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ANANDA KAUANNE COSTA DA SILVA LAYSA NAYARA DE O.LEITÃO LÁSARA MARIA PEREIRA NOEMIA DOS SANTOS NASCIMENTO

ESTUDO DE CASO SOBRE CIRROSE HEPÁTICA

Trabalho apresentado à disciplina Sistematização de Assistência de Enfermagem ministrada pela professora Francidalma Soares Carvalho Filha, como requisito de complementação da segunda avaliação.

CAXIAS-MA 2012

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SUMÁRIO

1 APRESENTAÇÃO 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 DEFINIÇÃO 2.2FISIOPATOLOGIA 2.3 TIPOS 2.4 ETIOLOGIA 2.5 FATORES ATENUANTES 2.6 PRINCIPAIS MEDICAMENTOS UTILIZADOS 2.7 TRATAMENTOS CLÍNICOS E/OU CIRÚRGICOS 3 IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE 4 PRESCRIÇÕES MÉDICAS 5 EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM 6 PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM 6.1 DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM(NANDA) 6.2 INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM(NIC) 6.3 RESULTADOS ESPERADOS (NOC) 6.4 PLANO DE ALTA 7 DISCUSSÕES 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS 9 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

3 4 4 4 5 5 5 6 7 9 11 13 15 15 15 15 18 19 20 21

hipertensão portal com anastomoses portosistêmicos e risco de carcinoma hepatocelular. o estudo tem como objetivo:. com astenia generalizada em todo o corpo.dos S.Fundamentar cientificamente os diagnósticos de enfermagem partindo de umarevisão de anatomia e fisiologia. causando altos custos para a economia e saúde do país. hematêmese.. internações hospitalares repetitivas e absenteísmo no trabalho. bem como a fisiopatologia do sistema que se relacionaao diagnóstico de enfermagem classificado. sexo feminino.3 1 APRESENTAÇÃO Trata-se de um estudo de caso de cirrose hepática da paciente H. auxiliando o mesmo e sua família a satisfazerem suas necessidades. separados por faixas de tecido fibroso. processos autoimunes ou patologia da via biliar. doenças metabólicas. Essa doença representa um serio problema de saúde pública por ser responsável por elevados índices de morbimortalidade. admitida na emergência dia 11/06/2012.Elaborar a prescrição de enfermagem bem como a sua fundamentação científica no intuitode intervir e armazenar as alterações apresentadas pelo paciente em estudo. ascite. visando solucionar os problemas encontrados nos pacientes. especialmente nos membros inferiores.Considerando o exposto. cujas manifestações mais importantes incluem icterícia. que determina a diminuição das funções de síntese e excreção hepáticas. infecções virais. .G. 69 anos. com queixas de fortes dores abdominais. anemia e encefalopatia. icterícia. Pode ser conseqüência do uso de álcool. A cirrose hepática caracteriza-se por alteração no fígado. varizes gastrointestinais. bem como permitir o enfermeiro a qualificar o cuidado individualizado e humanizado. Sendo importante destacar que a sistematização de Enfermagem tem como objetivo organizar as ações de enfermagem.. em que a arquitetura normal é substituída por nódulos regenerativos.Classificar os diagnósticos segundo a North América Nursing Diagnoses Association (N A N D A). melena.

