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Nos últimos anos muito se ouve falar de movimentos sociais.

Mas o que são


movimentos sociais? Podemos dizer que os movimentos sociais sempre estiveram
presente na nossa sociedade, daí termos que compreende-los como um fenômeno
essencial. Isso por que são resultados de um conflito, que tem por objetivo gerar
mudanças sociais. Um movimento social é fruto de um conflito por que determinado
grupo ao não concordar com determinada situação buscam formas de resolver essa
situação; daí por que o conflito é o elemento gerador dos movimentos sociais. Mas para
que um movimento social, de fato, se estabeleça, é necessário planejamento, faz-se
necessário um projeto e acima de tudo organização, que é base para o sucesso dos
movimentos sociais.
Um movimento social tem uma relação conflituosa com o ESTADO isso porque
enquanto que o movimento social deseja mudanças, modificações, o Estado por sua vez,
deseja manter a ordem das coisas ou o seu status quo.
A cada dia surgem novos movimentos sociais por que vivemos numa sociedade de
desiguais e como o Estado não atende plenamente a necessidade dos cidadãos, faz-se
necessário o surgimento desses movimentos.
Hoje os movimentos sociais se apresentam com novos contornos e formatos, formados
por sujeitos mais participativos, mais atuantes, cônscios de seus direitos.

ONG’S – organizações formais, privadas, com um diferencial, utilizam fins públicos


para a realização de suas atividades, se declaram sem fins lucrativos, são auto
governadas e contam com alguns voluntários cujo objetivo é realizar intervenções de
caráter educacional, político, assistencial e assessoria técnica para indivíduos ou
populações
Em determinado momento da sociedade pode se dizer que as ong’s foram a existência
possível dos movimentos sociais no tempo da ditadura

Ambos se identificam enquanto movimentos que mobilizam, articulam e reúnem os


sujeitos, visando ou não o enfrentamento das questões acirradas com o neo liberalismo.
Eles encontram nas ONGs e nos movimentos sociais, um instrumento capaz de atender
as suas necessidades e reivindicações, sejam elas individuais ou coletivas

Atualmente ONG’s e movimentos sociais ocupam relevante espaço na Sociedade Civil


sendo mecanismos importantes para que os sujeitos sociais possam se expressar e lutar
por melhores condições de vida, assim sendo, ambos são formas de ações coletivas,
dotados de contradições, mas de fundamental importância

Serviço Social e Movimentos Sociais


MAS AFINAL, O QUE É O SINDICATO?

Matéria publicada no jornal O Original do Sindicato dos Trabalhadores em Editoras de Livros de


São Paulo traz um histórico importante sobre a origem e o significado dessa palavra que está
tão próxima de cada um de nós.

Confira:

O QUE É O SINDICATO?

A palavra sindicato tem raízes no latim e no grego. No latim, “sindicus” denominava o


“procurador escolhido para defender os direitos de uma corporação”; no grego, “syn-dicos” é
aquele que defende a justiça.

O Sindicato está sempre associado à noção de defesa com justiça de uma determinada
coletividade. É uma associação estável e permanente de trabalhadores que se unem a partir da
constatação de problemas e necessidades comuns.

A matriz histórica da organização sindical atual surgiu sintonizada com o desenvolvimento


industrial, que tem por base a “Revolução Industrial” na Inglaterra no final do século XVIII e
começo do século XIX. Ali nascia o capitalismo atual, ali nasceu o sindicalismo. Mas se o berço
do sindicalismo é industrial, isso não foi limitação a sua expansão para outros setores da
economia. Podemos dizer que o sindicalismo é o sistema de organização político-social dos
trabalhadores, tanto urbano-industrial como rurais e de serviços.

Em seus duzentos anos de história, o sindicalismo foi impactado por diferentes concepções
ideológicas e teorias de ação, o que permitiu a construção de uma tipologia bastante ampla,
assim como expressões políticas e históricas: anarquista, socialista, reformista, comunista,
populista etc. O importante, no entanto, é que, ao longo dos anos, o movimento sindical -
conjunto de práticas sociais dos sindicatos com características próprias de cada país, adquiriu
um peso social e uma força decisiva nos contextos nacionais.

