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Resumo Do Livro a Luta Pelo Direito

Resumo Do Livro a Luta Pelo Direito

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Published by: Jordana Joyce on Oct 08, 2013
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Resumo do livro A Luta pelo Direito O Direito é uma ideia, que possui antítese, meio e fim, porém não

se deve dar relevância só ao fim, pois os meios de se chegar a um resultado são de extrema importância. A principal antítese do Direito é luta e paz, sendo a paz o termo do Direito e a luta o meio de obtê-lo. A luta seria contra a injustiça tanto contra o povo, quanto contra o indivíduo, que é uma obrigação, uma condição, sendo esta a forma pela qual o direito foi adquirido. O direito é um misto de razão (balança) e justiça (espada), desempenhado não só pelos poderes públicos, mas também pelo povo, e essas devem estar em igualdade de forças, pois caso contrário o direito pode vir a tornar-se algo bruto ou impotente. Devido à diferença existente entre direito (luta) e propriedade (gozo, trabalho e paz) o dever não se impõe a todos na mesma proporção, pois quem passa sua vida dentro dos limites do direito, sem lutar, não compreenderia o conceito de luta que o direito traz. Assim esses dois aspectos geram ideologias contrárias. A luta do direito não é imediatista, pois a luta de uma nação hoje pode vir gerar paz só para as próximas gerações. O direito possui um duplo sentido, o objetivo que seria o que está na lei, para todos e o sentido subjetivo que é o interpretar de direito de cada cidadão, e para os dois existe uma resistência, sendo o segundo apoiado no primeiro. Mas de nada adiantará doutrinas, códigos e outros instrumentos jurídicos se os interessados não conhecerem ou reclamarem seus direitos. Todas as grandes conquistas que se registraram na história do direito foram adquiridas com luta, havendo assim renovação e ruptura com o passado, por isso o estudo dessa doutrina não pode se apegar a esse aspecto. Teorias pregam que o homem deve esperar para as coisas acontecerem, porém isso é um erro, pois elas só acontecerão se o homem descruzar os braços e lutar pelas causas necessárias. A luta pelo direito concreto se dá pela subtração desse direito. Mesmo dentro do direito privado é necessário que se sobressaia a verdadeira significação da luta pelo direito, pois um homem sem direito desce ao nível dos brutos. Não se luta somente em defesa de uma coisa material, mas sim se defende a honra e o direito de cada um, pois a propriedade de um homem é de onde provém sua existência e resistir à injustiça é um dever para consigo mesmo. Quando um indivíduo tem seus direitos lesados, deve optar por lutar por eles ou então deve abrir mão da luta. Para tanto, tal escolha implica sacrifício. Ou o direito será sacrificado em nome da paz, ou a paz será sacrificada pelo direito. Quem defende seu direito, defende também todo o direito. O interesse e as consequências do seu ato vão além de sua pessoa, atingindo toda a nação. Todos aqueles que usufruem dos benefícios do direito devem também contribuir para sustentar o poder e a autoridade da lei foi criada para ser usada, se não for perde seu motivo e sua força. Dentro da esfera social o direito é dividido em objetivo (classificado como um conjunto de normas jurídicas vigentes, criadas e aplicadas pelo Estado à sociedade) e subjetivo (é uma característica inerente ou adquirida pelo indivíduo). Mas para que funcionem é necessária a luta pela lei, pois essa pode tornar-se vazia, fazendo com que o próprio direito corra o risco de não funcionar, por isso a justiça deve ser administrada por pessoas capacitadas e engajadas para que a balança fique sempre equilibrada. As autoridades judiciárias não podem se deixar corromper, pois isso se tornaria um “assassinato judiciário”, pecado mortal do direito. O indivíduo também não pode se deixar corromper, pois se isso acontecer ele não estará mais do lado da justiça e sim do lado de quem está transgredindo a justiça. O meio mais vigoroso de se proteger a nação é a força moral unida ao sentimento de direito despertado em um povo. A verdadeira escola de educação política dos povos é o direito privado, onde o individuo protege a si para posteriormente conseguir proteger toda a sociedade. Nosso atual direito atual foi moldado a partir do direito Romano e o padrão que mede as lesões é o