.1.9 Nó reforço
Nó desenvolvido para realizar o reforço de uma corda produzindo uma alça que
isola o ponto sensível da corda.
Borboleta
45 46
Fonte: acervo da comissão Fonte: acervo da comissão
6.1.11 Nó de Tração
Escota cruzado
Usado para segurar e travar cargas em vagões, camiões e reboques sendo
facilmente desfeito. Devido as características de sua confecção, seu emprego deve
Confeccionada com anel de fita, cabo solteiro ou fita tubular. Envolve-se o ser temporário.
tronco da vítima pelas costas, iniciando por um dos braços, e finalizando com o nó Figura 52 - nó Paulista
escota simples na parte da frente do tronco, forma-se uma alça que pode ser utilizada
com um mosquetão. Possibilita segurança ao bombeiro quando de um içamento
mantendo o tronco seguro.
Figura 50 - atadura Escota Cruzada
47 48
Acidentes: a falha de um nó pode levar a quedas e outros acidentes, que podem
ser fatais, especialmente em atividades como escalada e operações em altura.
Para fins de padronização e cálculo o CBMMG adota a PRN de 50% (1/2)
nas cordas e cordins quando da confecção de nós e amarrações.
Razões
Importâncias
Riscos
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7 PROCESSOS DE ENROLAR CORDAS 7.1.2 Corrente Dupla
Método de enrolar corda que cria uma série de laços interligados que podem
São essenciais no contexto de operações em altura, pois garantem a
ser facilmente desfeitos puxando-se a extremidade livre. A corda é enrolada em
organização, a prontidão para o uso e a manutenção da integridade da corda ao longo
formato simples ou permeada, sendo útil para encurtar uma corda enquanto mantém
do tempo. Dominar técnicas adequadas de enrolar e armazenar cordas é essencial
a opção de restaurar rapidamente o seu comprimento total sem emaranhados.
para qualquer bombeiro envolvido em operações de salvamento, contribuindo para:
Quando armazenada, deve ser enrolada do seio para o chicote e quando
enrolada para pronto emprego deve-se iniciar do chicote para o seio, finalizando com
evitar a formação de nós e torções que podem enfraquecer a corda e complicar
uma aselha dupla.
seu processo de desenrolar em emergências. Em sua finalização deve-se realizar de 3 a 6 voltas no charuto de arremate e
confeccionar uma boca de lobo.
permitir um armazenamento compacto e eficiente, facilitando o transporte e o Utilizado nas corda semi-estática com comprimento entre 50m e 100m.
rápido acesso quando necessário. Figura 54 - processo Corrente Dupla
facilita a inspeção regular da corda, permitindo a identificação de desgastes,
cortes ou outros danos que possam comprometer sua segurança.
Método que visa ter a corda pronta para uso imediato. Consiste em enrolar a Variação da Corrente Dupla, onde cada laço passa por dois laços anteriores,
corda de maneira que possa ser rapidamente desenrolada sem formar nós, ideal para criando uma cadeia mais complexa. É menos comum devido à complexidade adicional
respostas rápidas onde o tempo é crítico. A corda é enrolada em formato simples ou e ao fato de que pode ser mais difícil de desfazer rapidamente. A corda é enrolada em
permeada de modo que o bombeiro possa simplesmente puxar a extremidade livre formato simples ou permeada e tem aplicação direcionada a redução do volume da
para que ela se desfaça. Para sua confecção, pode ser utilizado os braços, os pés ou corda mantendo sua característica de ser desfeita puxando-se a extremidade livre.
outro bombeiro com apoio. Quando armazenada, deve ser enrolada do seio para o chicote e quando
Em sua finalização deve-se realizar de 5 a 10 voltas em cada extremidade, enrolada para pronto emprego deve-se iniciar do chicote para o seio, finalizando com
realizar um nó direito com os chicotes formando um anel com diâmetro máximo de 1 uma aselha dupla.
(um) metro. Em sua finalização deve-se realizar de 3 a 6 voltas no charuto de arremate e
Utilizado nas corda semi-estática com comprimento de até 50m. confeccionar uma boca de lobo.
Figura 53 - processo Prontidão Utilizado nas corda semi-estática com comprimento superior 100m.
Figura 55 - processo Corrente Tripla
51 52
7.1.4 Andino 7.1.6 Corda em Mochila
Técnica utilizada para enrolar cordas de forma que possam ser transportadas O armazenamento de cordas em mochila estanque oferece múltiplas
sobre os ombros sem emaranhar. Este método é usado por alpinistas para carregar vantagens, destacando-se principalmente pela proteção efetiva contra danos físicos.
cordas de forma equilibrada e pronta para uso. A corda é enrolada em torno de ambos Este método simplifica o processo de acondicionamento, permitindo que a corda seja
os ombros e do pescoço de uma maneira específica que permite que seja rapidamente facilmente colocada dentro da mochila sem necessidade de medidas especiais de
liberada e pronta para ser usada sem nós. organização. Além disso, facilita o transporte, proporcionando uma maneira
Em sua finalização deve-se realizar de 5 a 10 voltas no centro da corda, deixar conveniente e eficiente de manejar a corda. Outro benefício significativo é que, ao
um chicote central entre 10 e 20 cm. O chicote da extremidade deve possuir o mesmo lançar a mochila, minimiza-se o risco de formação de nós ou cocas indesejadas,
tamanho das alças podendo estas alças ter uma diferença entre elas de no máximo assegurando uma operação mais segura e eficaz.
30 cm. Para início do processo deve-se ancorar um chicote da corda no fundo da
Utilizado nas cordas dinâmicas com comprimento de até 50m, se acima, utilizar mochila e para finalizar deve-se ancorar o outro chicote da corda no topo da mochila.
preferencialmente corrente dupla. Figura 58 - processo Mochila de Corda
Figura 56 - processo Andino
53 54
8 EQUIPAMENTOS
55 56
Toda corda deve ser falcaçada e como padrão, deve ser falcaçada com Diâmetro: varia normalmente de 9 e 13 milímetros, dependendo do uso
pretendido.
tubo termo retrátil transparente, ou método que possibilite a mesma
Alongamento: possuem um alongamento reduzido, geralmente de 2% a 5% sob
visualização, sobre etiqueta de identificação da corda contendo tipo de corda carga.
Resistência: a resistência à tração deve ser avaliada de acordo com normas
(DI - dinâmica ou SE - semi-estática), tamanho com três dígitos (050, 100 ou 200),
regulamentadoras, sendo que a capa protege a alma e contribui para cerca de 20% a
ano de fabricação com dois dígitos (24) e certificação (NFPA, EN ou UIAA). 30% da força total da corda, enquanto a alma interna é responsável pela maior parte
da resistência.
Exemplo: uma corda semi-estática com 50 metros de comprimento, fabricada
em 2024 e com certificação EN seria identificada da seguinte forma Marcações de Segurança
“SE05024EN”.
Fita de homologação: é uma marcação interna no núcleo da corda que contém
Figura 61 - método de falcaçar a corda informações do fabricante, normas que atende e data de fabricação. Ela não deve ser
removida e é um elemento essencial para a rastreabilidade e homologação da corda.
Listras ou Marcas na capa: podem indicar o tipo de corda e ajudar a distinguir
cordas semi-estáticas de dinâmicas.
Marcações de meio: uma marcação no meio da corda facilita o encontro do
centro para operações de salvamento ou quando a corda precisa ser permeada.
Marcação de fim: alguns fabricantes incluem marcações coloridas nos últimos
metros da corda para alertar o bombeiro que está se aproximando do fim.
Características Construtivas
Características Construtivas
Fita de homologação: semelhantes às cordas semi-estáticas, possuem uma Têm a função de conectar diferentes partes de um sistema de segurança, como
marcação interna no núcleo da corda que contém informações do fabricante, normas unir o cinto da cadeirinha a uma corda, ligar uma corda a um ponto de ancoragem, ou
que atende e data de fabricação. Ela não deve ser removida e é um elemento conectar dispositivos como descensores e ascensores ao sistema.
essencial para a rastreabilidade e homologação da corda. Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente.
Código de Cores: muitas vezes possuem padrões de cores distintos, cores
mais vivas e intensas, para diferenciá-las das cordas semi-estáticas.
Marcações de Meio e de Fim: semelhantes às cordas semi-estáticas, facilitando 8.2.1 Mosquetões
a identificação dos pontos críticos da corda.
Tratamento UV: algumas cordas têm tratamento para resistir aos danos dos Podem ser de fechamento automático ou manual e são feitos de aço ou
raios ultravioleta, e isso pode ser indicado por marcações específicas. alumínio. A escolha do tipo de mosquetão depende do peso, da facilidade de uso e
da aplicação específica.
8.1.3 Cordins No CBMMG padronizamos os modelos oval e D assimétrico, ambos com
São cordas auxiliares finas e feitas de nylon, Dyneema, Kevlar ou uma mistura largura média de 60mm, altura média de 110mm, abertura média do gatilho de
desses materiais, usadas em uma ampla gama de aplicações em escalada, alpinismo, 20mm e trava automática. Devem ser de aço ou alumínio, sendo os de aço para
espeleologia e salvamento. Eles são importantes para a criação de sistemas de
ancoragem, amarrações de segurança, nós autoblocantes e até mesmo para reparos uso geral e de alumínio para uso pessoal.
de emergência de equipamentos.
Os mosquetões de aço devem possuir resistência mínima de 40KN.
Figura 64 - Modelo de cordin
Os mosquetões de alumínio devem possuir resistência mínima de 20KN.
59 60
Gatilho - O gatilho abre o mosquetão, permitindo a inserção ou remoção de 8.2.2 Malhas Rápidas
cordas, fitas e outros equipamentos. Existem vários tipos de gatilhos: o gatilho reto é
Também conhecida como Delta é comumente utilizada para montar
mais comum e o gatilho curvo é comumente usado em costuras de escalada. ancoragens permanentes, são extremamente fortes e confiáveis.
Trava ou Rosca - A trava ou rosca é a parte do gatilho responsável pelo seu
No CBMMG padronizamos a malha rápida de aço com largura média de
travamento, liberando sua abertura para passagem de cordas ou equipamentos. Ela
40mm, altura média de 70mm, diâmetro de 8mm e que possua resistência
pode ser manual ou automática, com sistemas de travamento que variam entre
mínima de 20KN.
diferentes modelos (rosca, dupla-trava, tripla-trava).
Figura 67 - Malha rápida delta
Nariz - O nariz do mosquetão é a parte onde o gatilho se conecta ao corpo
quando fechada. O design do nariz pode variar, sendo que alguns modelos
apresentam um "nariz sem gancho" que reduz o risco de enroscar ou prender em
equipamentos e cordas.
Espinha - A espinha é a parte reta do corpo do mosquetão, oposta à abertura
do gatilho. Ele é a espinha dorsal do mosquetão e contribui para sua resistência geral.
Alguns mosquetões apresentam um eixo assimétrico, o que afeta a distribuição de Fonte: acervo da comissão
carga e a usabilidade do mosquetão.
8.3 Dispositivos de descida, blocagem e ascensão
Abertura - Parte do mosquetão onde conecta as cordas, fitas ou outros
equipamentos. A forma e o tamanho desta área podem variar dependendo do Permite ao militar ascender, parar ou descer de forma controlada por uma
propósito específico do mosquetão. corda, proporcionando segurança e eficiência. Cada tipo de dispositivo tem
características específicas projetadas para diferentes aplicações.
Eixo maior e menor - referem-se às orientações nas quais as cargas podem ser
Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente.
aplicadas ao mosquetão e têm impactos significativos na resistência e segurança do
dispositivo. Eixo maior é uma linha imaginária que passa longitudinalmente pelo centro 8.3.1 Descensores
do mosquetão, de uma ponta à outra e esta é a direção na qual o mosquetão é mais
Essenciais para o controle de velocidade durante a descida, funcionam através
forte. Eixo menor refere-se à orientação transversal do mosquetão, ou seja, a linha de fricção aplicada à corda.
que passa pelo mosquetão perpendicular ao eixo maior e esta é a orientação menos
Freio Oito
forte.