em ultima análise. A veia hepática constitui a única saída do sangue circulante no fígado. que ocorre pela perfusão de uma veia calibrosa. algumas disfunções hepáticas podem acarretar crescimento local e hipertensão portal. o fígado conta com o sangue remanescente vindo da artéria hepática. 2. Assim.2 Fisiopatologia O fígado estrutura primordialmente afetada pela patologia supracitada. entre outras. São frequentes sinais e sintomas como: icterícia. Na superficie inferior do fígado existe a vesícula biliar. varizes esofágicas. como distúrbios da coagulação sanguinea e problemas nutricionais e metabólicos. a doença apresenta um início insidioso e uma evolução lenta. armazenamento. conhecida como veia porta. desempenha funções extremamente importantes no que se refere à produção. cirrose hepática é uma doença caracterizada pela substituição do tecido hepático normal pela fibrose difusa a qual rompe com a estrutura e a função do fígado. Para que o fígado permaneça viável ele precisa ser irrigado com grande quantidade de sangue. determinam a destruição da arquitetura normal do órgão com conseqüente comprometimento de sua função”. a regulação da concentração sanguínea de glicose. Para oxigenar todas as suas células. secreção de bile quer atua na digestão das gorduras. prosseguindo ocasionalmente durante um período de 30 ou mais anos. cujo sangue circulante é rico em nutrientes do trato gastrointestinal. através do ducto hepático e do ducto cístico da . conversão de amônia em uréia. segundo a Sociedade Brasileira de Hepatologia. Ainda. síntese de vitaminas e proteínas plasmáticas.1 Definição Segundo Brunner&Suddarth (2002). a cirrose é “uma doença crônica e degenerativa do fígado que envolve a formação de tecido fibroso (cicatricial) e formação de nódulos os quais. dentre outras complicações. bem como. gástricas e hemorroidais.4 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. comumente. hipertensão portal. edema e deficiências nutricionais. biotransformação e excreção de uma variedade de substâncias envolvidas no metabolismo. cuja finalidade é estocar a bile produzida pelo fígado e secretada no duodeno.

é muito menos comum que os dois outros tipos. diz-se tratar-se de cirrose criptogênica (ou criptogenética ou idiopática). A maioria das causas (95%) pode ser identificada com teste específico.5 vesícula. 2. porém existem evidências que ela esteja associada a mecanismos locais e neuro-humorais envolvidos na regulação da hemodinâmica e da excreção de sódio. Nos restantes 5% dos pacientes. é considerada a cirrose mais comum clinicamente. que o tratamento e o prognóstico podem variar segundo a etiologia ou doença de base. que consiste em alterações hemodinâmicas caracterizadas por aumento do débito e da freqüência cardíaca. de acordo com o estádio da doença hepática. 2.  Cirrose pós-necrótica: é caracterizada pela presença de várias faixas alargadas de tecido fibrosado como conseguencia direta de uma hepatite viral. É causada com maior freqüência pelo alcoolismo crônico e pela carência nutricional. .A presença de vasodilatação pode levar ao desenvolvimento de circulação hiperdinâmica. Comumente. Tal processo ocorre em graus variáveis.Complicação Potencial: Sangramento e hemorragia Complicação potencial: Encefalopatia hepática Complicação Potencial: Excesso de volume de líquidos.3 Tipos Existem três tipos de cirrose ou cicatrização do fígado:  Cirrose alcoólica ou cirrose portal de Laennec: na qual o tecido cicatricial circunda as áreas porta de maneira característica. Complicação Potencial: Varizes de esôfago. em que a causa é desconhecida. proporcionando a emulsão das gorduras. esse tipo de cirrose resulta da infecção (colangite) e obstrução biliar crônica.  Cirrose biliar: na qual a cicatrização acontece no fígado ao redor dos ductos biliares. É importante encontrar a causa de sua cirrose. que se associam à diminuição da resistência vascular sistêmica e queda da pressão arterial. A patogenia da circulação hiperdinâmica ainda é pouco compreendida.4 Etiologia A cirrose tem muitas causas.

