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História de Camaçari -Ba

História de Camaçari -Ba

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Apresentação didática da evolução e distribuição geográfica da população do município de Camaçari, Bahia, Brasil desde sua ocupação pelos índios tupinambás, colonização portuguesa e atual conformação de sede de um pólo petroquímico.


Ana Cláudia O. Almeida (ORG - SESAU)
Paulo Pedro P. R. Costa – SESAU
Flávia Manoela – SEPLAN
Eduardo da Silva Barreto SEPLAN
SESAU - Secretaria Municipal de Saúde; SEPLAN Secretaria de Planejamento. Camaçari, Bahia, 2007
Apresentação didática da evolução e distribuição geográfica da população do município de Camaçari, Bahia, Brasil desde sua ocupação pelos índios tupinambás, colonização portuguesa e atual conformação de sede de um pólo petroquímico.


Ana Cláudia O. Almeida (ORG - SESAU)
Paulo Pedro P. R. Costa – SESAU
Flávia Manoela – SEPLAN
Eduardo da Silva Barreto SEPLAN
SESAU - Secretaria Municipal de Saúde; SEPLAN Secretaria de Planejamento. Camaçari, Bahia, 2007

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História de Camaçari

Ocupação Indígena Ocupação Portuguesa Remanescentes indígenas Quilombolas Linha Férrea Estação de Veraneio Pólo Petroquímico

PASSADO INDÍGENA

Gravuras do náufrago Hans Stadem e foto da Mandioca uma das principais conquistas agrícolas dos índios brasileiros, que mais tarde serviu também para fornecer farinha de mandioca para os homens que fundaram a cidade de Salvador, entre 1549-1553.

A história de Camaçari nos leva a um passado muito distante de pelo menos 8 mil anos. Quando pensamos neste território, devemos levá-lo em consideração antes da chegada dos Portugueses, quando aqui, viviam povos vindos da Ásia. Mas, que povos eram estes? E como chegaram aqui sem os famosos navios portugueses?

A hipótese mais aceita para explicar a origem dos povos brasileiros (que mais tarde foram chamados de índios pelos portugueses) é a de que eles são descendentes de povos asiáticos que atravessaram o estreito de Berihng há 62 mil anos. Estudos arqueológicos recentes estabelecem a chegada dos primeiros habitantes do Brasil à Bahia e ao Piauí entre 20 mil e 40 mil anos atrás. É impossível saber com certeza quantos índios habitavam o país quando Pedro Álvares Cabral aportou no sul da Bahia. As estimativas variam de 3,5 milhões a 8 milhões, mas o número mais aceito é 5 milhões.

Mas o que é mesmo esse “Estreito de Berihng?

Durante as últimas glaciações, com a recessão da água dos oceanos, a área do estreito transformou-se numa ponte natural entre a Ásia e as Américas, denominada atualmente Ponte Terrestre de Berihng, por onde poderiam ter chegado à América os povos que primeiro a colonizaram.

Créditos: http://cienciahoje.uol.com.br/; Wikipedia; http://www.gifmania.com/astronomia/planisferios/ Foto satélite do Estreito de Berihng. NASA

Reconstrução de Luzia – crânio encontrado na Lagoa Santa – MG na década de 1970 – Os especialistas a caracterizaram como afro descendente o que nos remete a plausível hipótese de contatos com populações africanas por travessia do oceano atlântico antes dos portugueses aqui chegarem.
Kon-Tiki , onde Hayerdahl atravessou o Pacífico em 1947 e barco a remo com que Amyr Klink atrevessou o Atlântico desembarcando na praia de Itacimirim em 1984 (6 meses depois)

OCUPAÇÃO PORTUGUESA
Como foi visto, já existiam povos nesta região antes da chegada dos portugueses, no entanto, a História da ocupação do território de Camaçari nos remete aos primeiros anos da colonização, quando em 1558, foi criada a Aldeia do Divino Espírito Santo pelos padres jesuítas reunindo índios das várias aldeias tupinambá, ao redor de uma capela de taipa sob o comando do padre João Gonçalves e o Irmão Antonio Rodrigues às margens do Rio Joanes. Em carta do Pe. Manoel da Nóbrega (1559) identifica-se a descrição de 4 a 5 aldeias próximas à cidade de Salvador sendo a maior delas exatamente “...onde chamam Rio de Joanne, esta chama Sant Spiritus onde há mais gente junta que em todas; está sete ou oito léguas da cidade, perto da costa do mar”....