Como movimento social, o sindicalismo não é estático, está constantemente transformando-se


e criando novas formas de organização e ação. Nas sociedades atuais dos países em
industrialização, a teoria e a ação sindical estão diante de significativos e novos desafios
devido à emergência rápida de novos atores sociais, tanto no campo como nas cidades, e as
transformações da economia e das instituições.

Fonte: O Original, abr/mai/jun 2001 - no. 50.

MOVIMENTO SINDICAL
O Movimento Sindical no Brasil tem a sua origem na luta dos imigrantes
europeus que trouxeram em suas bagagens o conhecimento técnico, mas
também os “vírus” do pensamento anarquista e posteriormente socialista.
Assim procuravam melhores condições de vida no interior do país em virtude
das difíceis condições de trabalho a que eram submetidos. Mas podemos dizer
que a luta dos escravos, pela libertação e buscando nos quilombos uma
sociedade alternativa para aquele povo, também pode ser considerado como
movimento sindical, pois ao manifestar sua insatisfação um povo procura
expressar seus valores, concepção de mundo e projetos de sociedade. E nisso
podemos constatar na luta de Zumbi dos Palmares. Podemos dizer que
também os camponeses liderados por Antonio Conselheiro no nordeste
brasileiro, se constituiu como movimento sindical, em virtude do objetivo
traçado pela ideologia daquele povo. A coragem de irem a luta e fazer o
enfrentamento com as forças dominantes.

Ao longo da história humana, grandes manifestos adquiriram caráter histórico,


pois além de reportarem à sua época, transcenderam os momentos nos quais
foram escritos. Por expressarem o movimento universal concreto de toda uma
época, acabem servindo como referência a várias outras gerações, já que
trazem em si tendências dos tempos futuros. O movimento sindical bem como
toda manifestação da sociedade organizada que busca mudanças, que
procuram melhores dias e ascensão dos movimentos sociais organizados se
manifestam se mobilizam e buscam avançar. Por meio deles, realizam-se
sínteses reflexivas que guardam em si os anseios e os dilemas de uma
determinada época histórica. Vários manifestos de luta, declarações e textos
políticos, bem como grandes paralisações e greves, tornaram-se conhecidos
na história por retratarem os anseios de movimentos sociais de época distintas.

SINDICATO
A palavra sindicato tem raízes no latim e no grego. No latim, “sindicus”
denominava o “procurador escolhido para defender os direitos de uma
corporação”; no grego, “syn-dicos” é aquele que defende a justiça. O Sindicato
está sempre associado à noção de defesa com justiça de uma determinada
coletividade. É uma associação estável e permanente de trabalhadores que se
unem a partir da constatação de problemas e necessidades comuns. A matriz
histórica da organização sindical atual surgiu sintonizada com o
desenvolvimento industrial, que tem por base a “Revolução industrial” na
Inglaterra no final do século XVIII e começo do século XIX. Ali nascia o
capitalismo atual, ali nasceu o sindicalismo. Mas se o berço do sindicalismo é
industrial, isso não foi limitação a sua expansão para outros setores da
economia. Podemos dizer que o sindicalismo é o sistema de organização
político-social dos trabalhadores, tanto urbano-industrial como rurais e de
serviços.

A única função do sindicato é a de “representar os interesses da categoria”,


sob determinada jurisdição, visando o seu bem estar. As restrições adotadas
pelo ambiente sócio-econômico, pelo sistema político, pela cultura (educação)
e pela ideologia dos detentores do poder. Assim nos Estados Unidos, e no
Brasil, na França e na Colômbia, a função do sindicalismo é a mesma, mas
adota formas significativamente diferentes. O sindicato é o único veículo pelo
qual toda uma classe menos favorecida na sociedade capitalista expressam-se
politicamente. Os trabalhadores aderem ao sindicato buscando: união,
segurança, participação, reconhecimento e benefícios. Essa organização é
necessária por que os patrões não respeitam os direitos dos trabalhadores que
lutam para obter conquistas e mesmo, garanti-las. Todas as conquistas
trabalhistas foram obtidas através de muitas lutas. Por exemplo, antigamente a
jornada dos trabalhadores era de 14 horas. Depois de muita luta no mundo
todo, é que se obteve a garantia de 8 horas de trabalho diário.
O atual modo de produção capitalista tem como premissa a existência de duas
classes sociais: de uma parte os capitalistas que se acham na posse dos meios
de produção e de subsistência, e de outra parte os proletários que, excluídos
dessa posse, tem apenas uma mercadoria a vender; a força de trabalho,
mercadoria que não tem remédio, senão vender para entrar na posse dos
meios de subsistência. Não resta outro meio à classe trabalhadora a não ser se
organizar para se defender. ( “Karl Marx – Junho 1877” )