materialismo. Esse direito veio se desenvolvendo: em primeiro estava o direito antigo, com um sentimento violento de justiça, depois veio o direito intermediário que já possuía uma força comedida e por último o direito se atrofiou no sentido de justiça. O ladrão que rouba não faz o ato só de roubar o indivíduo ele também ataca as leis do Estado e a lei moral. Antigamente na Roma um crime era pago com penas, hoje as penas estão se convertendo em pagamentos de quantias relativas ao grau do crime cometido, também há a dificuldade de diferenciação entre direito objetivo e subjetivo (não se sabe se faz algo porque está certo ou se por ignorância) e nesse contexto muitas vezes o criminoso passa a ser mais

“o direito é um trabalho sem tréguas. 52) Explicita o valor do direito com relação entre o direito e a pessoa [. defende as condições éticas de sua vida. O direito. em contraposição ao valor puramente material que encerra sob o ponto de vista do interesse. dos indivíduos. o ordenamento legal da vida.. pois sem luta não há direito. ele não poderá prescindir da luta. designo como valor ideal.31) Na obra utiliza-se três profissões. não só do Poder Público. das classes sociais. (p. “O direito. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo . 27) Para Ihering. Esse fato serviria tão-somente para dar a devida ênfase a uma verdade muito mais transcendente.” (p. compreende os princípios jurídicos manipulados pelo Estado. dos governos. 48) Sob a covardia: Seja qual for a causa dessa disposição frouxa. o direito novo terá de travar uma luta para imporse. .protegido que a vítima. Também o covarde que foge da batalha salva aquilo que os outros sacrificam: a vida. numa verdadeira luta pelo direito a bem da preservação da personalidade.” (p. A filosofia da vida que põe em pratica nada é senão a política da covardia. o que importa é reconhece-la e descreve-la como ela é. tanto a propriedade. destinada principalmente a despertar nos espíritos essa disposição moral que deve constituir a força suprema do Direito: a manifestação corajosa e firme do sentimento jurídico. segundo a classe social e a profissão. e mede a gravidade das violações do direito apenas pelo padrão dos interesses da respectiva classe.] “um valor incomensurável que. mas de toda população. E diz também que: “A paz sem luta e o gozo sem trabalho pertencem aos tempos do paraíso. que é a de que o titular que defende seu direito. uma luta que muitas vezes dura séculos e cuja intensidade se torna maior quando os interesses constituídos se tenham corporificado em forma de direitos adquiridos. A luta pelo direito é a poesia do caráter.” (p. no sentido subjetivo. Não tive a intenção de demonstrar simplesmente que o sentimento de justiça adquire diversos matizes de suscetibilidade. que por amor à comodidade foge a luta pelo direito sempre que o valor do objeto do litígio não constitua um estímulo à resistência. 27). Ele começa seu livro com o verdadeiro objetivo do direito sob seu ponto de vista. O fim do direito é a paz. (p.29) A respeito do direito defendido pelo interesse. 54). Ele porém. Ele diferencia o direito objetivo do direito subjetivo. deve-se mudar esse patamar lutando. que no terreno puramente material não passa de uma prosa trivial. no sentido objetivo. para mencionar o sentimento de justiça de cada um.. na história. Mas não se deve ficar de braços cruzados. Sempre que o direito existente esteja defendido pelo interesse. (p. o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. (p.. representa a atuação concreta da norma abstrata. quanto a honra passaram a ser facilmente restituídas.” (p. Fichamento FICHAMENTO: Em A Luta Pelo Direito.28). O direito. Só a circunstância de outros resistirem salva a ele e à comunidade das conseqüências que seu modo de agir acarretaria inevitavelmente. Ihering desenvolve uma nova tese a partir de que os direitos nada mais são do que decorrentes de uma noção de utilidade ou de interesse juridicamente protegido. 54). A vida do direito é a luta: luta dos povos. quando alcança a esfera da personalidade transforma-se em poesia. (p. esses benefícios só surgem como produto de um esforço persistente e exaustivo. Ihering considerava sua obra uma tese de moral prática. de que resulta uma faculdade específica de determinada pessoa. salva-a à custa da honra. É sabido que a palavra direito é usada em duas acepções distintas. ou seja. a objetiva e a subjetiva.

