UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS, LETRAS E ARTES
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA
MESTRADO PROFISSIONAL
OBÉDIA OLIVEIRA DA SILVA
SEQUÊNCIA DIDÁTICA MEDIADA PELA PESQUISA DISCENTE:
Construindo conhecimentos geográficos locais
CAICÓ/RN
2022
OBÉDIA OLIVEIRA DA SILVA
SEQUÊNCIA DIDÁTICA MEDIADA PELA PESQUISA DISCENTE:
Construindo conhecimentos geográficos locais
Relatório Técnico acompanhado de produto
educacional, apresentado ao Programa de Pós-
Graduação em Geografia da Universidade
Federal do Rio Grande do Norte/CERES/CCHLA
- Mestrado Profissional em Geografia –
GEOPROF, como requisito para obtenção do
título de Mestre em Geografia.
Orientadora: Profa. Dra. Jeane Medeiros Silva
Linha de Pesquisa: Metodologia do Ensino de
Geografia.
Modalidade de trabalho de conclusão:
Material Textual – Sequência Didática
CAICÓ/ RN
2022
Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN
Sistema de Bibliotecas - SISBI
Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN –
Biblioteca Setorial Profª. Maria Lúcia da Costa Bezerra - •CERES• - Caicó
Silva, Obédia Oliveira da.
Sequência didática mediada pela pesquisa discente:
construindo conhecimentos geográficos locais / Obédia Oliveira
da Silva. - Caicó, 2022.
114f.: il. color.
Dissertação (Mestrado Profissional em Geografia) -
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Ciências
Humanas, Letras e Artes. Centro de Ensino Superior do Seridó.
Programa de Pós-Graduação em Geografia - GEOPROF.
Orientador: Prof.ª Dr.ª Jeane Medeiros Silva.
1. Ensino de Geografia - Dissertação. 2. Sequência Didática -
Dissertação. 3. Saberes Discentes - Dissertação. 4. Aprendizagem
experimental - Dissertação. 5. YouTube (Recurso eletrônico) -
Vídeos - Dissertação. 6. Serra do Mel (RN) - Dissertação. I.
Silva, Jeane Medeiros. II. Título.
RN/UF/BS CERES CDU 37.016:910(813.2)
Elaborado por Martina Luciana Souza Brizolara - CRB-15/844
OBÉDIA OLIVEIRA DA SILVA
PRODUÇÃO DO MATERIAL TEXTUAL:
Sequência Didática:
Relatório Técnico acompanhado de produto educacional, apresentado ao Programa
de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte/CERES/CCHLA - Mestrado Profissional em Geografia – GEOPROF.
Trabalho apresentado para o Exame de Defesa de Mestrado do Programa de Pós-
Graduação em Ensino de Geografia 22/06/2022, pela seguinte Banca Examinadora:
______________________________________________
Profª Dr.ª Jeane Medeiros Silva
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(Orientadora e Presidente)
______________________________________________
Profª Dr.ª Ione Rodrigues Diniz Morais
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(Examinadora interna)
______________________________________________
Prof. Dr. Djanni Martinho dos Santos Sobrinho
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
(Examinador externo)
Dedico à minha mãe Verônica, que me
impulsionou todos os dias com palavras de
apoio, durante a elaboração desse
trabalho.
AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, а Deus, qυе fez com que meus objetivos fossem alcançados,
durante todos os meus anos de estudos.
À minha mãe Verônica, pelo carinho, dedicação e amor, que sempre me apoiou e me
amparou quando se fazia necessário.
Ao meu pai (in memorian), pelo exemplo e amor que ajudaram em muito a definir o
meu caráter, e cujas lembranças estarão sempre na minha memória.
Aos professores do Programa de Pós-Graduação em Geografia – Mestrado
Profissional – GEOPROF – UFRN, pelos ensinamentos, encaminhamentos e
conhecimentos que me repassaram.
À minha orientadora Dr.ª Jeane Medeiros, cujo apoio e
objetividade científica foram fatores essenciais para atingir os objetivos propostos.
Aos colegas do GEOPROF – UFRN, em especial a Maria Venâncio, pelo auxílio
durante o trabalho.
A todos envolvidos na pesquisa empírica, que colaboraram com informações para o
estudo.
RESUMO
Esta pesquisa se propôs a construir uma sequência didática, intitulada “Atividades
Econômicas em Serra do Mel-RN”, explorando a ferramenta de recursos audiovisuais
de temáticas locais com alunos do 6º ano, do Ensino Fundamental. A problematização
do trabalho indicou a hipótese de que, considerada uma realidade local, é possível
construir conhecimentos geográficos a partir do conteúdo de vídeos. O estudo buscou,
assim, compreender o processo de organização didático pedagógico em desafio de
se aproximar dos espaços de experiência docente. Considerou-se que o acesso a
informações digitais ajuda-nos, enquanto docentes, a avançar em um desafio da
educação geográfica, aquele em que, sendo o aluno sujeito da aprendizagem, e
detentor de saberes de sua experiência, consigamos conciliar os conhecimentos
científicos com os conhecimentos do cotidiano, isto é, aqueles que vem do próprio
contexto geográfico do aluno. Por um lado, temos, por exemplo, o livro didático e, por
outro, a possibilidade de pesquisa sobre conteúdos que estejam expressos a partir da
própria realidade do aluno. A aplicação da pesquisa nos demonstrou que é
fundamental que o professor conheça as ferramentas mais atrativas e envolventes
que tem à sua disposição para o uso e aprendizado. É necessário integrar a
tecnologia, as vivências dos alunos, estar disponível a lidar com o novo, possibilitar a
troca de experiências entre o professor e aluno para a sensibilização às relações
existentes entre a sociedade e a natureza.
.
Palavras Chaves: Ensino de Geografia; sequência didática; saberes discentes;
pesquisa como aprendizagem; vídeos YouTube
ABSTRACT
This research proposed to build a didactic sequence, entitled "Economic Activities in
Serra do Mel-RN", exploring the tool of audiovisual resources of local themes with
students of the 6th year of Elementary School. The problematization of the work
indicated the hypothesis that, considered a local reality, it is possible to build
geographic knowledge from the content of videos. The study thus sought to understand
the process of pedagogical didactic organization in the challenge of approaching the
spaces of teaching experience. It was considered that access to digital information
helps us, as teachers, to advance in a challenge of geographic education, one in which,
being the student subject of learning, and holder of knowledge from his experience,
we are able to reconcile scientific knowledge with everyday knowledge, that is,
knowledge that comes from the student's own geographical context. On the one hand,
we have, for example, the textbook and, on the other hand, the possibility of research
on contents that are expressed from the student's own reality. The application of the
research showed us that it is essential for the teacher to know the most attractive and
engaging tools that he has at his disposal for use and learning. It is necessary to
integrate technology, students' experiences, be available to deal with the new, enable
the exchange of experiences between teacher and student to raise awareness of the
existing relationships between society and nature.
Keywords: Teaching Geography; following teaching; student knowledge; research as
learning; YouTube videos
LISTA DE FIGURAS
1 – Município Serra do Mel/ RN ............................................................................... 18
2 – Fachada da Escola Municipal José Targino da Silva.......................................... 19
3 – Organograma de uma Sequência Didática ........................................................ 27
4 – Slide 1.................................................................................................................. 57
5 – Slide 2.................................................................................................................. 57
6 – Slide 3.................................................................................................................. 58
7 – Slide 4.................................................................................................................. 58
8 – Slide 5.................................................................................................................. 58
9 - Exemplo de um Mapa Mental utilizando o “Mindomo”........................................... 60
10 – Elaboração de um Mapa Mental construído pelos alunos.................................. 60
LISTA DE QUADROS
01 - Identificação e Descrição dos Princípios do raciocínio Geográfico..................... 37
02 - Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental............... 39
03 - Checklist de Harris (credibilidade, acuidade, racionalidade e
suporte)..................................................................................................................... 42
04 - Checklist da ALA para confiabilidade de fonte da informação na
internet....................................................................................................................... 43
05 – Checklist de Alexander & Tate.......................................................................... 44
06 – Sequência Didática: Estrutura Didática Pedagógica – 1ª aula.......................... 56
07 – Sequência Didática: Estrutura Didática Pedagógica – 2ª aula.......................... 62
08 – Sequência Didática: Estrutura Didática Pedagógica – 3ª aula.......................... 64
09 – Sequência Didática: Estrutura Didática Pedagógica – 4ª aula.......................... 67
LISTA DE SIGLAS
ALA – American Library Association
BNCC - Base Nacional Comum Curricular
DCRN – Documento Curricular do Rio Grande do Norte
SD – Sequência Didática
UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................... 13
2. SEQUÊNCIA DIDÁTICA: Abordagem conceitual ........................................... 22
2.1. A Sequência Didática como proposta para a construção do
conhecimento geográfico..................................................................... 28
3. SEQUÊNCIA DIDÁTICA E A PESQUISA COMO APRENDIZAGEM NO
ENSINO DE GEOGRAFIA ............................................................................ 32
3.1. A pesquisa na perspetiva da BNCC..................................................... 36
3.2. A pesquisa na Internet.......................................................................... 41
3.3. O uso da plataforma (YouTube) como ferramenta de pesquisa no Ensino
de Geografia......................................................................................... 46
4. CONTEXTUALIZANDO A APLICAÇÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA “O
ESPAÇO GEOGRÁFICO E AS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO MUNICÍPIO
DE SERRA DO MEL/ RN”................................................................................ 55
CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................ 69
REFERÊNCIAS.................................................................................................. 70
APÊNDICES
13
1. INTRODUÇÃO1
A Sequência Didática trabalhada por meio de pesquisas, nas aulas de
Geografia, pode ser uma possibilidade metodológica para enriquecer os
conhecimentos sobre os conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, agregando
sentido à formação do aluno, quanto à constituição do conhecimento geográfico.
Consequentemente, pensar uma sequência didática, enquanto metodologia de
aprendizado centrada na pesquisa, requer não apenas reflexão, mas a possibilidade
de mudanças em muitas das práticas pedagógicas dos professores.
Atualmente, as possibilidades de acesso a informações são múltiplas,
considerando-se os objetos de consulta disponíveis em rede de Internet, o que permite
aos docentes escolher estratégias didáticas que possibilitem aos alunos opções de
aprendizagens diversas, mais interativas e diversificadas, compreendendo como
essas estratégias devem ser orientadas. O acesso a informações digitais ajuda-nos,
enquanto docentes, a avançar em um desafio da educação geográfica, aquele em
que, sendo o aluno sujeito da aprendizagem, e detentor de saberes de sua
experiência, consigamos conciliar os conhecimentos científicos com os
conhecimentos do cotidiano, isto é, aqueles que vem do próprio contexto geográfico
do aluno. Por um lado, temos, por exemplo, o livro didático e, por outro, a possibilidade
de pesquisa sobre conteúdos que estejam expressos a partir da própria realidade do
aluno.
Ao fazer uso apenas do conteúdo trabalhado pelo livro didático, alguns
conteúdos podem se tornar abstratos ou desconectados das experiências concretas
dos discentes. Então, é interessante, o trabalho com outros recursos que enriqueçam,
através de outros meios, novos olhares para o mesmo conteúdo, a partir da realidade
do aluno, tornando também o ensino e a aprendizagem significativas. Quais as formas
possíveis de fazer uma ponte curricular entre a abordagem geral do Ensino de
Geografia e a realidade dos alunos? A pesquisa se orientou por essa problemática ao
indicar a hipótese de que, considerada uma realidade local, é possível construir
conhecimentos geográficos a partir do conteúdo de vídeos, percebendo nestes uma
1
A pesquisa foi submetida e aprovada pelo Comitê de Ética da Pesquisa, pelo Parecer CEP n. 5.144.260, de 03
de dezembro de 2021.
14
ponte entre o livro didático e as experiências vivenciadas pelos alunos. Para
materializar essa proposta, pensou-se, como produto, uma sequência de atividades
utilizando vídeos do YouTube.
Os vídeos disponibilizados pelo YouTube são utilizados com frequência
pelos alunos, para as mais diversas finalidades, e por boa parte dos professores em
sala de aula, para tornar as aulas mais dinâmicas, prazerosas e motivar os alunos a
estudar, pois possuem conteúdos diversos e acesso gratuito. Por meio do YouTube,
os alunos têm a possibilidade de fazer o download de vídeos para o computador ou
celular, ou também poderão visualizar os vídeos a qualquer momento e horário de
acordo com sua preferência, ou disponibilidade.
Os vídeos, no âmbito educacional, podem auxiliar no processo de formação
e apropriação do conhecimento, permitindo a interatividade e a troca de experiências.
A utilização dos vídeos facilita que novos conhecimentos reforcem os que já foram
adquiridos, pelo fato, também, da possibilidade de voltar o vídeo e assistir quantas
vezes for necessário.
Em termo gerais, a pesquisa se propôs a construir uma sequência didática,
intitulada “Atividades Econômicas em Serra do Mel-RN”, explorando a ferramenta de
recursos audiovisuais de temáticas locais com alunos do 6º ano, do Ensino
Fundamental.
Especificamente, a pesquisa se propôs a:
1) Conhecer recursos didáticos disponíveis aos alunos de Serra do Mel-RN
e conteúdos locais aplicáveis ao plano de ensino de Geografia do Ensino
Fundamental.
2) Compreender o processo de organização didático pedagógico da
Sequência Didática enquanto metodologia de ensino centrada na pesquisa.
3) Experenciar a sequência didática, explorando a ferramenta de recursos
audiovisuais, por meio de conceitos do cotidiano e conceitos científicos.
O interesse por esta pesquisa se deu pela minha prática profissional, pois
como pedagoga há 12 anos, percebo como as crianças gostam e se interessam pela
aula quando utilizo recursos audiovisuais. Além do mais, compreender como alunos
15
dos anos finais conseguem assimilar a abordagem geral do livro didático com a
realidade dos alunos.
O trabalho foi realizado com alunos da Escola Municipal José Targino da
Silva, numa turma de 6º ano, localizada no município de Serra do Mel/RN. Os dados
coletados pelos alunos, fundamentados em investigação bibliográfica,
compreenderam entrevista (escrita) e pesquisa digital (YouTube), que serviram de
subsídios para a realização das atividades.
A pesquisa desenvolveu um trabalho metodologicamente dividida em várias
etapas de atividades, onde os alunos participaram de: levantamento de dados,
elaboração de mapa mental, entrevistas, questionários, produções textuais escritas,
pesquisas digitais, produção de maquetes e socialização oral.
O que difere a pesquisa do que já se conhece ou se faz em termos de ensinar
Geografia pela pesquisa é direcionar os alunos a buscarem conteúdos que
possibilitem a construção do pensamento geográfico, pois percebemos que nesse
período pandêmico, os alunos ficaram bastante tempo na internet, e mesmo durante
o tempo de estudo são estimulados por outros assuntos, fazendo-os desviarem a
atenção sobre o assunto que está sendo estudado. Para que a atenção não seja
desviada, é necessário um bom planejamento das aulas, traçando tempo, espaço e
atividades que serão necessárias para a utilização dos vídeos.
O trabalho está organizado partindo das seguintes etapas: 1. A introdução,
onde se apresenta as etapas da pesquisa, enfocando também uma seção, sobre o
município e a escola do estudo; no Capítulo 2 intitulado “Sequência didática:
abordagem conceitual”, enfocamos o que significa a sequência didática, bem como a
importância e proposta para o conhecimento geográfico.
No Capítulo 3 “Sequência Didática e a pesquisa como aprendizagem no
Ensino de Geografia”, abordamos sobre a pesquisa no ensino fundamental, expondo
alguns passos para a realização; a relação da pesquisa na perspectiva da BNCC; em
seguida, abordamos a pesquisa na internet e, quais critérios de qualidade de
informações buscar na internet, finalizando com o uso do YouTube como ferramenta
de pesquisa.
No Capítulo 4, “Contextualizando a aplicação da Sequência Didática: O
espaço geográfico e as atividades econômicas do município de Serra do Mel/ RN”,
16
mostramos o esboço da sequência didática do estudo e, fizemos as observações
sobre a implementação da realização da sequência das atividades realizadas durante
a pesquisa, mostrando as atividades trabalhadas na sequência didática.
Em seguida, apresentamos as considerações finais, abordando os objetivos
alcançados e considerações que servirão para o compartilhamento do conhecimento.
Finalizando no apêndice, está estruturado o material textual (Sequência Didática). O
mesmo foi produzido a partir das observações obtidas na pesquisa realizada.
O trabalho está norteado no referencial teórico de alguns autores, entre eles
podemos citar: Zabala (1998), Oliveira (2013) e Machado (2013), para dar subsídios
quanto a sequência didática; em relação à pesquisa, nos norteamos na Base Nacional
e, outros referenciais, como Demo (1998), onde explica a diferença entre os tipos de
pesquisa, Pádua (1996), e alguns exemplos de checklist, que serviram de base para
a construção do trabalho.
A sequência didática apresentada nesse estudo foi realizada em uma escola
pública no interior do estado do Rio Grande do Norte, localizada na Mesorregião do
Oeste Potiguar, inserido na Microrregião de Mossoró, na cidade de Serra do Mel. Para
permitir um entendimento mais claro do contexto do trabalho, passamos a apresentar
o município e a escola, nossos espaços empíricos.
O município de Serra do Mel surgiu de um projeto de colonização idealizado
em 1970 pelo governador da época, José Cortez Pereira de Araújo. O Projeto foi
implantado em 1972, mas somente concluído no ano de 1982.
O projeto de colonização que deu origem ao município foi executado conforme
o modelo dos Moshav (Israel) e tinha por finalidades: Constituir uma reforma agrária
na região, através da doação de lotes em condições favoráveis aos pequenos
agricultores e absorver parte do contingente do parque salineiro que fora
desempregado pela mecanização das salinas nas áreas próximas.
Sua colonização teve início a partir de sua criação, com o assentamento das
primeiras vilas: Paraná, São Paulo, Guanabara, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O projeto assentou 1.196 famílias.
O deslocamento dessas famílias ocorreu gradativamente e, em 1982, ano de
conclusão do projeto, já contava com 19 vilas colonizadas, totalizando 1.003 famílias
residentes.
17
Em 1984 se deu a colonização de todas as vilas que compunham o projeto, e
os primeiros resultados começaram a surgir da produção agrícola. Em pouco tempo
Serra do Mel passou a ser um grande celeiro produtivo do Rio Grande do Norte,
estimulando a prática do cooperativismo aliado à cultura do cajueiro e à exportação
de castanha caju.
No dia 13 de maio de 1988, de acordo com a Lei nº 056, Serra do Mel
conseguiu sua autonomia política, tendo suas terras desmembradas de Assú, Areia
Branca, Carnaubais e Mossoró, tornando-se um novo município do Rio Grande do
Norte, o único a ter sua origem a partir de uma área de assentamento de trabalhadores
sem-terra no Estado.
O município de Serra do Mel (Figura 02) está dividido em vilas comunitárias
de produção, sendo 23 núcleos habitacionais (22 vilas rurais e 1 vila central) que
receberam, cada uma, o nome de um Estado Brasileiro, sendo a central, a Vila
Brasília.
Cada vila conta com serviços básicos de saúde, educação, abastecimento de
água, energia e armazenamento. A distância de uma vila a outra é de 5 km. A zona
urbana, hoje, corresponde às Vilas Brasília e Rio Grande do Norte.
No espaço original do projeto de colonização, são 1.196 lotes agrícolas. Cada
um dos lotes com 50 hectares, sendo 1.174 com 250 metros de largura por 2.000
metros de comprimento e apenas 22 (aqueles que estão situados ao lado na área
habitacional de cada vila), com a mesma área, mas com 500 metros de largura por
1.000 metros de comprimento.
Os lotes agrícolas de Serra do Mel, quase todos com 50 hectares, foram
projetados para dispor de: 15 ha para a cultura do caju (permanente); 10 ha para as
culturas temporárias e 25 ha em mata nativa para reserva florestal.
