P. 1
Apostila SENAC PDF

Apostila SENAC PDF

4.83

|Views: 30.331|Likes:
Publicado porChan fotografo
Apostila SENAC - Curso de Fotografia
Apostila SENAC - Curso de Fotografia

More info:

Published by: Chan fotografo on Jan 22, 2009
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

01/09/2014

pdf

text

original

________________

Jaraguá do Sul

Curso de fotografia e tratamento de fotos

Orientador: Fabiano Souza (Chan)

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Princípios éticos em suas relações de trabalho

Existem questões éticas envolvidas na fotografia, principalmente em fotos tiradas na rua e ou locais públicos. São questões como “foto roubada”, “instantâneo” ou “preservação da identidade ou condição” do fotografado. Como todos sabem a ética é uma das fontes do direito. Pode-se dizer que QUASE TUDO que é ilegal é anti-ético, mas a recíproca não é verdadeira, pois nem tudo que é anti-ético é ilegal, a atividade de fotografar em via pública é uma delas e ai que entra uma questão de bom senso. Em praticamente todo o mundo, o que está ao alcance dos olhos na rua, é passível de ser registrado. Porque não há “privacidade” a ser defendida na rua. Prova disso é a atividade do paparazzo e do detetive particular, que ainda que tenham uma ética questionável, desde que realizadas em ambientes públicos não constituem crime, nem geram direitos indenizatórios.

Direito de uso de imagem: Você sabe o que é isso?

O mundo das celebridades é conhecido pela quantidade de flashes disparados por todos os lados. Mas é a partir deste meio que surge uma dúvida comum: o que realmente é o Direito de Uso da Imagem? Qualquer um pode fotografar pessoas na rua? Quais os mecanismos jurídicos que devem ser utilizados para proteger sua própria imagem? O que é Direito de uso de imagem? Segundo o Dicionário Aurélio, em linguagem comum, a palavra imagem significa: “reprodução gráfica, plástica ou fotográfica de pessoa, animal ou de objeto”. Na linguagem jurídica, o direito à imagem é um dos direitos que se adquire ao nascer. Faz parte dos direitos que buscam a defesa dos valores que nascem com homem. Previsão legal A Constituição Federal, de 1988, no art. 5, explica que a pessoa não pode privar-se da sua própria imagem, porque se trata de um direito próprio da pessoa. Entretanto, ela poderá dispor de sua imagem gratuitamente ou em proveito econômico. Já, a utilização de imagem alheia necessita de autorização do interessado. Caso ela seja usada sem o seu consentimento, ou ultrapasse os limites do que foi autorizado, resultará em uma violação ao direito à imagem. Para se fazer alterações na imagem é necessária, também, a autorização do titular.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Uso da imagem

No caso de uma fotografia tirada estritamente para fins informativos (para publicação em jornal ou similar) e no caso dessa imagem não agredir a moral da pessoa fotografada, a imagem poderá ser publicada mesmo sem autorização da personagem. Se a pessoa se sentir ofendida com a imagem publicada, ela poderá recorrer na justiça, mas dificilmente ganhará a causa, pois a foto foi tirada para fins informativos e, como previsto na lei, o direito coletivo predomina sobre o direito individual. Por exemplo: se alguém tirar uma foto sua na praia, a título de mostrar quantas pessoas existem naquela praia, naquele momento, não existe crime de utilização indevida de imagem. A pessoa fotografada não pode recorrer na justiça, pois a praia é um lugar público e aquela imagem foi usada para informar. Mas se a foto for usada com intuito de má-fé (prejudicar de alguma maneira o dono da imagem), o personagem poderá questionar o meio que a publicou. É importante ter em mente que o que determinará problema de uso indevido de imagem é o fim para o qual foi utilizada. Por exemplo, no caso de alguém tirar uma foto do Ronaldinho, jogador de futebol, beijando uma mulher casada em um restaurante e publicá-la numa revista a título de informação pois as pessoas querem saber da vida da personalidade - não haverá abuso de direito de imagem. Mesmo que a senhora casada alegue que isso foi uma ofensa moral, a intenção da foto foi de informar e não de prejudicá-la.

Caso a imagem seja usada vinculada a algum produto, a pessoa poderá protestar pela utilização, caso não tenha autorizado previamente, alegando que a empresa está usando a imagem para promover o produto e com isso ganhando dinheiro. Um bom exemplo disso seria uma pessoa estar em um estádio de futebol, tomando uma garrafa de Coca-Cola. Se alguém faz uma foto que é publicada na primeira página do jornal Gazeta do Povo, não se pode questionar, pois a foto está sendo utilizada com o propósito de informação. Agora, se a empresa da Coca-Cola, utilizar a mesma foto para fazer a propaganda do produto, a personagem fotografada poderá pedir indenização por danos materiais, já que sua imagem está vinculada ao produto e não está sendo pago nada por isso. Uma questão a ser observada é a montagem fotográfica. Essa deve ser tratada com cuidado, pois muitas fotos, feitas para fins comerciais, são montadas. É importante salientar que tudo o que será feito com uma imagem deve constar no contrato de autorização. Se não houver autorização, a pessoa pode recorrer à justiça, impedindo a utilização da mesma. Como por exemplo, caso a foto tirada do “Ronaldinho”, na praia, de sunga, seja montada e usada para a promoção de uma casa de striper, ele pode recorrer, pois a foto foi montada e usada de modo o qual ele não autorizou.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A cessão do Direito de uso de imagem é feita por meio de um contrato ou autorização, no qual consta tudo o que pode ser feito com a imagem da pessoa fotografada e se haverá pagamento por isso. Tudo o que está no contrato não poderá ser revogado, a menos que exista uma cláusula contendo tal informação. Punição Todas as indenizações morais possuem caráter punitivo. É cobrado do fotógrafo um valor em dinheiro para ressarcir os danos morais causado à pessoa. Mesmo sabendo que o dinheiro não compra caráter, esse modo de punição é um meio de fazer com que doa no bolso do fotógrafo e dessa maneira se desestimule o uso de imagem para esses fins. Quais as situações legais para o uso de imagem? Com tantas possibilidades legais, como se pode então usar a imagem de uma pessoa? A Imagem pode ser usada, desde que seja para fins informativos e que a pessoa não se sinta ofendida, não há problemas de utilização. Em fotos para sites de eventos, por exemplo, o fotógrafo sempre deverá pedir permissão para tirar aquela foto para o “site tal”. A partir do momento que a pessoa autoriza ser fotografada, a imagem será usada para aquele meio. Mas se a foto for veiculada na Internet e usada de modo ofensivo, a pessoa pode reclamar, pedindo na justiça uma verificação dos fatos e o fotógrafo terá que provar que a foto tirada não foi para utilizar-se com má-fé. No caso de Retratos Falados, a imagem pode ser usada sem autorização. No entanto se a pessoa acusada não for realmente a autora dos fatos, ela pode recorrer por danos morais. No caso de personagens falecidos, como o piloto Airton Senna, é dever dos herdeiros cuidar da integridade moral e liberar ou não o uso da imagem para qualquer fim. Para fotos de cenários públicos, subentende-se ser autorizado o uso da imagem. Mas se esta for utilizada para fins lucrativos, e de forma que agrida a moral dos personagens fotografados, pode-se questionar judicialmente. Vai aqui um alerta geral: É necessário prestar atenção no que se fará com as imagens, procurando sempre usar um termo de autorização para veiculação.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A Câmera fotográfica

