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UNIVERSIDADE PAULISTA

INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

GABRIELA DE LIMA
THAINY LALUCI
NATHALIA RAGO
FRANCIELLY GUIMARÃES
MANUELA CARDOSO
INGRID BORGES

OBESIDADE

SANTOS
CAMPUS RANGEL
DEZEMBRO 2010
UNIVERSIDADE PAULISTA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

GABRIELA DE LIMA
THAINY LALUCI
NATHALIA RAGO
FRANCIELLY GUIMARÃES
MANUELA CARDOSO
INGRID BORGES

OBESIDADE

Trabalho apresentado no Curso


Superior de Tecnologia em Estética e
Cosmética da UNIP, para o Projeto
Integrado Multidisciplinar Il

Orientadora: Prof.a Dr.a Nilva Nunes Campina

SANTOS
CAMPUS RANGEL
DEZEMBRO 2010
UNIVERSIDADE PAULISTA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

GABRIELA DE LIMA
THAINY LALUCI
NATHALIA RAGO
FRANCIELLY GUIMARÃES
MANUELA CARDOSO
INGRID BORGES

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________________
Orientador do Projeto

____________________________________________________
Coordenador do Curso

___________________
Nota
DEDICATÓRIA

Dedicamos esse trabalho para os nossos familiares e a todos os professores


que nos ajudaram a desenvolver e concluir o mesmo.
AGRADECIMENTOS

Agradecemos primeiramente a DEUS por ser à base das nossas conquistas;


À professora Nilva Nunes Campina, pela dedicação em suas orientações prestadas
na elaboração deste trabalho, nos incentivando e colaborando no desenvolvimento
das nossas idéias.
“A sabedoria da vida não está em fazer aquilo que se gosta,
mas gostar daquilo que se faz”.
(Leonardo da Vinci)
RESUMO

A obesidade é o acúmulo de gordura no organismo além da necessidade.


Sempre que houver maior ingestão de calorias (através dos alimentos) do que o
gasto energético do corpo haverá acúmulo de calorias na forma de gordura. O corpo
humano armazena estas calorias extras nesta forma porque é o meio mais eficaz,
armazenando o dobro de calorias no mesmo peso do que se estivesse
armazenando como carboidrato ou proteína.

O consumo alimentar tem sido relacionado à obesidade não somente quanto


ao volume da ingestão alimentar, como também à composição e qualidade da dieta.
Além disso, os padrões alimentares também mudaram. Para promover hábitos
alimentares mais saudáveis, e conseqüentemente, diminuir os índices de obesidade,
acredita-se que seja importante que as pessoas tenham conhecimentos de
alimentação e nutrição e pratiquem regularmente atividade física, que traz muitos
benefícios à saúde, entre eles, aumento do gasto energético, maior coordenação
motora, melhora da capacidade cardiorrespiratória, diminuição do estresse e
redução do risco de doenças tal como a obesidade.
ABSTRACT

Obesity is the accumulation of fat in the body beyond necessity. Whenever


there is a higher energy intake (through food) than energy expenditure will
accumulate in the body of calories as fat. The human body stores these extra
calories in this way because it is the most effective means, storing twice as many
calories at the same weight than if they were stored as carbohydrate or protein.

Food consumption has been linked to obesity not only on the volume of food
ingested, but also the composition and diet quality. In addition, dietary patterns have
also changed. To promote healthier eating habits and, consequently, decrease the
rates of obesity, we believe it is important that people have food and nutrition
knowledge and practice regular physical activity, which has many health benefits,
among them increased energy expenditure, greater motor coordination, improved
cardio-respiratory fitness, stress reduction and reduced risk of diseases such as
obesity.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO

A Obesidade é uma patologia causada tanto por fatores emocionais e/ou


hereditários que afeta uma boa parcela da população mundial. Patologia esta que
tem sido “ajudada” pelo fato de, atualmente, as pessoas andarem com mais pressa
do que antigamente, este fato faz com que elas se alimentem de forma errada por
não terem tempo suficiente de montar um cardápio adequado, o que acaba levando
as pessoas a recorrerem a “fast-food’s”. Neste trabalho acadêmico abordamos este
tema, pois temos como objetivo mostrar informações sobre esta patologia, como ela
pode ser causada e como ela pode ser tratada através de tratamentos estéticos e
nutricionais.
2 OBESIDADE

A obesidade é o excesso de massa de gordura corporal, que resulta no


acúmulo exagerado de tecido adiposo. Toda vez que ocorre um balanço energético
positivo, ou seja, quando a quantidade de calorias ingeridas é maior que a de
calorias gastas, acarreta um Índice de Massa Corporal (IMC), maior que 30 kg/m.

A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em


adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela
Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do
paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado. O
valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os
riscos associados conforme apresentado a seguir:

CLASSIFICAÇÃO DA OBESIDADE: Índice de Massa Corpórea


(IMC) NORMAL 18,5 – 24,9 Kg/m2
SOBREPESO 25,0 – 29,9 Kg/m2
OBESO CLASSE I 30,0 – 34,9 Kg/m2
OBESO CLASSE II 35,0 – 39,9 Kg/m2
OBESO CLASSE III 40,0 – 49,9 Kg/m2
HIPEROBESIDADE ≥ 50 Kg/m2
Figura 1 Classificação da obesidade
Fonte LACRIMANTE, 2008.

Atingem status de epidemia em vários países, considerados desenvolvidos e


subdesenvolvidos, encontrando representação nas classes economicamente mais e
menos favorecidas, ocasionando o aumento na prevalência, na severidade dos
casos de obesidade nos últimos 30 anos e dando início a uma batalha contra os
lipídios qualitativa e quantitativamente. A indústria de alimentos respondeu com o
desenvolvimento dos alimentos livres de gorduras, amplamente consumidos por
pessoas que desejavam diminuir seu peso corporal. Todavia suas conseqüências
foram ou o aumento do número de casos de obesidade ou o aumento de sua
severidade.
Além de problema estético, a obesidade é também um problema fisiológico,
pois o obeso está sujeito a graves distúrbios orgânicos tais como diabetes,
arteriosclerose, transtornos cardiocirculatórios, etc.

Até recentemente acreditava-se que a principal causa da obesidade residia no


excesso de comida. Contudo, se a gula e o excesso de indulgência fossem os
únicos fatores associados com um aumento da gordura corporal, a maneira mais
fácil de reduzi-la, de forma definitiva, consistia certamente em eliminar o alimento.
Evidentemente, se as coisas fossem tão simples, a obesidade seria em breve
eliminada como um dos principais problemas de saúde.

A distribuição de tecido adiposo corporal depende de fatores genéticos,


hormonais, e metabólicos. As células de gordura são maiores na região femoral do
que na região abdominal, porque no fêmur temos taxas mais baixas de lipólise
(quebra de gordura) e taxas mais altas de lipogênese (acumulo de gordura) no
abdômen.

Existem diferenças básicas e regionais no metabolismo das gorduras


depositadas no organismo. Durante o jejum, há diminuição da lipogênese e aumento
da lipólise em todos os adipócitos do corpo, mas esses processos acontecem mais
na região abdominal do que na região femoral. Estas diferenças regionais são
responsáveis pelos diferentes tipos de obesidades observados no homem e na
mulher.

Basicamente, Existem dois tipos de obesidade humana:

• Tipo masculino: é a obesidade troncular centrípeta. Observa-se na região


abdominal predomínio de adipócitos, nos quais os triglicerídeos são mais
sensíveis á degradação (lipólise). Este tipo de obesidade pode vir
acompanhado de alterações metabólicas.
• Tipo feminino: é a obesidade centrífuga. Observa-se aumento dos adipócitos
nas regiões femorais, glúteas, e infra-umbilical. Esses adipócitos são grandes
e dependentes de hormônios sexuais femininos (estrógeno), e neles os
triglicerídeos são mais estáveis e resistentes á lipólise.

Observamos freqüentemente nas mulheres um tipo de obesidade que


atinge apenas algumas regiões do corpo; a chamada Obesidade Regional.
Dentro desse quadro encontramos as seguintes variações:

• Tipo Ginóide: acomete mais a metade inferior do corpo e caracteriza pelo


depósito exagerado de gordura em áreas distintas do corpo feminino: regiões
trocantéricas, glúteos e excepcionalmente, região infra-umbelical. A
distribuição lembra o corpo feminino e tem característica centrífuga e
apresenta os adipócitos aumentados em número. A origem desse quadro é
hereditária mais os fatores hormonais também são importantes.

• Tipo Andróide: acomete mais a metade superior do corpo e se caracteriza


pelo depósito exagerado de gordura em áreas que imitam o deposito de
gordura tipicamente masculino: cintura escapular, pescoço, braço, tórax e
abdômen superior. Pode ser de origem genética ou estar relacionada a
doenças endócrinas.

• Tipo Garrafa: caracteriza-se por um grande volume de gordura depositado


nos quadris, nádegas e pernas, enquanto a parte superior do tronco se
apresenta delgada.

• Tipo central ou Abdominal: aparece em homens e mulheres, porém é mais


freqüente nos homens com mais de 30 anos de idade.
2.1 Técnicas para Determinação da Composição Corpórea

Para determinar a composição corpórea pode-se utilizar vários procedimentos


que podem ser classificados em diretos, indiretos e duplamente indiretos.