Cada um dos lotes agrícolas originais de 50 hectares (ou com pequenas
variações de área) foi recebido pelo colono com 15 hectares plantados de cajueiros,
em espaçamento de 10m x 10m, no sistema quincôncio, perfazendo 1.725 pés em
cada lote, distribuídos em 69 fileiras (carreirões) com 25 plantas em cada.
Originalmente, portanto, o projeto dispunha de 2.063.100 cajueiros, plantados em
17.940 hectares.
Na figura 03, mostra a localização do município, situando em qual estado está
localizado. E mostra de forma bem específica, a divisão do territtório do município,
constituído pelas vilas.
18
Figura 01 – Município de Serra do Mel/ RN
O clima do município é semiárido, com temperatura média anual de 27 °C. A
umidade relativa do ar média anual é de 69%.
A vegetação é formada, entre outras espécies, por jurema preta, mufumbo,
faveleiro, marmeleiro, xiquexique e facheiro, sendo o tipo predominante a caatinga
hiperxerófila, de caráter mais seco, com abundância de cactáceos, plantas de porte
mais baixo e espalhadas.
O relevo apresenta-se em forma de tabuleiro, com topografia plana e
suavemente ondulada, de 100 a 200 metros de altitude e as serras existentes no
município são a Serra do Mel e a Serra do Carmo.
O município não dispõe de mananciais com qualidade e quantidade que
permitam a implantação de obras de abastecimento. Portanto, fez-se necessário o
beneficiamento de oferta d’água através do Sistema Adutor Mossoró, que tem como
objetivo o abastecimento humano e dessedentação animal.
O sistema educacional no município de Serra do Mel é formado pelas redes
municipal, estadual e particular, abrangendo atividades nos níveis de Educação
Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos. No
município existem 22 (vinte e dois) estabelecimentos de ensino, sendo 3 (três) na zona
urbana e 19 (dezenove) na zona rural.
19
A Escola em estudo, está localizada no Polo Paraná, que fazem partes as Vilas
Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Guanabara. Devido a
centralização da Vila, é nomeada de polo Paraná, e está localizada a 10 km da zona
urbana.
A Escola Municipal José Targino da Silva, conhecida anteriormente como
Escola Municipal Vila Paraná, oferta o ensino para 200 alunos, com os níveis de
Educação Infantil e Educação fundamental (anos iniciais e anos finais).
Figura 02 – Fachada da Escola Municipal José Targino da Silva.
Fonte Autora, 2021
A Educação Infantil e os anos iniciais do Fundamental são ofertados no turno
matutino, para os alunos residentes nas vilas Paraná, Santa Catarina e Rio Grande
do Sul. Os anos finais do Fundamental são ofertados no turno vespertino, para os
alunos residentes nas vilas Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e
Guanabara. A prefeitura disponibiliza dois ônibus escolares para fazer o translado dos
alunos (um no sentido leste a Paraná e o outro do Oeste a Paraná).
Em relação às turmas dos anos finais, são ofertadas do 6º ao 9º ano e, estudam
114 alunos. A maioria dos alunos são de família com baixa renda. O espaço escolar,
está dividido da seguinte forma: 01 direção, 01 secretaria, 01 biblioteca, 01 sala
multimídia, 01 almoxarifado, 01 cozinha, 02 banheiros e 04 salas de aula.
Quanto aos recursos tecnológicos disponibilizados para as salas de aula, estão
de acordo com a quantidade das salas, como por exemplo: notebooks, caixa de som,
microfones, Datashow. Possui também o Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE),
com o objetivo de propiciar qualidade, velocidade e serviços para incrementar o
ensino.
Devido à pandemia, recentemente, o ensino nesta escola, estava acontecendo
20
de forma híbrida, para as turmas com mais de 30 alunos. Nesse caso, a turma do 6º
ano permaneceu completa sem divisão por ter um número de 20 alunos, e que, destes
20, apenas 18 iriam assistir presencialmente; as turmas do 7º, 8º e 9º foram divididas
em 50% do alunado, ou seja, uma semana 50% dos alunos assistiam presencial
enquanto que os outros 50% assistiam aula no remoto. Na outra semana, são
invertidas as turmas, isto é, as turmas que assistiram aulas no presencial, ficará
assistindo aula remota, e as que estavam assistindo aula remota, passa a assistir no
presencial.
Os alunos que frequentam essa escola, são de baixa renda e, grande parte
destes alunos, ajudam seus pais na renda familiar. Devido o município ser um grande
exportador de castamha de caju, todas as vilas se beneficiam nessa cultura da
plantação do caju e exportação da castanha.
Na época do caju, alguns alunos tornam-se infrequentes a sala de aula, pois
saem muito cedo para os lotes com as famílias, para colher o caju e separá-lo da
castanha. No fim do dia o que foi coletado pelas famílias são vendidos para os donos
dos lotes, e é por essa situação que alguns pais levam seus filhos para ajudar nas
despesas da casa. Já que, nem todos os anos tem uma safra boa.
Algumas famílias possuem fornos caseiros e outros possuem fornos industriais
em casa, para fazer o cozimento das castanhas e em seguida fazer o processo de
despeliculamento das amêndoas das castanhas. Esse processo também gera renda
entre as famílias, então alguns pais, preferem que os filhos fiquem nesse processo de
despelicular, pois é um trabalho mais leve.
Tanto o colher quanto o despeliculamento das castanhas são pagas, pelo peso
que foi entregue aos donos (dos lotes ou das amêndoas).
A renda principal desde a criação do município, está voltada para a agricultura
– cultura do caju; mas também são plantadas outras culturas, como melancia,
maracujá, manga entre outras frutas. Muitos donos de lotes também, tem o manejo de
apiários, para a produção de mel.
O município sempre vem capacitando os trabalhadores rurais, oferecendo
cursos de manejos de apiários. Dessa forma, a habilidade e o aperfeiçoamento, faz
com que, famílias também consigam uma renda com a produção de mel.
Outras famílias vivem também da criação de animais, do comércio local, e
ultimamente com a chegada da energia eólica e solar presentes no municipio, famílias
estão sendo beneficiadas. Com as instalações das torres, os proprietários dos lotes
21
tem uma porcentagem, caso a torre seja instalada na sua propriedade.
Tendo essa visão do município e dos alunos que frequentam a escola do
estudo, buscamos compreender como a sequência didática, vem colaborar com a
aprendizagem de conceitos geográficos do cotidiano e conceitos científicos presentes
no livro didático.
22
CAPÍTULO 2
SEQUÊNCIA DIDÁTICA: Abordagem conceitual
Nesse capítulo abordaremos alguns conceitos sobre a sequência didática,
de acordo com o pensamento de alguns autores. Enfatizaremos Zabala, Oliveira,
Guedes, Machado entre outros para subsidiar o texto.
A sequências didática é um conjunto de atividades ligadas entre si,
planejadas para ensinar um conteúdo, etapa por etapa, cuja finalidade é de atingir os
objetivos de aprendizagem.
Essas atividades requerem do professor, planejamento e sistematização de
dados que lhe servirão de base para conduzir as ações de aprendizagem dos alunos.
Oliveira define sequência didática como:
[...] um procedimento simples que compreende um conjunto de atividades
conectadas entre si, e prescinde de um planejamento para delimitação de
cada etapa e/ou atividade para trabalhar os conteúdos disciplinares de forma
integrada para uma melhor dinâmica no processo ensino aprendizagem.
(OLIVEIRA, 2013, p. 13)
Apesar do autor mencionar que a sequência didática é um procedimento
simples, se faz necessário um trabalho bem planejado com etapas bem definidas,
para ter uma melhor dinâmica durante a realização do processo. De forma que alcance
o objetivo principal que é a aprendizagem do aluno.
Kobashigawa et al (2008), defende também que, sequência didática é o
conjunto de atividades, intervenções e estratégias planejadas pelo professor afim de
que o entendimento do conteúdo proposto seja alcançado pelos estudantes. Se torna
mais amplo que um plano de aula, por abordar várias estratégias de ensino e
aprendizagem.
As sequências didáticas se apresentam com uma organização estrutural
proposta com metodologias que podem construir e reconstruir conceitos das diversas
temáticas.
Zabala comenta que o objetivo da sequência didática deve ser de:
23
[...] introduzir nas diferentes formas de intervenção aquelas atividades que
possibilitem uma melhora de nossa atuação nas aulas, como resultado de um
conhecimento mais profundo das variáveis que intervêm e do papel que cada
uma delas tem no processo de aprendizagem dos meninos e meninas.
(ZABALA 1998, p.54)
Para o autor, a sequência didática é definida como um conjunto de atividades
estruturadas e articuladas para a realização de objetivos educacionais, que têm um
princípio e um fim conhecidos tanto pelos professores como pelos alunos e, que
possibilta uma melhor atuação dos professores em sala de aula.
A sequência didática é uma estratégia educacional que busca ajudar os
alunos a resolverem uma ou mais dificuldades reais sobre um tema específico. Seu
resultado vem a partir da construção e acumulação de conhecimento sobre o assunto
em questão, obtido por meio do planejamento e execução, ao longo de um período de
tempo, de várias atividades que conversam entre si.
Zabala (1998, p. 21) afirma que: é necessário ter em mente duas perguntas
chave: “Para que educar? Para que ensinar?”, para ele, esse seria o ponto de partida
para a organização do trabalho pedagógico de maneira reflexiva.
É importante considerar, ao planejar uma sequência didática, as relações
interativas entre professor/aluno, aluno/aluno e as influências dos conteúdos nessas
relações, o papel do professor e o papel do aluno, a organização para os
agrupamentos, a organização dos conteúdos, a organização do tempo e espaço, a
organização dos recursos didáticos e avaliação.
O diferencial da sequência didática enquanto estratégia de melhoria do
aprendizado dos estudantes é que as atividades são elaboradas e desenvolvidas
seguindo uma lógica sequencial de compartilhamento e evolução do conhecimento.
Oliveira, também apresenta alguns passos básicos da sequência didática:
Escolha do tema a ser trabalhado; questionamentos para problematização do
assunto a ser trabalhado; planejamento dos conteúdos; objetivos a serem
atingidos no processo de ensino aprendizagem; delimitação da sequência de
atividades, levando-se em consideração a formação de grupos, material
didático, cronograma, integração entre cada atividade e etapas, e avaliação
dos resultados (OLIVEIRA, 2013, p.40).
Partindo desse pressuposto, a pesquisa em estudo contém uma sequência
didática amparada nesse pensamento, houve a escolha do tema a ser trabalhado, em
24
seguida houve questionamentos voltados aos assuntos abordados, tivemos o
compromisso do planejamento de forma que atendesse a faixa etária do público.
Podemos dizer também, que os objetivos foram alcançados, na medida que
os alunos se propuseram em participar e fazer parte da construção do estudo, houve
também uma delimitação das atividades, bem como, materiais selecionados,
cronogramas e a integração das etapas das atividades, por fim todos os alunos foram
avaliados mediante as atividades propostas e entregues.
Oliveira, em seus estudos, traz uma nova proposta metodológica, a
denominada Sequência Didática Interativa (SDI), tendo como objetivo a construção de
um novo conhecimento, de um novo saber. Para tanto, são apresentados alguns
procedimentos metodológicos. A proposta da Sequência Didática Interativa proposta
por Oliveira, defende que o professor tem que:
1) Definir o tema e componente curricular a ser trabalhado, entregar uma ficha
ao participante para que escreva seu conhecimento inicial sobre o assunto;
2) Dividir a classe/turma em pequenos grupos para que sintetizem os
conceitos surgidos em uma só frase; 3) Eleger um líder de cada grupo para
formar um novo grupo onde também farão uma síntese formando apenas uma
frase do assunto; 4) Conclui-se a primeira sequência de atividade com uma
definição sobre o tema em estudo (OLIVEIRA, 2013, p. 44).
O professor ao passar por essa primeira etapa de atividades, ele passará para
a segunda etapa de atividades; onde esteja voltada para o embasamento teórico do
assunto e por último escolher uma atividade para o encerramento das atividades onde
os alunos possam construir um produto, podendo este ser, confecção de posteres,
seminários, maquetes, entre outros.
Na perspectiva construtivista, Zabala (1998) afirma que o professor observe o
contexto de trabalho, tome decisões, atua e avalie a pertinência das atuações. Além
disso, destaca que o papel do professor é propor intervenções pedagógicas que
possuam a finalidade de articular práticas educativas reflexivas e coerentes, levando
o estudante a ser o protagonista principal, tendo em vista que a produção de
aprendizagens é o resultado de processos que sempre são singulares e pessoais.
Defende ainda que os professores possam agir como mediadores da atividade
mental do estudante, tornando-o autônomo. Após a autonomia conquistada ao longo
do processo o ato de pensar do estudante flui bem e o conduz a aprendizagem.
Para Zabala (1998), os diferentes conteúdos que apresentamos aos
estudantes exigem esforços e ajudas específicas. Nem tudo se aprende do mesmo
25
modo, no mesmo tempo nem com o mesmo tipo de situação. É necessário aos
professores o discernimento entre o que pode ser apenas mais uma unidade didática
a ser trabalhada normalmente e aquela que merece uma atenção especial e de forma
prioritária.
Dessa forma, é importante que o professor reflita também sobre a sua atuação
em sala, e não se veja limitado em apenas transmitir os conteúdos, mas que ele
consiga identificar os alunos que necessitam de uma atenção para o conteúdo que
está sendo trabalhado:
Callai, a esse respeito, afirma que:
A proposta da sequência didática representa... uma unidade de intervenção.
A organização e aescolha dos conteúdos, nesta unidade, devem seguir
alguns critérios para que aconteçam diálogos a partir de temas, perguntas,
tópicos, lições, entre outros. Por isso é fundamental eleger esses critérios
para organização dos conteúdos e ter consciência dos motivos que justificam
uma seleção e distribuição determinada dos conteúdos eleitos na
sequência... Para formar uma sequência didática é preciso
determinar/apontar: a temática abordada; tempo de duração; intenções de
aprendizagem; conceitos principais; atividades desenvolvidas; avaliação. Por
isso a sequência didática dá a dimensão de uma articulação entre os
conteúdos de modo a permitir o desenvolvimento de conhecimentos
coerentes e concatenados com o cotidiano de cada realidade/contexto.
(CALLAI, 2013, p.02)
De acordo com o autor, a sequência didática, é como se fosse um metodo de
intervenção, possibilita o professor trabalhar a realidade vivenciada pelos alunos,
selecionando critérios que achem necessários para a aplicação das atividades. O
professor seleciona o conteúdo, faz seu planejamento, com observações direcionadas
também ao tempo de duração, aos objetivos de aprendizagem e, vai organizando as
atividades a serem desenvolvidas e como os alunos serão avaliados.
Em relação as atividades a serem desenvolvidas, Guedes (2021), traz um
pensamento sobre possibilidades que podem ajudar na elaboração de uma sequência
didática. Ele elabora uma série de questionamentos que direcionam o professor no
planejamento da sua sequência.
Primeiramente, o professor deve determinar os conhecimentos prévios que os
alunos tem em relação ao conteúdo que será trabalhado e se tem significativos . Em
seguida, que as atividades sejam organizadas de forma que o professor consiga inferir
de acordo com o nível de desenvolvimento dos alunos.
As atividades devem está num nível desafiador, mas que os alunos consigam
alcançá-los, fazendo-os avançar, estabelecendo conflitos, que promovam relações
26
mentais entre os novos conteúdos. É interessante que estas atividades promovam nos
alunos, motivação em relação à aprendizagem, estimulando a auto-estima e o
autoconceito em relação ao que está sendo proposto.
Que estas atividades tenham o objetivo final de ajudar o aluno a adquirir
habilidades relacionadas com o aprender a aprender, e que lhe permitam ser cada
vez mais autônomo em suas aprendizagens.
Diante disso, salientamos a importância do planejar para que o professor
consiga organizar-se e orientar-se em relação aos discentes, precisa ter bem claro o
objetivo e os conteúdos que serão aprendidos.
O autor ainda ressalta, alguns itens para o fazer de uma sequência didática;
em resumo, são eles:
[Link], identificação do professor e turma (série/ano); [Link] que será
trabalhado; [Link] dos conteúdos (conceituais, procedimentais e atitudinais);
[Link] da BNCC (ou do currículo do seu sistema de ensino); [Link]
de duração desta sequência; [Link] de organização da turma; [Link]ção
das aulas pensando em introdução, desenvolvimento e conclusão.
[Link]ção da sequência didática. (GUEDES, 2021, p. 21)
A sequência didática é apenas uma das estratégias educacionais existentes,
mas sua utilização traz diversos benefícios para os alunos. No entanto, o professor
precisa estar preparado para implantá-la corretamente. É preciso ter atenção na
análise das dificuldades dos alunos sobre os temas e na definição dos objetivos, para
não investir tempo em um tópico que não seja, de fato, uma necessidade.
Por fim, é importante ressaltar a importância da avaliação final da sequência
didática. O professor pode anotar tudo o que for possível para que possa analisar ao
final da sequência o que pode ser melhorado dali em diante e os resultados obtidos
sejam cada vez melhores.
É uma das opções metodológicas para o encaminhamento do ensino, entre
outras disponíveis, como: trabalho de campo, brincadeiras e jogos, que podem ser
utilizados pelos professores de acordo com os objetivos de cada conteúdo.
A organização, os procedimentos e os instrumentos são essenciais para
promover o aprendizado significativo dos alunos, de modo a articular a aproximação
dos conhecimentos prévios aos científicos da matéria.
A seguir, mostraremos um organograma (figura 01) representando os
componentes integrantes da sequência didática, pautados na perspectiva de
Vygotsky.
27
Figura 03 – Organograma de uma Sequência Didática.
Fonte: Melo, 2017, p. 89.
De acordo com o organograma, para que ocorra a aprendizagem significativa
dos conteúdos e conceitos, o professor mediador do processo pedagógico trabalha de
modo a estabelecer nexos entre os conhecimentos prévios dos alunos e os
conhecimentos científicos.
Antes de tudo, para que isso ocorra, é fundamental a atividade reflexiva do
professor para o encadeamento da sequência didática, com a escolha de leituras, o
modo como as discussões serão realizadas e as exposição/diálogo dos conteúdos.
A sequência didática, portanto, está relacionada com o objetivo e com o modo
como se pretende alcançá-lo, por isso não importa o número de aulas. O professor
pode trabalhar em apenas uma, cinco ou mais aulas, dependendo do objetivo a ser
alcançado no processo de ensino e aprendizagem.
O presente trabalho está ancorada no esquema deste organograma. Buscamos
apresentar os conceitos cientifícos do livro, mediante a apresentação local dos alunos,
de forma que aproxime os conteúdos a sua realidade.
A produção inicial, partiu dos levantamentos prévios coletados pelos alunos, e
os módulos foram as diversas atividades elaboradas (questionários, entrevistas,
pesquisas digitais, produção textual) para que os alunos realizassem e chegassem a
28
produção final, que de tal forma deu-se no estudo em questão, com a construção da
maquete e a socialização, de forma que a aprendizagem se tornasse significativa para
os mesmos.
2.1. A Sequência Didática como proposta para a construção do conhecimento
geográfico
Ao propor um estudo sobre sequência didática, não compete aqui prescrever
um modelo didático pronto e acabado, mas sim uma exemplificação experimental, que
crie possibilidades e estímulos para os demais professores preparar seus modelos e
metódos de acordo com sua realidade.
Sabemos que o uso da sequência didática, não é específico e exclusividade
apenas para a disciplina de Geografia, mas sim, de todas as áreas do conhecimento
cujo o intuito seja de trabalhar as competências nos alunos.