SINDICALISMO
Devemos ressaltar que enquanto o sindicato é o órgão representativo das
classes, regido pelo Estado, o Sindicalismo tem como ponto fundamental uma
ideologia política de controle e domínio social oriundos do sistema capitalista. A
proposta do sindicalismo visa o desenvolvimento revolucionário da sociedade,
que evolui em estágios marcados pela luta de classes: os capitalistas e
trabalhadores. Objetivo principal da ideologia “as classes trabalhadoras
reorganizarão a sociedade e derrubarão os governantes capitalistas,
substituindo o capitalismo pelo comunismo”. Numa etapa intermediaria, porem,
os trabalhadores devem lutar por seus direitos contra o capital. Sindicalismo e
sindicato são dois conceitos distintos, mas necessariamente consistentes entre
si. Na prática, esses conceitos influenciam-se mutuamente, contudo sem fazer
com que as dissonâncias desapareçam por completo. De fato, o sindicalismo
surgiu no século XIX como proposta doutrinária de tendência socialista. Em
certo sentido, promulgava-se uma revolução do proletariado, mas um
proletariado economicamente ativo e organizado. Organizado politicamente em
torno da defesa dos interesses de uma classe social, os assalariados, mas livre
da ingerência de partidos. Pretendia-se, de imediato, harmonizar o regime
capitalista e, no futuro, ganhar o poder e mudar a estrutura do Estado e da
sociedade.

Em seus duzentos anos de história, o sindicalismo foi impactado por diferentes


concepções ideológicas e teorias de ação, o que permitiu a construção de uma
tipologia bastante ampla, assim como expressões políticas e históricas:
anarquista, socialista, reformista, comunista, populista etc. O importante, no
entanto, é que, ao longo dos anos, o movimento sindical – conjunto de práticas
sociais dos sindicatos com características próprias de cada país, adquiriu um
peso social e uma força decisiva nos contextos nacionais. Como movimento
social, o sindicalismo não é estático, está constantemente transformando-se e
criando novas formas de organização e ação. Nas sociedades atuais dos
países em industrialização, a teoria e a ação sindical estão diante de
significativos e novos desafios devido à emergência rápida de novos atores
sociais, tanto no campo como nas cidades, e as transformações da economia e
das instituições.

Assim sendo, enquanto o sindicalismo visa a futura apropriação do poder


social, por parte dos trabalhadores organizados, cabe ao sindicato obter
determinadas conquistas trabalhistas “aqui e agora”. A diversificada postura
social adotada pelo sindicalismo pode ter diversas explicações ideológicas,
baseadas nas seguintes teorias: Marxista, Corporativista, Americana e Sócio-
Psicológica. Para o sindicalismo é mais fácil ser revolucionário e promover
mudanças em nível da sociedade global, enquanto que o sindicato cabe avaliar
sua atuação e apresentar resultados, o que o faz reconhecer a força de seu
“oponente”, exigindo mudanças, mas reconhecendo as resistências, o sindicato
“exige, mas não domina”.

1)- POPULAÇÃO ECONOMICAMENTE ATIVA (PEA) – É a parcela da


população em idade ativa, correspondente à população com 10 anos ou mais,
que está ocupada ou desempregada.

2)- REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA – Termo utilizado para caracterizar um


conjunto de mudanças que estão ocorrendo no sistema produtivo atual, a partir
da introdução de um novo padrão tecnológico e organizacional. As inovações
tecnológicas são baseadas, principalmente, na microeletrônica e na telemática.
O novo paradigma organizacional engloba mudanças na forma de organizar a
empresa, a produção e o trabalho e, também estabelece uma nova relação
com os fornecedores e os clientes. Esse conjunto de mudanças – novas
tecnologias e novos métodos de organização do trabalho – caracteriza a
reestruturação produtiva e impacta profundamente o mundo do trabalho.