Tem forma de "8", é usado para rapel e pode ser de aço ou alumínio. Seu
Figura 66 - Decomposição dos componentes de um Mosquetão
funcionamento tem como base a fricção que permite ao bombeiro controlar a
velocidade de descida. É simples de usar e eficaz para dissipar o calor gerado durante
a descida. Pode torcer a corda e não possui mecanismo de travamento automático.
No CBMMG padronizamos o freio oito de resgate de alumínio.
61 62
Consiste em um suporte para a mão e possui um mecanismo de bloqueio que
se agarra à corda quando sob tensão oposta ao lado de bloqueio e desliza livremente
para o lado de progressão. É acoplado à corda através de uma abertura lateral e
travado em posição de fechamento. Proporciona uma maneira segura e eficaz de
ascender por cordas fixas, com fácil ajuste e manuseio. Pode ser empregado no
auxílio de tracionamento, seguindo as recomendações do fabricante amplamente
usado em escalada, salvamento e trabalho em altura, especialmente em situações em
que ascensões longas ou repetitivas são necessárias.
Fonte: acervo da comissão Deve recepcionar cordas de 11mm.
63 64
Ascensor de Pé Trava quedas
Dispositivos projetados para serem usados no pé, complementando o uso de Dispositivo de retenção de queda ligado a corda e a cadeirinha do bombeiro,
ascensores de punho e ventral. Eles oferecem um ponto adicional de contato com a atuando de maneira a impedir que o militar sofra uma queda, evitando a queda livre e
corda, facilitando uma ascensão mais rápida e com menos esforço. O militar "pisa" minimizando os riscos de lesões graves ou fatais. Deve mover-se livremente para
para cima, movendo-se de forma eficiente pela corda. Aumenta significativamente a cima e para baixo na corda, sem a necessidade de o bombeiro manipulá-lo. Pode ser
eficiência da ascensão ao permitir o uso das pernas, que são mais fortes que os usado com um absorvedor de energia.
braços, reduzindo o cansaço. Usado em combinação com outros ascensores para Deve recepcionar cordas de 11mm.
ascensões prolongadas em espeleologia, escalada em grandes paredes, e situações
de salvamento. Figura 74 - Modelo de trava quedas para corda
Deve recepcionar cordas de 11mm.
Figura 72 - Ascensor de Pé
Absorvedor de energia
Fonte: acervo da comissão
65 66
A polia de captura de progresso integrada é uma característica chave que
distingue este descensor, permitindo que ele seja usado também para criar um
sistema de vantagem mecânica para içar cargas ou realizar um resgate. Quando o
dispositivo está no modo de içamento, a polia integrada captura o progresso da corda,
mantendo a carga na posição desejada e facilitando a progressão.
Devido ao seu peso e robustez, este equipamento é indicado para uso em
ancoragens.
Devem possuir certificação NFPA.
Fonte: acervo da comissão
Deve recepcionar cordas de 11mm.
Fita tubular
Deve possuir CTS ou WLL mínimo de 270 Kg.
Deve possuir trava antipânico. Tipo de fita em forma de tubo, feita geralmente de nylon, que é plana quando
não está sob tensão. É conhecida por sua versatilidade e resistência, sendo usada
Figura 76 - Descensores autoblocante com polia de captura de progresso integrada para fazer lingas personalizadas, ou até mesmo como parte de um sistema de
ancoragem. Quando sob carga, a natureza tubular permite que a fita se expanda
ligeiramente, oferecendo uma certa elasticidade e absorção de energia. Apesar de ser
leve, a fita tubular é extremamente resistente e durável, tornando-a uma escolha
popular para aplicações críticas de segurança.
Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente.
8.4 Ancoragens
67 68
Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente. Requerem equipamento especializado para perfurar a rocha e, no caso dos
colados, adesivo apropriado para fixá-los.
No CBMMG padronizamos anel de fita com comprimento de 120
Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente.
centímetros.
Figura 81 - Parabolt com Chapeleta
Figura 79 - Anel de Fita
69 70
Sistema de ajuste, em sua maioria, inclui um sistema de ajuste na parte
traseira, como um dial ou tiras ajustáveis, que permite ao bombeiro apertar ou afrouxar
o capacete para um encaixe seguro e confortável.
Ventilação são orifícios incorporados ao design para promover o fluxo de ar e
manter a cabeça resfriada. A quantidade e o posicionamento dos orifícios podem
variar dependendo do tipo de capacete.
Forração são almofadas internas removíveis e lavável para conforto e higiene,
além de ajudar a garantir um ajuste confortável.
Fonte: acervo da comissão
Correias e fivelas são ajusteis de queixo que garantem que o capacete
permaneça no lugar durante um impacto. As fivelas permitem um ajuste fácil e seguro. Equipamentos de proteção individual para atividades que envolvem trabalho
em altura, escalada, alpinismo, espeleologia e operações de salvamento. Projetados
EPI de uso obrigatórios.
para distribuir de forma segura as forças de impacto de uma queda pelo corpo,
minimizando o risco de lesões.
Devem possuir certificação UIAA, EN, NFPA ou Equivalente.
A escolha do cinto ou cadeirinha adequada deve considerar a atividade
específica, o conforto, a facilidade de uso e as características de segurança. Um ajuste
Luvas de proteção adequado é crucial, não apenas para a segurança, mas também para garantir a
liberdade de movimento necessária para a realização das tarefas.
Figura 83 - Luvas de proteção
A cadeirinha que prende ao redor da cintura e ao redor das coxas ou sob as
nádegas e projetada para ser usada para fuga de emergência com uma carga de 135
kg é designada como nível I.
A cadeirinha que prende ao redor da cintura e ao redor das coxas ou sob as
nádegas e projetado para resgate com uma carga de 270 kg é designada como nível
II.
A cadeirinha que se prende ao redor da cintura, ao redor das coxas ou sob as
nádegas e sobre os ombros, e projetada para resgate com uma carga de 270 kg é
designada nível III e deve possuir um ou mais pontos de conexão.
Um cinto que se prende apenas na cintura e se destina ao uso como um
Fonte: acervo da comissão dispositivo de auto-resgate de emergência é designado como um cinto de escape,
também conhecido como cinto de rapel emergencial. É de uso individual e não
Projetadas para proteger as mãos contra diversos riscos, incluindo cortes, substitui as cadeirinhas nível I, II ou III para a realização de trabalhos em altura,
abrasões, queimaduras, exposição a produtos químicos, impactos e temperaturas devendo ser utilizado exclusivamente em emergências onde não é possível equipar-
extremas possuem as seguintes característica: se com uma cadeirinha 3 padronizada no CBMMG para Salvamento em Altura.
Confeccionas em couro ou material de qualidade superior, projetadas de modo O cinto de escape e as cadeirinhas apresentam como componentes principais:
a oferecer destreza ao bombeiro, permitindo movimentos finos das mãos e dedos.
Deve possuir revestimento reforçado na palma e face palmar dos dedos para Cinto de cintura: parte da cadeirinha que circunda a cintura do bombeiro. Deve
melhorar a proteção contra cortes, abrasões, queimaduras e melhorar a aderência.
ser confortável e ajustável, com fivelas de travamento seguro.
EPI de uso obrigatórios.
Cinto de perna: cintas ajustáveis que passam ao redor das coxas. Além de
Devem possuir certificação CA, EN, NFPA ou Equivalente.
ajudar a distribuir as forças de uma queda, os cintos de perna garantem que o
bombeiro não seja ejetado da cadeirinha durante uma queda.
Cadeirinhas e Cinto de escape
Cinto de peito: cintas ajustáveis que passam sobre o peito, ombros e costas.
Figura 84 - Cadeirinha nível 1, 2, 3 e Cinto de escape Além de ajudar a distribuir as forças de uma queda, os cintos de peito garantem que
o bombeiro não seja ejetado da cadeirinha durante uma queda.
Ponto de amarração de cintura: localizado na frente da cadeirinha, na altura da
cintura, é o ponto onde o bombeiro se conecta ao sistema de segurança, como cordas
ou dispositivos de descida.
71 72
Ponto de amarração ventral: localizado na frente da cadeirinha, na altura do EPI de uso obrigatórios.
abdômen, é o ponto onde o bombeiro se conecta ao trava quedas e/ou talabarte. No CBMMG padronizamos a cadeirinha nível 3 para Salvamento em
Pontos de amarração secundários: ponto de conexão adicional localizados em Altura.
várias partes da cadeirinha, sendo dorsal para uso do talabarte, trava quedas ou corda
Devem possuir certificação EN, NFPA ou Equivalente.
de segurança e laterais para posicionamento.
Fivela de ajuste: permite o ajuste fino da cadeirinha para um encaixe perfeito. Óculos de proteção
Podem ser de vários tipos, como fivelas de passagem dupla, automáticas ou fecho de
gancho. Figura 85 - Óculos de proteção com tirante a segurança
Longes manufaturados Projetadas para proporcionar um ponto de pouso seguro para pessoas em risco
de precipitação ou que precisem saltar de edifícios ou estruturas elevadas durante
Figura 86 - Modelos variados de longes Manufaturados emergências.
São feitas de materiais altamente duráveis e resistentes a rasgo, normalmente
fabricadas com camadas de PVC ou materiais similares que oferecem resistência e
flexibilidade. São projetadas para suportar o impacto de um salto de altura, devendo
oferecer segurança para indivíduos que caiam ou saltem de altura superior a 3 metros,
sendo a altura máxima de trabalho limitada ao modelo do equipamento.
Deve possuir capacidade de ser inflada em tempo inferior a 2 minutos, usando
sistemas de ar comprimido e possuir dimensões mínimas de 4x4x2 metros
(Comprimento x Largura x Altura).
Para o emprego da almofada de ar para resgate deve-se seguir rigorosamente
Fonte: acervo da comissão o manual de instrução do usuário, com destaque ao peso suportado, altura da queda,
manutenção, inspeção, conservação e forma de utilização.
Longes confeccionados
Este equipamento não deve ser empregado como sistema principal de
Para sua confecção, deve-se conectar o longe ao ponto de conexão da cintura salvamento e sim como segurança (backup) de uma abordagem às vítimas com
da cadeirinha por meio de dois nós aselha em oito induzido e na extremidade de cada risco de precipitação.
longe, curto e longos, deve-se confeccionar um nó aselha em oito para conexão dos
mosquetões.
Figura 88 - Almofada de Ar para resgate
Figura 87 - Longe confeccionado com corda dinâmica
75 76
Polias
77 78
Permitem a conexão segura de múltiplas linhas de corda a um único ponto de
ancoragem. São essenciais em operações de salvamento e escalada, proporcionando
um sistema de ancoragem organizado e seguro para distribuir a carga entre várias
linhas.
Devem possuir certificação NFPA.
Destorcedor de Corda
Triângulo de Salvamento
79 80
Geralmente feitas de materiais duráveis e resistentes à abrasão, como lona Apresentam a configuração simples com uma única linha, em Y quando possui
TPU ou PVC. Esses materiais são escolhidos por sua capacidade de resistir a rasgos, duas linhas e ainda podem conter dispositivo que absorve energia em caso de queda,
cortes e outras formas de desgaste, garantindo que as cordas sejam protegidas em reduzindo a força do impacto transmitida ao corpo do usuário.
diversos ambientes, desde condições de umidade até terrenos rochosos ásperos.
Devem possuir certificação CA, EN ou Equivalente
As mochilas de cordas devem ser estanques e adequados para carregar
diferentes comprimentos de corda, geralmente variando de 50 a 100 metros, possuir Figura 101 – Talabarte em Y com absorvedor de energia e Talabarte em Y sem absorvedor
sistema de fechamento ajustável e alças de transporte. de energia
No CBMMG padronizamos mochila estanque de 40 e 45 L.
