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BIOSSEGURANÇA

Prof. Me. André Lozano


Profª Me. Giselle Juliana de Jesus
2,02 Milhões de pessoas
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relacionada
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cada
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BIOSSEGURANÇA
“É o conjunto de ações voltadas para a

prevenção, minimização ou eliminação de

riscos inerentes às atividades de

pesquisa, produção, ensino,

desenvolvimento tecnológico e prestação

de serviços, visando à saúde do homem,

dos animais, a preservação do meio

ambiente e a qualidade dos resultados”

(TEIXEIRA E VALLE, 1996; CTBIO, 2003; FIOCRUZ, 2003)


BASES DA
BIOSSEGURANÇA

RESPEITO À VIDA

VALORES ÉTICOS

RESPONSABILIDADE
SOCIAL
CONCEITOS IMPORTANTES

ACIDENTE
 “Um acontecimento fortuito, independente da vontade
humana, provocado por uma força externa agindo
rapidamente, manifestando se por um dano corporal ou
mental”

(OMS, 2010)
ACIDENTE DE TRABALHO

TÍPICO

TRAJETO

BIOLÓGICO

DOENÇA OCUPACIONAL
LEGISLAÇÃO
 Portaria nº 3214 de 08/06/1978 / MTE - Ministério do
Trabalho e Emprego: Aprova as NR - do Capítulo V, Título
II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas a
Segurança e Medicina do Trabalho.mte18.15.47.21.

 NR são Normas Regulamentadoras que devem ser cumpridas


por instituições públicas ou privadas e visam garantir a
segurança e saúde do trabalhador.

 Atualmente existem 36 Normas Regulamentadoras.


LEGISLAÇÃO
 Portaria GM/MS nº 1.683, de 28 de agosto de 2003. Institui a
Comissão de Biossegurança em Saúde.

 LEI Nº 11.105, DE 24 DE MARÇO DE 2005: Regulamenta os


incisos II, IV e V do § 1o do art. 225 da Constituição
Federal,que:
 estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização
de atividades que envolvam organismos geneticamente
modificados – OGM e seus derivados;
 cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS,
reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança –
CTNBio e dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança –
PNB
NR-9
PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE
RISCOS AMBIENTAIS - PPRA
Tem como objetivo eliminar ou reduzir ao mínimo a exposição dos
trabalhadores do serviço de saúde, bem como daqueles que
exercem atividades de promoção e assistência à saúde, aos
agentes biológicos.
AGENTE DE RISCO
 “Entende-se por agente de risco, qualquer componente de natureza

física, química, biológica que possa comprometer a saúde do homem,


dos animais, do ambiente ou a qualidade dos trabalhos
desenvolvidos”.

(Portaria do MT No.3214 de 08/06/78)


 Temperaturas extremas: Frio e calor;
 Ruídos;
 Vibrações;
 Radiações: ionizantes e não ionizantes;

 (NR 5: ...”agentes de risco físico...as diversas formas de


energia a que possam estar expostos os trabalhadores”)
 Substâncias que possam penetrar no organismo
pela via respiratória, nas formas de:
poeira, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores;

 ter contato ou ser absorvidos pelo organismo,


através da pele ou por ingestão de
substância, compostos ou produtos químicos em
geral;

(NR 5: ...”agentes de risco químico......as


substâncias, compostos ou produtos” que...)
 Esforço físico, levantamento e transporte
manual de peso;
 Postura;
 Controle rígido de produtividade;
 Imposição de ritmos excessivos;
 Jornadas de trabalho prolongadas;
 Monotonia e repetitividades;
 Amostras provenientes de seres vivos:
Vírus, Bactérias, Protozoários, Fungos, Príons,
Ricketsias e Helmintos.