A fotografia é, sem dúvida, uma das invenções mais importantes da História. Ela transformou a maneira pela qual as pessoas imaginavam o mundo. Agora podemos "ver" todos os tipos de coisas que na verdade estão distantes de nós há muitos quilômetros (e anos também!). A fotografia permite capturar momentos no tempo e preservá-los por muitos anos. A fotografia também permite.................... (cite 5 exemplos de uso da fotografia) A tecnologia que torna tudo isso possível é bastante simples. Uma câmera fotográfica é feita de três elementos básicos: um elemento óptico (a lente), um elemento sensível químico ou elétrico (o filme ou ccd) e um elemento mecânico (o próprio corpo da câmera). Como veremos, o único segredo da fotografia é calibrar e combinar esses elementos de tal modo que eles registrem uma imagem real e reconhecível.

Uma câmera reflex totalmente manual de lente única

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Há muitas maneiras diferentes de colocar tudo em conjunto. Neste momento, vamos dar uma olhada na câmera reflex manual de lente única (SLR, de single-lens-reflex). Essa é uma câmera na qual o fotógrafo vê exatamente a mesma imagem que é exposta para o filme e pode ajustar tudo girando diais e apertando botões. Como ela não necessita de eletricidade, fornece uma excelente ilustração dos processos fundamentais da fotografia. O componente óptico da câmera é a lente. Essencialmente, uma lente é apenas um pedaço curvo de vidro ou plástico. Seu trabalho é captar os feixes de luz refletidos por um objeto e redirecioná-los de modo que venham a formar uma imagem real, que pareça exatamente com a cena na frente da lente. Mas como um pedaço de vidro pode fazer isso? Na verdade, o processo é muito simples. À medida que a luz viaja de um meio para outro, ela muda de velocidade. A luz viaja mais rápido através do ar do que através do vidro, de modo que a lente diminui sua velocidade. À medida que ela entra em ângulo no vidro, ela se desvia em uma direção e se desvia novamente quando sai do vidro, porque partes da onda luminosa entram no ar e aceleram antes que as outras partes da onda. Em uma lente convergente ou convexa padrão, um ou ambos os lados do vidro se curvam para fora. Isso significa que os raios de luz que a atravessam se desviarão na direção do centro da lente, ao entrar. Em uma lente biconvexa, como uma lupa ou lente de aumento, a luz se desvia da mesma maneira quando sai e quando entra.

Isso efetivamente inverte o caminho da luz proveniente de um objeto. Uma fonte de luz (digamos, uma vela) emite luz em todas as direções. Os raios de luz se originam todos no mesmo ponto (a chama da vela) e estão, constantemente, divergindo. Uma lente convergente capta esses raios e os redireciona de modo que todos eles irão convergir de volta a um único ponto. No ponto onde os raios convergem, você obtém uma imagem real da vela.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A estrutura da lente As câmeras profissionais permitem que você instale lentes diferentes para que possa ver a cena com diversas ampliações. A potência de ampliação de uma lente é descrita por sua distância focal. Nas câmeras, a distância focal é definida como a distância entre a lente e a imagem real de um objeto muito distante (a lua, por exemplo). Um número de distância focal maior indica uma maior ampliação da imagem.

maior distância focal

menor distância focal

sistema de foco

Uma lente padrão de 50 mm não encolhe nem amplia significativamente a imagem

Lentes diferentes são adequadas para situações diferentes. Para tirar uma foto de uma cadeia de montanhas, pode-se usar uma teleobjetiva, uma lente com distância focal especialmente longa. Essa lente permite que você focalize elementos específicos à distância, de modo a criar composições mais compactas. Se você quiser tirar um retrato em close, poderá usar uma lente grande angular. Essa lente possui uma distância focal bem mais curta, de modo que ela encolhe a cena à frente. Toda a face é exposta ao filme, mesmo que o assunto esteja somente a 30 cm da câmera. Uma lente de câmera padrão de 50 mm não amplia nem encolhe significativamente a imagem, o que a torna ideal para fotografar objetos que não estejam especialmente próximos ou afastados.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Câmeras: gravando a luz
O componente químico em uma câmera tradicional analógica é o filme. Quando você expõe o filme a uma imagem real, ele faz um registro químico do padrão de luz. Ele faz isso com uma coleção de minúsculos grãos sensíveis à luz espalhados em uma suspensão química sobre uma tira de plástico. Quando expostos à luz, os grãos passam por uma reação química. Assim que o rolo acaba, o filme é revelado. Ele é exposto a outros produtos químicos que reagem com os grãos sensíveis à luz. Em um filme preto e branco, os produtos químicos reveladores escurecem os grãos que foram expostos à luz. Isso produz um negativo (onde as áreas mais claras aparecem mais escuras e as áreas mais escuras aparecem mais claras) que então é convertido em uma imagem positiva na impressão. O filme colorido possui três camadas diferentes de materiais sensíveis à luz que respondem cada uma ao vermelho, ao verde e ao azul. Quando o filme é revelado, essas camadas são expostas a produtos químicos que tingem as camadas do filme. Quando você sobrepõe as informações de cor de todas as três camadas, obtém um negativo totalmente em cores.

