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Matemática A – 12º ano

Trigonometria

Professora: Cátia Rosa


Medidas de ângulos - revisão:
Medida de um ângulo no sistema sexagesimal:
A unidade de medida é o grau (º).
1 grau corresponde a 60 minutos (1º=60’).
1 minuto corresponde a 60 segundos (1’=60’’).
Exemplo: Escreve em graus, minutos e segundos:   (23, 52)º
Graus Minutos Minutos Segundos
1 _____ 60 1 _____ 60
0,52 _____ x 0,2 _____ x
60  0, 52 60  0, 2
x  31, 2 min . x  12 segundos
1 1
Então:   (23, 52)º  23º 31'12 ''
Medida de um ângulo no sistema internacional:
A unidade de medida é o radiano (rad).
1 radiano corresponde a 57,3 graus (1 rad=57,3º=57º17’45’’).
360 graus correspondem a 2 radianos (2 rad = 360º).
180 graus correspondem a  radianos ( rad = 180º).
Medidas de ângulos:
Exemplo: Escreve em radianos:   135º
Graus Radianos
180º _____  135   135 3
x     rad
135º _____ x 180 180 4
5
Exemplo: Escreve em graus:   rad
Graus Radianos 12
180º _____ 
5 180  5
180 
_____ 5/12 12  12 180  5
x x   75º
   12
Relação entre ângulos e arcos numa circunferência:
Exemplo: Numa circunferência de centro O, o raio tem 10 cm e
o arco AB tem de comprimento 12 cm.
Qual é em radianos e em graus a amplitude do ângulo
AOB? 12  2 24
Comprimento da x   1, 2rad
Circunferência (2r) Radianos 2  10 20
2x10 _____ 2 180º 1, 2rad
12 _____ x x  68,8º
 rad
Medidas de ângulos:
Área de um sector circular:

Exemplo: Numa circunferência de centro O, raio 10 cm e um


ângulo AOB de 58º de amplitude.
Qual é a área do sector circular AOB?

58º  29 Área (r²) Radianos


x  x10² _____ 2
180º 90
x _____ 29/90

 102  29 90  102  29


x  50, 6cm2
2 90  2
Ângulo Orientado e sua Representação:
A cada ângulo pode associar-se uma amplitude e um sentido.
O sentido do movimento dos ponteiros do relógio corresponde
ao sentido negativo, e o sentido contrário ao dos ponteiros dos
relógios corresponde ao sentido positivo do ângulo.
Lado origem
Lado extremidade

Lado origem Lado extremidade

O lado origem do ângulo coincide com a parte positiva do eixo


das abcissas.
Os ângulos dizem-se do 1º, 2º, 3º ou 4º quadrante, de
acordo com o quadrante a que pertence o lado extremidade do
ângulo.  1º Q  2º Q  3º Q  4º Q
Redução de um Ângulo ao primeiro
ângulo giro:
Para reduzir um ângulo (de amplitude superior a 360º) ao
primeiro ângulo giro basta dividir a amplitude do ângulo por
360º ou por 2, no caso da amplitude ser dada em radianos,
para saber quantas voltas completas dá o lado extremidade.
O resto da divisão é um ângulo equivalente ao dado.
Exemplo: Reduzir ao 1º ângulo giro o ângulo =1840º.

1840º | 360º
1840º  5  360º 40º
040 5

nº de voltas

Logo 1840º é equivalente a 40º (pertence ao 1º quadrante).


Razões Trigonométricas de um
ângulo agudo:
Sendo um triângulo rectângulo qualquer, onde  é um dos
ângulos agudos:
Seno de um ângulo:
comprimento cateto oposto
Hipotenusa sen  
Cateto comprimento hipotenusa
oposto a 
Co-seno de um ângulo:
90º 
comprimento cateto adjacente
cos  
Cateto Adjacente a  comprimento hipotenusa

Tangente de um ângulo:
comprimento cateto oposto
tg  
comprimento cateto adjacente
Razões Trigonométricas de um
ângulo agudo:
1. Determinar a razão trigonométrica de um ângulo:
Exemplo: Calcula sen 25º.
sen 25º  0, 4226182617 0, 42
2. Determinar um ângulo conhecida uma razão trigonométrica:
Exemplo: Calcula  sabendo que tg =2.
tg   2    tg 1  2    63, 43494882   63º
3. Determinar uma razão trigonométrica conhecida outra:
Exemplo: Calcula sen  e tg , sabendo que cos = 3 .
1

