Teoria Geral do Direito

 Normas Jurídicas • • • Eficácia das Normas Normas primárias / Normas Secundárias Eficácia / Hierarquia

 Normas primárias        A primazia da CF Princípio da Simetria Constitucional Recepção de tratados constitucionais Atualização da Constitucional Restrições às atualizações Cláusulas Pétreas Teoria da Dupla Revisão – Ministro Gilmar Ferreira Mendes

 Normas Secundárias  Instrução ministerial  Decreto regulamentar  Portarias  Circular  Ordem de serviço  Resolução

NORMAS PRIMÁRIAS • Toda lei é uma norma, nem toda norma é uma lei. Norma Jurídica (lei, decreto, tratado) é a célula do ordenamento jurídico. É um imperativo de conduta, que coage os sujeitos a se comportarem da forma por ela esperada e desejada.

acrescentar. suprimir assunto tratado em norma primária. toda e qualquer norma jurídica não poderá contrariar a Constituição Federal sob pena de inconstitucionalidade. Desta forma. portanto. Desta forma. Por este princípio todos os demais micros sistemas jurídicos devem equivaler ao macro sistema jurídico. disto decorre a sua primazia em relação a todas as outras normas. sendo.) As normas secundárias só terão eficácia se respeitarem o âmbito das primárias. (A extinção da norma primária automaticamente leva à extinção da secundária. norma fundamental ou carta magna). • Normas Secundárias dependem de outras. a CF é a norma primária (norma ápice. mas não será objeto da CF a regulação de relações entre particulares. uma norma secundária jamais poderá alterar. que possuem vida própria. a CF regulará a relação entre o Estado e o poder originário. • A primazia da Constituição Federal: reflete o pacto estabelecido entre o poder originário (povo) e o poder constituído ou delegado (Estado). a CF mostra a estrutura do Estado e a organização do mesmo. explicar. os assuntos tratados nas normas secundárias não poderão ultrapassar os assuntos que são tratados pela primária que estejam vinculadas. . Assim. mas o contrário não ocorre. as demais leis que extrapolarem as matérias de sua competência ou não observarem o processo Legislativo pertinente serão consideradas ilegais. ou seja. de hierarquia superior – primárias – para existirem. Da mesma forma. Assim. Tanto em relação às normas primárias e às secundárias é preciso observar a hierarquia entre as normas jurídicas de forma que a norma de hierarquia inferior jamais poderá contrariar ou revogar norma de hierarquia superior. de forma que a secundária do pode garantir a exectoriedade.• Normas primárias são normas autônomas. Logo. não dependem de outra para existirem. mesmo relações de direito privado não podem contrariar os princípios e valores estampados na CF. destituídas de eficácia ou exigibilidade jurídica. norma mãe. detalhar ou complementar a norma primária. Alem disso. que é a CF. a CF espelhará a organização deste Estado e as obrigações deste Estado para com o poder originário (povo). • Em decorrência da primazia constitucional surge o principio da Simetria Constitucional.

Limitações formais ao poder de emenda: para que uma proposta de Emenda Constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional é necessária que a mesma seja proposta por uma das seguintes formas: a) Proposta enviada pelo Presidente da Republica. sendo que. houve a necessidade de serem estabelecidas regras de transição. As limitações formais são aquelas que dizem respeito aos procedimentos pelos quais uma proposta de Emenda constitucional deve passar para ser apreciada. esgotando-se assim essa modalidade de atualização. insto porque estávamos em processo de redemocratização que culminou com a promulgação da Constituição cidadã.60. Já as limitações materiais dizem respeito ao objeto do que pode ou não ser emendado. porém. obedece a várias limitações e inibem tentativas de alterar a essência da ordem constitucional. como havia ainda no país um ranço de ditadura militarista. as limitações matérias se refere ao conteúdo e não a forma. c) Proposta enviada por mais da metade das assembléias legislativas dos estados. cinco anos após a promulgação da CF (1993) ocorreu a revisão de todo o texto constitucional. um terço dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. As Emendas Constitucionais atualmente são a única forma de atualizar o texto constitucional suprimindo. Assim. que foi previsto no Art. no mínimo. não havendo mais possibilidade de ocorrer uma nova revisão no texto constitucional. acrescentando ou modificando os artigos da CF. a mesma não poderá ser apreciada se o país estiver em estado de . O poder de Emenda sofre limitações formais e matérias. b) Proposta enviada por. Mesmo tal proposta sendo enviada por um destes entes legislativos. A primeira é denominada de revisão constitucional. . em cada um deles. A segunda forma de atualização constitucional e que ainda hoje é vigente e pode ser manejada é a chamada Emenda Constitucional. que uma vez transpostas não retroagiriam. logo.• Atualizações Constitucionais: A Constituição de 88 previu em seu texto original duas formas de atualização da mesma. a proposta deve ter obtido aprovação por maioria relativa de seus membros. essa forma de atualização já se esgotou.3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias previu que esta revisão ocorreria uma única vez. É preciso observar que este poder de alteração previsto no Art.