3)- SETOR INFORMAL – Expressão corrente para designar um importante


setor da economia em que as pessoas não estão incorporadas ao mercado de
trabalho a partir de um vínculo empregatício. Essas pessoas trabalham de
forma irregular, na maioria das vezes em atividades precárias, e não usufruem
dos direitos laborais e previdenciários.

4)- DESEMPREGO TECNOLÓGICO – Consiste na eliminação de postos de


trabalho a partir da introdução de novas tecnologias no sistema produtivo. As
novas tecnologias possibilitam a automação e agilização de uma série de
procedimentos nas fábricas e empresas. Ao mesmo tempo em que a
produtividade cresce, poupa-se mão-de-obra.

5)- REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA – Também conhecida como a Terceira


Revolução Industrial, expressa uma mudança radical no âmbito das forças
produtivas. A revolução tecnológica em curso tornou-se possível a partir do
advento da informática. A informática é considerada o elemento-chave no novo
padrão tecnológico, pois tornou possível armazenar e processar as
informações numa velocidade sem procedentes na história da humanidade.
Acrescido ao computador temos a telemática, a comunicação da informação.
Esses dois processos, a comunicação e a informática estão mudando a cara do
trabalho, das empresas e da vida das pessoas. São inimagináveis os avanços
e possibilidades de reordenamento das atividades domésticas e sociais, de
trabalho, entretenimento, lazer. Todos convivem com esta nova realidade
diariamente. Nas indústrias este processo é altamente revolucionário. A
informatização das máquinas, a considerada microeletrônica, vem permitindo
avanços extraordinários na produção. Os instrumentos mais utilizados são: o
comando numérico computadorizado (CNC), controladores lógicos
programáveis (CLP), robótica, CAD/CAM, sistemas flexíveis de manufatura
(FMS), sistemas digitais de controle distribuído (SDCD)… ao lado da difusão de
microcomputadores, rede de computadores, automação de escritórios. As
conseqüências dessa modernização fabril, ainda em curso, são enormes.
Permite a diversificação do mix produtivo, agiliza a produção, melhora a
produtividade. Neste processo de inovação tecnológica, assiste-se também ao
surgimento de un novo padrão organizacional ou também novos métodos
organizacionais que têm como objetivo central aumentar a produtividade.

6)- FINANCEIRIZAÇÃO - É a fase mais evidente e perversa da considerada


mundialização do capital, ou para muitos da chamada globalização. A
financeirização caracteriza-se pelos altos fluxos monetários, diante dos quais
as economias nacionais, inclusive as dos países mais poderosos, aparecem
secundárias. São volumes fantásticos de ativos financeiros que se deslocam
pelo mundo afora na estrita busca do lucro. É um capital essencialmente
rentista, dinheiro que gera dinheiro e parasitário, que não gera riqueza
produção e trabalho para o conjunto da humanidade. Em todo o mundo, os
mercados financeiros aumentam seus poderes e subjugam os Estados.

7)- CAPITAL RENTISTA – O conceito vem da língua francesa, rentier, utilizado


na linguagem financeira internacional para designar a pessoa que vive de
rendimentos provenientes dos juros de títulos governamentais. Por extensão,
rentier é também qualquer pessoa cuja renda (juros, dividendos, etc.) advenha
exclusivamente da posse de capital.

8)- MUNDIALIZAÇÃO DO CAPITAL - O conceito “mundialização do capital”


em contraposição ao conceito “globalização” explica com mais clareza o
processo de internacionalização das relações de mercado, imposta
especialmente pelo centro financeiro, incapaz, constitutivamente de integrar e
incluir a imensa periferia do mundo num projeto global comum. É a hegemonia
do capital-dinheiro centrado nos países ricos que impõe sua lógica – das
políticas a serem adotadas – para os países mais pobres.

9)- GLOBALIZAÇÃO - O termo globalização é utilizado para assinalar um


processo econômico que estabelece interdependência nas relações
comerciais, industriais, financeiras e tecnológicas entre os países, através do
conjunto de processos que torna possível a concepção, desenvolvimento,
produção, distribuição e consumo de produtos e serviços em escala mundial, e
inserida num contexto de aguçada concorrência internacional. A expressão
globalização revela também sua outra face que é a ideológica. O caráter
ideológico da globalização está centrado na exigência de um único e exclusivo
interlocutor: o mercado. Nesta perspectiva, o Estado é um empecilho para a
livre circulação do capital. É preciso subjugar o Estado, rever o conceito
geopolítico de Estado nacional e colocá-lo a serviço do capital. Dessa forma é
que deve ser entendida as políticas econômicas neoliberais exacerbadas no
tripé: abertura econômica indiscriminada, privatização e desregulamentação
das relações econômicas e do trabalho.