sendo importante as mudanças frequentes de decúbito. Algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis que outras para essa doença. Com frequência as refeições pequenas e frequentes são mais bem toleradas que três grandes refeições por causa da pressão abdominal exercida pela ascite. Os homens são duas vezes mais afetados que as mulheres. Muitos pacientes estão entre 40 e 60 anos de idade.5 Fatores atenuantes O paciente com doença hepática ativa requer repouso e outras medidas de suporte para permitir que o fígado restabeleça sua capacidade funcional. Nos cuidados hospitalares a enfermeira acomoda a posição do paciente no leito para a eficiência respiratória máxima.6 Embora vários fatores tenham sido implicados na etiologia da cirrose. embora estas.6. A terapia com oxigênio pode ser necessária na insuficiência hepática para oxigenar as células lesionadas e evitar a destruição celular adicional.6 Principais Medicamentos Utilizados 2. são iniciados os esforços para evitar os distúrbios respiratórios. Como o paciente é suscetível aos perigos da imobilidade. por motivos desconhecidos. 2. Os cuidados com a pele são necessárias para evitar lesões decorrentes de edema. o consumo de álcool é considerado o principal fator etiológico. O repouso reduz as demandas sobre o fígado e aumenta o suprimento sanguíneo hepático. estejam em risco da doença hepática induzida por álcool.1 Omeprazol O primeiro inibidor da bomba de prótons foi o benzimidazol substituído poromeprazol. tromboflebite e as úlceras de pressão. quer tenham alcoolismo. incluindo a exposição a determinadas substâncias químicas ou esquistossomose infecciosa. podendo evitar certos problemas como pneumonia. circulatório e vascular. 2. Outros fatores podem desempenhar alguma função. Este fármaco atua através da inibição irreversível da bomba de prótons. quer estejam desnutridas ou não. A nutrição adequada é tão importante quanto qualquer medicamento. que por sua vez tem a função reguladora da secreção de ácido pelas .

IM.5ml.terapia de infecção de Helicobacter pylori. EV ou retal. também pode ser usada como analgésico. síndrome nefrótica e outras condições edematosas. Apresentação comprimidos de 320mg e 500mg. esofagite de refluxo. e 10ml). O uso clínico do omeprazol é indicado para úlcera péptica. cirrose hepática (com ascite e/ou edema). na hipopotassemia induzida por diurético e no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca congestiva tomando digitálicos quando outras medidas forem consideradas impróprias ou inadequadas para manter o balanço eletrolítico. 15ml e 20ml(500mg/ml) solução oral gotas. Frascos com 100ml (500mg/ml) de solução oral maismedida graduada (2. Supositórios com 300mg (infantil) e 1g(adulto). quando a febre não puder ser controlada por nenhum outromeio.6.7 células parientais.Farmacocinética. usos VO. 2.2 – 1. Frascos com 10ml.6. O omeprazol inibe acentuadamente a secreção de ácido gástrico tanto basal quanto estimulado.7.5 hora (VO e IM) a 2eliminação é pela urina(eliminação total dos metabólicos) e sua meia vida de eliminação é de 7 horas. síndrome de Zollinger – Ellison (condição rara causada por tumores secretores de gastrina).5ml. Possui absorção rápida e total pelotrato gastrointestinal a distribuição tanto da droga como dos seus metabólicos ligam-sefracamente as proteínas plasmáticas e difundem-se rápida e uniformemente nos tecidos. A aldosterona pode ser um fator etiológico em alguns . A dipirona é indicada como antitérmico inclusive em convulsões febris em criançase até em doenças malignas. Ampolas de 1 ml. 2ml ou 5ml (500mg/ml de solução injetável). edema idiopático. que constitui a etapa terminal na via de secreção ácida. insuficiência cardíaca congestiva. possui uma concentração máxima de 1.2 Dipirona Potente analgésico.3 Aldazida Aldazida (espironolactona. antitérmico e antiflamatório. hidroclorotiazida) é indicada no tratamento da hipertensão essencial. 5 ml. 2.

durante a amamentação. neurológicas. aproximadamente.8 casos de derrames de natureza maligna e resultados benéficos têm sido relatados com o uso de Aldazida. O ácido tranexâmico é eliminado no leite materno. Não misturar nenhuma outra medicação na solução. A injeção por via endovenosa deverá ser o mais lenta possível. 2. ortopédicas.6. 1% em relação à concentração plasmática. pouca probabilidade de efeito sobre o lactente. para evitar acúmulo.6. Transamin está contra-indicado em portadores de coagulação intravascular ativa. a dose deve ser reduzida.4 Transamin Transamin está indicado no controle e prevenção de hemorragias provocadas por hiperfibrinólise e ligadas a várias áreas como cirurgias cardíacas. Náuseas e vômitos de origem central e periférica (cirurgias. Advertências: A administração da solução injetável de Transamin deve ser feita isoladamente. não se recomenda sua utilização no primeiro trimestre da gravidez. urológicas. Em portadores de insuficiência renal. na proporção de. hemorragias digestivas e das vias aéreas. Apresenta. doenças metabólicas e infecciosas.5 Plasil Indicado: distúrbios da motilidade gastrintestinal. A administração endovenosa rápida pode causar hipotensão ou bradicardia. Mesmo assim. Pacientes com tendência conhecida para trombose devem usar Transamin com cautela. Angioedema hereditário. . em pacientes hemofílicos. portanto. ginecológicas. 2. secundárias a medicamentos). Como qualquer outro medicamento. otorrinolaringológicas. o produto deve ser utilizado sob estrita orientação médica. vasculopatia oclusiva aguda e em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula.