que são situações que não há normalidade democrática. porém.Limitações materiais ao poder de emenda: A CF apresenta em seu corpo um conjunto de valores e regras que visam nortear o Estado brasileiro. alguns doutrinadores admitem a existência das chamadas ‘’cláusulas pétreas implícitas’’. Assim toda e qualquer norma jurídica estadual ou municipal não pode contrarias o disposto na CF. que possuem autonomia política. • As Cláusulas Pétreas estão concentradas no § 4º do Art. Se o poder de emenda fosse irrestrito não haveria garantia de que a essência da CF permanecesse. a mesma tem como finalidade ser eficaz e adequada à sociedade que pretende regular.defesa ou estado de sítio. Forma federativa de Estado: a utilização da forma federativa resulta no pacto federativo no qual há a existência de estados membros. mas que não possuem soberania.60 da CF constituem uma limitação material ao poder de emenda. Este conjunto de Direitos é denominado pela doutrina como Cláusulas Pétreas. que. administrativa e financeira. . secreto. As Cláusulas Pétreas previstas no § 4º do Art. a periodicidade permite a renovação II. Para evitar isso existe um conjunto de direitos que são considerados um núcleo duro essencial da CF que não pode ser alterado. segundo estes doutrinadores. por fim. ou seja.60. cuja votação ocorrerá em dois turnos. municípios e Distrito Federal. a fim de garantir a estabilidade constitucional. Estando o Estado brasileiro dentro da normalidade política. universal e periódico: o voto é garantia da manutenção da democracia e da continuação do pacto entre o poder originário e o poder derivado. único que vincula todos os Estados Membros e municípios. Voto direto. a forma secreta garante a liberdade política necessária à democracia.60.60 da CF. de Emenda à Constituição não pode permitir que sejam suprimidas ou diminuídas as bases de organização do Estado brasileiro e seus princípios fundamentais. as propostas de Emenda poderão ser apreciadas desde que seja discutida e votada separadamente em cada casa legislativa. Porém este poder de atualização. § 1º e 2º). A Emenda só será aprovada se obtiver em ambas as casas três quintos dos respectivos membros (Art. Ao possibilitar formas de atualização. O fato de ser universal prestigia o principio da igualdade de todos perante a CF. Logo há o ordenamento jurídico nacional. e. . seriam direitos e garantias que se encontram espalhadas pelo corpo da CF e tem como finalidade assegurar o cumprimento dos direitos e garantias citados no § 4º do Art. Cláusulas pétreas explícitas: I.

Uma emenda que pretendesse alterar estas competências ou limitar-se ao exercício dos três poderes estaria ferindo uma Cláusula Pétrea. Pacifico é o entendimento de que os direitos e garantias individuais retratam a inspeção do poder constituinte. direitos e garantias individuais. É notório que os direitos e garantias individuais estão previstos no Art. porém. Analisando a pertinência temática e a organização do título. não podendo.e. Corrente contraria não vê essa possibilidade de ampliação aos direitos sociais. na verdade. Cada poder possui funções típicas que são as suas principais e funções atípicas consideradas secundárias e que também são desenvolvidas pelos outros poderes. e.5º. por dois argumentos: 1) o constituinte fez uma opção que retrata sua preocupação com o núcleo essencial. 2) os direitos sociais são reflexos da sociedade sofrendo alterações em função da evolução do tempo das políticas públicas e da própria sociedade. . assim sendo. no capítulo I. direitos e garantias sociais.5º da CF. Dessa forma. Utilizando essa linha de raciocínio. e no capítulo II. mas que teriam previsão no título II da CF “dos direitos e garantias fundamentais’’.60 § 4º inciso IV como cláusula pétrea. percebe-se que direitos e garantias individuais e direitos sociais são espécies do gênero “Direitos Fundamentais”. qualquer tentativa de usurpar funções consideradas precípuas de cada poder consiste em uma afronta à Constituição. por isso. os mesmos trazem uma profunda discussão teórica constitucional. Separação dos poderes: decorre da adoção pelo Estado brasileiro da teoria de Montesquieu.dos representantes do povo e do Estado. Direitos e garantias individuais: previsto no Art. visando assim manter a delegação de poderes do poder originário para o delegado de acordo com as suas convicções políticas e ideológicas. poderia se estender a proteção das cláusula pétreas também aos direitos sociais. A interferência de um poder em relação à competência precípua do outro geraria um desequilíbrio entre os poderes e feriria a teoria de freios e contrapesos adotados pelo Estado brasileiro. O título II compreende. não sendo possível ampliação da Mens Legis do constituinte. serem considerados imutáveis ou estáticos. em seu núcleo essencial. III. deveriam ter utilizado ‘’Direitos e garantias fundamentais’’. IV. alguns doutrinadores vem sustentando que o Constituinte originário fala menos do que pretendia dizer ao utilizar a expressão ‘’direitos e garantias individuais’’. quando. para a concepção de muitos desses direitos há a necessidade de observância de outros direitos que estão fora do rol do Art.

