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JUN 2000 NBR 14535 22 páginas Móveis de madeira - Tratamento de superfícies - Requisitos
JUN 2000 NBR 14535 22 páginas Móveis de madeira - Tratamento de superfícies - Requisitos

JUN 2000

NBR 14535

22 páginas

Móveis de madeira - Tratamento de superfícies - Requisitos de proteção e acabamento

Origem: Projeto 15:007.03-001:1999 ABNT/CB-15 - Comitê Brasileiro de Mobiliário CE-15:007.03 - Comissão de Estudo de Revestimento e Acabamento de Superfícies de Madeira NBR 14535 - Wood furniture - Surface treatment - Protection and finish requirements Descriptors: Wood furniture. Surface treatment Esta Norma foi baseada nas BS EN 12721:1997, BS EN 12722:1997, ASTM D 45887:1991, ASTM D 1211:1987 (Reaprovada em 1993), ASTM D 523:1989 (Reaprovada em 1994), ASTM D 3363-92a, BS 3962:Part 6:1980, ASTM D 4060:1995 e NEWA LD3:1995 Válida a partir de 31.07.2000

Palavras-chave: Móveis de madeira. Tratamento de superfícies

Sumário

1 Objetivo

2 Referências normativas

3 Definições

4 Requisitos

5 Amostragem

6 Métodos de ensaio

ANEXO A Referências bibliográficas

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre os associados da ABNT e demais interessados.

O anexo A desta Norma é de carater informativo.

1 Objetivo

1.1 Esta Norma estabelece as características e métodos de ensaio para acabamento e proteção de superfícies de móveis

de madeira contra os efeitos provocados por agentes que possam causar danos, como: umidade, luz UV, temperatura,

risco, impacto, abrasão, aderência, produtos de limpeza e líquidos em geral.

1.2 Esta Norma não se propõe a tratar todos os problemas de segurança, caso existam, associados ao seu uso. É de res-

ponsabilidade do usuário desta Norma estabelecer práticas apropriadas de segurança e salubridade e determinar a apli- cabilidade de limitações que regulamentem seu uso.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR

5426:1985 - Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por atributos - Procedimento

NBR

12743:1992 - Móveis - Classificação

2

NBR 14535:2000

ASTM D 2244-1993 - Test method for calculation of color differences from instrumentally measured color coordinates

ASTM D 772-86:1993 - Test method for evaluating degree of flacking (scaling) of exterior paints

3 Definições

Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as seguintes definições:

3.1 abrasão: Desgaste de uma área de um objeto provocado por atrito.

3.2 abrasivo: Rebolo empregado para se obter o processo de abrasão.

3.3 acabamento: Sistema de aplicação de materiais em uma superfície de madeira, dotando-a das qualidades requeridas.

3.4 aderência: Qualidade do filme de acabamento de unir-se ao substrato sobre o qual é aplicado.

3.5 aglomerado: Chapa plana, constituída por partículas de madeira, aglomeradas com resinas naturais ou sintéticas sob a

ação de calor e pressão.

3.6 brilho especular: Fator de reflectância luminosa relativa de um filme de acabamento.

3.7 brilho: Reflexo provocado pela luz ao incidir sobre determinada superfície, podendo ser quantificado por meio de apa-

relhos.

3.8 chapa dura: Chapa plana de alta densidade (950 kg/m³ a 1 100 kg/m³), obtida a partir de fibras de madeira consoli-

dadas sob a ação de pressão e calor, sem adição de resina sintética (chapas brasileiras ou processo úmido) ou com adição de resina (processo seco).

3.9 compensado: Chapa formada por camadas de madeira em número ímpar, coladas e prensadas alternadamente,

observando-se a orientação das fibras.

3.10 corpo-de-prova: Salvo especificado, trata-se da superfície do próprio móvel a ser ensaiado.

3.11 dureza: Resistência que o filme oferece a esforço exercido sobre a sua superfície com o objetivo de riscá-la.

3.12 esmalte: Produto químico que resulta em camada colorida, não transparente, quando aplicado sobre um substrato.

3.13 fator de reflectância luminosa relativa: Razão do fluxo luminoso refletido de um filme de acabamento para o fluxo

luminoso refletido de uma superfície padrão, sob as mesmas condições geométricas. Para o propósito da medida do brilho especular, a superfície padrão é vidro polido.

3.14 filme: Película de verniz ou tinta, endurecida ou curada sobre uma superfície de um substrato.

3.15 folheado ou laminado: Chapa revestida com lâmina de madeira.

3.16 HDF: Chapa plana de alta densidade (800 kg/m³ a 950 kg/m³) obtida de fibras de madeira, aglutinadas com resina

sintética sob a ação de pressão e calor.

3.17 impacto: Colisão de um corpo sobre uma superfície, causando estrago (rachadura ou remoção) no filme de proteção.

3.18 laca: Ver 3.12

3.19 lâmina: Folha delgada desenrolada ou faqueada.

3.20 lixamento: Ato de desbastar ou alisar.

3.21 luz UV (ultravioleta): Radiação eletromagnética com faixa de comprimento de onda compreendida entre 4 nm e

400 nm.

3.22 maciça: Madeira sólida, compacta, sem alteração de sua estrutura anatômica.

3.23 madeira: É considerada como madeira, a matéria-prima apresentada sob as seguintes formas: maciça, lâmina,

compensado, chapa de fibra (chapa dura, MDF, HDF) e aglomerado.

3.24 mancha: Marca ou alteração provocada no filme pela ação de determinado agente químico.

3.25 MDF: Chapa plana de média densidade (450 kg/m³ a 800 kg/m³), obtida de fibras de madeira aglutinadas com resina

sintética sob a ação de calor e pressão.

3.26 número de ciclos de desgaste:

a) número de ciclos de abrasão requerido para atingir o substrato;

b) número de ciclos de abrasão requerido para remover completamente o filme.

3.27 painel de teste: Painel produzido da mesma maneira que a superfície de ensaio, que deve ser usado quando não é

possível executar o ensaio diretamente no corpo-de-prova.

3.28 perda de massa: Perda de massa em miligramas, determinada a um número especificado de ciclos.

3.29 primer: Fundo pigmentado aplicado ao substrato, servindo de base para camadas subseqüentes de acabamento.

NBR 14535:2000

3

3.30 selador: Produto utilizado com a finalidade de vedar os poros de uma superfície de madeira, preparando-a para re-

ceber acabamento compatível.

3.31

substrato: Madeira que serve de base para receber o filme de acabamento (tintas e vernizes).

3.32

superfície de ensaio: Parte do corpo-de-prova onde a superfície a ser ensaiada é incluída.

3.33

taxa de desgaste: Expressa em perda em massa (miligramas) por 100 ciclos.

3.34

tinta: Substância química constituída de corante ou pigmento em um veículo composto por resinas, solventes ou ou-

tros.

3.35

umidade: Condição ambiental a que determinado objeto é exposto, provocada pela água em seus diversos estados.

3.36

verniz: Produto de acabamento transparente cuja composição básica são resinas naturais ou sintéticas. Exemplo: re-

sinas de nitrocelulose, alquídicas, poliuretânicas, poliéster, acrílicas, vinílicas, epóxi etc.), dissolvidas em solventes orgâ- nicos.

4 Requisitos

4.1 Material

Madeira frágil, quebradiça ou madeira que apresente defeitos naturais ou de processamento não deve ser utilizada na fa- bricação do mobiliário abarcado por esta Norma. A madeira deve estar preparada para a utilização final, isto é, seca e tratada, de maneira apropriada, contra a agressão de organismos xilófagos.

4.2

Classe

Os

móveis são classificados de acordo com a NBR 12743.

4.3

Agentes danosos

As

superfícies de móveis de madeira devem ter contra a ação de agentes físicos, mecânicos e químicos as seguintes ca-

racterísticas de proteção e acabamento:

a) resistência ao calor úmido (TU), ao calor seco (TS), à exposição à luz ultravioleta (UV), à mudança de temperatura

(MT) e brilho (B);

b) resistência a risco (R), a impacto (IM) , a abrasão (AB) e a aderência (AD);

c) resistência a produtos domésticos em geral (M).

4.4 Proteção dada à incidência e agressão dos agentes físicos, mecânicos e químicos

Conforme a tabela 1.