 Amostras biológicas provenientes de animais e


seres humanos:
Sangue, urina, escarro, secreções, derrames
cavitários, peças cirúrgicas, biópsia e etc.
 Arranjo físico;
 Máquinas, equipamentos, ferramentas;
 Iluminação;
 Eletricidade
 Incêndio / Explosão;
 Armazenamento;
 Animais peçonhentos;
NR 04
SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM
ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM
MEDICINA DO TRABALHO - SESMT
 Estabelece a obrigatoriedade de Serviços Especializados em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho para as
empresas PÚBLICAS E PRIVADAS.
NR 05 - COMISSÃO INTERNA DE
PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA
 Dispõe sobre a criação da CIPA, constituída por representantes

do empregador e dos empregados, com vistas à prevenção de


acidentes e doenças do trabalho nas empresas.
FORMAÇÃO DA COMISSÃO INTERNA
DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES -
CIPA
 Os representantes dos empregadores serão por eles designados.
 Os representantes dos empregados serão eleitos.
 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um
ano, permitida uma reeleição.
 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado
eleito desde o registro de sua candidatura até um ano após o final
de seu mandato.
 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais de acordo com o
calendário pré estabelecido.
 A empresa deverá promover treinamento para os membros da
CIPA.
NR 05 – NÚMERO DE MEMBROS
DA CIPA
NR-6 EQUIPAMENTOS DE
SEGURANÇA
 Equipamentos de segurança: são considerados como barreiras
primárias de contenção e, juntamente com as boas práticas, visam à
proteção dos indivíduos, sendo classificados como:
 Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
 Equipamento de Proteção Coletiva (EPC).
NR-7
PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO
DE SAÚDE OCUPACIONAL -PCMSO
A. O reconhecimento e avaliação dos riscos biológicos;
B. A localização das áreas de risco;
C. A relação dos trabalhadores contendo identificação e quais
riscos o mesmo está exposto;
D. A vigilância médica dos trabalhadores potencialmente
expostos a riscos;
E. O programa de vacinação.
NR 24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE
CONFORTO NOS LOCAIS DE
TRABALHO
Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a
serem observados nos locais de trabalho.

 Instalações sanitárias
 Vestiários
 Refeitórios
 Cozinhas
 Alojamento
NR-32
Tem por finalidade estabelecer as
diretrizes básicas para
implementação de medidas de
proteção à segurança e à saúde
dos trabalhadores dos serviços de
saúde, bem como daqueles que
exercem atividades de promoção e
assistência à saúde em geral.
NR-32
 A NR-32 abrange a questão da obrigatoriedade da vacinação do
profissional de saúde com as vacinas contra tétano, difteria,
hepatite B e o que mais estiver contido no PCMSO.

 Pesquisas apontam que a vacinação reduz o absenteísmo em


25%; reduz entre 25% a 43% os dias de trabalho perdidos por
causa de gripe; em 25% o uso de antibióticos; e reduz entre
32% a 44% as visitas ao médico.

 Estimativa de risco de contaminação com o vírus da hepatite B


(HBV) é de 6 a 30%, com o vírus da hepatite C (HCV) é de 0,5 a
2%, e com o vírus da AIDS (HIV) é de 0,3 a 0,4%.
NR-32 ACIDENTE DE
TRABALHO
 Os trabalhadores devem comunicar
IMEDIATAMENTE todo acidente, com possível
exposição a agentes biológicos, ao responsável pelo local
de trabalho.

 Toda ocorrência de acidente envolvendo risco biológico


deve ser emitida a Comunicação de Acidente de
Trabalho-CAT.
NR 32
 Todo local onde exista possibilidade de exposição ao
agente biológico deve ter lavatório exclusivo para higiene
das mãos.
 Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamento de
pacientes portadores de doenças infectocontagiosas
devem conter lavatório em seu interior.

 O uso de luvas NÃO substitui a higienização das mãos.


 Os trabalhadores com feridas ou lesões nos membros
superiores só podem iniciar suas atividades após avaliação
médica obrigatória com emissão de documento de
liberação para o trabalho.
NR 32
 Todos trabalhadores com possibilidade de exposição a
agentes biológicos devem utilizar vestimenta de trabalho
adequada e em condições de conforto.

 Os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com


os EPI e as vestimentas utilizadas em suas atividades
laborais.

