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Dinamica Pastoral Para a Quaresma e Pascoa 2008

Dinamica Pastoral Para a Quaresma e Pascoa 2008

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NOVAS CRIATURAS, PARA UMA NOVA CRIAÇÃO!

SENTIDOS

DE UM PERCURSO

DINÂMICA PASTORAL PARA A QUARESMA

PÁSCOA

2008

INTRODUÇÃO

PARA OS CATEQUISTAS

Estimados catequistas. Esta proposta foi realizada por um grupo de sacerdotes, que habitualmente se reúnem, às quartas-feiras, em Amarante (São Gonçalo), para preparar a Homilia e partilhar reflexões e vivências pessoais e pastorais. A dinâmica proposta centra toda a sua atenção na Eucaristia Dominical. Para os catequistas, este texto é um desafio a criar, em unidade com o pároco, um diálogo entre catequese – família – comunidade cristã. Tudo não está feito… a dinâmica não se apresenta para os centros catequéticos como um “pronto-a-vestir”, ela é um ponto de partida para criar e recriar um projecto em unidade com o Espírito. O material apresentado está dividido em dois ficheiros: o primeiro, oferece uma dinâmica litúrgica e o segundo, textos de apoio para a reflexão do catequista como enriquecimento pessoal que possibilita a partilha com o grupo.

Importa recordar alguns elementos importantes: 1- A catequese deve seguir o tempo litúrgico e atribuir à
dinâmica pascal a importância que ela tem, como mistério de fé e iniciação à vida cristã. A MENSAGEM, que em breve chegará às vossas casas, pode ajudar neste sentido. A Experiência pascal não se esgota na Quaresma, o grande desafio é continuar a experiência de conversão numa descoberta gozosa da vida “embebida” da força e alegria pascal, como oportunidade especial de “espera” do Pentecostes que celebra e torna eficaz a presença e acção do Espírito. Só nELE podemos dizer e viver a suprema relação que nos faz ser no “PAI”. A catequese por si só não pode iniciar à vida cristã. É indispensável criar pontes entre a comunidade, a vida quotidiana e o percurso catequético; é o que pretende este percurso quaresmal e pascal. A sintonia com o sacerdote e a comunidade é um elemento imprescindível para a celebração e a vivência em comunidade dos grandes tempos litúrgicos. O SDEC Porto

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DINÂMICA QUARESMAL PASCAL

- E

“Novas criaturas, para uma nova criação! Sentidos de um percurso”
No Ano do Planeta Terra, e tendo em conta as múltiplas e recentes referências do Papa Bento XVI, às questões ecológicas, quisemos traçar para esta Quaresma e Tríduo pascal, um percurso, com sentido, aqui desenvolvido em todos os sentidos. Este percurso, partirá do uso e da simbologia subjacente aos elementos naturais, passará para iluminação do seu significado cristão (bíblico, eclesial, sacramental), até possibilitar à pessoa a renovação da sua vida e, a partir daí, a recriação da vida do mundo. A ordem nova, de uma nova Terra, será sempre fruto da Vida do Homem Novo. O desequilíbrio ecológico evidencia a necessidade de uma «ecologia espiritual», que permita ao homem, compreender a Criação, como dom e tarefa. Para chegar aí, o homem há-de procurar pôr em ordem a sua própria vida, educando os sentidos, para a abertura, para o diálogo, para a comunhão com Deus, com o próximo, com a Criação. A nova criação não poderá emergir sem a nova criatura. Por isso o lema desta Quaresma podia resumir-se assim: “Novas criaturas, para uma nova criação! Sentidos de um percurso”. Esses “sentidos”, têm a ver não só com as dimensões que queremos explorar, e que vão da ecologia à mistagogia, passando pela cristologia, mas também com a abertura dos cinco sentidos à fé, que importa provocar em tempo quaresmal e celebrar em tempo pascal. Para alcançar esta meta e porque queremos envolver pessoas, família, catequese, comunidade, destacaremos alguns pontos de referência, para cada Domingo e respectiva semana:

Elementos naturais Basicamente, serão “elementos naturais”, como a terra, a cinza, as pedras, a água, o pão, o vinho. No “Ano do Planeta Terra”, o recurso aos elementos naturais ajuda a redescobrir a sua utilidade, a sua necessidade, a sua simbologia, a sua relação com a nossa vida humana e cristã. Estes elementos transformados em símbolos podem ser adquiridos pelos próprios ou fornecidos pela comunidade, que disporá deles, sempre em grande número, para os fiéis levarem consigo. Em troca, a comunidade receberá uma pequena oferta monetária. Esta oferta, Domingo a Domingo, assumirá o valor de um contributo penitencial, com destinatário a definir. A preparação, aquisição, distribuição ou venda destes símbolos, pode ser dinamizada por diversos grupos paroquiais e/ou de catequese, envolvendo activamente toda a comunidade. Eis alguns dos materiais a elaborar, adquirir, distribuir, vender… pelos diversos grupos paroquiais e de catequese:

1- Tabuleiro (IV Domingo Comum) 2- Cinza para espalhar sobre a Terra! (I Domingo) 3- Três pedras brancas (II Domingo) 4- Cantarinho para a água (III Domingo) 5- Bolbo de planta / flor de Páscoa (IV Domingo) 6- Fita de gaze a pintar com mercúrio (V Domingo) 7- Perfume a levar ao doente (V Domingo) 8- Ramos de oliveira e outras árvores (Ramos) 9- Jumentinho e jumentinha para a Procissão (Ramos) 10- Saquinhos de farinha de trigo (2º ano na Quinta-Feira
Santa)

11- Garrafinhas de água (crianças na Quinta-Feira Santa) 12- Garrafinhas de vinho (adultos na Quinta-feira santa)
13-Jardim completo (sexta-feira santa)

Gestos Litúrgicos: Através de uma palavra, de um gesto, de uma oração de bênção, é dado o significado cristão ao elemento simbólico a valorizar. Estas Orações podem, e devem, inspirar-se no Ritual das Bênçãos, nos Rituais dos Sacramentos, nas Leituras bíblicas de cada Domingo, nos próprios Prefácios da Missa, de onde se recolhem as ideias-força, para a pregação e temática de cada Domingo e respectiva semana. Serão elaboradas, semana a semana.

Ideias-força, para cada Domingo e respectiva semana: Trata-se de colocar, desde já, neste texto, as bases de reflexão (homilética e catequética) que justificam a temática e a escolha do símbolo, de acordo com a Palavra de Deus, de cada Domingo. Envio em anexo, alguns textos recentes de Bento XVI relacionadas com a problemática ecológica. Compromisso com sentido e consentido Cada semana, há um compromisso concreto, que pode ser diversificado conforme o grupo etário. Pode ser um compromisso individual, familiar ou comunitário. Nesse compromisso, está em jogo um dos cinco sentidos, de modo que o tempo quaresmal, à imagem de alguns ritos finais do catecumenato, proporcione a abertura dos cinco sentidos. Na Liturgia, apreciamos os cinco sentidos, cuja função é orientar o significado. Mediante os sentidos, não só captamos o mundo das pessoas, como exprimimos a nossa experiência pessoal. A fé depende dos sinais e o conhecimento (também o de Deu) começa sempre pelos sentidos, órgãos do espírito humano Bibliografia: CASIANO FLORISTAN, Celebraciones de la comunidad, Ed. Sal Terrae, [Ritos y Símbolos, 30], Bilbao 1996, 98-100.

IV DOMINGO COMUM A “DOMINGO GORDO” A dinâmica desta Quaresma exige alguma atenção, na preparação, aquisição e distribuição dos elementos naturais e dos materiais, “transformados” depois em símbolos. Assim por exemplo, já no “Domingo Gordo”, é preciso elaborar ou preparar um Tabuleiro, que servirá como uma espécie de base de um Jardim de Páscoa, ao longo da Quaresma e que, na Visita Pascal, aparecerá como elemento decorativo e celebrativo na casa de cada família. Esse tabuleiro pode ser de barro, de metal, ou mesmo uma simples caixa de sapatos ou de camisa, revestida interiormente por um plástico de cor escura. Estes tabuleiros ou estão disponíveis para distribuição / venda na comunidade, ou os fiéis deverão arranjar em casa um tabuleiro. Aviso no Domingo Gordo (IV Domingo Comum) Neste Domingo, os fiéis serão alertados, para a necessidade de trazerem no Domingo seguinte (I Quaresma) esse tabuleiro, cheio de terra: terra do jardim de casa, terra de algum campo ou monte ou caminho mais próximo. É importante que esta terra, tenha alguma relação com a vida da pessoa ou da família. Bibliografia para estudar os símbolos:
HERCULANO ALVES, Símbolos na Bíblia, Difusora Bíblica, Lisboa 2001 Água, 19; Mar, 215; Montanha, 231; Sol, 367; Perfumes, 319; Árvore, 51; Maná, 199; Pão, 271; Vinho, 431 (Recolhe vários artigos de Simbologia publicados na Revista Bíblica); BENTO XVI - JOSEPH RATZINGER, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 2007 [sobretudo o capítulo VIII: as grandes imagens joaninas: a água (302); a videira e o vinho (313); o pão (311].

1º DOMINGO DA QUARESMA CULTIVAR A TERRA COMO UM JARDIM • • • 1ª leitura: “O Senhor Deus plantou um jardim no Éden, a Oriente, e nele colocou o Homem que tinha formado” 2ª leitura: “Por um só Homem entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte” Evangelho: “Jesus foi conduzido pelo Espírito Santo ao deserto”!