1º Determinar o ângulo :
1 1
cos      cos 1      70, 52877937
3 3
2º Conhecido o ângulo , determina-se as razões trigonométricas:
sen  70, 52877937   0, 9428090416 0, 94
tg  70, 52877937   2,828427125 2,83
Razões Trigonométricas de um
ângulo agudo:
Resultados de referência:
30 45 60
/6 rad /4 rad /3 rad
1 2 3
sen
2 2 2
1
cos 3 2
2 2 2

tg
3
1 3
3

Fórmulas Trigonométricas:
Fórmulas Fundamentais da Trigonometria: Fórmulas Secundárias:
sen 2  cos 2   1 1
1

1
tg 2 sen 2
sen 
tg   1
cos  tg 2  1 
cos 2 
Razões Trigonométricas de um
sen
ângulo qualquer:
y

x
-1 1 cos

Sinal das razões trigonométricas:

1ºQ 2ºQ 3ºQ 4ºQ

sen + + – –
cos + – – +
tg=sen/cos + – + +
Razões Trigonométricas de Ângulos:
y sen

x
-1 1 cos

0º 90º 180º 270º


0 rad /2 rad  rad 3/2 rad

sen 0 1 0 –1
cos 1 0 -1 0
tg=sen/cos 0 SD 0 SD
Relação entre as Razões
trigonométricas de ângulos diferentes:

sen      sen   sen      sen   sen     sen  


cos       cos   cos       cos   cos     cos  
tg      tg   tg      tg   tg     tg  

 2       
Relação entre as Razões
trigonométricas de ângulos diferentes:

     3   3 
sen      cos   sen      cos   sen       cos   sen       cos  
2  2   2   2 
     3   3 
cos      sen   cos       sen   cos       sen   cos      sen  
2  2   2   2 
  1   1  3  1  3  1
tg      tg       tg      tg      
2  tg   2  tg    2  tg    2  tg  
Funções Trigonométricas:
Função seno:
Domínio: D 
Contra domínio: D '   1,1
A função é periódica de
período 2
sen(2  x)  sen( x), x 
A função f é periódica de período p se p é a menor constante
positiva, tal que f(x+p)=f(x) para todo o x do domínio de f.

A função é impar:
sen( x)   sen( x), x 
A função é estritamente
crescente, por exemplo, em  2 , 2   3 5 
e / ou em  , 
   2 2 
A função é estritamente decrescente, por exemplo,em  3 ,      3 
e / ou em  , 
 2 2 2 2 

 A função tem valor máximo 1 para x
2
 2 k , k

 A função tem valor mínimo -1 para x
2
 2k , k

 A função tem zeros para x  k , k


Funções Trigonométricas:
Função co-seno:
Domínio: D 
Contra domínio: D '   1,1
A função é periódica de
período 2
cos(2  x)  cos( x), x 

A função é par:
cos( x)  cos( x), x 
A função é estritamente
crescente, por exemplo, em  ,0 e / ou em  , 2 

A função é estritamente decrescente, por exemplo, em  2 ,   e / ou em 0,  

 A função tem valor máximo 1 para x  2 k , k

 A função tem valor mínimo -1 para x    2 k , k

 A função tem zeros para 


x  k , k
2
Funções Trigonométricas:
Função tangente:
 
Domínio: D \   k , k  
2 
Contra domínio: D ' 
A função é periódica de
período 
tg (  x)  tg ( x), x 

A função é impar:
tg ( x)  tg ( x), x 

A função é crescente em todos os intervalos do tipo:  


  k  ,
 
 k  , k 
 2 2 

 A função não tem valor máximo


 A função não tem valor mínimo
 A função tem zeros para x  k , k
Comparação da função seno com a
função co-seno:

 
 cos x  sin  x  
 2

  sin x  cos    x   
sin x   cos   x 
  ou
 2  2 
Equações Trigonométricas:
Equações do tipo sen  x   a :

sen  x   sen    x    2k  x      2k , k 


Exemplo: Resolve em ℝ a equação trigonométrica sen x  1
1. Verificar quando é que o sen de um ângulo é igual a 1:

sen x  1  x  sen 1 (1)  x 
2
2. Igualar as duas funções de forma a obter uma equação:
 
sen  x   sen  
2
3. Resolver a equação trigonométrica:
     
sen  x   sen    x   2k  x     2k  x   2k  x   2k
2 2 2 2 2
4. Então a solução da equação trigonométrica em ℝ é:

x  2 k , k
2
Equações Trigonométricas:
Equações do tipo cos  x   a :
cos  x   cos    x    2k  x    2k , k 
Exemplo: Resolve em ℝ a equação trigonométrica 2 cos  2 x    3
1. Resolver a equação em ordem a cos (2x): cos  2 x    3
2
2. Verificar quando é que o cos de um ângulo é igual ao valor dado:
3 1
 3 5
cos x    x  cos     x 
2  2  6
3. Igualar as duas funções de forma a obter uma equação:
 5 
cos  2 x   cos  
 6 
4. Resolver a equação trigonométrica:  5  5 5
cos  2 x   cos    2 x   2k  2 x    2k 
 6  6 6
5. Então a solução da equação 5 5
 2 k   2 k
trigonométrica em ℝ é: x 6 x 6
5 5 2 2
x  k  x    k , k  5 5
12 12  x   k  x    k 
12 12
Equações Trigonométricas:
Equações do tipo tg  x   a :

tg  x   tg    x    k , k 
Exemplo: Resolve em ℝ a equação trigonométrica tg  3x    3
1. Verificar quando é que a tg de um ângulo é igual ao valor dado:

 
tg x   3  x  tg 1  3  x  
3
2. Igualar as duas funções de forma a obter uma equação:
  
tg  3 x   tg   
 3
3. Resolver a equação trigonométrica: 
  k
    k
tg  3x   tg     3x    k  x  3 x 
 3 3 3 9 3
4. Então a solução da equação trigonométrica em ℝ é:
 k
x  , k
9 3
Fórmula Fundamental da Trigonometria:
sin2  cos 2   1
Igualdades usadas para provar resultados:
 tan  
sin   cos      cos   cos     sin   sin   
cos   cos      cos   cos     sin   sin   
1 1
 1   sin      sin   cos     sin    cos  
tan 2
  sin 2
 
1  sin      sin   cos     sin    cos  
 tan 2
   1  tan    tan   
cos 2    tan     
1  tan   tan   
 sin      sin  

 cos     cos    ,  ,     k , k 
2

 tan      tan   tan    tan   


 tan     
1  tan   tan   
 sin  2   2sin   cos  

 cos  2   cos    sin          k , k 
2 2 , ,
2 tan  
2

 tan  2   ,  , 2   k , k 
1  tan  
2
2
Limites das Funções Trigonométricas:
 lim sin x não existe  lim sin x não existe
x  x 

 lim cos x não existe  lim cos x não existe


x  x 

 lim tan x    lim tan x  


 
x x
2 2
 lim tan x    lim tan x  
 
x  x 
2 2

sin x
 lim 1
x 0 x
Derivada das Funções Trigonométricas:

 y  sin  x   y '  cos  x   y  sin u   y '  u 'cos u 

 y  cos  x   y '   sin  x   y  cos u   y '  u 'sin u 

1 u'
 y  tan  
x  y '   y  tan  u   y ' 
cos2  x  cos2  u 
Aplicações das Derivadas das F. Trigonométricas:
Exemplo:
Seja a função f ( x)  e x cos  x  de domínio [0,2].
Determina os extremos, os pontos de inflexão e faz um esboço
do gráfico de f (utiliza a calculadora apenas para confirmar
resultados). • Domínio: D  0,2
 
• Determinação extremos da função:
Calcular a 1ª derivada da função:

f '( x)   e x    cos  x     e x    cos  x  


' '

  1 e x   cos  x   e x    sin  x   


 e x cos  x   e x sin  x  
 e x   cos  x   sin  x  
Aplicações das Derivadas das F. Trigonométricas:
Igualar a 1ª derivada a zero:
f '( x)  0  e  x   cos  x   sin  x    0 
 e x  0 (impossível )  cos  x   sin  x   0 
 cos  x    sin  x   
k 0 : x
4 Domínio
 
 cos  x   cos   x    3
2  k 1 : x   
4 4 Domínio
 
 x   x  2 k   x    x  2k    7
2 2 k 2 : x  2 
4 4 Domínio
 
 x  x   2 k  x  x    2k    11
2 2 k 3 : x  3 
4 4 Domínio
 
 0   2 k   2 x    2 k 
2 2  5
k  1 : x    
 4 4 Domínio
  2 k

x 2 x  k
2 4

3 7
Então f’(x) é diferente de zero quando x ou x 
4 4
Aplicações das Derivadas das F. Trigonométricas:
Construir a tabela da função:
3 7
x 0 4 4 2 m
  
3
 3    3  2  34
f '( x) 0 0 f   e cos 
4
 e
 4   4  2
f ( x) m M M 7
 7    7  2  74
f   e 4
cos   e
 4   4  2

2  74
A função f tem um máximo igual a 2
e .