 A higienização das vestimentas utilizadas nos centros


cirúrgicos e obstétricos, serviços de tratamento intensivo,
unidades de pacientes com doenças infectocontagiosas e
quando houver contato direto da vestimenta com material
orgânico, deve ser de responsabilidade do empregador.
NR 32
 Empregador deve assegurar capacitação aos
trabalhadores, antes do início das atividades e de forma
continuada:
a) sempre que ocorra uma mudança das condições de
exposição dos trabalhadores aos agentes biológicos;
b) durante a jornada de trabalho;
c) por profissionais de saúde familiarizados com os riscos
inerentes aos agentes biológicos.
NR-32
O EMPREGADOR DEVE VEDAR:
 utilização de pias de trabalho para fins diversos dos previstos;
 o ato de fumar;
 o manuseio de lentes de contato nos postos de trabalho;
 o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho;
 a guarda de alimentos em locais não destinados para este fim;
 o uso de calçados abertos;
 jalecos em refeitórios.
NR-32
PRODIBIDO O USO DE ADORNO. NR32
 alianças e anéis,
 pulseiras,
 relógios,
 colares,
 brincos,
 broches,
 piercings expostos;
 crachás pendurados com cordão;
 gravatas.
NR-32
 Os colchões, colchonetes e demais almofadados
devem ser revestidos de material lavável e
impermeável, permitindo desinfecção e fácil
higienização.

 O revestimento não pode apresentar furos, rasgos,


sulcos ou reentrâncias.
QUIMIOTERAPIA NR-32
 Capacitar, inicialmente e de forma continuada, os
trabalhadores envolvidos para a utilização segura de
produtos químicos;
 Equipamentos que garantam a exaustão dos produtos
químicos no ar abaixo dos limites de tolerância estabelecidos
na NR-09 e NR-15 e observando-se os níveis de ação
previstos na NR-09;
 Chuveiro lava-olhos, os quais devem ser testados
semanalmente;
 Sistema adequado de descarte;
 A manipulação ou fracionamento dos produtos deve ser feita
por profissional qualificado e em local adequado.
QUIMIOTERAPIA NR-32
 A capela de fluxo laminar deve estar em funcionamento no
mínimo por 30 minutos antes do início do trabalho de
manipulação e permanecer ligada por 30 minutos após a
conclusão do trabalho;
QUIMIOTERAPIA NR-32
 Afastar das atividades as trabalhadoras gestantes e
nutrizes;
 Para efeito desta NR, consideram-se medicamento e drogas
de risco aquelas que possam causar: genotoxicidade,
carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade séria e
seletiva sobre órgãos e sistemas;
 As normas e os procedimentos, a serem adotados em caso
de ocorrência de acidentes ambientais ou pessoais, devem
constar em manuais;
 Atenção aos: gases medicinais, medicamentos de risco,
gases e vapores anestésicos e quimioterápicos.
RADIAÇÃO - NR-32
 Plano de Proteção Radiológica-PPR;
 Toda instalação radioativa deve dispor de monitoração individual
e de áreas;
 Utilizar EPI adequado para minimização dos riscos (avental de
chumbo);
 Afastar das atividades as trabalhadoras gestantes e nutrizes;
 Os dosímetros individuais devem ser obtidos, calibrados e
avaliados exclusivamente em laboratórios de monitorização
individual acreditados pela CNEN;
 Monitorização mensal dos colaboradores, registro mensal dos
dosímetros em prontuários individuais previstos na NR-7;
OUTRAS NRS
 NR 15 - Caracteriza as Atividades e Operações Insalubres.

 NR 16 - Caracteriza as Atividades e Operações Perigosas.

 NR 17 - Ergonomia: estabelece parâmetros de adaptação das

condições de trabalho às características psicofisiológicas dos


trabalhadores.

 NR 26 - Sinalização de Segurança: fixa as cores que devem ser

usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes.