ELEMENTO SIMBÓLICO: Os fiéis (um por família) trazem para a Missa o seu tabuleiro, cheio de terra. Essa terra foi recolhida do jardim, do campo, do monte, do caminho… ou de qualquer lugar significativo da vida das pessoas. Não importa. Toda a terra que o Homem pisa é sagrada. Este tabuleiro foi-lhes entregue no Domingo anterior ou arranjado pelos próprios em casa; será conveniente ter um ou outro tabuleiro de reserva, a fim de o disponibilizar, para aqueles que se esqueceram ou foram apanhados desprevenidos, na celebração dominical. GESTO LITÚRGICO: Procede-se, na celebração, à bênção da Terra. Sobre a Terra, é colocada, pelo Presidente uma pequena porção de Cinza, que foi objecto de bênção na Quarta-feira de Cinzas. O Presidente pode escolher o momento litúrgico que julgar mais adequado para esta “imposição da Cinza” sobre a terra do Jardim. IDEIAS-FORÇA: Deus confiou ao Homem a Criação, como um “Jardim” (1ª leitura). Mas o pecado, que entrou no mundo, por um só homem (2ª leitura), afecta não apenas a relação do Homem com Deus e com o seu próximo, mas reflecte-se também na sua relação desordenada, egoísta, “exploradora” com a Criação (1ª Leitura). “Os desertos exteriores multiplicam-se no mundo, porque os desertos interiores tornaram-se tão amplos. Por isso, os tesouros da terra já não estão ao serviço da edificação do jardim de Deus, no qual todos podem viver, mas tornaram-se escravos dos poderes da exploração e da

destruição” (Bento XVI). Não podemos usar e abusar do mundo e da matéria como de um simples objecto da nossa acção e da nossa vontade; que temos o dever de considerar a criação como um dom que nos foi confiado não para a destruição, mas para que se torne o jardim de Deus e assim um jardim do homem. Temos esperança de que é um projecto viável. Sobre as cinzas, pode renascer um mundo novo. A cinza não é apenas o símbolo da destruição, mas também “fertilizante” de uma terra, que se tornará mais fecunda. UM
COMPROMISSO COM SENTIDO E CONSENTIDO

Valorizaremos nesta primeira semana o sentido do “tacto” através do contacto com a Natureza. Aprender a cuidar da Terra, como autêntico “jardineiro”. A proposta é a de reservar algum tempo ao cuidado de um vaso, ou de um jardim ou de um espaço verde, privado ou público, valorizando o trabalho manual. Pode ser o jardim da casa, da Escola, do Bairro, da Freguesia… Este gesto, deverá ser acompanhado de uma Oração adequada, feita em família. Na tradição cristã, o trabalho agrícola e manual adquire um significado mais profundo, tanto em virtude do esforço e das dificuldades que ele exige, como também porque ele oferece uma experiência privilegiada da presença de Deus e do seu amor pelas suas criaturas. O próprio Cristo recorre a imagens do campo para falar do Reino mostrando deste modo um grande respeito por esta forma de trabalho. A ordem da criação exige que se dê a prioridade àquelas actividades humanas que não causam um prejuízo irreversível à natureza, mas que, ao contrário, se inserem no tecido social, cultural e religioso das diversificadas comunidades. Desta maneira, alcança-se um equilíbrio sóbrio entre o consumo e a sustentabilidade dos recursos. Bibliografia: Há vários números da Revista Bíblica, com a temática da Terra. • ACÍLIO MENDES, Nossa Irmã, a Mãe Terra, Ano 53 (Maio-Junho 2007), n.310, 30-31

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ARIEL ÁLVAREZ VALDÉS, O Mundo foi criado duas vezes, Ano 54, (Janeiro–Fevereiro 2008), n.314, 11-16 ARMINDO VAZ, Ecologia e criação à luz de Génesis 1, Ano 49 (Janeiro-Fevereiro 2003), n.284, 35-40 ARMINDO VAZ, Origem da Terra, Mito e fé, Ano 50 (Janeiro –fevereiro 2004), n.290, 36-42. HERCULANO ALVES, Deus, Pai, Criador do Céu e da Terra, Ano 45 (Julho –Agosto 1999), n.263, 13-36 HERCULANO ALVES, A Terra na Bíblia, Ano 50, (MarçoAbril 2004), n.291, 83.88 LOPES MORGADO, A Criação como tarefa, Ano 36 (JulhoAgosto 1990), n.209, 33-47 LOPES MORGADO, Irmã e Mãe Terra, Ano 42 (Julho – Agosto 1996) n.245,1-2 BENTO XVI - JOSEPH RATZINGER, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 2007, 55-78 (sobre as Tentações); 57-58 (sobre o deserto e jardim) sobre a terra (120-122); 130-131 (sobre fome e sede); 349 (pão e palavra)

2º DOMINGO
SUBIR

DA QUARESMA

À MONTANHA!

• •

1ª Leitura: Deixa a tua terra! A Terra Prometida Evangelho: Levou-os em particular a um alto monte!

