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MATEMÁTICA FINANCEIRA

Moises Spritzer

Realização
Fundação Getulio Vargas
FGV Management
Todos os direitos reservados à Fundação Getulio Vargas

Spritzer, Moises
Matemática financeira. 6ª ed. Rio de Janeiro; FGV
Management – Cursos de educação continuada.
61p.

Bibliografia

1. Matemática Financeira 2. Administração I. Título

1
SUMÁRIO
PROGRAMA DA DISCIPLINA 3

1.1 EMENTA 3
1.2 CARGA HORÁRIA TOTAL 3
1.3 OBJETIVOS 3
1.4 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 3/4
1.5 METODOLOGIA 5
1.6 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO 5
1.7 BIBLIOGRAFIA 6
1.7.1. BIBLIOGRAFIA BÁSICA 6
1.7.2 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
7
1.7.3 FONTES DE CONSULTA NA INTERNET
7/8
1.7.4.CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR
9

TEXTOS PARA ESTUDO 10

TRANSPARÊNCIAS DE AULA 65

2
1. PROGRAMA DA DISCIPLINA

1.1 Ementa
Juros simples. Juros compostos. Taxas de juros (reais, efetivas e equivalentes).
Descontos simples e compostos. Séries uniformes antecipadas e postecipadas.
Amortização de empréstimos. Séries perpétuas. Taxa over. Conceitos de equivalência,
fluxo de caixa e taxa de atratividade (custo de oportunidade). Avaliação de Fluxos de
Caixa pelos métodos do valor presente (valor atual) e taxa interna de retorno. Cases
(exercícios).

1.2 Carga horária total

29 horas-aula

1.3 Objetivos
Capacitar os participantes a utilizarem os conceitos e práticas da Matemática
Financeira. Compreender os fundamentos da Matemática Financeira para calcular o
valor do dinheiro no tempo. Utilizar as tecnologias de informação na análise das
informações financeiras para o processo decisório.

1.4 Conteúdo programático

• ECONOMIA MONETÁRIA
• ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
• CONCEITOS FINANCEIROS FUNDAMENTAIS
• FUNDAMENTOS DE JUROS SIMPLES
FUNDAMENTOS DE JUROS COMPOSTOS
• SÉRIES UNIFORMES DE PAGAMENTO E SISTEMAS DE
AMORTIZAÇÃO

3
1. ECONOMIA MONETÁRIA
1.1 EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA MOEDA
1.2 DINÂMICA DO MERCADO MONETÁRIO
1.3 CARACTERÍSTICAS DOS ATIVOS E RETORNO

2.ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL


2.1 SEGMENTAÇÃO DO MERCADO FINANCEIRO
2.2 INSTITUIÇÕES NORMATIVAS DO SFN
2.3 INSTITUIÇÕES OPERATIVAS DO SFN
2.4 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS SEGUNDO FUNÇÕES DE CRÉDITO

3. CONCEITOS FINANCEIROS FUNDAMENTAIS


3.1 FUNÇÃO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA
3.2 TIPOS DE FLUXOS DE CAIXA
3.3 CONCEITO DE TAXA DE JUROS
3.4 CARACTERÍSTICAS DE FORMAS DE PAGAMENTO

4. FUNDAMENTOS DE JUROS SIMPLES


4.1 EQUAÇÃO FUNDAMENTAL
4.2 TAXA DE DESCONTO E DE RENTABILIDADE
4.3 OPERAÇÕES COM TAXAS DE JUROS

5. FUNDAMENTOS DE JUROS COMPOSTOS


5.1 EQUAÇÃO FUNDAMENTAL COM JUROS COMPOSTOS
5.2 CÁLCULO DO VALOR ATUAL,VALOR FUTURO, TAXA E PRAZO
5.3 FATOR DE ATUALIZAÇÃO E FORMAÇÃO DE TABELAS

6. SÉRIES UNIFORMES DE PAGAMENTO E SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO


6.1 SÉRIES UNIFORMES DE PAGAMENTO
6.3 PLANOS DE FINANCIAMENTOS
6.4 CONCEITO VALOR ATUAL, VALOR FUTURO E TIR

7. RESUMO E EQUAÇÕES DE MATEMÁTICA FINANCEIRA

8. ANEXOS DAS APRESENTAÇÕES

8.1 ANEXO I – TRANSPARÊNCIAS

8.2 ANEXO II – TRANSPARÊNCIAS

8.3 ANEXO III – EXERCÍCIOS DE JUROS SIMPLES E COMPOSTOS

8.4 ANEXO IV – EXERCÍCIOS DE VPL E TIR

8.5 ANEXO V – EXERCÍCIOS DE PRODUTOS BANCÁRIOS

4
1.5 Metodologia
Aulas expositivas; leitura de artigos e apresentação de dados do Mercado Financeiro;
exercícios em aula; exercícios com calculadora financeira; debate com a turma toda; e
estudo de casos.

1.6 Critérios de avaliação


- Trabalho e listas de exercícios (peso 4); e
- Prova individual sem consulta (peso 6)

1.7 Bibliografia

1.7 1 Bibliografia básica

ANDREZO, A.F., LIMA, I.S., Mercado Financeiro: Aspectos Históricos e Conceituais.


São Paulo, Ed. Pioneira , 1999.

FIPECAFI. Retorno de investimento. São Paulo: Atlas, 1999.

FRANKENBERG, Louis. Seu futuro financeiro. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

GITMAN, Lawrence J. Princípios de administração financeira. 7ª Ed. São Paulo:


Harbra, 1997.

HEWLETT PACKARD. HP- 12C : Manual do Proprietário e guia para solução de


problemas. São Paulo: Hewlett-Packard do Brasil, 1981.

PUCCINI, Abelardo L. Matemática financeira - objetiva e aplicada com planilha


eletrônica. 6ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2001.

ZENTGRAF, Roberto. Matemática financeira objetiva. 2ª Ed. Rio de Janeiro:


Editoração, 1999.

5
1.7 2 Bibliografia complementar

CARVALHO, F.C., SOUZA, F.E.P., SICSÚ, J. et al, Economia Monetária e


Financeira. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

CAVALCANTE Fº,F.S., MISUMI, J. Y., Mercado de Capitais. Belo Horizonte:


Comissão Nacional da Bolsa de Valores, 1998.

MELLAGI Fº, A., Mercado Financeiro e de Capitais: uma Introdução. 3ª ed. São
Paulo: Atlas, 1998.

MELLAGI Fº, A., ISHIKAWA, S., Mercado Financeiro e de Capitais. São Paulo:
Atlas, 2000.

HAZZAN, Samuel & Pompeu, José N. Matemática Financeira. 5ª Ed. São Paulo:
Saraiva, 2001.

LAPPONI, Juan C. Matemática Financeira: usando Excel 4 e 5. 2ª Ed. São Paulo:


Lapponi Treinamento e Editora Ltda,1995.

LOPES, João C. & ROSSETTI, José P. Economia monetária.6ª Ed. São Paulo: Atlas,
1996.

MAYER, T., DUESENBERRY, J., ALIBER, R.Z., Moeda, Bancos e a Economia. 3ª


ed. Rio de Janeiro: Campus, 1993.

MATIAS, Washington F. & GOMES, José M. Matemática Financeira. São Paulo:


Atlas,1993.

MELLAGI Fº, Armando. Mercado financeiro e de capitais: uma introdução. 3ª Ed. São
Paulo: Atlas, 1998.

ROSS, Stephen A. Princípios de administração financeira. São Paulo: Atlas, 1998.

SAUNDERS, A., Administração de Instituições Financeiras. São Paulo: Atlas 2000.

SIMONSEN, Mário H. Macroeconomia. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 1995.

SOUZA, L. A., Sistema de Pagamentos Brasileiro: nova estrutura e seus impactos


econômicos. São Paulo: Saraiva, 2001.

VERAS, Lília L. Matemática Financeira: uso de calculadoras financeiras, aplicações


ao mercado financeiro, exercícios resolvidos. 2ª Ed. São Paulo: Atlas, 1991.