Seu objeto de estudo é o direito subjetivo. Seu ato equivale ao do médico que envenena o paciente. O fim do direito é a paz. de uma sociedade. pois a luta é a única forma de consegui-lo. Resumindo. é classificado como um conjunto de normas jurídicas vigentes. Aquilo que nossa língua designa de forma tão adequada como o assassínio judiciário representa o pecado mortal do direito. no interesse da sociedade. E este é o caráter que torna o direito uma luta pela conquista da paz. Ihering afirma que se não há luta não há Direito. Ou o direito será sacrificado em nome da paz. é a Luta dos Povos. Explica ainda o Direito Objetivo e o Direito Subjetivo.” (p. 62). pelas vias regulares do direito.” (p. E somente através da luta é que se dá vida ao direito. Destarte. O guardião da lei transforma-se em assassino. 94). tal escolha implica sacrifício. A luta pelo direito subjetivo ou concreto é provocada quando este é lesado ou usurpado. “Todo aquele que desfruta as bênçãos do direito deve contribuir para manter a força e o prestígio da lei. que sufocará se a ação for impedida ou constrangida. pois o Direito não é apenas uma teoria pura. PARÁFRASE: Ihering mostra que todo Direito. é uma característica inerente ou adquirida pelo indivíduo. O Direito não é apenas teoria pura e sim. só a merece. pois a manutenção da ordem jurídica por parte do Estado só é possível através de uma incessante luta deste contra a anarquia.” (p. Aquele que sem cessar tem de conquista-la. É que. pois estes têm suas vidas decorrendo de maneira tranqüila. ou a paz será sacrificada pelo direito. Muitas vezes a dor moral por ser injustiçado é muito maior que a vontade de se recuperar o objeto do litígio em questão. há aqueles que não o vêem desta forma. a liberdade de ação representa para o sentimento de justiça. Ao comparar o direito com a propriedade. Trata-se de uma questão de honra fazer valer os seus direitos. mas uma força viva. Para se obter a finalidade que este busca atingir ? a paz ? é necessário que haja uma luta. Apesar de estar claro que o direito é uma luta que visa a sobrevivência da paz em sociedade. O que o ar puro representa para a chama. por mais grave que seja. ao do tutor eu estrangula o pupilo. degenerando. Luta dos governos. nossos objetivos em uma determinada sociedade. definhando. mas uma força viva. (p. e para se ter a propriedade é necessário o trabalho. Nenhuma injustiça praticada pelo homem. Nem mesmo o sentimento de justiça mais vigoroso resiste por muito tempo a um sistema jurídico defeituoso: acaba embotando. somente é adquirido através da Luta. O direito em seu sentido objetivo. a essência do direito está na ação. 78) Ihering revela que o Direito só é conseguido por luta. (p. Para tanto. A palavra direito deve ser lida com duplo sentido. pelo menos para o senso moral não corrompido. 62). o direito não consiste puramente em uma teoria. não necessáriamente uma Luta sangrenta.Em relação a benção e ofensa do direito Ihering trás. foi necessária a luta por elas. todo homem é um combatente pelo direito. sua defesa é a defesa e o restabelecimento do direito em sua totalidade. RESUMO COM PARÁFRASE: Para o autor. “A ofensa ao meu direito é a ofensa e a negação do direito como tal. há os que considerem mais . Quando um indivíduo tem seus direitos lesados. mas uma força viva. o Livro fala sobre a Luta que temos que entrar para conseguir conquistar nossos Direitos. deve optar por lutar por eles ou então deve abrir mão da luta. alega que apara se chegar a ter direito é necessário a luta. o meio de que se serve para conseguilo é a luta. aproxima-se. conforme já ressaltei várias vezes. do seu ponto de vista subjetivo. criadas e aplicadas pelo Estado à sociedade. Para se concretizar grandes conquistas. daquele que a autoridade investiga em suas funções pela graça de Deus comete ao violar o direito. Em poucas palavras. Porém. 69) Ao sentimento de justiça. Ao que comete violar o direito Ihering diz. “É esta a palavra final do sábio: A vida e a liberdade. Já o direito.