ELEMENTO SIMBÓLICO: Os fiéis podem receber da comunidade, no final da Missa, ou mesmo antes, no Ofertório, “três pedras” brancas. É possível também desafiar as pessoas e famílias a ir e “subir ao monte”, e aí procurar “três pedras brancas”, que recordarão a experiência de luz, no monte Santo da Transfiguração, vivida pelos três amigos mais íntimos de Jesus. GESTO LITÚRGICO: Em algum momento, estas “pedras” podem ser apresentadas, com a ajuda de um texto narrativo explicativo ou de uma oração, em jeito de prece e louvor. Essa oração deve ser entregue aos fiéis, com as pedras, de modo a poderem-na fazer, em casa ou na sua ida à montanha! Este texto de uma

célebre música de Roberto Carlos pode inspirar um momento de oração.
“Eu vou seguir uma luz lá no alto Eu vou ouvir uma voz que me chama Eu vou subir a montanha e ficar bem mais perto de Deus e rezar Eu vou gritar para o mundo me ouvir e acompanhar Toda a minha escalada e ajudar a mostrar como é o meu grito de amor e de fé”

IDEIAS-FORÇA: O monte não é uma inutilidade ou um desperdício do Criador, que importa abater ou ocupar a todo o custo. O monte não é terra de ninguém, lugar do lixo e da destruição. O respeito pelos “montes”, pela sua vegetação, pela sua caça, é fundamental para o equilíbrio ecológico, para o equilíbrio da cadeia alimentar. Mas o monte, pela sua altitude, proporciona a experiência humana da proximidade com o «Altíssimo», com este Deus “tremendo” e “fascinante” ao mesmo tempo, crucificado e glorioso, tal qual nos foi revelado no Filho muito amado. Todavia, a nossa caminhada presente é um processo de “transfiguração”, até nos fazer chegar à “brancura” e à “transparência luminosa” da santidade de vida ou da vida nova da ressurreição. “É uma estrada muitas vezes estreita e a subir, mas, se uma pessoa se deixar atrair por Jesus, é um caminho sempre esplêndido, como um carreiro de montanha: quando mais se sobe, mais se pode admirar do alto novas paisagens, mais bonitas e mais extensas. Devemos testemunhar, na Igreja e na sociedade, que esta vida santa é bela. É verdade que exige empenho, mas conduz à verdadeira alegria” (Bento XVI). As pedras, no monte, tanto servem de apoio firme, como de tropeço e queda. “Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei uma pedra branca; na pedra branca estará gravado um novo nome que ninguém conhece, a não ser o que a recebe» (Ap.2.17). UM
COMPROMISSO COM SENTIDO E CONSENTIDO

Subir ao monte, não é, primeiramente, um exercício físico. É sobretudo um exercício espiritual, que culmina no silêncio da contemplação, donde brota a Palavra amorosa de Deus. Esta semana, “subir ao monte” pode ser uma proposta “real” e “espiritual”, simultaneamente, como pode ser apenas um desafio “espiritual” de isolamento, de “deixar a terra rasa” de todos os dias, para subir até às alturas de Deus. Essa montanha pode estar dentro de casa, como dentro de nós: “corações ao alto». O sentido a activar nesta semana é o do ouvido. “Escutai-O”, é o convite mais radical no alto do monte. Para isso, importa desafiar a viver um dia da semana, sem telemóvel. Ainda bem, que em alguns sítios do monte, não há rede! Pode dar-se aos fiéis, a citação bíblica de uma frase do Evangelho, que devem procurar e mandar por SMS a três amigos mais íntimos. Aviso: Na próxima semana, trazer um “cantarinho”, para levar água. Ou vir prevenido para levar da Igreja um pequenino cântaro. Bibliografia: FREI MANUEL RITO, O Povo das montanhas, in Revista Bíblica, ano 54, (Janeiro –Fevereiro 2008), n.314, 22-23 ABÍLIO PINA RIBEIRO, As montanhas da vida consagrada, in Revista Bíblica, Ano 54, (Janeiro –Fevereiro 2008), n.314, 30-31. BENTO XVI - JOSEPH RATZINGER, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 2007, 383 (sobre o monte); 379-384 (sobre a transfiguração)

3º DOMINGO

DA QUARESMA

SACIAR-SE NAS FONTES DA VIDA!

• •

1ª Leitura: Baterás no rochedo e dele sairá água Evangelho: Sentou-se à beira do poço!

ELEMENTO SIMBÓLICO: A água é um elemento originário da vida e por isso também um dos símbolos primordiais da humanidade. A água é o elemento da fecundidade. Sem água não há vida. E assim, em todas as grandes religiões a água é vista como símbolo da maternidade, da fecundidade. A água oferece-se ao homem sob diversas formas e consequentemente com diversas interpretações (pensemos nas fontes e nas águas do rochedo, nos rios, no mar, no poço, no lado aberto de Jesus) e temos aí um manancial riquíssimo de significações. As pessoas foram convidadas, no Domingo anterior, a trazer, para a celebração, um cântaro. A comunidade pode ter, para venda e disponível, uns pequeninos cântaros de barro, ou regadores. Com esse cantado recordam a ida da samaritana e a sua sede junto ao poço ou fonte de Jacob. GESTO LITÚRGICO: Em algum momento da celebração, talvez, no final, as pessoas serão convidadas a passar pela pia baptismal e a encher de água o seu pequenino cântaro. Essa água deverá ser levada para casa, para “fecundar” a terra do jardim, que está em preparação. A ideia é clara: “Como terra árida, a minha alma tem sede de vós”! A Oração da Bênção da água baptismal (cf. Ritual do Baptismo ou Missa da Vigília Pascal) tem elementos suficientes para a mistagogia, que importa fazer a respeito da água. Este cantarinho voltará a ser preciso, quando na Vigília ou dia de Páscoa o trouxerem cheio de água, recolhida do poço ou das fontes, para encher a pia baptismal. IDEIAS-FORÇA: A questão da água, o problema dos recursos hídricos, é hoje bastante focado, pelos ecologistas e a Igreja tem sido porta-