uma vez criado um novo direito individual via emenda constitucional. está inserido no título IV do poder Legislativo.portanto. haveria a possibilidade de alterar as regras pertinentes ao próprio processo legislativo. as cláusulas pétreas também poderiam sofrer revisão. a mesma também poderia ter suas limitações alteradas e. • Existem três teorias em relação ao poder de revisão constitucional. por um aspecto formal. Por este entendimento. que é também a majoritária no Estado brasileiro. Como a emenda constitucional está inserida no processo legislativo. Desta forma ocorre a impossibilidade da chamada “dupla revisão constitucional”. e a petrificação de certos direitos teria muito mais uma garantia política que jurídica. e seria a possibilidade do poder de emenda alterar o conteúdo do título IV. mostrando a função social e política que o . A terceira teoria. Sendo possível a ampliação. A segunda corrente. Para responder a esta intrigante pergunta se faz necessária a discussão quanto ao poder de revisão constitucional. por sua vez. Embora o raciocínio apresentado por esta teoria seja matematicamente lógica. desta forma. supressão e todo e qualquer direito previsto na CF. não há possibilidade de supressão ou redução destes direitos. Desta forma. que não deve ser alterada sob pena de alteração da essência da constituição. a evolução constitucional é necessária para que a mesma continue atendendo aos anseios sociais. portanto. existiria um poder amplo de revisão. que. constituem uma face da Constituição. porém. há um risco político e institucional em se aceitar a validade jurídica dessa teoria. sustenta que as Cláusulas Pétreas não estão protegidas em relação ao poder de revisão. Esta corrente não encontra muitos adeptos no Brasil sendo.60 da CF. Questão interessante seria se. minoritária. Dessa forma. sustenta que as cláusulas pétreas seriam uma garantia de estabilidade institucional. haveria a possibilidade de ampliação desses direitos sem prejuízo de afronta a imutabilidade das cláusulas pétreas. defendida por Gilmar Ferreira Mendes. no que tange ao poder legislativo. por conseqüência. se este novo direito também seria clausula pétrea. tendo em vista que a garantia política representa a vontade social. Isso porque o núcleo essencial da CF não apresentaria mais nenhuma garantia de imutabilidade. e. As cláusulas pétreas estão inseridas no § 4º do Art. Isto. consequentemente. as Cláusulas Pétreas não seriam obstáculo à reforma. A primeira sustenta que a constituição deve retratar a realidade social.

