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Os

Enteógenos
(alucinógenos)
breve manual de
substâncias mágicas naturais

Green Demon
Enteógeno

Enteógeno (ou enteogénico) é o


estado xamânico ou de êxtase induzida
pela ingestão de substâncias
alteradoras da consciência. É
umneologismo que vem
do inglês: entheogen ou entheogenic,
tendo sido proposto em 1973 por
investigadores, dentre os quais se pode
citarGordon Wasson (1898-1986).
A palavra enteógeno, que significa
literalmente "manifestação interior do
divino", deriva de uma
palavra grega obsoleta, da mesma raiz
da palavra "entusiasmo", que refere à
comunhão religiosa sob efeito de
substâncias visionárias ou à ataques
de profecia, e paixão erótica.
Entretanto este termo foi proposto
como uma forma elegante de nomear
estas substâncias, sem
tachar pejorativamente costumes de
outras culturas .
O uso de plantas (ou fungos) para
alteração da consciência e percepção é
uma realidade mundial e milenar. Até
mesmo animais usam plantas com
atividade psicotrópica, como é o caso
de javalis e primatas que cavam para
conseguir as raízes do poderoso eboka.
Esses seres, são considerados pelos
usuários, como seres divinos e
professores espirituais. Entre as
plantas, alguns dos enteógenos mais
conhecidos
são Ayahuasca, Jurema, Cânabis, Yopo
, Peiote, Ololiuqui. Entre os
fungos, Psilocybe, Amanita.
Observe-se que incluem nessa relação
plantas com substâncias que possuem
efeitos farmacológicos distintos .
A Cannabis (Cannabis sativa sp) por
exemplo com suas múltiplas formas de
preparação Bangue (Bhang), Haxixe,
etc. se enquadra nessa categoria por
seu uso étnico (religioso - medicinal)
em algumas culturas da Índia, da
Jamaica e de algumas tribos africanas,
mas é considerada por alguns como
um sedativo euforizante ou seja
um psicotrópico com
efeito depressor no sistema
nervoso com propriedades diferenciadas
deste grupo dos tranquilizantes,
análogas talvez às que explicam as
diferenças entre dois elementos ativos
extraídos do ópio,
a Heroína e Morfina.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Salvia Divinorum
"hierba de la pastora"