10)- OCDE – A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico


(OCDE) foi criada em 1961. Ela sucedeu a OECE – Organização Européia de
Cooperação Econômica, criada em 1948 para gerir os fundos emprestados
pelos EUA aos países capitalistas europeus para a reconstrução da Europa
após a 2ª Guerra Mundial (Plano Marshall). A OCDE reúne hoje vinte e cinco
países, sendo o México seu último aderente.
11)- PRODUTO INTERNO BRUTO – É a soma dos valores agregados
produzidos pelas empresas e administrações sobre o território nacional,
qualquer que seja seus país de origem. Mede a produção realizada –
mercadorias e serviços – no curso de um ano em determinado país. É um
indicador utilizado para aferir o conjunto da riqueza produzido pelo país.

12)- TAXA DE DESEMPREGO – A taxa de desemprego é a relação entre o


número de desempregados e o conjunto da população economicamente ativa
de um país. Esta última representa a parte da população que tem uma
atividade remunerada à qual juntam-se os desempregados declarados.

13)- TERCEIRIZAÇÃO – É uma tradução da palavra inglesa outsourcing, que


significa o fornecimento que vem de fora. Teoricamente, significa repassar
atividades, até então realizadas pela empresa, a outras sub-contratadas a fim
de garantir qualidade e produtividade na produção de determinados bens e
serviços. A proposta é conseguir, via terceirização, uma descentralização e
especialização das unidades empresariais para competir num mercado cada
vez mais globalizado, financeirizado e instável. Na prática, a principal
motivação da grande maioria das empresas na implantação da terceirização é
a redução de custos.

14)- QUALIDADE TOTAL – Conceito empregado nas indústrias e empresas.


Diz respeito a uma série de procedimentos adotados pelas empresas com o
objetivo de garantir produtos cada vez mais competitivos no mercado. Esta é a
principal razão, pela febre, das empresas em buscarem certificados de
qualidade. Os certificados da família ISSO 9000 são os mais procurados. Este
certificado estabelece normas e padrões de como o produto deve ser fabricado
para garantir a qualidade em todas as suas fases, desde o projeto até a
assistência técnica.

15)- DESREGULAMENTAÇÃO – É um conjunto de políticas que visa a revisão


dos códigos de trabalho, das leis trabalhistas, acarretando freqüentemente as
convenções coletivas, o desmantelamento da legislação social e o
rebaixamento de salários.

16)- VALOR AGREGADO – Caracteriza um novo valor criado no processo de


produção. Quando uma fábrica compra 1.000 reais de tecido que ela
transforma em roupas e vende por 1.500 reais se realiza um valor agregado de
500 reais. A empresa vai então destinar esta soma ao pagamento dos
operários, dos custos de produção (eletricidade, custos financeiros, aluguéis,
etc). Uma vez deduzido tudo isto, a soma que resta é o lucro.

17)- CUSTO BRASIL – É identificado como o conjunto de custos operacionais


que, de alguma forma, contribuem para o encarecimento dos produtos
brasileiros, dificultando sua inserção competitiva nos mercados regionais e
internacionais. Comumente são listadas as rodovias, os serviços portuários e
de telecomunicações, que em função de suas deficiências, encarecem os
produtos. Muitos utilizam, ainda, a expressão “Custo Brasil” para associar os
riscos de investimentos em um país economicamente instável.
18)- MÉTODOS ORGANIZACIONAIS – Significa a adoção de uma série de
procedimentos nas empresas que reorganiza a forma de trabalhar de seus
funcionários com o objetivo de: a)- reduzir o estoque de material na empresa;
b)- fazer com que o tempo de atravessamento do produto no interior da fábrica
seja o mais breve possível; c)- satisfazer o cliente, como estratégia para
aumentar ou amplia sua participação no mercado: d)- fazer com que o
trabalhador seja polivalente: capaz de exercer mais de uma função dentro do
ambiente de trabalho; e)- aumentar a qualidade dos produtos; f)- diminuir
custos e desperdícios através da eliminação de funções e postos de trabalho
dentro das empresas; g)- fazer crescer a produtividade da empresa; h)-
diminuir o nível de conflito sindical e conseguir a adesão do trabalhador aos
novos métodos produtivos.