Os atuais paradigmas da educação direcionados para o conhecimento e as
interações sociais que os indivíduos estabelecem, está pautado em quatro pilares da
educação, são eles: aprender a ser, a conviver, a fazer e a aprender. Com a era da
informação e, as tecnologias no mundo educacional, se faz necessário hoje, no ensino
de geografia um trabalho voltado para esses pilares.
Podemos até dizer, que os pilares da educação da UNESCO que foram
elaborados em 1999 por Jacques Delors, professor político e econômico francês.
Publicado no relatório: “Educação: um tesouro a descobrir”. Definem os aprendizados
considerados essenciais para que as crianças se desenvolvam cognitivamente e
socialmente. Entre eles são:
Ensinar a Conhecer – oferecer aos alunos a possibilidade de utilizar o tema
tratado para aprender outras coisas. Não somente explicar o que é, mas
buscar outras informações, como, de que forma o homem atua, o que pode
ser feito para melhorar. Dependendo do assunto pode trazer diversas
curiosidades e informações para que o aluno entenda melhor o conteúdo.
Ensinar a Fazer – saber o que fazer com o que se aprendeu. O aluno pode
aplicar no dia a dia o que ele aprendeu, tendo assim mais competência e
habilidade, como por exemplo, o que ele faria para melhorar a rua de sua
casa, nas avenidas da cidade. Ensinar a Compartilhar – ensinar como a
união pode ser construída, como relacionar e conviver com as pessoas. O
processo construtivo de conhecimento não se faz sozinho ou somente aluno
e professor, mas com o grupo, com ideias, informações de outros alunos.
Ensinar a Ser – o aluno aprende a ser quando descobre sua individualidade.
29
Levar o aluno a se autoconhecer, e assim com os outros, descobrir novas
maneiras de olhar e transformar o mundo.2
O processo desenvolvido por esses pilares contribuirá e enriquecerá o
desenvolvimento pleno dos alunos, possibilitando o entrelaçamento do conhecimento
científico e da formação social do sujeito.
Pensando nesses 04 pilares, que a pesquisa buscou desenvolver nos alunos,
todas as etapas mencionadas, ou seja, todas as atividades que foram planejadas foi
direcionadas para que atendessem ao ensinar a conhecer, a fazer, a compartilhar e a
ser.
É importante uma busca dessa construção, onde professor possa traçar seu
planejamento de diversas maneiras, procurando valorizar o exercício do pensamento
científico e a seleção das informações que podem ser contextualizadas dentro de uma
realidade dos interesses, necessidades e expectativas dos alunos.
Esse processo, mostra a importância da sequência didática para o ensino de
geografia. Por meio dela o professor de geografia pode atuar de maneira pontual com
situações – problemas presentes no espaço geográfico. A partir dessa análise inicial,
os alunos poderão construir os conhecimentos necessários para à resolução dos
mesmos, compreendendo como se dá a produção do espaço geográfico.
Nesse processo é importante a mediação do professor na construção da
linguagem do aluno, da apropriação de vocabulário específico do conhecimento
geográfico, bem como do aperfeiçoamento e domínio do poder de argumentação
desenvolvido ao construir e reconstruir o conhecimento socializado.
Mazzonetto (apud CALLAI, 2006) aponta três motivos para se ensinar
geografia no sentido de compreender o mundo como totalidade, a partir do seu
entorno. O primeiro motivo, trata de conhecer o mundo e obter informações a seu
respeito, o segundo motivo é conhecer o espaço produzido pelo homem, as causas
que deram origem às formas na relação entre sociedade e natureza e por fim, o
objetivo maior de ensinar geografia é fornecer ao aluno condições para que seja
realmente construída a sua cidadania.
Sobre a alfabetização geográfica, Manzzoneto ressalta que
Estar alfabetizado em Geografia significa relacionar espaço com a natureza,
espaço com a sociedade, perceber os aspectos econômicos, políticos e
2
Disponível em [Link] acesso em 31 mar 2022.
30
culturais, entre outros, do mundo em que vivemos. Ler e escrever em
Geografia é ler o mundo de maneira que o aluno saiba se situar, não só se
localizar e descrever, mas se posicionar. Que assuma um posicionamento
crítico com relação às desigualdades sociais e espaciais. (MANZZONET0,
2006, p. 126)
Parafraseando com o autor, a realização dessa alfabetização geográfica deve
ir além dos livros didáticos e, oferecer aos alunos recursos que consigam instigar nos
alunos essa curiosidade em buscar informações geográficas.
Ainda sobre a alfabetização geográfica, é necessário que os alunos superem
os obstáculos para a aprendizagem, até a contextualização do tema proposto pelo
professor. Sendo assim, é interessante que seja trabalhado três segmentos de
trabalho da sequência didática, são eles: segmento perceptivo; segmento descritivo;
segmento interpretativo/reflexivo. Machado esclare essas etapas:
No segmento perceptivo têm-se tarefas que privilegiam a observação de
cenários através de imagens que de alguma forma representam o conceito
que será estudado. Também é composto por situações que provocam a
adesão do aluno a uma opinião sobre quais são as causas do problema em
tela e por perguntas elaboradas a priorique o fazem inferir (recorrendo
somente à memória, ou seja, àquilo que já viram ou ouviram falar) se o tema
em questão ocorre ou não no seu lugar de vivência. Em outras palavras, trata-
se do momento em que os alunos são sugeridos a expor opiniões referentes
ao conceito principal através de estímulos sensoriais e a partir das hipóteses
que se tem a respeito do que conhecem sobre aquilo que se deseja ensinar.
No segmento descritivo a observação passa a ser mais dirigida, pois
converge para um lugar específico para a realização de uma determinada
particularização da área enfocada. Este é o momento no qual o aluno é
orientado a trabalhar com alguns procedimentos cartográficos que o fazem
descrever aspectos da paisagem relevantes para a aprendizagem do
conceito. A partir de um cenário circunscrito, inicia-se o processo de
associação do conceito a uma configuração ambiental conhecida pelos
estudantes e no qual possivelmente se insere. No segmento interpretativo
(ou reflexivo), deste empirismo raciocinado esperam-se argumentos
elaborados pelos alunos que revelem a sua abdicação das primeiras opiniões
sobre as causas do problema em pauta. Da mesma forma, almeja-se que este
reveja a opinião sobre ocorrências em seu lugar de vivência com base em
uma técnica específica da qual se pode estabelecer novas tipologias da área
estudada. Nesta etapa, espera-se também a construção de perguntas por
parte dos alunos (e não mais pelo professor, como ocorrera no segmento
descritivo) com base no que realizaram durante a aplicação da sequência
didática. (MACHADO, 2013, p. 69-70)
Cada etapa de uma sequência didática possui um conjunto de tarefas e tem
como objetivo principal atender aquilo que se espera de cada segmento. Assim,
podemos dizer que é o conjunto das tarefas que caracterizam o segmento, e não as
tarefas isoladamente.
Baseamos nesses segmentos, para que a pesquisa fosse desenvolvida e que
31
os alunos pudessem experenciar os segmentos para a compreensão dos
conhecimentos geográficos, de forma que, percebessem, desrevessem e
interpretassem a realidade local, entrelado ao conteúdo do livro didático.São essas
possibilidades de segmentos, que influenciam tanto na elaboração quanto na eficácia
da aplicação da sequência didática.
É interessante que o professor eleja um ou mais segmentos como critérios para
organização dos conteúdos e ter consciência dos motivos que justificam uma seleção
e distribuição determinada dos conteúdos eleitos na sequência.
32
CAPÍTULO 3
SEQUÊNCIA DIDÁTICA E A PESQUISA COMO APRENDIZAGEM NO ENSINO DE
GEOGRAFIA
Neste capítulo abordaremos sobre a Pesquisa Escolar e sobre algumas
possibilidades de pesquisa digital, através do uso de vídeos do YouTube.
Abordaremos alguns teóricos sobre o tema pesquisa, e mostraremos alguns checklists
que foram criados, com o objetivo de ajudar os internautas quando forem fazer buscar
informações na internet.
Demo (2008) comenta, que muitos acreditam que a pesquisa é uma
metodologia usada apenas na universidade, e praticamente a partir do mestrado. Mas
aí está, esse tipo de pesquisa é chamado de pesquisa científica. Porém, o autor
ressalta que a pesquisa pode ser trabalhada desde os primeiros anos de educação,
colocando o aluno para buscar, ir além do que apenas escutar o professor, a esse tipo
de metodologia, é chamado de pesquisa escolar.
Ser professor é cuidar que o aluno aprenda..., pode
incluir aula, mas o ponto alto é pesquisar e elaborar, porque essas
atividades constituem, em grande parte, a dinâmica da
aprendizagem. Nosso cérebro está preparado pela via
evolucionária e social a pesquisar e elaborar, não a escutar aula,
muito menos faria sentido submeter uma criança a ter de escutar
um professor por 50 minutos. (DEMO, 2004, p. 89)
Assim, o professor das séries iniciais, pode traçar seu planejamento voltado
para aulas mais dinâmicas e que incentivem nos alunos, o pesquisar e o elaborar, de
forma que o aluno transforme seus conhecimentos e construam algo de novo para
eles.
O ensinar pela pesquisa, não deve ter apenas o objetivo de ocupar apenas
o aluno, de modo que o mesmo não fique sem fazer nada. É necessário que objetivo
vá mais além do que apenas formar pessoas curiosas acerca do que se passa no
mundo. É imprescindível formar cidadãos que, por meio da busca, o conhecimento
será construído pelo próprio educando, ligando ao desafio de construir a capacidade
de reconstruir o conhecimento.
33
Quando os professores passam a pesquisa escolar, surgem muitas
situações conflituosas, por falta de orientação, sem saber como fazer e onde encontrar
materiais sobre o tema solicitado, o que induz o aluno a simplesmente deixar de fazer
ou apresentar cópias de partes de obras ou recorte e cola de trechos textuais da
internet.
Ensinar a encontrar uma fonte confiável, selecionar os temas e absorvê-los
de forma autoral talvez seja um dos principais desafios do professor nesse sentido.
Preocupados apenas em receber a nota, muitas vezes o aluno nem ao
menos lê o que está entregando ao professor, despercebido de que o ato de se
apropriar de autoria é um crime de plágio, e uma ação antiética. Diante dessa
realidade, os alunos chegam nos cursos superiores com dificuldades de trabalhar a
pesquisa, achando-se incapaz de realizar algum trabalho acadêmico (projeto,
monografia e outras atividades).
Bagno, enfatiza que é importante trabalhar a pesquisa já nos anos iniciais do
ensino fundamental, devendo esta ser planejada, organizada e encaminhada para o
aluno como um projeto:
Fazer um projeto é lançar ideias para frente, é prever as etapas do trabalho,
é definir aonde se quer chegar com ele - assim, durante o trabalho prático,
saberemos como agir, que decisões tomar, qual o próximo passo que teremos
de dar na direção do objetivo desejado. (BAGNO, 2007, p. 22)
Para o autor, os passos do projeto precisam ser bem explicados e a escolha
do tema discutido antes de se lançar a pesquisar. Ressalta, ainda, que a pesquisa
pode se tornar uma grande aliada do processo de ensino e aprendizagem no ensino
fundamental, constituindo um forte instrumento para desenvolver a reflexão, o espírito
investigativo e a capacidade de argumentação dos alunos.
Ao incentivar os alunos a serem pesquisadores, o professor estimula a
curiosidade dos alunos, fazendo-os refletir sobre os problemas da vida relacionados
aos objetivos de aprendizagem
Para Richardson (1999), a pesquisa é um processo de construção do
conhecimento que tem por objetivo gerar novos conhecimentos ou refutá-los,
constituindo-se em um processo de aprendizagem tanto do indivíduo que a realiza,
quanto da sociedade, na qual aquele se desenvolve. Pádua define-a deste modo:
34
Tomada num sentido amplo, pesquisa é toda atividade voltada para a solução
de problemas; como atividade de busca, indagação, investigação, inquirição
da realidade, é a atividade que vai nos permitir, no âmbito da ciência, elaborar
um conhecimento, ou um conjunto de conhecimentos, que nos auxilie na
compreensão desta realidade e nos oriente em nossas ações. (PÁDUA, 1996,
p. 29)
A pesquisa em sala de aula pode se tornar uma grande aliada ao processo
de ensino e aprendizagem no Ensino Fundamental. Esta deve ser uma postura do
professor, pois, segundo Freire (1999), “não existe pesquisa sem ensino e nem ensino
sem pesquisa”. Desde o início da escolarização, deve-se focalizar na importância da
pesquisa para a construção do conhecimento do aluno com uma formação crítica,
criativa e inovadora. Segundo ele:
[...] toda a docência implica pesquisa e toda pesquisa verdadeira implica
docência. Não há docência verdadeira em cujo processo não se encontre a
pesquisa como pergunta, como indagação, curiosidade, criatividade, assim
como não há pesquisa cujo andamento necessariamente não se aprenda
porque se conhece e não se ensine porque se conhece e não se ensine
porque se aprende (FREIRE, 1992, p. 192-193).
Sendo assim, percebemos que a teoria e a prática no contexto educativo são
indissociáveis. Dessa forma, a pesquisa mediada pela práxis instiga no sujeito o senso
crítico e, mediante a sistematização de conhecimentos, o torna questionador e
problematizador da realidade na qual está inserido.
Podemos dizer que o ensinar vai muito além do que apenas transmitir
conteúdos, não se limita apenas a uma aula expositiva, incentivando apenas a cópia
das informações. Cabe, ao professor, despertar no aluno a curiosidade, orientando-
os a buscar informações, mostrando que os alunos são capazes de intervir na
realidade se capacitados de uma compreensão crítica da realidade.
Demo comenta que
A aula que apenas repassa conhecimento, ou a escrita que somente se define
como socializadora de conhecimento, não sai do ponto de partida, e, na
prática, atrapalha o aluno, porque o deixa como objeto de ensino e instrução.
[...] A aula copiada não constrói nada de distintivo, e por isso não educa mais
do que a fofoca, a conversa fiada dos vizinhos, o bate-papo numa festa
animada. (DEMO, 1996, p. 7)
35
O professor ao utilizar a aula, transmitindo apenas conteúdos, não possibilita
ao aluno desenvolver assimilação, compreensão e interiorização da informação. O
professor pode ser alguém capaz de
Instrumentalizar os alunos para que participem de processos coletivos,
convivam e discutam com pessoas, defendam seus argumentos, inter-
relacionem-se e integrem-se aos grupos (coletivos) para a reconstrução ou a
construção de novos conhecimentos (BEHRENS, 1996, p. 41).
Essa nova postura faz com que o educador seja sujeito da sua própria
formação profissional, dando sentido para a sua prática pedagógica e sinalize novos
caminhos para a aprendizagem significativa, fazendo com que o aluno tenha a
possibilidade de se formar integralmente. Desse modo, ambos despertam para a
curiosidade intelectual, com o despertar da consciência crítica, a permissão de
compreender o cenário em que estão inseridos, desenvolvendo a capacidade de
discernir e intervir.
Esse tipo de metodologia conduz o aluno a interagir com o conteúdo
ensinado, relacionando-o ao seu cotidiano, o que permite a ele atualizar, aprofundar
e enriquecer a sua bagagem cultural. Essas atitudes contribuem para o aprender a
aprender. Diante disso
O professor precisa, antes de tudo, aprender bem e, portanto, levar o aluno a
aprender bem. O fenômeno da aprendizagem é uma qualidade tipicamente
humana que compreende a qualidade formal, isto é, o conhecimento e
cognição, bem como a qualidade política, quer dizer ideologia e ética do
conhecimento. Entre ambas, estabelece-se não só uma relação necessária,
mas ao mesmo tempo uma hierarquia, já que a primeira é o meio, enquanto
a segunda é o fim (DEMO, 1998, p. 2).
O professor deve auxiliar a preparação do discente para a cidadania, para ser
capaz de pensar e renovar-se profissionalmente, para resolver desafios que virão ao
longo da própria existência. Ele deve está preparado para inserir-se numa sociedade
intensiva de conhecimentos e, para isso é necessário que tenha um espirito
investigativo, com autonomia, com criatividade e criticidade.
Para Demo (2007), o professor deve ser um pesquisador que constrói e
reconstrói seu projeto pedagógico. Ele deve produzir ou reconstruir textos científicos,
elaborar ou reelaborar o material didático, inovando sempre sua prática didática em
sala de aula.
36
A prática da pesquisa estimulada pelo professor, possibilitará aos alunos
acompanhar as transformações sociais, econômicas, geográficas e políticas. Não é
necessário que o professor seja um pesquisador profissional, mas que veja, na
metodologia do pesquisar, um recurso de extrema importância.
Conforme Moraes,
Aprender e pesquisar envolvem perguntar e responder, com produção de
pontes entre o que já é conhecido e o que está por conhecer. Não se trata de
apresentar respostas prontas, copiadas, mas de argumentação própria, com
sustentação em fatos, dados e teorias. (MORAES, 2012, p. 36)
Desse modo, a argumentação própria do aluno em fatos e dados, será o
resultado do trabalho da pesquisa, lembrando sempre que a orientação do professor
é bastante importante para nortear cada passo. Sabemos, que não existe uma fórmula
para esse trabalho pedagógico, mas existem alguns passos para realizar um boa
pesquisa escolar.
3.1. A Pesquisa na perspectiva da BNCC
Em relação ao ensino de Geografia, a ênfase do componente na nova
abordagem proposta pela BNCC, é direcionada para o pensamento espacial e para o
raciocínio geográfico. E isso exige que o professor se aproprie de conteúdos
procedimentais para que possa garantir os objetivos de aprendizagem.
A geografia, por se tratar de uma disciplina abrangente no que se refere à
abordagem da realidade, propicia que o professor conceba o aluno como protagonista
do processo de construção de conhecimentos, buscando sempre trabalhar a relação
teoria e prática, de modo que incentive a interpretação da relação das pessoas com
o lugar, costumes, identidade cultural, relações de produção, entre outras expressões,
favorecendo o desenvolvimento da autonomia intelectual do aluno a partir da relação
existente entre os conteúdos, a relação social e o seu cotidiano.
Muitas são as possibilidade para o professor de geografia trabalhar o
conteúdo de forma mais contextualizada. Uma dessas possibilidades é o uso da
“Pesquisa”, com a qual o professor pode estimular os alunos para que possam
compreender e interpretar os aspectos específicos de sua realidade, podendo ser
trabalhado os princípios do raciocínio geográgico.
37
A principal mudança trazida pela BNCC no ensino fundamental é a ênfase na
aplicação do raciocínio geográfico, que significa entender o mundo, a vida e o
cotidiano. Para isso, a BNCC detalha e articula os princípios pelos quais os estudantes
podem ser conduzidos para pensar dessa forma, conforme especifica o Quadro 01.
Quadro 01 – Identificação e Descrição dos Princípios do raciocínio Geográfico
PRINCÍPIO DESCRIÇÃO
ANALOGIA Um fenômeno geográfico sempre é comparável a outros. A
identificação das semelhanças entre fenômenos geográficos é o
início da compreensão da unidade terrestre.
CONEXÃO Um fenômeno geográfico nunca acontece isoladamente, mas
sempre em interação com outros fenômenos próximos ou distantes.
DIFERENCIAÇÃO É a variação dos fenômenos de interesse da geografia pela
superfície terrestre (por exemplo, o clima), resultando na diferença
entre áreas.
DISTRIBUIÇÃO Exprime como os objetos se repartem pelo espaço.
EXTENSÃO Espaço finito e contínuo delimitado pela ocorrência do fenômeno
geográfico.
LOCALIZAÇÃO Posição particular de um objeto na superfície terrestre. A localização
pode ser absoluta (definida por um sistema de coordenadas
geográficas) ou relativa (expressa por meio de relações espaciais
topológicas ou por interações espaciais).
ORDEM Ordem ou arranjo espacial é o princípio geográfico de maior
complexidade. Refere-se ao modo de estruturação do espaço de
acordo com as regras da própria sociedade que o produziu.
