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ATIVIDADES PRÁTICAS DE BOTÂNICA COMO MEIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR, A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL_Junior&acrani_txt

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ATIVIDADES PRÁTICAS DE BOTÂNICA COMO MEIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR, A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL

PRACTICAL ACTIVITIES IN BOTANICS AS A MEANS OF BRINGING TOGETHER HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS, TEACHER DEVELOPMENT AND HIGH SCHOOL EDUCATION IN THE PUBLIC SCHOOL Astor Machado Junior1 Simone Acrani2

RESUMO

O presente artigo busca relatar experiência pedagógica vivenciada por alunos do 4º e 6º períodos do curso de Licenciatura em Ciências Biol
ATIVIDADES PRÁTICAS DE BOTÂNICA COMO MEIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR, A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENSINO MÉDIO DA REDE ESTADUAL

PRACTICAL ACTIVITIES IN BOTANICS AS A MEANS OF BRINGING TOGETHER HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS, TEACHER DEVELOPMENT AND HIGH SCHOOL EDUCATION IN THE PUBLIC SCHOOL Astor Machado Junior1 Simone Acrani2

RESUMO

O presente artigo busca relatar experiência pedagógica vivenciada por alunos do 4º e 6º períodos do curso de Licenciatura em Ciências Biol

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Published by: Wagner Lira on Mar 04, 2010
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ATIVIDADES PRÁTICAS DE BOTÂNICA COMO MEIO DE APROXIMAÇÃO ENTRE AS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR, A FORMAÇÃO DOCENTE E O ENSINO MÉDIO DA REDE

ESTADUAL

PRACTICAL ACTIVITIES IN BOTANICS AS A MEANS OF BRINGING TOGETHER HIGHER EDUCATION INSTITUTIONS, TEACHER DEVELOPMENT AND HIGH SCHOOL EDUCATION IN THE PUBLIC SCHOOL Astor Machado Junior1 Simone Acrani2

RESUMO

O presente artigo busca relatar experiência pedagógica vivenciada por alunos do 4º e 6º períodos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Centro de Ensino Superior de Uberaba – CESUBE. O mini-curso de botânica foi elaborado e ministrado junto aos alunos do Ensino Médio da Rede de Ensino Estadual de Uberaba – MG, utilizando aulas teóricas e práticas em que foram feitos cortes histológicos de órgãos vegetais, de frutos, de sementes e de partes florais. A apresentação de material in vivo foi utilizada para reconhecimento e classificação de espécies vegetais. A atividade teve como objetivos: discutir a organização morfológica e anatômica das plantas e as respectivas origens e funções de seus órgãos e estruturas; oportunizar aos discentes de licenciatura a prática docente necessária para o exercício da profissão; oferecer aos alunos do ensino médio condições de articular o conhecimento científico com sua realidade diária; permitir o desenvolvimento de habilidades e competências através da manipulação do material em estudo; assim como, adquirir o domínio da linguagem científica pelo processo de manuseio, identificação e classificação de espécies. Os resultados mostraram que, a adoção de atividades pedagógicas, acompanhadas de procedimentos práticos que

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Docente do Curso de Ciências Biológicas do Centro de Ensino Superior de Uberaba – CESUBE, Pós-

graduando em Docência na Educação Superior na Universidade Federal do Triangulo Mineiro - UFTM, astorjunior@terra.com.br
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Docente do Departamento de Ciências Biológicas – DCB na disciplina de Fisiologia e Coordenadora do

Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Triangulo Mineiro - UFTM.

relacionem os conceitos à realidade do aluno, conferem significado e importância ao assunto apresentado, estimulando a curiosidade e despertando o senso crítico.

Palavras-chave: práticas pedagógicas; prática de ensino; ensino de ciências e botânica.

