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Frei Luís de Sousa - RESUMO

Frei Luís de Sousa - RESUMO

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Frei Luís de Sousa

A Estrutura Externa
A peça é constituída por três actos. Cada acto é constituído por um número aproximado de cenas. Assim: O primeiro acto apresenta doze cenas O segundo acto é constituído por quinze cenas O terceiro acto apresenta doze cenas, tal como o primeiro

O facto de o segundo acto ser constituído por maior número de cenas prende com apropria especificidade e -se estrutura textual, pois é no segundo acto que se situa o clímax, ao nível do conflito, ou seja, é nesse momento que surge o grau mais elevado da tensão dramática. Este momento corresponde à chegada identificação do Romeiro que, apontando para o seu retrato, responde com o pronome indefinido ninguém , à pergunta de Frei Jorge: Romeiro, quem és tu? , o que fecha o segundo acto. A regularidade do número de cenas, ao nível da estrutura externa, evidência uma relação intrínseca com o paralelismo estrutural que existe na construção de cada acto, ao nível da estrutura interna (cf. A acção), e constitui um dos factores que traduzem, neste âmbito, a unidade de acção.

A Acção
A acção da obra é desenvolvida de acordo com o esquema estrutural que se repete em cada acto. Assim, encontramos três fases distintas no desenrolar de cada acto: Um momento de exposição em que são apresentados, através das falas das personagens, os acontecimentos passados que motivam a situação em que as mesmas se encontram Um momento de conflito em que assistimos ao desenvolvimento da acção propriamente dita, através das vivências das personagens O desenlace, o desfecho, originado pelos dois momentos anteriores

Podemos, a partir do resumo que se segue e que sintetiza a acção da peça, perceber que esta se estrutura de modo a funcionar como a realização dos receios mais íntimos de D. Madalena, ou seja, a hipótese de que D. João de Portugal, seu antigo marido, pudesse regressar, o que destruiria a sua felicidade, tornaria nulo o seu casamento com Manuel de Sousa Coutinho e ilegítima a filha. Dessa união, Maria.

baseado numa carta escrita por D. D. D. desaparecera na Batalha de Alcácer Quibir. na madrugada do dia da batalha. João de Portugal e. pelo menos. numa perspectiva de raciocínio lógico. quando ela tinha apenas dezassete anos. D. que excite a sua imaginação e que possa sustentar a sua crença sebastianista. Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho nascera uma filha. pois a hipótese de regresso do rei. também . D. João poderia significar para Maria e que não lhe diga nada ou não lhe proporcione qualquer leitura. A acção. uma reflexão a propósito do canto III da obra Os Lusíadas. Ainda no primeiro acto. ameaçado pelo domínio filipino) agrava igualmente os receios de D. João. depois.os governadores (por Filipe de Castela) desejam deixar a cidade. que contava treze anos de vida. e entregue a Frei Jorge. João de Portugal. que não cria na morte de D. devido à peste que ainda se faz sentir na capital. pois em Lisboa ainda há peste Frei Jorge traz noticias de Lisboa . que é débil D. Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho . Madalena em relação à possibilidade de regresso do seu primeiro marido ( de cuja morte nunca teve confirmação ). Estes pressentimentos são agravados pelos agouros de Telmo que. D. Madalena pede a Telmo que tenha consciência do que o regresso de D. facto que a preocupa. neste mundo. Madalena casara. associava-se à hipótese de regresso de D. Madalena. Sebastião. mais propriamente a casa de D. Após sete anos. João. Maria de Noronha. ainda que conhecendo a desaprovação de Telmo. Da união de D. numa manhã de nevoeiro. ainda no I acto. através do diálogo entre D. Madalena e não se iria sem se despedir dele. João de Portugal. pois a sua alma ainda não aparecera a D. João. Faz-se ainda referência à sua débil de Maria vítima de tuberculose. João estas diligências duraram sete anos. que deveria regressar de Lisboa. Pedro e de D. Madalena. Madalena durava havia catorze anos. Madalena casara ainda muito jovem. Inês de Castro. apesar de passados vinte e um anos (sete de buscas incessantes e catorze de casamento com o seu segundo marido). em que Camões refere os amores de D. segundo a qual D. também desaparecido na Batalha de Alcácer Quibir. Madalena. Madalena e Telmo conversam sobre a condição social de Maria e sobre a sua saúde. Esta reflexão indicia. Madalena fizera todos os esforços no sentido de encontrar D. voltaria. acrescenta que estes haviam escolhido Almada para se instalarem. Madalena por Manuel de Sousa Coutinho ao mito do amor infeliz e trágico que sugeriu o amor proibido destas duas figuras históricas. consiste na revelação dos pressentimentos de D. para salvar o povo. Madalena encontrara então em Telmo carinho e protecção. uma vez. João tivesse morrido. desde logo. O segundo casamento D. D. afirmava que vivo ou morto veria ainda D. Eis os momentos principais que estruturam o conflito no primeiro acto: D. Madalena e Telmo são fornecidas as seguintes informações: Telmo fora escudeiro do pai de D. em segundas núpcias. com quem D. em que nada se soubera quanto ao paradeiro de D. do seu filho. a associação do amor de D. com Manuel de Sousa Coutinho. Não acreditava que D. Madalena espera por Manual de Sousa Coutinho. O Sebastianismo de Maria (que evoca a crença de uma parte do povo português.Acto I A peça inicia-se com um monólogo de D.