Método direto é aquele onde há separação dos diversos componentes


corporais, por meio de dissecação de cadáveres, diferente dos métodos indiretos
que podem ser divididos em físicos ou químicos, sendo que, em ambos alguns dos
métodos envolvem procedimentos laboratoriais de alto custo e difícil acesso, e por
último os métodos duplamente indiretos que são validados por métodos indiretos,
mais especificamente a densitometria, e envolvem procedimentos simples e de
custo operacional baixo. Pode-se considerar como métodos indiretos a relação
peso-altura, medição das dobras cutâneas, mensuração das circunferências, ultra-
sonografia de tecido adiposo e ressonância magnética. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A seguir serão descritos alguns importantes métodos importantes de


avaliação da composição corporal. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

2.1.1 Tabela Peso/Altura

A tabela peso/altura é um método relativamente comum para julgar se uma


pessoa apresenta ou não excesso de peso. Entretanto, independentemente da
tabela utilizada, alguns problemas estão associados ao seu uso, como por exemplo,
a impossibilidade de identificar se o individuo apresenta uma grande massa
muscular ou se simplesmente é obeso. Ref. GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo.
2004.
2.1.2 Avaliação das Dobras Cutâneas

É um dos métodos mais utilizados para determinar a composição corporal. O


método reside de uma relação entre a gordura localizada nos depósitos de gordura
abaixo da pele, a gordura interna e a densidade corporal. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A gordura subcutânea representa uma fração variável de gordura total (20 a


70%), dependendo da idade, sexo, gordura total e a técnica de mensuração
utilizada. Como essas variáveis podem influênciar na estimativa da densidade
corporal, várias equações já foram formuladas, muitas vezes restringindo-se a uma
população específica. Apesar das dificuldades em conciliar as inúmeras variáveis, foi
proposto equações gerais tanto para homens quanto para mulheres, podendo ser
utilizadas para vários grupos etários. Propõe-se que valores de dobras cutâneas
específicas sejam relacionados com a idade para se obter a densidade corporal.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

As medidas da espessura das dobras cutâneas devem sempre ser realizadas


no hemicorpo direito, com o paciente na posição em pé. Deve-se então pinçar
fortemente uma dobra de pele e gordura, utilizando o polegar e o indicador,
destacando-a do tecido muscular. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Aproximadamente 1,0 cm abaixo da dobra pinçada, deve-se introduzir a


extremidade da pinça, que deve exercer tensão constante, esperando-se de 2 a 3
segundos para a realização da leitura, a qual será realizada em milímetros. Para
garantir a maior confiabilidade nos dados devem realizar todas as mensurações pelo
menos três vezes e de forma não consecutiva e após anotá-las, repete-se a
operação novamente. Marcar o ponto de medição com uma caneta dermográfica,
para que as medidas sejam feitas sempre no mesmo lugar. Quando for encontrada
uma diferença significativa (superior a 5 %), entre o maior e menor valor, uma nova
série deverá ser efetuada. O valor médio é utilizado como resultado das dobras
cutâneas. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)
Os locais utilizados para a mensuração das dobras cutâneas são
predeterminados: (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

• Dobra cutânea tricipital.


• Dobra cutânea subescapular.
• Dobra cutânea supra-ilíaca.
• Dobra cutânea abdominal.
• Dobra cutânea da coxa.

Uma das equações utilizadas para mensurar a densidade corporal é através


de uma equação de segundo grau. As variáveis são: a soma dos valores das dobras
cutâneas para os homens (do peitoral abdominal e da coxa) e para as mulheres
(tricipital, abdominal, supra-ilíaca e da coxa) além da idade completa. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

2.1.3 Medidas de circunferência

A mensuração das circunferências é apropriada para pessoas obesas, pois


prediz o percentual de gordura corporal, além de determinar os padrões de
distribuição de gordura no corpo e denotar as mudanças na gordura corporal após
uma redução ponderal. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A fita métrica utilizada deve ficar justa sobre a superfície cutânea,


evitando desvios nas medidas ocasionados pela compressão cutânea. Os pontos de
referência para as varias circunferências em homens e mulheres, adultos são:
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

• Pescoço – logo abaixo proeminência laríngea;


• Ombros – saliência dos músculos deltóides, abaixo do acrômio (bilateral) no
final da expiração;
• Peito – quarta articulação esterno-costal;
• Cintura – no ponto médio entre a margem da costela inferior e crista ilíaca, no
ponto mais estreito do tronco;
• Abdome – 2,5 cm acima do umbigo, ao final da expiração;
• Quadril – na linha dos troncantes maiores;
• Coxa proximal – imediatamente abaixo da prega glútea;
• Coxa medial – ao ponto médio entre a linha inguinal e a borda proximal da
patela;
• Coxa distal – próximo aos epicôndios femorais;
• Joelho – no nível médio da patela;
• Panturrilha – na maior protrusão muscular a esse nível;
• Tornozelo – sobre os maléolos;
• Braço (bíceps) – ponto médio entre o ombro e o cotovelo;
• Antebraço – circunferência máxima da porção proximal;
• Pulso – sobre os processos estilóides do rádio e da ulna.

A execução de procedimentos padronizados aumentará a exatidão das


medidas. Há possibilidade de alterações nas medições por retenção de fluidos ou
edema subcutâneo, particularmente em mulheres durante certos estágios de ciclo
menstrual. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

2.1.4 Distribuição da Gordura

A localização da distribuição da gordura depende de vários fatores como


sexo, hormônios e genética.

A obesidade marcada por deposição na área abdominal é denominada por


obesidade central ou andróide. Quando a deposição excessiva estiver localizada nos
quadris e coxas, a obesidade é denominada periférica ou ginóide. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)
O padrão de distribuição de gordura é hereditário, e pode ser associada à
atividade regional de uma enzima denominada lípase lipoprotéica, que limita o ritmo
de capacitação dos triglicerídeos pela célula adiposa. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Apesar de vários recursos prometerem ações isoladas nessas regiões de


acúmulo de gordura, como a determinação genética, se o indivíduo engordar
novamente, esse acúmulo de gordura será novamente distribuído nessas regiões.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

2.1.5 Relação cintura quadril

Determina o risco de doenças cardiovasculares:

• Circunferência da Cintura – por intermédio de uma fita métrica aferir a


circunferência do abdômen na altura do umbigo, coletar a medida em
centímetros (cuidado para que a fita fique bem posicionada, sem dobras e
alinhada horizontalmente), a fita não deve ser apertada e sim somente
colocada na barriga.

• Circunferência do Quadril – por intermédio de uma fita métrica aferir a


circunferência do quadril na altura da maior circunferência das nádegas,
coletar a medida em centímetros (cuidado para que a fita fique bem
posicionada, sem dobras e alinhada horizontalmente), a fita não deve ser
apertada e sim somente colocada no quadril.

Cálculo: RCQ= CC / CQ

CLASSIFICAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE A CINTURA E O QUADRIL


Tabela da Relação entre a Cintura e o Quadril
CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS PARA HOMENS
IDADE BAIXO MODERADO ALTO MUITO ALTO
20 A 29 < 0,83 0,83 A 0,88 0,89 A 0,94 > 0,94
30 A 39 < 0,84 0,84 A 0,91 0,92 A 0,96 > 0,96
40 A 49 < 0,88 0,88 A 0,95 0,96 A 1,00 > 1,00
50 A 59 < 0,90 0,90 A 0,96 0,97 A 1,02 > 1,02
60 A 69 < 0,91 0,91 A 0,98 0,99 A 1,03 > 1,03

Tabela da Relação entre a Cintura e o Quadril


CLASSIFICAÇÃO DE RISCOS PARA MULHERES
IDADE BAIXO MODERADO ALTO MUITO ALTO
20 A 29 < 0,71 0,71 A 0,77 0,76 A 0,83 > 0,82
30 A 39 < 0,72 0,72 A 0,78 0,79 A 0,84 > 0,84
40 A 49 < 0,73 0,73 A 0,79 0,80 A 0,87 > 0,87
50 A 59 < 0,74 0,74 A 0,81 0,82 A 0,88 > 0,88
60 A 69 < 0,76 0,76 A 0,83 0,84 A 0,90 > 0,90

Figura 2 Classificação da relação cintura e quadril


Fonte LACRIMANTE, Ligia Marine, 2008.

3 Fatores Que Podem Acarretar a obesidade

3.1 Fatores genéticos

A obesidade, sem dúvida, pode ser familiar. Observou-se que gêmeos


idênticos crescidos no mesmo ambiente tem pouca diferença de peso, e que os
pesos de crianças adotadas não se relacionam com os pesos de seus pais adotivos.
Sabe-se ainda que uma normalidade genética, na química do armazenamento
lipídico, pode causar a obesidade em algumas raças de roedores. Nestes, a gordura
é facilmente armazenada no tecido adiposo, e a quantidade de lipase aí formada é
muito diminuída, de maneira que a mobilização de grodura é muito baixa. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

Em pesquisas genéticas com animais, descobriu-se um produto protéico


extraído das células gordurosas de ratos obesos denominada de “leptina” ou
proteína “ob”, que quando injetada em outros animais promove a redução e posterior
manutenção do peso. Em estudos efetuados com ratos sem o componente genético
da obesidade,porém induzidos à obesidade por hiperalimentação, como acontece
nos homens, ao se injetar a proteína ob, houve perda de peso e de apetite, apesar
da oferta de alimentação rica em gordura. Parece que a proteína ob regula o peso e
depósito de grodura , através de efeitos no metabolismo e apetite .Entretanto,muito
há que se pesquisar antes da aplicação em seres humanos. (GUIRRO, GUIRRO,
2004)

3.2 Fatores emocionais

A contribuição dos fatores para a etiologia da obesidade varia conforme o


indivíduo. Sabe-se que muitos obesos ganharam grandes quantidades de peso após
situações de estresse, o que constrói, nesse caso, uma maneira de liberar a tensão.
É difícil descobrir se os fatores psicológicos causam a obesidade ou vice-versa.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

3.3 Fatores decorrentes do não-balanceamento energético

A obesidade resulta de um balanço energético positivo. Entretanto, nem todo


paciente obeso apresenta uma ingestão excessiva de calorias. O gasto de energia
no controle da obesidade é tão importante quanto a restrição alimentar. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

Baseando-se principalmente em experiências com animais inferiores ,vários


autores acreditam que superalimentar crianças, especialmente no início,e em menor
proporção durante os últimos anos da infância, pode dar origem à obesidade. A
inatividade física também merece certa consideração como fator de significância
etiológica no desenvolvimento da obesidade, especialmente durante a adolescência.
Para alguns atores,a inatividade física nos jovens obesos parece ser um fator mais
sério do que a superalimentação, pois normalmente precede a obesidade.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A única maneira eficaz de aumentar o gasto de energia é a mudança na


atividade física. É possível constatar que crianças e adolescentes obesos,nos
Estados Unidos, possuem como características uma ingestão calórica normal com
diminuição da atividade fpisica.A importância da obesidade infantil não está somente
nas conseqüêmcias traduzidas à criança, pois existe uma correlação estaticamente
significativa entre peso do adulto ou adolescente com o respectivo peso na infância.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