A História:
Salvia divinorum é uma espécie do
gênero salvia. Existem
aproximadamente 1000 espécies no
mundo que pertencem a este gênero,
mas apenas a Salvia divinorum é
conhecida por induzir visões. A salvia
pertence a uma grande família de
plantas conhecidas como Labiatae.
Também fazem parte desta família a
menta e o orégano. A Salvia
divinorum tem flores roxas muito belas
e poderia ser cultivada apenas por este
motivo, porém a grande maioria das
pessoas que cultiva esta planta está
interessada em seus fascinantes efeitos
psicoativos.
Plantar e cuidar de uma Salvia
Divinorum é uma experiência que pode
ser considerada como sendo “mágica”,
pois parece inspirar o cultivador de
maneiras inexplicáveis. Além disso, o
ambiente onde se encontra uma dessas
plantas é influenciado positivamente.
O nome botânico Salvia divinorum
significa “salvia dos adivinhos”. Nas
condições certas e usada da maneira
correta, a salvia produz um estado
único de “transe divino”. Por centenas
de anos, ela foi usada em cerimônias
religiosas e de cura pelos índios
Mazateca que vivem na província de
Oaxaca no México, tendo sido e
reservada por eles só para fins
xamânicos. Vários registros descrevem
que esses rituais louvavam a presença
de uma entidade feminina ou “deusa
sábia”. Derivam daí os outros nomes
pelas quais a erva é conhecida: “Ska
Maria Pastora”, “Yerba de Maria”,
“Erva dos Adivinhos” entre outros. Há
fortes indícios de que a legendária erva
Pipiltzintzintli, que os Astecas
utilizavam em suas cerimônias rituais
há milhares de anos, era a Salvia
divinorum.
Nos últimos anos há bem mais pessoas
experimentando a Salvia divinorum.
Seu uso tem se tornado tanto popular
quanto controverso. Salvia divinorum
é uma poderosa erva visionária, uma
“planta de poder”. Esta planta é única.
Ela não pode ser considerada como um
placebo ou como um ácido ou uma
maconha “legais”. Ela não é um
substituto para nenhuma outra droga e
não é comparável com qualquer outra
droga. Embora nos últimos 10 anos
milhares de pessoas do mundo tenham
experimentado ao menos uma vez as
folhas de Salvia divinorum, a maior
parte destas pessoas não quis tentar a
experiência pela segunda vez.
Se você pretende usar a Salvia
divinorum, é extremamente importante
que antes você conheça seus efeitos, os
possíveis perigos e saiba como evita-
los. A salvia tem muito a oferecer:
fascinantes efeitos psicoativos,
intensificação sensual, jornadas
mágicas, encantamento, aparente
viagem no tempo, insights filosóficos,
experiências espirituais, e talvez até
cura e “divinização”, mas a ela é
intolerante com a ignorância. Se for
usada de maneira estúpida pode virar-
se contra você.
A Salvia divinorum e seu principal
ativo, salvinorina A, são substâncias
legais nos EUA, Europa, Brasil e na
maioria dos outros países. A Austrália
é o único país que passou a considerá-
la ilegal. Devemos mostrar seriedade e
respeito para que esta preciosa erva
continue legal e possa ser usada por
adultos responsáveis.
Há trabalhos científicos que afirmam
que a Salvia divinorum tem sido
consumida pelos xamãs Mazatecas há
centenas de anos. Estes trabalhos não
relataram nenhum dano à saúde que
pudesse ter sido causado pelo uso desta
planta, nem qualquer evidência de que
este uso tenha provocado dependência,
seja física ou psíquica. Também não há
qualquer evidência científica de o
salvinorin A e o salvinorin B sejam
substâncias que causem dependência.
Esta planta sagrada é reconhecida e
respeitada por vários povos
tradicionais do México. Entre estes
povos, ninguém conta histórias
negativas a respeito da salvia. Pelo
contrário, a Salvia divinorum faz
parte da cultura espiritual ou religiosa
desses povos.
Existem substâncias das quais é
necessária uma quantidade cada vez
maior para se obter os mesmos efeitos.
Estas são, em geral, prejudiciais à
saúde. A salvia, porém, é diferente,
pois há vários registros de que, à
medida que a pessoa a utiliza, a
quantidade necessária para produzir os
mesmos efeitos é cada vez menor. Este
fenômeno é denominado “tolerância
reversa”. Ouvi falar em casos de
usuários experientes que só precisavam
“pensar” em Salvia divinorum para
sentir seus efeitos. Este é um dos
motivos pelos quais considera-se que
seja impossível alguém ficar
“dependente” deste medicamento
espiritual. Além disso, tem-se afirmado
que esta planta, assim como a
ayahuasca, serve como tratamento
contra dependência de drogas pesadas.
É preciso esclarecer que o uso de
plantas ou substâncias é uma opção, e
não uma necessidade imprescindível
para a evolução espiritual. Há quem
seja totalmente contra o uso de
qualquer substância alteradora de
consciência. Apesar disso, sempre
existiram pessoas que acreditaram que a
Salvia divinorum, assim como outras
plantas sagradas, poderia auxiliar os
seres humanos na descoberta da verdade
sobre si e sobre o universo. Relatos de
meditadores experientes afirmam que a
Salvia divinorum induziria estados de
consciência semelhantes aos de
meditações muito profundas, obtidos
raramente por eles. A opinião quase
unânime é a de que a Salvia divinorum
deve ser usada apenas para propósitos
meditativos. Pessoalmente, eu também
considero este o melhor caminho para
seguir com esta grandiosa planta de
poder.
O Cultivo:
A seguir, algumas dicas para quem
deseja cultivar uma salvia em boas
condições.
Para o cultivo da salvia, não são
necessários equipamentos especiais,
tais como luzes, esquemas
hidropônicos ou quaisquer outros
tratamentos artificiais, pois estas
plantas se adaptam facilmente dentro
de casa.
As mudas de salvia devem ser mantidas
ao menos durante três semanas em seu
vaso original, sem serem
transplantadas. Isso as ajuda a se
estressarem menos. Para transplantá-
la, recomenda-se um vaso de cerca de
30cm, terra, húmus e vermiculina. Com
o transplante as plantas sofrem um
poço e perdem algumas folhas, mas isto
não é grave, pois significa apenas que
elas estão se adaptando ao novo
ambiente.
Se você receber sua planta no inverno,
o crescimento dela será reduzido até
chegar a primavera. Neste caso, você
poderá colocar alguns tubos
fluorescentes para reforçar o
crescimento (eu, particularmente, não
uso). A Salvia gosta de luz solar, mas
não em demasia. O ideal é que receba
luz solar só de manha o no fim da
tarde.
Se você optar por usar os tubos flúor,
deverá colocar um timer para ligá-los
durante 16 horas e mantê-los
desligados durante 8 horas. Se as
plantas forem pequenas, os tubos
devem ser mantidos a uma distancia de
80 cm. Quatro tubos de 15w são
suficientes para três a quatro plantas.
As plantas também podem ser
colocadas perto de uma janela sem
problemas, porém no verão a
quantidade de luz que elas recebem deve
ser reduzida pela metade. É importante
que elas não sejam expostas a muito
sol e calor, pois do contrário podem
morrer rapidamente.
Quando as plantas perdem suas
folhas maiores você pode deixá-las
secar e aproveitá-las para fumar. As
folhas pequenas são bem mais fracas,
as melhores são as que estão com um
tamanho acima de 15cm. As folhas que
apodrecem ou ficam amareladas perdem
a potencia rapidamente, assim, para
que possam ser aproveitadas para
fumar, é melhor que sejam arrancadas
antes.
O ideal para que a planta esteja
madura e suas folhas cresçam bastante
é que ela já tenha alguns meses de vida
ou cerca de 50 a 60cm de altura.
Quando ela chega a estas condições, é
um bom momento para tirar mudas.
Isso é muito simples: é só pegar uma
lamina de estilete ou um bisturi bem
limpo e cortar abaixo do quinto ou
sexto nó, depois tirar as folhas grandes
e deixar só dois pares do topo do caule.
Se as folhas do topo forem grandes é
melhor diminuir o seu tamanho
cortando-as com uma tesoura afiada e
limpa. Depois disso, só precisa colocar
a muda num copo com água limpa e
trocar a água a cada 3 dias. Este copo
deve ser deixado num lugar fresco onde
não bata sol. Para se ter certeza que
ele não receberá luz solar direta, o
melhor é deixá-lo perto de alguma
janela voltada para o sul. Depois de 10
dias as raízes começarão a nascer.
Espere que elas cresçam cerca de 3 a
4cm para passar a muda para um vaso
com terra.
Vasos: recomendo o uso de vasos
grandes (cerca de 30cm de diâmetro) e
de argila, porém podem ser usados
vasos de plástico, que são mais baratos
e também funcionam.As plantas
crescem muito nos meses de verão. É
bom colocar um bambu para segurar o
talo, pois depois de certa altura elas
podem quebrar. Este é o método pelo
qual elas se reproduzem: os talos
quebram, caem na terra e criam raízes.
Transplante: Quando chegar a hora, a
planta deve ser mudada para um vaso
maior. É importante saber que isto é
sempre um choque para ela e lembrar
que a planta deve sempre passar cerca
de três semanas habituando-se ao
novo ambiente. Também é importante
aproveitar e tirar algumas mudas antes
de fazer o transplante. Outra opção
pode ser tirar algumas folhas.
Umidade: A salvia gosta de ambientes
úmidos. Uma tenda de umidade pode ser
uma boa opção. Isto pode ser feito
simplesmente colocando um saco
plástico fino e transparente ao redor
da planta, ou montando uma tendinha
de madeira e plástico translúcido. É
importante deixar uns buracos para
ventilação e lembrar que a planta não
precisa de 100% de umidade. Eu prefiro,
porém, não usar estes métodos, pois a
planta se acostuma bem a climas menos
úmidos e pode se ajustar sozinha.
Basta colocá-la uma ou duas horas por
dia no novo lugar, aumentando o
tempo uma hora cada dia. Você verá
que esta planta pode se adaptar a
ambientes mais secos. Minhas plantas
ficam no meu quarto, onde a umidade é
em torno de 40 a 60% e elas adoram.
Climas mais áridos, porém, podem
requerer mais atenção, pois a
aclimatação pode ficar um pouco mais
difícil.
Como regar: A salvia gosta de água,
porém o solo não pode ficar muito
encharcado, ou a planta pode morrer
rapidamente, pois as raízes apodrecem
e ela vai ficando marrom de baixo para
cima. Se isso acontecer, a melhor opção
é tirar algumas mudas e colocar em
copos diferentes para tentar ao menos
salvar algum exemplar.
É importante, portanto, permitir que a
terra seque. É fácil perceber quando a
planta precisa de água, pois ela abaixa
suas folhas. É melhor que falte um
pouco de água do que ter água em
excesso. É bom regar as plantas desde
o fundo, colocando um pratinho sob o
vaso. Coloque água no pratinho,
observando como esta é absorvida pela
terra. Cuidado para não deixar água em
excesso, pois esta pode demorar para
evaporar, fazendo com que a raiz
apodreça. No verão, é mais difícil que
isto aconteça, pois com o calor a água
evapora rapidamente. É durante esta
estação que é preciso prestar mais
atenção para que a planta não seque.
A quantidade de água necessária
também depende do tamanho do vaso:
plantas em vasos pequenos precisam
de mais água do que as que ficam em
vasos grandes. Outro fator que
influencia é a claridade que a planta
recebe. Se elas forem cultivadas dentro
de casa, precisam de menos água. No
inverno, eu rego as minhas plantas
apenas uma vez por semana e elas
ficam bem.
Também é importante saber que a água
da torneira tem sais que se depositam
na terra e podem matar a planta. Eu
recomendo o uso de água mineral ou
água da chuva, que é a melhor opção.
O Ritual e o Uso:
Para uma utilização correta, recomendo
que seja feita uma preparação prévia,
tanto mental como espiritual. É
importante lembrar que estamos
lidando com plantas sagradas e
devemos atuar com respeito e
agradecimento. Uma defumação, tanto
do ambiente quanto pessoal, é quase
imprescindível para a limpeza e a
purificação. Também é importante
manter uma respiração mais relaxada e
consciente. Além disso, a tentativa de
conscientemente abaixar os batimentos
cardíacos para entrar em um estado
alterado de consciência antes de usar a
salvia pode ajudar na experiência.
Particularmente, gosto de acender
algumas velas e, se o espaço permitir,
uma linda fogueira. É necessário
lembrar sempre de ter alguém lúcido por
perto para prevenir desastres,
especialmente com a utilização de
extratos.
Para quem não sabe, os extratos são
folhas de salvia fortificadas. Eles são
obtidos através de um processo químico
onde o princípio ativo é extraído e
colocado em folhas secas de salvia.
Estas ficam fortemente
potencializadas, permitindo que se
possa fumar uma quantidade menor.
Existe um método bem simples para a
fabricação de extratos. A única coisa
complicada é a obtenção de um dos
ingredientes, que é a acetona 100%.
Traduzi este método de extração
relativamente fácil de um site. A
extração se dá basicamente em duas
partes: a primeira é uma extração com
água, e a segunda com acetona. Este
método produz extratos de alta
qualidade, removendo a maioria das
resinas que deixariam o extrato com
uma consistência gomosa. Segue
abaixo a receita. É importante que a
pessoa que vai preparar o extrato
esteja ciente que a acetona é inflamável
e seus vapores são tóxicos.
Para produzir o extrato são
necessárias:
- 100 gramas de Salvia Divinorum (a
folha inteira ou as partes grandes
preferencialmente);- 1 recipiente
grande para misturar;
- um pedaço grande de pano de prato
para coar;
- 3,8 litros de água destilada fresca
(mas não gelada);
- 1 travessa de vidro (60cmx80cm);
- 1 moedor de café;
- 2 vidros ou frascos de um litro com
tampa (pode ser vidro de maionese);
- 2 litros de acetona (não compre uma
muito forte, e tenha certeza que ela
evapora sem deixar resíduos. Faça o
teste antes.);
- diversos filtros de café;
- um coador ou peneira para colocar os
filtros de café. Não pode ser de
plástico;
- 1 prato de vidro pequeno para a
evaporação (nós usamos um que tem
cerca de 20cm de largura e 3cm de
altura).
Modo de fazer:
Pegue o recipiente grande e coloque o
pano para coar nele de modo que as
bordas fiquem para fora do recipiente.
Coloque as folhas grandes de salvia no
pano. Encha a bacia com água destilada
fresca, cobrindo completamente as
folhas. Certifique-se que a folha toda
esteja submersa e molhada. Deixe
repousar por apenas dez minutos, no
caso de folhas inteiras, e sete minutos,
no caso de folhas trituradas. Recolha as
bordas do pano, envolvendo as folhas,
retire-o da água e pressione,
espremendo as folhas. Pressione
delicadamente, retirando a maior parte
da água das folhas. Descarte a água.
Como o salvinorin e insolúvel em
água, a perda de princípio ativo nesta
etapa do processo é pequena. A parte
perdida fica junto com as resinas e os
óleos que são solúveis. Considerando
que apenas 12g de resinas são
removidas do produto final, vemos que
a perda é realmente pequena.
A seguir, coloque as folhas na travessa
de vidro e seque-as no forno aquecido
a 200 graus, girando e mexendo as
folhas de vez em quando. Quando elas
estiverem completamente secas, remova
as folhas e deixe que elas esfriem até
atingirem a temperatura ambiente.
Verifique, então, se estão realmente
secas. Remova a parte que será usada
para produzir o produto final. Esta
parte deve ser esmagada e reservada
(5x
= 0=
2g, 10x 0=
g,1 15x 5.6g,
=
20x g.)5 O restante das folhas deve
ser moído no moedor de café ou
triturado até virar um pó.
Depois desta etapa, não use mais
nenhum utensílio de plástico, pois
estes seriam dissolvidos pela acetona.
Coloque as folhas trituradas em um dos
frascos de vidro e cubra-as
completamente com a acetona. Deixe
repousar por 24 horas, agitando
algumas vezes. Se a tampa do seu
frasco de vidro tiver plástico, não
permita que a acetona entre em contato
com ela. Você também pode colocar um
vidro, madeira ou metal no alto do
frasco para impedir a evaporação. Após
24 horas, coloque o filtro de café no
coador ou peneira, filtre a solução e
coloque no segundo frasco. Esprema as
folhas para retirar o excesso de acetona.
Retorne-as ao primeiro frasco,
adicione mais acetona e deixe descansar
por 24 mais horas. Repita o processo
de coar e adicione o segundo líquido ao
primeiro. Descarte a folha. Derrame a
solução da acetona na travessa de
vidro e permita que evaporem
aproximadamente 250 gramas da
solução.
Coloque a folha triturada (que você
tinha reservado no início do processo)
no prato pequeno para evaporação e
derrame a solução restante da acetona
nela, raspando os lados da travessa.
Quando a folha estiver ligeiramente
úmida e não restar mais nenhum
líquido no frasco, adicione algumas
colheres de acetona às folhas e use-as
para limpar a resina que estiver
grudada no prato. A resina evapora
rapidamente, então, para impedir que
mais resina se deposite sobre alguma
área do prato, é indicado agitá-lo
freqüentemente. Quando isto secar, o
processo terminou. É importante
lembrar que a qualidade e a potencia do
produto final são proporcionais à
qualidade e a potencia do produto
inicial.
Outra ressalva importante é que eu
não recomendo dar extratos mais fortes
do que 5x às pessoas que nunca
tiveram experiência com Salvia. Nunca
devemos fumar extratos sem a
companhia de um “observador”, alguém
lúcido e serio que possa manter a
calma, já que é possível ter alguma
reação fora do comum, como querer por
a mão no fogo, sair andando e cair
escadas abaixo, etc. Além disso,
enquanto estivermos sob os efeitos da
substância, não devemos nem pensar
em dirigir ou utilizar maquinas.
Para os Mazatecas, o ritual consistia
em levar ao paciente para o meio da
floresta, onde, na escuridão da noite,
eram colhidas as folhas de Salvia e
entoados alguns cânticos religiosos
para aumentar a “força” das folhas e
agradecer ao espírito da Salvia ou
“pastora”. Depois, as folhas eram
enroladas como charutos e mascadas
muito lentamente sem engolir a saliva,
já que o estomago dissolve o principio
ativo. Quando as folhas são
mascadas, os efeitos aparecem depois
de cerca de 30 minutos e de ter mascado
de 12 a 18 folhas grandes, durando em
torno de 40 a 60 minutos. Já quando a
planta é fumada, eles duram no máximo
de 5 a 20 minutos, sendo muito
intensos.
Quando o transe passar, você sentirá
os músculos muito relaxados e uma
paz interior que te acompanhará pelos
dias seguintes à experiência. Também
há pessoas que sentem algumas
sensações ruins, como a própria morte;
ou o corpo derretendo. Podem ser
sensações realmente fortes, e temos que
estar preparados para lidar com elas
sem medos e sem barreiras. Não é fácil.
Minha própria primeira experiência foi
aterradora. Mas, é possível aprender o
caminho se quisermos trilhá-lo.
Jurema
( Mimosa hostilis )
A Jurema é uma planta com
propriedades psicoativas (Uma planta
rica em DMT) .
Os rituais que incluem a ingestão da
bebida preparada com a jurema ainda
são praticado por remanescentes
nativos. Podem ser identificadas pelo
menos 5 grupos indígenas que ainda
utilizam a Jurema em seus rituais.
Apesar de bastante conhecida no
Nordeste do Brasil ainda não há um
consenso sobre qual a classificação
exata da planta popularmente
conhecida por Jurema (Acacia
Jurema mart.). Várias espécies de
Acácia nativas recebem o nome
popular de Jurema.
O termo Jurema designa várias
espécies de Leguminosas dos gêneros
Mimosa, Acácia e Pithecelobium.
(Jonathan Ott, 1995; Sangirardi
Jr.1983), No gênero Mimosa, cita-se a
Mimosa hostilis Benth., a Mimosa
Verrucosa Benth e a Mimosa
tenuiflora. No gênero Acácia identifica-
se a Acacia piauhyensis Benth, ou
Acácia jurema, além disso várias
espécies do gênero Pithecellobium
também são designadas por esse mesmo
nome. A classificação popular distingue
a Jurema branca e Jurema preta. Para
Sangirardi Jr.(1983) a Jurema preta é
a Mimosa hostilis ou Mimosa nigra, a
Jurema branca o Pithecellobium
Diversifolium Benth e a Mimosa
verucosa corresponde a Jurema - de –
oeiras. Ainda segundo esse autor o
termo Jurema, Jerema ou Gerema vem
do tupi yú-r-ema – espinheiro.