Canivete
Fonte: acervo da comissão Material versátil e compacto útil em operações de salvamento, como cortar
cintos, fitas e cordas, abrir uma janela quebrada ou cortar um material que possa estar
Estribo obstruindo o acesso a algo importante. Seja para uso diário ou atividades específicas,
escolher um canivete de qualidade que atenda às suas necessidades pode
Também conhecidos como pedal, são faixas de material resistente usadas para proporcionar conveniência e funcionalidade por muitos anos.
auxiliar na ascensão por cordas. Eles oferecem um ponto de apoio para os pés, Figura 102 - modelos de Canivete
permitindo que o bombeiro suba de forma mais eficiente e com menos esforço,
utilizando a técnica de ascensão por corda fixa. Pode ser confeccionado com cabo
solteiro.
Figura 100 - Modelos variados de Estribo
Fonte: acervo da comissão Desempenham papel importante nas operações em altura, garantindo não
apenas a segurança e a eficiência da equipe, mas também a execução precisa de
Talabarte tarefas complexas em condições potencialmente perigosas. A comunicação clara
permite que uma equipe compartilhe informações em tempo real, coordene esforços
e responda prontamente às demandas, reduzindo o risco de acidentes e melhorando
Equipamento de segurança de uso obrigatório pela NR 35. Consiste em uma
a eficiência operacional. A iluminação adequada é essencial para garantir que os
corda ou fita de material resistente que serve como conexão entre o cinto de
bombeiros possam ver claramente seu ambiente de trabalho, identificar riscos e
segurança do usuário e um ponto de ancoragem ou outro elemento de segurança.
operar equipamentos com segurança, especialmente durante a noite ou em locais
com visibilidade limitada.
81 82
Rádios comunicadores
Proteções móveis
o Camalots ou Friends
Figura 105 - modelos de Lanterna
83 84
São dispositivos de proteção expansíveis que possuem um mecanismo de
mola. Eles podem ser ajustados para se encaixar em uma ampla gama de larguras de
fissuras, onde suas "cabeças" se expandem contra as paredes da rocha, criando um
ponto de ancoragem seguro.
Figura 106 - modelo de Camalots e Friends
Costura
Magnésio e Sacos
Fonte: acervo da comissão
o Hexentrics ou Hexes O magnésio (carbonato de magnésio) é usado por escaladores para secar o
suor das mãos, melhorando a aderência nas rochas ou agarras. Geralmente é
armazenado em pequenos sacos de magnésio, que podem ser presos a cadeirinha
Semelhantes aos nuts, mas de tamanho maior e com uma forma hexagonal, do escalador, permitindo fácil acesso durante a escalada. Existem variantes em pó,
que permite múltiplos pontos de contato e ângulos de encaixe em fissuras. São esferas e blocos, escolhidos conforme a preferência do escalador.
eficazes tanto em fissuras paralelas quanto irregulares. Figura 110 - modelo de Saco de Magnésio
Figura 108 - modelo de Hexentrics
85 86
Fonte: acervo da comissão Figura 113 - Modelo de batedor com broca
Sapatilhas
Martelo
No CBMMG, até a ocorrência de um acidente fatal, na Prontidão de Incêndio O Sistema de Ancoragem Segura (SAS) é uma configuração de equipamentos
do 1º BBM, quando um militar, ancorado em uma ponta de coluna, que a princípio, e técnicas destinada a estabelecer pontos de ancoragem robustos e confiáveis para
parecia ser segura, no momento de sua descida, na execução de um rapel, a ponta operações em altura, escalada e outros salvamentos.
de coluna mostrou-se não ser estrutural, vindo a romper, ocasionando a queda da Constituído por componentes como pontos de ancoragem naturais ou artificiais
estrutura, em cima do militar. Após esse fato, a preocupação com os pontos de (rochas, árvores, pilares etc.), estropo (mosquetões, fitas etc.) e mecanismos de
ancoragem, principalmente no que tange ao uso de dois pontos, tornou-se padrão. distribuição de carga (placas de ancoragem).
Para a União Internacional de Associações de Alpinistas (UIAA), uma O SAS visa garantir a segurança da operação e deve seguir os seguintes
ancoragem padrão deve suportar o dobro da força de choque gerada por uma queda preceitos:
Fator 2. Para tanto, tal ancoragem tem que resistir a cargas de, no mínimo, 24 kN.
Uma ancoragem que atende a tais exigências é conhecida como Ancoragem Padrão Redundância: O sistema deve contar com múltiplas ancoragens independentes
UIAA.
Com base nos padrões NFPA uma ancoragem deve suportar no mínimo 40 kN. para garantir que a falha de uma não comprometa a segurança geral, sendo assim,
Tal conclusão resulta do fato de que a maioria dos equipamentos de “uso geral”, que as ancoragens secundárias devem suportar no mínimo a mesma carga da ancoragem
são os equipamentos específicos para suportar as cargas mais pesadas e as
condições mais difíceis e que são adequados para uma ampla variedade de principal.
aplicações de salvamento e são específicos para oferecer a máxima segurança
possível devem possuir resistência mínima de 40 KN. No CBMMG padronizamos dois pontos de ancoragem, sendo eles, o
A escolha de um ponto de ancoragem, sólido e resistente, dependerá do
trabalho a ser realizado, da experiência, e do conhecimento teórico e prático do militar, primário (o que sofre ação direta da operação), e os secundários (considerados
visando sempre, garantir a segurança na ancoragem. como backup, são os que não sofrem ação direta da operação).
Devido à grande complexidade das operações envolvendo as técnicas de
Sistemas de Ancoragem nas operações em altura fez-se necessário detalhar e
especificar alguns pontos, deste modo temos: Resistência: Todos os componentes do sistema devem ser suficientemente
fortes para suportar não apenas o peso esperado, mas também forças adicionais
9.1 Estropo
geradas durante quedas ou outras situações dinâmicas.
Trata-se de um arranjo robusto, configurado em forma de anel ou argola a partir Proteção contra arestas cortantes: Deve-se tomar cuidado para evitar que
de materiais como fita, cabo solteiro, corda ou cinta, é primordialmente empregado cordas e equipamentos entrem em contato direto com arestas cortantes ou abrasivas,
para assegurar a proteção da corda em atividades de ancoragem.
Sua aplicação visa prevenir o contato direto da corda com arestas cortantes ou devendo ser utilizado protetores de corda ou quinas e posicionando as ancoragens de
"quinas vivas" no ponto de ancoragem. Ao incorporar os mosquetões, o estropo facilita forma a evitar esse risco.
e agiliza a preparação do ponto de ancoragem, eliminando a necessidade de realizar
amarrações diretas no ponto de ancoragem. Dispositivo de proteção (fusível): Sabendo que todo nó diminui a resistência da
Essa solução não apenas otimiza o tempo de configuração, mas também eleva corda deve-se introduzir um nó blocante, confeccionado por um cordelete, na corda
significativamente a confiabilidade e segurança do sistema de ancoragem, protegendo
a integridade da corda e, consequentemente, dos bombeiros envolvidos na atividade. do sistema a fim de protegê-la das ações do nó principal, sendo assim, o cordelete
Figura 115 - modelo de Estropo sofre todas as ações da carga, falhando (correr/deslizar ou rompendo) antes de aplicar
carga no nó principal. Devido ao comportamento do fusível na corda (esmagamento)
recomenda-se que ele seja mudado de posição a cada 10 submissões de carga.
89 90
Figura 116 - Detalhamento de um Sistema de Ancoragem Segura (SAS) Para as operações de Salvamento em Altura deve-se priorizar o emprego
do SAS.
Figura 117 - variação do SAS com ligação independente entre ponto primário e secundário
91 92
9.4 Ancoragem Debreável 9.5 Ancoragem Ejetável
Técnica no qual a ancoragem é dinâmica, podendo a qualquer momento, Técnica que permite a recuperação da corda após a realização do trabalho. A
mesmo com peso na corda tensionada, ser realizada operação de tensionamento, montagem de uma ancoragem ejetável impossibilita o uso de dois pontos de
subida ou descida da carga que se encontra na rota sem precisar ser desmontada ou ancoragem, sendo assim é necessário o uso de um ponto a prova de bomba.
substituída. Pode ser confeccionada para diversas finalidades tal como rapel, tirolesa, Existem várias formas de executar a ancoragem ejetável, dentre elas temos:
cabo aéreo ou corredor de segurança.
A ancoragem debreável pode ser montada com o uso do nó UIAA, com o Fixa
emprego do freio oito ou com descensores autoblocantes. Sendo realizada com o nó
UIAA ou com freio oito deve-se, obrigatoriamente, realizar seu travamento com nó
blocante quando não estiver sendo empregado sua operação dinâmica, isto é, subida Deve-se passar a corda permeada pelo ponto de ancoragem até que ambas as
ou descida de carga. pontas fiquem em contato com o solo. Com o uso de um descensor que permita a
Esta técnica deve ser empregada em pontos “a prova de bomba” ou combinada descida com corda dupla, o rapel é realizado e ao término, uma das pontas é puxada
com um SAS. e a corda é recuperada.
Quando combinado com um SAS, deve-se atentar ao dimensionamento do Neste formato a corda permanece estática em contato com o ponto de
tamanho da catenária entre as duas ancoragens, primária e secundária, de modo a ancoragem, não havendo movimentação para nenhum dos dois lados da corda.
garantir a execução dos trabalhos. Figura 121 - Ancoragem Ejetável Fixa
Para o emprego desta técnica, quando da utilização do nó UIAA ou freio oito, é
recomendado a implementação de um dispositivo de captura progressiva para garantir
a segurança da operação.
Figura 119 - variações de Ancoragem Debreável
Móvel
Fonte: acervo da comissão Deve-se passar a ponta da corda do rapel pela ancoragem e prendê-la à
cadeirinha por meio de um nó aselha em oito. Com o outro lado da corda conecte a
Dispositivo de Captura Progressiva (DCP) um descensor e realize o rapel e ao término, desfaça a aselha da cadeirinha e
recupere a corda pelo lado do descensor.
Mecanismo que permite ao militar gerenciar descida e subida de cargas de Para esta técnica deve-se atentar que a corda deve ser no mínimo duas vezes
maneira controlada, com a capacidade de parar e bloquear a corda automaticamente e meia a altura de descida e que haverá atrito da corda com a ancoragem durante
em qualquer ponto, impedindo que a carga retorne à posição inicial. todo processo de descida.
Para sua confecção pode-se utilizar bloqueadores mecânicos ou nós blocantes. Figura 122 - Ancoragem Ejetável Móvel
Figura 120 - variações de Dispositivo de Captura Progressiva (DCP)
93 94
9.6 Equalização
Métodos de Equalização
9.6.1 Tipos de Equalização Utilizada para dividir a carga, em três ou mais pontos de ancoragem. Se
subdivide em duas vertentes, W longo quando passa a fita ou corda de forma simples
Existem basicamente, três tipos de equalização, quais sejam, em “V”, “W”, e dentro dos mosquetões e W curto quando passa a fita ou corda permeado por dentro
“M”, variando a utilização, de acordo com a disponibilidade dos pontos de ancoragem. do mosquetão. A equalização em “W” longo, permite uma maior movimentação do
sistema, enquanto a equalização em “W” curto, confere maior robustez, mas com
Equalização em “V” perda considerável de mobilidade.
Figura 125 - equalização em "W" curto e longo
95 96
Nas equalizações, em “V” e “W”, para evitar o colapso do sistema, caso ocorra em Oito, que através de um mosquetão, será clipada nas alças, permitindo que a
falha, quebra, ou ruptura de algum dos pontos, deve-se realizar um anel na fita ou equalização fique multidirecional, ao mesmo tempo que essa Aselha, funciona
corda, antes de conectá-la ao mosquetão, fazendo assim, o que denominamos de também como um “Magic X”.