O que está por trás de um nome?
O termo fotografia descreve o processo fotográfico com bastante precisão. Sir John Herschel, um astrônomo do século 19 e um dos primeiros fotógrafos, surgiu com a palavra em 1839. O termo é uma combinação de duas palavras gregas: photos que significa luz e graphein que significa escrita (ou desenho). O termo câmera vem de câmera obscura, expressão em latim para "quarto escuro". A "câmera obscura" na verdade foi inventada centenas de anos antes da fotografia. Uma tradicional câmera obscura consistia em um quarto escuro com a luz brilhando através de uma lente ou pequeno orifício na parede. A luz passava através do orifício, formando uma imagem real invertida na parede oposta. Esse efeito era muito popular entre artistas, cientistas e espectadores curiosos.

No sistema digital o material sensível e responsável pela captura da imagem chama-se sensor ( um chip feito de uma material sensível a luz) e hoje existem no mercado dois que são os mais usados e conhecidos que é o CCD e o CMOS que diferem quanto a características construtivas, embora a qualidade seja equivalente. O sensor recebe da lente os fótons, partículas de luz que carregam eletricamente os SPDs ( células solares ) e através de um processador de imagem, elemento que consegue ler a carga e ou sinal nas células SPDs e transforma este sinal em dígitos binários (Digital) é dai que vem o termo, e armazena esses códigos em um cartão de memória que pode ser lido por um computador.

Até agora, vimos a ideia básica da fotografia: você cria uma imagem real com uma lente convergente e registra o padrão de luz dessa imagem real sobre uma camada de material sensível à luz (filme ou CCD). Teoricamente, isso é tudo que está envolvido em tirar uma foto, mas para capturar uma imagem nítida, você precisa saber exatamente como o processo acontece.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Obviamente, se você colocar um pedaço de filme no chão e focalizar uma imagem real sobre ele com uma lente convergente, não conseguirá nenhum tipo de fotografia aproveitável. Em ambiente aberto, todos os grãos do filme seriam completamente expostos à luz. E se não houver nenhuma área não exposta contrastando, não há foto. Para capturar uma imagem, você precisa manter o filme em completa escuridão até o momento de tirar a foto, e, quando quiser registrar uma imagem, deve deixar alguma luz entrar. Isso é tudo que o corpo de uma câmera é: uma caixa vedada com um obturador que abre e fecha colocado entre a lente e o filme. De fato, o termo câmera é uma forma abreviada de câmera obscura, literalmente "quarto escuro" em latim. Para que a foto fique perfeita, deve-se controlar, com precisão, a quantidade de luz que atinge o filme. Se você deixar entrar muita luz, um excesso de grãos irá reagir e a foto aparecerá lavada. Se você não deixar luz suficiente atingir o filme, uma quantidade insuficiente irá reagir e a imagem aparecerá muito escura. Então, como você ajusta esse nível de exposição? É necessário considerar dois fatores principais: — quanto de luz passa através da lente — quanto tempo o filme é exposto Para aumentar ou diminuir a quantidade de luz que passa através da lente, é preciso mudar o tamanho da abertura da lente. Esse é o trabalho do diafragma da íris, uma série de placas metálicas que se sobrepõem e que você pode contrair ou expandir sobre as outras. O mecanismo funciona do mesmo modo que a íris no seu olho: ele abre ou fecha em um círculo para encolher ou expandir o diâmetro da lente. Quando a lente é menor, captura menos luz e, quando ela é maior, captura mais luz.

As placas no diafragma da íris se recolhem umas sobre as outras para encolher a abertura e se expandem para fora para torná-la maior

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A duração da exposição é determinada pela velocidade do obturador. A maioria das câmeras SLR usa um obturador de plano focal. Esse mecanismo é muito simples. Consiste em duas "cortinas" colocadas entre a lente e o filme. Antes de tirar uma foto, a primeira cortina é fechada, de modo que o filme não será exposto à luz. Quando você tira a foto, essa cortina desliza e abre. Depois de certo tempo, a segunda cortina vem deslizando do outro lado para interromper a exposição. Exposição e ISO A exposição ideal depende do tamanho dos grãos sensíveis à luz contidos no filme. Um grão maior tem mais possibilidade de absorver fótons de luz do que um grão menor. O tamanho dos grãos é indicado pela velocidade do filme, que é impressa no cartucho. Diferentes velocidades de filmes são adequadas para diferentes tipos de fotografias: o filme ISO 100, por exemplo, é ideal para fotos em dias ensolarados, enquanto o filme 1600 somente deve ser usado com iluminação relativamente baixa. Nos sistema digital o ISO funciona de forma semelhante ao filme, deve sempre ser usado com cautela, o menor valor possível sempre, pois acarreta em perda de qualidade devido a granulação que um ISO maior gera nas fotos.

Em uma câmera SLR, você vê a imagem real que o filme verá. Se você remover a lente de uma câmera SLR e olhar seu interior, verá como isso funciona. A câmera possui um espelho inclinado posicionado entre o obturador e a lente, com um pedaço de vidro translúcido e um prisma posicionado acima dele. Essa configuração funciona como um periscópio, a imagem real é refletida do espelho inferior sobre o vidro translúcido, que serve como uma tela de projeção. O trabalho do prisma é inverter a imagem sobre a tela, de modo que ela apareça correta novamente, e direcioná-la sobre a janela do visor.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Quando você aperta o botão do obturador, a câmera rapidamente tira o espelho do caminho, de modo que a imagem seja direcionada para o filme exposto. O espelho está conectado ao sistema do temporizador do obturador e permanecerá aberto enquanto o obturador estiver aberto. É por isso que o visor escurece subitamente quando você tira uma foto.