http://www.correiodabahia.com.br

Terras de Garcia D’Ávila

Esse é um dos primeiros mapas que mostram o território de Camaçari. Na parte de cima estava a propriedade de Garcia D’Ávila um pouco mais abaixo as terras da Marqueza de Niza.

Terras da Marqueza de Niza

Nas margens do Joanes existia a maior das aldeias dos Tupinambás

Aqui ficava a Vila do Pereira atual Salvador

E aqui a Ilha de Itaparica

Este município praticamente teve início em duas grandes propriedades, as terras da Marqueza de Niza, tendo uma pequena área parcialmente cedidas aos jesuítas para as missões (aldeia do Espírito Santo, com os índios Tupinambá), e a terra de Garcia D´Ávila, ao norte do município. Aos poucos essas terras foram se dividindo formando pequenas fazendas e depois povoados.

Por cálculos da Coroa Portuguesa, descritos em cartas da época em que a Bahia foi transformada em Capitania Real existiam entre a foz do rio Paraguaçu e Tatuapara (limite de Camaçari com Mata de São João) cerca de 6000 guerreiros tupinambá. (Risério).

Índios do Brasil hoje Mapa da revista Veja; Gravura de dança tupinambá em gravura do século XVI.

Em 1562 na Igreja de “Sant Spiritus” ajuntaram sete aldeias, com mil almas cristãs. Há indícios que esses índios tenham participado da “guerra do Paraguaçu”, apesar de serem tupinambá, assim como os índios do Vale do Paraguaçu (região onde é hoje o povoado de São Francisco de Iguape, pertencente a Cachoeira) e mais tarde já entre 1624 – 1640, os índios da aldeia do Espírito Santo participaram da luta contra invasão holandesa, juntamente com o pessoal da Casa da Torre (hoje pertencente ao município de Mata de São João) o que fez crescer o índice de mortalidade por razias e sucessivas epidemias e fome. Registrando-se antes mesmo da expulsão dos Jesuítas no governo do Marques de Pombal em 1755.

Índios Botocudos (Tapuias) e Casal Tupinambás

Após a expulsão dos Jesuítas a Aldeia passou à categoria de Vila por provisão do conselho Ultramarino, Alvará Régio de 28 de setembro de 1758, denominando-se Vila Nova do Espírito Santo de Abrantes - Vila de Abrantes com a Inauguração da Casa da Câmara e cadeia municipal (senado da Câmara e Pelourinho).

Foto da reinauguração após demolição do anexo lateral (colégio) em foto da época ...comentando que esta recebeu a visita do Governador Geral Lourenço da Veiga e do Padre Anchietaa.
www.monarquia.org.br

Casal Tupinambá (Leri); Símbolos dos Jesuítas (Igreja Católica) e Bandeiras – Principado do Brasil e Reino Unido a Portugal e Algarve.

População de algumas regiões da RMS - Bahia, por volta 1724 População de algumas regiões da RMS - Bahia, por volta 1724
Paróquia Salvador Passé Pitanga** Matoim S.Cruz Itaparica 1606 1563 1606 1563 Data de fundação Homens livres 6611 713 1225 234 640 Mulher es Livres 5977 648 1234 241 666 Criados* 273 122 34 32 8 Escravos 12 132 2677 2568 1220 1390 Total 24 993 4160 5051 1727 2704 6 8 Engenhos

Fonte: Schwaartz,1995 * O termo "criados"provavelmente significa dependentes residentes ou empregados domésticos. ** A nova Vila de Abrantes (Freguesia) foi desmembrada da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga.

Castelo de Garcia D’ ávila

Engenho

Capitão do Mato

Do passado ficam tradições, esqueletos e fragmentos de objetos de uso cotidiano reconstruídos por antropólogos em sambaquís e outros sítios arqueológicos. A CNN Litoral Norte e Fundação Garcia d’Ávila vem mapeando o passado de Camaçari.