conflitos. O direito deve ser defendido como se fosse um dever de cada um para consigo próprio. E essa essência pode ser entendida como aquele idealismo que na lesão do direito não vê somente um ataque à propriedade. em nome da defesa moral para que este se realize diante da sociedade. em um litígio envolvendo duas partes. no interesse da sociedade. sem o direito. Se todos parassem de lutar por seus direitos tanto objetivos quanto subjetivos a nação entraria em colapso e ruiria. É um processo intenso atribuir novas idéias diante ao tradicional. Para se defender. uma força viva. como o objetivo e uma nação melhor. leva-nos a uma reação de defesa pessoal. a luta é o trabalho eterno do direito. das classes sociais. atingindo toda a nação. um valor designado de valor ideal. o mesmo não é uma simples idéia. em nome da conservação moral. mas a própria pessoa. A luta não será em vão. dos indivíduos. O interesse e as conseqüências do seu ato vão além de sua pessoa. também contribuem para a luta contra o arbítrio. para que este se realize perante a sociedade. após a decisão. Na maioria dos casos. e quando eles têm seus direitos injustiçados deve-se optar lutar por eles ou então abrir mão de tal luta. O desenvolvimento do direito é uma constante luta. A historia pelo direito é marcada por lutas. defendida pelo direito. pelo direito. A filosofia de vida põe em pratica senão a política de covardia. defende também na esfera estreita todo o direito. Tal escolha implica sacrifícios. seja verbal ou física. Mesmo os que lutam pelo direito sem a visão do todo. As defesas do direito alem de ser um dever do indivíduo para consigo mesmo é um dever a comunidade. é tida como a obediência a lei moral enquanto fixadas pelas normas. A luta pelo direito é um dever do interessado para consigo próprio. independente da sua natureza. mas também pela existência moral. Porém. é um trabalho árduo. que nos não possamos nos acomodar com isso e apagar a chama pela luta do direito. Já o direito no ponto de vista subjetivo. muito desgastante. A defesa é sempre uma luta. uma delas sairá lesada. a relação no fato de que o direito objetivo constitui da proposta do direito subjetivo. se houver organização de classe e luta pela melhoria de reconhecimento. Enquanto o direito estiver sujeito às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o mundo for mundo –. o direito ligado ao idealismo. portanto. foram abolidas como a escravidão. sem tréguas. A palavra direito precisa se lida com duplo sentido. mas também as devolve a ele. Há uma conexão do direito com a pessoa. o mesmo seria lezado ou usurpado. Cada qual é lutador nato. é o comprimento do dever pelo ato da vontade do indivíduo. O fim do direito é a paz. dos governos. onde estas não admitem um consenso. o homem não precisa utilizar a violência. firmando esta proposta. pode-se recorrer ao poder público para ter seus direitos garantidos. que confere a todos os direitos. Ninguém pode se deixar abater pelas injustiças que acontecem em nossa volta dentro da sociedade. Direito em sentido objetivo. mas é para o bem maior que é a sociedade. A luta pela existência se retrata não só pela luta pela vida. Quem defende seu direito. sem a noção de que é um dever para com a sociedade. que se faz necessária. A defesa do direito é um dever da própria conservação moral. renovação de idéias e é sempre um movimento difícil. constituindo um direito para si próprio. ou seja. ditadura cruel e etc. a falta de uso deste pode fazê-la parar de fortalecer e que seja anulada a norma. o direito concreto não só recebe vida e energia do direito objetivo. A vida do direito é a luta: luta dos povos. O direito dever ser defendido como se fosse um dever parar si próprio. . O direito violado. E o autor considera tal postura condenável e contrária à essência do direito. Resenha Ihering expõe à idéia do seu pensamento principal. antes regularizadas pelo estado. sendo então. A luta é muito sofrida. o meio de que se serve para consegui-lo é a luta. Pois a essência do direito é a ação. nos indagando a luta pelo direito. pois se não lutam e nem mesmo pelos seus direitos não irão muito menos lutar pelo seu país. Devemos manter viva a luta pelo direito. A defesa do direito é um dever com a sociedade. O direito é a base moral para a vida dos indivíduos na sociedade.válido abandonar seu direito em nome da paz. já que tantas injustiças. ele não poderá prescindir da luta. Todos aqueles que usufruem dos benefícios do direito devem também contribuir para sustentar o poder e a autoridade da lei.