Entre espécies conhecidas como jurema


inclui-se ainda: Jurema-embira
(Mimosa ophthalmocentra); Jurema-
angico (Acacia cebil)

A " jurema sagrada" é um culto


remanescente da tradição religiosa dos
índios que habitavam o litoral da
Paraíba Pôr isso até hoje, os grandes
mestres juremeiros conhecidos, são
sempre mestiços com sangue indio e
negro. Os africanos contribuíram com o
seu conhecimento sobre o culto dos
mortos e das divindades da natureza .
Os índios, estes contribuíram com o
conhecimento de invocações dos
espíritos . A Jurema é uma bebida
feita com a raiz da àrvore do mesmo
nome. Os sacerdotes indígenas, faziam
umabebida da jurema-branca, que
dava sonhos afrodisíacos. Era bebida
sagrada, servida em reuniões especiais.
Sua propriedade psicodélica tem efeito
curto e intenso quando fumada em
forma de base livre. Na mistura do
ayahuasca e talvez de algumas formas
de preparação da jurema onde a
concentração do elemento ativo é
relativamente bem menor que forma de
extrato de
DMT [ dimetiltriptamina (N,N-
dimetiltriptamina, onde: N,N-dimetil-
1H-indolo-3-etanamina] , seu efeito é
menos intenso e mais duradouro,Sua
dose ativa em forma de base livre é de
aproximadamente entre 15 mg a 60 mg
e dura pouco menos de uma hora.
(...)"SE INALADA OCORRERÁ
UMA EXPERIÊNCIA CURTA E
INTENSA, SEMELHANTE Á DO
DMT. SE FUMADA, A
EXPERIÊNCIA SERÁ
SEMELHANTE Á DE FUMAR
PURO DMT. O D.M.T., É UM
EXTRAORDINÁRIO ALUCINÓG
ENO, CUJO PICO DA VIAGEM
DURA SÓ POUCOS SEGUNDOS,
MAS EXTREMAMENTE
INTENSO. OS EFEITOS DA
BEBERAGEM SURGEM DEPOIS
DE 45-60 MINUTOS DE UMA
SENSAÇÃO DE
LIGEIRA NÁUSEA, AS VISÕES
COMEÇARAM A APARECER.
GERALMENTE, AS VISÕES TÊM
FORMA DE FOGO DE
ARTIFÍCIO OU DESENHOS, DE
TIPO CALEIDOSCÓPIO, CORES
BRILHANTES E VIAGENS A
OUTROS MUNDOS E
DIMENSÕES. "

Até o século 19 beber jurema era


sinônimo de feitiçaria
ou prática de magia negra, pelo que
muitos índios foram presos acusados
de praticarem o "adjuto da jurema".
Outras plantas amazônicas também
possuem DMT e são utilizadas por
diversas tribos indígenas como um
modo de experiência religiosa. Entre
estas estão a jurema (Mimosa
hostilis ) _ a maior fonte
de DMT existente até então e que é
a de mais fácil extração. _ e o yopo
(Anadenanthera colubrina). A jurema é
consumida na forma de chá, enquanto
as sementes do yopo são maceradas e
seu pó, consumido pela via intranasal
(cheirado).
Descrição da planta:
Árvore com cerca de 5-7 m de altura,
com acúleos esparsos. Caule ereto ou
levemente inclinado, casca de cor
castanha muito escura, às vezes
acinzentada, grosseira, rugosa, fendida
longitudinalmente, entrecasca
vermelho-escura. Ramificação
abundante e, em indivíduos normais, de
crescimento sem perturbação, acima da
meia-altura. Ramos castanho-
avermelhados, esparsamente acauleados.
Folhas compostas, alternas, bipinadas,
com 4-7 pares de pinas de 2-4 cm de
comprimento. Cada pina contém 15-33
pares de foliolos brilhantes, de 5-6 mm
de comprimento. Flores alvas muito
pequenas, dispostas em espigas
isoladas, de 4-8 cm de comprimento. O
fruto é uma vagem pequena,
tardiamente deiscente, de 2,5 a 5 cm de
comprimento, de casca muito fina e
quebradiça quando maduro. Contém 4-6
sementes pequenas (3-4 mm), ovais,
achatadas, de cor castanho-claro.

O vinho de Jurema, preparado à base


da planta brasileira Mimosa hostilis,
chamado popularmente de Jurema. Os
efeitos do vinho são muito bem
descritos por José de Alencar no
romance "Iracema".A Jurema sintetiza
uma potente substância alucinógena, a
dimetiltriptamina ou DMT(uma das
substancias encontradas na ayuaska),
responsável pelos efeitos.

PSICOATIVIDADE :

A casca da raiz tem efeitos


psicoativos. O principal ingrediente
ativo nesta parte da planta é N,N-
DMT, e há também uma pequena
quantidade de beta-carbolinas (De
acordo com Raetsch, 2005). Algumas
fontes indicam a presença de 5-MeO-
DMT
( encontrado na pele Bufo alvarius -
Sapo Alucinógeno- ou Sapo do Rio
Colorado, também conhecido como
o Sapo do Deserto de Sonora, é um
sapo psicoativo achado no sudoeste
dos E.U.A e no norte do México.

A Pele e o Veneno do Bufo alvarius


contém 5-MeO-DMT e Bufotoxina. O
início dos efeitos ocorrem segundos
após fumar/injetar, ou minutos depois
de cheirar. A Experiência é as vezes
descrita como similar a uma experiência
de quase-morte).
O DMT é destruído pelo organismo
por meio da enzima monoaminaoxidase
(MAO).

Quer plantar ?

Propagação: Por sementes e brotação


do toco.

Obtenção de sementes: Colher os frutos


diretamente das plantas quando
iniciarem a abertura espontânea. Em
seguida, deixá-los ao sol para
completar a abertura e liberação das
sementes.
Cultivo de mudas: Colocar as sementes
para germinação logo após a colheita
em canteiros a pleno sol contendo
substrato arenoso. Escarificar as
sementes para melhorar sua
germinabilidade. A emergência ocorre
em 2-4 semanas e a taxa de
germinação geralmente é alta com
sementes escarificadas.

Plantio: A planta é muito rústica, por


isso o plantio é fácil, podendo também
ser semeada diretamente nas covas ou
a lanço em áreas preparadas. O
desenvolvimento das plantas no
campo é rápido, podendo alcançar 4 a
5 m de altura dentro de cinco anos.
Não há notícias de pragas ou doenças,
mas deve ser protegida contra o
excesso de pastagem por gado bovino
e, principalmente, caprino e ovino,
especialmente em plantios visando a
recuperação do solo.

Além da Jurema a família das


Leguminosas também abriga entre
quatro e cinco espécies com compostos
psicoativos em sua composição
bioquímica, a saber: Erythrina crista-
galli, o Mulungu ou Corticeira
conhecido sedativo; Mimosa pudica com
propriedades anti- reumáticas,
sedativas, laxantes; Piptadenia
peregrina (da qual se faz o rapé
Paricá com propriedades psicoativas
utilizado por índios da Amazônia em
rituais). Algumas variedades de Acácia
australianas tipo a Acacia maidenii
também possuem propriedades
semelhantes à Jurema.