4.5 Classificação

A tabela 2 apresenta requisitos de resistência: 1 - básica; 2 - média; 3 - alta, que os móveis referidos em 4.4 com seus

respectivos requisitos mínimos de proteção devem apresentar quando submetidos aos ensaios especificados.

5 Amostragem

5.1 A condição de amostragem para inspeção de superfícies de móveis de madeira deve estar de acordo com a NBR 5426, com plano de amostragem simples, regime de inspeção normal, nível especial de inspeção S1 e nível de quali- dade aceitável (NQA) 1,5%.

5.2 Deve ser retirado aleatoriamente do lote a ser analisado o número de amostras necessárias ao plano da amostragem.

5.3 Antes de iniciar qualquer um dos ensaios, o produto deve ter tido tempo de fabricação e montagem final suficiente para

assegurar que ele tenha desenvolvido sua resistência total. Recomenda-se aguardar no mínimo três semanas, em con- dições normais de estocagem entre a produção e o ensaio.

6 Métodos de ensaio

6.1 Determinação da resistência do filme ao calor úmido

6.1.1 Aparelhagem e materiais

6.1.1.1 Uma fonte de calor, como mostrado na figura 1, confeccionada a partir de uma liga de alumínio (6060) AlMgSi,

(ISO 209-1). A rugosidade da superfície de base deve estar na faixa de 12 µm a 20 µm, (ISO 4287).

6.1.1.2 Termômetro para medir temperaturas de até 150°C, com precisão de 1°C.

6.1.1.3 Um forno para aquecer a fonte de calor até temperatura maior do que aquela requerida para o ensaio.

6.1.1.4 Tecido branco macio absorvente.

6.1.1.5 Um tecido liso de fibra de poliamida com 40 tramas/cm em ambas as direções, pesando aproximadamente

50 g/cm², nas dimensões planas de 120 mm ± 3 mm.

6.1.1.6 Água destilada ou deionizada à temperatura de 27°C ± 2°C.

4

NBR 14535:2000

Tabela 1 - Requisitos mínimos de proteção por categoria de móvel

Categoria

 

Características

 

TU

TS

UV

MT

B

R

IM

AB

AD

M

 

Ensaios

6.1

6.2

6.3

6.4

6.5

6.6

6.7

6.8

6.9

6.10

 

RESIDENCIAIS

                   

Cadeiras e bancos

1

1

2

1

NA

2

2

2

2

2

Móveis de múltiplo assento

1

1

2

1

NA

2

2

2

2

2

Armários

2

2

2

1

NA

3

3

3

1

1

Estantes

2

2

2

2

NA

3

3

2

2

2

Mesas para refeição

3

3

2

3

NA

3

3

3

2

3

Mesas de centro

2

2

2

1

NA

2

2

2

2

2

Mesas de canto

2

2

2

1

NA

1

1

1

2

2

Escrivaninha

2

2

2

1

NA

3

3

3

2

3

Camas

1

1

2

1

NA

1

1

1

2

1

Toucador ou penteadeira

2

2

2

1

NA

2

2

2

2

3

Cômoda

2

2

2

1

NA

2

2

2

2

2

Criado-mudo

2

2

2

1

NA

2

2

2

2

2

Mesa de cozinha

3

3

2

3

NA

3

3

3

2

3

Armário de cozinha

2

2

2

1

NA

3

2

3

2

2

Gabinete de cozinha

2

2

2

1

NA

3

2

3

2

2

De banheiro

3

3

1

1

NA

1

2

1

2

3

Jardim

3

3

3

3

NA

2

2

2

2

1

 

ESCRITÓRIO

                   

Mesa de trabalho individual

2

2

2

1

NA

3

3

3

2

3

Mesa de telefone

1

1

2

1

NA

3

2

2

2

3

Mesa de reunião

2

2

2

1

NA

3

2

2

2

3

Cadeira de múltiplo assento

NE

NE

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Armários e estantes

2

2

2

1

NA

3

3

2

2

2

Desenho (prancheta)

1

1

1

1

NA

1

1

1

2

2

Para equipamento de informática

1

1

1

1

NA

2

2

3

2

2

 

INFANTIS

                   

Para dormitório

1

1

2

1

NA

2

2

1

2

2

Cadeira alta para refeição

2

2

2

1

NA

2

2

2

2

2

 

DE USO PÚBLICO

                   

Escolares

3

3

2

1

NA

3

3

3

2

3

Hospital, cons. médico e odontológico

NE

NE

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Hotelaria

3

3

2

1

NA

3

3

2

2

2

Bar, lanchonete e restaurante

NE

NE

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Refeitório industrial

3

3

2

2

NA

3

3

3

2

3

Móveis de auditório

NE

NE

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Móveis de igreja

2

2

1

1

NA

2

2

3

2

2

Comércio e serviços

3

3

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Parques e clubes

3

3

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

Equipamentos urbanos

NE

NE

NE

NE

NA

NE

NE

NE

NE

NE

NOTAS

 

1 TU - Calor Úmido TS - Calor Seco UV - Exposição à luz UV e água MT - Mudança de temperatura B - Brilho

R - Risco IM - Impacto AB - Abrasão AD - Aderência M - Manchas causadas por agentes químicos (ver 6.10.2)

 

2

1 - Proteção básica

2 - Proteção média

3 - Proteção alta

 

NE - Não existente NA - Não aplicável por ser uma característica de natureza estética a ser determinada de acordo com entendimento entre fornecedor

e

consumidor. O ensaio está referenciado como parâmetro.

 

NBR 14535:2000

5

Tabela 2 - Grupos de acabamento de móveis, de acordo com a sua resistência físico-química

 

Grupos de acabamento

Proteção básica

Proteção média

Proteção alta

 

Acabamento com média resistência Requisito 1

Acabamento com boa resistência Requisito 2

Acabamento com

Ensaio

excelente resistência

Requisito 3

(TU) Determinação da resistência ao calor úmido do filme de materiais de revestimento na madeira (6.1)

Grau 2

Grau 3

Grau 4

(TS) Determinação da resistência ao calor seco do filme de materiais de revestimento na madeira (6.2)

Grau 2

Grau 3

Grau 4

(UV) Determinação da resistência à exposição à luz UV e à água (6.3)

 

DE

 

DE

 

DE

(MT) Determinação da resistência à mudança de temperatura do filme de materiais e revestimento na madeira - COLD-CHECK (6.4)

10 ciclos

20 ciclos

30 ciclos

(B)

Determinação do brilho (6.5)

 

NA

 

NA

 

NA

(R)

Determinação da dureza do filme de

     

tintas e vernizes da madeira pelo teste

6B a B

F a 2H

 

> 2H

do lápis (6.6)

(IM) Determinação da resistência ao impacto ( 6.7)

Grau 3

Grau 4

Grau 5

(AB) Avaliação da resistência à abrasão de esmaltes, lacas, vernizes e produtos similares (6.8)

 

ND

 

ND

 

ND

(AD) Determinação da aderência dos filmes de revestimento (6.9)

70% a 80%

81% a 90%

91% a 100%

(M)

Determinação da resistência a

     

manchas de produtos domésticos em

Mínimo 8 produtos

Mínimo 14 produtos

Mínimo 21 produtos

geral (6.10)

NOTA

NA - Característica de natureza estética a ser determinada de acordo com o entendimento entre fornecedor e consumidor. O ensaio está referenciado como parâmetro. ND - Não definido. DE - Determinação específica. De acordo com entendimento entre fornecedor e consumidor. O ensaio está referenciado como parâmetro.

6.1.1.7 Uma espuma de melamina, com as seguintes características:

a) densidade entre 8,5 kg/m³ e 11,5 kg/m³;

b) condutividade térmica menor que 0,035 W/mK;

c) deformação permanente sob compressão 50%/70°C/22 h, entre 10% e 20%;

d) índice de temperatura máximo 150°C.

Esta espuma deve ser condicionada em condições atmosféricas para atingir equilíbrio: temperatura de 27°C ± 2°C e umidade relativa de (65 ± 5)% (ISO 554).

6.1.1.8

luz pode ser natural ou artificial.

ela

(ISO 3668).

6.1.1.9

horizontal e a linha entre a lâmpada e a área de observação deve ser de 30° a 60°.

