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Resumo Do Discurso Sobre a Origem e Os Fundamentos Da Desigualdade Entre Os Homens

Resumo Do Discurso Sobre a Origem e Os Fundamentos Da Desigualdade Entre Os Homens

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Resumo do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens.

Introdução- Essa obra filosófica é continuação do Discurso sobre as ciências e as artes, onde exerce a crítica moral e política. Rousseau fala de uma reforma social e política. Tenta encontrar o que é natural no homem e não foi corrompido pela sociedade. Ele descreve, em especulação abstrata e racional, como era o homem no estado de natureza. É nesse livro que se encontra bem demonstrado o princípio rousseano que ficou famoso, de que o homem é bom e a sociedade o corrompe. O homem mal governado é rico apenas em vícios. Esse livro de Rousseau marca uma ruptura e um progresso em relação ao discurso das artes. Tem maior perspectiva histórica e antropológica. Nesse livro estão caracterizados os aspectos que vieram a fazer dele um precursor do romantismo. Rousseau também fala de ecologia, quando ninguém falava, e defende os povos selvagens, que naquela época (1753) costumavam ser explorados e mal compreendidos. Também atenta para os perigos da superpopulação. Era um leitor ávido de relatos de viagens, e suas descrições dos nativos, indígenas e africanos. O homem da natureza que descreve encontrou em si mesmo, quando buscava uma meditação voltada para dentro nos campos de SaitGerman. Ele admite que é muito difícil, senão impossível, o homem voltar ao estado de natureza. Tal volta teria de trazer consigo os aspectos positivos da civilização. Em certo trecho, Rousseau abençoa o momento em que o homem começou a se civilizar, sem contudo deixar de exercer a análise crítica. Na época da publicação, já é um escritor célebre. Partindo do tema da Academia de Dijon, Rousseau tenta ver a natureza fora da perspectiva social, identificando o que o homem corrompeu do estado natural através da civilização e quais são os males que vem com ela. A origem desses males vem do homem, e ele sempre os atribuía à natureza. Rousseau não ganhou o prêmio da Academia. Mas o livro destina-se a todos os humanos. Rey, livreiro e amigo de Rousseau ajudou a publicar o livro, no início de 1755. Desde 1743, Rousseau estudava os clássicos de política. A moral e a política estão juntas em Platão, Aristóteles, Spinoza, Montesquieu, Grotius, Pufendorf, Hobbes e Locke. Rousseau tem influência, mas não concordância, desses quatro últimos. Hobbes falou do estado de natureza para justificar o absolutismo e a origem da sociedade. Para Hobbes, o homem no estado de natureza é competitivo e egocêntrico, senso o homem o lobo do próprio homem. A sociedade regida pela política seria necessária para controlar o instinto violento do homem. Pufendorf são iguais no estado de natureza e a autoridade não é legitimada, ningúem manda em ninguém. A autoridade política deriva de um contrato. Para Locke, a sociedade garante os direitos naturais como o direito à propriedade. Pufendorf opõe-se a Hobbes, pois diz que no estado de natureza existe a sociabilidade e a razão. Rousseau recusa as teorias dos dois. Para ele a razão só veio com a sociedade e com a linguagem. O estado de natureza não tem existência histórica. A utilidade dessa hipótese serve para esclarecer a natureza das coisas, serve como referência. Permite julgar moralmente a degradação do homem social.

