UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – CAMPUS IV/BIGUAÇU – SEGURANÇA PÚBLICA DIREITO PENAL I – 2º PERÍODO PROFESSOR JULIO CESAR PEREIRA

HISTÓRIA DO DIREITO PENAL BRASILEIRO

Período Colonial No período colonial o Direito Português predominou na colônia. Era um sistema simplesmente transportado da metrópole e aqui aplicado sem adaptação a nossa realidade socioeconômica e cultural. Destacaram-se em: • 1446-1521 – Ordenações Afonsinas; • 1521-1603 – Ordenações Manuelinas; • 1603-1830 – Ordenações Filipinas. As Ordenações Filipinas foram intensamente aplicadas no Brasil, durante mais de dois séculos a partir de 1603, período no qual a Colônia ganhou expressão econômica, política e social, com o surgimento das primeiras atividades econômicas e dos primeiros centros urbanos. As Ordenações Filipinas expressavam muito bem o pensamento político-jurídico medieval. As penas previstas eram profundamente cruéis e tinham por objetivo aterrorizar o criminoso, impondo-lhe castigos e suplícios terríveis com o fim de castigá-lo cruelmente e intimidar os demais indivíduos, acentuando o caráter de exemplaridade da pena. Período Imperial As Ordenações Filipinas vigoraram até 1830, quando foi sancionado o Código Criminal do Império Brasileiro, porém a partir da Constituição de 1824 as normas que previam a aplicação de castigos corporais, suplícios e penas cruéis foram eliminadas do sistema penal. Código Criminal de 1830 – Considerado um estatuto repressivo tecnicamente bem elaborado, expressava, segundo Aníbal Bruno, o pensamento penalista de seu tempo. Filiou-se à Escola Clássica e adotou os princípios da responsabilidade moral e da legalidade e afirmou a crença no livre arbítrio. Como pena, adotou: a morte na forca, galés, prisão com trabalho e prisão simples, banimento, degredo e multa. Havia três níveis diferenciados de aplicação jurídico-penal: Direito Penal da aristocracia rural, dos pobres e dos negros escravos.

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reincidência deixou de existir após 5 anos sem nova condenação e os valores de multa foram reajustados. deixando a Parte Especial para ser modificada 2 . elaborou. Embora as influências da Escola Positivista já estivessem presentes. o que gerou descontentamentos e profundas críticas ao mesmo. de 7-12-1940. Em decorrência. Alcâtara Machado. A Lei nº 7. de 24-5-77 introduziu modificações significativas na Parte Geral do Código (sursis. Lei nº 7.Por ter nascido velho. através do Decreto-lei nº 1.578. prisão disciplinar para menores de 21 anos. acabou sendo ab-rogado pela Lei n° 6. foi transformado no terceiro Código Penal Brasileiro pelo Decreto-lei nº 2. por solicitação do Ministro da Justiça. Código Penal de 1969 – Projeto de autoria de Nelso Hungria foi outorgado.416. suspensão e perda da função pública e multa. de 11-10-1978. sem entrar em vigor. até que. compilou e organizou as diversas leis. durante o regime militar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – CAMPUS IV/BIGUAÇU – SEGURANÇA PÚBLICA DIREITO PENAL I – 2º PERÍODO PROFESSOR JULIO CESAR PEREIRA Período Republicano Código Penal de 1890 . procurando ordenar adequadamente o sistema positivo repressivo. Consolidação das Leis Penais . de 11-7-84 alterou toda a Parte Geral do Código Penal de 1940. A Lei nº 6.848. Nelso Hungria e outros. Diante desta realidade. professor da Faculdade de Direito de São Paulo. banimento.209/84 – A ab-rogação do Código de 1969 não evitou que as tentativas de reforma do Código Penal de 1940 continuassem.004.Seguindo a tendência da época. o Código Penal de 1890 foi sendo complementado e alterado por uma série de leis especiais. unificando-as no que chamou de Consolidação das Leis Penais de 1932.209. inclusive o Código Penal.). prisão com trabalho obrigatório. um projeto de Código Penal que após ser exaustivamente revisado e alterado por uma comissão composta por Lira Filho. aboliu a pena de morte e adotou as seguintes sanções: prisão celular. Código Penal de 1940 – Com o surgimento do Estado Novo. reclusão. o código filiou-se sem restrições à Escola Clássica. o desembargador Vicente Piragibe. foi simplificado o processo legislativo que permitia o recurso ao Decreto-lei. de 21-101969 e teve sua vigência adiada por diversas vezes. interdição. não passando todavia de um simples remendo ao Código Penal.

A Lei nº 9. cujo projeto ainda se encontra no Congresso Nacional. de 25-11-1998 introduziu as Penas Restritivas de Direito. 3 .714.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – CAMPUS IV/BIGUAÇU – SEGURANÇA PÚBLICA DIREITO PENAL I – 2º PERÍODO PROFESSOR JULIO CESAR PEREIRA através de outra lei.

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