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uma-planta.html#ixzz1N22jw885
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Ipomoea purpurea
(Ipoméia Roxa)
Ipomoea purpurea, a Glória da Manhã
ou Corda-de-viola, é uma espécie
do gênero Ipomoea, nativa do Mexico
e da América Central. Como
todas glórias-da-manhã a planta se
enlaça ao redor de estruturas com
seus galhos. Crescendo a uma altura de
2 a 3 metros. As folhas tem forma
de coração e os galhos tem pêlos
marrons. As flores tem forma de
trombeta, predominando o azul para
púrpura ou branco, com 3 a 6 cm de
diâmetro.

As sementes triangulares (facilmente


encontráveis em sites de jardinagem)
tem histórico de uso como psicodélico;
estas, como as de Ipomoea tricolor
contêm ergina(A LSA, também
conhecida como
amida de ácido D-lisérgico, ergina, e
LA-111, é um alcalóide da família das
ergolinas, presente em várias espécies
da planta Convolvulaceae e em alguns
tipos de fungos. Trata-se de uma
substância conhecida comumente por
seus efeitos de tipo alucinógeno).

Os efeitos são relatados quase


idênticos ao do LSD. Há
controvérsias quanto a ser esta espécie
ou Rivea corymbosa a planta
considerada mágico-medicinal conhecida
na cultura asteca como ololiuhqui.
Uma das utilizações medicinais dessa
espécie são os
preparados homeopáticos conhecidos
como essência floral ou Florais de Bach
por propostos por Edward Bach
(1886–1936) como veículos
terapêuticos, nesse
caso a indicação é a dependência de
drogas e desorganização de hábitos.
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Solanales
Família: Convolvulaceae
Género: Ipomoea
Espécie: I. purpurea
Nome binomial
Ipomoea purpureaL.
Nome Científico: Ipomoea purpurea
Sinonímia: Convolvulus purpureus,
Convolvulus superbus,
Convolvulus intermedius, Convolvulus
sanguineus, Ipomoea discolor,
Ipomoea hispida,
Pharbitis purpurea, Ipomoea hirsutula
Nome Popular: Glória-da-manhã,
Corda-de-viola, Corriola,
Jetirana, Campainha, Bons-dias,
Bom-dia
Família: Convolvulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América Tropical
Ciclo de Vida: Anual
Nomes vulgares:
África: morning glory, pupa (iorubá),
ijalapha, ijalamu, ijalambu (Zulu)
Bolívia: campanilla, camotillovioleta,
yeticanu
Brasil: canuto-de-pito, cariola,
getirana-roxa, campainha, bons-dias
Cuba: aguinaldo purpúrea
E.U.A: morning glory
A glória-da-manhã é uma trepadeira
volúvel e anual, de rápido crescimento,
excelente para cobrir rapidamente
pequenas estruturas. Seu caule é
herbáceo e delicado, recoberto por finos
pêlos amarronzados. Ele escala
rapidamente o apoio oferecido, se
enrolando em torno dele e
alcançando de 2 a 3 metros de altura
ou comprimento. Sua folhas
são cordiformes ou trilobadas, verdes e
muito vistosas. As flores surgem
na primavera e verão, abrindo-se pela
manhã e fechando-se ao entardecer.
Elas são grandes, em forma de
trompete e podem se apresentar nas
cores branca, rosa, roxa ou azul, em
tonalidades diversas e muitas
vezes multicolores. O fruto é uma
cápsula trivalva com sementes grandes
e
triangulares, que germinam com
facilidade.

Usos em rituais afro-brasileiros: No


Ilê axé ewe fun mi, da gitirana-roxa
(Ipomoea purpurea (L.) Roth. são
empregadas as sementes as quais são
amassadas em água formando uma
massa que deve ser ingerida. É folha
do vento, que propicia leveza, quando
a pessoa está deprimida. Usa-se em
trabalhos individuais. Chama-se
"pupa" em iorubá. Pertence á
divindade Iansã.

Ergina :

A LSA, também conhecida como amida


de ácido D-lisérgico, ergina, e LA-111,
é um alcalóide da família das ergolinas,
presente em várias espécies da planta
Convolvulaceae e em alguns tipos de
fungos. Trata-se de uma substância
conhecida comumente por seus efeitos
de tipo alucinógeno.
Nome IUPAC (8β)-9,10-didehydro-
6-methyl-ergoline-8-carboxamide
Outros nomes :LSA, d-lysergic acid
amide, d-lysergamide, Ergine, LA-111
Identificadores:
Número CAS 478-94-4
PubChem 442072
ChemSpider 390611
Fórmula química C16H17N3O
Massa molar 267.32 g mol-1
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da-ipomoea.html#ixzz1N268rod2
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.
Datura Stramonium

(chá de lírio)
Datura ou "Lírio" (trombeteira) como
é conhecida no Brasil é uma planta
usada como alucinógeno sendo suas
flores a base do famoso chá de Lírio
,induz a viagens aterrorizantes e
mesmo nas sociedades que fazem dela
um uso xamanico ela é relacionada a
magia negra e usada apenas por xamãs
experientes... seu uso de forma
recreativa ou como experiência é
totalmente desaconselhado pois na
maioria das vezes resulta em sério mal
estar e sensações pra lá de nefastas
(quando não letais) .
Descrição geral :
A origem do nome vem do hindu
"dhát", um veneno preparado com
plantas, e "tatorah", entorpecente.
Plantas desse gênero e de alguns
outros gêneros de Solanáceas
apresentam compostos com
propriedades alucinógenas, o que é
conhecido desde tempos imemoriais.
Povos primitivos, tanto da Eurásia
como do Novo Mundo, fizeram
intenso uso dessas propriedades em
rituais místicos e religiosos, bem como
para fins medicinais; outros usos
tinham intuito criminoso, visando
entorpecer as vítimas para as roubar
ou matar.
Os efeitos alucinógenos incluem visões
e sensações que eram tidas como
formas de comunicação com os deuses.
Curandeiros e adivinhos buscavam
inspiração nessas visões. Ritos de
iniciação, bem como de passagem de
condições de crianças para adultos,
envolviam o uso de preparados dessas
plantas. Na região de Bogotá (pré
hispanica) as viúvas e os escravos dos
guerreiros mortos recebiam uma bebida
com extratos dessas plantas, que as
colocava em estado de torpor, de modo
a serem enterrados vivos com os seus
senhores. Plantas dos grupos
mencionados não são substitutivas de
plantas que fornecem drogas, como
maconha, papoula ou coca, pois ao lado
do efeito alucinógeno, existe um forte
efeito tóxico, e uma "viagem" com
Solanáceas frequentemente não tem
retorno.
Datura Stramonium é uma planta
herbácea anual de porte poderoso, com
caule ramificado suportando folhas
alternas, ovais, dentadas e
malcheirosas. Na axila das ramificações
ou na extremidade dos caules, formam-
se grandes flores tubulosas, brancas ou
violáceas. O fruto é uma cápsula que
encerra sementes pretas (em baixo).
Toda a planta é extremamente
venenosa. Diversas espécies de Datura
são originárias do Novo Mundo, mas a
Datura stramonium é originária de uma
região à volta da Cordilheira do
Himalaia, na Ásia Menor e de regiões a
volta do Mediterrâneo, foi levada para
as mais diversas regiões do mundo,
sendo hoje de distribuição universal.
Apresenta ampla ocorrência no
Continente Americano, sendo que no
Brasil pode ser encontrada em grande
parte do território, mas raramente
forma grandes concentrações. Cultiva-
se em grande escala para fins
medicinais.
São colhidas as folhas e as sementes.
As folhas devem ser cortadas de manhã
cedo, no princípio da floração. São
primeiro secadas estendidas ao lado
umas das outras, em seguida podem ser
amontoadas. Num secador, a
temperatura não deve ultrapassar os
45ºC. As sementes são retiradas após
a secagem das cápsulas. Os dois
produtos contêm alcalóides derivados
do tropano (0,4%), a hiosciamina, a
atropina e a escopolamina. Estas
substâncias são espasmolíticas
(aliviam as contrações musculares),
diminuem as secreções glandulares e
dilatam os brônquios.

São apenas tratadas no âmbito da


indústria farmacêutica, e os remédios à
base destas substâncias só podem ser
prescritos por um médico. É uma
planta tóxica para os animais e para o
homem. Os envenenamentos de crianças
pelas sementes de estramônio são
relativamente freqüentes, sendo a dose
letal, aproximadamente, 20 sementes.
São igualmente cultivadas outras
espécies de Datura: Datura inoxia e
Datura metel, originárias da América do
Sul, e Datura inermis, originária da
Abissínia, todas ainda mais ricas em
alcalóides.
Na literatura:
O xamã indígena Don Juan, no livro
"A Erva do Diabo" de Carlos
Castañeda, refere-se nestes termos a
esta espécie: "-- A erva-do-diabo tem
quatro cabeças; a raiz, a haste e as
folhas, as flores e as sementes. Cada
qual é diferente, e quem a tornar sua
aliada tem de aprender a respeito delas
nessa ordem. A cabeça mais importante
está nas raízes.
O poder da erva-do-diabo é
conquistado por meio de suas raízes. A
haste e as folhas são a cabeça que cura
as moléstias; usada direito, essa cabeça
é uma dádiva para a humanidade. A
terceira cabeça fica nas flores, e é usada
para tornar as pessoas malucas ou
para fazê-las obedientes, ou para
matá-las. O homem que tem a erva por
aliada nunca absorve as flores, nem
mesmo a haste e as folhas, a não ser
no caso de ele mesmo estar doente; mas
as raízes e as sementes são sempre
absorvidas; especialmente as sementes,
que são a quarta cabeça da erva-do-
diabo e a mais poderosa das quatro".
Datura L. é um género botânico
pertencente à família Solanaceae. É
constituído por cerca de catorze
espécies de plantas anuais ou perenes
de vida curta. Sua taxonomia é
complexa e difícil, sendo constante e
erroneamente chamadas de "Lírio"
devido à sua grande semelhança nas
flores com as plantas do gênero Lilium,
pois, para leigos, é difícil a distinção.
É comum dividir-se o gênero em 4
seções: Brugmansia, Stramonium,
Dutra e Ceratocaulis. Muitas
discussões tem havido sobre esse e
outros critérios. Hoje, os especialistas
estão de acordo em que se deve separar
ao menos Brugmansia, pelo que em
novos sistemas de classificação se
tornou em um gênero distinto,
restando oito espécies para o gênero
Datura.

