PROJETO DE APRENDIZAGEM: Reescrita de contos de fadas Ler para melhor escrever – Introdução Os contos de fadas são textos que

, por seu conteúdo mágico, fascinam crianças e adultos ao longo dos tempos. Em geral, são histórias de autoria desconhecida, que fazem parte da cultura oral de um povo e que se perpetuaram, como todos os textos da tradição oral, pela passagem de geração a geração. Não apenas a autoria é incerta, mas também a data de sua criação: o tempo de um conto de fadas é de, como nos dizem as histórias, “há muito tempo atrás”, num passado muito distante… A sobrevivência deles até nossos dias deve-se a pesquisadores, que, cada um em sua época e em seu país, fizeram um verdadeiro trabalho de garimpagem dessas histórias, viajando em busca dos contadores e contadoras que guardaram em suas memórias esse repertório maravilhoso. Assim, temos as obras dos irmãos Grimm na Alemanha, Charles Perrault na França, Italo Calvino na Itália e Luís da Câmara Cascudo no Brasil. E há outras até mais antigas, como As mil e uma noites, que reúnem contos árabes. Essas obras são responsáveis pela permanência até nossos dias de histórias que falam do povo, de sua história, de seus costumes, num universo em que o fantástico e o maravilhoso convivem com o cotidiano. O interessante, ao estudar tais obras, é reconhecer contos semelhantes presentes em diferentes culturas, indicando que, ao viajar e entrar em contato com distintos povos, o ser humano não apenas trocou riquezas materiais ou aprendeu a dominar técnicas: também se apropriou de novas histórias, num intercâmbio de imaginários. Para os alunos, ler ou ouvir esses textos permite que conheçam outros povos, ou se reconheçam no imaginário deles e, desse modo, ampliem seu domínio sobre as formas de pensar, sentir e descrever o mundo. Não são poucos os autores que explicam o valor que as histórias têm para nós, de tal forma que são conhecidas como “remédios para a alma”. E, para as crianças, a luta entre o bem e o mal, a virtude e a vileza, temas principais dessas histórias,

ajudam a organizar um mundo psíquico em que diferentes e intensas emoções convivem. Os contos, nesse sentido, ajudam a criança a lidar com impulsos contraditórios, presentes em seu psiquismo. Acrescido a esse valor cultural e formativo para o indivíduo, é importante apontar outro, profundamente relacionado ao nosso trabalho: ler contos de fadas talvez seja a forma mais segura de introduzir os alunos no universo literário. Fascinadas pela temática desses textos, as crianças enfrentam desafios para compreendê-los, pois a linguagem nem sempre é simples. Com isso, ampliam seu universo lingüístico e seu vocabulário, conhecem estruturas diferentes de construção das frases e experimentam novas formas da linguagem, como o uso de metáforas ou outras figuras de retórica. Nesta seqüência didática, os alunos acompanharão a leitura feita por mim, analisarão alguns efeitos da linguagem utilizada e serão desafiados a escrever um conto. Ao fazer a reescrita de uma história conhecida, terão oportunidade de pôr em jogo os conhecimentos que construíram a partir da leitura, preocupando-se em utilizar a linguagem mais adequada. A condição didática para que os alunos sejam capazes de realizar essa proposta é a participação em muitas situações de leitura de contos, mesmo que seja como ouvintes (ao acompanhar a leitura de outra pessoa). Expectativas de aprendizagem: * A ampliar seus conhecimentos sobre a linguagem e os recursos discursivos presentes nos contos de fadas. * A reapresentar uma história conhecida, considerando não apenas seu conteúdo, mas também a forma de contá-la. * Alguns comportamentos de escritor, como: • Planejar um texto e escrevê-lo. • Preocupar-se em reapresentar o conteúdo da história. • Preocupar-se em utilizar recursos discursivos para tornar a história mais interessante e a linguagem mais literária. * A ampliar seus conhecimentos sobre a escrita, avançando em suas hipóteses (embora a seqüência não tenha como eixo o sistema de escrita, inclui situações que oferecem desafios nesse sentido). METODOLOGIA Construção do livro do projeto: Farei a leitura diária de contos de fadas, e construiremos o livro do projeto “Conto de fadas”, onde cada etapa do projeto é registrada em capítulos. Serão os seguintes capítulos: •

nosso bairro e município fiquem mais limpos. Comparação de duas versões do início de um conto de fadas.#Palavras Novas#. .todos os termos desconhecidos que pesquisaremos em um dicionário on line #Tão tão distante#.Pesquisar e debater a relação entre o aumento da população das cidades com o acúmulo do lixo nas cidades. contaminações e poluição das águas. * Planejamento e produção escrita. -Elaboração de gráfico de barras com pesquisa realizada em outras turmas com o tema: Meu conto de fadas preferido. • PORTUGUÊS * A linguagem dos contos de fadas. CIÊNCIAS HISTÓRIA . . ARTE: . Pesquisando de contos #Fórum de discussões# #Júri simulado# #Reescrita de um conto# Faremos reescrita de contos de fadas Leitura de duas versões do mesmo conto de fadas.Abordando a representação dos contos de fadas.Discutir a responsabilidade da poluição causada pelo lixo jogado nas ruas.Ilustrações com as definições de monarquia e república.Desenho de observação durante o passeio pelo Lago JK. # Relatos#. . Análise comparativa do início das duas versões. Leitura de outro conto de fadas. * Recursos discursivos dos contos de fadas. Produção oral com destino escrito de uma terceira versão (a dos alunos). Leitura de um novo conto de fadas e reescrita MATEMÁTICA .relando as vivências dos contos de fadas.Discutir os problemas criados com aterros sanitários.Debater o que fazer para que nossa rua. GEOGRAFIA . como por exemplo a dramatização de João e o Pé de feijão.Elaboração e resolução de situações-problemas envolvendo personagens dos contos de fadas.construiremos parte do capítulo do livro do projeto.