voz fiel desta preocupação. Em 2007, numa mensagem escrita por ocasião do Dia Mundial da Água, Bento XVI afirmava que “a água é um direito inalienável", pedindo que todos possam ter acesso a ele, "em particular quem vive em condições de pobreza. O direito à água, como todos os Direitos Humanos, baseia-se na dignidade humana e não sobre avaliações de tipo puramente quantitativas, que apenas consideram a água como um bem económico". Num período, no qual se fala da desertificação e sentimos sempre de novo denunciar o perigo de que homens e animais morram de sede nestas regiões sem água neste período damo-nos conta da grandeza do dom também da água e de quanto somos incapazes de o obter sozinhos. O direito à água fundamenta-se na dignidade humana e não em avaliações de tipo meramente quantitativo, que consideram a água como um bem económico. Sem a água, a vida é ameaçada. Portanto, o direito à água constitui um direito universal e inalienável" (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 485). A importância da água e a sua simbologia natural (associada à ideia de fecundidade, purificação, vida e regeneração), bem como toda a sua “história bíblica” dão-nos elementos mais que suficientes, para passar da questão ecológica, à dimensão bíblica, cristológica e baptismal. Mas o evangelho, permite-nos ainda falar do pão e de outros alimentos! “Os seus discípulos tinham ido à cidade comprar alimentos” (Jo.4,8)… A oração de apresentação dos dons, qualifica o pão como fruto da terra e do trabalho do homem. Nele está contida a fadiga humana, o trabalho quotidiano de quem cultiva a terra, semeia e recolhe e finalmente prepara o pão. Contudo o pão não é simples e somente o nosso produto, uma coisa feita por nós; é fruto da terra e portanto também dom. Porque o facto que a terra dá frutos, não é merecimento nosso; só o Criador lhe podia conferir a fertilidade. O pão é fruto da terra e, ao mesmo tempo, do céu. Pressupõe a sinergia das forças da terra e dos dons do alto, isto é, do sol e da chuva. Vemos o pedaço de Hóstia branca, este pão dos pobres, como uma síntese da criação. Céu e terra, assim como a actividade e o espírito do homem, concorrem.

UM COMPROMISSO COM SENTIDO E CONSENTIDO Nesta semana, podíamos desenvolver o sentido do gosto ou paladar, a partir do evangelho, onde a água e o pão, a sede e a fome, a bebida e o alimento (os discípulos foram comprar pão) são focados de maneira explícita a 1ª leitura e no evangelho. A proposta para esta semana era de valorizar a «água» e o «pão» na refeição, em detrimento de bebidas doces ou dos bolos. Mediante o gosto, percebe-se o sabor da comida e da bebida. Recordemos que o saber e o sabor procedem da palavra “sabedoria”, percebida de dois modos: como alimento e como conhecimento. No gosto, põe-se em relevo a fome e a sede, necessidades primordiais do ser humano, reveladas pelo evangelho da Samaritana. Diríamos, quase, passar um dia desta semana, a «pão e água». Necessidades primordiais do ser humano são a fome e a sede.
Bibliografia: BENTO XVI - JOSEPH RATZINGER, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 2007; 302-313 (sobre água); 61-62; 199-206 (sobre o pão); 130-132 (sobre a fome e a sede)

Aviso: Trazer na próxima semana o bolbo de uma planta, que será a flor de Páscoa do Jardim que estão a preparar. Ou então vir preparado para adquirir na Paróquia tal bolbo.

4º DOMINGO
PÔR-SE AO

DA QUARESMA

SOL

E DEIXAR-SE ILUMINAR PELA

LUZ

DO

MUNDO

• • •

1ª Leitura: Deus não vê como o homem; o homem olha as aparências; Deus vê o coração! 2ª Leitura: Agora sois luz no Senhor! Evangelho: Os que não vêem ficarão a ver!

ELEMENTO SIMBÓLICO: Nesta semana do “cego de nascença”, as pessoas serão convidas a colocar, no escondimento da terra, o bolbo de uma planta, que brotará como flor, pela Páscoa. A ideia é semelhante “à do grão de trigo, lançado à terra”. Mas aqui queremos reforçar mais a importância da luz natural, do sol, para o embelezamento do “jardim”: uma beleza que se anuncia e se prepara na humildade e longe da aparência. Este bolbo pode ser vendido / distribuído no final da celebração. A “receita”, como noutros casos, funciona, como renúncia ou contributo penitencial. GESTO LITÚRGICO: Pode proceder-se à bênção das “sementes”, neste caso, dos “bolbos” da planta, que germinará e florescerá pela Páscoa. Há uma potencialidade de “vida invisível”, que se “esconde” naquela “semente”. Mas que precisará da luz natural e do calor do sol para germinar. A poesia-oração de S. Francisco, conhecida também como «Canção do Irmão Sol», constitui um admirável exemplo — sempre actual — da ecologia da paz. IDEIAS-FORÇA: Fala-se hoje do “buraco negro” e das substâncias que empobrecem a camada de ozono, causando graves danos ao ser humano e ao ecossistema. Nos dois últimos decénios, graças a uma colaboração exemplar na comunidade internacional entre política, ciência e economia, obtiveram-se importantes resultados, com repercussões positivas sobre as gerações presentes e futuras. Importa intensificar a cooperação, a fim de promover o bem comum, o desenvolvimento e a salvaguarda da criação, restabelecendo a aliança entre o homem e o ambiente, que deve ser espelho do amor criador de Deus, do qual provimos e para o qual estamos