pois dependem da criação de uma norma infraconstitucional para que sejam produzidos os efeitos pretendidos. a questão acima colocada. que foi elaborada pelo professor José Afonso da Silva. Abordaremos a classificação mais tradicional. porém. entretanto. ou seja. que leva em consideração o plano de eficácia da norma constitucional I. constituem direitos líquidos e certos apresentando a imediatividade como característica. a criação de novos direitos seria possível. pode ser respondida com os seguintes argumentos: se a cláusula pétrea retrata um direito a ser respeitado.constituinte originário pretendeu proteger ao petrificar determinados direitos. há diferentes tipos de normas constitucionais. Normas de eficácia limitada: são normas constitucionais que. Alem disso. Esta teoria é a que consagra a imutabilidade das cláusulas pétreas. Para se ter eficácia precisa que uma lei . assim foi previsto pelo constituinte originário. as normas de eficácia limitada sempre vão depender da criação de uma lei. mas. sendo que. variando as mesmas em função do critério adotado pelo legislador e. devido à natureza e à pretensão dessas regras. o método de estudo do doutrinador. em alguns casos. estes novos direitos não seriam considerados cláusulas pétreas por não retratarem a vontade do constituinte originário. de um novo direito. porém. não haveria possibilidade de supressão destes. Assim. Norma de eficácia plena: também conhecidas como auto executáveis. a classificação leva em consideração o momento em que a Constituição foi promulgada. podem ser invocadas pelo cidadão. se torna eficaz. desde o momento que a CF entrou em vigor. Muitas das leis previstas pelo constituinte originário já foram criadas. em relação à criação via emenda constitucional. não apresentaram ou ainda não apresentam eficácia. A doutrina estabelece inúmeras classificações quanto aos tipos de normas constitucionais. Não precisa de II. nesses casos. a norma constitucional se tornou eficaz. podemos afirmar que essas normas não dependem de nenhuma outra para terem eficácia. mesmo vigentes. Quando se torna vigente. • Classificação das normas constitucionais: A Constituição apresenta um conjunto de regras. Desta forma. são aquelas normas que.

por si só. porém. Tem eficácia. Normas de eficácia contida: as normas constitucionais de eficácia contida são normas vigentes. Quais os valores a VI. Desta forma. Logo. ADCTS: são normas que servem de pedágio. Logo. quando existente. um caminho a seguir. Introdução (à que veio). indicando valores e crenças que nortearam a redação de todo o texto constitucional. é a parte introdutória do texto constitucional. pois o exercício do direito nacional sempre observará o princípio da territorialidade. Transição (regras transitórias): uma vez produzidos os • Constituição Federal e Tratados Internacionais: O ordenamento jurídico nacional também se utiliza de normas internacionais. por vontade do constituinte originário. Assim. V. Indicam o objetivo do Estado brasileiro. já produz efeitos. não são executáveis. serve como uma apresentação do conjunto constitucional. passagem. Perambulo constitucional: não é parte obrigatória para elaboração de constituição. percebe-se que a produção de efeitos dessas normas será diferida no tempo. pode ser restrita por uma norma infraconstitucional. porém. surge a necessidade de tratados e . Normas problemáticas: são normas constitucionais vigentes mas que. mas sua eficácia se apresenta de imediato desde que não haja outra previsão constitucional limitando seus efeitos. não podemos desconsiderar que o exercício de soberania de um Estado deve se harmonizar com a soberania dos demais Estados. mas sofre IV. mas que a sua abrangência e eficácia. percebe-se que a sua vigência é limitada no tempo (possibilidade de revisão constitucional). muito se assemelhando à uma carta-programa.III. São normas que estabelecem regras de transição entre uma ordem jurídica anterior para outra. Caminho que o Estado pretende seguir. eficazes.

59 da CF. na verdade. Neste caso. da hierarquia entre leis complementares e leis ordinárias. A partir deste critério. dentre outras previsões. uma vez ratificados estes diplomas internacionais. também pelo fato das leis complementares necessitarem de quórum qualificado superior ao das ordinárias. Leis ordinárias: topograficamente. 2) A segunda corrente sustenta a ausência de hierarquia entre normas ordinárias e complementares. logo após a Constituição. é usual falarmos que as leis ordinárias possuem competência residual.convenções internacionais que possam ser aplicados em território nacional. da costa Rica – Convenção interamericana de Direitos Humanos – que. Há duas correntes acerca da existência. as leis complementares aparecem no Art. se faz necessário a aprovação por maioria simples. e. O quórum para aprovação de uma lei ordinária é de maioria simples. hierarquicamente após a CF. inciso 2º. ou não. • Leis complementares: topograficamente. estabeleceu que só existe previsão civil em caso de débito alimentar. pois o quórum da complementar é considerado qualificado em relação ao da lei ordinária. A recepção de tratados e convenções internacionais passa também pela análise do Poder Legislativo. é possível dizer que. • . São objetos de leis complementares assuntos indicados constitucionalmente. 1) A primeira corrente sustenta que existe hierarquia. uma lei ordinária não pode revogar uma lei complementar.59 da CF. Toda matéria que não for de lei complementar. as leis ordinárias vêm após as leis complementares.5º CF). são esferas relacionadas de competência m razão da matéria. Questão essa que gerou grande controvérsia no mundo jurídico. de ordem constitucional ou de competência privativa. por força de previsão constitucional. É o caso do pacto São José. Assim. também a prisão para depositários infiéis. tais diplomas ingressam no ordenamento jurídico nacional com força de Emenda constitucional (§ 3º Art. Diante da diferença de quórum para aprovação. primeiro em função da localização topográfica estabelecida no Art. passam a vigorar no país com força de lei ordinária. o que existe. Argumentam que o fato do quórum ser diferenciado por si só não estabelece a hierarquia. Levando em consideração essa particularidade para a aprovação das leis complementares.59 e. no inciso 3ë do Art. pois a nossa CF previu. exceto quando estes tratados e convenções internacionais visarem sobre direitos humanos fundamentais. estão as leis complementares. além da prisão para dívida alimentar. pode ser objeto de lei ordinária.