mostrando a composição do lixo e sugestões para diminuir a quantidade de lixo na escola.Desenho do mascote do crachá “Vigilantes da Boa Alimentação”. .. EDUCAÇÃO FÍSICA .Construir um mural educativo. ENSINO RELIGIOSO -Refletir sobre as ações dos personagens dos contos de fadas e sobre o moral da histórias em relação aos valores trabalhados pela escola-Valorizar atitudes relacionadas ao bem estar individual e coletivo.

pistas de como era a vida naquela época.Tailândia . Emirados Árabes Unidos. Durante o projeto o dicionário será alimentado.br/ www. explicarei que o Brasil após a colonização passou pelo sistema monárquico e que ainda existem países com o sistema de governo monárquico: Andorra . pois anotaremos todos os termos e pesquisaremos em um dicionário on line (http://www.br/ www. príncipes. dependendo o tamanho.Países Baixos .com.com. a vida era bastante diferente. Camboja. Construiremos um capítulo do livro do projeto intitulado #Palavras Novas#.Suazilândia .. Dinamarca. por novos termos.Vaticano Monarquia é um tipo de regime político que reconhece um monarca (rei de forma hereditária ou abdicada) como chefe do Estado.Primeira etapa Leitura de Contos de fadas Duração: duas semanas Todas as aulas serão iniciadas com a leitura de um conto de fadas.com.O rei/rainha atualmente não detém poderes ilimitados como nos contos de fadas..Brunei.Nepal .Qatar .com/ www.Marrocos .com.babylon.Suécia .com / WWW. • Construiremos um capítulo do livro do projeto intitulado #Tão.Omã . o ofício real é sobretudo o de reger e coordenar a administração da república (coisa pública. Lesoto. Jordânia. tão distante#.quando possível farei uma leitura dramatizada. • Explicarei que. daí a incidência de castelos. na época em que esses contos foram escritos. Caso haja termos utilizados nos contos que desconheçam. Luxemburgo.uol. nos contos. motivarei-os a pesquisar seu significado. A maioria das monarquias existentes no mundo atual está muito . A ele.Nova Zelândia .Bahrain. Reino Unido .dicionarios-online.Arábia Saudita.dicionario.Japão . Pedirei que descubram.dicionariodeportugues.Austrália.com). do latim) em vista do bem comum em harmonia social.dicionarioweb.br/ WWW.Jamaica.br/ www. Então.Bélgica. Canadá. Noruega . a leitura será dividida em dois dias.com ilustrações que diferenciam os dois sistemas de governo. ou mais se necessário.Tonga .Discutirei o conto com a classe: • Há palavras desconhecidas? Se houver irei fazer a interpretação da palavra através do contexto e também com uso do dicionário. michaelis. • Explorarei a narrativa com os alunos até que não restem dúvidas.Liechtenstein . pois informarei que a maioria dos contos de fadas é originária da Europa da Idade Média. há muitos e muitos anos.Butão .bussolaescolar.Mônaco . reis.dicio.Espanha .

Mónaco. tais como a do Vaticano. intitulado # Contos Interessantes # Duração: uma semana Construiremos mais um capítulo do livro. Liechtenstein. # Relatos# Duração: duas semanas • Organizarei os alunos em grupos e pedirei que cada grupo represente um conto que já foi lido de uma forma diferente: meio de desenho. intitulado # Relatos#. tendo a sua chefia uma duração limitada. Noruega. Kuwait. Camboja. dobradura . Terceira etapa Pesquisa de contos Construiremos o capítulo do livro do projeto. Japão. por regra chamado presidente da república. dramatização de uma cena. Dinamarca. apesar de haver monarquias electivas. não são consideradas repúblicas. Também . Emirados Árabes Unidos. República (do latim res publica. montagem das personagens em massinha.Luxemburgo. como as do Reino Unido. Holanda . onde além do relatório do grupo haverá a foto do trabalho desenvolvido pelo grupo. Ao final do trabalho será construído um capítulo do livro. Bélgica. Suazilândia. Andorra. onde primeiro surgiram instituições como o senado Segunda etapa Representação dos contos de fadas Construiremos parte do capítulo do livro do projeto.A Chefia do Estado hereditária é a característica mais comum das monarquias. "coisa pública") é uma forma de governo na qual o chefe do Estado é eleito pelos cidadãos ou seus representantes. Eles podem levar para a escola alguns livros que têm em casa e trocar entre si para ler. Dependendo do sistema de governo. Malásia.[1] A forma de eleição do chefe de Estado. Basta ver os exemplos das muitas monarquias constitucionais atuais. Suécia.afastada da imagem de absolutismo. Perguntarei aos alunos se eles conhecem outros contos. colagem. pintura. intitulado # Contos Interessantes#Neste momento verificarei se os alunos reconhecem o tipo de texto trabalhado e se conseguem separar dentre os demais gêneros textuais. o presidente da república pode ou não acumular o poder executivo. Espanha. é normalmente realizada através do voto livre e secreto. o gênero trabalhado.A origem deste sistema político está na Roma antiga. Canadá. Austrália.