ABSTRACT

This article aims at reporting a pedagogic experience involving students from the 4th to the 6th periods of the Teacher Training Course in Biological Sciences at the Centro de Ensino Superior de Uberaba – CESUBE. The mini-course in Botanics was developed and given to students of High School in Public State Schools in Uberaba – MG, by means of theoretical and practical classes in which histological cuts were made of vegetal organs, fruit, seeds and parts of flowers. The presentation of the material in vivo was used for recognition and classification of the vegetal species. The activity had the following purposes: discuss the morphological and anatomical organization of plants ant the respective origins and functions of their organs and structures; offer opportunity for the students of teacher training courses to become involved in the teaching practice which is necessary in the profession; offer the high school students opportunities for linking their scientific knowledge with their daily life; allow for the development of abilities and competence by means of manipulation of the material under study, as well as acquire the power to use scientific language through the process of handling, identification and classification of species. The results showed that the adoption of a pedagogic activities, accompanied by practical procedures that allow for finding the relations between concepts and the students’ reality, conveys significance and importance to the subject presented, stimulating curiosity and awakening a critical sense.

Key words: pedagogic practices; teaching practice; teaching of science and Botanics.

INTRODUÇÃO

Apesar de todo o desenvolvimento tecnológico experimentado pelo país nos últimos tempos, dos avanços conseguidos em áreas importantes das ciências e de todos os estudos e publicações na área da educação, o modelo tradicional de ensino ainda é largamente utilizado por grande parte dos educadores brasileiros, tanto no Ensino Fundamental, quanto no Ensino Médio. Esse modelo de educação trata o conhecimento como um conjunto de informações que são passadas dos professores para os alunos, o que nem sempre resulta em aprendizado efetivo. Os alunos se comportam como ouvintes e, na maioria das vezes, os conhecimentos passados pelos professores não são realmente apreendidos, são, na verdade, memorizados momentaneamente e, em geral, se perdem num período extremamente curto de tempo, o que caracteriza a não ocorrência do verdadeiro aprendizado (CARRAHER, 1986). Os processos de ensino e aprendizagem, assim como suas respectivas metodologias e meios, têm por base uma determinada pedagogia, o que significa uma concepção de como se consegue que as pessoas aprendam alguma coisa e, a partir daí, modifiquem seu comportamento. A pedagogia de preferência se fundamenta em uma epistemologia ou teoria do conhecimento. Como o nome propõe, a Pedagogia da Problematização visa oportunizar ao aluno formas de pensar, refletir e tomar decisões acerca de determinados problemas. Diz respeito a uma teoria de aprendizagem e um modelo de como ensinar, ou seja, passar conteúdos com métodos práticos e dinâmicos. Nela, os educadores podem encontrar uma epistemologia, uma pedagogia e uma sociologia da educação que promova um chamamento em favor da democratização da sociedade e das escolas. Estabelece a ligação entre a sala de aula e a política de poder da sociedade (BUENO, 1998). A partir disso, a Educação é vista, como um projeto político, que amplia os princípios e práticas da dignidade humana, liberdade e justiça social. Ensinar não é só estar em sala de aula, mas estar na história e no imaginário político para permitir mudanças, associando teoria e prática, reflexão e ação, buscando princípios no compromisso social, fundamentada na problematização, na dialogicidade, na reflexão crítica, na objetividade-subjetividade, ocupando espaços nucleares para a educação libertadora (BUENO, 1998); (DOCUMENTO/FREIRE, s.p.); (FREIRE,1992); (BENTO, 1998).