NOTA - Recomenda-se usar cabine de observação, como mostrado na figura 2, para examinar a área ensaiada.

6.1.2 Preparação e condicionamento dos corpos-de-prova

6.1.2.1 A menos que haja um acordo entre as partes, o corpo-de-prova deve ser condicionado.

temperatura e (65 ± 5)% de umidade relativa, por um período mínimo de sete dias antes do ensaio.

Fonte de luz difusa capaz de iluminar, uniformemente, a área ensaiada, com intensidade de 2 000 lx a 5 000 lx. Esta

NOTA - A luz natural não deve ser afetada pelo ambiente ao redor (árvores, prédios, etc.). Quando luz artificial é usada, recomenda-se que

tenha uma temperatura de cor correlacionada de 6 500 K ± 50 K e uma R a maior do que 92, usando cabine de combinação de cor

Uma lâmpada leitosa de 60 W, capaz de iluminar diretamente a área ensaiada e não o observador. O ângulo entre a

6.1.2.2 Para o condicionamento, o corpo-de-prova retirado do móvel deve ser exposto a uma atmosfera de 27°C ± 2°C de

6

NBR 14535:2000

Dimensões em milímetros

Dimensões em milímetros Figura 1 - Bloco de alumínio usado como fonte de calor Dimensões em

Figura 1 - Bloco de alumínio usado como fonte de calor

Dimensões em milímetros

usado como fonte de calor Dimensões em milímetros Figura 2 - Cabine de observação 6.1.2.3 O

Figura 2 - Cabine de observação

6.1.2.3 O corpo-de-prova deve ser substancialmente plano e com tamanho suficiente para acomodar o número de ensaios

requeridos, com no mínimo 15 mm de distância entre eles e também em relação às bordas do painel.

NOTA - Quando os ensaios são realizados simultaneamente, os perímetros das áreas ensaiadas devem estar separados em no mínimo 50 mm.

6.1.2.4

A superfície ensaiada deve ser cuidadosamente limpa com o tecido branco macio absorvente seco, antes do

ensaio.

NOTA - O corpo-de-prova pode ser um painel, bem como uma parte ou um artigo de móvel e, neste caso, o procedimento descrito em 6.1.2 deve ser seguido, se possível.

6.1.3 Temperatura de ensaio

As temperaturas de ensaio devem ser selecionadas a partir da seguinte relação: 55°C, 70°C, 85°C, 100°C e esta escolha tem que estar de acordo com a especificação requerida para o produto a ser ensaiado.

6.1.4 Procedimento

6.1.4.1 Imediatamente após o condicionamento, o ensaio deve ser executado em uma atmosfera de 27°C ± 2°C.

6.1.4.2 Colocar o termômetro no furo central da fonte de calor.

NBR 14535:2000

7

6.1.4.3 Usando o forno, elevar a temperatura da fonte de calor até o nível maior do que o especificado no ensaio e trans-

ferir a fonte para a espuma de melamina.

6.1.4.4 Limpar a área de ensaio com o tecido branco macio absorvente.

6.1.4.5 Colocar o tecido de fibra de poliamida sobre a área de ensaio. Espalhar 2 cm³ de água destilada ou deionizada uni-

formemente sobre toda a área do tecido.

NOTA - Um conta-gotas graduado é adequado para transferir a água.

6.1.4.6 Quando a fonte de calor atingir a temperatura especificada com uma precisão de ± 1°C, colocá-la imediatamente

sobre o centro do tecido de fibra de poliamida.

6.1.4.7 Após 20 min nesta posição, remover a fonte e limpar a área de ensaio, secando-a com o tecido branco macio

absorvente.

6.1.4.8 Registrar a posição de cada área ensaiada e sua temperatura.

6.1.4.9 Manter a área ensaiada em repouso de 16 h a 24 h.

6.1.4.10 Limpar a área ensaiada com tecido branco macio absorvente e examinar o corpo-de-prova.

6.1.4.11 Fazer no mínimo três repetições para cada temperatura de ensaio.

6.1.5 Exame do painel de ensaio

6.1.5.1 Examinar, cuidadosamente, cada área ensaiada para detectar danos como por exemplo descoloração, mudança de

brilho e cor, formação de bolhas e outros defeitos.

Com esta finalidade, iluminar as superfícies separadamente, usando cada uma das duas fontes de luz descritas em 6.1.1.8

e 6.1.1.9, e examinar de diferentes ângulos, incluindo combinação de ângulos de tal maneira que o observador capte a luz refletida da superfície de ensaio.

A distância de observação deve ser de 0,25 m a 1 m.

6.1.5.2

Colocar a superfície ensaiada em diferentes posições com a luz paralela e perpendicular à direção da grã, se

houver.

Em cada posição, comparar a área ensaiada com a superfície não ensaiada usada como referência.

6.1.5.3 Se acordado, outro exame deve ser feito após o período de tempo combinado.

6.1.6 Expressão dos resultados

Grau de defeitos: as áreas ensaiadas devem ser classificadas pelos métodos de 6.1.5.1 e 6.1.5.2, de acordo com as graduações dadas na tabela 3.

6.1.7 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) identificação do filme de acabamento;

d) tipo de móvel ensaiado;

e) temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio;

f) resultado do ensaio (grau atingido) para cada temperatura;

g) qualquer desvio ocorrido em relação a esta Norma;

h) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

i) data da realização do ensaio.

6.2 Determinação da resistência do filme ao calor seco

6.2.1 Aparelhagem e materiais

Utilizar a aparelhagem especificada em 6.1.1.1, 6.1.1.3, 6.1.1.4, 6.1.1.7, 6.1.1.8 e 6.1.1.9, e termômetro para medir temperaturas de até 300°C, com precisão de 1°C.

6.2.2 Preparação e condicionamento dos corpos-de-prova

Os corpos-de-prova devem ser preparados e condicionados de acordo com 6.1.2.

6.2.3 Temperatura de ensaio

As temperaturas de ensaio devem ser selecionadas a partir da seguinte relação: 55°C, 70°C, 85°C, 100°C, 120°C, 140°C, 160°C, 180°C, 200°C, e esta escolha tem que estar de acordo com a especificação requerida para o produto a ser ensaiado.

8

NBR 14535:2000

Tabela 3 - Graduação de defeitos

 

Descrição de defeitos

Graduação

Nenhuma marca visível

5

Pequena variação no brilho ou pequenas marcas pouco perceptíveis

4

Leve marca, visível em diferentes direções, por exemplo, disco quase completo, ligeiramente visível

3

Marca acentuada bem visível ou região levemente descolorida ou região levemente afetada

2

Marca acentuada ou região com descoloração distinta ou ainda região pesadamente afetada

1

 

NOTAS

É recomendável que cada área ensaiada seja classificada de acordo com as graduações desta tabela por no mínimo cinco observadores.

1

2

A graduação de uma determinada temperatura deve ser aquela máxima que é equalizada ou excedida

pela maioria dos observadores, por exemplo: graduações individuais: 1,2,3,3,3 graduação final: 3; e

graduações individuais: 1,2,2,3,3 graduação final: 2.

 

3

Os resultados obtidos com as duas fontes de luz devem ser registrados.

6.2.4 Procedimento

6.2.4.1 Imediatamente após o condicionamento, o ensaio deve ser executado em uma atmosfera de 27°C ± 2°C.

6.2.4.2 Colocar o termômetro no furo central da fonte de calor.

6.2.4.3 Usando o forno, elevar a temperatura da fonte de calor até o nível maior do que o especificado no ensaio e transferir a

fonte para a espuma de melamina.

6.2.4.4 Limpar a área de ensaio com o tecido branco macio absorvente.

6.2.4.5 Quando a fonte de calor atingir a temperatura especificada com uma precisão de ± 1°C, colocá-la imediatamente

sobre a área de ensaio. Após 20 min nesta posição, remover a fonte de calor e limpar a área ensaiada com o tecido branco macio absorvente

6.2.4.6 Registrar a posição de cada área ensaiada e sua temperatura.

6.2.4.7 Manter a área ensaiada em repouso de 16 h a 24 h.

6.2.4.8 Limpar a área ensaiada com tecido branco macio absorvente e examinar o corpo-de-prova.

6.2.4.9 Fazer no mínimo três repetições para cada temperatura de ensaio.

6.2.5 Exame do painel de ensaio

Deve ser de acordo com 6.1.5.