População residente Estado da Bahia, Salvador e Camaçari por raça/cor em 2000
Bahia nº Branca Preta Amarela Parda Indígena Sem declaração Total 3297989 1704248 23796 7869770 64240 125726 13085769 % 25,2% 13,0% 0,2% 60,1% 0,5% 1,0% 100% R.Mt.Salvador nº % 658156 605199 9128 1702815 23006 23267 3021572 21,8% 20,0% 0,3% 56,4% 0,8% 0,8% 100% Camaçari nº % 29876 23409 670 104496 1970 1305 161727 18,5% 14,5% 0,4% 64,6% 1,2% 0,8% 100%

IBGE, Censo 2000

Segundo dados do CADSUS - Cadastro de Usuários do SUS, existem concentração de pessoas que se auto-denominaram indígenas, em Vila de Abrantes, Buris de Abrantes e Verdes Horizontes, estando entre os 1.970 que constam no censo de 2000 do IBGE. Possivelmente são descendentes das famílias que restaram após a expulsão dos Jesuítas.

Desaparecimento da aldeia indígena e possível junção com os Quilombolas Região de Cordoaria
Estudos recentes abordam a possibilidade da junção entre índios e negros nos quilombos. Fugindo do trabalho forçado, muitos nativos se aquilombavam, convivendo aí com escravos e ex-escravos na luta contra a exploração da sua força de trabalho. Ou em alguns casos, os índios conviviam nos quilombos como única forma de sobrevivência frente a pobreza e a fome. Esse último caso, podendo ter existido em algumas localidades na região do que é hoje o município de Camaçari. Cordoaria, por exemplo, hoje já é reconhecida como região remanescente – quilombola, junto ao Instituto Palmares, possivelmente ainda existem outras regiões com as mesmas características a exemplo de Zumbi e Palmares no Distrito de Monte Gordo.

Não há dúvida quanto a nossa origem cultural quando se observa que o Munípio possui sobrevivências africanas da capoeira de Angola, candomblés e artesanatos. Estão presentes em Camaçari as etnias Bantus e Yorubás (Gatois) na sede e Orla.

Foto: Comunidade na região de Cordoaria Luciana Vilela

www.monarquia.org.br

A vila foi extinta em 1846 (no período do Brasil Império) pela Resolução provincial nº 241, de 16 de abril, sendo integrada ao município de Mata de São João. Em 1848 foi restabelecida pela Resolução nº 310, de 03 de junho, tendo o território desmembrado de Mata de São João.

Neste período foi implantada na região a linha férrea, que saia de Salvador, passando por Simões Filho, Camaçari (Parafuso e Sede – Camaçari), Dias D ´Ávila, seguindo em direção a Alagoinhas, onde existe um cruzamento, dividindo a estrada em duas direções: Região do São Francisco e Sergipe.

http://www.estacoesferroviarias.com.br
Estação da Calçada em Salvador

Fotos do calendário da Cãmera de Vereadores

A estrada de ferro no município de Camaçari intensificou o crescimento demográfico e urbano de algumas regiões em torno de seus locais de passagem. O arraial de Parafuso ganhou grandes proporções com a chegada da linha férrea, inclusive seu nome é atribuído a um acidente com o vagão que transportava parafusos no local. Intensificou a minifundização (divisão das terras em propriedades menores). Na sede do município a estação de trem deslocou o centro urbano de Camaçari de Dentro para o entorno da atual praça da matriz (hoje Praça Desembargador Montenegro) e pouco a pouco criou um bairro no local onde se instalaram as bombas de abastecimento de água das locomotivas (Bairro da Bomba).