Fonte: BRASIL, 2017, p. 358.
De acordo com o quadro 01, que se trata da descrição dos princípios do
raciocínio geográfico, o professor pode adaptar atividades que estejam voltadas para
um ou mais principios do raciocínio geográfico. Basta que ele tenha em mente ou
busque se orientar por essas informações e selecione atividades organizadas de tal
maneira que atenda os objetivos que se pretendem alcançar.
O professor, ao adequar o seu plano de ensino empregando o raciocínio
geográfico em suas aulas, estimula nos alunos a capacidade para pensar de forma
efetiva as questões espaciais, sendo capazes de elaborar novas formas de ver e
compreender o mundo, de maneira mais crítica com as múltiplas relações: sobretudo
compreendendo o espaço de suas realações cotidianas e a asrticuação deste com
outros espaços.
O raciocínio geográfico poderá ser trabalhado de forma contextualizada em
uma pesquisa. Aprender a pesquisar é importante para todas as áreas do
38
conhecimento, para encontrar soluções próprias na vida escolar e acadêmica, na
sociedade e na vida profissional de qualquer cidadão.
Ainda sobre o raciocínio geográfico, Copatti comenta que
Entende-se por raciocínio geográfico ter aportes para caracterizar, identificar
e, a partir disso, estabelecer conexões, comparações, aproximações,
construindo entendimentos para debater sobre conhecimentos, fatos e
fenômenos geográficos. Esse processo mobiliza capacidades de exercício de
reflexão, formulação de ideias e elaboração de juízos/definições/decisões
que são possíveis ao mobilizar o pensamento e que, nessa relação,
contribuem para complexificá-lo a partir dos processos cognitivos construídos
nesse movimento de construção do pensamento. (COPATTI, 2020, p.17)
Sendo assim, cabe ao professor direcionar uma tarefa que busque trabalhar
conexões, comparações, aproximações de tal forma que contribua para a construção
de conhecimentos geográficos
O professor, ao fazer uso da pesquisa e direcionando seu planejamento para
a construção do conhecimento geográfico, consegue articular o conhecimento
fazendo a ponte entre a pesquisa e as competências da BNCC direcionadas para o
ensino de geografia no ensino fundamental.
De acordo com a BNCC (2018), as competências gerais para o Ensino
Fundamental, deverão está voltadas a dez competências. Entre elas estão: 1º
conhecimento; 2º pensamento científico, crítico e criativo; 3º repertório cultural; 4º
comunicação; 5º cultura digital; 6º trabalho e projeto de vida; 7º argumentação; 8º
autoconhecimento e autocuidado; 9º empatia e cooperação e 10º responsabilidade e
cidadania.
Voltado para as competências gerais, o presente trabalho teve a preocupação
em propor atividades para os alunos que abrangesse as competências, estimulando-
os a participarem de cada atividade proposta.
Percebemos que mesmo sendo muitas competências, o professor na aula de
geografia ao planejar suas aulas, consegue trabalhar essas competências por meio
de atividades voltadas à pesquisa tanto no âmbito escolar quanto no entorno social
do aluno. As propostas de pesquisa presentes na BNCC decorrem de planejamento
do professor. Podemos dizer que, a BNCC do Ensino Fundamental faz referência à
inclusão da investigação, para investigar causas, testar hipóteses, formular e resolver
problemas.
Ainda, detalhando o documento da BNCC, o ensino voltado para a disciplina
39
de Geografia, foi dividido em cinco unidades temáticas , como forma de orientação
para o estudo dos objetos de conhecimento. Ficando a divisão da seguinte forma: O
sujeito e seu lugar no mundo; conexões e escalas; mundo do trabalho; formas de
representação e pensamento espacial e natureza, ambientes e qualidade de vida.
De acordo com o documento, a divisão das temáticas é que os temas sejam
trabalhados de forma progressiva durante todo o ensino fundamental. E, quando
voltados para o ensino de geografia é que todos os alunos sejam incentivados a
ampliar suas visões de mundo e a compreenderem de maneira crítica as relações que
compõem a realidade.
Ainda, de acordo com a BNCC, e voltado para o ensino de geografia, há as
competências específicas para a disciplina, com o intuito de desenvolver a
apropriação dos conteúdos (Quadro 02), são elas:
Quadro 02 - Competências específicas de Geografia para o Ensino Fundamental
1 Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação
sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espírito de investigação e de
resolução de problemas.
2 Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico,
reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas
como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
3 Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do raciocínio
geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço, envolvendo os
princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão, localização e
ordem.
4 Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens cartográ-ficas e
iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias para a resolução
de problemas que envolvam informações geográficas.
5 Desenvolver e utilizar processos, práticas e procedimentos de investigação para
compreender o mundo natural, social, econômico, político e o meio técnico-científico
e informacional, avaliar ações e propor perguntas e soluções (inclusive tecnológicas)
para questões que requerem conhecimentos científicos da Geografia.
6 Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e defender
ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência socioambiental e
o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer natureza.
7 Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade,
40
flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões
socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e
solidários.
Fonte: BRASIL, 2017, p. 362.
Diante das propostas da BNCC para o ensino de geografia, faz-se necessário
integrar os conteúdos da disciplina em situações práticas que coloquem problemas e
possibilitem aos alunos experimentar situações, com a ajuda da teoria.
Desse modo, percebemos que a pesquisa e as atividades investigativas
representam uma condição fundamental para a aprendizagem significativa, tornando
necessária a elaboração de propostas de indagação que, além de estimularem as
estruturas cognitivas, também apresentem uma base conceitual para que o aluno
possa incorporar esse novo conhecimento diante das demandas existentes na
sociedade atual.
Pedro Demo (1992) afirma que, para o professor, mais importante que vencer
os conteúdos é abrir espaços para que o aluno trabalhe com temas investigativos,
incentivando o engajamento em projetos de pesquisas com o objetivo de exercitar a
criatividade e permitir o desenvolvimento da capacidade de elaboração individual e
coletiva.
O processo de ensino/aprendizagem precisa ser respaldado em uma ampla
variedade de materiais que possibilitem planejar, analisar, refletir e ponderar a
respeito de situações evidenciadas no espaço geográfico.
De acordo com Cavalcanti (2005), o caminho mais adequado para
desenvolver procedimentos no ensino de geografia é fazer uma reflexão inicial sobre
os objetivos de ensino. Ainda na concepção do autor, ensino corresponde “a um
processo de conhecimento do aluno mediado pelo professor, no qual estão
envolvidos, de forma interdependente, os objetivos, os conteúdos, os métodos e as
formas organizativas do ensino”.
Para que o aluno do ensino fundamental possa não somente conceber o
significado do conteúdo, mas compreender o que está sendo ensinado, faz-se
necessário promover, além da vivência em sala de aula, situações que possam
comprovar as teorias estudadas. Isso é possível com uma prática de ensino dinâmica,
escolhendo uma metodologia de ensino que envolva o aluno na construção da
informação, espera-se que ele estude, a partir de situações do dia-a-dia e, relacione
41
o conhecimento aprendido para analisar a realidade, a qual deve ser compreendida
nessa relação, incentivando os alunos à leitura do espaço geográfico, a observar,
analisar, identificar as problemáticas vivenciadas e a encontrar soluções adequadas
para cada realidade.
Voltado para a competência da cultura digital, analisaremos como um trabalho
de pesquisa no mundo digital pode ajudar no processo de construção do
conhecimento e no raciocínio geográfico, trabalhando as demais competências para
o ensino de geografia.
3.2. A pesquisa na Internet
A internet tornou-se uma grande aliada do meio educacional, pois a
velocidade na comunicação e na transmissão de informações, através de imagens,
textos, sons em apenas uns cliques em sites de pesquisa é possível encontrar diveros
materiais a serem explorados.
A facilidade do acesso e as mais variadas formas de produção fazem com que
o usuário tenha respostas rápidas para as diversas necessidades construídas com
orientação didática.
Cendón (2000) explica que a informação na internet é diferente da informação
disponível nas outras fontes de informação por ter uma acessibilidade via redes de
computadores, ser dinâmica, além da forma de sua estrutura e seu métodos de
publicação. A rede, em certa visão educacional, facilita a exploração de novas ideias
e interação imediata com outros indivíduos e sistemas, gerando conforto e economia
de tempo para toda a sociedade.
Mas, com o aumento de acesso à internet, aumentou o nível de informações
irrelevantes, impertinentes, imprecisas ou desatualizadas. Esse fato reponsabiliza a
educação a desenvolver aprendizagens de pesquisa e avaliação da informação, a
enfrentar novos desafios tais como a desinformação ou “fake news” 3.
Não há um critério único consolidado quanto à qualidade de informações, mas
especialistas e alguns autores têm apresentado alguns critérios que podem a
3
Fake News são notícias falsas publicadas por veículos de comunicação como se fossem informações reais. Esse
tipo de texto, em sua maior parte, é feito e divulgado com o objetivo de legitimar um ponto de vista ou prejudicar
uma pessoa ou grupo. ([Link] disponível em
42
compreender a questão do filtro de qualidade. Oleto (2006), por exemplo, afirma que
diante do grande acúmulo de informação e dos vários meios que se pode ter acesso,
o principal problema está em saber utilizar parâmetros que indiquem a qualidade, uma
vez que a qualidade é algo complexo de ser compreendido principalmente quando se
busca avaliá-la.
A seguir, mostraremos uma sequência de 03 checklist, clarificando essa
orientação sobre qualidade de informações, na internet.
O primeiro checklist é de Harris (apud VILELLA) propondo formas de como
avaliar fontes de informação na web, denominado CARS (credibilidade, acuidade,
racionalidade e suporte), conforme o Quadro 03.
Quadro 03 - Checklist de Harris (credibilidade, acuidade, racionalidade e suporte)
Fonte confiável, disponibilidade de credenciais do(s) autor(es), evidências de
controle de qualidade, autoria reconhecida ou respeitada, suporte da organização.
Credibilidade Objetivo: uma fonte que goze de autoridade, uma fonte que forneça evidências
positivas que permitam que você confie nela.
Atualização, factualidade, detalhamento, exatidão, compreensividade, público-alvo
Acuidade e propósitos que reflitam claramente a intenção do material em questão. Objetivo:
uma fonte que seja correta hoje (e não ontem!), uma fonte que forneça informações
verdadeiras.
Honradez, objetividade, equilíbrio, sem conflito de interesses, ausência de falácias
Racionalidade ou tons maldosos. Objetivo: fonte que trate seu(s) assunto(s) criticamente e com
racionalidade, com a preocupação de revelar a verdade.
Disponibilidade de listagem de fontes, informações de contato, disponibilidade de
colaboração, resposta a reclamações e solicitações. Objetivo: uma fonte que
forneça respostas convincentes para as solicitações feitas, uma fonte através da
Suporte qual se possa “triangular”, ou seja, através da qual se possa encontrar pelo menos
duas outras fontes que sirvam como um suporte para ela.
Fonte: adaptado de Harris (1997 apud VILELLA, 2003, p. 235).
De acordo com o quadro, o autor seleciona alguns pontos essenciais quanto
a questão de fontes de informação, entre elas, a credibilidade, acuidade, racionalidade
e suporte. O segundo checklist é, a American Libray Association (ALA) ordenou um
checklist de seleção de fontes de informação na internet apresetando mais detalhes,
conforme indica o Quadro 04.
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Quadro 04 - Checklist da ALA para confiabilidade de fonte da informação na internet
Autoria:
1. O nome do indivíduo ou grupo que criou o site deve estar claramente colocado.
2. O criador deve fornecer uma fonte para mais informações, caso seja necessário.
3. O autor do website ou seu gerenciador deve fornecer meios para que os usuários façam
comentários ou questionamentos.
4. O autor do website ou seu gerenciador deve se responsabilizar por questões relativas a direitos
autorais de todo o material contido no site.
Objetivo:
1. O objetivo do site deve estar claro e seu conteúdo deve refletir seu objetivo, seja ele
entretenimento, persuasão, educação, vendas.
2. Publicidade deve ser apropriada à audiência específica e não deve ofuscar o conteúdo.
3. Um bom site deve enriquecer a experiência do usuário e expandir sua imaginação. Sites que
incentivem preconceito devem ser evitados.
Design e Estabilidade:
1. A informação no site deve ser fácil de achar e de usar.
2. O design do site deve ter relação com sua audiência.
3. O texto deve ser de fácil leitura, sem interferências de gráficos e fundos de tela.
4. Usuários devem ser capazes de navegar facilmente pelo site.
5. Páginas que consistem basicamente em links devem ser bem organizadas.
6. O site deve ser adequado para pessoas portadoras de deficiências.
7. A página deve ser carregada em um tempo razoável.
8. A página deve estar sempre disponível: a estabilidade é muito importante.
9. A necessidade de “plug-ins” ou outras aplicações deve estar claramente colocada.
10. As características do design da página como animações, gráficos, páginas de transição devem
aumentar e não diminuir a acessibilidade do site.
11. As características de interatividade devem ser explicadas claramente.
12. O usuário não deve ser obrigado a se cadastrar ou pagar taxas antes de utilizar o site.
Conteúdo:
1. O título do site deve ser apropriado ao seu propósito.
2. O conceito do site deve ser fácil de ler e de ser entendido por seu público-alvo.
3. Deve haver informação suficiente para que a visita ao site valha a pena.
4. Se existe vasta quantidade de informações no site, alguma forma de busca deve estar
disponível. Deve, ao menos, haver uma lista de tópicos abordados para que os usuários possam
44
mover-se por eles de forma fácil.
5. A grafia das palavras e gramática devem sempre estar corretas.
6. A informação deve ser atualizada e precisa. A data de última atualização é um recurso de valor.
7. Links para mais informações sobre um tópico devem estar disponíveis.
8. O assunto deve ser relevante e apropriado ao público-alvo.
9. As qualidades exigidas para uso do site e sua estrutura devem ser apropriadas ao público alvo.
Fonte: adaptado de ALA (apud VILELLA, 2003, p. 223).
Conforme mostra o checklist elaborado pela ALA, os internautas devem
observar a quatro critérios quanto a confiabilidade das informações, entre elas estão:
a autoria; objetivo; design e estabilidade e o conteúdo.
E, ainda compartilhando da mesma ideia, o terceiro checklist é de Alexander
& Tate (apud VILELLA), que vem trazendo também uma lista de critérios, no quadro
05:
Quadro 05 – Checklist de Alexander & Tate
Critério 1: Autoridade
1. O responsável pela página está claramente identificado?
2. Há um link para uma página descrevendo os objetivos da organização patrocinadora?
3. Existe um meio de verificar a legitimidade da página do patrocinador, como um número de telefone
ou endereço postal, através do qual se possa estabelecer contato para mais informações? (um
endereço de e-mail não é suficiente)
4. O autor e suas credenciais estão claramente identificados?
5. Se o material está protegido por copyright, o nome do detentor dos direitos está presente?
Critério 2: Acuidade
1. As fontes estão claramente listadas de modo que possam ser consultadas?
2. A informação está livre de erros de gramática, ortografia e erros tipográficos?
3. Está claro quem é o responsável pela precisão das informações?
4. Se existem figuras e gráficos contendo dados estatísticos, estes estão corretamente titulados e
são fáceis de interpretar?
Critério 3: Objetividade
1. A informação é provida como um serviço público?
2. A informação está livre de publicidade?
45
3. Se existe publicidade na página, ela está claramente diferenciada do conteúdo informacional?
Critério 4: Atualização
1. Existem datas na página que indicam:
- Quando a página foi escrita?
- Quando a página foi colocada pela primeira vez na web?
- Quando a página foi revisada pela última vez?
2. Existem outros indicadores de que o conteúdo tem sido mantido e atualizado?
3. Se são oferecidas figuras e gráficos, existem datas indicando a que período se referem?
4. Se a informação foi publicada em diferentes edições, existem informações que indicam qual é a
edição presente?
Critério 5: Cobertura
1. Há uma indicação de que a página está completa, de que não está “em construção”?
2. Se há um equivalente impresso da web Page, há indicações claras se o trabalho está disponível
na íntegra ou se são apenas partes do mesmo?
3. Se o conteúdo não está protegido por direitos autorais, há um reforço em atualizá-lo e torná-lo
mais acessado?
Fonte: adaptado de Alexader & Tate (apud VILELLA, 2003, p. 221) .
Os autores ressaltam a importância de se trabalhar na identificação de
critérios de qualidade da informação que subsidiem a seleção de tais recursos,
garantindo assim, a confiabilidade da fonte. Para eles, são necessários observar cinco
critérios: autoridade, acuidade, objetividade, atualização e cobertura.
Para dar subsídios ao estudo, fizemos a leitura dos três checklists e
selecionamos alguns pontos que diante da realidade local dos alunos e da
disponibilidade dos vídeos tratando sobre a temática “atividades econômicas do
município de Serra do Mel”, selecionamos alguns pontos que dariam para selecionar
nos vídeos e trabalhar com os alunos.
Com o surgimento da pandemia, provocada pela Covid-19 e a necessidade
do isolamento físico fortaleceu a utilização dos aparelhos tecnológicos para a
aprendizagem, bem como a utilização da internet, para dar continuidade ao ano letivo,
e muitas das aulas ministradas para os alunos, foram enriquecidas com informações
de fontes digitais, como subsídio ao ensino e também a pesquisa.
A qualidade informacional para Lopes (2004), é um dos aspectos mais
importante a ser considerada. Devido ao volume crescente de conteúdos veiculados
na internet, é necessário que os internautas (professores e alunos em atividades
46
pedagógicas) consigam filtrar com qualidade a informação, sendo esse um critério
para lidar com o excesso de informações.
3.3. O uso da plataforma (Youtube) como ferramenta de pesquisa no Ensino
de Geografia
De acordo com os dados da Digital in Brazil 2022, o YouTube é uma plataforma
de vídeos, sendo hoje considerada o maior e o mais popular site de conteúdo audiovisual
gratuito disponível na internet, contando com uma grande quantidade de vídeos e canais
sobre os mais diversos assuntos.
Inúmeros conteúdos audiovisuais disponíveis na plataforma podem ser aplicados
nas aulas, mostrando diversas opiniões sobre o mesmo conteúdo, enriquecendo os
debates em sala de aula.
Segundo Viana, o audiovisual pode facilitar a aprendizagem de estudantes:
O adequado equilíbrio entre as palavras e as imagens, facilita os processos
e desenvolvimento do pensamento em geral e, em particular no processo de
ensino/aprendizagem. É por isso que se assinala que sem sensações,
percepções e representações, não há desenvolvimento do pensamento; daí,
ser importante, sempre que possível, além das palavras, usar representações
visuais. (VIANA, 2002, p.77)
Utilizar vídeos como meio para promover o aprendizado de conhecimentos
geográficos permitem a reflexão sobre esse mundo complexo, possibilitando um olhar
crítico sobre a realidade, permitindo, de tal modo, a construção da representação da
realidade.
A utilização do YouTube permite ao professor o acesso, a busca e a seleção
em um vasto conteúdo educacional, que pode servir de subsídio para discussões,
explanações ou visualizações dos conteúdos geográficos. Nesse sentido, é
importante que o professor tenha planejado o que pretende que os alunos aprendam
com os vídeos do YouTube:
É necessário que o professor tenha objetivos pedagógicos bem definidos
quando resolve usar o vídeo. É importante que a relação vídeo-conteúdo seja
debatida pela sala em conjunto com o professor e que este escolha um vídeo
adequado à matéria estudada (LEITE, 1997, p.74).
47
A utilização de vídeos é uma fonte que propicia a motivação dos alunos, desde
que o professor tenha um planejamento organizado, com objetivos claros,
despertando nos alunos curiosidades e um pensamento crítico.