6.2.6 Expressão dos resultados

Grau de defeitos: as áreas ensaiadas devem ser classificadas pelos métodos de 6.1.5.1 e 6.1.5.2, de acordo com as gra- duações dadas na tabela 3.

6.2.7 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) identificação do filme de acabamento;

d) tipo de móvel ensaiado;

e) temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio;

f) resultado do ensaio (grau atingido) para cada temperatura;

g) qualquer desvio ocorrido em relação a esta Norma;

h) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

i) data da realização do ensaio.

6.3 Determinação da resistência à exposição à luz UV e à água

Este ensaio mostra a seleção de condições de ensaio de exposição à luz UV (ultravioleta) e à água, onde são apresentados os princípios básicos e procedimentos de operação do aparelho para simular a deterioração causada pela luz solar e a água como chuva ou névoa, usados nos ensaios dos acabamentos de superfície de móveis de madeira.

NOTA - Este ensaio está de acordo com a ASTM G 53:1996.

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6.3.1 Significado e uso

6.3.1.1 Acabamentos orgânicos para exposição em exteriores, estão sujeitos ao ataque de elementos degradantes do

tempo, particularmente raios UV, oxigênio e água. Este roteiro pode ser usado para avaliar o comportamento dos filmes expostos em equipamentos que produzam radiações UV, altas temperaturas e condensação de água sobre o filme.

Este equipamento é usado para fazer uma prévia comparação de materiais de exposições externa e a qualidade das pinturas. Entretanto, fontes de luz, assim como a lâmpada fluorescente UV, que emite um significativo volume de radiação com comprimento de onda menor do que aqueles da luz solar, podem causar resultados que conduzam a uma avaliação irreal das propriedades das condições ambientais.

6.3.1.2 Como não existe nenhum aparelho simples de exposição à luz, com ou sem água, que possa ser especificado

como uma simulação direta à exposição natural, este ensaio não implica expressamente, ou de outra forma, uma correlação específica com uma exposição externa. Todavia tem sido útil em muitos casos.

6.3.1.3 Como as condições climáticas se alteram de acordo com o tempo, a geografia e a topografia, pode haver variação

correspondente dos efeitos da exposição natural. Todos os materiais não são afetados igualmente pelo mesmo meio ambiente. Resultados obtidos a partir do uso deste ensaio podem não ser aceitos como equivalentes àqueles obtidos em ensaios em condições ambientais externas, a menos que o grau de correlação quantitativa seja estabelecido para o ma- terial em questão.

6.3.1.4 Variações nos resultados podem ser esperadas quando as condições de operação entre tipos de instrumentos si-

milares variam dentro dos limites aceitáveis deste procedimento padrão.

6.3.2 Preparação e condicionamento do corpo-de-prova

6.3.2.1 A menos que combinado diferentemente, deve-se preparar os painéis acabados de acordo com os requisitos

especificados para o equipamento de exposição que deve ser usado para o ensaio, verificando que os mesmos sejam apropriados para mostrar os tipos de falhas a serem observados.

6.3.2.2 Se não for possível obter corpos-de-prova planos, tomar precauções especiais para que:

a) a parte posterior dos corpos-de-prova se ajustem perfeitamente aos suportes de maneira que não escape vapor de

água da câmara de ensaio;

b) a parte mais próxima do corpo-de-prova fique a uma distância mínima de 50 mm da lâmpada. Se parte do corpo-de-

prova ficar mais perto da lâmpada do que o especificado, estará sujeita a uma exposição mais intensa de luz UV.

6.3.2.3 A menos que especificado diferentemente, antes de expor os painéis acabados dentro do equipamento, con-

dicioná-los em temperatura de 27°C ± 2 o C e (65 ± 5)% de umidade relativa do ar por diferentes períodos de tempo, de acordo com o tipo de acabamento:

a)

pinturas com secagem forçada: 24 h ;

b)

pinturas curadas por radiação: 24 h;

c)

outros tipos de acabamento: 7 dias no mínimo.

6.3.3

Aparelhagem

Câmara com lâmpada fluorescente UV e condensação de água.

6.3.4 Procedimento

6.3.4.1 Inserir os corpos-de-prova com dimensões planas de 210 mm x 900 mm. Posicionar os corpos-de-prova

regularmente para minimizar alguns efeitos causados pelas variações de temperatura ou da luz UV. Quando os corpos- de-prova não preenchem completamente as janelas dos suportes, deve-se completar os espaços vazios com outros painéis inoxidáveis para manter as condições de ensaio dentro da câmara.

6.3.4.2 Usar as condições de ensaio especificadas em consenso mútuo ou requeridas por uma especificação de

qualidade de produto. A condição de ensaio correntemente usada para ensaios de pintura e acabamento em madeiras para uso externo é:

4 h UV/60 o C seguido de 20 h CON/60 o C

onde:

UV é somente lâmpadas ultravioleta;

CON é somente condições de condensação.

NOTA - Temperaturas citadas são temperaturas de painéis pretos medidas no suporte do painel.

6.3.4.3 Programar as condições de ensaio selecionadas e operar os equipamentos continuamente dentro dos limites.

Preparar os equipamentos.

NOTA - Podem ocorrer variações nos resultados, em virtude da não troca de lâmpadas de acordo com as instruções do fabricante.

6.3.5 Períodos de exposição

Usar um dos seguintes métodos para determinar a duração da exposição durante este ensaio:

a) um acordo mútuo entre fornecedor e consumidor pode especificar o número total de horas;

b) número total de horas de exposição necessária para produzir uma mudança acordada mutuamente, ou no corpo-

de-prova ou em uma amostra padrão.

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6.3.6 Expressão dos resultados

Avaliar as condições dos corpos-de-prova expostos, quanto ao brilho (6.5); fissuras, craqueamento e bolhas (6.4); des- cascamento (ASTM D 772); e variação de cor (ASTM D 2244). Selecionar métodos de acordo com os requisitos do pro- duto ensaiado.

6.3.7 Relatório de ensaio

O relatório deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) fabricante e modelo da câmara com lâmpada fluorescente UV e condensação de água;

b) designação do fabricante da lâmpada fluorescente UV e da distribuição espectral relativa da energia da lâmpada. Isto

pode ser acompanhado listando a designação do fabricante, o comprimento de onda (nm) onde ocorre o pico de

emissão e o comprimento de onda (nm) próxima do limite inferior, onde ocorre 1% da emissão do pico;

c) ciclo de exposição, 4 h UV/60 o C, 20 h CON/60 o C;

d) tempo total de exposição;

e) avaliação dos resultados do painel (ver 6.3.6);

f) identificação da norma utilizada em caso de haver avaliação comparativa.

6.4 Resistência à mudança brusca de temperatura/choque térmico

6.4.1 Aparelhagem

6.4.1.1 Refrigerador ou freezer com capacidade de atingir a temperatura de -20 o C ± 1 o C.

6.4.1.2 Estufa elétrica com circulação forçada de ar e com controle automático de temperatura a 50 o C ± 3 o C.

6.4.1.3 Suporte para os corpos-de-prova.

6.4.2 Preparação e condicionamento dos corpos-de-prova

6.4.2.1 Retirar no mínimo três corpos-de-prova de madeira do móvel a ser ensaiado nas dimensões aproximadas de

250 mm x 120 mm x 8 mm.

6.4.2.2 O número de painéis deve ser tal que o tempo requerido para atingir a temperatura estabelecida no ensaio não

deve ser menor do que 30 min e não maior do que 45 min. A temperatura pode ser medida por um par termoelétrico insta-

lado no painel, logo abaixo do filme de acabamento.

6.4.2.3 Pintar o fundo e os bordos dos corpos-de-prova com uma tinta à base de borracha clorada, para evitar a penetração

de umidade. Deixar secar.

6.4.2.4 Colocar os corpos-de-prova em um ambiente com umidade relativa de (65 ± 5)% e temperatura de 27°C ± 2 o C por

um período de 10 dias antes do ensaio.

6.4.3 Procedimento

6.4.3.1 Dispor os corpos-de-prova verticalmente nos suportes, de modo que o ar possa passar entre eles. Os lados re-

vestidos com o material a ser ensaiado não devem estar virados para as paredes da estufa ou refrigerador.