onde o povo e o soberano devem ser a mesma pessoa. em Genebra. em algumas passagens com as palavras de Rousseau. Na natureza . em exposição aos elementos naturais e com vigor físico. Ela está irreconhecível. políticos e literários também fala coisa semelhante. A desigualdade provém dos homens. que deve representar a vontade geral. é preciso conhecer o próprio homem. Isso foi o motivo da perdição da república de Atenas. em seus Discursos morais. Rousseau critica a filosofia. Rousseau tira o exemplo das mulheres virtuosas da antigüidade. Rousseau fala da figura do legislador. que diz ser preciso estudar o que é natural nos seres que vivem conforme a natureza. Fala dos homens simples que fazem a sociedade. que desde a antigüidade vem se contradizendo e pouco . Na pátria que Rousseau queria ter nascido. Seu destino é governar o homem. os homens. O desejo de auto conhecimento vem do homem do homem. acostumados à independência. Hume. procurando o coração. Rousseau prefere a máxima ³conhece-te a si mesmo´ aos imensos tratados dos moralistas. São guardiãs dos costumes. Rousseau fala que se pudesse escolher onde nascer. o civilizado. existe a igualdade. da passagem do estado de natureza em que o homem é solitário. A alma humana é moldada nas vivências. Resumo. Os costumes. Rousseau agradece seu pai e lamenta sua juventude louca. Genebra era governada por um grupo de vinte e cinco homens na época. o domínio da fronteira não seria motivo de guerra. Ele se dirige aos cidadãos de Genebra. Rousseau tem Esparta como exemplo. Rousseau critica o absolutismo francês. um resumo desse importante discurso. No discurso que pronunciaria aos seus concidadãos. Rousseau diria que a felicidade se torna duradoura se bem usufruída. O direito de legislar seria comum a todos os cidadãos. O conhecimento humano mais avançado é o de si mesmo. de Aristóteles. e não apenas aos que detém o poder. Rousseau diz que teria fugido de uma república onde o povo fosse por si só e dispensasse os magistrados. através de gerações levam à obediência passiva. Deve-se meditar sobre isso. As mulheres garantem a paz. Esses homens amam a pátria e tem religião. simplicidade e respeito às leis. Para conhecer a origem da desigualdade entre os homens.O livro começa com uma citação de A política. Vamos então ver. são dignos dela. Já esboça nele seu projeto de justificar o governo. que acaba por ignorar-se. e ninguém deve se por acima dela. A relação entre as pessoas é direta é igual. escolheria um lugar onde o amor entre os cidadãos fosse maior que o amor à pátria. Deus criou a alma com majestosa simplicidade. depois de ter sido influenciado de todas as formas por conhecimentos . Lá se vivia uma vida dura. Deve-se preferir a moderação. mas abate os fracos. A liberdade é boa e nutre os fortes. Nela. O discurso é uma crítica aos cidadãos que eram contra ao edito que dava poderes para um pequeno grupo. para a sociedade civil. vindo diretamente do estado de natureza. erros e pelo impacto das paixões. e prefere a democracia. Esses tópicos estarão presentes no Do contrato social. A lei deve ser igual para todos. No Do contrato social.Esse livro deve ser lido antes de o Do Contrato Social. O amargor e a desconfiança levam à desgraça e à ruptura do Estado.

e outra social. A natureza seleciona os mais fortes. A natureza dotou todos de piedade. como a da idade. no homem moderno. O homem selvagem no início é um animal. ignorada. Rousseau identifica dois tipos de desigualdade entre os homens. Rousseau diz ser a reflexão corrompedora do homem. existe um paradoxo nessa origem. A linguagem só pode ter surgido com a sociedade e o pensamento. O temor da morte veio quando o homem se distanciou do animal. As coisas boas que conhece são a comida. A vontade divina fez o homem bom. baseada na sociabilidade e escravidão. Em oposição à piedade existem as paixões violentas. para reconhecer o tempo em que não havia individualidade. Maupertius e Diderot para falar sobre a origem das línguas.sobre as experiências necessárias para ver o homem natural e sua aplicação na prática. Rousseau cita relatos de viagens feitos por outros. Isso também acontece com animais domésticos. . que modera o amor próprio e faz com que nos identifiquemos com o semelhante. Quanto mais elas se propagam. Fala de tempos distantes. Busca a natureza quase esquecida. afasta os fatos. O fogo. Quando a sua preservação está ameaçada. A arte humana o corrompeu. Para Rousseau. Rousseau fala do aspecto metafísico e moral do homem natural. Ele é solitário e sua alma tem realizações simples. Os males como a fadiga e o esgotamento espiritual existem porque não vivemos a vida solitária. Ao dizer isso Rousseau se antecipa a Darwin. Usando de intuição. Os filósofos chegaram a princípios metafísicos difíceis de compreender. Rousseau se inspira em Condillac. A ultima pode se chamada de