porém. embora tenha sua origem diferenciada. nacionalidade. a cidadania. a criação da norma inicia-se no poder executivo e somente posteriormente será apreciado pelo poder legislativo. pois. uma vez elaborada. os limites da matéria delegada. não será possível delegação de assuntos que sejam de competência privativa do poder legislativo. isso pode ocorrer quando o chefe do executivo extrapola os limites impostos à delegação. do poder judiciário ou do ministério público. As leis delegadas são aquelas as quais o chefe do executivo solicita competência ao congresso nacional para a sua elaboração. bem como a necessidade ou não do reexame por parte do Congresso Nacional. direitos políticos. ingressa no ordenamento jurídico nacional com status de lei ordinária. b) Delegação própria: nesta modalidade. O congresso. posteriormente. Esta resolução fixará o tempo da delegação. A delegação própria também é conhecida como delegação plena. Também não será possível a delegação de assuntos que sejam constitucionalmente atribuídos à lei complementar. lei posterior de patamar ordinário pode revogar lei delegada. será feia através da resolução do Congresso Nacional. . está delegando poderes de sua competência para o chefe de um outro poder. tanto do ponto de vista temporal. pois o Congresso delega o poder. independentemente de seu tipo. na qual legislativo caçará os poderes dados ao Presidente através de delegação. pois. ao autorizar esta requisição. Assim. A delegação é concedida mediante resolução do Congresso Nacional e se dá através de delegação externa corpus. o objeto da delegação. Também não pé possível delegação de competência em relação à assuntos. pois houve uma delegação de poderes. daí o termo “lei delegada”. Ocorrendo a delegação. uma vez concedido o poder. Esta delegação é chamada de imprópria. o Congresso autoriza o Presidente a elaborar projeto de lei se que. não há limitação.• Leis Delegadas: Constituem uma exceção ao processo legislativo. a lei produzida entrará em vigor após a sanção e promulgação pelo Presidente do Senado após haver a publicação na imprensa oficial. Existem dois tipos de delegação: a) Delegação imprópria: o Congresso concede poderes ao Presidente para a elaboração da lei. De toda sorte. mas se reserva ao direito de examinar o que foi criado através da sua delegação. quando do ponto de vista material. nesta modalidade. direito eleitoral. afetos. direitos individuais e orçamento. este projeto seja reexaminado pelo Congresso. Pode também ocorrer uma outra situação. A delegação. a lei deve voltar ao Congresso Nacional que a apreciará em votação única. A lei delegada.