Freire in Bueno (1998, p.198) retrata e delimita a história do pensamento mundial, renovando as propostas de uma prática educativa progressista que se constrói a partir da realidade e não dos conceitos. Propõe as bases da pesquisa-ação com o método participativo na educação, enumeradas na metodologia da investigação temática e no conteúdo da forma da educação problematizadora, tendo como fundamental, o diálogo aberto, como expressão e forma da verdadeira libertação humana. A demanda atual pelo conhecimento de ciências ligado à realidade e às ações do dia-a-dia das pessoas tem direcionado as mais variadas propostas de mudanças realizadas no ensino desta área do conhecimento humano (MAIA e JUSTI, 2008). O processo de investigação na ciência deve ter uma atenção especial em sua forma de abordagem no ensino, por se tratar do processo de construção da própria ciência (CHINELLI e cols, 2008). Estudos sobre o ensino do processo de investigação científica mostram a necessidade de inserção do aluno em atividades que levem ao desenvolvimento do conhecimento de maneira ativa, ou seja, atividades que façam com que o mesmo conduza ativamente uma pesquisa, o que pode permitir o desenvolvimento do conhecimento sobre como a ciência é construída e também, proporcionar o desenvolvimento de habilidades durante a condução do processo. Perceber princípios da ciência e utilizá-los no processo de investigação são práticas científicas indispensáveis para a aprendizagem sobre a ciência. A experimentação faz parte de um conjunto de aspectos relativos ao processo ensino-aprendizagem das ciências que alguns autores têm chamado de consenso construtivista na educação em ciência, compreendendo ainda aprendizagem de conceitos e a resolução de problemas em ciências. Para Krasilshik (2004, p. 29), a idéia básica do “construtivismo”, é que o conhecimento é edificado ou, construído pela própria pessoa através de experiências significativas, não sendo transmitido ou revelado. Segundo Moreira (1999, p. 95-107), muitos modelos de ensino baseiam-se na teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget. Partindo-se da perspectiva de que a mente humana tende, permanentemente, a aumentar seu grau de organização interna e de adaptação ao meio. Frente às novas informações ocorrem desequilíbrios e conseqüente reestruturação (acomodação), a fim de construir novos esquemas de assimilação e atingir novo equilíbrio, garantindo um maior grau de desenvolvimento cognitivo. Portanto, ensinar ou, em um sentido mais amplo, educar, significa provocar o desequilíbrio na mente do aluno para que ele, procurando o reequilíbrio (equilibração majorante), se reestruture cognitivamente e aprenda.

Uma implicação imediata da teoria de Piaget para o ensino é o fato de que o conteúdo deve ser acompanhado de ações e demonstrações e, sempre que possível, deve dar aos alunos a oportunidade de agir (trabalho prático) (MOREIRA, 1999). Deve-se considerar, ainda que, estas ações e demonstrações devem estar integradas à argumentação e ao discurso do professor. Seria uma ilusão acreditar que ações e demonstrações, mesmo realizadas pelos alunos, têm em si mesmas o poder de produzir conhecimento, os efeitos são percebidos, mais intensamente, na medida em que estiverem integradas à argumentação do professor (KUBLI 1979 apud MOREIRA 1999). Para Maldaner in Nardi (2007, p. 239), o ensino médio no Brasil está em grande expansão e é visto, historicamente, como formação técnica ou como meio de acesso ao ensino superior e, por esse motivo, é desvinculado da educação básica necessária. Porém, por ser a última etapa da Educação Básica, o Ensino Médio é mais do que uma complementação do Ensino Fundamental. Nessa etapa o adolescente constitui a capacidade de pensar por conceitos (VIGOTSKI, 1996). De acordo com essa concepção, o pensamento se renova e re-constitui na medida em que os conceitos são formados. Por esse motivo, a educação nessa fase requer uma nova prática para a qual os professores, em sua maioria, não estão preparados, pois, todos os níveis de sua formação se sustentam numa visão disciplinar e propedêutica. Aspectos fundamentais a serem destacados, para que o processo de ensinoaprendizagem seja efetivado são: a existência de problematizações prévias do conteúdo como pontos de partida; a vinculação dos conteúdos ao cotidiano dos alunos; e o estabelecimento de relações interdisciplinares que estimulem o raciocínio exigido para a obtenção de soluções para os questionamentos, fato que efetiva o aprendizado (CARRAHER, 1986; FRANCALANZA et al, 1986). Morin (2000, p. 36-37), afirma que “o conhecimento das informações ou dos dados isolados é insuficiente. É preciso situar as informações e os dados em seu contexto para que adquiram sentido”, “é preciso efetivamente recompor o todo para conhecer as partes”. Corroborado por um grande número de especialistas em ensino das ciências que propõem a substituição do verbalismo das aulas expositivas, e da grande maioria dos livros didáticos, por atividades experimentais (FRANCALANZA et al, 1986). Alguns autores têm convencionado chamar de consenso construtivista na educação em ciência, a experimentação, que faz parte de um conjunto de aspectos relativos ao processo ensino-aprendizagem das ciências, compreendendo ainda aprendizagem de conceitos e a resolução de problemas em ciências. Do ponto de vista do construtivismo, é através da experiência adequadamente escolhida e criativamente