Revista Conjuntura Econômica – Fundação Getúlio Vargas – vários números

6
1.7.3 Fontes de consulta na internet:

ENDEREÇO SERVIÇO
www.abecip.org.br Histórico, atividades, produtos e serviços,
comissões, estatísticas- séries históricas,
associados, ABRAFI, SFI, LINKS e
DATABECIP.
www.agrif.com.br Informações sobre fundos de investimento
brasileiros
www.andima.com.br Associação Nacional das Instituições do
Mercado Aberto
www.anbid.com.br Associação Nacional de Bancos de
Investimento, disponibiliza informações para
investidores, links, noticiário e atividades
sobre o segmento e outras entidades do
mercado.
www.anefac.com.br Site da Associação Nacional das Factoring

www.austinet.com.br Consultoria sobre o Sistema Bancário


www.bacen.gov.br Site do Banco Central do Brasil
www.bloomberg.com A americana Bloomberg reúne notícias e
cotações atualizadas do Brasil e do exterior
durante o dia
www.bndes.gov.br Site do Banco Nacional de Desenvolvimento
e Social apresenta : a empresa; seus produto
e serviços; o programa de privatização;
publicações ; notícias; e programa cultura.
www.bmf.com.br Site da BM&F
www.bovespa.com.br Página de bolsas de Valores de São Paulo,
com dados detalhados sobre o mercado local
de ações
www.cbot.com Site da Bolsa de Chicago
www.charlesschwab.com Site da corretora Charles Schwab, com
cotações e análises de mercado financeiro
internacional
www.cetip.com.br. Central de operações de títulos
www.commods.reuters.com Site da agência Reuters especializado em
mercado de commodities (produtos agrícolas
e metais )

www.cvm.gov.br Site da Comissão de Valores Mobiliários:


legislação sobre o mercado de capitais,
balanços das empresas de capital aberto e
demais tópicos de títulos mobiliários
www.debentures.com.br Site do Sistema Nacional de Debêntures

www.dinheironet.com.br Site informações sobre aplicações financeiras

7
www.economist.com Site da The Economist – acesso gartuito da
matéria de capa e alguns artigos selecionados
www.estadao.com.br/ext/economia/financas/inves Site do Jornal o Estado de São Paulo
timentos disponibiliza informações sobre
investimentos e mercado financeiro
www.exame.com.br O site da Exame reúne notícias do mercado
durante o dia além de reportagens sobre o
mundo e a vida dos executivos
www.fenaseg.org.br Site da Federação Nacional de Seguros
www.fiesp.com.br Site da Federação das Indústrias de São Paulo
www.financenter.com.br Simulação de operações no mercado
financeiro, desde as melhores condições de
financiamento imobiliário até elaboração do
orçamento familiar
www.fundos.com Atende a necessidade de informações do
investidor ; apresenta links com desempenho
dos Fundos, Imposto de Renda e Glossário.
www.gazetamercantil.com.br Site do Jornal Gazeta Mercantil
www.infomoney.com.br Site Financeiro
www.investishop.com.br O Desafio ensina como aplicar na bolsa e em
outros investimentos. O Investigame é um
jogo para aprender os conceitos de economia
www.investor.com Site da Microsoft, com indicadores, gráficos,
artigos e corretoras americanas
www.ipea.gov.br Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas
www.lipperweb.com A americana Lipper Analytical é uma das
mais completas fontes sobre fundos
americanos e offshore
www.londonstockexchange.com Site da Bolsa de Londres
www.mpas.com.br Ministério da Previdência e Assistência
Social – informações sobre os fundos de
previdência
www.multex.com Multex Investor- Notícias sobre 10 mil
empresas
www.nyse.com.br Site da Bolsa de Valores de Nova York –
EUA
www.patagon.com.br Site com amplas informações sobre o
mercado financeiro
www.projeção.com.br Site com simulação sobre investimentos
financeiros
www.reuters.com No site da Reuters estão disponíveis cotações
de bolsas de valores internacionais, artigos e
notícias
www.smartmoney.com A revista Smart Money oferece índices de
ações, análise de mercado e ainda tem um
serviço para esclarecer dúvidas

www.srrating.com.br Site da agência de classificação de risco SR

8
Rating, com informações sobre as empresas
brasileiras
www.susep.com.br Superintendência de Seguros Privados
www.uol.com.br Cotação do dólar, inflação no Brasil,
rendimento da poupança e links para revistas
especializadas em finanças
www.yahoo.com/business/ Por meio da página de pesquisa, é possível
acessar diversos sites da área de finanças

Curriculum resumido do professor

Professor da FGV/Management nos cursos MBA em Gestão Empresarial, Finanças,


Controladoria e Auditoria e Gerenciamento de Projetos, nos módulos Matemática
Financeira, Finanças Corporativas e Análise de Projetos de Investimentos. Docente na
COPPE/UFRJ – MBA em Fundos de Pensão. Economista e Instrutor da Caixa
Econômica Federal, responsável pelo treinamento Matemática Financeira para
Financiamentos Habitacionais, voltado para Desembargadores e Juizes da Justiça
Federal, sendo profissional com larga experiência nos Sistemas Financeiros da
Habitação e Saneamento. Instrutor em Risco de Crédito e Finanças para Gerentes e
empregados da CEF. Pós-Graduado em Administração pela COPPEAD / UFRJ;
Especialista em Finanças, com enfase em Risco de Crédito pela UC/CEF e Economista
da PUC/ RS.

Endereço para contato: spritzer@fgvmail.br

9
2. Texto para estudo

ECONOMIA MONETÁRIA

EVOLUÇÃO HISTÓRICA, FUNÇÕES E CARACTERÍSTICAS


ESSENCIAIS DA MOEDA

A moeda é sem dúvida a principal invenção do homem na área da


economia. Em sua origem mais remota, a moeda era uma mercadoria, que
pelo livre consenso entre os indivíduos era utilizada como meio de troca de
produtos e serviços.
A organização econômica do mundo moderno, não seria possível sem
a existência da moeda, do crédito e das instituições financeiras.
Atualmente, a moeda cumpre não só as tradicionais funções de meio de
troca, unidade de medida nas transações e reserva de valor, mas
principalmente, através de seus indicadores: taxa de juros e variação
monetária (interna e externa), indica as perspectivas econômicas do país
que a emitiu.
O conceito de moeda, até o início deste século era associado aos metais
(ouro e prata), as primeiras notas ou certificados bancários eram na
realidade recibos de depósitos que garantiam a seus detentores a
conversibilidade em metal monetário. Portanto o regime monetário
utilizava o padrão ouro, sendo a moeda em circulação lastreada neste metal.
Com a revolução industrial, através da especialização do processo
produtivo, obtêm-se economias de escala e o sistema econômico torna-se
mais eficiente na alocação dos recursos. A dinâmica dos mercados permite
a consolidação dos serviços de compensação, facilitando aos correntistas os
pagamentos a partir de recursos depositados em bancos de depósitos.
A moeda escritural, contábil ou bancária, de origem dos bancos
emissores, permite a movimentação dos recursos através de cheques e
recibos de depósitos, emitidos em regime de reservas fracionárias. Com o
risco de perder o poder sobre a emissão monetária, os governos de diversos
países, limitam a emissão de papel moeda pelos bancos, mantendo o
monopólio. A função dos governos, não se restringe a emissão, mas
principalmente a garantia e padronização do meios de pagamento.

10
SISTEMA DE ESCAMBO

• a troca é realizada através de mercadorias

CARNE 
PECUARISTA ALFAIATE
 ROUPA

SISTEMA MONETÁRIO SIMPLIFICADO

• os pagamentos monetários aparecem no circuito exterior, e


representam a compensação os fluxos de bens, serviços e
recursos que aparecem nos circuitos interiores

Pagamentos monetários, por bens e serviços de consumo 

 Bens e serviços de consumo

FAMÍLIAS EMPRESAS

• Consomem bens e serviços finais • Fornecem bens e serviços aos


produzidos pelo setor de empresas consumidores
• Fornecem insumos produtivos às • Utilizam os recursos das famílias
empresas

Recursos econômicos: terra, capital e trabalho 

 Pagamentos monetários por recursos:


aluguéis, salários, juros e lucros

11
12
DEMANDA DE MOEDA

Que razões levam os indivíduos a manter ativos monetários se


podem ganhar juros aplicando seus encaixes em ativos financeiros
não monetários.

⇒ Custo de oportunidade: Juros que se deixa de ganhar durante o


período em que os fundos são mantidos em conta corrente em vez
de estarem aplicados em títulos negociáveis.

Motivo transação:

Não existe coincidência entre os fluxos de pagamento e


recebimentos, os agentes econômicos (indivíduos e empresas)
necessitam reter ativos monetários para saldar compromissos ou
realizar transações correntes.

Motivo Precaução

Existência de dispêndios imprevisíveis e de infortúnios.

Motivo Especulação

Os agentes econômicos retêm ativos monetários ociosos,


esperando que o preço dos títulos se alterem, ou que as taxas de
juros mudem.

