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Universidade do Estado do Amazonas

Centro de Estudos Superiores de Parintins


Curso de Licenciatura em História

Raízes do Brasil
Anderson Henrique Serrão
Anne Kathleen Baraúna Barbosa
César Aquino Bezerra

Prof. Dr. Júlio Cláudio da Silva


Parintins
2017
O autor
Sérgio Buarque de Holanda nasceu
em São Paulo, em 1902, e faleceu
em 1982. Depois de lecionar em
várias escolas superiores, tornou-
se, em 1956, catedrático de
História da Civilização Brasileira na
Faculdade de Filosofia da
Universidade de São Paulo. É
autor de, entre outros, Raízes do
Brasil (1936), Cobra de vidro
(1944), Caminhos e fronteiras
(1956), Visão do paraíso (1958),
Livro dos prefácios (1996) e O
espírito e a letra (1996).
O significado de Raízes
do Brasil
(Antonio Candido)
Antonio Candido de Mello e Souza (Rio de
Janeiro, 1918-2017) foi um sociólogo,
literato e professor universitário. Estudioso
da literatura brasileira e estrangeira, possui
uma obra crítica extensa e respeitada.
Doutor em Ciências Sociais, Professor-
emérito da USP e da UNESP, foi premiado
no Brasil, Portugal e México.
 Três livros como objeto de reflexão e
interesse pelo Brasil:
Casa-grande e senzala, Gilberto Freyre
Raízes do Brasil, Sérgio Buarque de Holanda
Formação do Brasil contemporâneo, Caio
Prado Júnior