utilizada que o estudante questiona, formula, opera e conclui, elaborando um processo próprio de aprendizagem que supera a simples assimilação de conhecimentos prontos, o que permite uma aprendizagem significativa e duradoura. O grande número de novas informações na área, aliado às lacunas teórico–práticas no ensino de ciências, têm por conseqüência a desmotivação do aluno e o afastamento destes das carreiras científicas. Portanto a adoção de atividades pedagógicas acompanhadas de procedimentos que relacionem os conceitos à realidade do aluno, tem como objetivo, dar significado e importância ao assunto apresentado e estimular a curiosidade, o senso critico e a aprendizagem. A realização de um mini-curso com conteúdos de botânica onde se prioriza as aulas práticas, vem ao encontro dos anseios de um grupo importante de profissionais da educação cientes da necessidade de integrar a comunidade escolar às práticas pedagógicas modernas, assim como, oferecer a prática docente necessária à formação de professores. O mini-curso “Nós e as Plantas: botânica na prática” foi proposto na intenção de preencher as lacunas teórico-práticas e oportunizar aos alunos de Licenciatura em Ciências Biológicas do Centro Superior de Ensino de Uberaba – CESUBE, por em prática conceitos trabalhados no decorrer do curso, analisar e discutir conteúdos da disciplina de botânica, assim como, promover a aproximação dos alunos da Rede Estadual de Ensino junto às instituições de ensino superior da cidade de Uberaba – MG.

OBJETIVOS GERAIS

O mini-curso “Nós e as plantas: botânica na prática” objetivou: discutir a organização morfológica e anatômica das plantas e as respectivas funções de seus órgãos e estruturas; proporcionar aos alunos de Licenciatura em Ciências Biológicas do CESUBE, a prática docente, através de métodos práticos e dinâmicos; proporcionar a discussão e elaboração de metodologias de ensino destinadas ao ensino dos temas apresentados; promover a aproximação entre as instituições de ensino superior e a rede estadual de ensino básico e também, oferecer aos alunos do ensino médio, condições de articular o conhecimento científico, o desenvolvimento de habilidades e competências e o domínio da linguagem científica.

MATERIAIS E MÉTODOS

O mini-curso de extensão “Nós e as plantas: botânica na prática” foi elaborado e ministrado por alunos do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do CESUBE aos alunos dos terceiros anos do Ensino Médio da Escola Estadual Frei Leopoldo Castelnuovo da Rede Estadual de Ensino de Uberaba – MG e realizado em três momentos distintos. O primeiro momento iniciou-se em sala de aula, com prosseguimento extra-sala, onde foram pesquisados os temas propostos, desenvolvidos roteiros de estudos, preparação e coleta de material para as aulas teórico-práticas realizadas nas dependências do CESUBE. No segundo momento foram apresentadas duas aulas ministradas pelos alunos do 6º período que se dividiram em dois grupos, sendo trabalhado simultaneamente os conteúdos de morfologia externa e anatomia interna de raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes, origens e funções. Com a apresentação de material (plantas) in vivo para visualização e identificação dos órgãos vegetais e partes florais. Foram realizados cortes histológicos para observação da anatomia interna e identificação de tecidos vegetais, assim como das partes florais de frutos e sementes. O terceiro momento constou de quatro aulas que foram ministradas pelos alunos do 4º e 6º períodos e apresentou os conteúdos de sistemática vegetal, morfologia externa e anatomia interna vegetal. Formaram-se quatro grupos com conteúdos sobre a classificação dos seres vivos e do reino vegetal; apresentação de espécimes representativos de cada grupo vegetal (Briófitas, Pteridófitas, Gimnospermas e Angiospermas) com observação em lupa estereoscópica de exemplares vegetais para identificação de estruturas vegetativas e reprodutoras; apresentação de parâmetros evolutivos; morfologia e anatomia de raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes; origens e funções. Com apresentação de material (plantas) in vivo para visualização e identificação dos órgãos vegetais e partes florais. Cortes histológicos foram feitos para observação da anatomia interna e identificação de tecidos vegetais, anexos epidérmicos, assim como das partes florais, de frutos e de sementes.