3.4 Fatores metabólicos

Indivíduos com insuficiência tireoidiana (hipotireoidismo) têm em geral


excesso de peso. Entretanto, estes indivíduos contribuem apenas com uma pequena
porcentagem no número total de obesos. Muitos adultos obesos apresentam níveis
sangüíneos elevados de glicose ou quantidades excessivas de insulina. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

A obtenção e a manutenção de um peso apropriado para a altura,sexo,idadee


atividade durante o período de vida de um indivíduo são importantes para evitar ou
retardar muitos dos problemas de saúde associados com a obesidade. Observou-se
que o diabetes melitus e a hipertenção arterial acorrem mais freqüentemente em
indivíduos obesos do que naqueles com um peso normal. Os obesos graves,
geralmente, correm riscos durante uma cirurgia devido às reações adversas da
anestesia, além de apresentarem vários problemas articulares. (GUIRRO, GUIRRO,
2004)

Um peso inadequado durante a infância e a adolescência parace estar


associado não só com problemas físicos, mas também com problemas de
desenvolvimento psicosociológico, sendo que o adulto obeso em nossa sociedade
enfrenta numerosas pressões sociais. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

O tecido adiposo é capaz de remover os ácidos graxos da circulação para a


síntese dos triglicerídeos e também manufaturá-los a partir da glicose. Deste modo,a
célula adiposa estoca, sintetiza e libera ácido graxo, dependendo das necessidades
do organismo. A velocidade de formação dos triglicerídeos na célula adiposa
depende, primariamente, do balanço energético do organismo, no momento em
questão. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Quando há excesso de ingestão calórica, este excesso é estocado na forma


de gorduras, seja esta ingestão feita na forma de gorduras, carboídratos ou
proteínas. Porém, se o consumo ou gasto energético excede a ingestão, a gordura
estocada auxilia este déficit. A velocidade na qual as células adiposas liberam
ácidos graxos para a circulação é inversamente proporcional à velocidade de
utilização dos carboidratos.Nos estados de jejum,diabete não controlado e nas
respostas ais hormônios,tais como somatotropina e epinefrina,o tecido adiposo
libera ácidos graxos em maior proporção. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A obesidade pode ser definida como sendo o aumento excessivo da


quantidade de gordura corporal. Entretanto, onde se deve traçar a linha entre o que
é considerado obeso e não obeso?

O conteúdo adiposo de um indivíduo, em geral, é avaliado em termos do


percentual de peso corporal representado por gordura, ou em relação à dimensão e
ao número de células adiposas individuais. Segundo alguns autores, a quantidade
de grodura corporal e o peso total do indivíduo não devem ultrapassar 20% para os
homens adultos e 30% para as mulheres adultas. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Recentemente o conceito de obesidade foi modificado e conseqüentemente


foram atualizados os métodos diagnósticos para identificar o indivíduo obeso na
população em geral. As tabelas de peso/altura utilizadas para o diagnósticos do
obeso têm sido desvalorizadas frente às metodologias modernas que incluem não
somente a relação peso/altura, mas também outras variáveis antropométricas que
analisam quantitativamente as diversas frações do peso corporal e que medem
separadamenteo peso das diferentes massas que compõem o corpo (a massa
muscular, o peso ósseo, a gordura corporal e a massa rsidual). (GUIRRO, GUIRRO,
2004)

São utilizadas várias técnicas para estudar a celularidade que consiste em


medir a dimensão e o número das células adiposas, os adipócitos. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

São utilizadas várias técnicas para estudar a celularidade adiposa. Uma


técnica consiste em aspirar pequenos fragmentos de tecido subcutâneo numa
seringa com uma agulha introduzida diretamente no depósito adiposo. Esses
fragmentos de tecido, costumam ser retirados da porção posterior do braço, da
região glútea, da região subescapular ou da porção inferior do abdome. A seguir o
tecido é tratado quimicamente ,de forma que as células possam ser isoladas e
contadas. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Varios estudos comparativos da celularidade adiposa em seres


humanos obesos e não obesos mostraram de maneira conclusiva que o acúmulo de
gorduras no indivíduo obeso adulto ocorre pelo armazenamento de grandes
quantidades de gordura nas células adiposas ja exostentes. A hiperplasia parace
estar associada à obesidade desenvolvida na infância ou adolescência.
Provavelmente a maior adiposidade seria uma combinação do grau de obesidade e
a idade no qual esta se apresenta. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Os estudos histológicos mostram que os indivíduos que desenvolveram


obesidade na infância ou adolescência apresentam hiperplasia do tecido adiposo;
em contrapartida, aqueles que a desenvolveram na idade adulta apresentam
hipertrofia do tecido adiposo. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

O tecido adiposo é um dos últimos a se desenvolverdurante a vida intra-


uterina. As células adiposas podem ser identificadas durante o terceiro ou quarto
mês de gestação. Tem-se postulado que a hiperplasia se estende o período da
trigésima semana de gestação até o primeiro ano de vida. Este fenômeno de
aumento do número de células se repitirá durante a puberdade. (GUIRRO, GUIRRO,
2004)

A importância do número de células adiposas na obesidade pode ser ilustrada


relacionando o conteúdo total em gordura tanto com a dimensão quanto com o
número de células. O processo em que as células adiposas aumentavam de volume
é denominado hipertrofia de adipócitos. Os adipócitos alcançam um limite biológico
superior antes do início da sua hiperplasia;esse limite é atingido quando a célula
adiposa contém cerca de 1 micrograma de lipídeo, sendo que no indivíduo não
obeso esse valor esta próximo de 0,5. Umavez alcançado este limite, o número de
células passa a constituir o fator-chave na determinação de qualquer aumento
adicional da obesidade. Mesmo que os adipócitos pudessem duplicar suas
dimensões, ainda assim não explicaria grande diferença no conteúdo total de
gordura dos indivíduos obesos em relação aos não obesos. Para comparação, um
indivíduo não obeso possui aproximadamente 25 a 30 bilhões de adipócitos,
enquanto que esse número, no indivíduo extremamente obeso, pode chegar a 260
bilhões. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Quando adultos reduzem suas dimensões corporais observa-se uma


diminuição no tamanho dos adipócitos sem qualquer mudança em seu número.
Foram analisados 19 indivíduos obesos, os quais reduziram seu peso corporal de
149 kg para 103 kgao termino do primeiro estagio da experimentação e de 103 kg
para 75 kg ao termino do experimento, alcançando o peso corporal normal . Foi
observado que o numero medio de adipócitos antes da redução ponderal era de
aproximadamente 75 bilhoes e se manteve essencialmente inalterado ate o término
do esperimento. Por outro lado , a dimensão dos adipócitos dimuniu de 0,9 pg/célula
para 0,6 pg/célula no primeiro estágio do experimento, evidenciando uma queda de
33% no conteudo dos adipócitos. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A adolescência , marcada por uma nova multiplicação de adipòcitos, é ainda


mais complicada quanto ao risco de desenvolvimento da obesidade. Nesta fase
somam-se as alterações emocionais do período de transição para a idade adulta, a
baixa auto-estima, o sedentarismo, lanches mal balanceados e em excesso, e a
enorme suscetibilidade à propaganda consumista. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

4 As conseqüências da obesidade

Cada vez mais aumenta o número de pessoas acima do peso. Com isso, há
um aumento também no risco de doenças relacionadas à obesidade.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que


mais de 115 milhões de pessoas sofram de problemas relacionados com a
obesidade nos países em desenvolvimento. No Brasil, a situação não é diferente.
Cerca de 40% da população está acima do peso.

4.1 Síndrome metabólica

A síndrome metabólica é o conjunto de três ou mais doenças associadas ao


excesso de peso ou obesidade. É mais freqüente em pessoas com excesso de
gordura na região abdominal, a chamada gordura visceral. Este tipo de gordura está
relacionado com a incidência maior de doenças.

As doenças ligadas à síndrome metabólica são hipertensão arterial,


resistência à insulina, colesterol elevado, redução do HDL (colesterol bom) e
aumento do LDL (colesterol ruim), triglicérides elevado e intolerância à glicose.

O tratamento para a síndrome metabólica é baseado em eliminação de peso,


prática de atividade física, e em certos casos é necessário o uso de medicamentos.
4.2 Hipertensão Arterial

A hipertensão arterial ocorre quando há um aumento da pressão, podendo


ocasionar vários problemas cardiovasculares. O risco de desenvolver a hipertensão
em pessoas acima do peso é muito maior do que em pessoas com peso adequado.
Porém, existem outros fatores que contribuem para que esta doença se desenvolva:
excesso no consumo de sódio, de álcool e sedentarismo.

O tratamento da hipertensão deve basear-se numa alimentação balanceada


nutricionalmente, contendo todos os nutrientes, prática de atividade física e evitar o
consumo de álcool, sal e sódio em excesso.

4.3 Diabetes

O diabetes é caracterizado pelo aumento de glicose no sangue por deficiência


de insulina ou por resistência à insulina. Existem dois tipos: tipo I (insulino-
dependente), geralmente adquirida por fatores genéticos e tipo II (não insulino-
dependente), comumente causada pela obesidade e outros fatores ambientais.

O tratamento deve ser baseado em alimentação específica, juntamente com


prática de atividade física e alguns casos o uso de medicamentos prescritos pelo
médico, como hipoglicemiantes orais ou insulina. A prevenção do diabetes tipo II
pode ser feira através da manutenção do peso ideal, prática de atividade física, não
fumar, controlar a pressão arterial e evitar medicamentos que possam agredir o
pâncreas, como cortisona e diuréticos.
4.4 Colesterol elevado

O colesterol total é composto pelas frações: HDL (colesterol bom) e LDL


(colesterol ruim) e triglicérides. Ele também é diagnosticado através do exame de
sangue, sendo normal até 200mg/dl.