ABORDAGEM COM LESÃO
APÓS ACIDENTE COM
MATERIAL BIOLÓGICO
PROFILAXIA PÓS
EXPOSIÇÃO (PEP)
PROFILAXIA PÓS
EXPOSIÇÃO (PEP)
CCIH????
Comissão de Controle de Infecção Hospitalar

É responsável pelo planejamento e


normatização das ações de prevenção e
controle das infecções relacionadas à
assistência a saúde.
COMPOSIÇÃO DA CCIH
Morte de Tancredo Neves por infecção

Portaria Ministerial nº 2616 – 12 de maio 98

 Membros Consultores – CCIH (gerente de enfermagem;


enfermeiro; diretor clínico)

 Membros Executores – SCIH


ATIVIDADES DO SCIH
• Vigilância diária de casos de infecção relacionada à
assistência a saúde;
• Investigação de surto;
• Notificação de doença de notificação compulsória.
Portaria nº1.271/2014;
• Busca ativa das principais infecções: urinária,
respiratória, de corrente sanguínea e de sítio
cirúrgico;
ATIVIDADES DA SCIH
 Vigilância pós alta em cirurgia de prótese;
 Construção e análise de indicadores;
 Padronização de protocolo;
 Racionalização de antibióticos;
 Normas de precauções;
 Vistoria técnica;
 Capacitação.
PRECAUÇÕES

As formas de transmissão variam de acordo com o microrganismo. A


transmissão de doenças pode ocorrer através do contato ou por via
respiratória, sendo esta última por meio de gotículas (partículas
maiores) ou por aerossóis (partículas menores desidratadas).
PRECAUÇÃO
PADRÃO
 Conjunto de medidas utilizadas no
atendimento a todos os pacientes,
independente do seu estado presumível de
infecção, e na manipulação de equipamentos
e/ou artigos suspeitos de contaminação.
Higienização das
Mãos
Maio de 1847, Ignaz Philip Semmelweis, torna obrigatória
a antissepsia das mãos com solução clorada.
Mortalidade Materna: 12,2% 1,2%
1854 - 1856 Florence Nightingale reduz a mortalidade dos
soldados na guerra da Criméia de 42,7% 2,2%.
MICROBIOTA DA PELE

RESIDENTE: microrganismos que


vivem e multiplicam-se nas camadas
profundas da pele, glândulas sebáceas
e folículos pilosos.

TRANSITÓRIA: microrganismos
adquiridos por contato direto com o
meio ambiente, contaminam a pele
temporariamente.
MICROBIOTA DA PELE
Microbiota transitória

Epiderme

Derme

Microbiota
residente
O QUE É HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS?

É a medida individual mais simples e menos


dispendiosa para prevenir a propagação das
infecções.

O termo “lavagem das mãos” foi substituído por


“higienização das mãos” devido à maior
abrangência deste procedimento.

Engloba a higienização simples, a higienização


antisséptica, a fricção antisséptica e a antissepsia
cirúrgica das mãos.
TRABALHAMOS COM O INVISÍVEL
MICRORGANISMOS PRESENTES NA
PELE DO PACIENTE E NO AMBIENTE
TRANSMISSÃO DE MICRORGANISMOS
PARA AS MÃOS DO PROFISSIONAL
Transmissão de Microrganismos entre Pacientes
Precaução de
Contato
Aplica-se a todos os pacientes
colonizados por microrganismos
Multirresistente
DOENÇA TEMPO DE ISOLAMENTO
Conjuntivite Viral Hemorrágica Enquanto durar a doença
Diarréias infecciosas Enquanto durar a doença
Hepatite A Crianças < 3 anos ---- enquanto estiverem hospitalizadas
De 3-14 anos ----------- 2 semanas após o início do quadro
Adultos ------------------ 1 semana após o início do quadro
Infecção ou colonização por bactérias multirresistentes Isolamento até a alta
Febres virais hemorrágicas: suspeita de Lassa ou Marburg/ Ebola Enquanto durar a doença
Infecções virais por VSR, Parainfluenza , Adenovirus, Enterovirus Enquanto durar a doença
(crianças < 6 anos, ou imunodeprimidos)
Rubéola até 7 dias após o aparecimento do exantema
Rubéola congênita Enquanto internado
Varicela até que todas as lesões estejam em fase de crosta e não
haja mais vesícula
HSV neonatal ou mucocutâneo Enquanto durar a doença
Herpes Zoster Enquanto durar a doença
difteria cutânea Enquanto durar a doença
impetigo Enquanto durar a doença
Celulite, Abcessos e úlceras Enquanto durar a doença
Furunculose estafilocócica no lactente e pré- escolar Enquanto durar a doença
Grandes Queimaduras e feridas infectadas por Estreptococos beta Enquanto durar a doença
hemolíticos do grupo A
Precauções
Respiratórias
TRANSMISSÃO POR GOTÍCULAS