fugindo. Vejamos. aliás. os receios de D. para que. num acto patriótico. através de Maria. D. Madalena encontra-se doente há oito dias. à chagada destes a casa já se encontre em chamas. Menina e Moça: Menina e moça me levaram da casa de meu pai . após uma vida ao lado do marido. que habitara havia tempos. D. Madalena enraíza no facto de que D. se separara deste para se recolher no convento do Sacramento. João de Portugal pudesse ter ficado no campo da batalha como uma prova divina para tentar a sua fidelidade. João de Portugal (que motivara o pavor de sua mãe. Madalena por tal facto. iluminava. João de Portugal D. João de Portugal. Madalena. dado que esse é um dia que ela receia particularmente. os momentos fundamentais do conflito: Maria pede a Telmo que identifique o retrato de D. revela a Maria a identidade da pessoa que o quadro representa. que chega entretanto. que decide ir a Lisboa. ao entrar no palácio de D. pois Maria desejava muito conhecer a Soror Joana de Castro.Manuel de Sousa Coutinho chega de Lisboa e transmite à família e aos criados a sua resolução de se mudar para o palácio que pertencera a D. e para evitar que os governadores espanhóis se instalem na sua própria casa. Num segundo momento. João. por acaso. apresenta-se a chegada de Manuel de Sousa Coutinho. Acto II À semelhança do que acontece no primeiro acto. uma freira que. Telmo como acontece no primeiro acto. espavorida e levando Maria pela mão D. aquando da entrada no palácio). se aterrorizara com a visão do retrato do primeiro marido. a evidência da sua ilegitimidade e a sua m orte de vergonha . encontramos referências a factos ocorridos anteriormente ao momento em que as personagens surgem em palco. então. o que Telmo se recusa a fazer. ainda casada com D. que uma tocha. Luís de Portugal. . Assim. ateia fogo ao palácio. o que corresponde ao desenlace. facto que indicia a tragedia que se abaterá sobre a sua pessoa. temos conhecimento de que: D. mas acaba por cumprir a vontade do marido Telmo traz a noticia de que uma comitiva vinda de Lisboa acaba de desembarcar e que se diz que são os governadores espanhóis que se dirigem para casa de Manuel de Sousa Coutinho No momento final. Madalena resiste à ideia. Manuel de Sousa Coutinho. o conde de Vimioso. o segundo acto inicia-se com a leitura de Maria do início da obra de Bernardim Ribeiro. Madalena conversa com Frei Jorge e confessa-lhe o seu pecado oculto: o facto de se ter apaixonada por Manuel de Sousa Coutinho assim que o vira. Maria e Telmo acabam por acompanhar Manuel de Sousa Coutinho. João e o memento do diálogo de Maria com Telmo Manual de Sousa Coutinho encontra-se escondido numa quinta receando represálias por parte dos governadores espanhóis. ou seja. entregando o final de sua vida a Deus. Manuel de Sousa. o terror de D. o período que decorre entre a chagada ao palácio de D.