Os níveis aumentados de colesterol total, e triglicérides podem acarretar em


entupimento de veias e artérias causando o infarto e derrame. Como prevenção
deve-se evitar gordura saturada, presente em produtos de origem animal, como
manteigas, leite integral e derivados, carnes gordas, pele de frango, frituras em geral
etc.
As fibras da alimentação e a prática de atividade física também contribuem
para a normalização dos índices de colesterol..

Para prevenir doenças e ter uma vida saudável basta ter uma alimentação
adequada e praticar atividade física, reduzindo assim o excesso de peso.

5 Como tratar a Obesidade

A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos


de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um estado de má
nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo
entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas
psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças
lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a
disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo
desenfreado da vida atual.

A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a


nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte
para a obesidade, pois filhos de pais obesos têm 80 a 90% de probabilidade de
serem obesos.

A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada


será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos
de vida aumenta o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a
causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais
de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar
sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois
manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.

5.1 Por que estamos tão gordos

Num tempo em que as formas esguias e os músculos esculpidos constituem


um avassalador padrão de beleza, o excesso de peso e a obesidade transformaram-
se na grande epidemia do planeta. Nos Estados Unidos, nada menos de 97 milhões
de pessoas (35% da população) estão acima do peso normal. E, destas, 39 milhões
(14% da população) pertencem à categoria dos obesos. O problema de forma
alguma se restringe aos países ricos.

Com todas as suas carências, o Brasil vai pelo mesmo caminho: 40% da
população (mais de 65 milhões de pessoas) estão com excesso de peso e 10% dos
adultos (cerca de 10 milhões) são obesos. A tendência é mais acentuada entre as
mulheres (12% a 13%) do que entre os homens (7% a 8%). E, por incrível que
pareça, cresce mais rapidamente nos segmentos de menor poder econômico.

O inimigo, desta vez, consiste num modelo de comportamento que pode ser
resumido em três palavras: sedentarismo, comilança e stress. Estamos vivendo a
era da globalização de um modo de vida baseado na inatividade corporal frente às
telas da TV e do computador, no consumo de alimentos industrializados, cada vez
mais gordurosos e açucarados, e num altíssimo grau de tensão psicológica.
5.2 A "mcdonaldização"

Em ritmo acelerado e escala planetária, as culinárias tradicionais vão


sendo atropeladas pelo fast-food. E bilhões de seres humanos estão migrando dos
carboidratos para as gorduras.

As conseqüências dessa alimentação engordurada podem não ser inocentes.


Artérias entupidas e diabetes são apenas algumas das possíveis conseqüências do
excesso de peso. Mas, independentemente das conseqüências, existe hoje uma
unanimidade entre os médicos para se considerar a própria obesidade como uma
doença. E o que é pior: uma doença crônica e incurável. Como a gordura precisa ser
estocada no organismo, todo obeso tem um aumento do número de células
adiposas (obesidade hiperplásica) ou um aumento do peso das células adiposas
(obesidade hipertrófica) ou uma combinação das duas coisas.

Esse é um dos fatores que faz com que, uma vez adquirida, a obesidade se
torne crônica. O indivíduo pode até emagrecer, mas vai ter que se cuidar pelo resto
da vida para não engordar de novo. É por isso também que, em longo prazo, os
regimes restritivos não resolvem. Com eles, a pessoa emagrece rapidamente. Mas
não consegue suportar, por muito tempo, as restrições impostas pelo regime. E volta
a engordar. É o chamado "efeito sanfona", o massacrante vai-e-vem do ponteiro da
balança.

5.3 O primeiro passo: levantar da poltrona e mexer o corpo

O sedentarismo é a causa mais importante do excesso de peso e da


obesidade. Por esse simples motivo, a atividade física tem que ser o primeiro item
de qualquer programa realista de tratamento da doença. A pessoa sedentária deve
começar reeducando-se em suas atividades cotidianas. Se ela mora em
apartamento, por exemplo, pode utilizar as escadas, em vez do elevador. Mesmo
isso, porém, deve ser feito gradativamente. A pessoa que mora no sétimo andar
pode subir apenas um lance de escada no primeiro dia e o restante de elevador. E ir
aumentando o esforço, dia após dia, até conseguir galgar todos os andares.

A partir daí, abre-se espaço para uma atividade física sistemática. Mas é
preciso que seja uma atividade aeróbica (caminhada, esteira, corrida, bicicleta,
hidroginástica, natação, remo, dança, ginástica aeróbica de baixo impacto etc.), com
elevação da freqüência cardíaca a até 75% de sua capacidade máxima.

Nessas condições, a primeira coisa que o organismo faz é lançar mão da


glicose, armazenada nos músculos sob a forma de glicogênio. Depois de
aproximadamente 30 minutos, quando o glicogênio se esgota, o organismo começa
a queimar gordura como fonte de energia.

As dietas restritivas devem ser evitadas. Até porque, exatamente pelo fato de
serem desbalanceadas, o organismo se defende espontaneamente delas, fazendo
com que, após um período de restrição, a pessoa coma muito mais. O que o
indivíduo precisa isto sim, é buscar uma mudança no estilo de vida, pois os fatores
comportamentais desempenham, de longe, o papel mais importante no
emagrecimento.

5.3.1 Segure a compulsão

• Faça um diário alimentar e anote tudo o que você come.

• Obedeça rigorosamente ao horário das refeições, comendo com intervalos de


4 a 5 horas.

• Jamais pule refeições.


• Quando, fora dos horários, surgir a vontade de comer, busque uma alternativa
(caminhada, exercícios físicos etc.) que reduza a ansiedade.

• Antes de cada refeição, planeje o que você vai comer e prepare


cuidadosamente a mesa e o prato.

• Preste a máxima atenção ao ato de comer. Não coma enquanto lê ou assiste


televisão.

• Mastigue bem e descanse o garfo entre cada bocada. Isso ajuda a controlar a
ansiedade. Mas é eficiente também porque existem dois mecanismos que
promovem a saciedade. Um, de natureza mecânica, atua rapidamente, com o
preenchimento do estômago. O outro, mais lento, depende da troca de
neurotransmissores no cérebro. Comendo devagar, a pessoa dá tempo para
que esse segundo mecanismo funcione.

• Jamais faça compras em supermercados de estômago vazio, para não encher


o carrinho com guloseimas.

• Não estoque comidas tentadoras (doces, sorvetes, salgadinhos) em casa.


Tenha sempre à mão opções saudáveis.

• Não vá a festas de estômago vazio. Se, chegando lá, você não resistir à
tentação de comer alguma coisa, escolha aquilo de que mais gosta e
dispense o resto.

• Da acupuntura à cirurgia de estômago.

Além da fórmula "atividade física + reeducação alimentar + psicoterapia”, há


uma vasta gama de tratamentos auxiliares, que vão desde a acupuntura até a
cirurgia. A acupuntura entra em cena porque o acúmulo de gorduras ocorre em
determinadas partes do corpo onde existe uma queda do metabolismo muscular.

A cirurgia - que não se confunde com a mera lipoaspiração e destina-se a


reduzir o volume do estômago - pode ser uma alternativa nos casos de obesidade
mórbida, quando o excesso de gordura coloca em sério risco a saúde da pessoa.

O estômago é inervado pelo nervo vago, que o conecta ao hipotálamo.


Quando a pessoa fica com o estômago dilatado de tanto comer e o hipotálamo ainda
produz uma sensação de fome, mesmo estando perfeitamente alimentada, a pessoa
continua comendo, até que o estômago se encha mais. O resultado é uma dilatação
ainda maior. Em tais casos, esse órgão, que foi drasticamente alterado pelo hábito
alimentar, talvez precise ser cirurgicamente refeito. Com o estômago diminuído, o
indivíduo passa a se satisfazer com menos comida.

5.4 Recomendações práticas para uma alimentação saudável

• Faça uma alimentação a mais variada possível!

• Tome sempre o pequeno-almoço!

• Inicie o seu dia com leite ou seus derivados, pão escuro ou cereais integrais e
fruta fresca!

• Evite estar mais de 3 horas e meia sem comer.

• Reduza o seu consumo total de gordura, em especial da gordura saturada,


diminua a quantidade de gordura usada para cozinhar e temperar, e o
consumo de alimentos com elevado teor de gordura.
• Não utilize gorduras que foram sobreaquecidas ou óleos queimados. Durante
o processamento culinário a altas temperaturas (ex. fritura), ocorre a
degradação da gordura e a formação de compostos cancerígenos, evite
cozinhar mais do que duas vezes com a mesma gordura.

• Privilegie sempre o consumo do azeite em relação às outras gorduras, tanto


para cozinhar, como para temperar os pratos.

• Aumente o seu consumo de hortaliças, frutas e legumes! Inicie sempre o


almoço e o jantar com uma sopa rica em hortaliças e legumes. Faça destes
alimentos um acompanhamento assíduo do seu prato. Como sobremesa
prefira a fruta. Nos intervalos entre as refeições, “engane” a fome comendo
uma peça de fruta e outro alimento (ex.: pão ou um iogurte...).

• Evite ingerir açúcar e produtos açucarados e não adicione açúcar ao leite, chá
ou café

• Consuma de preferência peixe e carnes magras (ex.: aves ou coelho).

• O peixe e as carnes brancas fornecem a mesma quantidade de proteína que


as carnes vermelhas (ex.: carne de vaca ou de outros mamíferos), com a
vantagem de terem menor quantidade de gordura.

• Diminua o consumo de sal!Reduza a quantidade que usa para a confecção


dos alimentos, opte por ervas aromáticas e especiarias. Não adicione sal fino
aos pratos já confeccionados e evite o consumo de alimentos muito salgados.

• Evite os fritos e prefira métodos de culinária simples, saudáveis e saborosos,


tais como: estufados, cozidos e grelhados! Nos alimentos grelhados não
consuma as partes queimadas.
• Beba água simples em abundância ao longo do dia! Chá e infusões sem
adição de açúcar é uma maneira saudável e saborosa de consumir água!
Evite os refrigerantes e bebidas artificiais de sumo de frutos, pois estas
bebidas são ricas em açúcar.