pondo em evidência as contradições e enfatizando os argumentos fundamentais. A quantidade do corpo de jurados deve ser constituído por número impar:(3.levarei a turma à biblioteca pública para que os alunos escolham outros contos de fadas para lerem. ajudam seus advogados a prepararem os argumentos para acusação ou defesa. acompanham em silêncio. intitulado #O • Objetivos: 1. Testemunhas: Falam a favor ou contra o réu ou ré. 3. Corpo de Jurados: Ouve todo o processo e a seguir vota: Culpado ou inocente.Estudar e debater um tema. Advogado de acusação: Formula as acusações contra o réu ou ré. Acusado/ réu Lobo Mau: Fala apenas quando solicitado. de acordo com o que tiver sido combinado. Advogado de defesa: Defende o réu ou ré e responde às acusações formuladas pelo advogado de acusação.Desenvolver o senso crítico: • Participantes: (Funções) Juiz: Dirige e coordena o andamento do júri. 5 ou 7) Público: Dividido em dois grupos da defesa e da acusação. Público: Ouve todo o processo a seguir em silêncio. . definindo a pena. levando todos os participantes do grupo se envolver e tomar uma posição. ao se manifestar poderá ser retirado do fórum ou ir preso.Exercitar a expressão e o raciocínio. 2. intitulado #Fórum# Duração: duas semanas Faremos fóruns de discussão momento em que serão discutidos os papéis de personagens boas e más (maniqueísmo) nos contos de fadas. Fórum de Discussão: • • Em todas as histórias lidas. as bruxas são más? Você acha que uma bruxa má poderia ficar boa? Como? Quinta etapa Júri Simulado Construiremos julgamento# o capítulo do livro do projeto. Durante o júri. Quarta etapa Fórum de discussões Construiremos o capítulo do livro do projeto.

3.Aguardarão sentados.O júri e o público será sorteado durante o processo. 462). 13-O público. escrivão. 11. Aos jurados faltosos (alunos que faltaram) aplico a multa de R$ . primeiro a de acusação. organizando-a conforme um tribunal.Juiz: __Tendo comparecido o número de ________ jurados declaro instalada a presente sessão. -Nesse momento. 7.Sortearei os participantes: Advogado de acusação.Juiz: __Declaro abertos os trabalhos da 1º sessão da 3º reunião do Tribunal do Júri da comarca de José Manoel Vilela no ano de 2011. policiais. 462) __ Determino ao Sr.Chamarei as testemunhas. 6. 463). para ser interrogada.Me prepararei para ser o juiz.Darei tempo para os Jurados decidirem a sentença.Darei a palavra ao Advogado de acusação para continue a acusação. nesse momento. junto apenas ao juiz(eu). para que retome a defesa. das de defesa. 8.Como Juiz farei a ABERTURA DA SESSÃO e o sorteio do júri. colocado em salas separadas as da acusação. 14.• Escrivão: Registra em ata (capítulo do livro do Projeto) tudo o que for acontecendo. já sorteados 2. para o júri. 5. 9. • Roteiro ( Sugestão de falas para os participantes. defende o réu ou a ré. . 4. Escrivão que realize a chamada dos jurados sorteados (art.Verificarei. estabelecendo regras. o que faltou.Chamarei o Advogado de defesa.Chamarei o Advogado de acusação (promotor) acusa o réu ou ré (a questão em pauta). avalia o debate entre os advogados. Advogado de defesa.Darei a palavra ao Advogado de defesa. se estão na urna o nome dos jurados (art. Policiais: Participa da segurança do evento.Chamarei a testemunha de defesa. vestindo uma beca da escola. Desenvolvimento (passo a passo) 1.Prepararemos a sala. 12. explicando este passo a passo. (art. testemunhas. porém devem falar também de improviso) I.Leitura e justificativa da sentença pelo juiz. encarregado de retirar da sala quaisquer pessoas que fizerem tumulto. para ser interrogada 10. acusado. serão chamados os jurados.ABERTURA DA SESSÃO 1. colocarei todos os sorteados em seus devidos lugares. destacando o que foi bom. Porteiros: Apregoa as partes e as testemunhas.Apresentarei o assunto e a dinâmica a ser trabalhada. 2.

3. que uma vez sorteados não poderão comunicar-se com outrem.___ Está formado o conselho de sentença. “Em nome da lei. segundo as circunstâncias. que são impedidos de servir no mesmo conselho: marido e mulher. (art. está obrigado e de que é capaz: a) Representar como possível a realização de um facto que preenche um tipo de crime mas actuar sem se conformar com essa realização. imotivadamente. Os porteiros separam os alunos em ambientes da sala de aula. Todos de pé. (art.Juiz:. 5. tio e sobrinho. 466. 472). cada um dos senhores deverá responder “Assim prometo”.º Negligência: ( lerei a qualificação da denuncia): Age com negligência quem. Devo adverti-los.___ “Vou proceder ao sorteio dos sete jurados que deverão compor o conselho de sentença. farei a exortação legal.Juiz:.___ Será submetido a julgamento a acusada: Chapeuzinho Vermelho pelo Artigo 14. ficando os mesmos desde já sorteados para a próxima sessão. Aqueles que se encontrarem nestas situações.Juiz:. entretanto. § 3º).___ Determino ao senhor porteiro dos auditórios que apregoe as partes e as testemunhas. nem manifestar sua opinião sobre o processo. das de defesa. determinando ao senhor escrivão que consigne seus nomes e os notifica para comparecerem no dia _______. A defesa e a acusação poderão. ainda recusar. sala de acusação/sala de defesa. para a próxima sessão. ascendentes e descendentes. 06. pena de exclusão do conselho e de multa de um a dez salários mínimos (art. queiram imediatamente se levantar! Advirto-os. Procederei a seguir o sorteio dos jurados suplentes ( alunos que serão público).Juiz:. às _______ horas. ate três jurados”. concito-vos a examinar com imparcialidade esta causa e a proferir vossa decisão de acordo com a vossa consciência e com os ditames da Justiça” art. . sogro ou genro ou nora. 4. cunhados durante o cunhadio. § 1º). colocado em salas separadas as da acusação. padrasto ou madrasta. 445). ou b) Não chegar sequer a representar a possibilidade de realização de um facto que preenche um tipo de crime. 447 e 454). e à chamada. ainda. 443. por não proceder com o cuidado a que. Também não poderão servir os jurados que tiverem parentesco com o Juiz . § 1º e 445. cada qual. Os jurados que serviram em julgamento anterior do mesmo processo (se houve) estão impedidos de servir. (art._________.