13
VARIAÇÕES INSTITUCIONAIS QUE PODEM
PROVOCAR ALTERAÇÕES NA PROPORÇÃO DA
RENDA MANTIDA SOB A FORMA DE MOEDA

 INTERVALOS DE TEMPO NO PAGAMENTO DE DESPESAS CORRENTES

 CONDIÇÕES PARA OBTENÇÃO DO CRÉDITO BANCÁRIO

 EFICIÊNCIA DOS SISTEMAS DE COMPENSAÇÃO E COMUNICAÇÃO

 GRAU DE INTEGRAÇÃO VERTICAL DA ECONOMIA

 EXISTÊNCIA DE SUBSTITUTOS PRÓXIMOS DA MOEDA

VARIAÇÃO DA TAXA REAL JUROS


(CUSTO DE OPORTUNIDADE DE RETENÇÃO DE MOEDA)

 VARIAÇÃO NA TAXA DE INFLAÇÃO

14
Conceitos Monetários:

Meios de Pagamento

 Papel moeda em poder do público – moeda manual


 Depósitos à vista nos bancos comerciais : moeda escritural
⇒ Banco do Brasil
⇒ Bancos comerciais
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL E ESTADUAIS

(= ) M 1

Mais
 Títulos da dívida pública estadual e municipal
 Títulos da dívida pública federal
 Aplicações do público- FAF, FIFCP e FRFCP
 DER

(= ) M 2

Mais
 Depósitos de poupança
- Caixa Econômica Federal
- Caixas Econômicas Estaduais
- Sociedade de Crédito Imobiliário
- Rural
-
(= ) M 3

Mais
 Depósitos a prazo fixo (CDB, RDB , LC, LI )
- Banco do Brasil
- Bancos Comerciais
- Banco de Investimento
- Bancos de Desenvolvimento
- Bancos Múltiplos
- Caixas Econômicas

(= ) M 4

15
BASE MONETÁRIA E MEIOS DE PAGAMENTO
Percentagem dos saldos em fim de período em relação ao PIB (1)

Final de Base
Período (a) Monetária M1 M2 (2) M3 M4 (3)
1980 3,7 9,3 13,2 19,4 22,9
1981 3,2 9,3 16,6 24,8 29,4
1982 3,2 7,8 15,9 25,4 30,9
1983 1,9 5,1 10,4 20,4 25,8
1984 2,1 4,5 13,1 23,3 29,7
1985 2,0 5,0 16,7 26,5 33,2
1986 4,5 11,6 20,6 29,0 36,4
1987 2,4 4,9 15,8 26,3 30,8
1988 1,5 2,0 13,6 24,4 28,8
1989 1,5 2,2 15,4 22,4 25,5
1990 2,3 3,6 6,3 9,6 13,2
1995 3,2 4,2 15,7 25,1 36,7
1996 2,5 3,7 20,9 29,9 40,3
1997 3,5 5,2 22,4 33,2 43,5
1998 4,4 5,7 28,3 40,4 50,9
1999 4,6 6,0 33,3 43,9 52,7
2000 4,2 6,5 38,6 48,4 56,1
2003 4,5 6,6 43,3 59,8 68,6
ª Média dos últimos 12 meses, utilizando-se as posições de final de período.
Base Monetária = Papel-moeda em circulação + Reservas bancárias
(1) Fonte IBGE
(2) Exclui títulos em carteira do BACEN, dos FAF,FRF-CP, FIF-CP e de Instituições
Financeiras
(3) Inclui Depósitos a Prazo, Letras de Câmbio e Letras Hipotecárias exceto aqueles
em poder dos fundos de aplicação financeira, fundos de investimento financeiro de
curto prazo, dos fundo de renda fixa de curto prazo e em carteiras de instituições
financeiras.
Fonte: Relatório Anual do BACEN-1990/2001.

16
17
TÍTULOS FEDERAIS

TÍTULO BASE LEGAL OBJETIVOS CARACTERÍSTICAS

OTN Lei n° 4367/64 Financiar o Déficits do Pós-fixado


Decreto n° 54.262/64 Tesouro Nacional Tipo 0 vol. pós-cruzado
Decreto n° 2.284/64 Tipo 1 vol. antes cruzado
Decreto n° 2.378/87 Tipo 2 comp. pós-cruzado
Decreto n° 2.447/88 Tipo 3 comp. antes cruzado
Lei n° 8.177/91

LFT Decreto Lei n° 2.376/87 Prover recursos necessários a


cobertura do deficit, ou a Pós-fixados
realização de operações de
crédito por antecipação de
receita orçamentária

LTN Decreto Lei n° 1.079/70 Operações de mercado aberto e Pré-fixados


Resolução CMN n° 564/79 cobertura do déficit
Decreto Lei n° 2.376/87 orçamentário

LTN-E Decreto Lei n° 2.376/87 Título com sua emissão


Voto CMN n° 257/88 homologada em 1988 para a
Liquidação do saldo deve-dor Pós-fixado
decorrente de operações
realizadas pelo BACEN em
nome do Tesouro, em 30 do 12
de 87 no âmbito do orça-mento
monetário

BTN Lei n° 7.777/89 Financiar Déficits do Tesouro Pós-fixado


Cambial Portaria MEFP n° 147/89 Nacional
Portaria MEFP n° 170/90

BTN-BIB Lei n° 7.777/89 Troca voluntária do BTN Pós-fixado


Portaria MEFP n° 169/89 Cambial por bônus da dívida
externa brasileira

Lei n° 8.177/91 Prover recursos a cobertura de NTN


NTN Lei n° 8.249/91 déficits orçamentário ou a Série A: troca por BIB
Decreto n° 317/91 realização de operações de Série B: aumento de capital
Decreto n° 334/91 crédito por antecipação de e rolagem da
Decreto n° 454/92 receita, observados os limites DPMF
Decreto n° 663/92 Série C: rolagem da DPMF
Decreto n° 747/93 Série D: rolagem da DPMF
Série E: lastrear cruzados
novos
Série F: garantia emprésti-
mo FAT / BB /
INAMPS
Série H: rolagem da DPMF

BBC Resolução do CMN n° 1.780 Título emitido pelo Banco Pré-fixado


Central para fins de execução
da política monetária

18
TÍTULOS PRAZOS MODALIDADE ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA/REMUNERAÇÃO

OTN Mínimo: 1 ano Ao portador a) IPC de agosto de 90


Máximo: 20 anos Nominativa endossável b) IRVF de set/90 a jan/91
Nominativa Intransferível c) TR a partir de fev/91
Escritural

LFT Usualmente 273 Nominativa endossável Taxa referencial do SELIC


dias Escritural (overnight)

LTN Papel de curto Nominativa endossável ---------


prazo
(28 a 42 dias)

LTN-E Prazos Nominativa Intransferível a) IPC até ago/90


diferenciados com b) IRVF de set/90 a jan/91
resgate de LTNE c) TR a partir de fev/91
até o ano de 2007

BTN De 1 e 2 anos Nominativa endossável De acordo com a variação de cotação de venda do dólar dos
Cambial Escritural EUA ou pela TR

BTN-BIB Até 25 anos Nominativo Negociável De acordo com a variação da cotação de venda do dólar dos
Escritural EUA ou pela TR

NTN
Série A: até 25 anos
Série B: mínimo de
2 anos
NTN Série C: mínimo de Nominativo e Negociável NTN-A: cotação de venda do dólar ou IGP-M (FGV)
12 anos (exceto as emitidas para NTN-B: IGP-M (FGV)
Série D: mínimo de aumento de capital e garantia NTN-C: IGP-M (FGV)
3 meses de empréstimos) NTN-D: cotação de venda do dólar dos EUA
Série E: de acordo Escritural NTN-E: TRD
com o cronograma NTN-F: TRD
de devolução do NTN-H: TRD (remuneração)
NCZ$
Série F: 8 anos
Série H: mínimo 90
dias

19
TÍTULOS TAXAS DE JUROS PAGAMENTO DE JUROS SITUAÇÃO ATUAL
/RENDIMENTO /RENDIMENTOS

OTN a) 6% a.a. para OTN 2 anos Tipo 0: semestral Extintas pela Lei nº 7.730/89
b) 7% para OTN de 3 anos Tipo 1: semestral Restam os tipos 0, 1 e 2
c) 8% para OTN de 4 anos Tipo 2: anual
d) 9% para OTN de 5 anos Tipo 3: anual
Data dia 15 do mês do vencimento

Os juros reais estão embutidos


LFT na taxa do “overnight” No resgate do título Em circulação

LTN De acordo com o desconto do No resgate do título Passível de emissão


título

LTN-E Sem incidência de juros Não há Em circulação

BTN 6% a.a. Semestral Extinta pela Lei nº 8.177/91


Cambial Data 15/03 e 15/09

BTN-BIB 6% a.a. Semestral Extinta pela Lei nº 8.177/91


Data 15/03 e 15/09

NTN Até 6% a.a., exceto para NTN- NTN-A: semestral (15/03 e 15/09) Em circulação exceto NTN-E
H, título no qual os juros estão NTN-B: no resgate do título Utilizada atualmente exceto a
implícitos no desconto de NTN-C: no 3° 9º e 15º mês NTN-E
venda do título NTN-D: semestralmente
NTN-E: pro-rata
NTN-F: anualmente a partir do 2° ano
da emissão
NTN-H no resgate do título