Disseminação por gotículas


(> 5 micras - micometro)

Patologias: Meningites, Caxumba,


Coqueluche e H1N1.
DOENÇA TEMPO DE ISOLAMENTO

Caxumba Até 9 dias após o início do edema


Rubéola Até 7 dias após o início do exantema
Influenza Adenovirus (H1N1) Até o desaparecimento da doença
Coqueluche (Pertussis) Até 5 dias de início de terapia efetiva
Epiglotite, pneumonia, meningite e sepse Até 24 horas após o início da antibioticoterapia
(Haemophylus influenzae tipo B) específica
Meningoencefalite, pneumonia, sinusite, Até 24 horas após o início da antibioticoterapia
otite média (Streptococcus pneumoniae específica
multirresistente )
Pneumonia, meningite, sepse (Neisseria Até 24 horas após o início da antibioticoterapia
meningitidis) específica
Difteria faríngea Após completar antibioticoterapia e obtenção de
2 culturas negativas com intervalo de pelo menos
24 horas
Forma pneumônica da Peste Até 48 horas após o início da terapia específica
Pneumonia por Mycoplasma pneumoniae Enquanto durar a doença
Parvovirus B19 Isolar durante a hospitalização
Infecções por Streptococcus do grupo A Até 24 horas após o início da antibioticoterapia
TRANSMISSÃO POR
O Brasil é um dos 22 AEROSSÓIS
países mais
atingidos pela Tuberculose.
Várias centenas de Tuberculosos
contagiosos são atendidos em
Disseminação por gotículas ressecadas
consultórios e hospitais, sem
(<=qualquer controle.
5 micras) Um só
ou pó contendo
paciente pode infectar todo o
microrganismos
serviço. (NR-32)

Patologias: Tuberculose Pulmonar e


Laríngea, Sarampo, Varicela*,
Herpes Zooster*
N95 OU PFF2

 Os dois têm níveis de proteção equivalentes


 a única diferença é que os respiradores N95 são
testados e reconhecidos nos EUA pelo NIOSH e as
máscaras com classificação PFF2 seguem a norma
brasileira definida pela ABNT e aplicada pelo TEM

PFF2 - eficácia mínima de filtração N95 - eficácia mínima de filtração


de 94%. de 95%
SALA DE ISOLAMENTO PARA
INFECÇÕES TRANSMITIDAS PELO
AR - SIIA
 Possui pressão negativa
 6 a 12 trocas de ar/hora
 Filtro HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance)
 Porta deve ser mantida fechada

Muitos hospitais não possuem SIIA com


as especificações exigidas, e por isso
usam um quarto comum para pacientes
infectados com o mesmo microorganismo
para realizar o isolamento
DOENÇA TEMPO DE ISOLAMENTO

Tuberculose pulmonar (suspeito ou Até obtenção de 3 baciloscopias de


confirmado) escarro negativas, feitas em dias
consecutivos, normalmente após o
15° dia de terapia específica. Em
suspeita de multirresistência,
isolar até a alta
Sarampo Enquanto durar a doença
Varicela zoster 8 dias após a primeira exposição
até 21 dias após a última exposição
SARG (síndrome respiratória Isolamento até 10 dias após o início
aguda grave = SARS) dos sintomas
LEGISLAÇÕES

 Constituição Federal / 1988 Art. 225 - Todos têm direito


ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-
se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

 Resolução nº 1993 CONAMA: define resíduos


sólidos.
LEGISLAÇÕES

 RDC CONAMA nº 275 / 2001: Estabelece o código de


cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na
identificação de coletores e transportadores, bem como nas
campanhas informativas para a coleta seletiva.