6.4.3.2 Colocar os suportes com os corpos-de-prova na estufa de circulação forçada a 50°C ± 3 o C por 1 h.

6.4.3.3 Em seguida, no menor espaço de tempo possível, transferir os suportes com os corpos-de-prova para um re-

frigerador ou freezer a - 20°C ± 1 o C por 1 h.

6.4.3.4 Remover os corpos-de-prova com os suportes, do refrigerador ou freezer, após 1 h, e deixá-los em repouso por

15 min à temperatura ambiente.

6.4.3.5 Uma vez determinada a capacidade de combinação estufa/refrigerador (número de corpos-de-prova com taxas

fixas de aquecimento e resfriamento), usando corpos-de-prova simulados, fazer todos os ensaios subseqüentes com o

mesmo número de corpos-de-prova. Se essa precaução não for seguida, as taxas de resfriamentos e aquecimento serão diferentes a cada vez e a reprodutividade será baixa.

6.4.3.6 O período de 1 h a 50°C ± 3 o C, seguido de 1 h a - 20°C ± 1 o C e 15 min de descanso à temperatura ambiente, cons-

titui-se em um ciclo. Após cada ciclo, examinar os corpos-de-prova. Repetir o ciclo acima descrito tantas vezes quantas forem necessárias, até ocorrer falha ou até ser atingido o número mínimo de ciclos que tenha sido determinado.

6.4.3.7 A menos que o laboratório trabalhe em três turnos, deve existir um período de descanso diário à noite e um

descanso semanal nos finais de semana. Estes períodos devem ser mencionados no relatório.

6.4.4 Expressão dos resultados

6.4.4.1

A avaliação deve ser feita por observação visual do corpo-de-prova em diferentes ângulos, sob forte incidência de

luz.

6.4.4.2

O ponto final da falha é aquele no qual aparecem numerosas linhas finas ou no qual um total de quatro trincas de

25 mm a 50 mm de comprimento ou duas trincas de comprimento superior a 50 mm aparecem no filme. A área dos corpos- de-prova sob ensaio na qual a falha vai ser observada deve excluir uma faixa de 13 mm das bordas externas dos corpos- de-prova.

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6.4.4.3 Na madeira maciça as falhas mostram-se como uma ou mais fissuras retas no filme de revestimento, que podem se

apresentar em linhas onduladas e contínuas ao longo do veio da madeira ou em várias direções, formando ângulos que podem ser perpendiculares à direção do veio da madeira. Em outros substratos à base de madeira, a direção e os tipo de fissuras podem variar em relação às suas características de superfície.

6.4.4.4 Os resultados de todos os três painéis devem ficar dentro da faixa de ± 2 ciclos em torno da média desses painéis.

Se isto não ocorrer, painéis adicionais devem ser ensaiados até que haja no mínimo três painéis cujos resultados caiam dentro da faixa mencionada acima.

Todos os corpos-de-prova ensaiados devem ser levados em consideração.

6.4.5 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de madeira ensaiada;

c) tipo de acabamento do móvel ensaiado;

d) tempo e condições do condicionamento do material de acabamento;

f) classificação do acabamento de acordo com esta Norma;

g) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

h) data do ensaio.

6.5 Determinação do brilho

Este ensaio determina um método de avaliação rápida do brilho especular do filme de materiais de revestimento na madeira, usando-se medidores de brilho (glossmeter) com ângulos de 60 o , 20 o e 85 o .

NOTA - O ensaio está de acordo com a ASTM D 523:1989.

6.5.1 Aparelhagem

6.5.1.1 Medidor de brilho (glossmeter).

6.5.1.2 Padrões de referência 1) : padrão primário e padrão de trabalho.

6.5.2 Preparação do corpo-de-prova

O corpo-de-prova, que pode ser o móvel ou parte dele, deve apresentar uma superfície plana, livre de ondulações, poeira ou detritos que afetem o resultado do ensaio.

6.5.3 Procedimento

6.5.3.1 As medidas são feitas com geometria de 60 o , 20 o ou 85 o .

de maneira que estes procedimentos possam ser usados como segue:

As geometrias dos ângulos e aberturas são escolhidas

a) a geometria 60 o é usada para comparar entre si a maioria dos filmes de acabamentos e para determinar se a

geometria de 20 o é mais aplicável;

b) a geometria de 20 o é vantajosa para comparar filmes de acabamento que na geometria de 60 o , tem valores mais

altos do que 70 unidades;

c) a geometria de 85 o é usada para comparar filmes de acabamento com pouco brilho. É freqüentemente aplicada

quando filmes de acabamento têm valores de brilho a 60 o , menores que 10 unidades;

6.5.3.2 Calibrar e operar o medidor de brilho (glossmeter) de acordo com as instruções do fabricante do instrumento.

6.5.3.3 Verificar o zero do instrumento colocando a cavidade negra na posição especificada. Se a leitura não estiver dentro

de ± 0,1 do zero, subtrair algebricamente das leituras subseqüentes ou ajustar o instrumento para zero.

6.5.3.4 Posicionar o corpo-de-prova sob (ou sobre) o glossmeter. Para superfícies com marcas de escova ou efeitos de

textura similares, posicioná-las de tal maneira que as direções das marcas sejam paralelas ao plano dos eixos dos feixes incidente e refletido.

6.5.3.5 Fazer no mínimo três leituras em uma área de 75 mm x 150 mm do corpo-de-prova. Se a diferença entre duas

leituras for maior que duas unidades de brilho, fazer leituras adicionais e calcular a média depois de descartar resultados divergentes. Para corpos-de-prova maiores, fazer proporcionalmente um número maior de leituras.

NOTA - Para alguns tipos de tintas, particularmente as de semibrilho, o brilho medido é afetado pelo método de aplicação e as condições de secagem.

6.5.4 Relatório de ensaio

1) Os padrões de referência de brilho distribuídos por Byk/Gardner, 2435 Linden Lane, Silver Spring, MD 20910 e Hunter Associates Laboratory, Inc., 11495 Sunset Hills Road, Reston, Va 22090, ou de seu representante no Brasil é um exemplo adequado de um produto comercial disponível. Esta informação é dada para facilitar aos usuários na utilização desta Norma e não significa uma recomendação do produto citado por parte da ABNT.

e) o número de ciclos sem falhas e notas de todas as falhas do filme, especificando o ciclo no qual tais falhas ocorreram;

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6.5.4 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter pelo menos os seguintes itens:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) tipo de móvel ensaiado;

d) condições de temperatura e umidade em que o ensaio foi realizado;

e) média das leituras de brilho especulares e a geometria usada;

f) tipo de padrões usados;

g) classificação do brilho segundo a tabela 4;

h) nome do fabricante e o modelo do medidor de brilho;

i) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

j) data da realização do ensaio.

Tabela 4 - Classificação do brilho

Faixa

%

Classificação

0 a 10

Fosco

11 a 30

Semifosco

31 a 70

Semibrilhante

71 a 90

Brilhante

91 a 100

Brilho especular ou alto brilho

6.6 Dureza do filme de revestimento

Este ensaio determina um método de avaliação rápida e econômica da dureza de um revestimento orgânico sobre um substrato em relação à grafite de um lápis de dureza conhecida.

6.6.1 Princípio

Um painel revestido é colocado sobre uma superfície firme, em posição horizontal. O lápis é seguro firmemente contra o filme em um ângulo de 45 o (a ponta da grafite deve estar na posição para fora em relação ao operador) e empurrada nesse sentido em uma distância de 6,5 mm.

Iniciar o processo com grafite mais dura e continuar decrescendo a escala de dureza até que atinja um dos dois pontos fi-

nais:

a)

a última grafite que deixa de romper o filme (dureza ao rompimento);

b)

a última grafite que deixa demarcar o filme, não o rompendo (dureza ao amassamento).

6.6.2

Aparelhagem

6.6.2.1 Jogo de grafite de desenho (preferencialmente) ou lápis de madeira, calibrados de acordo com a seguinte escala

de dureza:

6B - 5B - 4B - 3B - 2B - B - HB - F - H - 2H - 3H - 4H - 5H - 6H

+ Mole

+ Duro

A diferença entre duas grafites adjacentes é considerada uma unidade de dureza.