moral. O homem natural tinha necessidades simples e era o mais organizado dos animais. Faz um apelo para ser ouvido. Rousseau imagina o homem nos primórdios. O homem copia os animais. Rousseau . Os povos selvagens tem os instintos muito aguçados. o que opera não é a razão. Foi quando o mais forte começou a se servir do mais fraco. Ele deve ter o direito de não sem maltratado sem motivo. tornar-se fraco e medroso. Para ele. O ser humano e seus filhos são robustos. como a natureza manda. par estudar isso. como também fez Hobbes. Os animais elevam seus instintos. o sexo e o descanso. No homem natural. Deseja e teme. pois identificaram a lei natural como racional e puseram no estado de natureza idéias sociais. A piedade é o princípio ignorado por Hobbes em sua definição de estado de natureza. Uma natural. Rousseau ataca também a medicina. que só podem ser concebidos pela linguagem . O contato com a natureza e com os animas faz os homens corajosos. Rousseau fala do momento que o direito sucedeu a violência e a natureza se submeteu a lei humana. fez o homem perder o vigor. os animais também temidéias e entendimento. A maneira de viver civilizada. Pufendort e Locke não conseguiram falar do estado de natureza. como a de dinheiro. Com influência do mecanicismo cartesiano. Ele teme a dor e a fome. A fertilidade da terra não mutilada oferece provisões. É um instinto da espécie. A reflexão é contrária à natureza. a agricultura e a comunicação foram importantes nesse estado evolutivo entre a selvageria e a civilização. Tudo corre de maneira uniforme. o homem dá preferência a si. Nessa frase ele manifesta seu anti-racionalismo.

O ferro e o fogo civilizaram os homens. pondo fim aos últimos estágios do estado de natureza. A fêmea que antes vivia em igual condição com o macho. Rousseau cita exemplo de humanos que andam de quatro. para escapar da escravidão. Rousseau inicia então a descrição da evolução política. O homem é infeliz em perdê-las. senhores e escravos. Nos comentários. contornar obstáculos naturais. grupos vão tomando conta de áreas. O homem começa a construir cabanas. Rousseau defende o regime vegetariano para o homem. e não o contrário. A conseqüência disso no espírito foram as relações. Os povos selvagens da época de Rousseau (indígenas e africanos) não estavam mais em estado de natureza. contrariando o Locke disse. serem submetidos a elas. ceder ao mais forte. No progresso da desigualdade. O estado de natureza não é um fato histórico. Quando se precisou dos homens para forjar o ferro. observando que seus dentes e intestinos são semelhantes aos dos animais frugívoros. Assim vai surgindo a desigualdade. passou a ser mais sedentária. Como conseqüência do progresso e da desigualdade surgem preconceitos contrários à razão e à virtude. Tendo o súdito apenas a vontade do senhor. mas um fato filosófico. segundo ele. Mesmo trabalhando tanto quanto o outro. sua teoria da fertilidade natural da Terra. de todos contra todos. O progresso e a indústria evoluíram com o tempo. A desigualdade est á ligada à propriedade. Mas ele fala das adequações anatômicas que o homem precisou ter para ser bípede.O acordo mútuo não impediu os massacres. Os povos instituíram chefes para assegurar a liberdade. Quando um homem passou a necessitar do outro. A moralidade e opiniões tornaram-se mais severas. o poder legítimo foi substituído pelo poder arbitrário. Os princípes devem obedecer às leis. arruinando-os. Com a desigualdade vem um estado de guerra. precisou-se de outros para alimentá-los. A presa é . sem ser feliz em tê-las. Assim. viam quem desempenhava melhor certas atividades. os vizinhos de uma área precisaram entrar num acordo. dividir-se em famílias. e o senhor apenas suas paixões. isso é negativo. usar as pedras. O ciúme nasce do amar. A sociedade civil começou a propriedade. Ambos perderam a ferocidade. Diz que o sangue humano foi sacrificado para a pretensa liberdade do Estado. um tem de sofrer. O hábito fez surgirem mais necessidades. cria-se um novo estado de natureza. pois são sanguinários. O progresso é positivo e negativo. O direito à propriedade é apenas convenção humana. a igualdade desapareceu. diz Rousseau. Os pobres só tem ela a perder. Para se desvencilhar disso. mas pode-se dizer que são escravos. some a justiça.mais necessárias são as leis. A vaidade nasce da propriedade. Concorrências surgiram . os valores. Rousseau prossegue em seu historicismo. fruto da corrupção. O homem aprendeu a combater os animais. em diferentes épocas tivemos ricos e pobres. pois no resultado final favorece os ricos. As sociedades se multiplicaram rapidamente. estabelecer um contrato. Rousseau continua sua análise do progresso. Assim surgiu o trabalho e desenvolveu-se a propriedade. Depois ele comenta com informações. O principal direito do homem é a liberdade. poderosos e fracos. Para Rousseau.