D. Acto III O terceiro acto apresenta uma estrutura interna semelhante aos anteriores. João de Portugal e de que este se encontra no palácio. Frei Jorge propõe que o irmão o acompanhe na recepção do arcebispo. que desejava falar a D. ainda que a sua resignação seja motivada não pela sua vontade (pois tem ainda esperança de que o Romeiro seja um impostor). Paulo dos domínicos. João de Portugal. posteriormente. João e comunica a Manuel de Sousa Coutinho que os governadores tinham decidido esquecer a sua atitude (a de incendiar o seu próprio palácio. mas pela inflexibilidade de Manuel de Sousa. A acção apresentada em palco revela o sofrimento atroz de Manuel de Sousa Coutinho. que corresponde ao clímax da peça. Madalena. a aia de Maria. Madalena recebe o Romeiro. são veiculadas as seguintes informações: Maria chega doente de Lisboa. pois desejava falar com a madre abadessa. Madalena acaba por aceitar. mas não reconhece a sua verdadeira identidade. Madalena e Frei Jorge recebem o Romeiro. como acto de agradecimento da parte de Manuel de Sousa Coutinho. D. O desenlace do segundo acto. espera que Telmo o visite (ninguém conhece a sua verdadeira identidade à excepção de Manuel de Sousa Coutinho. Manuel de Sousa Coutinho toma conhecimento do regresso de D. onde fica a capela da Senhora da Piedade. que fora a Lisboa e voltaria essa tarde. João de Portugal. contudo. Madalena ao palácio onde vivera com o primeiro marido. para lhe anunciar a chegada de um romeiro. apercebe-se da desgraça da sua situação. desejava visitar Joana de Castro. por quem se apaixonara de imediato. a pedido do arcebispo. um criado. que necessitava de ir a Lisboa para resolver um assunto no convento do Sacramento. apesar do seu terror em ficar sozinha. particularmente nesse dia (tratava-se de uma sexta-feira em que fazia anos que casara com D. e é a Deus que pedem auxílio. Maria. aceita a proposta. que D. aquando da chegada de D. ficando só com Frei Jorge e Miranda. Madalena. o que D. Madalena. o que concretiza os receios de D. acompanhados de Telmo e de Doroteia. pela primeira vez. Frei Jorge chega ao palácio de D. pois tivera uma crise motivada pela sua doença: a tuberculose. Manuel de Sousa Coutinho. . o único consolo das personagens é a religião cristã. O Romeiro encontra-se na cela de Frei Jorge. que. havia muito. os agouros de Telmo e o sebastianismo de Maria e que fora indiciado pela visão do retrato. confrontado com a situação de ilegitimidade de sua filha. do arcebispo e. D. na figura do Romeiro. Miranda interrompe a conversa entre D. Neste momento. pede ao pai que a leve consigo. de Telmo). Madalena e Frei Jorge. a pedido deste. É anunciada a decisão de Manuel de Sousa Coutinho tomar o hábito. consente na partida do marido e da filha. consiste na chegada de D. Frei Jorge tenta acalmar a angústia do irmão. a compaixão que por ela sente e a preocupação com o seu estado de saúde. Sebastião desaparecera na Batalha de Alcácer Quibir e que vira.Manuel de Sousa Coutinho mostra a Maria a igreja de S. Num primeiro momento. para impedir que os espanhóis aí se instalassem). Manuel de Sousa Coutinho. de Frei Jorge.