nervosismo. visão borrada. as designações comerciais encontradas podem ser Biohulin. Alguns dos medicamentos como os antiácidos ou os antagonistas H2 são prescritos para diminuir o desconforto gástrico e minimizar a possibilidade de sangramento G1. um agente antiinflamatório usado para tratar os sintomas da gota.7 Tratamentos clínicos e/ou cirúrgicos Disponíveis. Embora a terapia com colchicina não tenha sido amplamente utilizada. mudança no comportamento. dificuldade de concentração. taquicardia. pele pálida e fria. Humulin. diabetes mellitus do tipo II (não dependente de insulina mas que não é controlável com dieta e exercício físico). As insulinas podem ser administradas em forma de solução para uso injetável intravenosa ou subcutâneo. Embora a fibrose do fígado cirrótico não possa ser revertida. 2.Indicada para o tratamento da diabetes mellitus tipo I (dependente de insulina). Humalog. Novorapid. proteínas e gordura. fala enrolada.Dentre os efeitos colaterais. incluem Hipoglicemia. ganho de peso.6 Insulina Insulina é um hormônio antidiabético pois diminui a concentração de glicose sanguínea. ansiedade. sono agitado. Insuman. Lantus. As vitaminas e os suplementos nutricionais promovem a cura das células hepáticas lesionadas e melhoram o estado de nutrição geral do paciente. A insulina Regular(R) está indicada em casos de cetoacidose diabética e coma diabético. O tratamento do paciente com cirrose geralmente se baseia nos sintomas apresentados. fraqueza instabilidade.Iolin. Estudos preliminares indicam que a colchicina. sonolência. entre outros. convulsóes. coma. pesadelo. cansaço. Novolin. sua progressão pode ser estancada ou lentificada por essas medidas. confusão mental. Ele controla o armazenamento e metabolismo de carboidratos. dor de cabeça.6. suores frios. pode aumentar o tempo de sobrevida nos pacientes com cirrose branda ou moderada. náusea. fome excessiva. Uma dieta adequada e a prevenção do álcool são essenciais. seu uso está associado à .9 2.

2003).. .10 melhora da sobrevida nos pacientes com doença hepática alcoólica (Friedman et al. Muitos pacientes que apresentam doença hepática em estágio terminal (DHET) com cirrose utilizam a erva cardíaco marinho (Simlybummarianum) para tratar a icterícia e outros sintomas.

3. estado do Maranhão.F.M. aumento do calibre da veia porta. hematêmese. (História Pregressa da Moléstia Atual) Paciente admitida na emergência no dia 11/06/2012. viúva. 3. G. não soube informar sobre os antecedentes familiares. Recebeu o diagnóstico médico de Cirrose Hepática e Anemia Grave.11 3 ANAMNESE 3. afirma ser etilista. No 2º dia de internação foi realizado exame de Imagem: Ultrassonografia de Abdome. sexo feminino. tipo sanguineo O .1 Historia H. brasileira.2 A.1. esplenomegalia. natural de Caxias. deambulando com auxílio devido à astenia.D. melena. especialmente nos membros inferiores (MMII).P. VCM e concentração de hemoglobina bem abaixo dos valores de referência. natural do povoado Piquizeiro II. icterícia.Por determinação médica a paciente foi encaminhada à enfermaria. para alívio da dor. No primeiro momento foi realizado o Hemograma Completo.1 H. hemoglobina. quanto aos antecedentes pessoais. Recebeu tratamento medicamentoso. onde foram encontradas as alterações: bordas hepáticas rombas. (Antecedentes Pessoais) Etilista.1. tabagista e outras doenças. com astenia em todo o corpo. 3. (Antecedentes Familiares) Não soube informar. hepatomegalia parenquimatosa. Queixa: fortes dores abdominais. moderada ascite. 69 anos.3 A. proteção da mucosa gástrica. analfabeta.. parda. cisto simples renal à direita e ateromatosa aórtica. reposição de sais hidroeletrolíticos. que apresentou valores de hematócrito. .1.A. lavradora. configurando um quadro de anemia grave. onde teve que receber hemotransfusão e onde foi dado continuidade aos cuidados necessários. dos S. hemácias. tabagista e outras doenças.