 RDC nº358 /2005 -CONAMA: Dispõe sobre o tratamento


e a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá
outras providencias.
LEGISLAÇÕES
 Lei Estadual nº 12.300 /2006: Institui a Política Estadual de
Resíduos Sólidos e define princípios e diretrizes, objetivos,
instrumentos para a gestão integrada e compartilhada de resíduos
sólidos, com vistas a prevenção e ao controle da poluição, a proteção
e a recuperação da qualidade do meio ambiente, e a promoção da
saúde pública, assegurando o uso adequado dos recursos ambientais
no estado de São Paulo.

 Portaria Estadual CVS nº21 /2008: Dispõe sobre o Gerenciamento


de Resíduos Perigosos de Medicamentos em Serviços de Saúde.

 Lei nº12.305 /2010: Institui a Política Nacional de Resíduos


Sólidos, dispõe sobre os princípios, objetivos e instrumentos, bem
como sobre as diretrizes relativas a gestão integrada e ao
gerenciamento de resíduos, as responsabilidades dos geradores e do
poder público.
LEGISLAÇÕES

 Portaria nº 1.748 /2011: Dispõe sobre o Plano de


Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais
Perfurocortantes.

 RDC Nº 222 /2018 Regulamenta as Boas Práticas de


Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde e
dá outras providências.
PLANO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
EM SERVIÇOS DE SAÚDE - PGRSS

 Documento que aponta e descreve as ações


relativas ao manejo dos resíduos sólidos,
observadas suas características e riscos, no
âmbito dos estabelecimentos, contemplando os
aspectos referentes à geração, segregação,
acondicionamento, coleta, armazenamento,
transporte, tratamento e disposição final,
bem como as ações de proteção à saúde pública
e ao meio ambiente.
RDC – 222/2018
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS

Os RSS são classificados em função de suas


características e consequentes riscos que
podem acarretar ao meio ambiente e à saúde.

ANVISA RDC
Nº222/2018

GRUPO A GRUPO B GRUPO C GRUPO D GRUPO E


GRUPO A – RESÍDUO INFECTANTE

 Resíduos com a possível presença de agentes


biológicos que, por suas características, podem
apresentar risco de infecção

 São classificados em:


A1, A2, A3, A4 e A5.

Saco branco leitoso


com símbolo impresso
GRUPO A – RESÍDUO INFECTANTE

 Luvas de procedimento que entraram em contato com


fluídos corpóreos e/ou sangue;
 Sondas vesicais;
 Sondas;
 Gaze, esparadrapo, micropore e outros materiais de
curativo;
 Drenos;
 Uripen;
GRUPO B – RESÍDUO QUÍMICO
 Resíduos contendo produtos químicos que podem apresentar
risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade
e toxicidade
 Kit de derramamento de quimioterápico (Luva de
procedimento, avental impermeável, compressas absorventes,
proteção respiratória, proteção ocular e sabão) (NR-32).
GRUPO B – RESÍDUO QUÍMICO
 Produtos farmacêuticos;

 Resíduos de saneantes, desinfetantes;

 Resíduos contendo metais pesados;

 Reagentes para laboratório, inclusive os recipientes


contaminados por estes;
 Efluentes de processadores de imagem (reveladores e
fixadores);
 Efluentes dos equipamentos automatizados utilizados em
análises clínicas;
 Todo material utilizado no preparo e administração de
quimioterápicos;
GRUPO C – RESÍDUO RADIOATIVO

 Qualquer material que contenha


radionuclídeo em quantidade
superior aos níveis de dispensa
especificados em norma da CNEN

 Exemplos: serviços de medicina


nuclear, diagnóstico por imagem e
radioterapia
GRUPO D – RESÍDUO COMUM

 Resíduos que não apresentam risco biológico,


químico ou radiológico à saúde ou ao meio
ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos
domiciliares
GRUPO D – RESÍDUO COMUM