 Livros chaves, que “parecem exprimir a


mentalidade ligada ao radicalismo intelectual
e análise social que eclodiu depois da
Revolução de 1930 e não foi, apesar de tudo,
abafado pelo Estado Novo” (p. 9)
 Casa-grande e senzala (1933) mostra a vida
sexual do patriarcalismo e a importância
decisiva do escravo na nossa formação
 Ponte entre o naturalismo dos antigos
intérpretes da sociedade e pontos de vista
sociológicos a partir de 1940
 Raízes do Brasil (1936) é curto, discreto,
poucas citações, de êxito imediato
 Compreensão de posições políticas do
momento, e a busca de soluções novas
(integralismo ou socialismo)
 Análise do passado para entender as crises
contemporâneas
 Ligação com a nova história social francesa,
sociologia da cultura alemã, elementos de
teoria sociológica e etnológica inéditos no
Brasil
 Formação do Brasil contemporâneo (1942),
em pleno Estado Novo
 Interpretação do passado em função das
realidades básicas da produção, da
distribuição e do consumo
 Afastamento do ensaísmo (como os dois
livros anteriores) e forte uso de dados e
argumentos
 Materialismo histórico como forma de
captação e ordenação do real
Discussão com a conjuntura política:
 Valorizados pelos jovens com posições de
esquerda: denunciavam o preconceito de raça, a
valorização do elemento de cor, a crítica dos
fundamentos patriarcais e agrários, o
discernimento das condições econômicas, a
desmistificação da retórica liberal (p. 11)
 Rejeitados pelos jovens de direita: preferiam
autores antigos, de métodos naturalistas ou
positivistas, que fundamentavam sua visão
hierárquica e autoritária da sociedade
 Relação com os integralistas. Fanatismo,
reacionário. Mas, alguns eram realmente
interessados pelas coisas brasileiras, e mudaram
para posições de esquerda.
A reflexão sobre a realidade social latino-
americana é marcada pelo senso dos contrastes
ou contrários – “Civilização e barbárie”
 Raízes do Brasil usa esse método dos contrários,
mas em um jogo dialético.
 A visão de um aspecto da realidade histórica é
obtida pelo enfoque simultâneo dos dois; um
suscita o outro, ambos se interpenetram e o
resultado possui uma grande força de
esclarecimento. (p. 13)
 Usa o critério tipológico de Max Weber, mas,
focalizando pares, de maneira dinâmica e
ressaltando sua interação no processo histórico.
 Assim, Holanda analisa os fundamentos do
nosso destino histórico, as “raízes”,
mostrando sua manifestação nos aspectos
mais diversos.
 Trabalho e aventura; método e capricho; rural
e urbano; burocracia e caudilhismo; norma
impessoal e impulso afetivo – são pares que
destaca no modo-de-ser ou na estrutura
social e política para analisar e compreender
o Brasil e os brasileiros.
Capítulo 1 – Fronteiras da Europa
 A colonização da América a partir das diferenças
resultantes dos países ibéricos
 A origem do personalismo e outros traços, que
não surgiram no nosso tempo, então não faz
sentido a nostalgia de um passado “mais bem
ordenado”
 A ausência do princípio de hierarquia e a
exaltação do prestígio pessoal
 Repulsa pelo trabalho regular e as atividades
utilitárias, que levam à falta de organização,
porque o ibérico não faz renúncias em benefício
do grupo ou dos princípios (um dos temas
básicos do livro)
Capítulo 2 – Trabalho & aventura
 O “trabalhador” valoriza a segurança e o
esforço, pensando a longo prazo; o
“aventureiro” busca novas experiências,
acostuma-se com o provisório e prefere
descobrir a consolidar
 Colonizados por “aventureiros”, cabendo ao
“trabalhador”, papel muito limitado ou quase
nulo
 A cana-de-açúcar é uma forma de ocupação
aventureira, adaptação primitiva ao meio.
 A escravidão agravou a oposição ao espírito
de trabalho
Capítulo 3 – Herança rural
 Dicotomia rural x urbano
 A sociedade agrária repousa na escravidão, e
entra em crise quando ela declina; valores e
práticas agrárias têm conflito com a mentalidade
urbana
 A grande importância dos grupos rurais
dominantes, na esfera econômica, familiar e
mental
 A cidade é apenas um apêndice da fazenda; esta
é vinculada a uma ideia de nobreza e o lugar das
atividades permanentes – “ruralismo extremo,
devido a um intuito do colonizador”
Capítulo 4 – O semeador e o ladrilhador
 A importância da cidade como instrumento de
dominação
 Espanhol como “ladrilhador”: cidade
planejada, triunfo da linha reta, regiões
internas
 Português como “semeador”: feitorias, no
litoral, cidades irregulares
 O “desleixo” no semeador; interesse apenas
pela fortuna rápida, aspirando à nobreza
Capítulo 5 – O homem cordial
 Estrutura familiar -> “relações de simpatia”
 Não acha agradáveis as relações
impessoais, próprias do Estado, e procura
fazê-las ser pessoais e afetivas.
 Buarque de Holanda faz o primeiro uso no
Brasil dos conceitos weberianos de
“patrimonialismo” e “burocracia”
 Apenas aparência afetiva, manifestação
externa, de cordialidade
Capítulo 6 – Novos tempos
 1808 – o primeiro choque nos padrões coloniais
 Sociabilidade individualista
 Satisfação com o saber aparente, voltado para si
mesmo e que não aplica-se a um alvo concreto,
servindo apenas como prestígio
 Mudança de atividades em busca de satisfação
pessoal, por isso valoriza-se as profissões
liberais, que manifestam a independência
individual e o saber de fachada, desligando-se do
trabalho direto sobre as coisas
 Falta do verdadeiro espírito democrático – os
“movimentos reformadores” são impostos de cima
para baixo
Capítulo 7 – Nossa revolução
 A passagem da cana-de-açúcar ao café marca a
mudança da tradição ibérica para o novo tipo de
vida
 Mera substituição dos governantes ou confecção
de leis formalmente perfeitas
 A “nossa revolução” é a fase mais dinâmica do
processo de dissolução da velha sociedade
agrária.
 Adoção do ritmo urbano e a emergência das
camadas oprimidas da população
 Sérgio crê que os acontecimentos na América
Latina levarão a uma ruptura da dominação das
oligarquias, com o advento de novas camadas
 E, visualiza condições que permitem a
convergência democrática
 Buarque de Holanda analisou a partir da psicologia
e da história social, pensando nas estruturas.
 Combateu o saudosismo patriarcalista, pois o
conhecimento do passado deve estar vinculado
aos problemas do presente.
 Se o passado é um obstáculo, é preciso eliminar
as raízes para o desenvolvimento histórico.
 A moderna evolução brasileira como uma perda
crescente das características ibéricas tornando-se
uma civilização urbana e cosmopolita.
 Discutiu os problemas de organização, sem louvar
o autoritarismo e atualizou a interpretação dos
caudilhismos
 Em 1936, afirmou estarmos entrando na fase
aguda da crise da decomposição da sociedade
tradicional.
 Em 1937, veio o Estado Novo, e a formula
rígida e conciliatória que encaminhou a
transformação das estruturas econômicas pela
industrialização. “O Brasil de agora deitava os
seus galhos, ajeitando a seiva que aquelas
raízes tinham recolhido.” (p. 21)

Antonio Candido
São Paulo, dezembro de 1967
Post-Scriptum
 Destaca a mensagem política
 Casa-grande e senzala – liberalismo das
classes dominantes; Formação do Brasil
contemporâneo – ideologia marxista,
focando-se no trabalhador; Raízes do Brasil –
classes médias, voltando-se diretamente para
o povo
 Buarque é o primeiro pensador brasileiro a
abandonar a posição “ilustrada”
 Só o próprio povo, tomando a iniciativa,
poderia cuidar do seu destino.
 “...uma das forças de Raízes do Brasil foi ter
mostrado como o estudo do passado, longe
de ser operação saudosista, modo de
legitimar as estruturas vigentes, ou simples
verificação, pode ser uma arma para abrir
caminho aos grandes movimentos
democráticos integrais, isto é, os que
contam com a iniciativa do povo
trabalhador e não o confinam ao papel de
massa de manobra, como é uso.” (p. 24)