“Magic X”, possibilitando que os demais pontos se reorganizem e permaneçam Figura 128 - equalização em "V" e em “W” com nó Lais de Guia
funcionando, com o peso da carga equalizado.
Figura 126 - equalização em "V" e em "W" com Magic X
99 100
emprego e o parabolt deve ser afundado na superfície de instalação e o orifício criado
coberto pelos resíduas de sua abertura.
101 102
O uso de viaturas como pontos de ancoragem exige cuidados específicos para
garantir a estabilidade e segurança durante a operação, deste modo deve-se observar
as seguintes práticas para uma ancoragem adequada:
Posicionamento da Viatura: a viatura deve estar desligada, paralela ao ponto 9.9.4 Estacas
de tração e ser posicionada em um terreno firme e nivelado para evitar deslizamentos
Para esta técnica deve-se utilizar no mínimo três estacas, sendo recomendado
ou tombamento. Além disso deve-se usar calços nas rodas, engatar o freio de mão e o uso de cinco estacas. Para seu emprego, o solo onde as estacas vão ser dispostas,
manter o veículo em marcha para evitar qualquer movimento indesejado. deve ser resistente, evitando-se terrenos arenosos e lamaçais.
A ancoragem é realizada através de estacas e tensionadores, que servirão para
Distribuição de Carga: a carga aplicada à viatura deve ser distribuída de forma estabilizar o sistema.
equilibrada, evitando ângulos que possam gerar forças laterais excessivas. A
A técnica, consiste em armar um sistema onde são dispostas três estacas na
utilização de sistemas de ancoragem dupla ou tripla pode auxiliar na distribuição do parte de trás, e duas estacas na parte da frente. As estacas são fixadas no solo, com
peso, garantindo maior estabilidade. uso de uma marreta, e devem ser anguladas cerca de 60º em relação a superfície,
sendo que dos 2/3 da estaca deve ficar enterrados no solo.
Uso de guinchos e olhais de ancoragem: algumas viaturas são equipadas com Para tensionar e estabilizar o sistema, as estacas frontais devem ser
guinchos e olhais de ancoragem para facilitar operações de elevação e tensionadas nas posteriores. Utilizando-se anéis de fita ou cordeletes preso às duas
estacas, sendo utilizado a base das estacas traseiras e o topo das estacas dianteiras,
tensionamento. Esses dispositivos devem ser utilizados de acordo com as instruções coloca-se o tensionador entre o anel de fita ou cordeletes, torcendo-o até ficar bem
do fabricante, considerando os limites de carga e a capacidade de tração de cada esticado e posteriormente fixando-o no chão.
Para confecção de ancoragem com estacas deve-se utilizar uma das técnicas
equipamento. de equalização.
Uso das rodas: quando utilizado as rodas, deve-se priorizar as traseiras, atentar Figura 134 - montagem de ancoragem emergencial com Estacas e Tensionadores
para que elas não estejam quentes e não exista nada que possa danificar os estropos.
Além disso, deve utilizar pelo menos dois pontos na roda proporcionando uma
equalização para distribuição da carga em toda extensão da roda e não somente em
um ponto.
Pontos de Redundância: para aumentar a segurança, especialmente em
operações críticas, é recomendável o uso de ancoragens redundantes, conectando a
Fonte: acervo da comissão
corda principal a dois ou mais pontos de ancoragem na viatura.
9.9.5 Ferramentas e mobiliários
Figura 133 - Ancoragem em viaturas
Em situações emergenciais onde não há um ponto sólido e robusto para
confecção das ancoragens, haverá a necessidade de entrar em ação a criatividade e
o improviso do bombeiro, desde que, dentro de uma margem de segurança, fazendo
uso de ferramentas como alavanca hooligan ou alavanca corte/ponteira, travadas
entre as portas, ou até mesmo, furar ou quebrar certos pontos na parede para travar
esses materiais.
103 104
Outro modo, é utilizar-se de possíveis mobiliários existentes no local, atentando 10 SISTEMA DE REDUÇÃO DE FORÇAS (SFR)
sempre para sua resistência física e robustez, sendo devidamente protegidos, antes
de se executar o processo de ancoragem, propriamente dito.
O SRF permite que cargas pesadas sejam movidas com maior segurança e
Figura 135 - montagem de ancoragem com emprego de Ferramentas diversas eficiência, utilizando menos força por parte dos bombeiros. Este sistema é essencial
em situações em que é necessário levantar, baixar ou mover cargas consideráveis,
como vítimas ou equipamentos pesados, garantindo a segurança tanto do bombeiro
quanto da vítima.
O conceito de redução de força remonta às antigas civilizações, onde princípios
básicos de mecânica eram utilizados para levantar e mover objetos pesados. Com o
tempo, esses princípios foram refinados e adaptados para diversas aplicações,
incluindo construção, transporte e, eventualmente, salvamento.
No contexto de salvamento em altura, o uso sistemático de sistemas de
redução de força começou a ganhar popularidade nas últimas décadas, à medida que
Fonte: acervo da comissão as técnicas de acesso por cordas e salvamento se tornaram mais sofisticadas. A
evolução dos materiais e equipamentos, como cordas sintéticas de alta resistência e
9.10 Desviadores dispositivos de bloqueio eficientes, permitiu o desenvolvimento de SRF mais seguros
e eficazes.
Nas situações em que não é possível encontrar um ponto de ancoragem O Sistema de Redução de Força baseia-se nos princípios da mecânica
devidamente alinhado a rota de descida torna-se necessário desviar a corda para clássica, especificamente na utilização de polias para redistribuir a carga e reduzir a
atender às demandas da atividade, neste sentido, o desvio é realizado com o propósito força necessária para mover um objeto. O funcionamento básico do SRF pode ser
de reposicionar a corda, a fim de contornar um obstáculo ou perigo. descrito da seguinte forma:
A montagem de um desvio pode ser realizada com polia ou mosquetão, sendo
que a corda de trabalho é passada livremente pela polia ou mosquetão permitindo sua Polias e Cordas: O SRF utiliza uma série de polias e cordas para criar um
movimentação. sistema mecânico onde a força aplicada é dividida por dois ou mais pontos. As polias
No emprego do desvio, deve-se atentar o ângulo formado, pois pode causar
sobrecarga na ancoragem do desvio. Pesquisas indicam que a carga no desvio podem ser fixas ou móveis, dependendo da configuração desejada e da quantidade
aumenta à medida em que o ângulo formado por ele com a corda de ancoragem de força necessária.
diminui, isto é, quanto menor o ângulo maior a carga no desvio. Ao atingir a angulação
de 120º, a carga no desvio iguala-se à carga na ancoragem e, a partir desse ponto, Ancoragens: As polias são fixadas em pontos de ancoragem seguros e
há a sobrecarga no ponto de desvio. Com isso, sugere-se que a angulação formada confiáveis. A escolha dos pontos de ancoragem é importante, pois eles devem
no ponto de desvio seja superior a 120º.
Figura 136 – aplicação de Desviadores
suportar as cargas aplicadas sem falhar.
Distribuição da Força: Quando uma carga é aplicada ao sistema, a força é
redistribuída através das polias, reduzindo a força necessária em cada ponto. Por
exemplo, em um sistema 2:1, a força necessária para levantar a carga é reduzida pela
metade.
Eficácia e Segurança: A eficácia do SRF depende da configuração correta das
polias e da qualidade dos equipamentos utilizados.
Fonte: acervo da comissão
105 106
Sempre que um SRF for utilizado deve-se empregar um DCP na primeira
corda que sai da carga ou em um sistema em separado.
VM = FS\FE
10.4.5 Sistema independente rugosidade das superfícies das polias e da corda contribui para o atrito.
Superfícies mais ásperas aumentam a resistência;
Normalmente utilizado para os casos em que a corda não é suficiente nem
mesmo para realizar a confecção do sistema curto. No caso de haver disponível uma pressão de contato, isto é, a força com que a corda pressiona contra a polia
corda menor e para que não haja emenda de cordas, usa-se o sistema independente, afeta o atrito. Maior pressão de contato geralmente resulta em maior atrito;
com o sistema de redução de forças montado em separado da corda da carga. Em
alguns casos esse sistema é utilizado para que a corda tracionada fique limpa, ou material das polias e corda uma vez que diferentes materiais possuem
seja, com o mínimo de nós, equipamentos a ela fixados. Isso porque o sistema coeficientes de atrito variados. Polias de metal e cordas sintéticas, por exemplo,
independente realiza o tracionamento da corda e depois pode ser retirado.
Esse sistema possui o mesmo princípio de não ancorar a polia móvel podem ter diferentes níveis de atrito comparadas a polias de plástico e cordas
diretamente na carga, assim como o sistema curto. Contudo, é chamado de naturais.
independente porque o SRF é montado em uma corda à parte e é fixado em uma
segunda corda através de um blocante mecânico ou nó blocante, por exemplo. Essa torções e dobras na corda durante o percurso aumentam o atrito, pois mais
segunda corda é a que está ligada diretamente à carga. área de contato é criada entre os componentes do sistema.
Na operação do sistema independente, quando as polias se encontram e não
há mais espaço útil para tracionamento, é necessário resetar o sistema. Para tal, à
medida que a carga é tracionada, a corda principal deve ser recuperada e travada, Importante destacar que o atrito constante gera desgaste tanto na corda quanto
sendo isso possível através de um blocante mecânico ou por nó blocante. nas polias, diminuindo a vida útil dos componentes e aumentando a necessidade de
manutenção e substituição.
111 112
Para minimização o atrito é necessário: um local de difícil manuseio ou acesso. Como por exemplo pode-se citar a montagem
do SRF em um tripé. Assim que o equipamento é montado e arvorado, o SRF fica
utilizar polias com rolamentos de alta eficiência; posicionado em altura considerável. Além disso, posteriormente o tripé poderá ser
posicionado em local onde o acesso será restrito, dificultando ainda mais o manuseio
utilizar cordas com menor coeficiente de atrito; do sistema e, por conseguinte, do DCP.
realizar inspeções regulares e manutenção adequada, como a lubrificação dos Em situações como essa, é recomendada a montagem do DCP em um sistema
em separado, no qual a corda será travada em um ponto de ancoragem, distinto do
rolamentos das polias; sistema.
evitar torções e dobras na corda durante a instalação do sistema de polias. Ressalta-se que nesta prática deve-se empregar um militar específico para
realizar a recuperação da corda no DCP à medida em que há o tracionamento do
sistema.
O atrito é uma força inevitável em sistemas de polias e pode impactar
Figura 148 - DCP em Separado
negativamente a eficiência e a segurança das operações. Compreender as causas do
atrito e aplicar estratégias para minimizá-lo são essenciais para otimizar o
desempenho dos Sistemas de Redução de Força. A escolha de materiais adequados,
a manutenção regular e a configuração correta do sistema são medidas essenciais
para reduzir o atrito e garantir operações seguras e eficazes.
Refere-se ao fenômeno onde a força aplicada em uma corda que passa por
uma polia é dividida igualmente nos dois lados da corda, resultando na soma dessas Fonte: acervo da comissão
forças atuando no eixo da polia e consequentemente na ancoragem. Quando uma
força é aplicada na entrada da polia, a mesma quantidade de força é transmitida
através da polia até a saída. Por exemplo, se uma força de 100 kg é aplicada, 100 kg
agirão na entrada e na saída da polia, e o eixo central suportará um total de 200 kg.
Além de mudar a direção da força, as polias aumentam a eficiência do sistema
de levantamento, permitindo que uma carga seja movida de forma mais controlada e
segura. No entanto, isso também significa que a polia e seu ponto de fixação precisam
ser extremamente robustos para suportar as tensões adicionais. O entendimento
preciso de como as forças se distribuem em um sistema de polias é essencial para
garantir que a carga, a polia e a ancoragem operem dentro de limites seguros,
prevenindo falhas durante operações.