 Papel de uso sanitário e fralda;


 Absorventes higiênicos;
 Peças descartáveis de vestuário, gorros e máscaras
descartáveis;
 Material utilizado em antissepsia e hemostasia de
venóclises;
 Luvas de procedimentos que não entraram em contato
com sangue ou líquidos corpóreos;
 Equipo de soro;
 Abaixadores de língua;
GRUPO D – RESÍDUO COMUM

 Sobras e restos de alimentos;


 Resíduos provenientes das áreas administrativas;
 Resíduos de varrição, flores, podas e jardins;
 Resíduos de gesso provenientes de assistência à
saúde;
 Resíduos recicláveis sem contaminação biológica,
química e radiológica associada;
GRUPO D – COMUM – RECICLÁVEIS

PAPEL VIDRO PLÁSTICO METAL


GRUPO E – PERFUROCORTANTE

 Resíduos perfurocortantes ou escarificantes


GRUPO E – PERFUROCORTANTE

 lâminas de barbear;
 Agulhas;
 Escalpes;
 Mandril de Abocath;
 Ampolas de vidro;
 Lâminas de bisturi;
 Lancetas;
 Utensílios de vidro quebrados no laboratório
PLANO DE PREVENÇÃO DE RISCO
DE ACIDENTES COM MATERIAIS
PERFUROCORTANTES - PPRAMP

 O que são materiais perfurocortantes?


 O que é dispositivo de segurança?
 Comissão gestora multidisciplinar
(Administração, SESMT, CIPA, CCIH, Ger.
Enf., Diretor clínico, RT de RSS, CME,
Compras e Padronização de Materiais)
 Estabelecer prioridades
DISPOSITIVOS DE SEGURANÇA
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Descartar as agulhas e outros materiais
perfurocortantes no descartex sem reencapá-las;

Os descartex devem ser fechados e lacrados ao


atingir 3/4 da sua capacidade;

Ao transportar o descartex, segurá-los pelas alças


laterais, e não encostá-los no próprio corpo;

Montar descartex de acordo com instruções do


fabricante;
MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Dentre os casos de AIDs
Máxima atenção durante os procedimentos que
envolvendo profissionais de
utilizam saúde,
perfurocortantes;
a maioria ocorreu como
resultado de manipulação
Utilizar EPIs adequados
inadequada ao emanusear
de agulhas os
instrumentos cortantes (NR-32)
resíduos;

Nunca encostar o saco de lixo no corpo;

Nunca tirar o ar do saco de lixo;

Sempre apunhalar o saco pelo nó;


MEDIDAS DE PREVENÇÃO
 É permitida a separação do conjunto seringa
agulha com auxílio de dispositivos de segurança,
sendo vedada a desconexão e o reencape manual
de agulhas.
A SEGURANÇA CONSISTE NA
RESPONSABILIDADE DE SABER
E AGIR DE MANEIRA CORRETA!
COPO
SERINGAS COM AGULHA
LUVA QUE TEVE
CONTATO COM URINA
GAZE
AMPOLAS
FRASCO AMPOLA
FRASCO DE
QUIMIOTERÁPICO
MANDRIL DE
ABOCATH
ESPARADRAPO,
MICROPORE E ATADURA
URIPEN
FRALDA

RDC 222/2018

PACIENTE EM TTO
QUIMIOTERÁPICO

PRECAUÇÃO DE
CONTATO
ALGODÃO DE ANTISSEPSIA
E HEMOSTASIA
ONDE
RECLAMAR/DENUNCIAR
 0800 610 1 01: regiões Sul e Centro Oeste e
os estados do Acre, Rondônia e Tocantins;

 0800 28 50 101: regiões Sudeste, Nordeste e


Norte, exceto os estados do Acre, Rondônia e
Tocantins;

 www.mte.gov.br basta preencher o


formulário.
ACIDENTES NÃO
ACONTECEM POR ACASO,
MAS SIM
POR DESCASO.