BBC De acordo com o desconto do No resgate do título Em circulação


título Utilizado atualmente

20
HISTÓRICO DAS ALTERAÇÕES DA MOEDA NACIONAL

PLANO MOEDA SÍMBOLO VIGÊNCIA VALOR

- REAL R Colônia- 1833 R1$2000 =


1/8 ouro 22K
- Mil Réis Rs 1833 – 1942 Rs 2$500=
1/8 ouro 22K
- Cruzeiro Cr$ 1942 – 1964 Cr$1,00=
Rs 1$000
- Cruzeiro Cr$ 1964 –1967 Cr$1 =
Cr$ 1,00
- Cruzeiro NCr$ 1967- 1970 Ncr$ 1,00 =
Novo Cr$ 1.000
- Cruzeiro Cr$ 1970-1984 Cr$ 1,00 =
NCr$ 1,00
- Cruzeiro Cr$ 1984-1986 Cr$1 =
Cr$ 1,00
Cruzado I – II Cruzado Cz$ 1986-1989 Cz$ 1,00 =
Cr$ 1.000
Verão I – II Cruzado NCz$ 1989 – 1990 NCz$ 1,00 =
Novo Cz$ 1.000,00
Collor I – II Cruzeiro Cr$ 1990- 1993 Cr$ 1,00 =
NCz$ 1,00
Transição Cruzeiro Cr$ 1993- 1994 CR$ 1,00 =
Real Real Cr$ 1.000,00
Real Real R$ Jul /1994 R$ 1,00 =
Cr$ 2.750,00

Fonte : IBGE - Moeda

21
22
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
SEGMENTAÇÃO DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Segmentos Características e Tipos de Operações de


Intermediação
• Operações de curto/curtíssimo prazo;
• Agentes econômicos e intermediários
financeiros suprem necessidade de caixa
a curto prazo;
Mercado
• Liquidez é regulada pelas autoridades
Monetário monetárias via colocação, recompra e
resgate de títulos da dívida pública de
curto prazo
• Atende necessidades de crédito a curto e
médio prazos;
• Financiamento de bens duráveis para
Mercado de Crédito consumidores e capital de giro para
empresas;
• Intermediários financeiros bancários e
não bancários
• Atende agentes econômicos produtivos
(públicos e privados) quanto as
Mercado de Capitais necessidades de médio e longo prazo
(investimentos de capital fixo);
• Recursos financeiros supridas por
intermediários financeiros não –
bancários (ex.: Bolsa de Valores)
• Operações de compra e venda de
moedas estrangeiras
• Operações a prazo normalmente curto
pra suprir necessidades momentânea de
Mercado Cambial
moeda estrangeira (ex.: adiantamento
sem contrato de câmbio – exportação);
• Intermediação de Inst. Fin. Bancárias e
não bancárias
• Operações de promessa e de liquidação
Mercado de Futuros futura, com produtos financeiros e
e Derivativos mercadoria agrícolas.

23
SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

INSTITUIÇÕES NORMATIVAS

CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL

⇒ Fixar diretrizes das políticas monetária, creditícia, orçamentária,


fiscal e da dívida pública

⇒ Regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo os


desequilíbrios inflacionários ou deflacionários e outros oriundos de
fenômenos conjunturais internos ou externos;

⇒ Regular o valor externo da moeda e manter o equilíbrio do Balanço


de Pagamentos;

⇒ Propiciar o aperfeiçoamento das instituições financeiras e dos


instrumentos financeiros visando a maior eficiência do sistema de
pagamentos e de mobilização de recursos;

RESUMO DAS ATIVIDADES DO BACEN

⇒ Monopólio de Emissão de Moeda

⇒ Banqueiro do Tesouro Nacional

⇒ Banco dos Bancos Múltiplos

⇒ Superintendente do Sistema Financeiro

⇒ Executor da Política Monetária e Cambial

⇒ Depositário das Reservas Internacionais do País

24
BANCO CENTRAL DO BRASIL ( BACEN )

⇒ Emitir papel moeda e moeda metálica nas condições e limites


autorizados pelo CMN, e executar os serviços do meio circulante;

⇒ Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os


depósitos voluntários das instituições financeiras que operam no país;

⇒ Realizar operações de redesconto e empréstimos às instituições


financeiras dentro de um enfoque de política econômica do Governo ou
com o socorro a problemas de liquidez;

⇒ Regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros


papéis;

⇒ Efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e


venda de títulos públicos federais;

⇒ Emitir títulos de responsabilidade própria, de acordo com as condições


estabelecidas pelo CMN;

⇒ Exercer os controles de crédito sob todas formas;

⇒ Exercer a fiscalização das instituições financeiras;

⇒ Autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinâmica operacional, de


todas as instituições financeiras;

⇒ Controlar o fluxo de capitais estrangeiros garantindo o correto


funcionamento do mercado cambial, operando inclusive, via ouro,
moeda ou operações de crédito no exterior.

25
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

É o mais recente órgão normativo do sistema financeiro, especificamente


voltado para o desenvolvimento, a disciplina e a fiscalização do mercado
de valores mobiliários não emitidos pelo sistema financeiro e pelo Tesouro
Nacional, basicamente o mercado de ações e debêntures.

A CVM é uma entidade autárquica, autônoma e descentralizada mas


vinculada ao governo. Seus objetivos fundamentais são:

⇒ Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário;

⇒ Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e


instituições auxiliares que operem nesse mercado ;

⇒ Proteger os titulares de valores mobiliários contra emissão irregulares


e outros tipos de atos ilegais que manipulem preços de valores
mobiliários nos mercados primários e secundários de ações;

⇒ Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação de


títulos emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto;

⇒ Fiscalizar e inspecionar as companhias abertas.

26
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS – MNI

Instituições financeiras, segundo a peculiaridade de suas funções de crédito em


segmentos a saber:

Instituição de Crédito • Bancos Comerciais


A Curto Prazo • Caixas econômicas
• Cooperativas de crédito
Instituição de Crédito de • Bancos de Desenvolvimento
Médio e Longo Prazos • Bancos de Investimento
Instituições de Crédito para • Sociedade de Crédito, Financiamento,
Financiamento Investimento
de bens de Consumo Duráveis • Caixa Econômica Federal
Sistema Financeiro • Caixas Econômicas
de Habitação • Associações de Poupança e Empréstimos
• Investidores Institucionais
Instituições de Intermediação no • Sociedades Corretoras (CCVM)
Mercado de Capitais • Sociedades Distribuidoras (DTVM)
• Investidores Institucionais
Instituições de Seguros • Seguradoras
e Capitalização • Corretoras de Seguros
• Entidade abertas de Previdência Privada
• Sociedade de Capitalização

27
INSTITUIÇÕES OPERATIVAS
BANCO DO BRASIL

CAIXA ECÔNOMICA FEDERAL

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E


SOCIAL ( BNDES )

BANCOS REGIONAIS DE DESENVOLVIMENTO

BANCOS COMERCIAIS

BANCOS DE INVESTIMENTO

SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTOE


INVESTIMENTO

SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL (LEASING)

BANCOS MÚLTIPLOS

SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO

MERCADO DE CAPITAIS

BOLSA DE VALORES

SOCIEDADES CORRETORAS

SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS

SEGURADORAS

INVESTIDORES INSTITUCIONAIS

FUNDOS DE INVESTIMENTOS

ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA

28
Conceitos Básicos

Matemática Financeira ⇒ Estuda o comportamento do Capital


em função do tempo

Capitalização ⇒ Inclui o lucro da operação ao Capital Inicial

Juros ⇒ Remuneração do Capital

• Empregado em Atividades Produtivas


• Aplicado em Instituições Financeiras
• Paga pelo uso do dinheiro emprestado

Fator de Variação ⇒ "Um Capital (P) aplicado durante um prazo(n)


Obtém um valor de resgate (F) "

FDV= VF
VP

VF = Valor Futuro
VP = Valor Presente

FDV>1 Aumento do Capital


FDV<1 Redução do Capital

29
FLUXO DE CAIXA

• Fluxo de Entrada e Saída de Caixa num determinado período de tempo.

• Reta horizontal é uma escala de tempo, com progressão do tempo da


esquerda para a direita. Os períodos de tempo aparecem representados em
intervalos contínuos.

• As setas verticais indicam O FLUXO DE RECURSOS. A seta para baixo


⇓ indica uma saída ou aplicação de dinheiro(ou um valor negativo), a seta
para cima ⇑ significa uma entrada ou recebimento de dinheiro(ou um valor
positivo).

TIPOS DE FLUXO RESOLUÇÃO

ENTRADA E SAÍDA _____________________⇑


DE CAIXA ÚNICAS ⇓
JUROS SIMPLES
E COMPOSTOS

SÉRIES DE PAGAMENTOS ____⇑____⇑____⇑___⇑ ANUIDADES


OU RECEBIMENTOS ⇓
UNIFORMES

FLUXOS DE ENTRADAS _____⇑________⇑__ _⇑ TÉCNICAS DE


E SAÍDAS NÃO UNIFORMES ⇓ ⇓ AVALIAÇÃO DE
INVESTIMENTOS

30
JUROS

"Valor da diferença entre os Valores Presente e Futuro, de uma operação


com dois capitais e um único período de capitalização."