O planejamento por sequência didática consiste em sistematizar o trabalho
docente na intenção de ajudar o aluno a desenvolver competências e habilidades que
deem significado para a efetivação do seu processo de aprendizagem. Quanto ao
planejamento, Libâneo (2004) define o planejamento como um processo de
racionalização, organização e coordenação da prática docente, articulando a ação
escolar e o contexto social.
O planejamento orienta a prática do professor, facilita a sequência lógica da
ação docente e a coerência entre as ideias e a prática do educador.
Ao organizar o planejamento deve considerar algumas questões como
norteamento das atividades, por exemplo: quem são os meus alunos? (público-alvo);
o que eles devem aprender? (objetivos); por que eles devem aprender? (justificativa);
como a sequência didática será desenvolvida? (metodologia) e quais ferramentas
pedagógicas serão utilizadas? (recursos didáticos).
Organizando o planejamento de acordo com essas perguntas ficam mais
fáceis do professor selecionar e organizar as atividades que serão aplicadas. O
planejamento é fundamental para prever ações, estabelecer metas a serem cumpridas
e meios viáveis para que isto seja atingido.
Através do planejamento, o professor, evita a improvisação, distribui os
conteúdos de forma adequada no decorrer do ano letivo e possibilita a interação
professor, aluno e conhecimento.
Então, se o professor planejar suas aulas fazendo o uso de vídeos, cabe ao
professor selecionar os vídeos, assistir, e fazer resumos dos pontos principais dos
vídeos que serão trabalhados em sala. Quanto ao uso do vídeo em sala de aula, Silva
resume:
Apesar de o vídeo ser uma ferramenta de ensino em uso há algum tempo,
não podemos dizer que esteja superado ou ultrapassado, já que não foi
totalmente explorado. Algumas vezes é usado apenas para manter alguma
atividade extra com os alunos, sem que se tenha feito um planejamento dos
objetivos do uso ou estudado a melhor forma de aplicá-lo. Por isso, acredito
ser importante saber o quanto ele é útil e agradável tanto para os professores
quanto para os alunos, para que possa ser melhor explorado nas escolas.
(SILVA, 2009, p.14)
48
De acordo com a autora, o vídeo, assim como diversos outros recursos
didáticos, tem potencial para se tornarem grandes aliados de professores e alunos no
processo de aprendizagem, desde que seu uso seja inteligente e planejado.
Com milhões de vídeos, de diferentes assuntos e proveniente de diversos
tipos de usuários, o YouTube torna-se uma excelente fonte de pesquisa de material
para subsidiar ou compor diferentes planejamentos pedagógicos.
Utilizando o YouTube, o aluno pode facilmente encontrar o material que
deseja através da inserção de palavras chaves na barra de pesquisas. O acesso pode
ser feito por meio de qualquer equipamento multimídia conectado à internet.
Para Neves (2013), os vídeos também, podem tanto ser exibido diretamente
da plataforma, ou também pode ser baixado para ser exibido posteriormente. Para
isso, pode-se utilizar ferramentas como o Atube Catcher, que permite baixar vídeos,
convertê-los em diversos formatos e editá-los para ara utilizar em interfaces e projetos
educativos.
Além do Atube Catcher, existem outras ferramentas utilizadas também, que
disponibiliza o download de vídeos do YouTube, são eles: YouTube By Click,
ClipConverter, Free YouTube Download, Vdownloader, ClipGrab, Any Video
Converter4. Com os vídeos baixados, a pessoa pode utilizá-los em espaços que não
disponibiliza de internet, podendo assistir quantas vezes for necessário.
Para baixar os vídeos que foram utilizados no estudo, foi utilizado o Atube
Cather e salvos no notebook. Assim facilitou a apresentação dos vídeos, pois a
internet da escola em alguns momentos do dia não tem uma boa conexão. Então, para
não atrapalhar o andamento dos vídeos, preferimos de antemão deixá-los salvos no
notebook.
O professor de Geografia pode utilizar o YouTube como um espaço de
aprendizagem, criando uma lista de vídeos, que sejam relevantes para os alunos e
que estejam de acordo com o conteúdo estudado, essa lista na rede social é chamado
de playlist, podendo ser compartilhada com os alunos para acesso posterior.
Essa estratégia pode ser utilizada também ao contrário, ou seja, o professor
pode incentivar que os alunos criem a sua própria playlist e compartilhe com os
demais. Assim, o professor pode avaliar, as esolhas feita por cada aluno, verificando
se os vídeos selecionados estão de acordo com o contexto que está sendo estudado.
4
Disponível em [Link] acesso em: 20 fev.
2021.
49
Além da opção de criar os playlists, o aluno pode acessar playlists prontas
para estudo. Ela detecta as preferências de uso do YouTube, como: tipos de vídeos
mais acessados, canais mais acessados, e com base nestas informações de uso, a
rede social sugere, na página inicial, vídeos e canais que sejam do mesmo segmento
dos vídeos que foram acessados anteriormente.
Outra sugestão de trabalhar com o YouTube é fazendo a inscrição em canais
que sejam educativos e forneçam vídeos relacionados com disciplinas estudadas.
Quando se é inscrito em um canal, o usuário recebe informações de quando novos
vídeos são disponibilizados o que torna maior a interação entre o aluno e o canal.
Desta forma, o professor pode disponibilizar uma lista de canais onde os
alunos devem se inscrever e acompanhá-los semanalmente ou conforme a frequência
de vídeos disponibilizada pelo canal.
Sobre o uso de canais e chats do YouTube, Pereira comenta que:
Além das opções de se inscrever em canais e o uso do chat os alunos podem
estudar por meio dos vídeos disponibilizados na rede social. Muitos canais
apresentam uma abordagem diferente do convencional para explicar um
conteúdo, os chamados “macetes” podem ajudar muito os alunos a
estudarem conteúdos complexos como Matemática e afins. Uma vantagem
do estudo pelo YouTube é que dentro de uma única plataforma os alunos têm
acesso a diversas explicações diferentes acerca do mesmo tema e em vídeos
que normalmente são curtos, em torno de 10 a 20 minutos. Uma outra
vantagem é a opção de pausar o vídeo e/ou reposicionar em um ponto que
precisa ser revisto quando for necessário. Isto permite que o aluno faça os
exercícios enquanto assiste o vídeo, o que facilita a compreensão e
memorização. (PEREIRA, 2018, p. 17)
Existem diversos canais voltados para o ensino de geografia, que podem ser
usados como ferramentas pedagógicas auxiliares em sala de aula, entre eles:
Geografia Visual, Terra Negra, National Geographic Brasil, BBC Earth, Mundo
Geográfico, Mas Afinal, Tudo Sobre Geografia, Geografia Irada, Geografia Simples,
Só Geografia, Geografia Para Todos, Brasil Escola; além destes, existem inúmeros
canais, voltados para o ensino de Geografia, tanto canais elaborados por professores,
quanto canais com vídeos “caseiros”, criados pelos alunos.
Se, o professor pretender trabalhar com a criação de um canal no YouTube,
Santos (2021) sugere alguns passos como fazer: 1º – Entre no YouTube e faça login
em sua conta do Google/ 2º – Selecione a opção “Meu canal” para criar seu canal/ 3º
– Escolha o nome de seu canal/ 4º – Personalize seu canal com imagens e descrições
e 5º – Poste seus vídeos em seu canal do YouTube.
Com o canal criado, o professor pode utilizá-lo como um ambiente virtual de
50
aprendizagem, criando estratégias dentro do YouTube, criando estratégias de avaliar
a participação dos alunos. Uma das estratégias que o professor pode utilizar para
fazer essa avaliação é instigar que os alunos façam comentários, no espaço existente
do canal.
Para que os alunos contribuam com suas respostas ou dúvidas, é necessário
que os alunos estejam logados no YouTube, com o email e senha pessoal. Desta
forma, aparecerá para o professor, o nome do aluno e o comentário.
Ao disponibilizar o vídeo para acesso, o professor tem a opção de escolher a
forma de privacidade. Entre as opções, é possível selecionar uma das opções:
Público: quando todos da rede social terão acesso ao vídeo; Privado: quando apenas
quem enviou o vídeo poderá acessá-lo e Não listado: quando só é possível acessar o
vídeo quem possuir o link do mesmo, ou seja, ele não aparecerá nos campos de
busca.
Aqueles que têm um canal no YouTube tornam-se, automaticamente,
youtubers. Conforme afirmam Mota, Bittencourt e Viana, quando alguém posta um
vídeo na plataforma do YouTube, faz com que o internauta se converta em um canal
de comunicação, lhe permitindo ser um formador de opinião e envolver outras
pessoas, possibilitando a troca de ideias e a construção de conhecimento em torno
de diversos temas. Desse modo, essas pessoas são:
[...] chamados de Youtubers e concentram milhões de internautas em seus
canais, por meio de assinaturas. O Youtuber posta vídeos de acordo com a
frequência que lhe convém, e seu conteúdo pode ser assistido por qualquer
internauta que encontre seus vídeos através de pesquisa, hiperlink ou pela
assinatura de seu canal (MOTA, BITTENCOURT, VIANA, 2014, p. 4).
Sendo assim, o professor e/ou alunos tornam-se Youtubers, criando o canal
e postando os vídeos de acordo com os conteúdos e atividades propostas. A criação
de vídeos, referentes aos conteúdos de aula, pode ser uma proposta utilizada pelos
professores de geografia. Essa proposta, os alunos gravariam vídeos curtos
explicando sobre o conteúdo e criariam um canal onde os vídeos seriam
disponibilizados. Antes da postagem, o professor faria a correção dos vídeos e estes
vídeos, seriam reutilizados na própria sala ou em outras turmas também.
O professor incentiva o aluno a ser mais participativo das aulas, fazendo os
alunos perceber que o conteúdo não existe apenas no livro didático, mas sim, que o
conteúdo é algo vivo, que faz parte da sua realidade, prepando o aluno, de forma que
51
este possua um entendimento da sociedade atual. Betetto ressalta que:
Para atender as necessidades dessa sociedade contemporânea busca-se e
espera-se da educação transformação e inovações para formar um sujeito
competente não apenas capaz de aplicar técnicas, mas criativo com um
entendimento do mundo e da sociedade em que vivemos. (BETETTO, 2011, p.
16-17)
E, quanto aos vídeos elaborados pelos alunos, Smith ressalta que
[...] é válida a criação de vídeos “caseiros” sobre os mais diversos temas
dos conteúdos de Geografia através das pesquisas realizada em escala
local, regional ou global. Por exemplo, ao se tratar dos problemas
ambientais é possível abranger aspectos do seu, bairro, cidade, município
ou até mesmo a região em que o aluno reside através de um vídeo. Este
pode ser hospedado no site, tornando-o acessível para os colegas, os
professores e a própria comunidade em geral, ou a quem busca pelo tema
em questão. (SMITH, 2015, p. 30)
Dessa forma, os alunos através das aulas de Geografia podem colaborar
através da percepção dos problemas do cotidiano, propondo soluções criativas
para a melhoria da sociedade. Eles podem explorar seu espaço, observar,
descobrir, analisar os aspectos socioambientais tornando-se cidadãos críticos e
ativos na sua comunidade.
Uma outra opção que o YouTube disponibiliza é a opção “assistir mais
tarde”, permite que o aluno marque vídeos que eles considerem importantes,
para assistir postriormente ou revê-lo caso necessite, dessa forma, os vídeos
marcados ficam em uma lista específica e de fácil acesso.
O YouTube, também tem outra funcionalidade, permitindo que os usuários
enviem mensagens em tempo real dentro da plataforma. Funcionam em forma
de chat e, permite que links de vídeos sejam compartilhados. Ele funciona
através de convite feito de um usuário ao outro para iniciar a conversa.
Para os professores que pretendem desenvolver uma atividade síncrona,
essa pode ser uma opção. O chat pode ser usado como um tira-dúvidas feito
pelo professor, onde todos podem assistir o vídeo e depois debaterem como uma
forma de estudo, onde eles podem trocar informações a fim de se ajudarem,
debaterem e esclarecerem dúvidas:
O chat é um espaço de conversação síncrona em que os alunos estão
conectados simultaneamente e o professor tenta promover uma interação
de maneira informal, de tal modo a diminuira rigidez das posições. A
professora-youtuber estimula a participação, faz provocações aos alunos,
52
tornando o ambiente um“estar junto virtual”, conforme chamado por
Valente (2015), auxiliando e gerando o processo do conhecimento
(BATISTA, 2020, p. 41)
Ao chamar o chat como chat educacional, Marcuschi (2005) entende aula chat
e define essa modalidade como interações síncronas no estilo dos chats com
finalidade educacional, geralmente para tirar dúvidas, dar atendimento pessoal e em
grupo e com temas prévios.
O chat além de ser um espaço de conversação síncrona, ele pode ser também
considerado um espaço de conversação assíncrona, quando deixa de ser trabalhado
simultaneamente aluno x professor, e passa a ser trabalhado de acordo com a
disponibilidade dos alunos, como por exemplo, um chat-forum.
Ao utilizar vídeos do YouTube na sala de aula, o professor possibilita
apresentar novos conceitos e/ou ilustrar o conteúdo apresentado. De uma forma
simples, o professor encontrará com antecedência na rede social um ou mais vídeos
que ilustrem o conteúdo estudado e apresenta para os alunos durante a aula. Como
forma de enriquecimento deste processo o professor promove um debate ou
discussão relacionado ao vídeo assistido.
Quanto a utilização deste recurso, Carlsson e Viero (2013) comentam que, a
utilização dos audiovisuais no ensino fundamental potencializa o conhecimento e
proporciona múltiplas articulações no ensino. E, que os vídeos induzem a interação e
a interatividade com o conteúdo proposto, estimulando a curiosidade e a criatividade.
O vídeo, pode ser utilizado, antes do conteúdo estudado, para que o aluno
possa ter uma visão do que será trabalhado, o professor consegue utilizar também
durante às explicações dos conteúdos como forma complementar, propondo assim
que o aluno consiga ter outros pontos de vista e, perceber que o que está exposto no
livro, outros autores também tem outras opiniões.
Se preferir, o professor pode dispor também da utilização do vídeo no final
das explicações, como uma forma de revisar o assunto estudado, ou seja, um recurso
que auxilia os alunos a memorizar o conteúdo estudado com o vídeo assistido.
É importante que, o professor ao fazer uso destes vídeos, tenha propostas
pré-estabelecidas, com um roteiro definido e possua estratégias para adaptar à
realidade do seus alunos. Para que não ocorra o uso inadequado de vídeos em sala
de aula, Morán, exemplifica algumas situações que resultam em um emprego do vídeo
sem produtividade, são eles:
53
Vídeo-tapa buraco: colocar vídeo quando há um problema inesperado, como
ausência do professor. Usar este expediente eventualmente pode ser útil,
mas se for feito com freqüência, desvaloriza o uso do vídeo e o associa -na
cabeça do aluno- a não ter aula. Vídeo-enrolação: exibir um vídeo sem muita
ligação com a matéria. O aluno percebe que o vídeo é usado como forma de
camuflar a aula. Pode concordar na hora, mas discorda do seu mau uso.
Vídeo-deslumbramento: O professor que acaba de descobrir o uso do vídeo
costuma empolgar-se e passa vídeo em todas as aulas, esquecendo outras
dinâmicas mais pertinentes. O uso exagerado do vídeo diminui a sua eficácia
e empobrece as aulas. Vídeo-perfeição: Existem professores que
questionam todos os vídeos possíveis porque possuem defeitos de
informação ou estéticos. Os vídeos que apresentam conceitos problemáticos
podem ser usados para descobri-los,junto com os alunos, e questioná-los. Só
vídeo: não é satisfatório didaticamente exibir o vídeo sem discuti-lo, sem
integrá-lo com o assunto de aula, sem voltar e mostrar alguns momentos mais
importantes. (MORÁN, 1995, p.02)
Quando os vídeos tem alguma dessas exemplificações mencionadas, pode
levar a um processo no qual os objetivos não são alcançados. A aula fica
desmotivadora, e pouco a pouco os alunos vão perdendo o interesse no assistir.
Sendo assim, fica explícito que o planejamento é de extrema importância para
que o professor possa pensar na avaliação, de tal forma que promova o
desenvolvimento do aluno. Morán mostra também, quais as situações que os vídeos
favorecem o ensino-aprendizagem, especificando cada uma:
Vídeo como sensibilização - Um bom vídeo é interessantíssimo para
introduzir um novo assunto, para despertar a curiosidade, a motivação para
novos temas. Isso facilitará o desejo de pesquisa nos alunos para aprofundar
o assunto do vídeo e da matéria. Vídeo como ilustração - O vídeo muitas
vezes ajuda a mostrar o que se fala em aula, a compor cenários desconhecidos
dos alunos. Um vídeo traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos,
como por exemplo a Amazônia ou a África. A vida se aproxima da escola
através do vídeo. Vídeo como simulação - É uma ilustração mais sofisticada.
O vídeo pode simular experiências de química que seriam perigosas em
laboratório ou que exigiriam muito tempo e recursos. Um vídeo pode mostrar o
crescimento acelerado de uma planta, de uma árvore da semente até a
maturidade em poucos segundos. Vídeo como conteúdo de ensino - Vídeo
que mostra determinado assunto, de forma direta ou indireta. De forma direta,
quando informa sobre um tema específico orientando a sua interpretação. De
forma indireta, quando mostra um tema, permitindo abordagens múltiplas,
interdisciplinares. Vídeo como produção - como documentação: Registro de
eventos, de aulas, de estudos do meio, de experiências, de entrevistas,
depoimentos. Isto facilita o trabalho do professor, dos alunos e dos futuros
alunos. O professor deve poder documentar o que é mais importante para o
seu trabalho, ter o seu próprio material de vídeo assim como tem os seus livros
e apostilas para preparar as suas aulas. O professor estará atento para gravar
o material audiovisual mais utilizado, para não depender sempre do
empréstimo ou aluguel dos mesmos programas. - Como intervenção:
Interferir, modificar um determinado programa, um material audiovisual,
acrescentando uma nova trilha sonora ou editando o material de forma
compacta ou introduzindo novas cenas com novos significados. O professor
precisa perder o medo, o respeito ao vídeo assim como ele interfere num texto
escrito, modificando-o, acrescentando novos dados, novas interpretações,
54
contextos mais próximos do aluno. - Como expressão: Como nova forma de
comunicação, adaptada à sensibilidade principalmente das crianças e dos
jovens. As crianças adoram fazer vídeo e a escola precisa incentivar o máximo
possível a produção de pesquisas em vídeo pelos alunos. A produção em vídeo
tem uma dimensão moderna, lúdica. Moderna, como um meio contemporâneo,
novo e que integra linguagens. Lúdica, pela miniaturização da câmera, que
permite brincar com a realidade, levá-la junto para qualquer lugar. Filmar é uma
das experiências mais envolventes tanto para as crianças como para os
adultos. Os alunos podem ser incentivados a produzir dentro de uma
determinada matéria, ou dentro de um trabalho interdisciplinar. E também
produzir programas informativos, feitos por eles mesmos e colocá-los em
lugares visíveis dentro da escola e em horários onde muitas crianças possam
assisti-los. Vídeo como avaliação - Dos alunos, do professor, do processo.
Vídeo espelho - Para análise do grupo e dos papéis de cada um, para
acompanhar o comportamento de cada um, do ponto de vista participativo, para
incentivar os mais retraídos e pedir aos que falam muito para darem mais
espaço aos colegas. O vídeo-espelho é de grande utilidade para o professor
se ver, examinar sua comunicação com os alunos, suas qualidades e defeitos.