19)- MODELO TOYOTISTA – Essa pequena revolução de procedimentos


organizacionais inclui novos instrumentos para organizar a produção e o
trabalho. O velho lema: “um posto de trabalho, um trabalhador” caro ao modelo
fordista está em desuso. Agora o modelo que serve de inspiração é o toytista
ou ohnoísa. Originário do período pós-Segunda Guerra, num país
semidestruído e carente de recursos necessários para um processo de
reconstrução industrial, o ohnoismo – cuja designação vem do nome do seu
idealizador, Taiichi Ohno, um engenheiro da Toyota – tem como base a
redução geral de desperdícios e uma ênfase no atendimento do consumidor,
ao qual foi dada uma importância até então inédita. O instrumento mais caro ao
toyotismo é o just in time / kanban que exige e envolve uma série de
procedimentos com o objetivo de atingir as mesmas já elencadas acima. Além
desse instrumento-chave há uma série de outros que complementam o
processo produtivo.

20) TERCEIRO SETOR – A economia moderna vem reconhecendo hoje um


“Terceiro” Setor, também denominado por alguns autores de “setor
quaternário”, para não confundi-lo com o setor terciário que é o setor de
serviços. Outros autores, ainda, o denominam de “economia solidária”. Trata-
se, enfim, de um setor ao lado do Mercado e do Estado. São atividades que
respondem a necessidades que não são rentáveis para a economia de
mercado. Ou seja, são atividades que não visam primeiramente a produção de
bens, mas de laços. Ou seja, as atividades a ele relativas caracterizam-se pela
proximidade com a vida e entre as pessoas. Têm o objetivo de cuidar do bem-
estar da comunidade, de preservar o meio ambiente, de cuidar da educação,
da formação, etc. O Terceiro Setor preenche uma lacuna, pois se ocupa de
setores abandonados ou subestimados pela economia de mercado: os
empregos de proximidade, os empregos relacionados com o meio ambiente,
com pessoas que cuidam de idosos e de portadores de deficiências, etc.

UMA REVOLUÇÃO QUE DESAFIA OS


SINDICATOS
Automação - Modernização produtiva em que a máquina passa a
desempenhar automaticamente um conjunto de funções sem interferência
imediata do trabalhador.
Biotecnologia - Termo genérico para os avanços recentes na Biologia.
Designa em especial: a engenharia genética, que permite a manipulação dos
gens, elevando a precocidade, produtividade, qualidade e resistência de
plantas e animais; e a pesquisa de novos componentes orgânicos, por
exemplo, para a indústria farmacêutica.

CAD-CAM (de Computer Aided Design e Computer Aided Manufacturing) -


Desenho e produção industrial com auxilio de computadores. O uso das duas
siglas unidas indica a passagem automática e direta das especificações do
projeto para a produção.

CCQ – Círculo de Controle de Qualidade. Grupos de seis a dez trabalhadores,


teoricamente voluntários, surgidos no Japão dos anos 60 e introduzidos no
Brasil em 1981. Visam racionalizar o processo de trabalho via sugestões e de
informações. Têm também função ideológica, sendo apresentado como
“democratizantes”.

CEP – Controle Estatístico de Processo – Método preventivo de garantia de


qualidade. O andamento do trabalho é constantemente comparado com um
padrão definido, como imediata correção dos desvios. Emprega técnica
estatísticas, gráficos de controle, histogramas e diagramas causa-efeito.

Cinco Zeros – Zero estoque, zero defeito, zero papel, zero espera, zero pane
(ver qualidade total).

CNC – Comando Numérico Computadorizado – Simbiose entre máquina e


computador.

Flexibilidade ou Sistema Flexível de Manufatura - Aceita chegada aleatória


de ordens de produção e encomendas personalizadas.

Focalização – Tendência das presas a se concentrar na “atividade-foco”, em


que tem vantagem competitiva. Opõe-se à verticalização (ver terceirização).