J = VF - VP

TAXA DE JUROS

"Mede a variação absoluta dos juros por unidade de capital inicial."

i = Juros = VF - VP
VP VP

FATOR DE VARIAÇÃO E TAXA DE JUROS

i= VF -1 ⇒ FDV - 1
VP

FDV = VF FDV = 1 + i
VP

31
JUROS

UNIDADE DE MEDIDA = Taxa percentual que se refere a uma unidade


de tempo: ano, semestre, trimestre, mês, dia.

Taxa na Forma Percentual Taxa na Forma Decimal


5% 0,05
8% 0,08
12 % 0,12
0,2 % 0,002
0,005 % 0,0005

Apresentação => Percentagem 10% a.a.

Equação => Fração Decimal 0,10 ao ano

32
CARACTERÍSTICAS DAS FORMAS DE PAGAMENTO

Postecipado = Juros pagos no final da operação

$ 1000
↑ in =20% aos 120 dias 120 dias
|===========================================|
0 ↓1000 devolução
capital
200 juros
Total $ 1200

Antecipado = Juros pagos na data de recebimento do empréstimo


$ 1000
↑ in =20% aos 120 dias 120 dias
0 |===========================================|
↓ ↓
200 juros $ 1000

Taxa Efetiva Postecipada

FDV = F = 1200 =1,20


P 1000
FDV = 1 + if = 1,20 => if = 1,20 - 1 =0,20

Taxa Efetiva Antecipada

FDV = F = 1000 = 1,25


P 800

FDV = 1+ if = 1,25 => if = 1,25 - 1 = 0,25

Taxa Nominal e Taxa Efetiva


Taxa Nominal é a taxa de juros para montar a operação
Taxa Efetiva é a taxa obtida do fator de variação aplicado ao fluxo de
caixa

33
JUROS SIMPLES E COMPOSTOS

JUROS SIMPLES

Capital Inicial = $ 100,00


i = 10 % a.a.
n = 4 anos

Final do Escala Saldo no Juros de Saldo no Final


Início do Ano Cada Ano de Cada Ano
- 0 - - 100,00
1° Ano 1 100,00 100,00 x 0,1= 10 110,00
2° Ano 2 110,00 100,00 x 0,1= 10 120,00
3° Ano 3 120,00 100,00 x 0,1= 10 130,00
4° Ano 4 130,00 100,00 x 0,1= 10 140,00

140
120
100
80
60 $
40
20
0
1° ano 2° ano 3° ano 4° ano

34
JUROS COMPOSTOS

Final do Escala Saldo no Início Juros de Cada Ano Saldo no Final de


de Cada Ano Cada Ano
- 0 - - 100,00
1° Ano 1 100,00 100,00 x 0,1= 10,00 110,00
2° Ano 2 110,00 110,00 x 0,1= 11,00 121,00
3° Ano 3 121,00 121,00 x 0,1= 12,10 133,10
4° Ano 4 133,10 133,10 x 0,1= 13,31 146,41

140
120
100
80
60 $
40
20
0
1° ano 2° ano 3°ano 4° ano

Diferença :

No banco Y, juros compostos 146,41

No banco X, juros compostos 140,00

Diferença $ 6,41

35
JUROS SIMPLES

JUROS = PRINCIPAL X TAXA DE JUROS

J=P.i.n

MONTANTE = PRINCIPAL + JUROS

F = P + P.i.n

F= P(1+in)

Atenção:

• A unidade de medida do Tempo n deve ser a mesma que a utilizada na medida da taxa
de juros (i). Tempo em meses ⇒ Taxa mensal.

• Taxa de Juros em Fração decimal.

PRAZO MÉDIO E TAXA MÉDIA

 Para uma mesma taxa de juros, tem-se a seguinte expressão


para o prazo médio:

n= P1 n 1 + P 2 n2 + ......+ Pk n k
P1 + P 2 + .....+ P k

36
Exercícios:
1. Calcular as taxas bimestral e trimestral proporcionais e equivalentes às
seguintes taxas:
Solução
a) 2.500 % a.a. 416,67 % e 625 %
b) 150 % a cada sete meses 42,86 % e 64,29 %
c) 11 % a cada nove dias 73,33 % e 110 %
d) 6.000 % ao triênio 333,33% e 500 %
e) 1,32 % ao dia 79,20% e 118,8 %

2. Calcular o montante de :

Capital $ Taxa de Juros Prazo Resultado $


5.000 32,32 % a.m. Um dia 5.053,87
6.000 725,87 % a.a. Quatro meses 20.517,40
2.000 2.500 % a.a. Dois anos, 3 meses 116.027,78
e 11 dias

3. Determinar a taxa de juros mensal e anual que eleva um capital de $ 3.000,00


a:
Solução
a) $ 3.500 depois de um ano 1,39 % e 16,67 %
b) $ 3.600 depois de 30 dias 20 % e 240 %
c) $ 3.800 depois de dois meses e 19 dias 10,13 % e 121,52 %

4. Determinar o valor de uma aplicação que acumula:

Montante $ Taxa de Juros Prazo Resultado $


5.000 23 % a.m. 17 dias 4.423,47
4.000 32,34 % a.m. Um dia 3.957,34
3.000 35,22 % a.m. Dois meses e 5 dias 1.701,55

5. O Banco ABC cobra 6 % a.m. simples sobre os saques a descoberto em


conta corrente. Um de seus correntistas ficou com os seguinte saldos
devedores em determinado mês : $ 500,00 por quatro dias
$ 450,00 por três dias
$ 650,00 por cinco dias
Qual o juros no final do mês? Resposta: R$ 13,20.

37
JUROS COMPOSTOS

Final do Escala Saldo no Início Juros de Cada Ano Saldo no Final de


de Cada Ano Cada Ano
- 0 - - 100,00
1° Ano 1 100,00 100,00 x 0,1= 10,00 110,00
2° Ano 2 110,00 110,00 x 0,1= 11,00 121,00
3° Ano 3 121,00 121,00 x 0,1= 12,10 133,10
4° Ano 4 133,10 133,10 x 0,1= 13,31 146,41

 Montante Futuro VF no final do 1° período

Juros = 100,00 x 0,10 => Juros = P . i

Montante = 100,00 + 10,00 = 110,00

Montante = P + P . i = P ( 1 + i )

 Montante FUTURO no final do 2° período

Juros = 110,00 x 0,10 = 11,00 => Juros = P ( 1 + i ). i

Montante = 110,00 + 11,00 = 121,00

Montante = P ( 1+ i ) . i = P ( 1+ i ) ( 1+ i ) = P ( 1 + i ) ²

 Montante FUTURO no final do 3° período

Montante = P ( 1 + i ) ³

EXPRESSÃO GENÉRICA PARA O MONTANTE " F " – VALOR FUTURO

n
VF = VP ( 1 + i )

38
 EXPRESSÃO GENÉRICA PARA DESCONTO ¨ P ¨ - VALOR
PRESENTE

n
P= F n => F x [ 1 / ( 1 + i ) ]
( 1+i )

TAXA DE RENTABILIDADE E TAXA DE DESCONTO

Taxa de Rentabilidade Taxa de Desconto


Juros de Cada Período P.i F.d
Juros de n Períodos P.i.n F.d.n
Expressão Genérica Montante = Principal + Juros Principal = Montante - Juros
F = P + P . i . n ∴ F = P(1 + i. n) P = F - F. d. n ∴ P = F(1- d . n)

Desconto Racional Desconto Comercial


P= F . P = F(1 - d . n)
1 + i. n

39
ESQUEMA PADRÃO PARA TABELAS :

1. DADO P -- > ACHAR S : Fator de P para S ( FPS )

n
F P S ( i, n ) = ( 1 + i )

S = P x FPS ( i , n )

2. DADO S -- > ACHAR P : Fator de S para P ( FSP )

n
F S P ( i, n ) = 1 / ( 1 + i )

P = S x FSP ( i , n )

⇐ FSP

FPS ⇒
P S
|=======|=======|==============================|=== TEMPO
0 1 2 n

40
SÉRIES DE PAGAMENTOS
E SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO

• Definição:

“Uma série de pagamentos será toda a seqüência finita ou infinita de


saídas e entradas de caixa” (Roberto Zentgraf)

• Termos da Série ou Prestações:

PMT → São chamados os recebimentos ou pagamentos de valores


(PAYMENTS)

