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Macrociclos Competitivos

2019
Atleta Glicério
MMA
Breve Panorama
• A competição em MMA permitiu que estilos de
artes marciais diferentes competissem uns com os
outros em condições regulamentadas;
• Jiu-jítsu brasileiro, boxe, luta livre, luta greco-
-romana e shoot wrestling, kickboxing Muay Thai,
karatê de contato, sambo e judô;
• O esporte MMA permite o uso de técnicas de bater
e agarrar tanto de pé como no chão;
• Sancionado como esporte.
MMA competitivo e Habilidades
fundamentais

• Conjunto de habilidades altamente refinadas;


• Habilidades fundamentais;
• Uma fundação para o atleta de MMA de
elite/profissional;
• A progressão das habilidades funcionais estabelece
o cenário para treinamento esportivo e treinamento
contínuo refinado/de competição.
Padrões básicos de
movimentos
• Padrões básicos de movimentos;
• Atributos: velocidade e rapidez, trabalho com
os pés, potência, percepção espacial,
reatividade, sensibilidade e economia de
movimentos;
• Habilidades ao nível esportivo.
• “Lutar não é um problema de técnica inferior.
Não é uma questão de desenvolver o que já
foi desenvolvido, mas de recuperar o que foi
deixado para trás. Essas coisas sempre
estiveram conosco...dentro de nós...o tempo
todo. E nunca foram perdidas, ou distorcidas,
exceto por nossa manipulação errônea delas.”
Bruce Lee
Periodização
• O tipo de resposta que o organismo humano tem ao
estímulo do treino pode ser planejado
longitudinalmente para aumentar a Performance;
• Treinadores russos(revolução);
• Síndrome da Adaptação Geral;
• Teoria do Estresse;
• Tudor Bompa e Matveyev;
• Seyle: Eutress e Distress.
Divisão Tradicional: apenas
uma referência

• Fase Preparatória(GPP);
• Fase Competitiva;
• Transição.
Lutas marcadas e
calendário
Valências Físicas
• Força;
• Potência;
• Mobilidade articular;
• Flexibilidade;
• Resistência;
• Agilidade;
• Coordenação;
• Equilíbrio.
POR QUE LUTADORES
DEVEM TREINAR PESADO?
• treinamento de força máxima para aumentar a
potência;
• pode aumentar a capacidade aeróbica do atleta por
meio da redução do esforço realizado e pelo aumento
do tempo necessário para atingir a fadiga;
• Treinar com cargas máximas elege altos níveis de
ativação sináptica, que recruta os motoneurônios de
potência;
• Hipertrofia muscular funcional;
• Aumento na densidade óssea.
Potência
• Lutadores devem ser capazes de produzir altos
níveis de força para socar, chutar ou lutar no solo;
• “unidades motoras de potência” UMP (alta
ativação);
• Apenas movimentos ou exercícios que produzam
altos níveis de ativação sináptica irão recrutar
essas unidades motoras responsáveis pelas
contrações musculares mais poderosas.
Fase Preparatória ou Fora de
Temporada
• a melhor oportunidade para se desenvolver
fisicamente os atletas;
• Está divido em duas etapas: o começo e o
final.
Começo do período
Preparatório
• Possui objetivos muito mais abrangentes:
• 1. Desenvolver hipertrofia, se necessário;
• 2. Desenvolver força máxima focando em exercícios
básicos multiarticulares;
• 3. Desenvolver base aeróbica por meio de trabalho
contínuo e intervalado;
• 4. Enfatizar a técnica correta para o treinamento
pliométrico que será executado a seguir(habilidades
específicas e deficiências);
• 5. Ensinar as técnicas de velocidade linear e lateral.
Estrutura dos treinos

• Liberação Miofacial;
• Mobilidade articular;
• Ativação muscular específica;
• Potência;
• Força(puxar, empurrar, agachar);
• Acessórios.
Basista
Final do Preparatório
• 1. Desenvolvimento de força com ênfase na
velocidade;
• 2. Transição para produção de potência,
desenvolvimento da relação trabalho/potência;
• 3. Transição para potência anaeróbica e
capacidade anaeróbica intervalada;
• 4. Transição para treinamento pliométrico
verdadeiro, enfatizando tempos de resposta
rápidos;
Trabalho Neural mais
elaborado/Transferência
Pré-luta ou Período Competitivo