Vídeo como integração - suporte de outras mídias - Vídeo como suporte da
televisão e do cinema. Gravar em vídeo programas. importantes da televisão
para utilização em aula. Alugar ou comprar filmes de longa metragem,
documentários para ampliar o conhecimento de cinema, iniciar os alunos na
linguagem audiovisual. Vídeo interagindo com outras mídias como o
computador, o CD-ROM, com os videogames, com a Internet. (MORÁN, 1995,
p.03)
Tendo em vista, percebemos que a utilização de vídeos na sala de aula é uma
fonte que possibilita a utilização de diversas maneiras e que propicia a motivação dos
alunos, desde que o professor desenvolva um trabalho organizado, com objetivos
claros, despertando nos alunos curiosidades e um pensamento crítico.
Entretanto, não basta passar apenas os vídeos e não saber interpretar. Por
isso a necessidade do professor mediar, e explicar aos alunos, que não é apenas ver,
mas sim refletir e discutir os aspectos existentes no vídeo, além de tudo observar a
veracidade das informações.
A aprendizagem por meio dos vídeos pode ser significativa, quando sua
prática for bem aplicada, abrindo possibilidades para uma maior eficiência. Para
alguns professores, a utilização de vídeos do YouTube, ainda é um desafio, para
outros é uma das possibilidade de um ensino mais dinâmico, atrativo e motivador.
Podemos dizer que os vídeos trabalhados na pesquisa, teve objetivos de
video como conteúdo de ensino, quando disponibilizou o conteúdo que estava sendo
estudado no livro didático, e os aproximou com a realidade local dos alunos por meio
dos vídeos e também vídeo como produção, quando teve o objetivo de fazer
entrevistas, produções textuais e a produção de uma maquete voltada para as
atividades econômicas do município.
55
CAPÍTULO 4
CONTEXTUALIZANDO A APLICAÇÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA “O ESPAÇO
GEOGRÁFICO E AS ATIVIDADES ECONÔMICAS DO MUNICÍPIO DE SERRA DO
MEL/ RN”
Nesse capítulo abordaremos como se deu a implementação das atividades
planejadas, enfocaremos os objetivos, recursos, bem como o tempo proposto para
cada atividade organizada que compõem a Sequência Didática.
A pesquisa foi desenvolvida durante as aulas de geografia no turno vespertino,
na turma do 6º ano do ensino fundamental da escola escolhida. O professor da
disciplina cedeu 04 horas/aulas de 50 minutos cada, e esteve presente nas aulas
durante todo o período de aplicação das atividades, mas foi orientado a não interferir
durante as aplicações. E, para concluir a implementação do trabalho, foram
necessárias 02 horas/aulas (extra-sala) para a realização de uma entrevista e de mais
02 horas/aula, para a socialização do trabalho final (exposição), totalizando para essa
Sequência Didática, 08 horas/aulas.
As aulas cedidas pelo professor não atrapalhou o andamento do seu plano de
ensino, pois os conteúdos ministrados pelo professor, foram trabalhados de forma
interdisciplinar com a pesquisa. A turma do 6º ano possui 20 alunos.
No total, dois alunos não assistiram às aulas no presencial, por motivos de
saúde. Nesse caso, as mães assinaram um termo de responsabilidade para que os
mesmos participassem das aulas apenas no formato remoto.
Após a turma escolhida, no dia 07/12 enviei um Termo de Consentimento Livre
e Esclarecido (cf. apêndice) destinado aos pais e responsáveis, descrevendo todas
as etapas que seriam desenvolvidas na pesquisa, no mesmo explicava que mesmo
os pais não autorizasse a participação dos filhos, os mesmos não sairiam prejudicados
em questão de notas.
Por motivo de não fazer aglomeração e devido ao fato do espaço escolar ser
pequeno e não ter uma sala para reunião, foi enviado pelo WhatsApp o link do Google
Forms, nos quais os pais tiveram inforações e assinalaram se concordavam ou não a
participação dos mesmos na pesquisa a ser desenvolvida. Após receber as
devolutivas, 16 pais e responsáveis confirmaram a participação dos menores na
pesquisa.
56
A Sequência Didática foi estruturada, para um total de 04 aulas e espaços
diferentes de realização das atividades propostas. No quadro a seguir - Sequência
Didática: Estrutura Didática Pedagógica (quadro 06), esquematizei a primeira aula,
correspondente a 02 horas/ aulas. Vejamos:
Quadro 06 – Sequência Didática: Estrutura Didática Pedagógica – 1ª aula
AULA ATIVIDADES OBJETIVOS RECURSOS
- Apresentação e - Apresentar aos alunos a finalidade do - Termo de
leitura do Termo trabalho que será desenvolvido. Consentimento
(TALE).
Tempo de
realização: 20 min
- Levantamento
prévio sobre: “o que - Fazer um breve levantamento sobre o - Slides com
é Pesquisa?” que os alunos entendem por Pesquisa imagens.
Escolar.
Tempo de
realização: 15 min
- Elaboração de - Auxiliar os alunos a acessar - Utilização do
Mapa Mental. tecnologias digitais, e através deste aplicativo
buscando orientá-los para a construção Mindomo.
Tempo de da aprendizagem .
realização: 15 min
- Questionário - Ter por objetivo levantar informações - Questionário
1ª Aula
como é o accesso da internet dos impresso
Tempo de alunos.
realização: 15 min
- Socialização sobre - Possibilitar que o aluno desenvolva - Utilização de
o vídeo. habilidades voltados para a escrita, vídeos do
leitura e oralidade. YouTube.
Tempo de
realização: 20 min
- Atividade para - Obter informações complementares - Roteiro para
casa: sobre a Vila que mora, buscando a entrevista.
informações sobre passado e presente.
➢ -entrevista
- Permitir a articulação dos vídeos com o
➢ produção textual conteúdo didático estudado, contribuindo - Caderno
diretamente para o aprendizado
Tempo de significativo de prática de leitura,
explicação: 15 min produção e compreensão.
FONTE: Organizado pela Autora, 2022.
57
No primeiro dia, 13/12/2021, iniciei a aula explicando à turma do porquê estar
na aula de geografia. Expliquei que se tratava de uma parte do trabalho que
desenvolvo como estudante do curso de mestrado em Geografia pela UFRN. Expliquei
que, para participar do trabalho seria necessário uma autorização dos pais e/ou
responsáveis, li o documento feito para os alunos e passei o Termo de Consentimento
de Livre e Esclarecido, para os alunos que os pais tinham autorizados a participar.
Aos demais, que nao tinham a autorização, expliquei que os mesmos poderiam
participar das atividades e que não seriam prejudicados.
Após a assinatura dos termos, iniciei a aula mostrando o slide “Pesquisa
Escolar”.O slide iniciava com a frase: “Observe as imagens a seguir:”
Foram selecionados 05 imagens, todas voltadas para o conceito de pesquisa.
Na medida que passava os slides, pedi a todos que observassem bem todos os slides.
Seguem abaixo, as que foram selecionadas:
Figura 04 – Slide 1
Disponível em: [Link]
Figura 05 – Slide 2
Disponível em:
[Link]
58
Figura 06 – Slide 3
Disponível em: [Link]
Figura 07 – Slide 4
Disponível em: [Link]
Figura 08 – Slide 5
Disponível em: [Link]
Logo após deixei um slide apenas com a pergunta e um quadro em branco para
colocar as respostas dos alunos. E os indaguei, o que as imagens representam?
Na medida que eles iam falando, fui escrevendo no notebook.
59
De acordo com as respostas dos alunos, foi concluído pela turma que as
imagens se tratavam de pessoas pesquisando alguma coisa. Logo após perguntei: -
Em apenas uma palavra, o que vocês entendem por “pesquisar”?
Deixei o slide novamente com um quadro em branco para colocar as respostas
dos alunos. Na medida que eles iam falando, eu ia escrevendo no notebook.
Logo após perguntei se eles conheciam um “mapa mental” e o que significava.
Todos disseram que não sabiam o que era. Então expliquei que o mapa mental utiliza
tanto a linguagem verbal como a linguagem não verbal. São resumos cheios de
símbolos, cores, setas, tópicos e frases curtas. O objetivo de um mapa mental é
organizar as informações visualmente para facilitar a associação das informações.
Para facilitar a associação dos alunos ao que é mapa mental, acessei a internet,
e abri o “Mindomo” no notebook, para criar um mapa mental com eles. Fiz, como
exemplo primeiro, utilizando a palavra central OBÉDIA.
60
FIGURA: 9 – Exemplo de um Mapa Mental utilizando o “Mindomo”
Fonte: Autora, 2021
Depois da explicação, aproveitei e fiz um novo mapa mental, agora baseado
com a palavra PESQUISAR, que é o que vinha sendo estudado.
À medida que eles iam falando, eu ia anotando e formando um pequeno mapa
mental.
FIGURA: 10 - Elaboração de um Mapa Mental construído pelos alunos
Fonte: Autora, 2021
Após a montagem do mapa mental, capturei a imagem e colei no slide. Em
seguida, voltando para o tema “pesquisa”, fiz uma breve explanação sobre as palavras
escolhidas pelos alunos.
61
Como já tinha explicado o objetivo do trabalho no início da minha apresentação
sobre o uso de vídeos nas aulas de Geografia, entreguei um questionário para fazer
um breve levantamento sobre os alunos que tem acesso à internet.
Em seguida, recolhi os questionários e como já tinha planejado com o professor
da disciplina o conteúdo que o mesmo vinha trabalhando continuei o assunto do livro
didático adequando ao meu projeto – Atividades Econômicas em Serra do Mel-RN,
coloquei um vídeo de 7 minutos, publicado no YouTube, “Serra do Mel – Prosperidade
em meio à seca”, disponível no link: [Link]
Pedi que eles falassem um pouco sobre o vídeo.
Para finalização da aula, expliquei que teria uma atividade extra-sala, onde teria
duas atividades diferenciadas, uma seria uma produção textual e a outra uma
entrevista. Como o Pólo Paraná é composto por 05 vilas, sorteei 05 alunos para
acompanhá-los em uma entrevista para ser realizado em cada Vila.
E, para os alunos que não participariam da entrevista, a atividade de casa seria
a elaboração de uma produção textual baseada no vídeo assistido em sala,
juntamente com o vídeo disponibilizado no YouTube, de 14min. produzido por um
casal de motociclistas, cujo título do vídeo é: Serra do Mel-RN Terra do Caju,
Castanha e Mel,e,sua História da Fundação - EXPEDIÇÃO RN. Nesse vídeo, a
mulher faz a filmagem das ruas principais da Vila Central – a Vila Brasília, porém ela
vem descrevendo o momento histórico, geográfico e econômico de todo o municipio.
O vídeo está disponibilizado no link [Link]
Ao término da aula, avaliei a partcipação dos alunos nas tarefas propostas e se
foram bem aceitas ou tiveram resistência em fazer. Avaliei a socialização nos slides
e no conceito pesquisar; na construção do mapa mental; na exibição do vídeo e no
questionário.
Todos tiveram um bom empenho colaborando com as atividades propostas,
gostaram do vídeo selecionado, reconhecendo pessoas que moram nas Vilas.
Quanto a montagem do mapa mental, poucos tiveram dificulades na construção, no
começo, mas depois conseguiu sozinho fazer o seu mapa mental.
Avaliando os objetivos propostos para o primeiro dia, podemos dizer que os
objetivos foram alcançados.
No quadro 07, está organizado como foi trabalhado o segundo dia de aula.
Tratava-se de uma aula extra-sala, onde alguns entrevistariam alguns moradores das
vilas e os que não foram sorteados, assistiriam o vídeo que foi disponibilizado o link
62
para que eles pudessem assistir e fazer a sua análise. vejamos:
Quadro 07 – Sequência Didática: Estrutura didática pedagógica – 2ª aula
AULA ATIVIDADES OBJETIVOS RECURSOS
- Obter informações complementares -Termo de
- Entrevistas. com os moradores das Vilas, buscando Consentimento
informações sobre passado e presente. de Livre e
Tempo de Esclarecido
realização: 50 min (TCLE).
- Atividade
2ª Aula impressa.
- Permitir a articulação dos vídeos com - Utilização de
- Produção textual o conteúdo didático estudado, vídeos do
contribuindo diretamente para o YouTube.
Tempo de aprendizado significativo de prática de
realização: 50 min leitura, produção e compreensão.
FONTE: Organizado pela Autora, 2022.
No dia 14/12/2021, foi realizado dois tipos de atividades extra-sala.
Para os alunos que não foram sorteados, a atividade estava voltada a assitir o
video do YouTube que foi trabalhado em sala, juntamente com o outro que foi
disponibilizado o link, para a realização de uma produção textual sobre as principais
atividades econômicas do municipo de Serra do Mel.
Para os alunos sorteados, realizamos a pesquisa em dois dias, devido a
distância entre as Vilas; no dia 14/12, fiz o acompanhamento de 03 alunos nas Vilas
Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e no dia 15/12 acompanhei os outros 02
alunos das Vilas São Paulo e Guanabara.
As pessoas entrevistadas foram selecionadas pelos alunos. Para a entrevista
eles poderiam selecionar pais, avós, vizinhos ou outra pessoa conhecida para fazer
um levantamento sobre a Vila que mora.
Antes da entrevista, fiz a leitura do Termo de Consentimento para a
participação na pesquisa e, após a aprovação e assinaturas dos entrevistados,
solicitamos aos mesmos que eles descrevessem sobre a Vila:
“- Como era a Vila antigamente e como é hoje?”
“- Houve mudanças? Quais alterações foram feitas no espaço da Vila?”
“- Como eram as formas de trabalho antigamente? E hoje, continua do mesmo
jeito?”
63
“- E, nos lotes, permanecem iguais ou teve alterações?”.
Solicitamos aos entrevistados também, fotografias antigas que retratassem
sobre os lugares da vila, para fazer uma socialização na sala com os alunos, com o
intuito de trabalhar com eles a “A Compreensão das Atividades Econômicas e do
Espaço Geográfico do Município”.
Os entrevistados foram:
Entrevistado A: residente na Vila RS há 37 anos, agricultora e
representante da vila.
Entrevistado B: residente na Vila SC há 50 anos, agricultor.
Entrevistado C: residente na Vila PR há 42 anos, agricultor.
Entrevistado D: residente na Vila SP há 48 anos, agricultora.
Entrevistado E: residente na Vila GB há 64 anos, aposentado.
Fazendo um resumo dos dados colhidos das entrevistas os agricultores
comentaram:
A agricultora residente na Vila RS, falou que muito mudou a vila, antigamente
era cheio de moradores, a escola tinha muitos alunos, muita gente trabalhava nos
lotes e que hoje, a vila tem poucos moradores, muitos saíram para trabalhar fora e
venderam seus lotes. A escola está fechada devido existir poucos alunos e poucos
são os que trabalham nos lotes. Os moradores são um público mais adulto a idoso.
Na Vila SC o agricultor comentou que sempre a vila foi cheia, mesmo alguns
moradores saindo, logo chegam outros para ocupar as casas. A escola também foi
fechada, devido o pouco números de alunos e quanto ao trabalho muitos vivem dos
lotes e da criação de animais. E que, com a chegada das torres eólicas, alguns
proprietários foram beneficiados com a sua instalação nos lotes.
O agricultor da Vila PR, comentou que a vila também sempre foi cheia e com
muita movimentações, torneios de futebol e de sinuca, festas da padroeira, entre
outras comemorações locais.
Antigamente a fonte de subsistência era dos lotes, de criação de animais, de
vendas de mel de abelhas. Hoje há uma boa produção de mel, devido a instalção de
apiários, também há comércios locais, tem fábrica e mini fábrica de castanha, tem
artesanato, tem torress eólicas nos lotes, alguns jovens trabalham fora em empresas
e que no final de semana estão na casa dos pais.
A escola é sempre cheia, antes funcionava no mesmo prédio aulas do municipio
64
pela manhã e do estado pela tarde. Hoje só funciona aulas do municipio. Os
professores do estado tiveram que procurar a escola do centro para dar continuidade
as suas atividades profissionais.
A agricultora da SP também comentou que teve uma boa mudança na vila,
antes só tinha a agricultura e a criação de animais, e que hoje, tem mais formas de
sobrevivências.
Na Vila GB, o aposentado falou que a vila sempre foi tranquila e que, o pessoal
vivia do trabalho nos lotes e com a criação de animais. Hoje a vila é mais
movimentada, tem muitas torres eólicas na vila, tem comércios locais, já que antes
passava o pessoal vendendo as coisas.
Os alunos gostaram ao realizar a entrevista, pois alguns dados foram surgindo
com a entrevista, informações que eles não conheciam.
A seguir no quadro 08, está a esquematização da 3ª aula, onde os alunos irão
falar das experiências vivida com a entrevista, outros irão socializar as fotografias que
conseguiram, e outros fazer a socialização também dos textos produzidos sobre o
municipio com a exibição dos vídeos.
Após a socialização, a explicação da atividade de casa, onde eles terão que
construir em casa, com as orientações dadas.
Quadro 08 – Sequência Didática: Estrutura didática pedagógica – 3ª aula
AULA ATIVIDADES OBJETIVOS RECURSOS
- Socialização dos
vídeos, das - Permitir a articulação dos vídeos, das
fotografias e dos entrevistas realizadas e das fotografias, - Utilização
resultados das com o conteúdo didático estudado, de vídeos do
entrevistas. contribuindo diretamente para o YouTube.
aprendizado significativo de prática de
Tempo de leitura, produção e compreensão. - Fotografias
realização: 60 min
- Sorteio (divisão - Possibilitar o engajamento de todos de - Caneta
das atividades forma que todos os alunos participem da - Papel
econômicas) produção da maquete, sem a
3ª Aula possibilidade de escolha prioritária.
Tempo de
realização: 25 min
65
- Atividade para
casa: - Conectar os alunos à informações - Utilização
confiáveis, e minimizar as chances de de vídeos no
➢ Pesquisar no desviarem a atenção da pesquisa. YouTube
YouTube sobre a
elaboração da
maquete. - Possibilitar aos alunos aprender sobre - Materiais
o espaço representado. Evidenciando a para a
➢ Confecção da forma do espaço representado e o confecção
maquete. conteúdo estudado. das
maquetes
➢ Pesquisar (tesoura,
no YouTube sobre cola,
os pontos positivos papelão,
e negativos das caixinhas,
atividades bonecos,
econômicas. - Orientar os alunos no desenvolvimento animais de
da atividade. plástico,
garrafas
Tempo de
explicação: 15 min
pet,...)
- Roteiro
FONTE: Organizado pela Autora, 2022.
No dia 20/ 12/ 2021, foi realizado a terceira aula da sequência. Antes de realizar
a socialização das pesquisas, coloquei um vídeo disponível no link
[Link] - Serra do Mel 33 anos de emancipação política -
homenagem do Portal Serrano, de 4 min. Nesse vídeo descreve-se como o municipio
está dividido e quais as principais atividades econômicas desenvolvidas ao longo dos
anos; como fundo musical do vídeo, o Hino do município.
Após assistir ao vídeo, iniciamos os trabalhos, fiz uma pequena exposição das
fotos recolhidas durante as entrevistas e coloquei no quadro, para motivar a
curiosidade dos alunos em observarem o espaço geográfico das Vilas que eles
moram. Logo em seguida, seguimos com a socialização da tarefa de casa para os
alunos que não participaram das entrevistas, solicitei que os mesmos lessem ou
comentassem o que eles entenderam dos vídeos assistidos.
Após a leitura das produções, fizemos a socialização das entrevistas
realizadas. Aos alunos que acompanharam a entrevista, pedi que fizesse a leitura das
respostas dos moradores. Começamos a leitura da pesquisa, dividindo-os pelas vilas,
iniciamos com a entrevista realizada na Vila RS, em seguida as entrevistas realizadas
66
na Vila SC, depois na Vila PR, na Vila SP e por último na Vila GB.
Em seguida, após as explanações dos alunos, comecei a indagá-los qual a
relação dos vídeos assistidos com as entrevistas realizadas? Tem algo em comum
entre eles? Se, sim, quais? Quais as mudanças que tinham ocorridos nas vilas? Pedi
que realizassem as comparações ou apontassem as diferenças entre as Vilas;
indaguei sobre as profissões que os pais tinham; se trabalhavam na própria vila ou
em outros lugares; qual a importância do trabalho para a família, e se eles já tinham
realizado alguma experiência nas atividades citadas.