Mostra a imagem de Chapeuzinho com a sua mãe e pergunta: ___ Senhorita Chapeuzinho Vermelho. gostaria de lhe apresentar meus sinceros cumprimentos diante desse júri e desejo que aqui prevaleça. felicito-lhes nesse dia onde julgarão a verdade perante os fatos aqui apresentados. dizendo também a ele que ela estava sozinha e doente em casa. já que estava indo pelo caminho mais curto. ACUSAÇÃO Advogado de acusação.Promotor.e da justiça.Juiz:.Os porteiros entregam aos jurados.Promotor – Acusa “Chapeuzinho Vermelho” de negligente: __ Saudações. __ Chapeuzinho Vermelho: Culpada ou Inocente ? __ Em nome da lei.Interroga “Chapeuzinho Vermelho”: Mostra a imagem da vovó e pergunta: ___ Senhorita Chapeuzinho Vermelho. pois ela sabia que o Senhor Lobo Mau chegaria primeiro na casa da vovozinha. ele aproveitou-se das circunstâncias promovidas por Chapeuzinho Vermelho que foi negligente. 2. a Justiça e a verdade. INTERROGATÓRIO a)Advogado de acusação. mas que não foi praticado somente pelo Senhor Lobo Mau.Os jurados se reúnem e escolhem o seu Juiz presidente. quem é esta senhora Chapeuzinho Vermelho responde. cópias da decisão de pronúncia e de posteriores decisões que julgaram admissível a acusação. O promotor entrega cópias de imagem com a Chapeuzinho Vermelho conversando com o Lobo Mau para os jurados. __ Excelentíssima Senhora Juíza da Comarca de José Manoel Vilela. que é o único que pode falar pelos demais. II. 07. ficou brincando. INSTRUÇÃO 1. __ Caros componentes de júri. acima de qualquer valor ético e moral. O promotor entrega cópias de imagem com a Chapeuzinho Vermelho brincando com pássaros. cantando e observando as flores e pássaros. quem é esta senhora .___ Podem sentar. mas não. Os senhores jurados não sorteados estão dispensados com nossos agradecimentos. disfarçando. assim como cópia escrita do relatório a respeito do processo. nesse momento. esta senhorita poderia ainda ter pedido acompanhamento de algum lenhador.. ela favoreceu o Senhor Lobo Mau ao dar o endereço da vovozinha. peço as senhores jurados que analisem com atenção este crime horrorozo. __ Senhores jurados.

pelo mesmo meio. terem uma fonte de renda. c) Interrogatório dos jurados Jurados também reperguntam. 478: Juiz:___ Advirto sobre o Art. vejam como esta senhora teve a vida interrompida. c)Interrogatório das testemunhas Juiz chama as testemunhas e após ouvidas as testemunhas. Durante os debates as partes não poderão. b) Interrogatório do advogado de defesa.A acusação. a defesa e os jurados poderão. ainda. mas se trata do momento próprio de dar a sua versão dos fatos às pessoas que irão proferir o julgamento. 478. e poderão durar até três minutos. ___Por que a senhora não as seguiu Chapeuzinho Vermelho responde.passo a palavra aos senhores. ela tem direito a vida como qualquer outra pessoa. facultando-se. em seu prejuízo. ACAREAÇÕES Juiz verifica a necessidade de acareações.Chapeuzinho Vermelho responde.4. que serão acrescidos ao tempo do aparteado (art. 497. às decisões posteriores que julgaram admissível a acusação ou à determinação do uso de algemas como argumento de autoridade que beneficiem ou prejudiquem o acusado. .à decisão de pronúncia.ao silêncio do acusado ou à ausência de interrogatório por falta de requerimento. sob pena de nulidade. não importa se ela era uma senhora. A acusada decide se fala ou não. fazer referências: I .Apartes: doravante serão regulamentados pelo Juiz Presidente. ___ Senhores jurados. DEBATES Atentar para o art. 480). consultar as partes acerca da possibilidade de dispensá-las de imediato ou se pretendem que permaneçam até o fim dos debates. III. estava ensinando mães solteiras a bordarem. ___A senhorita poderia me responder quais as recomendações que a sua mãe lhe deu Chapeuzinho Vermelho responde. 3. aos jurados solicitar-lhe. o esclarecimento de fato por ele alegado (art. . a qualquer momento e por intermédio do juiz presidente. pedir ao orador que indique a folha dos autos onde se encontra a peça por ele lida ou citada. II . inciso XII). Tinha muita experiência. mas por intermédio do Juiz presidente. INTERROGATÓRIO DO RÉU Juiz:___ Advirto ao réu de que tem o direito constitucional de permanecer calado. . para eventual einquirição.