MAPA DA REGIÃO METROPOLITANA DE SALVADOR DESTACANDO AS REGIÕES URBANAS E FERROVIA

Calçada; Simões Filho (Água Comprida); Camaçari; Dias d’Ávila; Mata de São João http://www.estacoesferroviarias.com.br

Estações de Parafuso; Camaçari ; Nossa Senhora do Carmo paradas obrigatórias para quem seguia para o norte Com a chegada da linha férrea, o arraial de Parafuso chegou a ser sede do Município por um período, em fins do século XIX. Hoje sua estação está abandonada e a estação de Camaçari serve de bar, pois não tem mais passageiros, sendo o trem apenas de carga e a estação de Nossa Senhora do Carmo desapareceu em ruínas.

Câmera Municipal de Camaçari (calendário) http://www.estacoesferroviarias.com.br

Município de Camaçari Bacias Hidrográficas
Bacia do Jacuipe Bacia do Joanes

Bacia do Pojuca

Limite do Município de Camaçari
Rio Pojuca

Município de Camaçari
e ara Grand Rio Capiv

Rio Jacuipe

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Limite do Município de Camaçari
ane s Rio Jo

LEGENDA
Rio Limite de bacia hidrográfica Limite municipal

Além da estrada de ferro outro importante vetor de crescimento do município pode ser atribuído ao fato de que o Pe. Camillo Torrend descobriu e propagou a excelência das águas minerais da região do Rio Imbassaí (Dias d’Ávila) em 1918, segundo o historiador Cid Teixeira essa descoberta intensificou o processo de fragmentação fundiária – “Minifundização”, que vinha acontecendo desde final do século XIX.

BREVE HISTÓRICO A primeira composição administrativa de Vila de Abrantes, abrangia os distritos de Abrantes, Monte Gordo e Ipitanga (atual Lauro de Freitas). A lei municipal de 22 de março de 1920 criou o distrito de Camaçari, com território desmembrado de Abrantes, criação essa confirmada pela Lei estadual nº 1422, de 04 de agosto desse mesmo ano. A lei estadual nº 1809, de 28 de julho de 1925, modificou-lhe o topônimo para Montenegro e transferiu-lhe a sede para o arraial de Camaçari, elevado a categoria de vila.

Em razão do Decreto-lei estadual nº 10.724, de 30 de março de 1938, o município passou a denominar-se Camaçari, constituindo-se dos distritos de Camaçari, Abrantes, e Monte Gordo.

Pela Lei nº 628, de 30 de dezembro de 1953, foi criado o distrito de Dias D’Ávila, ficando o município composto de quatro distritos, até 1985, quando Dias D’Ávila se desmembrou de Camaçari, voltando a ser composto dos três primeiros, sendo essa a formação atual: Vila de Abrantes, Monte Gordo e Sede (Camaçari).

Linha do Tempo da divisão territorial do município
Administração da sesmaria do Conde de Castanheira/ Marqueza de Niza nos primeiros anos do século XVIII – XIX. Tomáz da Silva Paranhos e herdeiros (9) 1864. Maria Joaquina da Silva Paranhos e José Garcez Montenegro de quem descende o desembargador Tomas Garcez Paranhos Montenegro. 1758 - Vila Nova de Abrantes do Espírito Santo 1846 - extinção da Vila, integrando seu território ao município de Mata de São João 1848 - Vila de Abrantes recriada - sede no Arraial de Parafuso – implantação da linha férrea 1892 - re-institui a sede do município em Vila de Abrantes 1918- Pe. Camillo Torrend descobriu e propagou a excelência das águas do Rio Imbassaí final do século XIX intensifica-se o processo de fragmentação fundiária – “Minifundização”. 1925 - Góes Calmon transfere a sede do município de Abrantes para o Arraial de Camaçari elevado à categoria de vila. Designando-se a partir de então o Município de Montenegro com as suas duas Vilas de Camaçari e de Abrantes. 1938 - Decreto Federal institui o nome Camaçari para o município sendo Vila de Abrantes, Monte Gordo e Dias D’Ávila seus distritos. Com a Lei 4404 de 25/2/1985 Dias D‘ Ávila torna-se um município. Lei nº. 301/94 de 01 de julho de 1994 -“Dispõe sobre a definição e divisão do território do Município em Zonas Urbanas, Zonas Rurais e Zona Especial, para efeito de disciplinamento de uso e ocupação do solo, planejamento e tributação e dá outras providências”..... Ficando o município divido assim...