Após as falas dos alunos, expliquei que na próxima aula, no dia 24/12, teria
uma exposição de maquetes voltados para atividades econômicas das Vilas que eles
moram. Baseados nas entrevistas e nos vídeos assistidos.
Sendo assim, listamos algumas atividades econômicas, entre elas:
- Cultivo do caju
- Criação de animais
- Produção do mel de abelha
- Artesanato
- Plantação (milho, melancia, feijão,...)
- Produção de energia eólica
- Corte e despeliculamento da amendoa da castanha do caju
- Extrativismo vegetal (corte de lenha)
Após a listagem das principais atividades econômicas, fiz o sorteio, ficando uma
atividade econômica para dois alunos. Para ajudar na produção da maquete, solicitei
que os mesmos pesquisassem através de vídeos no YouTube como criar uma
maquete de acordo com a atividade sorteada.
Solicitei também que pesquisassem vídeos que explicassem sobre a
importância dessa atividade para a sociedade. Procurando também saber se há
aspectos negativos dessa atividade na sociedade. Nesse momento, foi entregue uma
folha para que os mesmos seguissem o roteiro do que deveria ser pesquisado para
fazer a socialização na exposição das maquetes.
Avaliando os objetivos propostos para esse dia, avaliamos que os alunos
conseguiram fazer a socialização, alguns com timidez, mas conseguiram apresentar
sua produção. Todos receberam com entusiamo a atividade de casa, em produzir a
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maquete para fazer uma exposição na sala no último dia de aula letivo.
Por fim, segue no quadro 09 a estrutura organizada para a 4ª aula.
Quadro 09 – Sequência Didática: Estrutura didática pedagógica – 4ª aula
AULA ATIVIDADES OBJETIVOS RECURSOS
- Exposição das - Refletir sobre a aprendizagem - Maquete
maquetes. significativa por meio de produções finalizada
criadas pelos alunos sobre o conteúdo.
Tempo de
realização: 10 min
- Socialização sobre - Permitir a articulação dos vídeos, com
as maquetes e a produção das maquetes e da realidade - Roteiro
sobre os pontos local dos alunos, com o conteúdo
positivos e didático estudado, contribuindo
negativos das diretamente para o aprendizado
atividades significativo de prática de leitura,
econômicas. produção e compreensão.
Tempo de
realização: 60 min
4ª Aula
- Produção textual. - Permitir a articulação dos vídeos com o
conteúdo didático estudado, contribuindo - Folha da
diretamente para o aprendizado Produção
Tempo de significativo de prática de leitura, textual
realização: 20 min produção e compreensão. Enfocando a
escrita dos alunos.
- Socialização sobre - Permitir a articulação dos vídeos com o
o uso dos vídeos conteúdo didático estudado, contribuindo - Oralidade
com o conteúdo diretamente para o aprendizado
didático. significativo de prática de leitura,
produção e compreensão. Enfocando a
Tempo de oralidade dos alunos.
realização: 10 min
- Questionário semi- - Ter por objetivo propiciar informações - Questionário
aberto ao pesquisador, sobre o uso de vídeos impresso
do YouTube.
Tempo de
realização: 10 min
FONTE: Organizado pela Autora, 2022.
O último encontro da sequência didática 24/12/2021, foi voltado para a
68
exposição das maquetes. Os alunos explicaram a maquete construída, de acordo com
a atividade econômica, explicando os aspectos favoráveis ao municipio e os pontos
negativos para a sociedade.
Após a socialização entreguei aos alunos uma questão para produzir um texto
sobre o que eles acharam da intervenção do conteúdo do livro “Atividades
Econômicas” com a realidade dos alunos por meio de pesquisas direcionadas de
vídeos do YouTube e complementadas com entrevistas com os moradores.
E, por fim, entreguei um questionário semiaberto sobre a utilização de vídeos
do YouTube nas aulas de Geografia, para levar informações sobre o processo de
aprendizagem com o uso da mídia.
Avaliando os objetivos propostos para o dia, podemos dizer que foram
alcançados. Os alunos se sentiram motivados na confecção e na socialização das
maquetes.
A sequência didática aplicada na turma, foi positiva, uma vez que todos os
alunos se sentiram engajados na realização das atividades propostas. Se sentiram
motivados na elaboração do produto final, com a construção da maquete.
Quanto à utilização dos vídeos nas aulas de geografia, afirmaram que os vídeos
tornam a aprendizagem mais facilitadora; e que, quando são bem voltados a realidade
local, torna mais prazeroso ver pessoas do cotidiano tratando de assuntos presentes
no livro didático de uma forma que facilite o entendimento.
69
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desenvolvimento da proposta apresentada nesse relatório é mais um meio
de mostrar que, com planejamento, o professor torna-se um articulador em sala de
aula, um mediador entre o conhecimento e o estudante, coordenando atividades,
orientando e encaminhando, escolhendo materiais e conteúdos adequados à
realidade do aluno, incentivando-os a contruírem conhecimento da Geografia Escolar.
O trabalho do professor para melhorar a qualidade das aulas deve ser contínuo.
Para cada assunto a ser trabalhado em sala, o professor pode propor atividades
diferenciadas, que melhor se adaptem às condições da escola e dos estudantes.
Diante de tantas mudanças no mundo e no campo educacional é fundamental
que o professor de Geografia mantenha-se constantemente atualizado, tanto na sua
área de conhecimento como também nas inúmeras possibilidades que surgem no
mundo globalizado e tecnológico.
O professor, deve exercer seu papel de mediador e oferecer aos alunos a
oportunidade de aprofundar os conhecimentos a respeito dos temas trabalhados nas
aulas. Se a atividades envolve produtos audiovisuais, é necessário selecionar vídeos
confiáveis e relevantes, permitindo desse modo, que os estudantes tenham contato
com informações fundamentais para análise e construção de saberes.
É fundamental que o professor conheça as ferramentas mais atrativas e
envolventes que tem à sua disposição para o uso e aprendizado. É necessário integrar
a tecnologia, as vivências dos alunos, estar disponível de lidar com o novo, possibilitar
a troca de experiências entre o professor e aluno para a sensibilização às relações
existentes entre a sociedade e a natureza.
70
6 REFERÊNCIAS
BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola o que é como se faz. 21 ed. São Paulo: Loyola, 2007.
BATISTA, Fabiana de Freitas. YouTube como ambiente virtual de ensino e aprendizagem:
Características de aulas-lives de Espanhol. Universidade Federal de São Carlos. São Carlos
– São Paulo, 2020.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum
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[Link]
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73
APÊNDICES
74
APÊNDICE 5: MATERIAL TEXTUAL – SEQUÊNCIA DIDÁTICA
75
Sequência Didática:
Uma proposta para a construção dos conhecimentos
geográficos locais
Obédia Oliveira da Silva
Jeane Medeiros Silva
76
Sequência Didática:
Uma proposta para a construção dos conhecimentos
geográficos locais
Obédia Oliveira da Silva
Jeane Medeiros Silva
77
LISTA DE IMAGENS
Imagem 01 – Capa do livro didático
Imagem 02 – A unidade
Imagem 03 – 1ª imagem
Imagem 04 – 2ª imagem
Imagem 05 – 3ª imagem
Imagem 06 – 4ª imagem
Imagem 07 – 5ª imagem
Imagem 08 – Print da tela do notebook
Imagem 09 – Print do vídeo do YouTube
Imagem 10 - Fotografias
Imagem 11 – Exposição de maquetes
78
LISTA DE QUADROS
Quadro 01 – Mapa da unidade de acordo com a BNCC
Quadro 02 – Sugestão de Atividade - Questionário (1º dia)
Quadro 03 – Sugestão de Atividade - Atividade extra sala para os sorteados
Quadro 04 – Sugestão de Atividade - Atividade extra sala
Quadro 05 – Sugestão de Atividade - Socialização da maquete
Quadro 06 - Sugestão de Atividade - Relação do uso de vídeos do YouTube com o
conteúdo didático
Quadro 07 - Sugestão de Atividade - Questionário (3º dia)
79
SUMÁRIO
Apresentação .................................................................................... 06
Parte I ................................................................................................ 07
Parte II ............................................................................................... 14
Parte III ............................................................................................. 39
Referências ........................................................................................ 40
80
APRESENTAÇÃO
Este material pedagógico resulta do produto final da dissertação de Mestrado
Profissional em Geografia do Programa de Pós-Graduação em Geografia –
GEOPROF - CERES pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, sob o título
“Construção do conhecimento geográfico com a intervenção da pesquisa no YouTube:
uma sequência didática”, com a orientação da Profª Drª Jeane Medeiros Silva.
No referente trabalho contém instruções de como trabalhar
a Sequência Didática (SD), utilizando o conteúdo do livro didático, adequando a
realidade do aluno e realizando uma pesquisa entre o conteúdo, realidade e o meio
digital, por meio do YouTube.
Na primeira parte, será mostrado o conteúdo do livro de Geografia do 6º ano
– Geração Alpha, da Editora SM, cuja unidade a ser trabalhada: “As Atividades
Econômicas e o Espaço Geográfico”, e mostraremos o mapa da unidade de acordo
com a BNCC.
Na segunda parte, será apresentado a sequência das atividades, mostrando
os momentos a ser seguido durante as aulas, acompanhado de um modelo de ficha
avaliativa das aulas.
Na terceira parte finalizo, mostrando que as etapas desenvolvidas nessa
sequência são eficazes, para a construção do raciocínio geográfico dos alunos,
quando bem planejado e dialogado.
81
PARTE I
O livro de Geografia do 6º ano a ser trabalhado nos anos finais do ensino
fundamental, pertence a Coleção Geração Alpha, da Editora SM, 2018 de autoria de
Fernando dos Santos Sampaio.
Imagem 01: Capa do livro didático
Fonte: SAMPAIO, 2018. Pág. Capa.
82
Será enfocado a Unidade 09, que tem como temática: “As atividades
econômicas e o espaço geográfico”, dividido em 03 capítulos:
Imagem 02: A unidade
Fonte: SAMPAIO, 2018. Pág. 213
Observando a unidade, ela está dividida em três capítulos. De acordo com a
BNCC, as habilidades trabalhadas em cada capítulo são:
83
O capítulo 1 – Extrativismo e Agropecuária
✓ Habilidade: EF06GE02 - Analisar modificações de paisagens por diferentes
tipos de sociedade, com destaque para os povos originários.
✓ Habilidade: EF06GE06 - Identificar as características das paisagens
transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e
do processo de industrialização.
O capítulo 2 – Indústria, Comércio e Serviços
✓ Habilidade: EF06GE06 - Identificar as características das paisagens
transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e
do processo de industrialização.
✓ Habilidade: EF06GE07 - Explicar as mudanças na interação humana com a
natureza a partir do surgimento das cidades.
E, no capítulo 03 – O Campo e a Cidade
✓ Habilidade: EF06GE02 - Analisar modificações de paisagens por diferentes
tipos de sociedade, com destaque para os povos originários.
✓ Habilidade: EF06GE06 - Identificar as características das paisagens
transformadas pelo trabalho humano a partir do desenvolvimento da agropecuária e
do processo de industrialização.
✓ Habilidade: EF06GE07 - Explicar as mudanças na interação humana com a
natureza a partir do surgimento das cidades.
✓ Habilidade: EF06GE11 - Analisar distintas interações das sociedades com a
natureza, com base na distribuição dos componentes físico-naturais, incluindo as
transformações da biodiversidade local e do mundo.
A seguir mostraremos o quadro referente ao mapa da unidade, de acordo com
a BNCC:
84
Quadro 01:
MAPA DA UNIDADE DE ACORDO COM A BNCC
UNIDADE CONTEÚDOS HABILIDADES COMPETÊNCIAS
CGEB2
CGEB6
CGEB7
CECH2
EF06GE02
Extrativismo e CEG1
EF06GE06
agropecuária CEG2
CEG3
CEG4
CEG6
CEG7
CGEB1
As atividades
CGEB4
econômicas e o
Indústria, comércio EF06GE06
CGEB6
espaço
e serviços EF06GE07
CEG2
geográfico
CEG3
CEG6
CGEB1
CGEB3
CGEB7
EF06GE02
CECH1
O campo e a cidade EF06GE06
CECH5
EF06GE07
CECH6
EF06GE11
CECH7
CEG1
CEG3
CEG4
Fonte: SAMPAIO, 2018. Pág. 214-215
85
De forma geral, as competências a serem desenvolvidas na unidade são:
CGEB1 – Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o
mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar
aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva.
CGEB2 – Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver
problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das
diferentes áreas.
CGEB3 – Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais
às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-
cultural.
CGEB4 – Utilizar diferentes linguagens-verbal (oral ou visual-motora, como libras, e
escrita), corporal, visual, sonora e digital -, bem como conhecimentos das linguagens
artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações,
experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que
levem ao entendimento mútuo.
CGEB6 – Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do
mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu
projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
CGEB7 – Argumentar com fatos, dados e informações confiaveis, para formular,
negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e
promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação
ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
86
CECH1 – Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a
exercitar o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos
humanos.
CECH2 – Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-
informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas, considerando
suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir em situações do
cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.
CECH5 – Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em
espaços variados, e eventos ocorridos em tempos diferentes no mesmo espaço e em
espaços variados.
CECH6 – Construir argumentos, com base nos conhecimentos das Ciências
Humanas, para negociar e defender ideias e opiniões que respeitem e promovam os
direitos humanos e a consciência socioambiental, exercitando a responsabilidade e o
protagonismo voltados para o bem comum e a construção de uma sociedade justa,
democrática e inclusiva.
CECH7 – Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes
gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no
desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância,
direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.
CEG1 – Utilizar os conhecimentos geográficos para entender a interação
sociedade/natureza e exercitar o interesse e o espirito e investigação e de resolução
de problemas.
CEG2 – Estabelecer conexões entre diferentes temas do conhecimento geográfico,
reconhecendo a importância dos objetos técnicos para a compreensão das formas
como os seres humanos fazem uso dos recursos da natureza ao longo da história.
CEG3 – Desenvolver autonomia e senso crítico para compreensão e aplicação do
87
raciocínio geográfico na análise da ocupação humana e produção do espaço,
envolvendo os princípios de analogia, conexão, diferenciação, distribuição, extensão,
localização e ordem.
CEG4 – Desenvolver o pensamento espacial, fazendo uso das linguagens
cartográficas e iconográficas, de diferentes gêneros textuais e das geotecnologias
para a resolução de problemas que envolvam informações geográficas.
CEG6 – Construir argumentos com base em informações geográficas, debater e
defender ideias e pontos de vista que respeitem e promovam a consciência
socioambiental e o respeito à biodiversidade e ao outro, sem preconceitos de qualquer
natureza.
CEG7 – Agir pessoal e coletivamente com respeito, autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, propondo ações sobre as questões
socioambientais, com base em princípios éticos, democráticos, sustentáveis e
solidários.
Quanto aos temas contemporâneos, podemos dizer que inclui: educação
ambiental, trabalho, educação financeira, educação para o consumo, saúde, ciência
e tecnologia.
88
PARTE II
A Sequência Didática
Conforme o assunto do livro, foi planejado uma sequência didática que busque
trabalhar com os alunos, o conteúdo didático, a realidade vivenciada pelos mesmos e
o meio digital. Cujo principal objetivo é instigar nos alunos o prazer do aprender pela
pesquisa.
Para a realização dessa sequência, serão necessários 03 encontros em sala
de aula, correspondente a 06 aulas de 50 minutos, mais 02 aulas extras, para a
realização de atividades extra sala. Totalizando assim, um total de 08 horas aulas.
Segundo Zabala (1998, p. 5), toda sequência didática é:
Atividade motivadora relacionada com uma situação conflitante da realidade
experimental dos alunos; explicação das perguntas ou problemas; respostas
intuitivas ou hipóteses; seleção e esboço das fontes de informação e
planejamento da investigação; classificação de dados; generalização das
conclusões tiradas; expressão e comunicação...
De acordo com o autor mencionado, a sequência didática é uma proposta
didático-metodológica motivadora em que o professor organiza vários momentos, que
serão realizadas em etapas para aprofundar e construir conhecimento de um
determinado conteúdo, partindo de uma situação conflitante da realidade dos alunos.
A seguir mostraremos a sequência didática, dividida em 03 planos de aulas,
fragmentado por momentos, sendo especificados os minutos necessários para a
realização de cada momento. Por fim, segue um modelo de ficha avaliativa das aulas,
observando os alunos que desenvolveram ou não, as etapas das atividades.
89
PLANO DE AULA
1º DIA
Habilidades: EF06GE02; EF06GE06; EF06GE07;EF06GE11.
1º Momento
Atividade: Tempestade de idéias
Objetivo: Fazer um levantamento prévio, por meio de leitura de imagens.
Possibilitando a relação, o que será ensinado e o que deve ser aproveitado pelo
professor. “O que estas imagens representam para vocês?”.
Tempo Estimado: 50 min
Selecione 05 ou mais imagens em slides que possam transmitir a informação
de pessoas fazendo algum tipo de pesquisa. Na medida que for passando os slides,
peça aos alunos para observarem bem todas as imagens?
Imagem 03: 1ª imagem
Disponível em: [Link]
Imagem 04: 2ª imagem
Disponível em: [Link]
90
Imagem 05: 3ª imagem
Disponível em: [Link]
Imagem 06: 4ª imagem
Disponível em: [Link]
Imagem 07: 5ª imagem
Disponível em: [Link]
Após a leitura das imagens, perguntar aos alunos: “O que estas imagens
representam para vocês?”
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Dica: Na medida que os alunos forem se expressando, escrever a opinião na lousa ou
no notebook que esteja ligado a um projetor para que os alunos consigam visualizar as
respostas.
91
Provavelmente, todas as respostas estarão relacionadas a palavra Pesquisa.
E, nesse momento, solicitar novamente a opinião dos alunos, perguntando: “Com
apenas uma palavra o que vocês entendem por pesquisar?”
___________________________________________________________________
___________________________________________________________________
Dica: Na medida que os alunos forem se expressando, escreva a opinião na lousa ou
no notebook que esteja ligado a um projetor para que os alunos consigam visualizar as
respostas.
Com as palavras expostas, peça para que os alunos leiam em voz alta os
nomes que foram escritos.
Logo após, pergunte aos mesmos se eles sabem o que é um mapa mental e
qual a função dele na aprendizagem.
Caso os alunos não saibam o que é um mapa mental, faça uma breve explicação,
mostrando o que é? E qual o objetivo na aprendizagem. Se preferir pode fazer um
exemplo simples para facilitar no entendimento.
Após a explicação, da construção do mapa mental, solicite aos alunos que eles
produzam um mapa mental, utilizando um aplicativo que possa ser baixado no
smartphone ou acessado pelo notebook, chamado “Mindomo”. O mapa mental a ser
construído terá como palavra central PESQUISAR e, que as demais setas a ser
preenchida, serão as respostas dadas por todos, como mostra o exemplo abaixo:
Imagem 08: Print da tela do Notebook
Fonte: Organizado pelo autor, 2021.
Agora professor, com a construção do mapa mental e, com os conhecimentos
prévios sobre o que os alunos entendem por pesquisa; faça uma breve leitura de um
texto, sobre o que é e quais os passos de uma pesquisa, quais os tipos de pesquisa,
92
e o que é plágio.
Após a leitura do texto, explique aos alunos que está se trabalhando o tema
pesquisa, porque tem como objetivo, ensinar o conteúdo do livro, através de pesquisas
realizadas no meio digital e no meio em que eles vivem.