Espécies :

Datura bernhardii
Datura ceratocaula
Datura discolor
Datura ferox
Datura inoxia
Datura kymatocarpa
Datura lanosa
Datura leichhardtii
Datura metel
Datura quercifolia
Datura reburra
Datura suaveolens
Datura stramonium ( usada como
enteógeno/alucinógeno)
Datura wrightii
Lista completa

atropina
Algumas espécies, antes incluídas neste
género pertencem atualmente ao género
Brugmansia, diferindo das outras
espécies por serem lenhosas, arbustivas
ou arborescentes, além de possuírem
flores pendentes. Podemos ainda citar
outros géneros relacionados como o
Hyoscyamus e Atropa.
Amanita Muscaria
(cogumelo alucinógeno)
O cogumelo vermelho amanita
muscaria é muito comum no Oeste
norte americano, na Europa, Sibéria e
Ásia, onde pode ser encontrado no
solo, por baixo dos pinheiros,vidoeiros
e carvalhos.
Estes fungos crescem solitários,
dispersos, densamente, ou em grandes
anéis nas orlas das florestas.
Encontram-se freqüentemente em
pinheirais ao longo das costas ou das
auto-estradas. O amanita é
historicamente o enteógeno mais usado
no mundo inteiro.

A Amanita Muscaria possui dois tipos


de alucinógenos
sendo muscimol e ácido ibotêmico. Depe
ndendo da quantidade ingerida é capaz
de induzir alterações no sistema
nervoso, levando a alteração da
percepção da realidade, descoordenação
motora, alucinações, crises de euforia
ou depressão intensa. Espasmos
musculares, movimentos compulsivos,
transpiração, salivação,
lacrimejamento, tontura e vômitos são
também sintomas referidos na
literatura.

A dose de muscimol ativa é de cerca


de 10-15 mg para uma
pessoa normal. Um Guia
de cogumelos ( A Guide to British
Psilocybin Mushrooms ) de
Richard Cooper
publicado em 1977 recomenda uma dose
menor, 8.5mg e sugere que é possível

que esse valor esteja presente em


menos de 1g de A.muscaria secas. Ele

continua a dizer que a determinação de


uma dose correta pode ser difícil
como potência varia drasticamente de
um cogumelo para a outro.

O melhor metodo pra ingestao que eu


conheço é a mastigaçao lenta, e a dose
minima é de 40 - 60 gramas de cogus
secos em bom estado (secos a menos de
90 dias e armazenados em condiçoes
ideais sem ar luz ou umidade) . A
alteração de consciência pode demorar 5
a 10 horas e começa após meia-hora a
2 horas.

Não se deve colher amanitas fora de


época
Por 2 motivos:
1- os cogumelos que saem fora da
época sao os "sensores", eles medem
como está o ambiente, fazem mediçoes
de temperatura/pressao
barometrica/niveis de chuvas para
mandar a informaçao de volta para a
colonia(ring) em forma de esporos que
colonizam a camada superficial de
materia orgânica enviando estas
mediçoes para ter uma frutificaçao o
mais eficiente possivel.
2- Por serem sensores, estes
cogumelos sao mais protegidos que os
outros, sao extremamente venenosos, e
mesmo secando eles/fazendo chá o
veneno nao se dissipa totalmente.
O fungo veio para o Brasil junto com
sementes de pinus importadas para
reflorestamento. No inverno é possível
encontrar o cogumelo em toda região
Sul do país. Sendo também
encontrado em outros estados
como São Paulo e sul de Minas
Gerais.

o componente psicoativo deste fungo é


o muscimol .O Muscimol é produzido
naturalmente nos cogumelos Amanita
muscaria, Amanita pantherina e
gemmata Amanita,acredita-se que, no
A. muscaria, a camada logo abaixo da
pele da tampa contém a maior
quantidade de muscimol, e por isso é a
parte mais psicoativas.
Desde o período Paleolítico Superior
(entre 75.000 a 15.000 anos a.C) o
homem já utilizava certas plantas para
fins medicinais e como meio de acesso
ao reino dos espíritos, através da
ingestão das chamadas Bebidas
Sagradas. O impacto do seu uso na
estruturação da psique e da cultura
humana é muito maior do que se pode
imaginar. Hoje em dia essas plantas
são chamadas enteógenas, que significa:
capaz de suscitar a experiência de Deus
em si mesmo. Seus
compostospsicoativos produzem um
estado de expansão de consciência.
O pesquisador Robert Gordon
Wasson sugeriu que o cogumelo
estivesse relacionado ao Soma, bebida
sagrada dos Vedas. Os mais antigos
textos religiosos. Tal bebida é citada
nos hinos do Rigveda escritos por
volta de 1.500 A.C. )
Soma é uma bebida ritual da cultura
védica e hindu. Não se sabe exatamente
como esta bebida era preparada, talvez
sob a forma de infusão dos caules da
'soma'. Alguns antropologos acreditam
que o cogumelo Amanita Muscaria seja
o soma, ou parte dele, outros afirmam
que poderia conter cogumelos
psilocibinicos, porem até hoje
permanece um mistério. Não existe
certeza quanto ao nome das espécies
utilizadas na preparação do soma,
devido à extinção desta expressão
cultural dos antigos hindus, mas
segundo Forlong (1964)
e Blavatsky (1892) elas podem ser:
Asclepias acida ou Sarcostoma
viminales.

Classificação científica
Reino: Fungi
Divisão: Basidiomycota
Classe: Homobasidiomycetae
Ordem: Agaricales
Família: Amanitaceae
Género: Amanita
Espécie: A. muscaria
(Nao há meio de se cultivar amanitas
indoor)

Kratom-mitragyna speciosa
( uma planta psicoativa
da Asia)
Kratom (Thai: กระทอม)
(Mitragyna speciosa) é uma grande
árvore nativa do sudeste da Ásia. É da
mesma família do cafeeiro. Suas folha
são colhidas por suas propriedades
psicoativas ,embora o uso
de kratom seja comum ao longo de sua
área nativa do sudeste da Ásia,
essa planta permaneceu praticamente d
esconhecido fora dessa área, até os
últimos anos.
Embora estruturalmente relacionada
com
a ioimbina e outras triptaminas, a far
macologia da kratom é
completamente diferente.
Ela contém muitos alcalóides,
incluindo mitragina que lhe
permitam contribuir para o trabalho, ao
mesmo tempo ajuda a descansar e
dormir. A folha de
kratom é usada para produzir uma sen
saçãode bem-estar.
Dosagem :
A dosagem depende bastante do tipo de
potência da kratom utilizada.
Normalmente 5-10 gramas de folhas
secas devem chegar para os
principiantes. Reduzir a dose quando
usar o pó de kratom, visto que este é
normalmente mais forte que as folhas
simples (3-5 gramas). O mesmo
acontece com a resina. A kratom não é
viciante quando usada com cuidado, e
não menos que uma ou duas vezes por
mês. No entanto, os utilizadores
regulares sentirão a necessidade de
aumentar a dose após algum tempo.A
kratom tem sido tradicionalmente
utilizada pelas suas
propriedades psicoativas, na
Tailândia e na Malásia, apesar
de agora ser ilegal nesses países. No
Sudeste Asiático as
folhas frescas são comumente mastigad
as, muitas vezes de forma
contínua, por parte dos
trabalhadores ou operários que
procuram seus efeitos simultaneamente
anestésicos e estimulantes,Existem
várias maneiras de usar a kratom. Pode
se mastigar as folhas, fumá-las, ou
preparar um chá. Este último método é
o mais fácil.A maneira mais palatável
de usar a kratom é preparando um chá:
colocar 5-10 gramas de folhas
pulverizadas numa pequena quantidade
de água quente e deixar em infusão
durante algum tempo. Pode semisturar
com chá preto ou de ervas e açúcar ou
mel a gosto.Kratom contém muitos
alcalóides,
incluindo mitragina , mitraphylline e 7
hydroxymitragynine (que atualmente se
supõe que seja o princípio ativo
principal na planta). Outro método é
preparar um extrato líquido de chá.
Segue esta receita básica encontrada na
web:
1.) Colocar 50 gramas de folhas secas
de kratom esmigalhadas numa panela.
Juntar 1 litro de água.
2.) cozinhar em fogo brando por 15-
20 minutos.
3.) Filtrar e colocar o chá num
recipiente e guardando o líquido.
(espremer as folhas no filtro para
aproveitar a maior parte do líquido).
4.) Coloca as folhas novamente na
panela e juntar outro litro de água
limpa. Repetir os passos 2 e 3
(depois de filtrar as folhas pela
segunda vez, podes descarta-las).
5.) Junta o líquido obtido nas duas
fervuras na mesma panela e cozinha
novamente até o volume reduzir a
cerca de 100 ml.