Exposição
A exposição do material fotosensivel, seja ele químico ou eletronico se da por duas medidas quantitativas e uma de sensibilidade. Para se ter uma foto boa tecnicamente, o filme ou sensor tem que receber uma certa quantidade de luz em um determinado tempo, essa quantidade varia de acordo com a luminosidade do ambiente e principalmente a sensibilidade do material. ISO A sensibilidade do material de captura da fotografia é dada pelo ISO (Internacional Standards Organization) nos equipamentos de captura quimicos, cada filme tem a sua especificação de ISO que se refere ao tamanho dos grãos deste filme e sua capacidade de sensibilizar com menos ou mais luz. Quando maior o ISO, mais sensível é o filme e ou seja, precisa de menos luz para ficar sensibilizado e ou gravar uma cena. No sistema digital o ISO é simulado por software, a grande vantagem é que podemos alterar a qualquer momento.

Abertura e Velocidade

Quando falamos em velocidade em fotografia digital, pode ser entendida de varias maneiras, velocidade de gravação de um arquivo por exemplo, que depende entre outras coisas da capacidade de processamento e do tipo de cartão de memória, mas a velocidade de qual falo é a velocidade de captura e abertura da lente, dois conceitos fundamentais da fotografia e que são responsáveis pela exposição ( tanto na fotografia química como na fotografia digital), base para o esclarecimento de uma série de dúvidas que muitos encontram no dia-adia com suas maquinas digitais. Ja falamos que a captura de uma imagem estática depende da exposição de uma superfície sensível a luz ( o filme ou sensor) por um determinado tempo. Se entrar luz demais a foto fica super-exposta ( esbranquiçada, estourada, sem detalhes nas altas luzes). Com luz de menos, fica sub-exposta, muito escura. E as formas de controlar quanta luz entra na câmera são justamente os ajustes de abertura e velocidade.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Abertura
Abertura, como o nome indica, é o tamanho do orifício pelo qual a luz entra na câmera. Sabe aquela imagem tipicamente associada a fotografia, com uma serie de laminas que lembram uma hélice com um buraco no meio? Aquilo e um diafragma, que pode produzir um orifício maior ou menor, de acordo com a abertura selecionada. Este ajuste também é chamado de F-stop, como veremos em seguida. Normalmente o valor de abertura é expresso na forma de f/X (dai o f-stop) ou 1:x. Quanto maior o denominador (X), menor a abertura ( essa talvez seja a maior dificuldade no entendimento da abertura, por ser inversamente proporcional). Uma abertura f 2.8 (1:2,8) é menor do que uma abertura f 2.4 ( 1:2.4) e ou seja deixa entrar uma quantidade menor de luz que a f 2.4. Quanto menor o numero, maior e a abertura e mais clara é a lente pois deixa passar uma quantidade maior de luz, lentes mais claras empregam características de elementos construtivos maiores e por este motivo são mais raras e mais caras. Nas lentes das câmeras, inclusive na maioria das digitais compactas, vem marcado uma letra f seguida de um numero, este numero representa a maior abertura desta lente, e sua capacidade de deixar passar um quantidade maior ou menor de luz. Existe uma tabela internacional de valores padrão de aberturas, consideras inteiros e ou “stops”, os valores f/1 f/1.4 f/2 f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 f/32, bem como os intermediários “half-stops”, os números f/1.2 f/1.7 f/2.3 f/3.4 f/4.7 f/6.7 f/9.5 f/13 f/19 f/27 e f/38 ( esses valores são mais raros nas câmeras atuais). De um stop “inteiro” para outro a quantidade de luz que entra na câmera por um determinado tempo de exposição é reduzido pela metade.

Velocidade
Esse tal “determinado tempo de exposição” nada mais é do que a velocidade (chamada em inglês de “exposure”), medida em fracões de segundos (ou segundos inteiros em exposições longas). Por serem fracões também seguem a regra do “mais é menos”. Uma velocidade de “1000”, que na verdade representa 1/1000 s, significa uma exposição menor do que 500 ( 1/500 s ). Quanto maior é a velocidade, mais curta é a exposição, mais rápido o obturador se fecha e a luz é capturada de forma mais rápida. A sequência típica de uma câmera, inclui valores como 1/2s ( meio segundo), 1/4s (um quarto de segundo) 1/8 ( um oitavo de segundo ), 1/15 1/30 1/60 1/125 1/250 e os já citados 1/500 e 1/1000 ( um milésimo de segundo ), embora hoje existam câmeras mais sofisticadas que podem nos presentear com até 1/16000. Em exposições de um segundo ou mais, a velocidade passa a ser representada em segundos inteiros (1, 2, 4, 8, e mais comum até 30s) logo quanto maior o número, mais longa é a exposição. Como os valores praticamente dobram a cada ajuste, A mudança de um nível de velocidade, reduz a metade e ou duplica a quantidade de luz que entra na câmera.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Sistemas de Medição
Os ajustes de velocidade e de abertura da lente, só é liberado para o nosso livre ajuste quando utilizamos a câmera de modo manual, as câmeras com o tempo foram evoluindo e incorporando sistemas internos de medição da luz que esta presente na sena( a este sistema damos o nome de fotometro, e sua medição chama-se fotometria) , entendendo esta luz e a quantidade dela a câmera consegue fazer um levantamento de qual velocidade e qual abertura vai utilizar para a captura da cena. Porém existem muitas escolhas e variações que a câmera pode tomar para escolher uma abertura e ou uma velocidade, esses critérios de escolhas podem ser informados pelo fotografo de acordo com o tipo de foto que vai obter. Os principais são: - Prioridade de Abertura (A) (TA) - Permite que o fotografo ajuste a abertura de acordo com a profundidade de campo que deseja obter. - Prioridade de Velocidade (S) (Tv) - Permite que o fotografo ajuste a velocidade de acordo com o tempo que deseja que a câmera grave a cena. Se quer uma foto que congele a cena, muito usado para fotografias de esporte, deve utilizar uma velocidade maior, ex. 1/1000 s . - Manual - Fotógrafos mais experientes, conseguem observar uma cena e imaginar qual a velocidade e abertura devem utilizar para uma exposição perfeita. Podem também levar em conta o que o fotometro da câmera informa e ou utilizar um sistema de fotometro externo a câmera, de luz incidente e muito utilizado e útil para a fotografia em estúdio. - Alem desses modos mais comuns, as câmeras digitais compactas possuem avançados sistemas de modos de cena, que informam para o fotometro qual o tipo de foto queremos obter, é como se você falasse para a sua câmera que você esta no meio da neve e quer fazer a foto de um boneco que construiu, ela vai se ajustar para estas condições, levando em consideração a abertura, a velocidade, o ISO (sensibilidade) e até mesmo o flash e a intencidade dele. Conforme a informação que damos para a câmera ela se auto ajusta para as condições necessárias, garantindo uma melhor exposição e fotos mais precisas. -