• Objetivos:

a) Amortização:
Financiamento do PV para pagamento com parcelas futuras PMT

PV
0 1 2 3 n

 • • • 
 _________________ 
PMT’s

b) Capitalização:
Pagamentos parcelados PMT para um recebimento futuro FV

0 1 2 3 FV

 • • •  n
 _______ 
PMT’s

41
• Características das Séries:

a) Nº PMT’s →
Finitas ou Infinitas (Perpetuidades)

b) Periodicidade →
Periódicas: com intervalos constantes
não periódicas: com intervalos variáveis

c) Valor →
Uniformes: PMT’s iguais
não uniformes: PMT ‘s diferentes (séries gradientes)

d) Prazo →
com entrada - Antecipado: 1º PMT no momento n = 0 (BEGIN)
sem entrada - Postecipado: 1º PMT no momento n = 1 (END)

42
END - Postecipado
FV
0 1

PV
1ª PMT PMTn

BEGIN - Antecipado
FV

PV

1ª PMT 2ªPMTn
PMTn

POSTECIPADO ANTECIPADO

sem entrada com entrada

g END (Default) g BEGIN

n = 0 → só PV n = 0 → PV + PMT1

n = 1 → 1ª PMT n = 1 → 2ª PMT2

As PMT’s terminam JUNTO com FV As PMT’s terminam ANTES do FV

• EQUAÇÕES DE SÉRIES DE PAGAMENTOS (postecipados)


PV = PMT (1 + i)n - 1
i (1 + i)n

PMT = PV i (1 + i )n .
(1 + i )n - 1

FV = PMT (1 + i )n - 1
i

PMT = FV i .
(1 + i )n - 1
• EQUAÇÕES DE SÉRIES DE PAGAMENTOS (antecipadas)

PV = PMT [ (1 + i)n – 1] (1 + i)
i (1 + i)n

PMT = PV i (1 + i )n .
[ (1 + i )n – 1] ( 1 + i )

FV = PMT [ (1 + i )n - 1] ( 1 + i)
i

PMT = FV i .
n
[(1 + i ) - 1] ( 1 + i)

• EQUAÇÕES DE PERPETUIDADES (postecipadas)

PV = PMT
i

• EQUAÇÕES DE PERPETUIDADES (antecipadas)

PV = PMT(1 + i)
i

SÉRIES DE PAGAMENTOS
E SISTEMAS DE AMORTIZAÇÃO
⇒ Financiamento em Parcelas Iguais sem Entrada

⇒ Financiamento com Parcelas Iguais com a 1° de Entrada

⇒ Sistema de Amortização Francês - Tabela Price

⇒ Sistema de Amortização Constante - SAC

⇒ Sistema Americano de Amortização


⇒ Financiamento em Parcelas Iguais sem Entrada (CDC)

1. Financiamento de carro em seis parcelas mensais iguais de $ 4.524,00 , com


juros de mercado. ( 12 % a.m.).
Calcule o valor do financiamento do veículo.

PV
 1 2 3 4 5 6
|=======|=======|=======|=======|=======|=======|== meses
     
4.524 4.524 4.524 4.524 4.524 4.524

PV = $ 18.600

2. Um veiculo está cotado a $ 30.000 à vista, ou financiado com 30 % de entrada e


oito parcelas mensais iguais fixas, a 11,5 % a.m.. Calcule o valor da prestação.

PMT = $ 4.153,78

3. Um automóvel está anunciado por $ 32.000,00, ou 10.000,00 de entrada e 5


prestações mensais iguais de 6.331,40. Calcular a taxa de juros.

i = 13,5 % mês

4. Uma motocicleta de $ 12.00,00 à vista, foi financiada com $ 3.000,00 de


entrada e o saldo em 8 parcelas mensais iguais. Com juros de 7,5 % a.m..

PMT = ? = > PMT = $ 1.536,54.

5. Determinar o valor à vista de um Caminhão, adquirido com $ 15.000,00 de


entrada e o saldo em 10 parcelas mensais iguais de $ 5.334,27 na taxa de 8.50
% a.m..

Valor total = 35.000 + 15.000 = $ 50.000


⇒ Financiamento em Parcelas Iguais com Entrada (CDC)

6. Uma televisão último modelo, à vista é $ 2.800,00, mas pode ser comprada em
6 parcelas iguais, sendo a 1° de entrada e as demais mensalmente com juros de
5,5 % a.m.. Calcule o valor da prestação.

PMT = $ 531,28

7. Sabendo o valor de prestação e a taxa de juros , 10,5 % a.m., descobrir qual o


preço à vista de um eletrodoméstico, que é vendido em 5 parcelas mensais
iguais de
$ 725,36, sendo a 1° de entrada.

PV = ? = > PV = $ 3.000,00

8. Calcular as parcelas mensais do financiamento de uma geladeira de $ 1.500,00


em 6 meses iguais, sendo a 1° de entrada e a taxa de 125,22% a.a..

PMT = ? = > $ 294,11

9. Determinar a taxa de juros na compra de aparelho de som de valor à vista de $


1.200,00 em 10 parcelas mensais e iguais de $ 158,20, sendo a 1° de entrada.

i = ? 6,75 %

10. Determinar o valor à vista de uma máquina de lavar, adquirida em 4 parcelas


mensais de $ 1.111,00, sendo a 1° de entrada, considerada a taxa de 18,70%
a.m.

PV = ? => PV = $ 3.500,00
⇒ Financiamento em Parcelas Iguais ¨ sem Juros ¨

11. Numa loja um terno de $ 600,00 está sendo anunciado em 3x iguais sem juros,
sendo a 1° de entrada, ou então, você pode levar à vista com 30% de desconto.
Calcular o custo do financiamento.

$ 420

|=======|=======|===== meses
  
$ 200 200 200

i =? 51,08 %

12. Numa loja feminina, um vestido de $ 300,00 esta em oferta por 3 vezes
mensais iguais, sem entrada e sem juros, ou então, à vista com 30 % de
desconto.

$ 210

|=====|=====|=====|====
   
$ 0 100 100 100

i=? => i = 20,2 % ao mes


⇒ Sistema Francês ( Tabela Price )

Elaborar o quadro de amortização de um financiamento de $ 100.000,00, pagos em 5


parcelas anuais, na taxa de juros de 10 % a.a. sobre o saldo devedor.

PV = 100.000 n=5 i = 10 % g END PMT =? 26.379,75

Quadro de Amortização

Ano Juros Amortização Prestação Saldo Devedor


0 - - - 100.000,00
1 10.000 16.379,75 26.379,75 83.620,25
2
3
4
5

Saldo Devedor é o valor atual das prestações que vão vencer.

⇒ Tabela Price
Considera os juros anuais simples e depois Capitaliza.

Prestações Mensais

12 % a.a. TP = 12,68 % a.a.

24 % a.a. TP = 26,82 % a.a.


⇒ Sistema de Amortização Constante - S A C

Prestações mantém a mesma parcela de amortização.

Elaborar um quadro de amortização de um financiamento de $ 100.000,00, pago em 5


parcelas anuais que contenham a mesma amortização, a juros de 10 % a.a. sobre o
saldo devedor.

Amortização : P = 100.000,00 = $ 20.000


(PMT) n 5

Juros : 100.000 x 10 % = 10.000,00

Saldo Devedor¹ = 100.000 - 20.000 = 80.000

Ano Juros Amortização Prestação Saldo Devedor


0 - - - 100.000
1 10.000 20.000 30.000 80.000
2
3
4
5

OBS: Teste- Com as teclas do Fluxo de Caixa


⇒ Sistema Americano de Amortização

Financiamento de $ 100.000, pago em 5 parcelas anuais na taxa de 10 % a.a. sobre o


saldo devedor, pelo sistema americano de amortização.

Principal

|==========|==========|==========|
  
Juros n . . . . . . n Principal

N Juros Prestação
0
1 10.000 10.000
2
3
4
5
RISCO E RETORNO

RISCO = PROPABILIDADE DE PREJUÍZO FINANCEIRO


|||
V
VARIABILIADE DOS RETORNOS
DOS ATIVOS FINANCEIROS

RETORNO = GANHOS OU PREJUÍZOS DE UM INVESTIMENTO


NUM DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO

TAXA DE RETORNO = ATIVO (velho - novo) + FLUXO DE CAIXA


ATIVO NOVO

PREÇO DA AÇÃO = RISCO X RETORNO

EXEMPLO :

FORMAS DE ATIVO RETORNO GRAU DE LIQUIDEZ

 MOEDA NULO
MÁXIMO

 TÍTULOS FIXO OU VARIÁVEL MÉDIO

 IMOBILIZADO VARIÁVEL
MÍNIMO
RISCO DE UM ATIVO INDIVIDUAL

ANÁLISE DE SENSIBILIDADE:

Estimativa de retornos otimistas, prováveis e pessimistas,


de um determinado ativo, estabelecendo uma faixa de risco.

Exemplo:

ATIVO A B .