que escreveu em pé de página: ³Eis um miserável quer fazer dos ricos pobres e dos pobres ricos´. que Roosseau elogia. Fala também de um povo selvagem d a África. que desde que ficou amigo de um camponês indignou-se com a exploração. mas que já tinha abandonado esse hábito há sessenta anos. Engels comenta o livro. que é muito forte. A simplicidade original está perdida. ressaltando o fato de ser a propriedade mãe da desigualdade. convida-o para viver perto dele e beber o leite de suas vacas. Na próxima nota. mas ficou mal. Adotando o regime vegetariano. As opiniões favoráveis existiram. Não se pode retroceder ao estado de natureza e o homem civilizado está corrompido. E sabendo que Rousseau não havia retornado a Genebra. para demonstrar que os corpos e sentidos destes são mais adequados e desenvolvidos que o do homem civilizado. sua pátria. do que a opiniões favoráveis. Isso se deve mais ao caráter polêmico da obra e do próprio mote escolhido pela Academia de Dijon. O luxo tem papel importante na decadência do Estado e desigualdade social. Naturalmente. Eles preferem sua vida a uma civilizada. Ele tem uma preocupação ecológica. por introduzir a noção de igualdade civil. e questiona se a manutenção da família é ou não necessária. Em uma carta irônica. Fichte faz louvor a memória de Rousseau. o estado de natureza ficaria mais fácil de alcançar e a paz reinaria. . Depois de concluir essa obra Rousseau garantiu sua fama. mas isso não aconteceu sem esforço. Rousseau respondeu . Deve só não ficar muito afastado da natureza. que debilita a sensibilidade e não pontifica a razão. Rousseau coloca mais exemplos de selvagens. está ligado ao instinto de auto preservação e leva a humanidade à virtude. foi analisado por Voltaire. escreveu que o livro lhe dava vontade andar de quatro patas. Além disso estava ao lado do maio médico da Europa (Rousseau condenava a medicina). para não cruzar com ele. ela não é estritamente necessária. Rousseau. O amor de si mesmo. No estado de natureza do homem. o homem é bom . É um sentimento que leva a pessoa a se achar melhor que a outra. Na nota seguinte. mas o que prevalece é a aversão ao seu caráter revolucionário. Kant classifica como inevitável a contradição entre civilização e natureza do gênero humano enquanto espécie física. O amor próprio não existe no estado de natureza. Sugere que se façam mais viagens ao redor do mundo. e se escreva uma história natural original. conforme Rousseau demonstra com exemplos. ele fala de algumas semelhanças entre o homem e o orogotango.motivo de combate. Foi a violência da atitude do homem contra a natureza que o tornou infeliz. É importante entender a diferença entre esses dois sentimentos. Os selvagens não são tão infelizes quanto parecem. Rousseau alerta para não se tirar a conclusão de que é necessário um retorno ao estado de natureza. alcançou um efeito maior que o esperado e que Rousseau é o homem da sensibilidade passiva. Ressalta as impossibilidades que Rousseau aponta. onde os indivíduos devem cumprir seu destino. Levi Strauss viu nessa nota as origens e os fundamentos etnologia. Rousseau cita Locke. por sua vez. na época. dizendo que inflamou almas. tornando célebre. Starobinski fala que a conclusão do discurso é notável.