• inclui a prática de lutas com sparing todos os dias;


• última chance para se preparar para a luta-alvo e
requer as qualidades construídas no período que
a precedeu;
• o tempo dedicado à prática não pode ser
desperdiçado em desenvolver condição física;
• Esse tempo deve ser direcionado ao
desenvolvimento de estratégias e habilidades
específicas.
Objetivos do Período Pré-luta

• 1. Continuar a enfatizar a velocidade de contração


muscular e desenvolvimento de potência;
• 2. Transição para condicionamento específico para o
esporte utilizando os padrões de movimento mais comuns
e anteriormente descritos, ao passo que se prioriza a
capacidade anaeróbica;
• 3. Transição do trabalho pliométrico para socos, avanços
de ataque, chutes, etc. de membros inferiores e superiores
para simular situações encontradas durante a luta;
• 4. O desenvolvimento de velocidade linear e lateral.
Dias ou pouquíssimas
semanas antes da Luta
O Caos deve ceder à Ordem

• O treinamento utilizado nesse período é


certamente o mais confuso, desafiador e mais
mal compreendido componente do ciclo anual
de treinamento;
• Períodos mais importantes do ano;
• Manter a condição física no mais alto nível e
que foi obtida nos períodos que o
precederam.
Medidas
profiláticas

• Evitar as lesões de overtraining;


• Alto volume de atividade(Sparing);
• Baixas cargas(peso corporal);
• Movimentos com pequena amplitude – nunca
se deve utilizar a amplitude total das
articulações durante as práticas esportivas.
• Treinamento de força com pouco volume.
Geralmente dois dias por semana tem sido
suficientes para manter e, até mesmo,
aumentar a força dos atletas;
• Utilização de altos carregamentos de maneira
a enfatizar a componente neuromuscular da
força(cargas próximas de 90 a 100%).
Transição ou
regenerativo
• Restaurar a amplitude articular que foi perdida durante a temporada;
• Construir capacidade de trabalho de maneira que maiores cargas e
maiores volumes de trabalho possam ser empreendidos;
• Reforçar a técnica de levantamento em vários exercícios;
• Tratar e reabilitar aqueles atletas que sofreram lesões ao longo da
temporada/competição;
• Construir força e resiliência do tecido conectivo por meio de exercícios
que enfatizem a fase excêntrica do movimento, isométricos e pliométrico;
• Ensinar posicionamento correto e habilidades específicas dos exercícios;
• Restabelecer um estado psíquico favorável(Mindset);
• Estabelecer objetivos individuais para o aprimoramento físico;
• Construir uma reserva de flexibilidade;
• Ensinar exercícios novos que serão utilizados neste período.
• É de fundamental importância gastar o tempo que for
necessário de maneira que esses princípios sejam
adequadamente contemplados antes de pensar em
desenvolver força máxima, velocidade, potência e
técnicas especiais de condicionamento.;
• Criando uma base de condicionamento sólida, sobre a
qual poderão construir programas de treinamento de
alto rendimento baseados em altos volumes de
trabalho, altos carregamentos e altas velocidades.
Referências Bibliográficas
• Boyle, Michael. Avanços no Treinamento Funcional. Porto Alegre : Artmed,
2015;
• Coutinho, Marília. Powerlifting, de volta ao básico. Phorte Editora. São Paulo,
2011;
• Dantas, Estélio H. M. A Prática da Preparação Física. Vila Mariana, SP : Roca,
2014;
• Kraemer, William J. Otimizando o Treinamento de Força- programas de
periodização não-linear. Barueri, SP: Manole, 2007;
• Liebenson, Craig. Treinamento funcional na prática desportiva e reabilitação
neuromuscular. Porto Alegre : Artmed, 2017;
• Simmons, Louie. Special Strength Development for All Sports. Westside 4
Athlets TM;
• Takano, Bob. Weightlifting Programming- a winning coach’s guide. Catalyst
Athletics, Inc.