Município de Camaçari – Divisão por Distrito

Distrito de Monte Gordo

Distrito Sede

Distrito de Vila de Abrantes

EVOLUÇÃO DA DISTRIBUIÇÃO DA POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO DE CAMAÇARI POR DISTRITO

ANO 1940

SEDE

V. DE ABRANTES 1.419

M.GORDO

D. D'ÁVILA

CAMAÇARI

1950 % 1960

2.715 20% 5.342

564 4%

1.611 12%

4.300 31%

13.800 100% 21.849

1970nº % 1980nº % 1991nº % 2000nº %

16.333 48% 57.059 64% 89.826 79% 116.700 72%

5.102 15% 10.064 11% 13.984 12% 27.504 17%

7.365 22% 7.630 9% 9.805 9% 17.523 11%

5.391 16% 14.425 16% 31.254 28%

34.191 100% 89.178 100% 113.615 100% 161.727 100%

Fonte: Censo Demográfico do IBGE 1940, 1950, 1960, 1970, 1980, 1991, 2000

Agora que compreendemos as principais características da ocupação humana no município, bem como o processo histórico que determinou sua divisão territorial e desenvolvimento de regiões específicas é preciso estar atento ao controle dessa ocupação através do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano – Rural evitando-se o crescimento desordenado e a preservação dos recursos naturais.

Já estão definidas e implantadas as Áreas de Proteção Ambiental – APAs do Rio Joanes de cujas águas depende 40% do abastecimento de Salvador, das lagoas de Guarajuba e do Rio Capivara além do que talvez seja nossa maior riqueza que é o Aquífero de São Sebastião que se estende por mais de dez mil quilômetros quadrados, entre 100 e 300 metros de profundidade

APA Joanes - Ipitanga

APA Lagoas de Guarajuba

APA Rio Capivara

CAMAÇARI
DISTRITO SEDE

Camaçari Antigo
Gravatá, Alto da Cruz, Bomba, Camaçari de Dentro, Triângulo, Lama preta, Centro, Praça Abrantes e Praça Desembargador Montenegro, Rua do Limão (Francisco Drumond), Dois de Julho e Quarenta e seis - 1970 – 1980 Pólo Petroquímico - PURAS – Programa de Recuperação de Áreas Urbanas PHOCS – Programa de Habitação Orientado PHOC I, II, III PROFILURB INOOCOP (Bela Vista) Glebas A, B, C, D, E MUTIRÂO (DECOM) FICAM (DECASA)

- 1978 – início da fase de operação do Pólo Petroquímico

- 1990, decisão de duplicação da capacidade produtiva do pólo, construção da estrada litorânea que liga o estado da Bahia a Sergipe 1994 Lei do Zoneamento Primeiras empresas e infra-estrutura Pólo de Apoio 2000- implantação da Ford

Camaçari 1970 - 1980

Invasão da Ciclovia / Parque Central Invasão do Parque Florestal Invasão do Gravatá Invasão do Jaraguá (Rabo da Gata) Invasão da Rodoviária Invasão do Parque Verde Invasão do PHOC Invasão da Bela Vista
Foto: COSTAPPPR

Principais localidades do Distrito Sede

Pólo Petroquímico Complexo Ford Camaçari (sede) Pólo de Apoio Machadinho Parafuso

Zona Rural

Região de Parafuso Natuba Riacho do Dendê Genipapeiro Aroeira Sapucaí Jatahy Macaúba Mangueira de Parafuso Região de Machadinho Cajazeira Água Fria Maracaiúba (Macaúba do Aterro) Pedrinhas Várzea Grande de Mineiro Capivara Jorrinho Areal Pq das Mangabas Serra Verde

Jorrinho

Povoado da zona rural do Distrito Sede

Zona Industrial

Pólo Industrial

Camaçari (sede)

Parafuso Machadinho

Zona Urbana (Sede)