6.6.2.2 Um bloco de ferro sextavado, com um furo central de 9 mm para introdução do lápis, parafuso de fixação do lápis,

posicionador para a ponta do lápis e dispositivo com rodízios para empurrar o aparelho, conforme a figura 3, pesando apro- ximadamente 0,75 kg. O peso exercido pela extremidade da grafite na superfície a ser ensaiada deve ser de aproximadamente 0,3 kg. O ângulo formado entre a superfície de ensaio e o eixo do lápis deve ser de 45 o .

6.6.2.3 Lapiseira para grafites de desenho, se estes forem usados.

6.6.2.4 Apontador mecânico, útil para apontar os lápis, se estes forem usados.

6.6.2.5 Lixa de grana nº 400.

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Figura 3 - Dispositivo para fixação da lapiseira ou lápis 6.6.3 Preparação e condicionamento do

Figura 3 - Dispositivo para fixação da lapiseira ou lápis

6.6.3 Preparação e condicionamento do corpo-de-prova

6.6.3.1 Colocar o corpo-de-prova em um ambiente com umidade relativa de (65 ± 5)% e temperatura de 27 o C ± 2 o C por um

período de 72 h antes de iniciar o ensaio.

6.6.3.2 Para o lápis, remover aproximadamente 6 mm de madeira da sua ponta, tomando cuidado para deixar a grafite na

sua forma original (lisa e cilíndrica).

6.6.3.3 Segurando o lápis ou a lapiseira em um ângulo de 90 o em relação à lixa, esfregar a grafite contra a lixa, mantendo

exatamente este ângulo até que a ponta fique plana, lisa e de seção transversal circular, livre de rebarbas nas bordas.

6.6.4 Procedimento

6.6.4.1 Colocar o corpo-de-prova em uma superfície horizontal fixa.

6.6.4.2 Colocar no dispositivo o lápis ou a lapiseira de maior dureza (6H), com a ponta exatamente abaixo da marca do

posicionador.

6.6.4.3 Empurrar o aparelho pelo cabo sobre a película ensaiada conforme descrito em 6.6.1.

6.6.4.4 Substituir a grafite (lápis ou lapiseira) por uma de dureza imediatamente inferior e assim sucessivamente para obter

a primeira marca visível sobre a película.

6.6.4.5 Substituir a grafite (lápis ou lapiseira) por uma de dureza imediatamente inferior e assim sucessivamente para obter

um ou ambos pontos finais descritos em 6.6.1.

6.6.4.6 Repetir o processo até que seja encontrado uma grafite que não corte o filme (dureza ao rompimento) e continuar o

processo até que seja encontrada uma grafite que não risque o filme (dureza ao amassamento).

6.6.4.7 Fazer um mínimo de duas determinações para cada grafite.

6.6.5 Expressão dos resultados

Distingue-se entre "escrever" e "marcar" a película pela fácil remoção da "escrita" com um pano úmido ou borracha, enquanto que a "marca" indicativa da dureza não é removível e se caracteriza pela redução do brilho ou risco na linha de ensaio em relação ao restante da película.

Com alguns acabamentos, os dois pontos finais do ensaio podem ser coincidentes.

O operador deve examinar de perto para diferenciar o corte ou o risco no filme. Alguns acabamentos contêm compostos que podem lubrificar o filme. Exames podem ser feitos através da inspeção visual ou por meio da unha.

Durante o ensaio, se as bordas da grafite estiverem quebradas ou arredondadas, reapontar.

6.6.6 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) tipo de móvel ensaiado;

d) condições de temperatura e umidade em que o ensaio foi realizado;

e) qualquer desvio desta Norma;

f) os dois pontos finais, como segue:

- dureza ao rompimento: a grafite mais dura que não cortar o filme com um comprimento mínimo de 3 mm;

- dureza ao amassamento: a grafite mais dura que não riscar ou romper o filme;

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g) a marca da grafite usada;

h) qualquer alteração às condições padronizadas do ensaio, incluindo a rugosidade do filme;

i) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

j) data da realização do ensaio.

6.7 Determinação da resistência ao impacto

NOTA - Para os propósitos desta Norma, os termos "madeira" e "de madeira" incluem a gama de produtos feitos de madeira, por exemplo, chapa dura, aglomerado, etc., usados na indústria de móveis.

6.7.1 Princípio

Uma esfera de aço é deixada cair de uma altura especificada sobre um painel de ensaio. O dano causado ao filme de acabamento, no ponto de impacto e ao seu redor, é avaliado por um número de observadores, baseando-se em códigos de avaliação graduados.

6.7.2 Aparelhagem

6.7.2.1 Uma esfera de aço, de diâmetro 19,1 mm.

6.7.2.2 Uma lâmpada leitosa de 60 W, presa a uma luminária.

6.7.2.3 Uma lupa manual com aumento de duas a três vezes.

6.7.3 Preparação

O painel de ensaio deve ser de um substrato de madeira ajustado e substancialmente plano, não menor do que 400 mm x 100 mm x 10 mm. Se a superfície do painel tiver grã, a dimensão de 400 mm deve ser no sentido da mesma.

6.7.4 Procedimento

6.7.4.1 Executar o ensaio no mínimo em duas posições, assegurando-se de que as posições do ensaio sejam tão

aleatórias quanto possível e que não fiquem na mesma estrutura da grã, se a mesma for visível.

6.7.4.2 Com o painel de ensaio mantido em uma posição horizontal estável sobre uma base firme, deixar cair a esfera de

aço sobre ele de uma altura de 2,00 m ± 0,01 m, evitando-se múltiplos impactos da bola.

6.7.4.3 Com o painel de ensaio na posição vertical, examinar cuidadosamente a área de ensaio, usando o seguinte

procedimento: colocar a fonte de luz direta em uma altura conveniente, iluminando para baixo. Se a superfície do painel apresentar algum desenho ou grã, segurar o painel com a grã orientada verticalmente sob a luz e tão perto dela quanto conveniente.

Mantendo a área de ensaio diretamente sob a lâmpada, mover o painel de maneira que o ângulo entre a direção da luz e o plano do painel varie entre 0 o e 30 o (ver figura 4). Durante este movimento, examinar a área ensaiada usando as lentes de aumento. Girar a face ensaiada do painel até 90 o e repetir o procedimento. Avaliar a aparência geral do painel como descrito em 6.7.5.

6.7.5 Expressão dos resultados

Classificar os danos da área ensaiada conforme os códigos da tabela 5 (ver figura 5).

ensaiada conforme os códigos da tabela 5 (ver figura 5). Figura 4 - Ensaio de impacto,

Figura 4 - Ensaio de impacto, método de inspeção da área ensaiada

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Tabela 5 - Graduação da área ensaiada

Aparência da área ensaiada 1)

Graduação

Nenhuma trinca ou fissura

5

Uma ou duas trincas ou fissuras circulares em volta da borda da área de impacto 2)

4

Trinca ou fissura moderada ou severa confinada à área de impacto 3)

3

Trinca ou fissura estendendo-se para fora da área de impacto e/ou leve descascamento do filme de acabamento

2

Mais do que 25% do filme de acabamento removido da área de impacto

1

1) Na avaliação do dano do filme de acabamento causado pelo impacto da esfera de aço, a deformação mecânica do substrato não deve ser levada em consideração.

2) As trincas ou fissuras não precisam ser círculos completos e podem ter descontinuidades, aparecendo como pequenos arcos. Usando este critério, o número de trincas ou fissuras fixado na definição deve ser aplicado literalmente.

3) É necessário algum critério para decidir se as trincas ou fissuras se encontram fora da área de impacto, pois esta área em geral não é bem definida. Porém, normalmente, as trincas ou fissuras caem dentro de uma área bem definida.

NOTA

É recomendável que cada área ensaiada seja classificada de acordo com as graduações desta tabela por no mínimo cinco observadores.

A nota de uma determinada temperatura deve ser aquela máxima que é equalizada ou excedida pela maioria dos observadores, por exemplo: graduações individuais: 1,2,3,3,3 graduação final: 3; e graduações individuais: 1,2,2,3,3 graduação final: 2.

e graduações individuais: 1,2,2,3,3 graduação final: 2. Figura 5 - Ensaio de impacto - Ilustração da

Figura 5 - Ensaio de impacto - Ilustração da escala de graduação

6.7.6 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) identificação do filme de acabamento;

d) tipo de móvel ensaiado;

e) temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio;

f) resultado do ensaio;

g) qualquer desvio ocorrido em relação a esta Norma;

h) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

i) data da realização do ensaio.