para a poderem salvar. Atentemos nos principais momentos que constituem o conflito no terceiro acto: Manuel de Sousa Coutinho confessa ao irmão o sofrimento que os atormenta. sobretudo em relação ao destino da filha. compadecido pela desgraça que causara o seu reaparecimento. negando-lhe os pais. Domingos de Benfica e o outro no Convento do Sacramento. Frei Jorge informa o irmão de que está tudo tratado. momento em que surge Maria e interroga os pais e aqueles que assistem à cerimónia sobre a justiça divina. Madalena tenta evitar a separação do casal. Manuel de Sousa Coutinho afirma que irá suicidar-se para o mundo. tornando-se frade. Frei Luís de Sousa. a pedido deste. procurando convencer Manuel de Sousa de que não poderiam crer nas palavras do Romeiro de ânimo leve. para evitar a desgraça. contudo. morro de vergonha . Tempo Informações temporais dadas através das falas das personagens Período vasto de tempo (21 anos) mas a acção representada tem apenas uma semana Batalha de Alcácer Quibir (1578) + 7 anos + 14 anos Em cena temos apenas duas partes de dois dias Tempo histórico (o desenrolar da acção está dependente da batalha) . ainda pede a Telmo que negue a sua verdadeira identidade e que o apresente como um mentiroso VII. O Romeiro pede de novo a Telmo que salve a família. ainda que com dúvidas em relação à eficácia da sugestão. para rumo incerto. Um professará em S.O Romeiro. ao que Telmo acede. O Romeiro pede a Telmo que. e D. Morre em palco. que assim a castiga. Manuel de Sousa Coutinho passará a ter outra identidade. Madalena e de Manuel de Sousa Coutinho. Telmo conversa com o Romeiro. e reconhece a sua verdadeira identidade pela voz. não cede ao pedido da esposa. Maria aparece. A cerimónia de tomada de hábito inicia-se. Manuel de Sousa Coutinho. D. Madalena de Vilhena passará a ser conhecida por Soror Madalena. que o Prior de Benfica lhes iria lançar o hábito (a Manuel de Sousa Coutinho e a D. que conhece a sua verdadeira identidade. solicitando-lhe que diga que o Romeiro é um impostor. diga que é um impostor. dado o momento em que a mesma é feita. O desenlace tem lugar aquando da tomada de hábito de D. convidando os pais a mentir. O Romeiro abandona o seu próprio palácio e desaparece de novo. proferindo a sua última frase: ( ) morro. Madalena) e que um iria para Benfica e o outro para o Sacramento.

decidido. No texto dramático predomina a caracterização indirecta (com base na actuação) y Manuel de Sousa Coutinho (personagem principal e plana) Nobre. nacionalista Valores: pátria. Personagens Classificação de personagens: Relevo/desempenho Personagem principal (impulsiona directamente o avanço da acção) Personagens secundárias Figurantes (não participam na acção mas estão directamente relacionados com o espaço social) : (Doroteia. patriota. audaz. Prior de Benfica. Arcebispo) Formação da personagem Personagem modelada (a que se aproxima do modelo humano) Personagem plana (tem características que obedecem a um padrão) Personagem tipo (representativo de uma classe social) Todos os figurantes no Frei Luís de Sousa são tipo. Miranda. cavaleiro de Malta Construído segundo os parâmetros do ideal da época clássica Racional Bom marido e pai terno Corajoso. família e honra Excepções ao equilíbrio (momentos em que Manuel foge ao modelo clássico e tende para o romântico): cena do lenço de sangue/espectáculo exc essivo do incêndio.Tempo da acção Ao afunilamento do espaço corresponde uma concentração do tempo dum dia especial da semana: 6ª feira As principais cenas passam-se durante a noite. .