O mesmo método de preparação pode


ser utilizado com quantidades maiores
ou menores de ervas, ajustando
simplesmente o volume da água. O chá
de kratom pode ser armazenadona
geladeira durante cerca de cinco dias. É
provável que se conserve durante mais
tempo, mas é preferível não o beber
após os cinco dias. Pode ser
armazenado durante meses e lhe
acrescentar algum álcool. Juntar cerca
de 10% de álcool preservará a kratom
durante muitos meses (no geladeira).
Junta uma parte de vodca (pinga, rum,
ou bebidas brancas similirares) a três
partes de chá de kratom.
Geralmente não é recomendavel a
mistura de drogas. No entanto, certas
misturas têm sido consideradas
agradáveis e supostamente seguras
pelos utilizadores. A kratom pode sem
dúvida misturar-se com chá normal sem
qualquer risco. Tem sido usada com um
chá feito de papoilas vermelhas
(papaver rhoeas), o qual possui um
efeito próprio levemente narcótico, e
com um chá sedativo e de efeitos
eufóricos feito de "lótus azul"
(nymphaea caerulea). Tem sido
misturada sem problemas com pequenas
quantidades de álcool, mas grandes
quantidades devem ser evitadas.
Algumas pessoas gostam de fumar
tabaco ou "weed" quando se encontram
sob a influência da kratom.
Apesar da 7hydroxymitragynine e da m
itragina serem estruturalmente relacion
ados
com a ioimbina e outras triptaminas, s
ua farmacologia é bem diferente,
atuando principalmente como
agonistas dos receptores mu-
opióides. Outros produtos químicos
ativos
no kratom incluem raubasine (mais
conhecido a partir de Rauwolfia
serpentina)
e alguns alcalóides yohimbe como coryn
antheidine .
Kratom também
contém alcalóides encontrados na Unha
de Gato,que se supõe tenham um
papel benéfico sobre o sistema
imunológico e reduzam a pressão
arterial, bem como a epicatequina, um
potente
antioxidante também encontrados no
chocolate escuro e intimamente
relacionada com a EGCG chá
verde que dá seus efeitos benéficos.O
uso do kratom é legal na Europa,EUA e
também no Brasil,bem como na maioria
dos países,mas proíbido na Tailândia,
Austrália, Burma, Malásia e
VietnamHoje em dia, a kratom está
inserida no mesmo grupo de
classificação da cocaína e da heroína
pela lei tailandesa, e tem as mesmas
penalidades. A posse de 30 gramas é
punível com a morte.

Então talvez você se pergunte essa


planta pode ser cultivada tambem no
Brasil ou outro país da America
tropical ?Teoricamente sim,com certo
grau de dificuldade.A árvore da
mitragyna speciosa atinge alturas de
15 metros com uma largura de 4,5
metros. O caule é erecto e ramoso. As
flores são amarelas. As folhas são
perenes, de um verde escuro lustroso,
de forma oval, com padrões de
crescimento opostos. A kratom é
sempre-verde em vez de anual ou
bianual, e as suas folhas caem e nascem
constantemente, mas existe uma queda
de folhagem quase estacional devido às
condições ambientais. Durante a época
seca do ano a queda de folhas é
abundante, e o novo crescimento é
pleno durante a época das chuvas.
Quando plantadas fora do seu habitat
tropical, a queda das folhas ocorre com
temperaturas mais frias, à volta dos 4
graus Celsius.

Crescimento
A kratom prefere solos molhados, muito
húmidos, em zonas protegidas. Como
necessita de muito alimento, requer um
solo muito rico e fértil. É sensível à
aridez, e se plantada fora do seu
habitat natural é sensível à geada. A
propagação dá-se através de sementes
muito frescas ou de cortes. Cresce
devagar, devido a um fungo que ataca o
seu tecido xilema (um dos tecidos das
plantas).
Sabe-se pouco sobre o cultivo da
kratom. As sementes e os cortes são
muito difíceis de encontrar. Os cortes
de kratom são difíceis de cultivar,
apesar da planta em si, uma vez
estabelecida, ser relativamente
resistente. Devido à dificuldade de criar
raízes através de cortes, muitos
agricultores experimentam a clonagem.
Duas das dificulades principais do
cultivo com cortes são que estes criam
fungos ou simplesmente nem sequer
criam raiz. Sugestões para o
tratamento destes problemas incluem:

- colocar o corte em água com um tubo


de bolhas de ar para aumentar os
níveis de oxigénio;
- usar uma pequena quantidade de
fungicida na água para impedir o
crescimento de fungos;
- mudar a água diariamente para
reduzir a formação de fungos.
Alguém obteve sucesso em manter o
corte húmido ao usar lã de rocha,
permitindo a passagem de ar, mudando
a água todos os dias para evitar o
crescimento de fungos, e juntando
nutrientes assim que as raízes
começaram a crescer.
Há registos sobre o fato das folhas da
mitragyna speciosa serem mais
potentes no fim do Outono, mesmo
antes de caírem, e das plantas que
crescem em climas frios serem fracas. As
plantas cultivadas em climas
subtropicais ou tépidos são fracas no
fim do Inverno e da Primavera, mas
potentes no fim do Verão e do
Outono, e princípio do Inverno. A
maioria das plantas de estufa também é
fracas
Kratom
IBOGA
Tabernanthe iboga ou Iboga é
um arbusto alucinógeno, nativo
da África
Central Ocidental. O Iboga estimula
o sistema nervoso central, quando
tomado em
doses pequenas e induz visões em
doses maiores. Em partes da África,
onde a planta
cresce a casca da raiz é mastigada para
diversos fins

farmacológicos ou ritualísticosA Iboga


é extremamente rara, a procura por ela
tem sido tão grande que as plantas
nativas foram praticamente dizimadas
e os custos estão subindo cada vez
mais. A Ibogaína é seu o
alcalóide ativo.
Normalmente cresce a uma altura de 2
m, T. iboga pode eventualmente
crescer até se tornar uma pequena
árvore de até 10 m de
altura,em condições adequadas. O
arbusto tem pequenas folhas verdes.
Suas flores
são brancas e rosa, enquanto
que o fruto pode ser em
forma oval alongada, ou em forma
redonda ou esférica, ambos
com uma
cor alaranjada. Suas raízes de
coloração amarela contém uma série
de alcalóides ,principalmente ibogaína,
que é encontrada
em maior concentração na casca da
raiz.Algumas espécies animais, entre
as quais os mandris e os javalis,
alimentam-se das raízes da iboga para
conseguir efeitos
entorpecentes. Imagina-se que os
pigmeus descobriram a eboka (iboga)
observando o comportamento desses
animais. Até hoje, estas populações
utilizam a iboga em seus
ritos. O material de raiz, de sabor
amargo, provoca uma sensação anestési
ca na boca,
assim como dormência sistêmica para a
pele.
É usado para diminuir a sede e a fome
em condições extremas de trabalho. A
casca é estimulante e efeitos
alucinógenos e é usado em rituaisDe
muitas maneiras, seus efeitos e uso são
semelhantes às Ayahuasca,o culto Bwiti
e outros cultos secretos da
África Ocidental usam-na para se
comunicar com
seus antepassados mortos.

As raízes contêm alcalóides


indólicos: Ibogaína tem forma de
agulhas prismáticas a partir do etanol
com um ponto de fusão entre 152 º C e
153 º C, solúvel em etanol, éter,
clorofórmio, acetona. O cloridrato tem
um ponto de fusão entre 299 º e 300
º. Sua fórmula química é C 2 0H 26 N
2 O.

A ibogaína é um estimulante do
sistema nervoso central,semelhante a
anfetamina e um alucinógeno,
dependendo da dose. Em pequenas
quantidades, é um estimulante,
enquanto que em doses mais elevadas
(5g - 10g) provoca
alucinações. Sugere-se a sua utilização
para o tratamento da dependência de
opiáceos e cocaína. Doses altas podem
causar paralisia e paralisia
respiratória, também induz a
degeneração das células de
Purkinje. Ibogamina, Tabernantina e
Coronaridina entre outras.2
Voacoangina Na raiz seca é entre 1 a
2,6% de alcalóides, enquanto a casca da
raiz entre 5-6% 0,2
É estimulante do sistema nervoso e
antidepressivo.
Uso :
Preparação: Embebe-se em água quente
por meia hora. A bebida pode ser
filtrada ou simplesmente tomada com
as plantas. Algumas pessoas
misturam-na com outras plantas, tais
como a alchornea floribunda ou a
canábis.
Dosagem:
Cultos nativos usam 2 ou 3 gr para as
mulheres e 3 a 5 para os homens.
Tomar no maximo 5 gr para efeito
psicodélico.
No culto dos nativos Bwiti, a droga é
tomada de 2 maneiras: regularmente em
pequenas doses antes e no princípio
das suas cerimônias, seguida depois da
meia-noite por uma dose menor; e uma
vez ou duas durante a iniciação
ao culto, em doses excessivas de 1 a 3
cestas cheias, durante um período de 8
a 24 horas. Isto serve para "abrir a
cabeça ”, assim induzindo o contato
com as almas dos antepassados através
de desmaios e alucinações.

Efeito: afrodisíaco, eufórico, o dobro da


potência muscular, aguça a visão,
estimula a digestão e da fome.
Pequenas doses: brilhos ligeiros,
aumento da sensibilidade e dificuldades
motoras. Os cientistas ocidentais
afirmam que o iboga diminui o desejo
por substâncias que causam
dependência, todavia este produto não
é próprio para combater dependências
sem ajuda profissional.

VIROLA
Virola (pó alucinógeno dos indios da
Amazônia)
VIROLAS (virola calophylla, Virola
Colophylloidea , e V. theiodora) estão
entre as mais recentes descobertas no
campo das plantas
alucinógenas. Estes árvores de
tamanho médio tem folhas verde
escuro brilhante com pequenas flores
amarelas, que exalam um aroma
pungente.o princípio ativo esta na
resina vermelho-sangue retirada da
casca de árvore, que faz um rapé
poderoso. A Virola é nativa
dos trópicos do Novo Mundo. Eles
são membros da família da noz-
moscada , Myristicaceae, que
compreende cerca de 300 espécies de
árvores em 18 gêneros. O mais
conhecidomembro da família é Myristica
fragrans, uma árvore que é a fonte da
noz-moscada .
Na Colômbia, as espécies mais
frequentemente utilizadas para efeitos
alucinógenos(enteógenos) são Virola
calophylla e V.calophylloidea, enquanto
no Brasil e na Venezuela, os Índios
preferem a v. theiodora . que parece
render mais resina.um "rapé"
é preparado a partir da casca
de árvores Virola pelos índios
da Noroeste amazônico e das cabeceiras
do Orinoco. Um antropólogo que
observou o Índios Yekwana da
Venezuela em sua preparação e
utilização do "rapé", em 1909,
comentou:"São de especial interesse os
rituais de cura, durante os quais o
xamâ inala o hakudufha. São
necessários cerca de 40 litros de resina
para obter 1 kg de pó.