I V. Observar arts. V. Chapeuzinho vermelho é acusada de negligência por repassar informações pessoais da vovozinha ao Senhor Lobo Mau. 480. ocasionando em homicído culposo. VI. do Tribunal do Júri Popular desta comarca. 2. Tempo: 5 minutos para cada. Explicar brevemente aos jurados os significados de cada quesito. se desejam reinquirir testemunhas ou diligências o momento é agora. 1.Juiz:___ Os jurados estão habilitados a julgar ou necessitam de outros esclarecimentos (art. § 1º).Juiz:___ Passo a palavra ao Ministério Público. Preleções e agradecimentos finais”. representado pelo promotor e à defesa. O quarto voto pelo SIM ou pelo NÃO encerra a votação do quesito.Juiz:___ “Declaro encerrados os presentes trabalhos relativos à 1º sessão da 3º reunião periódica do corrente ano de 2011. .Réplica e tréplica: 3 minutos. Porteiro faz a contagem do tempo e sinaliza para o juiz o término do prazo. FIM DOS DEBATES .Juiz:___ Esclareço que findos os debates. ENCERRAMENTO Leitura da sentença e encerramento da sessão. . 3. 482 a 491 do Código de Processo Penal. . Os advogados se pronunciam. JULGAMENTO Julgamento em sala secreta( coordenação). – Juiz -Lê os quisitos e indaga as partes se têm requerimentos a fazer. O resultado não será identificado.

características comuns a todos os textos lidos. Atividade 3 – Definindo a fábula Solicitarei aos alunos que apontem. fazendo uma pequena exposição dos motivos e/ou ilustrando-a com situações cotidianas. esclarecendo que este é um tipo de frase lapidar.ANEXOS: tividade 1 – Construindo a compreensão do gênero Cada grupo recebe duas ou três fichas de cartolina. o grupo deve eleger a frase que. para a maioria. é a mais significativa. além de ampliar o seu repertório. Entregarei também fichas em branco para que os grupos acrescentem outras frases por eles conhecidas no mesmo estilo. com os nomes das respectivas fábulas a que se referem: Atividade 2 – Leitura de fábulas Distribuirei para cada grupo duas ou três fábulas diferentes. concisa e com um sentido exato e que apresenta um ensinamento proveniente da sabedoria popular. Abaixo estão relacionados alguns exemplos de provérbios. Após uma pequena discussão. A atividade tem o propósito de familiarizar os alunos com a forma e a linguagem do gênero. Farei perguntas que chamem atenção para aspectos como . oralmente. com um provérbio conhecido. as quais ilustram as morais anteriormente apresentadas. Os grupos trocam os textos entre si. até que todos tenham lido todas as fábulas.

brevidade da história. na opinião de vocês. a)___________________________________________________________ b)___________________________________________________________ c) ___________________________________________________________ d) ___________________________________________________________ e) ___________________________________________________________ Atividade 5 – Estabelecendo valores-Confecção de cartaz Completaremos o quadro abaixo. Eis que se avista um lobo que por lá passava em forçado jejum. apontando."Que ousadia . explicitação de uma moral. aventureiro inato. a partir da discussão com seus colegas de grupo. em geral. aqueles valores que. e lhe diz irritado: . são. aceitos pela sociedade. presença de personagens animais que agem como seres humanos. Formulemos agora um conceito para esse tipo de texto: Fábula é _____________________________________________________________ Atividade 4 – Descobrindo significados Procure no dicionário alguns significados da palavra “moral”. ausência de indicações precisas de tempo e espaço. em oposição àqueles que são condenados: Atividade 6 – Leitura dramatizada da fábula “O lobo e o cordeiro” A razão do mais forte é a que vence no final (nem sempre o Bem derrota o Mal). Um cordeiro a sede matava nas águas limpas de um regato.

Distribuirei a fábula para os grupos e solicitarei que preparem uma leitura dramática (três participantes fazem os papéis do lobo. por isso. Cordeiros. . pois eu não tenho mano. de acordo com o que as personagens representam."Mas turvas. É possível determinar a localização exata do cenário onde se passa a ação? Justifique sua resposta. Atividade 7 – Trabalhando a estrutura do texto a) Enumere."Mas como poderia" . a água que bebo! Hei de castigar-te!" .e o leva até o recesso da mata. três adjetivos definidores do caráter do lobo do cordeiro. e com o ritmo e as rimas dos versos que compõem o texto bem acentuados). . La Fontaine. para mim seria impossível cometer tão grosseiro acinte. bem uns vinte passos adiante de onde vos encontrais."Vede que estou matando a sede água a jusante. cães. b) O encontro do lobo e do cordeiro acontece “nas águas limpas de um regato”. mas deve ser engano. hei de vingar-me" . "se eu não era nascido?" ."Majestade. em pleno dia."Ah.a tua." . . algum parente: teus tios. pelos menos. 1992. por conseguinte. Assim. . ."Então."Peço-vos perdão mais uma vez." ." . As falas devem ficar bem caracterizadas. Fábulas. de turvar. onde o esquarteja e come sem processo. vós não me poupais.pergunta assustado o cordeiro -. pastores. permiti-me um aparte" diz o cordeiro. do cordeiro e do narrador e os demais “dirigem” a atuação dos atores. e ainda mais horrível foi que falaste mal de mim no ano passado. teus pais. não? Então deve ter sido teu irmão.

f) A fábula apresenta um ensinamento ao leitor. pois _____________________________________________________ .está colocado entre parênteses? O que significa a expressão “nem sempre”? h) Complete a frase. Que ensinamento é este e quem o transmite? g) Por que o segundo verso – (nem sempre o Bem derrota o Mal) . explicando-a com as suas palavras: A razão do mais forte é a que vence no final. d) O que nos permite afirmar que o lobo e o cordeiro eram velhos conhecidos? e) Enumere os argumentos usados pelo lobo para justificar o castigo imposto ao cordeiro.c) No verso “foi que falaste mal de mim no ano passado”. a expressão grifada permite situar a ação no tempo? Explique sua resposta.

