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Prevenção de Acidentes Tst

Prevenção de Acidentes Tst

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Segurança do trabalho
Segurança do trabalho

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De acordo com o conceito legal acidente do trabalho é todo aquele que ocorrer
pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesão corporal,
perturbação funcional ou doença, que cause morte, perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho.”

Equiparam-se ao acidente de trabalho:

• O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja
contribuído diretamente para a morte do segurado, para a redução ou perda da
sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica
para sua recuperação;

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• O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em
conseqüência de:

a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou
companheiro de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa
relacionada ao trabalho;
c) ato de imprudência (excesso de confiança), de negligência (falta de
atenção) ou de imperícia (inabilitação) de terceiro ou de companheiro de
trabalho;
d) ato de pessoa privada do uso da razão, por exemplo, o louco; e
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos (quedas de
raios) ou decorrentes de força maior (enchentes);

• Doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de
sua atividade:

Exemplo: A AIDS adquirida por profissional de saúde ao manipular
instrumento com sangue ou outro produto derivado contaminado.

• O acidente sofrido pelo segurado, ainda que fora do local e horário de trabalho:

a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da
empresa;

b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar
prejuízo ou proporcionar proveito;

c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por
esta dentro de seus planos para melhorar capacitação da mão-de-obra,
independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de
propriedade do segurado; e

d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela,
qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do
segurado;

e)Nos períodos destinados à refeição ou ao descanso, ou por ocasião da
satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local de trabalho ou durante
este, o empregado é considerado no exercício do trabalho.

Entende-se como percurso o trajeto da residência ou do local de refeição para o
trabalho ou destes para aqueles, independentemente do meio de locomoção, sem
alteração ou interrupção por motivo pessoal do percurso do segurado. Não havendo
limite de prazo estipulado para que o segurado atinja o local de residência, refeição e
do trabalho, deve ser observado o tempo necessário compatível com a distância
percorida e o meio de locomoção utilizado.

Será considerado agravamento de acidente do trabalho aquele sofrido pelo acidentado
quando estiver sob a responsabilidade do setor de reabilitação profissional.

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Não será considerado agravamento ou complicação de acidente do trabalho a lesão
que, resultante de outra origem, se associe ou se superponha às consequências do
acidente anterior.

Será também, considerado acidente do trabalho, quando expressamente constar do
contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividades esportivas no
decurso da jornada de trabalho, o infortúnio ocorrido durante estas atividades será
considerado como acidente do trabalho.

Considera-se também acidente de trabalho as doenças decorrentes do trabalho que
são: as doenças ocupacionais ou profissionais ou as doenças do trabalho.

A doença ocupacional ou profissional é a produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade.

Podemos citar como exemplo de doença ocupacional ou profissional, aquela adquirida
no trabalho com manipulação de areia, sem a devida proteção, pode levar ao
aparecimento de uma doença chamada silicose. A própria atividade laborativa basta
para comprovar a relação de causa e efeito entre trabalho e doença.

Já a Doença do Trabalho é a adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

Um exemplo clássico de Doença do Trabalho é a do trabalho em ambientes com muito
ruído que sem a proteção recomendada pode levar ao aparecimento de uma surdez.
Neste caso, necesita-se comprovar a relaçao de causa e efeito entre o trabalho e a
doença.

Não são consideradas como doenças do trabalho:

• a doença degenerativa = diabetes;

• a inerente a grupo etário = o reumatismo;

• a que não produza incapacidade laborativa = a miopia; e

• a doença endêmica, a exemplo da malária, adquirida por segurado habitante de
região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de
exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.