conforme já vimos. dentre outros. A guerra é uma relação entre os estados e não uma relação entre os homens. Instituições Políticas era a obra que Rousseau mais se entusiasmava. Voltaire sem dúvida ficava melhor de pé. E que ele. Emílio era uma obra muito querida por Rousseau era a obra que concluía as suas idéias sobre educação. Resumo. Resumo de Do contrato social. O soberano não pode violar o contrato. sobre o contrato social. depois de redi gir o Contrato. que é transformada em direito. Rousseau procura explicar o que torna essa mudança legítima. Somos obrigados a obedecer as potências legítimas. no qual o povo e governado por um soberano. conservando a liberdade. Rousseau escreveu nas Confissões que a publicação de Emílio foi complicada. Rousseau atirou as provas originais do seu grande livro no fogo. nem da força.Ceder à força não é um dever. A ordem social é um direito sagrado que não existe na natureza e funda-se em convenções. outros para serem governados. o governante não ama o povo. Grotius falava. Rousseau abriu caminho para sua obra mais polêmica e discutida. Ele achava que as Instituições iam precisar serem muito bem trabalhadas ainda. Nova Heloísa havia feito muito sucesso. Rousseau vê num rei e seu povo. e nas palavras de Rousseau o que diz essa obra. que nasceu o Contrato social. Ela não vem do direito natural. Rousseau era um autor consagrado.Rousseau é influenciado desde que era embaixador em Veneza. e a do Contrato foi bem mais fácil. mas de uma convenção. mas tem prazer em governar. É da relação das coisas e não das relações pessoais que nasce o estado de guerra. que vem da lei do mais forte. unindo -se às outras obedecem a si mesmo. se agregam e formam um conjunto de forças com único objetivo. em linhas gerais. A desigualdade surge com a força. os bens são protegidos e a pessoa. Introdução. e soberanos quando ativas. Pufendorf falava de dois tipos de pactos: o de associação. A mais antiga das sociedades é a família. de Jean-Jacques Rousseau. no qual a sociedade se mantém depois de cair um governo e o de submissão. Com esse livro. Os homens para se conservarem. Vejamos. Foi dessa obra reduzida. O pai tem cuidado com os filhos e por isso sente amor. Do contrato social. são chamada o Estado. diz Rousseau. O livro pretende mostrar qual é o fundamento da ordem social. quando passivas. que ele legitima o poder e funda a sociedade civil. alguns nascem para governar. o pacto social. pois o interesse de um só homem será sempre o interesse privado.chamando-o de mestre. . No contrato social. As pessoas públicas formas a República. Fiz um resumo do livro e depois acrescentei algumas notas analíticas. Outra influência de Rousseau é Althibius. Rousseau analisa o direito de conquista. o senhor seu escravo. e dizendo que não havia perigo de se voltar a andar de quatro patas. e queria trabalhar nela a vida inteira. O pacto social pode ser definido quando ³cada um de nós coloca sua pessoa e sua potência sob a direção suprema da vontade geral´. por Grotius e Pufendorf. O homem perdeu a liberdade original. No Estado. Alguns filósofos falaram que a desigualdade é natural.