2  34
A função f tem um mínimo igual a 
2
e .
Aplicações das Derivadas das F. Trigonométricas:

• Determinação dos Pontos de Inflexão da função:

Calcular a 2ª derivada da função: Igualar a 2ª derivada a zero:


f ''( x)   e  x  cos x  sin x   
'

  e x    cos  x   sin  x     e x    cos  x   sin  x    f ''( x)  0  2e  x sin  x   0 


' '

   e x    cos  x   sin  x     e  x     sin  x   cos  x    0


 sin  x    sin  x   0 
 e x  cos  x   sin  x    e  x  cos  x   sin  x    2e  x
 x  0  x    x  2

 e x  cos  x   sin  x   cos  x   sin  x   
 e x   2sin  x    2e x sin  x 

Então f’’(x) é diferente de zero quando x  0 ou x   ou x  2


Aplicações das Derivadas das F. Trigonométricas:
• Construir a tabela da função:

x 0  2
f ''( x) 0  0  0 f    e cos    e

f ( x)  e   
P.I.
• Assim: O ponto  , e  é ponto de inflexão do gráfico de f.


• Fazer o esboço do gráfico:


Para fazer o esboço temos de determinar ainda as intersecções com os eixos coordenados:

f  0  e0 cos  0  11  1  0,1

f  x   0  e  x cos  x   0 
 3
 cos  x   0  x  x
2 2
   3 
 , 0  
; , 0 
2   2 
Números Complexos:
 números complexos   números imaginários
 Números Imaginários:
Números Imaginários são os novos números criados para que o
quadrado de um número possa ter como solução um número negativo.

O número que é igual à raiz quadrada de -1 representa-se por i:


i  1 e i 2  1
Ao número i chama-se unidade imaginária.

 Números Complexos:
Um número Complexo é qualquer número que tem a forma a+bi, onde

i 2  1, a, b 
Números Complexos:
Sendo z um número complexo da forma z=a+bi, tem-se:
a  É a parte real e escreve-se:a  Re z  
bi  É a parte imaginária
b  É o coeficiente da parte imaginária e escreve-se: b  Im  z
Nota: Se b=0, o número complexo z é um número real
Se b0, o número complexo z é um número imaginário
Se b0 e a=0, o número complexo z é um número imaginário
puro.
 Representação Geométrica de um Número Complexo:
Considere-se, no plano, o referencial o.n. xOy:
A este plano chama-se Plano de Argand – ou plano Im
complexo, onde cada ponto representa um A(a,b)
Eixo b
complexo. imaginário
A cada número complexo z = a+bi corresponde:
•Um par ordenado (a,b) a Re

•Um ponto afixo de z do plano A(a,b) Eixo real


•Um vector livre (vector imagem ou imagem vectorial)
Números Complexos:
Exemplo: Representa geometricamente os complexos:

z1  2  3i z2  3i z3  4 z4  3  4i

 Números complexos conjugados:


Dois números complexos dizem-se conjugados
quando têm partes reais iguais e partes imaginárias
simétricas.
O conjugado de z=a+bi representa-se por: z  a  bi
Exemplo: Indica o conjugado do número z=-5-8i
z  5  8i
Números Complexos:
 Números complexos simétricos:
Dois números complexos dizem-se simétricos
quando têm partes reais e partes imaginárias
simétricas.
O simétrico de z=a+bi representa-se por:
 z  a  bi
Exemplo: Indica o simétrico do número z=-5-8i
 z  5  8i
 Operações com números complexos:
 ac
Igualdade de 2 números complexos: a  bi  c  di  
b  d
Adição e subtracção de números complexos:

 a  bi    c  di   a  bi  c  di   a  c   b  d  i
 a  bi    c  di   a  bi  c  di   a  c   b  d  i
Exemplo:
 2  3i   8  5i   2  3i  8  5i   2  8  3  5 i  10  2i
 2  3i   8  5i   2  3i  8  5i   2  8  3  5 i  6  8i
Números Complexos:
Multiplicação de números complexos:
 a  bi    c  di   a  c  a  di  bi  c  bi  di  ac   ad  cb  i   bd  i 2 
 ac   ad  cb  i  bd   ac  bd    ad  cb  i
Exemplo:  2  3i   8  5i   2  8  2   5i   3i  8  3i  5i 
 16  10i  24i  15i 2  16  10i  24i  15  31  14i
Multiplicação de números complexos conjugados:
 a  bi    a  bi   a  a  a   bi   bi  a  bi   bi   a 2 abi abi   bi   a 2  b2
2

É sempre um número real.