Profundidade de campo
Em uma cena fotografada, a região de focalização nítida pode ser chamada a de profundidade de campo. A profundidade de campo pode ser influenciada pela abertura (diafragma) selecionada na objetiva, pela distância focal usada e pela distância do tema em relação à câmera. Quanto menor for a abertura usada (como f/1.8, com o diafragma bem aberto), menor será a profundidade de campo. No sentido contrário, quanto maior for a abertura (como f/22, com o diafragma bem fechado), maior será a profundidade de campo. Há também maior profundidade de campo com distâncias focais curtas. Por isso, uma objetiva grande angular oferece maior profundidade de campo que uma teleobjetiva. A distância entre a objetiva e o tema também influi na profundidade de campo. Quanto mais distante, maior será a profundidade de campo. Quanto mais perto, menor .

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A Evolução Tecnológica X Fotografia

Alguns podem criticar a evolução tecnológica reclamam, de que fotografar Ja não e mais a mesma coisa e que qualquer um agora pode se dizer "fotógrafo", A evolução faz parte da vida, Por isso, cada vez mais as câmeras estão dando a chance para o fotógrafo fazer o que realmente importa: traduzir em imagens a sua emoção, Todo o resto - ou seja, aberturas, velocidades, fotometrias, tipos de arquivo - deveria ser conhecimento desnecessário. São de fato importantes só no ego de alguns fotógrafos que ainda não entenderam que o que vale mesmo numa fotografia é a informação que ela transmite, O processo usado para chegar nela é irrelevante, infelizmente ainda não é bem assim... Há muito o que evoluir para chegarmos a esse ponto, Os fotógrafos ainda têm de lidar com aspectos nada criativos como exposição, fotometria e conceitos digitais, Tudo isso reduz o ímpeto criativo, E com a chegada das novas tecnologias, há muitos mistérios e lendas por aí. Quase todo vendedor de loja de fotografia afirma ter a máquina fotográfica que faz tudo sozinha. Não faz. Não só não faz como não poderia fazer, porque o julgamento final da qualidade ou beleza de uma foto é humano e, portanto, sujeito a interpretações, Uma foto boa para um não é necessariamente boa para outro,

O que é uma câmera eficiente?

Uma câmera que consegue registrar as coisas como elas são, com fidelidade, ou uma câmera que registre as coisas de forma mais atrativas, com cores mais vibrantes? Aqui o mundo se divide em dois, e arrisco a dizer que nenhum dos dois lados está certo. Tudo depende do que queremos expressar. É justamente nesse terreno perigoso, entre os conceitos do que é uma boa foto e como tomar o resultado das câmeras mais humano, que está o sistema de fotometria. Os engenheiros estão empenhadíssimos em diminuir a dependência de conhecimento técnico que os fotógrafos têm. Avançaram muito e avançarão mais ainda num futuro próximo. Coisas como HDR com certeza farão parte das câmeras em breve. Mas, apesar de todo esforço de milhares de pessoas em melhorar os fotômetros das câmeras, algumas decisões ainda devem ser tomadas pelo fotógrafo, e portanto, é preciso saber como.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Por que medir a luz?

Uma foto tem qualidade quando a quantidade de luz que chega ao filme ou ao sensor está dentro de certos limites. Se entrar luz demais, a foto fica muito clara; se entrar luz de menos, fica escura. Por isso, a importância da medição de luz. Para se adequar à variedade de luz de um ambiente, os olhos possuem a íris, que se abre ou fecha diminuindo ou aumentando fluxo de luminosidade. A vantagem tecnológica dos olhos é que eles conseguem captar ao mesmo tempo informação de áreas mais e menos iluminadas. A esta capacidade se dá o nome de latitude no filme convencional e dynamic range no sensor digital. Naturalmente, nem um nem outro consegue captar com tanta eficiência as áreas claras e escuras da foto quanto um olho. Por um lado, isso é ruim, porque temos que escolher algumas coisas e preterir outras dentro da imagem, Por outro, nos dá a possibilidade de diminuir o número de informações na imagem - para que a atenção do espectador se encaminhe apenas para aquilo que nos interessa.

Tipos de Fotômetro

Luz Incidente: Fotômetro de mão, que nos dá a leitura da luz que INCIDE sobre o assunto medido.

Luz Refletida: Fotômetro que nos dá a leitura da luz que é REFLETIDA do assunto medido, e que pode ser dividido em dois tipos:

a) SPOT METER - mede pontos específicos de luz refletida.

b) LUZ GERAL

- mede a luz refletida geral de um assunto.

(como por exemplo os fotômetros embutidos nas câmaras fotográficas ) - A maioria das câmeras atuais possuem o modo

de spot-meter integrado.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

A técnica da objetiva
A fabricação de uma lente envolve muita tecnologia para driblar os problemas óticos como aberrações e distorções As objetivas hoje encontradas no mercado podem ser muito parecidas, mas há diferenças importantes entre elas, A forma de fabricação, a qualidade dos materiais usados, a precisão ótica e a luminosidade são os principais itens que diferenciam uma objetiva de outra, Isso se reflete no preço. As mais baratas são geralmente produzidas com lentes e componentes mais simples, Já as mais caras são voltadas geralmente para o uso profissional, Elas recebem componentes mais duráveis, lentes com tratamentos e materiais especiais e são mais luminosas (ou seja, permitem a entrada de uma maior quantidade de luz, a abertura dessas lentes é geralmente de f/2.8 ) Elementos Uma objetiva zoom (ou de foco variável) de menor qualidade pode até afetar as cores conforme a distância focal usada. Isso quer dizer que uma mesma objetiva pode reproduzir cores diferentes de uma mesma cena ao ser usada em grande angular, normal, meia-tele e tele. Além disso, o número de elementos internos (lentes) de uma zoom faz com que ela tenha uma perda se confrontada com uma objetiva fixa em determinada distância focal. Enquanto uma zoom 75-300 mm chega a ter 15 elementos em 10 grupos internos, uma fixa 300 mm é composta de 8 elementos em 7 grupos. Ou seja, a 300 mm fixa, geralmente, apresenta melhor qualidade que a zoom na posição 300 mm. A vantagem de uma objetiva zoom se comparada com uma fixa é a praticidade e a versatilidade.