alienar qualquer porção de si mesmo. É uma administração suprema em que o príncipe exerce o poder executivo. O soberano não pode ter uma opinião contrária a todos. mas por não sabermos recebê-la são necessárias as leis da razão que devem servir a todos. Na pessoa do magistrado há três vontades diferentes: a do indivíduo. O instinto é substituído pela justiça. A matéria e a vontade que fazem o estatuto são gerais. Mas só pode matar com que não pode continuar sem perigo. Mesmo a monarquia pode ser uma república. Quando o povo estatui algo para todo o povo. Mas o povo não sabe criar leis. Isso seria se auto aniquilar. por isso é lei. Cada homem é legislador e sujeito. Os indivíduos tem suas vontades particulares. O povo submetido às leis deve ser o autor delas. não devem ser numerosos. Rousseau fala do governo. e a vontade geral deve dirigi-lo para esse fim. trabalha-se para si mesmo. ofende todo o corpo. Os cidadãos devem ter uma riqueza tal que ninguém seja forçado a se vender. é preciso é um legislador. e prejudicam os que nada tem. A república é todo estado regido por leis. e a isso Rousseau chama lei. As leis são úteis àqueles que possuem. Trabalhando para os outros. O corpo político não pode se submeter a outro soberano. No livro III do Contrato. O governo é um corpo intermediário entre o súdito e o soberano. Qualquer quebra ao compromisso do contrato. Ganha a liberdade civil e a propriedade. mas nem sempre é assim. atende ao povo. Com uma sociedade. menos influência tem sobre o todo. O direito a um terreno se fortalece. Esse é o princípio que devia ser obedecido. Na passagem do estado de natureza para o estado civil. O tratado social tem por finalidade conservar os contratantes. Rousseau admite que é uma tarefa difícil encontrar um bom legislador. mas também existe a vontade geral. O soberano é feito um ser fantástico. Um legislador deve fazer as leis de acordo com o povo. para não se enfraquecer. Perde a liberdade natural. Rousseau defende a pena de morte para quem violar o contrato. Reconhece duas causas para uma ação: a moral. O livro de Rousseau é considerado a Bíblia da Revolução francesa. A relação entre o tamanho do território e o número de habitantes é o que faz a medida do tamanho de um Estado. quando se ofende um. Os compromissos do corpo social são mútuos. mas o indivíduo pode. . o homem muda. a potência. ou magistrados. implica a uma volta ao estado de natureza. forma-se uma relação. a vontade é uma e a outra é física. O homem passa a ser moral e racional. A mudança acarreta vantagens e desvantagens. pois quanto mais atua sobre si mesmo. Vontade geral é um ato de soberania. Rousseau questiona o direito a uma área do primeiro ocupante. que é a principal. obedecendo a leis que lhe são favoráveis. A soberania é indivísvel e inalienável. A justiça vem de Deus. O Estado existe para o bem comum. Os governantes . a vontade comum dos magistrados e a vontade do povo. Os maiores bens de todos são a igualdade e a liberdade.

Ele aperfeiçoa seu historicismo. sua fundação desde a fábula de Romo e Rêmulo.´ ³Não há lei no Estado que não possa ser revogada. Existem muitas dificuldades nessa forma de governo. A hereditária é o pior dos governos. mas uma lei. O interesse privado não deve se sobrepor ao interesse geral. os poderes de vem cessar. Na migração de religiões a guerra política torna-se também religiosa. há apenas um magistrado. Os que estão no poder executivo não senhores. Fala de como se institui uma ditadura. Rousseau analisa as . nem mesmo o pacto social. Na democracia os cidadãos exercem o magistrado. não nem ao menos humano.´ Mas as leis só devem ser revogadas se isso estiver de acordo com a vontade geral. que é a mais suscetível às guerras civis. Há uma distância entre o príncipe e o povo. existem mais cidadão comuns que magistrados. Rousseau fala que os povos do norte são mais desenvolvidos e vivem com muito. o povo. O governo simples é o melhor. torna o povo miserável. Existem três tipos de aristocracia: a natural. já presentes em obras anteriores.As pessoas públicas não produzem e consomem. diz Rousseau. mas tem virtudes. ³O ato que institui o governo não é um contrato. O Estado é responsável pela força da vontade geral. Quem trabalha são os membros. Apesar de difícil. É duro sustentar o luxo da corte. isso deve ser feito. em vez de deixar o povo feliz. A vontade geral é indestrutível. Rousseau comenta Roma. Na aristocracia. Se está decadente. até quando se torna uma cidade. O corpo deve se reunir em assembléia para deliberar sobre os problemas comuns. o povo perde a liberdade . Mas os alimentos são mais substanciosos nos países quentes. A aristocracia não é favorável à igualdade. Se um filho de escravo nasce escravo. No entanto era contra o absolutismo que reinava na época. Na monarquia o indivíduo representa o ser coletivo. Roma era grande e mesmo assim havia reuniões populares. Rousseau fala que a verdadeira democracia é impraticável. O governo se degenera quando se restringe ou quando o estado se dissolve. Rousseau não aprova a monarquia hereditária. a eletiva e a hereditária. Na monarquia. Ele fala que na monarquia.Rousseau explica porque o governo deve ser centralizado. conclui Rousseau. O Deus de um povo não tem direito sobre outros povos. É preciso um grande monarca para que o Estado seja bem governado. A vontade particular impera e domina mais do que as outras formas de governo. Quanto mais ao sul mais se vive com pouco. O Estado só pode existir quando o produto dos trabalhos do homem é maior que suas necessidades. Então ele analisa as três formas de governo. mas na realidade não há governos simples. o despotismo. O Estado se dissolve quando o princípe usurpa o poder soberano. mas funcionários do povo. Quando o povo está reunido.

