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RICCI SANTOS Daniele

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O exercício da cidadania empresarial, segundo Melo Neto e Froes (2001),
exige que a empresa atue com eficiência na gestão da responsabilidade social
interna e externa. A responsabilidade social interna está voltada para os funcionários
e dependentes da organização e tem como objetivo motivar os colaboradores para
que tenham um bom desempenho, tornar o local de trabalho agradável e investir no
bem-estar dos seus empregados. Segundo os autores, “com isso, a empresa ganha
a sua dedicação, empenho e lealdade. Os ganhos de produtividade são enormes.”
(MELO NETO e FROES, 2001, p.85).
Os autores exemplificam quais são as principais ações que a empresa pode
executar para a gestão interna de responsabilidade social, que são: ações que
contribuam para o bem-estar dos funcionários e dependentes (programas de
participação nos resultados, acesso à assistência médica, social, odontológica e
alimentar, por exemplo) e ações que invistam na capacitação e qualificação dos
trabalhadores (programas internos de treinamento e financiamento de cursos
externos).

Da mesma forma, Borba, Borsa e Andreatta (2001) expõem que a gestão
interna de uma empresa deve estar voltada para seus funcionários e dependentes e,
além disso, sugerem que a organização crie normas para que alcance os objetivos
corporativos já mencionados: um ambiente de trabalho melhor, empregados
motivados e conseqüentemente, aumento da produtividade.
Essas normas devem ser aplicadas a processos de Recrutamento e Seleção,
Sistema de Avaliação e Promoção, Sistema de Comunicação Interna,
Relacionamento Hierárquico, Respeito à Privacidade, Programa de Incentivos
Sociais, Preparação para a Aposentadoria, Relacionamento com os
Clientes/Fornecedores, Relacionamento com os Concorrentes, Relacionamento com
Órgãos Públicos e Relacionamento com o Meio Ambiente. Como se vê, as autoras

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também incluem como parte da gestão interna de uma empresa o
relacionamento com os clientes, fornecedores, concorrentes, órgãos públicos e meio
ambiente.

No que diz respeito ao Relacionamento com os Clientes e Fornecedores,
Borba, Borsa e Andreatta (2001) explicam que a organização deverá garantir a
qualidade de seus produtos, bem como assegurar-se de que está fazendo uma
propaganda fidedigna, oferecendo preços justos, respeitando contratos e
negociações e cumprindo com todas as suas obrigações, principalmente as
financeiras.

Quanto aos concorrentes, as autoras declaram que “a lealdade com a
concorrência é uma relação ética baseada no pressuposto da competência. E a
qualidade dos produtos e serviços deverão ser os vetores de influência no mercado.”
(BORBA, BORSA e ANDREATTA, 2001, p.54). Em continuidade, definem o
Relacionamento com Órgãos Públicos pela responsabilidade da empresa em
executar o pagamento de seus impostos e encargos. As autoras alertam que se não
cumprir com estes compromissos, a imagem e a credibilidade da organização
ficarão ameaçadas. Para o meio ambiente, dizem que o uso de seus recursos
deverá ser feito de forma sustentável e o relacionamento da empresa com o meio
não deve ficar no limite químico e biológico.
A gestão da responsabilidade social de uma empresa também pode ser
externa e, para Melo Neto e Froes (2001), esta corresponde ao desenvolvimento de
práticas sociais que tenham a comunidade como foco. As ações, neste caso,
acontecem por meio de doações de produtos e materiais, transferência de recursos
sob a forma de parcerias, prestação de serviços voluntários pelos funcionários,
ofertas de emprego, patrocínio e investimento em projetos sociais e programas de
preservação ao meio ambiente. A responsabilidade social externa acontece “através
de ações sociais voltadas principalmente para as áreas de educação, saúde,
assistência social e ecologia. Visa um maior retorno social, de imagem, publicitário e
para os acionistas.” (MELO NETO e FROES, 2001, p.89).
Segundo Borba, Borsa e Andreatta (2001, p.55), essas ações da empresa
para com a comunidade devem basear-se em uma “responsabilidade universal e de
ética”. A questão não é a entidade privada admitir qualquer culpa, mas sim prezar
pela integridade e honestidade, na medida em que atenta para a necessidade do

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outro. Para as autoras, as corporações são grandes responsáveis pela garantia
da qualidade de vida das comunidades nas quais estão inseridas.
Melo Neto e Froes (2001) afirmam que podem existir empresas mais eficazes
em somente uma das gestões (interna ou externa) e que, se quiserem adquirir o
título de empresa-cidadã, é necessário que atue em ambas as gestões de
responsabilidade social.

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