Pólo Industrial

Machadinho Parafuso

Centro Administrativo Ponto Certo INOOCOP Limoeiro Dois de Julho Caixa d'água Piaçaveira Gleba D Novo Horizonte Verde Horizonte Nova Vitória Camaçari de Dentro Triângulo Rabo da Gata Gleba B Bomba Natal Gravatá Cristo Redentor PHOC IV

Mutirão Mangueiral Gleba A Alto da Cruz Jardim Panorama FICAM Parque Satélite Parque Florestal Buri Satuba Lama preta Vila Luiza Maia Santa Maria PHOC I PHOC II Bairro dos 46 Morro dos Noivos Gleba C PHOC III Gleba E Parque Verde

CAMAÇARI
DISTRITO ABRANTES

Principais povoados

Areias

Arembepe

Abrantes Jauá Busca Vida

Vila de Abrantes

Pedágio

Estrada do Coco BA-099

Praça da Igraja Matriz

Parque das Dunas de Abrantes

Modelo de Vila construida pelos Jesuitas

Vila de Abrantes Burís de Abrantes Fonte da Caixa PHOC Abrantes Jauá Busca Vida Caraúna Poção Cordoaria Pau Grande Catú de Abrantes* Sucupió Colônia Boa União Grama Tererê Gajiru /Gajerús Mangueira Morro A orla marítima vem sofrendo intensa urbanização

Busca Vida

Areias Pé de Areias Piabas Interlagos Arembepe Volta do Robalo Coqueiro de Arembepe Açu (Assu) Aldeia Cacimba Grande Rancho Alegre Lot Fonte das Águas Araticum Vila dos Artistas Caraíba(s) Capoeira Feia Mataraca Invasões Pibas Malícia Nova Esperança Alto da Bela Vista

Arembepe

Corre Nú (Fonte da Caixa) Jardim Abrantes Sítio Fradinho Inv. Morada nobre

Cordoaria

Povoado da zona rural do Distrito de Abrantes

ZONA RURAL – Cordoaria

Cordoaria - Associação de moradores

Casa de Farinha - Cordoaria

Capela de Terra Maior

Comunidade -Terra Maior

Comunidade Morcego

Escola Senhora Sant’ana

CAMAÇARI
DISTRITO MONTE GORDO

Principais povoados
Barra de Pojuca Monte Gordo Itacimirim Guarajuba B. do Jacuipe

Rio Pojuca – Imagem de Satélite - LANDSAT

Igreja de São Bento de Monte Gordo

A freguesia de São Bento do Monte Gordo foi uma destas paróquias criadas pelos Senhores da Casa da Torre por volta de 1859 embora estas terras foram já povoadas na segunda metade do século XVI, segundo Carlos Ott os terrenos dessa paróquia pertenciam a descendentes do Visconde da Casa da Torre de Garcia d’Ávila e principiavam na Barra do Jacuípe, tendo como limite superior a frequesia de Mata de São João. Esse historiador registrou também que descendentes de Garcia d’Ávila, na região de Monte Gordo e do Rio Pojuca para cima, no século XVII já criara os primeiros engenhos de açucar especialmente nas regiões mais férteis da frequesia de Mata de São João (Bomfim da Mata).
Carlos Ott Povoamento do recôncavo pelos engenhos -1536 – 1888 v II, Salvador, Bigraf, 1996 Igreja de São Francisco Monte Gordo Guarajuba (Helío Queiroz) Criação de Bubalinos / barra do Jacuípe – Mário Pinto

Principais Localidades
Monte Gordo; Barra do Jacuípe; Saco; Trapiche; Várzea do Meira; Bela Vista; Bom Jesus; São Bento; Taipú; Pilão; Pau d'Arco; Genipapo; Guarajuba; Jacaré; Guajirú; Palheiro; Capela Feia; Lapinha; Jordão; Biribeira; Tambaí; Coqueiro de Monte Gordo; Barra do Pojuca; Rodagem; Maria Dias; Itacimirim; Cachoeirinha; Tiririca; Emboacica; Leandrinho; Sapato; Vila de Camaçari; Vila da Mira; Capoeira Feia; Zumbi; Palmares

Em três momentos – Interligados a História de Camaçari
• A urbanização acompanha o gado, alguns povoados foram criados em função dessa atividade, que contribuiu para o crescimento de Camaçari e do seu antigo Distrito de Dias D’Ávila. Em 2002 existia na regiao 6.857 cabeças de gado (bovinos e bubalinos).