Figura 147 - Efeito Polia
115 116
Figura 152 - Segurança de Solo
Segurança de solo
117 118
de apoio para completar a trajetória, posicionando o chicote entre o firme e a freio oito,
puxando-o para baixo com as duas mãos para realizar a meia blocagem do freio oito.
Em seguida, deve-se fazer uma alça passando-a por dentro do mosquetão,
repetindo a sequência anterior, a fim de realizar o travamento completo do freio oito,
finalizando o procedimento.
Para desfazer o travamento, deve-se repetir as ações em ordem contrária,
prestando especial atenção no momento de desfazer a meia blocagem com
segurança.
Figura 154 - Travamento do Freio Oito Fonte: acervo da comissão
Utilizado quando o bombeiro necessita das duas mãos livres durante a descida,
ou quando há necessidade de descida de vítima. O controle da descida é realizado
por outro militar e a ancoragem primária deve ser montada com o uso do nó UIAA ou
com o freio oito ou com um descensor autoblocante. Sendo utilizado o no UIAA ou o
freio oito deve-se empregar um DCP.
Quando a vítima estiver imobilizada e não estiver acompanhada de um
Fonte: acervo da comissão bombeiro, deve-se utilizar uma corda guia na vítima para que ela não colida com a
parede ou obstáculos durante a descida.
Travamento do nó UIAA
Figura 157 - Rapel Comandado
Realizado quando o militar mantém contato dos pés com a edificação ou rocha
durante a descida.
Figura 158 - Rapel Positivo
Fonte: acervo da comissão
119 120
11.1.4 Rapel negativo O longe maior só pode ser retirado após a passagem completa pelo fracionamento e
o descensor e auto segurança, se for o caso, estiverem reconectados.
Realizado quando o militar NÃO mantém contato dos pés com a edificação ou
rocha durante a descida. Aproximação do fracionamento: inicie o rapel até se aproximar do
Figura 159 - Rapel Negativo fracionamento. É importante manter uma curta distância entre o descensor e o
fracionamento, evitando o contato e facilitando os próximos movimentos.
Passagem: após conectar o longe maior no nó borboleta instalado após o
fracionamento, conecte um ascensor a aproximadamente 20 cm acima do descensor
e com auxílio do estribo, conecte o longe menor ao ascensor, desta forma, a carga
será transferida para o ascensor e o descensor ficara aliviado e poderá ser removido.
Reposicionamento do descensor: com o longe maior conectado no nó borboleta
Fonte: acervo da comissão
e a carga transferida para o ascensor, retire o descensor da corda e reinstale-o após
11.1.5 Rapel de frente
o fracionamento, antes do nó borboleta, o mais alto possível.
Geralmente utilizado pelas forças armadas ou times táticos em descida para Transferência de ascensores: posicione o segundo ascensor imediatamente
pronto emprego de armamento. Comumente utilizado em treinamentos de adaptação
acima do descensor e abaixo do primeiro e conecte o 2º longe maior. Transfira o
de salvamento em altura.
Consiste em rapel positivo no qual é realizado a clipagem da corda do rapel, estribo para o 2º ascensor e com seu auxílio retire o 1º ascensor da corda. Desta
no cinto da cintura, nas costas do militar com o emprego do freio oito, seja com
forma a carga será transferida para o descensor e na sequência o 2º ascensor poderá
cadeirinha nível 2 ou 3, possibilitando a descida de frente em contato dos pés com o
plano rampante ou edificação, deixando a mão que não realiza a frenagem ser removido.
completamente livre.
Limpeza do sistema e conferência: após remover os ascensores da corda e
Figura 160 - Rapel de Frente
conectar o descensor e auto segurança, se for o caso, após o fracionamento, desfaça
o nó borboleta, confira todo o sistema e de continuidade a descida.
Para esta técnica, os ascensores podem ser substituídos por nós blocantes e
o estribo por anel de fita.
123 124
A Regra dos 15º O cabo aéreo pode ser empregado para conduzir cargas ou pessoas com o
emprego de polia/mosquetão com corda guia ou tracionamento manual na corda.
Preconiza que o ângulo formado entre a corda tencionada e uma linha Figura 166 - Transposição do Cabo Aéreo por baixo
imaginária no plano horizontal após tensionado com uma carga de 90kg pendurada
em seu centro não pode ser inferior a 15º.
Figura 164 - Regra dos 15º
Montagem
Transposição
125 126
lateral. A padronização de pontos de ancoragens segue os mesmos citados
anteriormente.
Figura 169 - Tirolesa Paralelo Horizontal Cordas Juntas
11.4 Tirolesas
Fonte: acervo da comissão
O primeiro construtor de uma autêntica tirolesa foi o holandês Adam Wybe em
1644. O sistema inventado por Wybe consistia em uma série de cabos de cânhamo Paralelo horizontal cordas separadas
estendidos entre pontos elevados, sobre os quais vagões ou gôndolas carregavam
materiais de construção. Esta inovação permitiu o transporte eficiente de grandes
quantidades de materiais de construção através de obstáculos naturais ou áreas Nesta configuração utiliza-se duas cordas separada lateralmente, devendo
urbanas densas, o que teria sido significativamente mais desafiador com os métodos estar em ancoragem separadas pelo menos 30 cm uma da outra, sendo assim utiliza-
de transporte terrestre da época. se polias simples ou polias duplas em linha. A padronização de pontos de ancoragens
A tirolesa empregada pelo CBMMG é um dispositivo utilizado primordialmente segue os mesmos citados anteriormente.
para o transporte de pessoas ou cargas entre pontos elevados no qual a inclinação Figura 170 - Tirolesa Paralelo Horizontal Cordas Separadas
dentre eles deva estar entre 20º e 45º. Ela opera baseada no princípio de
tracionamento de cabos, utilizando polias para facilitar o deslocamento tanto de
descida quanto de subida. Este método é especialmente útil em terrenos acidentados
ou em situações em que o transporte terrestre é impraticável.
No CBMMG adotamos as seguintes configurações para a montagem das
tirolesas:
129 130
b) Polia – duas polias simples para proporcionar o movimento vertical.
c) Polia – uma polia simples para içamento da vítima.
d) Mosquetão – um mosquetão D assimétrico de aço para conexão da polia
de içamento da vítima ao triângulo de salvamento ou maca.
d) Triângulo de Salvamento ou Maca – equipamento para conexão da vítima
ao sistema.
131 132
11.5 Ascensão 11.5.1 Dois punhos
alinhado e paralelo possível com a corda, evitando cansaço desnecessário e Nesta configuração utiliza-se um ascensor de punho (direito ou esquerdo), um
maximizando a eficiência do movimento. ascensor ventral e um ascensor de pé no pé oposto ao que emprega o estribo. Após
conectar os três ascensores à corda, sendo o de punho como superior, o ventral como
médio e o de pé como inferior, e travar o ascensor de punho com um mosquetão oval
No CBMMG padronizamos as seguintes configurações para operações em deve-se conectar o estribo ao ascensor superior e na sequência conectar um longe
altura: longo ao estribo.
Considerando que o ascensor de pé é um equipamento auxiliar, pode-se retirá-
lo do sistema a qualquer momento dando continuidade à ascensão na configuração
“punho e ventral”.
133 134
Figura 178 - Ascensão com Punho, Ventral e Pé
11.5.7 Passagem de nó
Fonte: acervo da comissão Essa técnica é empregada quando é necessário ultrapassar uma emenda ou
um nó durante a ascensão em corda. Ela permite que o bombeiro continue a subida
11.5.5 Punho e Passada à Italiana até o destino pretendido de forma segura e eficaz.
Para sua execução deve-se seguir os seguintes passos:
Nesta configuração utiliza-se um ascensor de punho (direito ou esquerdo)
combinado com o freio oito na técnica Passada à Italiana. Após confeccionar a técnica Segurança durante a manobra: ao se aproximar no nó, para qualquer
Passada à Italiana no freio oito e conectar o ascensor de punho na corda, sendo o de configuração de ascensão, deve-se realizar um nó borboleta abaixo do ascendente
punho como superior e a Passada à Italiana como inferior, e travar o ascensor de
punho com um mosquetão oval deve-se conectar o estribo ao ascensor de punho e inferior e conectar o longe menor antes de iniciar o processo de passagem. O longe
na sequência conectar um longe longo ao estribo. menor só pode ser retirado após a passagem completa pelo nó/obstáculo e todos os
Para esta configuração deve-se recuperar a corda do chicote quando do
movimento de extensão da perna. ascendentes estiverem conectados a corda e checados.
Para a montagem da Passada à Italiana deve-se iniciar o encordoamento do Aproximação do nó: inicie a ascensão até se aproximar do nó. É importante
freio oito de modo normal, porém ao passar a alça da corda pelo olhal menor deve-se
confeccionar um anel de modo que a corda do firme passe sobre a corda do chicote. manter uma curta distância entre o nó e o ascendente superior, evitando contato e
Desta forma a Passada à Italiana está confeccionada devendo na sequência ser facilitando os próximos movimentos.
introduzido um mosquetão unindo o olhal menor a corda do firme impedindo que o
freio oito gire e tome a posição vertical.
Figura 180 - Ascensão com Punho e Passada à Italiana
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Reposicionamento do ascendente superior: retire o ascendente superior da
corda e reinstale-o acima do nó.
Ajuste do ascendente inferior: posicione o ascendente inferior o mais próximo
possível do nó, sem tocá-lo. Use o estribo para se elevar e, então, posicione o
ascendente superior ainda mais alto.
Transposição do nó: coloque todo o seu peso no ascendente superior. Remova Fonte: acervo da comissão
o ascendente inferior e reinstale-o acima do nó, abaixo do ascendente superior. 11.5.9 Escalada em estrutura metálica
Figura 182 - Técnica de Passagem de Nó A escalada em estruturas metálicas é uma técnica empregada em situações de
resgate, manutenção e construção, onde é necessário acessar pontos elevados ou de
difícil alcance em estruturas como pontes, torres de transmissão, andaimes e edifícios
industriais.
Para realização deste tipo de escalada é necessário realizar uma avaliação
detalhada da integridade estrutural. Verificar possíveis riscos, como corrosão,
instabilidade e partes soltas ou danificadas. Além disso deve-se definir a rota de
escalada, identificando pontos de ancoragem seguros e avaliando os melhores
métodos de acesso e retirada.
Escadas, andaimes e treliças, quando disponíveis, devem ser utilizados como
Fonte: acervo da comissão primeira opção para acesso seguro, deste modo realize a progressão alternando a
conexão dos longes na estrutura de modo a manter pelo menos um ponto conectado
11.5.8 Transição ascensão para rapel a estrutura e não possibilitando quedas de FQ > 1.
Caso a estrutura disponha de um cabo de segurança ascendente pode-se
Após atingida a altura desejada na ascensão em corda, pode ser necessário a utilizá-lo por meio da conexão do longe longo ao cabo através de um nó blocante.
inversão para o rapel. Figura 184 - Escalada em Estrutura Metálica
Para a configuração “punho e descensor autoblocante” basta recuperar a corda
no descensor até próximo do ascensor de punho, deixar o descensor blocar a corda
e retirar o resto dos equipamentos da corda.
Para as demais configurações deve-se:
137 138
12 ESCALADA EM ROCHA Técnica de Pés: Uso eficiente dos pés para apoiar o corpo e economizar
energia dos braços. Inclui técnicas como o “edging” (uso da borda dos sapatos) e o
A escalada em rocha é um esporte que combina habilidade técnica, força física
“smearing” (uso da sola do sapato contra a rocha).
e mental, e um profundo conhecimento de equipamentos e segurança. Para os
bombeiros, essas habilidades são relevantes em operações de resgate em altura. Técnica de Mãos: Uso de diferentes tipos de agarres (como regletes,
Surgiu como uma extensão do alpinismo no final do século XIX. Na Europa,
especialmente nos Alpes e Dolomitas, montanhistas começaram a explorar rotas mais abaulados, fissuras) para segurar e puxar. Técnicas de mão adequadas aumentam a
técnicas em rochas. A atividade evoluiu com o tempo, ganhando popularidade como segurança e a eficácia da escalada.
um esporte autônomo. Nos anos 1950 e 1960, com o desenvolvimento de
equipamentos especializados, como proteções móveis e sapatos de escalada, a Escalada de Fissura: Técnica específica para escalar fissuras na rocha, usando
escalada moderna começou a tomar forma nos Estados Unidos e Europa. entalamento de mãos, pés ou até o corpo. Requer prática para dominar, mas é
A escalada moderna se subdivide em diversas modalidades, dentre elas: essencial em muitas rotas tradicionais.