Rousseau fala sem preliminares qual é o fundamento legítimo da sociedade política. diz Rousseau. A existência da divindade é um dogma positivo. O eu natural não sou eu. alma e corpo. O último livro apresenta um estudo. onde prevalecia a autoridade paterna. se vai mal. ele presta culto a Deus. mas o mais fraco eu dos outros. pode fazer o homem mudar. Ele não se preocupa com o Estado. O homem é oprimido pelas contradições da sociedade e afastado da natureza. moral. Uma frase que resume bem esse espírito é: ³o homem nasce livre mas se encontra a ferros por toda a parte. política. A superpopulação torna o convívio difícel. Contrato Social é divido em quatro pequenos livros. história. assembléias e outros orgão governamentais. diz Levi Strauss. música e botânica.religiões. natural para cultural. pedagogia. é a voz do jovem e apaixonado Rousseau que fala. No homem uma faculdade com atributos contraditórios tornada consciente. Rousseau fala do Evangelho que reconhece a todos como irmãos. até hostis e ver surgir em si preconceitos e sentimentos estranhos. Diz que Rousseau fundou a etnologia e foi um agente de transformação. ³A identificação que consiste na apreensão sensível. é necessário o respeito recíproco.´ Rousseau foi contra o egoísmo humano que o separa da natureza. Foi necessário para garantir o direito de certas coisas .´ Em alguns trechos Rousseau fala da primeira sociedade a família. A menos que a Igreja seja o Estado . No primeiro livro. como de afetiva para racional. Para combater a . Se o Estado vai mal. um histórico de vários sufrágios. A intolerância é um dogma negativo. poesia. O leitor deve se precaver contra algumas armadilhas interpretativas que se encontram por sob expressões como regras de administração. e não do mau uso que fizeram dele. homens como são. Dai vai para as considerações osbre a forma e o aparato governamental. que veio com o trabalho e cultivo da terra. considerando -se superior. Para Rousseau as tropas cristãs não são excelentes. segundo muitos. depois decrescidos os filhos apenas a convenção e o respeito mantém essa autoridade Tudo se origina de convenções. ³teme sentir orgulho com a glória de seu país´. precede a consciência das oposições. Na homenagem ao aniversário do 250º ano da do nascimento de Rousseau. lembra que o gênio de Rousseau atuou na literatura. Levi Strauss. Rousseau investiga porque a sociedade se instiuiu. se vai bem. Outras como o cristianismo não tem relação com a política. No entanto. No primeiro livro . não se deve dizer que fora da Igreja não há salvação. O cristianismo é totalmente espiritual e a pátria do cristão não é desse mundo. Mas pode compreender melhor essa experiência através de Rousseau. que visam preservar a liberdade física e a igualdade inicial. como a propriedade. O segundo livro fala das condições e dos limites do poder soberano. como matéria e espírito. Algumas levam à sanguinolência. E Rousseau antecipa a fórmula de que o Eu é um outro.´ A música traz a percepção da dualidade cartesiana. passar por uma transformação. que é um grande admirador de Rousseau. Mas pode ³buscar a sociedade da natureza para meditar sobre a natureza da sociedade. Pois um etnógrafo tem de pesquisar lugares que lhe são estranhos.