Exemplo:
   
        
      
        4  9  13
2
2 3i 2 3i 2 2 2 3i 3i 2 3i 3i 4 6i 6i 3i

O Quadrado de números complexos:


 a  bi   a2  2  a  bi  bi   a2  2abi  b2   a2  b2   2abi
2 2

Exemplo:
 2  3i   22  2  2  3i   3i   4  12i  9  5  12i
2 2
Números Complexos:
Divisão de números complexos:
 a  bi    a  bi    c  di   ac  adi  cbi  bdi 2 
ac  adi  cbi  bd ac  bd  ad  cb  i
 2 
 c  di   c  di    c  di  c 2  d 2i 2 c2  d 2 c d2 c2  d 2

Exemplo:  2  3i    2  3i    8  5i   2  8  2  5i  3i  8  3i  5i 
8  5i  8  5i   8  5i  82   5i 
2

16  10i  24i  15i 2 16  10i  24i  15 1  34i 1 34i


    
8 5
2 2
64  25 89 89 89
Potências de i:
i0  1
i1  i i5  i i9  i ... i 4 n 1  i
i 2  1 i 6  1 i10  1 ... i 4 n  2  1
i 3  i i 7  i i11  i ... i 4 n 3  i
i4  1 i8  1 i12  1 ... i 4n  1
Exemplo:
i  i 
4 19
i  i 
4 20
 i 2  120   1  1  1  1
c.aux.: c.aux.:
76
1 1
19
76 4
82
82 4
36 19 02 20
0 2
Números Complexos:
Raiz Quadrada de números complexos:
Para calcular a raiz quadrada de um número complexo igualamos o
número dado ao número complexo geral (a+bi)^2:
Exemplo: Calcula a raiz quadrada do número complexo 3+4i:
3  4i   a  bi   3  4i  a 2  2abi  b 2 
2

  
2
2

3  a 2  b 2  3  a2   
3  a  b
2 2
  a
  4 
4  2ab  b 2  b
 2a  a
Resolvendo a 1ª equação, vem: 3
2
a 4
  2  3a 2  a 4  4  0  a 4  3a 2  4  0
1 a2 1 a2 a
   
Substituindo a 2  t vem: t 2  3t  4  0  t  4  t  1
c.aux.:

Quando t=-1 é impossível pois t  a 2 t


3  32  4   1  4
t 
3  25
 t  4  t  1
2   1 2
Quando t=4 vem a  4  a   4  a  2  a  2 , logo:
2

a  2 a  2 As raízes
 a  2 a  2
2   ou  2  quadradas de 3+4i
 2  b b  1  b b  1 são 2+i e -2-i.
2
Números Complexos:
Raízes Complexas de uma equação do 2º grau:
Se uma equação do 2º grau não tem raízes reais, então tem 2 raízes
complexas.
As soluções complexas de uma equação do 2º grau são dois números
complexos conjugados.
Logo, se a+bi, b0 é solução de uma equação do 2º grau de
coeficientes reais, então a-bi também é solução da mesma equação.
Exemplo1: Escreve uma equação do 2º grau que tenha a raiz 1-3i:
Se 1-3i é solução da equação, então 1+3i também é solução. Para
escrever a equação do 2º grau temos de calcular primeiro a soma e o
produto dessas raízes e, finalmente aplicar a fórmula x 2  Sx  P  0
Soma das raízes: S  1  3i   1  3i   1 3i  1 3i  2
Produto das raízes: P  1  3i   1  3i   1 3i 3i  9i 2  1  9  10
Aplicando a fórmula: x 2  2 x  10  0 Equação que admite raiz 1-3i.
Números Complexos:
Exemplo2: Determina as raízes da equação 3x 2  2 x  1  0
Aplicar Fórmula Resolvente: 2   2 
2
2  8 4  3 1
3x 2  2 x  1  0  x   x
23 6
2  8 1 1 8i 1 8i
x x   
6 3 6 3 6
Então x  1  8i  1  8i são as raízes da equação.
3 6 3 6
Módulo de um número complexo:
Chama-se módulo do número complexo z=a+bi, e representa-se por r
ou |z|, ao comprimento do vector v   a, b  . Assim, r  z  a2  b2
Exemplo: Calcula o módulo do complexo: z  3  4i
a  3; b  4
r z   3   4   9  16  25  5
2 2
Números Complexos:
Argumento de um número complexo:
Chama-se argumento do número complexo z=a+bi à amplitude, em
radianos, do ângulo  que o vector v   a, b  faz com a parte positiva do
eixo Ox.
Seja z=a+bi um número complexo. Se a sua imagem geométrica (a,b)
pertence ao:
• 1º quadrante, então   tan 1  b 
a
• 2º quadrante, então     tan 1  b 