16

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6.8 Resistência à abrasão

Este ensaio determina um método de avaliação da resistência de esmaltes, vernizes e produtos similares, aplicados em uma superfície rígida plana.

6.8.1 Aparelhagem

6.8.1.1 Abrasímetro Taber.

6.8.1.2 Rodas abrasivas resilientes nº CS-17 ou H-18, como requerido, devem ser usadas.

NOTAS

1 Por causa da baixa têmpera do material da borracha usada nas rodas CS-17, estas não devem ser usadas depois da data marcada nelas, ou um ano depois da aquisição, se as rodas não forem datadas.

2 As rodas do H-18 produzem uma abrasão mais severa do que as rodas do CS-17.

6.8.1.3 Torno retificador (Taber) de superfície das rodas abrasivas H-18 e disco abrasivo S-11 (Taber) para rodas

abrasivas CS-17.

6.8.1.4 Aspirador de pó com regulador de sucção.

6.8.1.5 Balança analítica.

6.8.1.6 Micrômetro.

6.8.2 Preparação e condicionamento do corpo-de-prova

6.8.2.1 Retirar do móvel a ser ensaiado um quadrado de 100 mm de lado com quinas arredondadas, como ilustrado na

figura 6. A espessura é limitada à capacidade do aparelho, desde que não seja prejudicial ao ensaio. No centro deve haver um furo com 6,4 mm de diâmetro.

6.8.2.2 Colocar o corpo-de-prova em ambiente com umidade relativa de (65 ± 5)% e temperatura de 27 o C ± 2 o C, por um

período de 72 h antes do ensaio.

6.8.3 Procedimento

6.8.3.1 Pesar dois corpos-de-prova com aproximação de 0,3 mg.

6.8.3.2 Medir com o micrômetro a espessura do revestimento em vários pontos ao longo da superfície a sofrer abrasão.

6.8.3.3 Ajustar a carga nos rebolos para 1 000 g, no caso de se trabalhar com as rodas abrasivas CS-17, e 500 g, no caso

de se trabalhar com as rodas abrasivas H-18.

6.8.3.4 Montar os corpos-de-prova na mesa giratória, colocar os rebolos abrasivos sobre o filme e também o bico do

aspirador de pó a uma distância de 1 mm acima do filme sob ensaio. Ajustar o contador para o número de ciclos desejado e o regulador de sucção.

6.8.3.5 Ligar o aspirador de pó e a mesa giratória do abrasímetro. Sujeitar as amostras pelo número especificado de ciclos

ou até que um desgaste através do revestimento seja observado. Para observar o ponto de desgaste, parar o aparelho em intervalos para examinar os corpos-de-prova sob ensaio.

6.8.3.6 Remover, ao final do ensaio, qualquer perda de material por abrasão, com um pano limpo ou uma escova, e pesar

novamente os corpos-de-prova.

NOTA - O ensaio deve ser realizado em ambiente condicionado conforme 6.8.2.2.

Dimensões em milímetros

O ensaio deve ser realizado em ambiente condicionado conforme 6.8.2.2. Dimensões em milímetros Figura 6 -

Figura 6 - Corpo-de-prova

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6.8.4 Expressão dos resultados

O

resultado é dado em termos de taxa de desgaste, perda de massa e número de ciclos de desgaste.

O

cálculo é feito da maneira de 6.8.4.1 a 6.8.4.3.

6.8.4.1 Taxa de desgaste:

TD =

onde:

100( A

B )

C

TD é a taxa de desgaste expressa em perda em massa (miligramas) por 100 ciclos;

A é a massa da amostra antes do ensaio em miligramas;

B é a massa da amostra após o ensaio em miligramas;

C é o número de ciclos de abrasão requerido para atingir o substrato.

6.8.4.2 Perda de massa: é a perda de massa em miligramas determinada a um número específico de ciclos.

6.8.4.3 Número de ciclos de desgaste:

a)

o número de ciclos de abrasão requerido para atingir o substrato;

b)

o número de ciclos de abrasão requerido para remover completamente o filme.

6.8.5

Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) tipo de móvel ensaiado;

d) condições de temperatura e umidade do ensaio;

e) tipo de rodas abrasivas usadas;

f) massa aplicada sobre as rodas abrasivas;

g) resultados de acordo com esta Norma;

h) classificação do acabamento de acordo com esta Norma;

i) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

j) data da realização do ensaio.

6.9 Determinação da aderência do filme

NOTAS

1 Para os propósitos deste método de ensaio, os termos "madeira" e "de madeira" incluem a gama de produtos feitos de madeira, por exemplo, chapa dura, aglomerado, etc., usados na indústria de móveis.

2 Para o ensaio de corte cruzado, a profundidade do corte (0,3 mm) foi escolhida por penetrar na maioria dos filmes de acabamento, sem penetrar excessivamente no substrato. Isto só não é válido em poucos casos, como por exemplo em filmes de acabamentos muito espessos. Nestes casos, deve haver um acordo entre as partes interessadas sobre o método de corte a ser utilizado, pois a excessiva força necessária para cortar através do filme torna este ensaio impraticável.

3 A superfície do substrato pode ter uma influência marcante nos resultados deste ensaio. Por exemplo, uma superfície pobre pode se romper onde o fio de corte penetra nela. Nestes casos, é necessário cuidado na interpretação dos resultados do ensaio.

6.9.1 Princípio

Com o uso de um estilete afiado, é feito um corte sobre um painel de ensaio, em forma de uma grade, formada por dois conjuntos, cada um com 11 canais paralelos entre si e em ângulos retos, e distanciados de 2 mm. Os pedaços de filme de acabamento soltos são removidos com uma escova macia. A área ensaiada é avaliada por um número de observadores, baseando-se em códigos de avaliação graduados.

6.9.2 Aparelhagem

6.9.2.1 Um estilete feito de aço-carbono temperado, com espessura de 0,43 mm ± 0,03 mm. O fio de corte deve ter um

ângulo de 20 o a 25 o . As extremidades da lâmina devem ficar em um ângulo de 55 o em relação à extremidade cortante,

para formar uma ponta afiada (ver figura 7).

6.9.2.2 Um gabarito de metal para produzir no filme de acabamento uma grade com 11 canais paralelos entre si e dis-

tanciados de 2 mm ± 0,01 mm. Um desenho apropriado, ilustrado na figura 8, consiste em duas partes: a parte dois se en- caixa dentro da parte um em duas posições diferentes. Desta maneira estes grupos de cortes podem ser feitos em ângulo

reto entre eles.

18

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6.9.2.3 Um cabo para segurar a lâmina de corte (6.9.2.1) de tal maneira que, quando usado com o gabarito de metal,

produza cortes de profundidade constante.

6.9.2.4 Escova macia.

6.9.2.5 Uma lâmpada leitosa de 60 W, presa a uma luminária.

6.9.2.6 Uma lupa manual com aumento de duas a três vezes.

6.9.2.6 Uma lupa manual com aumento de duas a três vezes. Figura 7 - Detalhes da

Figura 7 - Detalhes da lâmina de corte

duas a três vezes. Figura 7 - Detalhes da lâmina de corte Figura 8 - Detalhes

Figura 8 - Detalhes do gabarito

6.9.3 Preparação do corpo-de-prova

O painel de ensaio deve ser de um substrato de madeira ajustado e substancialmente plano, não menor do que 400 mm x 100 mm x 10 mm. Se a superfície do painel tiver grã, a dimensão de 400 mm deve ser no sentido da mesma.