• Se consumir bebidas alcoólicas, faça-o com moderação! Mulheres grávidas,


crianças e jovens até aos 17 anos não devem consumir nenhuma porção de
álcool. Ref. CUPPARI, Lilian. 2008.

6 Atividade Física

6.1 O trabalho muscular

A contração muscular pode ser classificada em isotônica, quando a


movimento articular do segmento em questão, e isométrica, quando os segmentos
articulares não são mobilizados. A contração isotônica pode ainda ser dividida em:
concêntrica, quando a origem e a inserção muscular se aproximam, e excêntrica,
quando a origem e a inserção muscular se distanciam. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

A força muscular é desenvolvida ao longo do crescimento normal do


indivíduo, contemplando as necessidades cotidianas. Á medida que o músculo se
contrai e desenvolve tensão, ele exerce uma força. A quantidade de força produzida
depende de uma variedade de fatores biomêcânicos, fisiológicos e
neuromusculares. A capacidade de força de um músculo esta diretamente
relacionada á sua área de secção fisiológica (secção transversal de todas as fibras).
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Outro fator importante que afeta a capacidade do músculo em relação á sua


força é o recrutamento do número de unidades motoras durante o exercício, quando
o maior número de unidades motoras ativadas produz maior força muscular.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

O tipo de contração muscular também influi no rendimento da potência do


músculo, sendo a contração isotônica excêntrica a que produz o maior rendimento
de força. A contração isotônica concêntrica é a que produz a menor força, ficando a
contração isométrica em posição intermediária. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

6.2 O exercício localizado

O exercício localizado é considerado capaz de reduzir os depósitos de


gordura nas áreas exercitadas. A base subjacente para essa noção errônea é que,
ao exercitar uma área corporal específica, mais gordura será reduzida seletivamente
dessa área que se o exercício da mesma intensidade calórica fosse realizado por
um grupo de músculos diferentes. A promessa de redução circunscrita como o
exercício é interessante do ponto de vista estético, porém uma avaliação crítica não
apóia essa noção. O conhecimento atual acerca de suprimento de energia indica
que o exercício estimula a mobilização de ácidos graxos através de hormônios
carregados pelo sangue para agirem sobre os depósitos de gordura em todo o
organismo. As áreas de maior concentração de gorduras ou de atividade enzimática
provavelmente fornecem a maior quantidade dessa energia. (GUIRRO, GUIRRO,
2004)

Foram realizados vários experimentos na tentativa de esclarecer a real ação


do exercício circunscrito sobre os depósitos de gordura corporal. Em um deles,
foram realizadas biópsias no tecido adiposo das regiões glútea, abdominal e
subescapular antes e após de um período de treinamento progressivo de 27 dias
com exercícios abdominais. Os participantes do treinamento realizavam uma média
de 185 exercícios abdominais por dia, em comparação com um grupo que não se
exercitava. Após o treinamento, as células adiposas na região abdominal não se
tornavam muito menores que as células adiposas das regiões glútea e subescapular
que praticamente não foram exercitadas. Não havia alterações significativas nas
pregas cultâneas, nas circunferências, nem no conteúdo total de gordura.

6.3 A ação do exercício sobre os diferentes sistemas

Sistema cardiovascular: A redução no peso pode resultar na diminuição da


pressão arterial, concentrações mais baixas de triglicerídeos e colesterol
plasmáticos, bem como melhora geral da função cardiovascular. A hipertensão
mostrou-se levemente reduzida pelo exercício regular, bem como os níveis de
triglicerídeos plasmáticos de indivíduos obesos hiperglicêmicos. (GUIRRO,
GUIRRO, 2004)

A lipoproteína de alta densidade está negativamente correlacionada com


doenças cardiovasculares, uma vez que se acredita que ela possa absorver os
cristais de colesterol que estão começando a depositar nas paredes arteriais,
podendo transferir o colesterol de lipoproteínas de densidade intermediária e de
baixa densidade para ser devolvido ao fígado. Deste modo, o aumento de HDL
parece ter um efeito protetor contra as doenças cardíacas. Vários estudos mostram
que o nível de HDL colesterol aumenta após o exercício, enquanto os níveis da
lipoproteína de baixa densidade (LDL) e de muito baixa densidade (VLDL) podem
diminuir. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Sistema respiratório: Para os indivíduos muito obesos, cujas funções


respiratórias e cardiovasculares estão tão gravemente comprometidas que se
tornam dispnéicos até mesmo no exercício leve, a perda de peso pode ter de
preceder um programa de exercícios. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Sistema musculoesquelético: É bem conhecido o fato de os sistemas


musculoesqueléticos reagem e se desenvolvem em resposta a forças e sobrecargas
aplicadas sobre eles. Há um aumento do fluxo sangüíneo muscular devido ao
aumento nas demandas de oxigênio. A redistribuição do fluxo sangüíneo que ocorre
durante o exercício de forma que os músculos ativos recebam a maior proporção do
débito cardíaco resulta: da vasoconstrição reflexa das arteríolas que irrigam as áreas
inativas do corpo (órgãos viscerais); da vasodilatação reflexa das arteríolas que
irrigam os músculos ativos e da vasodilatação músculos ativos casada por aumento
da temperatura local, aumento da concentração do dióxido de carbono e dos níveis
de ácido lático. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Ocorre também a hipertrofia muscular e um aumento nas forças de


ruptura dos ossos, ligamentos e tendões. O exercício é indicado para melhorar a
função física, desenvolvendo o aumento da força muscular e da resistência à fadiga.
(GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Sistema metabólico: A taxa metabólica de repouso contribui com uma


grande porcentagem do gasto energético diário. O exercício pode facilitar a perda de
peso por aumentar a taxa metabólica, opondo-se à diminuição da taxa metabólica
que ocorre com a restrição energética. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Um efeito significativo do exercício regular prolongado e intenso é a


diminuição das concentrações plasmáticas de insulina, com a melhora da tolerância
à glicose. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

Esse efeito tem sido interpretado com uma sensibilidade aumentada à


insulina, sendo observado com ou sem redução da gordura corporal. Assim, o
exercício regular pode ser uma medida terapêutica adjunta aceitável para pacientes
obesos com sinais de insensibilidade à insulina. (GUIRRO, GUIRRO, 2004)

7 A estética na Obesidade

7.1 Massagem Clássica


A massagem e tida como um dos principiais recursos no tratamento da
obesidade, ou mesmo da gordura localizada. A eficácia da massagem sobre a
obesidade não e comprovada cientificamente, ao contrario, experimentos mostram
que ela não tem nenhuma ação sobre os depósitos de gordura e tão pouco aumenta
o metabolismo basal. Na obesidade a massagem e executada de forma mais
rigorosa, provocando o surgimento de equinoses e petequias, algumas vezes
acompanhada de dispositivos (rolos, ventosas etc.), que não apresentam nenhum
efeito comprovado sobre a mobilidade dos depósitos de gorduras. Este fato tem sido
comprovado há muito tempo por diversos autores bem como nos dias atuais, sendo
que esse conceito ainda não foi derrubado por estudos científicos confiáveis.

7.1.1 Os efeitos circulatórios

Na circulação sanguínea localizada há o deslocamento intermitente do liquido


nos vasos, aumento do fluxo e da troca de substância com as células tissulares.
Como evidência secundária, há aumento da irrigação sanguínea periférica, da
concentração de eritrócitos velocidade e da excreção renal da água.

Na circulação sanguínea ocorre também o chamado efeito reflexo, verificado


principalmente no deslizamento, proporcionando uma vaso dilatação capilar por
desencadeamento dos mecanismos vaso reflexos que intensificam a circulação,
melhorando as condições de trocas iônicas nos tecidos e por ação nervosa,
produzindo sedação. Esses efeitos estão relacionados à estimulação de terminações
sensoriais, que promovem uma resposta reflexa medida pela medula espinhal. A
massagem aumenta transitoriamente o fluxo superficial de sangue.

7.1.2 Os efeitos Neuromusculares


As manobras da massagem clássica apresentam efeitos benéficos pós-
exercícios por aumentar a circulação com eliminação mais rápida de substancia
residual melhoram a nutrição das miofibrilas e eliminam o liquido extra vascular,
possibilitando um aumento na excitabilidade e contratilidade.

7.1.3 Efeitos reflexos

Os efeitos reflexos podem ser explicados pelas ações da massagem nos


sistemas nervoso central, autonômicos e periférico. Encontradas foram aumento na
atividade simpática, aumento da pressão sanguínea sistólica, da freqüência
cardíaca, da atividade de glândulas sudoríparas, temperatura periférica da pele, da
temperatura corporal e diminuição da freqüência respiratória, do limiar elétrico
associados ao sistema neurológico, efeitos psicológico.

7.2 As Manobras Básicas da Massagem Clássica

7.2.1 Técnicas de effleurage ou deslizamento

O termo effleuragem vem da palavra francesa effleurer, que significa “tocar


leva”. Também chamada de “deslizamento”, essa é indiscutivelmente a mais natural
e instintiva de todas as técnicas de massagem. Como uma manobra básica, o
deslizamento é usado no começo de todas as rotinas de massagem e tem diversas
aplicações, mais talvez a mais importante seja inicial que propicia com o paciente.
Este, em sim mesmo, é um aspecto crucial de relacionamento entre esteticista e
paciente, um resultado positivo do tratamento de massagem com freqüência
depende da forma como o paciente recebe o toque.
7.2.2 Deslizamento superficial

O deslizamento superficial é comparável a acariciar suavemente um bichinho


de estimação. Com uma técnica de avaliação, ele ajuda no exame dos tecidos
superficiais em termos de calor, sensibilidade e elasticidade, edema e tônus
muscular. Ele ainda serve como uma abordagem confortável para “fazer contato”
com o pacientes e amenizar seu nível de estresse. A palpação da pele para detectar
mudanças sutis diminutas exige que as mãos estejam relaxadas, já que a tensão
reduz sua sensibilidade. A pressão aplicada não é nem muito leve nem
suficientemente pesada para fazer com que as mãos afundem nos tecidos. O
deslizamento superficial é extremamente eficaz na indução de relaxamento, o
processo envolve receptores nos tecidos superficiais que, quando estimulados pelo
toque, produzem uma resposta de relaxamento por meio do sistema nervoso
parassimpático. A circulação local e sistêmica também é melhorada com o
deslizamento superficial leve que tem efeito direto e mecânico sobre retorno venoso,
aumentando seu fluxo. Em termos de reflexos, ele tem um efeito tonificante sobre os
músculos voluntários das paredes arteriais.