São Paulo, agosto de 1986


Antonio Candido
O Semeador e
o Ladrilhador
 Habitação em cidades é antinatural
 A fundação de cidades como instrumento de
dominação
 Colonização espanhola: grandes núcleos
de povoação estáveis e bem ordenados
 Legislação clara, construção planejada, tudo
para maior proveito da metrópole
 O triunfo completo da linha reta – o homem
intervém arbitrariamente
 A colônia como um prolongamento orgânico
da Espanha
 A primeira universidade é de 1538; 23 foram
instaladas até o séc. XVIII
 Repetição dos processos já utilizados na
colonização das terras da própria metrópole
 Povoações em lugares de clima parecidos com
a Espanha, no interior e planaltos
 Leis não se referem aos rios como meio de
comunicação: preferem transporte de homens
e mantimentos por terra
 Centros mais povoados e progressivos estão
na costa do Pacífico, e não do Atlântico
 Proibição de estrangeiros
O empenho castelhano por centralizar,
codificar, unificar explica-se por ser um povo
internamente desunido e ameaçado de
desagregação.
 Sua vocação imperial quer a tudo regular, ao
menos na teoria
 “O amor exasperado à uniformidade e à
simetria surge, pois, como um resultado da
carência de verdadeira unidade.” (p. 117)
 Colonização portuguesa: exploração
comercial
 Colonização litorânea e tropical: donatários
podiam edificar junto ao mar e rios
 Apenas por autorização especial podia-se
entrar terra adentro
 Influência dessa colonização litorânea quando
pensamos em “interior”, escassamente
povoado e pouco atingido pela cultura urbana
 As bandeiras paulistas: puros aventureiros –
só quando as circunstâncias o forçavam é que
se faziam colonos – apenas esporadicamente
realizam obra colonizadora
 Século XVIII, maior fluxo de emigrantes para o
interior do Brasil – descobrimento do ouro das
Gerais
 Diversas restrições: só eram permitidos pessoas
que estivessem exclusivamente a serviço do
desejo por ouro da metrópole
 Voltada apenas a conseguir proveitos imediatos,
não a edificar algo permanente
 Demarcação Diamantina – território isolado
 O descobrimento das minas, especialmente de
diamantes, fez a Coroa decidir pôr ordem na
colônia, com tirania, mobilizando tudo para
desfrutar, sem maior trabalho, dos benefícios
desta
 A facilidade das comunicações por mar ou
rios é o fundamento da colonização
portuguesa
 Povoação somente à margem de grandes
correntes navegáveis
 Uma grande vantagem foi a costa ser
habitada por uma única família de indígenas,
do mesmo idioma
 Os portugueses ocuparam terras que tinham
sido previamente área das extensas
migrações dos povos tupis
 A colonização não se firmou ou prosperou
fora das regiões antes povoadas pelos
indígenas da língua-geral
 A atuação portuguesa sempre teve mais caráter
de feitorização do que de colonização.
 Não se faziam grandes obras, se não
produzissem benefício imediato. Nada que
trouxesse grandes despesas ou prejuízos para
a metrópole.
 Rigorosamente proibido a produção de
qualquer artigo que competisse com os
produtos do Reino
 Permitia a entrada de estrangeiros, desde que
viessem trabalhar
 Foram proibidos durante a União Ibérica. A
proibição foi renovada anos depois, e revogada
apenas para ingleses e holandeses.
 Construções (ruas e habitações) irregulares
 Não dava importância ao traçado geométrico –
preferia obedecer à topografia
 Preferiam agir por experiências sucessivas à
traçar um plano e segui-lo
 “Desleixo” – expressão de Aubrey Bell, implica
uma íntima convicção de que “não vale a
pena...”
 Nenhum estímulo vindo de fora os incitaria a
tentar dominar seriamente o curso dos
acontecimentos, a torcer a ordem da natureza.
 Mesmo as navegações se faziam (à exceção de
Magalhães), por obra de prudência, entendendo
“que experiências fazem repousado” – coragem
obstinada, mas raramente descomedida
 Exaltação literária ascendente, enquanto o
descrédito e o declínio do império português
também
 Falta de popularidade no Reino das grandes
empreitadas ultramarinas
 Influência das conquistas ultramarinas no ânimo
dos portugueses – mesmo período da ascensão
da burguesia mercantil – todos aspiravam à
fidalguia
 Valores da nobreza se tornaram também os da
burguesia ascendente
 A invenção e a imitação tomaram para essa
classe em ascensão o lugar que a tradição tinha
para a antiga nobreza – prezam acima de tudo
as aparências ou exterioridades
 Portugal era uma unidade política desde o século