Pescoço sem gânglios palpáveis. deambulando com auxílio. com dor à palpação. presença de cáries dentárias.12 3. ouvido normal. Couro cabeludo sem anormalidades. Tórax simétrico. Acesso venoso em MSE (membro superior esquerdo) com SF 0.0°C. pupilas isocóricas e reativas.9% 500 ml. padrão de sono prejudicado devido dor lombar. desorientada. RHA (ruídos hidroaéreos) presentes. Apresenta edemas em MMII (+/++++). icterícia. GC:112mg/dl. presença de petéquias por toda a região dos MMII. SSVV: PA: 120x80 mmHg. murmurios vesiculares fisiológicos. face simétrica nariz simétrico. expansibilidade simétrica normal. rítmica. fezes ausentes há dois dias. ausculta cardíaca sem alterações. hipocorada.2 Ao exame físico Paciente consciente. FC: 88bpm. turgor da pele diminuída. respiração eupnéica. . língua saburrosa. unhas com sujidade. T:37. Recusa dieta. normotensa. diurese espontânea. Abdomen globoso. acuidade auditiva prejudicada. higienizada. pele desidratada.

presença de líquido rico em proteínas acumulado na região peritoneal. onde a consistência hepática está aumentada e a textura irregular. para reposição hidroeletrolítica. O valor normal está entre 40% a 54%. hemoglobina. As prescrições pelo médico foram: dieta branda sem irritantes gástricos. O hematócrito reduzido indica anemia. realizado no 2º dia de internação dia 12/06/2012. tendo como diagnóstico médico.0%. Exame de Imagem: ultrassonografia de abdômen.9% 1000ml – EV 14 gts/min. denominada piparote. A quantidade de linfócitos pode diminuir brevemente durante o stresse severo e durante o tratamento envolvendo corticosteróides como a prednisona. que apresentou valores de hematócrito. hemácias. fúngicas e parasitárias. aumento do calibre da veia porta. PRESCRIÇÕES MÉDICAS O exame realizado na emergência no dia 11/06/2012 ao ser admitida foi o Hemograma Completo.62 leucograma: milhões/milhões/mm³. O valor normal de hemácias deve estar entre 4. cisto simples renal à direita e ateromatosa aórtica.50 a 6. VCM e concentração de hemoglobina abaixo dos valores padrões. Exames alterados: 19.500 células por microlitro de sangue nos adultos.40%. moderada ascite.13 4. Dados encontrados:Bordas hepáticas rombas. 7. aspecto irregular nas bordas do fígado. 74.Hb: hemotransfusão. SF 0. Linfocitopenia é a contagem baixa de linfócitos – abaixo de 1. Hepatomegalia parenquimatosa associada a cirrose hepática. Por determinação médica foi encaminhada laboratoriais à enfermaria Ht: onde recebeu Hb: conc. esplenomegalia (aumento do baço). devido ao aumento da pressão exercida pelo sangue circulante na veia hepática. Hemácias:2.05u³.63%. anemia grave.50 milhões/mm³. VCM: Bastões:0. a quimioterapia antineoplásica e a radioterapia. a diminuição na produção das hemácias pela medula óssea causa a anemia. transamin – . evidenciada também através da palpação no exame físico. exercem uma função específica no combate a infecções. importantes para medir a diferença de densidade entre as células parenquimais e as do tecido cicatricial. oslinfócitos representam de 20 a 40% dos leucócitos do sangue. que pode ser evidenciado no exame físico pela percussão abdominal. Quantidades drasticamente reduzidas de linfócitos levam a infecções virais. 37.30%.