Nikkor 35·70 mm 1/2.8: 15 elementos

Fixa Nikkor 135 mm f '2: Só 7 elementos

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

FLASH
Flash Manual
Para regular o uso do Flash manual temos a ABERTURA e a DISTANCIA ENTRE FLASH E OBJETO, que como o nome indica é a distancia física entre o flash e o objecto a ser exposto. Para usar o flash focava-se a lente, a partir dai íamos a uma tabela normalmente gravada no próprio flash, onde tínhamos que procurar a abertura equivalente para aquela distância para determinado ISO. Isso era extremamente lento, irritante, e pouco amigável. Se a distancia se alterasse lá íamos nós outra vez à tabela para ajustar a abertura. Isto deve-se ao fato de o flash disparar sempre em potência máxima. Essa DISTANCIA ENTRE FLASH E OBJETO é importante por causa da potência do aparelho. A potência de um flash designa-se de Numero Guia (Guide Number) ou GN. Quanto mais alto o numero mais potente o flash. Quanto mais potente o flash mais longe a luz pode viajar. Mas o que acontece é que esta luz quanto mais viaja mais perde essa potência. Na verdade perde imensa potência. Chamasse lei do inverso do quadrado. Vou dar um exemplo: seja um flash que tem um GN de 50 (em metros – muito bom por sinal). Usando ISO100 para expor um objeto a 18 metros usa-se uma abertura de f/2.8, para usar f/3,5 baixa para 13mts, f/5,6 9mts, f/8,3 6mts; f/12,5 a 4 mts, etc. Isto é uma perca de potência incrível! Mas é uma regra universal que temos que viver com ela. Ou seja, para calcular você tem que dividir o número guia pela distância do assunto, assim você obtem a abertura que tem que usar na máquina (muitas vezes tem que se arredondar)

Flash Automático
Como regra, quanto mais regulagens automáticas um flash possui, mais opções de preenchimento apresenta. Assim, se a exposição ambiente é 1/125 seg. a f/8 e você regular o flash e as lentes para f/8, terá uma razão de 1:1. Para mudar isso, basta alterar a regulagem da abertura no flash, e deixar f/8 nas lentes. Desta forma, colocando f/5.6, no flash a razão será de 1:2; e para f/4 será de 1:4. Nos dois casos, o que acontece é que você está informando o flash de que regulou a lente para uma abertura maior do que ela realmente apresenta, e portanto, ele fornecerá menos luz ao ambiente. E assim, quanto maior a abertura regulada no flash, mais fraco será o efeito.

Flash Incorporado
Muita gente pensa que os flashes incorporados não possibilitam a técnica do preenchimento. Mas aqui estão as boas novas. Muitos deles não só possibilitam o preenchimento ( fill flash), como o regulam automaticamente. Isso quer dizer que você não terá controle algum sobre o flash, e então, terá que se contentar com o que ganhar – normalmente uma razão de 1:2.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Flash TTL (TROUGH THE LENSE)
A grosso modo quando utilizamos o flash pode-se dizer que fazemos em simultâneo duas exposições: uma com a luz natural (controlada pela ABERTURA e VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO) e outra com o flash (controlada pela ABERTURA e DISTANCIA DO FLASH AO OBJETO). Assim temos a ABERTURA como fator determinante para o controle da exposição Com o TTL as coisas são necessariamente diferentes do flash manual. Eis rapidamente o que se passa com TTL: Quando se pressiona o obturador o flash dispara, a luz bate no objeto e é refletida em direção a câmara, através da lente (TTL) atinge o plano do sensor onde é processada pelo processador da maquina. Assim que o sensor acha que a luz é suficiente manda desligar o flash. Tudo isto à velocidade da luz. A grande diferença entre o flash manual e o TTL é que neste a exposição correta deixa de ser controlada pela DISTANCIA AO OBJETO ou pela ABERTURA, mas simplesmente no ato de desligamento do flash! Qualquer que seja a abertura utilizada a exposição correta é controlada por um "interruptor" (também chamado de Tiristor). Isto não quer dizer que a DISTANCIA AO OBJETO e a ABERTURA deixem de ser importantes, mas apenas que são muito mais controláveis. Com o TTL o computador da máquina faz a exposição correcta independentemente da ABERTURA ou da DISTANCIA AO OBJETO (desde que estejamos dentro dos limites da capacidade do flash). Podemos escolher a ABERTURA que nos interessa para a Profundidade de campo necessária e não usar uma pré-selecionada na parte trazeira do flash! Muitos poderão perguntar porque é que a VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO não influencia a exposição do flash. Simplesmente porque é muito lenta! A duração média de um disparo de flash é entre 1/1000 e 1/23000 de segundo! A luz do flash deve expor a cena num único disparo (bom isto hoje em dia já não é verdade com os modos FP e equivalentes, mas para a compreensão do artigo, fica assim) e isto significa que as cortinas do obturador devem estar completamente abertas nesse momento, caso contrário ficará registada uma banda negra na película. É ai que entre a velocidade de sincronismo de flash (varia de modelo para modelo, mas poucas vão acima de 1/500). A velocidade de obturação deverá ser escolhida para controlar a luz ambiente (luz natural não afetada pelo flash) e desde que nos mantenhamos dentro da escala de utilização do flash podemos utilizar um sem número de opções para controlar o efeito final da imagem. Desde a mais elementar que é expor corretamente para o fundo, até situações em que podemos alterar esse mesmo fundo - desde torná-lo mais claro a completamente escuro.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