Telmo rezou para que D. frágil . Madalena Chama viva do passado (alimenta os terrores de D. y Telmo Pais (personagem secundária) Escudeiro e aio de Maria Tem dois amos: D. pessimista. Manuel) Torturada pelo remorso do passado Ligada à lenda dos amores infelizes de Inês de Castro Apaixonada. romântica (em termos de época).y D. Madalena) Provoca a confidência das três personagens principais Considerado personagem modelada num momento: durante anos. está sempre presente. supersticiosa. plana e central) Nobre (família dos Vimiosos) Cavaleiro Ama a pátria e o seu rei Imagem da pátria cativa Ligado à lenda de D. João de Portugal (personagem principal. sensível. mas sim de D. João regressasse mas quando este voltou quase que d esejou que se fosse embora. y Frei Jorge Coutinho (personagem secundária e plana) Irmão de Manuel de Sousa Ordem dos Dominicanos Amigo da família Confidente nas horas de angústia É quem presencia as fraquezas de Manuel de Sousa y D. Madalena de Vilhena (personagem principal e plana) Nobre e culta Sentimental Complexo de culpa (nunca gostou de D. João. Sebastião Nunca assume a sua identidade Exemplo de paradoxo/contradição: personagem ausente mas que. João e Maria Confidente de D. no desenrolar da acção.

idade de Maria. 14 tempo de casamento (7 reforçado. João de Portugal 2 Revelação (segredo/identidade que se revela)à o revelar da identidade do romeiro 3 Catástrofe (morte violenta/final que vitima as personagens envolvidas)à morte figurada no caso de Manuel e Madalena e morte violenta de Maria. 3 nº de elementos da família sujeitos à destruição. os números: 7 nº de anos de busca. Maria de Noronha (personagem principal e plana) Nobre: sangue dos Vilhenas e dos Sousas Precocemente desenvolvida. situações ou ditos das personagens que vão aumentando a tragédia 1 Peripécia (momento em que o decorrer da acção é irremediavelmente invertido)à a chegada de alguém que trás notícias de D. defesa dos valores da pátria. 13 nº de azar. a noite (parte do dia propícia a sentimentos de terror e parte escura do dia). 14=2x7). 21 tempo da acção. Leitura simbólica de Frei Luís de Sousa: Tragédia sexta-feira (dia de azar). 3 retratos na sala dos retratos. símbolo patriótico .y D. física e psicologicamente Doente de tuberculose Poderosa intuição e dotada do dom da profecia Encarnação da Menina e Moça de Bernardim Ribeiro Modelo da mulher romântica: a mulher-anjo A única vítima inocente Características trágicas em Frei Luís de Sousa Existência de personagens com o papel de confidentes (personagens que existem para que as outras personagens digam o que sentem) e coro (conjunto de pessoas que cantava um cântico pesado que ia interrompendo a acção para comentar o desenrolar da mesma e pr ofetizar Existência da regra das três unidades: tempo. Pátria atitudes de Manuel de Sousa que se podem resumir num protesto à tirania. Incêndio . espaço e acção A tragédia tem como objectivo provocar a piedade (pelas vítimas) e terror (por alguém que há-de vir dos mortos) nos espectadores Estrutura do desfecho: Presságios (vários elementos.

Manuel e D. o 1º casamento seria in válido Liberdade versus destino: Ao escolher o amor. Será então o homem livre ou será dominado pelo destino? Tudo o que fará por escolha própria estará sujeito a castigo por parte do destino? . Culto da mulher-anjo: na personagem de Maria Nacionalismo/ patriotismo: nas atitudes de Manuel de Sousa Preferência por personagens imperfeitas: D. Almeida Garrte transporta o seu problema de amor para D.A família pode ser vista como a unidade da pátria. Oposição entre D. Madalena q ue se apaixonou ainda casada Religiosidade Mitos/superstição Infracção e pecado Individualismo versus sociedade: Manuel de Sousa Coutinho decide o que há -de fazer porque a sociedade aponta Maria como filha do pecado. Madalena comete uma infracção à religião e costumes e o destino castiga essa acção. Madalena e transporta o problema da filha ilegítima para Maria Preferência pelas horas sombrias: o desenrolar da acção passa-se essencialmente à noite ou de madrugada. João entre Portugal velho e ultrapassado e o novo e actual que se pretende (Manuel) Características românticas em Frei Luís de Sousa Narcisismo/ hipertrofia do eu: as personagens dão construídas a partir de uma projecção. a destruição da família é a destruição da pátria governada pelos estrangeiros. D.

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