7.2.3 Deslizamento profundo

As técnicas de deslizamento profundo com freqüência são preferíveis as


técnicas de deslizamento superficial, em geral, o paciente considera a pressão da
manobra tão relaxante, senão mais, que a exercida no deslizamento superficial. Em
termos de reflexos, a pressão profunda tem um efeito inibidor sobre os músculos e
seus nervos sensoriais (fusos musculares e receptores do complexo de Golgi). Os
impulsos nervosos que chegam da coluna aos terminais neuromusculares (junções
nervosas) também são inibidas pela pressão profunda e, como resultado, as
contrações são fracas e os músculos relaxam. A pressão forte é transmitida aos
tecidos mais profundos, melhorando, portanto, a circulação venosa e a drenagem
linfática nessas estruturas. Á medida que o conteúdo das veias é drenado, mais
espaço é criado para o fluxo sanguíneo arterial. O tecido muscular também se
beneficia do maior fluxo sanguíneo, que o supre do oxigênio e fluido plasmático.

Melhorar o retorno venoso facilita a remoção do acido láctico e de outros


produtos do metabolismo decorrente da atividade muscular, isso ajuda a relaxar os
músculos e a prepará-los, simultaneamente, para esportes físicos exaustivos. As
manobras profunda de massagem tem um efeitos de alongamento sobre a fáscia
superficial e reduzem as formulações nodulares ( áreas endurecidas ) e a
congestão. Como em todos os outros movimentos, a massagem profunda deve ser
realizada apenas ate serem atingidos os níveis de tolerância de quem recebe. Uma
leve sensação de pressão ou dor inicial é sentida, com freqüência, nos tecidos
superficiais, isto geralmente se reduz de forma gradual durante o tratamento. Se a
dor for exacerbada com as manobras profundas, estas devem ser interrompidas
nessa região.

7.2.4 Amassamento

É a mobilização do tecido muscular. O músculo sofre compressões alteradas no


sentido da disposição de suas fibras. A pressão exercida é intermitente, deve-se
evitar o pinçamento da pele e dos tecidos superficiais. O seu principal efeito é
mecânico, melhorando as condições circulatórias da musculatura, liberando as
aderências, eliminando os resíduos metabólicos e aumentando a sua nutrição.

7.2.5 Compressão

As manobras de compressão também são chamadas de manipulação do


tecido mole. Este é um uso um pouco inadequado do termo, porque todos os
movimentos de massagem podem ser considerados de manipulação dos tecidos.
Existe uma distinção, contudo, já que algumas técnicas de compressão,
especialmente o amassamento, as vezes são realizados sem nenhuma lubrificação
também esta envolvido. Tanto o amassamento quanto a compressão –as manobras
primárias- deslocam e contorcem os tecidos, erguendo- os ou pressionando-os
contra as estruturas subjacentes. Ref. MEYER, Sophie; 2010.

Compressão gera pressão, que é transmitida as estruturas subjacentes.


Portanto, podem afetar os tecidos tanto profundos quantos superficiais. Existem
vários métodos de compressão que são compressão com a palma das mãos e os
dedos, compressão com os dedos e o polegar, compressão com as eminências
tênar/ hipotênar e compressão com os dedos.

7.2.6 Percussão

O termo comum utilizado para técnicas do tipo percussão é tapotagem,


palavra oriunda do Frances tapótement, que significa “pancadinhas leves”. Outros
termos e técnicas incluem a percussão, a punho – percussão e o dedilhamento.
Esses movimentos têm um efeito hiperêmico (produzem aumento na circulação
local) na pele. Eles também estimulam os terminais nervosos, o que resulta em
pequenas contrações musculares e em aumento generalizados do tônus. Como
regra geral, a maioria dos pacientes considera movimento de percussão muito
revigorante, embora alguns os considerem relaxantes. Ref. MEYER, Sophie; 2010.

É possível que as manobras percussivas continuadas por um longo tempo


causem fadiga aos receptores nervosos e tornem-se contra produtivas. Além disso,
os músculos já fracos podem apenas contrair-se por curtos períodos de cada vez e,
portanto, não devem ser sujeitos a um tratamento longo, assim como um corredor
novato não pode participar de uma maratona. Por essa razão, a duração de cada
sessão deve ser compatível ao estado dos músculos.
7.2.7 Fricção

As técnicas de fricção são executadas nos tecidos tanto superficiais quanto


no profundo. Usando a ponta dos dedos ou o polegar, e na maioria dos casos
apenas uma mão, os tecidos mais superficiais são mobilizados sobre as estruturas
subjacentes. A técnica é aplicada com muito pouco movimento dos dedos e, para
isso, a lubrificação deve ser mínima. A manobra de fricção pode ser efetuada em
diversas direções: circular, transversal (entre as fibras) ou em uma linha reta ao
longo das fibras, embora as duas últimas sejam geralmente os métodos preferidos.
Embora nem sempre aplicável, um ritmo pode ser incorporado ao movimento pela
coordenação entre a ação do corpo e a das mãos. A pressão é exercida pela
descarga do peso do corpo, por meio de uma inclinação para frente para aplicar à
pressão e um retorno a posição inicial para reduz-la. A pressão com fricção profunda
pode levar a fadiga dos músculos involuntários, como os das arteríolas, mas essa
situação temporária precisa ser tolerada para que o tratamento seja realizado de
modo eficaz.

7.2.8 Vibração e agitação

Para manobra de vibração, os dedos geralmente são muito mantidos abertos


e estendidos, mais também podem ficar juntos uns dos outros. A ponta dos dedos é
usada para agarrar a pele e os tecidos superficiais com delicadeza. Nessa posição,
uma pressão intermitente é aplicada com toda a mão, sem suspender o contado da
ponta dos dedos com a pele. A pressão é baixa e aplicada muito rapidamente, para
criar movimentos de vibração fina. Essa técnica diferencia-se dos movimentos de
percussão por não causar uma contração reflexa dos músculos esqueléticos,
embora afete os músculos involuntários.

A agitação é simular a vibração, porém mais pronunciada. É usada uma mão,


que repousa sobre o músculo e tecido de modo similar ao do movimento de
deslizamento, com os dedos muito unidos. Entretanto, quando executado em áreas
como o abdome, o movimento é aplicado com os dedos abertos. A ação de agitação
é realizada de lado a lado sem nenhum deslizamento da mão, criando uma vibração
que chega aos tecidos superficiais e profundos. Ela também produz efeito sobre os
órgãos viscerais. Além de ser administrada como uma técnica de massagem e,
portanto, ser digna de participa da rotina da massagem, a vibração é obtida de forma
muito eficiente com os dispositivos elétricos atuais. Em algumas regiões, a agitação
é inevitavelmente combinada a um movimento de vibração. Ref. MEYER, Sophie;
2010.

7.2.9 Efeitos Gerais

Além do relaxamento e do apoio emocial que oferece, a massagem


terapêutica é benéfica devido a sua influencia sobre diversos processos orgânicos.
Essas conseqüências ou efeitos são considerados mecânicos, neurais, químicos e
fisiológicos ou simplesmente mecânicos e reflexos. Todos esses efeitos são
relevantes e, na verdade, estão inter-relacionados, uns com os outros e com fatores
emocionais subjacentes.

O efeito mecânico refere-se z influencias direta que a massagem exerce


sobre os tecidos moles que estão sendo manipulados. Entretanto, é difícil atribuir a
uma manobra de massagem um efeito que seja puramente mecânico, porque ate
mesmo o simples contato com a pele do paciente estabelece uma resposta tipo
reflexo beiral. Uma interação psicologênica / enérgica provavelmente também ocorre
entre o paciente e o terapeuta como resultado desse contato. Contudo, para fins de
classificação, precisamos apresentar algumas técnicas como predominantemente
mecânicas, com um efeito físico direto, o alongamento e o relaxamento dos
músculos sai exemplos. A melhora o fluxo sangue e linfa, bom como o movimento
para frente dos conteúdos intestinais, representa outra ação mecânica. Ref. MEYER,
Sophie; 2010.
O efeito reflexo da massagem ocorre de modo indireto. Os mecanismos
neurais são influenciados pela ação manual sobre tecidos, e a massagem é uma
forma de intervenção. O processo centra- se no inter-relacionamento dos sistemas
nervoso periférico (cutâneo) e central, seus padrões reflexos e múltiplos trajetos. O
sistema nervoso autônomo e o controle neuroendócrino também estão envolvidos. O
efeito reflexo da massagem é, talvez, mais importante que sua ação mecânica. A
comprovação dos efeitos emerge de deferentes fontes, sendo a mais freqüente a
oferecer pela pratica dos profissionais, cujas deduções em geral se apóiam em suas
próprias observações clinicas e nas respostas subjetivas dos pacientes. Dados
sobre efeitos também fica disponíveis a partir de experimentos realizados em
condições laboratoriais. Os resultados e as asserções provenientes das diferentes
fontes podem diferir e na verdade, constituem um tema de debates entusiasmados
entre profissionais, autores e pesquisadores, as opiniões sobre os possíveis efeitos
da massagem são inevitavelmente divergentes quando certos fatores não-
mensurais são levados em consideração, como, por exemplo, a conexão entre
mente, corpo e alma, ou as energias curativas sutis e a interação entre pacientes e
terapeuta.

Indicação da massagem clássica:

• Dores
• Edema e hematomas
• Tensão muscular
• Cicatrizes aderentes
• Diminuição da amplitude de movimentos

Contra- indicação:

• Tumores benignos e malignos


• Doenças de pele
• Gravidez
• Processos infecciosos
• Distúrbios circulatórios.