Se o fizer. e seguraram uma rede lá encima. . por favor. Não me mate. o rei da selva. no século XVII. E o ratinho começou a roer a rede. 1995. La Fontaine. O leão rugiu por ajuda. Os caçadores foram comer e deixaram o leão preso à rede.Posso ser pequeno – disse o rato 0 mas tenho os dentes afiados e estou em dívida com você. Os homens subiram em suas duas árvores.Comparando versões de uma mesma fábula: a) Lerei a fábula “O leão e o rato” foi contada por três autores diferentes – Esopo. enquanto dormia. por favor.Vá-se embora – grunhiu ele – antes que eu mude de idéia. Às vezes o fraco pode ser de ajuda ao forte. um dia eu poderei ajudá-lo de alguma maneira. . incapaz de se mover. os homens jogaram a rede sobre o grande animal. mas não conseguiu escapar. no início do século XX. poderoso leão – pediu o rato. . O grande leão despertou com um rugido. O LEÃO E O RATO (Esopo) O leão era orgulhoso e forte. Isso foi para o felino uma grande diversão. Mais tarde. O LEÃO E O RATO (La Fontaine) Vale a pena espalhar razões de gratidão: . Você é tão pequeno! .Ó. ele fizera um furo grande o bastante para que o leão saísse da rede e fosse se refugiar no meio da selva. A idéia de que uma criatura tão pequena e assustada como um rato pudesse ser capaz de ajudar o rei da selva era tão engraçada que ele não teve coragem de matar o rato.C. mas a única criatura na selva que se atreveu a aproximar-se dele foi o ratinho. Ato contínuo. Um dia. e Monteiro Lobato. Peço-lhe que me deixe ir. Pegou o ratinho por uma de suas fortes patas e levantou a outra para esmagar a débil criatura que o incomodara. o leão passou despreocupadamente pelo lugar. um grupo de caçadores entrou na selva. um minúsculo rato correu pelo seu rosto.Atividade 8 . é você? – disse o leão. Dias depois. Fábulas de Esopo. O leão rugiu e lutou muito. Decidiram tentar capturar o leão. Dentro de pouco tempo. Não há nada que possa fazer para me ajudar. cerca do século IV a. ESOPO.Oh. na Grécia antiga. uma de cada lado do caminho.

em mui magnânimo ato. Um instante conseguir romper uma das malhas. Atraído pelos urros.Os pequenos também têm sua utilidade. não lhe fez mal nenhum. ratinho. O rei dos animais. . E aquele ficou preso numa rede. de pêlos em pé. Fábulas. Dias depois o leão caiu numa rede. E como a rede era das tais que rompida a primeira malha e fugir. apareceu o ratinho. La Fontaine. Duas fábulas* mostrarão que eu não estou falando senão a verdade. La Fontaine conta. Mais vale a pertinaz labuta Que o desespero e a força bruta. um dia. . e com vida o deixou. Estacou. de bateu-se. Quem pensaria que um leão Alguma vez precisaria De um rato tão pequeno? Pois é. se achou. paralisado pelo terror. O leão. O LEÃO E O RATINHO (Monteiro Lobato) Ao sair do buraco viu-se o ratinho estre as patas do leão. Fábulas. porém. outra fábula. mas quanto mais se agitava mais preso no laço ficava. Nada ao ratinho fez. não tenhas medo do teu rei. Entre as garras terríveis de um leão. na seqüência. meu amigo. Leão também corre perigo. . Ao sair do buraco. A boa ação não foi em vão.Segue em paz. * Para ilustrar a mesma moral. intitulada “A pomba e a formiga”. 1992. Monteiro Lobato. Roendo o laço que o prendia. Mais vale paciência pequenina Do que arrancos de leão. Urrou desesperadamente. 1994.. um rato. que o rato ouviu e acudiu. Tanto rugiu.Amor com amor se paga – disse ele lá consigo e pôs-se a roer as cordas.

de acordo com os aspectos indicados no quadro abaixo. Transferência e aplicação da leitura Atividade 9 – Escrevendo uma carta Escreva uma carta para um destinatário (alguém próximo de você ou uma pessoa conhecida do público). Contra a força não há argumentos. e veja o que muda e o que permanece nas suas sucessivas reescrituras: b) Na comparação das diferentes versões. no livro Fábulas. para quem você aconselharia a leitura dessa fábula. O forte tem sempre razão. Atividade 10 – Mudando o final Siga o exemplo de Emília e reescreva a fábula. dando a ela um final diferente: A fábula “O cordeiro e o lobo” de La Fontaine foi recontada por Monteiro Lobato. Nesse livro.b)Agora. é possível perceber indicações que remetem ao contexto histórico no qual as fábulas foram escritas? Justifique sua resposta. Leia o comentário a essa fábula: __Estamos diante da fábula mais famosa de todas – declarou Dona Benta. após cada relato. Revela a essência do mundo. compare as fábulas. . segue-se um pequeno diálogo das personagens do Sítio do Picapau Amarelo comentando a respeito da história que ouviram. Não esqueça de apresentar-lhe as razões para isso.