CONCEITOS IMPORTANTES PARA USO DO FLASH

Velocidade de Sincronismo
Para usar qualquer tipo de flash externo, seja portátil, acoplado à câmara, de estúdio e outros, temos que primeiramente observar a sua velocidade de sincronismo. Este sincronismo refere-se ao intervalo de tempo entre a abertura do obturador e o disparo do flash. Ambos devem acontecer exatamente no mesmo momento. Para isto, necessitamos de uma velocidade específica que dispare o flash no exato momento em que o obturador esteja totalmente aberto para atingir o pico máximo de luz. Em flash embutidos esse conceito geralmente é obscuro já que a máquina tenta fazer tudo automaticamente. Se o manual da sua câmera informar que o sincronismo do flash está regulado para 1/60, e se você acidentalmente utilizar uma velocidade mais rápida como 1/125 ou ainda 1/250, a foto sairá gravada somente em parte, pois a velocidade estará fora do pico, e a cortina do obturador estará cobrindo parte do filme durante a exposição. As câmeras manuais mais modernas permitem sincronismo do flash até 1/250. Os modelos High Tech permitem até 1/800 ou mesmo 1/1000, dependendo de programas específicos. Entretanto, o que importa realmente saber é que a velocidade de sincronismo é a velocidade máxima permitida a operar com flash eletrônico. Esta velocidade, na maioria das vezes, registra apenas a luz emitida pelo mesmo.

Número de Guia – Flash Manual

Já foi discutido brevemente, mas é interessante abrir mais um tópico. Cada tipo ou modelo de flash tem uma potência, um poder de iluminação. Esta medida é o número guia, indicado no manual do seu flash, para filmes de ISO 100. Em outras palavras, a luz que parte do seu flash se espalha e chega até o assunto com maior ou menor intensidade. Portanto, toda vez em que a distância se altera, é necessário alterar o diafragma para uma correta exposição. Cada flash tem um número guia, uma potência diferente. Para facilitar o manuseio, cada tipo ou modelo vem com seu respectivo número guia impresso em seu manual (isso para flashes externos). Ou, com uma tabela de Distancia x Abertura, impressa no próprio corpo ou no visor de cristal liquido do flash. Observe-a com cuidado para conseguir a exposição correta.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Redutor de Potência
Este recurso adicional, encontrado nos flashes mais sofisticados, e vem designado com as potências – 1/1 (full - total), 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 etc. Isto significa que em 1/1 o flash está em carga máxima e na medida em que se reduz esta carga sucessivamente, pela metade, a luz do flash reduz-se no numero de pontos equivalentes. Esse recurso é muito útil, quando se opera a distancias muito curtas, ou com filmes mais sensíveis, ou ainda apenas para economizar baterias. Já que as marcas e modelos de Flash estão em constantes aperfeiçoamentos, recomenda-se ler seus respectivos manuais com atenção. Nas câmeras tipo Hi Tech a redução de potência, é efetuada diretamente no respectivo programa para flash - TTL, acionando-se a respectiva escala de compensação, desde que se utilize o flash indicado pelos seus próprios fabricantes. Alguns modelos originais apresentam esta escala de redução mesmo em modo manual. Para maiores informações, consulte o livrete de instruções de seu Flash. "RING FLASH" / Flash Anular Há Flashes especiais para curtas distâncias, com pequena potência adequada à fotografia científica ( muito usado por dentistas e dermatologistas) ou para documentação São conhecidos como Ring Flash, tipo circular, utilizado na frente da objetiva, acoplada como um filtro. Desenvolvido para situações especificas, para temas muitos próximos, em que a iluminação de um flash convencional não é adequada. Fotografia dental, médica, macro fotografia, e outras aplicações afins, são alguns dos campos em que esta técnica é utilizada. Apresenta uma luz difusa, e em alguns de seus modelos o grau de difusão pode ser controlável. São encontrados em modelos manuais. Automáticos e até TTL. No entanto, seu raio de ação é limitado a 1.2 metros de distância. Na falta destes flashes, podemos improvisar rebatedores para dirigir o foco de luz diretamente ao assunto a ser fotografado.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

White Balance
Indicar para a câmera digital o tom certo para que ela ajuste todas as cores - é chama de white balance ou balanço de processo é também conhecido como branco". de branco o que se branco. O "bater o

Muitos fotógrafos ainda usam o balanço de branco no automático AWB, o que não é muito aconselhável para trabalhos que exijam precisão, pois a fidelidade das cores fica comprometida. Fotografias muito amareladas e ou muito azuladas, são exemplos de que o ajuste de brancos não foi feito com sucesso e ou que o ajuste no modo automático não deu conta do recado, embora as câmeras modernas estão com sensores mais precisos que indicam cada vez de forma mais correta a temperatura de cor que estamos trabalhando, lembremos mais uma vez da capacidade de adaptação dos nossos olhos frente as câmeras fotográficas. O WB ou Balanço de Brancos deve ser ajustado em cada ambiente que vamos fotografar, o ajuste vale apenas para a temperatura de cor que foi pré ajustado. WB em ambientes internos WB em ambiente externo WB em estúdio WB em eventos como casamentos (o desafio da luz das equipes de filmagens)

Temperatura de Cor

Todas as fontes de luz, sejam elas artificiais e ou naturais tem uma temperatura de cor, essa temperatura de cor é medida em graus Kelvin ( K ). O ajuste de brancos como falamos anteriormente nada mais é do que descobrir qual a temperatura de cor que a câmera deve estar ajustada para que um objeto branco tenha exatamente a cor branca, assim através de um parâmetro interno a câmera sabe as demais cores. Algumas câmeras permitem que você ajuste manualmente quantos graus Kelvin quer trabalhar, em uma escala que vai geralmente de 2.500 a 10.000 K. Se formos de um extremo ao outro, ajustando primeiramente a câmera em 2.500, vamos perceber que a imagem tende a ficar com cores frias, e ou tendendo para o azul. O inverso ocorre se ajustarmos a câmera para 10.000K, teremos uma imagem com tonalidades quentes, tendendo para amarelo. Tal efeito ocorre porque a câmera compensa com cores inversas, os comprimentos de onda emitidos pelo objetos.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

De acordo com o diagrama abaixo, se ajustarmos a câmera para 1.200K, estamos dizendo para ela que temos uma luz, extremamente quente e ou vermelha, a câmera vai compensar isto visando manter o equilíbrio com cores frias. O que ocorre de ajustar a câmera para 11.000K ?