Escalada Esportiva - Realizada tanto em ambientes internos quanto externos, Chaminé – Técnica empregada em fenda larga o bastante para que o escalador
caracteriza-se pelo uso de proteções fixas (chapeletas) onde o escalador pode entre inteiro dentro dela. A escalada é feita pressionando-se as duas paredes da
prender a sua corda. O foco está na dificuldade técnica dos movimentos. chaminé simultaneamente em direções opostas.
Boulder - Praticada sem o uso de cordas ou cadeirinhas, em rochas baixas ou Oposição - Técnica de escalada em que o escalador pressiona a rocha com os
blocos, com colchões de queda (crash pads) para proteção. Enfatiza movimentos de pés numa direção enquanto puxa com as mãos na direção oposta.
alta dificuldade em alturas relativamente seguras.
Figura 185 - Escalada em Rocha
Escalada Tradicional ou Clássica - Envolve a ascensão de rotas em rocha onde
os escaladores devem colocar e remover suas próprias proteções (como friends e
nuts) para segurança. Requer conhecimento abrangente de técnicas de ancoragem e
avaliação do terreno.
Big Wall - Refere-se à escalada de grandes paredes, muitas vezes
necessitando de vários dias para ser completada, exigindo que os escaladores
permaneçam na parede durante a noite. Envolve logística complexa, incluindo Fonte: acervo da comissão
sistemas de ancoragem, bivaques e planejamento de rota. Dentro deste contexto, para fins de comunicação no meio esportivo de
escalada adota-se os seguintes comandos por voz:
Escalada em Gelo - Especialidade da escalada praticada em formações de gelo
como cachoeiras congeladas e geleiras, utilizando equipamentos específicos como Seg!: Pedido para iniciar a segurança.
piolets e crampons. Tensiona!: Pedido para retirar a folga da corda.
Via Ferrata - Caminhos montanhosos equipados com cabos de aço, degraus, Folga!: Pedido para liberar corda.
pontes e escadas que permitem aos bombeiros navegar por rotas que seriam Livre!: Indicação de escalador seguro e o segurança pode liberar a corda.
inacessíveis sem equipamentos de escalada. Embora não seja "escalada" no sentido Corda!: Aviso que a corda está sendo lançada.
tradicional, envolve habilidades e equipamentos similares.
O treinamento em escalada em rocha fortalece não apenas as habilidades
Para superar estas modalidades de escalada adota-se as seguintes técnicas: físicas dos militares, mas também sua resistência mental, capacidade de resolução
de problemas sob pressão e trabalho em equipe. O domínio dessa técnica é essencial
em missões que envolvem ambientes naturais, como montanhas e penhascos, assim
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como em áreas urbanas, onde a geografia do terreno ou a estrutura arquitetônica 13 AUTO RESGATE
apresenta desafios significativos.
Neste contexto, a escalada em rocha é aplicada de forma ampla e variada nas
Auto resgate é a situação em que o militar, ao praticar uma atividade em altura,
operações do Corpo de Bombeiros, especialmente em regiões com terrenos
precisa se resgatar devido a uma falha em seu sistema de descensão ou ascensão.
acidentados e estruturas naturais complexas. Quando ocorre um acidente em
O conceito de auto resgate começou a ganhar relevância com o desenvolvimento de
montanhas, falésias ou desfiladeiros, a escalada em rocha permite que os bombeiros
técnicas de alpinismo e escalada. Inicialmente, era uma habilidade essencial para
acessem rapidamente vítimas que se encontram em locais de difícil acesso. Nessas
alpinistas enfrentarem emergências nas montanhas. Com o tempo, as técnicas de
situações, a habilidade de escalar não apenas possibilita alcançar a vítima, mas
auto resgate fora sendo adaptadas e refinadas para outras aplicações, incluindo
também facilita a estabilização e evacuação em segurança. A escalada é crucial em
operações de resgate urbana e industrial, tornando-se fundamentais para bombeiros.
resgates onde cada segundo conta, aumentando significativamente as chances de
Na maioria das vezes, o auto resgate ocorre porque o militar não tomou os
sobrevivência das vítimas ao permitir uma resposta rápida e eficaz.
cuidados necessários, resultando em uma falha que poderia ter sido evitada durante
Além de resgates em ambientes naturais, a escalada em rocha também é
a descensão ou ascensão. Contudo, mesmo os profissionais mais experientes podem
essencial em operações urbanas, onde os bombeiros enfrentam desafios em
enfrentar situações inevitáveis. É fundamental evitar ao máximo a necessidade de um
edificações altas, pontes e outras estruturas artificiais. Em cenários de incêndios em
auto resgate, especialmente em operações cujo objetivo principal seja o resgate de
arranha-céus, colapsos de edifícios ou operações de manutenção em estruturas
outra pessoa. Isso porque, embora seja uma técnica simples, o auto resgate retarda
elevadas, as técnicas de escalada permitem que os bombeiros acessem áreas que
o objetivo principal, que é o resgate de terceiros.
seriam inacessíveis por escadas ou plataformas elevatórias. Isso inclui a inspeção de
O auto resgate pode ser necessário quando o praticante enfrenta problemas
danos, a execução de reparos urgentes e o resgate de pessoas presas em locais
específicos durante a descensão ou ascensão, seja ao realizar um resgate ou em
elevados. A escalada em rocha, portanto, não só amplia o alcance operacional, mas
outras situações isoladas. Algumas das causas mais comuns incluem:
também garante que eles possam intervir com eficácia em uma variedade de
situações complexas e perigosas.
Sendo assim, os militares devem dominar uma variedade de técnicas de Roupas ou luvas enroscadas no descensor;
escalada para garantir a eficácia e segurança durante operações. A escalada Nós autoblocantes de segurança completamente travados e fora de alcance;
esportiva e clássica são uma das principais técnicas, onde o bombeiro utiliza apenas
suas mãos e pés para subir, contando com cordas e equipamentos de segurança Nós autoblocantes enroscados no equipamento de descensão;
como proteção contra quedas. Estas técnicas são fundamentais em situações em que Contato muito próximo do descensor ou ascensor com nós na corda;
o terreno permite pontos de apoio adequados, e o bombeiro precisa se mover
rapidamente para alcançar uma vítima ou posicionar equipamentos de resgate. Cabelos enroscados no descensor;
Ocorrência do “nó boca de lobo” no freio oito.
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Prestar atenção ao realizar descensão com freio oito para evitar a formação do 14 RESGATE DE VÍTIMAS
nó boca de lobo caso a corda perca tensão.
O resgate de vítimas em altura abrange um conjunto de procedimentos
destinados a socorrer indivíduos que se encontram em situação de perigo em locais
Esses cuidados são essenciais para garantir a segurança e a eficiência das
elevados. Esse risco frequentemente está associado à possibilidade de queda, o que
operações de salvamento em altura, minimizando a necessidade de auto resgates e
pode resultar em lesões físicas, traumas psicológicos ou, em casos extremos,
assegurando o cumprimento do objetivo principal de resgatar terceiros. fatalidades.
A realização do procedimento de auto resgate, é muito semelhante em várias Os procedimentos variam de acordo com a peculiaridade de cada situação,
ocasiões. Consistindo em transferir o peso do corpo que está no ponto principal da
sendo que os locais mais frequentes que ocorrem esse tipo de resgate são
corda, para acima de onde ocorreu a “pane” ou transferido para outra corda ou local
edificações, árvores, andaimes, torres de rede elétrica, cabos de tirolesa, poste de
de apoio, quando for possível e viável. Dessa forma toda a tensão que estava sendo energia, ribanceiras, brinquedos de parques, muro de escalada, cachoeiras, rochas,
feita no local da “pane”, é transferida para o ponto criado. Ao realizar este pontes etc.
procedimento, a atenção deve ser difusa, tendo em vista que, em momento algum o
Vários fatores determinam a complexidade de um resgate em altura, incluindo
militar poderá desconectar-se da corda.
o local onde a vítima está, o tipo de acesso disponível, o estado de consciência da
Para realizar esta técnica deve-se introduzir um ascensor ou um equipamento
vítima, e se ela estava envolvida em uma atividade específica em altura ou não. Em
blocante ou nó blocante na corda acima do ponto de “pane”, conectá-lo ao estribo e geral, o resgate de vítimas não é uma tarefa simples, pois requer que o bombeiro
ao longe maior. Apoiar os pés no estribo para que possa ficar de pé onde
tenha a habilidade de selecionar e aplicar as técnicas apropriadas para cada situação.
automaticamente o seu corpo irá elevar-se liberando a tensão sobre a pane deixa-a
São possíveis vítimas envolvidas com a atividade de altura:
livre.
Figura 186 - Auto Resgate Praticante de escalada ou rapel;
Trabalhador de Acesso por Cordas ou Alpinismo Industrial;
Trabalhador que utiliza andaimes para pintura ou manutenção, (geralmente
presos por uma linha de vida, talabart e cadeirinha);
Trabalhador de rede de iluminação;
Trabalhadores que realizam corte e poda de árvore.
Capacete;
Triângulo de salvamento - “Fraldão”;
Canivete em casos que seja necessário cortar a corda; Fonte: acervo da comissão
14.1 Síndrome da suspensão inerte Tendo como principal objetivo resgatar a vítima com vida, deve-se priorizar o
resgate rápido acima de qualquer outra manobra. A “morte de resgate” pode ocorrer
A síndrome da suspensão inerte, também conhecida como hipotensão devido ao aumento letal do retorno de sangue hipoxêmico para a circulação central
ortostática, trauma de suspensão inerte ou síndrome da cadeirinha, é uma condição quando a vítima é colocada bruscamente em posição horizontal.
médica crítica que pode ocorrer em situações de trabalho em altura, quando uma O bombeiro deve manter a parte superior do tronco da vítima em posição
pessoa fica suspensa por longos períodos utilizando um cinto de segurança. Esta vertical, com as pernas flexionadas, por pelo menos 10 minutos, antes de movê-la
síndrome é particularmente relevante nas operações em altura onde frequentemente lentamente para uma posição supina na maca, ajustando-a cuidadosamente.
surgem situações em que vítimas ficam imobilizadas e suspensas, aguardando Existem fatores individuais que podem aumentar o risco de uma síndrome da
resgate. suspensão inerte, sendo assim recomenda-se:
O uso do cinto de segurança é indispensável para atividades em altura, porém,
pode levar à compressão do fluxo sanguíneo, principalmente nos membros inferiores. Planejar o trabalho em altura para permitir resgates imediatos.
Essa compressão impede o funcionamento adequado do sistema circulatório. Em Evitar trabalhos em altura quando houver fatores de risco individuais.
pouco tempo, podem surgir alterações como o aumento da frequência cardíaca e da
pressão sanguínea, na tentativa de restabelecer a circulação. Quando essas medidas Priorizar o resgate rápido sem perder tempo em estabilizar a vítima.
não são eficazes, a pressão é reduzida, levando ao depósito de sangue nos membros Garantir que trabalhadores em suspensão nunca trabalhem sozinhos.
inferiores e à diminuição do oxigênio no cérebro e nos músculos.