Gestão Participativa – Mobilização dos trabalhadores, com incentivos


econômicos (prêmio, estabilidade, carreira) e forte carga ideológica, visando
engaja-los na reestruturação produtiva.

Ilha de Produção – Mudança do layout do tipo job shop. Agrupa máquinas de


diferentes tipos, em forma de linha ou de “U”, e operadas coletivamente por
uma equipe. Cada ilha produz uma família de peças semelhantes por sua
geometria ou processo.

Just in Time (na hora certa) - Sistema de organização da produção para


produzir na quantidade e no tempo exato. Reduz drasticamente os estoques e
aumenta a flexibilidade. Entregas mais freqüentes e en lotes menores por parte
dos fornecedores. As fábricas dos anos 80 têm ruas internas para o fornecedor
descarregar diretamente no setor que utilizará a entrega.
Kamban – O sistema de informação que alimenta o just in time. Originalmente
usa cartões coloridos que acompanhamos “encomendas” feitas entres setores
ou entre empresas.

Modularidade – Método de organização da produção em “famílias” de


produtos assemelhados entre si, que, por exemplo, empregam os mesmos
componentes.

Polivalência – Operação simultânea de várias máquinas diferentes (multiskill


worker) ou semelhantes (multitask). Compreende também a redução dos níveis
hierárquicos e tipos de cargos na produção, até com rodízio de funções.

Porosidade – Lapsos de tempo em que o trabalhador não está produzindo,


enquanto espera, por exemplo, que determinada máquina conclua sua tarefa. É
drasticamente reduzida no trabalho polivalente.

Controladores Programáveis – (programmoble controllers), ou PC (não


confundir com o Personal Computer). Estágio de automatização inferior ao
CNC.

Qualidade Total – Complexo de procedimentos (CCQ, CEP, etc.) que visa


elevar ao máximo a qualidade e reduzir ao máximo os defeitos da produção.
Também chamada Cinco Zeros.

Robô – Máquina informatizada que substitui totalmente ou em grande parte o


trabalho humano em funções complexas, como pintura e soldagem de
automóveis. Movimenta e manipula ferramentas e peças à semelhança de um
trabalhador. Com freqüência é antropomorfo, com a forma de um braço
humano e articulações de ombro, cotovelo, pulso e garra. Possui também
órgãos de sentido (visão). O termo, criado pelo escritor Karel Capek EM 1921,
vem do checo robota, trabalho forçado.

Telemática – Associação entre telecomunicações e informática empregada,


por exemplo, nos caixas automáticos de bancos.

Tempo de Atravessamento – (lead time) - Tempo em que o produto percorre


(“atravessa”) o conjunto do processo produtivo dentro da empresa, desde a
encomenda até a entrega do produto. Deve ser reduzido ao máximo para
reduzir a duração do ciclo de reprodução do capital.

Terceirização (em inglês outsourcing, fornecimento de fora) - Tendência


das grandes empresas para sub contratarem outras firmas, empreiteiras ou
“terceiras” para assumir funções auxiliares (faxina, segurança, cozinha,
transporte) ou diretamente ligadas ao processo produtivo (manutenção,
ferramentaria, setores com emprego intensivo de mão-de-obra e menor
emprego de maquinaria) ou fornecer componentes prontos (ver localização).

Toytismo – Sistema de produção, relações interempresariais e relações de


trabalho desenvolvido pela montadora automobilística japonesa Toyota,
considerado como paradigma da 3ª Revolução Industrial.
Verticalização – Tendência de uma grande empresa para assumir ela mesma
todos os estágios da cadeia produtiva de um produto. Característica do
fordismo é contrariada pela terceirização.

Nicho – Setor específico da produção ou do mercado, que apresenta


características marcadamente diferenciadas; “O nicho das prensas pesadas”;
“O nicho dos veículos fora-de-estrada”.

SMED (single minute exchange die, ferramenta de troca num minuto) -


Processo criado em 1969 no Japão para reduzir ao máximo o tempo que uma
máquina fica parada, na produção flexível, para ser ajustada a uma mudança
no modelo que está sendo produzido. Baseia-se no princípio de fazer o máximo
de operações preparatórias com a máquina ainda em funcionamento.