a caminho (Bento XVI). Caso contrário, o homem fica “cego” com o desejo voraz do progresso. O Evangelho põe em confronto a visão e a cegueira e dentro desta, várias cegueiras. O cego parece estar ali para fazer vir ao de cima a pior cegueira dos que o rodeiam e não querem ver. A sua cura desemboca numa confissão de fé. E só pela fé, se pode esperar o que ainda não se vê. A ideia desta semana é desafiar a ver por dentro, a ver à luz da fé, à luz da esperança, à luz do amor, tudo o que nos rodeia. UM COMPROMISSO COM SENTIDO E CONSENTIDO Procuremos aprender a amar o que é invisível, pois só se vê bem com o coração. Para ver melhor, é preciso fechar os olhos. O sentido a explorar nesta semana é o da visão. Ainda que o Novo Testamento dê uma grande importância ao ouvir, nem por isso desdenha o ver e o olhar. Com os olhos, comunicamos com os outros e através deles exprimimos sentimentos. Deus fez-se visível. Os sinais de Jesus descobrem-se vendo. Ver com os olhos equivale a contemplar. Dito de outro modo, contemplar o rosto de Deus é experimentar a sua proximidade, ainda que só o Filho tenha visto o Pai. Os evangelhos relatam vários olhares de Jesus. Importa aprender a olhar. Os crentes, puros de coração, verão a Deus. São João une o ver e o crer. “Viu e acreditou”. “Porque me vistes, acreditaste”… Como proposta concreta, um dia sem televisão! Se estiver bom tempo, propor que se esteja em oração, debaixo da luz e do calor do sol. Ou então que o tempo da televisão, seja trocado por uma atenção peculiar ao próximo, ou ao próprio Deus, por que não? Aviso: Trazer no próximo domingo, uma fita de gaze. Ou então estar prevenido para a adquirir na comunidade.

5º DOMINGO

DA QUARESMA

PARTILHAR A DOR E A ESPERANÇA DE TODA A CRIAÇÃO

• • •

Evangelho: Maria era aquela que tinha ungido Jesus com perfume! Evangelho: Já cheira mal! Evangelho: O morto saiu de mãos e pés enfaixados, com ligaduras e o rosto envolvido num sudário

ELEMENTO SIMBÓLICO: Os fiéis deverão adquirir, em casa, na casa de algum doente, ou disponível para venda, na comunidade, uma pequena fita de “gaze”, usada no tratamento das feridas dos doentes, como ligaduras. O desafio é levar essa “gaze” para casa, a fim de a pintar com mercúrio. No Domingo seguinte, essa faixa deve ser atada ao(s) ramo de Oliveira. GESTO LITÚRGICO: Poderia, eventualmente, proceder-se, na Missa Dominical, à celebração do Sacramento da Unção dos Doentes. E / Ou levar, no ofertório, alguns rolos de “gaze”, usadas no tratamento dos doentes, com uma bênção adequada e uma mensagem clara: “Seguindo o exemplo do Bom Samaritano, a Igreja manifestou sempre a sua especial solicitude pelos enfermos. Através dos seus membros individualmente e das suas instituições, ela continua a estar ao lado dos que sofrem e a assistir os moribundos, enquanto procura salvaguardar a sua dignidade nestes momentos significativos da existência humana” (Bento XVI). IDEIAS-FORÇA: Porque somos criaturas, e partilhamos com todos os elementos da criação, a sua finitude e as consequências funestas da desordem, originada pelo pecado, é inevitável então experimentar o sofrimento. Aliás, como disse São Paulo, “a criação foi sujeita à destruição, na esperança de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente. Não só ela. Também nós próprios gememos

no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo” (Rom.8,22-23). Diante das múltiplas formas de abuso da terra que hoje vemos, ouvimos como que o gemido da criação, de que fala São Paulo (cf. Rm 8, 22); começamos a compreender as palavras do Apóstolo, ou seja, que a criação espera com impaciência a revelação dos filhos de Deus, para se tornar livre e alcançar o seu esplendor. Queremos ser estes filhos de Deus, que a criação espera, e podemos sê-lo porque no baptismo o Senhor nos tornou assim. Sim, a criação e a história elas esperam por nós, contam com homens e mulheres que realmente sejam filhos de Deus e se comportem de modo consequente. Como diz o Papa, na encíclica “Spe Salvi”, “o sofrimento deriva também da nossa finitude; eliminá-lo completamente do mundo não entra nas nossas possibilidades, simplesmente porque não podemos desfazer-nos da nossa finitude e porque nenhum de nós é capaz de eliminar o poder do mal, da culpa que é fonte contínua de sofrimento”. A vida humana tem limites intrínsecos e, mais cedo ou mais tarde, termina com a morte. Trata-se de uma experiência à qual cada ser humano é chamado e para a qual deve estar preparado”. UM
COMPROMISSO COM SENTIDO E CONSENTIDO