8 Massagem Modeladora

A massagem modeladora é aplicada em partes do corpo onde existe acumulo


de gordura. As manobras são vigorosas, rápidas e insistentes. Devera ser
acompanhada de um produto lipolítico. Só a massagem sem a ajuda de um produto
não reduz.

Com esta técnica, provocamos hiperemia (vasodilatação), que ajuda na


penetração do produto que vai promover a lopólise.

Essa técnica de massagem consegue atingir as camadas de tecido com o


maior nível de concentração de gordura como, por exemplo: a barriga, pernas,
braços e cintura. A massagem modeladora, é realizada com acompanhamento de
cremes específicos que auxiliam na redução de medidas, combate a gordura,
celulite e a flacidez.

8.1 Objetivo

O principal objetivo da massagem modeladora é atuar sobre a gordura


localizada e melhorar a circulação sanguínea. O especialista nessa técnica
massagem executa movimentos específicos para atenuar a celulite e melhorar a
elasticidade da pele.

A massagem modeladora pode proporcionar outros benefícios como o


aumento da circulação sanguínea ajudando a relaxar músculos e o alivio das
tensões causadas pelo estresse do dia-a-dia.
A massagista realiza a massagem modeladora com objetivo agilizar o
processo de eliminação daquela gordura indesejada que está concentrada nas
coxas, braços e abdômen, através da corrente sanguínea, e posteriormente será
eliminada pelo corpo através da urina ou fezes. A seqüência de movimentos com as
mãos, ajuda no processo de transporte e posterior eliminação das toxinas e
impurezas.

Para atingir a camada mais profunda onde está armazenada a gordura, a


força executada nos movimentos de pressão, amassamento e deslizamento é maior,
dessa maneira o massagista consegue "quebrar" as cadeias de gordura que
posteriormente são eliminadas através da corrente sanguínea além de melhorar a
oxigenação dos tecidos.

9 Bandagem

A bandagem no tratamento estético auxilia na redução de medidas. São


utilizadas faixas elásticas ou inelásticas favorecendo o fluxo linfático.

As bandagens podem ser quentes ou frias. As duas técnicas possuem a


mesma finalidade, ou seja, redução de medidas. A bandagem fria possui uma
capacidade melhor de tratar a flacidez devido à tonificação da pele.

A técnica é utilizada com cosméticos que auxiliarão na redução das medidas.


A aplicação da bandagem fria é utilizada um gel crioterápico; já a bandagem quente,
utiliza-se de sais associando a manta térmica.

O processo de alteração da temperatura da pele, através das técnicas


mencionadas acima, possui como princípio a termogênese. Isso ocorre quando o
hipotálamo (regulador de temperatura) tenta manter um equilíbrio térmico do
organismo.
Durante a termoterapia (calor) a temperatura externa está elevada, já que o
organismo não consegue baixar a temperatura externa, só resta elevar a
temperatura interna.

É necessário produzir calor internamente, esse calor virá das nossas reservas
orgânicas, na transformação de gordura em calor, ocasionando assim a queima de
gordura e conseqüentemente a redução de medidas.

Durante a crioterapia, a temperatura externa está diminuída, logo o organismo


terá que captar energia para manter a temperatura interna evitando a hipotermia.

9.1 Bandagem Quente e Fria

As duas técnicas promovem a lipólise, isto é, quebra da célula de gordura


(adipócito). Após esta quebra ocorre a produção de energia e liberação de ácido
graxo e glicerol. Esta energia liberada neste processo é a utilizada para alcançar a
homeostase (estado de equilíbrio) do corpo, tanto no calor e no frio.

A bandagem quente até 20 minutos só promove a sudorese, o ideal é


permanecer por 40 minutos para ocorrer o processo de lipólise. Com a utilização da
manta térmica que levará sudorese do corpo, não é necessário umidificar a
bandagem durante o processo.

A bandagem fria deve ser sempre mantida úmida para não interromper o
processo de resfriamento. Sempre borrifar o local com água fria para não deixar
secar as faixas. O tratamento deve ser mantido por 30 minutos.

Indicações: FEG, lipodistrofia localizada, flacidez. Ref. GUIRRO, Eliane;


GUIRRO, Rinaldo. 2004.
Contra - indicações: Gestantes, hipertensão não tratada, febre, lactantes,
lesões na pele. Ref. GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo. 2004.

10 Crioterapia

É um tratamento indicado para flacidez e gordura localizada e foi criado na


França e consiste, basicamente, na aplicação de um produto crioterapico (liquido ou
gel), no local onde quer redução de gordura. Consistem resfriar o local para que haja
vasoconstrição e redução de temperatura.

Produz localmente uma reação termo dinâmica, provocada pela combustão


dos lipídios (sejam os que circulam ou os que estão depositados nos licidos). Ao
aplicar diretamente o frio a pele os vasos cutâneos se contraem cada vez mais, até
chegarem a marama vaso constrição (determinada pela evaporação do produto),
provocando a redução de temperatura máxima do corpo (36,5 a 30ºc). Esta
diminuição acarreta uma reação defensiva no local (termogênica) dada pela
vasodilatação profunda (compensadora da vasodilataçao periférica), provocando,
assim aceleração do metabolismo local.

10.1 Conceito

Vasodilatação Profunda => Conseqüência do que ocorre superficialmente,


pois tende através da dilatação dos vasos mais calibrosos, a compensar a baixa
temperatura dos tecidos, para manter a homeostase (equilíbrio) corporal. Ref.
GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo. 2004.
Vasoconstriçao Periférica => Efeito direto do sub o termo de receptores
cutâneos que, assimilando a queda da temperatura levarão dos vasos uma
informação para evitar a perda de calor o que representá-ra prejuízo para ato
celular. A energia utilizando pelo nosso organismo em gordura parte é, oriunda de
degradação da glicose. Ref. GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo. 2004.

Nessa tentativa de compensar o diferencial calórico, é utilizando o nível de


glicose plasmática (obviamente não em sua totalidade), e quando os níveis
estiverem em queda, os mecanismos de regulação endócrina da glicemia se
encarregarão de mobilizar as reservas calóricas (gorduras). A crioterapia só pode
ser utilizada em dias alternados. Desta forma, deve-se fazê-la apenas em duas a
três vezes por semana. São necessárias no mínimo 10 sessões para observar
resultados. Ref. GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo. 2004.

Contra - indicações: Pressão alta descompensada, diabetes, gravidez,


patologias da pele no local da aplicação, logo após as refeições, processo
inflamatório, região dos rins, articulações, pulmões, mamas, asma e bronquite, na
intolerância ao frio, problemas renais de qualquer espécie, e durante o período
menstrual.

11 Drenagem Linfática

A drenagem linfática possui diversas aplicações no campo da beleza. É um


método fisioterapêutico de massagem altamente especializado, feito com pressões
suaves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o trajeto do sistema, linfático.
Tem por objetivo aprimorar algumas de suas funções, trazendo vários benefícios,
como redução de edemas linfáticos, inchaço pós-operatório, lipedenas, celulites,
retenção hídrica, acne, entre outros problemas. Ao mesmo tempo proporciona
regeneração e a defesa dos tecidos, aumentando a diurese e a eliminação de
toxinas, desenvolvendo o equilíbrio do organismo.
Melhora as funções essenciais do sistema circulatório linfático mediante
manobras precisas que acompanham os trajetos linfáticos, não sendo necessária a
compressão dos músculos. A principal finalidade é mobilizar a corrente de líquidos
que esta dentro dos vasos linfáticos. Essa pressão leve e intermitente deve ser
realizada de forma rítmica e seguir sempre o sentido fisiológico da drenagem da
linfa. O método pode ser realizado por médicos, fisioterapeutas, terapeutas e
esteticistas, daí a grande importância do conhecimento desse trajeto pelos
profissionais para o sucesso do tratamento. Do contrario, nada feito. Ou melhor, o
efeito pode ser contrario como o agravamento do problema.

11.1 Resultados Estéticos

A grande maioria dos profissionais utiliza a drenagem linfática como


coadjuvantes no tratamento de celulite, envelhecimento e edema da pele, em rugas
ou bolsas que formam papadas, pernas pesadas e nos quadris. Pode ser utilizadas
também no combate as estresse e ao cansaço em geral.

Indicações e Contra- indicações: As manobras são indicadas na prevenção


e/ou tratamento:

• Edema;
• Linfedemas;
• Queimaduras;
• Fibro edema gelóide;
• Enxertos;
• Acne;
• Entre outros.

São contra- indicação na presença de:


• Processo infeccioso;
• Neoplasia;
• Trombose venosa profunda;
• Erisipela;
• Entre outras

12 Bambuterapia

A técnica da massagem feita com bambus é originária da França. A


massagem é feita com bambus de diferentes tamanhos e, além de relaxar ou de
despertar a energia, ainda promove a drenagem linfática, a tonificação e a
modelagem dos tecidos.

A técnica da massagem com bambu funciona da seguinte forma: as varas de


bambu agem como se fossem o prolongamento dos dedos, e, por isso, dá a
possibilidade de alcançar todas as regiões do corpo. Adaptam-se aos contornos
corporais, promovendo uma modelagem eficaz e um relaxamento profundo, pois
alivia tensões A Bambuterapia é uma técnica que está sendo muito procurada pelas
mulheres que querem perder medidas, relaxar e delinear o corpo. Sendo mais eficaz
que a drenagem linfática, o diferencial desse método é a utilização de pedaços de
bambus, ao invés das mãos, que intensificam ainda mais a eliminação de tecido
adiposo em todas as partes do corpo.