p. na versão de La Fontaine. 42-43).. escritas em versos leves e rimados.Refabulando Ler a fábula “A raposa e as uvas”. como por exemplo. é verdade. Passou por uma alta parreira. de manhã. duras. pum! na orelha dele. entre outras. Além de criar algumas fábulas originais muito conhecidas. 1994. p. 211). Carregada de cachos de uvas bem maduras. Fábulas. Altas demais – não houve impasse: “Estão verdes. reescreveu algumas fábulas baseadas em Esopo. em vez de estar bobamente a discutir com o lobo.. . 1992. Eu não sou forte. representativas do contexto da aristocracia francesa do século XVII. “O leão e o rato”. Por quê? Porque aplico a esperteza. Andando à caça. Atividade 11 . Algumas dessas fábulas de Esopo são conhecidas ainda hoje. não é? Pois fique sabendo que estragaria a mais bela e profunda das fábulas. sem eira nem beira. piscando o olho: “Lá atrás daquela moita!” E o lobo ia ver e eu sumia. já vi que são azedas.. É principalmente conhecido como autor de fábulas. Esopo foi outro grande criador de fábulas. “O lobo e o cordeiro” e “A cigarra e a formiga”. Embora tivesse uma aparência estranha . que sujei a água desse riozinho.C. como “A raposa e as uvas”.” Adiantaria se chorasse? (La Fontaine. nascido em 8 de julho de 1621 e falecido em 13 de abril de 1695.consta que era corcunda . e recontar utilizando as suas próprias palavras. que retratavam o comportamento humano através de personagens animais. Quase morta de fome. E depois fazia de conta que estava com uma espingarda e. Jean de La Fontaine é francês. dizia: “Senhor Lobo. E o lobo com água na boca: “Onde?” E eu. sim. __ Acredito – murmurou Dona Benta.. Algumas informações sobre La Fontaine: La Fontaine a escreveu dum modo incomparável. normanda ou gascã.. “A lebre e a tartaruga”. Se eu fosse esse cordeirinho.. mas ninguém me vence.possuía o dom da palavra e a habilidade de contar histórias. que viveu na Grécia como escravo no século V a.__Mas há esperteza! – berrou Emília. Quem quiser saber o que é obra-prima. leia e analise a sua fábula do Lobo e do Cordeiro (Lobato. Certa raposa astuta. mas foi para envenenar três perus recheados que estão bebendo ali embaixo”.

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Atividade 12 – Trabalhando a ilustração Observe a ilustração de Gustave Doré feita para essa fábula. Agora. a cantar passou o verão. . sem provisão na despensa. Atividade 13 – Recriando fábulas Leia a fábula original de La Fontaine “A cigarra e a formiga”. A CIGARRA E A FORMIGA A cigarra. ela pensa em recorrer a uma amiga: sua vizinha. a formiga. crie uma fábula a partir da ilustração. sem pensar em guardar. comparea com as recriações de Monteiro Lobato e José Paulo Paes. Eis que chega o inverno. Depois. como saída. e então.

A CIGARRA E A FORMIGA (A FORMIGA BOA) Houve uma jovem cigarra que tinha o costume de chiar ao pé do formigueiro. A cigarra é só cantiga. Mas o bom tempo afinal passou e vieram as chuvas. 1992.. até o bom tempo voltar. Os animais todos. seria uma barra o trabalho da formiga (Paes. A formiga é só trabalho. deliberou socorrer-se de alguém. "Antes de agosto chegar. pode estar certa a senhora: pago com juros. a formiga não seria. sim. Canta o dia inteiro. sem tristeza." "Tu cantavas? Que beleza! Muito bem: pois dança agora. emprestado. noite e dia. A cigarra canta. "Que fizeste até outro dia?" perguntou à imprevidente." Do livro Fábulas de La Fontaine. A pobre cigarra. "Eu cantava.pedindo a ela. . Só parava quando cansadinha. passavam o dia cochilando nas tocas. sem abrigo em seu galhinho seco e metida em grandes apuros. sem mora." Obsequiosa. Senhora. s.d.). qualquer bocado. SEM BARRA Enquanto a formiga Carrega comida Para o formigueiro. algum grão. Mas sem a cantiga da cigarra que distrai da fadiga. e seu divertimento era observar as formigas na eterna faina de abastecer as tulhas.. arrepiados. certamente.

enfim. . a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo.. lá se dirigiu para o formigueiro.. Vendo o corvo com o queijo.. Bateu – tique. O que não tem é inteligência! Moral: cuidado com quem muito elogia. estou vendo que voz o senhor tem. Do livro Fábulas de Esopo. Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. que aqui terá cama e mesa durante todo o mau tempo.Manquitolando.Eu cantava. Aquele chiado nos distraía e aliviava o trabalho. com uma asa a arrastar. tique. respondeu depois dum acesso de tosse. Pois entre. não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros. Você pode alterar o final. autores do século XX. . foi para debaixo da árvore..Isso mesmo. examinando a triste mendiga suja de lama e a tossir. claro.. A formiga olhou-a de alto a baixo. olhou para cima e disse: -Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver. Dizíamos sempre: que felicidade ter como vizinha tão gentil cantora! Entre.. Era você então que cantava nessa árvore enquanto nós labutávamos para encher as tulhas? . . sarou da tosse e voltou a ser a alegre cantora dos dias de sol. A raposa e o corvo Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. fazem da fábula de La Fontaine.Ah!. embrulhada num xalinho de paina. exclamou a formiga recordando-se. . era eu.Venho em busca de agasalho. a) O que há de comum nas releituras que Lobato e José Paulo Paes. Do livro Fábulas. amiga. Com esta idéia na cabeça.. interferir no texto à vontade. Experimente introduzir modificações na história. O mau tempo não cessa e eu. bem sabe.. Aparece uma formiga friorenta.E que fez durante o bom tempo que não construí a sua casa? A pobre cigarra. Monteiro Lobato. dizendo: -Olhe. tique. toda tremendo. abriu o bico e soltou um sonoro "Cróóó!" .Que quer? – perguntou.. A cigarra entrou. O queijo veio abaixo. V . 1994. 1994. e a raposa abocanhou ligeiro aquela delícia.. amiguinha! Nunca poderemos esquecer as boas horas que sua cantoria nos proporcionou. incluir novos personagens e cenários. meu senhor. . Para mostrar à raposa que sabia cantar. escrita no século XVII? É possível detectar uma mudança de moral de uma época para outra? b) Leia a fábula de Esopo “A raposa e o corvo”.