As fitas do cinto podem causar estrangulamento, promovendo edemas e Evitar manter a vítima em posição vertical prolongadamente e resgatá-la no
liberação de toxinas (acidose) por isquemia leve, o que pode gerar complicações
menor tempo possível.
como trombose venosa, insuficiência renal, embolia pulmonar e a produção de ácidos
nos músculos. Esta condição pode se agravar rapidamente se o resgate não for Se a vítima estiver consciente, tranquilizá-la e manter as pernas em posição
realizado de maneira adequada e urgente.
horizontal.
No final dos anos 70, mortes inexplicáveis em indivíduos aparentemente
saudáveis, especialmente espeleólogos encontrados mortos suspensos em cintos Utilizar sistemas de apoio para os pés e mover as pernas frequentemente
sem traumas aparentes, intrigaram pesquisadores. Inicialmente atribuídas à síndrome
de “fadiga por hipotermia”, estas mortes levaram à realização de estudos clínicos durante o trabalho suspenso.
específicos, que redefiniram a condição como “Síndrome da Suspensão Inerte”.
Pesquisas experimentais com voluntários saudáveis mostraram a gravidade do Desta forma conclui-se que a síndrome da suspensão inerte é uma condição
problema, identificando sintomas como dormência, dor intensa, sensação de asfixia, médica grave que pode ocorrer durante trabalhos em altura. A compreensão de seus
contrações incontroláveis, hipotensão, taquicardia e, em alguns casos, perda de sintomas e a aplicação de técnicas de resgate adequadas são essenciais para
consciência. prevenir complicações fatais. O treinamento contínuo, o uso adequado de
Estudos realizados nos anos 70 apresentam que foram efetuados 65 testes de equipamentos e a preparação para o atendimento são fundamentais para garantir a
suspensão em posição vertical com montanhistas experientes e quatro tipos de cintos. segurança e a eficácia das operações de resgate em altura.
Os resultados demonstraram efeitos negativos como dormência, dor intensa,
145 146
14.2 Rapel com vítima Após definido qual meio de acesso e equipamentos serão utilizados para a
operação de resgate, o bombeiro, após montagem de seu SAS ou equivalente, deverá
rapelar ao encontro da vítima e para tanto deve realizar a técnica de alongamento do
Nesta técnica a vítima não necessita de imobilização, sendo assim, ela desce
freio ou descensor autoblocante, isto é, conectar este equipamento no longe menor
junto ao bombeiro, entre suas pernas, requerendo corda com resistência mínima de
ao invés de fazê-lo no modo convencional da cintura. Caso o bombeiro não esteja
40 KN, neste caso deve-se utilizar corda NFPA ou duas cordas para chegar neste
utilizando um descensor autoblocante, deve-se utilizar obrigatoriamente a auto
valor. Além disso, esta técnica exige procedimentos específicos para segurança da
segurança.
operação e para que o bombeiro tenha controle suficiente da descida.
Quando o bombeiro alcançar a vítima, o primeiro passo é prover sua
De acordo com o estado da vítima a operação pode ser desenvolvida lançando
segurança. Caso a vítima já esteja utilizando algum equipamento de altura, o
a corda para baixo ou utilizando o bolsa de rapel tático, sendo:
bombeiro deverá verificar se os equipamentos foram colocados de maneira correta e
a confiabilidade daqueles equipamentos, levando em conta se são homologados e
Com bolsa de rapel tático como está seu estado de conservação.
Se verificado que os equipamentos são seguros o bombeiro poderá prosseguir
Havendo risco de enrosco da corda em algum ponto da descida ou o estado da sem que seja feita a substituição ou complementação dos equipamentos. Caso os
vítima possa acarretar a possiblidade dela cair ou tentar se segurar na corda caso equipamentos não sejam seguros, ou a vítima esteja sem equipamento, o primeiro
esta seja lançada deve-se utilizar o bolsa de rapel tático. A exemplo de vítimas a procedimento será providenciar que a vítima seja equipada, para que possa colocá-la
procura de socorro na janela de uma edificação, vítima de autoextermínio ou pessoas em segurança o quanto antes.
que se expõem ao realizar manutenção ou limpeza na área externa de edificações. Nesse caso o triângulo de salvamento (fraldão) é o mais recomendado, tendo
Figura 188 - Rapel com Vítima com emprego de bolsa de rapel tático
em vista a sua rápida colocação e a facilidade de ajuste. Há também outras formas
que podem ser utilizadas pelo bombeiro, como a utilização de cadeirinhas, anel de
fitas e cabo solteiro. A colocação desses equipamentos deve ser feita de maneira
rápida e segura, o bombeiro sempre deve conferir se a colocação dos equipamentos
e as amarrações na vítima foram executadas de maneira correta e segura. Além do
triângulo de salvamento, deve-se colocar um capacete na vítima e prender seus
cabelos, se longos.
Após colocar os equipamentos de segurança na vítima, deve-se conectar o
longe maior do bombeiro à vítima e na sequência, conectar a vítima ao freio ou
descensor automático do bombeiro por meio de uma solteira ou anel de fita, formando
Fonte: acervo da comissão assim o que denominamos de “triangulo da vida”.
É importante frisar que a solteira da vítima que será conectada ao freio ou
Sem bolsa de rapel tático descensor automático, deve ser maior que o longe menor do bombeiro, para que
assim a vítima fique abaixo do bombeiro e seu peso fique no freio ou descensor
automático e não no cinto do bombeiro.
Não havendo risco de enrosco da corda em algum ponto da descida ou o Em seguida, caso a vítima não esteja conectada a outra corda ou sistema, a
estado da vítima não possibilite sua queda ou tentativa de se segurar na corda caso descida poderá ser realizada devendo atentar-se para que a vítima não se machuque
esta seja lançada deve-se realizar o lançamento da corda para baixo e prosseguir com durante a descida. Entretanto, se a vítima estiver conectada a outra corda e esta
a atividade. A exemplo de praticante de escalada ou rapel, trabalhadores de acesso estiver sob tensão, deve-se livrar a vítima desta corda antes de iniciar a descida e
por cordas ou alpinismo industrial, dentre outros. para tanto os equipamentos que estiverem conectando a vítima a outra corda deverão
Figura 189 - Rapel com Vítima sem o emprego de bolsa de rapel tático ser retirados.
Nestes casos será necessário utilizar a técnica denominada “contrapeso” ou
um SRF para suspender a vítima (dar um leve) e deixar seus equipamentos sem
tensão, possibilitando assim sua desmontagem e retirada. Quando a situação for de
evacuação rápida, devido o risco apresentado ou a necessitar de um socorro imediato
da vítima, a corda poderá ser cortada para que a descida seja realizada o quanto
antes.
14.2.1 Contrapeso
Fonte: acervo da comissão Esta técnica utiliza o peso do bombeiro como contrapeso para movimentar a
vítima de maneira segura.
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Para sua execução, instale na corda da vítima um ascensor de punho ou Posicione-se de maneira segura e estável. Evite áreas onde o corte possa
equivalente, conecte a ele um mosquetão e uma polia. Passe um cabo solteiro através
da polia e conecte-o à vítima por meio de um nó alceado induzido. Na sequência causar choques ou queda de detritos.
realize uma aselha simples na outra extremidade do cabo solteiro. Abra o canivete e o conduza sempre protegendo a lâmina do contato com os
Introduza o pé na aselha e forçando para baixo comece a movimentar a vítima
para cima. O bombeiro atua como contrapeso, movendo-se em direção oposta para equipamentos.
facilitar o movimento e para ajudar na elevação, o bombeiro deve, com as duas mãos, Com as costas da lâmina voltada para a vítima, o fio voltado para o antebraço
suspender a vítima levemente.
Neste momento, a tensão na corda da vítima é aliviada e os materiais que de apoio do bombeiro e com a outra mão apoiando as costas da lâmina, execute o
estavam presos a corda tensionada devem ser retirados, podendo assim, seguir com corte de forma lenta e decisiva.
o procedimento padrão apresentado acima.
Após o corte, de modo inverso guarde o canivete.
Para esta técnica recomenda-se que o peso do socorrista seja superior
Figura 191 - Técnica do Corte de Corda
ao peso da vítima de modo a favorecer a execução do contrapeso.
14.2.2 Corte de corda O resgate de vítimas com trauma em altura requer procedimentos específicos
e cuidados adicionais para garantir a segurança e a estabilidade da vítima durante a
O procedimento de corte de corda é uma técnica crítica utilizada em evacuação. Traumas podem variar de fraturas e lesões internas a lesões na coluna, e
emergências onde a remoção rápida e segura de uma vítima é necessária. Este cada tipo de trauma exige uma abordagem diferente. O uso de macas (rígidas, cesto
procedimento deve ser executado com extrema cautela, pois envolve riscos ou envelope) é essencial para imobilizar a vítima e facilitar seu transporte seguro.
significativos tanto para a vítima quanto para o bombeiro. Para o emprego desta Para as vítimas com trauma que estão em suspensão ou em local que não
técnica deve-se: ofereça condições seguras de imobilização deve-se utilizar as técnicas de “vítima sem
trauma” até que seja posicionada em local seguro para realizar a devida imobilização.
Avaliar a situação para determinar a necessidade do corte de corda. Considere Após posicionamento da vítima em local seguro, realização da avaliação e
procedimentos regulares de APH deve-se definir os meios de acesso, extração e
todas as alternativas antes de proceder, pois o corte da corda é uma medida extrema. equipamentos que serão utilizados para a operação, dentre eles a macas que será
Escolha ferramentas adequadas e afiadas para o corte da corda, como canivete utilizada e para tanto deve atentar aos seguintes pontos:
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Figura 192 - Amarração da Maca tipo Cesto (com Cintas ou Corda)
Arremate a corda no pegador passando a mesma entre os pés da vítima. A maca tipo envelope é uma ferramenta essencial em operações de resgate,
destacando-se por sua versatilidade, design compacto e eficiência na imobilização de
Figura 193 - Amarração da Vítima à Maca tipo Cesto vítimas. Projetada para ser leve e facilmente transportável, essa maca é ideal para
uma ampla variedade de cenários, desde resgates urbanos e industriais até
operações em espaços confinados. Sua estrutura robusta e flexível garante que ela
possa ser utilizada de maneira eficaz em situações que exigem mobilidade e rapidez,
sem comprometer a segurança da vítima.
Feita de materiais duráveis, a maca tipo envelope combina força e flexibilidade.
A impermeabilidade de muitos modelos protege a vítima contra condições adversas,
enquanto as múltiplas alças de transporte reforçadas ao longo das bordas permitem
que vários bombeiros compartilhem o peso durante o transporte. Essa característica
é particularmente importante em ambientes desafiadores, onde o acesso pode ser
Fonte: acervo da comissão restrito e a movimentação precisa ser cuidadosamente coordenada.
Além de sua estrutura resistente, a maca tipo envelope inclui pontos de fixação
Com a finalidade evitar que a maca encoste ou enrosque em saliências da
seguros para cintos de segurança, garantindo a imobilização adequada da vítima. A
parede ou efetue giros em vão livre, prejudicando a estabilização da vítima, deve-se
capacidade de dobrar ou enrolar a maca facilita seu armazenamento e transporte,
instalar uma corda guia na maca sempre que ela estiver isolada (sem
tornando-a uma escolha prática para equipes de resgate que operam em locais com
acompanhamento de um bombeiro) e houver possibilidade de enrosco ou
espaço limitado.
desestabilização.