EV (SN) tem ação de estimular a motilidade no trato gastrointestinal superior. IM devido asdeficiências da vitamina evidenciada por sangramentos digestivos. Angioedema hereditário. glicemia capilar 6/6h. EV 12/12hrs. indicado no controle e prevenção de hemorragias provocadas por hiperfibrinólise e ligadas a várias áreas como cirurgias cardíacas. urológicas. como a hematêmese e a melena. ortopédicas. 201-250=6Ui. 301-350=10Ui. dipirona 2ml + AD(SN) para alívio da dor. vitamina K – 1 ampola/dia. em pacientes hemofílicos. Insulina Regular SC: 150-200=4Ui. 351-400=12Ui. indicados para náuseas e vômitos. neurológicas. hemorragias digestivas e das vias aéreas. Plasil 2ml + AD. ginecológicas. 251-300=8Ui.14 1 ampola/dia + AD de 8/8hrs. . para fins de redução da acidez gástrica. Omeprazol 40 mg. otorrinolaringológicas.

15 5 EVOLUÇÕES DE ENFERMAGEM 12/06/2012 Às 15:29hrs no 2º dia de internação hospitalar (DIH). ausculta cardíaca normal.9% 500 ml. fásica. face simétrica. paciente consciente. Abdômen globoso. higienizada. deambulando com auxílio. desorientada. nariz simétrico. unhas com sujidades. pupilas isocóricas e reativas. desorientada. Sono e repouso satisfatório. Pescoço normal sem gânglios palpáveis. Recusa dieta oferecida. língua saburrosa. higienizada. paciente calma. Apresenta edemas em MMII (+/++++).9% 500 ml. Ao exame físico. Queixa-se de dores em região lombo sacral e na região abdominal e astenia generalizada. sono e repouso satisfatório. desorientada. Ao exame físico: pele e mucosas hipocoradas. com dor a palpação. fásica. eupnéica. hidratada. Ao exame físico apresenta couro cabeludo sem anormalidades. fezes ausentes há dois dias. pele e mucosas hipocoradas e desidratadas. Ausculta . FC: 88 bpm. T:37. a ausculta pulmonar presença de murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios. Ausculta pulmonar sem alterações. SSVV: PA:120X80 mmHg. Acesso venoso em MSE com SF 0. com dor a palpação. ruídos hidroaéreos (RHA) presentes. RHA presente. GC: 91 mg/dl. pulso rítmico regular. Acesso venoso em MSE com SF 0. coloração clara. Refere dor na região lombosacral. deambulando com auxílio. expansão torácica normal. ritmo regular. presença de petéquias por toda a região dos membros inferiores. acuidade auditiva prejudicada. diurese presente. SSVV: PA: 120x80 mmHg. Recusa dieta ofertada. Tórax simétrico com expansão normal.0º . eupnéica. ouvido normal. FR:19rpm. Edema em MMII (+/++++). paciente consciente. GC:112mg/dl. higienizada. Recusa dieta. fásica. Diurese espontânea. 13/06/2012 Às 15:00hrs no 3º DIH. T? 37ºC. FR: 17 rpm. FC:88 bpm. normocardico. tórax simétrico. presença de cáries dentárias. deambula com auxilio. padrão de sono prejudicado devido dor na região lombar. 14/06/2012 ÀS 13:00hrs no 4º DIH. normotensa. pele desidratada. Abdômen globoso. Fezes pouco presentes. hipocorada.

