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ACT Estrutura Do Tratamento

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Estrutura do tratamento

INTRODUÇÃO

● O foco da ACT é ajudar o indivíduo a viver melhor. Contudo, diferente do que


diz o senso comum, a ACT considera que viver melhor consiste em sentir dor
em algum nível.

● A ACT propõe ajudar seus pacientes a desenvolverem habilidades


necessárias para sentir dor sem uma defesa desnecessária, pois essas
emoções são instrumentos importantes para uma vida valorosa.

O ser humano e o sofrimento

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● Quando ocorrem eventos que nos colocam em contato com emoções e
pensamentos difíceis, geralmente trabalhamos duro para nos livrar dessas
experiências.

● Para a ACT, nenhum pensamento ou emoção por si só vai ser negativo ou


positivo. Todo evento privado deve ser entendido a partir da sua relação com
o contexto.

A ACT e a flexibilidade

● O objetivo principal da ACT é desenvolver a flexibilidade psicológica a partir


de um conjunto de processos psicológicos distintos.

● Do ponto de vista da ACT, a principal fonte de psicopatologia e infelicidade


humana é a inflexibilidade.

● Para cada processo de inflexibilidade, existe um processo correspondente a


partir da flexibilidade psicológica.

● Podemos definir flexibilidade psicológica como a capacidade de sentir e


pensar com abertura, atentando ao momento presente e movendo a vida em
direções significativas.
Processos de flexibilidade e inflexibilidade psicológica

● Para entender melhor esses dois processos, observe as figuras a seguir


antes de darmos continuidade a essa aula.

Figura 1 - Flexibilidade psicológica como um modelo do funcionamento humano e


de mudança do comportamento.

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Fonte: HAYES; STROSAHL; WILSON (2021, p. 51).

Figura 2 - Inflexibilidade psicológica como um modelo da psicopatologia

Fonte: HAYES; STROSAHL; WILSON (2021, p. 50).


● Esse modelo apresentado nas figuras acima chama-se Hexaflex, que pode
ser compreendido tanto como modelo de psicopatologia quanto como modelo
de intervenção.

● Vamos utilizar esse modelo para investigar os processos de flexibilidade e de


inflexibilidade na formulação de caso e também como guia de plano de
tratamento.

● É importante entender que a flexibilidade não é um lugar onde se chega, são


habilidades que a gente vai desenvolvendo ao longo da vida. Logo, o objetivo
de ser completamente flexível o tempo todo é impossível de ser alcançado,
por isso não pode ser uma meta da terapia.

Seis processos

1. Evitação experiencial ou esquiva experiencial

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● Se refere a um processo psicológico que é resultado da nossa indisposição
de estar em contato com as nossas próprias emoções e sentimentos, ou seja,
é uma tentativa de controlar ou alterar a forma, a frequência ou a
sensibilidade das nossas experiências internas.

1. Aceitação experiencial

● A aceitação de eventos privados é ensinada como alternativa a evitação


experiencial.

● A aceitação vai abranger o envolvimento ativo e consciente de eventos


privados que são ocasionados por nossa história, sem tentativas
desnecessárias de mudar sua frequência ou forma, especialmente quando
isso causaria danos psicológicos.

2. Fusão Cognitiva

● É como se o conteúdo da cognição e o mundo sobre o qual estamos


pensando sejam misturados e nos esqueçamos de que estamos interagindo
com pensamentos e não com a coisa real. Dessa forma, o passado pode
parecer como se estivesse acontecendo agora, e o futuro pode se tornar
presente, mesmo que ele ainda esteja adiante.

2. Desfusão cognitiva

● A desfusão cognitiva é ensinada como alternativa à fusão cognitiva.

● Para a ACT, não é preciso mudar o conteúdo dos pensamentos, mas a


função dos pensamentos em nossas vidas. Sendo assim, a desfusão
cognitiva vai se referir a um processo onde se pode observar os
pensamentos com uma atitude de curiosidade e imparcialidade, entendendo
que não somos os nossos pensamentos.

3. Atenção Inflexível

● Fusão e evitação tendem a aumentar nossa atenção para o passado e o


futuro e isso é demonstrado em forma de ruminação ou preocupação. Isso

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acaba reduzindo nossa capacidade de consciência contínua e flexível sobre o
que o ambiente externo nos proporciona, diminuindo nosso conhecimento
sobre o que estamos pensando, sentindo, percebendo e lembrando. Dessa
forma, há pouca variabilidade comportamental e as ações são pouco
conscientes, o que atrapalha a escolha da ação focada nos valores de vida.

3. Atenção flexível ao momento presente/contato com o momento


presente

● A atenção flexível ao momento presente é ensinada como alternativa à


atenção inflexível.

● A ACT promove contato contínuo e sem julgamentos com eventos


psicológicos e ambientais à medida que ocorrem. Dessa forma, a atenção é
direcionada no aqui e agora de uma maneira flexível, fluida e intencional, a
fim de aproveitar as possibilidades e oportunidades de aprendizado
oferecidas pela situação atual.

4. Self conceitual/self como contexto


● O eu conceitual estreita e aprisiona um conceito de self que não transcende
de acordo com o contexto. O resultado são padrões inflexíveis de
comportamento, baseados em conceitos rígidos que foram construídos em
algum momento e que levamos como regras universais.

4. Eu como contexto e tomada de perspectiva flexível

● O eu como contexto é ensinado como alternativa ao self conceitual, pois a


ACT nos ajuda a entrar em contato com o senso de eu como contexto.

● O eu como contexto é um eu contínuo e seguro, a partir do qual os eventos


são vivenciados. Um eu que contêm esses eventos, mas que também é
distinto deles. O senso transcendente que o acompanha é importante, porque
as pessoas se tornam cientes do fluxo contínuo de experiências, sem se
apegar a elas.

5. Falta de contato ou clareza com os valores

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● Valores são qualidades escolhidas do ser e do fazer que são representadas
por padrões contínuos de comportamento. Em última análise, os valores são
sobre viver de uma maneira escolhida e significativa; são como uma bússola
que podemos usar para guiar as nossas vidas.

6. Ação comprometida

● A ACT estimula que a pessoa desenvolva novos repertórios, alinhados com


seus valores. O desenvolvimento desses repertórios pode ser um pouco
incômodo, uma vez que a exposição a algumas situações e contextos pode
despertar sensações e pensamentos de que ela tenderia a se esquivar
(esquiva experiencial). Porém, a ação comprometida do Hexaflex envolve dar
os passos em direção aos seus valores, não evitando a emissão dessas
respostas, mesmo que haja desconforto.
REFERÊNCIAS

HAYES, S. C.; STROSAHL, K. D.; WILSON, K. G. Terapia de aceitação e


compromisso: o processo e a prática da mudança consciente. 2 ed. Porto Alegre:
Artmed, 2021. p. 48-81.

LUOMA, J. B.; HAYES, S. C.; WALSER, R. D. Aprendendo ACT: manual de


habilidades da terapia de aceitação e compromisso para terapeutas. 2ª ed. Novo
Hamburgo: Sinopsys Editora, 2021.

MELO, W. V., OLAZ, F., PERGHER, G. K. Terapia de aceitação e compromisso. In:


NEUFELD, E. M.; FALCONE, E. M. O.; RANGÉ, B. P. (Org.). PROCOGNITIVA:
programa de atualização em terapia cognitivo-comportamental. Porto Alegre:
Artmed Panamericana, 2018, v. 4, p. 109-150.

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