a 
• 3º quadrante, então     tan 1  b 

a 
• 4º quadrante, então    tan 1  b 
a
Exemplo: Calcula o argumento do complexo: z  3  4i
A imagem do número complexo pertence ao 3º
quadrante, então:
 4 
arg z      tan 1   4, 07 rad  2c.d 
 3 
Números Complexos:
 Forma Trigonométrica de um número complexo:
Na forma algébrica um complexo z representa-se por z=a+bi. Na
forma trigonométrica este mesmo complexo representa-se por:
z  r  cos  i sin    z  rcis
Módulo de z
Argumento de z
Exemplo1: Representa na forma trigonométrica z=1+i

Módulo do complexo: a  1; b  1
r z  1  1  2
2 2

A imagem do número complexo pertence ao


1º quadrante, então o argumento é:
1 
arg z    tan 1   
1 4
Forma trigonométrica:
   
z  2  cos  i sin   2cis
 4 4 4
Números Complexos:
Exemplo2: Representa na forma algébrica z  2cis   
3
Forma trigonométrica:      1 3 
z  2cis    2  cos  i sin   2   i   1  3i
 
3  3 3  2 2 

 Operações com números complexos na Forma Trigonométrica:


Multiplicação de números complexos:
Seja z1  rcis
1 1  e z2  r2cis 2 
z1  z2  r1  r2cis 1  2 
Exemplo: 2cis     3cis    2  3cis       6cis  3 
     
 
2  2   2 
Potências de expoente inteiro:
Seja z  rcis  
z   rcis   r n cis  n  , n 
n n

Exemplo: 
 2  
200
     200
 2   100
2 100
  2 cis  50 
200

 2cis  4    cis  200    cis 


    4  4 
Números Complexos:
Divisão de números complexos:
Seja z1  rcis
1 1  e z2  r2cis 2 
z1 r1
 cis 1   2 
z2 r2
Exemplo: 2cis   
 
 2   2 cis       2 cis    
   
3cis   3  2  3  2

Radiação:
Seja z  rcis  
  2 k
n
z  rcis  r  cis
n n
, n  0,1,..., n  1
n
Exemplo:
  2 k
z  1cis    1  cis
3 3
, k  0,1, 2 k  0  z1  cis

3 3
  2
k  1  z2  cis  cis
3
  4 5
k  2  z3  cis  cis
3 3
Números Complexos:
 Construção geométrica das raízes de uma equação em ℂ:
As imagens geométricas das raízes pertencem a uma circunferência de
centro na origem e raio n r e dividem a circunferência em n partes
iguais.
 Domínios Planos e Condições em Variável Complexa:
Conjuntos definidos por condições envolvendo números complexos:
• Circunferência e Círculo:
z  z1  r  Representa uma circunferência de centro no
afixo de z1 e raio r.
z  z1  r  Representa o lugar geométrico dos pontos
interiores à circunferência de centro no afixo de z1
e raio r.
z  z1  r  Representa o lugar geométrico dos pontos
exteriores à circunferência de centro no afixo de z1
e raio r.
Números Complexos:
• Mediatriz de um segmento de recta:
z  z1  z  z2  Representa a mediatriz do segmento de recta
que tem por extremos os afixos de z1 e de z2.
z  z1  z  z2  Define o semiplano limitado pela mediatriz do
segmento de recta que tem por extremos os afixos
de z1 e z2, ao qual pertence o afixo de z1.
• Rectas Paralelas aos eixos:
Se z1=a+bi:
Re  z  z1   r  Representa a recta x=a+r, paralela ao eixo Oy.

Im  z  z1   r  Representa a recta y=b+r, paralela ao eixo Ox.


• Semi-rectas:
Se z1=a+bi:
arg  z  z1     Representa uma semi-recta de origem no afixo
de z1 e que forma com o semi-eixo positivo do eixo
Ox um ângulo de amplitude .