As sessões duram em média 50 minutos e podem ser feitas até 2 vezes por
semana variando de acordo com expectativas em relação ao tempo para as
transformações. Idealizada através de manobras com o bambu, de diferentes
tamanhos, que variam de acordo com a parte do corpo; a massagem relaxa - reduz
tensão e desperta a energia - deixa a pele flexível e promove uma drenagem
linfática. A estimulação das glândulas também proporciona um efeito drenante e
redutor de gordura localizada, auxiliando na diminuição da celulite.
A massagem é revigorante e pode até parecer um exercício de musculação.
Nas partes onde tem maior quantidade de gordura, pressão e velocidade com que a
fisioterapeuta massageia é bem maior e a sensação é como se você estivesse
exercitando a área. As varas de bambu agem como se fossem o prolongamento dos
dedos, e, por isso, possibilitam alcançar todas as regiões.

A técnica também colabora como conduta terapêutica para os tratamentos de


flacidez e gordura localizada. Melhora a oxigenação, nutrição, promove
aquecimento, vasodilatação, limpeza cutânea, renovação celular, desintoxicação,
drenagem venosa, circulação arterial, libera aderências, induz ao relaxamento,
renovação celular, estimula a diurese, sudorese, tonificação muscular e melhoria da
permeabilidade dos ativos musculares.

A massagem associa técnicas de massagens como shiatsu (trabalhando


pontos de acupuntura), isometria e drenagem linfática. Podem ser aplicada em todo
o corpo inclusive face e cabeça. Apresentam propriedades modeladoras, drenantes,
tonificantes, relaxantes e energéticas.

Antes de iniciar o tratamento é necessária a análise da ficha de anaminise


que o bambu apresenta as mesmas contra indicações da Massagem Modeladora,
Relaxante e da Drenagem Linfática.

O ideal é aplicá-la uma vez por semana associada a cosméticos específicos


ao tipo de pele que estamos trabalhando.

As opiniões variam muito e novas espécies e variedades são acrescentadas


ano a ano, mas calcula-se que existam cerca de 1250 espécies no mundo,
espalhadas entre noventa gêneros, presentes de forma nativa em todos os
continentes menos na Europa. Habitam uma alta gama de condições climáticas
(zonas tropicais e temperadas) e topográficas (do nível do mar até acima de 4.000
metros). Ref. MEYER, Sophie; 2010.
No princípio o bambu era considerado uma planta sagrada. Os chineses o
utilizavam apenas em cerimônias de nascimento, morte, casamento e iniciação de
magos. Acreditava-se que o espaço vazio entre um nó e outro era tão puro, que os
anjos ao virem à terra, ali se hospedavam. A partir de 684 a.C, o bambu se tornou
fonte de muitas aplicações. Dele, os asiáticos obtêm alimento, vestuário, moradia e
medicamentos. O bambu é pouco exigente com relação ao solo e ao clima.
Desenvolve-se melhor em solos arenosos e leves, de boa drenagem, profundo e de
nível médio de fertilidade. Cresce tanto em regiões tropicais e ao nível do mar como
em altitudes de aproximadamente 1.300 metros..

Podemos destacar entre seus diversos benefícios o baixo custo, leveza,


possibilidade de curvatura, superfície lisa, coloração atrativa, resistência à tração
comparável à do aço, resistência à compressão superior a do concreto, grande rigor
estético e excelentes resultados na fabricação de móveis, estruturas, tubulações,
drenos e habitações e, agora, como acessório para realização de massagens
terapêuticas e estéticas. Ref. MEYER, Sophie; 2010.

O bambu é uma planta muito resistente, podendo se recuperar de um ano ou


uma estação ruim. Após a destruição de Hiroshima pelas armas atômicas os
bambus resistiram, e foram as primeiras plantas a aparecer no árido cenário pós-
guerra.

A estrutura do bambu consiste no sistema subterrâneo de rizomas, os colmos


e os galhos. Todas estas partes são formadas do mesmo princípio: uma série
alternada de nós e entrenós. Com o crescimento do bambu, cada novo interno é
envolvido por uma folha caulinar protetora, fixada ao nó anterior no anel caulinar. Os
nós são massivos pedaços de tecido, compreendendo o anel nodular, o anel da
bainha e geralmente uma gema dormente. Estas gemas são o local de emergência
do novo crescimento segmentado (rizoma, colmo ou galho). O Bambu deve estar
liso e preparado para sua aplicação na pele do cliente.
13 Acupuntura

Qi é um conceito básico da medicina chinesa: não tem equivalente direto com


a medicina ocidental. É freqüentemente traduzido como a “energia vital” e está
presente em todo o corpo. Manifesta-se na pele, nos órgãos e permeia todo o tecido
vivo. Acumula-se nos órgãos e flui principalmente nos canais de Energia ou
“meridianos”. Esse sistema circulatório concebido para Qi é distinto dos sistemas
vasculares ou nervosos do corpo. A Medicina Tradicional Chinesa afirma que a
acupuntura pode influenciar o fluxo de Qi dentro dos meridianos e alterar o equilíbrio
de Qi dentro dos órgãos. (MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD, 2001)

13.1 Yin e Yang

A teoria fundamental de yin e Yan não são muito difíceis de ser assimilada, de
acordo com as teorias básicas de eletricidade. É fácil visualizar todos os aspectos do
corpo e, na verdade, o universo, como positivo ou negativo. Quando vemos que os
teóricos chineses ensinam que essas coisas nunca são verdadeiramente Yin ou
Yang, mas sempre contêm uma pequena quantidade da característica oposta, então
se torna ainda mais fácil: por exemplo, o dia seria considerado de caráter Yang,
enquanto a noite seria Yin – entretanto, a noite está sempre no processo de se
tornar dia ou vice-versa. A MTC acredita que esse delicado equilíbrio pode ser
afetado pelo tratamento da acupuntura e, mais especificamente, pela técnica.
(MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD, 2001)

Segundo a medicina tradicional chinesa, o tratamento com acupuntura devolve a


saúde e a qualidade de vida e também possui resultados mais imediatos nos
tratamentos para dor, mas é indicado no tratamento de centenas de estados físicos
e mentais. (MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD, 2001)
Acupuntura tradicional se baseia na boa circulação ou energia vital que
garante a homeostase ou harmonia da energia dos meridianos.

Temos diversos meridianos de energia: meridiano do pulmão, intestino grosso,


meridiano do estômago, meridiano do baço, meridiano do coração, meridiano do
intestino delgado, meridiano do fígado, e meridiano da vesícula biliar. (MAUREEN,
MONKONE, HOPWOOD, 2001)

As agulhas de acupuntura são finas e de aço inoxidável, são agulhas descartáveis e


são utilizados diversos tipos e tamanhos de agulhas. E são muito mais finas do que
as agulhas de injeções, elas podem provocar choques, calor, formigamento, ou
contrações e são os efeitos esperados da boa manipulação das agulhas.
(MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD, 2001)

A moxa, ou Artemísia é um material utilizado para gerar calor em certos


pontos de acupuntura, podendo ser usado sobre a agulha. (MAUREEN, MONKONE,
HOPWOOD, 2001)

Acupuntura pode ser feita também com eletro-estimulação dos pontos,


chamado eletro- acupuntura. Artigos recentes demonstram cada vez mais resultados
nos tratamentos com a utilização desses materiais e suas técnicas. (MAUREEN,
MONKONE, HOPWOOD, 2001)

13.2 Vantagens e Desvantagens

Vantagens: Inúmeras possibilidades de Aplicação, Diminuição do uso de


Medicamento, Segurança no tratamento, Método auxiliar de diagnóstico.
(MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD, 2001)

Desvantagem: intolerância a agulha. (MAUREEN, MONKONE, HOPWOOD,


2001)
13.3 Tratamentos com Acupuntura

Doenças Ósteo-musculares: cervicalgia, lombalgia, nervo ciático,


fibromialgia, hérnia de disco, bursites, tendinites, artrites. (MAUREEN, MONKONE,
HOPWOOD, 2001)

Doenças neurológicas: AVC, paralisia facial, nervo trigêmeo. (MAUREEN,


MONKONE, HOPWOOD, 2001)

13.4 Mecanismos de Ação da Acupuntura

• Altera a circulação sangüínea


• Promove a liberação de hormônios
• Aumenta a resistência corpórea
• Regula e normaliza as funções orgânicas
• Promove o metabolismo
15 PROTOCOLO

Inicia-se com uma gomagem corporal, com um esfoliante um pouco mais


abrasivo para a retirada das células mortas (para facilitar a penetração do ativo).

Bandagem feita com argila verde com sais marinhos e óleo essencial de
gengibre e de canela (três gotas de cada). Deixar por 40 minutos em manta térmica.

Após a retirada das bandagens aplicar a massagem modeladora em todo o


corpo da cliente. O creme contem ativos de cafeína e sente lha asiática e causarão
ipiremia.

Observações; este protocolo só será realizado em pessoas que não tenham


contra-indicações; como pressão alta descompensada, diabetes, neoplasia,
gravidez, problemas cardíacos e respiratórios (graves).
16 CONCLUSÃO

Através da pesquisa realizada para este trabalho acadêmico, concluímos que


a obesidade é uma patologia que só pode ser tratada com a reeducação alimentar,
com a prática de exercícios ou atividades físicas regulamentares, tudo isto com o
devido acompanhamento profissional.

A estética é uma aliada no processo de tratamento da obesidade, pois com o


correto protocolo, a pessoa terá resultados de forma mais rápida, aumentando sua
auto – estima e auxiliando na sua recuperação, pois através disto ela terá sempre
um estímulo para tentar obter mais resultados e maiores melhorias em seu corpo.
17 REFERENCIAS

GUIRRO, Eliane; GUIRRO, Rinaldo.Fisioterapia Dermato-funcional. 3ªEdição


Revisada e Ampliada. Ed. Manole, 2004

LACRIMANTE, Ligia marine. Recursos e Patologias. Curso didático de estética


vol.1. São Caetano do sul-SP. Yendis Editora, 2008.

MAUREEN, Loversei; MONKONE, Sara; HOPWOOD, Val. Acupuntura e Técnicas


Relacionadas à Fisioterapia, 2001

MEYER, Sophie; Técnicas de massagem aprimorando a arte do toque. Barueri,


SP. Manole, 2010.

CUPPARI, Lilian; Nutrição: Nutrição Clínica no adulto. 2ª Edição. Manole, 2005.