Como as próximas atividades dependerão também, do acesso à internet, é bom
que você professor, saiba como é o acesso dos alunos, o tempo que eles ficam
conectados, qual a preferência deles ao acessar a internet, entre outras informações.
Para isso, entregue um questionário de rápido preenchimento.
2º Momento
Atividade: Questionário
Objetivo: Levantar informações como é o acesso da internet dos alunos.
Tempo Estimado: 10 min
Elabore um questionário prévio de fácil preenchimento, com informações
básicas a respeito da internet que os alunos fazem uso.
Vocês podem elaborar questionamentos do tipo: se o acesso que eles tem a
internet é da própria casa, se é do vizinho, ou se é pelos dados móveis do smartphone
ou se apenas tem acesso a internet da escola ou de espaços públicos?
Pode fazer perguntas sobre o tempo que ficam acessando durante o dia ou a
semana. O que é mais acessado por eles?
Como o intuito da sequência didática é a utilização de vídeos disponiveis pelo
YouTube, elabore questões a respeito da plataforma. Tais como:
Se tem costume de usar o YouTube? E, que tipos de vídeos são mais
acessados?
Se já publicou algum vídeo no canal do YouTube?
Se já utilizaram o YouTube, como fonte de aprendizagem para esclarecimentos
de possíveis dúvidas?
93
Quadro 02: Sugestão de Atividade
Aluno(a): .............................................................................................
Questionário
01. Você tem acesso à internet em casa?
( ) Sim ( ) Sim. Cedido pelo vizinho ( ) Não
02. Qual o tipo de acesso à internet?
( ) Via satélite, fibra ou cabo ( ) Dados móveis do smartphone
03. Você possui computador, notebook ou tablet com acesso à internet?
( ) Sim ( ) Não
04. Quais são os dispositivos utilizados para se conectar à internet em casa?
( ) Notebook
( ) Smartphone/ celular
( ) Computador
( ) Tablet
( ) TV de Led
( ) Nenhuma das opções
05. Qual o tipo de utilização mais frequente da internet?
( ) Pesquisa/ estudo
( ) Redes sociais
( ) E-mail
( ) Notícias
( ) Jogos
( ) Entretenimentos
( ) YouTube
( ) Outros. Quais ? ________________
( ) Nenhuma das opções acima
06. Qual a frequência de uso do YouTube?
( ) Todos os dias da semana
( ) 1 vez por semana
( ) 2 vezes por semana
( ) 3 vezes por semana
( ) entre 4 a 6 vezes por semana
( ) nunca
07. Quais os tipos de vídeos mais acessados no YouTube?
( ) Pesquisa/ estudo
( ) Música/ clips
( ) Filmes
( ) Futebol
( ) Comédia
( ) Científicos
( ) Notícias/ Reportagens
( ) Outros. Quais? _________
( ) Nenhum
08. Você já publicou algum vídeo no YouTube?
( ) Sim ( ) Não
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
94
Recolha os questionários e faça um tipo de análise sobre o uso da internet entre
os alunos. Explique que esse questionário é importante para que você professor,
consiga ter uma visão da turma, sobre o acesso dos alunos ao meio digital.
IMPORTANTE: Observe, se tem algum aluno que não tem acesso à internet. Nesse
caso, você deverá perguntar se é possível que o aluno faça a atividade na casa de
algum colega. Caso não seja possível, elabore uma atividade que possa substituir a
atividade, ou até mesmo, baixe o vídeo e passe para algum familiar do aluno, para que
o mesmo consiga realizar a atividade proposta.
3º Momento
Atividade: Exibição de um vídeo do YouTube
Objetivo: Refletir sobre a realidade econômica local através de outras formas de
construção do conhecimento, (meio digital). “Quais as principais atividades
econômicas do município, de acordo com o vídeo?”.
Tempo Estimado: 40 min
Após o resultado do questionário feito com eles, explique que será exibido um
vídeo disponibilizado no YouTube, que retratará sobre “As principais atividades
econômicas do município”.
Selecione um vídeo de curta duração, que retrate sobre a realidade econômica
do município que os alunos moram, observe a credibilidade do autor do vídeo e que
tenha no máximo 10 min.
95
Imagem 09: Print do vídeo do YouTube
Serra do Mel – Prosperidade em meio à seca. Disponível no link:
[Link]
Logo após, peça de forma oralmente que eles falem um pouco sobre a relação
do vídeo com a realidade que eles moram. Fazendo-os despertar, uma reflexão sobre
a realidade.
E questione:
✓ O vídeo tem credibilidade?
✓ O que foi exibido condiz com a realidade local?
✓ Tem algo que não condiz com a realidade?
✓ O que assistiu não conhecia? Qual o conhecimento novo que o vídeo traz??
✓ Quais as principais atividades econômicas desenvolvidas no município, de
acordo com o vídeo?
Após a reflexão com os alunos, você explicará que irá entregar uma atividade
para casa (atividade extra sala) e, que serão sorteados 05 ou mais pessoas (fica a
seu critério); para fazer uma entrevista.
Você deverá explicar que a entrevista, será feita com algumas pessoas idosas
do município, buscando fazer um pequeno levantamento sobre o município (o antes e
o hoje). Caso, a pessoa entrevistada tenha fotografias antigas, solicite que os alunos
tome emprestado para fazer uma exposição na sala das fotografias.
Elabore uma atividade, de acordo com a realidade local dos alunos, exemplo:
96
os alunos moram em bairros distintos, os alunos moram em vilas, moram em zonas
rurais ou urbanas. Observe bem a realidade, para que a atividade elaborada não seja
desconforme da realidade deles.
Na elaboração das perguntas, atente-se para as principais atividades
econômicas da região, tentando fazer um levantamento sobre a região antes e o
agora. Quais as principais mudanças geográficas e econômicas na região, durante o
tempo que o entrevistado mora?
Esta atividade também poderá ser incluídos para os alunos que não tem acesso
a internet.
Quadro 03: Sugestão de Atividade
Atividade Extra sala para os sorteados
Aluno : ...........................................................................................
Vila que mora: ....................................................................................................
Nome da Pessoa Entrevistada: ........................................................................
Há quanto tempo mora na Vila: .......................................................
01. Descreva como era a Vila antigamente?
...................................................................................................................................................
02. E, hoje quais foram as mudanças que aconteceram na Vila?
....................................................................................................................................................
03. Em que as pessoas trabalhavam antigamente? E hoje, trabalham em quê?
...................................................................................................................................................
04. Como eram os lotes antigamente?
...................................................................................................................................................
05. Os lotes continuam do mesmo jeito ou teve mudanças? Se, sim quais foram as
mudanças? ............................................................................................................................
Fonte: Organizado pelo autor, 2021.
97
Para os demais alunos que não foram sorteados, explique que a atividade será
uma produção textual.
Para essa produção será necessário, assistir dois vídeos disponibilizados no
YouTube. O primeiro será o vídeo que foi exibido em sala que retrata sobre as
principais atividades econômicas do município e outro vídeo pré selecionado, que
passe informações sobre o espaço geográfico do município, que enfoque, mudanças
no espaço geográfico do município que mora.
Você professor, irá disponibilizar o link dos dois vídeos para os alunos, para
que os mesmos assistam em casa e, elabore a produção textual baseado nos vídeos
assistidos.
Estipule, um limite mínimo de linhas para a produção do texto e explique
também, que eles podem adicionar informações da realidade local que eles
conhecem, como acrescentar também, informações do conteúdo trabalhado no livro.
Quadro 04: Sugestão de Atividade
Atividade Extra sala
Assista o vídeo novamente do YouTube, disponibilizado no link
[Link] e o vídeo disponibilizado no link
[Link] Após a exibição dos vídeos, produza um texto com no mínimo
15 linhas, sobre as principais atividades econômicas desenvolvidas no município de Serra do
Mel.
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
98
RECURSOS NECESSÁRIOS
Para o 1º momento será necessário:
✓ Imagens
✓ Datashow
✓ Notebook
✓ Smartphones
✓ Lousa
✓ Piloto
✓ Caderno
✓ Lápis ou caneta
Para o 2º momento será necessário
✓ Questionário
✓ Lápis ou caneta
E, para o 3º momento:
✓ Vídeo do YouTube
✓ Notebook
✓ Datashow
✓ Atividades (extra sala) impressas
99
AVALIANDO OS ALUNOS
MODELO DE FICHA AVALIATIVA
Escola: ................................................................................................................
Componente Curricular: Geografia
Turma: 6º Ano
Data: ........./ ........../.................
1º Dia
Critérios
Nº Alunos Socializou as Socializou a Construiu o mapa
imagens palavra pesquisar mental
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
100
Continuação ...
Critérios
Nº Alunos Respondeu o Socializou o vídeo Aceitou a tarefa
questionário extra sala
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
Observações
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
101
PLANO DE AULA
2º DIA
Habilidades: EF06GE02; EF06GE06; EF06GE07;EF06GE11.
1º Momento
Atividade: Exibição de um vídeo do YouTube
Objetivo: Refletir sobre o campo e a cidade, através de outras formas de construção
do conhecimento, (meio digital). “Quais as oportunidades existentes no campo e na
cidade e, qual a importância de ambos para a sociedade?”
Tempo estimado: 10 min
Olá professor!
Nesse dia, inicie a aula com a exibição de um vídeo disponível pelo YouTube,
de modo, com que os alunos reflitam sobre o campo e a cidade. Selecione um vídeo,
com o intuito de fazer os alunos analisar sobre a importância, as diferenças, as
dificuldades e as oportunidades que existem tanto no campo quanto na cidade.
Logo em seguida, peça aos alunos para falar um pouco sobre o vídeo assistido,
enfocando também sobre a importância de ambos para a sociedade.
2º Momento
Atividade: Socialização das atividades extra-sala.
Objetivo: Permitir a articulação dos vídeos, das entrevistas realizadas e das
fotografias, com o conteúdo didático estudado, contribuindo diretamente para o
aprendizado significativo da prática de leitura, produção e compreensão.
Tempo estimado: 70 min
Após a reflexão do video, organize a sala de modo que todos consigam ter uma
melhor visualização dos trabalhos a serem apresentados. Solicite as fotografias que
os alunos trouxem e organize o mural para que eles possam olhar e observar como
era o espaço do lugar que eles vivem.
102
Imagem 10: Fotografias
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
Depois que os alunos visualizarem as fotografias, solicite que eles façam a
leitura das produções e logo em seguida, peça aos alunos que foram sorteados, para
fazer a leitura das respostas das pessoas que foram entrevistadas.
Após a leitura de todas as atividades, questione os alunos:
✓ Tem algo em comum entre as atividades? Se, sim, quais?
✓ Que mudanças ocorreram no espaço geográfico?
✓ Quais as principais atividades desenvolvidas?
Peça que eles mostrem comparações e diferenças entre os espaços que foram
citados. E, solicite também aos alunos, uma lista das principais atividades
desenvolvidas no município e escreva na lousa.
3º Momento
Atividade: Sorteio.
Objetivo: Possibilitar o engajamento de todos os alunos, de forma que todos
participem da atividade, sem a possibilidade de escolha prioritária.
Tempo estimado: 20 min
Com a lista da lousa, explique aos alunos que será realizado um sorteio com
os nomes das principais atividades econômicas do município e que cada aluno ficará
com uma dessas atividades.
103
Cada aluno, ficará responsável pela explicação da “atividade” sorteada, através
de uma maquete, construída por eles. Veja no calendário escolar, qual o melhor dia
para a exposição das maquetes. Encaminhe-os a utilizarem vídeos do YouTube para
orientar na construção das maquetes.
Para nortear os alunos sobre a explicação, entregue um roteiro com os
principais pontos que eles devem explicar.
Quadro 05: Sugestão de Atividade
Socialização da Maquete
Aluno(a): ......................................................................................................
Maquete produzida: ....................................................................................
Socialização com a Turma
Quais os recursos que foram utilizados para construir a maquete: ................................
.........................................................................................................................................
Quais os links que orientou na produção da maquete: ..................................................
........................................................................................................................................
Como a atividade econômica é desenvolvida no município: .........................................
.......................................................................................................................................
Quais os pontos positivos: ...........................................................................................
Existe algum fator negativo:
( ) Não
( ) Sim ............................
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
104
RECURSOS NECESSÁRIOS
Para o 1º momento será necessário:
✓ Vídeo do YouTube
✓ Datashow
✓ Notebook
Para o 2º momento será necessário
✓ Fotografias
✓ Atividades extra sala respondida
E, para o 3º momento:
✓ Papel
✓ Lápis ou caneta
✓ Roteiro da atividade extra sala
Recursos para a realização da atividade extra sala:
✓ Papel
✓ Lápis ou caneta
✓ Roteiro da atividade
✓ Para a construção das maquetes: (vídeos do YouTube, isopor, papelão, cola,
tesoura, tintas, coleção hidrocor, palitos, arames, tampas de plásticos, animais e
bonecos de plásticos, materiais recicláveis, ...)
105
AVALIANDO OS ALUNOS
MODELO DE FICHA AVALIATIVA
Escola: ................................................................................................................
Componente Curricular: Geografia
Turma: 6º Ano
Data: ........./ ........../.................
2º Dia
Critérios
Nº Alunos Socialização do Entrevista Apresentação da
vídeo (sala) Entrevista
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
106
Continuação ...
Critérios
Nº Alunos Produção textual Apresentação da Aceitou participar
produção textual do sorteio
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
Observações
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
107
PLANO DE AULA
3º DIA
Habilidades: EF06GE02; EF06GE06; EF06GE07;EF06GE11.
1º Momento
Atividade: Socialização e exposição das maquetes
Objetivo: Permitir a reflexão dos vídeos, com a produção das maquetes de acordo
com a realidade local dos alunos, juntamente com o conteúdo didático estudado; de
modo que contribua diretamente para o aprendizado significativo da prática de leitura,
produção e compreensão.
Tempo estimado: 80 min
Organize a sala em círculo colocando a mesinha na frente, para que os alunos
consigam expor suas maquetes.
Dê um tempo para que os alunos apreciem as maquetes produzidas pelos
colegas. Na sequência solicite aos alunos que fale sobre a atividade econômica que
pesquisou. Solicite que explique como essa atividade é desenvolvida no município
que mora, e quais os fatores positivos e negativos a sociedade.
Imagem 11: Exposição de maquetes
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
108
2º Momento
Atividade: Produção textual ou questionário
Objetivo: Permitir a articulação dos vídeos com o conteúdo didático estudado,
contribuindo para o aprendizado significativo. Enfocando a escrita dos alunos.
Tempo estimado: 20 min
Após a socialização das maquetes, solicite aos alunos que façam uma
produção textual, tendo como questionamento: “Como o uso dos vídeos contribuiu
para o entendimento do conteúdo geográfico?”
Quadro 06: Sugestão de Atividade
Aluno(a): ....................................................................................................
Relação do uso de vídeos do YouTube com o conteúdo didático
“Como o uso dos vídeos, contribuiu para a aprendizagem do conhecimento geográfico?”
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
...................................................................................................................................................
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
109
Caso prefira professor, você pode optar por um questionário de fácil
preenchimento, com perguntas objetivas, sobre o uso de vídeos na aprendizagem.
Quadro 07: Sugestão de Atividade
Aluno(a): ............................................................................................
Questionário
01. Qual a sua reação em relação ao interesse, quando a professora fez uso do vídeo em
sala de aula?
( ) Presto atenção
( ) Presto pouca atenção
( ) Não presto atenção
02. Qual a sua reação em relação ao entendimento do conteúdo quando a professora fez
uso do vídeo em sala de aula?
( ) entendo bem
( ) entendo mais ou menos
( ) não entendo
03. Você gosta e acha importante quando a professora utiliza vídeos nas aulas?
( ) sim ( ) mais ou menos ( ) não
04. A utilização de vídeos nas aulas de Geografia, facilita a compreensão do conteúdo do
livro à realidade dos alunos?
( ) sim ( ) não ( ) não sei responder
05. Realizar atividades com a utilização de vídeos indicados pelos professores facilita na
hora de responder a atividade?
( ) sim. Pois com a indicação do vídeo fica mais fácil a busca da resposta.
( ) não. Prefiro eu mesmo(a) buscar os vídeos que eu acho que tem a resposta melhor.
06. Você acha que os vídeos produzidos e disponíveis no YouTube, são:
( ) São todos verdadeiros e dignos de confiança, sem precisar analisar.
( ) Precisamos analisar se é um canal de confiança e, se as informações são verdadeiras.
( ) São todos sem confiança.
07. Você acha que os vídeos do YouTube, facilitou na confecção da maquete.
( ) sim. Pois com a observação fica mais fácil e dá um norte de quais objetos posso utilizar
na construção da maquete.
( ) não. Gosto mais da minha criatividade e observar em vídeos vai dificultar a construção da
maquete.
Fonte: Organizado pelo autor, 2021
110
RECURSOS NECESSÁRIOS
Para o 1º momento será necessário:
✓ Maquetes produzidas
✓ Roteiro respondido
Para o 2º momento será necessário
✓ Lápis ou caneta
✓ Questionário impresso ou caderno
111
AVALIANDO OS ALUNOS
MODELO DE FICHA AVALIATIVA
Escola: ................................................................................................................
Componente Curricular: Geografia
Turma: 6º Ano
Data: ........./ ........../.................
3º Dia
Critérios
Nº Alunos Utlizou vídeos Produto: Maquete Respondeu o
para o produto roteiro
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
112
Continuação ...
Critérios
Nº Alunos Explicação da Produção textual Questionário
maquete
01 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
02 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
03 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
04 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
05 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
06 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
07 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
08 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
09 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
10 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
11 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
12 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
13 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
14 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
15 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
16 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
17 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
18 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
19 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
20 S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( ) S( ) P( ) N( )
Fonte: Organizado pelo autor, 2021. Legenda: (S-sim/ P- parcialmente/ N- não)
Observações
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
....................................................................................................................................................
113
III PARTE
Aferindo o objetivo
As tecnologias digitais de informação e comunicação estão presentes no
cotidiano de forma intensa e, diante desse panorama, é essencial que estejamos
preparados para as influências de uma sociedade de informações cada vez mais
complexas, necessárias para o processo de uma aprendizagem significativa.
O objetivo desse material, foi demonstrar as possibilidades do uso da
Sequência Didática, utilizando vídeos do YouTube articulados com o conteúdo
didático e a realidade local.
O uso de vídeos em sala de aula, trabalhado de maneira adequada e construído
um conceito com uma interpretação real, por meio de tecnologias disponíveis, são
primordiais para se alcançar avanços e novas formas de interação com os alunos.
Sendo assim, faz-se necessário o constante diálogo com os alunos sobre a atividade
que será desenvolvida durante as etapas da sequência didática eficaz, que atenda às
necessidades tanto dos educandos quanto do professor.
Nesse material, buscamos ampliar o conhecimento dos alunos, partindo da sua
interação com a realidade, investigando o meio digital por vídeos disponíveis no
YouTube e se materializando com os conhecimentos da temática estudada.
Propiciando e ampliando assim, o pensamento geográfico dos alunos, por meio de
atividades que exigem processos de problematização, identificação, comparação,
caracterização, discriminação, localização entre outros aspectos que promovem o
desenvolvimento mental do sujeito.
Enfim, esperamos que este material sirva de apoio aos docentes da Educação
Básica no ensino de Geografia e que proporcione curiosidades em pôr em prática o
uso do YouTube, como uma das possibilidades da construção do conhecimento
geográfico.
114
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum
Curricular para o Ensino Fundamental (BNCC). Brasília, 2017b. Disponível em:
[Link]
anexo-texto-bncc-reexportado-pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192.
Acesso em 17 fev.2021
OLIVEIRA, Maria Marly. Sequência didática interativa no processo de formação de
professores. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.
SAMPAIO, Fernando dos Santos. Geração Alpha Geografia: ensiono fundamental: anos
finais: 6º ano. Editora SM Educação, 2ª ed. – São Paulo, 2018.