• A Feira de gado de Capuame foi substituída por Feira de Santana em meados do século XIX Dias D’Ávila destaca-se no cenário estadual como uma estância hidromineral. • O distrito de Dias D’Ávila se emancipa de Camaçari, em 1985.

Contribuições de Garcia D’Ávila: a origem da criação de gado no Município
O município de Mata de São João, Dias d’Ávila e Camaçari tem um passado em comum, seus territórios já se intercruzaram muitas vezes. Thales de azevedo descreve a origem do gado neste território:
...” Aquelas primeiras criações faziam-se nos campos dos arredores da cidade. Com as reses que lhe couberam, das partidas iniciais e das sucessivas, estabeleceu Garcia d’Ávila um curral em Itapagipe, donde passou para Itapuã e afinal estendeu-se a Tatuapara. Dali, rico e poderoso, ia partir seu filho Francisco Dias d’Ávila com sua gente armada, os seus vaqueiros mamelucos e os seus rebanhos à conquista e povoamento do Rio São Francisco, onde veio a dominar centenas de léguas de terra obtidas em sesmaria para seu criatório. Em Tatuapara, Dias d’Ávila ergueria como símbolo da sua fortuna e marco da marcha em direção aos sertões, mais que uma torre para sua defesa, o famoso castelo de boa cantaria que ainda hoje, arruinado embora, fala de sua opulência. Em seus terrenos, àquela altura algumas léguas da praia, formou-se a primeira feira de gados da Bahia, a “feira velha” do Capoame, aonde os marchantes iam comprar reses para os açougues e talhos da cidade” Azevedo, 1969 p.321 – 322 / Azevedo, Thales.

O Povoamento da cidade de Salvador. Ba, Ed. Itapuã, 1969

Referências
SEPLAN: Secretaria de Planejamento (Prefeitura Municipal de Camacari) - Plano Piloto da Orla Marítima: Ipitanga. Jauá. Arembepe. Guarajuba. Tassimirim Carlos Ott Povoamento do recôncavo pelos engenhos -1536 – 1888 v II, Salvador, Bigraf, 1996 Prefeitura Municipal de Camaçari Plano Diretor do Município de Camaçari – Relatório III (parcial) Minuta do Anteprojeto da Lei do Plano Diretor, a ser discutida e revista a partir das audiências públicas. Agosto/2006 BANDEIRA, Luiz Alberto Moniz Bandeira. O feudo: a Casa da Torre de Garcia D’Ávila: da conquista dos sertões à Independência do Brasil. Civilização Brasileira. 2000. BRANDÃO, Maria de Azevedo. Propriedade e uso da terra na periferia norte do recôncavo açucareiro: aspectos de história recente. Planejamento. Salvador. 1976. CALMON, Pedro. História da Casa da torre. Rio de Janeiro. José Olimpio CORDEIRO, Enio. Política indigenista brasileira e promoção internacional dos direitos das populações indígenas. Brasília: Instituto Rio Branco; Fundação Alexandre Gusmão; Centro de estudos estratégicos, 1999. LEITE, Serafin. Cartas dos Jesuítas . Volume III PARENTE, Sandra. “Camaçari: Sua História, sua gente”. Artset Gráfica e Editora Ltda. RISÉRIO, Antonio. “Uma História da Cidade da Bahia”. Rio de Janeiro: Versal, 2004. -Tese de docência apresentada a UFBA por Maria D. de Azevedo Brandão “Relações Agrárias em Camacari” – Salvador, 1963

http://www.locavinny.com.br/fun_content.php?codpg=17Papagaio - Jauá

Equipe Técnica Ana Cláudia O. Almeida (ORG) Paulo Pedro P. R. Costa – SESAU Flávia Manoela - SEPLAN Eduardo da Silva Barreto SEPLAN

Diretoria de Planejamento – SESAU Leila Paixão Coordenação de Informação e Comunicação em Saúde.

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