Em reuniões posteriores efetivou-se a avaliação das atividades e elaboração por parte dos alunos/professores de relatório final do mini-curso, onde foram relacionadas as etapas, as atividades, as dificuldades encontradas e sugestões. Destaca-se que para cada temática a ser trabalhada uma prática foi selecionada. Durante as aulas o conhecimento prévio do aluno foi especulado acerca do tema abordado. Nos grupos de alunos foram observados os seus componentes individualmente e em grupo. Observou-se, também as interações nas tarefas propostas.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O mini-curso tratou os conteúdos de forma globalizada, valorizando as experiências do cotidiano dos alunos, permitindo a relação entre teoria e prática, dando significado às aprendizagens realizadas na escola, possibilitando que estas sejam úteis na vida, no trabalho e no exercício da cidadania. A dinâmica de trabalho permitiu que os alunos se comunicassem e interagissem de maneira expressiva entre si e com o grupo extensionista. De acordo com relatórios finais elaborados pelos alunos do Curso de Ciências Biológicas do CESUBE, ministrantes do mini-curso, as dificuldades apresentadas foram: ansiedade e insegurança na primeira aula; dificuldade na administração do tempo de aula; dificuldade para mostrar exemplos práticos imediatos sobre o assunto abordado (contextualização). Houve unanimidade dos alunos em enfatizar que as dificuldades apresentadas, se dissiparam no decorrer das aulas, proporcionando uma avaliação extremamente positiva em relação à experiência docente. Na avaliação feita pelos professores e alunos da E.E. Frei Leopoldo Castelnuovo, o mini-curso cumpriu plenamente os objetivos de discutir a organização morfológica e anatômica das plantas e as respectivas funções de seus órgãos e estruturas. Proporcionando, através das aulas práticas e demonstrativas, aos alunos do ensino médio a interação necessária para adquirir condições de articular o conhecimento científico, o desenvolvimento de habilidades e competências e o domínio da linguagem científica, constituindo um importante elo entre a comunidade escolar básica e a instituição de ensino superior. As principais dificuldades detectadas por parte dos alunos da rede estadual de ensino, dizem respeito ao manuseio de materiais e equipamentos de laboratório e

dificuldades de interatividade aluno-professor, que foram resolvidas com a intervenção dos professores do mini-curso. Podemos inferir que as dificuldades apresentadas provem da inexistência de aulas práticas em laboratório e de campo. Assim como da existência de um ensino tradicionalista e pouco interativo nas escolas de ensino médio da rede estadual, onde a pedagogia da problematização cede espaço a um “passar” de informações sem conexões com o cotidiano do aluno, o que dificulta o processo de apreensão dos conteúdos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O mini-curso “Nós e as plantas: botânica na prática” promoveu, no primeiro momento, um contato intenso do corpo discente do curso de Ciências Biológicas com os conteúdos da disciplina de Botânica I, II, III e IV, além da inserção dos mesmos na realidade educacional local, possibilitando uma vivência valiosa para sua formação profissional, além de criar um espaço para que os alunos discutissem a educação em diferentes contextos. O mini-curso apresentou-se, ainda, como uma importante ferramenta no ensino de biologia, construindo coletivamente com os professores da Rede Estadual de Ensino, novas metodologias pedagógicas e divulgando conhecimento. Dessa forma, a sociedade passa a reconhecer nas instituições de ensino superior uma parceira nas suas necessidades. Observa-se que a adoção de atividades pedagógicas acompanhadas de procedimentos práticos que relacionem os conceitos à realidade do aluno denotam significado e importância ao assunto apresentado, estimulando a curiosidade e despertando o senso crítico.

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