O sentido a propor é o do olfacto. O bom odor tem relação com o perfume. Ele é misturado no óleo da unção, com as substâncias aromáticas. Jesus foi ungido e perfumado pela mulher de Betânia, como sinal de ternura e de amor, de consagração e de esperança. Todavia, o contacto com o doente, o cheiro da doença, dos medicamentos, causa-nos, por vezes, o mesmo repúdio de Marta: ”Já cheira mal”. Como sinal da caridade cristã, propomo-nos visitar um doente, levandolhe um perfume, um óleo, um cosmético, à semelhança de Maria, irmão de Lázaro, que ungiu Jesus ou, como as mulheres que se dirigiam para o túmulo com perfumes, para ungir o corpo de Jesus. Quando o sofrimento é compartilhado, no qual há a presença do outro, este sofrimento é penetrado pelo suave odor do amor!

Bibliografia: ABÍLIO PINA RIBEIRO, O perfume de Betânia, in Revista Bíblica, Ano 52 (Setembro-Outubro 2006), 30-31 Aviso: Lembrar que:
1. Devem pintar com a cor do mercúrio a sua fita de gaze. 2. Podem pedir o mercúrio, em casa do doente, que visitaram,

trazendo essa marca da sua dor, para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor. 3. Devem atar essa fita ao Ramo de Oliveira 4. Podem trazer ramos de outras árvores, além ou em vez dos ramos de oliveira.

DOMINGO

DE

RAMOS

NA

PAIXÃO

DO

SENHOR

TEMOR DO HOMEM, TREMOR DA TERRA

ELEMENTO SIMBÓLICO: Os fiéis deverão trazer os ramos de oliveira e/ou de outras árvores, que serão atados por uma fita de “gaze” que entretanto foi pintada com mercúrio, durante a semana, na visita ao doente. No regresso a casa, espalharão 14 folhas do ramo de oliveira, sobre a terra do tabuleiro e com a fita decorarão o próprio tabuleiro. GESTO LITÚRGICO: Próprio do dia: Bênção dos ramos, aclamações, procissão… Como proposta nova, podia incluir-se na procissão a participação ecológica do jumentinho e da jumentinha… IDEIAS-FORÇA: O Evangelho que se segue à bênção e precede a Procissão de Ramos, descreve-nos um cenário, em que parece que a criação se associa, de algum modo, à aclamação do Redentor: os animais (a jumenta e o jumentinho), os ramos de árvores, as pessoas, fazem «procissão», para aclamar Jesus, o Filho de David. Também no presépio, onde se desenhava já, na pobreza e na perseguição de Herodes, a sombra e a espada da Cruz, estavam os animais. O reconhecimento do Redentor faz-se gratidão ao Criador, com os animais e as árvores presentes. O Evangelho da Paixão conclui com a imagem de que “a terra tremeu e as rochas fenderam-se”. O pecado, que no seu extremo, conduz Jesus à morte, abala e afecta a criação inteira. Ao lado do corpo morto de Jesus aparece o universo inteiro lacerado e desfigurado pelo pecado. Hoje mais do que nunca, por causa do abuso das energias e da sua exploração egoísta e sem respeito algum! Uma vez, de maneira quase profética, Anselmo de Cantuária descreveu antecipadamente aquilo que vemos hoje num mundo inquinado e ameaçado no seu futuro: «Tudo estava como que morto, tinha perdido a dignidade para que tinha sido feito, ou seja, para servir aqueles que louvam a Deus. Os elementos do mundo estavam oprimidos, tinham perdido o seu esplendor por causa do abuso

de quantos os tornavam servos dos seus ídolos, para os quais não tinham sido criados». Cristo veio para restituir à criação, ao universo a sua beleza e dignidade. A terra é posta de novo em ordem pelo facto de ser aberta a Deus, de obter novamente a sua verdadeira luz, e, na sintonia entre querer humano e querer divino, na unificação das alturas com a realidade cá de baixo, recupera a sua beleza, a sua dignidade!

TRÍDUO PASCAL COM JESUS, EM TODOS OS SENTIDOS

Os fiéis deverão estar perto do Senhor e acompanhá-lo, nesta Semana Santa. Propomos, já, como Aviso, além dos horários da celebração, algumas dinâmicas, para a participação activa no Tríduo Pascal:

■ Na Quinta-Feira Santa, propomos que, de algum modo, se
exprima a mesa da Eucaristia, como mesa da Criação.