Tira-se a casca da arvore


Virola , deixando que a
resina escorra .
Este é um pó mágico usado
exclusivamente por curandeiros e
preparado a partir da casca de uma
certa árvore amassada e cozidos em
uma pequena panela de barro, até que
toda a água tenha evaporado e
um sedimento reste no fundo da
panela. "Este
sedimento é tostado na panela em fogo
leve e é em seguida reduzido á pó fino
com a lâmina de uma faca. Em
seguida, o feiticeiro sopra um pouco
de o pó através de um canudo. . . para
o ar. Em seguida, ele aspira com a
mesmo canudo, ele absorve o pó em
cada
narina sucessivamente. "O hakudufha
obviamente tem um forte efeito
estimulante, pois imediatamente o
pajé começa a cantar e gritar
descontroladamente, o tempo
todo lançando a parte superior do seu
corpo para trás e para a frente. Entre
as numerosas tribos do Leste da
Colômbia, o uso de rapé de Virola,
muitas vezes chamado yakee ou paricá,
é restrita aos xamãs. Entre os Waika
ou tribos Yanomami da região
fronteiriça do Brasil e da Venezuela,
epena ou nyakwana, como o rapé
é chamado, não se restringe
a curandeiros, mas pode ser
cheirado cerimonialmente por todos
os homens adultos, ou mesmo
aspirado ocasionalmente, sem
qualquer base ritual por homens .
o pó obtido neste processo é
misturado a folhas de uma erva seca e
moída conhecida como "justicia" e
cinzas de amasita, a casca de uma
árvore a Elisabetaprinceps. O rapé é
então pronto para uso.
os efeitos do pó de virola são sentidos
dentro minutos após o uso inicial.
Primeiro, há uma sensação de
euforía,que é seguida por um
entorpecimento dos membros,uma
contração da face, uma falta de
coordenação muscular , espirros,
náuseas e,freqüentemente, vômitos.
Macropsia - a sensação de estar vendo
as coisas muito maiores do que são .
a resina da Virola theiodora tem até 8
por cento de
triptaminas,principalmente a altamente
ativa 5 -metoxi-N, N-Dois
dimetiltriptamina,alcalóides de um
novo tipo, B-carbolinas também
foram encontrados na resina;eles agem
como monoaminas inibidoras de
oxidase e é possível que as triptaminas
tenham efeito quando a resina é
tomada oralmente.
encontra-se á venda em alguns sites
especializados em extratos xamânicos
com valor de cerca : (€ 5.25) a grama
O cacto San Pedro

O cacto San Pedro (Trichocereus


pachanoi) Conhecido também por
huachuma, achuma, agua colla, cardo,
huando hermoso, gigantón, San
Pedrito, San Pedrillo. é uma das
plantas alucinogénicas mais velhas que
se conhece nas Américas.
Este tipo de cactos é original do
Equador e Peru, onde ainda cresce nas
montanhas de grande altitude!

Sanguirardi Jr:
" O emprego religioso, pelo índio, da
bebida extraida do San Pedro é
tradição secular, que se perdeu para
sempre. Hoje, o uso ritual com
finalidades mágicas e curativas ocorre
em práticas nas quais as raízes
ameríndias são enxertadas com o
catolicismo, o espiritismo e a feitiçaria
européia.
Mesmo na forma sincrética atual, seu
conhecimento pelos estudiosos é
recente.

Por que São Pedro ?


O cacto abre as portas do Céu. Daí ter
recebido o nome do apóstolo a quem
disse Jesus : " Dar-te-ei as chaves do
Reino dos Céus: o que ligares sobre a
Terra será ligado aos céus..." (Matheus
16:19).Quando os espanhóis chegaram
ao Peru, usava-se muito San Pedro.
Um texto eclesiástico diziam que os
xamãs tomavam a bebida chamada
Achuma, e como era muito forte, depois
de tomaram perdiam o juízo e ficavam
privados dos sentidos, tinham visões
nas quais aparecia somente o diabo.
Como aconteceu com o Peyote no
México.
O alcalóide ativo mais importante
presente no cacto San Pedro é a
Mescalina. O cacto San Pedro contém
um pouco menos de Mescalina que o
cacto Peiote (Lophophora williamsii),
tornando a sua viagem (trip) mais
amigável.
Este cacto de crescimento rápido tem 4
a 9 costelas e um forte sistema de
raízes. Na natureza o cacto san pedro
continua a crescer até cair com o seu
próprio peso. O cacto caído criará
novas raízes e produzirá novos
brotos.

O san pedro é utilizado


frequentemente como base para outros
cactos mais difíceis de cultivar.
O próprio san pedro pode ser cultivado
a partir das sementes, num ambiente
seco ou húmido, e cresce mais
rapidamente se for regado regularmente.
No entanto, a planta pode sobreviver
durante anos sem água e até produzir
novos rebentos.
Os alcalóides ativos
do cacto san pedro são:
mescalina (3,4,5-trimetoxi-B-
fenetilamina)
3-metoxi-4-hidroxi-B-fenetilamina
3,5-dimetoxi-4-hidroxi-B-
fenetilamina
tiramina
hordinenina

O nome quéchua do cacto Trichocereus


Panachoi é “Wachuma”.Trata-se de um
cacto que chega a atingir mais de dois
metros de altura, tendo a mescalina
como princípio ativo. Vem sendo
utilizado há séculos pelos índios do
Peru e do Equador. É conhecido pelos
xamãs por estar sempre em harmonia
com os poderes dos animais,
principalmente o Jaguar.
O uso atual do San Pedro concentra-
se nas regiões costeiras do Peru e nos
Andes do Peru e Bolívia, tem recebido
forte influência cristã. É aplicado para
curar enfermidades.

Doses de mescalina:
150 dose mínima
mg
150 -
300 dose leve a moderada
mg
300 -
trip forte, dura 6-
400
12 horas
mg
450 possível dissolução
- 500 do ego, a trip dura
mg cerca de 12 horas
500 - dissolução do ego, a
600 trip pode durar até 24
mg horas

Proporção de mescalina por cacto


fresco:
400 g contêm cerca de 480 mg de
mescalina - 0.12% de mescalina por
grama de cacto (de acordo com Schultes
& Hofmann)
400 g contêm cerca de 200 - 300 mg de
mescalina - 0.05 - 0.075% de mescalina
por grama de cacto (de acordo com
outras fontes)

Proporção de mescalina por cacto seco:


100 g contêm cerca de 200 - 300 mg de
mescalina - 0.2 - 0.3% de mescalina
por grama de cacto
O peso seco é 25% do peso fresco (75%
de água)

Lembre-se que a potência pode variar


muito. Por isso é melhor não tomar a
dose toda de uma vez só, mas ir
tomando gradualmente: tome metade da
dose, espere 60 a 90 minutos para ver
qual é o efeito, e depois, se desejar,
tome metade do que sobrou e se
necessário repita. Uma trip de san
pedro leva cerca de duas horas a duas
horas e meia para atingir o seu auge.
O modo tradicional de consumir os
cactos é comê-los. Podem ser
consumidos frescos ou secos. Tente
não comer pelo menos 6 horas antes do
consumo dos cactos.

Retire a casca e os espinhos.


Certifique-se de descascar fininho, pois
a maioria das substâncias ativas
encontram-se concentradas logo abaixo
da casca.

Agora pode comer a carne à volta do


caroço do cacto. Cuidado com as falhas.
Os cactos são muito amargos. O melhor
a fazer para evitar o sabor
desagradável é bebê-los com sumo de
fruta.

Uma maneira mais saborosa de


consumir os cactos é preparando-os em
chá. Retira os espinhos e corta os
cactos em pedaços pequenos. Coze-os
por 2-3 horas numa panela fechada em
lume brando. Depois de arrefecer podes
misturar a bebida com suco de fruta ou
com mel.

Pode secar os cactos cortando-os em


lascas e levando-os ao forno a 50°C
durante 4 a 5 horas. Depois pode comer
as lascas.

Um efeito normalmente ocorrente é a


sensação de náusea. Algumas pessoas
dizem que comer gengibre ajuda a
evitá-la.

Cultivo em vaso
Pequena coleção de cactos em vasos.

Um bom substrato é essencial podendo


ser composto da seguinte maneira: 50%
de areia lavada de rio, 50% de terra
vegetal. Pode ser acrescentado o húmus
de minhoca na proporção de um terço
do volume de terra vegetal. Os
espécimes jovens não devem ser
expostos diretamente ao sol o dia
inteiro, precisando apenas de
luminosidade intensa. A rega não deve
ser excessiva, pois pode apodrecer o
cacto.
O Echinopsis pachanoi ( Sam Pedro) é
uma planta de crescimento rápido e
bastante resistente, pode ser plantado
no chão, mas serão precisos alguns
anos até que floresça. O método mais
facil de propagação é vegetativamente,
utilizando secções do tronco. A
propagação por sementes em cactos é
sempre um processo complicado.
Por outro lado creio que o E. pachanoi
não é autofertil, pelo que são
necessários dois clones distintos para
se obter sementes, pra nao falar que
não temos no Brasil os morcegos que
polinizam as flores .