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Termos mais usados em fotografia
Pixel: É o elemento básico da imagem, ou seja, é a menor porção de imagem que pode ser manipulada no computador. Mega Pixel: Designação de Câmaras Digitais que registram mais de 1 (um) milhão de pixels. BITMAP - Imagem bitmapeada é aquela na qual registramos as informações (cor e posicionamento) de cada pixel, utilizando urna matriz bidimensional (mapa X/Y). Byte: Conjunto de 8 bits. Também conhecido corno "palavra". 8 bits = 1 byte / 1024 bytes = 1KB / 1024 kbytes = 1 MB / 1024 megabytes = 1 GB / 1024 Gigabytes = 1 Terabyte .CONTROLE DE ABERTURA - O anel da objetiva ou da câmera (um botão, em alguns modelos) que, quando rotacionados, ajustam o tamanho da abertura no diafragma e modifica a intensidade de luz que incide sobre o filme. CONTROLE DE VELOCIDADE (do Obturador) - Controle que seleciona o período de tempo durante o qual a luz da cena atingirá o filme. Câmara Digital: Equipamento semelhante a urna câmara convencional, porém registra as imagens através de um CCD, ao invés de um filme fotográfico. As cargas elétricas registradas pelo CCD são convertidas pelo Conversor Analógico/Digital e, posteriormente, armazenadas em cartões. Cartão de Armazenamento: Meio de armazenamento normalmente utilizado pelas câmaras digitais. Entre os vários modelos podemos citar: Smart Media, Compact Flash e Memory Stick, SD , XD etc.. CMYK: Espaço de cor no qual são utilizadas as cores subtrativas: Ciano, Magenta e Amarelo, aliadas ao preto. Conversor Analógico Digital (AD): Dispositivo eletrônico utilizado em Câmaras Digitais e Scanners para quantificar as cargas elétricas registradas pelo CCD. DEFINIÇÃO - É a clareza nos detalhes e contornos. Depende da dimensão do menor ponto da imagem que pode ser gravado no filme por meio da objetiva que se utiliza. O índice de definição vai depender da sensibilidade do filme, da qualidade óptica da objetiva, dos métodos de fotometria e processamento da imagem. DISTÂNCIA FOCAL - é a distância do primeiro elemento óptico de uma objetiva, até o plano focal do filme. A distância focal de uma objetiva determina o tamanho final da imagem fotográfica. Em geral, quanto maior for a distância focal da objetiva, menor será seu respectivo ângulo de visão.
Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

DPI: Pontos por polegada. Refere-se a quantidade de pixels que estão dispostos em uma polegada. Ex: impressão a 300 DPI, refere-se a acondicionar 300 pixels em uma polegada. Caso tenhamos um arquivo de 1800 pixels x 1200 pixels, teremos uma imagem impressa a 6 x 4 polegadas, ou seja, 15 x 10 em. EXPOSIÇÃO - Tempo durante o qual a luz deve incidir sobre a emulsão fotográfica para formar sua respectiva imagem. A exposição é controlada pela velocidade do obturador e pela abertura do diafragma selecionado. EXPOSIÇÃO AUTOMÁTICA - Modo de operação no qual a câmera ajusta automaticamente a abertura, a velocidade do obturador, ou ambos, para produzir exposição normal. EXPOSIÇÃO MANUAL - Modo não-automático de operação da câmera no qual o fotógrafo estabelece tanto a abertura quanto a velocidade do obturador em função das condições de luz e do resultado pretendido. "FLASH" AUTOMÁTICO - Tipo ou modo de "flash" eletrônico com sensor foto-sensível, que detennina a distância do "flash" para exposição ideal, através da medida do retomo da luz refletida pelo objeto. "FLASH" MANUAL - Tipo ou modo não-automático de operação do "flash", no qual o fotógrafo controla a exposição ajustando a abertura da lente em função da distância em que a cena se encontra. "FLASH" TTL - Neste modo ou função, o sensor eletrônico é automaticamente desligado. O fotômetro efetua a leitura da cena a ser fotografada e comanda o flash para emitir a intensidade de luz necessária para iluminar adequadamente a cena. Filtros Digitais: Algoritmos os quais podem ser aplicados as imagens, visando obter determinados efeitos. GRANULAÇÃO - Tamanho dos cristais de prata da emulsão dos filmes fotográficos. A granulação, proporção das partículas de prata, aumenta quanto maior for a sensibilidade do filme (medida em ISO) e também em função da proporção de ampliação do negativo. GIF: formato de arquivo desenvolvido na Compuserve e de grande utilização na INTERNET. Possui como grande limitação a quantidade de cores que podem ser representadas: 256 cores. Histograma: Espécie de gráfico, no qual podemos visualizar a distribuição do pixels em função do nível (Altas, Medias e Baixas Luzes) Normalmente, utilizamos o histograma como base para efetuarmos ajustes.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Bibliografia ( para ver mais )

Fotografia - Manual Completo da Arte e Técnica, Editora Cultural, Série Time Life.Y Ed. 1981. TRIGO, Thales . Equipamento Fotográfico, Teoria e Prática. Ed. Senae, São Paulo, 1998 Digerati.FEIJÓ, Fernando Carrazedo. Curso Básico de Fotografia. Santos : APM ETE Aristóteles Ferreira, 2001. GAUNT, Leonard. Fotografia com bom senso. São Paulo : Tecnoprint, 1980. VERNE, Carlson, The Professional Cameraman's Handbook, Focal Press, 4th edition, 1994 PEDROSA, Israel, Da cor à cor inexistente, Léo Christiano Editorial, 7a. ed. RJ, 1999 CASTANHO, Eduardo. Revista Fotografe Melhor. Ed. n° 75 - p. 55,56,57, 2002. TRIGO, Thales. Revista Fotografe Melhor; Técnica & Pratica. Ed. n° 1 - p. 65,67 , 2008. MILESI, Alex. Revista Fotografe Melhor; Técnica & Pratica. Ed. n° 6 - p. 76,77,78 , 2009. MARIGO, Claudio. Revista Fotografe Melhor. Ed. n° 115 - p. 38,39,40, 2006.

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

Avenida do Imigrantes, 310 - Vila Rau -Jaraguá do Sul/ SC - Cep 89254-430 - Fone: (47) 3275-8400 e 3275-8403

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->