A propósito da conceituação legal do acidente de trabalho, contida na definição
transcrita, cabe tecer algumas considerações:

• O acidente deve ser apreciado em relação tão somente a pessoa. Daí resulta,
desde logo, que as únicas conseqüências indenizáveis dos acidentes são as
respeitantes à lesão do corpo ou a saúde (doença);

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• Acidente do trabalho é todo aquele resultante do exercício do trabalho, isto é,
cuja ocorrência se verifique na execução do trabalho, ou enquanto o empregado
é considerado no seu desempenho, ainda que, em certos casos, fora do
respectivo lugar e horário (como prevê o Art. 2 da Lei de Acidentes);

• Na definição adotada pela Lei de Acidentes, ganha o acidente um sentido amplo,
lato, abrangendo também as chamadas moléstias profissionais. Equiparou a Lei-
por uma questão de técnica legislativa- o acidente do trabalho às moléstias
profissionais, para fins de reparação do dano sofrido pelo trabalhador.

Em caso de doença profissional ou do trabalho, será considerado dia do acidente, a
data de início da incapacidade laborativa para exercício da atividade habitual ou o dia
em que for realizado o diagnóstico, cabendo para este efeito o que ocorrer primeiro.

Como já vimos, a legislação brasileira define acidente do trabalho como todo aquele
decorrente do exercício do trabalho e que provoca, direta ou indiretamente, lesão,
perturbação funcional ou doença. Pela lei brasileira, o acidente é confundido com o
prejuízo físico pelo trabalhador (lesão, perturbação funcional ou doença).

Do ponto de vista prevencionista, entretanto, essa definição não é satisfatória, pois o
acidente é definido de suas conseqüências sobre o homem, ou seja, as lesões,
perturbações ou doenças.

O conceito prevencionista de acidente do trabalho é muito mais amplo. Para os
profissionais de segurança a amplitude do mesmo vem de encontro à ação
prevencionista.

Portanto neste conceito acidente de trabalho é qualquer ocorrência não programada,
inesperada, que interfere ou interrompe o processo normal de uma atividade, trazendo
como conseqüência isolada ou simultaneamente, a perda de tempo, o dano material ou
lesões ao homem.

No conceito legal, ao legislador interessou, definir o acidente com a finalidade de
proteger o trabalhador acidentado, através de uma compensação financeira,
garantindo-lhe o pagamento de diárias enquanto estiver impossibilitado de trabalhar em
decorrência do acidente, ou de indenização, se tiver sofrido incapacidadee
permanente. Nota–se por aí que o acidente só ocorre se dele resultar um ferimento.
Mas devemos lembrar que o ferimento é apenas uma das conseqüências do acidente.
A definição prevencionista nos alerta que o acidente pode ocorrer sem provocar lesões
pessoais. A experiência demonstra que para cada grupo de 330 acidentes de um
mesmo tipo, 300 vezes não ocorre lesão nos trabalhadores, enquanto que em apenas
30 casos resultam danos à integridade física do homem. Em todos os casos, porém,
haverá prejuízo à produção e, sob os aspectos de proteção ao homem, resulta serem
igualmente importantes todos os acidentes, em virtude de não se poder prever quando
um acidente vai resultar, ou não, lesão no trabalhador.

Em 1931, H.W. Henrich, que pertencia a uma compahia de seguros dos Estados
Unidos, publicou um estudo onde descreveu as proporções entre os tipos de acidentes.
Os resultados da pesquisa de Henrich, são apresentados na pirâmide abaixo:

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Em 1966, frank E. Bird Junior, publicou resultados de seu estudo junto a Companhia
siderúgicas Luckens Stell, com mais de 5.000 trabalhadores, situados na Filadélfia,
onde analisou 90.000 acidentes ocorridos na empresa durante os sete anos anteriores.
Os resultados obtidos por Bird são apresentados na Pirâmide abaixo:

Em 1969, a Insurance Company of North America, publicou um estudo, realizado sob o
comando de Frank E. Bird Jr., então diretor de segurança, que consistia de um resumo,
com fundamentos estatísticos, da análise de 1.753.498 ocorrências obtidas do
levantamento de 297 empresas que empregavam 1.750.000 pessoas. Este estudo,
além de contar com dados mais precisos e representativos que os obtidos
anteriormente por Bird, introduzi também, nas estatísticas, os números relacionados
aos “quase acidentes”, ou seja os incidentes. Os resultados deste estudo são
apresentados a seguir:

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