tórax simétrico. GC:99 mg/dl. FC: 88 bpm. T: 36. com RHA. FC: 90 bpm. Acesso com SF 0. abdômen globoso. FR: 20rpm. T: 37º C. deambula com auxilio.9% em MSD. Sem queixas. Abdômen globoso. higienizada. com RHA. Diurese espontânea. deambulando com auxílio. presença de RHA. Ao exame físico: pele e mucosas hipocoradas. SSVV: PA: 120X90 mmHg. higienizada. Aceita dieta oferecida. 15/06/2012 Às 20:00hrs no 4º DIH. . expansão torácica normal. Teve alta por opção da família. hidratadas. FR: 20 rpm. GC: 82 mg/dl. cor clara. eupnéica. GC:78 mg/dl. Sem queixas. SSVV: PA: 130x80 mmHg. paciente consciente. FR: 18 rpm. Acesso salinizado em MSD. Abdômen globoso. T:36. fásica.8ºC. Ao exame físico:pele e mucosas hipocoradas e hidratadas. SSVV: PA: 120x70mmHg. desorientada. Diurese e evacuações presentes. sono e repouso satisfatório. sono e repouso satisfatório. FC: 81bpm.16 pulmonar com murmúrios vesiculares sem ruídos adventícios. Aceita parcialmente dieta ofertada. desorientada. Ausculta pulmonar com murmurios vesiculares.8ºC. 16/06/2012 Às 16:00hrs no 5º DIH. paciente consciente. fásica. fezes ausentes até o momento. Sem queixas.

 Planejar dieta adequada. alterados e alterações  Monitorar no turgor da pele. Realizar hidratação prejudicada relacionado da pele diariamente com a estado dos líquidos emoliente. e  Eliminação Intestinal.17 6 PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM DIAGNÓSTICOS DE PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM ENFERMAGEM 1 Volume de líquido 1. .  Sugerir laxante eu enema.  Realizar medida da circunferência abdominal diariamente em jejum. 2 Risco de integridade 2. 3 Constipação relacionada a motilidade diminuída do trato gastrintestinal caracterizado por freqüência diminuída das evacuações. Monitorar sinais e sintomas da constipação. pele mucosas.  Monitorar eliminações intestinais e ruídos hidroaéreos. em jejum caracterizado por edema diariamente. ressecamento e umidade excessiva da pele. Realizar balanço excessivo relacionado hídrico: ao mecanismo regulador  Pesar a paciente comprometido. 3. de  Integridade tissular. e ascite.  Monitorar os níveis eletrólitos.  Inspecionar as condições de hidratação da pele durante o banho. conforme apropriado. RESULTADOS ESPERADOS  Equilíbrio líquidos.  Manter as unhas do paciente curtas.

Justificativa: Fornece proteção para o paciente caso ocorram o coma hepático e a atividade convulsiva.  Restringir proteína conforme prescrição médica. estar orientado para pessoa. os sinais vitais estão dentro da faixa aceitável para o paciente. Avaliar estado cognitivo. níveis de hematócrito e . local e tempo.18 DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PRESCRIÇÕES DE ENFERMAGEM  RESULTADOS ESPERADOS 5 Distúrbios dos processos de raciocínio com a deterioração da função hepática e o aumento do nível sérico de amônia. Ajudar o paciente na busca de evidencias de sangramento ou hemorragia gastrointestinal.   6 Sangramento e hemorragia gastrointestinal. pode detectar a deterioração da função hepática. monitorar as secreções gastrointestinais e  Aderir à restrição de proteínas. sem evidências de sangramento do trato gastrointestinal. Quando o sangramento ocorre: monitorar sinais vitais a cada 4 horas. Justificativa: Reduz a fonte de amônia (alimentos protéicos) Acolchoar as grades laterais do leito. Justificativa: Ajuda a determinar a capacidade do paciente para se proteger e aderir às ações de autoproteção necessárias.  Não experimentar episódios de hemorragia e sangramento.