Investimento inicial $ 10.000 10.000

Taxa de retorno anual %

Pessimista 13 7
Provável 15 15
Otimista 17 23

Faixa de Retorno 4 16
________________________________________________________
PROBABILIDADE :

Possibilidade de ocorrência de um determinado resultado, que


relacionado a um modelo define a distribuição de probabilidades
através de um gráfico de barras, distribuição de probabilidades
contínuas, desvio padrão e coeficiente de variação do retorno mais
provável de um ativo.

Exemplo:

Resultados Probabilidade Retornos Valor


Possíveis % Ponderado

ATIVO A

Pessimista 0,25 13 3,25


Provável 0,50 15 7,50
Otimista 0,25 17 4,25
Total 1,00 retorno esperado 15,00

ATIVO B

Pessimista 0,25 7 1,75


Provável 0,50 15 7,50
Otimista 0,25 23 5,75
Total 1,00 retorno esperado 15,00
____________________________________________________________

Risco e tempo : a variabilidade dos retorno e, portanto, o risco relativo


do ativo, aumentam com o passar do tempo.
 RISCO DE UMA CARTEIRA

Carteira eficiente: maximiza retornos para um determinado nível


de risco, ou minimiza o risco para um dado nível de retorno.

 RISCO E RETORNO (CAPM)

Modelo de formação de preços de ativos de capital ( capital asset


pricing model ) associa o risco e o retorno para todos os ativo.

Risco total do título = risco não-diversificável - risco diversificável

Risco Diversificável - eventos específicos da empresa- greves,


processos, ações regulatórias e perdas de um importante cliente;
que podem ser eliminados por meio de diversificação.

Risco não-diversificável - fatores de mercado que afetam todas as


empresas, e não podem ser eliminados por meio de diversificação-
guerra, inflação, incidentes internacionais e eventos políticos.

Modelo CAPM : associa o risco não-diversificável e o retorno de


todos os ativos

Coeficiente Beta : índice do grau de movimento do retorno de um


ativo em resposta à mudança no retorno de mercado.
2. AVALIAÇÃO

 FUNDAMENTOS DA AVALIAÇÃO

Avaliação : processo que une risco e retorno para determinar o valor


de um ativo.

Fluxo de caixa : o valor de qualquer ativo depende do(s) fluxo(s) de


(RETORNOS) caixa que se espera em determinado período de tempo.

Retorno Exigido : o nível de risco associado com um dado fluxo de


( RISCO ) caixa pode afetar o valor do ativo.
Quanto mais alto for o risco, maior será o retorno exigido.

Modelo básico de avaliação : o valor de qualquer ativo é o valor


Presente de todos os futuros fluxos de caixa esperados, durante um
período de tempo relevante.
Resumo das principais definições, fórmulas e equações para o valor do
dinheiro no tempo

Definições das variáveis

VF = valor futuro ou montante no fim do período n

VP = principal inicial ou valor presente

i = taxa de juros do período, geralmente anos, durante o qual o


dinheiro obtém um retorno

n = número de períodos

m = número de períodos por ano em que o juros são captalizados

k = taxa efetiva de juros

VFA = Valor futuro de uma anuidade

VPA = Valor presente de uma anuidade

PMT = Montante depositado ou recebido anualmente no fim de


cada ano
Equações básicas

Valor Futuro ( montante único )

VF = VP x FJVF

Valor Futuro ( anuidade )

VF = PMT x FJVFA

Valor Presente ( montante único )

VP = VF x FJVP

Valor Presente ( anuidade )

VP = PMT x FJVPA
Fórmulas dos fatores de juros

Valor futuro de um montante único

JVF = ( 1 + i ) * n

Valor futuro de uma anuidade

FJVFA = Ε ( 1 + i ) * n-1

Valor presente de um montante único

FJVP = 1__
(1 + i ) * n

Valor presente de uma anuidade

FJVPA = E 1__
(1 + i ) * n
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
Juros simples
1) Calcular as taxas bimestral e trimestral proporcionais as seguintes taxas:

1) 250 % a.a.
2) 150 % a cada 6 meses
3) 1 % a cada 15 dias
4) 600 % ao triênio
5) 0,2 % ao dia

2) Calcular o montante de:

1) $ 3.000 a 27% a.m. por 12 dias


2) $ 1.000 a 1.200% a.a. por 6 meses e 23 dias
3) $ 4.000 a 34% a.m. por 44 dias

3) Determine a taxa de juros mensal e anual que eleva um capital de $ 3.000 a:

1) $ 3.700 depois de 49 dias


2) $ 4.300 depois de 2 anos 7 meses e 11 dias

Determine o valor de uma aplicação que acumula:

1) $ 2.000 à taxa de 1.320% a.a. e prazo 32 dias


3) $ 4.000 à taxa de 32,34% a.m. e prazo de 1 dia
4) $ 3.000 à taxa de 35,22% a.m. e prazo de 2 meses e 5 dias

Respostas dos exercícios de juros simples

1) 1) 41,66 % e 62,5 % - 2) 50% e 75% - 3) 4% e 6 % - 4) 33,33% e 50% - 5) 12% e


18%

2) 1) 3.324,00 - 2) 7.766,67 - 3) 5.994,67

3) 1) 1,39% e 16,67% - 2) 20% e 240% - 3) 14,29% e 171,43% - 4) 10,13% e


121,52% - 5) 1,38% e 16,58%

4) 1) 4.423,47 - 2) 920,25 - 3) 3.957,34 - 4) 1.701,55


EXERCÍCIOS DE JUROS COMPOSTOS – Lista 2

1. Determinar o valor de resgate de uma aplicação de $ 10.000,00 à taxa composta


de 3% a.m. e prazo de 3 meses.

2. Digamos que um título, com vencimento para 4 meses e à taxa composta de 2%


a.m., foi resgatado por $ 3.000,00. Qual foi o valor de emissão desse título.

3. Ao tomar um empréstimo de $ 2.500,00 numa instituição financeira, uma pessoa


pagou $ 3.000,00 após 5 meses. Qual a taxa mensal composta dessa operação?

4. Qual será o valor do pagamento, no fim de 6 meses que liquida um empréstimo


de $ 500,00 à taxa composta de 2,20% a.m.?

5. Um capital de $ 250,00 se transformou em $ 1.510,00 depois de 45 meses. Qual


terá sido a taxa composta trimestral praticada?

6. Um carro à vista no valor de $2.200,00 é vendido com um sinal de $200,00, $


1.200,00 no fim de 30 dias e mais $950,00 no fim de 90 dias. Que taxa mensal de juros
composta esta embutida nesse negócio?

7. Um empréstimo no valor de $5.000,00 é contratado pelo prazo de 90 dias à taxa


de 4% a.m. Sabendo que o credor ainda cobrou uma comissão de 1% no ato da
liberação do dinheiro a título de comissão de abertura de crédito, determine a taxa
mensal efetivamente cobrada.

8. Uma empresa, para financiar seu capital de giro, levanta um empréstimo pelo
prazo de 2 meses onde é cobrada a taxa de 9% a.m. Determine uma comissão a ser
cobrada no ato da liberação do principal de modo a garantir uma remuneração de 10%
a.m. ao credor.

9. Vamos agora supor que o PIB de um país cresceu 50% em 10 anos. Qual terá
sido neste caso, taxa anual de crescimento (supostamente constante)?

10. Um certo país apresentou uma taxa de inflação da ordem de 48,72% em


determinado mês. Se essa taxa permanecer constante por 12 meses a quanto irá montar
a taxa anual de inflação desse país?

11. Um devedor tem a possibilidade oferecida pelo credor, de liquidar uma dívida
pagando hoje $ 8.000,00 ou $ 10.000,00 de hoje a 5 meses. Com o dinheiro custando
5% a.m., o que ele deve fazer?

12. Vejamos agora o caso de uma pessoa devedora de $ 10.000,00 à taxa composta
de 5% a.m. e que paga $ 6.000,00 no fim de três meses. Que pagamento deverá fazer
dois meses após a fim de liquidar sua dívida?

13. Três títulos de valores nominais (valores no vencimento) de $ 1.000,00, 5.000,00


e 4.000,00, vencem, respectivamente de hoje a 2, 5 e 7 meses. Se um investidor deseja
auferir uma taxa de 3% a.m. quanto deve pagar por eles hoje?
14. Sabendo-se que um título no valor de $ 1.500,00 pagou juros de 2% para os
primeiros 30 dias, 4% para os 30 dias subsequentes e mais 3,50% por outros 30 dias,
determinar seu valor de resgate.

15. Uma dívida de $ 1.000,00 dever ser paga em 3 parcelas e à taxa composta de 5%
a.m. Se a primeira no valor de $ 500,00, é paga no fim de 30 dias, a segunda no valor
de $ 400,00, no fim de 90 dias, determine o valor da terceira e última parcela sabendo
que deve ser paga no fim de 130 dias

16. Para uma taxa composta de 2% a.m., quanto devemos pagar hoje para liquidar
dois títulos no valor de $500,00 cada, o primeiro vencido há 30 dias e o segundo com
vencimento em 2 meses?