A produção deste livro terá uma sessão de autógrafos na escola. O Lobo. mas sim pela estrada do rio. Organize. a partir da leitura deste: Queridos amigos. OBSERVAÇÃO: Com isso. Cansei de escutar conversinhas. teimava e vinha. o lobo cuidava muito bem da floresta e tentava mantê-la sempre limpa. coisas que inventaram a meu respeito. por isso. há muito tempo vocês ouvem falar da história de Chapeuzinho Vermelho. Em certo dia. A moral deve ser acrescentada ao final. que pedia pra ela não vir pela estrada da floresta. A minha netinha a Chapeuzinho Vermelho era uma criança muito mal-criada. não seguia as recomendações de sua mãe. aqui quem vos fala é a vovó. quando ela passa cantarolando. uma lista de animais.Escrita do conto CHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ. a respeito do lobo e de Chapeuzinho Vermelho. e sempre que vinha para minha casa. Agora. junto com os colegas. chamou-a: . possui comportamentos e “humores” distintos um do outro. cuidando para representá-los de acordo com suas características. é só escolher os bichos que farão parte de sua história. a ponto de não querer que ninguém passasse por lá. resolvi contar-lhes toda a verdade. os alunos estarão compreendendo que a fábula só “funciona” a partir de uma imagem plana e estereotipada do comportamento das personagens. ou invertendo-as para obter um efeito de humor. Chapeuzinho Vermelho nem ligava para os conselhos da mãe. caracterizando-os de acordo com a natureza própria de cada um. que não gostava de ver pessoas transitando por lá. ele estava lá. 14.Atividade 14 – Organizando uma coletânea de fábulas Você já deve ter reparado que cada bicho tem um jeito de ser. dizia não ter medo do Lobo. Pois bem. mas tão limpa. Bom. tranqüilo.

E saiba que só não lhe dou com esta cesta na cabeça porque estou levando doces para a vovozinha − finalizou Chapeuzinho toda espevitada. Ele. Ela entrou. − Ah! Sim! Mas a senhora está toda esquisita. abre logo essa porta. e veio até minha casa. O lobo rosnou de raiva. conversamos sobre Chapeuzinho Vermelho e concordei em dar-lhe uma lição. pegou um atalho. seu lobo bobão! − Olha o respeito menina! Tu bem sabes que não quero ninguém em minha floresta. já bastante irritado. é só empurrar! − disse o Lobo disfarçando a voz. Não batidas delicadas. Fiquei escondida debaixo da cama enquanto o lobo vestiu meu vestido e se deitou.− Hei! O que queres aqui? − perguntou o lobo. com seu linguajar moderno. Chapeuzinho saiu cantando para debochar do lobo. toc. resmungando: − Credo Vovó! Não sei como a senhora agüenta morar dentro do mato! È tudo tão longe. − Entre minha netinha. batidas de menina encrenqueira.coroa! − disse Chapeuzinho. Olha como os seus olhos estão . e quer saber? Saia da minha frente.. resolveu dar uma lição naquela menina mal-criada. Chegando aqui. toc. Era Chapeuzinho: − Toc. − Vou para a casa da minha avó. jogou a cesta em cima da mesa e jogou-se na cama. escutamos batidas na porta. Minutos depois. e Chapeuzinho notou algo diferente: − O que foi vovó? Sua voz está estranha! − É que peguei um resfriado minha netinha. por que não foste pela estrada do rio? − Porque quis vir por aqui..

mas conteve-se: − Não minha netinha. fazendo com que eu caísse por cima do Lobo. pulasse direto para a janela. de imediato.grandes! − É pra te ver melhor minha netinha! − E esse nariz enorme? Vai dizer que é pra me cheirar melhor? − ironizou a menina. é vegetariano. com estes dentes maiores ainda? Sem contar com o mau hálito. mas. Fazendo com que o Lobo. é por causa da gripe. Neste momento. mas meu pé engatou na colcha de renda. indo embora gritando e correndo. engatou as unhas na colcha fazendo aquela confusão.. sem sorte. Mas e essa boca enorme. eu assuo muito o nariz. O lenhador deu uma paulada que pegou na cabeça do Lobo (para minha sorte). Eu saí debaixo da cama o mais depressa possível. que. o desmiolado do Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho. O Lobo já estava super irritado. − disse Chapeuzinho tapando o nariz. O Lobo não agüentou mais: − Quer saber mesmo? − Quero. − É pra te comer! Então. O coitadinho é inocente e além de tudo. .. −Mesmo. E Eu só aceitei essa história de Lobo Mau. mesmo? − Fala vovó. que gritava escandalosamente na frente. sabe? − AH!. por que ele rasgou o meu vestido favorito. estou arrependida. o lenhador apareceu na porta e Chapeuzinho Vermelho começou a gritar que o Lobo estava me atacando.

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