O Lophophora wiliansi (Peyote) é uma


planta de crescimento muito lento, e de
dificuldade moderada (no meu caso)
precisa de um solo muito poroso e com
algum calcário, deve ser mantido seco
durante o inverno. As flores são
autoferteis. O melhor processo para
propagar é enxertando-o numa especie
de crescimento rápido. Assim irá
produzir rebentos e crescerá muito
mais depressa.
Á primeira vista esse já tem tamanho
para florir. Mas o facto de estar
dentro de casa num local em que não
existe variação térmica ao longo do ano
e em que a planta não é afectada pela
alteração do fotoperíodo pode impedir
que floresça.
Primeiros passos
A primeira coisa que deve fazer para
cultivar o são pedro são pequenos
furos
na caixa onde o cacto vai crescer. Isto
é necessário para a drenagem, pois
demasiada água pode apodrecer as
raízes do cacto.
O passo seguinte é misturar a terra
com a areia, a perlite e a gravilha.
Primeiro
divida a gravilha em duas partes e
cubra com uma o fundo da caixa. É
recomendável esterilizar a mistura
antes de a usar; pode fazê-lo no forno
a
150 até 180°C durante cerca de uma
hora ( use uma forma
próprio para o forno e não a caixa de
cultivo: esta derrete), ou pode usar o
microondas numa capacidade baixa
durante cerca de 30 minutos.
Depois de tudo misturado, pode juntar
água. Uma boa maneira de determinar
se a terra está suficientemente molhada
é apertando-a na tua mão. Se sair
água
da terra, está perfeita. Se estiver
demasiado molhada, junta mais terra –
por isso
não use a terra toda da primeira vez.
Quando a mistura estiver
perfeita, pode por na caixa de cultivo.
Semear e germinar
Semear
Está pronto para semear. As sementes
devem ser colocadas na terra e depois
pressionadas gentilmente com, por
exemplo, a ponta de um lápis. não as
afunde demais, cerca do dobro do
tamanho delas debaixo da terra é
ideal. Borrife a terra com água e feche a
caixa com a tampa.
Temperatura
A melhor temperatura para a
germinação das sementes do são pedro
é entre 20 e
30°C, ideal à volta dos 23 °C. Para
conseguir esta temperatura pode colocar
a
caixa junto ao aquecedor ou usar um
cobertor eletrico para manter quente.
Tenha sempre cuidado ao colocar a
caixa diretamente em cima do
aquecedor,
pois a terra pode desidratar e as
sementes não germinarão. Algumas
pessoas
usam um aquecedor para aquário ou
para terrário para conseguirem a
temperatura perfeita. Claro que isto
não é necessário, mas melhora e acelera
o
processo de germinação.

Object 1

Humidade
Enquanto espera que as sementes de
são pedro germinem é muito
importante
que mantenhao nível de humidade alto.
Neste período também deve manter a
terra molhada. Após algum tempo, os
cactos estarão suficientemente
maduros
para se habituarem a um ambiente
árido. Para deixar que os novos cactos
se
habituem gradualmente a condições
secas, comece a fazer buracos na tampa
da
caixa para baixar lentamente o nível de
humidade. Continue a fazer buracos a
cada três ou quatro dias. Após algumas
semanas pode destampar a caixa
completamente, mas mantenha a terra
molhada ainda durante cerca de dois
meses.
Iluminação
Enquanto as sementes de são pedro
germinam é importante que não
exponha a caixa à luz direta do sol.
Use uma lâmpada fluorescente cilíndrica
ou
compacta (CLS) 16 a 18 horas por dia.
Quando os cactos estiverem um
pouco
mais fortes (com 2 ou 3 meses) pode
deixá-los habituarem-se gradualmente
à
luz solar indireta. Com
aproximadamente 1 ano, pode colocá-
los diretamente
ao sol.
Após isto pode começar a tratar os
cactos como espécimes adultos e dar-
lhes
cada vez menos água. tenha certeza
que a terra desidrata completamente
antes de
dar água aos cactos, para estimular as
condições de crescimento áridas.
Quando os cactos tiverem cerca de 1
ano de idade (1 a 2 cm de diâmetro)
pode
começar a pensar em transplantá-los.
Lembre-se que um vaso maior nem
sempre é melhor. Tente encontrar um
vaso que tenha cerca de 4 vezes o
diâmetro do
cacto. Mudar de vasos permite ao cacto
receber nutrientes da terra fresca.
Manter os são pedros
Os cactos estão habituados a condições
áridas e por isso nunca devedar-lhes
água demais. A melhor altura para
molhar o cacto são pedro é na
primavera, e pode continuar até o
outono. Especialmente se estiverem ao
ar
livre, nunca molhe demais no inverno,
pois o frio e a água juntos
são prejudiciais ao são pedro. De
preferência umedeça levemente
no inverno, para evitar que desidratem
completamente.
Os cactos são pedro crescem mais
rapidamente no período da primavera
ao
outono. Durante este período precisam
de mais água e nutrientes. Pode
acrescentar
nutrientes especiais para cactos. A boa
nutrição dos cactos tem sempre pouco
nitrogénio e muito potássio e fósforo.
As suas quantidades estão indicadas
por
números nas embalagens, com a
fórmula NPK (nitrogênio, potássio e
fósforo).
Uma boa fórmula NPK para cactos é
4-7-7 ou mesmo 2-7-7.
A melhor maneira de lhes dar água é por
baixo do vaso. Coloque o vaso do são
pedro na pia com um pouco de água, ou
num pires, e deixa-o absorver
durante alguns minutos. Este método
fortifica as raízes, pois elas terão de
“esticar-se” para absorverem a água.
Embora esta seja uma boa maneira de
dar
água ao são pedro, é bom as vezes
regar o vaso também por cima.
É muito importante que saiba que no
inverno a temperatura ideal para o
são
pedro é entre 5 e 10 °C (também pode
mantê-lo à temperatura ambiente, mas
é
preferível que seja mais fria). Mas
faça com que receba sempre luz
suficiente.
É um dos
cactos de crescimento mais rápido que
existem. Nas condições ideais pode
crescer até meio metro por ano. Se
quiser saber mais sobre cactos
psicoactivos e
o seu cultivo, há vários livros
interessantes em várias lojas
(online):
San Pedro and related Trichocereus
Species by Trout
Cultivation and propagation of cacti
by Trout
Psilocybe
cogumelo mágico

(sim ! isso é a bosta do boi zebú )

A “viajem” acontece graças a uma


substancia chamada Psilocibina que é
encontrada nos cogumelos do tipo
Psilocybe, após a ingestão da
substância, que pode ser pelo famoso
“Chá de cogumelos” ou pelo cogumelo
desidratado e moído, os resultados
variam de pessoa pra pessoa, mas são
geralmente efeitos alucinógenos, sim
você provavelmente vai ver unicórnios
e elefantes cor-de-rosa, também podem
ocorrer reações de pânico e psicose,
principalmente quando é feito o uso de
grandes doses.

"Aqui no Brasil esse tipo de


substância foi moda nas décadas de 60
e 70, mais utilizadas nas zonas rurais,
já que é facilmente cultivado no campo
e o fungo tem ótimo desenvolvimento
quando adubado com esterco de boi.
Provoca um tipo de viagem semelhante
à do LSD, porém mais curta e
angustiante, com alucinações terríveis.
Há uma variação desta espécie, o
Psilocybe subcubensis e diversos
outros Psilocybes: semilanceata
cyanescens, azure. Depois de colhidos,
estes cogumelos são comidos crus, ou
consumidos em forma de chá. Também
podem ser secados para serem ingeridos
depois. "
Object 2

"casos de uso prolongado revelam


efeitos
como mudança de comportamento e
bichogrilismo "

O “chá de cogumelos”, que devido à


psilocibina e psilocina fazia com que
se “abrissem” mais um pouco as portas
da percepção. Porém, quando ingerido
em sua forma natural, ou com algum
ingrediente a fim de melhorar seu gosto
forte (como leite condensado) os
efeitos se mostram mais intensos, já
que a alta temperatura usada no “chá”
destrói parte de seu potencial, deixando
as moléculas instáveis. Alem disso,
quando ingerido na forma sólida, o
efeito vem de forma mais vagarosa,
dando tempo ao usuário para perceber
melhor o que está acontecendo, dentro e
fora de sua mente.
nota
Qual é a do DMT?
DMT significa N, N dimetiltriptamina.
É uma substância química intimamente
relacionada com a serotonina,
neurotransmissor do cérebro, e o
hormônio melatonina. É um
alucinógeno poderoso que ocorre em
muitas plantas e animais, incluindo
seres humanos. DMT foi sintetizado
pela primeira vez em 1930, e era
conhecido por existir em plantas
alucinógenas amazônicas, mas não foi
até 1955 que descobrimos sobre os seus
efeitos psicodélicos. DMT pertence à
família de compostos chamados os
alucinógenos ou psicodélicos. Outros
membros desta família incluem LSD ou
"ácido", psilocibina, dos cogumelos
mágicos e a mescalina dos cactos
peyote e do San Pedrito. Os efeitos do
DMT, em muitos aspectos são típicos
de outras substâncias psicodélicas,
onde caleidoscópicas alucinações
visuais são comuns com os olhos
abertos ou fechados; emoções fortes de
qualquer natureza positiva ou
negativa; novos insights em questões
pessoais ou religiosas, e os efeitos
sobre o nosso senso de integridade
corporal .
Em altas doses, o DMT não raro
parece dar entrada em um mundo não-
físico habitado por seres de luzes com
as quais acredita-se interagir.
Características da substância:

DMT é a abreviação da substância


N,N-dimetiltriptamina (N,N-dimetil-
1H-indolo-3-etanamina), pertencente
ao grupo das triptaminas, semelhante
a melatonina. Tem como fórmula
molecular C12H16N2 e peso
molecular 188.27, ponto de fusão entre
44,6 e 46,8°C e ponto de
ebulição entre 60 e 80°C de acordo com
o índice de Merck. Sua dose ativa em
forma de base livre é de
aproximadamente entre 15 mg a 60 mg
e dura pouco menos de uma hora.
DMT endógena (produzida pelo
próprio
organismo) em animais foi descoberta e
m roedores e, posteriormente, em seres
humanos. Uma vez que o roteiro de
sua formação no organismo foi
determinada em animais - as enzimas
e os blocos de construção
necessários - os cientistas encontraram
então um processo semelhante que
existe em humanos.
A
síntese endógena DMT começa com tri
ptofano na dieta, e passa
por uma série de etapas até que se
torne triptamina.
Em seguida, uma
enzima atribui dois grupos metil parau
m átomo de nitrogênio no triptamina,
resultando em
"N, Ndimetiltriptamina."
Sabemos que o DMT endógeno é
criado nos pulmões e nas
células vermelhas do sangue de seres
humanos, e talvez nos nossos
cérebros.
Embora existam as
enzimas necessárias e blocos
de construção para a síntese
de DMT na glândula pineal,nós não s
abemos ainda se a pineal faz este
composto.
Cientistas descobriram o
gene que codifica a enzima que complet
a a síntese de DMT em
humanos e roedores.
É possível
inserir esse gene em um vírus.
Quando este vírus é
colocado em uma placa de Petri
cheia de células de
mamíferos e infecta as
células, eles começam
a sintetizar DMT.