Ao gozo e à paz desfrutada por um indivíduo corresponde o trabalho e a luta de outro. só se afirma por uma disposição ininterrupta para a luta. hoje impossível. devemos avaliar que não se encontra em jogo apenas o valor material do objeto. A atitude da defesa do direito privado é recíproca ao Estado. uma anestesia moral. Tanto a propriedade como o direito encerram duas facetas que se podem desdobrar no plano subjetivo. regride a uma condição animalesca. Se todos parassem de lutar por seus direitos tanto objetivosquanto subjetivos a nação entraria em colapso e ruiria. O indivíduo conhecedor de seus direitos contribui para uma sociedade justa. o homem encontra e defende suas condições de subsistência moral. Num caso de violação do direito. e sofrerãoconstrangimento em um Estado que defende seu sentimento de justiça.uma luta que exige união de toda nação contra ignonimias.Há a necessidade de no direito privado ser travada uma luta do direito contra a injustiça. seja o direito de um povo. quando feri não somente a seu patrimônio como a suamoral. No direito. A defesa é sempre a luta. mas também as devolve a ele. para outros. o tipo de luta por seus direitos e dodireito de seu país. Perigoso é quando se tem o direito ferido e não se sente nada. no qual o titular do direito retribui integralmente o benefícioque a lei proporcionou. E a figura do viajante austríaco que não luta tão bravamente pelo direito e conseqüentemente caracteriza o tipo de sentimento de justiça tênueque encontra em seu país. de tal forma que. pois se não lutam nem mesmo pelosseus direitos não irão muito menos lutar pelo seu país. O verdadeiro estado de direito só pode existir quando a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a balança. A luta pelo direito subjetivo é também uma luta pela lei. Todo e qualquer direito. quediagnostica que este indivíduo esta com a moral deteriorada. A consciência do direito de cada um e a disposição para lutar por ele contribui para a eficácia do Ordenamento Jurídico e a manutenção da Ordem Social. Para Ihering. vejamos a relação no fato de que odireito objetivo constitui pressuposto do direito subjetivo.Outro fator de sentimento de justiça será a energia com que o individuo repelirá a umaafronta a um preceito vital a sua moral. seja o direito do indivíduo. a luta é o trabalho eterno do direito. O fator. construindo uma nação forte que lutará sempre pela sua soberania.A figura típica do viajante inglês expõe bem. A defesa da própria existência é a lei suprema de toda vida. Penso . o direito concreto não é sódependente do direito subjetivo. o direito concreto não só recebe vida e energia do direitoobjetivo. no caso. fundamentando esta proposição. a propriedade é a parte da pessoa. destinam-se o gozo e a paz e. mas também o valor do direito.A defesa do direito além de ser um dever do indivíduo para consigo mesmo é um dever para com a comunidade. O direito não é uma simples idéia. sem o direito. A defesa do direito é um dever de autoconservação moral.Os que não o cumprem cometerão um ato de traição. para alguns. a falta de uso deste pode faze-la parar de vigorar eque seja revogada a norma.Todos os direitos da humanidade foram conquistados pela luta. a intensidade com que o sentimento de justiça se projeta sobre o patrimônio. mas o feitio individual do sentimento de justiça. o abandono total do direito. mas que já foi admitido. um emblema da nação. portanto. não é o patrimônio. é uma força viva. representa o suicídio moral. o trabalho e a luta.