6.9.4 Procedimento

6.9.4.1 Executar o ensaio no mínimo em duas posições, assegurando-se de que as posições do ensaio sejam tão aleatórias

quanto possível e que não fiquem na mesma estrutura da grã, se a mesma for visível.

de

6.9.4.2 Fixar

0,3 mm ± 0,02 mm.

quando usado com o gabarito, projete

a

lâmina

de

corte

no

cabo

de

metal,

maneira

que,

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19

6.9.4.3 Com o fio do estilete sobre o painel, fazer um modelo de treliça na superfície do painel de ensaio, usando o

gabarito. O modelo de treliça consiste em dois conjuntos, em ângulos retos, de 11 canais individuais de corte, com extensão de 35 mm e espaçados entre eles em 2 mm. Quando a superfície do painel tiver desenho ou grã, a direção dos cortes deve ser de aproximadamente 45 o em relação à direção da grã.

6.9.4.4 Durante o ensaio, inspecionar freqüentemente o fio cortante do estilete e, quando sinais de desgaste ou defeito

forem visíveis, substituir imediatamente com uma nova lâmina.

6.9.4.5 Escovar levemente a área de ensaio com a escova macia, cinco vezes para trás e cinco vezes para a frente, no

sentido paralelo às diagonais do modelo de treliça.

6.9.4.6 Examinar cuidadosamente a área ensaiada em uma boa iluminação de luz direta (6.9.2.5), usando as lentes de

aumento. Durante o processo de observação, girar os painéis, de maneira que a visão e a iluminação da área ensaiada não fiquem limitadas apenas a uma direção.

6.9.5 Expressão dos resultados

Classificar a área ensaiada conforme os códigos graduados na tabela 6.

Tabela 6 - Graduação da área ensaiada

 

Aparência da área ensaiada

Graduação

Cortes perfeitos sem nenhuma remoção do filme de acabamento, exceto pequenas partículas na interseção de corte e uma eventual pequena apara ao longo do corte

5

Filme de acabamento removido nas interseções e intermitentemente ao longo dos cortes

4

Filme de acabamento consistentemente removido ao longo dos cortes

3

Filme de acabamento removido ao longo dos cortes e completamente de um ou mais quadrados, porém o total destes quadrados não deve superar mais do que 50% deles

2

Filme de acabamento completamente removido de mais do que 50% dos quadrados

1

 

NOTAS

1

A figura 9 ilustra as graduações de 5 a 3. As graduações 2 e 1 não são ilustradas, por serem evidentes.

É recomendável que cada área ensaiada seja classificada de acordo com as graduações desta tabela por no mínimo cinco observadores.

2

3

A graduação de uma determinada temperatura deve ser aquela máxima que é equalizada ou excedida pela maioria dos

observadores, por exemplo: graduações individuais: 1,2,3,3,3 graduação final: 3; e graduações individuais: 1,2,2,3,3 graduação final: 2.

e graduações individuais: 1,2,2,3,3 graduação final: 2. Figura 9 - Ilustrações típicas da graduação do corte

Figura 9 - Ilustrações típicas da graduação do corte cruzado

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NBR 14535:2000

6.9.6 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) identificação do filme de acabamento;

d) tipo de móvel ensaiado;

e) temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio;

f) resultado do ensaio;

g) qualquer desvio ocorrido em relação a esta Norma;

h) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

i) data da realização do ensaio.

6.10 Determinação da resistência a manchas de produtos domésticos em geral

Este ensaio determina o efeito de produtos domésticos em geral, em acabamentos orgânicos transparentes e pigmentados, causando qualquer alteração da superfície, tais como descoloração, mudança de brilho, formação de bolhas, amoleci- mento, estufamento, perda de adesão ou outra.

6.10.1 Princípio

Dois métodos de ensaio, cada um dos quais particularmente aplicável a reagentes individuais em estudo, são descritos a

seguir:

a) ensaio pontual coberto: o reagente é colocado em contato com a superfície ensaiada e imediatamente coberto com

um vidro de relógio.

b)

ensaio pontual aberto: o reagente é colocado em contato com a superfície ensaiada, permanecendo a céu aberto.

6.10.2

Reagentes

A escolha do reagente deve ser orientada de acordo com o determinado nos grupos abaixo relacionados:

a) água;

b) solução de detergente doméstico;

c) óleo vegetal de cozinha;

d) café;

e) chá;

f) leite;

g) vinagre;

h) suco de uva;

i) etanol (álcool etílico);

j) solução amoniacal doméstica;

k) catchup;

l) batom vermelho;

m) lápis de cera preto;

n) polidor de sapatos (graxa ou líquido);

o) gasolina (nafta);

p) acetato de amila;

q) acetona;

r) mostarda;

s) solução de sabão doméstico (sabão em pó 5% diluído em água);

t) solução de corantes (para tecidos, cabelos ou alimentos);

u) solução de mercúrio cromo (2% em água);

v) tinta de caneta esferográfica azul;

w) tinta de pincel atômico preta, à base de solvente.

NBR 14535:2000

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6.10.3 Preparação do corpo-de-prova

Ensaios pontuais podem ser realizados no móvel fabricado com o acabamento a ser avaliado.

6.10.3.1 Ensaio pontual coberto: conduzir o ensaio à temperatura de 27 o C ± 2 o C e (65 ± 5)% de umidade relativa. Usando

aproximadamente 5 mL do reagente líquido ou uma quantidade suficiente (± 3 g) da substância pastosa ou sólida, aplicar que sobre a superfície horizontal do móvel a ser ensaiado e, imediatamente, cobrir com vidro de relógio. Após um intervalo de 16 h, tentar remover a mancha de acordo com o procedimento descrito em 6.10.4

6.10.3.2 Ensaio pontual aberto: conduzir o ensaio como em 6.10.3.1, deixando aberto. Colocar uma pequena porção de

reagente sobre um painel ou superfície horizontal. Após um período de 16 h, retirar o reagente aplicado e tentar remover a

mancha conforme procedimento descrito em 6.10.4.

6.10.4 Procedimento

O procedimento para a remoção das manchas deve seguir a escala de providências de 6.10.4.1 a 6.10.4.8.

6.10.4.1

Esfregar pano umedecido em água. Enxugar com pano branco, seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da

análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.2 Esfregar com pano umedecido com água e sabão neutro. Remover com pano úmido em água. Enxugar com pano

branco, seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.3 Esfregar com pano umedecido em solução de água e álcool hidratado (1:1). Remover com pano umedecido em

água. Enxugar com pano branco, seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.4 Esfregar com pano umedecido em álcool hidratado. Remover com pano umedecido em água. Enxugar com pano

branco seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.5 Aplicar detergente doméstico neutro. Remover com pano umedecido em água. Enxugar com pano branco seco e

macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.6 Aplicar removedor de uso doméstico (tipo aguarrás), esfregando levemente. Remover com pano embebido em

água. Enxugar com pano branco seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha:

6.10.4.7 Aplicar alvejante (hipoclorito de sódio). Remover com pano embebido em água. Enxugar com pano branco, seco e

macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

Persistindo a mancha.

6.10.4.8 Aplicar saponáceo líquido, esfregando levemente. Remover com pano embebido em água. Enxugar com pano

branco, seco e macio. Deixar secar por 1 h antes da análise.

6.10.5 Expressão dos resultados

É considerado produto manchador aquele capaz de deixar marcas permanentes visíveis sob luz, após o procedimento de

remoção descrito em 6.10.4.

6.10.6 Relatório de ensaio

O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações:

a) referência a esta Norma;

b) espécie de substrato;

c) identificação do filme de acabamento;

d) tipo de móvel ensaiado;

e) temperatura e umidade relativa do ambiente de ensaio;

f) resultado do ensaio;

g) qualquer desvio ocorrido em relação a esta Norma;

h) nome e endereço do responsável pelo ensaio;

i) data da realização do ensaio.

/ANEXO A

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Anexo A (informativo) Referências bibliográficas

A lista a seguir é uma relação de normas utilizadas como referência bibliográfica. Para assuntos específicos, são aplicáveis outras normas de caráter mais restrito.

ASTM G-53:1996 - Standart practice for operating light - and water - Exposure apparatus ( fluorescent UV - condensation type ) for exposure of nonmetalic materials

- Chemical composition

ISO 554:1976 - Surface atmospheres for conditioning and/or testing - Specification

ISO 3668:1998 - Paints and varnishes - Visual comparison of the colour of paints

ISO 209-1:1989

Wrought aluminium and aluminium alloys - Chemical composition and forms os products - Part 1:

ISO 4287:1997 - Geometral product specifications (GPS) - Surface texture: Profile method - Terms, definitions and surface texture parameters