17. Se um investimento cresceu à razão de 20% em 3 anos, quanto ele montará em


10 anos?

Respostas:

1) 10.927,27; 2)2.771,54; 3) 3,71%; 4) 569,74; 5) 12,74%; 6) 3,95%; 7) 4,35%; 8)


1,81%; 9) 6,64% a.m. 10) 8,12%; 11) 4,14%; 12) 11.606,65%; 13) pagar no fim
de 5 meses; 14) 6.147,82; 15) 8.508,01; 16) 1.646,89; 17) 220,25; 18) 990,58;
19) 83,63%; 20) A;
Séries de Pagamentos

1) Uma loja financia suas mercadorias em 6 pagamentos mensais, à taxa de 15%


a.m. Determinar o valor dos multiplicadores com 6 decimais para cada $ 1,00
financiado, nas seguintes hipóteses:

a) o 1º pagamento é feito na data da compra


b) o 1º pagamento é feito no fim de 30 dias
c) o 1º pagamento é feito no fim de 90 dias

2) Determinar o pagamento mensal que amortiza um empréstimo de $ 5.000,00 em


12 parcelas mensais à taxa de 16% a.m.

3) Para os mesmos dados do exercício 2), calcule a prestação admitindo 2


pagamentos adicionais de $ 1.000,00 cada por ocasião dos vencimentos da 6ª e
12ª prestações.

4) Quanto uma pessoa acumula no fim de 2 anos se fizer 24 depósitos mensais de $


200,00, o primeiro hoje, em uma caderneta de poupança que paga uma taxa de
juros composta de 2% a.m.?

5) Para os dados do exercício 4, quanto a pessoa acumula no fim do mesmo prazo


se começar a depositar de hoje a 30 dias?

6) Um fogão cujo preço à vista é de $ 480,00 pode ser adquirido com 15% de sinal
mais cinco prestações mensais e iguais de $ 110.00. Qual a taxa de juros mensal
cobrada?

7) Uma loja de departamentos financia as compras de seus clientes em 6 prestações


mensais e iguais, a primeira no ato da compra. Se esta loja utiliza o coeficiente
de 0,188795 para a determinação da prestação, que taxa de juros mensal ela esta
cobrando?

8) Para os mesmos dados do exemplo anterior, determine a taxa de juros supondo


que o primeiro pagamento seja no fim de 30 dias.

9) Uma loja financia suas mercadorias em 12 prestações mensais e iguais dizendo


que cobra 5% a.m. ou 60% .a.a. Para o cálculo da prestação mensal, acresce o
valor financiado em 60% e divide o resultado por 12. Se o primeiro pagamento
é feito no ato da compra determine a taxa mensal efetivamente cobrada pela loja.

10) Para uma taxa de juros de 4% a.m., quanto você paga hoje por uma série de 25
títulos no valor de $ 500,00 cada com vencimentos mensais e sucessivos o
primeiro de hoje a 6 meses?

1) a) 0,229771; b) 0,264237; c) 0,349453 - 2) 962,07 - 3) 850,68 - 4) 6.206,06 - 5)


6.084,37 6) 10,86% - 7) 5,28% - 8) 3,68 - 9) 9,98% - 10) 6.420,11
SÉRIES DE PAGAMENTOS - EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Calcular o valor atual de uma anuidade periódica de $ 1.000,00, nas


hipóteses abaixo:

Taxa de Juros Prazo


a) 2% a.m. 24 meses
b) 3% a.m. 12 meses
c) 2,5% a.m. 36 meses
d) 10% a.t. 8 trimestres
e) 15% a.s. 5 semestres

2. Qual é o preço à vista de uma mercadoria cuja prestação mensal é de $


200,00, se as taxas e prazos abaixo forem considerados:

a) 2,5% a.m. 18 meses


b) 3,0% a.m. 18 meses
c) 2,0% a.m. 24 meses
d) 4,0% a.m. 24 meses

3. Um terreno é vendido por $ 10.000,00 de entrada e 36 prestações mensais


de $ 500,00 . Sabendo-se que a taxa de juros corrente no mercado é de 2,5%
a.m., até que preço vale a pena comprar o terreno à vista?

4. Numa seção de classificados anuncia-se uma casa por $ 250.000,00 à vista


ou em 4 prestações trimestrais de $ 77.600,00. Qual é a melhor opção de
compra, uma vez que a taxa de juros corrente é de 10% a.t.

5. Um magazine tem como política de vendas oferecer um desconto de 10%


nas compras à vista. Nas vendas a prazo, os clientes deverão pagar 12
prestações iguais a 10% do valor à vista. Supondo-se que a taxa de juros
corrente seja de 2,5% a.m., qual é a melhor alternativa para o comprador?

6. Calcular a prestação referente a uma mercadoria, cujo preço à vista é de $


10.000,00, caso ocorram as seguintes hipóteses sobre as taxas e respectivos
prazos:

Taxa de Juros Prazo


a) 2,5% a.m. 12 meses
b) 2,5% a.m. 24 meses
c) 3,0% a.m. 12 meses
d) 3,0% a.m. 36 meses
e) 10,0% a.t. 10 trimestres
f) 10,0% a.a. 2 anos

7. Um sítio é posto à venda por $ 300.000,00 à vista, ou a prazo nas seguintes


condições: 10% de entrada e o restante em 50 meses, juros de 3% a.m. Qual
é o valor das prestações?
8. O gerente financeiro de uma cadeia de lojas que operam com crediário
deseja estabelecer fatores que serão aplicados ao preço à vista para cálculo da
prestação mensal. A taxa de juros da empresa é de 2% a.m.; portanto, quais
são estes fatores por unidade de capital, nos prazos abaixo:
a) 6 meses
b) 12 meses
c) 18 meses
d) 24 meses
e) 30 meses
f) 36 meses

9. Uma firma revendedora de automóveis usados oferece o seguinte plano na


venda de um carro, modelo 1952:

a) Entrada = $ 1.000,00 mais 6 prestações mensais de $ 181,55.


b) Entrada = $ 500,00 mais 12 prestações mensais de $ 148,01.
Sendo a taxa de mercado 2% a.m., qual é a melhor alternativa?

10. O preço de uma motocicleta é de $ 20.000,00 à vista; caso o cliente deseje


as facilidades do crediário, poderá pagá-la a prazo. No segundo caso, exigem-
se 24 prestações mensais de $ 1.245,46. Que taxa de juros mensal está sendo
cobrada?

11. Um barco é vendido por $ 150.000,00 à vista ou por $ 30.000,00 de entrada


e mais 8 prestações quadrimestrais de $ 26.742,01. Que taxa quadrimestral
está sendo considerada?

12. Certa agência de viagens diz financiar a juros de 1,2% a.m. Sua
sistemática num financiamento de $ 10.000,00 em 12 meses é a seguinte:

1,2% x 12 meses = 14,4% a.a.


10.000 (1,144) = $11,440,00
11.440 : 12 = $ 953,33
Portanto, o cliente irá pagar 12 prestações de $ 953,33. A taxa de juros é
realmente de 1,2% a.m.?

13. O banco CEF, para um financiamento em 12 meses, propõe o seguinte


esquema:
prestação mensal = (valor do financiamento) : 12
juros do banco = 14% do valor do financiamento
valor recebido = (valor do financiamento) − (juros do banco)

Qual é a taxa de juros cobrada?


14. Uma financeira publica em um jornal que seus coeficientes, para cada
unidade de capital emprestado, de acordo com os prazos, são:

Prazo Coeficiente
a) 6 meses 0,18707
b) 12 meses 0,10086
c) 18 meses 0,07230
d) 24 meses 0,05819
e) 30 meses 0,04992
f) 36 meses 0,04455

Então, um financiamento de $ 1.000,00 por 12 meses resultará em 12


prestações de 1.000 x 0,10086 = $ 100,86. Qual é a taxa de juro mensal de
cada coeficiente?

RESPOSTAS:
1. a) 18.913,93; b) 9.954,00; c) 23.556,25; d) 5.334,93; e) 3.352,16.
2. a) 2.870,67; b) 2.750,70; c) 3.782,79; d) 3.049,39.
3. Indiferente, se o preço à vista < 21.778,13.
4. Comprar a prazo.
5. Comprar à vista.
6. a) 974,87; b) 559,13; c) 1.004,62; d) 458,04; e) 1.627,45; f) 5.761,70
7. 10.493,68
8. a) 0,178526; b) 0,094560; c) 0,066702; d) 0,052871; e) 0,044650; f)
0,039233.
9. Plano a.
10. 3,5% a.m.
11. 15% a.q.
12. 2,13% a.m.
13. 2,4% a.m.
14. a) 3,40% a.m.; b) 3,07% a.m.; c) 2,93% a.m.; d) 2,86% a.m.; e) 2,83% a.m.;
f) 2,82% a.m.