Justificativa: Minimiza os aumentos na pressão intraabdominal que poderiam levar a ruptura e sangramento de varizes esofágicas ou gástricas. monitorar hematócrito e hemoglobina quando alteradas. mudança de decúbito sem esforço e sem pressão intraabdominal. . sem esforço nas defecações. hemoglobina dentro dos limites aceitáveis. Evitar atividades que aumentam a pressão intraabdominal.19  débito. Justificativa: Permite a detecção precoce os sinaise sintomas de sangramento e hemorragia.

reporta apetite e bem-estar aumentados. . alteração no estilo de vida e ingesta nutricional adequada. identifica justificativas para refeições pequenas e freqüentes. adere a restrição protéica. identifica os alimentos ricos em carboidratos e dentro dos requisitos protéicos (quantidade moderada a alta de proteína na cirrose e hepatite. descrever a necessidade da restrição de sódio na alimentação. cita a justificativa para as modificações da dieta. exibe estado nutricional melhorado por peso aumentado ( sem retenção de líquidos) e dados laboratoriais melhorados. exclui o álcool da dieta. possíveis tendências de sangramento e suscetibilidade a infecções. participa das medidas de higiene oral. identifica alimentos e líquidos que são permitidos na dieta. demonstra ingesta de dieta hipercalórica.20 7 PLANO DE ALTA Antes da alta o cliente e família irão: Relatar a importância da exclusão do álcool da dieta. referir os sinais e sintomas de encefalopatia iminente. reconhecer a importância da adesão ao plano terapêutico. havendo possibilidades de recidivas e aparente falta de melhora. ganha peso sem edema aumentado ou formação de ascite. reporta apetite aumentado. participa das atividades e aumenta gradualmente o exercício dentro dos limites físicos. reporta força e bem-estar aumentados. proteína baixa na insuficiência hepática). toma os medicamentos prescritos para os distúrbios gratrintestinais. reporta ausência de dor abdominal e desconforto. compreender que a recuperação não é rápida e nem é fácil. Exibe interesse pelas atividades e eventos. toma as vitaminas conforme prescrição. reporta apetite melhorado. planeja as atividades para permitir amplos períodos de repouso. reporta função gastrintestinal normal com função intestinal regular. incluindo o repouso.

permitem a formação de um elo de confiança entre o enfermeiro e o paciente. observou-se que o indivíduo necessitava de cuidados tantos físicos. ao menos. Na presente pesquisa. um sério problema relacionado à adesão ao tratamento das doenças crônicas. postura e comunicação. Ao iniciar o desenvolvimento do plano de cuidados de enfermagem. favorecendo a abordagem terapêutica. Lidar com um portador de doença crônica. associados á criatividade e dinamicidade. possivelmente por este consistir numa terapêutica de longa duração e exigir do indivíduo mudanças no estilo de vida. um ambiente em que o cliente sinta-se seguro e à vontade para se expressar. instrumentos estes que. quanto psicológicos e sociais que pudessem melhorar o seu estado. proporcionando qualidade de vida ao paciente.21 8 DISCUSSÕES Existe hoje. retardar a sua progressão. . exige do enfermeiro domínio de conhecimento. deve-se ter em mente que há necessidade de se criar. Em relação à cirrose hepática o fato de não haver tratamento capaz de curar essa doença faz-nos refletir sobre a importância de se instituir cuidados visando. porém por decisão da família a paciente obteve alta antes de completar o plano terapêutico por falta de conhecimento da doença e a importância do tratamento efetivo. primeiramente.

tomar decisões e maximizar oportunidades e recursos formando hábitos de pensamento. fazendo emergir as múltiplas intervenções que precisam ser desenvolvidas para uma satisfatória assistência.22 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS A aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem permite o planejamento e o aperfeiçoamento das ações dos profissionais. a SAE promove a organização e execução do processo de Enfermagem que vislumbra o aperfeiçoamento da capacidade de solucionar problemas. estimulando no profissional o desenvolvimento de habilidades cognitivas. porém no caso em estudo a família foi contra a assistência prestada. . estabelecendo uma relação interativa entre paciente e profissional que são essenciais durante o período de hospitalização. e não menos importante a participação da família que também contribui para a recuperação do paciente. Além disso. optando por pedir alta da paciente que havia apresentado uma melhora insignificante interrompendo o tratamento. técnicas e de relações interpessoais frente às ações cuidadoras. Na assistência de enfermagem do caso em estudo. há uma fundamentação teórica e técnica que vão ao encontro das necessidades individuais do ser enfermo.

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