direito penal e civil. a liberação dos transgênicos e a criação do IPNF) tenham se dado através de medida provisória. direitos políticos. A importação do modelo italiano para o Brasil trouxe inúmeras seqüelas para o sistema jurídico nacional. que visem a detenção ou seqüestro de bens e que importem em criação ou majoração de tributos. cidadania.2º. inspiradas nos pavimentos de urgência previstos na constituição italiana. Entendido o requisito da urgência como evento temporal. pode causar ameaça de lesão a outro direito. pois a ausência de limitações e a falta de adaptação ao presidencialismo. e este juízo valorativo determina o critério de relevância. diretrizes orçamentárias e créditos e orçamentos adicionais e suplementares. Porém é preciso lembrar que a Itália é uma republica parlamentarista. O requisito constitucional para a utilização das medidas provisórias são urgência e relevância. se não implementado imediatamente. b) Não poderão ser objeto da medida provisória meterias relativas a nacionalidade. a falta de critérios quanto ao elemento relevância e a ausência de limitação temporal em relação à urgência dez com que assuntos dos mais variados (como a criação da ICP Brasil. Já a relevância é critério subjetivo presente no poder discricionário do administrador. c) Uma vez criada às medidas provisórias. organização do ministério publico e do judiciário. fez com que. porem. como os planos plurianuais. pois surge através de iniciativa do Presidente da Republica. direito partidário e eleitoral.4º e 5º e Art. as mesmas deverão ser objeto de apreciação pelo Congresso Nacional. direito pena. As medidas provisórias surgiram no ordenamento jurídico brasileiro. direito processual.154 inciso 2º. fato que justifica a concessão de pavimento de urgência ao primeiro ministro.t153 inciso 1º. carreira de seus membros. Diante desse cenário de caos legislativo surgiu a Emenda Constitucional número 32. sendo que . salvo os impostos extraordinariamente previstos no Ar. que são as seguintes: a) A medida provisória deve observar os requisitos constitucionais da urgência e relevância.• Medidas provisórias: também constituem uma forma anormal de criação legislativa. nosso país tenha sido governado via medida provisória em flagrante desrespeito ao equilíbrio entre poderes. num dado momento histórico nacional. Também não serão objeto de medida provisória matérias que sejam destinadas a leu complementar. que. O Supremo tem entendido que o administrador tem aptidão legal para exercer seu juízo de conveniência e oportunidade. normas orçamentárias. de 11 de setembro de 2001. Esta emenda trouxe uma serie de limitações à possibilidade de utilização das medidas provisórias.

prossegue-se a votação iniciada da Câmara dos Deputados e reexaminada pelo Senado Federal. visto as limitações materiais ao poder de criação legislativa via medida provisória. esta também de status ordinária.após 45 dias de publicação da medida provisória. f) Não poderá ser apreciada medida provisória que já tenha sido rejeitada ou tenha perdido sua eficácia durante o seu prazo de vigência na mesma sessão legislativa. podendo ser prorrogada uma única vez. a mesma passa a trancar a pauta. disporá sobre as situações jurídicas constituídas e abarcadas pela medida provisória que deixou de existir. não havendo sanção presidencial. Atendidos estes requisitos. pois a mesma só foi criada tendo em vista o seu requisito de urgência. g) Não sendo aprovada. a medida provisória dependerá de sua apreciação. Estas espécies versam sobre matérias exclusiva da Câmara e do Senado. e) Submetida ao Congresso Nacional. ou perdendo a mesma. • DECRETOS LEGISLATIVOS E RESOLUÇAO DO SENADO: As duas espécies legislativas diferem das demais pelos seguintes aspectos: a. de competência c. É importante ressaltar que antes da emenda constitucional numero 32 não havia limitação quanto as reedições das medidas provisórias. São aprovados por maioria simples e a promulgação ocorre por ato do Presidente do Senado ou da Câmara. São normas primarias que passam a vigorar imediatamente após sua publicação. a sua eficácia decreto legislativo. d. do atendimento dos requisitos constitucionais. d) O prazo de urgência das medidas provisórias é de 60 dias. Porém. NORMAS SECUNDÁRIAS . a medida provisória. é preciso lembrar que as medidas provisórias produzem efeito com força de lei desde a sua publicação. a medida provisória tem seu texto convertido em lei. Decretos legislativos e resoluções do Senado não passam pelo processo legislativo ordinário. Uma vez atendidos. b.

determinado e individual. e. como a portaria. Tem caráter impositivo. regular. e) Ordem de serviço: é a materialização de um comando dado por um superior hierárquico. são normas que vão complementar. Apresentam contepudeo impositivo e de caráter geral. f) Resolução: também tem caráter especificativo. especificar outra norma já existente.• Normas secundárias são normas cuja aplicabilidade dependerá da existência de uma norma primária. Tem caráter informativo e geral. d) Circular: tem como finalidade dar ciência de algo já estabelecido em outra norma. complementar e . ou seja. b) Decreto regulamentar: é editado pelo chefe do executivo para regular uma lei devidamente aprovada e vigente. a) Instrução ministerial: é editada pelos ministros do Estado e visam dar exectoriedade a políticas públicas afetas a sua pasta. é geral. c) Portarias: tratam de assuntos da competência de quem as editou e tem como finalidade das exectoriedade à uma norma primária.

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