Em Cartas da montanha. A obra de Rousseau sobre a Polônia em alguns pontos é contrária a obra sobre o pacto social. Rousseau lamentava o fato de Montesquieu. Ele se aprimora na arte de bem dizer ao mesmo tempo que critica a civilização. No último livro. mas como isso não tem se resolvido na prática.desigualdade. em uma monografia a parte. A república deteriora em oligarquia. Nos livros Considerações sobre o governo da Polônia. Na Polônia da época de Rousseau. fala da soberania que é inalienável porque representa a vontade geral. A vontade geral nunca erra. No livro III Rousseau demonstra mais exatidão sistemática. apenas poderem que ajudam o corpo político a governar. os remédios excepicionais quando o Estado está em crise. Isso vao contra a visão de que seria um mero especulador utópico. No capítulo IX. e não ter muita abstração imaginativa« . salvo em caso de perversão. No livro II. Mas mesmo assim vemos o despotismo. Rousseau analisa as relações entre propriedade privada e o poder do soberano. buscando os fundamentos do pacto político. que servem de ornamento para o espírito. a lei superior. o autor fala que a vontade geral é indestrutível. Tem preocupação sistemática nas obras políticas. sendo obrigado a obedecê-la para viver em sociedades. O governo não passa de um intermediário entre o governo e os súditos. e indivisível. como já vimos devem representar a vontade geral. está pouco presente esse princío de ser o povo o que mais tem direito ao governo. Esse livro exige estudo e comentário à parte. Aborda os problemas do sufrágio. O soberano é a pessoa pública. projeto de constituição para a Córsega e Cartas da montanha. No contrato social temos a influência do individualismo de Locke e dos historicismo de Montesquieu. como Montesquieu. se dedicar só a descrição histórica. é necessário um legislador. Mas essas convenções. um epírito tão brilh ante. Rousseau busca tem fundamentação lógica na sua história. Estuda o governo. Rousseau aborda aspectos práticos da vida política. Rousseau afasta-se dos autores que o inspiraram . É favorável para tirar o melhor desse livro. Seriam precisos Deuses para dar leis aos homens. Rousseau fala que a pior das soberanias e a aristocráticas. O Estado vive e age pela lei. é necessária a criação de um corpo político. Fala do tribunato e da ditadura. mas apesar disso conserva o vigor. e não aprimoram a postura de cidadão. o lugar do soberano. buscar ver além das fórmulas exatas com que Rousseau demonstra o governo. onde aborda . Cada homem é livre no que escapa à essas convenções. Em outro capítulo aponta-se os limites sadios do poder soberano. que são os limites das convenções gerais. que apenas se interessa pelos interesses do homem sem ter nenhum interesse. ou o que é útil para todos e ajuda a conservar a vida e a produzir. Rousseau lamenta a primazia conferida à civilização aos bem agradáveis. os comicíos romanos. em oposição aos bem úteis e denuncia a vaidade dos conhecimentos cietíficos e artísticos. A lei é necessária porque não entendemos a lei Divina. No primeiro discurso.O Estado está estagnado e desunido. porque não há partes contituíntes do Estado. por força. Sempre o governo tenta tomar . Só as assembléias periódicas podem garantir que não se usurpe o poder. e de que tanto se orgulhava. Podemos notar em Rousseau algumas incongruências entre vida e obra.

Ainda hoje suas obras tem validade e são discutidas. como pensador do Iluminismo. nos distanciamos de conhecê-lo. Mesmo com os esforços para estudar os homens.Rousseau diz que as ciências e as artes servem para tornar o homem sociável e para fazê-los amar a escravidão. . na Revolução Francesa e no romantismo. Foi enorme sua influência.

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