XIII, o primeiro Estado europeu moderno, e com
uma homogeneidade étnica
 “Explica-se como o natural conservantismo, o
deixar estar — o “desleixo” — pudessem
sobrepor-se tantas vezes entre eles à ambição de
arquitetar o futuro, de sujeitar o processo histórico
a leis rígidas, ditadas por motivos superiores às
contingências humanas.” (p. 117)
 Coesão e sentido espiritual à simples ambição de
riquezas – “os proveitos da mercancia eram
necessários para se atenderem às despesas com
guerras imprevistas na propagação da fé católica”
 Porém, o catolicismo, no ultramar e às vezes na
metrópole, foi acompanhado quase sempre de um
relaxamento
 A Igreja Católica no Brasil era sujeita ao poder
civil – braço do poder secular
 Patronato nas terras colonizadas – poder
arbitrário sobre os assuntos eclesiásticos
 Individualmente, os clérigos eram
constantemente contrários, pois a constante
intromissão nas coisas da Igreja era motivo de
revolta
 Essa situação era maléfica à influência da Igreja
e até mesmo às virtudes cristãs na formação da
sociedade brasileira
 Os maus padres não eram exceção no meio
colonial – os que reagissem contra o
relaxamento, não tinham espaço
Nota 1 – Vida intelectual na América
Espanhola e no Brasil
 Cerca de 150 mil diplomados na América espanhola
 1775-1821: Quase 8 mil formados no México – Dez
vezes menos brasileiros formados em Coimbra
 Imprensa no México – 1535
 1747 – primeira gráfica no Rio de Janeiro, logo
fechada por ordem real
 O primeiro periódico nasceu em 1671, e até 1821,
foram publicadas mais de 10 mil obras no México
 Portugal impediu o desenvolvimento intelectual para
impedir a circulação de ideias novas que arriscassem
a estabilidade do seu domínio. Por isso, não
toleravam estrangeiros que pudessem gerar
pensamentos de insubordinação ou rebeldia.
Nota 2 – A língua-geral em São Paulo
 Deve-se ao bandeirante os muitos topônimos tupis
 No século XVII, os paulistas usavam o idioma tupi em
seu trato civil e doméstico
 Testemunhos de Pe. Antônio Vieira (principalmente o
papel das mulheres) e de governadores
 Não só entre as classes baixas, mas também os
educados e abastados sabiam a língua do gentio
 As alcunhas eram indígenas, raras as portuguesas, e
comum o sufixo tupi nos apelidos lusos
 Apenas com a maior presença dos brancos, após a
descoberta de ouro e declínio das bandeiras, as
alcunhas portuguesas são cada vez mais comuns e
as indígenas vão desaparecendo
 Apenas na primeira metade do séc. XVIII o
português está realmente integrado em São
Paulo
 Nos lugares onde eram raros os índios
administrados, o português dominava
 A influência da língua-geral era exercida até
mesmo quando os indígenas utilizados não eram
de origem tupi-guarani
 Os portugueses não podiam viver no planalto
sem os índios, mas não podiam sobreviver com
eles em estado puro.
 O sertão brasileiro foi descoberto não por
europeus, mas pelos seus descendentes
brasileiros, e especialmente pelos mestiços,
unidos aos indígenas
Nota 3 – Aversão às virtudes econômicas
 Repulsa a todas as modalidades de racionalização e
de despersonalização
 O êxito comercial com os ibéricos dependia de
vínculos maiores do que os de relações formais
 O sistema de relações baseado nos laços diretos leva
à impossibilidade de aplicar as normas de justiça e
prescrições legais
 Infidelidade e falta de exatidão com estranhos
 Os fidalgos, no Oriente, deixavam os preconceitos de
classe e condição para obter fortuna
 A liberalidade foi desprezada
 Não conseguiam prevalecer as relações impessoais e
mecânica sobre as relações orgânicas e comunais
Nota 4 – Natureza e arte
 Usando o “Sermão da Sexagésima”, Vieira
fala do pregar como semear, “que tem mais
de natureza que de arte”, e ainda usa uma
imagem do céu estrelado que era comum às
correntes da época
 Segundo Von Stein, o homem dos séculos
XVII e XVIII, ao ouvir a palavra “natureza”
pensa no firmamento; apenas o do século XIX
pensa em uma paisagem
Referências
 CANDIDO, Antonio. O significado de “Raízes do
Brasil”. In: HOLANDA, Sérgio Buarque de.
Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995. p. 9-22

 CANDIDO, Antonio. Post-Scriptum. In: _______.


Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995. p. 23-24

 HOLANDA, Sérgio Buarque de. O Semeador e o


Ladrilhador. In: _______ Raízes do Brasil. 26.
ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.
93-138