na minha opinião cometendo uma injustiça. pois julga sempre em torno do materialismo. V O Direito Romano nem de longe corresponde às reivindicações mais justificadas de umautêntico sentimento de justiça. perante a decisão do juiz quehavia validado seu titulo e após argumento.A luta pelo direito subjetivo é também uma luta pela lei. não o direito público.matemática. Penso que no caso do mercador Shylock há uma falha do direito. . o direito de sua pátria?O que determina o grau de resistência à agressão não é o temperamento da pessoa doagressor. mas a intensidade do sentimento de justiça. Isso deixa claro odireito que apesar de muito citado por Ihering se mostra o oposto de justiça moral sendo apenas uma ferramenta de resolução de problemas pecuniários. Penso que assim se sentiu Shylock após ver seu direito ser despedaçado junto a sua fé na justiça. a energia moral com que costuma seafirmar. sei que naquela época poderia nãohaver esse argumento mas penso ser o correto a ser usado. seus direitos públicosinternos e a posição que lhe cabe no plano internacional.A não aplicação da lei em um caso concreto e privado pode provocar revolta eceticismo na lei. basta ver como o indivíduo defendeseu direito individual no dia-a-dia da vida privada. invalidado anteriormente a decisão judiciária que o privando depois decaso terminado reparou uma injustiça cometendo outra.Direito Romano no direito antigo não tem reconhecimento da aplicabilidade do critériode culpabilidade nas relações do direito privado. É no direito privado nas relações de vida que há de se formar e acumular. a objeçãodeveriam ter acontecido antes da validação do título.Todos estes argumentos só nos mostram como o direito Romano apesar de evoluído para sua época era imbuído de injustiças que tinham a finalidade de encobrir outrasinjustiças. IV A verdadeira escola de educação política dos povos é o direito privado. gota por gota. que não inseria a intenção moral do direito e somente apenas a questão pecuniária. A balança de Temis só pesa o dinheiro e nãomais a justiça. é o materialismo mais prosaico e rasteiro que nele encontrousua expressão. distinção precisa de antigamente objetiva esubjetiva. O direto Romano protege o réu e põe o titular da ação em desvantagemcolocando-o em situações de renegar seu direto por medo de não ter seu direto adquirido eainda sofrer punição pela acusação. O direito em Roma não faz mais distinção entre lesão objetiva e subjetiva. é aqui que deve constituir o capital moral do Estado. Mostrando o Estado estar sadio. penso. sob pena de se tornar um jogo vão e uma frase vazia e com a não aplicação da justiça do direitolesado assistimos ao desmoronamento da própria lei.O sentimento de justiça serve para o Estado impor sua condição de soberania dentro dosseus limites territoriais e também fora deles. pois se não o reconhece e defende. pois no caso em questão prejudicou o autor da ação. e a lei terá de afirmar-se. Presença de penas pecuniárias como finalidade nas sentenças. comodefenderá. quando necessário.Para saber de que forma um povo defenderá.assim comoIhering que o ato de não tolerar injustiças é mais adequado do que apenas não praticar injustiças. visto que o titulo já dado como válido deve ser aplicado. mesmo este ferindo os direitos humanos deveriade ter sido. Põe o direito subjetivo em condição de abandonar a lutadiante da injustiça. o indivíduo se volta contra a sociedade. já que os indivíduos com a primeira se sentem coagidos a não fazerem a segunda. esta frase caracteriza perfeitamente o caráter imposto ao direito Romano quedesde que o mundo é mundo dificilmente houve outra jurisprudência que tanto abalou a fé e aconfiança do povo no direito. entrando em contradição atudo antes exposto pelo autor e que considero semeadora forma de injustiça para com a moralinstitucional e com o povo. concordo comIhering na sua colocação. caso que transita em julgado nãoretroage. mas essesentimento de justiça deve manifestar-se não apenas teoricamente mais também praticamentenas relações de vida dos cidadãos. salvo descoberta de corrupção no julgamento.

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