Figura 196 - Modelo de Maca tipo Envelope
Figura 194 – Corda Guia na Maca tipo Cesto
151 152
Fonte: acervo da comissão Fonte: acervo da comissão
Para seu emprego deve-se seguir as recomendações contidas em seu manual
de instrução e as seguintes etapas: 14.3.3 Acompanhamento da maca
A maca tipo envelope oferece excelente suporte e proteção à vítima. No Para unir o conforto do paciente ao fácil manuseio por um único bombeiro, a
entanto, não foi concebida como um dispositivo de imobilização da coluna vertebral. maca é geralmente içada ou descida na posição horizontal, porém, em passagens
Sendo assim, se houver suspeita de lesão medular, deve-se utilizar a prancha longa. estreitas pode ser necessário que a maca opere na posição vertical e para atingir este
Com a finalidade de evitar que a maca encoste ou enrosque em saliências da objetivo utiliza-se a técnica denominada STEF.
parede ou efetue giros em vão livre, prejudicando a estabilização da vítima, deve-se A técnica STEF (Sistema Técnico de Equilíbrio Fácil) é amplamente utilizada
instalar uma corda guia na maca sempre que ela estiver isolada (sem em operações de resgate em ambientes de caverna para verticalizar e horizontalizar
acompanhamento de um bombeiro) e houver possibilidade de enrosco ou macas de forma segura e controlada. Este método permite a movimentação da vítima
desestabilização. em terrenos verticais e horizontais, garantindo estabilidade e minimizando riscos
durante o transporte.
Figura 197 - Montagem da Maca tipo Envelope
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Para sua montagem basta instalar um SRF independente no tirante inferior da A maca é ancorada através de seu ponto de fixação superior.
maca, isto é, entre o tirante e a conexão a corda do sistema, desta forma, liberando o
SRF o bombeiro consegue verticalizar a maca e tracionando o SRF ele horizontaliza A corda é instalada em um freio ou descensor automático quando para descida
a maca. ou em um SRF quando para içamento.
Figura 199 - STEF A maca deve ser posicionada de forma segura sobre os degraus da escada de
modo a utilizá-los como trilho de caminhamento.
Dois bombeiros no ponto de descida são responsáveis pela corda guia e pela
recepção da vítima, enquanto outro bombeiro controla a descida da vítima.
A descida é controlada pela corda no dispositivo de frenagem e guiada pela
corda guia até que a maca chegue com segurança ao solo.
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Um bombeiro deve estabilizar a base da escada, encostada na parede, para esforço sobre o sistema de ancoragem, aumentando a capacidade de carga. A
garantir sua segurança. inclinação ideal é em torno de 75°.
Com a maca no vão, os bombeiros responsáveis liberam as cordas Montagem do SRF - após a ancoragem, confeccione o sistema de redução de
simultaneamente para permitir que a maca desça de forma nivelada ou com a cabeça forças e fixe-o na parte superior da escada.
ligeiramente elevada.
Este método é comumente utilizado com o pé da escada apoiado na roda
A liberação das cordas deve ser gradual até que a escada e a maca cheguem traseira da viatura e, deste modo, deve ser executada da seguinte forma:
ao solo em segurança.
Posicionamento da Viatura
Figura 201 - Técnica com Escada Rebatida
Posicione a viatura a cerca de 70 cm da área de trabalho. Esta distância pode
variar conforme a apresentação do cenário de modo a uma inclinação de
aproximadamente 75°, permitindo o tracionamento da vítima.
Este método consiste na utilização de uma escada posicionada em um ângulo Realize o estaiamento dos banzos da escada utilizando, preferencialmente,
aproximado de 75° com o solo e é empregado em locais onde não se tenha um ponto ancoragens que permitam ajustes.
de ancoragem confiável e em posição superior ao de retirada da vítima. Atente-se ao estaiamento do banzo oposto à linha de tracionamento para evitar
Para o emprego desta técnica deve-se estabilizar a escada a fim de impedir movimentos laterais durante o tracionamento.
sua movimentação vertical e horizontal, geralmente com o emprego de uma viatura.
Para sua montagem deve-se atentar: d) Ancoragem da Parte Superior da Escada
distância igual à altura da escada. Para evitar movimentos laterais, deve-se realizar o
Utilizando anéis de fita ou fitas tubulares ancore em cada banzo da escada,
estaiamento em pontos de ancoragens laterais com distância equivalente a metade apoiando nos degraus para formar uma equalização que servirá como ponto de
da altura da escada em cada direção. Use uma ou mais cordas para fixar esses pontos ancoragem do sistema.
deve-se observar a temperatura das rodas da viatura, que poderão estar muito Alça – segmento de corda que se obtém permeando a corda e unindo suas
quentes possibilitando a danificação do estropo comprometendo assim a segurança extremidades sem cruzá-las.
a maca a ser içada com a vítima devera conter pelo menos uma corda guia consegue fechar a pegada, obrigando o escalador a usar a mão aberta.
para controle da subida e desvio de obstáculos que possam dificultar o salvamento. Aderência - escalada sobre rocha lisa, sem agarras, usando apenas a
é recomendado a utilização da escada prolongável nesta técnica, uma vez que aderência entre a sapatilha e a rocha e entre as mãos e a rocha.
esse modelo de escada permite uma maior resistência aos esforços realizados, Agarra - saliência na rocha, pode-se segurar ou pisar nela.
estando necessariamente ela toda desarvorada. Aresta - canto da estrutura onde duas faces se encontram apontando para fora
não é recomendado o uso da viatura UR para a confecção desta técnica, pois da parede.
será necessário retirar a escada e as ancoragens da viatura para poder deslocar com Arnês - outro nome para cadeirinha.
Fonte: acervo da comissão Batente - Tipo de agarra plana, geralmente grande, onde o escalador não
consegue fechar a pegada.
Bidedo - Tipo de pega onde se usa apenas dois dedos da mão.
Bote - Movimento dinâmico onde o escalador salta de uma agarra para a outra.
Boulder - Bloco de pedra com alguns poucos metros de altura. Modalidade de
escalada praticada sem corda e sempre perto do chão.
Bitola - Diâmetro da corda.
Cabo solteiro - Seguimento de corda cortada em comprimento de 4 a 6 metros.
Came - Mecanismo cuja função, por contato direto, conduz ou impõe um
determinado movimento a um outro elemento, geralmente a corda.
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Certificação - Um sistema pelo qual uma organização de certificação Encadenar –é quando o escalador consegue subir uma via inteira, com
determina que um fabricante demonstrou a capacidade de produzir um produto que segurança por baixo, sem cair, sem se apoiar nas ancoragens para descansar e sem
está em conformidade com os requisitos desta norma, autoriza o fabricante a usar um ter ensaiado a via previamente.
rótulo em produtos listados que estejam em conformidade com os requisitos desta Enfiada de corda - Em vias mais longas do que o comprimento da corda, o
norma e estabelece um programa de acompanhamento conduzido pela organização guia escala até um determinado ponto e, então monta uma parada e passa a dar
de certificação como uma verificação dos métodos que o fabricante usa para segurança para o participante, até que ele também chegue nesse ponto. Esse
determinar a conformidade com os requisitos desta norma. processo é repetido quantas vezes for necessário, até o final da via. Cada um dos
Coca - Laçada provocada pelo desenrolar inexato da corda. trechos entre duas paradas é uma enfiada de corda. No Rio de Janeiro, chama-se
Cordada - Conjunto de dois ou mais escaladores unidos uns aos outros através esticão.
de cordas. Entalada - Técnica que consiste em escalar entalando os dedos, as mãos, o
Corredor de segurança - Sistema de proteção contra quedas que consiste em punho ou os pés em fendas.
um cabo ou corda, horizontal ou vertical, ao qual o bombeiro se conecta. Escalada alpina - Modalidade praticada em montanha, sempre em vias longas
Correr - Mesmo que escorregar. e com eventual presença de gelo.
Cota Zero - nível do piso Escalada artificial - Técnica em que o escalador se apoia no equipamento
Cume - Ponto mais alto de uma montanha. para progredir.
Chaminé - Fenda larga o bastante para que o escalador entre inteiro dentro Estaiamento - Técnica que consiste em realizar amarrações em uma escada,
dela. A escalada é feita pressionando-se as duas paredes da chaminé tripé ou outro equipamento e erguê-la, sustentando-a por pontos de apoio através do
simultaneamente em direções opostas. estiramento de cordas.
Clif - Peça de metal em forma de anzol utilizada pelo escalador como apoio Esticão - Termo usado para designar espaço entre dois pontos de parada
para progressão na escalada em artificial e/ou conquista de novas vias. consecutivos em uma via de escalada.
Conquista - Estabelecimento de uma nova via de baixo para cima, com Fendas, Fissuras e Frestas - Rachaduras na rocha característica de grandes
segurança dada por baixo. Denomina-se conquista quando um escalador ou um grupo paredes.
de escaladores define pela primeira vez o traçado de uma via de escalada através da Falcaça - Arremate que se faz na extremidade da corda para que ela não se
colocação de grampos ou chapeletas e/ou indicação da necessidade de proteções desfie.
móveis. Grampear - Instalar um grampo na rocha.
Crashpad - é uma palavra de origem inglesa que pode ser traduzida por Grampo - Dispositivo de ancoragem permanente que é instalado num furo
colchão ou almofada de queda. Trata-se de um “colchão” que é colocado no chão, no aberto com broca na rocha.
lugar onde é previsível que o escalador possa cair, amortecendo sua queda, Induzido - quando o nó é confeccionado pela ponta.
protegendo-o. Limpar a via - Recolher o material de proteção instalado na via.
Crux - Lance-chave, o lance mais difícil da via. Livro de cume - Caderno deixado no cume de algumas montanhas para que
Cota zero - Considera-se cota zero o nível do solo. os escaladores possam registrar seus nomes e comentários.
Diedro - Parte côncava da rocha ou parede de escalada, semelhante em Morcego - Técnica no qual o bombeiro permanece com os pés na extremidade
formato à uma fenda, porém de maior dimensão. final do patamar até ficar totalmente de cabeça para baixo quando pode soltar os pés.
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Morder - É prender, por oclusão, alguma parte da corda em outra parte dela Top rope - Sistema de segurança em que a corda que protege o escalador
ou superfície rígida. vem de cima, de modo que não há possibilidade de quedas com choque.
Mandar a via – Na escalada, é quando o escalador consegue subir uma via Teto - Trecho em que a parede de escalada se projeta para fora, formando um
inteira, sem cair, sem se apoiar nas ancoragens para descansar. teto sobre o escalador.
Muro artificial - Parede, geralmente de concreto ou madeira, com agarras Tracionamento - Puxar, esticar, tencionar uma corda.
artificiais para escalada. Twister – Técnica executada quando a ancoragem está posicionada abaixo da
Negativo - inclinação na rocha maior do que 90º. linha da cintura, neste caso deve-se executar uma curta corrida de costas até que o
Oposição - Técnica de escalada em que o escalador pressiona a rocha com peso do bombeiro seja transferido para a corda, esta manobra é denominada twister.
os pés numa direção enquanto puxa com as mãos na direção oposta. Vaca - queda severa.
Pane - Situação de falha no funcionamento ou procedimento executado de Via - O caminho por onde se escala.
salvamento em altura que gera ou provoca uma parada.
Parada - Na escalada tradicional, é uma ancoragem reforçada onde o guia para
no final de uma enfiada de corda. As ancoragens de parada são a base de todo o
sistema de segurança.
Passa-mão - Termo empregado pelo Exército Brasileiro para referir-se a uma
corda previamente tencionada entre dois ou mais pontos por onde o escalador clipa o
mosquetão de sua solteira ou instala um nó blocante para transitar com segurança em
altura.
Passar a corda - Desenrolar a corda e deslizá-la sobre as mãos inspecionando
seu estado de conservação e desfazendo possíveis cocas.
Pêndulo - Técnica de escalada artificial que consiste em pendular, preso pela
corda, de modo a alcançar uma fenda ou um patamar a uma certa distância.
Permear - Ato de dobrar a corda ao meio.
Proteção - Em geral, esse termo se refere aos pontos de costura a ser
utilizados na montagem do sistema de segurança.
Rapelar – Ação de descida por rapel.
Reglete – Pequenas agarras, onde apenas cabem as pontas dos dedos.
Resetar – Iniciar o procedimento novamente.
Seio - Meio da corda.
Socar - Apertar, ajustar.
Tesoura - Técnica de progressão em chaminé larga em que a perna esquerda
e o braço esquerdo apoiam-se na parede esquerda, enquanto a perna e o braço
direitos pressionam a parede direita na direção oposta.
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