Para isso, aos pais e crianças da 1ª comunhão, propomos que tragam 50 gramas de farinha de trigo sem fermento, com que se há-de preparar o pão eucarístico, para a Festa da Primeira Comunhão! • No Ofertório desta Eucaristia na Quinta-Feira Santa, as restantes crianças podiam trazer uma pequenina garrafa de água; • No Ofertório desta Eucaristia na Quinta-Feira Santa, os adultos podiam trazer, simbolicamente, uma pequenina garrafa de vinho, que depois seria partilhada no ágape final. O vinho expressa o requinte da criação: a festa da alegria que Deus nos quer oferecer no fim dos tempos e que já antecipa agora sempre de novo levemente mediante este sinal. Mas o vinho também fala da Paixão: a videira deve ser podada repetidamente para assim ser purificada; as uvas devem amadurecer sob o sol e sob a chuva e deve ser esmagada: só através desta paixão amadurece um vinho precioso. ■ Na Sexta-feira Santa, todas as famílias trazem os seus “tabuleiros” já transformados em “jardim”, lembrando que, no local onde Jesus tinha sido crucificado, havia um jardim e no jardim um sepulcro novo. No corpo da Igreja ou fora dela, desenhar-se-á uma cruz, com os tabuleiros / jardins que cada um trouxer. Assim, junto à Cruz, estará a terra, a vida, as dores e esperanças, de cada uma das famílias, que preparou este jardim de Páscoa. No final da celebração, poderão levar, para casa, os seus “tabuleiros” ou deixá-los identificados, até à tarde de Sábado Santo. E nessa altura, levá-los para casa.

■ Na Vigília Pascal as pessoas devem trazer de casa, no
mesmo “cantarinho” que levaram no III Domingo da Quaresma, a água recolhida do poço ou das fontes, e que juntarão à água que é benzida e lançada na pia baptismal.

■ No Domingo de Páscoa, as pessoas devem trazer de casa
o mesmo “cantarinho” que levaram no III Domingo da Quaresma. E levarão no cantarinho a água da pia baptismal, e que juntarão à água que é benzida e lançada na pia baptismal.

■ Na Visita Pascal, as famílias devem ter em cima da mesa,
como elemento simbólico e decorativo, o seu “Jardim de Páscoa” preparado ao longo da Quaresma. E a água da pia baptismal, com que se benzerão. Bibliografia; LOPES MORGADO, Páscoa, a Nova criação, in Revista Bíblica, Ano 38 (Março – Abril 1992), n.219, 81-85; BENTO XVI - JOSEPH RATZINGER, Jesus de Nazaré, Esfera dos Livros, 2007; 61-64; 199-206; 331-340 (sobre o pão)

ALTERNATIVA

OU SEQUÊNCIA PARA O TEMPO “SALVOS EM ESPERANÇA”

PASCAL

A segunda alternativa, para esta dinâmica, seria trabalhar, já durante a Quaresma, o tema “Salvos em esperança” (cf. Encíclica Spe Salvi, de Bento XVI), a partir das sete artes, ocupando depois os sete domingos da Páscoa (ou alguns ou num deles), com uma exposição (ou várias) para (a)mostra e dinamização dos trabalhos realizados. Será preciso, para tal, elaborar um regulamento, com um apontamento claro sobre o Tema. Há ainda a hipótese de distribuir cada uma das artes, por grupos paroquiais e de catequese diversos ou então propor em jeito de concurso, deixando à decisão das pessoas a escolha da respectiva arte. Domingos Páscoa 2º Páscoa 3º Páscoa 4º Páscoa 5º Páscoa 6º Páscoa Ascensão Pentecostes Artes (ordem arbitrária) (Visita Pascal) Pintura Escultura Música Literatura Teatro Cinema (pequeno filme) Fotografia
TEMÁTICA DA ESPERANÇA NO LECCIONÁRIO DO TEMPO PASCAL

Dentro desta alternativa, mesmo que não se trabalhem previamente as sete artes, pode dar-se sequência ao tema da ecologia, com o tema da Esperança, a partir do Leccionário do Tempo Pascal
A TEMÁTICA DA ESPERANÇA NA SEGUNDA LEITURA DO LECCIONÁRIO DOMINICAL A DO TEMPO PASCAL

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2º Domingo: Fez-nos renascer para uma esperança viva (2ª leit) 3º Domingo: Para que a vossa fé e esperança estejam em Deus! (2ª leit) 4º Domingo: Suportais o sofrimento com paciência! (2ª leit) 5º Domingo: Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia (Salmo) 6º Domingo: Prontos a responder sobre a vossa esperança! (2ª
leitura)

Ascensão: Para saberdes a esperança a que fostes chamados!
(2ª leit)

Pentecostes: É em esperança que estamos salvos
Vigília)

(2ª leitura da

Nota Final: Este trabalho foi concebido por um grupo de sacerdotes, que habitualmente se reúnem, às quartas-feiras, em Amarante (São Gonçalo), para preparar a Homilia e partilhar reflexões e vivências pessoais e pastorais. A proposta aqui apresentada, obviamente, há-de ser “adaptada” às possibilidades e limites de cada comunidade. Nós ficamos felizes, por poder oferecer uma pista de trabalho. E saber que não estamos sós, no nosso caminho para a Páscoa.

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